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Dicas para quem tem dúvidas na hora de usar repelente 

Dermatologista alerta que repelentes caseiros não possuem eficácia comprovada

O Ministério da Saúde informou que o Brasil confirmou mais 237 mortes por febre amarela desde o início da temporada de calor. Além de ser usado como prevenção ao surto da doença, o uso de repelente reforça a proteção contra o Aedes aegypty e previne outras patologias oriundas do mosquito. Beatriz Lima, dermatologista da clínica de medicina esportiva M. Albuquerque, esclarece algumas dúvidas sobre como aplicar repelentes.

1. Qual a maneira correta de aplicação?

menina repelente pernas pixabay
Pixabay

O repelente deve ser usado enquanto o indivíduo estiver acordado. Aplicar sobre toda a área de pele exposta, respeitando as reaplicações nos intervalos determinados pelo fabricante (as informações de cada produto sempre devem estar nos rótulos), as condições climáticas, como elevadas temperaturas e umidade, além do contato com água, que exige nova reaplicação, com a pele seca.

2. Qualquer um pode usar? Crianças, gestantes, idosos?

mulher grávida

Os repelentes de aplicação direta na pele não podem ser usados em crianças menores de seis meses de idade. Para os demais pacientes, inclusive gestantes, nutrizes e idosos, desde que o repelente seja aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há contraindicações. Para crianças menores de seis meses, deve-se usar repelentes ambientais e roupas leves, porém que cubram a maior superfície do corpo possível.

3. Quais são os aprovados pela Anvisa? e quais as diferenças entre eles?

Os repelentes aprovados pela Anvisa são os que geralmente contêm um dentre os três compostos a seguir: DEET, Icaridina e IR3535. Entre eles, o mais recomendado é o que contém a Icaridina, pois possui maior duração de ação, necessitando portanto de menos reaplicações e favorecendo uma melhor adesão e maior período de cobertura contra os mosquitos.

4. De quanto em quanto tempo precisa passar?

mulher passando repelente - Foto WiseGeek

A reaplicação dos repelentes depende de alguns fatores, como a característica do produto, a condição climática e o contato com a água. Em média, os repelentes à base de DEET precisam ser reaplicados a cada 4 horas, os à base de Icaridina, a cada 10 horas e os à base de IR 3535 a cada 2 horas e meia.

5. Existem tipos indicados para cada tipo de pele?

Sim. A indicação do tipo de produto para cada pele é feita principalmente pensando no veículo e na concentração do repelente. Para crianças, em geral, os produtos apresentam concentrações um pouco menores, portanto menos tóxicas. O formato costuma ser spray ou gel, que facilita as aplicações. Para os adultos, a indicação varia com o tipo de oleosidade da pele ou com a sensação almejada com o uso do produto. Em geral, para peles muito oleosas, ou para uso na face, recomenda-se os repelentes em gel. Quanto ao uso corporal, para aquelas pessoas que não gostam de aplicar cremes, o spray e o aerosol são boas alternativas.

6. Como aliar com o uso de filtro solar?

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O ideal é primeiro aplicar o protetor solar e em seguida o repelente, aguardando cerca de 15 minutos entre o primeiro e o segundo produto. Se reaplicar o protetor, repetir sempre o mesmo procedimento, com o repelente por último. O repelente pode inclusive ser aplicado por cima das roupas.

7. A pessoa pode dormir com o produto?

Não é recomendado dormir com o produto sobre a pele pelo risco de aumento de toxicidade, além da ausência de efeito comprovada. Na hora de dormir a proteção mais recomendada é o uso de mosquiteiros, repelentes ambientais, como os elétricos, janelas teladas, ventiladores e ar-condicionado.

8. Repelentes caseiros funcionam?

repelente caseiro pixabay
Foto: Pixabay

Apesar de existirem muitas receitas caseiras conhecidas, em especial de repelentes para o ambiente, os naturais não têm eficácia comprovada e não são recomendados. A questão é que não conseguimos saber se os métodos empregados na confecção das receitas mantém eficácia do repelente, além da sua concentração final.

Diagnóstico de febre amarela

O teste para a detecção da febre amarela é baseado na metodologia de imunofluorescência indireta e permite a detecção de anticorpos IgM e IgG contra o vírus causador da febre. Com sensibilidade e especificidade próximas de 95%, o teste de diagnóstico da febre amarela da Euroimmun oferece resultados de alta qualidade e confiabilidade.

Fonte: Euroimmun Diagnósticos

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Novidade: lenço umedecido repelente de insetos

FeelClean Repelente de Insetos é um produto é inédito no mercado brasileiro e pode ser usado por toda a família, inclusive crianças acima dos seis meses. A fórmula, sem álcool, não é oleosa e não resseca a pele. Também é livre de DEET, um ingrediente ativo encontrado nas fórmulas de muitos repelentes.

O primeiro lenço umedecido com repelente do Brasil foi dermatologicamente testado, oferece proteção por até quatro horas e pode ser reaplicado até três vezes ao dia. Repele mosquitos, pernilongos e outros insetos, inclusive o mosquito que pode transmitir o zika vírus, a dengue, a chikungunya e a febre amarela. A eficácia foi comprovada em testes laboratoriais contra as espécies Aedes aegypti, Anopheles albimanus e Culex quinquefasciatus.

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FeelClean Repelente de Insetos – Preço: R$ 10,36

Informações: Lenços Umedecidos

Cães podem ter febre amarela?

Animais não são afetados pela doença, porém precisam de proteção contra os mosquitos que podem transmitir outras doenças como dirofilariose e leishmaniose

O aumento dos casos de febre amarela pelo país vem colocando a população em alerta. Segundo o Ministério da Saúde, somente no primeiro mês do ano foram registrados 35 casos da doença no país.

Com o avanço da enfermidade, muitos tutores questionam como manter os animais protegidos. “Os cães e gatos não são afetados pela doença. Os humanos e os macacos são os únicos hospedeiros da enfermidade que é transmitida por meio da picada de um mosquito infectado”, explica a Médica-veterinária e Gerente de Produtos da Unidade PET da Ceva Saúde Animal, Priscila Brabec.

Se um cão for picado por um inseto transmissor, poderá ocorrer uma coceira no local, mas isso não significa que os animais estão totalmente protegidos. Além de causar uma série de incômodos, os mosquitos são responsáveis pela transmissão de diversas doenças como a Leishmaniose e a Dirofilariose.

A Dirofilariose, popularmente conhecida como “verme do coração”, é comum em cidades litorâneas e de clima tropical. A transmissão da doença é feita principalmente através do mosquito Aedes aegypti, que inocula as microfilárias no cão por meio da picada.

Normalmente a Dirofilariose se manifesta por meio de forma cardiopulmonar, comprometendo o coração e o pulmão. Os sintomas associados são emagrecimento, intolerância ao exercício, tosse, letargia, dispneia, síncope e distensão abdominal.

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Outra doença que tem o mosquito como vetor é a Leishmaniose. Essa zoonose de alto poder endêmico é transmitida para os cães pela picada de um flebótomo infectado. Um animal positivo para leishmaniose serve como reservatório para o vetor, aumentando assim o risco de transmissão da doença para os humanos e outros cães.

Os cães podem demorar até dois anos para manifestar os sintomas da doença e costumam apresentar problemas dermatológicos como alopecia, úlceras, descamações, feridas de difícil cicatrização e hiperqueratose, principalmente no focinho, ao redor dos olhos e nas orelhas. É comum também a presença de onicogripose, que é o crescimento anormal das unhas.

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“Essas doenças são graves e podem até mesmo levar os animais ao óbito. Por isso, é importante que os cães estejam sempre protegidos contra a picada de insetos, através do uso de produtos repelentes. Essa é a melhor forma de prevenir a infecção do animal”, explica Priscila.

Para ajudar na proteção dos cães, a Ceva Saúde Animal desenvolveu o Vectra 3D, com uma formulação inovadora que associa três princípios ativos (Dinotefuran, Permetrina e Piriproxifen). O produto repele e mata os mosquitos, reduzindo as chances de transmissão de enfermidades. Além disso, também oferece proteção contra pulgas e carrapatos.

O Vectra 3D é um produto tópico, que fica na superfície da pele e dos pelos. Ele começa a agir 1 hora após a aplicação e protege o cão durante quatro semanas contra mosquitos e flebótomos.

“A tecnologia da pipeta smart auxilia na aplicação line- on em que o produto é aplicado continuamente da ponta da cauda até o pescoço. Devido ao seu efeito repelente e inseticida contra mosquitos, ajuda a prevenir a leishmaniose e a dirofilariose”, finaliza Priscila.

Fonte: Ceva Saúde Animal

Brasileira cria biorepelente que protege até 60 dias contra Aedes aegypti

A Organização Mundial da Saúde acaba de considerar todo o estado de São Paulo como área de risco de febre amarela. Já são 36 mortes confirmadas pela doença em um ano, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde contabilizados desde janeiro de 2017. As cidades mais afetadas pela doença são Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Batatais, Itatiba, Jarinu, Mairiporã, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Santa Lucia e São João da Boa Vista.

Desde a confirmação da epidemia, os postos de saúde do estado, incluindo os da capital, têm registrado filas e horas de espera para a imunização contra a doença. A boa notícia em meio ao caos é que uma startup brasileira de alta tecnologia acaba de desenvolver uma solução inovadora a nível mundial para proteção contra o mosquito da febre amarela e dengue e insetos transmissores do zica e chikungunya, entre outros males.

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Trata-se do Protec da Aya Tech, um biorepelente aerossol que protege até 60 dias contra o Aedes aegypti e é inovador em todos os sentidos: além do longo período de proteção, ele é feito a partir de compostos naturais extraídos de uma flor e seu solvente é à base de água, isto é, não agride seres humanos, animais e maio ambiente. O produto é para ser aplicado sobre a roupa, e não na pele, permanecendo no tecido por até 60 dias ou mais de 15 lavagens.

O desenvolvimento do Protec foi feito ao longo de anos de pesquisas pela engenheira química Fernanda Checchinato, CEO da Aya Tech. Doutora em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina e por Lyon, na França, onde trabalhou no laboratório CNRS, de onde já saíram 3 ganhadores do Nobel, Fernanda usou seu conhecimento em pesquisas, desenvolvidas ainda na JICA do Japão, para sintetizar a base de um biorepelente sem similares no mundo.

Segundo a executiva, a proteção se dá por efeito “knock down”. Ou seja: o inseto pousa ou passa pela superfície aplicada, absorve o produto e entra em estado de paralisia e morte. Além de roupas, o Protec pode ser borrifado diretamente em superfícies como sofás, cortinas, tapetes, carpetes, tiaras de cabelo e até coleiras de animais, além de pisos, azulejos e vasos de plantas. “A duração comprovada em testes laboratoriais exaustivos é de dois meses”, diz Fernanda, “ou, no caso de roupas, até 20 lavagens caseiras.”

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Outra grande sacada é a formulação do Protec, à base de permetrina e água. A permetrina, princípio ativo do biorepelente, é retirado de uma flor que qualquer um conhece – o crisântemo. ““Fruto de muito trabalho de pesquisa e desenvolvimento com nanotecnologias, é uma solução única no mundo e 100% brasileira contra a febre amarela”, diz a cientista.

Segundo Fernanda, além de proteger contra transmissores da febre amarela, dengue, zica virus e chikungunya, o Protec é eficaz contra ácaros, traça, formiga, barata, pulgas, carrapatos, muriçocas, borrachudos, pernilongos, moscas e outros insetos, inclusive os transmissores de doenças como leishmaniose e Síndrome de Guillain-Barré.

Fernanda Checchinato
Fernanda Checchinato

Informações: Aya Tech

 

Período de chuvas exige cuidados com risco de dengue e diarreia

Comuns no verão, doenças lotam unidades de saúde e trazem riscos associados à desidratação

O verão é o período que combina com o ciclo de férias escolares e não traz apenas a expectativa de momentos de alegria e descontração em cenários de praia e piscina. A estação com maior incidência de chuvas apresenta condições climáticas que favorecem a proliferação de viroses gastrointestinais e do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de dengue, zika e chikungunya. Essas doenças podem levar à desidratação, um problema relativamente simples de solucionar, mas que, em quadros mais graves, pode representar um risco à vida.

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Sede, dor de cabeça, fraqueza, tontura, fadiga e sonolência podem indicar quadros leves de desidratação. Boca seca, redução do volume de urina, prostração, taquicardia e falta de elasticidade da pele são os indícios de um quadro moderado do problema. Pessoas com desidratação severa podem apresentar sede intensa, ausência de urina (anúria), respiração rápida, confusão mental, pele fria e úmida e alterações no funcionamento termorregulador e cardiovascular do organismo.

De acordo com Olavo Rodrigues, farmacêutico clínico, mestre em Biotecnologia e superintendente de Desenvolvimento de Produtos e Assuntos Regulatórios da Natulab, é preciso corrigir o mais brevemente possível os mecanismos anormais de perdas de líquido, como febres, vômitos, diarreias. Nestes casos, a prevenção passa diretamente pelo cuidado com a alimentação, por meio da higienização correta de alimentos, a fim de evitar intoxicações alimentares, viroses e outras infecções oportunistas.

Nos casos em que a desidratação está instalada, independentemente da causa, os princípios gerais de tratamento são os mesmos: reidratar e promover o equilíbrio eletrolítico (de sais minerais). “Para a desidratação leve e moderada, pode ser indicada uma terapia de reidratação oral, com uso de soluções reidratantes – sejam elas caseiras ou não. Nos casos mais graves, pode ser necessária a reidratação endovenosa (na veia)”.

Crianças, idosos e gestantes demandam cuidados especiais. “O organismo destas pessoas é mais sensível às alterações bruscas de ambiente, exigindo cuidados e medidas preventivas redobrados”, alerta Rodrigues.

copo de agua

A desidratação profunda pode, em última instância, comprometer as funções metabólicas do organismo de forma generalizada, e com risco de morte. Vale lembrar que, aproximadamente, 75% da composição corporal é água. Manter essa concentração é fundamental para preservar o bom funcionamento dos sistemas orgânicos.

“O corpo humano elimina água através da urina, fezes, suor, por evaporação imperceptível pela pele e através da respiração. Essas duas últimas formas, embora imperceptíveis ao indivíduo, representam uma perda significativa no total diário”, explica o superintendente da Natulab.

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A boa notícia é que algumas medidas preventivas simples podem ser adotadas, a fim de garantir o bem-estar nesta época do ano. “O primeiro passo é compensar a perda natural de água que é maior nessa época, com a ingestão de bastante líquido (dois litros ou mais ao dia)”, orienta. O farmacêutico ressalta ainda outros fatores importantes: evitar a exposição excessiva ao sol, principalmente entre 10 e 16 horas; buscar ambientes frescos e à sombra; manter uma alimentação equilibrada, leve e nutritiva; e permanecer atento aos sintomas da desidratação.

Fonte: Natulab

Febre Amarela: as sete dúvidas mais frequentes sobre a doença

Vacinação continua sendo a melhor prevenção contra a doença, mas é necessário atenção para os sintomas que se assemelham a uma gripe comum

A Organização Mundial da Saúde incluiu todo o estado de São Paulo na área de risco de transmissão da febre amarela e a vacinação passou a ser recomendada para todos que viajarem com destino a qualquer parte do estado paulista. A organização justifica o novo posicionamento devido ao aumento no número de casos e de morte.

Marcus Vinicius Gimenes, médico e CEO do Consulta do Bem, e Carlos Ballarati, especializado em patologia clínica e sócio-fundador do Consulta do Bem, explicam tudo o que é necessário saber sobre a doença, desvendando alguns mitos e compartilhando dicas sobre prevenção.

Confira a seguir sete respostas às principais dúvidas sobre febre amarela:

1) Existe mais de uma Febre Amarela?

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Sim, existe a febre amarela silvestre e a febre amarela urbana, sendo que a única diferença entre as duas são os mosquitos transmissores da doença. O vírus continua sendo o mesmo, por isso ambas apresentam os mesmos sintomas e a mesma evolução. A febre amarela silvestre é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que estão presentes nas matas e na beira dos rios. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo famoso mosquito, Aedes aegypti, que é também responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. Mas vale esclarecer que a febre amarela urbana não existe no Brasil desde 1942.

2) Macacos infectados com febre amarela transmitem a doença aos humanos?

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Vítimas fáceis da febre amarela, população de primatas está sendo reduzida pela doença – Foto: Theo Anderson

Não! A doença é transmitida apenas pela picada do mosquito que carrega o vírus, por isso não há necessidade de exterminar os macacos doentes, que também são vítimas. Para os paulistanos, a confirmação da febre amarela nos macacos do parque funcionou como um alerta para antecipar a prevenção da doença antes que chegasse à cidade.

3) Pessoas doentes podem transmitir o vírus da febre amarela?

Não. A única forma de transmitir a doença é pela picada do mosquito que carrega o vírus.

4) Todos os paulistanos devem tomar a vacina da febre amarela?

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Não! Como os mosquitos Haemagogus e Sabethes, responsáveis pela transmissão da febre amarela silvestre, só conseguem voar por até 500 metros de distância, não é possível eles chegarem muito longe. É por isso que só quem mora na zona norte de São Paulo e nas proximidades deve, obrigatoriamente, receber a vacina, caso um desses mosquitos contaminados saia da área do parque.

5) Como prevenir a febre amarela?

A melhor opção preventiva contra a doença continua sendo a vacina, que é indicada para bebês com mais de 9 meses e adultos de até 60 anos. O mais recomendado às crianças é tomar a primeira dose da vacina aos 9 meses e um reforço aos 4 anos de idade. Já no caso de adultos, é necessário tomar duas doses com um intervalo de 10 anos. As duas doses são suficientes para imunizar o organismo. Já os bebês com menos de 9 meses, as gestantes, as lactantes, as pessoas com mais de 60 anos e aqueles que possuem HIV ou doenças autoimunes devem receber indicação médica para a vacina. Vale ressaltar que os especialistas indicam um prazo de 10 dias até a vacina ter efeito.

Outras formas de prevenção são o uso de repelentes e também evitar deixar exposto em casa casa lixo ou recipientes que possam acumular água. Mas é importante dizer que quem já teve a doença, fica imune para o resto da vida.

“A prevenção é sempre o melhor caminho. No caso da febre amarela, a vacinação das pessoas que moram nas proximidades da zona norte de São Paulo cria um ‘cinturão’ de proteção contra o avanço da doença na cidade”, explica Gimenes.

6) Como ter certeza do diagnóstico?

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Como os sintomas da febre amarela se assemelham muito com uma gripe comum – febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, vômitos e, às vezes, diarreia – é necessário estar atento e procurar um médico logo no primeiro sinal de mal-estar, principalmente os moradores das regiões Norte, Sul e Oeste, incluindo os distritos próximos a Itapecerica da Serra. Depois de 24 horas até 48 horas, as pessoas podem começar a melhorar naturalmente ou a doença pode evoluir para formas mais graves, afetando os rins e o fígado. É apenas nessa fase que o sintoma mais conhecido da doença, a icterícia (também conhecida pelo “amarelão” dos olhos), aparece.

7) Como funciona o tratamento da doença?

O tratamento para a febre amarela é sintomático, ou seja, ele ajuda a aliviar os sintomas da doença. Porém a principal preocupação é sempre manter a pessoa hidratada para que os rins e o fígado não entrem em falência.

Fonte: Consulta do Bem

 

 

 

 

 

Risco do ‘verme do coração’ em pets aumenta no verão

Veterinária da Petz orienta como prevenir a dirofilariose, doença transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, que provoca insuficiência cardíaca nos bichinhos de estimação e tem maior incidência nesta época do ano

Com o aumento dos mosquitos no verão, cresce o risco de transmissão de doenças. No caso dos pets, o mesmo mosquito que propaga a dengue entre os humanos pode transmitir a dirofilariose, conhecida como a doença do “verme do coração”. O parasita transmitido pela picada do mosquito se aloja no coração de cães e gatos, provocando lesões e até insuficiência cardíaca. A incidência é maior em regiões litorâneas, mas também há casos na capital paulista.

“Por isso, prevenir é fundamental, além do check-up antes e depois das viagens, para obter informações com os veterinários sobre a melhor forma de proteger e tratar dos pets”, afirma a veterinária e gerente de clínicas da Petz, Karina Mussolino. Ela explica que a prevenção deve ser feita com aplicação mensal de vermífugos ou com uma dose anual da vacina contra o parasita Dirofilaria immitis. Apesar de a doença afetar também os gatos, a vacina por enquanto só é indicada para cães a partir de nove meses de idade

O que é a doença

Além do Aedes aegypti, a doença pode ser transmitida pela picada dos mosquitos Culex e Anopheles infectados. Apatia, tosse, falta de ar, perda de peso, cansaço e dificuldade para se exercitar são alguns dos sinais da enfermidade, que vem se espalhando de forma silenciosa. “Pode ser detectada com um simples teste de sangue e, caso seja diagnosticada cedo, as chances de recuperação são maiores”, orienta Karina.

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Pixabay

Como tratar

Quando instalada, a dirofilariose reduz expectativa de vida, pode deixar sequelas graves e até matar por insuficiência cardíaca súbita. O tratamento é voltado para acabar com as microfilárias (vermes jovens), evitando que novos parasitas cheguem à fase adulta e, com isso, se reproduzam e ocupem mais espaço no coração e nos vasos sanguíneos no pet. O tipo de medicamento, o período e a dosagem devem ser determinados pelo veterinário, pois podem variar pelo número de vermes, a duração da infecção e a resposta do organismo do pet.

Fonte: Petz

 

 

 

Fácil de carregar, biorrepelente protege contra dengue, zika e febre amarela

A startup de alta tecnologia Aya Tech acaba de lançar a versão miniaerossol do biorrepelente Protec, solução inovadora em nível mundial desenvolvida com nanotecnologia pela pesquisadora brasileira Fernanda Checchinato para proteção contra o mosquito da dengue e transmissores do zica e chikungunya.

Diferente de outros protetores do mercado, cuja aplicação é na pele, o míni Protec é aplicado diretamente em roupas de adultos, crianças, bebês e pets, tecidos de cama e banho, tapetes, livros e cortinas – e protege por até 60 dias ou 20 lavagens contra o Aedes aegypti, baratas, percevejos, pulgas e outros mosquitos e insetos causadores de doenças.

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Inodoro, com toxicidade zero e longo período de proteção, o Protec é inovador não apenas na aplicação. Ele é feito a partir de compostos naturais extraídos da flor crisântemo e o solvente é à base de água, isto é, não agride seres humanos e o meio ambiente. A nova versão é fácil de carregar e cabe na bolsa, no bolso, no porta-luvas do carro, na mala do bebê, na mochila. É proteção sempre à mão – e em qualquer lugar.

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O míni Protec tem 50 ml e pode ser encontrado no e-commerce da Aya-Tech. A entrega é em nível nacional e há versões maiores para atacadistas e empresas.

 

 

Às vésperas do verão, especialistas tiram dúvidas sobre dengue, zika e chikungunya

Com a chegada do período de calor e de chuvas, aumenta a preocupação com o Aedes aegypti e especialistas alertam para as consequências alarmantes do alto número de criadouros do mosquito para a saúde da população, devido à intensificação das ocorrências da dengue, zika e chikungunya.

O último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, do dia 4 deste mês, informa que Minas Gerais registrou 28.032 casos prováveis de dengue este ano, cerca de 17 mil casos prováveis de chikungunya e mais de 730 de zika vírus. Em Belo Horizonte, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (01/12), foram confirmados 867 casos de dengue e há 915 casos notificados pendentes de resultados. Foram mais de 75 casos de chikungunya e quase 20 confirmados de zika na capital.

Em Minas, em 2017, foram confirmados 14 óbitos por dengue, e outros 13 estão em investigação. Já a chikungunya teve 12 óbitos confirmados no Estado, e ainda tem outros 8 em investigação. “Apesar da gravidade da dengue, devido ao risco de hemorragia, as outras doenças também podem levar a problemas crônicos severos. No caso da zika, por exemplo, existe a preocupação com as grávidas devido à microcefalia, e a chikungunya pode resultar em dores articulares debilitantes, que exigem cuidados multidisciplinares e podem durar meses”, explica o infectologista da Unimed-BH, Estevão Urbano Silva.

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Esclarecendo dúvidas

As três doenças são transmitidas pelo Aedes Aegypti e têm sintomas similares. “No caso da dengue, há febre alta, acompanhada de dores de cabeça e no corpo. Assim como a Dengue, as pessoas com chikungunya possuem dores nas articulações, porém, mais intensas e geralmente em pulsos e tornozelos. Já as pessoas infectadas pelo vírus zika têm febre baixa, dores leves nas articulações e manchas vermelhas na pele. Não há tratamento específico para nenhuma das três enfermidades, sendo possível apenas aliviar os sintomas e monitorar possíveis complicações. Repouso e atenção à hidratação são também indicados, além de não tomar medicamentos por conta própria, como anti-inflamatórios e aspirina”, explica o infectologista da Unimed-BH, Adelino Melo Freire Jr.

Paralelamente às medidas preventivas, outras ações como o uso de repelentes, telas nas janelas e vacinação também são recursos disponíveis. Para Estevão Urbano Silva, a mobilização para o combate ao Aedes Aegypti precisa ser de todos, antes do verão, e não há como prever qual tipo será mais intenso.

“A dengue, por exemplo, possui quatro tipos de vírus e todos têm o mesmo grau de agressividade. A nossa capacidade imunológica adquirida para um tipo pode desacelerar o surto dele, mas a população fica susceptível aos outros. A prevenção é a melhor forma de lidar com as doenças. Evitar o acúmulo de água e reduzir a procriação do mosquito são fundamentais”, reforça o infectologista.

Fonte: Unimed-BH

Saúde e conservação: ameaças aos macacos também põem humanos em risco

Desmatamento e mudança climática estão entre os fatores que põem em risco mais da metade das espécies de primatas do mundo

Existem cerca de 500 espécies de primatas no planeta Terra e 60% delas correm risco de extinção. No Brasil, país com o maior número de espécies conhecidas, 35 das 139 são consideradas ameaçadas, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). No entanto, as principais ameaças aos macacos também são grandes riscos para a humanidade, e a maior parte é gerada justamente pelo homem.

Um exemplo é o novo ciclo de febre amarela que preocupa o Estado de São Paulo. A morte de aproximadamente 300 macacos até o início de novembro provocou o fechamento de parques como o Horto Florestal e o Parque Ecológico do Tietê, entre outros. De acordo com o especialista em primatas e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Sérgio Lucena Mendes, o desenvolvimento da doença se torna mais propício pela redução das áreas silvestres e consequente avanço das cidades. Quando adicionamos outros fatores, como mudança climática, por exemplo, a equação se torna ainda mais complicada.

“É preciso ver o surto com um olhar ecológico, além da preocupação com a saúde humana. Para controlar a febre amarela é preciso, necessariamente, preservar os habitats naturais e suas espécies nativas. Desflorestar e matar macacos não impede a circulação do vírus da doença e pode até piorar a situação”, analisa Mendes.

O especialista explica a relação entre a sobrevivência de humanos, dos primatas e o desmatamento: “Enquanto os macacos precisam da floresta para sobreviver e são afetados diretamente pelo desmatamento, nós humanos gostamos de acreditar que não sentimos os impactos tão rapidamente e invadimos o habitat deles para plantar ou para realizar obras. O que não percebemos é que os serviços ambientais prestados pelas florestas são essenciais para nós. Qualidade do ar, abastecimento e qualidade da água, manutenção da temperatura e do clima, entre outros, são vitais para a humanidade”.

Um estudo publicado em janeiro, na Revista Science Advances divulgou que, além das espécies ameaçadas, outras também devem desaparecer nos próximos 25 anos, a não ser que a conservação se torne uma prioridade. A expansão da humanidade pode ser citada como a principal causa para a redução que está sendo observada. A perda de habitat, causada pelo desmatamento, é uma das razões mais impactantes, explica o biólogo Fabiano Melo, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN).

“A redução de habitat é a principal causa de ameaça aos primatas há décadas, com a caça sendo um impacto decisivo nesses ambientes fragmentados”. O desmatamento que acontece em todo o país é consequência de grandes obras de infraestrutura, da ampliação do agronegócio e do crescimento humano desordenado, entre outras questões”, alerta o biólogo.

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Muriqui-do-norte está entre as espécies mais ameaçadas – Foto: Central Press

Planeta dos macacos em risco

A redução da população de primatas no Brasil e no mundo é um alerta importante por diversos aspectos. Além do desmatamento, uma ameaça mais visível, há também outros fatores relevantes, como o grau de conservação das florestas e questões de saúde tanto dos animais como da comunidade.

A bióloga Cecília Kierulff explica que a diversidade de animais também é importante para a manutenção da qualidade de vida das pessoas. “Além da preocupação com o desmatamento, também temos que garantir a presença de diferentes animais nessas áreas. Não basta ter uma floresta vazia, é preciso ter toda uma rede de animais que exercem diferentes funções na natureza, desde insetos polinizadores até animais como onças e gaviões que estão no topo da cadeia”, conta ela, que também faz parte da RECN.

A febre amarela é outro exemplo de como a degradação das florestas pode prejudicar o bem-estar da comunidade e colocar em risco as populações de primatas. No início do ano, milhares de mortes, tanto de humanos e muito mais de primatas, aconteceram devido à contaminação provocada por mosquitos dos gêneros Sabethes e Haemagogus, que vivem especificamente em ambientes florestais. A proximidade cada vez maior das áreas urbanas às florestas facilita a disseminação da doença, que é letal para os primatas e dizimou espécies nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte.

“A saúde humana está intimamente relacionada à saúde do meio ambiente. O controle da febre amarela inclui, necessariamente, a preservação dos habitats naturais e suas espécies nativas”, alerta Mendes, que também ressalta: “com a volta das temperaturas altas, a doença pode voltar a ter as mesmas consequências que vimos no início do ano. Alguns casos de morte de macacos em São Paulo já nos apontam nessa direção”.

Com a falta de vacinação, uma tragédia muito maior pode ocorrer, uma vez que o mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika, conhecido como Aedes aegypti, também pode ser o vetor da febre amarela nas áreas urbanas, potencializando os riscos. Felizmente, isso não ocorre no Brasil desde 1942.

Conservação da saúde e do meio ambiente

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Vítimas fáceis da febre amarela, população de primatas está sendo reduzida pela doença – Foto: Theo Anderson

Como a conservação dos primatas e a preservação do habitat onde vivem são fatores intimamente ligados, pesquisadores de diferentes áreas do Brasil atuam em projetos que atuam em ambas as frentes.

Cecília, por exemplo, comemora a ampliação da Reserva Biológica União, criada em 1998 na região de Rio das Ostras, no estado do Rio de Janeiro. O mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) estava extinto no local, mas, em 1994, Cecília remanejou 42 micos-leões-dourados para a área por meio de um projeto apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Hoje há mais de 300 micos-leões na Reserva. Além do benefício para o meio ambiente, que ganhou mais uma área de proteção ambiental, que beneficia todas as espécies que ali existem, os micos puderam passar de “Criticamente em Perigo”, de acordo com a classificação da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, a chamada Lista Vermelha, para “Em Perigo”. Apesar de continuar ameaçado, a situação de conservação do mico-leão-dourado melhorou.

Na região Sudeste, o muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), uma das espécies de primatas mais ameaçadas do mundo, está sendo beneficiado por dois projetos apoiados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Um no Espírito Santo, que prevê a elaboração de um plano de manejo e maior conhecimento da população de muriquis na região serrana do estado, além de ações de conscientização e engajamento da comunidade. Em Minas Gerais, a conservação do muriqui-do-norte ganhou apoio tecnológico inédito, com o desenvolvimento de um drone com câmera ultra HD e termal para monitoramento da espécie.

O mesmo acontece com o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides). Uma pequena população da espécie, que era considerado extinto no Paraná há décadas, foi encontrada em fragmentos florestais, em 2002, em uma região com baixa densidade populacional. Esse fato ressaltou a importância da conservação dessas áreas em que a espécie ainda sobrevive.

Carlos Hugo Rocha, engenheiro agrônomo, professor da UEPG e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, conduz o projeto para caracterização socioeconômica da região, no Vale do Ribeira, no Paraná. O objetivo é apoiar estudos para a criação de uma área protegida associada à definição de políticas públicas para a conservação do muriqui-do-sul, que é considerado “em Perigo”, pelo ICMBio.

Sobre a Rede de Especialistas de Conservação da Natureza

Rede de Especialistas de Conservação da Natureza é uma reunião de profissionais, de referência nacional e internacional, que atuam em áreas relacionadas à proteção da biodiversidade e assuntos correlatos, com o objetivo de estimular a divulgação de posicionamentos em defesa da conservação da natureza brasileira. A Rede foi constituída em 2014, por iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Fonte: Fundação Grupo Boticário