Hoje é o Dia Mundial da Sepse

A cada segundo alguém morre de sepse no mundo; São Paulo terá ação de conscientização na Estação do Metro Sé e Rodoviária do Tietê

Pelo sexto ano consecutivo, o Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS), com sede no Brasil, participa do Dia Mundial da Sepse, comemorado em 13 de Setembro. A ação reúne mais de 60 países e é comandada pela Global Sepsis Alliance (GSP). O objetivo da campanha é mudar o quadro cada vez mais preocupante da incidência e mortalidade por sepse no mundo. Segundo dados levantados pela GSA (Global Sepsis Alliance), surgem a cada ano cerca de 30 milhões de novos casos no mundo.

Antigamente a sepse era conhecida como septicemia ou infecção generalizada, na verdade, trata-se de uma inflamação generalizada do próprio organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Essa inflamação pode levar a parada de funcionamento de um ou de mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente.

No Brasil o quadro é alarmante. Dados de estudos epidemiológicos, coordenados pelo ILAS, apontam que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva em nosso país são ocupados por pacientes com sepse grave; e a taxa de mortalidade pode chegar a 55% dos pacientes que apresentam sepse nas UTIs brasileiras.

Na última década, a taxa de incidência da doença aumentou entre 8% e 13% em relação à década passada, sendo responsável por mais óbitos do que alguns tipos de câncer, como o de mama e o de intestino. “Muitas são as razões desse crescimento como o envelhecimento populacional, o aumento das intervenções de alto risco e o desenvolvimento de agentes infecciosos mais virulentos e resistentes a antibióticos”, disse o Dr. Luciano Azevedo,presidente do ILAS.

O profissional acrescenta ainda que em países em desenvolvimento, como o Brasil, a desnutrição, pobreza, falta de acesso a vacinas e o tratamento de forma e em tempo inadequados contribuem para o aumento da mortalidade.

baccentral

As cinco metas da Campanha no mundo são:

Inserir a sepse na agenda de desenvolvimento. A Declaração Mundial da Sepse aumentará a prioridade política dada à sepse, despertando a conscientização a respeito do crescente ônus médico e econômico representado pela doença.

Mobilizar os envolvidos. Assegurar que as estratégias para prevenção e controle do impacto global da sepse sejam focalizadas naqueles de maior necessidade.

Apoiar a implantação de diretrizes internacionais de sepse. Melhorar o reconhecimento precoce e proporcionar tratamento mais eficaz da sepse, além de possibilitar prevenção e tratamento adequados para todas as pessoas em todo o mundo.

Envolver os sobreviventes de sepse e os enlutados por ela no planejamento de estratégias para diminuir a incidência de sepse e melhorar os resultados no tratamento desta condição tanto local como nacionalmente.

Assegurar que existam instalações suficientes para tratamento e reabilitação e equipes bem treinadas para o cuidado em curto e longo prazo de pacientes com sepse.

Sepse no Mundo

De 30 milhões de casos, seis milhões são neonatais e 10 milhões por sepse materna. “É uma das doenças mais comum e menos reconhecida, tanto em países em desenvolvimento como desenvolvidos”, alerta a médica intensivista Flávia Machado, membro da diretoria.

Em São Paulo haverá ação de conscientização em dois locais públicos: Metro da Sé e Rodoviária do Tietê.

Fonte: ILAS

Para ler mais sobre o assunto, clique aqui.

 

 

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2 comentários sobre “Hoje é o Dia Mundial da Sepse

  1. Em 2014 fui submetida à uma cirurgia de retirada de um teratoma maduro do ovário. Tive decência de cirurgia e não fui bem tratada no hospital que passava por uma grave crise financeira(RJ).. Evoluiu para abcesso de parede e sepse e uma produção anormal de seroma (drenando quase 2 litros por dia). Voltei para mesa de cirurgia para uma grande abordagem e foi retirado um pedaço do intestino e tecidos de pele já necrozados.. Tive PCR e quando voltei para o leito estava muito mal, com algumas costelas quebradas e com poucas chances de sobreviver..
    Fiquei 6 dias sem urinar até q voltou a funcionar.. Tive alta após 3 meses e meio e fiquei voltando no ambulatório por 6 meses para drenagem do seroma no abdomen através de punção.. Usando cinta de alta compressão para evitar o acúmulo de líquido.
    Em 2015 sofri 2 avcs esquemicos sem sequelas permanentes..
    Em 2016 fui diagnosticada como cardiopata, com disfunção sistolica tipo II e mal funcionamento da válvula mitral.
    Sou hipertensa (mesmo medicada, não regulo níveis de pressão), diabética, cardíaca e obesa (imc 45,3).
    Tenho a imunidade baixa, depressão (não tinha antes).. Vivo com infecção urinária, infecção de garganta e uma gripe todo mês.
    Farei um bypass gástrico para me auxiliar na perda de peso já que todos os meus problemas físicos e psicológicos são agravados pela obesidade..
    Embora tenha passado 3 anos e meio da sepse e choque septico, tenho medo que tudo se repita.
    Corro esse risco?
    Não encontro ajuda e explicações das sequelas da sepse à longo prazo.

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