Câncer de mama: prevenção e tratamentos

O câncer de mama é uma das formas de câncer que mais atinge as mulheres. Para o biênio de 2016 e 2017, o INCA estima que ocorram, somente no Brasil, cerca de 600 mil casos novos de câncer, sendo que 58 mil casos são de mama. Doctoralia, a plataforma líder na conexão de profissionais de saúde com pacientes em todo o Brasil, preparou para o Outubro Rosa, informações sobre a doença e novidades sobre os tipos de tratamentos.

O câncer de mama acontece a partir do crescimento desenfreado de células presentes na mama, que adquiriram anormalidades devido a mutações em seu material genético. De acordo com o INCA, de modo geral, a ocorrência desse tipo de câncer em mulheres e homens no mundo, é o segundo mais comum – com 1.7 milhões de casos – somente atrás do câncer do pulmão, que atingiu 1.8 milhão de pessoas.

Entre as mulheres, esse é o tipo de câncer mais comum, enquanto os homens fazem parte do 1% do total de casos. Até 2025, estima-se que 20 milhões de pessoas tenham câncer de mama, sendo que 80% dos casos devem ocorrer em países em desenvolvimento.

Muitas pessoas pensam que essa doença aparece apenas em mulheres que já atingiram os 40 anos, mas razões como antecedentes familiares e fatores de risco como obesidade, má alimentação, sedentarismo e condições genéticas, fazem com que mulheres na faixa dos 30 anos já apresentem a doença, segundo o Instituto Oncoguia.

A médica oncologista Ana Carolina Nobre de Mello, que faz parte dos médicos cadastrados na plataforma Doctoralia, explica que essa forma de câncer é altamente curável, se houver o diagnóstico precoce. Segundo Ana Carolina, a mamografia e o ultrassom da mama podem diagnosticar lesões suspeitas na mama, mas o diagnóstico somente pode ser confirmado através da biópsia.

cancer de mama

Na entrevista a seguir, Ana Carolina Nobre de Mello, fala sobre formas de tratamentos e esclarece as dúvidas mais frequentes:

P-A quimioterapia é a única forma de tratamento que garante resultados?
R-O tratamento do câncer de mama inclui o tratamento cirúrgico, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. A indicação específica de cada tratamento varia de acordo com as características do tumor, como tamanho, presença de receptores hormonais, receptor HER 2 etc. É importante conversar com o seu oncologista para definir qual é o melhor tratamento de acordo com cada caso.

P-Existem tratamentos alternativos à quimioterapia?
R-Existem indicações específicas para a quimioterapia. Normalmente, ela é indicada antes da cirurgia para diminuir o tamanho do tumor, ou após a cirurgia, dependendo do caso, para diminuir o risco de recorrência. Em alguns casos, não existe alternativa para a quimioterapia, mas outros tratamentos como a hormonioterapia, podem ser complementos, porém não substitutos.

P-Existem tratamentos não invasivos?
R-Atualmente, o tratamento para o câncer de mama tende a ser menos invasivo. Na maioria dos casos não é mais necessário retirar toda a mama.

P-Quais são as últimas novidades em termos de tratamento?
R-Existem drogas novas, chamadas terapias alvos, que atuam diretamente em alterações/mutações no tumor. Estas drogas geram menos efeitos colaterais que a quimioterapia e normalmente são usadas em casos específicos, como em pacientes com a presença da expressão do tipo de câncer HER2. Essas drogas aumentam muito a eficácia do tratamento quando combinadas à quimioterapia.

P-Os tratamentos alternativos estão disponíveis em hospitais públicos?
R-Tratamentos alternativos como acupuntura, ioga, são importantes para amenizar os efeitos colaterais do tratamento. Alguns hospitais públicos possuem estes tratamentos.

P-E se eu estiver grávida? Como posso tratar o câncer de mama?
R-Se você estiver grávida, a melhor maneira é discutir com o seu ginecologista, mastologista e oncologista, para definir a melhor conduta a ser seguida, dependendo das características do tumor.

P-É preciso fazer cirurgia em todos os casos de câncer de mama?
R-Na doença localizada, a melhor maneira de atingir a cura é através da cirurgia. Para pacientes que apresentam doença além da mama, a cirurgia sozinha não é suficiente. Nesses casos, no lugar da cirurgia, o tratamento é feito com quimioterapia, hormonioterapia e/ou drogas alvos.

Ana Carolina explica que os exames de rotina ainda são a melhor maneira de diagnosticar o câncer quando ele está no começo. Como muitas pessoas não apresentam sintomas, o autoexame é extremamente importante para pacientes que não estão na faixa etária para realizar exames preventivos como a mamografia, que é realizada em mulheres acima de 40 anos. Muita gente ainda não conhece os sintomas do câncer de mama, que inclui nódulos na mama, alterações na pele (retrações, vermelhidão, feridas), nódulos na axila, saída de secreção do mamilo, alterações na pele ou retração do mamilo.

Para a médica, como cada forma de tratamento deve ser definida de acordo com as características do tumor, é indispensável conversar com o profissional para que ele identifique qual a método mais eficaz em cada caso.

Fonte: Doctoralia

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s