Médicos-veterinários dão 8 dicas de cuidado com os pets no inverno

CRMV-SP orienta tutores sobre boas práticas durante a estação mais fria do ano

A queda de temperatura e a diminuição na umidade do ar são mudanças que os animais mais sentem no inverno. Cães e gatos, nesse período, são mais propensos a sofrer de doenças respiratórias, osteoarticulares e oculares. Segundo médicos-veterinários, alguns dos sintomas que os pets podem apresentar são espirros, tosses, secreção nasal, febre, entre outros.

Pensando no bem-estar dos animais domésticos, o médico-veterinário Rodrigo Mainardi, conselheiro e membro da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), indica oito cuidados para que a saúde dos pets não seja afetada.

1) Proteção

cachorro inverno frio

Uma das principais recomendações dos médicos-veterinários é proteger os animais do vento e da chuva. Casinhas, cobertas e roupas são itens essenciais nesse período. Entre as raças que mais sentem frio, estão os cães magros e de pelo curto, como o Pinscher e o Tekel. Já os cães que apresentam várias camadas de pelo e subpelo, como o Chow Chow e o São Bernardo, podem não precisar de roupas dentro de casa, mas ainda é importante que tenham cobertores e abrigos à sua disposição. E ao sair para passeios, além de vestir os animais, é recomendado que se dê preferência a locais não tão expostos ao vento e a chuva – e se possível, esperar para sair em períodos do dia em que a temperatura esteja mais amena.

2) Tosa

cachorro-tosa-spanishwaterdog-org
Foto: swdclub.org

No inverno, as tosas mais curtas devem ser evitadas, já que a pelagem longa ajuda na proteção. Essa recomendação é ressaltada no caso de animais idosos ou que ficam ao relento, que, sem as tosas baixas, podem aproveitar sua proteção natural e ter menos exposição a agentes patológicos.

3) Apetite do animal

cao-e-gato-comendo-racao

É comum, em dias frios, que o animal apresente aumento no apetite e passe a comer mais. A recomendação é ficar de olho nas refeições do animal e, se for o caso, dosar na quantidade. “A ingestão de ração industrializada em excesso pode levar ao aumento de peso de forma rápida, assim como o exagero na comida caseira”, ressalta Mainardi.

4) Vacinas

vacina

Para os cães e gatos, as pneumonias bacterianas também são mais comuns no inverno – o que representa um sinal de alerta. A recomendação dos médicos-veterinários é que as vacinas estejam sempre em dia e que nos passeios, locais com muitos animais sejam evitados devido a aglomeração e proliferação de bactérias. No frio, também é mais comum a contração de traqueobronquite infecciosa canina, conhecida também como tosse dos canis, doença altamente contagiosa e ainda mais perigosa entre idosos e filhotes.

5) Escovação

Grooming Maine Coon female cat, Serafin, with a brush
Foto: Warren Photographic

Os animais, no frio, tendem a se lamber mais e acabam engolindo mais pelos do que o normal. Nos gatos, isso é mais preocupante, já que os pelos podem formar bolas no estômago e levar à constipação intestinal. Nos cães, o principal problema é a formação de nós, que podem levar a lesões de pele.

6) Banhos

gato banho

Segundo os médicos-veterinários a frequência de banhos nos animais deve ser diminuída e, para a limpeza, o melhor é preferir dias de temperatura mais amena. A água do banho deve ser morna, e, logo depois, a secagem total do animal é essencial para que ele não fique exposto ao clima. “O ideal é que o animal não saia de casa por 30 minutos após o banho”, recomenda Mainardi.

7) Exercícios

cachorro

No inverno, os animais tendem a mostrar menos disposição para atividades físicas. O frio, no entanto, é um ótimo período para isso, já que o apetite do animal costuma aumentar. Em casa, é importante o estímulo de brincadeiras que os façam gastar a energia acumulada – e os passeios, se possível, também devem incluir brincadeiras e corridas, de preferência em horários com mais sol.

8) Hibernação

tartaruga artomis
Foto: Artomis / Morguefile

Nos dias muito frios é comum se notar uma mudança de comportamento do animal, que por vezes fica mais letárgico e sonolento, mas é preciso ter cuidado especial com répteis, alerta Mainardi. “Eles não têm controle de temperatura corporal, portanto sua temperatura é bem próxima a do ambiente. Caso não tenham aquecedores específicos para a espécie, hibernação poderá ocorrer principalmente nos cágados, tartarugas e jabutis. Muitos proprietários confundem a hibernação com o óbito do animal”.

Fonte: CRMV-SP

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s