Hora de tratar as manchas da pele

É no inverno, quando há baixa incidência dos raios de sol, a melhor época para investir em tratamentos para apagar as marcas do verão. Confira o que há de melhor – e de novo nesta área.

Boa parte das mulheres brasileiras sofre com manchas na pele. Em geral, elas ocorrem devido à excessiva exposição ao sol. Os raios solares incidem na pele e esta responde com ativação dos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele, com aumento de melanina. As manchas seriam, então, uma resposta à agressão dos raios solares. E há vários tipos, que podem aparecer no rosto e no corpo. Confira cada uma delas e os tratamentos mais indicados pela dermatologista Mônica Aribi, de São Paulo:

Melasma

melasma 1

As chamadas “manchas da gravidez” em geral acontecem por conta das alterações hormonais, mas a sua causa ainda não está esclarecida. Hoje já sabe que inclusive as temperaturas altas podem causar o melasma. Essas manchas aparecem principalmente nas maçãs do rosto, buço e testa. Podem surgir ainda no colo, mas é raro.

“Ainda não há tratamento definitivo para o melasma, mas nós temos boas novidades, como o uso do ácido tranexâmico durante o microagulhamento com ‘drug delivery’, isto é, as pequenas perfurações feitas entregam o ácido aplicado na superfície da pele de forma mais direta e eficiente para sua profundidade”, diz Mônica. “Aplicações de laser com baixas energias também podem ajudar bastante”, completa.

O ácido tranexâmino funciona muito bem com todos os tipos de manchas, não só o melasma. “Nós observamos uma melhora na circulação da pele quando utilizamos esse ácido. Ele é um inibidor da tirosinase, enzima que age na formação da melanina e com isso a pigmentação diminui progressivamente, chegando até a desaparecer”, afirma Mônica. Além de clareador, ele previne a ativação do melanócito pela radiação solar. Por isso, é também indicado como suplemento, por via oral.

Melanoses solares ou manchas “senis”

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São as marcas que surgem com o tempo e indica o quanto a pessoa tomou de sol ao longo da vida. São escuras, arredondadas e podem surgir no corpo todo, mas mais comumente no dorso das mãos. Os tratamentos são feitos com laser Q-Switched preferencialmente, mas também pode ser usada a luz pulsada, dependendo do caso. “A tecnologia da luz intensa pulsada atinge dois níveis da pele, a profunda e a superficial. A aplicação superficial reduz manchas, sardas, pigmentações e pequenos vasos. A profunda estimula o colágeno, melhorando rugas, cicatrizes de acne. Por isso, este tratamento é chamado de fotorejuvenescimento”, diz Mônica.

Efélides ou sardas

melasma

Acometem principalmente pessoas de pele clara. O fator genético também é importante. Podem aparecer desde a infância, tanto no corpo quanto no rosto. Laser e peelings de ácido retinoico ou glicólico são os tratamentos mais indicados para tratar as sardas.

Manchas de pós-acne

Este problema surge depois do processo inflamatório da acne e, portanto é chamado de hipercromia pós-inflamatória. “No início, são manchas avermelhadas que se tornam amarronzadas”, diz a dermatologista. Para tratar, temos atualmente peelings químicos especiais para esse problema, que contem clareadores e ácidos associados promovendo a melhora do problema após 4 sessões. Outro bom procedimento é a radiofrequência fracionada que melhora as cicatrizes e ainda servem como microagulhamento para o “drug delivery” de acido tranexâmico ou outros clareadores.

Fonte: Mônica Aribi é dermatologista e clínica cirúrgica. Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, International Fellow da Academia Europeia de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Além de ser Mestra em Ciências da Saúde pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) e médica responsável pela Cosmiatria da residência médica do Hospital Ipiranga (SBD). 

 

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