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‘Receitas da vovó’ podem trazer riscos à saúde da pele

Muitas receitas caseiras podem esconder problemas sérios e, em vez de oferecerem tratamento, podem irritar a pele

Receitas naturais ou caseiras são excelentes para a pele e não oferecem nenhum malefício, certo? Errado! “Muitas substâncias colocadas na pele podem provocar ou piorar alergias, irritações ou até mesmo a acne. É necessário sempre procurar ajuda de um dermatologista”, explica Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O médico analisa abaixo os mitos e verdades de algumas receitas caseiras no tratamento da pele:

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Pasta de dente nas espinhas – não é incomum encontrar pessoas que acreditam que a pasta de dente é um santo remédio contra a acne. “Realmente, ela pode até secar a acne, em função de alguns componentes: bicarbonato de sódio, peróxido de hidrogênio, álcool, mentol, óleos essenciais e triclosan. Mas ela traz alguns riscos, como vermelhidão, irritação e descamação – e em alguns casos, pode até queimar a pele”, afirma o médico. O melhor a fazer no caso de muitas espinhas é procurar um médico, mas no caso das isoladas uma receita caseira seria dissolver um comprimido de aspirina com um pouco de água até que se forme uma pasta e aplicar com um cotonete em cima da lesão de acne, deixando agir durante à noite. “O ácido salicílico é anti-inflamatório”, explica.

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Aplicar colírio na acne avermelhada – “O colírio para olhos vermelhos contém agentes vasoconstritores, que fecham os vasos, causando uma contração e melhorando a vermelhidão de uma espinha isolada. Não costumo recomendar porque esses agentes causam um efeito rebote grande e a vermelhidão pode voltar mais forte e o efeito é muito temporário”, explica. No caso de emergências, o médico dá outra receita: “Podemos utilizar aplicação de gelo envolto em um tecido ou bolsas pequenas de gelo, por alguns minutos. O gelo é anti-inflamatório e faz desinchar a espinha rapidamente, reduzindo o inchaço. Mas só funciona em espinhas isoladas, daquelas vermelhas e internas, sem coloração amarelada. Logo após, pode-se aplicar um creme com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla.”

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Clara de ovo para diminuir as linhas de expressão – por conter albumina, a clara do ovo é utilizada em algumas receitas caseiras para promover efeito anti-idade. “A albumina tensiona a pele, com um efeito imediato, logo depois que seca, principalmente em peles oleosas. Muita gente retirava a clara com água morna e depois aplicava água bem gelada, para aumentar ainda mais a tensão da pele. Mas, não existe nenhuma evidência para tratamentos de linhas de expressão e o efeito tensor ocorre pontualmente, não funciona como tratamento”, garante o médico. Hoje em dia, uma boa aposta é o uso de produtos com ativos antioxidantes, tensores e vitamina C, capazes de promover uma renovação celular e diminuir as linhas de expressão – com efeito imediato e de tratamento. Outra aposta é o uso dos nutracêuticos que promove melhoria da qualidade do colágeno, como Exsynutriment e Bio-Arct.

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Açúcar com limão para esfoliar a pele – o açúcar deslizando com o limão na pele provoca a sensação de limpeza e esfoliação. Mas embora o limão tenha características adstringentes, em contato com o sol, o efeito pode ser desastroso e manchar a pele. “Além disso, pode causar ressecamento e alergias”, explica. A maneira mais segura para esfoliar a pele é utilizar produtos específicos, diz Jardis. “É importante saber que quem tem a pele mais fina e delicada deve optar por produtos mais suaves com grãos esfoliantes regulares em fórmulas com ativos calmantes. É fundamental que, logo após a esfoliação, a pele seja profundamente hidratada. Por isso, recomendo produtos com Ácido hialurônico, vitaminas C e E. Para diminuir as irritações, utilizar cosméticos à base de aloe vera e alphabisabolol que acalmam e hidratam.”

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Rodelas de pepino nos olhos para tirar olheiras – as pessoas acreditavam nesse tratamento porque o pepino não só tem efeito de resfriamento, mas também ajuda a melhorar a cor da pele ao redor dos olhos. “Funciona, sim. Mas é um efeito paliativo. O pepino também ajuda a aliviar os olhos depois de um longo dia de trabalho”, afirma. Embora não tenha risco, esse tratamento exige 15 minutos do seu dia e, hoje, já existem muitos cremes que, no caso de olheiras, podem tratar e camuflar a pigmentação.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista, diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

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Cuidados com a higiene da casa evitam problemas respiratórios

Quando as temperaturas caem e o ar se mantém seco, o sistema respiratório é agressivamente prejudicado, sobretudo em ambientes fechados. Uma das doenças mais frequentes nesses casos é a rinite alérgica. Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), o principal alérgeno, no Brasil, é o ácaro da poeira domiciliar, responsável por cerca de 80% das alergias respiratórias.

A dúvida para muitas pessoas é, justamente, como evitar esse mal, principalmente em períodos de baixas temperaturas, como nas épocas de outono e inverno. Ricardo Monteiro, Gerente Operacional da rede Quality Lavanderia, indica algumas precauções simples no cuidado com o lar:

O principal local para começar a se precaver é com o quarto. Os colchões, travesseiros e almofadas devem ser devidamente higienizados e trocados a cada cinco anos. As cortinas precisam ser lavadas a cada seis meses, enquanto as roupas de cama podem ser trocadas uma vez por semana. Recomenda-se usar aspirador e pano úmido em vez de vassouras, que espalham o pó por todo o ambiente.

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No frio, os primeiros itens que saem dos armários após longos meses sem uso são os cobertores e edredons, nesse caso, ainda antes do uso, é indicado a higienização das peças. Com isso, retira-se o possível odor de mofo e mantém a peça mais apropriada para uso.

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Com os tapetes, outro item muito usado nessas épocas, a higienização deve ocorrer a cada seis meses, pois acumula número elevado de fungos e bactérias. Cada tipo de material do tapete, seja corda, algodão ou seda, necessita de um método diferente na limpeza para evitar o desgaste dos fios e manter a durabilidade da peça. A manutenção pode ser feita semanalmente, com o aspirador de pó. Já, os tapetes de banheiro, por conta da umidade, devem ser lavados semanalmente.

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Com outros itens como poltronas, sofás e almofadas, tendem a acumular poeira, por isso devem ser higienizados adequadamente e com um período de tempo ideal, dessa forma, evita-se a proliferação de bactérias causadas pela poeira. As poltronas e sofás devem ser limpos, pelo menos, uma vez ao ano. Indica-se utilizar o aspirador de pó uma vez por mês para a manutenção. Já as capas das almofadas podem ser lavadas a cada dois meses. Se tiver pets em casa, deve-se usar o aspirador de pó duas vezes por semana em tapetes, por conta do acúmulo de pelos.

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“Dessa forma, com pequenos cuidados, é possível manter a casa devidamente higienizada e livre do ácaro causador das alergias respiratórias”, ressalta Monteiro.

Fonte: Quality Lavanderia

Dez dicas para os pets enfrentarem o tempo seco

Clínicas da Petz registraram aumento de cerca de 60% nos problemas respiratórios; muitos bichinhos precisam de inalação para amenizar os efeitos da baixa umidade

A baixa umidade do ar também afeta a saúde de cães e gatos. A Petz teve um aumento de cerca de 60% de casos de problemas respiratórios e oculares, para atendimentos ambulatoriais, inalação, oxigenioterapia e até emergências em suas clínicas. Assim como as pessoas, os pets apresentam sintomas como coceiras nos olhos, boca seca, cansaço, dificuldade para respirar e desidratação.

Alguns bichinhos podem ficar ofegantes e sofrer de crise respiratória com ar seco. “Nesta época, os principais problemas são respiratórios, como a traqueobronquite canina ou a rinotraqueite felina. Caso não sejam tratados adequadamente, esses transtornos podem levar a complicações e até a uma pneumonia”, alerta a veterinária Karina Mussolino, gerente de clínicas da Petz. Ela orienta sempre a levar o pet ao veterinário.

As raças com focinho curto ou achatado, como pug, shih-tzu, buldogue e pequinês, costumam sofrer mais, pois já apresentam dificuldade para respirar e acabam tendo esses efeitos agravados. “Muitos pets necessitam de inalação para amenizar o impacto do ar seco”, avalia a Dra. Karina. Filhotes e idosos também precisam de cuidados redobrados.

Com a baixa umidade, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejantes e com coceira. Ao tentar aliviar a coceira com as patinhas, há risco de provocar lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a conjuntivite. Veja a seguir as orientações de Karina.

Como amenizar os efeitos do clima

1 – Fique atento à alimentação, se o pet está se comendo bem, se continua ativo e brincando.

2 – Leve sempre recipientes de água para os passeios. Em casa, troque a água várias vezes ao dia.

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3 – Deixe toalhas molhadas ou bacias com água próximas aos locais de descanso. Umidificadores de ar também são recomendados.

4 – Diminua quantidade de exercícios, principalmente entre 10h e 16h.

5 – Faça hidratação com produtos específicos para pets.

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Foto: AeroDawg

6 – A inalação pode e deve ser feita somente com soro fisiológico para animais com problemas respiratórios durante fases de tempo seco, pois umidifica as vias aéreas e facilita a respiração.

7 – A limpeza dos olhos deve ser feita com solução fisiológica, passando o algodão delicadamente.

8 – Mantenha a vacinação contra a gripe em dia, assim como todas as outras, além do reforço anual.

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9 – Fique atento a qualquer sinal de tosse, secreção nasal e ocular e dificuldade respiratória grave.

10 – Leve o pet para um check-up e diagnóstico precoce de alterações respiratórias.

Fonte: Petz

Intolerância ou alergia ao leite? Entenda a diferença

Profissional explica os sintomas da intolerância à lactose e da alergia à proteína do leite

Diversas dúvidas sobre o consumo do leite de vaca ainda rondam os consumidores. Muitas pessoas ainda confundem a lactose, que é o açúcar do leite, com a proteína. Nesse caso, é comum o conflito de informações sobre a intolerância à lactose e da alergia à proteína do leite, como a caseína, alfalactoalbumina e a betalactoglobulina. É o que explica a nutricionista Priscila Bergamin. “Primeiro é preciso esclarecer que a alergia à lactose não existe, visto que alergia é uma reação à proteína e a lactose é um açúcar”, detalha ela.

De acordo com a especialista, a intolerância é decorrente da dificuldade do organismo em digerir a lactose, açúcar presente no leite, devido à redução ou ausência da lactase – enzima que a digere. Entre os principais sintomas estão problemas gastrointestinais, como cólicas, gases, desconforto abdominal e diarreia, que podem ser apresentados logo após a ingestão de produtos com lactose. No entanto, há um nível de intolerância à lactose individual de cada pessoa.

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“Dessa maneira, é possível que o indivíduo possa ingerir leite e seus derivados até determinada quantidade sem apresentar os sintomas. Por isso, não é necessário excluir totalmente estes alimentos da alimentação”, afirma ela.

Já a alergia à proteína do leite é uma doença quase que exclusiva em crianças e promove sintomas diferentes dos apresentados aos intolerantes à lactose. Neste caso, o sistema de defesa reconhece a proteína como uma substância estranha e desencadeia uma série de reações alérgicas, como problemas de pele, respiratórios e gastrointestinais.

Segundo a nutricionista, após a consulta com um profissional médico e o diagnóstico correto, é necessário a exclusão de todos os alimentos que contenham proteínas do leite de vaca.

Para o diagnóstico correto, é necessária a observação dos sintomas associados à ingestão de produtos sem lactose, no caso dos intolerantes. Ou seja, se a troca de lácteos e derivados comuns por produtos sem lactose, resolver os sintomas há um indício, de que existe a intolerância. Já quando se trata de alergia, é preciso excluir alimentos com as proteínas do leite e o teste de provocação oral, solicitado por um especialista.

Consumo de leite e seus derivados

O acesso a produtos sem lactose, tais como leite UHT, iogurtes, queijos e demais derivados como requeijão e creme de leite aumentou nos últimos anos. Atualmente, os intolerantes à lactose possuem diversas opções para incluir em sua alimentação. Produtos sem lactose são 100% livres do açúcar do leite e assim, podem ser consumidos sem restrição.

Já os alérgicos à proteína do leite não podem fazer o uso destes produtos, justamente por se tratar de uma doença que limita o consumo de derivados do leite de vaca.

“Encontramos hoje diferentes tipos de produtos como a linha LacFree, que agradam todos os paladares e faz com que o intolerante continue consumindo alimentos que gosta, de forma saudável e sem os desagradáveis sintomas comuns a produtos com lactose”, ressalta a Priscila.

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A exclusão do leite da alimentação em função da intolerância já não é necessária e pode contribuir com a deficiência de nutrientes, uma vez que o leite e seus derivados são ótimas fontes de proteínas, vitaminas, cálcio e outros minerais. “É importante ressaltar o papel essencial do cálcio, responsável pela formação dos ossos, construção muscular, crescimentos e desenvolvimento, principalmente quando falamos da alimentação infantil”, explica.

Fonte: Verde Campo

Medicamentos para tratar alergia comum podem prejudicar a função testicular

Autores de um novo artigo argumentam que são necessários mais estudos que confirmem esta possibilidade e sugerem que as pessoas sejam avisadas sobre o excesso no uso dessas medicações.

A co-autora do estudo, Carolina Mondillo (e equipe), relatou os resultados na revista Reproduction.  A histamina é uma molécula que o corpo produz quando o sistema imunológico é ativado por uma ameaça percebida.

Os histamínicos tentam remover as alergias do corpo induzindo espirros e demais secreções já conhecidas. Isso faz parte do sistema padrão de defesa do corpo – mas, em algumas pessoas, o sistema imunológico reage excessivamente a desencadeadores, como pólen, caspa ou poeira, e leva as histaminas a criar espirros. Os anti-histamínicos são os medicamentos mais utilizados para reduzir esses sintomas. No entanto, além de atuar sobre a histamina, também se descobriu que anti-histamínicos afetam outras áreas da saúde, criando efeitos colaterais indesejáveis ​​ligados ao comportamento da função sexual e fertilidade.

Como as alergias estão se tornando cada vez mais comuns nos países industrializados, o uso de anti-histamínicos também está aumentando, por isso é importante que cientistas e médicos compreendam melhor os efeitos colaterais ligados a esses medicamentos sem receita médica.

“Infelizmente, na maioria das vezes, a investigação no homem só é iniciada quando as dificuldades para engravidar são percebidas pelo casal, que acaba procurando o médico ginecologista para exames de rotina. Entretanto, como muitos casais estão adiando a gravidez, levando à diminuição das chances de gestação quando a mulher completa 35 anos, recomenda-se que este homem faça uma investigação de sua fertilidade antes mesmo de decidir programar um filho”, alerta o ginecologista e especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Anti-histamínicos reduzem a qualidade do esperma

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Pesquisadores do Instituto de Biologia e Medicina Experimental em Buenos Aires, Argentina, realizaram uma revisão sistemática de estudos em animais que investigavam associações entre histaminas e fertilidade. Eles analisaram os estudos de pequena e grande escala que ocorreram nas últimas quatro décadas.

A revisão descobriu que vários dos estudos relataram uma associação entre o uso de anti-histamínicos em animais machos e a função prejudicada dos testículos.

Os autores do estudo sugerem, então, que os anti-histamínicos parecem interferir na produção de hormônios sexuais nos testículos, levando a deformação e a baixa contagem de espermatozoides.

É importante ter em mente que todos os estudos feitos pela médica Carolina Mondillo e colegas analisaram foram conduzidos em animais. Estudos em seres humanos que analisam a associação entre o uso de anti-histamínicos e a fertilidade masculina são limitados, por isso é difícil generalizar esses achados para humanos.

Serão necessários mais estudos

Outras pesquisas também serão necessárias para entendermos quais os prejuízos causados para a fertilidade masculina. Segundo a médica, mais testes serão necessários para avaliar os possíveis efeitos negativos do anti-histamínico na saúde reprodutiva e sexual. Isso pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para aliviar os sintomas de alergia sem comprometer a fertilidade.

Os pesquisadores dizem que agora começarão a avaliar como as histaminas causam impacto nos tumores testiculares. Em estudos anteriores, outros medicamentos comuns também foram associados à infertilidade masculina, como bloqueadores dos canais de cálcio, antidepressivos tricíclicos e esteroides anabolizantes.

Em 2017 foi publicado uma característica sobre como a infertilidade pode afetar os homens. Nessa postagem foi analisado como algumas dicas de estilo de vida simples podem ajudar a reduzir o risco de infertilidade masculina. Elas incluíam itens como: alimentação saudável, manter o peso certo, reduzir o estresse e ser fisicamente ativo. Também recomenda–se cortar o tabagismo, reduzir a ingestão de álcool e evitar roupas íntimas apertadas.

“Tanto para o homem quanto para a mulher, os exercícios moderados são úteis e ajudam a aumentar a chance de concepção do casal. Aqueles que não estão habituados a esta prática devem iniciar lentamente, supervisionados por profissionais especializados, aumentando progressivamente a carga e as atividades, e de acordo como o permitido pelo organismo; exageros não são bem-vindos”, afirma Cambiaghi.

Segundo o médico, as atividades mais aconselháveis para as iniciantes são: caminhadas, natação, yoga, e ciclismo. São de baixo impacto tanto para a musculatura como para as articulações e devem com o tempo alcançar na mulher uma freqüência de 3 a 4 vezes por semana durante 30 minutos por vez. “Correr mais do que 16 quilômetros por semana é exagero nestes casos e podem ser prejudiciais. No homem podem ser acrescentados exercícios mais vigorosos que não ultrapassem de 20 minutos, 3 vezes por semana”, finaliza o médico.

Mais sobre o assunto em: www.fertilidadedohomem.com.br

Dermatologista ensina cinco práticas para cuidar da pele no outono

Tomar água, usar hidratantes e protetores solares são algumas das recomendações para manter a pele saudável nessa estação do ano

A pele é um dos órgãos mais sensíveis às intempéries climáticas e durante o outono ela sofre ainda mais com as alterações bruscas de temperatura, calor e frio, além do tempo seco. Por isso, nessa época, a pele merece cuidados especiais para mantê-la bonita e saudável.

Para a dermatologista do Hospital Santa Cruz (HSC), Cassiana Tami Konishi Okada, no tempo frio é comum a pele ficar desidratada e com aspecto esbranquiçado. “Deixar a pele sem cuidado, pode provocar complicações, como doenças e alergias. E sob a exposição solar, mesmo nas temperaturas mais amenas como a do outono, é importante manter a proteção contra os raios solares ultravioletas”, afirma.

Para evitar estes e outros problemas, a dermatologista do HCS recomenda cinco práticas, simples e essenciais, para auxiliar a manter o bem-estar da pele na mais instável das estações.

1) Hidratação Interna

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Nesse período, o ar seco rouba a umidade dos olhos, das vias respiratórias e também da pele. A ingestão de água é fundamental e é a melhor prática para manter a pele hidratada e evitar o ressecamento. Recomenda-se beber no mínimo dois litros de água ao dia. Carregue sempre que possível uma garrafinha no carro, no trabalho, em casa, tomando pequenas quantidades do líquido, com disciplina e frequência.

2) Hidratação externa

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Outra forma de hidratar a pele é por meio do uso de cremes e loções hidratantes. Existem diferentes tipos de produtos para cada região do corpo. Para as mãos, por exemplo, os hidratantes precisam ser mais resistentes às lavagens e ter uma absorção rápida para que não atrapalhe a rotina das atividades diárias. Para os pés, devem ser mais potentes, o suficiente para que haja uma absorção adequada pela pele espessa da região, e não muito oleoso, para evitar desconforto ao utilizar os calçados. Os hidratantes labiais, especialmente, não precisam ter gosto e brilho. Devem ser aplicados diariamente, de preferência, após o banho, quando a pele úmida facilita sua absorção.

3) Banho

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O banho quente e prolongado, assim como o uso de bucha ou esponja áspera, resseca a pele e deve ser evitado. O ideal é usar água morna no banho com duração de até dez minutos, utilizando sabonetes neutros. É bom lembrar que com a diminuição das chuvas o ar fica mais poluído, principalmente nas cidades, e as partículas suspensas impregnam mais na pele, desencadeando um estresse oxidativo, produzindo radicais livres que, por sua vez, induzem ao envelhecimento. Assim, o banho diário para a higienização é fundamental para manter a pele saudável.

4) Proteção Solar

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Além da higiene e hidratação adequadas, a proteção solar é fundamental também no outono. Atualmente, até para facilitar o dia a dia das pessoas, existem opções de cremes multifuncionais que agregam num mesmo produto hidratante, protetor solar e ativos que combatem o envelhecimento. O recomendável é a utilização de protetores solares a cada três horas nas áreas expostas. O fator protetor vai depender de cada pele e recomenda-se procurar um especialista para orientação adequada.

5) Lavar o Rosto

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Uma prática importante não só no outono, mas nas outras estações também, é lavar o rosto antes de dormir. A pele fica exposta a grande quantidade de impurezas durante o dia e precisa de uma limpeza profunda. Recomenda-se usar água fria ou morna em abundância. Outra prática indicada é hidratar o rosto antes de se deitar. Mas, atenção para o excesso de creme. Ele deve ser específico para cada tipo de pele e não muito oleoso.

Fonte: Hospital Santa Cruz

Alergia alimentar pode estar relacionada à Síndrome do Intestino Irritável?

As alergias alimentares e os genes que aumentam as chances de contrair doenças alérgicas podem ter um papel na síndrome do intestino irritável de algumas pessoas (SII), sugerem dois estudos. Asma alérgica, rinite e eczema andam de mãos dadas com diarreia e reações digestivas ruins aos alimentos em certas pessoas com SII, dizem os pesquisadores.

“O pensamento é que, se você descobrir suas alergias alimentares, pode realmente melhorar a diarreia e a dor abdominal. E vemos na clínica que os pacientes se sentem melhor”, diz a pesquisadora sênior Mary Tobin, médica, alergologista da Urgência do Centro Médico Universitário em Chicago.

As descobertas de ambos os estudos foram apresentadas no Encontro Científico Anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia em 2015. Em um estudo, Mary  e seus colegas descobriram uma possível conexão entre rinite alérgica, asma e intestino alérgico.

Eles avaliaram 122 pessoas com SII ligadas a alergias, e 32 com SII sem alergias. Aqueles com SII associada a alergias eram mais propensos a ter diarreia como seu principal problema. E aqueles com SII e sem alergias eram mais propensos a ter a constipação como principal sintoma.

“A diarreia surge, possivelmente, a partir de reações que são semelhantes ao que ocorre com alergias alimentares”, diz a médica.

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Testes para alergias alimentares

No segundo estudo, 48 pessoas que tiveram SII com diarreia – 65% das quais relataram ter problemas de digestão depois de comer alimentos específicos – fizeram um teste para ver se a pele reagia a alérgenos alimentares, incluindo amendoim, nozes, peixe, marisco, ovos, leite, cereais, carnes, aves, frutas, verduras e legumes.

Os testes mostraram que 60% dos corpos das pessoas estavam preparados para reagir ao alimento suspeito. Dessas pessoas, 17% também tinham respostas ao gatilho, como urticária, inchaço, náuseas e vômitos abruptos e asma. Esses resultados indicam que as alergias alimentares têm um papel significativo na SII com diarreia, diz Mary, que também esteve envolvida neste estudo.

Segunda opinião

Existem “vários pontos fracos” nessa pesquisa, diz Antonio Carroccio, da Ospedale Civili Riuniti da Itália.

A ligação entre SII e ter genes que aumentam o risco de contrair certas alergias é “bem conhecida e real”, e há um papel “provável” que as alergias alimentares exercem nos sintomas semelhantes aos da SII, disse ele. “Porém, o estudo é limitado a testes cutâneos, que não podem mostrar com certeza se uma pessoa é alérgica”, completa o médico.

Carroccio, que estava envolvido em uma revisão de alergias alimentares e SII, diz que concorda que “a alergia alimentar pode ser uma possível causa da síndrome do intestino irritável”, e os médicos devem trabalhar para aliviar os sintomas de seus pacientes por meio de mudanças na dieta. Porém, o trabalho da equipe de Mary e de outros pesquisadores “ainda não provou isso”.

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Foto: iStock

No estudo que usou o teste cutâneo, “nenhuma relação direta pôde ser comprovada entre os alimentos e a síndrome do intestino irritável”, encerra.

Essas descobertas foram apresentadas em uma conferência médica. Elas devem ser consideradas preliminares, pois ainda não passaram pelo processo de “revisão por pares”, na qual especialistas externos examinam os dados antes da publicação em um periódico médico.

WebMD Health News Analisado por Arefa Cassoobhoy, MD, MPH 

Alopecia em gato: o que é?

Não é todo tipo de queda de pelo que representa um problema de saúde. A alopecia em gatos caracteriza-se por uma perda excessiva de pelos que deixa falhas na pelagem e deve ser investigada, uma vez que esse quadro é visto como sintoma de um problema maior.

A queda de pelos ou alopecia em gatos pode ter diversas causas, que vão desde as mais comuns até as que necessitam mais atenção e tratamento. A médica veterinária da Equilíbrio e Coordenadora da Comunicação Científica da Total Alimentos, Bárbara Benitez, listou algumas causas com informações sobre os sintomas e tratamentos para o tutor ficar de olho na saúde do seu animal.

Causas da alopecia em gatos

Dermatite de contato

A dermatite em gatos é uma reação alérgica e irritante de contato. Pode ser causada por aplicação de antibióticos, contato com materiais como plástico, borracha, lã, produtos químicos, entre outros. Quando se manifesta, a pele fica irritada e vermelha, surgem bolhas ou saliências em partes do corpo com menos pelagem, coceira e queda de pelos. O diagnóstico é realizado por meio de teste de contato e o de exclusão que devem ser feitos por um veterinário. E, assim que constatado o objeto causador, o animal deve ser privado do contato com ele.

Atopia (dermatite alérgica inalante)

A alopecia em gatos pode aparecer em função de uma reação alérgica a algo que o animal inalou, como pó, pólen, mofo, ácaros, entre outros. Felinos com esse problema apresentam sintomas como: vermelhidão, perda de pelos, comichões, orelhas inflamadas e, muitas vezes, o quadro pode ser acompanhado por uma infecção. Após os devidos testes e constatações, o gato deve ser privado do contato com o que lhe causa a alergia e o veterinário irá ministrar um medicamento apropriado, se necessário.

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Hipotricose congênita

A hipotricose congênita pode fazer com que alguns felinos nasçam com pouco ou nenhum pelo. Em outros casos, o quadro de queda excessiva de pelo acontece até os 4 meses de idade. Uma biópsia pode constatar se esse é o problema com os pelos do seu gato e, em caso positivo, não tem tratamento, já que se trata de uma doença congênita e o animal sempre terá pouca ou nenhuma pelagem. Converse com seu veterinário, pois essa peculiaridade, apesar de não ter cura, não impede que o animal tenha uma vida saudável e feliz com alguns cuidados extras.

Alopecia facial (pré-auricular)

A alopecia facial é a perda normal de pelo entre o olho e a orelha do animal. Começa entre os 14 e 20 meses de idade e é mais comum em gatos com pelagem escura e curta. A não ser que venha acompanhada de vermelhidão, pele irritada, escamação ou erupções, é normal e não tem tratamento, sendo associada ao tempo de vida do animal e, em geral, apresenta melhora posterior.

Foliculite

É causada por fatores externos, como alergias, e podem desencadear uma infecção nos folículos, geralmente na face, na cabeça e no pescoço dos animais. A causa deve ser descoberta por um veterinário, que normalmente realiza a raspagem de pelos e a biópsia para apontar a origem do problema. Dessa maneira, o médico veterinário pode estudar um tratamento e a perda de pelos cessará.

Alergias alimentares

Algo na dieta pode causar reação alérgica nos felinos. Os sintomas da alergia alimentar são praticamente os mesmos das demais alergias, porém, nesse caso, o gato costuma rejeitar a ração ou apresentar piora nos períodos próximos às refeições. O teste para diagnóstico é o de eliminação alérgico. O animal deve evitar ingerir os alimentos que causam a reação alérgica e a principal forma de combater é mudando a dieta.

Perda de pelo durante a gravidez e amamentação

Essa condição pode ocorrer também em outras circunstâncias estressantes, tais como doença, cirurgia e mudanças bruscas que causam estresse, desconforto ou tristeza ao animal. É uma perda de pelo generalizada, sem concentração em qualquer área específica e aparece de forma súbita. Geralmente é diagnosticada observando o estado do animal, os sinais clínicos e o histórico. Tratar a condição subjacente que esteja causando esse e quaisquer outros incômodos resolverá o problema.

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Dermatoses solares

As dermatoses, ou queimaduras causadas pelo sol, são comuns em animais com orelhas brancas ou pelagem inteira clara. Causam vermelhidão, perda de pelos, descamamento e podem até causar úlceras. O tratamento é medicinal, por meio da recomendação de um veterinário. A prevenção pode ser feita evitando a exposição excessiva ao sol, especialmente em horários de pico, como entre as 9 e 15 horas. Também recomenda-se o uso de protetor solar para gato, quando indicado pelo veterinário.

Cuidados para evitar alopecia em gatos

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Essas são algumas das causas mais comuns da alopecia, mas existem diversos motivos e, por isso, o ideal é ficar sempre de olho no animal e, ao perceber qualquer sintoma incomum, levá-lo ao veterinário.

Também é importante levá-lo para consultas rotineiras e alimentá-lo com rações para gatos de qualidade, como as da linha Equilíbrio Super Premium ou Equilíbrio Veterinary. “Os produtos são desenvolvidos com proteínas de fonte nobre, o que proporciona melhor digestibilidade e aproveitamento nutricional. Além disso, o felino pode contar com todas as vitaminas e sais minerais essenciais ao seu desenvolvimento”, finaliza Bárbara.

Fonte: Total Alimentos

 

 

Doenças de outono: quais são e como preveni-las

A cada final de estação, percebemos as mudanças no tempo e, infelizmente, isso
influencia, e muito, para o surgimento de problemas de saúde. Mesmo sendo doenças fáceis de se tratar, é preciso ter cuidado para evitar ou remediar, dependendo do caso e grau, algo que pode ficar mais sério.

Como estamos no outono, a Clínica Sadeb listou as principais doenças que surgem no outono e quais cuidados podemos ter para evitá-las.

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Perfume é a segunda maior causa de dermatites de contato

A dermatologista Valéria Marcondes explica por que alguns produtos causam reações alérgicas e o que fazer nesses casos

Perfumes são produtos que fazem parte do dia-a-dia de qualquer pessoa, chegando a ser parte da identidade de cada um. Porém, segundo estudos, a fragrância presente nestes produtos é uma das principais causas de alergias na pele, conhecidas como dermatites de contato.

“Dermatites de contato são reações alérgicas e inflamatórias da pele causadas pela exposição do paciente a algum princípio ativo ou substância a qual ele tem sensibilidade. Apesar de não serem contagiosas, as dermatites podem atingir o corpo todo, causando irritação, vermelhidão e descamação na pele”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Segundo a especialista, para se definir o causador da alergia, pode-se realizar um teste de contato, onde os componentes do perfume são individualizados e aplicados na pele. Após isso, espera-se 48 horas e é medido o nível de vermelhidão, descamação e irritação que esses componentes causaram na local de aplicação. Porém, mesmo com este teste, é muito difícil definir o que exatamente causa a irritação, devido a complexa mistura de ingredientes sintéticos e naturais contidos nos perfumes.

frascos de perfume

“Para se ter uma ideia, o perfume possui cerca de 14 ingredientes químicos em sua fórmula. Por isso, muitas vezes, é difícil de individualizar qual é componente ao qual o paciente tem alergia. As dermatites podem ocorrer devido a qualquer um dos componentes presentes nestes produtos, desde conservantes, como os formaldeídos e acetaldeídos, até fragrâncias, como o linalol e o limoneno”, afirma Valéria.

Por isso, é importante adotar alguns cuidados para evitar o surgimento das dermatites. Por exemplo, o ideal é nunca passar o perfume diretamente na pele, mas sim por cima da roupa, sempre lavando as mãos após a aplicação. “Optar por produtos mais naturais e menos sintéticos também é uma boa medida. Para quem já sabe que possui alergia às fragrâncias, recomendo procurar perfumes hipoalergênicos”, destaca a dermatologista.

A médica ainda alerta sobre a importância de atentar-se para os rótulos de produtos cosméticos tópicos, que também podem conter fragrâncias que causam dermatite. O recomendado é sempre preferir produtos livres de fragrâncias ou sem perfume.

Woman smelling perfume on her wrist
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“Para prevenir o aparecimento de irritações, você também pode fazer um teste de contato em casa. Para isso, aplique uma pequena quantidade do produto em uma parte do braço e então aguarde para conferir se o produto não lhe causa nenhuma irritação”, recomenda a médica, acrescentando: “Caso ocorra alguma reação alérgica, procure um dermatologista para receber orientações médicas.”

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser