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Depois de Nova York, “Bichos do Brasil” retorna a São Paulo

Exposição gratuita é patrocinada pelo Centro Britânico e explora a riqueza da fauna brasileira, explicando sobre animais silvestres conhecidos e desconhecidos em português e inglês

A exposição gratuita Wild Brazil – Bichos do Brasil retorna à cidade de São Paulo, no Centro Britânico Idiomas, no bairro da Pompeia (Rua Caraíbas, 957 – São Paulo – SP). Serão 27 obras, incluindo telas, lenços, bolsas e bloco de construção. A mostra retrata animais da fauna brasileira, como tamanduá bandeira, tatu-bola, anta, peixe-boi, quati, ouriço e paca, entre outros, e tem o patrocínio do Centro Britânico Idiomas. As obras são da artista plástica Walkiria Barone, que representará a riqueza da fauna brasileira com sua arte atraente e colorida, possibilitando ao público conhecer ou relembrar diferentes espécies de animais do Brasil.

A mostra já esteve na cidade de Nova York, tanto na estação de trem da cidade quanto no parque suspenso High Line Park (2014). De volta ao Brasil, serão 27 obras expostas e 11 delas estarão acompanhadas de uma ficha técnica em inglês e português, além de seus nomes científicos para que o público conheça mais sobre as espécies. A exposição ocorre até 11 de outubro, de segunda a quinta-feira, das 8h30 às 20 horas, sexta-feira das 8h às 17 horas e aos sábados das 8h30 às 11h30, comemorando o mês do “Spring Time”, chegada da Primavera do Brasil, a unidade está com agenda de eventos sobre a flora e da fauna brasileira.

A exposição tem um caráter informativo e propõe um diálogo com o público no sentido da conscientização para a preservação das espécies, principalmente aquelas que correm o risco de extinção.  “A ação de incentivo à cultura é parte de nossos valores. A artista leva para outros países um pouco da nossa biodiversidade e, assim, outras pessoas nos conhecem também. Para isso, a artista precisa do segundo idioma para contar histórias tão ricas e só é possível com a língua inglesa”, explica Monique Svolkin, gerente de marketing do Centro Britânico Idiomas.

Bichos Brasil Cidade Universitária CPTM Apoio(8)

Agenda
Exposição gratuita Wild Brazil – Bichos do Brasil
Data: até 11/10
Horários: Segunda a quinta, das 8h30 às 20h | Sexta das 8h às 17h| Sábado das 8h30 às 11h30
Local: Rua Caraíbas, 957 – São Paulo (SP)

Bichos Brasil em NYC(7)Bichos Brasil Cidade Universitária CPTM Apoio(9)Bichos Brasil (4)Bichos Brasil (3)Bichos Brasil (11)Bichos Brasil (9)Bichos Brasil (5)Bichos Brasil (7)

Itens da exposição
A exposição contará com 13 pinturas: Ouriço, Jacaré de Papo Amarelo, Capivara, Preguiça, Lobo Guará, Quati, Tatu Bola, Anta, Peixe Boi, Veado Mateiro, Mico Leão, Tamanduá e Onça Pintada.
Serão 11 pinturas com fichas técnicas: Matamatá, Arraia do Xingu, Galo da Serra, Peixe Serra, Tamanduá, Tatu 15Kg, Preguiça de coleira, Olingo, Lagartinho, Cobra Cega, Caracol. Um bloco de cimento, uma jaqueta de couro, uma sacola do Centro Britânico e vários lenços pintados.

Walkiria Barone

Bichos Brasil (2)
Artista plástica formada pela FAAP, trabalha com arte e educação e tem um trabalho constante de pintura e pesquisa de novos suportes. Realiza exposições desde 1990 e atua em diversas séries/técnicas/temas em vários espaços. A série Bichos do Brasil surgiu em 2010. Na área da educação coordena projetos inovadores na Escola de Artes para crianças e na A Casa Imaginária.

Centro Britânico

Fundada em 1969, o Centro Britânico é uma escola especializada no ensino de idiomas de forma consistente, eficiente e diferenciada, através de constante reciclagem de métodos, treinamento de funcionários e adequação da infraestrutura às exigências do mercado.

Com mais de 45 anos de atuação, o Centro Britânico vem realizando o sonho de seus alunos que é torna-los proficientes em um idioma Os cursos seguem o nivelamento do Quadro Comum Europeu (padrão internacionalmente reconhecido para descrever a proficiência em um idioma), o que garante que o aluno avançado do Centro Britânico seja avançado no mundo todo, produzindo um reflexo direto no índice de aprovação nos exames internacionais: 92%. A instituição é homologada e chancelada por Cambridge Assessment como centro preparatório e aplicador de exames internacionais no Brasil. Desde 2008 atua no sistema de franquias e, atualmente, conta com 30 unidades espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná oferecendo aulas de inglês internacional, espanhol, alemão, italiano, francês e português para estrangeiros.

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Exposição Pintando Gatos será inaugurada dia 1º de setembro em São Paulo

Os gatos são pura inspiração! É o que se poderá comprovar na Exposição “Pintando Gatos”, de 1º a 15 de setembro, na Cobasi Villa Lobos e de 17 a 30 do mesmo mês na Cobasi da Rua Augusta. A mostra reunirá obras de mais de 50 artistas plásticos, ilustradores e cartunistas renomados. Os trabalhos estarão à venda para ajudar a ONG Amanimal, de São Paulo, que tem sob seus cuidados mais de 200 gatinhos, vários deles abandonados com idade avançada, com sérios problemas de saúde e deficiências físicas.

O time de talentosos artistas que mergulhou no fantástico e sedutor universo felino inclui: Mauricio de Sousa, Laerte, Marcelo Lopes de Lopes, Clovis Vieira, João Alves, Lézio Júnior, Fernando Rodrigues, Junior Nascimento, Moacir Torres, Jal Lovetro, Vicky Von Dorff, e Pryscila Vieira, entre outros.

Mauricio de Sousa, inclusive, é um confesso apaixonado por animais, por isso, na exposição, estarão presentes desenhos do Bidu e do Mingau, personagens das consagradas histórias da Turma da Mônica e também um cenário criado para sessão de selfies.

Ilustração com a Magali e Mingau da Turma da Mônica

O artista plástico João Alves estará, na abertura da exposição, retratando a gatinha Ághata Borralheira, protagonista do livro “Ághata Borralheira & Amigos Tocando Corações”. Ela ganhou uma homenagem na mostra devido ao seu carisma e missão: chamar a atenção para o encanto dos gatos pretos que, infelizmente, ainda são os mais abandonados nas ruas e esquecidos nos abrigos.

joao alves

A homenagem à Ághata Borralheira inclui ainda exposição de fotos e respectivo figurino de seu livro, além da exibição de alguns de seus filminhos que fizeram grande sucesso no Facebook que leva seu nome.

aghata borralheira

Além desse rico cenário de cor e criatividade, os visitantes da exposição poderão conhecer, por meio de vídeo, os gatinhos da Amanimal que estão para adoção. A renda arrecadada com a venda das obras contribuirá para a construção de um abrigo com toda a estrutura necessária para dar qualidade de vida a tantos bichanos vítimas de maus-tratos e abandono que a fundadora da ONG, Doroti Bottoni, vem acolhendo ao longo da vida.

“Minha paixão por animais vem de família. Aprendi com meu pai a amar e respeitar os animais. Desde criança, por morar numa fazenda, convivi com cavalos, vacas, coelhos, cães e muitos outros animais. Com o passar do tempo fui me apaixonando pelos gatos. Hoje mantenho parte deles na minha casa e outra parte em lares temporários”, conta a protetora.

Para conhecer mais sobre a ONG clique aqui.

Exposição Pintando Gatos
Cobasi Villa Lobos
Data: 1º a 15 de setembro
Horário: das 10h às 18h

Cobasi Augusta
Data: 17 a 30 de setembro
Horário: das 10h às 18h

Eventos gratuitos. Classificação Livre. Sujeitos a lotação do espaço.

Encuentros Abiertos – Festival de la Luz: fotógrafos do mundo em Buenos Aires

Por Fabiano Ferreira

Em seu 30º aniversário, o evento reúne artistas de 30 países, com 160 amostras distribuídas em 90 espaços, em 36 cidades da Argentina e uma entrevista exclusiva com a diretora geral falando sobre a participação de brasileiros

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Centro de la Memória #01 – Foto: Fabiano Ferreira

Os Encuentros Abiertos – Festival de La Luz é um dos maiores eventos de fotografia da América Latina e celebra mais um ano com a participação de 350 artistas estrangeiros, entre convidados e selecionados pela convocatória, com destaque para a importante atuação do Brasil. O evento teve início oficialmente no dia 1º de agosto e se encerra no próximo dia 28 de setembro, com exposições, projeções, leituras de portfólios, workshops e palestras realizadas em diversas salas de artes, galerias e espaços culturais na Argentina.

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Russia – Foto: Aleksandr Rodchenko

A cada edição do festival é sugerido um tema e neste ano foi escolhido “Celebração pela Vida”, um resgate da união entre os seres humanos para que se identifiquem através de questões sociais ou pessoais. Para as diretoras do Festival de La Luz, Elda Harrington e Silvia Mangialargi, o propósito deste tema foi buscar estórias que façam a vida encontrar caminhos que valham a pena ser percorridos e outras que nos recordem de acontecimentos que não devemos permitir que se repitam.

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Centro de la Memória #02 – Foto: Fabiano Ferreira

Entre as exposições, destacam-se a mostra Fotografias de la VKhUTEMAS do fotógrafo russo Aleksandr Ródchenko, no CCK, Suturas de Adriana Groisman, sobre a guerra das Malvinas, Retratos de 108, do coreano Jinhyun Cha, e Comfort Women, do holandês Jan Banning, ambas sobre as escravas sexuais do exército japonês na segunda guerra mundial, no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti.

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Suturas – Foto: Adriana Groisman – Argentina

Brasileiros participam com mostras em diversos espaços, entre elas, Gabriela di Bella e Guilherme Christ (Marrocos), Cassio Vasconcellos (Coletivos), Lucas Lenci (Cidades Alpha), Helena Ríos (Tudo Flui), Roberto Urtado (Uma vida ordinária), Ilana Bar (Transparências de Lar), Lu Berlese (Relicário) e Clovis Dariano (Paisagem) e as projeções dos trabalhos de Edu Simões (59), Francisco Santos (Cotidiano), Ana Rovati (Sala de Não-Estar), Mateus Sá (Lugar das Incertezas) e Elaine Pessoa (Paysages).

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Foro de Portfólios – Foto: Fabiano Ferreiura

O Foro Internacional de Portfólios é um dos pontos altos do evento e durante uma semana, curadores, diretores de museu, galeristas e críticos especializados do mundo inteiro compartilham dos encontros individuais para avaliação de trabalhos fotográficos. Nesta edição, as leituras contaram com os curadores brasileiros Joaquim Paiva e Eder Chiodetto. Paiva, que também é colecionador e detém o maior acervo de fotografia no Brasil, levantou uma questão importante ao sugerir que quando esses eventos forem realizados no Brasil, deveriam propor a participação de artistas estrangeiros. “Eu acho que essa é uma oportunidade de participarmos mais ativamente sobre um diálogo internacional de fotografia. Precisamos nos tornar mais internacionais, para que a gente abra mais espaço e tenhamos maior presença da fotografia brasileira no exterior”, completa.

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Relicário – Foto: Lu Berlese

A fotógrafa curitibana Lu Berlese participou da revisão na edição anterior (2016) e ganhou, junto com a franco-argentina Eva Fischer e o chileno Andrés Figueroa, o Prêmio outorgado aos três melhores portfólios apresentados, o que rendeu uma exposição no Centro Cultural San Martín, aberta desde o dia 3 de agosto. Já o fotógrafo argentino Abraham Votroba, vencedor do Foro de Portfolio Interfestival 2017, além de expor em Buenos Aires, também foi convidado pelo Museu da Fotografia Cidade de Curitiba para expor seu trabalho Viaje Interior, no dia 7 de novembro, como forma de intercâmbio cultural.

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Viaje Interior – Foto: Abraham Votroba

Na sexta-feira, 17 de agosto, saiu o resultado do Foro deste ano, que premiou mais dois artistas brasileiros, Ilana Bar (São Paulo) e Paulo Coqueiro (Bahia), além do uruguaio Federico Ruiz Santesteban, que desse modo já têm exposição agendada para a próxima edição do festival, em 2020.

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Transparências de Lar- Foto: Ilana Bar

Confira entrevista exclusiva com a diretora geral do evento, Elda Harrington, concedida no Museu de la Cárcova, durante a abertura de uma das mostras do evento.

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Elda Harrington – Foto: Fabiano Ferreira

Repórter: Hoje o Encuentros Abiertos está consolidado como o festival de fotografia mais importante da América Latina. Você poderia nos contar como o evento chegou a essa envergadura no decorrer do tempo?

ELDA: O Festival começou há 30 anos e durante dez anos, aconteceu apenas em Buenos Aires. Ampliando o número de lugares a cada ano, até que em 1989, para celebrar os 150 anos do advento mundial da fotografia, o evento transformou-se em bienal. Em 1998, nos associamos a 21 outros festivais de 16 países, quando criamos o FOL – Festival of Light. No início, não havia mostras de fotografia na cidade. O único que havia era para especialistas em galeria de fotografia, encontros apenas para fotógrafos, os museus ainda não nos tinham aberto as portas. Não conhecíamos artistas estrangeiros, apenas os famosos que já haviam publicado algum livro, que há 30 anos, era muito pouco. Quando começamos, decidimos que nosso objetivo era difundir não apenas fotografia argentina, mas à fotografia latino- americana, a internacional, de maneira a intercambiar olhares com outras latitudes, para que nos conheçam.

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Galeria Nuevo Mundo – Foto: Fabiano Ferreira

Repórter: Qual a proposta do festival para que esse intercâmbio realmente aconteça?

ELDA: Para que isso aconteça, temos o Foro de Portfolios, que é uma atividade muito importante que promovemos ao longo desses anos, para que as grandes figuras do mundo, como diretores de museu, diretores de festivais, grandes colecionadores de fotografia, editores de fotografia, venham e conheçam nossos artistas. Quando digo nossos, não me refiro apenas aos argentinos, porque os brasileiros participam mais que os argentinos e ultimamente os chilenos também. Pois temos conseguido romper a cordilheira e atravessá-la, coisa que nos custou muitíssimo. Com o Brasil foi diferente porque começamos na mesma época. Nunca deixei de ir à Curitiba nos anos 90, na época das bienais internacionais de fotografia. Depois apoiei muitíssimo o Milton Guran para que fizesse o Festival do Rio (hoje, FotoRio Resiste), o Carlos Carvalho para que fizesse o Festival de Porto Alegre (FestPoA), dentre muitos outros fotógrafos brasileiros. Tenho amizade com vários deles e na medida do possível vamos nos encontrando e vamos convidando-os para participar do evento aqui em Buenos Aires. Tem uma mostra brasileira no Palácio Pereda, na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, com vários artistas que vão ficando conhecidos aqui. É a terceira vez que a embaixada expõe nestes 30 anos as maravilhas que vocês fazem. Ali está Helena Ríos, Lucas Lenci, com “Cidades Alpha”, está Roberto Urtado, Ilana Bar com seu trabalho intimista sobre a família, que sugiro visitá-lo até o final de agosto e está muito linda. Também tem uma projeção de Elaine Pessoa, com a curadoria de Eder Chiodetto, um trabalho muito interessante. Para continuar falando dos brasileiros também temos uma projeção de nossa curadoria, com os trabalhos que foram chegando pela convocatória e se apresentam em várias províncias argentinas. Portanto temos brasileiros da Quiaca ao Ushuaia – de norte ao sul – como costumamos falar aqui, são 5.800 quilômetros de projeção, (risos). Em Buenos Aires a projeção estará no Centro Cultural de la Memoria Haroldo Conti, no Museu de Arte Decorativo, no Centro Cultural San Martín, na Casa Rodolfo Walsh e Aliança Francesa.

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Cotidiano – Francisco Santos

Repórter: Voltando a falar do Foro de Portfolios, o que é exatamente essa atividade? Acontece desde o surgimento do evento? É aberta a qualquer fotógrafo que queira participar?

ELDA: O Foro de Portfolios acontece há anos, desde 1995. É um estilo de conhecimento que se oferece aos fotógrafos e que as outras disciplinas não têm. Por exemplo, a Pintura, não tem e meus amigos pintores sempre comentam que bom seria se tivesse, porque é uma oportunidade para divulgar seus trabalhos. O festival convida curadores, diretores de museus, diretores de festivais, colecionadores, editores para que conheçam os nossos artistas. Então os participantes olham os currículos de cada revisor, que tipo de fotografia lhes interessa e se inscrevem previamente pela internet no foro de portfólios. São entrevistas privadas de 20 minutos, onde o fotógrafo pode mostrar seu trabalho. Despir-se, de certa maneira, porque o revisor diante da obra sabe com quem está falando, quem é a pessoa diante dele. Depois disso, pode haver um feedback, ou não, depende do que necessita cada fotógrafo. Também é uma oportunidade do revisor poder expor, publicar ou comprar a obra. Este tipo de intercâmbio é um invento do FotoFest Houston (bienal nos EUA), que propõe este formato há muitos anos, com o sistema de pré-inscrição. Para os fotógrafos que são muito tímidos, é uma maneira muito boa de apresentar o trabalho. Antes, o único jeito que existia era perseguir os revisores como fazíamos em Arles (França), há anos atrás e apenas os mais atrevidos conseguiam alguma coisa. Já os demais não chegavam a lugar nenhum por conta da timidez, apesar de ter uma obra maravilhosa. Em 95 estive em Houston e trouxemos esta fórmula para a Argentina. Foi um sucesso impressionante, porque sempre que viajo a um festival, ou a um evento e me encontro com fotógrafos, principalmente os latino-americanos, pergunto como eles chegaram ali e eles respondem: – “Como assim? Fui descoberto no Foro de Portfolios em Buenos Aires e me convidaram para expor aqui”. Aconteceu com dois fotógrafos brasileiros que encontrei na China. Então, é uma forma de difusão que logo se transformará numa rede e você perde o rastro, porque um vai recomendando ao outro. No fim, muitos artistas ficaram conhecidos através da revisão de portfólios de Buenos Aires ou de Houston, de Porto Alegre, do Rio que também está acontecendo por esses dias – e outras que existem na Europa. Para os artistas latino-americanos principalmente, foi muito importante ter a oportunidade de fazer-se conhecer, pois estamos longe dos centros de poder, então é uma forma de intercambiar nossos olhares.

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Bailarines del Desierto – Foto: Andrés Figueroa

Repórter: E em que consiste o Prêmio Foro de Portfolios?

ELDA: No final do foro de portfólios, que dura uma semana, os revisores sempre votam nos três melhores trabalhos e, na edição seguinte, fazemos uma mostra com os premiados. Nesta edição estamos recebendo no Centro Cultural San Martín o resultado da premiação de 2016. Os fotógrafos selecionados foram a brasileira Luciana Berlese, a argentina Eva Fischer e o chileno Andrés Figueroa. Ficamos muito felizes pela coincidência, porque quando os revisores votam, não têm nem ideia de que país vem o escolhido. Então, esta coincidência de terem sido escolhidos três latino-americanos vizinhos nos deixou muito contentes. A mostra está linda e estará aberta até o final de agosto. Recomendo aos interessados que olhem o site do evento para conferir a programação, porque são tantas exposições que é impossível falar de todas. Estamos apresentando 160 mostras de 30 países, em 90 espaços diferentes, em 36 localidades do país.

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Sala Roma – Foto: Fabiano Ferreira

 

Nina Pandolfo personaliza dog.art para leilão do Au-Audi

A artista Nina Pandolfo personalizou um dog.art exclusivo, que será leiloado no evento Au-Audi, que acontece amanhã, domingo, dia 19. Com entrada franca, o Au-Audi receberá doação tanto para cães (ração, brinquedo e roupas) quanto para humanos (produtos de higiene pessoal).

A fim de amparar animais abandonados e maltratados, algumas peças personalizadas por artistas como Nina Pandolfo, Gabriel Nehemy, o DJ Alok e Adriana Mattos serão vendidas para reverter as vendas para a ONG Moradores de Ruas e Seus Cães (MRSC). Cerca de dez esculturas em forma de cachorro foram distribuídas para customização e farão parte do leilão.

A 4ª edição do Au-Audi reúne diversas atividades para cães e seus donos, como salão de beleza, customização de um carro da marca por Edson Ramos, exposição de fotos, piscina de bolinhas e food trucks para humanos e pets. O evento, que é promovido pela concessionária Audi Caraigá e tem apoio da Audi do Brasil, será realizado das 10 às 17 horas no Audi Center Jardins.

dog art

Au-Audi
Data: 19 de agosto
Horário: 10h às 17h
Endereço: Audi Center Jardins – Rua Colômbia, 659 – São Paulo/SP
Instagram: @audibr

Calvin Klein Jeans apresenta coleção cápsula Andy Warhol, Self Portraits

Se você quer saber tudo sobre Andy Warhol, “observe a superfície: das minhas pinturas, meus filmes e em mim mesmo, e lá eu estou. Não há nada por trás”- Andy Warhol.

A parceria entre a Calvin Klein com a Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais traz novidades: o legado do artista pop se estendeu das passarelas para a Calvin Klein Jeans – uma incrível união entre dois ícones do cenário americano. Envolvendo o espírito igualitário pelo qual Andy era conhecido, a nova coleção é composta por peças como o tradicional denim, t-shirts e moletons, todos estampados com autorretratos do artista.

Com uma visão do mundo nem um pouco cautelosa, Warhol foi provavelmente um dos primeiros praticantes da selfie moderna como conhecemos nos dias de hoje. De retratos tirados atrás de óculos escuros a Polaroids de batom e cabelo platinado à la Marilyn Monroe, até uma série gráfica de silkscreens icônicos em seus últimos anos de vida, cada um oferece uma pequena amostra do famoso personagem introvertido.

Documentos que são ao mesmo tempo enigmáticos e sinceros, nesses trabalhos ele encara claramente o espectador porém mantém uma distância emocional; seu rosto parece sem emoção e é reduzido a estampas com cores saturadas. Enquanto diversos de seus trabalhos mais conhecidos retratam as celebridades que ele tanto idolatrava, no final de sua vida Warhol explorou sua própria figura.

Nos trabalhos de 1986 protagonizados nesta coleção cápsula, sua imagem é quase cercada por sombra, seu cabelo platinado – e marca registrada – reproduzido como um recorte sobre um rosto suspenso, instantaneamente reconhecido assim como qualquer uma de suas famosas temáticas.

As peças estão em lojas selecionadas da marca no Brasil e no e-commerce próprio.

Festival da Coreia tem atrações gratuitas

A 12ª edição do Festival da Coreia começa hoje(10) e vai até domingo (12), na Praça Coronel Fernando Prestes, em São Paulo (SP), contando com diversas atrações, que marcam a comemoração do 55º aniversário da migração coreana. O Festival é considerado um evento multicultural, com entrada gratuita, organizado pela Associação Brasileira dos Coreanos (entidade oficial e representativa da comunidade coreana), que terá muitas atrações para o público.

“Serão shows de grupos vindos da Coreia, apresentações de Taekwondo, dança tradicional coreana, grupos de canto e percussão tradicional coreana, exposições e oficinas de arte, roupas e jogos típicos, atividades culturais, grupos covers de K-pop, concursos e (muita, mas muita) comida típica coreana, na Praça Coronel Fernando Prestes, localizada no bairro do Bom Retiro, que certamente é o pedaço mais multicultural da cidade”, explicou Yeo Jin Kim, presidente da Associação Brasileira dos Coreanos.

Entre as principais atrações estão, o cantor Juliano Son, grande nome da música gospel, e o conceituado ilusionista Pyong Lee. “Juliano Son, Pyong Lee, comidas típicas coreanas, artes e muitas outras atividades, além daquele congraçamento salutar entre os coreanos que residem em São Paulo e região. A data comemora o aniversário da imigração coreana no Brasil, por isso, estamos fazendo esse megaevento, que será extremamente atrativo também para os visitantes de outras nacionalidades”, acrescentou.

De acordo com Yeo Jin Kim, a estimativa é de um público rotativo de cerca de 30 mil pessoas por dia. “Temos essa expectativa, pois o evento comemorativo ganhou mais um dia, em relação ao realizado no ano passado, por isso, esperamos um público maior, com cerca de 30 mil visitantes por dia, pois não há custo de entrada – apenas as comidas típicas serão vendidas a preços variados. Outro ponto importante a se destacar é a programação variada, com muita qualidade, contando com shows expressivos, artes e a culinária coreana, entre outras coisas”, relatou.

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A festividade coincide com o 55° ano do início oficial da imigração coreana no Brasil; atualmente cerca de 50.000 imigrantes e descendentes vivem em harmonia com os demais povos que fazem do Brasil um país multicultural. “E boa parte da comunidade coreana vive ou trabalha no bairro do Bom Retiro, misturada em harmonia com portugueses, judeus, italianos, bolivianos e tantos outros povos que ali se estabeleceram”, comentou Yeo Jin.

A cultura coreana, atualmente, está bastante difundida no Brasil, com novelas (K-dramas) e a música pop (K-pop), elementos que fazem parte da “Onda Hallyu” (cultura coreana em geral), são bastante apreciados. Este fenômeno fez com que muitos brasileiros procurassem escolas de língua coreana ou mesmo cursos de graduação e pós-graduação na Coreia, por onde passaram mais de mil estudantes universitários em intercâmbio internacional.

“Além do já conhecido polo de moda feminina, o bairro do Bom Retiro abriga dezenas de restaurantes, cafeterias, lojas de produtos coreanos e mercearias que atraem cada vez mais interessados na cultura coreana, fazendo dele um pedacinho da Coreia no Brasil”, complementou Kim.

12° Festival da Cultura Coreana
Datas: 10, 11 e 12 de agosto de 2018
Local: Praça Coronel Fernando Prestes, no Bom Retiro, em São Paulo (SP) – acesso direto pela estação Tiradentes do Metrô, na Linha Azul
Entrada: gratuita, com comidas típicas à venda a preços variados
Fotos: Divulgação/ABC

Cobasi recebe exposição de quadros pet da artista plástica Jaqueline Schcolnic

Evento acontece na unidade Villa Lobos, dia 14 de abril, a partir das 11 horas

No sábado, 14 de abril, das 11 às 16 horas, a Cobasi Villa Lobos, localizada na Rua Manuel Velasco 90, recebe a exposição de quadros pet da artista plástica Jaqueline Schcolnic.

A mostra reúne 6 pinturas de tinta acrílica sobre tela, com cores vibrantes retratando cães, gatos e aves. A inspiração para as pinturas vem das fotografias dos animais.

Jaqueline é formada em artes plástica e atua há anos como adestradora de cães, em 2017 resolveu juntar suas duas paixões, arte e animais, e começou a criar suas obras.

Os quadros expostos estarão à venda ao público. Para conhecer as obras, visite o site da artista clicando aqui.

Alguns dos quadros da artista plástica Jaqueline Schcolnic que serão expostos no evento:

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Serviço:
Exposição de Quadros Pet
Data: 14 de abril
Horário: 11h às 16h
Local: Cobasi Villa Lobos
Endereço: Rua Manuel Velasco, 90, Vila Leopoldina, São Paulo – SP
Evento gratuito. Sujeito a lotação. Classificação livre

 

Banda Os Ditos se apresenta na Sensorial Discos com o show Viver é Agora

No próximo sábado (24), Os Ditos trazem o show “Viver é Agora” para Sensorial Discos, com exposição de cartazes e a intervenção fotográfica “Retratos Sensoriais”. Os Ditos, além de uma banda, é um grupo de artistas atuando em múltiplas linguagens, que traz para suas histórias, reflexões e provocações.

Os Ditos faz música brasileira, mas antropofágica. A fusão de ritmos vai além do plano do repertório e chega à estrutura dos compassos, por vezes criando gêneros mestiços. Suas letras fluem em mão dupla entre a música e as artes gráficas, em uma prática que se assemelha à do cordel. De tiragem reduzida, suas peças impressas aparecem e desaparecem pela cidade, supostamente demarcando traçados em mapas afetivos.

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Baseada na cidade de São Paulo, a banda frequentemente pinta em suas letras retratos que personificam os anseios urbanos e suas contradições. Seus personagens geralmente não contam com muitos privilégios além da autoanálise em forma lírica. O dito pelo não dito. Os ditos de Benedito. Brasileiramente porém, prevalece em Os Ditos o viés do humor e a inexplicável tendência a fazer de qualquer história uma festa.

Atualmente, a banda é formada por Paulo Pepe (vocalista), Marc Florindo (baixo e vocais), Abel Marques (bateria e vocais), Nenê Lucato (percussão), Tiago Marchitiello (guitarra) e Rivaldo Giancotti (instrumentos eletroacústicos).

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Serviço:
Show Viver é agora, Os Ditos
Sensorial Discos – R. Augusta, 2389
Horário: 20 horas
Couvert Artístico: R$ 15,00 

“Cabaré Solanas” ressalta poder e propõe domínio feminino

Espetáculo sugere mudança radical na sociedade em busca de justiça e poder para a mulher

Sete mulheres provocadas pelo manifesto SCUM (um manifesto feminista radical feito publicado em 1967), de Valerie Solanas, se unem para apresentar um cabaré/ato em busca de justiça para a condição da mulher na sociedade. Feminicídio, assédio, gaslighting, abuso e abandono são temas abordados em Cabaré Solanas, em cartaz até 8 de abril no Habitat Cultural, em São Paulo.

Com dramaturgia de Elle Henriques e Mario Spatizziani, que também assina a direção, o espetáculo convida a plateia a refletir sobre uma ficcional transformação radical do mundo centrada no poder da mulher. O manifesto feminista radical, publicado em 1967, é o condutor das cenas que dialogam com a realidade da mulher e inflamam impulsos que estão prestes a explodir.

As personagens que integram o “Cabaré Solanas” foram livremente inspiradas em mulheres que desafiaram padrões vigentes, como a escritora Patrícia Galvão (Pagu), a heroína francesa Joana d’Arc, a atriz norte-americana Frances Farmer, a dançarina Mata Hari, entre outras. As experiências reais vividas pelas atrizes que compõem o elenco e seus depoimentos pessoais também motivaram a criação de cenas e a composição de suas personagens.

Todas as músicas do espetáculo são interpretadas ao vivo com acompanhamento do pianista Murilo Emerenciano que também integra a cena. O repertório, idealizado pelo diretor, traz desde o clássico do cinema Love Is A Many Splendored Thing (do filme “A Colina da Saudade”, 1955), até sucessos de grandes nomes como Maysa e Os Mutantes, chegando à atualidade com a cantora Ekena e sua composição “Todxs Putxs”.

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O espetáculo está em cartaz aos sábados, às 20h30, e aos domingos, às 19h30, no Habitat Cultural, localizado no Jardim São Paulo, zona norte da capital.

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Sinopse: sete mulheres provocadas pelo manifesto SCUM, de Valerie Solanas, se unem para apresentar um cabaré/ato em busca de justiça para a condição da mulher na sociedade. Feminicídio, assédio, gaslighting, abuso e abandono são temas abordados nas cenas que inflamam impulsos radicais que estão prestes a explodir. Em um mundo que precisa de transformações radicais, é possível promover mudanças sem ações radicais?

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Sobre o SCUM: manifesto feminista radical escrito por Valerie Solanas e publicado em 1967. Nele, a autora argumenta que os homens têm arruinado o mundo e que cabe às mulheres corrigi-lo. Para atingir este objetivo, sugere a formação da “SCUM”, uma organização dedicada a dominar a sociedade e eliminar o sexo masculino.

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Ficha Técnica
Concepção Geral e Direção: Mario Spatizziani
Dramaturgia: Elle Henriques e Mario Spatizziani
Elenco: Bianca da Costa, Cynthia Azevedo, Denise Muramatsu, Drika Nascimento, Elle Henriques, Julia Mafra e Kellen Rodrigues
Piano: Murilo Emerenciano
Iluminação: Mario Spatizziani
Fotos: Adrianne Henriques
Produção: Alex Olobardi e Kellen Rodrigues.

Local: Habitat Cultural – Rua Capitão Rabelo, 279 – Jardim São Paulo.
Próximo à estação Jardim São Paulo/Ayrton Senna do metrô
Informações e reservas: (11) 98050-7777
Capacidade: 40 lugares
Data: Até 8 de abril. Sábados, 20h30. Domingos, 19h30.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Duração: 75 min
Classificação: 16 anos

 

 

 

São Paulo 464 anos: obras-primas que podem ser vistas nos museus da capital

Considerada uma das cidades mais culturais do planeta, São Paulo tem mais de 150 museus, onde estão expostos quadros de alguns dos maiores pintores da história, como os brasileiros Cândido Portinari e Tarsila do Amaral, o espanhol Pablo Picasso e o francês Auguste Renoir.

Uma boa dica para curtir o aniversário de 464 anos da cidade, comemorado nesta quinta-feira (25), é conhecer algumas dessas obras-primas. Para ajudar a planejar esse tour, o Stoodi – cursinho à distância com foco em Enem e pré-vestibular -, reuniu informações de serviços e detalhes de 5 pinturas famosas que podem ser vistas nos museus da capital paulista.

1) Mestiço – Cândido Portinari

mestiço - candido portinari

Pintada em 1934 e disponível para visitação na Pinacoteca, a obra “Mestiço” é a mais conhecida de Cândido Portinari, e mostra um trabalhador de braços fortes em frente a plantações de café e de banana. Os traços corporais do homem denotam a origem miscigenada da população brasileira, enquanto as grandes proporções da cabeça e das mãos indicam a exaltação da classe operária. Paulista nascido na pequena cidade de Brodowski, na região de Ribeirão Preto, Portinari foi um dos grandes representantes do Modernismo e o pintor brasileiro que alcançou maior prestígio internacional, tendo produzido em sua vida mais de cinco mil obras.

Endereço Pinacoteca: Praça da Luz, 2 – Luz – Telefone: (11) 3324-1000
Horário de funcionamento: De quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30, com permanência até as 18h. Possui bicicletário e estacionamento gratuito. Fechada às terças-feiras.
Entrada: Gratuita aos sábados. Nos demais dias, R$ 6,00 (com meia-entrada para estudantes com carteirinha). Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento.

2) Estrada de Ferro Central do Brasil – Tarsila do Amaral

estrada de ferro central do brasil tarsila do amaral

Também modernista, a paulista Tarsila do Amaral sempre esteve muito à frente de seu tempo. Pintada em 1924, a tela “Estrada de Ferro Central do Brasil” tornou-se um ícone do Manifesto e Movimento Pau-Brasil, contrapondo uma paisagem rural ao progresso representado pela estrada de ferro. Com cores fortes, o quadro mostra uma composição geométrica influenciada por Fernand Léger, artista que colocou em prática um cubismo mais flexível que aquele feito por Picasso e foi professor de Tarsila no período em que ela morou na França. Ao lado de “Abaporu”, “Antropofagia”, “Operários” e “A Negra”, está entre as grandes obras da artista e pode ser visitada gratuitamente no Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Universidade de São Paulo (USP).

Endereço MAC: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Vila Mariana-Telefone: (11) 2648-0254 -Horário de funcionamento: Aberto às terças-feiras, das 10h às 21h, de quarta a domingo, das 10h às 18h e fechado às segundas-feiras.
Entrada: Gratuita

3) Figuras – Pablo Picasso

PabloPicasso

Também pertencente ao acervo permanente do Museu de Arte Contemporânea, a tela “Figuras” foi pintada no ano de 1945 pelo pintor espanhol Pablo Picasso e apresenta dois rostos convergindo. A obra, cujas formas remetem ao símbolo pelo qual o ying-yang é caracterizado, mescla características surrealistas (mais predominantes) e elementos cubistas (como a perspectiva angulada e geometrização).

Endereço MAC: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Vila Mariana-Telefone: (11) 2648-0254- Horário de funcionamento: Aberto às terças-feiras, das 10h às 21h, de quarta a domingo, das 10h às 18h e fechado às segundas-feiras.
Entrada: Gratuita

4) Meninas Cahen d’Anvers – Auguste Renoir

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Também conhecida como “Rosa e Azul”, essa pintura a óleo do impressionista Auguste Renoir pode ser apreciada em uma visita ao MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Pintado em 1881, o quadro exibe as irmãs Elizabeth e Alice Cahen d’Anvers, integrantes de uma família aristocrática da cidade italiana de Trieste. Renoir foi contratado pelo pai para fazer o retrato das meninas, mas não gostou do resultado e o deixou esquecido por décadas em uma das casas da família. A gravura contém as principais técnicas utilizadas por Renoir, incluindo suas cores preferidas: rosa e azul.

Endereço MASP: Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista-Telefone: (11) 3149-5959
Horário de funcionamento: Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30). Às quintas-feiras, das 10h às 20h (bilheteria aberta até as 19h30). Fechado às segundas-feiras.
Entrada: Gratuita às terças-feiras. Nos demais dias, R$ 30,00 (com meia entrada para estudantes, professores e maiores de 60 anos). Crianças até 10 anos não pagam.

5) Anunciação – El Greco

El_Greco_-_Anunciação

O tema da “Anunciação” é recorrente na obra do pintor e escultor grego Doménikos Theotokópoulos, conhecido como El Greco. O quadro exposto no MASP, representação de um trecho do Evangelho de São Lucas, traz a Virgem Maria, o anjo Gabriel e uma pomba branca. Representante da renascença espanhola (pois morou a maior parte da vida na Espanha), El Greco é considerado um dos precursores de outros dois movimentos: expressionismo e cubismo.

Endereço MASP: Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista-Telefone: (11) 3149-5959
Horário de funcionamento: Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até as 17h30). Às quintas-feiras, das 10h às 20h (bilheteria aberta até as 19h30). Fechado às segundas-feiras.
Entrada: Gratuita às terças-feiras. Nos demais dias, R$ 30,00 (com meia entrada para estudantes, professores e maiores de 60 anos). Crianças até 10 anos não pagam.

Fonte: Stoodi