Reposição hormonal com implantes: é preciso critério

A reposição hormonal com implantes é um tipo de tratamento que deve ser feito com muita parcimônia. Atualmente, existem no mercado diversos métodos que são adotados para a Terapia de Reposição Hormonal. Cada um desses métodos possui pontos positivos e pontos negativos, que devem estar sempre bem claros para a paciente.

Segundo o Comitê de Nomenclaturas da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia, a menopausa é a fase em que a mulher passa do estágio reprodutivo para o não reprodutivo e há uma queda natural nos níveis hormonais. Os implantes são uma forma de reposição de hormônios como o estradiol, testosterona ou progestágeno.

“Estes hormônios podem ser utilizados de forma associada ou não, de acordo com a necessidade de cada paciente, verificada em exames específicos”, acrescenta o especialista.

Os hormônios são liberados gradativamente na corrente sanguínea por um tempo de seis a 12 meses e a grande vantagem é que este tipo de reposição não causa picos hormonais e nem flutuações nas doses, proporcionando uma reposição muito próxima da fisiológica, além da comodidade da reposição. A reposição de alguns hormônios é indicada também para mulheres que ainda não chegaram na menopausa.

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“Um destes hormônios é a gestrinona, que é um antiprogestageno. Sua indicação clínica, além da contracepção, é de tratar alguns distúrbios menstruais como dismenorreia (dor durante a menstruação) e endometriose, que é uma patologia responsável por uma grande número de casos de infertilidade”, informa o médico.

Para as mulheres que retiraram o seu útero, não há necessidade da reposição da progesterona. As pacientes que não fizeram esse procedimento devem receber, além do estrogênio, a progesterona ou um progestágeno sintético. A ação do hormônio, em alguns casos, pode trazer benefícios na composição corporal da mulher; as que geralmente alcançam estes objetivos são aquelas que já são adeptas de um estilo de vida saudável com dieta balanceada e atividade física regular. Não há consenso quanto ao tempo que deve ser mantida a terapia hormonal, que deve ser decidido caso a caso.

“É preciso muito cuidado com aquelas que buscam este tipo de tratamento apenas para melhorar o corpo e não estão aptas para recebê-lo. Ou seja, o mesmo hormônio que emagrece pode provocar aumento de peso, que nos leva a concluir que para alcançar uma composição corporal adequada, o fundamental é adotar um estilo de vida saudável e que a reposição de hormônios é indicada para corrigir déficits dos mesmos ou tratar determinadas patologias”, finaliza João Aguiar.

João Aguiar: é médico formado em 1994 pela Universidade Estadual do Pará com graduação em Endocrinologia Clínica, graduação em medicina do esporte e fisiologia do Exercício e residência médica em Ginecologia, obstetrícia e mastologia.

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