Fim da dor na relação durante a menopausa

Vamos tocar em um assunto sério e que é meio tabu, algo que as mulheres não gostam de comentar, nem com as amigas. Porém, cerca de 18% da população feminina sofre com algum tipo de transtorno de dor ligado à penetração dolorosa. Há quem culpe os hormônios e até os parceiros, mas sabe-se que, comprovadamente, o tratamento de fisioterapia pélvica reduz a dor na relação sexual até em mulheres menopausadas

Uma grande parte das mulheres tem a vida sexual afetada após entrar na menopausa, muitos acreditam que somente o desejo é alterado pela redução de hormônios nessa fase da vida e a tão falada redução da lubrificação vaginal. Porém, o que não sabem é que o canal pode se tornar menos flexível e que muitas sentem dor na penetração vaginal, isso faz com que as mulheres evitem seus parceiros com medo de sentirem dor.

Débora Pádua, fisioterapeuta uroginecológica especialista em dor na relação sexual, conta que alguns hormônios locais ou lubrificantes são indicados pelos ginecologistas e colaboram para que o desconforto seja menor, mas muitas mulheres continuam a sentir dor e pensam que é algo “normal” pela idade e que a vida sexual pode se encerrar.

“Isso é um engano já que não existe uma idade limite para se ter uma vida sexual saudável e ativa, para isso a fisioterapia pélvica pode ajudar neste transtorno. Com técnicas específicas como massagem perineal, eletroestimulação intracavitária, exercícios pélvicos ajudam a melhorar a flexibilidade, hidratação e redução da dor na relação ou mesmo para realizar exames ginecológicos”, diz.

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As sessões são realizadas semanalmente e a taxa de sucesso do tratamento é entre 70 a 100%. “Sexo deve ser sinônimo de prazer e nunca de dor mesmo estando na menopausa”, finaliza a especialista que em 2014 inaugurou em SP a 1ª Clínica de Fisioterapia Especialista em Dor na Relação Sexual. O espaço, que leva seu nome, faz atendimento exclusivo a mulheres que tem dificuldade na penetração sem a presença de dor ou mesmo as que não conseguem ter nenhum tipo de penetração.

Fonte: Débora Padua é educadora e fisioterapeuta sexual Graduada pela Universidade de Franca (SP), durante 5 anos fez parte do corpo clínico da Clínica Dr. José Bento de Souza, e foi responsável pelo setor de Uroginecologia do Centro Avançado em Urologia de Ribeirão Preto (SP). Atualmente atende em sua clínica na capital paulista especializada no tratamento de vaginismo.

 

 

 

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