Arquivo da categoria: carreira

Entrevista de emprego: como enfatizar pontos fortes, se diferenciar e sair do óbvio

Você está participando de um processo de seleção para uma vaga que deseja muito. Entre os candidatos, alguns com perfis muito parecidos com o seu. Claro, vocês foram escolhidos pelo currículo para concorrer ao mesmo cargo. Por isso, o importante é focar no que você tem de diferente para oferecer.

“Costumamos falar que há o hard skill e o soft skill. São termos em inglês que acabamos adotando por aqui. O primeiro diz respeito às habilidades técnicas, experiência e estudo, o que se aprende na busca pelo conhecimento. Já a segunda, soft skill, são as habilidades comportamentais e competências subjetivas que você desenvolve”, explica o coach Edson de Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation.

Ele afirma que é muito comum quando o recrutador pergunta ao candidato quais suas qualidades, este responder o que já está no currículo ou no perfil do Linkedin. E alerta: “É comum, um ficar enfeitando o currículo e o outro enfeitando a vaga. E isso vira um namoro de pássaros que resultará em três meses de paixão. Começará com o ‘oba, oba’ e terminará no ‘êpa, êpa’, resultando no fim do encantamento”.

entrevista consultoria pixabay.jpg
Pixabay

Moraes aconselha o candidato a falar sobre suas habilidades fora do profissional, além de pesquisar o que a empresa está buscando em um candidato para aquela vaga.

O que citar

Alguns pontos positivos que as pessoas, por nervosismo ou por não darem importância, acabam não mencionando:

– aptidão de lidar com problemas complexos;

– criatividade;

– capacidade de trabalhar bem em grupo;

– pensamento crítico;

– flexibilidade cognitiva.

Algumas pessoas, principalmente quando buscam o primeiro emprego, não acham relevante comentar que fizeram parte de um time que praticava determinado esporte. Que participavam do teatro e da produção de peças no colégio ou faculdade. Que cantavam no coral da universidade. Que trabalharam como babás ou cuidadores. Que fizeram trabalho voluntário em abrigos de animais ou casas que cuidam de idosos ou que saiam à noite distribuindo sopas e cobertores para os sem-teto.

“Esse tipo de comportamento passa ao entrevistador abnegação, sensibilidade, preocupação com o próximo e capacidade de atuar em grupos. E qual a importância disso para o cargo? A mensagem é que se trata de alguém sensível, que pode unir o time, levar o grupo a um propósito final. Isso passa seus valores e crenças. E muitas empresas não têm valores, mas estão buscando por eles. E isso será seu diferencial”, ensina Moraes.

entrevista de emprego 1
Pixabay

Já para os mais experientes, cuidado ao mencionar o motivo pelo qual saiu de empresas anteriores. Não faça críticas, pois estará passando uma mensagem muito negativa. “Fale de você, e sempre do seu ponto de vista. Não fale mal do lugar ou de pessoas onde trabalhou, pois, no fundo, isso falará mais sobre você que do lugar”, finaliza o coach.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

 

 

 

Anúncios

O estresse pode ser um bom amigo por Lucas Medola*

Antes de partir para a vitória (afinal, era quase sempre o desfecho de suas aparições nas pistas pelo mundo afora), Usain Bolt dava sinais de estresse. Sim, apesar do que o semblante bem-humorado pudesse suscitar nos milhões de espectadores que sempre o acompanharam, o maior velocista de todos os tempos ficava estressado antes do tiro de largada – mesmo depois de oito medalhas de ouro olímpicas. E tinha de ser assim. Mas na dose certa.

Acredite, o estresse não é necessariamente um inimigo – nem nas raias do atletismo nem nas raias da vida corporativa. Ele é uma defesa natural aos estímulos externos e também essencial para o conjunto de ações conhecidas como “instinto de sobrevivência”. Diante de uma situação de perigo, por exemplo, produzimos adrenalina e cortisol, substâncias que nos deixam em situação de alerta, prontos para reagir, independentemente do cenário no qual estamos inseridos.

No mundo corporativo, o estresse está presente em boa parte do tempo dos executivos – mais do que isso, parece fazer parte de nosso job description, tratado quase como um status dos cargos de chefia. Só que isso pode gerar diversos problemas de saúde, dentre os quais quadros de hipertensão, cardíacos, ansiedade e insônia (em casos extremos, até quadros de depressão) – só para citar os mais comuns.

A questão, aqui como em qualquer instância da vida (tanto a pessoal quanto a profissional), é bom senso. Ou seja, também é preciso estabelecer momentos dedicados à desaceleração durante o expediente, momentos em que você precisa relaxar, a despeito do turbilhão que possa estar ocorrendo à sua volta. Não é simples, claro, mas esse autocontrole fará com que você consiga atravessar os desafios mais rapidamente, de forma mais estruturada, sem emoção, e de modo mais saudável.

É fundamental também incluir na sua rotina, não apenas diária, mas durante as férias, alguma atividade que te gere prazer (pode ser física ou não), bem-estar e o famoso “desligar do mundo”. Esses momentos são essenciais para a saúde mental e física, além de parte do processo que leva ao sucesso profissional.

Mas não se acalme tanto assim! É o estresse na medida correta que pode fazer a diferença entre fracasso e sucesso.

mulher ocupada trabalho

Um dos fatores mais interessantes do “bom” estresse (ou estresse controlado) é que ele melhora o desempenho intelectual e a capacidade da memória. Há estudos que garantem até uma facilidade maior de aprendizado em homens e mulheres que vivem com nível de estresse controlado. Para um executivo que depende de seus neurônios a cada segundo de seu dia de trabalho, trata-se de uma notícia e tanto. Isso porque o estresse é capaz de estimular a produção das chamadas proteínas regenerativas, que favorecem o surgimento de novas conexões cerebrais.

Segundo consta, pesquisadores alemães da Universidade de Freiburg descobriram que o estresse pode ser também um motivador de novas amizades. O estudo demonstrou que pessoas expostas a situações estressantes tendem a socializar com mais facilidade, compartilhando suas ideias e experiências.

Sem falar nos benefícios ao sistema imunológico (o estresse, em níveis saudáveis, leva o corpo a produzir anticorpos com maior velocidade e mantém o indivíduo em estado de alerta). Entretanto se você ultrapassa essa medida, as funções de seu corpo sofrem. Motivo? A adrenalina se junta ao cortisol, “fabricando” uma mistura tóxica no organismo, capaz de causar lapsos de memória, taquicardia, pressão alta, alergias, tensão muscular, irritação sem motivo aparente, falta de concentração e até… medo.

Ao perceber sinais de que está se aproximando de seu limite, pare o que estiver fazendo – sim, permita-se uma pausa. Afinal, como diria o filósofo William James, “a maior arma contra o estresse é nossa habilidade de escolher um pensamento ao invés de outro”. Portanto, respire ou exercite-se, ouça uma música ou leia o capítulo de um livro que não tenha nada a ver com o que você está fazendo, dê uma “volta” pelas redes sociais (sem compromisso) ou jogue online por 10 minutos. Aposte nisso no ambiente de trabalho, mantenha seu índice de estresse na coleira e você colherá bons resultados.

Usain_Bolt_after_100_m_final_2015_World_Championships_in_Athletics_Beijing_5
Foto: Erik van Leeuwen/Wikipedia

Os especialistas são unânimes: momentos de hiperatividade devem ser sempre curtos, jamais duradouros. Como o jamaicano Usain Bolt costumava demorar menos de 10 segundos (nos 100 metros rasos, sua prova mais forte) para cruzar a linha de chegada e abocanhar a medalha de ouro – de novo e de novo e de novo! -, a teoria parece mesmo fazer sentido.

*Lucas Medola é CFO do PayPal para a América Latina

Como lidar com a síndrome do intestino irritável no ambiente de trabalho

A Síndrome do intestino irritável (SII) é especialmente difícil para as pessoas no ambiente de trabalho, mas existem maneiras de lidar. Mesmo quando está se preparando para ir trabalhar pode ser um momento difícil para pessoas com alguns tipos de SII.

Não é incomum que os portadores da síndrome tenham de quatro a cinco evacuações antes de sair de casa, diz Jeffrey Roberts, presidente e fundador da IBS Self Help and Support Group. O grupo tem 60.000 membros ativos on-line, bem como reuniões presenciais nos EUA, no Canadá e em outros países.

“Temos visto pessoas que pararam de trabalhar porque não conseguem se preparar de manhã, sair e terem aquela sensação desconfortável de ter que lidar com os sintomas”, diz Roberts. Deixar o mundo do trabalho é apenas uma das coisas que as pessoas com a síndrome fazem por causa de sua desordem. Sofrem muitas vezes com faltas ou atrasos ​​não só em relação ao emprego, mas na escola e em outras atividades.

Os custos com os cuidados da SII 

O custo direto e indireto da síndrome do intestino irritável nos EUA foi estimado em cerca de US$ 1,5 bilhão por ano. Os números sozinhos são surpreendentes. E os números não podem sequer começar a quantificar o custo do sofrimento humano e os danos aos relacionamentos.

Dê-se tempo para se preparar 

mulher escovando dentes
Foto: JanFidler/Morguefile

Para reduzir sua própria perda econômica em potencial, Roberts sugere que a pessoa tenha tempo para se preparar para o trabalho. Ele próprio tem SII e se dá pelo menos duas horas para se aprontar de manhã. Uma vez no trabalho, ele faz o melhor que pode para lidar com os sintomas.

“Eu enfrento as adversidades”, diz Roberts. “Minha síndrome é bastante severa. Eu me trato com alguns medicamentos, mas também lido com o problema, percebendo que vou ter alguns momentos ruins e também vou ter os bons.”

Diga a alguém no trabalho que você tem SII

mulher homem conversa trabalho pexels
Pexels

Algo que pode ajudar é você falar com um colega de trabalho confiável ou simpático ou com o chefe sobre a síndrome. “A maioria das pessoas apoia muito”, diz Lynn Jacks, fundadora de um grupo de apoio do SII na Summit, New Jersey. Ela sugere ser honesta com seu supervisor. Deixe ele saber que você tem SII sem dar muitos detalhes pessoais. Isso pode significar explicar a SII e seus sintomas.

“Também é importante informar ao seu gerente que, embora nem sempre tenha controle sobre os sintomas da SII, você é um trabalhador dedicado e lidará com a situação de acordo”, diz Roberts. Deixe-o saber que os sintomas podem forçá-lo a sair de uma reunião ou ir ao banheiro com frequência, mas que você será capaz de fazer o seu trabalho depois que a dor e o desconforto diminuírem.

Se o seu supervisor não for simpático, você pode pedir ao seu médico que escreva uma nota explicando que a SII é uma doença real e que certos sintomas podem ocorrer.

Considere um tratamento para prevenir a SII

esteira-exercicio-academia-1400x1000-0517

Uma vez que os sintomas da SII aumentam no trabalho, pouco pode ser feito a não ser suportar o desconforto e a dor. Respiração profunda e a caminhada podem ajudar durante episódios de dor.

Mas especialistas dizem que a melhor maneira de lidar com a doença no trabalho é tentar evitar os sintomas. Seu médico pode prescrever medicamentos para preveni-los. Algumas drogas podem levar algumas semanas para ter efeito total.

Lynn sugere exercícios regulares. “Exercitar-se frequentemente libera a tensão”, diz. Além disso, ela observa que a atividade física pode ajudar a tonificar os músculos do intestino.

Já Roberts recomenda a terapia comportamental, que pode incluir hipnoterapia, psicoterapia e técnicas de relaxamento. Outras estratégias que podem ajudar a prevenir os surtos de sintomas da SII no trabalho incluem:

=Mudanças na sua dieta

=Gerenciamento de estresse

=Acupuntura e outras terapias alternativas

Converse com um médico sobre quais estratégias de prevenção e tratamento da síndrome podem funcionar melhor para você.

Referência médica WebMD revisada por Jennifer Robinson, MD

Entrevista de emprego: como sair de situações complicadas com elegância

É muito comum ouvirmos especialistas indicando como um candidato deve se comportar na hora de uma entrevista de emprego. Geralmente são as mesmas recomendações: ir vestido de forma adequada à vaga pleiteada, ser educado, risonho, simpático. Para as mulheres, sempre falam para não exagerar na maquiagem e não extrapolar no uso do perfume, o que vale também para os homens.

Mas e como sair daquelas perguntas muito comuns sem cair no clichê ou obviedade? Exemplo? A clássica: qual seu ponto fraco? A maioria das pessoas costuma falar que é ser perfeccionista.

Então, como responder sem queimar a largada, sem cair no óbvio e sem parecer que está provocando o entrevistador? “Poderia falar, de forma elegante, que seria melhor perguntar aos seus amigos, que o conhecem melhor. Outra possibilidade é falar, por exemplo: pontualidade. Inverter os papeis e perguntar: ‘para o posto que vou ocupar, não ser pontual é algo grave?’”, aconselha o executive coach Edson de Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation e sócio do Espaço Meio.

pessoas emprego gde

Porém, é só entrarmos em grupos de profissionais no Facebook para nos depararmos com desabafos de pessoas que passaram por situações constrangedoras. Um exemplo: uma moça que tem a certeza de que não foi contratada por ter dito que tem uma doença psiquiátrica. Nesses casos, vale a pena se abrir?

Moraes aconselha a ser sincero, mas a responder o que for questionado e a não falar voluntariamente. “O que interessa a essa pessoa perguntar sobre isso, se você estiver se medicando, se tratando? Porém, se perguntarem, responda a verdade. Exemplos: ‘Sim, tenho uma doença psiquiátrica, mas eu tomo remédio, faço terapia e estou bem’; ‘Fui contaminado pelo vírus HIV, faço tratamento e isso não me impede de ter uma vida normal’.

O especialista aconselha a não levantar bandeira sobre o problema, mas não omitir. Ou seja, de novo, responda o que for questionado. Porém, ele lança uma questão: “Se fizerem esse tipo de pergunta, sobre saúde, gênero, política, situação financeira e temas afins, acredito que valha a pena você também se questionar se gostaria de trabalhar em uma empresa assim”.

entrevista de emprego 2

Dizer não

Outra situação: uma pessoa se candidata a uma vaga, mas o contratante fica sob sigilo. Só na última fase do processo de seleção, após testes e entrevistas, fica sabendo que se trata de uma empresa de tabaco, da indústria bélica, ou é um frigorífico ou confecção que utiliza pele animal. E pelas suas crenças e valores, após a descoberta, precisa dizer que não tem interesse na vaga. Como sair bem dessa situação?

Moraes diz que na cultura ocidental as pessoas vão ao processo de seleção e veem o entrevistador como alguém que está lhe fazendo um favor, não como se essa relação fosse uma troca. No caso acima, é cabível comentar com o recrutador que você não foi informado sobre o ramo de atuação do contratante. O que também pode ser feito é você se adiantar quando o nome da empresa não for dito. Comente as suas restrições. Assim, nenhum dos lados perderá tempo.

“As pessoas não têm coragem de falar não, pois se sentem rejeitadas. Elas sempre esperam por alguma recompensa. Outros pensam que falar não é uma barreira que fechará portas. Porém, é preciso lembrar que se trata de um contrato de trabalho e que ele não será eterno. Assim, voltamos ao que é realmente importante, seus valores e crenças, isso vai determinar tudo”, finaliza Moraes.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. 

 

Igualdade salarial entre homens e mulheres: tema (ainda) polêmico em pleno 2018*

Sempre que o Dia Internacional da Mulher se aproxima, aproveito para fazer um balanço do ano que passou – e também da vida.

Sei bem o quanto nos custa, como mulheres, cada conquista. E também o quanto ainda temos para conquistar, apenas para nos equipararmos em direitos a nossos pares masculinos. A batalha diária é mesmo árdua, mas estou longe de encampar slogans como “o homem é uma fêmea imperfeita”, por exemplo. Elizabeth Gould Davis, a célebre autora do também célebre O Primeiro Sexo, tem importância fundamental na luta feminista, com certeza, mas nossos inimigos, creio, não são os homens.

O que temos de mudar (aliás, isso já deveria ter acontecido) é a consciência da própria mulher, consciência de que pode ser o que quiser, escolher o próprio caminho, ser feliz consigo mesma. Esse talvez seja o maior desafio, porque estamos lidando com a autoestima, tão minada ao longo dos séculos.

Claro, não podemos dizer que nada mudou nos últimos anos. Hoje é possível detectar uma série de evoluções na vida das brasileiras. Basta lembrarmos da Lei Maria da Penha, de 2006, que já salvou a vida de milhares de mulheres desde então (e que precisa ser ainda mais intransigente no combate à violência doméstica); e também da mais recente lei que fez do feminicídio um crime qualificado de homicídio, com pena de 12 a 30 anos, e o incluiu no rol dos crimes hediondos, em 2015.

São ações essenciais como essas que devemos comemorar, assim como cada polegada conquistada no decorrer dos anos.

executiva - M. Connors

Mas também precisamos investir mais tempo e dedicação a uma questão que não poderia (ainda) ser tema polêmico, a estampar capas de revista ou editoriais de jornais mundo afora. Refiro-me ao atual estágio da desigualdade salarial nas empresas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, em um prognóstico que considero bastante perturbador, a remuneração de homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo só será a mesma em… 2095.

Não sei você, leitora, mas não gosto da opção de ter de viver mais 77 anos (na esperança, muito reduzida, de ainda estar por aqui palpitando) para finalmente ver transformado em realidade um cenário que não faz sentido já nos dias atuais.

Afinal, já há exemplos importantes no mundo de que é possível, sim, superar essa barreira. O mais impressionante é o da Islândia, onde, desde o início de 2018, vigora uma lei pioneira que obriga as empresas a pagarem salários iguais a homens e mulheres no desempenho das mesmas funções.

De acordo com a lei, que foi aprovada em junho do ano passado e entrou em vigor em janeiro de 2018, todas as empresas com mais de 25 funcionários terão de provar que não praticam diferenças salariais de gênero.

Na Alemanha, onde a disparidade salarial entre homens e mulheres bate os 20% – valor idêntico na Áustria e na Hungria, com a Estônia em estratosféricos 30% e a Eslovênia com a melhor performance da UE, com 10% -, uma nova lei também já obriga as empresas a informarem suas funcionárias sobre o salário de seus colegas homens em cargos idênticos. Uma saia-justa muito bem-vinda.

No Reino Unido, as empresas com mais de 250 trabalhadores têm, a partir deste ano, de tornar públicas as desigualdades salariais. E, na Espanha, trava-se uma batalha parlamentar por uma lei que obrigue a essa mesma transparência.

Em qualquer latitude, é questão, pura e simples, de se fazer justiça. Levando-se em consideração que, no Brasil, as mulheres são maioria em cursos de graduação, mestrado e doutorado desde o começo desta década (de acordo com dados recentes do Capes), creio que podemos cobrar, já na próxima década, a inversão da balança de empregos entre eles e elas.

As mulheres, no mundo inteiro, estão cada vez mais preparadas, intelectual e emocionalmente, para alcançar o sucesso pessoal e profissional – isso é um fato. O exemplo mais insólito talvez seja a Universidade de Oxford, que, em 2017, admitiu mais mulheres do que homens em seus cursos de graduação pela primeira vez em seus mais de 800 anos de existência.

Então, por que as mulheres continuam a receber menos? No Brasil, elas ganham cerca de 75% do salário dos homens na mesma função. São números do Pnad, que mudaram muito pouco nos últimos anos.

mulher executiva

Não, não vou citar a badalada capacidade multifuncional das mulheres, nem a tão festejada sensibilidade feminina. Isso não significa que estou negando as duas qualidades, muito pelo contrário, só não acho que é preciso enaltecer características inatas para provar que merecemos o que há muito já fazemos por merecer.

Não somos melhores do que ninguém e não deve ser esse o objeto da discussão. O que queremos é, apenas, respeito pela verdade dos fatos, pela verdade que estamos escrevendo há décadas.

Como diria Gloria Steinem, famosa jornalista e ativista pelos direitos femininos, “a verdade te libertará, mas, primeiro, ela vai te enfurecer”. É preciso buscar essa liberdade todos os dias, evitando apenas que a fúria bloqueie a nossa capacidade de ação e reação.

Um feliz Dia Internacional da Mulher para todas nós!

*Paula Paschoal é diretora geral do PayPal Brasil. A empresa, com sede em San Jose, na Califórnia, estabeleceu, em 2016, que mulheres e homens em cargos idênticos recebam o mesmo salário

 

Conheça profissões que podem ser aperfeiçoadas enquanto se está no trânsito

O morador de São Paulo perde, em média, 45 dias por ano parado no trânsito, de acordo com uma pesquisa sobre Mobilidade Urbana realizada pelo Ibope em 2016. O paulistano gasta, em média, quatro horas no transporte público diariamente, entre ônibus, metrô e trens da CPTM. Com o auxílio da tecnologia, é possível usar as mais de 20 horas semanais no trânsito para aprender uma nova profissão, por exemplo.

A eduK, startup brasileira especializada em cursos on-line que tem como objetivo de fomentar o empreendedorismo no Brasil, possui cursos que auxiliam no desenvolvimento de habilidades profissionais em diversas áreas, como gastronomia, fotografia, artesanato, beleza e negócios, que podem ser acessados pelo computador ou smartphone.

Atualmente, a maior parte do público da eduK é feminino, tem faixa etária média de 40 anos e reside na região sudeste, que é responsável por 33,6% do empreendedorismo em território nacional, de acordo com a pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O levantamento aponta ainda que 42,9% dos empreendedores do país abrem seus negócios por necessidade. Para preparar as pessoas para este cenário inovador de investimentos e negócios aliados àquilo que elas mais amam fazer, listamos abaixo os cursos mais procurados pelos paulistanos e que podem ser assistidos durante essas horas no trânsito:

bolos confeitados edu k

Bolos confeitados – com maior número de aprovação por aqueles que assistem às aulas de gastronomia, o curso é ministrado pelo confeiteiro Eduardo Beltrame, tem duração média de oito horas e ensina a preparar massas e recheios, assim como fazer as montagens e as decorações. Em seu conteúdo conta com técnicas e dicas para deixar o bolo perfeito para receber diferentes tipos de coberturas, além do destaque voltado para as diversas metodologias de decoração.

EDUK-BOLO

Tortas doces – mais um curso eduK por Eduardo Beltrame, que é um dos experts mais famosos da startup, com duração média de seis horas, tem o objetivo de ampliar os horizontes de quem já tem habilidades com confeitaria, ensinando a fazer novas tortas por meio de técnicas e combinações exclusivas de ingredientes para criar o seu diferencial utilizando frutas, amêndoas e até sorvetes em recheios artesanais e receitas de renome. São nove tipos de tortas, com sabores nacionais e internacionais. Dentre as receitas ensinadas, estão torta de chocolate com caju, a torta de sorvete de frutas tropicais, a torta mineira de café com queijo, a torta de ricota com limão e a torta Balerine cremosa de dedo-de-moça.

cdn.eduk.minibolos-decorados

Doces para festas – ministrado pela cake designer Mika Sakihama, o curso tem duração média de oito horas e ensina a preparar doces para diversos eventos, desde reuniões corporativas às festas infantis. O passo a passo traz também as orientações necessárias com o perfil de cada tipo de evento. Dentre os doces ensinados estão pirulitos enfeitados, popcakes, biscoitos, pães de mel, chocolates, minicupcakes, docinhos, minibolos e donuts.

jaiel prado

Fotografia – o fotógrafo Jaiel Prado conduz o curso, que tem duração média de oito horas e tem foco nas três principais áreas de atuação de fotógrafos, ensaios, eventos e produtos e ensina as técnicas de fotografia aliadas às estratégias de mercado de cada um dos campos.

feltro eduk

Artesanatos com feltro – ministrado pela artesã Débora Radtke, o curso tem duração média de 4 horas e ensina a confeccionar produtos com feltro para decoração infantil com diversas técnicas aplicadas para manter a delicadeza e o acabamento impecável de cada um dos seus produtos finais. O curso ensina desde a estruturação com enchimento manta pack até a aplicação inversa em ponto reto para inicial do nome do bebê.

Informações: eduK

 

Dicas de como usar as tendências de verão nos looks de trabalho

O black’n white do escritório e a formalidade das roupas para trabalhar podem ganhar um ar mais cool e bem verão, com algumas dicas fáceis, e aproveitando as peças já compradas nesta estação.

Quem está trabalhando em pleno verão pode ficar inspirado pelas fotos cheias de cor que circulam pelo Instagram. Mas é possível usar as trends da estação em pleno escritório? Dá, sim! O Paraíso Feminino, primeiro buscador de moda segmentado ao público feminino, apresenta um caminho sem volta para inserir as tendências do verão no look de trabalho. Um estímulo para encarar a rotina diária do escritório com mais estilo.

Cropped wide leg jumpsuit Cityshop na FARFETCH de R$1.710,00 por R$835,00
Cropped wide leg jumpsuit Cityshop na Farfetch 
Brinco de Prata Gota Zircônia Ametista Base Rendada Anzol na LUMAÊ por R$99,00
Brinco de Prata Gota Zircônia Ametista Base Rendada Anzol na Lumaê 

Ultra Violet foi a cor escolhida pela Pantone em 2018, e a produção office pode se beneficiar da energia e criatividade deste tom. “O macacão violeta em alfaiataria é uma peça prática do verão, e se adapta facilmente ao ambiente de trabalho quando usado com acessórios como cinto de couro e bolsa estruturada. Para trazer mais sofisticação, sobreponha um blazer acinturado. As mulheres mais discretas podem usar a cor somente em pontos estratégicos, como lenços ou brincos”, diz a fundadora do site, Rachel Toyama, que também é personal stylist e consultora de imagem.

Saia Transpassada Maxi na AMARO por R$199,90
Saia Transpassada Maxi na Amaro

A famosa saia secretária ou lápis é atualizada na hora quando incorporada com os babados, um dos hits mais fortes dessa estação. Os babados tiram a seriedade da peça, deixando o look com um ar mais leve, como pede o verão. Deve-se ter apenas atenção na escolha da modelagem, por exemplo, e mulheres de quadris largos devem evitar os babados nesta região.

Anabela Amarração Estampada na CARMEN STEFFENS de R$299,90 por R$209,93
Anabela Amarração Estampada na Carmen Sreffens 

As estampas tropicais podem e devem ser levadas para o look de trabalho. Em ambientes que exigem muita formalidade, as peças estampadas devem ser combinadas com outras de cores neutras. “Mas, se o seu job permite, a dica é fazer uma combinação das estampas de verão com estampas clássicas, como listras, poás ou xadrez”, finaliza Rachel.

Blusa Decote Ombro a Ombro e Amarração Listrada na POSTHAUS de R$119,99 por R$79,99
Blusa Decote Ombro a Ombro e Amarração Listrada na Posthaus 
Blusa Crepe Babado Laura na AMISSIMA por R$109,95
Blusa Crepe Babado Laura na Amissima 
Calça Pantacourt de Sarja com Faixa na AMARO de R$169,90 por R$139,90
Calça Pantacourt de Sarja com Faixa na Amaro 

O Paraíso Feminino reúne e melhor da moda a um clique de distância, são 300 lojas virtuais, mais 450 mil produtos e 5 mil marcas em um mesmo lugar. O Paraíso Feminino não realiza venda de nenhum produto, mas faz a interligação entre as consumidoras e as lojas virtuais além de disponibilizar um caderno com todas as dicas e tendências fashion.

Fonte: Paraíso Feminino

 

Meditação não dá trabalho – por Edson Moraes*

“Deve-se tratar a prática da meditação como uma ferramenta poderosa para se compreender melhor, amenizar a ansiedade quando se está procurando emprego ou ter mais força quando se está trabalhando, mas sobrecarregado e infeliz com sua atividade”

Muitos procuram no coaching uma forma de reorganização interna para atingir algum objetivo, seja pessoal, profissional, financeiro ou tudo isto junto! Procuro explicar que o papel do coach é ajudar o cliente a montar uma estratégia para organizar os planos, identificar as competências necessárias para o sucesso no atingimento de objetivos e acompanhar a execução das atividades identificadas no plano. Mas o que vale mesmo é a pessoa executar essa estratégia com diligência e foco, seguindo, no presente, os passos necessários para atingir os objetivos desejados para o futuro.

Para que tais ações sejam realizadas, é fundamental que a pessoa esteja atenta a si própria, percebendo quais desejos e necessidades devem ser atendidos e validando se suas ações estão coerentes com aquilo que se quer atingir.

Muitas vezes, ao discutir tais aspectos de seu programa de coaching, as pessoas perguntam como manter o foco, uma vez que a vida requer múltiplas ações realizadas quase que simultaneamente.

A alternativa prática que recomendo para colaborar com a execução de seus planos é a meditação. Apesar de budista, não aconselho nada metafísico ou associado a uma religião. Como descrito por Facundo Guerra, que se define como “um agnóstico do tipo arrogante” no livro “Empreendedorismo Para Subversivos”: “simplesmente baixe um aplicativo de meditação no seu celular, use um de seus tutoriais e pare por dez, quinze minutos por dia para entrar verdadeiramente dentro de si”.

mulher meditação pixabay 33
Pixabay

Se até um cético assumido recomenda esta prática, vejo que o caminho pode ser percorrido com tranquilidade por qualquer pessoa, independentemente de sua crença. Basta identificar o método mais adequado ao estilo da pessoa.

Deve-se tratar a prática da meditação como uma ferramenta poderosa para se compreender melhor, amenizar a ansiedade quando se está procurando emprego ou ter mais forças quando se está trabalhando, mas sobrecarregado e infeliz com sua atividade.

A meditação permite viver um estado de consciência sobre si como nenhuma outra técnica ou tratamento permitirá. Pode parecer estranho no início, mas a persistência na prática diminui a ansiedade, melhora a depressão e o sono, controla a pressão arterial e diminui os batimentos cardíacos. Tudo isto cientificamente provado por diversas pesquisas, trabalhos acadêmicos e relatos de meditadores frequentes.

O equilíbrio percebido por meio da prática favorecerá a compreensão sobre como agimos, reagimos e enfrentamos as questões que nos trazem satisfação ou sofrimento, viabilizando a estruturação de mudanças internas, as quais nos levarão a buscar transformações no nosso ambiente externo. Além de permitir que nos centremos nas atividades cotidianas e na execução de nossos projetos. O resultado é mais foco e alta performance na realização das tarefas e atividades requeridas para execução de planos.

Antes que alguém fale que não consegue “esvaziar a mente”, devo dizer que isso é uma bobagem. Não há como esvaziar a mente, a não ser que a pessoa esteja em morte cerebral. Aí o caso já é outro. Meditar é observar os pensamentos, sem julgamento ou seleção (isto quero, aquilo não quero).

Como entre um pensamento e outro há um intervalo, ao perceber em atenção plena o que pensamos, também notamos que entre um pensamento e outro não há nada. A observação constante amplia este intervalo, fazendo com que surja, naturalmente, o chamado vazio da mente, que dura até o próximo pensamento. Neste processo, a mente observa a mente. E isto nos faz conhecer alguém novo: nós mesmos.

Meditar não faz com que um chefe ou um cliente chato se torne uma boa pessoa, tampouco garante emprego nem substitui um bom currículo ou amplia seu networking, mas ajuda imensamente a manter a percepção sobre si e seu foco. E, assim, com a ansiedade administrada, tanto a manutenção do emprego quanto a busca por um novo trabalho ficam facilitados. Com os pés no chão e um estado de consciência ampliado, a vida fica mais simples e mais objetiva. Com foco! Afinal, as coisas são como elas realmente são.

Experimente. Meditar não dá trabalho. Nem emprego. Mas ajuda a viver melhor.

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

Consultora dá dicas de maquiagem para o trabalho

O ano de 2018 está no início e novas oportunidades se vislumbram em todos os âmbitos, inclusive no ambiente corporativo. Para começar o novo período com o pé direito, que tal aprender alguns truques de maquiagem para evitar exageros?

Segundo pesquisa da consultoria Robert Half, com 1.775 diretores de Recursos Humanos de 19 países, sendo 100 brasileiros, 22% dos participantes no Brasil disseram que uma boa aparência influencia bastante, enquanto para 45% influencia significativamente e para 41% influencia pelo menos um pouco.

Diante desses dados, a consultora de maquiagem Vanessa Fernandes afirma que menos é mais na hora se maquiar para trabalhar. Veja as dicas a seguir:

Evite erros

sobrancelha olho maquiagem

O olho muito preto não é indicado no ambiente de trabalho, pois ao longo do dia há a tendência de a maquiagem escorrer, o que remete à aparência de cansaço. Evite carregar no contorno do rosto em excesso e sombras muito brilhosas. Se você é adepta do olho delineado gatinho, não exagere no tamanho do risco. E não esqueça: sempre que se maquiar correndo, dê uma conferida no espelho, para evitar marcas de bases e rímel craquelado.

Medo de exagerar

mulher olhos olheira maquiagem

Segundo a consultora, é comum muitas mulheres irem ao trabalho de cara lavada, justamente por medo de acentuar demais a make. Mas na medida certa não há porque temer, pois a maquiagem usada com parcimônia levanta qualquer look e passa a impressão de pele saudável.

Como preparar a pele

make 3

Ao preparar a pele para o trabalho, evite as bases, que são muito espessas para o dia. Aposte em produtos como BB cream e CC cream, que têm uma textura leve e já vêm com fator de proteção em sua fórmula. Mesmo de dia, aproveite para se beneficiar das vantagens do pó (use com pincel e tire o excesso antes de usá-lo). O produto vai ajudar a tirar o brilho e deixar um efeito mate na pele.

Noite de sono maldormida

olheiras13539564941_web_

Ao passar uma noite maldormida, no dia seguinte aposte em correção da pele apenas com o corretivo, que vai amenizar as olheiras. Não use lápis preto para não pesar; use curvex antes e passe rímel apenas na parte de cima, deixando o olhar bem vívido. Use um pouco de iluminador no canto interno dos olhos, que deixa o look mais aberto.

Olhos

Woman putting on make-up

Uma forma de não deixar over é adotar nos olhos um lápis marrom ou nude na linha d’água, que dá mais leveza do que o produto preto. Outra ótima alternativa é adotar um look esfumado discreto, que dá um ar de elegância.

Peles maduras

rejuvenescimento-facial mulher

A pele madura exige mais hidratação, uma boa dica é misturar hidratante com a base; evite carregar muito nos olhos, aposte em looks esfumados. Outra alternativa é usar primer com efeito de peeling, que dá uma leve esticadinha no rosto.

Blush e batom

makeup2

Os blushes dão um de saúde no rosto, porém não exagere. Os que puxam para os tons de pêssego e rosados são bastante indicados. Em peles morenas e negras, as melhores nuances são bronzes e avermelhados. Nos lábios, o bom senso é a palavra-chave, pois algumas empresas preferem cores mais discretas, como nudes ou rosados. Por serem mais clássicos, os vermelho e vinho são ótimas opções em ambientes corporativos mais descontraídos.

Fonte: Vanessa Fernandes é maquiadora profissional e expert na arte da beleza há três anos, prestando consultoria e cursos para mulheres no ambiente corporativo

 

Como as resoluções de ano novo podem ser materializadas

Um novo ano chegou e com ele as listas de resoluções e promessas. Muitos decidem que vão mudar de emprego, estudar, começar um namoro e uma enumeração infinita de objetivos que, na maioria das vezes acabam não sendo realizados. O coach Daniel Lustig, da consultoria Mind Factory, nos explica porque muitas vezes não cumprimos o que prometemos para nosso próprio desenvolvimento pessoal e dá dicas de como evitar que isso a aconteça em 2018.

“As razões para desistirmos de nossos planos de mudança são as mais variadas, como a falta de organização ou a fuga dos obstáculos, no entanto, na maioria das vezes, nem nos damos a oportunidade de começar e de estarmos dispostos a mudar”, explica Lustig.

“Para ajudar que, em 2018, seja diferente e que as pessoas possam realmente fazer a diferença em sua jornada, basta estar atento a alguns passos que podem ser seguidos na busca de qualquer objetivo, em qualquer área da vida”, alerta o executivo que criou a Mind Factory.

1. Desejo verdadeiro de mudança

O primeiro passo para um ano de realizações é estar realmente disposto a mudar. Ter consciência dos desafios que virão e das coisas que terá que abrir mão. Você já consegue afirmar com toda a certeza que está pronto para as mudanças? Qual o tamanho da sua vontade? Por exemplo, se nos seus planos está o trabalho em uma outra cidade, isso vai demandar uma mudança de casa, afastar-se da família e amigos. Isso é realmente viável para você? Como e onde vai começar a procurar por esse emprego? Se tiver estas respostas, você está preparado para a próxima etapa.

2. Defina quais são suas metas e objetivos

indecisao-mulher-duvida

Em primeiro lugar, é necessário entender a diferença entre uma meta e um objetivo. Por exemplo, quando você decide que no próximo ano vai perder peso e se dedicar a uma vida mais saudável. Este é o seu objetivo, e para alcançá-lo precisa definir alguns passos, como iniciar uma dieta, procurar um nutricionista, entrar para uma academia, etc. Estas serão as suas metas. Esclarecida essa diferença, vai ser de grande ajuda se você colocar no papel quais são os seus objetivos e depois definir para cada um deles quais são as metas. Não pular etapas é um dos segredos para que seus sonhos sejam possíveis de serem realizados.

3. Saiba quais são e planeje seus recursos

Bills in paper nail with hand calculating

O que será necessário para a realização de suas metas? Por exemplo, se você pretende realizar um curso de idiomas ou uma pós-graduação, vai precisar de dinheiro para as mensalidades ou pleitear uma bolsa de estudos. No entanto, é importante destacar que nem sempre se trata de dinheiro. Para mudar de emprego, por exemplo, seus recursos seriam aqueles contatos que poderiam fazer uma indicação ou até mesmo a sua experiência acumulada que vai qualificá-lo para uma possível vaga.

4. Libere: espaço em sua mente e coisas materiais

caixa mudança pixabay.png

Ao iniciar um novo ano é fortemente aconselhável uma avaliação para mapear se você realmente precisa de tudo aquilo que acumula, sejam bens materiais ou ideias e pensamentos. Isso tudo lhe é útil? Isso tudo vai te ajudar ou atrapalhar na realização de suas metas e objetivos. Abra espaço em sua casa e em sua mente para as coisas novas que virão.

5. Esteja preparado para enfrentar os desafios

mulher insonia sono horario de verao

Tenha consciência que uma jornada de realização de suas metas e objetivos virá acompanhadas de obstáculos. Estar preparado para eles é uma grande arma para evitar que você desista. Desafios como o medo, a preguiça ou até mesmo a falta de dinheiro serão enfrentados com mais força quando se está preparado e esperando por eles. Tenha sempre em mente que estar preparado para os desafios não é fazer com que eles desapareçam, e sim ter coragem e disposição para enfrentá-los. O sucesso vem da dedicação, trabalho e muitas e muitas tentativas.

6. Não tenha medo de errar

relogio triste tempo mulher

Não se preocupe em cometer erros, mas sim em corrigi-los. Quando existe um sonho, um objetivo a ser realizado, o processo de erros e acertos se torna algo desafiador e prazeroso, caso contrário caímos em atitudes sem vida e apagadas. Cada um desses passos vai te aproximar da realização de seus sonhos e 2017 será o verdadeiro ano da mudança em sua vida. “Gosto muito de uma citação do cineasta Woody Allen que diz ‘90% do sucesso se baseia em insistir’. Por isso, lembre-se que não desistir facilmente de seus planos já é um grande passo no caminho de suas realizações”, finaliza Daniel Lustig.

Fonte: Mind Factory