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São Paulo sedia MaturiFest, festival de empreendedorismo para 50+

Levantando a bandeira da longevidade ativa, festival promoverá uma experiência única para quem quer manter-se relevante para o mercado e lançará a plataforma MaturiServices

A MaturiJobs, primeira e única plataforma de trabalho e desenvolvimento para pessoas acima de 50 anos do país, com mais de 80 mil profissionais cadastrados, é a idealizadora do evento MaturiFest 2019, o primeiro festival de empreendedorismo 50+ do Brasil, que se realizará de 26 a 28 de abril, e espera receber mais de 700 pessoas durante os três dias de evento.

Com workshops práticos, palestras e debates, o MaturiFest é uma oportunidade única para pessoas maduras se manterem ativas, atualizadas e relevantes no novo mundo do trabalho.

Entre os assuntos explorados serão debatidos mudança de carreira, autoconhecimento e propósito, economia compartilhada, presença digital, startups, vendas e comportamento do “maturi” de hoje e do futuro, além de cases de pessoas que se reinventaram profissionalmente após os 50 anos.

“Hoje fala-se muito do trabalho além do emprego: trabalho autônomo, freelancer, empreendedorismo individual, economia compartilhada e colaborativa. Vamos desbravar todas as possibilidades que os 50+ podem e devem usufruir no mundo do trabalho atual”, diz Mórris Litvak, fundador e CEO da MaturiJobs.

Durante o evento será lançada a MaturiServices, nova plataforma criada por Litvak, juntamente com os insights da pesquisa “Empreendedorismo 50+” realizada em conjunto com a NOZ Pesquisa e Inteligência. “Maturi é muito mais do que jobs. A tendência é que as pessoas empreendam e é esse o nosso foco: ajudar os maturis a empreender”, diz Litvak. A MaturiServices vai permitir que os 50+ ofereçam seus serviços e produtos por meio da plataforma, revolucionando o modo como esse público vive seu lado profissional.

pessoas emprego gde

Com apoio do Sebrae, o festival vai ocorrer em dois lugares: no InovaBra Habitat, centro de tecnologia e startups do Bradesco localizado na Consolação, e na Unibes Cultural, que fica no Sumaré – ambos próximos e colados a estações de metrô, e deverá ser o maior encontro de empreendedorismo já realizado na América Latina para esse público. Todos os participantes poderão fazer networking na minifeira de negócios e na praça de food trucks montada no evento.

Alguns dos palestrantes e painelistas são: a fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes; o empreendedor social e fundador da ONG Doutores da Alegria, Wellington Nogueira; o professor e colunista de inovação, startups e empreendedorismo Marcelo Nakagawa; a especialista em economia criativa Ana Carla Fonseca; a criadora do movimento O Poder da Colaboração, Izabella Ceccato, e o consultor e secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato.

Os valores para participar do encontro vão de R$ 150,00 a R$ 289,00. As inscrições e a programação completa do evento, com os 12 workshops e 20 palestras e debates, estão no site Maturifest.

Profissionais mais maduros vêm ganhando espaço no mercado de trabalho

Essa tendência se deve ao envelhecimento progressivo da população mundial que passará de 606 milhões, no ano de 2000, para cerca de 2 bilhões, em 2050

Conhecimento, experiência, sabedoria, autoridade moral e capacidade de liderança são algumas das principais qualidades que podem ser encontradas em profissionais mais maduros ou ditos seniores. Mesmo, que em diversas situações ainda sejam vistos como pessoas improdutivas, desatualizadas, inflexíveis e desvinculadas de conceitos sociais, econômicos e sociais, os idosos vêm se tornando cada vez mais atuantes no mercado de trabalho e prometem estar ainda mais presentes nos próximos 30 anos.

Essa tendência de mercado se deve ao envelhecimento progressivo da população mundial que passará de 606 milhões (no ano de 2000), para cerca de 2 bilhões, em 2050, segundo dados do Relatório Mundial de Saúde e Envelhecimento, da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, esse aumento será mais marcante em países pobres, onde a população idosa quase quadruplicará, passando de 374 milhões para 1,6 bilhão.

Sixty-and-Me mulher computador

No Brasil, a estimativa aponta que de 21 milhões de idosos (11% da população) contabilizados em 2010, a população idosa somará cerca de 65 milhões (30% da população) em 2050, ou seja, em 2046, para cada 100 jovens, haverá 258 idosos. Entre os anos de 1940 e 2015, a expectativa de vida aumentou mais ou menos 30 anos, passando de 40,7 para 75,5 anos, com isso em 2050 se prospecta que a população viva até os 80,7 anos.

Levando em consideração os dados anteriores, somente um quarto dos brasileiros irá parar de trabalhar na idade da aposentadoria, já o restante continuará trabalhando em algum nível após a idade de se aposentar. Indo contra preconceitos, o mercado de trabalho está acolhendo um grande número de idosos que vem sendo contratados formalmente e sendo valorizados por seu potencial agregador, confiável e estimulante.

Segundo a consultora e diretora da empresa Leaders – HR Consultants, Astrid Vieira, o Ministério do Trabalho vem estudando métodos para cuidar de questões de discriminação, entre elas contra profissionais mais experientes no mercado de trabalho. “O objetivo é oferecer maior atenção ao combate ao preconceito no ambiente de trabalho”, afirma.

A consultora ainda explica que seja para complementar a renda familiar, cobrir despesas médicas ou se manter ativo, os idosos se mantêm no mercado de trabalho, atuando principalmente nas áreas de serviços, administração pública, indústria e comércio. “Evidenciando essa realidade, pesquisa recente informa que 36% dos brasileiros que possuem mais de 50 anos ainda estão em plena atividade, no mercado de trabalho”, comenta Astrid Vieira.

Ainda de acordo com Astrid, um dos maiores receios dentre as empresas é o de que um profissional mais maduro não possua o vigor necessário para desempenhar funções laborais intensas, mas hoje já se mostra evidente, que um profissional idoso possui as mesmas dificuldades e demanda o mesmo cuidado básico de um profissional mais jovem.

mulher meia idade laptop pixabay

“No entanto, as vantagens de se investir no desenvolvimento da carreira pós-corporativa de um profissional prestes a se aposentar, também vem sendo levada em consideração pelas empresas, que se beneficiam da habilidade de transmissão de conhecimento desse profissional e da difusão das práticas que possibilitam a continuidade dos negócios”, completa.

Fonte: Astrid Vieira, consultora e diretora da empresa Leaders – HR Consultants

Cinco passos para redirecionar a carreira

A maior dúvida de quem quer mudar o caminho profissional é: por onde começar? Claro que a ajuda profissional é fundamental nessa hora, porque muitas vezes não conseguimos enxergar os problemas sozinhos, e nem mesmo as soluções. Mas, para Tarsia Gonzalez, existem alguns passos que podem ajudar a tomar as primeiras decisões.

1. Invista no autoconhecimento

mulher computador lendo

Entender o que se quer é a primeira grande etapa da mudança e requer uma busca constante de questões que passam pelo que se ama de verdade, quais são as aspirações de vida, quais os propósitos que movem o caminho pessoal e profissional. “Autoconhecimento é algo que não tem fórmula e é um caminho sem fim. Somos seres mutáveis, em constante transformação e, por isso, precisamos ouvir sempre nossa voz interior”, explica Tarsia. Para ela, o primeiro passo para rever o caminho profissional é ter certeza do que se quer: “é preciso jogar fora a indecisão e desenvolver a ousadia, com integridade”.

2. Obtenha informação do mercado

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pixabay

Esse passo é importante para entender como seus talentos serão recebidos e poderão ser utilizados pelo mercado. “Para buscar a melhor vaga ou até mesmo empreender, é preciso entender o que está acontecendo no mundo do trabalho, quais os setores mais prósperos e, mesmo naqueles que ainda estão se reerguendo, quais as funções mais necessárias e de que forma se pode contribuir. Conhecer o mercado é fundamental para gerar oportunidades”.

3. Busque as ferramentas

mulher estudando wiseGEEK

Depois se decidir o que quer e entender de que forma o mercado pode receber sua força de trabalho, é importante buscar conhecimento, cursos, consultorias que vão ajudar no processo. “São essas as ferramentas que vão ajudar a construir o planejamento pessoal”, reflete a especialista, que completa: “sem um plano de voo, avião nenhum é autorizado a sair do chão. Da mesma forma, não dá para querer atingir um objetivo sem um planejamento de onde se quer chegar”.

4. Trace suas metas

mulher trabalhando mesa

Planejamento traçado, é hora de determinar as metas, em curto, médio e longo prazo: “Construir metas reais dá mais força, ânimo e permite galgar os primeiros degraus, gerando coragem e autonomia para ir, aos poucos, aumentando os objetivos a atingir”, explica Tarsia. Ela enfatiza: “de nada adianta colocar metas grandiosas e desistir na primeira dificuldade. Com metas possíveis, reais, o potencial de vitória vai aumentando exponencialmente”.

5. Monte um planejamento anual

mulher trabalho

Um planejamento, por melhor que seja, precisa ser revisado de tempos em tempos. “Sozinha ou com ajuda de um especialista, é ótimo rever anualmente seus objetivos e metas. O mercado muda, nós mudamos também, e a máxima ‘em time que está ganhando não se mexe’ não vale mais. Agora, o que sabemos, é que a palavra de ordem é transformação. Então, é preciso rever, de tempos em tempos, e readequar o caminho profissional”, finaliza.

Fonte: Tarsia Gonzalez é gestora, psicóloga, especialista em finanças, presidente do conselho de uma das maiores companhias do país, consultora e palestrante, Tarsia Gonzalez construiu uma carreira de sucesso observando as pessoas, angariando conhecimento e expertise para gerenciar com propriedade e criar times fortes e coesos. Seu esforço para equilibrar governança corporativa e profissionalização com a felicidade das pessoas que formam a empresa levou a Transpes, companhia fundada por seu pai, a receber por três anos consecutivos o prêmio da Revista Você S/A como Melhor Empresa para se Trabalhar do Brasil.

Espiritualidade é o tema do primeiro evento de 2019 do The Women

O encontro ocorre no dia 27 de março a partir das 19h30 na Casa Salamandra, em São Paulo (SP). Vagas limitadas.

O que é espiritualidade para você? Já pensou em como desenvolvê-la e como as terapias vibracionais podem te ajudar neste processo? Com este tema tão interessante e enriquecedor, o The Women fará o seu 1º encontro de 2019: “Espiritualidade: conceito, conhecimento, prática, sua importância e a relação com a vida”, que acontecerá no dia 27 de março, na Casa Salamandra, no Itaim, em São Paulo.

O evento faz parte de mais uma experiência de autoconhecimento, troca e descontração, proporcionada para mulheres dos mais diferentes perfis. O convite inclui um coquetel receptivo, um delicioso jantar harmonizado preparado pela chef Luciane Cataneo, drinques, sorteios, presentes especiais, além da oportunidade de conhecer mulheres maravilhosas.

“Nossos encontros reúnem de 20 a 30 mulheres, criando conexões reais e possibilitando a absorção de um conteúdo que promova o desenvolvimento pessoal e profissional para o universo feminino”, conta a idealizadora do projeto, Theka Moraes.

Para conversar sobre este conteúdo, o The Women convidou a psicóloga, ativista quântica, thetahealer e mestre em reiki, Ana Cassia Stamm. A ideia é mostrar que praticar a espiritualidade não implica, necessariamente, em acreditar em alguma religião ou ter algum credo.

“Na verdade, nada mais é do que um estado de espírito onde a pessoa se conecta consigo mesma e com as forças da natureza que nos envolvem. Praticar o caminho espiritual é aprender a se despertar para o potencial de abundância infinita interna e, isso, é a verdadeira felicidade”, conta Ana Cassia.

Durante o encontro, ainda serão abordados tratamentos complementares como reiki, thetahealing, acupuntura e ho’oponopono, que têm o poder de auxiliar neste processo. A convidada especial destaca: “Estes métodos nos ajudam a vibrar numa alta frequência e nos preparam para entender e praticar a espiritualidade. É incrível ver como eles têm o poder de nos livrar da ansiedade, de hábitos ruins e alinhar nosso corpo com o nosso espírito”.

Muitas vezes, pode parecer difícil harmonizar o mundo moderno, e tudo o que está acontecendo, com espiritualidade, mas, a verdade, é que não existe qualquer conflito. “Pelo contrário, saber encontrar esse estado de espírito é extremamente importante, sobretudo em momentos estressantes como estes. Começar o ano com esse encontro especial nos dá força para enfrentar os novos desafios que virão”, finaliza Theka.

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Serviço

– O jantar acontecerá no dia 27 de março, das 19h30 às 22h30, na Casa Salamandra, na Rua Benedito Lapin, 100, Itaim Bibi, em São Paulo (SP).

– Para mais informações e reserva de vaga, as interessadas devem consultar o perfil no Instagram ou clique aqui.

– A promoção dos eventos é feita com patrocínio e apoio de empresas, como: Amilla, Dress&Go, Estética Santa Beleza, Luciane Cataneo personal chef, Cris Lopes – marketing digital, Su Chapiro – consultoria de imagem e Marcos Mesquita. A organização é feita pela TKM Business Advisory.

Sobre a palestrante

Ana Cassia Stamm é palestrante, socióloga, psicóloga e psicoterapeuta vibracional; fundadora do Despertar do Ser Terapias Vibracionais e Fundadora/Coordenadora Voluntaria da Casinha de Luz em Perdizes, São Paulo. Realiza atendimentos individuais e em grupo e consultorias vibracionais, além de palestras e workshops por todo o Brasil.

Quem participa do ‘The Women’

O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional.

Sobre Theka Moraes

theka moraes

Formada em Gestão Comercial na Anhembi Morumbi, de São Paulo, Theka Moraes possui ampla experiência no mercado de negócios e relacionamentos conquistados ao longo dos últimos 15 anos, com passagem pela área de negócios da revista Cool Magazine, da plataforma de networking Experience Club, da AEG World Wide, entre outras.

As mulheres e a relação com o dinheiro no século 21, por Natalia Cunha*

Antigamente, as mulheres não precisavam se preocupar com as finanças, pois os homens eram os provedores da casa. Fazia parte da cultura conservadora que elas não tivessem envolvimento com o dinheiro. A maioria se dedicava às tarefas domésticas e aos filhos, ou seja, serviam exclusivamente à família.

Pesquisas afirmam que a insegurança da mulher em lidar com o tema vem principalmente das sequelas da cultura machista em que apenas o homem se revelava como um profissional, provedor, assim como falado anteriormente. Isso explica a menor tendência feminina às jornadas integrais de trabalho, não há uma divisão igualitária das tarefas cotidianas na estrutura familiar brasileira, diferente do que acontece em muitos países desenvolvidos, a exemplo disso, a Suécia.

A critério de exemplo, em 2003, Araújo e Scaflon realizaram uma pesquisa em que participaram 2.000 domicílios brasileiros e chegaram à conclusão de que o trabalho doméstico continua sendo designado às mulheres, gerando assim dupla jornada onde pode influenciar a dificuldade da mulher em administrar o dinheiro.

Muito embora alguns estudos apontem para o fato de que as mulheres decidem na hora da compra, o que ocorre é que a decisão de onde/como investir o dinheiro que sobrou no mês fica a cargo dos homens, ou seja, o provedor continua decidindo o destino das finanças em dias atuais.

guarda roupa duvida

Eu diria que hoje a mulher tem quase 50% do seu orçamento destinado a “estética”, dessa forma comprometendo seus rendimentos. No entanto, no meio masculino, isso é irrelevante e a mulher tem uma cobrança imposta pela sociedade. Elas pagam mais caro a coparticipação em seus convênios, pois usam mais que os homens. Exemplo simples, homem pode, durante uma semana, trabalhar com uma calça e uma camiseta branca e a mulher tem uma cobrança para não pode repetir roupas.

Qual seria a solução para isso?

Devemos ficar esperando a sociedade entender que a mulher não é uma “vitrine de moda”? Será mesmo que temos que esperar a sociedade entender isso ou cabe a nós mostrarmos no dia a dia ? Ou mudar nossa postura diante das cobranças excessivas de imagem da sociedade, que impactam diretamente em nossas finanças?

Conseguimos enxergar um posicionamento feminino maior no mercado de trabalho, alcançando assim cargos de diretoria e muitas delas empreendendo. Essa participação mais sólida é um processo que precisou do movimento feminista para mudar e está melhorando, lentamente é claro, pois há muito preconceito enraizado, mas esse posicionamento ainda está longe de ter uma igualdade. Exemplo disso é a desigualdade salarial entre os gêneros, assim como afirma pesquisa do IBGE de 2018, em que mulheres ganham no máximo 77,5% dos rendimentos masculinos.

É quase nulo encontrar conteúdos de cunho financeiro destinado às mulheres, sendo este tema voltado sempre aos homens, numa linguagem masculina e em veículos de comunicação voltado a eles, o que o torna distante do público feminino e assim dificultando o acesso àquelas que tenham realmente interesse em conhecer mais sobre este universo.

Apesar dos poucos avanços culturais neste sentido, existem literaturas, APPs que foram desenvolvidos e publicados para o nicho feminino, no qual ensinam, estimulam e aconselham mulheres a lidar com suas próprias finanças e a realizarem investimentos, dessa forma quebrando paradigmas sobre o seu relacionamento com o dinheiro.

Existe a questão da oferta X demanda. Eu acredito que para mudar essa tendência da pink tax, da mulher ainda vista como bonequinha de luxo, tem que mudar a cultura… porém para isso acontecer, tem que haver uma mudança de tendência. É paradoxal, são assuntos correlacionados.

A solução está na conscientização: a mulher empoderada, que toma para si o conhecimento, que exige que lhe vendam informações e não apenas maquiagens, que vai à luta pela equiparidade salarial.

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Tome como exemplo quando as “chapinhas” entraram no mercado brasileiro. Custavam uma fortuna, era o valor de um salário mínimo na época. Com o passar do tempo a demanda aumentou, todas queriam esse acessório de beleza, com isso os preços caíram e hoje é totalmente acessível ter uma.

Com o conteúdo de finanças voltado ao universo feminino tem que ser assim: as mulheres têm que exigir, para que o mercado forneça isso à elas e desse modo, somente assim, poderá se iniciar um processo de modificação cultural sobre o relacionamento mulher x dinheiro.

*Natalia Cunha é administradora executiva, formada pela Universidade Anhembi Morumbi e com capacitação em Psicologia Econômica pela B3 Educação. Atuou em mais de seis anos na área financeira, em empresas como Banco Pan-americano, Nextel, Banco Itaú, Laboratório Cerba LCA e Cummins Brasil. Hoje, atua como consultora financeira na Plano Consultoria, empresa que há dois anos ajuda pessoas a manterem uma relação equilibrada com suas finanças.

Inscrições abertas para curso voltado ao empreendedorismo na moda

Instituição curitibana está com inscrições abertas para curso voltado ao empreendedorismo na moda; ofertado pelo Centro Europeu, o curso “Fashion Business” prepara profissionais para atuar em um dos segmentos que mais cresce no mundo

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Mais do que desfiles e tendências em roupas e acessórios, o mercado da moda é extremamente abrangente e está em constante expansão. No Brasil, o segmento é o segundo maior gerador de empregos no país, e de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), são mais de 32 mil empresas que empregam cerca de 1,5 milhões de pessoas. É lógico que investir neste mercado exige muita pesquisa, conhecimento e competências profissionais. Pensando nisso, o Centro Europeu, uma das principais escolas de profissões da América Latina, acaba de lançar o curso “Fashion Business”.

Com uma abordagem dinâmica e multidisciplinar, o objetivo do curso é fomentar a produção local e o design autoral formando profissionais capazes de avaliar novos comportamentos de consumo e identificar o potencial de um negócio. “A intenção é ampliar o olhar profissional dos alunos, oferecendo as ferramentas necessárias para que eles entendam o mercado e desenvolvam habilidades e competências para transformar suas ideias em negócios”, explica Nicolle Gora, supervisora do curso “Fashion Business” do Centro Europeu.

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“Além disso, os participantes serão incentivados a desenvolver projetos de forma criativa e colaborativa, trabalhando com pessoas de diversas áreas como fotografia, cinema, artes visuais, e empreendedorismo, em um espaço que inspira criatividade “, complementa a especialista.

Ministrado por mentores experientes e com destaque no mercado de trabalho, o curso tem duração de 4 meses e é composto por disciplinas pautadas nas principais tendências mundiais de empreendedorismo e design de moda. Economia criativa, mercado e profissões de moda, comunicação e branding, plano de negócios e Design Thinking, identidade de marca, método canvas de negócios de moda, formação de preço, estratégias de venda, estratégias de inserção no mercado são alguns dos assuntos abordados no curso.

Além disso, os alunos serão constantemente inseridos na realidade do mercado de trabalho, estudando o dia a dia de empreendedores do ramo e participando de palestras, showroom, pitches e mentorias exclusivas.

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A próxima turma do curso “Fashion Business” do Centro Europeu tem início neste mês de março, com aulas aos sábados, no período da manhã, das 8h30 às 11h45. As atividades serão realizadas na sede Batel (Benjamin Lins, 999).

Informações: Telefone (41) 3233-6669 ou no site do Centro Europeu.

SuperShopping Osasco comemora o mês da mulher com oficinas de empreendedorismo

São mais 240 vagas em encontros sobre Negócios, Carreira e Finanças na programação realizada do shopping center em parceria com o Senac

O SuperShopping Osasco comemora o Dia Internacional da Mulher no mês de março com uma programação especial que estimula o empoderamento através do Empreendedorismo. São mais de 240 vagas para oficinas, bate-papos e aulas práticas sobre Negócios, Carreira e Finanças, incluindo encontros com a consultora de Gestão Estratégia em Imagem Marcia Malheiros; com a jornalista e autora do livro A Revolução das Sete Mulheres, Marcia Neder; Ivani de Oliveira, e Thays Monteiro da Casa do Empreendedor de Osasco; a autora do projeto Grazi in Cucina Graziella Nese; a chef Bianca da Silva Cruz; e as professoras do Senac Maria Elisa Lambertini, Silvana Régio, Guadalupe Atayde.

“Trouxemos para o shopping center um time formado por mulheres líderes, pois acreditamos que o protagonismo feminino é capaz de transformar muitas vidas. Queremos fazer parte da vida de nossas clientes, mostrando para elas que existem muitas alternativas para trabalhar com o que se ama e ter sucesso nisso”, destaca Carolina Bonafé, gerente de Marketing do SuperShopping Osasco.

Seja para encontrar a independência financeira e a vocação profissional ou ampliar a renda familiar, as mulheres desempenham um importante papel na economia do país. É o que mostra o último levantamento mundial do Global Entrepreneurship Monitor, realizado pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), em parceria com o Sebrae, apontando que mais da metade dos negócios abertos no Brasil em 2016 eram liderados por mulheres. Além da força econômica, esse público prioriza a educação como primeiro passo para empreender.

As atividades do Mês da Mulher começam no dia 11 de março e a participação é gratuita, basta escolher entre as opções na Senac Service Store do SuperShopping Osasco. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas nos dias 28 de fevereiro, 1º, 6, 7 e 8 de março, das 15h às 20h.

Confira a programação completa abaixo:

Segunda-feira, dia 11
Mulher, imagem e carreira: um bate-papo com Marcia Malheiros
19h30

Quarta-feira, dia 13
Do Direito ao brigadeiro: conheça as delícias e a história de Liloca, mulher, advogada, empreendedora e cheia de doçura
15h30

Quinta-feira, dia 14
Microempreendedoras individuais: tudo que você precisa saber sobre MEI com a professora e contadora Silvana Régio
19h30

Sexta-feira, dia 15
A panificação pode ser uma opção com Grazi in Cucina
15h30

Segunda-feira, dia 18
Faça da beleza o seu negócio
15h

Terça-feira, dia 19
Mulher, aprenda a empreender com a Casa do Empreendedor de Osasco
15h

Quarta-feira, dia 20
A revolução das sete mulheres – Bate-papo e seção de autógrafos com Marcia Neder
19h30

Quinta-feira, dia 21
Mulher, aprenda a empreender com a Casa do Empreendedor de Osasco
19h

Sexta-feira, dia 22
Renda extra: Faça e venda ovos de Páscoa
19h30

mulheres supershopping

Mês da Mulher no SuperShopping Osasco
Data: de 11 a 22 de março
Horário: das 13h às 21h, de acordo com o cronograma acima
Local: Senac Service Store, 2º Piso, ao lado da loja Amplexo
Endereço: Av. dos Autonomistas, 1.828 – Osasco – esquina com a Av. Maria Campos
Oficinas gratuitas e vagas limitadas

No Brasil, apenas 38% das mulheres ocupam posições gerenciais, segundo o IBGE

Formação em liderança feminina pode ser diferencial para mulheres assumirem cargos de destaque

No mundo inteiro, serão necessários mais de 200 anos para mulheres conquistarem o mesmo espaço que homens nas empresas, de acordo com o relatório Global Gender Gap 2018. A realidade nacional é ainda mais alarmante: apenas 38% das brasileiras ocupam cargos de nível hierárquico mais alto, como os gerenciais, enquanto na posição de presidência nas companhias, o número cai para 18%, conforme pesquisa feita pelo Panorama Mulher 2018.

mulher executiva

Para escapar do destino traçado pela sociedade, muitas dessas mulheres têm recorrido a mais faculdades, mais especializações e mais cursos técnicos, o que explica seu maior número nas universidades. Lutando contra essa realidade, empreendedoras criaram a primeira escola com foco no desenvolvimento pessoal e profissional da mulher, batizado de ELAS (Exercendo Liderança com Assertividade e Sabedoria).

À frente do negócio estão Amanda Gomes e Carine Roos, que desenvolveram um projeto único que já formou 200 mulheres desde 2017 e impactou outras três mil em suas extensões, com workshops e imersões. No Programa ELAS, carro-chefe da escola, profissionais de diversas áreas de atuação e idades podem trocar vivências por três meses e receber um material exclusivo com exemplos práticos e técnicos para exercer liderança de maneira assertiva, receber aumento salarial ou promoções, por exemplo.

Das alunas certificadas pelo Programa, 30% foram promovidas ou aumentaram seu poder aquisitivo no prazo de 12 meses, após a participação no curso. “Buscamos ser o meio para que tantas mulheres competentes no Brasil e no mundo alcancem posições de destaque na sociedade e no trabalho e realizem sonhos que, hoje, parecem distantes”, conta Amanda Gomes.

Para Carine Roos, é necessário dar fim aos vieses inconscientes que tanto prejudicam a contratação de mulheres nas corporações. “Precisamos ser admitidas por nossas competências e habilidades, não pelo nosso gênero. Vamos encurtar os 200 anos que nos distanciam da realidade que deveria ser comum”, afirma.

Empresas conscientes de suas responsabilidades e com a mente inovadora já estão oferecendo o curso para suas funcionárias. Nomes como GIZ, Accenture, Regus e Bradesco estão agindo em direção à equidade de gênero nas companhias e garantindo mais uma formação altamente qualificada e exclusiva, mas desta vez em prol do empoderamento e ascensão da mulher.

executiva - M. Connors

Consultora de Mobility Digital na Accenture, Ana Beatriz Ribeiro sente que, após participar do Programa, ganhou maturidade emocional para lidar com problemas corriqueiros no trabalho. “Eu consigo entender meus sentimentos e racionalizar e, assim, tomar decisões baseadas em fatos. Além disso, consegui desenvolver uma comunicação mais efetiva e acredito que isso esteja influenciando positivamente na minha forma de lidar com a equipe”, destaca.

Informações: ELAS

Mulheres: 50 anos e invisíveis + homens ainda no controle + alguém viu por aí o empoderamento e a sororidade?

Desde que criei meu blog, há quase quatro anos, prefiro postar textos com alguma prestação de serviço para as leitoras (ou leitores), seja uma dica de beleza, um lançamento, uma receita, um restaurante legal para conhecer, como cuidar melhor de seu animal de estimação, como adotar um etc. Porém, nos últimos dias fiquei com muita vontade de falar algumas coisas que, como uma mulher de 50 anos, estavam entaladas!

Nesta semana, recebi, de diferentes assessorias de imprensa, materiais de marcas famosas, que me chamaram a atenção. Pois bem, aqueles que criaram as campanhas dessas companhias acham que é a coisa mais revolucionária do mundo incluir, agora, mulheres com deficiência física e transexuais, ou até travestis. Claro, porque negras e plus size já incluíram recentemente e ficou ultrapassado.

Mas vejam que interessante. Nenhuma delas trazia uma mulher que tivesse mais de 35 anos. Ou seja, eles “vendem” a ideia de que são voltados para todas as mulheres. Mas é algo enganoso, para não falar, mentiroso. Eles só visam as mais jovens.

Inclusive esses catálogos de venda direta, porta a porta, de marcas conhecidas, de beleza e lingerie, agem de forma semelhante. Em um deles você vê os produtos antiage e as fotos das mulheres. É até engraçado. Estão lá as representantes das faixas dos 30, 40, 60 e até 70 anos… mas cadê a de 50? Parece que mesmo idosas estão mais bem representadas que as de meia idade. Lingerie? Nem 30 anos devem ter.

Creio que o marketing da maioria das empresas está meio cego e fora da realidade. O Brasil, assim como boa parte do mundo, está envelhecendo. Sei que eles devem pensar: vamos investir nos jovens, pois eles irão consumir por mais tempo. Algo meio míope, não?

Pessoas com 50 anos costumam ser ótimas consumidoras, mulheres em especial, e é sobre nós que estou falando. Mas parece que, de novo, algo que sempre friso, somos invisíveis, indesejadas e ignoradas pelas empresas/mídia. Como se nós não consumíssemos, não vivêssemos, fôssemos walking deads

Estou falando de mim, de amigas, mas também de gente como Nicole Kidman, Julia Roberts, Sandra Bullock, Claudia Raia, Paula Toller, Marisa Monte, Halle Berry, Jennifer Aniston… Depois, criticam que muitas mulheres acabem destruindo seus semblantes ao fazer procedimentos que as deixam irreconhecíveis, para parecer mais jovens.

Homens no controle

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Ouvi um programa de rádio que tem como tema empresas e consumidores. O convidado era o diretor de marketing do setor de beleza de uma multinacional. Ele falou sobre mulheres, Carnaval, assédio etc. Passou tanta credibilidade, sabe? #SQN

O que um homem jovem pode falar sobre assédio no Carnaval do ponto de vista feminino? E sobre beleza feminina, sobre o que as mulheres querem? O que lhe foi passado em pesquisas, claro. Poderia ser o mesmo com uma mulher? Sim, mas ao menos uma mulher, experiente acrescento, já deve ter sentido alguma vez na pele, ou no cabelo como era o tema da conversa, o que é ser mulher em grandes aglomerações.

Aquela mão boba passando no seio ou na bunda, aquele puxão de cabelo, aquela obscenidade no ouvido, aquele impropério no meio da cara… Mas não, quem falava sobre produtos femininos para o cabelo ou de inconvenientes femininos na festa mais comemorada do país era um homem.

Será que esta multinacional não tinha uma mulher com capacidade para ocupar o cargo de diretora de marketing? Não acredito. Desculpem, não acredito mesmo.

Por que isso? Por que homens decidindo o que vamos usar? Já vi o contrário, mães e mulheres escolhendo o que o filhinho ou maridinho vão usar, o que acho engraçado, mas o homem?

Até quando isso vai acontecer, me pergunto. Uma pesquisa mostrou que vamos ganhar o mesmo que eles daqui a 220 anos! 220 anos!!! Não, não vou acreditar nisso. Mas e quanto aos cargos, mesmo ganhando menos, nem isso nos é permitido?

Empoderamento e sororidade: como crucificar uma menina

marina ruy barbosa

Antes de começar este trecho, quero frisar, quem me conhece sabe que odeio estas palavras: empoderamento e sororidade. Detesto porque são grandes e feias. Principalmente empoderamento que é uma tradução de uma palavra em inglês. Os significados, bom, nos últimos dias tenho achado que são meio piadas.

Neste caso vou dar alguns nomes, pois estou falando da atriz Marina Ruy Barbosa. A garota está sendo crucificada. Espero que ela tenha bastante apoio da família para conseguir sair desse lamaçal no qual jogaram seu nome. Não sei como ela aguenta. Sei que é uma pessoa pública, mas já na época da novela Deus Salve o Rei, ela era massacrada nas redes sociais. Por quê? Porque sua personagem era a da mocinha, honesta, correta, e que ousou se apaixonar por um rei, sendo ela uma relés plebeia. Ou seja, uma chata aos olhos de alguns.

Sim, mesmo se tratando de ficção, os haters a destruíam e exaltavam a personagem psicopata de Bruna Marquezine, esta, sim, a rainha. E usando os nomes das atrizes, e não das personagens, na maioria das vezes. O hipócrita de tudo isso é que essa horda de neobárbaros é a mesma que deve ter incensado o casamento do príncipe Harry, do Reino Unido, com a plebeia Meghan Markle. Ou seja, na ficção, nem pensar, mas na realidade é tão fofo.

Agora, Marina está na novela das nove – O Sétimo Guardião – e sua personagem começou, acho, a fazer par romântico com o personagem do ator José Loreto. Digo acho porque no começo, que assisti por causa dos gatinhos pretos, ela fazia par com Bruno Gagliasso, que também está meio que no rolo. Depois, quando a história não me pegou, voltei para os filmes e séries da TV a cabo ou Netflix.

Creio que todos saibam o que está havendo, já que isso tem sido mais falado que a separação de Bibianno e Bolsonaro, que a reforma da previdência, que a complicada situação da Venezuela, que o muro do Trump, que o Oscar…

José Loureiro estaria separado da mulher, também atriz, Débora Nascimento, com quem tem uma filhinha ainda bebê. E o motivo da separação teria sido um caso extraconjugal com uma colega do elenco da novela. Já fizeram a marca do alvo na testa de Marina e começaram as flechadas. Só nela.

O ator, que eu nem acho que é tudo isso, está dia sim, dia não, pedindo desculpas à ex e querendo voltar. Mas nenhuma palavra sobre a colega. E algumas atrizinhas, daquelas que a gente sabe que nunca vão ser, assim, uma Meryl Streep na vida, voltaram à infância e, para mostrar que são puras e que a amiga ruiva é má, correram a bloqueá-la nas redes sociais. Ao que equivaleria isso em relação a anos atrás? “Mãe, não convida fulaninha pro meu aniversário!” Coisa de estudante de quinta série? Ainda existe quinta série?

Por que todas as vezes em que surgem esses boatos de separação todos massacram a mulher? Por que os homens continuam sendo poupados. E não estou falando de homens julgando homens, mas mulheres julgando mulheres. E para onde foi aquele papo de ser “muderno”, sexualmente livre e tal? O papo do empoderamento?

E críticas vindo de uma que já passou por isso, mas perdoou o maridinho. E, dizem as más línguas, desde então o controla, com direito a horário de entrada e saída de gravação? E, muito pior, outra atriz que, anos atrás, ainda casada, teve seu nome associado à crise no casamento do cantor e ator Justin Timberlake e da atriz, lindíssima, Jessica Biel? Ela até atiçava os boatos, afinal, o cara é de Hollywood e estava fazendo shows por aqui. Agora, depois de desmentir o affair, dizem que está atrás de uma atriz que anda paquerando seu atual noivo.

Nossa, até cansei, é muito lixo para comentar, e meus anos de revista Amiga acabaram no século passado.

Mas o que queria questionar é: aonde foi parar a sororidade? O empoderamento feminino? O feminismo? Para mim, tudo isso é uma grande hipocrisia. Bullshit.

Infelizmente, quem sempre tentou puxar meu tapete profissionalmente era mulher. Fora aquilo de você contar que está paquerando alguém e sua “amiga” começa a jogar charme, a concorrer. Você muda o cabelo e logo aquela colega muda igualzinho…

Enquanto as mulheres agirem assim, não teremos um futuro a comemorar, sério. Acho que vai demorar bem mais que os 220 anos de igualdade salarial com os homens.

Esqueçam as palavras traduzidas que podem soar bonitinhas e comecem a agir, porque já passou da hora. E bloquear pessoas nas redes sociais por causa de fofoca, depois de uma certa idade, não é nem algo feio, é patético. Ainda mais uma amiga.

Obs.: estou postando este artigo novamente. Ele foi publicado originalmente ontem, dia 24, às 11 horas.

Mulheres: 50 anos e invisíveis + homens ainda no controle + alguém viu por aí o empoderamento e a sororidade?

mulheres de 50

Desde que criei meu blog, há quase quatro anos, prefiro postar textos com alguma prestação de serviço para as leitoras (ou leitores), seja uma dica de beleza, um lançamento, uma receita, um restaurante legal para conhecer, como cuidar melhor de seu animal de estimação, como adotar um etc. Porém, nos últimos dias fiquei com muita vontade de falar algumas coisas que, como uma mulher de 50 anos, estavam entaladas!

Nesta semana, recebi, de diferentes assessorias de imprensa, materiais de marcas famosas, que me chamaram a atenção. Pois bem, aqueles que criaram as campanhas dessas companhias acham que é a coisa mais revolucionária do mundo incluir, agora, mulheres com deficiência física e transexuais, ou até travestis. Claro, porque negras e plus size já incluíram recentemente e ficou ultrapassado.

Mas vejam que interessante. Nenhuma delas trazia uma mulher que tivesse mais de 35 anos. Ou seja, eles “vendem” a ideia de que são voltados para todas as mulheres. Mas é algo enganoso, para não falar, mentiroso. Eles só visam as mais jovens.

Inclusive esses catálogos de venda direta, porta a porta, de marcas conhecidas, de beleza e lingerie, agem de forma semelhante. Em um deles você vê os produtos antiage e as fotos das mulheres. É até engraçado. Estão lá as representantes das faixas dos 30, 40, 60 e até 70 anos… mas cadê a de 50? Parece que mesmo idosas estão mais bem representadas que as de meia idade. Lingerie? Nem 30 anos devem ter.

Creio que o marketing da maioria das empresas está meio cego e fora da realidade. O Brasil, assim como boa parte do mundo, está envelhecendo. Sei que eles devem pensar: vamos investir nos jovens, pois eles irão consumir por mais tempo. Algo meio míope, não?

Pessoas com 50 anos costumam ser ótimas consumidoras, mulheres em especial, e é sobre nós que estou falando. Mas parece que, de novo, algo que sempre friso, somos invisíveis, indesejadas e ignoradas pelas empresas/mídia. Como se nós não consumíssemos, não vivêssemos, fôssemos walking deads

Estou falando de mim, de amigas, mas também de gente como Nicole Kidman, Julia Roberts, Sandra Bullock, Claudia Raia, Paula Toller, Marisa Monte, Halle Berry, Jennifer Aniston… Depois, criticam que muitas mulheres acabem destruindo seus semblantes ao fazer procedimentos que as deixam irreconhecíveis, para parecer mais jovens.

Homens no controle

casal conversa kabaldesch0
Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Ouvi um programa de rádio que tem como tema empresas e consumidores. O convidado era o diretor de marketing do setor de beleza de uma multinacional. Ele falou sobre mulheres, Carnaval, assédio etc. Passou tanta credibilidade, sabe? #SQN

O que um homem jovem pode falar sobre assédio no Carnaval do ponto de vista feminino? E sobre beleza feminina, sobre o que as mulheres querem? O que lhe foi passado em pesquisas, claro. Poderia ser o mesmo com uma mulher? Sim, mas ao menos uma mulher, experiente acrescento, já deve ter sentido alguma vez na pele, ou no cabelo como era o tema da conversa, o que é ser mulher em grandes aglomerações.

Aquela mão boba passando no seio ou na bunda, aquele puxão de cabelo, aquela obscenidade no ouvido, aquele impropério no meio da cara… Mas não, quem falava sobre produtos femininos para o cabelo ou de inconvenientes femininos na festa mais comemorada do país era um homem.

Será que esta multinacional não tinha uma mulher com capacidade para ocupar o cargo de diretora de marketing? Não acredito. Desculpem, não acredito mesmo.

Por que isso? Por que homens decidindo o que vamos usar? Já vi o contrário, mães e mulheres escolhendo o que o filhinho ou maridinho vão usar, o que acho engraçado, mas o homem?

Até quando isso vai acontecer, me pergunto. Uma pesquisa mostrou que vamos ganhar o mesmo que eles daqui a 220 anos! 220 anos!!! Não, não vou acreditar nisso. Mas e quanto aos cargos, mesmo ganhando menos, nem isso nos é permitido?

Empoderamento e sororidade: como crucificar uma menina

marina ruy barbosa

Antes de começar este trecho, quero frisar, quem me conhece sabe que odeio estas palavras: empoderamento e sororidade. Detesto porque são grandes e feias. Principalmente empoderamento que é uma tradução de uma palavra em inglês. Os significados, bom, nos últimos dias tenho achado que são meio piadas.

Neste caso vou dar alguns nomes, pois estou falando da atriz Marina Ruy Barbosa. A garota está sendo crucificada. Espero que ela tenha bastante apoio da família para conseguir sair desse lamaçal no qual jogaram seu nome. Não sei como ela aguenta. Sei que é uma pessoa pública, mas já na época da novela Deus Salve o Rei, ela era massacrada nas redes sociais. Por quê? Porque sua personagem era a da mocinha, honesta, correta, e que ousou se apaixonar por um rei, sendo ela uma relés plebeia. Ou seja, uma chata aos olhos de alguns.

Sim, mesmo se tratando de ficção, os haters a destruíam e exaltavam a personagem psicopata de Bruna Marquezine, esta, sim, a rainha. E usando os nomes das atrizes, e não das personagens, na maioria das vezes. O hipócrita de tudo isso é que essa horda de neobárbaros é a mesma que deve ter incensado o casamento do príncipe Harry, do Reino Unido, com a plebeia Meghan Markle. Ou seja, na ficção, nem pensar, mas na realidade é tão fofo.

Agora, Marina está na novela das nove – O Sétimo Guardião – e sua personagem começou, acho, a fazer par romântico com o personagem do ator José Loreto. Digo acho porque no começo, que assisti por causa dos gatinhos pretos, ela fazia par com Bruno Gagliasso, que também está meio que no rolo. Depois, quando a história não me pegou, voltei para os filmes e séries da TV a cabo ou Netflix.

Creio que todos saibam o que está havendo, já que isso tem sido mais falado que a separação de Bibianno e Bolsonaro, que a reforma da previdência, que a complicada situação da Venezuela, que o muro do Trump, que o Oscar…

José Loureiro estaria separado da mulher, também atriz, Débora Nascimento, com quem tem uma filhinha ainda bebê. E o motivo da separação teria sido um caso extraconjugal com uma colega do elenco da novela. Já fizeram a marca do alvo na testa de Marina e começaram as flechadas. Só nela.

O ator, que eu nem acho que é tudo isso, está dia sim, dia não, pedindo desculpas à ex e querendo voltar. Mas nenhuma palavra sobre a colega. E algumas atrizinhas, daquelas que a gente sabe que nunca vão ser, assim, uma Meryl Streep na vida, voltaram à infância e, para mostrar que são puras e que a amiga ruiva é má, correram a bloqueá-la nas redes sociais. Ao que equivaleria isso em relação a anos atrás? “Mãe, não convida fulaninha pro meu aniversário!” Coisa de estudante de quinta série? Ainda existe quinta série?

Por que todas as vezes em que surgem esses boatos de separação todos massacram a mulher? Por que os homens continuam sendo poupados. E não estou falando de homens julgando homens, mas mulheres julgando mulheres. E para onde foi aquele papo de ser “muderno”, sexualmente livre e tal? O papo do empoderamento?

E críticas vindo de uma que já passou por isso, mas perdoou o maridinho. E, dizem as más línguas, desde então o controla, com direito a horário de entrada e saída de gravação? E, muito pior, outra atriz que, anos atrás, ainda casada, teve seu nome associado à crise no casamento do cantor e ator Justin Timberlake e da atriz, lindíssima, Jessica Biel? Ela até atiçava os boatos, afinal, o cara é de Hollywood e estava fazendo shows por aqui. Agora, depois de desmentir o affair, dizem que está atrás de uma atriz que anda paquerando seu atual noivo.

Nossa, até cansei, é muito lixo para comentar, e meus anos de revista Amiga acabaram no século passado.

Mas o que queria questionar é: aonde foi parar a sororidade? O empoderamento feminino? O feminismo? Para mim, tudo isso é uma grande hipocrisia. Bullshit.

Infelizmente, quem sempre tentou puxar meu tapete profissionalmente era mulher. Fora aquilo de você contar que está paquerando alguém e sua “amiga” começa a jogar charme, a concorrer. Você muda o cabelo e logo aquela colega muda igualzinho…

Enquanto as mulheres agirem assim, não teremos um futuro a comemorar, sério. Acho que vai demorar bem mais que os 220 anos de igualdade salarial com os homens.

Esqueçam as palavras traduzidas que podem soar bonitinhas e comecem a agir, porque já passou da hora. E bloquear pessoas nas redes sociais por causa de fofoca, depois de uma certa idade, não é nem algo feio, é patético. Ainda mais uma amiga.