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Maio é o mês de combate ao melanoma: redobre a atenção com pintas no corpo

Dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia explica como o autoexame da pele permite detectar precocemente o melanoma e aumenta as chances de cura

Maio é o mês do combate ao melanoma, o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018. É por isso que você deve ficar atento aos sinais que aparecem no seu corpo.

De acordo com a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta a dermatologista.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico precoce

Embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. “Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, explica Claudia.

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Autoexame 

O autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça íntima, sutiã, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções.

A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando.

“Podemos realizar esse procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica a médica.

As dicas para o autoexame são:

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=Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
=Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.
=Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
=Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
=Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o sutiã. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
=De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.
=Sentada(o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
=Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

De acordo com a dermatologista, este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele bem clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista.

Lesões preocupantes 

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Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta a médica.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada.

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“Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda a dermatologista.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB, Membro da American Academy of Dermatology e CME na Harvard Medical School

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Exposição solar leve, com fotoprotetor, não impacta na produção de vitamina D

Um estudo inédito promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, durante o II Simpósio Nacional de Cabelos e Unhas, em agosto de 2017, no Rio de Janeiro, identificou que a utilização do fotoprotetor e exposição leve ao sol não afeta a capacidade de síntese cutânea de vitamina D.

Coordenado pelos dermatologistas Flávio Luz (secretário-geral), Clívia Carneiro, Hélio Miot (1º secretário) e Sandra Durães, o estudo contou com o apoio da equipe do laboratório de análises clínicas da Universidade Federal Fluminense (UFF) e envolveu 95 voluntários, entre dermatologistas, alunos e participantes espontâneos.

Os participantes foram divididos em três grupos: confinados da exposição solar por 24 horas, expostos a doses baixas de sol (10-15 minutos que não chegam deixar a pele avermelhada) com e sem fotoprotetor tópico (FPS 30). Os seus níveis de vitamina D no sangue foram medidos na manhã antes da exposição solar e também na manhã seguinte, permitindo o cálculo da variação desses níveis, no intervalo de 24 horas.

A pesquisa revelou que a variação dos níveis plasmáticos de vitamina D foi maior para o grupo exposto com filtro solar do que para o grupo confinado, mostrando que ocorreu síntese efetiva de vitamina D após breve exposição ao sol, mesmo com filtro solar.

“A diferença da variação dos níveis plasmáticos de vitamina D entre o grupo exposto com filtro solar e o grupo exposto sem o filtro não atingiu diferença significativa, indicando que não houve diferença substancial entre a exposição solar leve com e sem filtro solar”, explica Hélio Miot.

O médico salienta que a síntese de vitamina D depende de doses muito baixas de UVB em pequenas áreas do corpo. A radiação atinge a pele através do vestuário leve e couro cabeludo, áreas que não são completamente cobertas pelo filtro solar.

Entre outras informações decorrentes do estudo realizado pela SBD estão:

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Foto: Wikimedia)

– O uso regular de filtro solar nas áreas diretamente expostas ao sol para prevenção ao câncer da pele, queimaduras e fotoenvelhecimento tem sido criticado por alguns profissionais como importante causa da hipovitaminose D na população devido à redução de sua síntese cutânea, culpando o dermatologista e sua recomendação do uso de filtro solar. Até o momento, nenhum estudo havia sido conduzido para avaliar e subsidiar recomendações de uso de filtro solar, especialmente, em populações de risco para hipovitaminose D.

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– A vitamina D é um importante hormônio produzido a partir da ingesta nutricional, e, principalmente (90%) pela pele, a partir da exposição leve à radiação UVB. Desempenha importantes funções no organismo, principalmente no metabolismo ósseo, imunidade e resistência à insulina. Diversas condições clínicas e de hábitos interferem nos níveis de vitamina D, como dietas restritivas, cirurgia bariátrica, obesidade, hepatopatia, nefropatia, idosos, acamados, indivíduos que não se expõem diretamente ao sol, sedentarismo, diabetes mellitus, entre outras.

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– Significativa fração da população mundial apresenta níveis plasmáticos de vitamina D insuficientes e até deficientes. Isso tem originado políticas de suplementação da indústria alimentar (por exemplo, laticínios, sucos industrializados), ou mesmo suplementação oral em populações de risco (por exemplo, idosos).

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– Os resultados do experimento subsidiam a manutenção da indicação da fotoproteção regular frente à exposição moderada ao sol e confirmam que a exposição solar mais segura para a pele deva ocorrer fora dos horários de pico do UVB (10h-16h), sob vestuário adequado, sem risco de vermelhidão (o que degrada a vitamina D da pele) e sem compromisso da síntese de vitamina D.

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Pixabay

– A atual epidemia de hipovitaminose D deve decorrer da ingestão insuficiente e, principalmente, dos hábitos de lazer e de trabalho em ambientes abrigados da proteção solar, característicos da sociedade moderna que não se expõe ao sol no seu cotidiano. Isso não depende do uso de filtro solar. Ademais, há elementos ligados ao indivíduo, como a espessura da pele exposta (reduzida em idosos), má-absorção do intestino (como ocorre em pacientes que fizeram cirurgia bariátrica), medicamentos de uso regular, obesidade, sedentarismo, e variações nos receptores de vitamina D nos tecidos, que interferem com a síntese e disponibilidade de vitamina D.

Fonte: SBD

Técnica de reparo do DNA é esperança para tratar câncer de pele e outras doenças

Técnica de edição CRISPR-Cas9, que seria uma espécie de reparo do DNA, é apresentada no Congresso Anual do AAD como a principal aposta da medicina moderna para correção de erros genéticos, cura de câncer de pele e de doenças crônicas como psoríase, vitiligo, lúpus e dermatites

Pesquisas mundiais com novas tecnologias para “edição do genoma” conferem um novo fôlego ao tratamento do câncer de pele e de doenças crônicas de pele, como psoríase, vitiligo, lúpus, entre outras.

“O Congresso Anual do AAD, realizados nos Estados Unidos, mostrou que estamos muito próximos de ‘tratar o DNA’. Por meio da técnica de edição CRISPR-Cas9, há uma esperança em retirar as sequências defeituosas do DNA, fazendo uma espécie de reparo, que seria um importante avanço no tratamento dermatológico de doenças crônicas de pele”, afirma a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. O estudo foi apresentado por Jennifer A. Doudna, PhD, professora de química, molecular e biologia celular na Universidade da Califórnia. A especialista tem um extenso trabalho de pesquisa de câncer.

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De acordo com a dermatologista, o CRISPR é uma sigla em inglês para “grupos de repetições palindrômicas curtas regularmente espaçadas”. “Trata-se de um mecanismo natural do qual as bactérias se protegem de infecções virais. Ele incorpora uma cópia do DNA estranho e cria um registro de todos que tentam invadi-la. Cada vez que um novo micro-organismo intruso é identificado, a bactéria recorre a esse registro e usa isso para destruí-lo”, explica.

Nos últimos anos, houve uma tentativa de adaptação do mecanismo para a edição do genoma humano, o que traria um potencial de curar doenças e aperfeiçoar organismos. “Isso é possível por meio da ‘imunidade adaptativa’, com ação semelhante à das bactérias.”

Além das configurações clínicas, a ferramenta CRISPR abre as portas para outras aplicações. “Atualmente, ela está sendo usada em ensaios em animais para fornecer benefícios para a saúde humana, especificamente em fazer órgãos de crianças doadoras apropriados para adultos, e mudança de DNA na edição germinal de células de vida para transmitir às gerações futuras. Embora esta aplicação possa ter impactos significativos no tratamento de doenças crônicas, ela enfrenta um desafio com relação às questões éticas”, explica.

Entenda algumas doenças de pele

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Psoríase – doença autoimune, não transmissível e que causa lesão na pele com descamações e vermelhidão. Estima-se que cerca de 2% da população mundial sofra com a doença. “A psoríase é uma inflamação — onde os anticorpos começam a bombardear (agredir) os queratinócitos (célula produtora de queratina – proteína morta que reveste e forma o estrato córneo). Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e não ocorre o processo natural de descamação, por isso existe a formação das crostas”, explica a dermatologista. Então, acontece inicialmente a lesão inflamatória, pela dilatação dos vasos sanguíneos levando a uma mácula, uma mancha vermelha. “Existe o processo inflamatório, que leva à formação das crostas, que na verdade são escamas prateadas. E posteriormente, ainda em uma fase mais importante, há o orvalho sangrento que ocorre com a remoção das crostas, as escamas, e ocorre um processo de micropontos de sangramento no local”, comenta. Segundo a médica, não há cura, e sim controle das manifestações clínicas. As opções terapêuticas são variadas, dependendo do grau da doença, podendo ser só local com hidratação, uso de corticoides, biológicos injetáveis, medicações via oral, fototerapia, terapia sistêmica convencional ou terapia biológica.

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Vitiligo – doença caracterizada pela perda da coloração da pele. “As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo”, afirma a médica. O tratamento tem por objetivo estabilizar o quadro, freando o aumento das lesões, e também a repigmentação da pele. “Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides.”

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MedicineNet

Lúpus – doença crônica potencialmente grave que atinge qualquer parte do corpo, no momento em que o sistema imunológico começa a ver as células do próprio corpo como inimigas. Uma vez que qualquer órgão ou tecido pode ser afetado, os sintomas são inúmeros e os mais comuns são manchas avermelhadas na face, orelhas, decote e braços, e até queda de cabelo.

Fonte: Thais Pepe é Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido o pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele.

De acordo com os números, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%. “Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, conclui o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

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Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

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Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro — a pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

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– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar

Pálpebras viram preocupação mundial pela incidência de câncer de pele

Estudo da Universidade de Liverpool, apresentado na conferência anual britânica de dermatologistas, mostra que ao usar filtro solar no rosto, uma área de 10% (incluindo pálpebras e região entre olho e nariz) é negligenciada. Entre 5 e 10% dos cânceres de pele acontecem nas pálpebras

As pálpebras e toda região dos olhos viraram preocupação mundial pelo aumento da incidência de câncer de pele, que já chega a 10% nessas áreas frequentemente negligenciadas, segundo pesquisa da Universidade de Liverpool apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Dermatologistas, no Reino Unido.  O estudo constatou que, ao passar filtro solar no rosto, a tendência é esquecer cerca de 10% da face – incluindo pálpebras e região entre o canto interno do olho e o nariz.

“Uma proteção solar adequada deve ser feita efetivamente com a cobertura de todo o rosto, além do uso de chapéus e principalmente óculos de sol, já que a área dos olhos tem uma pele extremamente fina e susceptível a danos, inclusive câncer”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Aliás, a preocupação com a região tem crescido pelo mundo: a Associação Canadense de Dermatologia, por exemplo, anunciou, em junho, parceria com a Sociedade Canadense de Oftalmologia para criar um nível de proteção UV oferecido pelos óculos de sol, a fim de garantir fotoproteção adequada para a região.

A pesquisa da Universidade de Liverpool foi feita com 57 participantes, do sexo masculino e feminino. Eles foram convidados a aplicar protetor solar no rosto sem mais informações ou instruções dadas pelos pesquisadores. Foram tiradas fotos de cada um dos participantes com uma câmera sensível ao UV antes e depois da aplicação de protetor solar; as áreas cobertas de protetor solar aparecem em preto devido à câmera UV. Essas imagens foram então segmentadas e analisadas por um programa personalizado para julgar o sucesso que cada pessoa estava em cobrir todo o seu rosto.

A dermatologista afirma que, como a aplicação de protetor solar nestas áreas não é necessariamente prática, é importante usar outras formas de proteção, como óculos de sol. “Como a pele da região dos olhos é muito delicada, alguns filtros podem causar irritação; dessa forma, o paciente deve priorizar produtos oftalmologicamente testados, protegendo a área sem correr risco de reação”, afirma.

“Mas o dado mais importante para tirar desta pesquisa é a importância de acessórios na proteção solar, como os óculos de sol, que não resguardam apenas os olhos e córneas; eles são importantes para proteger, também, a pele das pálpebras propensas a câncer “, afirma.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), já atendeu casos de reconstrução de pálpebras por motivos de câncer e acrescenta: “O procedimento de retirada do tumor e reconstrução é muito delicado, por ser uma região que pode comprometer a funcionalidade das pálpebras e prejudicar a visão”.

Recomendações para uso correto do fotoprotetor

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Foto: Bigstock

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetores solares de FPS mínimo de 30. “Em peles mais claras e em fotoexposição direta, o ideal é usar FPS 50”, explica Thais. Além disso, os filtros solares devem atender a legislação brasileira de apresentar proteção UVA (PPD) de no mínimo 1/3 do valor de FPS.

“A primeira aplicação do filtro deve ser feita com atenção e cuidado, pelo menos 15min antes da exposição, de preferência sem roupa, ou com a menor quantidade possível. É ideal aplicar em duas camadas cobrindo bem a superfície da pele, sendo que cada camada deve ser equivalente a uma colher de chá. O filtro deve ser realizado a cada duas horas ou após longos períodos de imersão”, acrescenta a dermatologista.

Raios UVA, UVB e IR

Os três principais promotores do envelhecimento precoce e que também favorecem o aparecimento do câncer de pele são os raios UVA, UVB e IR (Infravermelho A). A médica explica que UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres.

“Já a radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e 4 da tarde. Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta Thais.

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Por fim, o Infrared é sentido através do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade, além de um maior potencial de cancerização”, completa.

Fontes:

Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery (ASPS).

Melanoma: lesões podem ser sinal de câncer de pele

Detecção precoce eleva chances de cura em 90% dos casos; especialista do Grupo Oncoclínicas alerta para as principais características da doença

Os cânceres de pele são os mais incidentes no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos da doença – um número que chega a 180 mil novos casos por ano, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). O melanoma corresponde a 4% deste total, mas, apesar de ser um dos tipos de tumores que afetam o órgão com menor prevalência entre a população, é considerado o mais grave e com grande potencial metastático. Entretanto, a chance de cura é de mais de 90% se houver diagnóstico precoce.

Esse tipo de tumor surge por conta do crescimento anormal dos chamados melanócitos, células que produzem a melanina, dando cor e pigmentação à pele. Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância. Vale lembrar que, mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis – como o couro cabeludo – podem apresentar manchas suspeitas.

De acordo com Bernardo Garicochea, oncologista e especialista em genética do CPO, unidade do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, é importante a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. “As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o que qualificamos como ‘ABCD’- Assimetria, Bordas irregulares, Cor e Diâmetro. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce”.

Além dos cuidados gerais indicados à toda a população quando o assunto é câncer de pele, o que inclui o uso do protetor solar e atenção ao período de exposição solar prolongada, pessoas com propensão a desenvolver o melanoma devem estar constantemente mais atentas, pois ele pode surgir em áreas difíceis de serem visualizadas. “Uma lesão aparentemente inocente pode ser suspeita aos olhos do médico. Métodos diagnósticos auxiliares, como biópsia e dermatoscopia*, podem ser indicados. Além disso, pacientes que já tiveram um tumor de pele diagnosticado estão sob maior risco de apresentar uma recidiva, e devem ser submetidos a exames dermatológicos periódicos”, diz Garicochea.

Novos tratamentos dobram chances de cura

O melanoma é o tipo de câncer que apresenta o maior número de mutações genéticas no DNA do tumor. Essas mutações podem confundir o sistema imunológico do paciente e dificultar a ação de terapias tradicionais. Por isso, a imunoterapia é uma das grandes aliadas no tratamento da doença.

“A Imunoterapia é o tratamento que promove a estimulação do sistema imunológico por meio do uso de substâncias modificadoras da resposta biológica. Em resumo, trata-se de um grupo de drogas que, ao invés de mirar o câncer, ajuda as nossas defesas a detectá-lo e agredi-lo”, explica o oncogeneticista do CPO.

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De acordo com ele, 3% dos melanomas são hereditários. Ele indica alguns pontos de atenção que podem indicar propensão à doença:

-Pessoas que possuem uma grande quantidade de pintas escuras espalhadas pelo corpo;
-Incidência de melanoma em algum parente muito jovem (menos de 35 anos);
-Mais de dois casos de melanoma na família (em qualquer idade).

Nesses casos, há um teste genético capaz de identificar se há predisposição genética ao melanoma. O teste coleta uma amostra de saliva ou sangue para detectar a presença de genes ligados à doença. Já para quem não conta com um histórico ou indicação que justifique a realização do exame específico de analise do DNA, Garicochea recomenda que, em especial para áreas em que há mais dificuldade de visualização, seja solicitado a um familiar ou conhecido um apoio para a avaliação dos sinais existentes no corpo.

“Muitas das pintas suspeitas surgem nas costas e pescoço, lugares de difícil visualização. É muito importante também estar atento a manchas que surjam sob as unhas, na palma das mãos e planta dos pés”, finaliza o médico.

*Dermatoscopia é um método que utiliza o dermatoscópio, espécie de microscópio que aumenta a imagem da pele em 10 a 70 vezes e permite a visualização das estruturas cutâneas sem nenhum corte ou desconforto. As imagens colhidas ficam em computador e são regularmente comparadas a cada visita médica.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

Dezembro Laranja: protetores solares para prevenção do câncer de pele

Dezembro é o mês da chegada do verão e, junto com ele, nos deparamos com diferentes tipos de agressões dos raios solares, que podem ser extremamente prejudiciais à pele. Em uma iniciativa para o combate ao câncer de pele e como forma de lembrete à população sobre a importância do uso do protetor solar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou a campanha “Dezembro Laranja”.

Com foco constante no bem-estar e em atender às mais variadas necessidades dos consumidores, a Shiseido, uma das empresas mais antigas de cosméticos do mundo, apoia a iniciativa ao trazer diversos produtos de proteção solar para o mercado brasileiro. A empresa, que se consagrou graças ao amplo portfólio que visa a saúde da pele, trazendo a beleza de dentro para fora, tem a filosofia de destinar anos e grande parte do seu investimento em pesquisas para a descoberta de novas tecnologias para o desenvolvimento de produtos capazes de atender a todos os púbicos.

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Em 1923, a Shiseido lançou o Uviolin no Japão, considerado o primeiro protetor solar do país. Avançando rapidamente no mercado, trouxe em 1980 fórmulas resistentes à água e em 1993 aconteceu o lançamento oficial da best-seller UV Protective Compact Foundation, que continua como um dos carros-chefes da marca, ao oferecer proteção solar de alto desempenho e um toque embelezador, graças à sua gama de cores que satisfazem a todas. No Brasil, virou um ícone dos nécessaires das mulheres, reconhecida por sua embalagem azul.

Entretanto, foi em 2015 que a Shiseido revolucionou o mercado de proteção solar ao lançar a tecnologia WetForce, que forma um filme que protege a pele contra os raios UV, e fica ainda mais forte quando entra em contato com a água ou o suor. Desde seu lançamento até o fim de 2016, os protetores enriquecidos com essa tecnologia ganharam 28 prêmios de beleza pelo mundo.

Linha completa Shiseido Suncare:

Bases solares:

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Busca por corpo “perfeito” no verão exige cautela

Dermatologista aponta os principais cuidados que devem ser tomados na realização de procedimentos estéticos

Com a chegada do verão é comum que as pessoas busquem ainda mais por tratamentos estéticos que proporcionem bem-estar, autoestima e até mesmo a melhora nas condições de saúde, mas essa busca incessável pela estética exige alguns cuidados. Pensando nisso, os pilares da cosmiatria tornam-se essenciais para assegurar a realização destes procedimentos.

A cosmiatria foi um neologismo criado quando a especialidade da dermatologia começou a realizar procedimentos estéticos. “Para nós, dermatologistas, a cosmiatria envolve os tratamentos e procedimentos estéticos realizados com seriedade, ética e rigor científico” afirma Sabrina Talarico, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A dúvida de muitas pessoas, no entanto, é sobre a escolha do profissional que deve aplicar as técnicas estéticas. De acordo com a dermatologista, existem esteticistas competentes e que até mesmo atuam em parceria com os médicos, trazendo a multidisciplinaridade para a área, porém esses profissionais são capacitados para aplicarem técnicas específicas e não invasivas. Tratamentos invasivos e diagnósticos devem ser sempre realizados pelo médico dermatologista.

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Alguns desses tratamentos, quando não supervisionados por um profissional da área dermatológica, podem trazer complicações para a saúde. “Não é raro vermos erros diagnósticos, por exemplo, realização de peelings e clareamentos em uma ‘mancha’ que na realidade é um câncer de pele” relata a médica.

O fato do dermatologista ser indicado para a realização desses tratamentos, se deve ao cuidado com a saúde da pele, que muitas vezes pode apresentar patologias que são desconhecidas pelo esteticista ou fisioterapeuta. A recomendação de Sabrina é que a pessoa frequente regularmente o dermatologista a fim de realizar exames preventivos, um pequeno sinal manifestado pela pele, muitas vezes pode oferecer risco à saúde.

Entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por esteticistas, estão: limpeza de pele facial, drenagem linfática, massagem modeladora, massagem relaxante, hidratação facial e corporal. Já entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por Dermatologistas, estão: toxina botulínica, preenchimento, peelings, laser para rejuvenescimento, tratamentos para manchas (laser/clareadores peelings), criolipólise para gordura localizada, depilação a laser, laser para vasinhos e laser vaginal.

Como ainda não existe um órgão regulador para a realização de procedimentos estéticos, é fundamental que a pessoa opte por um profissional com qualificações adequadas, como por exemplo, saber se o Dermatologista é credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para que seu corpo esteja em dia, a saúde é um fator primordial e não deve ser esquecido. Cuide-se!

Fonte: Sabrina Talarico é graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2004. Seguiu a Residência de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2005 e posteriormente a Residência de Dermatologia do Hospital Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no período de 2006-2008. Desempenha função de médica colaboradora na Unidade de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, como preceptora dos residentes do Departamento de Dermatologia no Setor de Dermatologia.

Árago participa de “Dezembro Laranja” na luta contra câncer de pele

O câncer de pele é o de maior incidência no Brasil, corresponde a 33% de todos os tumores malignos registrados no país. Para conscientizar e reforçar a importância da prevenção e diagnóstico precoce, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove neste mês a campanha Dezembro Laranja, com um alerta especial para quem se expõe constantemente ao sol na rotina profissional ou no dia a dia. Pelo quarto ano consecutivo, a Árago Dermocosméticos participa deste movimento, alertando parceiros e clientes sobre a importância do uso do protetor solar.

Com alta possibilidade de cura, quando detectado precocemente, o câncer de pele pode ser melanoma, mais agressivo e com maior taxa de mortalidade; ou não-melanoma, com maior incidência e com menos mortalidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que, no Brasil, em 2017, houve mais de 175 mil novos casos, a maior parte deles em mulheres. Ligado diretamente à exposição solar, os sintomas estão presentes em uma pinta no corpo, onde se deve observar alguns sinais ABCDE: A – assimetria; B – bordas irregulares; C – cores diversas; D – diâmetro maior que seis milímetros e E – evolução (mudanças na pinta ou lesão).

De acordo com Elaine Verissimo, diretora de Pesquisa & Desenvolvimento da Árago Dermocosméticos, “uma das principais formas de prevenção é o uso constante de filtro solar e menor exposição aos raios solares nos horários mais críticos, entre 11h e 16h”. Engajada na campanha Dezembro Laranja, a empresa promoverá ações em torno do mote “Bye Bye Câncer de Pele”, como a distribuição de amostras de protetores solares e informativos nas cidades onde atua.

Tecnologia na proteção da pele

Entre as amostras que serão distribuídas, está a do protetor solar Bi-Gel, uma inovação que propicia o agrupamento de dois géis com filtros solares de alta performance, com excelente proteção UVA e UVB, sem a necessidade de um tensoativo – substância aplicada em produtos cosméticos para estabilizar a união água-óleo, fazendo com que os componentes da loção espalhem de forma mais uniforme –, o que proporciona um toque seco e um sensorial mais sofisticado que os outros produtos existentes no mercado.

Pretetor Solar Bi-Gel Bisnaga

Ideal para peles as oleosas e acneicas, o Protetor Solar Bi-Gel FPS 30 age na cicatrização da pele, aumentado a capacidade de retenção de umidade, e possui efeito amaciante e anti-irritante, tudo isso devido à ação da Alantoína. Contém ainda Vitamina E, com potente ação antioxidante e protetora do DNA celular.

Informações: Árago Dermocosméticos

 

 

 

Dezembro Laranja: um alerta contra o câncer de pele

Entenda melhor as variações da doença e os principais sintomas para detectar o problema

Com a chegada do verão, aumenta a necessidade de falar sobre a importância de se proteger dos riscos da exposição solar. A radiação ultravioleta, proveniente da exposição solar excessiva e do uso de câmeras de bronzeamento artificial, é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele.

A campanha do Dezembro Laranja, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), pretende levantar um movimento de conscientização para alertar a população sobre o problema. Segundo a associação, a doença responde por 33% de todos os casos de câncer no Brasil.

O câncer de pele caracteriza-se por uma proliferação celular anormal e descontrolada, que apresenta diferentes variações: carcinoma basocelular (CBC) – que acomete as células da camada mais profunda da epiderme –, carcinoma espinocelular (CEC) – que se manifesta nas camadas mais superiores da pele – e melanoma – que tem origem nas células produtoras de melanina.

sbd

“Os tipos mais comuns são o CBC e o CEC, sendo que o primeiro responde por 70-75% dos casos e o segundo por 15-20% dos casos. A incidência de ambos se deve sobretudo à exposição crônica aos raios solares e, portanto, acometem as partes mais expostas do corpo – como face, orelhas, couro cabeludo, pescoço, ombros e dorso”, explica a dermatologista da Cia. da Consulta Amanda Vieira.

A médica comenta que o CBC possui baixa letalidade e menor probabilidade de se espalhar para outros pontos do corpo, enquanto o CEC pode fazer com que as células migrem mais facilmente e existe maior risco da doença atingir outras regiões.

“O melanoma é o menos frequente, mas o tipo de câncer de pele de pior prognóstico e com o maior índice de mortalidade. Geralmente se inicia como uma pinta, acastanhada ou enegrecida, que pode mudar o tamanho, a cor e o formato, às vezes causa sangramento”, alerta Amanda.

Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maiores serão as chances de cura. Alguns indícios que merecem atenção e podem ser sintomas da doença:

• Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
• Uma pinta preta ou castanha, que muda sua cor ou textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
• Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Indivíduos com histórico da doença na família ou com presença de grande número de pintas no corpo devem ter cuidado redobrado, pois possuem maior probabilidade de desenvolver o câncer de pele. Ela ainda explica que alguns casos podem estar associados a cicatrizes crônicas, além de exposição ao tabagismo e radiação.

melanoma pele exame medico

É importante lembrar que somente um dermatologista é capaz de fazer o diagnóstico preciso. Além de visitar um especialista anualmente para um exame completo, existem medidas essenciais para prevenir o surgimento do câncer de pele. Fugir do horário de pico do sol (entre 10 e 16 horas), utilizar proteção diariamente – e não somente nos momentos de lazer – e escolher protetores solares (FPS) 30 que protejam contra a radiação UVA e UVA são algumas das maneiras de aproveitar a estação e manter a saúde em dia nesse verão.

 

Fonte: SBD