Arquivo da categoria: Câncer de Pele

Protetor solar colorido barra dano da luz visível à pele*

Há algo de errado em relação à exposição das pessoas ao sol. Mesmo com o aumento no consumo de protetores solares em todo o mundo, o número de casos de câncer de pele continua a crescer. Um dos principais motivos pode ser a ação da luz visível, que também causa danos à pele e não é bloqueada por protetores solares convencionais.

Essa foi a conclusão de uma equipe do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da Fapesp. Os pesquisadores descreveram, em artigo publicado no Journal of Investigative Dermatology, o mecanismo dos efeitos combinados do dano provocado pelos raios UVA e pela luz visível nas células que produzem queratina.

“Sabia-se que a luz visível provocava dano na pele, porém avançamos no entendimento dos mecanismos ao demonstrar que os raios UVA estimulam o acúmulo de um pigmento chamado lipofuscina, que atua depois como fotossintetizador da luz visível na epiderme”, disse Maurício Baptista, professor do Instituto de Química da USP e membro do Cepid Redoxoma, à Agência Fapesp.

“Basicamente, o UVA causa um dano na pele e a luz visível amplifica”, disse. De acordo com Baptista, para se proteger da luz visível seria necessário usar uma barreira física, como o uso de roupas e panos, ou um protetor solar colorido.

“O protetor colorido não deve ser de qualquer cor. A ideia é que seja da tonalidade da pele de cada pessoa. Desenvolvemos um produto que contempla a proteção dos raios UVA, UVB e também da luz visível. Ele usa nanopartículas revestidas com filme fino de melanina. Este invento está patenteado [em nome da USP, com apoio da FAPESP] e estamos buscando parcerias para produzi-lo”, disse.

O mecanismo de dano da luz visível é parecido com o dos raios UVA. Ambos atuam por meio da excitação luminosa e da promoção de estados excitados nas células da epiderme.

O mecanismo é completamente diferente, por exemplo, do encontrado nos raios UVB, que são absorvidos diretamente pelo DNA das células da epiderme, tendo resposta muito mais rápida – inicialmente a vermelhidão para quem produz menos melanina – e um maior dano à pele. O infravermelho tem o efeito de uma radiação de calor que expande os vasos e provoca uma inflamação.

“É preciso saber que a maneira como estamos nos protegendo do sol está errada. Além de exagerada, pois os índices de vitamina D estão cada vez mais baixos na população brasileira, porque não pegamos um mínimo de sol necessário sem protetor. Não estamos evitando a luz visível, que também causa dano na epiderme e não é barrada pelo filtro solar”, disse Baptista.

Por outro lado, proteger-se dos raios UVB é fundamental. “Outra interpretação errada de nosso estudo seria dizer que não é preciso usar protetor solar. Não é isso. O UVB é muito mais tóxico do que o UVA e do que a luz visível. Só que tem havido um aumento na ocorrência de cânceres mais profundos, até porque a população se protege do UVB há, pelo menos, 40 anos, mas por muito tempo não havia protetores contra o UVA. Contra o visível não tem até hoje”, disse.

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Estudo realizado no Cepid Redoxoma esclarece mecanismo de ação da luz visível na epiderme e põe em questão o modo como os protetores solares são utilizados pela população (foto: Wikimedia)

Lesão nos queratinócitos

A radiação UVA penetra de maneira mais profunda na epiderme e provoca outro tipo de dano, que é perceptível no longo prazo. “Acreditamos que os tipos de câncer de pele caracterizados pela exposição ao UVA devem ter muito da ação da luz visível, que nunca foi contabilizada. Os danos do UVA e da luz visível são parecidos, eles agem em conjunto. Tanto o dano oxidativo do UVA quanto do visível causam oxidação no DNA”, disse Baptista.

A equipe do Redoxoma já havia estudado, em 2014, como as células produtoras de melanina, os melanócitos, respondiam à luz visível. O novo trabalho vai além e analisa como as células produtoras de queratina (queratinócitos), que correspondem a maior parte das células da epiderme, são lesionados pela luz visível.

Baptista conta que os queratinócitos sofrem primeiro o dano pela radiação UVA, fazendo com que essas células produzam lipofuscina, um fotossensibilizador de luz visível – célula que absorve e destrói pigmentos. Quando isso ocorre, os queratinócitos se tornam sensíveis à luz visível. “Vimos que não é só o melanócito da epiderme que sofre com os efeitos da luz visível, o queratinócito também”, disse.

A luz visível tem um efeito menor de dano à pele em comparação a outros tipos de raios solares, mas a resposta na epiderme é amplificada quando a pele não é mais saudável e sofreu dano por radiação UVA. Além disso, 45% da radiação solar que atinge a pele é composta de luz visível e somente 5% de ultravioleta.

“Avançamos na compreensão sobre o dano na pele causado pelos tipos de radiação, mas é preciso alertar que tomar sol é importante. A pele fica mais saudável em quem toma um pouco de sol por uma série de fatores. O principal é a produção de vitamina D, que só ocorre se a pele é exposta sem o protetor solar. Quanto é esse pouco de sol? Depende muito do tipo de pele e de onde a pessoa está no planeta, da latitude, da altitude. Infelizmente, não existe uma tabela dizendo quanto a pessoa precisa tomar de sol”, disse Baptista.

O artigo Lipofuscin generated by UVA turns keratinocytes photosensitive to visible light (doi: 10.1016/j.jid.2017.06.018), de Paulo Newton Tonolli, Orlando Chiarelli-Neto, Carolina Santacruz-Perez, Helena Couto Junqueira, Ii-Sei Watanabe, Felipe Gustavo Ravagnani, Waleska Kerllen Martins, Maurício S. Baptista, pode ser lido no Journal of Investigative Dermatology.

*Maria Fernanda Ziegler | Agência Fapesp

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Sol forte acelera preocupações com câncer de pele; saiba fazer autoexame

Dermatologista explica dicas para realizar o autoexame da pele e identificar lesões – caso haja dúvida um médico deve ser consultado imediatamente.

Ainda estamos na primavera, mas as temperaturas estão bem altas e o sol não dá trégua. Diante deste clima, é importante saber que o melanoma é o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais grave com relação à possibilidade de metástase. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2016 foram 5670 casos no Brasil. A última estimativa do órgão sobre as mortes é de 2013, com 1547 casos.

Causas

Embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e de se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico Precoce: embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. “Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, explica a médica.

Autoexame: o autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça intima, sutiã, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções. A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando. “Podemos realizar este procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica Claudia.

As dicas para o autoexame são:

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-Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
-Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.

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Foto: Birthorderplus

-Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
-Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
-Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o sutiã. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
-De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.

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-Sentada(o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
-Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

De acordo com a dermatologista, este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele muito clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista.

Lesões preocupantes

Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta a dermatologista.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

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“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada. “Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda Claudia.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB, Membro da American Academy of Dermatology e CME na Harvard Medical School.

Moda e proteção solar juntas

Moda com proteção solar. Ao que tudo indica, essa é uma tendência que veio para ficar. Com a proximidade da primavera, as temperaturas se elevarão cada vez mais, e contar apenas com o protetor solar parece não ser a melhor solução. Foi pensando nisso que a Litoraneus, referência nacional na fabricação de roupas e acessórios com proteção UV, desenvolveu um tecido com tecnologia capaz de absorver até 90% dos raios solares.

A ideia surgiu em 2010, quando a família Lima, que trabalhava com confecção de roupas esportivas desde 1986, saía para velejar pelos mares de Recife, Pernambuco e  se preocupava com a exposição ao sol. “Percebemos que só o protetor solar não era suficiente. Como já tínhamos experiência em confecção, resolvemos desenvolver junto aos nossos fornecedores um tecido com FPU 50+ permanente, que não sai com as lavagens”, lembra Neto Lima, diretor comercial da marca.

A preocupação faz todo sentido. O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), são cerca de 176 mil novos casos por ano no país. Entre as principais causas estão a exposição excessiva à radiação ultravioleta do sol, e, em menor escala, até a lâmpadas fluorescentes, em ambientes fechados.

Sabendo disso, a família se dedicou a desenvolver roupas e acessórios com proteção, mas sem abrir mão do gosto pela moda. “Nossos produtos são desenvolvidos pensando no dia a dia das pessoas, e não apenas no momento em que elas estão na praia ou praticando atividades físicas a céu aberto. Unimos os benefícios da proteção UV ao nosso antigo gosto pela confecção”, destaca Neto.

Um dos maiores diferenciais da marca é que todos os produtos possuem laudos e são certificados pela Arpansa, o único órgão no mundo responsável por testar fator UV em roupas e acessórios, que fica na Austrália. Dermatologistas se unem aos estilistas para participar do desenvolvimento das coleções, garantindo uma harmonia perfeita entre as duas áreas.

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Os produtos atingem tanto as classes sociais A e B quanto a C. “O cliente se sente atraído pela beleza das peças e, não se importa em pagar um pouco mais caro pela proteção UV. Ele compra um plus”, confirma Neto. Além disso, há os que compram por necessidade, de acordo com recomendações médicas.

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Todo esse cuidado tem impulsionado fortemente a expansão da rede, que atua por meio da licença de marca. Atualmente, são cerca de 80 unidades espalhadas pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Os produtos são encontrados exclusivamente nas lojas da rede.

Informações: Litoraneus

 

 

Setembro Lilás: mês de combate e prevenção do câncer em animais

Prevenção e combate ao câncer. Nos últimos anos a doença se tornou uma das mais temidas. Segundo o INC (Instituto Nacional do Câncer) a previsão é que surjam cerca de 596 mil novos casos da doença neste ano no país, no entanto, o que muitos desconhecem é que a relação entre homens e animais vai além da amizade e afeto. E enfermidades, como o câncer, têm se tornado cada vez mais frequentes também em nossos amigos de quatro patas.

Por isso, a Fórmula Animal, especializada em oferecer medicamentos manipulados a animais em formas e sabores diferenciados, promove a ação Setembro Lilás, que tem como objetivo diminuir os diagnósticos da doença em animais, prolongando sua qualidade de vida, enfatizando aos donos a importância de levar o bichinho ao veterinário para consultas de rotina.

A novidade para a campanha 2017 é que a Fórmula Animal irá disponibilizar durante o mês de setembro cursos ao vivo em sua página do Facebook, abordando informações e novidades sobre o câncer nos animais com profissionais renomados da área veterinária para falar sobre o tema.

O calendário engloba as palestras do Dr. Paulo Jark, mestre em Clínica Médica com enfoque em Oncologia Veterinária (UNESP – Jaboticabal-SP), Professor de Clínica Médica de Pequenos Animais da Universidade Brasil e membro da Comissão Científica da Sociedade Latino Americana de Oncologia Veterinária – SLOVET, que ministra, ao vivo, o Webinar sobre Tumores Mamários, uma das principais causas de câncer nos animais, voltado para veterinários.

Durante a conferência ele irá abordar temas como causa, prevenção, tratamento adequado, substâncias mais utilizadas no tratamento desse tipo de doença, entre outros assuntos. Com o objetivo de esclarecer dúvidas, tanto para veterinários como tutores dos pets, Anderson Rodrigues, médico veterinário (Universidade Norte do Paraná) com especialização em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais (UNOPAR) e mestre em cirurgia e anestesiologia veterinária (UNIFRAN), comanda as palestras 4 sintomas que seu pet apresenta que podem diagnosticar o câncer animal e 5 passos para prevenir o câncer no seu pet.

Por meio de transmissões, ao vivo pela fanpage da Fórmula Animal, o veterinário foca em questões sobre a doença, sintomas, além de prevenção, de maneira didática e objetiva respondendo a pergunta dos internautas.

“Temos que propagar a cultura sobre a conscientização dos riscos e da importância para evitar esse tipo de enfermidade, especialmente em pets idosos que são mais propensos a terem algum tipo de tumor de mama, pele ou linfoma. Caso seja detectado em estágio inicial, ele pode ter uma vida longa, com excelente qualidade, podendo até mesmo chegar à cura. Desta forma, esperamos mostrar para as pessoas que ainda desconhecem a importância da prevenção levem seus bichinhos para realizar check-ups, garantindo assim sua saúde”, ressalta Renata Piazera, farmacêutica da rede.

A especialista aponta ainda algumas dicas sobre como minimizar o diagnóstico nos animais:

1. Uso de protetor solar
Para prevenir um possível surgimento de câncer de pele é recomendado aplicar protetor solar, principalmente em animais de pelagem clara, como Boxer, Dogo Argentino, Bull Terrier e Pit Bull. E em gatos brancos ou albinos, além de, é claro, evitar exposições prolongadas ao sol. A ocorrência de tumores é maior em regiões que são menos pigmentadas e possuem pouco pelo, como região abdominal, orelha e focinho.

2. Realizar exames de diagnóstico em fêmeas
Recomenda-se realizar um exame de palpação de mamas em cadelas e gatas para controlar e evitar o surgimento de tumores mamários. Todas as mamas devem ser palpadas cuidadosamente, inclusive o espaço existente entre elas. Vale lembrar que as cadelas possuem cinco pares de mamas e as gatas quatro pares. Ao localizar um nódulo é necessário procurar imediatamente um veterinário de confiança para realização de exames complementares e início do tratamento.

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3. Castração Precoce
As fêmeas castradas antes de um ano de idade têm chance reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. Além disso, a retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os seis anos de idade.

4. Fique atento à dieta do animal
A falta de nutrientes significa baixo teor de antioxidantes na dieta e esses componentes são responsáveis por prevenir o aparecimento de tumores. Por isso, a recomendação é alimentar os animais com ração própria para cães e gatos de boa qualidade, rica em ômegas 3 e 6 e outros antioxidantes, evitando oferecer restos de alimentos. A obesidade também é um risco para diabetes e doenças cardíacas.

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5. Cuidado na hora da reprodução*
Alguns tutores têm como hábito colocar seu bichinho para se reproduzir. Nesses casos é recomendado levar o pet ao veterinário para um check-up do sistema reprodutivo, assim como o parceiro dele. É recomendado evitar o cruzamento de animais domiciliados com animais de rua já que o contato sexual favorece o aparecimento de Tumor Venéreo Transmissível (TVT).

6. Pratique atividades físicas
Realizar atividades físicas leves ou moderadas diariamente com o animal, seja corrida ou caminhada, diminui os sintomas de estresse e o risco de desencadear o aparecimento de tumores nos órgãos.

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7. Sintomas
Os sintomas variam de acordo com o tipo de tumor e o estágio da doença. Entretanto, é preciso ficar atento em relação a sinais de emagrecimento, dificuldade ao se alimentar e/ou beber, cansaço em excesso, sangramentos sem motivo aparente e problemas ao urinar e defecar. Também é preciso considerar a possibilidade de câncer quando ferimentos cutâneos ou de mucosas não cicatrizam, mesmo diante de tratamento.

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Foto: Pixabay

8. Tratamento
Em alguns casos, a quimioterapia é o tratamento mais eficaz já que danifica as células cancerígenas que se multiplicam rapidamente, embora, ele seja agressivo ao paciente. No entanto, dependendo do estágio da doença e do tipo de câncer ele pode ser combatido pelo meio cirúrgico ou medicamentoso. Nesse caso, é importante tomar alguns cuidados ao manusear a medicação, como a utilização de luvas para administrar o medicamento e recolhimento dos dejetos evitando contato com os compostos.

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Programação
Data: 14 de setembro (quinta)
Serviço – Live – 4 sintomas que seu pet apresenta que podem diagnosticar o câncer animal
Horário: 12h30
Link: https://www.facebook.com/formulanimal/
Palestrante: Dr. Anderson Rodrigues, médico veterinário.

Data: 21 de setembro (quinta)
Serviço – Live – 5 passos para prevenir o câncer no seu pet
Horário: 12h30
Link: https://www.facebook.com/formulanimal/
Palestrante: Dr. Anderson Rodrigues, médico veterinário.

Fonte: Fórmula Animal Farmácia de Manipulação Veterinária

Cabelegria, Instituto de Câncer Dr. Arnaldo e Rede de Combate ao Câncer inauguram Banco de Perucas

Lançamento acontece amanhã, 25 de agosto, às 10h, e contará com 50 manequins e reabastecimento eterno da ONG para distribuição de perucas gratuitas às pacientes

Com patrocínio da Rede Feminina de Combate ao Câncer de POÁ e SUZANO, o Cabelegria, ONG que confecciona perucas para pacientes com câncer, ganhará um novo banco de perucas em São Paulo: no Instituto de câncer Dr. Arnaldo.

A inauguração, que será nesta sexta-feira, 25 de agosto, às 10 horas, vai marcar uma nova era às pacientes que perderam sua autoestima devido à doença.

Para quem não conhece, desde sua criação, em 2013 a ONG conseguiu arrecadar mais de 100 mil doações de fios, de todas as partes do planeta, ou seja, o que era para ser um projeto pontual, tornou-se uma Corrente Mundial do Bem. De lá para cá, já foram realizadas milhares de entregas gratuitas para crianças e mulheres, além das inúmeras doações feitas para hospitais e casas de apoio.

Hoje, o Cabelegria tem a capacidade de produzir mais de 10 mil perucas com toda a quantidade de cabelos arrecadados e, no Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, com o apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Poá e Suzano, um espaço com 50 manequins estarão à disposição das mulheres e crianças que lá se tratam, com reabastecimento frequente, para que nunca faltem perucas para doações.

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Sem sede própria, além do primeiro Banco de Perucas (inaugurado há pouco mais de um ano no Hospital Santa Marcelina), a ONG não possui fila de espera. Todos os pedidos são enviados gratuitamente por Sedex ou entregues em eventuais ações feitas em São Paulo e fora da capital.

“Com o Banco de Perucas no Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, nós conseguiremos entregar com mais rapidez os cabelos às pacientes, que muitas vezes deixam de se olhar no espelho devido à queda”, explica Mariana Robrahn, fundadora do Cabelegria.

“O cabelo faz parte da composição do corpo e a perda dele muitas vezes impacta na diminuição da autoestima. Nossa doação vai além da vaidade, ela é um ato de amor que também auxilia na cura”, diz Mylene Duarte, outra fundadora do Cabelegria.

“O banco de perucas será às pacientes do Hospital, mas trata-se de um projeto piloto, que servirá de exemplo para novas parcerias em outras instituições em breve”, completa Mariana.

Importância do Novo Banco de Perucas

A primeira instituição brasileira destinada ao estudo do câncer, o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, foi idealizado em 1920, pelo Dr. Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, então diretor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo. Este médico que se impressionou com o flagelo do câncer, iniciou um movimento a fim de arrecadar fundos para a criação de uma entidade que tratasse da doença, utilizando-se do radium e de outros métodos eletrofísicos e cirúrgicos para o tratamento da doença.

Foi então formada uma comissão com membros da Sociedade de Medicina, os doutores Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, Oswaldo Pimental Portugal e Raphael Penteado de Barros. Porém, apenas em 05 de novembro 1929, o hospital conseguiu abrir suas portas, em terreno cedido pela Santa Casa de São Paulo, onde funciona até hoje. Desde então, não deixou mais de prestar este essencial serviço para a comunidade.

Com perfil filantrópico é dedicada ao ensino, pesquisa e à assistência à saúde no combate ao câncer, tendo por objetivo: promover o diagnóstico, a prevenção à detecção e o tratamento do câncer; incentivar investigações científicas relativas aos problemas de câncer e dos agentes empregados no seu tratamento; promover cursos de especializações e aperfeiçoamento de suas finalidades e cooperar nas campanhas de combate ao câncer, com entidades públicas ou privadas, nacionais e estrangeiras.

Hoje, o Instituto de Câncer Dr. Arnaldo é uma instituição de atendimento 100% SUS. Atende média e alta complexidade, em 13 especialidades, além de equipe multidisciplinar composta por Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Fisioterapia e Serviço Social. A unidade hospitalar conta com: Unidade Principal, 69 leitos de enfermaria, 8 leitos de UTI; 4 salas cirúrgicas; Unidade de Pronto Atendimento 24h; Ambulatório com 15 consultórios; Serviços de Quimioterapia e Radioterapia; Serviço de Medicina Nuclear; Centros de Diagnóstico por Imagem; Laboratórios de Análises Clínicas e Patologia.

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Em 2016, o Instituto de Câncer Dr Arnaldo alcançou números surpreendentes, tais como Aplicações de Radioterapia (252.936); Aplicações de Quimioterapia (30.439); Pacientes Novos (14.726); Consultas em Pronto Atendimento (18.624); Consultas (95.752); Cirurgias Realizadas (5.016) e Exames (370.366). Esses resultados beneficiaram a população da cidade de São Paulo e também de municípios vizinhos, atingindo até outros Estados da Federação.

Em consonância com a Política Nacional de Humanização, o Grupo de Humanização do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo tem como objetivo a valorização dos sujeitos envolvidos no processo de produção de saúde, entendo como sujeitos, paciente, familiares e profissionais da saúde.

“O impacto do diagnóstico e os efeitos do tratamento oncológico suscitam no paciente uma gama enorme de sentimentos. Nesse sentido buscamos oferecer um cuidado que transcende a doença em si, integrando os aspectos psicossociais e existenciais”, diz Simone Ansarah, subcoordenadora da Humanização.

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“As parcerias são fundamentais na busca da oferta de um tratamento integral e o Banco de Perucas é mais uma conquista do Grupo de Humanização do Instituto de Câncer Dr. Arnaldo, que visa proporcionar à paciente o resgate da autoestima, enfatizar a importância do autocuidado e promover qualidade e de vida”, completa.

Já a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Poá e de Suzano ajudam a difundir na comunidade conhecimentos gerais sobre o câncer visando a prevenção e o diagnóstico precoce. Nos unimos para realizar esse sonho do Instituto e da ONG Cabelegria. A criação do Banco de Perucas com certeza irá ajudar muitos pacientes e para nós é um prazer poder participar dessa parceria.

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SERVIÇO
Lançamento Banco de Perucas Cabelegria no Instituto de Câncer Dr. Arnaldo promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Poá e Suzano
Data: 25 de agosto, sexta-feira, 10h
Local: Rua Dr Cesário Mota Jr, 112 – Vila Buarque, São Paulo – SP

 

Você sabe a diferença entre filtros solar físico e químico?

O protetor solar é um produto que não pode faltar na rotina de cuidados com a pele de homens e mulheres – até por questões de saúde. Seu uso é essencial em qualquer estação do ano para blindar a pele contra os raios UVA e UVB, prevenindo manchas e doenças, como o câncer de pele. Seu uso é indicado inclusive no frio, estação em que as pessoas deixam de usar proteção solar por conta dos dias mais cinzas. Mas mesmo nas temperaturas mais baixas, nossa pele continua exposta e recebendo raios solares.

Mas você sabia que existe mais de um tipo de filtro? Ele pode ser encontrado nas fórmulas química e física.

O tipo mais popular é o protetor químico, que é composto de agentes químicos, os quais penetram em uma camada superficial da pele. Ele permite que os raios solares entrem na pele, mas não causem danos. Já o protetor físico é composto de óxido de zinco e/ou dióxido de titânio, ingredientes naturais que contam com proteção natural de amplo espectro, protegendo contra os raios UVA e UVB. Diferente do protetor químico, ele não penetra a pele, criando uma espécie de camada protetora por onde os raios solares são refletidos, um verdadeiro bloqueador solar.

Conheça abaixo algumas opções de protetores com filtros químico e físico e escolha o seu:

Protetor solar químico

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Protetor Solar Corporal Anthelios XL Protect FPS 30| La Roche-Posay – R$ 59,90 (200ml)promove uma alta proteção UVA/UVB, com uma textura ultraleve que garante uma hidratação por até oito horas.

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Idéal Capital Soleil FPS 50 | Vichy – R$ 64,90 (200ml): possui avançada tecnologia de filtros (MEXORYL XL+ SX) que garantem a máxima proteção contra raios UVA + UVB com ação hidratante intensiva de até oito horas. Com textura leve e de rápida absorção, Idéal Soleil Hydrasoft não deixa resíduos brancos na pele e possui ativos hidratantes como a glicerina e vitamina E, que garantem uma pele macia e aveludada e é enriquecido com água termal mineralizante de Vichy.

Protetor solar físico

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Physical Fusion UV Defense FPS 50 | SkinCeuticals – R$ 149,90 (50ml): ideal para todos os tipos de pele, inclusive as sensíveis, sensibilizadas por procedimentos dermatológicos, como peelings e lasers. Benefícios: proporciona alta proteção solar contra a radiação UVB (FPS 50) e UVA (PPD 21) + cor de base universal que se adapta aos diferentes tons de pele.

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Sheer Physical UV Defense FPS 50 | SkinCeuticals – R$ 149,90 (50ml): ideal para todos os tipos de pele, inclusive as sensíveis, sensibilizadas por procedimentos dermatológicos, como peelings e lasers. Benefícios: proporciona alta proteção solar contra a radiação UVB (FPS 50) e UVA (PPD 21).

Fonte: Provisa

 

 

Radiação UV também é perigosa no inverno, por Neto Lima*

Com a chegada do inverno, a preocupação que antes era em relação à proteção ao sol, passa a ser manter o corpo quentinho. Porém, é justamente durante esse período que as radiações ultravioletas podem ser ainda mais perigosas.

A ausência de sol engana e a baixa nebulosidade também pode provocar um aumento do índice de raios UV. Com menos nuvens para proteger, os raios ultravioletas acabam chegando com mais intensidade à superfície. Por isso mesmo, as pessoas não devem se descuidar.

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD, são cerca de 176 mil novos casos por ano no país. Entre as principais causas estão justamente a exposição excessiva a esse tipo de radiação.

Sendo assim, além dos cuidados comuns, como evitar a exposição ao sol em determinados horários e usar protetores solares, uma alternativa que tem se mostrado cada vez mais eficiente é o uso de roupas e acessórios com proteção UV.

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Capazes de absorver até 90% dos raios solares, esses produtos ainda atendem a diferentes gostos e estilos. Muito além das opções praia e esportiva, atualmente, é possível encontrar roupas e acessórios que podem ser usados no dia a dia, sem abrir mão do gosto pela moda.

Contudo, para garantir a eficácia do material é importante comprovar a qualidade dos produtos comercializados pela marca que você escolher. Para isso, é essencial verificar se as roupas são certificadas pela Arpansa**, único órgão no mundo responsável por testar fator UV em roupas e acessórios.

Não se engane acreditando que só porque as temperaturas estão mais baixas sua pele está protegida. Estar exposto à radiação pode tanto provocar o envelhecimento precoce da pele, quanto fazer surgir pintas que, futuramente, podem propiciar o surgimento de câncer. Por isso, proteção nunca é demais.

*Neto Lima é Diretor Comercial da Litoraneus, referência nacional na fabricação de roupas e acessórios com proteção UV.

**Australian Radiation Protection and Nuclear Safety 

 

Verão exige cuidado redobrado com a pele e os cabelos

Especialista dá dicas fundamentais para a estação mais quente do ano

O verão e as férias têm levado inúmeras pessoas às praias do país. Porém, a diversão no litoral deve vir acompanhada de alguns cuidados com o sol para evitar problemas futuros. Para se ter uma ideia, o câncer de pele, ocasionado pela exposição excessiva ao sol, é o câncer mais frequente no Brasil, com 176 mil casos registrados ao ano. Por isso, os dermatologistas fazem algumas recomendações a fim de garantir a alegria constante nas férias.

O protetor solar deve ser o primeiro item a ser colocado na mala. Mas, para garantir sua eficácia é necessário escolher o tipo certo. Para isso, é importante entender alguns fatores a respeito das emissões solares. “O sol emite dois tipos principais de radiação que prejudicam a pele, a UVA (Ultravioleta A) e UVB (Ultravioleta B). O UVA está presente durante todo o dia e é o principal responsável pelo bronzeamento tardio. Já o UVB é o principal responsável pelas queimaduras solares e manchas, com maior incidência das 10h às 16h ”, explica o médico dermatologista André Lauth.

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Sabendo disso, ao escolher o protetor alguns critérios precisam ser observados. Por exigência da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), todo protetor solar deve conter em sua embalagem o FPS (que mede a proteção contra UVB) e o PPD (que mede a proteção contra UVA). Segundo Lauth, o ideal é que o protetor solar tenha um FPS 30 ou maior. “Já o PPD, pode estar na embalagem como um número, que deve ser pelo menos 1\3 do FPS, ou em sinais de positivo (+). Um sinal significa baixa proteção UVA e três, alta proteção UVA”, explica.

A escolha deve levar ainda em consideração o tipo de pele de cada um. Peles secas, geralmente, aceitam bem a maioria dos produtos disponíveis no mercado. Entretanto, as pessoas com pele mistas e oleosas devem escolher protetores com toque seco, oil control (com controle de oleosidade) ou oil free (livre de óleo), informações que devem estar presentes nos rótulos dos produtos. Em relação à quantidade a ser aplicada para que o filtro forneça a proteção descrita na embalagem, os dermatologistas orientam o uso de 1 a 1,5 grama de protetor solar, o que equivale a uma colher de chá, isso apenas no rosto.

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“A maioria das pessoas tem por hábito usar menos que 0,5, grama, o que faz com que o filtro não proteja de acordo com as informações do rótulo. Por esse motivo, nós dermatologistas, indicamos o uso de protetores com FPS acima de 50. O produto deve ser aplicado 15 a 30 minutos antes do início da exposição ao sol, devendo ser reaplicado a cada 2 horas e/ou após banhos de ducha, mar e piscina”, detalha Lauth.

O sol é ainda um grande vilão para os cabelos e lábios. No caso dos cabelos, o ideal é usar produtos leave in (cremes sem enxágue) com protetor solar e ao fim do dia lavar bem para retirar todo o creme, o excesso de oleosidade e/ou resíduos da água do mar/piscina. O uso de uma máscara hidratante de acordo com o tipo de cabelo também é recomendado.

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“Os cabelos com química devem receber ainda mais cuidado, pois já estão parcialmente danificados. Já os lábios, devem ser protegidos com protetores específicos. Estes devem ser aplicados pelo menos a cada duas horas ou antes, caso tenham sido removidos por bebidas e saliva, por exemplo”, completa o especialista.

Fonte: André Lauth é formado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná. É membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clinicocirurgíca.

 

Protetor solar não faz milagre: use corretamente para proteger sua pele

Para aproveitar o verão é preciso ter alguns cuidados com a pele. Afinal, o protetor solar, usado de forma isolada, não faz milagre. “Ele bloqueia os raios ultravioletas, mas não basta. Algumas pessoas podem fazer o seu uso de forma incorreta e, desta forma, não alcançam a proteção adequada”, afirma a dermatologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos Márcia Grieco.

Segundo a especialista, o protetor deve ser aplicado em quantidade generosa, sendo uma colher de sobremesa para cada área do corpo e reaplicado a cada duas horas e sempre que sair do mar ou da piscina, mesmo para os resistentes à água. Já os protetores em spray são ideais, principalmente, para áreas com pelo, como couro cabeludo e pernas (de homem), mas, se não forem bem aplicados podem deixar as áreas desprotegidas. Também é importante atentar ao horário de exposição ao sol, que deve ser até às 11 horas e após as 17 horas (horário de verão).

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Os produtos devem ser adequados ao tipo de pele. Para adolescentes e adultos jovens que costumam ter pele oleosa, o mais indicado é o uso de protetor à base de gel, fluidos ou oil free, que são menos gordurosos e não comedogênicos, que não bloqueiam os poros, evitam a produção de óleo na pele e a formação de acnes.

Mulheres na menopausa podem usar em formato de creme, pois a pele é mais seca. Para quem tem melasma (manchas escuras na pele ocasionadas pela exposição solar) ou manchas por alterações hormonais na gravidez ou uso de anticoncepcionais devem usar protetores com fator mais alto, e, se possível, também se proteger com chapéu, boné, óculos.

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De acordo com a médica, o protetor solar com cor, usado como base para o rosto, protege mais do que os comuns, pois seu pigmento funciona como uma barreira contra os raios solares, além de esconder manchas e imperfeições da pele. Mas, não ache que, por isso, pode usar maquiagem na praia. “Nunca vá para a praia ou piscina com algum tipo de cosmético, seja batom ou perfume, pois pode causar uma reação alérgica”, explica a especialista.

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Para crianças de até seis anos, prefira filtros solares em cremes ou em loções com dióxido de titânio, que pode ser usado sem risco de toxicidade. “Também recomendo roupas com FPS 50, que protegem da radiação ultravioleta, sendo necessário apenas aplicar o protetor nas regiões expostas ao sol”, explica. Feitas de tecidos especiais quimicamente tratados com componentes fotoprotetores, as roupas são leves, não incomodam e podem ter alta durabilidade, conforme cuidados indicados por cada fabricante.

“O mais importante para qualquer tipo de protetor solar é estar atento ao rótulo, checar se tem FPS acima de 30 e se possui selo de qualidade atestado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ou pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois significa que foram testados e aprovados para o uso”, alerta a médica.

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A especialista ainda afirma que, após o banho, é importante passar hidratante ou óleo corporal à base de ureia e ceramidas, para que o bronzeado fique com uma cor mais bonita e duradoura. Para queimaduras e vermelhidões, são indicados produtos pós-sol, águas termais, cremes calmantes ou chá de camomila frio, que aliviam e refrescam a pele. Em casos mais graves, quando a pessoa sente muitas dores, calafrios, calor excessivo no local ou tem febre e formação de bolhas é preciso procurar um médico, pois é sinal de insolação e queimaduras mais profundas.

Fonte: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcellos