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A solidão e o vazio existencial, por José Pio Martins*

Em 1953, o psicoterapeuta Rollo May publicou uma obra memorável com o título O homem à procura de si mesmo, quando a humanidade, ainda sob os efeitos dos horrores da Segunda Guerra Mundial, estava em pessimismo profundo, debatendo Alberto Camus, para quem “a vida não tem nenhum sentido”. Tendo iniciado seus estudos em Viena, May completou seu doutorado em Nova York com louvor e buscava encontrar respostas para o vazio da vida.

Rollo May se perguntava: “Como é possível alcançar o bem-estar interior numa sociedade tão dilacerada?”. Para ele, o homem do século 20 trazia em sua essência um vazio existencial e a sensação de solidão, e asseverava que esse estado tinha a ver com o declínio da religião, mas também com as mortes, as torturas e as várias formas de agressão entre os humanos, fazendo mesmo parecer que a vida não tem sentido algum.

May anota, como dito pelo psicólogo William James, que o maior desejo do ser humano é ser amado e apreciado. Mas, nessa busca, a competição individual transforma o outro em adversário – quando não em inimigo – e bloqueia em grande parte as possibilidades de amar o próximo. Já naquela época, ele criticava o que hoje é visto como virtude nas organizações: a extremada competição, a necessidade de superar o próximo e o descarte dos menos capazes.

A sociedade moderna exalta os geniais e os de alta performance, o que é bom para a produtividade econômica. Mas a maioria da humanidade não é brilhante nem genial, senão apenas normal. Um dos desafios do mundo do trabalho no século 21 será como incorporar os fracos e os menos capazes, já que eles não poderão ser descartados nem abandonados.

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Assim como a alavanca de Arquimedes de Siracusa foi o recurso que permitiu a um homem franzino de 50 quilos mover uma pedra de uma tonelada, a tecnologia e a inovação deverão propiciar que os menos capazes tenham elevado desempenho. E, quando isso ocorrer, a competição individual mudará o foco; o outro deixará de ser um inimigo a ser derrotado e o espaço do amor ao próximo crescerá, permitindo, assim, que a solidão e o vazio existencial sejam reduzidos.

Em seus estudos, Rollo May refere-se a outro notável psicólogo: Viktor Frankl, que estivera nos campos de concentração de Hitler e fizera acuradas observações a respeito do comportamento humano em situação de tortura e sofrimento. Ele próprio vítima dos horrores da guerra, perguntava-se por que os prisioneiros submetidos a terríveis dores físicas e mentais não optavam pelo suicídio.

Tendo sobrevivido e retornado a seu consultório em Viena, quando um paciente se apresentava no limite da dor, ele perguntava: “Por que não opta pelo suicídio?”. Após estudos científicos acurados, ele publicou sua obra Em busca de sentido, para dizer que mesmo aqueles prisioneiros castigados até o limite da dor se apegavam a um fio de esperança, e o faziam porque suas vidas tinham sentido. E Frankl propõe a logoterapia, isto é, a busca de sentido, de uma razão por que viver. Eis aqui um desafio para cada um de nós.

José Pio Martins, economista e reitor da Universidade Positivo

*José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

 

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Reforma da Previdência: como a tecnologia também irá afetá-la

Uma das reformas mais aguardadas por todos os setores da sociedade é a da previdência. Por ser um tema que importa a cada um, tanto a empresários quanto a trabalhadores, o assunto está sempre nas rodas de conversa. Porém, muita desinformação tem sido propagada, seja por questões ideológicas ou por puro desconhecimento.

“A discussão sobre a reforma da previdência parte de premissas incompletas e que fazem com que o projeto em tramitação no Congresso, uma vez aprovado, tenha data de validade vencida. O argumento sobre ‘a conta que não fecha’ encontra razões facilmente mapeadas pelo IBGE, que projeta um crescimento até 2030 de 6,9% da população em idade ativa e de 70,6% dos cidadãos acima de 65 anos”, afirma o consultor de estratégia e coach Edson Moraes, do Espaço Meio.

Moraes frisa que outro aspecto delicado do tema é que não há garantia alguma de que pessoas de 50 anos encontrem emprego e contribuam por mais quinze anos. As empresas não declaram, mas sabemos que há preconceito na contratação de pessoas nesta faixa etária. “Contudo, as pessoas a favor ou contra a reforma esquecem-se, inocente ou propositalmente, de um aspecto que tornará os números ainda mais cruéis. A produção industrial e os serviços estão sendo transformados pela automação, pela robótica e pela inteligência artificial, aumentando a produção na mesma intensidade da redução do emprego para as pessoas em idade ativa, afetando todas as faixas etárias”, lembra.

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Para ele, os profissionais do futuro, não tão distante, precisam se preparar para trabalhar ao lado de sistemas, de robôs e de chatbots, não somente em atividades com mão de obra intensiva e rotinas repetitivas, mas em uma ampla gama de atividades ligadas aos serviços, tais como rotinas de advogados, de médicos e de professores. Profissões inimagináveis hoje serão criadas e a relação com o trabalho será transformada.

Além disso, a saída para a previdência deverá passar por uma reforma tributária ampla, na qual a tecnologia que substituirá a mão de obra deverá colaborar na manutenção de pessoas sem empregos. O governo deverá administrar políticas públicas que garantam um programa de renda mínima para a população e o modelo atual de previdência pública deverá ser adaptado a um sistema misto e opcional.

Um dos grandes desafios que Moraes enxerga é como preparar as próximas gerações para o futuro: “A escola precisará educar os jovens em temas como gestão financeira e empreendedorismo. Em um mundo com carência de empregos, a geração de renda poderá ser realizada por outros caminhos além da carteira assinada. As pessoas precisarão aprender a gerir seus recursos de forma independente, em uma atitude madura e responsável, cuidando cada um de sua própria previdência e se desvinculando dessa relação de dependência do governo”.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

“100 Dias Para Mudar” para quem deseja ativar o melhor potencial de si mesmo

O X.five, marca pertencente ao Grupo Bridge com foco no individuo, lança o livro “100 Dias Para Mudar – e ativar o potencial para liderar a sua vida através do X.Five”, de Magele Valdo, psicóloga que atua desde 2005 no Grupo e, atualmente, responde pela gerência do X.five.

O lançamento acontece nesta sexta-feira, dia 10, às 19 horas, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, 1731. O Grupo Bridge, reconhecido por soluções em desenvolvimento humano para empresas e organizações, lançou no último ano o programa X.five,   totalmente voltado para o desenvolvimento do indivíduo, independentemente de sua possível vinculação a alguma empresa.

Com foco no autoconhecimento e autodesenvolvimento, a proposta do livro abrange um ciclo, de 100 dias, que auxilia o indivíduo a se conhecer melhor e a montar um plano de desenvolvimento para se destacar em projetos pessoais e carreiras, baseado em cinco eixos: o físico (nosso corpo), o conhecimento (nossa mente), emocional (nossos sentimentos), o relacional (nossos vínculos) e o transcendental (nossos valores e propósitos).

Magele Valdo revela que a motivação para escrever o livro surgiu da necessidade de registrar o modelo do X.five para quem já o conhecia, como uma forma de se aprofundar no conhecimento. “Ao escrever o livro, fui sendo seduzida por um leitor imaginário que nada sabe sobre o assunto, mas que tem o desejo de entender porque já tentou algumas vezes mudar e não conseguiu. Fui escrevendo os conceitos, os exemplos e as dicas para este leitor”, revela a autora.

Ela conta também que a atual motivação com o obra é impactar as pessoas que querem mudar com um forte desejo de contribuir, mostrando um caminho. Para Magele, a expectativa com relação ao lançamento do livro no mercado é que o público reconheça que o livro é um meio, não um fim.

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“O que está escrito nele pode fazer toda a diferença na vida das pessoas. Cada um precisa fazer a sua parte, desenhar o seu plano e buscar o que precisa para se desenvolver. O livro não é uma teoria de autoajuda, ele é uma bússola. Sem a determinação do explorador, a bússola não leva a lugar nenhum”, completa a escritora.

Segundo a autora, o livro é voltado para todos os que querem se desenvolver e alcançar um novo patamar em suas vidas, seja com foco no papel profissional ou em outro papel. Todos os que querem conhecer um novo caminho para conquistar as mudanças que desejam. Todos os que querem liderar a própria vida.

Perfil da autora

Magele Valdo é formada em Psicologia e pós-graduada em Psicologia do Desenvolvimento e em Psicodrama com especialização em Sócio Psicodrama e Ciências Comportamentais. Possui experiência de 12 anos em orientação de carreira e psicologia organizacional. No Grupo Bridge, ela é gestora do X.five (frente voltada ao desenvolvimento individual), especialista em inovação e líder da Incubadora. Responsável pelo desenvolvimento de novos negócios inovadores e escalonáveis. É reconhecida pelos colegas por seu perfil iconoclasta, aquela com habilidade de romper paradigmas, criar e fazer diferente sempre, e por sua capacidade de aprofundar e dar consistência conceitual às ciências do desenvolvimento humano.

O livro está disponível para comercialização no site (clique aqui) e custa R$ 37,90.

 

 

Espaço Meio realiza workshop “(Re)Começar aos 50”

Objetivo é trabalhar, com pessoas dessa faixa etária, as dimensões que influenciam na elaboração de seus planos para o futuro

Algumas fases da vida costumam chegar trazendo muitos questionamentos, anseios, receios e expectativas. E os 50 anos talvez sejam aqueles que chegam trazendo mais dúvidas. A pessoa se questiona se ainda terá tempo de fazer o que gostaria, se fez as opções certas quando mais jovem, se está muito velha para isso ou nova para aquilo. Fica na dúvida se ainda é interessante para o mercado de trabalho, se deveria investir em uma outra carreira ou se vale a pena se tornar empreendedor nesta fase da vida.

Diante de tantas dúvidas tão comuns, o espaço meio resolveu organizar um workshop sobre a “virada dos 50”. O objetivo é trabalhar, com um grupo limitado de pessoas desta faixa etária, as dimensões que influenciam na elaboração de seus planos para o futuro.

“Dizem que idade é uma questão de opinião, pois pode mudar de acordo com o ponto de vista e o momento da vida de cada pessoa. Há bem pouco tempo, completar 50 anos significava iniciar a velhice. Hoje, pode ser uma data de transformações desejadas, planejadas e muito bem vividas. Passou a ser comum chegar aos 50 com uma grande disposição para realizar aquela aventura adiada há tempos, cursar outra faculdade, desenvolver um negócio, iniciar uma nova carreira, um novo romance e até ter filhos”, afirma um dos sócios do espaço meio, Edson Moraes.

“Para isto, é preciso se conhecer e reconhecer. Como estão meu corpo, minha mente, meus sentimentos, meus desejos e minha carreira? De onde parto e para onde irei?”, completa a também sócia Miriam Elias.

Para tentar jogar um pouco de luz sobre essas questões, que costumam surgir e tirar o sono de muita gente, as palestras abordarão não apenas o tema trabalho, mas também corpo, mente e sentimentos.

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Confira a programação:

9:00 às 9:30 Welcome Coffee
Abertura – Objetivos do workshop

9:30 às 11:00 Corpo
O corpo, seus mistérios e transformações
Dr. Ling Tung Yang – Médico Cirurgião Geral e Acupunturista

11:00 às 12:30 Mente
A meditação como um caminho para o autoconhecimento
Khalis Chacel – Biólogo Molecular e especialista em Técnicas de Regressão e Renascimento

12:30 às 14:00 Almoço

14:00 às 15:30 Sentimento
Como está minha vida afetiva, espiritual, sexual, comunitária?
“Olhar para fora e complementar o seu todo”
Gisela Turchetti – Executiva de Marketing e Psicanalista

15:30 às 16:45 Carreira
Transformações na carreira e novas oportunidades no trabalho
Edson S. Moraes – Consultor de Estratégia e Coach Executivo

16:45 às 18:00 O Mapa da Vida
Wrap-up & Avaliação
Miriam Elias – Mentora especializada em Serviços Odontológicos e Neurocoach

Data / Horário: sábado, 21 de outubro de 2017 – das 9h00 às 18h00
Local: Turma do Bem – Rua Sousa Ramos, 311 – Vila Mariana / SP
Investimento: R$ 350,00 (café da manhã e almoço inclusos)
Inscrições / Informações: Angela Rinaldi (11) 99993-2290 – contato@espacomeio.com.br
Organização: espaço meio 

 

Saiba ler o futuro que alguns estão escrevendo agora*

As principais consultorias globais do mercado produzem, periodicamente, relatórios nos quais profetizam o futuro. São técnicos, analistas, acadêmicos e futuristas que se debruçam sobre os principais assuntos em discussão no mundo, as pesquisas em curso nas universidades e as necessidades da sociedade e, a partir dessas discussões, mapeiam as grandes tendências globais em diversos mercados e segmentos, arriscando seus palpites sobre o futuro no médio prazo. Dez anos, em média.

Em geral, esses relatórios acertam os seus prognósticos, reforçando o “dilema de Tostines”, no qual “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais”?

No caso das previsões das consultorias, a correlação existente entre causa e efeito é muito forte, uma vez que é difícil saber ao certo o que é fato gerador e o que é consequência. Afinal, o futuro se concretiza porque houve uma previsão acertada realizada por visionários ou ele ocorreu por conta dos trabalhos de consultoria que recomendaram que se seguisse aquilo que havia sido previsto e estava descrito nos trabalhos? Nunca saberemos e pouco importa saber, mas é certo que escrever o futuro é sempre mais interessante do que ficar à mercê dos acontecimentos.

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Para os próximos anos, as principais consultorias do mercado preveem, dentre diversas outras apostas, que:

· A automação, a robótica e a inteligência artificial serão intensificadas, permitindo interações simples e inteligentes, resultando em valor em cada conexão executada e facilitando a interação de clientes com marcas na mesma velocidade em que diminuirão a capacidade de empregabilidade das pessoas. Prepare-se para trabalhar ao lado de sistemas, robôs, chatbots e outros equipamentos mimetizados;

· Novos padrões e regras serão desenhados para funcionar em indústrias transformadas de acordo com as demandas da economia digital. O que isso significará, não se sabe. As regras ainda serão escritas;

· As plataformas operacionais das empresas deverão ser substituídas por ecossistemas robustos baseados em trabalho de equipes muitas vezes contratadas e organizadas de acordo com as demandas. Será uma grande transformação no emprego, pois o vínculo de trabalho temporário e por competências se intensificará. Em outras palavras, prepare-se para trabalhar a partir de projetos de curta duração;

· As pessoas deverão ser capacitadas para lidar com os ecossistemas na forma de parcerias. Não fará sentido a visão de cliente e fornecedor. As transformações nas relações internas deverão ser estendidas aos demais participantes externos. Ao ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos, todos se ajudarão, mutuamente, a definir um lugar mais nobre na evolução da sociedade. A relação entre pessoas e os resultados, sejam financeiros ou sociais, serão mais expressivos. Portanto, amplie sua conexão com o mundo (literalmente), desenvolva um método de estudo continuado e prepare-se para, mesmo sendo um técnico, conectar-se a pessoas e seus ecossistemas.

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Este panorama permite observar que tanto os profissionais de hoje quanto as gerações que se formarão nos próximos anos e que buscam empreender ou trabalhar no terceiro setor, no governo ou nas corporações, deverão se preparar para desenvolver habilidades de adaptação e aprendizado contínuos, inclusive a capacidade de pensar diferente. Os mais vividos se lembrarão do profeta Raul Seixas, em Metamorfose Ambulante: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Pois assim será o futuro, um lugar onde a mediocridade significará fazer o básico, pensar o mínimo e estar fora do mercado, qualquer que ele seja. Seja flexível e muito bom naquilo que se propuser a fazer.

Outro aspecto muito delicado será o crescimento da população nas grandes cidades, fato que deverá aumentar a concorrência por trabalho, ampliar o consumo de energia e água, complicar muito a mobilidade, aumentar a falta de segurança e gerar mais crises sociais, principalmente pela redução da classe média, afetada pela escalada da automação e pelo desemprego. O trabalho estará em qualquer lugar do mundo. Prepare-se para trabalhar anywhere e para concorrer com pessoas e máquinas de todas as partes do globo.

Estabelecer propósitos, desenvolver valores, manter-se atualizado, preparar-se para novas formas de pensar e abrir-se para maneiras não convencionais e flexíveis de desenvolvimento profissional serão o caminho para a inclusão e a manutenção da capacidade de trabalho em um futuro (muito) próximo. Trabalhar em algo que faça a diferença talvez faça mais sentido que desenvolver uma carreira.

Espero que este panorama não seja tão complicado como aparenta e que eu possa, no futuro, cantar: “Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes / Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”.

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

 

Cuidado: você pode ser trocado por um robô – por Edson Moraes*

Não é preciso ser um expert em futurologia para saber que uma das relações que mais será mais afetada pela tecnologia, que não para de se superar, é a que temos com o emprego. Se por um lado podemos apostar na extinção de várias profissões, podemos nos surpreender com algumas que irão surgir.

Será que estamos próximos de um futuro como aquele apresentado pelo cinema em filmes como Blade Runner, Inteligência Artificial, Eu, Robô e Ex_Machina, entre outros?

Blade Runner, que completou 35 anos, mostra seres criados geneticamente para trabalhos forçados ou desprezados, chamados de replicantes. E eram tão perfeitos que se passavam facilmente por humanos. Tão humanos, que acabaram por se rebelar.

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Rutger Hauer e Daryl Hannah em cena da Blade Runner, no qual ambos são replicantes – Divulgação

Já em Ex_Machina, o mais recente dos citados (2015), um funcionário de uma empresa é recrutado para testar um robô, Ava, interpretado de forma perfeita por Alicia Vikander. Também criada para servir, inclusive sexualmente se necessário. Ava está bem além de ter “apenas” inteligência artificial. Ela é muito mais sofisticada e se mostra sedutora e manipuladora até conseguir o que secretamente queria.

Porém, saindo da ficção e sem entrar na questão ética, que também será algo a ser pensado quando robôs passarem a conviver mais intimamente com humanos, é claro que não apenas empresas, mas governos de todo o mundo estão interessados em desvendar um pouco do que está por vir.

Um exemplo foi a pesquisa encomendada pelo governo britânico para o grupo Fast Future: The Shape of Jobs to Come (A forma dos trabalhos que virão, em tradução livre). O intuito era descobrir as profissões que mais se destacariam nas próximas duas décadas. Entre elas estavam: consultor de bem-estar para idosos; agricultor vertical; nanomédico e especialista em reversão de mudanças climáticas.

Vale destacar que outras pesquisas apontaram duas novas ocupações que muitos sequer imaginariam: terapeuta de final de vida e conselheiro de robô.

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As atrizes Sonoya Mizuno e Alicia Vikander, em cena de Ex_Machina, no qual ambas são robôs – Divulgação

Profissões que irão desaparecer

Também no Reino Unido, pesquisadores da Universidade Oxford responderam a questão ao contrário, ou seja, quais os empregos que estavam com seus dias contados. O estudo analisou 702 ocupações e fez a estimativa das chances dessas funções serem automatizadas nos próximos 20 anos.

Segundo eles, a profissão que mais corre riscos de ser extinta (99%), para a alegria de muita gente, é a de operador de telemarketing. Enquanto isso, a pesquisa mostrou que a tarefa que um robô jamais faria bem é a do assistente social na área de drogas e saúde mental.

Enquanto isso, na China, por exemplo, já há fábricas que trocaram 90% de seu quadro de funcionários por robôs. Na lista das funções que desaparecerão estão também: preparador de imposto de renda, reparador de relógios, corretor de seguros, agente de crédito, árbitro, trabalhadores rurais, operador de caixa, corretor de imóveis, digitador de dados, cartógrafo, arquivista, bibliotecário, estatístico, escrivão, garçom, taxista, carteiro, costureira, recepcionista, cozinheiro de fast food e vendedores porta a porta, entre outras.

Como, então, os jovens, que já não conseguem emprego agora, irão se empregar no futuro. Todos serão obrigados a estudar e ter uma formação superior? Já que os robôs serão a escolha mais óbvia para trabalhos comuns e braçais que ainda poderão existir.

Independentemente daquilo que possamos idealizar sobre o futuro, caberá a todos a busca incessante pelo aprendizado, em qualquer nível de educação ou idade. Provavelmente, não teremos mais empregos, mas atividades por tempo determinado, como já acontece em várias profissões. As pessoas deverão mudar de carreira diversas vezes ao longo da vida, e buscar um aprendizado contínuo, com períodos de trabalho mais intenso, atividades pontuais, além de um tempo para estudo ou mesmo sabático.

Aos jovens caberá avaliar com muita cautela as tendências das profissões e como poderão se manter atualizados e conectados com seus propósitos de vida. Atividades especializadas irão requerem aprendizado contínuo, pois o conjunto de habilidades exigido nas novas ocupações mudará continuamente na maioria das indústrias e transformará como e onde as pessoas trabalharão. Além do fato de que muitas escolhas se transformarão ou inexistirão depois de alguns anos.

Competências como autoconfiança, visão de negócios, trabalho em equipe, flexibilidade, resiliência, comunicação, compreensão e relacionamento interpessoal serão cada vez mais exigidas como uma complementariedade das habilidades técnicas da vez. Essas aptidões serão cada vez mais exigidas nos programas de formação, mesmo que a carreira escolhida para o ciclo da vez seja extremamente técnica.

O processo de educação exigirá um formato combinado entre plataformas online e espaços físicos que permitam interações sociais entre estudantes e mediadores de conhecimento, atualmente chamados de professores.

Não deixa de ser interessante pensar no clássico filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, uma crítica mordaz à revolução industrial. Nele, vemos um funcionário de uma fábrica repetir o mesmo gesto, repetidamente, de apertar parafusos. Várias cenas do longametragem se tornaram antológicas, como aquela em que ele é arrastado para dentro de uma enorme engrenagem de uma máquina. Pelo que parece, ironicamente, agora serão máquinas “engolindo” máquinas.

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Charles Chaplin em uma cena antológica do filme Tempos Modernos – Divulgação

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

Crie possibilidades e se reinvente em momentos de crise

É muito comum nos depararmos com pessoas extremamente resistentes às mudanças e aos recomeços, pois a busca pela zona de conforto é uma das características essenciais do ser humano, independente da idade, sexo ou classe social. Porém, vivemos tempos conturbados, alto nível de desemprego, grande competitividade, incertezas, e muitas exigências no campo profissional e também pessoal, com uma procura desenfreada da felicidade a qualquer preço.

Esse excesso de expectativas faz com que o medo e as dúvidas impeçam a busca por novos desafios, oportunidade de empreender e até mesmo criar o seu próprio emprego. Para driblar esse cenário desafiador os autores do livro (Re) Start Me Up – Dê uma chance para sua carreira, trazem reflexões sobre sucesso individual e autoconhecimento. O projeto destaca a capacidade do ser humano de se reinventar diante das adversidades e inspira o leitor a autoanálise de sua vida pessoal e escolhas profissionais.

O objetivo é gerar uma profunda reflexão sobre vida, propósito, carreira, trabalho e ambições, com o apoio de insights e referências de grandes pensadores. A proposta é provocar o público a uma reflexão sobre seu momento de vida e profissional, dando estímulos para que ele seja protagonista de suas decisões, ao avaliar o momento em que está hoje e para onde quer ir. Os autores lançam um desafio ao incentivar o leitor a se tornar o protagonista da sua própria história, e a ter liberdade de fazer escolhas que lhe tragam felicidade e realização.

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“É tão importante o autoconhecimento para a obtenção do sucesso em sua carreira: somente sabendo o que você deseja e o que de fato você valoriza é que pode definir com mais clareza seus objetivos, correr atrás do sucesso e negociar fatores objetivos e subjetivos – que evidentemente podem coincidir-se.”, destaca trecho da obra. O livro está disponível nas principais livrarias do país.

Sobre os autores

Alexandre Campos – empreendedor, executivo e coach, com mais de 20 anos de experiência em gestão de pessoas. Ao longo de sua carreira atuou nos setores de Mídia, Tecnologia, Indústria, Financeiro e Serviços e, como Diretor de RH, em empresas como Grupo Abril, Whirlpool, Grupo O Estado de São Paulo e AXA Assistance. Bacharel em Administração de Empresas pela FAAP, pós-graduado em Psicodrama pela PUC, MBA Executivo pelo Insper e extensão no IESE – Espanha. Certificado pelo MRG – EUA (Management Research Group) e em outros diversos instrumentos de assessment como Hogan, LEA, TMP e Birkman.

André Chaves – publicitário, coach, 24 anos de experiência em comunicação, marketing, inovação e tecnologia. Formado em Marketing e Publicidade, pós-graduado em Administração de Empresas e E-Commerce na ESPM (SP). Trabalhou na área comercial e marketing de empresas como: Editora Abril, Valor Econômico, FLAGCX, participou do lançamento de startups como Abril.com, Gizmodo, Cadreon e foi responsável por turn-arounds e M&A em portais como Bolsa de Mulher e IG, onde cumpriu as funções de COO/CEO. Atualmente é Head Digital e Gerente Geral de um grande grupo de comunicação.

Marcio Ogliara – administrador formado pela FEA-USP trabalhou na área de Recursos Humanos em grandes empresas como o Grupo Bunge e Grupo Abril – onde ocupou a Vice-Presidência de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Com especialização no INSEAD, mestrado em Administração de Empresas na EAESP/FGV e doutorando pela FEA-USP, é consultor e professor dos programas de pós-graduação da FGV Management e da EAESP/FGV.

capa

(Re) Start me Up
Editora Évora
152 páginas
Formato: 16x23cm.
Preço: R$ 39,90

Networking, você sabe como fazer? por Edson Moraes

O desemprego, que sempre assustou a maioria dos profissionais, se torna aterrorizante em momentos de crise econômica. E, raramente, nos preparamos para momentos de transição na carreira. Se muitas vezes é difícil pedir demissão ao conseguir outro emprego, o que dizer daquele momento em que a decisão do rompimento contratual foi uma deliberação do empregador, restando na sensação de surpresa indesejada, vazio e falta de chão?

Muitas vezes, é somente nesse momento que percebemos o quanto ficamos distantes do mercado e das pessoas, afundados nas tarefas cotidianas e acreditando que isto bastaria para mantermos uma segurança inexistente e uma estabilidade impossível no mundo corporativo, ao menos para aqueles que optaram pela carreira em empresas privadas.

Até mesmo os empreendedores ficam mergulhados nas atividades necessárias para manter sua empresa em operação e se esquecem de manter sua rede de relacionamentos ativa.

Pois é, a rede de relacionamentos, mais conhecida como networking, que garantirá, na maioria das vezes, um novo ciclo na carreira, seja emprego, projeto, consultoria, cliente ou mesmo atividade voluntária. Mas como manter aberto esse canal com o mundo quando nos permitimos ficar enclausurados na atividade da vez, seja esta qual for?

estudante laptop computador

Antes de qualquer coisa, networking deve ser entendido como uma forma de se conectar ao mundo, ao mesmo tempo em que é uma forma de se perceber no mundo, uma vez que nada daquilo que fazemos pode ser executado sem alguma ajuda, explícita ou implícita, de alguém. Não somos sozinhos no universo. Como se diz no budismo: intersomos.

Mesmo para quem pretenda viver solitariamente, será necessário um lugar para morar, que foi construído por alguém, comida para se alimentar, que tenha sido plantada, colhida, transportada e vendida por “vários alguéns”, além de toda uma série de produtos e serviços necessários para a sobrevivência.

E neste interser devemos perceber o outro como uma extensão de nossas capacidades e necessidades, de forma a nos colocarmos à disposição, da mesma forma que um dia poderemos precisar do auxílio de alguém próximo para desempenhar alguma atividade.

O networking começa na família, passa pelos amigos próximos, por pessoas com as quais mantivemos algum contato, com quem tenhamos estudado ou trabalhado em algum momento da vida e, até mesmo, por aquelas com as quais eventualmente trocamos cartões e poucas palavras.

O segredo está na manutenção destes contatos, o que requer muito cuidado, pois isso poderá ser importante em um momento de reposicionamento no mercado, na busca de uma nova colocação, na oferta de serviços ou na estruturação de uma empresa.

Não há momento certo para se praticar o networking. Estejamos empregados ou procurando alguma atividade, a prática deve ser a mesma, pois será importante em qualquer circunstância. Seja buscando alguma satisfação pessoal, como uma dica de viagem; fazendo uma transição na carreira, divulgando para a rede pessoal que deseja mudar de atividade ou empresa; solucionando problemas no dia a dia do trabalho; compartilhando com colegas de profissão, mesmo que em outras empresas, um problema que se está enfrentando com um fornecedor ou produto; ou procurando conhecer novas pessoas. Não importa, o networking servirá como um grande instrumento para atingirmos os objetivos.

smartphone celular networking

Para quem ainda se sente tímido para começar sua rede de relacionamentos, saiba que nunca é tarde para retomar ou iniciar essa prática. Comece pelos contatos mais próximos, família e amigos, e siga ampliando sua rede de forma disciplinada. Ofereça sempre algo, pois o networking começa quando colaboramos com alguém – e não o contrário –, conduza as relações de forma genuína, respeite sempre a agenda do outro, torne o processo lúdico e, o mais importante, mantenha a sua rede de relacionamentos viva.

Mensagens por aplicativos e redes sociais, ligações telefônicas periódicas, convites para cafés, almoços, happy hours e jantares, sempre de forma descompromissada e sem interesses implícitos, farão com que sua rede siga forte e divertida. Afinal, é sempre prazeroso passar algum tempo de forma despretensiosa em companhia de pessoas inteligentes e simpáticas. O benefício poderá vir depois, na medida em que cada um doe a sua parte na relação. Afinal, intersomos.

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas).

Dicas para lidar melhor com os medos

Psicoterapeuta e líder-coach Maura de Albanesi estabelece quatro dicas para lidar com os nossos medos mais introspectivos, aqueles que nos paralisam na hora de tomar uma decisão. “Não esqueça que a diferença de um homem corajoso para um homem medroso é simplesmente a ação”, afirma a especialista

Quantas vezes você sonhou em ter um emprego melhor, mas recebe uma proposta e junto com ela vem o medo para acompanhar? Quantas vezes você teve medo de ficar sem dinheiro? Quantas vezes você preferiu não se envolver com alguém com medo de se machucar emocionalmente? Quantas vezes você quis construir uma relação com qualquer pessoa apenas pelo medo de ficar só? Aliás, além desses, qual o seu medo?

“Todos nós temos medos. Mas alguns medos, os mais introspectivos, paralisam nossa alma. E todo medo tem uma consequência, por exemplo, o medo do novo, de ficar sem dinheiro, faz com que a gente fique em um trabalho mesmo sem gostar”, esclarece a psicoterapeuta e líder-coach Maura de Albanesi.

Segundo a psicoterapeuta, o medo surge nas mais diversas situações. “E, se não estivermos vigilantes, ele pode ceifar nossa capacidade realizadora com uma maestria incrível”, afirma. “O medo é a falta de confiança em si mesmo para realizar algo. É quando não sabemos que somos bons o suficiente para lidar com alguma coisa; quando nos falta firmeza em saber que vamos dar conta de qualquer situação”, explica.

Maura esclarece que todos nossos medos têm um símbolo, algo por detrás que nos faz sentir isso. “Nunca é a coisa por si só que nos faz sentir medo, porque essa coisa não é apavorante. O significado do medo vai além do fato em si. Descobrir esse significado é o que te faz cortar o cordão do medo”, orienta a líder-coach.

“O medo dá uma palpitação, uma aceleração no coração. É porque já achamos que algo não vai dar certo”, comenta. Mas segundo a psicoterapeuta, quem nunca perdeu não é um homem de sucesso: “Quando você está no fundo do poço, você consegue se lançar novamente com uma força que se inicia”. Para ajudar nesse processo de superação do medo, a psicoterapeuta listou quatro dicas para lembrar quando sentir medo:

1) Pensar demais não resulta em nada

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“O medo nos paralisa pela análise exacerbada. A nossa mente rodopia em cenas e previsões infundadas e não nos deixa agir. Quando surge algo novo, nos cercamos de um monte de lamentações: ‘não vai dar, não tenho tempo, não tenho condições, vai ser difícil’.” E qual seria a solução? “Pare de pensar e comece a agir independente do resultado final. Não esqueça que a diferença de um homem corajoso para um homem medroso é simplesmente a ação!”

2) O medo é um claro sinal de que você precisa ficar atento a algo

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“O medo não significa — de forma alguma — que tem algo de errado com você. O coração pode palpitar, respiração pode acelerar, mas está tudo certo com o seu corpo, isso é algo da sua cabeça — literalmente.” E como resolver isso? “Respire fundo e foque novamente na sua verdade e no cuidado real que a situação exige, para buscar a ação.”

3) Você é bom o suficiente

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“O medo é perspicaz em trazer a sensação de fraqueza: ‘e se eu não for bom o suficiente?’, ‘e se não for forte?’… E se, e se, e se… Nós temos medo que descubram quem somos verdadeiramente. Isso são impressões que demos ao nosso inconsciente e que são diariamente fortalecidas pela mente consciente. Reprograme-se! O que passou trouxe a experiência necessária ao nosso crescimento!” Como enfrentar: “Vire a chavinha! Ninguém — nem nada — pode fazer você se sentir inferior a não ser você mesmo!”

4) O medo nos humaniza

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Há várias situações que qualquer um sentiria uma pitada de medo e isto não é motivo para se envergonhar. Há um instinto natural dentro de nós de proteção. Como lidar com isso? “Aceite o medo como uma defesa natural e transforme a proteção em atos de coragem. A grande sacada do medo é tomá-lo como exímio sinalizador que aponta o caminho do sucesso recheado com atos de coragem”, finaliza.

Fonte: Maura de Albanesi é mestre em Psicologia e Religião pela PUCSP, Pós-Graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia de Vivências Passadas (TVP), Terapia Artística, Psicoterapia Transpessoal e Formação Biográfica Antroposófica, atua com o ser humano há mais de 30 anos. 

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