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Bronzeamento artificial está proibido no Brasil desde 2009, alerta SBD

No início do mês, dia 3 de março, um programa de TV mostrou a atriz Ellen Rocche dentro de uma câmara de bronzeamento artificial durante reportagem sobre os preparativos para o desfile da Rosas de Ouro, escola de samba do carnaval de São Paulo.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia aproveita o assunto para lembrar e alertar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu bronzeamento em câmaras artificiais no Brasil para fins estéticos desde 2009 e que elas são um perigo real para a saúde da pele. Confira o texto clicando aqui.

A proibição do uso do equipamento ocorreu baseada em diversos estudos científicos que comprovam os efeitos deletérios do uso dessas câmaras e do aumento do risco de câncer da pele, o mais comum no Brasil, incluindo o melanoma, que é o tipo de câncer mais raro, mas com maior risco de disseminação para outros órgãos (metástase) e morte.

Estudos retrospectivos, e mais recentemente, como um estudo norueguês prospectivo, mostram o aumento do risco do câncer da pele com o uso de câmaras de bronzeamento. Quanto mais precoce o início do uso e maior o número de sessões, maior o risco.

“Apesar dos estudos, infelizmente inúmeras clínicas ainda funcionam ilegalmente no Brasil e legalmente em outros países”, afirma Jade Cury, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD.

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Como ressaltado no mês de combate ao câncer da pele (Dezembro Laranja), o câncer da pele é o mais frequente e no caso do melanoma, pode levar a metástase e morte relacionada, em qualquer idade.

“A SBD salienta que não existe melhor forma para realizar o bronzeamento artificial. É um procedimento proibido por lei e que envolve situação de risco à saúde”, ressalta Sergio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Fonte: SBD

Radiação solar atinge níveis extremos e aumenta risco de câncer de pele

O Índice de Radiação Ultravioleta (IUV) tem atingido números alarmantes no Brasil e no mundo. Por isso, é preciso muita atenção aos cuidados com a pele, não apenas durante passeios ao ar livre, na praia ou piscina, mas até mesmo na sombra. Em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, o IUV tem chegado a 14, nível considerado extremo, com alto grau de periculosidade. O índice normal e seguro fica em torno de 3 a 5.

“É extremamente importante adotar medidas fotoprotetoras, como o uso de filtro solar, chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), sempre que for sair de casa. Isso previne problemas de saúde, que podem ser graves, como o câncer de pele”, aconselha o dermatologista José Jabur, especialista em câncer de pele, da Altacasa Clínica Médica e chefe do setor de cirurgia dermatológica da Santa Casa de São Paulo.

Todas as cidades do país vêm registrando níveis de radiação solar extremos, acima dos 12. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm os índices mais altos, inclusive cidades do interior. São José dos Campos (SP) registra nessa época do ano IUV 14, igual a capital paulista; e Santos e Ribeirão Preto (SP) vêm marcando 13. No Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes e Búzios também chegam ao IUV 13.

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Foto: Pixabay

No caso das crianças, é preciso redobrar a atenção. Estudo recente publicado no Jornal da Associação Médica Americana de Dermatologia mostrou que o uso de fotoprotetor na infância pode reduzir em 40% o risco de melanoma – tipo mais perigoso de câncer de pele – antes dos 40 anos.

“Os pais não devem usar protetor solar em crianças de até seis meses. Por isso, não exponha o bebê diretamente no sol e coloque chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU). Após os seis meses de idade, escolha um protetor com no mínimo FPS 30, e que seja ‘resistente à água’ para não sair com facilidade após uma ducha ou uma rápida entrada no mar ou piscina. É preciso reaplicar o protetor a cada três horas”, orienta o médico.

A Austrália é o continente que mais recebe radiação solar e lá existe uma enorme conscientização da população. Todas as crianças usam protetor solar e chapéus com abas largas para ir à escola, por exemplo. Jabur explica que é importante se inspirar no exemplo australiano e orientar as crianças desde cedo sobre a importância de se proteger do sol.

“Fale sempre com a criança sobre a importância de se proteger do sol para a pele não arder, para evitar queimaduras. Aos poucos, ela mesma vai aprender a colocar o chapéu e o protetor solar, sem que você precise brigar para isso. Estimule esse hábito. Dar o exemplo também é primordial. Mães e pais também devem cuidar da pele ao sol”.

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O horário de máxima intensidade de radiação solar é ao meio-dia. É importante evitar se expor entre 10 e 15 horas. A “regra da sombra” é interessante e serve como dica: se a sombra do seu corpo no chão for menor que a sua altura, não deve ficar exposto ao Sol.

Ao comprar o protetor solar, dê preferência a marcas conhecidas e procure um produto que proteja tanto dos raios UVB (que causam vermelhidão e atingem a camada superficial da pele) quanto dos raios UVA (que penetram na camada mais profunda). Mas se a ideia for ficar na praia ou piscina por muito tempo, o ideal é também usar peças com FPU – camisas, bermudas, chapéus e bonés, que garantem a fotoproteção duradoura. Nas áreas protegidas pelo tecido, não é necessário aplicar o filtro solar na pele.

Os dias nublados também queimam a pele e emitem radiação, mesmo que um pouco mais baixa. As nuvens fazem uma camada leve de proteção, mas não bloqueiam totalmente os raios solares. Portanto, é imprescindível que você também se proteja em dias nublados.

IUV registrado nas últimas semanas nas capitais brasileiras:

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São Paulo:14 / Rio de Janeiro: 14 / Belo Horizonte: 14 / Vitória: 13 / Curitiba: 14 / Florianópolis: 13 / Porto Alegre:12 / Campo Grande: 14 / Brasília/DF:13 / Goiânia: 13 / Cuiabá: 13 / Palmas: 13 / Fortaleza: 12 / Salvador: 12 / Recife: 12/ João Pessoa: 12 / Natal: 12 / Teresina: 12 / São Luís: 12 / Manaus: 12 / Belém:12 / Rio Branco: 13 / Porto Velho: 12 / Macapá: 12 / Boa Vista: 12

Pesquisa: tipo de fotoprotetor pode diminuir em até 90% a proteção contra radiação

Mestrando em Ciências Médicas pela Unicamp, o pesquisador Lucas Portilho comprovou em pesquisa que a proteção solar depende diretamente do tipo de fotoprotetor utilizado. Protetor solar em pó compacto, por exemplo, pode oferecer até 90% menos proteção do que diz o rótulo

Recentemente, as formas de fotoproteção têm se tornado mais amplas, sendo possível encontrar fotoprotetor em pó, spray, bastão, creme, gel, entre outras formulações. Mas uma pesquisa recente do Mestrando em Ciências Médicas pela Unicamp, o pesquisador Lucas Portilho, afirma que alguns tipos de protetor solar não protegem a pele de forma eficiente, deixando o consumidor mais exposto à radiação dependendo do tipo de produto.

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Pixabay

“A proteção solar depende diretamente do tipo de fotoprotetor utilizado. Que o consumidor não tem nem ideia da quantidade de protetor que deve ser aplicada, isso já sabíamos; mas que as formas disponíveis no mercado variavam tanto na proteção contra radiação, isso é novidade”, afirma Lucas Portilho. No estudo, inédito no mundo, o pesquisador avaliou a proteção de seis diferentes tipos de fotoprotetores, todos faciais, sendo eles: pó compacto, fluido, bastão (stick), mousse, loção e pancake.

Mais de 100 voluntárias participaram da pesquisa. “Primeiro foi avaliada a quantidade real usada pelas consumidoras e, posteriormente, identificamos que a proteção solar está diretamente relacionada com o tipo de produto. Com exceção da loção facial, todos os outros veículos (tipos) apresentaram menos de 50% da proteção original, chegando em valores alarmantes, como o pó compacto, que apresentou 90% a menos de proteção”, afirma o pesquisador.

As formas pancake e pó compacto foram as piores: “Não protegem nem contra raios UVB e nem contra raios UVA. As formas de bastão, mousse e fluido ficaram muito abaixo do valor declarado na rotulagem”, declara o pesquisador.

O estudo foi feito utilizando as metodologias globalmente utilizadas e são as mesmas utilizadas pelas empresas antes de colocar o produto no mercado. “O problema é que antes de lançar qualquer protetor solar, as empresas testam o nível de proteção UVB e UVA, que são obrigatórios, mas durante esses testes, as quantidades utilizadas estão bem longe da quantidade real aplicada no dia a dia pelos consumidores. E elas não informam a quantidade correta para aplicação, então o resultado é uma falsa sensação de proteção”, afirma o especialista.

De acordo com a pesquisa, no geral, as pessoas usam 0,15mg/cm² de um pó compacto com proteção solar, quando a recomendação de fotoproteção é de 2mg/cm². “E alguns produtos com FPS 30 proporcionaram na aplicação real um FPS 2”, acrescenta. “Ao aplicar de forma errada um protetor, o consumidor se acha apto para se expor ao sol, o que ele não sabe é que grande parte da radiação está passando e que o DNA da pele pode estar em risco, podendo levar ao desenvolvimento de câncer de pele”, diz o pesquisador.

Sunblock bottles a yellow backgroundMas, qual é a conduta que o consumidor deve seguir? Segundo o pesquisador, para garantir uma maior proteção, a primeira ação é utilizar fotoproteção na forma de loção. “Nunca utilizar protetor solar na forma de pó ou pancake como única forma de proteção. O protetor na forma de bastão, mousse e fluido somente se for com FPS acima de 50. O pó compacto e pancake podem ser usados apenas em conjunto a outros protetores, pois utilizados de forma isolada não protegem a pele”, finaliza.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França, Mônaco e Espanha. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

 

Proteção solar da cabeça aos pés: cuidados básicos para o corpo no verão

Da pele aos olhos, saiba quais são os pontos de atenção quando o assunto é proteção solar na estação mais ensolarada do ano

Com a chegada do verão, a preocupação com a exposição ao sol é maior. As pessoas agendam consultas com dermatologistas e adicionam um item no nécessaire: o protetor solar. Porém, não é apenas nessa estação que o sol é perigoso para a saúde. Durante todo o ano, as pessoas ficam expostas aos raios ultravioleta, que podem causar problemas em várias regiões do corpo.

A pele costuma ser a primeira parte a ser protegida e muitas pessoas se esquecem dos cuidados com os olhos. Só a catarata, um dos problemas provocados pelo sol, é responsável por cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, confira dicas para ter uma proteção completa para o verão.

Nos meses mais ensolarados e quentes, é comum passar mais tempo ao ar livre. Fazer isso sem proteção contra raios UV, mesmo que durante pouco tempo, é um risco à saúde. Ao atingir a pele, a radiação é absorvida pelo corpo, inclusive pelo DNA, o que pode levar a reações desordenadas das células – podendo provocar o câncer de pele. A maneira mais eficaz de proteger a pele é usando os protetores solares.

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O ideal é escolher um para o corpo e outro para o rosto, sempre com a ajuda do dermatologista, que pode indicar os produtos mais adequados para cada pele. Durante os dias de clima fresco, as roupas complementam a proteção, criando uma barreira física contra os raios. Vale lembrar que horários no início da manhã e fim da tarde são os melhores para aproveitar o sol.

Outra parte do corpo que precisa de cuidados durante todas as estações, especialmente no verão, são os olhos. O primeiro passo para a proteção ocular contra os raios UV é o uso de óculos de sol. Além do benefício para a saúde, o acessório pode dar um ar moderno e sofisticado para qualquer look. No momento da compra, é importante procurar óticas de confiança e estar atento ao comprovante de que as lentes dos óculos têm a proteção necessária.

Mas, para as pessoas que precisam de correção visual, os óculos de sol podem ser um desafio, porque não é possível usá-lo com os óculos de grau. Apesar de existir a opção de comprar o acessório com lentes escuras ajustadas à receita, por demandar mais tempo, planejamento e investimento, a maioria das pessoas acaba não usando óculos de sol ou decide abandonar a armação de grau nos momentos de exposição ao sol, abrindo mão de uma visão nítida.

Os óculos de sol de armação pequena, que estão em alta nesse verão, podem ser prejudiciais aos olhos porque os deixam expostos. Essas escolhas atrapalham o verão, pois as pessoas ficam desprotegidas ou sem enxergar corretamente.

Thais Packer, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision, indica que as lentes de contato são ótima escolha para dias ensolarados: “como as lentes não precisam de armação, elas garantem liberdade de movimento e visão perfeita para aproveitar o dia e praticar esportes. Muitos pacientes não sabem, mas todas as lentes de contato da marca Acuvue apresentam proteção contra raios ultravioletas”.

A especialista explica que as lentes são uma proteção bônus para os olhos, garantindo que os raios que passam pelas frestas dos óculos de sol não agridam a córnea.

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Quando o assunto é proteção solar nos olhos, os jovens são a faixa etária de maior risco. Há maior possibilidade de exposição da retina aos raios UV antes dos 25 anos de idade, porque o cristalino da retina permite maior passagem dessa radiação. Por isso, é fundamental que eles façam o acompanhamento com o oftalmologista e aprendam, desde pequenos, a cuidar dos olhos.

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Foto: J. Durham/MorgueFile

Assim,  Thais recomenda o uso de óculos de sol para todas as pessoas, principalmente essa faixa etária. A especialista também reforça que as lentes de contato podem ser usadas por crianças e adolescentes desde que seja de forma segura e responsável, com acompanhamento dos médicos e pais.

Além dos olhos e da pele, outras regiões do corpo podem ficar esquecidas. Antes de ir à praia e passar o dia todo tomando sol, também é importante passar protetor solar nas mãos, que são a parte mais exposta ao sol – inclusive em dias nublados. Os lábios, que têm uma pele sensível e mais fina, merecem cuidados. Alguns hidratantes e bálsamos possuem versões com filtro solar, mantendo a pele protegida e macia o ano todo.

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Os cabelos e o couro cabeludo são áreas que precisam de atenção, já que o sol incide diretamente neles e com grande intensidade no horário de pico de radiação UV. Para eles, é recomendado aplicação de óleos e séruns com proteção contra o sol e o calor, além de reforçar esse cuidado com o uso de chapéus e bonés.

Fonte: Johnson & Johnson Vision

 

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar todo dia e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido, pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele. De acordo com a pesquisa, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%.

“Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, diz o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro

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A pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

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                                                                                                                              Fonte: Consulfarma

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar. Possui 18 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França e Mônaco. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

Dezembro Laranja: foco na prevenção e combate ao câncer de pele

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), o ano deve terminar com mais de 170 mil novos diagnósticos

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Dezembro foi escolhido como mês de conscientização e prevenção ao câncer de pele, tipo mais comum no Brasil, respondendo a mais de 170 mil novos casos só para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). .

Fernanda Seabra, médica dermatologista e especialista em cirurgia dermatológica e mohs, da Aliança Instituto de Oncologia, explica que existem dois grupos principais de câncer de pele: o melanoma e o não-melanoma, responsável por 165.580 novos diagnósticos. Ela acrescenta que os carcinomas basocelular e espinocelular são os exemplos mais comuns desse grupo.

“O primeiro geralmente aparece como nódulo perolado que sangra facilmente ao trauma. O segundo muitas vezes é confundido com uma ferida, mas que nunca cicatriza e pode apresentar descamação e sangramento”, exemplifica a especialista.

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Segundo Fernanda, a exposição solar sem proteção e ter histórico de queimadura solar, principalmente na infância e adolescência, e ainda ter a pele clara são alguns fatores de risco para o câncer de pele. Ela destaca que esses são os pacientes que queimam e não bronzeiam. “É preciso atenção com alguns sinais. Cuidado com lesões recentes, que coçam ou sangram com facilidade, em áreas foto expostas como face, colo, orelha e membros”, aponta.

Já o câncer de pele melanoma aparece como uma pinta, sinal ou nevo. De acordo com a dermatologista, ele pode vir de um nevo anterior ou de uma área sem lesão precursora. Os fatores de risco para esse tipo da doença são os múltiplos nevos, história pessoal ou familiar de melanoma, queimadura solar, pele clara, e entre outros.

Como podemos identificá-lo?

Conforme a médica é de extrema importância ficar atento aos nevos, principalmente em regiões que prestamos menos atenção como orelhas, couro cabeludo, área da genitália, mãos, pés e unhas, além de qualquer sinal de mudança. Caso isso ocorra, deve-se procurar um dermatologista.

Para quem tem alguma dúvida, a médica deixa uma dica muito útil. A regra do ABCDE pode ajudar o paciente a identificar alterações antes não percebidas.

A: assimetria – lesões assimétricas são mais preocupantes que as regulares

B: bordas – pintas com bordas irregulares merecem mais atenção

C: coloração – se o nevo tiver duas ou mais cores deverá ser examinado

D: dimensão – lesões maiores que 5 mm precisam ser avaliadas pelo dermatologista

E: evolução – essa parte, a percepção do paciente é indispensável. É o paciente que irá dizer se a lesão está mudando

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Mas qual o tratamento para o câncer de pele?

Segundo  médica, o tratamento para esse tipo da doença é apenas cirúrgico. “Procure um dermatologista. A detecção precoce do câncer de pele, salva vidas”, finaliza.

Fonte: Aliança Instituto de Oncologia

Dermatologista esclarece mitos e verdades mais comuns sobre câncer de pele

Dezembro Laranja é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre o câncer de pele. Neste período, dermatologistas e demais profissionais da saúde reforçam a importância da prevenção e diagnóstico da doença, além de esclarecer as principais dúvidas sobre o tema. Com isso, a médica dermatologista chefe da Clínica Sitonio, Renata Sitonio, esclarece os mitos e verdades mais comuns sobre o câncer de pele. Confira:

“Nos dias nublados, não há necessidade de usar filtro solar”
Mito. Mesmo nesses dias, ocorre a radiação Ultravioleta. Ela danifica o DNA das células da pele, predispondo ao câncer de pele. Estações mais frias também oferecem riscos, diferente do que alguns acreditam. Portanto, o uso do protetor solar é imprescindível e deve ser diário.

“Pessoas com olhos e cabelos claros têm mais chances de ter câncer de pele”

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Verdade. Por ter menos proteção pela melanina, as pessoas claras estão mais sujeitas a ter câncer de pele. Em dias de exposição solar, é recomendado que, além do protetor solar, também use acessórios para proteção, como chapéus e óculos de sol.

“Cicatriz de queimadura pode se tornar câncer de pele”

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Foto: Justaboutskin

Verdade. É uma ocorrência rara, mas em grandes cicatrizes pode-se ter a formação de câncer de pele. Por isso, se houver alguma mudança da pele da cicatriz, procure um dermatologista.

“Áreas não expostas ao sol não estão sujeitas ao surgimento do câncer de pele”

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Mito. O câncer de pele tipo melanoma, por exemplo, tem um fator genético muito importante e pode surgir também em locais como nádegas, palmas e plantas, unhas e até nos olhos. Isso pode ser determinado por fatores genéticos de cada indivíduo.

“Pessoas de pele negra não têm câncer de pele”

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Mito. Apesar de mais resistente, a pele negra não está imune aos efeitos da radiação UV. Além disso, um estudo apresentado no XXI Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica revelou que as pessoas de pele negra podem desenvolver com maior intensidade a forma mais grave do câncer de pele, o melanoma nos pés, mãos, braços e pernas. Esse tipo de câncer é o menos frequente entre os melanomas (de 2% a 8% dos casos), no entanto, é o mais comum entre pessoas de pele negra.

“Quem possui muitas pintas ou histórico familiar de câncer de pele corre mais riscos”

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Foto: Indylasercenter

Verdade. Existem sim fatores genéticos que podem determinar a maior ou menor predisposição ao câncer de pele. Quanto às pintas, é importante considerar aspectos como quantidade, alterações na cor e formato ou se doem ou coçam, pois elas também podem ser indícios de câncer de pele.

“O protetor solar é a única forma de prevenção”

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Foto: Wikimedia

Mito. Apesar de ser o principal fator de proteção, o filtro solar deve ser aliado a outros cuidados, como o uso de acessórios de proteção, moderação na exposição solar a fim de evitar queimaduras e também por meio do autoexame. Uma dica para o autoexame é aplicar o método ABCDE (diferença na Assimetria, com Bordas desiguais, Coloridas, Diâmetro maiores que 5 mm, que Evoluem rapidamente de forma, espessura, tamanho e cor, são indicativos da doença).

Fonte: Renata Sitonio é médica dermatologista chefe da Clínica Sitonio, em São Paulo, e médica colaboradora no ambulatório de cosmiatria do Hospital do Servidor Público Municipal. Graduada pela Universidade Federal da Paraíba, Título de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Dermatologia no Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira, Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD – e regional de São Paulo e Coautora do livro IPCA sobre técnicas cirúrgicas com agulhas. 

Alimentos que ajudam na prevenção do câncer de pele

O mês de dezembro foi escolhido para conscientizar a população sobre o câncer de pele, tipo mais frequente no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) revelam que, até o final do ano, o Brasil deve registrar mais de 170 mil novos casos da doença.

O dezembro laranja visa disseminar práticas e cuidados com a pele também. Pensando nisso, nutricionista funcional e oncológica Michelle Mendes, da Aliança Instituto de Oncologia, separou uma lista com alguns nutrientes que podem garantir uma pele mais saudável, auxiliando na prevenção e combate ao câncer de pele. Confira:

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– Frutas vermelhas como morango, framboesa, amora e outras são ricas em antioxidantes que diminuem o excesso de radicais livres no organismo, prevenindo o envelhecimento precoce.

goiaba vermelha

– Alimentos ricos em vitamina C como laranja, acerola, goiaba, kiwi, tomate e pimentão tem efeitos benéficos na pele por auxiliarem na imunidade e diminuírem a colonização de micro-organismos danosos ao organismo.

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Pixabay

– Fontes de gordura boa como abacate e as oleaginosas (castanhas) possuem vitamina E, nutriente importante para a hidratação da pele e foto proteção cutânea.

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Foto: Scarletina/Morguefile

– Vitamina A presente na cenoura auxilia no bronzeamento natural da pele, sem agredi-la.

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– Vitamina B3 conhecida também como niacina é uma grande aliada na saúde da pele, atuando na prevenção do câncer de pele. Está presente em alimentos como aveia, amendoim, atum, frango, entre outros.

“Uma alimentação saudável é um dos fatores de proteção contra o câncer e não é diferente quando falamos do câncer de pele”, complementa a profissional.

Fonte: Michelle Mendes é nutricionista funcional e oncológica da Aliança Instituto de Oncologia

Dezembro Laranja, mês de prevenção do câncer de pele

Um país com menos casos de câncer da pele é uma meta alcançável e a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) está comprometida em reduzir a incidência e a mortalidade da doença. A conscientização pública é uma das formas de reduzir o número de casos. Para isso, pelo quinto ano consecutivo, a SBD realiza a campanha #DezembroLaranja, iniciativa apoiada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e
Associação Médica Brasileira (AMB), para alertar a população sobre prevenção, diagnóstico e acesso ao tratamento da doença no Brasil.

Neste ano, a campanha dá continuidade ao tema “Se exponha mas não se queime”, cativando o interesse da população ao fazer um trocadilho entre a exposição solar e a exposição nas redes sociais. As mensagens divulgadas pelos canais de comunicação da entidade, sobretudo em mídias importantes como o Facebook e o Instagram, preenchem um espaço de utilidade pública, com orientações gerais sobre esse tipo de tumor mais incidente no país.

A primeira ação que assume maior relevância na campanha #DezembroLaranja ocorrerá no dia 1º de dezembro, quando cerca de quatro mil médicos dermatologistas e voluntários somarão forças para a prestação de atendimento e esclarecimento quanto à importância de adotar medidas preventivas. As consultas serão realizadas gratuitamente em 132 postos de atendimento em diversos estados. Desde 1999, o mutirão já beneficiou mais de 594 mil brasileiros, e nesta 20ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, a previsão é de que 30 mil pessoas sejam atendidas.

De dezembro deste ano a março de 2019, ou seja, durante todo o verão, serão promovidas ações e atividades de informação na internet, ruas, praias e parques. As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h); utilizar chapéus de abas largas, óculos para sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a cada duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.

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Casos no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer da pele. Para o biênio 2018/2019, a estimativa é que o número de câncer da pele não melanoma seja de 165.580 mil novos casos. Um dado novo deste período é que, em relação à última estimativa do Inca (2016/2017), a doença acometerá mais homens (85.170 mil) do que mulheres (80.410 mil). A outra notícia é que a estimativa de novas ocorrências de câncer da pele não melanoma diminuiu em 10 mil casos de um biênio para o outro.

“A SBD transformou esse problema de saúde pública na causa da luta contra o câncer da pele. A boa notícia é que tudo indica que as ações da Sociedade estão surtindo efeito. Parece que estamos no caminho certo”, explica o coordenador nacional da Campanha Prevenção ao Câncer da Pele da SBD, Joaquim Mesquita.

Em 2018, a SBD conta com parcerias de órgãos públicos, instituições de saúde e empresas, para que juntos, possam trabalhar em colaboração e superar desafios para reverter o número de casos da doença no país. A sociedade civil também está convidada para participar da campanha. Algumas sugestões para quem quiser aderir são: divulgar o mutirão de atendimento para diagnóstico e prevenção do câncer da pele realizado em todo o Brasil; usar laços ou fitas laranjas e publicar as #DezembroLaranja e #verãolaranja nas redes sociais.

“É o momento de promover a visibilidade do tema e de tentar mais uma vez realizar uma campanha participativa, coletiva e atuante”, afirma o vice-presidente da SBD,  Sérgio Palma.

Assim como nos outros anos, pessoas reconhecidas em suas áreas de atuação participarão do movimento, vestindo a cor laranja. Monumentos nacionais também serão iluminados com a cor símbolo da campanha. “Todas as ações em torno do #DezembroLaranja integram o compromisso da gestão, que é oferecer informações que possam contribuir para a prevenção do câncer da pele”, realça o presidente da SBD,  José Antônio Sanches.

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Para mais informações sobre o #DezembroLaranja, visite o site clicando aqui.

Sobre o câncer de pele 

O câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o tipo de câncer da pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberto no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.

Em todos os tipos, a exposição excessiva e sem proteção ao sol é a principal causa de câncer da pele. O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida; como uma pápula ou nódulo avermelhado, cor da pele e perolado (brilhoso); ou como uma ferida que não cicatriza.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com periodicidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois muitas vezes os cânceres podem aparecer em regiões que não é possível ver sozinho. Ao se expor ao sol, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.

A SBD também lembra que a melhor forma de evitar a doença é a prevenção! Vale reforçar que nem o autoexame, nem a calculadora de risco, substituem a consulta ao dermatologista da Instituição.

Encontre um dermatologista associado à SBD clicando aqui.

Sobre a Sociedade Brasileira de Dermatologia

A SBD é a única instituição reconhecida oficialmente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) como representante dos dermatologistas no Brasil. É a maior entidade dermatológica da América Latina e a quarta maior do mundo, com mais de 9.400 associados. Está presente em 23 estados brasileiros por intermédio de suas Regionais, bem como em 85 hospitais universitários credenciados à instituição.

A regra do ABCDE da pinta ajuda na suspeita de uma lesão maligna e sinaliza que um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia deve ser procurado.

– Assimetria: a metade da pinta não “casa” com a outra metade. Pintas perigosas ou melanomas tendem a ter uma assimetria de cores e forma.
– Bordas: lesões malignas apresentam bordas irregulares, dentadas ou com sulcos, com interrupção abrupta na pigmentação da margem.
– Cor: a coloração não é a mesma em toda pinta. Lesões muito escuras ou que apresentem diferentes tons em uma mesma lesão devem ser avaliadas, pois podem indicar malignidade.
– Diâmetro: lesões que crescem rápido de diâmetros, principalmente aquelas maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.
– Evolução: toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, tamanho e relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.

Outra forma de avaliar o risco da doença é pela “Calculadora de Risco para Câncer da Pele”,  disponível no site, clique aqui.

Câncer de pele também pode atingir os lábios; fotoproteção é fundamental

Sendo causado principalmente pela exposição excessiva e sem proteção ao sol, este tipo de câncer atinge principalmente o lábio inferior de pessoas com fototipos de pele baixos. Dermatologista Valéria Marcondes explica quais os principais tratamentos da doença e como preveni-la.

O câncer da pele é um dos tipos de câncer mais comuns, correspondendo a 33% dos diagnósticos da doença no Brasil. E, por mais estranho que possa parecer, o câncer de pele não se restringe apenas ao tecido cutâneo, podendo atingir também os lábios, uma região extremamente delicada, de pele fina, formada por uma semimucosa, ou seja, uma transição da mucosa oral para a pele estratificada que a gente tem ao redor dos lábios.

“Assim como outros tipos de câncer, o câncer de lábios ocorre devido a um crescimento anormal e acelerado de células cancerígenas, sendo que sua principal causa é a exposição excessiva e sem proteção aos raios ultravioletas do sol. Mas, apesar da exposição solar ser o principal fator, o tabaco e o álcool também possuem papel importante no desenvolvimento do câncer de lábio”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

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Segundo a especialista, este tipo de câncer tende a aparecer principalmente no lábio inferior, pois estes ficam mais expostos ao sol devido a sua posição, e em pessoas de pele clara. “Pessoas de fototipos de pele mais baixos possuem menos melanina, pigmento que dá cor a pele e que a protege da ação dos raios solares. Dessa forma, quem tem a pele mais clara acaba desenvolvendo câncer de pele e de lábios mais facilmente. O que, claro, não quer dizer que pessoas de fototipos altos não possam desenvolver este tipo de câncer, apenas estão mais protegidas”, completa.

E, apesar do câncer de lábios poder demorar anos para aparecer, já que os danos dos raios solares são cumulativos, alguns sinais podem surgir antes da doença se instalar de fato. Um exemplo é a Queilite Actínica, uma doença que afeta o lábio devido à exposição constante e desprotegida ao sol e que, apesar de ainda não ser um câncer, tem grande potencial de se tornar maligna.

“Podendo permanecer por muitos anos antes de se transformar em um câncer, a Queilite Actínica é bastante comum em profissionais que trabalham em ambientes externos e começa com uma pequena descamação da área dos lábios que pode evoluir para feridas que não cicatrizam. Em casos mais graves, o lábio incha e podem aparecer manchas brancas e vermelhas, bolhas e sensação de queimação na região”, alerta a médica.

Outros sintomas da doença incluem sangramento, dor e o surgimento de feridas, lesões, bolhas, úlceras e nódulos que não desaparecem na região dos lábios. Ao encontrar qualquer um deles, o mais importante é que você consulte um médico especializado. Apenas ele poderá realizar uma avaliação de seus lábios, pedir exames para confirmar a doença, como uma biopsia, e dar o diagnóstico correto, indicando o melhor tratamento para o seu caso.

“Assim como outros cânceres, o tratamento depende do estágio, do quão rápido a doença está progredindo e da saúde do paciente no geral. Se o tumor ainda estiver pequeno, pode ser realizada uma cirurgia para removê-lo, com a possibilidade de uma segunda intervenção para a reconstrução do lábio, dependendo do quanto a estrutura foi afetada. Já em casos em que a doença está em estágios mais avançados, a radioterapia e a quimioterapia podem ser usadas para diminuir o tumor antes de removê-lo cirurgicamente e depois da cirurgia para reduzir o risco de reincidência”, destaca a dermatologista.

Porém, prevenir a doença ainda é o melhor remédio e evitar o câncer não é tão difícil, basta adotar alguns cuidados e hábitos básicos a sua rotina diária. Por exemplo, é fundamental que, além de evitar fumar e ingerir álcool, você não faça sessões de bronzeamento artificial, utilize chapéus e bonés sempre que for se expor ao sol e, o mais importante, aplique diariamente protetores labiais com fator de proteção solar de no mínimo 30 FPS, reaplicando sempre a cada duas horas.

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“É essencial também que você consulte um médico regularmente para detectar qualquer indicio de câncer precocemente. Quando diagnosticado nos primeiros meses do aparecimento, praticamente 100% dos casos de câncer de lábios são curados rapidamente e com pouco ou nenhum dano estético”, finaliza Valéria.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da clínica que leva seu nome, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser.