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Brasil ganha primeiro autoteste rápido para detecção do vírus HIV

Desenvolvido pela Orange Life, produto vai revolucionar o diagnóstico da doença, que agora será realizado de forma simples em apenas 20 minutos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou uma grande novidade na área de saúde: o registro do primeiro autoteste rápido para HIV no Brasil, que poderá ser vendido em farmácias e drogarias. Desenvolvido pela empresa de diagnósticos rápidos integrados Orange Life e destinado ao uso do público em geral, o ACTION vai diagnosticar de forma simples e rápida anticorpos contra HIV 1/2 por punção digital. Funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos.

O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O ACTION inclui o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O ACTION deverá chegar às farmácias de todo o Brasil em junho de 2017 e o preço para o consumidor estimado pela Orange Life é de R$ 50,00.

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O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. É importante lembrar que a presença do HIV só pode ser confirmada 30 dias depois da exposição ao vírus – seja ela por relação sexual, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas ou demais formas de transmissão do HIV. Esse período é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consiga detectar.

Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez após outros 30 até completar 120 dias da primeira exposição. O ACTION tem sensibilidade e efetividade de 99,9%, índice maior do que os autotestes que usam saliva, disponíveis em outros países, como os Estados Unidos.

Segundo o médico italiano radicado no Brasil Marco Collovati, CEO da Orange Life, a fábrica no estado do Rio de Janeiro tem capacidade para fabricar 100 mil testes por mês. “Esse produto é uma revolução para os brasileiros, que a partir de agora terão a possibilidade de fazer o exame de forma muito mais rápida, barata, e se preferirem poderão preservar seu direito à privacidade”, diz Collovati, lembrando que hoje testes de HIV no Brasil são feitos somente com intermédio de profissionais de saúde em laboratórios, centros de referência ou unidades de testagem móvel.

Fonte: Orange Life

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Carnaval é época de brincar, mas não com a saúde

Além de ser um método contraceptivo, a camisinha é a melhor maneira de evitar as doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV

Em fevereiro, os foliões invadem a cidade em busca de muita festa e diversão. E para garantir que essa alegria durará o ano inteiro, a prevenção é importantíssima. A camisinha, além de contraceptiva, é uma forma de prevenção do contato com o vírus HPV. “Uma infecção genital pelo papiloma vírus humano (HPV) pode ter relação com câncer no colo uterino. Dos mais de 150 tipos de vírus HPV existentes, cerca de 15 são considerados de alto risco e possuem relação com o câncer, como o HPV 16 e o HPV 18”, afirma oncologista Ellias Magalhães da Oncomed-BH .

As lesões do vírus raramente aparecem com sintomas. De acordo com o oncologista, muitas vezes a doença é descoberta por acaso durante o exame de Papanicolau. Porém, se não tratada corretamente, pode desenvolver-se como câncer de colo de útero. “Depois de diagnosticada a existência do câncer de colo uterino, o tratamento dependerá do tipo de lesão e extensão da doença. Em seus estágios iniciais, a doença é tratada cirurgicamente. Já os tumores mais avançados geralmente são tratados utilizando quimiorradioterapia”, esclarece o oncologista.

Por isso, para não acabar com a folia, confira quatro coisas que você precisa saber para ficar protegido.

O que é o HPV?

O HPV, Papiloma vírus humano, é uma família de mais de 150 tipos vírus que infectam exclusivamente a pele e mucosas dos seres humanos. Aproximadamente metade das pessoas com vida sexual ativa se infectará por um ou mais subtipos de HPV durante a vida. O vírus é responsável pelo desenvolvimento de diversas patologias, como a verruga vulgar, a verruga plana, o condiloma acuminado (verrugas genitais) e o câncer de colo uterino, canal anal, vulva, vagina, pênis e orofaringe.

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Foto: Blindanimal/MorgueFile

Como o HPV é transmitido?

É uma DST, considerada a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. O sexo sem o uso de proteção – camisinha – é a principal causa de transmissão. Também pode ocorre a transferência do vírus de mãe para filho no momento do parto, devido ao trato genital materno estar infectado.

Como é feita a prevenção?

Pesquisas mostram que o uso correto e consistente de preservativos pode diminuir as chances de contaminação. Também existem duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que estão comercialmente disponíveis. Elas são preventivas, tendo como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos. Em 2016, o Ministério da Saúde adotou o calendário de duas doses, sendo a segunda dose seis meses após a primeira. Meninas de 9 a 13 anos de idade têm garantida a vacina gratuita no SUS. Neste ano de 2017, os meninos na faixa etária de 12 a 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV também pelo SUS de todo o país. Outros grupos podem dispor das vacinas em serviços privados, se indicado por seus médicos.

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Quem pode ser infectado?

Homens e mulheres. Ambos podem apresentar verrugas causadas pelo HPV tipos 6 e 11. Porém os tipos de alto risco podem resultar em câncer. Nos homens podem levar ao câncer de pênis e de ânus. Já nas mulheres, pode provocar o câncer de colo de útero.

Fonte: Oncomed

Qual seu maior receio em relação à saúde?

Para a maior parte dos jovens, o câncer é hoje a doença mais assustadora, ficando na frente de HIV e problemas cardíacos

Qualidade de vida, bem-estar, corpo e mente equilibrados, a cada dia cresce a procura por hábitos saudáveis, capazes de trazer mais energia e vitalidade ao ser humano. Com isso, a prática de atividades físicas também entra na rotina de grande parte dos brasileiros. Em meio a uma sociedade mais consciente e na busca por maior disposição, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios quis saber: “Qual seu maior receio em relação à sua saúde?”. O resultado apontou novas preocupações.

A pergunta foi direcionada a 11.551 jovens de todo o Brasil, com faixa etária entre 15 e 26 anos, de 21 de novembro e 2 de dezembro. Superando outros grandes males, o câncer teve o maior número de votos, sendo apontado por 55,91% (6.458 pessoas) como o mais preocupante atualmente. Para a gerente de treinamento do Nube, Eva Buscoff, não apenas entre a juventude, mas causa medo em todas as gerações. “Quem já presenciou um caso ou mesmo perdeu um ente querido, sabe o quanto o diagnóstico pode ser devastador”, afirma.

cancer de mama

Contudo, conforme os dados da OMS – Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares levam mais brasileiros ao óbito. A SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) registra cerca de 350 mil mortes ao ano, causadas por infarto, insuficiência cardíaca e derrame. São cerca de 720 paradas de coração por dia e 300 mil casos ao longo do ano, conforme dados da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

coração partido

No entanto, os problemas cardíacos ficaram em terceira posição no ranking, com 13,24% (1.529). Para Eva, negligenciar a saúde é um fator cultural muito presente, principalmente quando se trata do coração. “Aprendemos a remediar e não a prevenir”, enfatiza.

Em segunda posição, o HIV foi citado por 19,58% (2.262) dos votantes. Segundo a especialista, muito provavelmente, o fato dessa geração não ter presenciado o auge do seu contágio e o impacto da epidemia na década de 80, sejam argumentos relevantes para nem todos darem a devida importância. “É característica do jovem subestimar os riscos, seja em relação a doenças infectocontagiosas, DST ou prevenção de gravidez”, comenta.

exame de sangue são luiz

Todavia, é preciso ficar atento quanto aos perigos da transmissão, pois na América Latina, o Brasil responde por 40% das novas infecções – segundo estimativas mais recentes do Unaids -, enquanto Argentina, Venezuela, Colômbia, Cuba, Guatemala, México e Peru respondem por 41%. De 2006 a 2015 a taxa de detecção de Aids no país, entre aqueles com 15 a 19 anos, quase triplicou (de 2,4 para 6,9 casos por 100 mil habitantes) e entre os jovens de 20 a 24 anos, dobrou de 15,9 para 33,1.

Em último lugar, a obesidade foi indicada por 11,27% (1.302). Porém, é importante dar mais relevância ao tema. De acordo a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), mais de 50% da população está acima do peso, ou seja, os números nos colocam entre aqueles com maior sobrepeso do mundo.

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Foto: Xenia/Morguefile

Para a gerente do Nube, a dica principal é dosar de maneira correta todas as ações. “Pratique esportes com acompanhamento de um profissional da área, esteja conectado à Internet o mesmo período dedicado a estar fisicamente com os amigos, pais e familiares. Tenha uma boa alimentação, tudo com equilíbrio e responsabilidade!”, incentiva. Se algo estiver fora do esperado, o ideal é não perder tempo. “Procure um médico. Prevenção é a dica inteligente para essa nova geração!”, finaliza.

Fonte: Eva Buscoff, gerente de treinamento do Nube

Belvedere Vodka e John Legend unem forças para combater a Aids

A parceria reforça a ação de Belvedere (RED) com a ONG de Bono Vox

Belvedere, verdadeira vodca de luxo do mundo, lança a campanha #MAKETHEDIFFERENCE da (Belvedere) RED, em parceria com a ONG (RED), do cantor e ativista Bono Vox. Desta vez, o embaixador da ação será o cantor, artista e compositor John Legend.

Por ser um filantropo desde o inicio da carreira, John Legend traz sua criatividade e olhar visionário, com valores que correspondem ao da marca e Fundação: união, segurança, apoio e mudança. Esses quatro pilares incorporam o sentimento coletivo de todos que lutam contra a Aids.

Juntamente com Esther Mahlangu, artista africana responsável por criar à mão o design das garrafas da campanha, John Legend e Belvedere querem disseminar a importância da ONG e de suas causas. Durante a campanha, inclusive, o cantor apresentará seu novo single ‘Love me Now’, encorajando as pessoas a amar agora, devido à incerteza do amanhã.

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‘Eu sempre gostei de trabalhar com a (RED), antes mesmo da campanha de Belvedere. Quando fui convidado a apoiar a causa, sendo embaixador de um produto que eu compraria justamente com essa intenção de salvar vidas, achei que seria uma excelente ideia’, diz John Legend, que continua: ‘eu fiquei muito animado quando vi o projeto de Esther com as garrafas. Achei bonito e perfeito para a estética da ação de Belvedere, conectando cultura e filantropia’.

Para lançar a campanha #MAKETHEDIFFERENCE, Belvedere realizou seu primeiro ‘One night for Life’, evento social no Apollo Theater, com a presença dos dois artistas.

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Nos últimos cinco anos, a Belvedere levantou dinheiro suficiente para fornecer tratamento para mais de 30 mil mulheres soropositivas, evitando que a doença fosse transmitida para seus bebês. Para o presidente de Belvedere, Charles Gibb, a marca tem o prazer de continuar a campanha de (RED) com a ajuda de artistas apaixonados, que são dedicados a espalhar a importância da causa e ser uma parte da mudança para acabar com a transmissão do HIV de mãe para filho. Ele acredita que, juntos, todos podem fazer a diferença.

A CEO da (RED), Deborah Dugan, diz que esta colaboração entre John Legend e Esther Mahlangu ajuda a trazer talento e energia para a luta contra a doença, confiando que a nova garrafa será marcante e criará curiosidade no público.

Todos poderão apoiar (Belvedere) RED doando ou comprando a nova garrafa, edição limitada, que conterá a arte de Esther e a assinatura de John Legend, disponível a partir de setembro em todo o mundo. Serão revertidos 50% de todo o lucro para o Fundo Mundial de Luta com o HIV/Aids na África.

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Cabeleireiros Contra a Aids realiza Salão Solidário

A Aids ainda está aqui. Vamos cortá-la?

O Salão Solidário promete repetir o sucesso dos últimos anos. Em 1º de dezembro, Dia Internacional da Luta contra Aids, salões parceiros de L`Oréal em todo o Brasil vão participar da ação da Campanha Cabeleireiros contra AIDS. Os profissionais doarão seu tempo e talento durante este dia, fazendo cortes a preços especiais. Toda a renda arrecadada com o serviço será revertida para a Sociedade Viva Cazuza, que cuida de crianças portadoras do vírus HIV/Aids.

A campanha invade também as redes sociais, convidando seus seguidores a divulgar a ação em salões próximos e postar mensagens sobre a prevenção à doença usando a hashtag #CorteContraiAds e #CutAidsShort. Além desta hashtag, a campanha faz um novo alerta: “A Aids ainda está aqui. Vamos cortá-la.”

Em 2016, a campanha contará com o apoio das celebridades: Bel Wilker, Daniel Rocha, Fernanda Keulla, Felipe Roque, Pâmela Tomé, Raphael Sander e Renata Kuerten. Todos eles doaram seu tempo e talento para o vídeo de Cabeleireiros Contra Aids.

A cada ano, Cabeleireiros contra AIDS vem engajando mais profissionais e aumentando a arrecadação. Em 2014, a campanha arrecadou R$ 60 mil em um dia. Mais de 60 salões de Norte a Sul do Brasil participaram do Salão Solidário, totalizando cinco mil cortes, com o trabalho de 700 cabeleireiros. Em 2015, foram arrecadados R$ 91 mil com o engajamento de 822 profissionais. Nesse ano, além dos salões, as Academias L`Oréal no Rio de Janeiro e em São Paulo vão promover ações nos mesmos moldes do Salão Solidário. Na capital paulista, a ação acontece no próximo dia 30 de novembro e no Rio, em 1º de dezembro.

Campanha do bem

Em parceria com a UNESCO, L’Oréal vem atuando na conscientização sobre a prevenção do HIV entre os cabeleireiros através da campanha mundial Cabeleireiros Contra Aids. O objetivo do programa é oferecer aos profissionais de beleza informações de qualidade, cientificamente comprovadas, para o entendimento prático sobre a Aids. Desse modo, eles se tornam aptos a alertar seus clientes quanto aos riscos da doença e à maneira de se proteger contra ela.

O Programa de Educação Preventiva Contra a Aids começou em 2001 na África do Sul. Mas foi lançado mundialmente em 2005, com a assinatura, em Paris, de um acordo entre a presidência da L’Oréal Divisão de Produtos Profissionais e a UNESCO. O Brasil foi um dos primeiros países a aderir à campanha, em 2006, tendo o apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais. Essa escolha foi fruto do reconhecimento mundial conquistado pelo Brasil, apontado como uma das nações que desenvolve os melhores programas de tratamento e prevenção contra a Aids.

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O programa de Educação Preventiva Cabeleireiros contra Aids já chegou a quase 1,5 milhão de pessoas por meio de cursos, treinamentos, participação em feiras e ações diversas. No site, o profissional de beleza, seja dono do salão ou cabeleireiro, recebe gratuitamente materiais de divulgação: banners para decorar o salão, brochuras informativas para seus clientes, broches e ímãs com perguntas e respostas sobre a doença.

Sociedade Viva Cazuza

Fundada em 1990 em memória do cantor e compositor Cazuza, a sociedade beneficente acolhe crianças e adolescentes carentes portadoras do vírus da AIDS e ajuda pacientes soropositivos. A entidade divulga ainda informações sobre HIV/AIDS e esclarece as dúvidas dos profissionais de saúde e leigos.

@CCAidsBrasil / #cabeleireiroscontraaids / CCAidsBrasil / #CorteContraAids #CutAidsShort

Ministério da Saúde promove educação sexual para usuários de aplicativo

Ação levará informações aos usuários do Hornet de prevenção ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, onde se testar, e ter acesso a tratamento e insumos de prevenção

Usuários do aplicativo de encontro Hornet, que conta com mais de 1 milhão de usuários no Brasil, terão acesso a informações de prevenção ao HIV, aids e outras infecções sexualmente transmissíveis, no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A ação no Hornet acontecerá por meio do projeto piloto Close Certo, lançado nesta sexta-feira (29), pelo Ministério da Saúde em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

“A proposta do projeto é levar informação confiável e acessível a todos aqueles que navegam no aplicativo Hornet. Como a média de idade da população do aplicativo no Brasil é de 25 anos, estaremos atingindo o público jovem, gay e de homens que fazem sexo com homens – uma das populações-chave em nossas ações de prevenção”, explica a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Viras, Adele Benzaken. A diretora ressaltou ainda que o uso de novas tecnologias é uma maneira de atingir essa geração de jovens, principalmente em um país como o Brasil, que já conta com cerca de 276 milhões de celulares.

O secretario substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Alexandre Santos, ressaltou que a iniciativa é fruto de parceria com custo zero. “O projeto piloto, além do amplo alcance e de inovar na abordagem dessa população, que é muito vulnerável ao HIV, aids e às infecções sexualmente transmissíveis, não trará nenhum custo à pasta”, ressalta.

No período de 1º de agosto a 18 de setembro, colaboradores capacitados pelo Ministério da Saúde irão passar, aos usuários do aplicativo, informações sobre prevenção, diagnóstico, acesso a PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco para Infecção pelo HIV) e tratamento de HIV/aids. O projeto piloto integra as ações da política brasileira de resposta às DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que tem intensificado atividades voltadas aos jovens, grande público das novas tecnologias, como os aplicativos e as redes sociais.

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Close certo

No projeto, 18 jovens promotores de saúde, sendo três tutores e 15 colaboradores, já usuários do Hornet, terão seus perfis sinalizados com a marca do projeto Close Certo e com um laço azul, que indicará aos usuários do aplicativo que eles são voluntários participantes do Close Certo. Quando procurados, os colaboradores, supervisionados pelos tutores e equipe técnica do Ministério da Saúde, irão tirar dúvidas e compartilhar informações em relação à prevenção e ao tratamento do HIV, aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

O grupo foi capacitado pelo curso de formação de jovens lideranças, promovido pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em parceria com agências da Organização das Nações Unidas (ONU). Os promotores receberão material de apoio para desenvolvimento das atividades. O laço azul, que sinalizará o perfil dos colaboradores, é símbolo da iniciativa global Blue Ribbon Boys, adotada por vários outros países. Para tornar público o projeto no aplicativo, o Hornet encaminhará quatro mensagens inbox a todos os usuários, informando sobre a ação e com conteúdo de prevenção do Ministério da Saúde.

“Quero parabenizar o Ministério da Saúde por essa iniciativa inovadora. Existe uma necessidade em todo o mundo de buscar novas formas de fazer prevenção entre jovens, e um projeto como o Close Certo é uma das vias de acesso para onde o jovem está, que são os aplicativos de relacionamentos”, disse Georgiana Orillard, diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

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Aids em jovens

Nos últimos 10 anos, a epidemia tem avançado no público jovem. Relatório recente do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e a publicação HIV Lancet, divulgados durante a Conferência Internacional de Aids em Durban, em julho deste ano, apontam que casos de infecção pelo HIV ainda estão aumentando e o número de infecções entre os mais jovens é expressivo em todo o mundo.

Em 2004, a taxa de detecção entre jovens de 15 a 24 anos foi de 9,5 casos por 100 mil habitantes, com 3.419 casos notificados. Em 2014, foram 4.669 casos notificados, o que representa uma taxa de detecção de 13,4 casos por 100 mil habitantes. Isso representa um crescimento de 41% em onze anos. Na população geral, a taxa de detecção em 2014 é de 19,7 casos a cada 100 mil habitantes.

Ações de Prevenção

Para o enfrentamento da epidemia nessa população, o Ministério da Saúde tem desenvolvido uma série de projetos, como o “Viva Melhor Sabendo”, realizado em âmbito nacional em colaboração com mais de 50 ONGs, com testagem realizada por pares em horários e locais adequados às especificidades das diferentes populações-chave, gays e transexuais. Até agora, mais de 72 mil participantes foram testados pelo projeto.

Outra ação importante foi a publicação, em 2015, do Novo Protocolo Clínico de Diretrizes (PCDT) de PEP (Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco para Infecção pelo HIV) que simplificou a prescrição e aumentou o acesso do público a essa estratégia de prevenção. A PEP é um procedimento de prevenção para as pessoas que tiveram exposição ao vírus do HIV. Os medicamentos devem ser usados em, até 72 horas, após a exposição ao vírus. O ideal é o uso nas primeiras duas horas.

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde

Infectologista do Hospital São Luiz alerta para o aumento de casos de DST

Brasil vem na contramão de outros países, que tem diminuído seus índices.

Nos últimos anos, houve no país o aumento de algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Dados do Ministério da Saúde indicam que, desde 2006, os casos de Aids nos jovens entre 15 e 24 anos aumentaram mais de 50%. De acordo com Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz Morumbi, o Brasil vem na contramão de outros países, que têm diminuído seus índices.

Outro aumento que chama atenção é o da sífilis, já que o número de notificações no atendimento público aumentou quase seis vezes entre 2007 e 2013. Segundo a especialista, não há controle do registro de aumento de casos de enfermidades como hepatite B, herpes genital e o HPV, mas essas doenças são constantes.

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Raquel explica que as causas mais prováveis para o aumento das DST são os jovens usando menos preservativo e mais conhecimento e confiança nos tratamentos que a medicina oferece, ao invés da prevenção: “As pessoas estão deixando de se cuidar e isso aumenta a transmissão das doenças”.

Não usar preservativo em todos os tipos de relação sexual, e não apenas quando há penetração, compartilhar seringas e até alguns produtos de higiene pessoal são fatores de risco para a transmissão de DST. Apenas algumas das doenças, como a hepatite B e o HPV, que pode causar câncer de colo de útero nas mulheres e outros tumores nos homens, têm vacina.

“É sempre indicado procurar fazer um check-up, porque algumas pessoas não sabem que são portadoras de doenças, então precisa ter um controle”, aconselha a infectologista.

Além disso, é necessário que mesmo o paciente que já fez o exame, e obteve resultado negativo, tome muito cuidado. Existe uma janela imunológica de transmissão que pode apontar para a ausência de enfermidades mesmo quando elas existem. “Vale muito mais um hábito permanente de controle do que fazer um exame e deixar de usar preservativos”, orienta.

Raquel ainda chama a atenção para mais um fato: “O paciente que tem uma DST tem três vezes mais chances de contrair outra porque é uma porta de entrada. Ele pode ter tido outras relações sem preservação e não saber que está infectado. Por isso há uma chance maior”, esclarece. Portanto, a prevenção é sempre o melhor caminho.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis são curáveis e as demais são tratáveis. Herpes genital, de acordo com a especialista, tem 15% de chance de ser recorrente, até 55% de chance de acontecer duas vezes e 30% de ocorrer apenas uma vez. A sífilis é curável, mas pode haver recontaminação se os hábitos não mudarem. O HIV não tem cura, mas é controlável e a hepatite B tem cura em mais de 90% dos casos.

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Para o diagnostico, o médico indicará os exames necessários, que podem ser de sangue, ginecológicos ou de secreção peniana, por exemplo.

Fonte: Hospital São Luiz 

N.R.: Muitos acreditam que por ser possível, na maioria dos casos, controlar HIV/Aids por meio de medicamentos, não precisam se cuidar tanto. Vale lembrar que esses medicamentos não são nada agradáveis e que será preciso ingeri-los para o resto da vida. Fora que qualquer doença mais oportunista em alguém que tenha o vírus pode até mesmo levar à morte. Portanto, cuidado! Camisinha sempre!

Batom da M.A.C em parceria com Caitlyn Jenner chega ao Brasil

Caitlyn Jenner corajosamente dividiu seu momento de transição com o mundo. Seu novo batom M·A·C, Finally Free, defende todas as idades, todas as raças e todos os sexos.

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O valor total das vendas será revertido para a fundação M·A·C AIDS Fund Transgender Initiative para ajudá-la a continuar com o trabalho em apoio às comunidades transgêneros. Exclusivo online.

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M·A·C Finally Free – R$ 73,00

amfAR leiloa guitarra de Mick Jagger em evento em São Paulo

Nesta sexta-feira (15), celebridades internacionais e formadores de opinião se encontram em São Paulo para a próxima edição do Inspiration Gala São Paulo da amfAR. Neste ano, Ricky Martin, Naomi Campbell, Ricardo Tisci, Marc Jacobs, Anitta e Ivete Sangalo serão algumas das estrelas da festa beneficente que angaria fundos para as pesquisas que buscam a cura da AIDS. Por meio de um disputado leilão é que são conquistados os valores para doação.

Entre os lotes mais esperados está uma guitarra assinada pelo astro Mick Jagger e doada por Luciana Gimenez. O pacote ainda inclui dois convites para a cerimônia do Grammy e dois ingressos para a after party do Grammy. O responsável pelo leilão deste lote será ninguém menos que Lucas Jagger, filho da apresentadora com o músico.

guitarra

Sobre amfAR:
A amfAR, Fundação para a Pesquisa da AIDS, é uma das mais importantes organizações sem fins lucrativos dedicada ao suporte da pesquisa da AIDS, prevenção do HIV, educação do tratamento e na defesa de uma política pública sólida relacionada a AIDS. Desde 1985, a amfAR investiu mais de US$450 milhões em seus programas e concedeu subsídios a mais 3.300 equipes de pesquisa em todo o mundo.

Dia Internacional do Preservativo, AHF Brasil diz: “Envolva seu Amor!”

Prevenção das DST, HIV e sexo seguro com o uso do preservativo é o principal foco da AHF em mais de 130 eventos em 31 países – além de mais de 30 mobilizações nos Estados Unidos. De maneira humorada, a AHF pretende promover o uso do preservativo nas relações sexuais.

AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização de HIV em todo o mundo, operando em 35 países, celebra mais uma vez o Dia Internacional do Preservativo – International Condom Day (ICD). A celebração acontece hoje, dia 13 de fevereiro, para promover a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), HIV e gravidez não planejada com a distribuição gratuita de preservativos e a realização de eventos sobre sexo seguro em mais de 31 países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos. AHF pretende realizar mais de 160 eventos em todo planeta.

“Estamos preocupados porque, em todo o mundo, o incentivo público para a importância do uso de preservativos para salvar vidas, está caindo no esquecimento. Manter esse compromisso é necessário e vital por parte dos governos, escolas e organizações de saúde para promover o acesso aos preservativos, que tem acontecido de maneira oscilante e por pouco tempo”, disse Terri Ford, chefe de Política Global e Advocacia da AHF.

“Em alguns países, como a Índia, a escassez de preservativos tem deixado a população mais vulnerável exposta a riscos desnecessários, como as DST e a gravidez indesejada. Este ano nós estamos atraindo a atenção internacional para a importância do sexo seguro e também buscando passar uma mensagem positiva aos jovens sexualmente ativos, para que usem o preservativo cotidianamente, que é fundamental”, completa.

AHF chegou ao Brasil em 2013. A nova sede brasileira da AHF será consolidada em fevereiro deste ano, na cidade de São Paulo. O principal objetivo da AHF Brasil é ampliar o acesso a testagem rápida para o HIV para população em geral e também às populações mais vulneráveis – jovens, gays, homens que fazem sexo com homens (HSH), travestis, transexuais, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas.

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A AHF assinou, em 2014, um acordo com a Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz, para o desenvolvimento de ações de testagem móvel e pesquisas relativas a testagem e comportamento que beneficiarão as ações desenvolvidas pelo Programa Estadual de DST e Aids do Rio de Janeiro. Ainda em 2014, AHF Brasil expandiu-se para a Região Amazônica a partir da parceria do Departamento Nacional de Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde do Brasil.

Com organizações da Sociedade Civil local, a AHF colabora com as ações da Interfederativa do Amazonas – uma ação do Governo Federal em conjunto com o Governo do Amazonas, para o desenvolvimento de programas de acesso da população à testagem e tratamento necessário ao HIV e Aids. Além disso, é uma das premissas da AHF Brasil ampliar suas ações de prevenção, utilizando inúmeras estratégias de comunicação como forma de mobilização para a adoção de práticas seguras, com o objetivo de evitar a infecção pelo HIV.

“Nós, da AHF Brasil, estamos otimistas em obter parcerias aqui no país que colaborem com a divulgação do Dia Internacional do Preservativo com o tema Envolva seu Amor!, compartilhando ou publicando a arte da campanha criada para o dia 13 de fevereiro. A ideia é atingir o maior número de brasileiros, principalmente os jovens, sobre a importância do uso do preservativo, e assim consolidar o Dia Internacional do Preservativo no Brasil”, acrescentou Cristina Raposo, coordenadora da AHF Brasil.

Atualmente, cerca de 734 mil pessoas vivem com o vírus HIV no Brasil. Destas, 145 mil não sabem que tem o vírus. Os jovens entre 15 e 24 anos formam um dos grupos que mais preocupa as autoridades e profissionais de saúde envolvidos com o combate à aids no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, em oito anos foram registrados mais de 30 mil casos da doença nesse grupo da população.

Para saber mais sobre as ações e eventos, clique aqui.

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