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Aids: 8 Mitos sobre a PREP – Profilaxia Pré-exposição Sexual com Truvada

A profilaxia pré-exposição sexual ao HIV (PrEP) é a mais nova opção preventiva contra o vírus causador da Aids. A estratégia, que consiste no uso do medicamento Truvada (combinação dos antirretrovirais fumarato de tenofovir desoproxila e entricitabina) como forma de reduzir a possibilidade de infecção, está prestes a ser oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) a populações-chave, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Abaixo, segue um conjunto de informações sobre esse método, que chega como medida complementar às práticas de sexo seguro, especialmente o uso de preservativos.

8 Mitos sobre a PREP – Profilaxia Pré-exposição Sexual com Truvada

1. Com a utilização de PrEP com Truvada não é mais necessária a adoção de outros métodos de proteção contra o HIV.

A PrEP com Truvada não deve ser utilizada como único método de prevenção à infecção por HIV, e sim como complemento a outras medidas de proteção já usuais, como o uso de preservativos que, inclusive, protegem contra a transmissão de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como a sífilis e a hepatite B. De acordo com estudos clínicos e projetos de demonstração, a eficácia de Truvada varia de 92% a 100% quando tomado corretamente. A administração recomendada é de um comprimido ao dia, regularmente.

2. Com a PrEP, as pessoas terão um comportamento mais promíscuo, já que acreditam que estão protegidas.

Nos estudos clínicos já realizados essa expectativa não se confirmou. Os resultados mostram que os usuários, em sua grande maioria, mantiveram os procedimentos usuais de sexo seguro e consideraram a PrEP com Truvada® como uma proteção adicional, mas que não elimina a importância de outros métodos de prevenção como o uso dos preservativos.

3. Se eu tomar a PrEP com Truvada vou adquirir resistência aos medicamentos e, caso seja contaminado, os tratamentos com antirretrovirais terão menos efeito.

A utilização da PrEP com Truvada não causa nenhum tipo de resistência ao vírus , desde que o usuário seja HIV negativo. Por isso, é fundamental que ao prescrever a PrEPo médico solicite os exames e se assegure desta condição, voltando a repetir os exames a cada três meses durante a utilização do medicamento com fins preventivos para rastrear uma possível contaminação. As diretrizes para o tratamento de um indivíduo soropositivo são completamente diferentes da PrEP e em geral exigem uma combinação de diferentes medicamentos. Esta prescrição é específica para prevenção.

4. Posso tomar os comprimidos de Truvada apenas no dia em que for ter relação sexual e estarei protegido, desde que tome uma quantidade maior, dois ou quatro comprimidos de uma só vez.

Para que a PrEP com Truvada tenha a eficácia comprovada, o medicamento deve ser administrado uma vez ao dia, sem interrupções, regularmente. O uso incorreto pode comprometer os níveis do medicamento do sangue no momento da exposição ao risco e, em consequência, diminuir a proteção oferecida.

5. A PrEP com Truvada é indicada apenas para homossexuais e profissionais do sexo. O tratamento não é indicado para as mulheres.

PrEP com Truvada é indicada para adultos acima de 18 anos com alto risco de adquirir o HIV. Essa indicação se baseia em estudos clínicos com HSH (homens que fazem sexo com homens), casais heterossexuais soro-discordantes e indivíduos heterossexuais com alto risco de adquirir sexualmente o HIV. Truvada para PrEP deve ser prescrito apenas a indivíduos que sejam comprovadamente HIV negativos imediatamente antes do início do uso e periodicamente durante o uso. O médico deve avaliar a conveniência da prescrição conforme o grau de exposição do paciente.

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6. A PrEP com Truvada tem efeitos colaterais horríveis e tornam a administração diária muito difícil. Pode ser perigoso para os rins e para os ossos.

Truvada tem uma posologia cômoda de apenas 1 cp ao dia.Como qualquer medicamento, Truvada também pode apresentar efeitos colaterais. Todo medicamento deve ser prescrito caso a caso a depender da condição de saúde do usuário bem como o seguimento frequente com seu médico para exames de reavaliação. Todo efeito colateral deve ser sempre reportado e discutido com o médico.

7. Se eu tomar a PrEP com Truvada, passarei a ser HIV positivo em testes.

Essa informação não procede. A composição de Truvada não contém o DNA do HIV. Apesar de ser utilizado como profilaxia, seu mecanismo de ação não tem nenhuma similaridade com uma vacina tradicional. Truvada possibilita a contenção da infecção ao bloquear a atividade da enzima denominada Transcriptase Reversa, liberada pelo vírus e utilizada no seu processo de replicação dentro das células, especialmente as do sistema imunológico.

8. Se eu tomar a PrEP com Truvada uma vez, terei que tomar pelo resto da vida.

Essa informação não procede. O usuário pode realizar a profilaxia quando desejar, interrompê-la, voltar a adotá-la sem qualquer impedimento, conforme sua conveniência. É importante apenas lembrar que a eficácia da prescrição como PrEP só é assegurada pela administração diária regular de um comprimido, o que garante a dosagem correta para a proteção oferecida.

Fonte: Gilead

 

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Dia Mundial de Combate à Aids

Enfermidade atingiu 48 mil brasileiros em 2016, segundo dados da ONU

O dia 1º de dezembro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Dia Mundial da Luta Contra a Aids (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). A data tem como objetivo levar informação sobre a doença e diminuir o preconceito. E o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) aproveita este período para esclarecer as principais dúvidas sobre a enfermidade, que em 2016 atingiu 48 mil brasileiros, de acordo com a UNAids, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).

O clínico geral do Seconci-SP, José Alfredo Penteado, explica que a Aids é causada pelo vírus Imunodeficiência Humana (HIV), que ataca o sistema imunológico responsável por defender o organismo de doenças. “Após se instalar no sangue, o vírus se multiplica atacando principalmente as células linfócitos CD4. A partir desse processo, surgem os primeiros sintomas como febre ou gripe, e com o tempo o aparecimento de doenças oportunistas mais graves resultantes da queda da imunidade ou defesa do organismo”.

O especialista salienta ainda que o vírus pode passar por um período de incubação no organismo. Por isso, o fato de o indivíduo ter HIV não significa que ele possui Aids, logo há soropositivos que não desenvolvem a doença ou demoram anos para apresentar os sintomas, porém eles podem transmitir o vírus. Portanto, é sempre importante realizar o teste com periodicidade e se proteger em todas as situações.

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O contágio pode ocorrer por meio de relação sexual vaginal, oral e anal sem uso do preservativo; materiais não esterilizados que estejam contaminados, e transmissão vertical, quando a mãe passa a doença para o filho durante a gestação e amamentação. É obrigatório por lei que toda gestante faça o teste de HIV logo nas primeiras consultas do pré-natal, e se negativo, repete-se o exame no terceiro trimestre de gestação. Em caso positivo, são realizados exames de carga viral para acompanhar a evolução da paciente, que ao medicar-se corretamente, pode gerar um bebê saudável.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames laboratoriais (teste fluido oral e sanguíneo) de forma gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS) e Centro de Referência e Treinamento DST Aids (CRT). “O exame deve ser feito após 30 dias da situação de exposição ao vírus, a chamada janela imunológica. Em alguns casos, o período pode alterar dependendo da reação do organismo, sendo necessário repetir o exame no intervalo de 3 a 9 meses”, enfatiza o médico.

Penteado ressalta também que o Seconci-SP dispõe de estrutura laboratorial completa para a realização dos exames necessários para a detecção da enfermidade e equipe de orientação. Por esta razão, é muito importante que o trabalhador procure atendimento caso tenha alguma suspeita.

O tratamento da Aids é feito por meio de 22 medicamentos antirretrovirais que são divididos em 38 apresentações, fornecidos gratuitamente pelo SUS. Estes medicamentos combatem o vírus e fortalecem o sistema imune, pois sua cura ainda não foi descoberta. “A dosagem da medicamentação é escolhida de acordo com o grau da síndrome, contribuindo para aumentar o tempo de vida do paciente e diminuir o risco de desenvolver outras doenças, como por exemplo, tuberculose, pneumonia e câncer”, orienta.

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Informações importantes

O Ministério da Saúde oferece atendimento gratuito após a exposição ao HIV através da Profilaxia Pós-Exposição, ou simplesmente PEP, responsável por utilizar medidas de prevenção contra a multiplicação do vírus. O procedimento é indicado para pessoas que podem ter sido expostas ao vírus em situações como: violência sexual, relação desprotegida (sem o uso do preservativo ou ruptura) e acidente ocupacional (contato direto com objetos perfurocortantes ou com material biológico contaminados).

A PEP consiste na ingestão de uma pílula em uma dose diária única até 72 horas após o contato, mas dependendo da avaliação do médico, poder ser orientada dosagem diária no período de 28 dias. “O atendimento é garantido pela Constituição Federal, pela Lei 8080/90 (Lei Orgânica do SUS) e pela Lei 9313/96, que determina a gratuidade da oferta universal de Terapia Antirretroviral (TARV) para aqueles que preencham os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Seguir as orientações médicas é essencial para que o tratamento não apresente falhas. Dessa forma, a probabilidade de reprodução do vírus é mínima” comenta.

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Outra estratégia de prevenção que envolve o uso de medicamento antirretroviral, é Profilaxia Pré-exposição (PrEP). O recurso, que obteve seu registro aprovado pela Anvisa em maio deste ano, diminui de maneira significativa as chances de contrair o HIV em caso de uma exposição e deve ser usado em conjunto com a camisinha.

A PrEP será oferecida apenas para pessoas mais vulneráveis ao contágio; poderão ser homens que fazem sexo com homens, gays, população trans, profissionais do sexo e casais sorodiferentes (quando um já tem o vírus e o outro não). O comprimido único deve ser ingerido diariamente e não incentiva relações sem preservativo, apenas poderá será uma alternativa para grupos de riscos que estão vulneráveis ao contato com o vírus.

Fonte: Seconci

M·A·C Cosmetics realiza MAC World Aids Day

A marca de maquiagem promove ação global beneficente em prol do dia Dia Mundial da Luta Contra a Aids

Amanhã, dia 1º de dezembro, a M·A·C realiza uma ação global beneficente em prol do Dia Mundial da Luta Contra a Aids. A empresa conta com o apoio de influenciadores em todo o mundo, que se tornam “artista MAC por um dia”, com o intuito de vender os batons da linha Viva Glam e arrecadar fundos para a campanha.

mac viva glam

Toda linha Viva Glam tem 100% da renda revertida para instituições que oferecem apoio e informação para homens, mulheres e crianças portadoras do vírus HIV. Além disso, a missão da marca também é a de informar os jovens de hoje sobre a importância da prevenção.

mac taraji

Esse ano o rosto do icônico batom da linha é da atriz Taraji P. Henson. O preço do batom é R$ 76,00.

#WorldAidsDay #MACCares #VivaGlam

taraji viva glam

Sobre a M.A.C A Aids Fund:

A M.A.C Aids Fund, o coração e a alma da M.A.C Cosmetics, nasceu em 1994 para suportar homens, mulheres e crianças afetadas pelo HIV / Aids mundialmente. A M.A.C Aids Fund é a pioneira em fundos para o HIV / Aids, ofercendo suporte financeiro a organizações que trabalham com regiões e populações carentes. Recentemente reconhecida pela Funders Concerned About AIDS como a maior empresa doadora da área, M.A.C Aids Fund tem o compromisso de abordar a relação entre pobreza e HIV / Aids apoiando diversas organizações ao redor do mundo que oferecem uma ampla gama de serviços para pessoas que convivem com o vírus HIV / Aids. Até hoje, a M.A.C Aids Fund já arrecadou mais de US$ 340 milhões exclusivamente poe meio da venda de batons e glosses da linha Viva Glam, que tem 100% da renda revertida para as instituições que lutam contra o HIV / Aids. Para mais informações, visite o site. 

 

“Dezembro Vermelho”e a importância de atividades físicas para pessoas com HIV/Aids

A chegada do mês dedicado ao enfrentamento da doença é uma excelente ocasião para reforçar os benefícios da prática regular de exercícios visando o aumento da qualidade de vida dos soropositivos

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é 1º de dezembro, mas o mês inteiro está prestes a ser dedicado para ações direcionadas ao enfrentamento do HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). É o que prevê Dezembro Vermelho, projeto de lei da Câmara aprovado recentemente pelo Senado. O texto segue para sanção presidencial.

A ocasião também é importante para se falar das inúmeras vantagens dos treinos para quem convive com o vírus. O próprio Ministério da Saúde aprova e estimula como política pública a prática regular de exercícios físicos pelos soropositivos, em razão dos benefícios gerados.

“Porém, vale lembrar que, para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista que terá condições de avaliar, prescrever e acompanhar a realização das atividades, indicadas para cada caso e, inclusive, interrompê-las quando julgar necessário”, explica Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Caminhada, dança, musculação, natação, hidroginástica, corrida de rua, entre outras modalidades, promovem segundo a especialista uma resposta fisiológica melhorando a qualidade de vida do praticamente. No geral, proporcionam benefícios no sistema cardiorrespiratório, aumento dos níveis de força, elevação no “colesterol bom” (HDL) e redução no “colesterol ruim” (LDL).

corrida caminhada inverno

“Também diminuem os níveis de triglicérides, ajudam a controlar os índices de glicose no sangue, além de elevarem a disposição e a autoestima. Ainda aliviam o estresse e, o mais importante para os soropositivos, estimulam o sistema imunológico na defesa do organismo e amenizam alguns efeitos colaterais provocados pelos medicamentos”, comenta a médica.

O programa de treinamento deve ser individualizado, estabelecendo as metas e as intensidades para cada um. Precisa prever um monitoramento constante para adequação de carga e período de repouso, o que reforça ainda mais a necessidade de uma correta orientação.

Fonte: Karina Hatano é médica do exercício e do esporte, mestre em Medicina Esportiva pela Universidade Federal de São Paulo, onde também realizou a Residência Médica em Medicina do Esporte, além de acumular especialização em fisiologia do exercício e nutrologia. Preceptora da Medicina Esportiva da Universidade Federal de São Paulo e professora da Liga de medicina esportiva da UNIFESP, também é responsável pela saúde de atletas de alta performance de diversas modalidades esportivas, como da seleção brasileira de natação e das confederações brasileiras de beisebol e softbol

Brasil ganha primeiro autoteste rápido para detecção do vírus HIV

Desenvolvido pela Orange Life, produto vai revolucionar o diagnóstico da doença, que agora será realizado de forma simples em apenas 20 minutos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou uma grande novidade na área de saúde: o registro do primeiro autoteste rápido para HIV no Brasil, que poderá ser vendido em farmácias e drogarias. Desenvolvido pela empresa de diagnósticos rápidos integrados Orange Life e destinado ao uso do público em geral, o ACTION vai diagnosticar de forma simples e rápida anticorpos contra HIV 1/2 por punção digital. Funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos.

O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids. O ACTION inclui o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O ACTION deverá chegar às farmácias de todo o Brasil em junho de 2017 e o preço para o consumidor estimado pela Orange Life é de R$ 50,00.

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O autoteste aprovado pela Anvisa demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%. É importante lembrar que a presença do HIV só pode ser confirmada 30 dias depois da exposição ao vírus – seja ela por relação sexual, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas ou demais formas de transmissão do HIV. Esse período é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consiga detectar.

Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez após outros 30 até completar 120 dias da primeira exposição. O ACTION tem sensibilidade e efetividade de 99,9%, índice maior do que os autotestes que usam saliva, disponíveis em outros países, como os Estados Unidos.

Segundo o médico italiano radicado no Brasil Marco Collovati, CEO da Orange Life, a fábrica no estado do Rio de Janeiro tem capacidade para fabricar 100 mil testes por mês. “Esse produto é uma revolução para os brasileiros, que a partir de agora terão a possibilidade de fazer o exame de forma muito mais rápida, barata, e se preferirem poderão preservar seu direito à privacidade”, diz Collovati, lembrando que hoje testes de HIV no Brasil são feitos somente com intermédio de profissionais de saúde em laboratórios, centros de referência ou unidades de testagem móvel.

Fonte: Orange Life

Carnaval é época de brincar, mas não com a saúde

Além de ser um método contraceptivo, a camisinha é a melhor maneira de evitar as doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV

Em fevereiro, os foliões invadem a cidade em busca de muita festa e diversão. E para garantir que essa alegria durará o ano inteiro, a prevenção é importantíssima. A camisinha, além de contraceptiva, é uma forma de prevenção do contato com o vírus HPV. “Uma infecção genital pelo papiloma vírus humano (HPV) pode ter relação com câncer no colo uterino. Dos mais de 150 tipos de vírus HPV existentes, cerca de 15 são considerados de alto risco e possuem relação com o câncer, como o HPV 16 e o HPV 18”, afirma oncologista Ellias Magalhães da Oncomed-BH .

As lesões do vírus raramente aparecem com sintomas. De acordo com o oncologista, muitas vezes a doença é descoberta por acaso durante o exame de Papanicolau. Porém, se não tratada corretamente, pode desenvolver-se como câncer de colo de útero. “Depois de diagnosticada a existência do câncer de colo uterino, o tratamento dependerá do tipo de lesão e extensão da doença. Em seus estágios iniciais, a doença é tratada cirurgicamente. Já os tumores mais avançados geralmente são tratados utilizando quimiorradioterapia”, esclarece o oncologista.

Por isso, para não acabar com a folia, confira quatro coisas que você precisa saber para ficar protegido.

O que é o HPV?

O HPV, Papiloma vírus humano, é uma família de mais de 150 tipos vírus que infectam exclusivamente a pele e mucosas dos seres humanos. Aproximadamente metade das pessoas com vida sexual ativa se infectará por um ou mais subtipos de HPV durante a vida. O vírus é responsável pelo desenvolvimento de diversas patologias, como a verruga vulgar, a verruga plana, o condiloma acuminado (verrugas genitais) e o câncer de colo uterino, canal anal, vulva, vagina, pênis e orofaringe.

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Foto: Blindanimal/MorgueFile

Como o HPV é transmitido?

É uma DST, considerada a infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. O sexo sem o uso de proteção – camisinha – é a principal causa de transmissão. Também pode ocorre a transferência do vírus de mãe para filho no momento do parto, devido ao trato genital materno estar infectado.

Como é feita a prevenção?

Pesquisas mostram que o uso correto e consistente de preservativos pode diminuir as chances de contaminação. Também existem duas vacinas profiláticas contra HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que estão comercialmente disponíveis. Elas são preventivas, tendo como objetivo evitar a infecção pelos tipos de HPV nelas contidos. Em 2016, o Ministério da Saúde adotou o calendário de duas doses, sendo a segunda dose seis meses após a primeira. Meninas de 9 a 13 anos de idade têm garantida a vacina gratuita no SUS. Neste ano de 2017, os meninos na faixa etária de 12 a 13 anos já podem ser vacinados contra o HPV também pelo SUS de todo o país. Outros grupos podem dispor das vacinas em serviços privados, se indicado por seus médicos.

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Quem pode ser infectado?

Homens e mulheres. Ambos podem apresentar verrugas causadas pelo HPV tipos 6 e 11. Porém os tipos de alto risco podem resultar em câncer. Nos homens podem levar ao câncer de pênis e de ânus. Já nas mulheres, pode provocar o câncer de colo de útero.

Fonte: Oncomed

Qual seu maior receio em relação à saúde?

Para a maior parte dos jovens, o câncer é hoje a doença mais assustadora, ficando na frente de HIV e problemas cardíacos

Qualidade de vida, bem-estar, corpo e mente equilibrados, a cada dia cresce a procura por hábitos saudáveis, capazes de trazer mais energia e vitalidade ao ser humano. Com isso, a prática de atividades físicas também entra na rotina de grande parte dos brasileiros. Em meio a uma sociedade mais consciente e na busca por maior disposição, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios quis saber: “Qual seu maior receio em relação à sua saúde?”. O resultado apontou novas preocupações.

A pergunta foi direcionada a 11.551 jovens de todo o Brasil, com faixa etária entre 15 e 26 anos, de 21 de novembro e 2 de dezembro. Superando outros grandes males, o câncer teve o maior número de votos, sendo apontado por 55,91% (6.458 pessoas) como o mais preocupante atualmente. Para a gerente de treinamento do Nube, Eva Buscoff, não apenas entre a juventude, mas causa medo em todas as gerações. “Quem já presenciou um caso ou mesmo perdeu um ente querido, sabe o quanto o diagnóstico pode ser devastador”, afirma.

cancer de mama

Contudo, conforme os dados da OMS – Organização Mundial de Saúde, as doenças cardiovasculares levam mais brasileiros ao óbito. A SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) registra cerca de 350 mil mortes ao ano, causadas por infarto, insuficiência cardíaca e derrame. São cerca de 720 paradas de coração por dia e 300 mil casos ao longo do ano, conforme dados da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo).

coração partido

No entanto, os problemas cardíacos ficaram em terceira posição no ranking, com 13,24% (1.529). Para Eva, negligenciar a saúde é um fator cultural muito presente, principalmente quando se trata do coração. “Aprendemos a remediar e não a prevenir”, enfatiza.

Em segunda posição, o HIV foi citado por 19,58% (2.262) dos votantes. Segundo a especialista, muito provavelmente, o fato dessa geração não ter presenciado o auge do seu contágio e o impacto da epidemia na década de 80, sejam argumentos relevantes para nem todos darem a devida importância. “É característica do jovem subestimar os riscos, seja em relação a doenças infectocontagiosas, DST ou prevenção de gravidez”, comenta.

exame de sangue são luiz

Todavia, é preciso ficar atento quanto aos perigos da transmissão, pois na América Latina, o Brasil responde por 40% das novas infecções – segundo estimativas mais recentes do Unaids -, enquanto Argentina, Venezuela, Colômbia, Cuba, Guatemala, México e Peru respondem por 41%. De 2006 a 2015 a taxa de detecção de Aids no país, entre aqueles com 15 a 19 anos, quase triplicou (de 2,4 para 6,9 casos por 100 mil habitantes) e entre os jovens de 20 a 24 anos, dobrou de 15,9 para 33,1.

Em último lugar, a obesidade foi indicada por 11,27% (1.302). Porém, é importante dar mais relevância ao tema. De acordo a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), mais de 50% da população está acima do peso, ou seja, os números nos colocam entre aqueles com maior sobrepeso do mundo.

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Foto: Xenia/Morguefile

Para a gerente do Nube, a dica principal é dosar de maneira correta todas as ações. “Pratique esportes com acompanhamento de um profissional da área, esteja conectado à Internet o mesmo período dedicado a estar fisicamente com os amigos, pais e familiares. Tenha uma boa alimentação, tudo com equilíbrio e responsabilidade!”, incentiva. Se algo estiver fora do esperado, o ideal é não perder tempo. “Procure um médico. Prevenção é a dica inteligente para essa nova geração!”, finaliza.

Fonte: Eva Buscoff, gerente de treinamento do Nube

Belvedere Vodka e John Legend unem forças para combater a Aids

A parceria reforça a ação de Belvedere (RED) com a ONG de Bono Vox

Belvedere, verdadeira vodca de luxo do mundo, lança a campanha #MAKETHEDIFFERENCE da (Belvedere) RED, em parceria com a ONG (RED), do cantor e ativista Bono Vox. Desta vez, o embaixador da ação será o cantor, artista e compositor John Legend.

Por ser um filantropo desde o inicio da carreira, John Legend traz sua criatividade e olhar visionário, com valores que correspondem ao da marca e Fundação: união, segurança, apoio e mudança. Esses quatro pilares incorporam o sentimento coletivo de todos que lutam contra a Aids.

Juntamente com Esther Mahlangu, artista africana responsável por criar à mão o design das garrafas da campanha, John Legend e Belvedere querem disseminar a importância da ONG e de suas causas. Durante a campanha, inclusive, o cantor apresentará seu novo single ‘Love me Now’, encorajando as pessoas a amar agora, devido à incerteza do amanhã.

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‘Eu sempre gostei de trabalhar com a (RED), antes mesmo da campanha de Belvedere. Quando fui convidado a apoiar a causa, sendo embaixador de um produto que eu compraria justamente com essa intenção de salvar vidas, achei que seria uma excelente ideia’, diz John Legend, que continua: ‘eu fiquei muito animado quando vi o projeto de Esther com as garrafas. Achei bonito e perfeito para a estética da ação de Belvedere, conectando cultura e filantropia’.

Para lançar a campanha #MAKETHEDIFFERENCE, Belvedere realizou seu primeiro ‘One night for Life’, evento social no Apollo Theater, com a presença dos dois artistas.

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Nos últimos cinco anos, a Belvedere levantou dinheiro suficiente para fornecer tratamento para mais de 30 mil mulheres soropositivas, evitando que a doença fosse transmitida para seus bebês. Para o presidente de Belvedere, Charles Gibb, a marca tem o prazer de continuar a campanha de (RED) com a ajuda de artistas apaixonados, que são dedicados a espalhar a importância da causa e ser uma parte da mudança para acabar com a transmissão do HIV de mãe para filho. Ele acredita que, juntos, todos podem fazer a diferença.

A CEO da (RED), Deborah Dugan, diz que esta colaboração entre John Legend e Esther Mahlangu ajuda a trazer talento e energia para a luta contra a doença, confiando que a nova garrafa será marcante e criará curiosidade no público.

Todos poderão apoiar (Belvedere) RED doando ou comprando a nova garrafa, edição limitada, que conterá a arte de Esther e a assinatura de John Legend, disponível a partir de setembro em todo o mundo. Serão revertidos 50% de todo o lucro para o Fundo Mundial de Luta com o HIV/Aids na África.

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Cabeleireiros Contra a Aids realiza Salão Solidário

A Aids ainda está aqui. Vamos cortá-la?

O Salão Solidário promete repetir o sucesso dos últimos anos. Em 1º de dezembro, Dia Internacional da Luta contra Aids, salões parceiros de L`Oréal em todo o Brasil vão participar da ação da Campanha Cabeleireiros contra AIDS. Os profissionais doarão seu tempo e talento durante este dia, fazendo cortes a preços especiais. Toda a renda arrecadada com o serviço será revertida para a Sociedade Viva Cazuza, que cuida de crianças portadoras do vírus HIV/Aids.

A campanha invade também as redes sociais, convidando seus seguidores a divulgar a ação em salões próximos e postar mensagens sobre a prevenção à doença usando a hashtag #CorteContraiAds e #CutAidsShort. Além desta hashtag, a campanha faz um novo alerta: “A Aids ainda está aqui. Vamos cortá-la.”

Em 2016, a campanha contará com o apoio das celebridades: Bel Wilker, Daniel Rocha, Fernanda Keulla, Felipe Roque, Pâmela Tomé, Raphael Sander e Renata Kuerten. Todos eles doaram seu tempo e talento para o vídeo de Cabeleireiros Contra Aids.

A cada ano, Cabeleireiros contra AIDS vem engajando mais profissionais e aumentando a arrecadação. Em 2014, a campanha arrecadou R$ 60 mil em um dia. Mais de 60 salões de Norte a Sul do Brasil participaram do Salão Solidário, totalizando cinco mil cortes, com o trabalho de 700 cabeleireiros. Em 2015, foram arrecadados R$ 91 mil com o engajamento de 822 profissionais. Nesse ano, além dos salões, as Academias L`Oréal no Rio de Janeiro e em São Paulo vão promover ações nos mesmos moldes do Salão Solidário. Na capital paulista, a ação acontece no próximo dia 30 de novembro e no Rio, em 1º de dezembro.

Campanha do bem

Em parceria com a UNESCO, L’Oréal vem atuando na conscientização sobre a prevenção do HIV entre os cabeleireiros através da campanha mundial Cabeleireiros Contra Aids. O objetivo do programa é oferecer aos profissionais de beleza informações de qualidade, cientificamente comprovadas, para o entendimento prático sobre a Aids. Desse modo, eles se tornam aptos a alertar seus clientes quanto aos riscos da doença e à maneira de se proteger contra ela.

O Programa de Educação Preventiva Contra a Aids começou em 2001 na África do Sul. Mas foi lançado mundialmente em 2005, com a assinatura, em Paris, de um acordo entre a presidência da L’Oréal Divisão de Produtos Profissionais e a UNESCO. O Brasil foi um dos primeiros países a aderir à campanha, em 2006, tendo o apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais. Essa escolha foi fruto do reconhecimento mundial conquistado pelo Brasil, apontado como uma das nações que desenvolve os melhores programas de tratamento e prevenção contra a Aids.

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O programa de Educação Preventiva Cabeleireiros contra Aids já chegou a quase 1,5 milhão de pessoas por meio de cursos, treinamentos, participação em feiras e ações diversas. No site, o profissional de beleza, seja dono do salão ou cabeleireiro, recebe gratuitamente materiais de divulgação: banners para decorar o salão, brochuras informativas para seus clientes, broches e ímãs com perguntas e respostas sobre a doença.

Sociedade Viva Cazuza

Fundada em 1990 em memória do cantor e compositor Cazuza, a sociedade beneficente acolhe crianças e adolescentes carentes portadoras do vírus da AIDS e ajuda pacientes soropositivos. A entidade divulga ainda informações sobre HIV/AIDS e esclarece as dúvidas dos profissionais de saúde e leigos.

@CCAidsBrasil / #cabeleireiroscontraaids / CCAidsBrasil / #CorteContraAids #CutAidsShort

Ministério da Saúde promove educação sexual para usuários de aplicativo

Ação levará informações aos usuários do Hornet de prevenção ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, onde se testar, e ter acesso a tratamento e insumos de prevenção

Usuários do aplicativo de encontro Hornet, que conta com mais de 1 milhão de usuários no Brasil, terão acesso a informações de prevenção ao HIV, aids e outras infecções sexualmente transmissíveis, no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A ação no Hornet acontecerá por meio do projeto piloto Close Certo, lançado nesta sexta-feira (29), pelo Ministério da Saúde em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

“A proposta do projeto é levar informação confiável e acessível a todos aqueles que navegam no aplicativo Hornet. Como a média de idade da população do aplicativo no Brasil é de 25 anos, estaremos atingindo o público jovem, gay e de homens que fazem sexo com homens – uma das populações-chave em nossas ações de prevenção”, explica a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Viras, Adele Benzaken. A diretora ressaltou ainda que o uso de novas tecnologias é uma maneira de atingir essa geração de jovens, principalmente em um país como o Brasil, que já conta com cerca de 276 milhões de celulares.

O secretario substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Alexandre Santos, ressaltou que a iniciativa é fruto de parceria com custo zero. “O projeto piloto, além do amplo alcance e de inovar na abordagem dessa população, que é muito vulnerável ao HIV, aids e às infecções sexualmente transmissíveis, não trará nenhum custo à pasta”, ressalta.

No período de 1º de agosto a 18 de setembro, colaboradores capacitados pelo Ministério da Saúde irão passar, aos usuários do aplicativo, informações sobre prevenção, diagnóstico, acesso a PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco para Infecção pelo HIV) e tratamento de HIV/aids. O projeto piloto integra as ações da política brasileira de resposta às DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que tem intensificado atividades voltadas aos jovens, grande público das novas tecnologias, como os aplicativos e as redes sociais.

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Close certo

No projeto, 18 jovens promotores de saúde, sendo três tutores e 15 colaboradores, já usuários do Hornet, terão seus perfis sinalizados com a marca do projeto Close Certo e com um laço azul, que indicará aos usuários do aplicativo que eles são voluntários participantes do Close Certo. Quando procurados, os colaboradores, supervisionados pelos tutores e equipe técnica do Ministério da Saúde, irão tirar dúvidas e compartilhar informações em relação à prevenção e ao tratamento do HIV, aids e outras infecções sexualmente transmissíveis.

O grupo foi capacitado pelo curso de formação de jovens lideranças, promovido pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em parceria com agências da Organização das Nações Unidas (ONU). Os promotores receberão material de apoio para desenvolvimento das atividades. O laço azul, que sinalizará o perfil dos colaboradores, é símbolo da iniciativa global Blue Ribbon Boys, adotada por vários outros países. Para tornar público o projeto no aplicativo, o Hornet encaminhará quatro mensagens inbox a todos os usuários, informando sobre a ação e com conteúdo de prevenção do Ministério da Saúde.

“Quero parabenizar o Ministério da Saúde por essa iniciativa inovadora. Existe uma necessidade em todo o mundo de buscar novas formas de fazer prevenção entre jovens, e um projeto como o Close Certo é uma das vias de acesso para onde o jovem está, que são os aplicativos de relacionamentos”, disse Georgiana Orillard, diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).

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Aids em jovens

Nos últimos 10 anos, a epidemia tem avançado no público jovem. Relatório recente do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e a publicação HIV Lancet, divulgados durante a Conferência Internacional de Aids em Durban, em julho deste ano, apontam que casos de infecção pelo HIV ainda estão aumentando e o número de infecções entre os mais jovens é expressivo em todo o mundo.

Em 2004, a taxa de detecção entre jovens de 15 a 24 anos foi de 9,5 casos por 100 mil habitantes, com 3.419 casos notificados. Em 2014, foram 4.669 casos notificados, o que representa uma taxa de detecção de 13,4 casos por 100 mil habitantes. Isso representa um crescimento de 41% em onze anos. Na população geral, a taxa de detecção em 2014 é de 19,7 casos a cada 100 mil habitantes.

Ações de Prevenção

Para o enfrentamento da epidemia nessa população, o Ministério da Saúde tem desenvolvido uma série de projetos, como o “Viva Melhor Sabendo”, realizado em âmbito nacional em colaboração com mais de 50 ONGs, com testagem realizada por pares em horários e locais adequados às especificidades das diferentes populações-chave, gays e transexuais. Até agora, mais de 72 mil participantes foram testados pelo projeto.

Outra ação importante foi a publicação, em 2015, do Novo Protocolo Clínico de Diretrizes (PCDT) de PEP (Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco para Infecção pelo HIV) que simplificou a prescrição e aumentou o acesso do público a essa estratégia de prevenção. A PEP é um procedimento de prevenção para as pessoas que tiveram exposição ao vírus do HIV. Os medicamentos devem ser usados em, até 72 horas, após a exposição ao vírus. O ideal é o uso nas primeiras duas horas.

Por Nivaldo Coelho, da Agência Saúde