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Crescer com animais pode tornar uma pessoa mais resiliente quando adulta

Uma educação rural com muito contato com animais pode garantir o sistema imunológico e a resiliência mental ao estresse de forma mais eficaz do que a criação em uma cidade e sem animais de estimação.

Essa foi a conclusão de uma pesquisa liderada por profissionais da Universidade de Ulm na Alemanha e agora publicada na revista PNAS. Esse estudo não é de forma alguma o primeiro a propor que crescer em ambientes urbanos sem diversidade de micróbios pode prejudicar a saúde física.

A esse respeito, acrescenta-se à crescente evidência em apoio às teorias que se desenvolveram a partir da “hipótese da higiene”. Porém, o estudo é o primeiro a sugerir que um risco maior de transtornos psiquiátricos – provavelmente devido a uma “resposta imunológica exagerada” – pode ser outra consequência inesperada do crescimento em um ambiente com menos oportunidades de interagir com uma variedade de micróbios.

“Já foi muito bem documentado”, diz Christopher A. Lowry, coautor do estudo, professor de fisiologia integrativa na Universidade do Colorado em Boulder, que “a exposição a animais e ambientes rurais durante o desenvolvimento físico é benéfica em termos de redução de riscos de asma e alergias mais tarde na vida “.

No entanto, ele acrescenta que seu estudo também “avança a conversa mostrando pela primeira vez em humanos que essas mesmas exposições provavelmente são importantes também para a saúde mental”.

Perdendo contato com micróbios coevoluídos

quarto hotel poluição cama computador

A existência humana está se tornando cada vez mais urbanizada. Em 1950, apenas um terço da população mundial vivia nas cidades. Em 2014, esse número subiu para 54% e deverá aumentar para 66% até 2050.

A ideia de que o aumento da urbanização e as mudanças no estilo de vida que o acompanham pode aumentar o risco de certas doenças, devido à redução da interação com uma variedade de micróbios, decorre da hipótese da higiene.

A teoria tem suas raízes em uma pesquisa de 30 anos que sugere que uma taxa mais baixa de infecção entre crianças pequenas foi o motivo pelo qual as taxas de asma e doenças relacionadas à alergia aumentaram no século XX. No entanto, tornou-se evidente que a interação com os micróbios ultrapassa esse escopo original, e até mesmo foi sugerido que o termo hipótese de higiene é um equívoco e deve ser abandonado.

Em seu estudo, o autor sênior Stefan O. Reber, professor de psicossomática molecular na Universidade de Ulm, e sua equipe usam o termo “velhos amigos” para se referir aos micróbios que coevoluíram com os humanos.

Lowry e colegas discutiram anteriormente como “a perda progressiva do contato com organismos com os quais coevoluímos” pode ser a culpado por “grande parte do fracasso da regulação de respostas imunes inflamatórias inapropriadas” visto em muitos habitantes urbanos modernos e habitantes de nações mais ricas.

Estudo testou homens com vários níveis de educação

cachorro homem beagle

O novo estudo investiga ainda mais esse elo comparando as respostas relacionadas ao estresse em adultos jovens que foram criados em ambientes rurais, onde tiveram muito contato com animais com pessoas criadas em áreas urbanas “na ausência de animais de estimação”.

Os investigadores inscreveram 40 voluntários masculinos saudáveis com idades entre 20 e 40 anos residentes na Alemanha. Metade tinha sido criada em fazendas onde eles frequentemente lidavam com animais, e a outra metade tinha sido criada em ambientes urbanos sem animais de estimação.

Para criar a condição de estresse, todos os participantes completaram duas tarefas. Na primeira, fizeram uma apresentação para uma audiência que não mostrou reação, e então, eles tiveram que resolver um problema de matemática difícil sob pressão de tempo. Os voluntários deram amostras de sangue e saliva 5 minutos antes do teste, e novamente 15, 60, 90 e 120 minutos depois.

“Resposta imunitária exagerada”

Os resultados mostraram que os homens jovens criados em cidades sem animais de estimação tiveram um “aumento pronunciado” nos níveis de “células mononucleares do sangue periférico”. Essas células formam uma grande parte do sistema imunológico.

Enquanto isso, membros do grupo educados na cidade também tiveram níveis mais altos de interleucina 6 e níveis “suprimidos” de interleucina 10. A interleucina 6 é um composto que promove a inflamação, enquanto a interleucina 10 é um composto que reduz a inflamação.

Lowry diz que esses resultados mostraram que “as pessoas que cresceram em um ambiente urbano tiveram uma indução muito exagerada da resposta imune inflamatória ao estressor, o que persistiu durante o período de duas horas”.

O que surpreendeu os pesquisadores foi que, embora seus corpos parecessem ter uma resposta mais sensível ao estresse, os homens criados em cidades e sem animal de estimação relataram sentimentos mais baixos de estresse do que seus colegas que foram criados em fazendas.

Lowry compara a “reação inflamatória exagerada” dos homens criados na cidade a “um gigante adormecido que eles desconhecem completamente”.

Contato com animais pode ser fator chave

homem brincando com gato

Ao discutir suas descobertas, os autores mencionaram pesquisas anteriores que mostraram que a forma como nosso sistema imunológico responde ao estresse é moldada na infância por nossas interações com os micróbios.

Outros estudos sugeriram que uma resposta amplificada à inflamação está ligada a uma taxa mais alta de transtorno de estresse pós-traumático e depressão mais tarde. Eles também discutem como a presença ou a ausência de animais pode ser um fator importante nos resultados.

Eles observam como outros pesquisadores descobriram que “agricultura altamente industrializada com baixo contato com animais de fazenda” está mais ligada a condições relacionadas à desregulação imunológica – como asma e alergias – do que “agricultura tradicional com contato regular com animais de fazenda”.

Isso sugeriria, eles explicam, que o “efeito protetor” – de uma educação rural com animais em comparação a uma criação na cidade sem animais – venha mais provavelmente  do contato com animais do que a diferença entre os estilos de vida rural e urbana.

‘Tenha um animal de estimação e passe um tempo na natureza’

homem e cachorro docg
Foto: Docg

Os pesquisadores agora querem repetir o estudo com grupos maiores – tanto homens quanto mulheres – e com educação mais variada, a fim de desvendar os efeitos do contato com animais e do grau de urbanização.

Eles também reconhecem que o estudo não levou em conta outros fatores que podem afetar a exposição infantil à variedade de micróbios. Esses incluem, por exemplo, o tipo de parto ao nascer, a amamentação em comparação com a alimentação de outra forma, o uso de antibióticos e dietas.

Enquanto isso, os pesquisadores sugerem que os moradores da cidade se tornem um “animal de estimação peludo”, passem um tempo na natureza e comam alimentos que são “ricos em bactérias saudáveis”. Além de adotarem um animal de estimação.

“Muitas pesquisas ainda precisam ser feitas. Mas parece que gastar o máximo de tempo possível, de preferência durante a educação, em ambientes que oferecem uma ampla gama de exposições microbianas, tem muitos efeitos benéficos” afirmou o professor Stefan O. Reber.

Fonte: MedicalNewsToday

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Asma X Rinite: apesar dos sintomas diferentes, doenças possuem mesmos gatilhos

Uma pesquisa realizada pelo Ibope apontou que 44% dos brasileiros convivem com doenças respiratórias¹. Entre elas, a asma e a rinite parecem ser as mais comuns e fazem parte da rotina de milhares de brasileiros por meio de crises que, por causarem falta de ar e espirros persistentes, atrapalham tarefas diárias e geram visitas ao médico, como aponta o Datasus. Segundo o departamento, a asma chega a ser a terceira causa de hospitalização pelo SUS em algumas faixas etárias².

A asma é uma doença comum das vias aéreas causada pela inflamação dos brônquios. A doença não tem cura e provoca sintomas como falta de ar, dificuldade para respirar, sensação de aperto do peito, chiado e tosse². Já a rinite alérgica é uma inflamação do nariz causada por alergias respiratórias que podem variar de causa. Entre os sintomas estão espirros persistentes, obstrução nasal, coriza e coceira no nariz, que também podem ser acompanhados de coceiras nos olhos, garganta e ouvidos³.

Embora seus sintomas sejam diferentes, a asma e a rinite possuem gatilhos em comum. Conheça algumas das principais causas de crises:

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Wikilmages/Pixabay

Ácaros, fungos e pólen – podem provocar crises de rinite porque estressam o sistema respiratório como um todo e, consequentemente, causam reações alérgicas. Já os asmáticos, sofrem com o aparecimento de sintomas, pois passam por um processo de aumento da inflamação dos brônquios. Os ácaros são comuns em locais com acúmulo de poeira, como colchões, travesseiros e carpetes; os fungos, comuns principalmente no fim do verão e outono, crescem em locais escuros e úmidos; já o pólen se torna mais intenso na primavera²,³.

gato e cachorros na cama

Animais de estimação – a pelagem dos animais é o principal vilão. Por si só provocam reações alérgicas, mas também contribuem para o acúmulo de ácaros. O que diferencia é que o grau e a frequência da exposição podem causar mais ou menos crises e também influenciar na intensidade delas².

cigarro queimando gde
Banco de imagens/Google

Fumaça de cigarro e poluição – mesmo que o paciente com asma ou rinite não fume, o contato com a fumaça que sai da ponta do cigarro, bem como aquela dissipada no ar de grandes metrópoles, é suficiente para provocar crises e aumentar a gravidade e frequência delas².

Por serem manifestações de uma mesma doença, a alergia respiratória, é comum o aparecimento de sintomas tanto da asma quanto da rinite de forma simultânea. Por isso é preciso estar atento para saber diferenciar as doenças³.

“Tanto a asma quanto a rinite são doenças crônicas que não têm cura. Algumas características que podem ajudar a identificar se a pessoa está tendo uma crise de asma ou de rinite são o chiado no peito e retrações intercostais, ou seja, a pele entre as costas repuxa durante a respiração”, explica o pneumologista Clystenes Odyr. “Já a rinite, embora possa produzir sintomas similares, desenvolve mais reações como espirros e coceira no sistema respiratório”, completa.

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O melhor a fazer é evitar o contato com esses gatilhos. Ácaros, fungos e pólen podem ser controlados com a limpeza e arejamento adequado do ambiente, bem como pela exclusão de tapetes, carpetes e objetos que favoreçam o acúmulo de poeira². Quanto aos animais de estimação, restrinja o contato a ambientes abertos e ventilados, evite dormir com os cães ou gatos na cama².

“O tabagismo é extremamente desencorajado para pacientes que convivem com essas doenças por motivos claros, já que o hábito sobrecarrega ainda mais o sistema respiratório. Já no caso da poluição, evite as janelas abertas no trânsito intenso e procure frequentar locais mais arborizados sempre que possível”, reforça o especialista.

Vale lembrar que manter a hidratação em dia, praticar atividades físicas regularmente e, mais importante, fazer o controle dessas doenças com o auxílio de um especialista, são medidas essenciais para manter a qualidade de vida².

Saiba mais sobre a asma

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Desenvolvida pela Chiesi, grupo farmacêutico que oferece soluções terapêuticas de ponta para o tratamento dos variados níveis de asma, a Campanha Você Sem Asma traz informações e conteúdos relevantes, compartilha dicas de controle da doença para que o paciente “dê um chega para lá na asma”. O espaço também oferece informações sobre a obtenção de medicamentos para asma de maneira gratuita via Farmácia Popular. Saiba mais por meio dos canais – website, fanpage e twitter.

Referências
1. https://veja.abril.com.br/saude/44-dos-brasileiros-sofrem-com-problemas-respiratorios/
2. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
3. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia

Fonte: Grupo Chiesi

Epidemia de alergia após uso de unhas artificiais em gel e acrílico preocupa dermatologistas

Após estudo de vários casos, Associação Britânica de Dermatologistas emitiu um alerta de que produtos químicos acrílicos, os principais ingredientes em unhas de acrílico, unhas de gel e unhas de polimento de gel, estão causando uma epidemia de alergia de contato no Reino Unido e na Irlanda.

Produtos químicos metacrílicos, os principais ingredientes utilizados em unhas de acrílico, unhas de gel e unhas de polimento de gel, estão causando uma epidemia de alergia de contato no Reino Unido e na Irlanda, segundo comunicado da Associação Britânica de Dermatologistas após estudos de caso. A onda de alongar as unhas faz sucesso no Brasil e exige uma série de cuidados para se prevenir dos riscos de alergia, conforme explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

“Nem todas as pessoas podem usar as unhas postiças: há pessoas com doenças na pele ou nas unhas que não devem usar. Por exemplo: alérgicos aos componentes do adesivo, pessoas com a pele sensível, com psoríase da unha e infecção devem evitar, pois o trauma pode piorar a doença da pele e unhas. Além disso, todas as formas de alongamento trazem algum dano à unha original”,afirma a médica.

As reações alérgicas podem envolver o afrouxamento das unhas ou uma vermelhidão com comichão, não apenas nas pontas dos dedos, mas potencialmente em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com as unhas, incluindo as pálpebras, face, pescoço e região genital. Muito raramente, podem ocorrer sintomas como problemas respiratórios.

De acordo com a dermatologista, é muito importante que as pessoas saibam que podem desenvolver alergias de unhas artificiais. “A verdade é que muitas mulheres sofrem com essas alergias que permanecem sem diagnóstico, porque elas podem não vincular seus sintomas às unhas, especialmente se os sintomas ocorrerem em outras partes do corpo. É importante que eles obtenham um diagnóstico para que possam evitar o alérgeno, mas também porque o desenvolvimento de uma alergia a esses produtos químicos pode ter consequências ao longo da vida para tratamentos odontológicos e cirurgias onde dispositivos contendo esses alérgenos são de uso comum”, afirma a médica.

unhas rosa

A Associação baseou-se em um recente estudo que descobriu que 2,4% das pessoas testadas tinham alergia a pelo menos um tipo de químico metacrilato. O estudo da Associação analisou três tipos principais de aprimoramentos de unhas contendo metacrilatos: unhas de gel, unhas acrílicas e com polimento de gel.

“Unhas de gel são derivadas de metacrilatos que podem ser aplicadas sobre a unha natural ou usadas para esculpir extensões. O gel precisa ser endurecido sob uma lâmpada UV (ultravioleta). Não pode ser removido por imersão e deve ser cortado da unha”, explica. As unhas acrílicas são misturadas no salão; a pasta é aplicada sobre uma unha natural ou usada para criar comprimento adicionando pontas. Após isso, elas endurecem com a exposição do ar. As unhas acrílicas são recomendadas para serem removidas por imersão em acetona.

“Já as unhas de polimento de gel, ou gel polonês, têm se tornando o mais popular das três opções, é um produto pré-misturado e um híbrido de verniz de gel e unhas. Tem uma consistência semelhante ao esmalte e é aplicado de forma semelhante. Uma vez aplicado, também requer endurecimento com o uso de uma lâmpada UV. E deve ser removido por imersão em acetona”, diz.

As preocupações foram levantadas sobre as três opções, mesmo que aplicadas profissionalmente. Quando os produtos entram em contato com qualquer parte da pele pode ocorrer a sensibilização aos produtos químicos. Isso é muito provável quando as pessoas aplicam um produto por elas mesmas com kits caseiros ou aplicadas com profissionais sem treinamento suficiente. “É necessário ser extremamente cauteloso com kits caseiros, que podem aumentar o risco do paciente desenvolver uma alergia”, explica a médica.

De acordo com o estudo, o risco é particularmente alto para manicures, esteticistas e outros profissionais que trabalham com aprimoramentos de unhas. “Usar luvas de proteção não é suficiente, pois os metacrilatos passam diretamente através de muitos tipos de luvas. Os proprietários de salões precisam considerar o nível de treinamento que oferecem aos funcionários nessa área. Uma precaução importante é usar luvas de nitrilo que são substituídas e descartadas a cada 30 minutos e removidas com uma técnica ‘sem toque’. Os metacrilatos devem ser mantidos longe de todo contato direto com a pele. O treinamento também precisa reduzir as chances de iniciar uma alergia em seus clientes”, afirma a Associação.

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Por fim, a dermatologista Claudia lembra que as unhas que contêm acrilato também podem causar danos físicos às unhas e cutículas quando elas são removidas, seja por polimento, raspagem ou imersão em acetona. “Nunca retirar o material sozinha pois pode danificar ainda mais, então procure um profissional habilitado. Procure sempre um dermatologista caso perceba alguma alteração ou alergia”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

Cobertor ou edredom: qual escolher quando se é alérgico?

Quando as temperaturas caem é comum contrair alergias respiratórias. Isso se dá por conta do tempo seco, principalmente em regiões mais urbanizadas, como as grandes metrópoles. A baixa umidade, resfriamento do ar e falta de arborização permitem que o risco de contaminação aumente, já que as partículas poluentes estão dispersas no ar.

Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), o principal alérgeno, no Brasil, é o ácaro da poeira domiciliar, responsável por cerca de 80% das alergias respiratórias.

Como forma de precaução, cuidados com o lar e principalmente na hora de dormir podem fazer a diferença. Ricardo Monteiro, Gerente Operacional da Quality Lavanderia destaca: “Quem possui alergia precisa estar sempre atento à peça escolhida para dormir, dependendo da escolha, pode-se intensificar ainda mais o problema alérgico”.

Monteiro aponta que o edredom é a peça ideal para quem tem alergia, pois seu tecido possui superfície plana e lisa, o que permite menor acúmulo de ácaros. Com isso, não prejudica a respiração e não ocasiona incômodos na pele. “Nos dias frios, a melhor escolha é o edredom, por ser menos alérgico, mais macio e causar menor incômodo na pele. Independente do cobertor ser sintético ou de lã, todos são mais felpudos, por isso acumulam maior número de ácaros que podem causar alergia, tanto de respiração quanto de pele”.

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Foto: Dieter Robbins/Pixabay

“Além disso, a frequência e o cuidados com a lavagem também são fatores importantes, opte sempre por lavar antes de usar, principalmente se o edredom ficou guardado por muito tempo, com isso removem-se os ácaros e o possível odor de mofo, mantendo a peça mais apropriada para uso. Estando em uso, o ideal é lavar a cada dois meses. Outra dica importante é o cuidado com o uso do amaciante, quanto menos perfume tiver, menor a chance de provocar alergias. Para realizar a higienização completa, inclusive para peças infantis, que exigem um cuidado especial, é indicado que o serviço seja realizado de forma profissional, por exemplo, com ajuda de uma lavanderia, contribuindo para saúde da família”, conclui Monteiro.

Fonte: Quality Lavanderia

Pets não são os maiores vilões das rinites, mas levam a fama

Médica do Hospital IPO explica como isso ocorre e dá dicas de como conviver com os animais e prevenir as alergias

Os animais de estimação ganham cada vez mais espaço na vida dos brasileiros, tanto que já ultrapassaram a casa dos 52 milhões — segundo dados do IBGE– número que deixa o Brasil na quarta população mundial de pets, mas o que acontece quando seu animalzinho parece te fazer mal?

Espirar, sentir coceira no nariz e nos olhos são alguns dos incômodos mais comuns. “O importante é manter a calma e buscar um especialista para fazer os exames possíveis para poder fazer um diagnóstico correto”, orienta Renata Becker, otorrino do Centro de Rinites e Alergias do Hospital IPO.

Segundo a especialista, o número de pessoas que são alérgicas aos animais é menor do que se pensa. “Há diversos exames que podemos fazer quando detectamos que a rinite é provocada por animal, temos como opção fazer um tratamento com base em vacina, mas grande parte dos casos a rinite é provocada por ácaro. Acontece que a descamação da pele dos animais favorece a proliferação de ácaros, então os animais, muitas das vezes agem como catalizadores nesse processo”, frisa.

A médica preparou uma lista para que os amantes dos animais de estimação possam prevenir as alergias:

gato e cachorros na cama

1 – evite a entrada do pet nos quartos;

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2 – evite a permanência do pet em áreas de permanência, como o sofá;

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3 – depois de brincar com o pet, troque de roupa, lave bem as mãos, os olhos e o nariz com soro fisiológico para evitar o contato do alergeno com a mucosa;

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Foto: C_Scott/Pìxabay

4 – depois do banho, antes de ir para a cama, não brinque com o animal, principalmente se já estiver vestido para dormir;

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Foto: Pethealthzone

5 – verificar a indicação de banhos nos animais com o veterinário e segui-las à risca;

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6 – busque auxílio de um otorrino para fazer o diagnóstico correto da rinite, para que, desta forma, se possa realizar os tratamentos necessários para ter um tratamento adequado.

Fonte: Hospital IPO

Dicas práticas para limpar a casa e prevenir alergias

Com o inverno em curso, a marca Arno reúne dicas para minimizar a presença de impurezas nos ambientes e, assim, evitar crises alérgicas

 

Quem nunca sentiu sensação de nariz entupido, coceira nos olhos, ressecamento das mucosas, garganta seca e tosse irritante? Os principais vilões normalmente são microscópicos e estão sempre por perto, em locais onde nem imaginamos. Mesmo que o ambiente esteja limpo, quem sofre com crises alérgicas precisa estar atento à higienização para evitar contato com microrganismos como ácaros e fungos.

Pensando em minimizar esse impacto, a Arno reúne dicas práticas para ajudar na rotina de limpeza doméstica – um auxílio à prevenção de alergias e doenças respiratórias –, no momento em que lança o primeiro modelo vertical de aspirador de pó: Arno Cyclonic Force Light, portátil, potente e eficiente.

Confira abaixo as dicas da marca

tapete cachorro personal clean

1. Aspire toda a casa de uma a duas vezes por semana. Se tiver pets, devido ao acúmulo de pelos, o uso do aspirador deve ser redobrado. Opte sempre por aspiradores, pois vassouras e espanadores fazem a poeira subir e espalhar-se pelo ar – o que prejudica os alérgicos. Após a aspiração, passe um pano úmido para finalizar a limpeza, tanto nos móveis quanto no chão.

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2. No quarto, mantenha as roupas de cama sempre limpas. O ideal é trocá-las uma vez por semana. Aproveite essas trocas para aspirar o colchão e deixá-lo ventilar por algumas horas.

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3. Se possível, deixe os travesseiros no sol pelo menos uma vez por mês e lave-os a cada seis meses. O mesmo pode ser feito com as almofadas.

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Foto: Emily Beeson/Morguefile

4. Não se esqueça de aspirar os tapetes e tirar o pó das cortinas toda semana.

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5. Nos dias mais quentes e ensolarados, abra portas, janelas, guarda-roupas e gavetas para o ar circular. Aproveite essas ocasiões para tirar roupas, tapetes, edredons e cobertores guardados e expor tudo à luz solar, a fim de eliminar o mofo que possa estar presente.

A recomendação da Gerente de Marketing de Non-Food do Groupe SEB, Júlia Castro, é prestar atenção aos lançamentos do mercado de limpeza e distinguir bem as funcionalidades de cada utensílio doméstico. “Ter em casa um bom aspirador de pó é fundamental para facilitar a limpeza do dia a dia. A mais nova linha de aspiradores Arno Cyclonic Force, por exemplo, é eficiente e possui itens que permitem aspirar a poeira inclusive de locais difíceis de atingir, a que nem sempre damos atenção”, revela a executiva.

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O novo Arno Cyclonic Force Light certamente será um excelente companheiro para as limpezas rápidas do dia a dia porque oferece máxima autonomia e desempenho. É prático, superleve (2,3 kg), portátil e flexível para manobras. Por ser sem fio, possibilita mobilidade e autonomia a quem o manuseia. Tem máxima potência e poderosa bateria de lithium (14,4 V) de alta duração, com independência de até 30 minutos.

Possui a exclusiva tecnologia Cyclonic, com a força de sucção em forma de um ciclone, que potencializa o fluxo de ar e permite aspirar mais e melhor. Conta com duas velocidades, tem carregador de parede, elevada capacidade do reservatório para armazenar até 0,65 L de sujeira e escova com luz de LED que permite enxergar até as menores partículas de sujeira. E, para maior comodidade, pode ser guardado na posição vertical. Preço sugerido: R$ 599,99.

Outras opções de aspiradores Cyclonic Force

Com design moderno, a nova linha da Arno destaca a tecnologia Cyclonic, que potencializa o fluxo de ar para aspirar mais e melhor. Os lançamentos trazem o exclusivo e patenteado acessório Delta, que, em formato triangular, permite a remoção até mesmo da sujeira nos cantos.

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Compacto, forte e com alto poder de sucção, o novo aspirador Arno Cyclonic Force limpa a sujeira até nos cantos mais difíceis da casa. Com 1.400 W de potência, tem capacidade para armazenar até 1,2 L de sujeira. Preço sugerido: R$ 349,99.

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Já o Arno Cyclonic Force XL atrela alta performance a qualidade. Com potência de 1.400 W, tem capacidade para armazenar até 1,5 L de sujeira. Preço sugerido: R$ 369,99.

Ambos os produtos chegam com kit completo de acessórios, que inclui bocal para aspirar cortinas e estofados, bocal 2 em 1 com escovinha e de uso especial para cantos e frestas, dois tubos prolongadores, uma mangueira de sucção, um enrolador automático de fio (cada modelo possui uma metragem específica) e rodas emborrachadas que não riscam nem mesmo os pisos mais sensíveis.

Informações: Arno  – SAC (11) 2060-9777

 

Saiba como evitar doenças que afetam os olhos dos pets

Além da conjuntivite comum na época de tempo seco, veterinária da Petz explica sobre a importância do diagnóstico precoce para problemas como glaucoma e catarata, que podem cegar

Tropeçar e bater em objetos, olhos vermelhos e lacrimejantes, aumento de secreção, piscar compulsivamente e dores na região ocular são sinais de que alguma coisa não está bem com os pets. A veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia da Petz, explica que além da conjuntivite, comum nesta época de tempo seco, doenças graves como o glaucoma e catarata também afetam os pets. Por isso, a consulta veterinária todos os anos é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a doença mais séria, porque normalmente o dono só consegue perceber quando o pet já está cego. Na maioria das vezes é uma doença dolorida na sua fase aguda e precisa ser diagnosticada e medicada o quanto antes. A catarata também pode cegar, porém na maioria das vezes, é resolvida com a cirurgia e o animal pode recuperar totalmente a visão. O quanto antes diagnosticada, melhor o sucesso da cirurgia”, afirma Natalie.

gato no veterinario pixabay

Para o diagnóstico de uma doença ocular, o veterinário oftalmologista precisa examinar e fazer todos os testes: teste de fluoresceína, teste de schirmer, fundo do olho, pressão ocular. Os tratamentos são vários, depende do problema que o pet apresenta. Muitas doenças são tratadas com antibióticos, lágrimas artificiais, outras com procedimentos cirúrgicos.

Entre as raças mais propícias a terem problemas estão as braquicefálicas, de focinho achatado, como pug, shih tzu e buldogues, por apresentarem o bulbo ocular maior e a órbita mais rasa.

Prevenção

Além da visita ao veterinário oftalmologista duas vezes ao ano, Natalie orienta o uso de xampu específico só na cabeça, para não arder os olhos. E quando for passear de carro, não deixar que o pet fique com a cabeça para fora da janela, assim evita um ressecamento da córnea e as úlceras. Manter os pelos ao redor dos olhos limpos e curtos, ou se forem longos, manter de forma que não entrem dentro dos olhos.

gato no veterinario colirio

Outra dica é acostumar desde cedo a limpeza dos olhos com gaze e água filtrada ou soro fisiológico. Assim, caso um dia precise usar colírio ou pomada, o pet já está adaptado com a manipulação nessa região.

As doenças oculares nos pets

1 – Úlceras de córnea são feridas que ocorrem por trauma, bactérias e fungos.

2 – Ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma doença ocular comum em cães, caracterizada pela deficiência da parte aquosa do filme lacrimal, na qual resulta em ressecamento, inflamação da conjuntiva e até pigmentação da córnea.

veterinario olho oftalmo

3 – Distiquíase são cílios que nascem em lugar que não deveriam existir (rima palpebral) e podem ficar em contato com a córnea.

4 – Entrópio – inversão das pálpebras, que ficam em contato com a córnea, podendo causar úlceras.

5 – Glaucoma é uma neuropatia óptica que pode ocorrer o aumento da pressão intraocular.

6 – Catarata é a opacidade do cristalino, ou seja, da lente do olho que pode comprometer a visão.

gato coçando os olhos warren photographic
Foto: Warren Photographic

7 – Conjuntivite – com o tempo seco, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Fonte: Petz

Como prevenir pulgas, carrapatos e sarnas em cães

Pulgas, carrapatos e parasitas que provocam sarnas podem proliferar rapidamente nos cães, prejudicando sua saúde e bem-estar. Além da coceira causada pela picada, pulgas e carrapatos podem transmitir doenças como erliquiose, babesiose e verminoses, além de causarem dermatites.

“As dermatites, em particular as alérgicas, trazem grande desconforto ao animal e podem levar a complicações como feridas na pele, queda de pelo e vermelhidão no local”, alerta Alexandre Merlo, médico veterinário e Gerente Técnico e de Pesquisa Aplicada de Animais de Companhia da Zoetis.

Outras parasitoses que podem prejudicar a saúde dos animais de estimação são as sarnas, que provocam coceira intensa, inflamação na pele e queda de pelos. Os três tipos de sarnas mais comuns são a sarcóptica, demodécica e otodécica, sendo que a primeira também pode ser transmitida para o ser humano (zoonose). Por isso, um tratamento antiparasitário duradouro e eficaz é essencial para manter o bem-estar não apenas dos pets, mas de toda a família.

A Zoetis oferece o antiparasitário em comprimido mastigável Simparic, que atua contra carrapatos, pulgas e o único que possui em bula indicação para o tratamento de três tipos de sarnas (sarcóptica, otodécica e demodécica).

cachorro zoetis

Contra pulgas, o medicamento começa a agir em 3 horas, com efeito máximo em até 8 horas. Já os carrapatos são eliminados a partir de 8 horas, sendo completamente eliminados em até 24 horas. A ação ocorre tão rapidamente que as pulgas não conseguem procriar – um fator importante, já que elas começam a produzir ovos 24 horas após subirem em um animal. Todos esses benefícios perduram por até 35 dias.

Uma pesquisa publicada na revista científica Veterinary Parasitology também mostrou que o Simparic é altamente eficaz na eliminação da sarna demodécica e sinais clínicos da doença em cães infectados, utilizando-se doses mensais. “Em 44 dias de tratamento, nenhum animal estudado apresentava ácaros nos raspados de pele, o que representa uma velocidade de efeito surpreendente no tratamento deste tipo de sarna”, finaliza Merlo.

Fonte: Zoetis

Médica alerta sobre algumas doenças comuns no inverno

O inverno chegou e, com ele, as doenças características do frio aparecem: resfriados, gripe, rinite e asma, entre outras. O motivo? Segundo Priscila Moraes, médica especialista em alergia e imunologia do Docway, baixas temperaturas e o ar seco fazem com que os poluentes e micro-organismos permaneçam mais tempo suspensos no ar. Além disso, as pessoas tendem a ficar mais tempo fechadas, sem ventilação adequada, o que favorece o aparecimento tanto de doenças respiratórias infecciosas como alérgicas.

Um cuidado especial deve ser dado às pessoas mais suscetíveis a complicações por vulnerabilidade do sistema imunológico, como crianças, idosos e aquelas com doenças crônicas. Saiba reconhecer as principais doenças do inverno:

1) Resfriado x Gripe

gripe mulher

Popularmente, as infecções virais de vias aéreas superiores são chamadas, de modo generalizado, de gripe. No entanto, são doenças diferentes. Ambas são causadas por vírus, porém se apresentam de maneiras distintas. O resfriado é provocado por adenovírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório. Em geral, provoca sintomas mais brandos, com coriza, tosse, congestão nasal, dor no corpo e dor de garganta leve. A febre, quando presente, costuma ser baixa. Normalmente, os sintomas duram até três dias e apresentam melhora espontânea.

Já a gripe, provocada pelos vírus Influenza, entre eles o H1N1, provoca sintomas mais intensos, como febre alta, calafrios, dor muscular, dor de cabeça, coriza e, algumas vezes, pode evoluir com complicações respiratórias. A duração é mais prolongada, podendo chegar a 7 dias, com melhora espontânea. Em alguns casos, pode ter como consequências infecções bacterianas, como pneumonia e sinusite.

2) Rinite x Sinusite

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Rinite é uma inflamação da mucosa nasal, caracterizada por dois ou mais destes sintomas: coriza, espirros, nariz entupido e coceira. Ela pode ser de causa alérgica ou não alérgica. Os principais desencadeantes da rinite alérgica são os ácaros presentes na poeira doméstica, seguidos por pelos de cão e gato, mofo e pólen. Entre as não alérgicas, as de maior importância no inverno são as infecciosas, provocadas por vírus, e as irritativas, provocadas pela poluição. O tratamento inicial deve ser com antialérgicos e, dependendo de cada caso, pode ser necessário corticoide local.

A sinusite pode ser uma consequência tanto da rinite alérgica como da não alérgica. Os principais achados são secreção nasal esverdeada, nariz entupido e dor de cabeça/face. Muitas vezes, só melhora após tratamento com antibiótico.

3) Bronquite x Asma

asma pulmão

A bronquite é uma doença aguda, provocada pela inflamação das vias aéreas inferiores (brônquios) e tem como principal causa as infecções virais. Além da tosse, quase sempre presente, também pode apresentar febre e falta de ar. Tem duração de poucos dias e a melhora costuma ser espontânea, com auxílio de medicamentos sintomáticos.

A asma é uma doença inflamatória crônica, na maioria das vezes de causa alérgica, que provoca sintomas de falta de ar, chiado no peito e tosse. Quase sempre os sintomas melhoram após o uso de medicamentos para aumentar o espaço da passagem do ar, os broncodilatadores. Dependendo da frequência e gravidade dos sintomas, é necessário usar corticoide oral ou inalatório.

4) Bronquiolite

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Bronquiolite é a infecção dos bronquíolos dos bebês causada por vírus, normalmente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). É mais comum até 3 anos de idade e costuma ser o primeiro episódio de chiado na infância. Provoca tosse, respiração ofegante, queda da saturação de oxigênio no sangue e é motivo comum de internação nessa faixa etária. Em geral, melhora espontaneamente, com medicamentos sintomáticos; em alguns casos, há necessidade de suporte respiratório com oxigênio.

5) Pneumonia

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É a infecção que se instala nos pulmões. Pode ser causada por vários micro-organismos diferentes (bactérias, vírus, fungos) e provoca tosse, dor no tórax, mal-estar, falta de ar e, ainda, pode apresentar secreção amarela ou esverdeada. O tratamento, na maioria das vezes, é feito com antibiótico.

As medidas de prevenção que devem ser tomadas:

=Manter vacinas em dia, a da gripe deve ser aplicada anualmente e é gratuita para grupos de risco.
=Lavar bem as mãos sempre que possível e, indispensavelmente, antes de se alimentar, após espirrar ou tossir, e depois de usar o banheiro.
=Proteger com o braço (e não com as mãos) quando espirrar ou tossir
=Fazer higiene da casa adequadamente, de maneira que diminuam os alérgenos do ambiente, como ácaros da poeira
=Evitar lugares com aglomerados de pessoas e/ou sem ventilação adequada
=Em locais com ambiente seco, é recomendável o uso de um umidificador de ar no ambiente, desde que usados por poucas horas e com saída de vapor de até 60%.
=Beber muita água

Fonte: Docway

Tempo seco pode agravar as crises alérgicas

O inverno chegou, o ar está mais seco, e, em São Paulo, por exemplo, não chove há muitos dias. Com essa junção, os quadros alérgicos pioram. Difícil não coçar o nariz ou espirrar durante esse período e, segundo a alergologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Yara Mello, o agravamento da alergia está relacionado a diferentes fatores existentes na estação mais fria do ano.

O primeiro fator agravante do inverno é o tempo seco, que apresenta uma quantidade maior de partículas suspensas e, consequentemente, acaba sendo prejudicial ao alérgico. Yara explica que além desta característica, a secura do ar pode “sugar” com mais facilidade a água do organismo, o que potencializa a irritabilidade do trato respiratório.

Outro motivo que não é nada favorável aos alérgicos, são as infecções das vias aéreas. “Nesta época do ano, as pessoas costumam deixar os ambientes mais fechados, o que facilita o contagio, tanto das infecções virais quanto as bacterianas é também um gatilho para a crise alérgica”, endossa a especialista.

mulher espirro

Apesar das alergias respiratórias possuírem sinais semelhantes aos de uma gripe, a confusão é rapidamente desfeita, como explica a médica. “Os sintomas iniciais podem ser confundidos, já que o espirro e coceira no nariz estão presentes nos dois casos. Porém, com a evolução, é possível diferenciar, pois quem está com gripe apresentará outros sinais, como febre, mal-estar e dor muscular”.

Para sofrer menos com as crises não só durante o inverno, o tratamento é indispensável e, o primeiro passo, é o diagnóstico correto. “A prevenção é iniciada com o diagnóstico correto, que inclui saber qual é o tipo de sensibilidade que a pessoa tem. Após isso, é possível usar duas formas de controle, uma é cuidar do ambiente, principalmente do quarto e outra, associada à primeira, o tratamento de imunoterapia, conhecida como vacina para alergia”, enfatiza a alergologista.

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O cuidado com o ambiente, citado por Yara Mello, inclui ações simples que ajudam a contornar o problema – como tirar do local, principalmente do quarto, objetos que acumulem pó – manter colchões e travesseiros encapados com tecidos específicos, a fim de impedir a saída do pó, lavar os casacos e cobertores antes de usar e deixar as roupas arejando no sol.

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos