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Quem tem problema cardíaco deve dar mais atenção à saúde bucal

O Instituto do Coração (Incor) realizou uma pesquisa em São Paulo e constatou que 45% das doenças cardíacas tinham origem na cavidade bucal. Isso devido a caries profundas com comprometimento do canal, gengivas inflamadas, restos de dente e abscessos

Apesar de parecerem distantes, boca e coração estão bem ligados, principalmente para quem tem algum problema cardíaco. O motivo são as bactérias causadoras das doenças gengivais (gengivite e periodontite), que são também responsáveis pela endocardite – uma infecção no tecido interno do coração, o endocárdio.

O veículo das bactérias da boca ao coração é o sangue, e a higiene bucal é capaz de impedir que esse processo se inicie. O mais comum é que as bactérias consigam entrar na corrente sanguínea devido a má higienização dos dentes e da boca. Elas se aproveitam de pequenos ferimentos na gengiva para ir para o sangue e se espalham pelo corpo.

Pessoas com problemas cardíacos, como alguma doença nas válvulas do coração ou uma válvula artificial, estão mais propensas a contrair a endocardite: “As bactérias encontram no coração, que já tenha essas condições, um ambiente mais propício para fazer suas colônias e desenvolver a infecção”, explica o cirurgião-dentista Marcelo Kyrillos, sócio do Ateliê Oral.

Boca limpa, perigo afastado

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Quem tem predisposição à endocardite bacteriana precisa, portanto, ter uma higiene bucal impecável. Kyrillos orienta: “A escovação deve ser correta, para manter o periodonto [conjunto de tecidos envolvidos na fixação dos dentes aos ossos] saudável e livre das doenças gengivais”.

As consultas com o dentista de confiança, para limpezas profissionais, complementam os cuidados. “Não tem como esses pacientes não visitarem o dentista regularmente. É no consultório que eles poderão fazer as sessões de limpeza e raspagem necessárias para evitar as inflamações que possam levar bactérias à corrente sanguínea”, diz

E mesmo quem não possui dentes naturais está sujeito à endocardite. “Os implantes podem sofrer peri-implantite, que é semelhante à gengivite. E pacientes totalmente sem dentes podem também ter endocardite se houver fungos na prótese e eles entrarem na corrente sanguínea”, revela o cirurgião-dentista.

Na cadeira do dentista

Além das precauções para evitar a contaminação do sangue pelas bactérias gengivais, o paciente cardíaco deve manter sempre atualizada a conversa com o dentista sobre os tratamentos a que se submete. “Os medicamentos comumente usados pelo dentista para fazer uma restauração ou um tratamento de canal, por exemplo, podem alterar a ação dos remédios tomados por quem tem problemas nas válvulas”, afirma o especialista.

Também é importante que o dentista esteja ciente da condição cardíaca desse paciente para poder fazer uma profilaxia antibiótica pré-procedimento. Marcelo conta que a recomendação da American Heart Association é que sejam medicados 2g de amoxilina uma hora antes de começar qualquer trabalho bucal. Isso impede que algum sangramento abra caminho para a entrada de bactérias bucais na corrente sanguínea.

Fonte: Ateliê Oral

 

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Brasil é o 2º país que mais investe em estética dental no mundo

No mundo das selfies, manter um o sorriso harmônico com o rosto tem se tornado uma preocupação do brasileiro que é vaidoso e atento às novidades. A busca pelo “sorriso de artista” e a procura por clínicas especializadas em estética dental movimenta os consultórios odontológicos por todo país. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), o Brasil é o segundo país que mais investe na odontologia estética no mundo.

Confira cinco tratamentos de estética dental para dar um up no sorriso:

1- Clareamento

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Foto: J. Durham

O clareamento é um procedimento realizado por meio das aplicações de ácidos que removem os pigmentos impregnados na estrutura dentária, deixando-os com o aspecto mais branco. Ele pode ser realizado de duas maneiras. Quando feito em casa, é confeccionada uma placa individualizada para o paciente dispensar o produto e realizar a autoaplicação. Já quando realizado no consultório, o paciente passa por consultas sequenciais com a aplicação de um ácido com duração de aproximadamente 45 minutos. Para potencializar o resultado, as duas maneiras também podem ser usadas associadas, desde que sob orientação profissional.

Antes de optar pelo clareamento, é preciso observar pontos que podem comprometer os resultados, como afirma Heloísa Crisóstomo, presidente da Associação Brasileira de Odontologia – DF (ABO/DF). “Para realizar o procedimento, é necessário avaliar a estrutura dentária. Saúde bucal precária, cáries e infecções devem ser tratadas antes de começar o clareamento”, explica.

Vale lembrar que, durante o processo, é necessário ter cuidado com a alimentação e evitar ingerir produtos que possuem corantes, bebidas ácidas e, além disso, não fumar. A duração do tratamento irá depender da técnica empregada. Cabe ao cirurgião-dentista avaliar qual método, ou o método associado, que está mais indicado para cada paciente.

2- Facetas

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Foto: Odonto Lisboa

A faceta é um procedimento que recobre a superfície dentária aparente. Ou seja, funciona como uma “capa” de porcelana é aplicada para melhorar cor, tamanho, posicionamento ou formato dos dentes. Essa evolução da odontologia cosmética caiu nas graças de atores como Zac Efron, Lindsay Lohan e Demi Moore.

Na consulta inicial será avaliada a indicação do procedimento. A partir da necessidade estética do paciente elaboramos o plano de tratamento ideal para o caso.  Normalmente é uma técnica indolor pois trabalha na superfície do dente chamada de esmalte. O paciente é orientado a evitar alimentos que exijam maior esforço mastigatório da região onde estão as facetas. O valor do procedimento normalmente depende do grau de dificuldade e da quantidade de dentes envolvidos.

3- Lentes de contato

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Dados registrados pela Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE) indicam um crescimento de 300% na busca por esse procedimento entre os anos de 2014 e 2015, na região Sudeste. As lentes de contato são ultrafinas lâminas de porcelana que são colocadas sobre o dente para melhorar cor, tamanho e forma. O tempo de duração do procedimento varia de acordo com cada caso. Em geral, quatro consultas são necessárias para finalizar o processo. Normalmente esta intervenção não resulta em sensibilidade, pois o desgaste é mínimo ou nenhum. “O valor do investimento não é baixo, mas vale pela durabilidade e resultados incríveis que este procedimento proporciona”, enfatiza a dentista.

4- Limpeza Bucal

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Para deixar o sorriso em dia, além dos cuidados em casa, é importante fazer a limpeza no consultório. O procedimento garante a remoção de sujeiras que o paciente não consegue fazer sozinho, como a retirada das placas bacterianas e tártaro. “Pacientes que têm doenças periodontais, como a gengivite, e acumulam cálculos com maior frequência, devem manter um intervalo entre as consultas ainda menor. Já os pacientes que controlam bem a escovação, podem ter intervalos maiores”, explica a profissional.

5- Cuidados diários

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Os cuidados do dia a dia também são fatores importante na manutenção de um sorriso bonito. “O mais importante é a escovação adequada e o uso do fio dental para manter a saúde gengival e dentária”, ressalta a especialista. Cuidado com a dieta! Alimentos ácidos devem ser evitados para não desgastar a estrutura dentária e excesso de corante pode deixar o dente escuro e pigmentado, principalmente vinho tinto, café e tabaco.

Lábios ressecados ou envelhecidos? Saiba o que fazer para evitar

Exposição a agressores ambientais como sol e o frio podem envelhecer a pele dos lábios e até causar doenças; saiba o que fazer para manter resguardada a beleza e saúde dos lábios

Lábios exuberantes requerem cuidados e proteção, como explica Claudia Marçal, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia: “Essa é uma região extremamente delicada, de pele fina, formada por uma semimucosa: uma transição da mucosa oral para a pele estratificada que nós temos ao redor dos lábios, uma região que é amplamente agredida”, afirma a médica.

“Porque além de usarmos muito movimento da musculatura, a pele oral entra em contato com alimentos, bebidas, saliva, cosmético, principalmente batons que nem sempre têm pigmentos naturais e contêm conservantes estabilizantes que são altamente alergênicos. Então é um local que devemos, sim, tratar com muito cuidado, com produtos específicos”, acrescenta.

Segundo a dermatologista, os lábios tendem a ser mais ou menos ressecados e isso depende muito do fototipo, da característica étnica: quanto mais clara for a pessoa, mais tendência a ter os lábios delicados e sensíveis ao sol e ao frio ela tem. Esses dois agressores são os principais responsáveis pelo envelhecimento da região dos lábios.

Queimaduras de sol

“Os fototipos 1 e 2 são os mais acometidos por ressecamentos e por queimaduras causadas pelo sol. A queimadura causada pelo sol muda a estrutura celular e pode, com o tempo, provocar alteração displásica da boa morfologia das células; o lábio também começa a ficar mais ressecado, descamativo, com surgimento de fissuras e rachaduras”, explica. A médica alerta que um dos cânceres mais comuns na região da face é na região dos lábios e o mais comum deles é o carcinoma espinocelular.

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‘Queimaduras’ de frio

O frio causa um tipo de queimadura que é por desidratação, não por dano inflamatório pela radiação UVA e UVB. “Nesse caso, essa queimadura não tem um potencial carcinogênico como a do sol. Durante o inverno, há uma diminuição da produção natural das glândulas que lubrificam a região, então existe um maior ressecamento porque a pele fica realmente menos hidratada e lubrificada, com a área mais atrófica. Porém, a regeneração deve ser feita da mesma maneira”, afirma.

Como tratar e se proteger dos agressores

Por prevenção, o recomendado é fazer uma hidratação constante e frequente, com formulações ricas em vitaminas e antioxidantes. “Usar hidratantes à base de aveia coloidal, vitamina E, pró-vitamina B5, glicerina, de manteigas de karité, de óleos como o de girassol, óleo de macadâmia, a própria presença de zinco, cobre, manganês, magnésio que auxiliam no processo de cicatrização, devem estar presentes nas formulações”, afirma. Outra dica é evitar passar a língua na região dos lábios, o que provoca uma diminuição do pH, já que a saliva tem pH mais ácido e piora ainda mais o ressecamento. “Há aquela sensação imediata que houve um umedecimento da região, mas logo depois, acontece a formação de microfissuras, de ardência e vermelhidão local”, afirma.

Os filtros solares específicos para a região são importantes também para evitar que haja formação do herpes pela exposição ao sol. “Isso pode acontecer também por uma mudança brusca de temperatura no inverno, então o ressecamento, a descamação, a abertura de uma porta de entrada onde existe uma solução de continuidade e a perda da integridade da barreira cutânea, faz com que a área fique mais propensa a infecções bacterianas, virais e herpéticas”, enfatiza.

Nos períodos frios, o hidratante deve ser usado de duas a três vezes ao dia ou optar pela escolha de batons que sejam de marcas conhecidas com uma rotulagem hipoalergênica, testado dermatologicamente, e produtos de boa procedência. “Ou se eu quiser evitar qualquer tipo de risco e tiver um lábio mais sensível, deve ser utilizado hidratante antes do batom pela manhã, e repetir à tarde. As substâncias hidratantes, reparadoras de barreira, anti-inflamatórias devem ser aplicadas sempre, pois oferecem um certo poder oclusivo como os fosfolipídeos, que fazem com que haja uma formação de manto sobre a região, evitando a desidratação e a agressão dos fatores ambientais”, afirma.

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Quando há ressecamento, a dermatologista ressalta que sempre aconselha aos pacientes a nunca remover as ‘pelinhas’, nem fazer esfoliação na região dos lábios com grânulos agressivos. “No máximo uma esfoliação com produtos naturais como a seda do arroz ou mesmo fazer uso de um creme de ureia que já é suficiente, misturada com a pró-vitamina B5 para que haja o processo natural de troca daquela pele mais espessa que será descamada e trocada por uma pele jovem, mais fininha e, portanto, mais sensível”, diz.

Por fim, outro composto que devemos ficar de olho é o cigarro: “Além de poder causar alergia de contato, ele diminui a irrigação local, provoca degradação do colágeno e dá origem às linhas em coluna de barra que surgem como rugas ao redor dos lábios”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal Dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.

 

Gel e Escova de língua eliminam mau hálito

A halitose afeta homens e mulheres de todas as idades. Principalmente nos jovens, ela pode causar problemas psicológicos e sociais importantes. Para controlar esse problema, a EHM — empresa especializada na importação de produtos de qualidade “premium” e proprietária da Curaprox no Brasil — traz ao país Tung Brush e Tung Gel, escova e gel que previnem e controlam mau hálito com ação sinérgica.

Gel e escova Tung

De acordo com Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor pela USP, os produtos Tung Brush e Tung Gel desencadeiam um efeito sinérgico, em que a ação mecânica das cerdas da escova somada às substâncias ativas do gel inibem a formação desses gases de odor desagradável. “Com a decomposição dos gases que contêm moléculas de enxofre, o hálito torna-se naturalmente agradável e com um efeito de longa duração. A combinação dos produtos permite que os ingredientes ativos do produto atuem em conjunto e em concentrações muito baixas. Estas concentrações baixas evitam os efeitos secundários frequentemente associados à utilização destes ingredientes em concentrações elevadas”, explica.

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A escova de perfil baixo e design circular evita o reflexo de ânsia e não causa desconfortos, segundo o especialista. “As cerdas são curtas e especialmente concebidas para penetrar nos nichos de retenção da língua e desalojar a placa bacteriana. O gel tem sabor refrescante e tem zinco na formulação para neutralizar os gases que causam o mau hálito”, explica  Lewgoy. “O gel também auxilia na remoção da placa bacteriana da língua, pois é altamente solúvel em água, o que facilita a limpeza proporcionando sensação de hálito puro e fresco.”

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Vantagens

O especialista afirma que os produtos levam vantagem com relação aos raspadores de língua e as escovas de dente. “As cerdas de Tung Brush penetram nas reentrâncias da língua sem machucar, pois são curtas e firmes. Os raspadores podem machucar e não penetram nas fendas e fissuras da língua, enquanto as cerdas longas e macias das escovas de dentes não são capazes de esfregar a língua de forma eficaz”, compara.

Halitose

De acordo com Lewgoy, em mais de 90% dos casos o problema tem origem na cavidade oral e não no estômago. A halitose pode ser dividida em duas categorias: endógena e exógena. “A halitose exógena resulta de fatores externos como o tabaco, álcool, alho, cebola e outros alimentos e condimentos, ao passo que a halitose endógena tem origem dentro da boca. Entre as principais causas da halitose endógena, pode-se citar: uma higiene deficiente dos dentes e língua, a presença de doenças gengivais (gengivite e periodontite), boca seca (xerostomia), presença de implantes ou próteses mal adaptadas e presença de aparelho ortodôntico”, explica. “Porém, dentre todas causas, essa halitose é provocada principalmente pela fermentação de um tipo de placa bacteriana que se deposita nas irregularidades da língua e, muitas vezes, não é percebida ou visualizada, daí a necessidade da escova de língua.”

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Preços: Escova Tung – R$ 34,50 / Gel Tung – R$ 34,50

Informações: EHM

Moderna técnica substitui dentes perdidos sem cirurgia

Especialista explica como funciona o Implante Osteointegrável

A maioria das pessoas já ouviu falar nos implantes dentários, que são parafusos feitos de titânio, com o intuito de serem implantados em áreas desdentadas do osso da maxila ou mandíbula, realizando a função da raiz do dente, que suportam as próteses quando um ou mais dentes forem perdidos.

A “escolha” do material de titânio é devido à compatibilidade com o tecido ósseo e com o meio bucal, além de ser extremamente resistente.

As técnicas, pesquisas e estudos feitos hoje em dia, são totalmente direcionadas a favor da tecnologia e da diminuição do tempo e aumento da qualidade para tratamentos dentários. “Quanto ao implante, através da nanotecnologia, esse período de integração foi totalmente abreviado. O processo que demorava de 4 a 6 meses, hoje, pode ser feito de imediato, ou, dependendo do paciente, no máximo por 2 meses”, conta o cirurgião bucomaxilo facial  Alessandro Silva.

Após a implantação do corpo do implante, tem início o processo de união do osso ao implante dentário, chamada osteointegração. O implante osteointegrável é uma moderna técnica de substituição de dentes perdidos ou de suporte para elementos protéticos, utilizando estruturas de metal que, em média, 4 meses após sua instalação cirúrgica, ficam integradas ao osso, realizando a função da raiz dental. Após a integração, é realizada a fase protética com a instalação dos elementos dentais feitos em laboratório.

“Em resumo, o objetivo é que essa fixação ofereça ao paciente um suporte estável e aparentemente imóvel de uma prótese sob cargas funcionais, sem dor, inflamação ou afrouxamento, compondo assim, uma única estrutura”, resume o especialista.

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De uma forma geral, se realizados por profissionais capacitados, o processo é rápido, porém, é importante ficarmos atentos para pacientes que não possuem boa qualidade de osso, que, nesse caso, irão precisar de enxerto ósseo. “Trata-se de um procedimento cirúrgico que pode levar alguns meses, que tem como finalidade acrescentar altura ou largura ao osso maxilar, de modo a aumentar a estrutura óssea para colocação do implante”, conclui o profissional.

Os enxertos ósseos usados atualmente são feitos com materiais que promovem um crescimento ósseo de total qualidade, tendo as mesmas características de um osso normal, com resistência e vitalidade, ou seja, são usados materiais biocompatíveis que substituem perfeitamente um osso.

Fonte: Alessandro Silva é especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (CFO), Mestre em Cirurgia Bucomaxilofacial (Unicamp), Doutor em Cirurgia Bucomaxilofacial (USP), pós-graduado em Cirurgia Ortognática (University of Pacificio, San Francisco, CA, EUA); responsável pelo Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Santa Catarina (São Paulo). Responsável pelo Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Hospital Beneficência Portuguesa (Santos)

quem disse, berenice? dá dicas de como aplicar batom líquido mate

Efeito supermate, alta cobertura, longa duração e, o melhor, não craquela. Com estes atributos, os batons líquido mate de quem disse, berenice? entraram para a lista de produtos preferidos das mulheres brasileiras. Por isso, a marca reuniu algumas dicas espertas para ajudar quem ainda não se jogou na novidade e para quem já experimentou, tentar novas técnicas para deixar o resultado final ainda mais bonito.

Confira o que o maquiador e consultor criativo de quem disse, berenice?, Raul Melo, sugere:

-Antes de aplicar o batom, use um balm e hidrate bem os lábios para receber o produto. Assim, a boca não vai ficar soltando aquelas pelinhas.

-Comece aplicando o batom líquido no coração (ponta do lábio superior) e depois contorne os lábios. Mas lembre-se: este produto de quem disse, berenice? é superpotente e seca super-rápido. Se concentre na aplicação pra um resultado bem caprichado!

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cores: lilali | magentili | amorli | roxoli | berinjeli (R$ 35,90 cada)

-Os batons líquidos são bem pigmentos. Por isso, retire do aplicador todo o excesso de produto. Com uma camada fina, preencha todo o lábio. Pra finalizar, se ainda tiver algum borradinho, cubra com corretivo.

-Dica preciosa: se borrar, não tem problema. Basta retirar todo o batom com um demaquilante bifásico e iniciar o processo novamente. Acredite, com o tempo você vai ficar habilidosa nesta missão.

Fonte: quem disse, berenice?

Alimentos doces e ácidos: riscos para a saúde bucal

O hábito de uma vida saudável deve acontecer desde a infância, tanto na alimentação quanto na prática de atividades físicas, sem esquecer também dos cuidados com a saúde bucal.

Por falar em alimentação, as pessoas devem ter muito cuidado com os alimentos para não comprometer a saúde dos dentes. Bebidas, alimentos e frutas com muita acidez, como abacaxi, por exemplo, elevam o risco do surgimento de cáries e inflamação na gengiva.

Alimentos ricos em açúcar, por sua vez, geram um ácido durante a ingestão. “Estes ácidos alteram o pH da saliva e a boca fica mais ácida, ocasionando o surgimento de cáries”, comenta Faisal Ismail, odontólogo e sócio-fundador da rede de clínicas Ortoplan – Especialidades Odontológicas.

O especialista explica que alimentos que produzem ácidos alteram o pH [escala que mensura o nível de acidez, neutralidade ou alcalinidade das substâncias] da saliva e a boca fica mais ácida. “Se o dente fica muito tempo em contato com esses ácidos, ele começa a desmineralizar e provocar a formação de cáries, por exemplo”, explica Ismail.

mulher comendo doce

Então, como prevenir e manter os dentes livres de tudo isso depois de ingerir esse tipo de alimento ou bebida? De acordo com o odontólogo, o ideal é ingerir alimentos doces ou ácidos em quantidade reduzida e fazer uma boa higienização bucal.

Ismail chama atenção para um cuidado importante e que as pessoas desconhecem. “Evite comer algum doce toda hora. Se tem vontade de ingerir algo com açúcar, o ideal é que seja a porção de uma única vez, e não várias vezes ao dia, pois a saliva precisa de um tempo médio de 30 minutos para recuperar o seu pH neutro. Cada vez que a pessoa ingere um novo doce, volta a alterar o pH da saliva, ou seja, ele permanece ácido”, explica e alerta o especialista.

Fonte: Ortoplan

Tomar um copo d’água em jejum contribui para reduzir o mau hálito matinal

Estudo publicado no Jornal Internacional de Higiene Bucal sugere que tomar um copo d’água em jejum é um modo eficiente de reduzir o mau hálito matinal que incomoda tantas pessoas. Pesquisadores chegaram à conclusão de que tanto a água ingerida, como usada em bochecho, chega a reduzir 60% das substâncias que contribuem para essa sensação desagradável.

Na opinião de Katia Izola, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), o mau hálito matinal não necessariamente está relacionado à doença halitose, mas a um acúmulo de bactérias na boca durante as horas de sono. Nesse sentido, enxaguar a boca é uma solução provisória para combater o incômodo – já que escovar bem os dentes é sempre a melhor opção.

“Aquelas pessoas que preferem tomar o café da manhã primeiro e escovar os dentes depois podem se beneficiar desse recurso de ingerir um copo d’água em jejum. Por outro lado, quem sofre de halitose não consegue se livrar facilmente do problema nem depois de escovar os dentes”, conta a médica, que acrescenta: “Em cerca de 90% dos casos, as alterações que levam à halitose se encontram na cavidade bucal, podendo ter origem, ainda, em falta de vitaminas, uso de determinados medicamentos, doenças autoimunes, doenças do aparelho digestivo, dieta inadequada e até mesmo alto nível de estresse. Por isso é tão importante relatar o problema ao cirurgião-dentista. Somente diante de um diagnóstico acertado é que o paciente poderá tratar a halitose de forma eficiente”.

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Depois de identificar o mau hálito, a cirurgiã-dentista diz que é comum diagnosticar inflamação gengival, infecções periodontais, próteses mal adaptadas, e até mesmo hábitos inadequados de higiene bucal. “Geralmente, ao identificar algum desses quadros, também percebemos desvios do padrão salivar. Em determinados casos, o paciente deverá seguir um tratamento tanto com o cirurgião-dentista, quanto com um médico especializado no aparelho digestório”, diz a especialista.

“Na dúvida, o paciente pode usar o próprio copo – usado de manhã para tomar água – para sentir se tem alteração anormal do hálito. Outra opção é lamber a parte interna do pulso, aguardar alguns minutos e conferir se o cheiro indica mau hálito”, finaliza.

Fonte: Profª Drª Katia Regina Izola, professora da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas)

Dente do siso na idade adulta: extração tardia e suas implicações

Necessidade de remoção dos terceiros molares alerta cuidado com a saúde
Por  José Flávio Torezan – Cirurgião Bucomaxilofacial

Os dentes do siso ou dentes do juízo, como são popularmente chamados, são os terceiros molares na linguagem usada pelos dentistas, e na maioria das vezes têm indicação para extração. Boa parte da população necessita retirar este dente, já que a permanência do mesmo pode implicar em grandes problemas estruturais e de saúde geral. O que acontece é que muitas vezes as pessoas resolvem, por orientação profissional ou por vontade própria, deixar os dentes do siso ficarem na boca “até que lhes deem problema”. Daí cria-se uma situação complicada para o paciente e o dentista que terá que extraí-los no momento em que a estrutura óssea foi afetada também. Devido ao possível fato do dente estar comprometido, com cárie ou doença gengival, a área (ferida cirúrgica) torna-se suscetível a várias infecções pós-operatórias tardias.

É comum cirurgiões-dentistas clínicos indicarem aos pacientes que necessitam retirar o dente do siso a extração com profissional especialista, no caso, o cirurgião bucomaxilofacial. A indicação deve-se a dificuldade para a extração, uma vez que esses dentes após os 30 anos de idade estão “soldados” ou “grudados” no osso dos maxilares. Por conta dessa intervenção tardia, a incidência de infecções pós-operatórias é muito maior que nos adolescentes. Outro dado relevante, é que grande parte dos pacientes acima de 60 ou 70 anos, muitas vezes chegam ao consultório sem saber que possuem os terceiros molares e, por isso, é bastante comum ocorrer a degeneração intraóssea e formação de pequenos focos de infecção, que podem comprometer a saúde geral de forma até grave.

Em 2005, um estudo nos Estados Unidos e Inglaterra mostrou que a presença de focos infecciosos na boca e ossos maxilares estava diretamente relacionada ao aumento da incidência de infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Desta maneira, tornou-se comum por parte dos cardiologistas indicarem, para seus pacientes a ida com maior frequência aos consultórios dos cirurgiões dentistas, para que excluíssem todos os pequenos focos inflamatórios ou infecciosos.

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Normalmente os focos dos problemas bucais são constatados nos dentes do siso inflamados ou com comprometimento pelo acúmulo de placa bacteriana, o que pode acarretar em uma infecção generalizada, até uma implicação maior relacionada as doenças do coração ou derrames, como comprovado pelo estudo citado acima. Assim, cerca de 90% dos cirurgiões dentistas indicam a extração dos terceiros molares, quando comprovada a necessidade do procedimento, é claro. Em nossa opinião esses dentes devem permanecer na boca apenas quando o paciente tiver espaço nas arcadas maxilares e boa higienização. Caso contrário, haverá acúmulo de bactérias que poderá levar a perda inclusive de outros dentes ao lado dos sisos, comprometendo a mordida do paciente (oclusão dentária) e até a estética facial.

*José Flávio Torezan é Graduado em Odontologia pela faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas/SP. Especialista e mestre em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofaciais pela FOP-UNICAMP. Doutorando em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-faciais pela FOP-UNICAMP. Professor coordenador do curso de especialização em implantes da Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas de Campinas. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-faciais. – Membro da International Association of Oral and Maxillofacial surgeons. Filiado ao Royal College of Surgeons (London). Atua nos Hospitais Israelita Albert Einstein, Sírio Libanês, Alemão Osvaldo Cruz, Santa Catarina, São Luiz e Hospital do Coração, em São Paulo/SP

A importância da saliva

Hoje é o Dia Nacional da Saúde Bucal. Ao ouvir isso, as pessoas pensarão automaticamente nos dentes. Pois é, muita gente não sabe, mas a saliva é responsável por ajudar a eliminar as partículas dos alimentos, assim como contribui para prevenir cáries e infecções ao eliminar a placa por lavagem e impedir que as bactérias causadoras de doenças se acumulem nos dentes e nas gengivas.

Porém, a saliva sozinha não pode fazer todo esse trabalho, é importante eliminar a placa mediante a prática de uma higiene oral adequada, que implica o uso diário correto de fio dental e a escovação dos dentes duas vezes por dia.

De acordo com o odontólogo e vice-presidente da Ortoplan – Especialidades Odontológicas, Alessandro Schwertner, a maioria das pessoas não pensa na umidade da boca até que ela fique seca. “Porém, há diversas condições patológicas que podem causar boca seca, também denominada xerostomia. Vale ficar atento e visitar o dentista para uma análise aprofundada”, explica o profissional.

O especialista listou alguns problemas de saúde que podem ocasionar boca seca, como:

Tratamentos de câncer: pessoas com qualquer tipo de câncer na cabeça ou no pescoço que recebem radioterapia estão sujeitas à boca seca como um efeito secundário comum. A radiação danifica as glândulas salivais, além de destruir o câncer. Alguns medicamentos usados para tratar câncer de qualquer parte do organismo também podem causar boca seca.

Medicamentos sob prescrição: certos medicamentos de uso comum, inclusive agentes antidepressivos e medicamentos anti-hipertensivos, podem contribuir para o aparecimento da secura de boca. Nestes casos é importante ser bastante cuidadoso com a escovação dos dentes e o uso adequado de fio dental.

Dano nos nervos: alguns tipos de lesões na cabeça ou no pescoço podem danificar os nervos específicos que estimulam a produção de saliva pelas glândulas salivais.

Doença crônica: diabetes, HIV/AIDS e a doença de Parkinson estão entre as que podem contribuir com a secura de boca crônica.

Uso de fármacos: as metanfetaminas também estão associadas à boca seca.

Schwertner diz que os sintomas de secura de boca crônica incluem lábios partidos, língua seca, sensação ardente ou pegajosa na boca, lesões ou infecções da boca e dificuldade para sentir o sabor das comidas, mastigar, tragar ou falar.

“Esse é um problema comum em adultos idosos e as investigações demonstraram que tem um impacto negativo sobre a qualidade de vida, devido às moléstias associadas com os sintomas. Os achados de uma revisão de dez anos publicada no Journal of the American Dental Association, em 2007, sugerem que a detecção precoce dos signos de boca seca em pessoas idosas pode ajudar a prevenir a acumulação de placa e as possíveis cáries dentais, e inclusive a doença grave das gengivas”, diz o profissional.

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Assim, ele recomenda que as pessoas perguntem aos seus amigos e familiares de idade avançada se experimentaram sintomas de boca seca e ajude-os a seguir uma rotina constante de cuidado oral ou assegure-se de que os cuidadores os ajudem na higienização, se for necessário.

O profissional orienta, ainda, que a melhor forma de tratar a boca seca implica o manejo dos sintomas e a prática adequada da higiene oral. “Uma das indicações para aliviar os sintomas é beber água frequentemente durante o dia. Chupar caramelos duros sem açúcar ou mascar balas de goma, também sem açúcar, para estimular o fluxo de saliva é outra alternativa. Recomendo, também que se evite o tabaco e o álcool, que podem contribuir ao aparecimento da boca seca e piorar a secura de boca crônica”, afirma.

O odontólogo lembra, no entanto, que nenhuma destas estratégias substitui uma exaustiva rotina de cuidado oral. “Isto implica a boa escovação dos dentes após as refeições, uso do fio dental e boa higienização da língua. Além disso, é importante fazer consultas regulares a um dentista ou higienista dental para efetuar uma limpeza profissional”, finaliza.

Fonte: Ortoplan