10 Mitos e verdades sobre asma

A Gina no Brasil está realizando uma campanha de conscientização sobre os riscos da asma, que mata três pessoas por dia no Brasil.

O mote do vídeo da campanha da Gina no Brasil faz um alerta: “Asma não é brincadeira. Não é frescura. Não tem cura.” Somente quem já passou por uma crise sabe o que é “sentir que um elefante sentado sobre o peito”, diz o vídeo. Um dos destaques da campanha são os depoimentos reais de pessoas falando sobre o que sentem durante uma crise.

“Quem apresenta sintomas, é fundamental procurar ajuda médica fazer um diagnóstico correto e um tratamento adequado”, afirma o pneumologista do Hospital das Clínicas Rafael Stelmach, coordenador da GINA no Brasil e um dos principais especialistas no assunto. “O mais alarmante é que as mortes e muitas das internações poderiam ser evitadas”.

Quem quiser mais informações ou enviar seu depoimento, basta acessar a página da Gina no Facebook, clicando aqui. O vídeo da campanha pode ser visto aqui.  Abaixo estão listados 10 mitos e verdades que os papais e mamães deveriam saber:

1 – Crianças asmáticas podem fazer atividade física?
Sim. Desde que os sintomas estejam controlados com o tratamento adequado, a criança pode ter uma vida normal, incluindo atividades esportivas como jogar bola e natação. É recomendável que familiares e mesmo o professor de educação física na escola seja orientado a oferecer um atendimento adequado em caso de crises de asma, como o uso de broncodilatores.

corrida

2 – Atividade física cura asma?
Não. Asma não tem cura. O uso de remédios contínuos (bombinha de corticoide) é imprescindível no tratamento. Mas a prática de atividades físicas quando a doença está controlada, ajuda a melhorar a capacidade pulmonar, sendo um importante auxiliar no tratamento. Vale lembrar que campeões olímpicos como Gustavo Borges e Fernando Scherer são exemplos de que asmáticos podem ter uma vida normal.

3 – Asma se manifesta somente em criança?
Não. A asma atinge pessoas de 0 a 100 anos. Como 80% dos casos de asma são hereditárias, as crianças estão entre os principais atingidos pela doença.

asma pulmão

4 – Asma cura quando o paciente fica adulto?
Não. Asma não tem cura. É possível que um adulto deixe de ter os sintomas da asma porque não tem mais contato com os agentes que causam alergia (poeira, poluição, pelo de animais). Não significa que esteja curado. Caso o asmático entre em contato com agente que provoca a alergia, os sintomas podem voltar.

5 – A bombinha de corticoide (usado para o tratamento preventivo de longo prazo) engorda?
Não. Como o corticoide inalado tem uma dosagem muito menor que a do comprimido e uma ação de curta duração, não entra na corrente sanguínea. Mas é bom lembrar que os corticoides em comprimido e injetável, usados em tratamentos mais severos, engordam, pois entram na corrente sanguínea e nos tecidos.

usando bombinha asma mulher

6- Asma é mais comum em meninos?
Sim. Até os 10 anos de idade, os meninos têm mais chances de ter asma do que as meninas. Um dos principais motivos é que eles têm vias aéreas mais estreitas. Mas os cuidados com as crianças não dependem do gênero. Asma não é frescura, não tem cura e tem tratamento.

menino com asma
Foto: AsthmaHelpingCentre

7 – Grávidas podem tomar remédios para asma?
Sim. A asma não poupa nenhuma das idades e nem os ciclos da vida. Em 70% dos casos, as grávidas que já eram asmáticas, continuam com os sintomas da doença durante a gestação. “Caso a asma não esteja bem controlada, os bebês podem nascer com baixo peso ou prematuras”, afirma o pediatra Paulo Carmargos. As grávidas podem continuar usando os medicamentos, que praticamente não apresentam riscos para o feto.

8 – Asma piora no inverno?
Em termos. No inverno são registrados aumentos nos casos de internação devido à doença. Tempo seco, variação brusca de temperatura e poluição podem irritar os brônquios e piorar inflamação dos portadores de asma. No Brasil, mesmo no Norte e Nordeste, o período de outono e inverno, de abril a setembro, mostra um aumento das internações e mortes por asma. “O ideal é que o paciente comece a se tratar antes desta época para evitar um agravamento do quadro”, explica o pneumologista do Hospital das Clínicas Rafael Stelmach, coordenador da GINA no Brasil.

9 – A obesidade pode agravar casos de asma?
Sim. Asma pode estar relacionada à obesidade. O excesso de gordura no corpo leva a altos níveis de leptina e citocina inflamatórias, que estão ligadas ao surgimento da asma. Além disso, a obesidade altera propriedades mecânicas do sistema respiratório.

cansaço

10 – O asmático pode ter vida normal?
Sim. Se o paciente fizer o tratamento adequado, ele pode ter uma qualidade de vida praticamente normal. Ter asma não é sinônimo de nunca sair de casa, não poder se divertir ou se isolar do convívio social. Viver bem e ser asmático é possível: vá às consultas, medique-se somente sob orientação, não se exponha a ambientes empoeirados e a produtos químicos com forte odor. Acima de tudo, respeite os limites do seu corpo.

Campanha quer zerar mortes por asma no Brasil

A asma, inflamação crônica das vias respiratórias, mata três pessoas por dia no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. É a quarta causa de hospitalizações do SUS, com 100 mil internações. Estima-se que até 40 milhões de pessoas (20% da população) apresentem alguns dos sintomas da doença: falta de ar, chiado e aperto no peito, tosse seca e/ou persistente.

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Dessas, estima-se que até 10 milhões de pessoas não têm sequer diagnóstico médico para confirmar ou não se são portadores de asma. A organização Iniciativa Global Contra Asma no Brasil (GINA no Brasil) lança campanha para aumentar a conscientização sobre riscos à saúde e erradicar as mortes provocadas pela doença.
“Quem apresenta sintomas, é fundamental procurar ajuda médica fazer um diagnóstico correto e um tratamento adequado”, afirma o pneumologista do Hospital das Clínicas Rafael Stelmach, coordenador da GINA no Brasil e um dos principais especialistas no assunto. “O mais alarmante é que as mortes e muitas das internações poderiam ser evitadas”.

O mote do vídeo da campanha da Gina no Brasil faz um alerta: “Asma não é brincadeira. Não é frescura. Não tem cura.” Somente quem já passou por uma crise sabe o que é “sentir que um elefante sentado sobre o peito”, diz o vídeo. A intenção é conscientizar que a asma é uma doença crônica que precisa de atenção permanente por parte dos pacientes. Um dos destaques da campanha são os depoimentos reais de pessoas falando sobre o que sentem durante uma crise.

Sobre a Gina no Brasil

A Iniciativa Global Contra Asma (GINA) é uma ONG internacional, com sede nos Estados Unidos, que reúne os principais especialistas da doença no mundo para apresentar as estratégias de combate mais eficazes e comprovadas cientificamente. No Brasil, é formada por profissionais de saúde voluntários que pretendem divulgar o conhecimento sobre asma entre profissionais de saúde que atuam no tratamento da doença, além de oferecer aos pacientes e seus familiares acesso a importantes informações que lhes auxiliem no controle da doença.

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