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Mulheres nas ciências: questão de lógica – por Paula Paschoal*

É verdade que, ao longo do último século, nossa sociedade aprendeu a aceitar e encorajar as mulheres a seguir carreiras em campos, digamos, não convencionais. Mas também é preciso dizer que muitas barreiras ainda permanecem de pé. Algumas são familiares, outras tantas, econômicas, mas as mais complexas são as sociais – até porque são invisíveis a olho nu.

Durante minha carreira, pude assistir a alguns exemplos disso. Mulheres que perderam oportunidades por ficarem grávidas; outras porque os chefes preferiam trabalhar com homens.

Muitas vezes, nem mesmo os fatos (eles também cansados de demonstrar o óbvio) são levados em consideração na hora da contratação de pessoal para áreas “de Exatas” – espécie de feudo dos homens. Já faz tempo que as mulheres estudam mais do que os homens no Brasil – em todas as etapas da educação superior, diga-se de passagem.

Segundo os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais de idade, 18,8% têm ensino superior completo, enquanto que, entre os homens na mesma categoria, esse percentual é de 11%. A escolaridade das mulheres é maior também na esfera profissional. Elas são maioria nos cursos de qualificação de mão de obra, de acordo com estudo do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Os números não mentem: de 2003 a 2012, do 1,8 milhão de alunos e alunas dos cursos de qualificação, 713 mil eram mulheres, ou seja, mais de 60% do total.

Por essas e muitas outras, é que precisamos nos esforçar, cada dia mais (um esforço multifacetado e consorciado) para trazer mais mulheres para as chamadas carreiras de STEM (sigla americana para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), além de garantir que aquelas que já estão nelas continuem a se destacar e crescer.

O que fazemos hoje, como sempre digo, terá impacto profundo no futuro das mulheres nesses setores tão importantes para qualquer país que queira ser grande. Mas quatro pontos me parecem essenciais e devemos nos dedicar a eles já.

menina e cachorro

1. Façamos com que as jovens se interessem por tecnologia logo no início de sua educação. Isso porque as meninas geralmente não são incentivadas (ou até mesmo desencorajadas) a buscar assuntos relacionados à tecnologia – como se fossem naturalmente incapazes para a área. Uma certa Marie Curie teria muito a dizer, ainda hoje, sobre isso… Ela é a única pessoa a ter dois prêmios Nobel em categorias distintas, Química (1903) e Física (1911).

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2. Também precisamos transformar as mulheres que já se dedicam à tecnologia em modelos. Modelos, como se sabe, são influências incrivelmente poderosas. Quanto mais modelos femininos existirem nas carreiras de STEM, mais meninas enxergarão um futuro profissional promissor nessas áreas. Vai dar trabalho, claro, mas não existe vitória sem esforço pessoal e coletivo. Se queremos incentivar mais mulheres neste campo (e pagar pelos esforços daquelas que vieram antes de nós), precisamos tornar esse tema prioridade e dedicar tempo e ações a ele.

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3. Outro ponto importante: exigir apoio das esferas gerenciais. Elas precisam demonstrar que as mulheres são necessárias e devem ser valorizadas nas carreiras de STEM. Diretores e diretoras têm de ser capazes de comunicar, sincera e eficazmente, a importância de uma força de trabalho equilibrada, de modo que toda a empresa veja isso como uma prioridade da corporação – e não somente como uma iniciativa de bem-estar, por exemplo. Como fazer isso? Garantindo igualdade de oportunidades, igualdade de remuneração, infraestrutura e políticas para apoiar as mulheres com famílias e se dedicando a criar um ambiente de diversidade na hora da contratação de talentos. A igualdade para as mulheres no local de trabalho, seja em remuneração, representação ou respeito, tem sido o artífice de grandes progressos nas últimas décadas. É um fato!

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Foto: Stocksnap/Pixabay

4. Além disso, precisamos trabalhar para que as mulheres percebam que ser mãe dedicada e profissional competente, ao mesmo tempo, é, sim, possível. E mais: fazê-las acreditar que têm o direito de ganhar o mesmo que seus pares masculinos. Ainda, buscar oportunidades em empresas que representem os seus anseios. E, se não for o caso, que sejam capazes de apostar nelas mesmas, empreendendo na área da tecnologia e das ciências, criando o novo, fazendo diferença na vida das pessoas.

São pilares fundamentais para que o País possa avançar em diversos aspectos da vida corporativa e social. As carreiras de STEM, há bastante tempo, se tornaram ícones do desenvolvimento das nações. Não podemos perder mais tempo com preconceitos ancestrais.

(*) Paula Paschoal é diretora geral do PayPal Brasil

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Como a consultoria de imagem influencia no dress code de trabalho

Silvia Scigliano, consultora de tendência e comportamento explica a importância da consultoria de imagem no dress code de trabalho, e como ele vem se adaptando à novas tendências e estilos.

O dress code é um código de vestimenta muitas vezes adotado por empresas que querem comunicar as características do seu trabalho através das roupas. Algumas adotam um dress code rígido, uniformes ou trajes sociais, mas atualmente cada vez mais empresas são flexíveis e livres para esses tipos de regras.

inspiração dress code

Para definir o dress code e melhor opção de estilo que a empresa deve adotar, Silvia Scigliano explica que em primeiro lugar é preciso fazer uma análise da empresa: qual sua área de atuação, quem são os clientes, investidores, parceiros, fornecedores e etc. Depois alinhar com eles qual a imagem desejam passar.

“Se for uma empresa grande, fazemos um estudo de cada departamento, mas o foco é sempre o departamento comercial que lida com clientes.” explica a consultora certifica pelo FIT (Fashion Institute of Tecnology) e vice presidente da Associação Internacional dos Consultores de Imagem.

O mais importante das regras no local de trabalho é entender que aquele ambiente precisa ser respeitado, mas que também o estilo pessoal do funcionário deve ser levado em conta. “Hoje existe uma flexibilidade muito maior, mas há limites pra tudo”, explica Silvia.

dress code no verão

Em dias com altas temperaturas, como as que grande parte do país está enfrentando, a consultora também aposta no equilibro entre a flexibilidade e limites “Minha dica do que usar nesses dias de forte calor no trabalho, é em geral tecidos leves e fluídos, de fibras naturais. Cores claras também ajudam. A bermuda está em alta e algumas marcas fizeram conjunto com blazer, o que pode ficar bem atual.”

Essas e outras tendências, Silvia Scigliano abordará no curso de extensão que ministrará na FAAP, em São Paulo, do dia 14 a 16 de fevereiro.

Informações: Clivorot & Scigliano

Cinco hobbies para transformar sua vida profissional em 2019

Luandre, uma das principais consultorias de RH do Brasil, preparou uma lista para começar o ano com muito ânimo e um novo “mindset”

Competitividade, autocobrança e estresse, gerado por esses fatores, são elementos que afetam a vida de inúmeros profissionais pelo país. Como válvula de escape, muitos recorrem a atividades de lazer em busca de mais equilíbrio.

Por incrível que pareça, além da sensação de bem-estar e descompressão, o “hobby” pode ajudar a alavancar a vida profissional. “A capacidade de concentração é uma característica estimulada pela corrida, por exemplo, enquanto a habilidade de estratégia é bastante reforçada por jogos de tabuleiro e videogames”, diz Simone Dansiguer, especialista em RH da Luandre.

Por isso, Simone listou cinco opções de hobby bastante populares e que podem melhorar a forma como o profissional lida com o trabalho e consigo mesmo.

1 – Corrida: a sensação de que você está saindo do lugar

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Exercícios físicos, em geral, são grandes aliados da saúde. Uma pesquisa desenvolvida pela Academia Americana de Neuropsicologia Clínica descobriu que o exercício aeróbico intenso é a única atividade que pode estimular o nascimento de novos neurônios, que se acreditava não serem mais produzidos depois da idade adulta.
A corrida, em especial, tornou-se uma das atividades mais populares, com novos adeptos surgindo a cada dia. Por ter duração média/longa e intensidade moderada a forte, exige muito foco, concentração e disciplina. “A corrida reduz o estresse e deixa as pessoas mais aptas a lidar com algumas situações corriqueiras de forma mais suave”, analisa Simone.

2 – Música: dê um play na sua vida e na carreira também

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Não importa o ritmo, a música é uma das melhores terapias. Dentre seus diversos benefícios está a liberação de dopamina, que aumenta o estado de prazer, sendo um excelente agente motivacional. O British Journal of Surgery investigou os benefícios gerados por ela em processos cirúrgicos. Pesquisadores analisaram mais de 80 canções aleatórias antes, durante e depois de cirurgias invasivas, e perceberam que os pacientes que as ouviam tinham seus níveis de dor e ansiedade amenizados.

3 – Cinema: E o Oscar de melhor hobby para o desenvolvimento vai para…

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Pixabay

Ver filmes é uma ótima opção para quem busca bem-estar, relaxamento e motivação. Além de estimularem a capacidade reflexiva, analítica e de interpretação, atributos muito valorizados em profissionais de alta performance, são um ótimo estímulo intelectual, já que agem como uma espécie de hipnose para o cérebro. Há, inclusive, uma terapia que se utiliza de filmes para melhorar o estado mental de pacientes. Um dos precursores é o psicólogo norte-americano Gary Solomon, autor do livro “The Motion Picture Prescription”, que observou que ao assistir a um filme que se encaixe em sua problemática pessoal, o paciente encontra um jeito novo de aprender com sua situação atual e encontra recursos em si para um desenrolar positivo.

4 – Ler: sei que nada sei, por isso leio

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Foto: Dianne Hope/Morguefile

“Viajar dentro de uma história”, além de ser um ótimo passatempo, estimula a criatividade e a capacidade imaginativa e amplia o repertório cultural. Profissionalmente é um dos hobbies mais colaborativos, pois melhora a oratória, a expressão e a escrita, possibilita um maior vocabulário e desenvolve o senso crítico e a eloquência”, explica a especialista. Um estudo britânico, liderado por Robert Wilson, comprova que a redução do funcionamento do cérebro na velhice pode ser diminuída em cerca de 30% se a pessoa mantiver hábitos de leitura, além de proteger contra doenças como a de Alzheimer.

5 – Jogos: hora de passar para a próxima fase no desenvolvimento

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Jogos (eletrônicos ou não) oferecem inúmeros benefícios para a vida profissional, principalmente pela capacidade de estímulo cognitivo que possuem. Apesar de serem, prioritariamente, fonte de entretenimento, benefícios como raciocínio lógico, capacidade de lidar com adversidades, tomadas de decisões, competitividade, foco e concentração estão também ligados ao mundo dos games. “Em algumas empresas, inclusive, existem áreas de descompressão com jogos à disposição dos colaboradores. É possível usar o recurso da ludicidade também em treinamentos e capacitações”, comenta Simone. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Genebra, na Suíça demonstrou que jogos de ação têm impacto positivo na visão (com jogadores detectando pequenas diferenças nos tons de cinza), atenção (por maior desempenho na tarefa de encontrar mais de um objeto em movimento) e em contextos multitarefa.

Fonte: Luandre

 

Estabeleceu uma meta difícil em 2018? Saiba como atingi-la em 2019

Você se colocou uma meta ambiciosa, muito além das suas expectativas em 2018, e não conseguiu cumprir? Percebeu que depois de algum tempo sua determinação diminuiu e o sentimento de desmotivação e desânimo tomou lugar da empolgação que existiam no começo?

Se existe um senso em comum a respeito de completar metas durante um ano é que sem um planejamento, dificilmente a pessoa tem êxito. No entanto, para atingir os seus objetivos é preciso defini-los. Não basta simplesmente dizer “eu quero” e esperar que se realize. Tem a ver com um processo que começa com um desejo de alcançar e termina com persistência e objetivo alcançado.

Durante esse caminho, existem alguns passos fundamentais que devemos cumprir para realizar as metas com sucesso:

1. Defina metas que o motivem

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Quando se pensa em meta é importante que ela te motive. Isso significa garantir que existe um propósito para você cumpri-la e que será importante alcançá-la. Se há pouco interesse no resultado, as chances de se concretizar são mínimas. Depois de definidas quais metas você deseja alcançar dentro do ano, estabeleça para cada uma delas um plano individual. Atenção: não confunda meta com plano de ação para alcançá-la. Meta é o objetivo e, para cada um destes objetivos, você deverá traçar um plano para alcançá-lo.

2 – Estabeleça o plano com etapas a serem cumpridas de curto, médio e longo prazos

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Cumprir metas exige comprometimento, portanto, para aumentar a chance de sucesso é necessário ter um senso de urgência e uma atitude de “devo fazer”. Coloque no papel as etapas que o levarão ao cumprimento de suas metas, detalhe suas datas de conclusão e tente alcançá-las sem risco de adiar. Realizar as pequenas tarefas ao longo do caminho o motiva a ganhar impulso e incentivo.

3 – Foco para realização de um objetivo por vez

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Uma pessoa fica facilmente sobrecarregada quando se concentra em várias tarefas e informações numa mesma época. Com a falta de foco é menos provável que se cumpra qualquer dos objetivos propostos, principalmente se eles exigem um forte esforço emocional ou mental.

4 – Estabeleça metas atingíveis

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Tenha certeza que é possível atingir as metas que definiu. Muitos profissionais estabelecem objetivos difíceis de atingir e se frustram. Sendo assim, definir o caminho requer autoconhecimento e uma autoavaliação sincera.

5 – Tenha foco, consciência e rotina

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Rotina e hábitos são a dupla perfeita para se alcançar as metas. Ao definir uma rotina é interessante acompanhar o progresso ao longo do tempo e tomar consciência sobre os próximos passos.

6 – Mantenha a ansiedade sob controle

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Aqui vale uma observação importante: nem sempre tudo você pode controlar. Suas metas podem depender de outros, das flutuações do mercado e de uma série de fatores externos à sua vontade. Entenda isso e mantenha a ansiedade sob controle. No fundo tudo são escolhas, decisões de caminhos a percorrer. É planejamento e disciplina no acompanhamento que faz a diferença!

Boa sorte com as suas metas ao longo de 2019 e Feliz Ano Novo!

*Uranio Bonoldi consultor, palestrante e oferece aconselhamento personalizado para empresários e executivos. 

Psicóloga dá 15 dicas para ser mais feliz e obter sucesso em 2019

É inevitável ao final  e início de cada ano, começamos a repensar tudo o que fizemos. Os planos que colocamos em prática, os que ficaram no meio do caminho e aqueles que nem mesmo tiramos do papel. Realmente é uma época de organizar a mente, o emocional e o corpo.

Seja o objetivo passar em um concurso público, vestibular, organizar a vida sentimental e financeira, até mesmo emagrecer, ou parar de fumar. O importante é pensar em tudo que realizou, o que deu certo, e se programar para colocar em prática os outros desejos, sem frustrações, cobranças e tristezas.

“Começar o ano motivado e com a vida organizada é fundamental para conseguir o sucesso” explica a psicóloga Miriam Pontes Farias, que enfatiza:”Valorize as coisas legais que você realizou durante o ano”.

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Pixabay

A especialista explica que por meio da hipnose clinica é possível equilibrar a mente e o corpo: “Mente sã, corpo são, é importante deixar de lado o estresse, a baixa autoestima, e qualquer sentimento ou pensamento de negatividade, é preciso mergulhar em si próprio, descobrir o que deu errado para acertar no novo ano. Às vezes, a ansiedade, a dúvida e o estresse acabam levando a pessoa a se desequilibrar emocionalmente” conta.

A hipnose é uma terapia focal e direcionada, uma forte aliada contra diversos males da atualidade, indicada para tratar estresse, baixa autoestima, depressão, pânico, fobias, ansiedade, medo, vícios, e ajuda até mesmo a potencializar os estudos para provas de concursos e vestibulares.

Miriam, porém, dá algumas dicas para quem quer um 2019 mais feliz:

1- Tenha atitudes mais ousadas.

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2- Se aproxime mais de relações saudáveis, de pessoas que colocam você pra cima.

3- Acredite que é possível realizar seu sonho (passar no concurso, comprar um imóvel, casar, fazer uma faculdade, ter filhos, viajar para o exterior etc…). Crie estratégias e invista neles.

4- Aprenda a administrar momentos de estresse e ansiedade.

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5- Aplique como exemplo o que deu certo, em time que se ganha não se mexe. Valorize as coisas boas que aconteceram com você durante o ano que terminou e busque novas realizações.

6- Pare de se lamentar e deixe o passado, remoê-lo não traz nenhum benefício. Siga em frente, tem muita vida esperando por você.

7- Separe alguns minutos do seu dia para meditar, fazer yoga ou praticar auto-hipnose. Busque a paz interior.

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8- Faça programas que relaxem e tragam prazer.

9- Viva um dia de cada vez, para que pressa?

10- Valorize o que você tem de melhor, qual é o seu ponto forte?

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11- Esteja aberto a novos aprendizados.

12- Saia da “zona de conforto”, movimente-se. Faça coisas diferentes para obter resultados diferentes.

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13- Cuide do corpo e pratique atividade física

14- Cuide da sua mente alimentando-a com pensamentos saudáveis. Quando estiver passando por momentos difíceis na vida, procure um psicólogo, ele pode te ajudar.

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15- Aumente as suas possibilidades de relacionamentos, a gente se constrói na relação com o outro.

Fonte: Miriam Pontes de Farias atua como psicóloga clínica, hipnóloga e professora. É pós-graduada em hipnose clínica e acupuntura, conferencista internacional, palestrante e coordenadora do ambulatório em psicoterapia com hipnose. Presta atendimentos individuais e em grupo no Centro e na Zona Sul do Rio de Janeiro. 

2019: um ano para dirigir olhando para frente e não para o retrovisor

Conselho, tanto a quem quer empreender quanto a quem está à procura de emprego: não tenha receio

Estamos nos despedindo de 2018, um ano de muitas emoções e em que o Brasil passou por muitas mudanças. A principal, claro, foram as eleições que trarão alguns nomes novos tanto para o Senado quanto para a Câmara dos Deputados. E a vitória de Jair Bolsonaro para presidente da república. Muitos estão vendo 2019 com esperança e outros tantos com desconfiança.

O panorama econômico, em especial, deverá mudar muito a partir do próximo ano. Passamos por pequenas, mas importantes, mudanças com a saída de Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer, como a equalização da inflação e a redução de taxas de juros. “Afinal, 14% juros só interessava a investidores e não a empresários. Talvez o único mérito do governo Temer tenha sido a pequena melhora na economia”, afirma o coach e consultor de finanças pessoais Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation.

Moraes admite que o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, traz um novo olhar para o governo, mas continua sendo uma incógnita. O mercado está confiante e com perspectiva de retomada econômica. Porém, o desemprego, o ponto mais importante e esperado, não vai diminuir tão cedo.

“No governo do presidente Lula, muitas empresas engordaram a estrutura, mas depois que cessou o período de crescimento da economia, precisaram demitir. E demitir custa caro. Agora, várias delas já se adequaram a uma estrutura enxuta que cabe, com dificuldades, no orçamento”.

Observador

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Na opinião de Moraes, em 2019 os empresários estarão mais atentos e vão querer garantir um crescimento efetivo para, daí, sim, aumentar a demanda e contratar. Não querem um voo de galinha. Portanto, o primeiro semestre do ano será especialmente de observação.

“Observação do crescimento, das ações do governo, da consistência das decisões tomadas. Como o novo governo vai negociar com o congresso as mudanças necessárias e se vai obter êxito. Porém, é importante ter uma expectativa positiva e não torcer para dar errado, porque o Brasil precisa melhorar”, frisa.

Pelas previsões que Moraes têm ouvido de economistas e especialistas de vários setores, o esperado é inflação menor, dólar estável, taxa de jutos mais baixa e, a princípio, nenhuma expectativa de sobressaltos.

Otimismo com cautela

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“Meu conselho, tanto a quem quer empreender quanto a quem está à procura de emprego, é não tenha receio. Esteja aberto a mudanças. É preciso dirigir olhando para frente e não para o retrovisor. Olhar o sucesso dos outros, ou de si mesmo em tempos passados, pode ser inspirador, mas não significa êxito no futuro”, alerta Moraes.

Ele aconselha: olhe para fora de si e para fora do país. Por exemplo, há uma inclinação forte em não comer mais carne que está crescendo em vários países? Invista em produtos naturais, orgânicos e veganos. Pessoas estão decididas a usar menos o carro? Pense em aplicativos, em formas alternativas de transporte. Observe as tendências em todas as áreas que puder.

Incompatibilidade

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Outro ponto que o coach destaca: sempre que buscar um trabalho é importante prestar atenção ao perfil do cargo, pois também pode haver uma incompatibilidade entre a vaga e o candidato. “Para quem estiver procurando, ou pensando em mudar de emprego, antes de comparecer às entrevistas, pesquise sobre a empresa, estude e descubra o que pode acrescentar a ela, em que poderá ajudá-la. Qual o local em que você se encaixa. Durante a conversa, não recite seu currículo, ele já está nas mãos do recrutador”, ensina.

E nunca pare de estudar. “É preciso pensar na aplicabilidade da formação acadêmica. As universidades brasileiras trazem pouca inovação. Há jovens que me questionam se vale a pena entrar em uma faculdade de tecnologia se ele pode se desenvolver sozinho. Não é o recomendável, mas é compreensível, olhando o panorama da formação e da demanda. Apesar de o Brasil não ser um país de ponta, não ser um pólo tecnológico – temos um perfil mais de seguidor que de inovador – há um descasamento entre ensino e mão de obra qualificada”, afirma Moraes. “Mas estar atento às tendências e seguir buscando o conhecimento, da forma como lhe for possível, continua sendo o caminho para manter-se atraente ao mercado”, conclui.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

Consultora de imagem dá dicas de como manter o estilo no ambiente de trabalho

Conselhos certeiros para dominar o dress code fazendo a leitura do ambiente da empresa

A imagem do profissional é um elemento relevante na cultura das empresas e contribui para a evolução da carreira. No mercado de trabalho, causar uma boa impressão sempre conta pontos, e aí entra o trabalho da consultoria de imagem, que atua para alinhar o estilo individual ao ambiente da empresa, e ao seu dress code, formal ou informal.

Com existência ou não de manual de dress code na organização, é possível cultivar estilo próprio. Para isso, é fundamental estar à vontade com o que usa, pois não há como passar credibilidade sem autoconfiança. Como etapa relevante do trabalho de imagem, o profissional precisa identificar o que lhe cai bem.

“Zelo é palavra-chave quando se trata de imagem corporativa, uma das mensagens mais importantes que se pode passar no ambiente da empresa”, afirma Lais Machado, consultora de imagem e estilo. A partir dessa premissa, Lais dá cinco dicas para ter uma imagem adequada no ambiente de trabalho.

1- Perfil da empresa

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Com cultura corporativa não se brinca: a escolha do que vestir no ambiente de trabalho deve considerar o perfil da empresa. O colaborador representa a empresa, seu modo de vestir precisa estar alinhado ao “mood” organizacional. Para não errar, deve-se analisar: qual o perfil da empresa? Ela é mais tradicional? Mais criativa? Mais contemporânea? Temos dois exemplos extremos: bancos e agências de publicidade. O primeiro com o código mais formal e o segundo com uma liberdade maior para se vestir. Avalie por essa régua onde está sua empresa e, a partir disso, faça as escolhas.

2- Função desempenhada

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Os líderes são sempre boas referências de como se vestir. Eles são espelhos, mas deve se considerar ainda o cargo ocupado. A partir dessas observações, fazer as escolhas para o guarda-roupa. A função que a pessoa desempenha deve estar representada no jeito que ela se veste. Então, não podemos esperar de um estagiário o mesmo que se espera de um gestor ou diretor.

3- Estilo pessoal

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Pexels

O estilo nada mais é do que reflexo da personalidade, por isso é sempre importante a pessoa identificar se o perfil da empresa vai de encontro com quem ela é, para não causar nenhum sofrimento e desconforto desnecessário. Depois de mapeado o ambiente e refletir sobre o código de vestimenta para a função desempenhada, importante trazer referências do estilo pessoal, de forma sutil, para o ambiente de trabalho. Pequenos elementos podem indicar pontos da personalidade a destacar. Influências culturais, idade e a geração a que o profissional pertence são balizas para essa composição.

4- Tendência de moda

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Trazer um ar contemporâneo ao look é sempre bem-vindo, sem ser uma vítima da moda. Se o funcionário é ligado ao universo da moda e deseja trazer as tendências para o dia a dia, vale investir em elementos sutis e acessórios. Uma gravata divertida, colares, brincos, lenços, sapatos e bolsas.

5- Avalie o guarda-roupa

guarda roupa pintado pinterest

Para facilitar o dia a dia, analisar o guarda-roupa e mantê-lo organizado com peças-chave, sem excessos, vale muito. Normalmente, trabalha-se no mínimo 5 dias por semana, então você vai passar a maior parte do seu tempo em atividades profissionais. Assim, 70% das roupas devem ser voltadas para o trabalho, 15% para o lazer, 10% para ficar em casa e 5% para a vida noturna. A maioria das pessoas gasta muita energia fazendo o movimento contrário.

Fonte: Lais Machado é consultora de imagem e estilo pós-graduada pela faculdade Belas Artes de São Paulo, jornalista graduada pela UP e especialista em marketing pela PUC-PR, tem quase dez anos de experiência em comunicação corporativa, marketing e branding, tendo passado também por cargos de gestão.

O comportamento inadequado dos jovens e a promessa de um cargo dos sonhos

No início deste mês, a Catho divulgou uma pesquisa apontando que a maior dificuldade para os jovens conseguirem emprego não está na falta de experiência ou de qualificação, mas, sim, no comportamento inadequado da maioria deles.

Segundo a empresa de recrutamento online, durante a seleção, o recrutador observa atentamente o comportamento do candidato e, no caso dos jovens, não é incomum que uma pesquisa nas redes sociais também seja feita. Esta serviria para observar como o pretendente à vaga se porta.

Por comportamento inadequado podemos entender desde o desleixo na vestimenta ou modo de se sentar até uma falsa intimidade ou falar ao celular enquanto atende o cliente. Até mesmo a falta de higiene, em casos de pessoas que vão a baladas na noite anterior e seguem direto para a entrevista ou para o novo emprego, foi apontada.

Para o coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, não podemos generalizar. “Claro que há jovens com perfis diferentes. E não ser educado ou higiênico, por exemplo, são coisas imperdoáveis. Porém, hoje em dia é muito comum, durante o recrutamento, o responsável pelo processo prometer um ‘padrão Google’ para o candidato. Aquilo de espaços de conveniência, extensão do ambiente descompromissado que se tem com amigos, horário flexível etc. Porém, quando o jovem começa a trabalhar, percebe que não é bem assim”.

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Moraes também chama a atenção para o que chama de “choque de gerações”: “A empresa tem uma expectativa e o candidato também. O entrevistador pode encarar a postura do jovem como de um ‘folgado’. Ele, por seu lado, pensa que ali é um lugar ‘careta’. Hoje, o modelo de trabalho mudou muito e as empresas precisam se modernizar também”.

Para ele, hoje com 54 anos, gerações passadas se adequavam às vagas. Os jovens de hoje se recusam a isso: “A minha geração, por exemplo, costumava pegar o primeiro emprego e ir se moldando. Isso não é muito aceito hoje em dia. Tanto que muitos jovens se formam e criam as próprias startups, para não se sujeitarem a horários e regras”.

Classe média

Moraes comenta que este comportamento de não aceitar tantas imposições vem de jovens da classe média e média alta. “Pessoas de baixa renda e sem tanta qualificação ficam sem escolha. Porém, ao entrarem, se adaptarem, serem resilientes e se superarem, é bem possível que muitos cheguem a se tornar líderes”.

Já os jovens que foram criados em situação financeira mais confortável e com certas liberdades, muitas vezes pelos chamados “pais-helicópteros”, tendem a não aceitar muitas regras: “Há uma questão de comportamento séria. Muitos veem esses jovens como mimados. E eles podem até ser, e isso irá atrapalhar muito a carreira, pois eles não têm a plasticidade necessária para se adaptar”.

Porém, Moraes frisa que o que mais cria desapontamento de ambos os lados são mesmo as expectativas: “Se elas não ficarem claras durante a entrevista e surgir aquela paixão, não verdadeira, mas idealizada, de quem está contratando e de quem está se candidatando, o relacionamento não durará três meses”.

Para ele, a empresa não pode se apresentar como moderna se a postura de seus líderes não for essa. Isso vale também para recrutadores, que muitas vezes não enxergam que a empresa está em fase de mudança, e acabam escolhendo perfis que não se encaixam a esse novo momento.

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Já ao candidato, Moraes aconselha: “Entender o contexto da empresa e se está preparado ou disposto a se adequar a ele. A resiliência, que é algo muito importante e necessária, nos impede de mudar, em relação ao objetivo final. Porém, é preciso lembrar que também precisamos ser críticos e reflexivos para revisar nossa meta se notarmos que estamos no caminho errado”.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

“The Women”: nova proposta de autoconhecimento para mulheres

Lançado neste ano, projeto inovador propõe eventos para as mulheres com conteúdo sobre desenvolvimento pessoal, troca de informações e experiências inusitadas

A criação de conexões reais com outras pessoas e a absorção de conteúdo realmente enriquecedor e que promova desenvolvimento pessoal e profissional são buscas que fazem muito sentido na realidade que vivemos. Ainda mais se for algo voltado para o universo feminino. Por isso, acaba ser lançada em São Paulo uma proposta inovadora, o projeto “The Women”, da TKM Business Advisory, pensada exclusivamente para proporcionar essas experiências a mulheres de diferentes perfis.

Concebido por Theka Moraes, empreendedora que possui mais de 15 anos na área de negócios, o projeto “The Women” realiza um encontro mensal com 20 a 30 mulheres na capital paulista. Os temas dos eventos exclusivos podem ser uma aula de gastronomia, um coquetel ou um bate-papo com coach e especialistas sobre assuntos relevantes do dia a dia.

Experiências e networking

Cada experiência proporcionada pelo “The Women”, qualquer que seja o formato proposto, é feita para a mulher se desconectar das atribulações diárias, que podem estar relacionadas a emprego, família, relacionamento, maternidade e outras vivências do ser feminino, e se permitir fazer parte de um momento de descontração, troca de conhecimento e networking com outras mulheres.

“São reuniões mensais entre mulheres que têm como propósito manter conversas mais abertas sobre carreira, sentimentos e questões do universo feminino. O que o ‘The Women’ faz é atender a esse público que sente a necessidade de ter uma experiência de mais leveza e troca”, comenta Theka, fundadora do projeto.

Dois formatos de encontro dão cara ao “The Women”: o The Women Knowledge, com foco em conteúdo, autoconhecimento e networking, e o “The Women Tasty”, voltado para a experiência inusitada e o relacionamento, ou seja, um momento para bate-papos, descontração e relaxamento.

The Women

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O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional. Nas reuniões e eventos já promovidos pela empresa, o público foi formado por profissionais como executivas, consultoras de imagem, empreendedoras, advogadas, professoras e psicólogas.

Experiência com jantar harmonizado

Além de todo o conhecimento promovido pelo “The Women Knowledge”, esse encontro será um momento exclusivo para as participantes se desconectarem das atribulações diárias e saborearem de um jantar feito pela personal Chef Luciane Cataneo, harmonizado com espumante oferecido pela Freixenet.

Como participar

O próximo evento abordará a imagem sustentável. O jantar acontecerá no dia 25 de outubro, das 19h30 às 22 horas, na Casa Miracolli, em São Paulo (SP). Para mais informações e reserva de vaga, as interessadas devem consultar o perfil no Instagram ou acesse aqui.

A promoção dos eventos é feita com patrocínio e apoio de empresas, como: Movida, Amilla, Dress & Go, Estética Santa Beleza, Luciane Cataneo personal chef, Cris Lopes, Suely Chapiro consultoria de imagem, Freixenet e Marcos Mesquita. A organização é feita pela TKM Business Advisory.

Quem participa do ‘The Women’

O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional.

Sobre Theka Moraes

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Formada em Gestão Comercial na Anhembi Morumbi, de São Paulo, Theka Moraes possui ampla experiência no mercado de negócios e relacionamentos conquistados ao longo dos últimos 15 anos, com passagem pela área de negócios da revista Cool Magazine, da plataforma de networking Experience Club, da AEG World Wide, entre outras.

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Cuidadores não profissionais afirmam também precisar de atenção médica

Pesquisa mostrou que 53% dos entrevistados relatam sentir-se cansados a maior parte do tempo

A Merck Brasil anunciou a chegada do programa Embracing Carers no país. Esta é uma iniciativa global, lançada em 2017, e liderada pela empresa em colaboração com as principais organizações mundiais de cuidadores não profissionais. O objetivo é conscientizar, debater e promover ações que atendam às necessidades dos cuidadores não profissionais que, frequentemente, não recebem a atenção que precisam. Embracing Carers tem como missão criar conexões e implementar soluções práticas para apoiá-los.

“A pesquisa do Embracing Carers mostrou que a realidade do cuidador é muito desafiadora, e nós do Oncoguia queremos ajudar a disseminar essa informação para mostrar que eles também não estão sozinhos”, comentou Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia. “Esse familiar, que abdica dos seus próprios compromissos e algumas vezes até da própria saúde pelo paciente, é um alicerce fundamental e não pode ser ignorado na jornada do tratamento”, complementa.

Dados do estudo da Consuswide, realizada em julho de 2018 com aproximadamente 600 respondentes entre 18 e 75 anos, comprovam a situação atual dessa população no Brasil e chama atenção para a saúde física e mental dos cuidadores não profissionais:

=53% dos entrevistados relatam sentir-se cansados a maior parte do tempo
=46% dos cuidadores não profissionais muitas vezes não têm tempo para agendar ou comparecer às suas próprias consultas médicas
=61% afirmam precisar de cuidados médicos por conta de sua saúde mental
=2 em cada 5 (44%) dos cuidadores não profissionais afirmam colocar a saúde da pessoa de quem estão cuidando acima da deles
=Quase metade dos entrevistados (46%) cuida dos seus pais e, em média, os cuidadores não profissionais têm entre 45 e 55 anos e gastam 24 horas por semana cuidando da pessoa pela qual são responsáveis.

“Estamos muito orgulhosos em anunciar a chegada da Embracing Carers no Brasil. Nosso compromisso é promover debate e conscientização com foco no aprimoramento da saúde e bem-estar dos cuidadores não profissionais”, comenta Ricardo Blum, Diretor Médico da Merck.

“A companhia decidiu abraçar essa causa porque essa é, em nossa opinião, uma das maiores questões de saúde pública dos tempos atuais ainda sem resolução. Os cuidadores não profissionais dão tudo de si e frequentemente não recebem o suporte necessário para cuidados pessoais”, completa.

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Pesquisa Embracing Carers no Brasil

Para mapear o cenário local e investigar desafios e necessidades ainda não atendidas no Brasil, a empresa realizou uma pesquisa com cuidadores não profissionais. Apesar do clima de satisfação entre os entrevistados (fato que reforça ótimo ambiente para o desenvolvimento do programa uma vez que 68% afirmam que cuidar de uma pessoa amada ajuda a apreciar mais a vida e 57% diz que ser um cuidador não profissional é recompensador, ainda que desafiador) há ainda muito a se fazer para promover melhorias em sua saúde e bem-estar.

Os resultados mostram que 46% dos cuidadores não profissionais entrevistados afirmam que muitas vezes não têm tempo para agendar ou comparecer às suas próprias consultas médicas. Dois em cada cinco cuidadores não profissionais (44%) dizem colocar a saúde da pessoa de quem estão zelando acima da deles. 53% dos entrevistados relatam sentir-se cansados a maior parte do tempo e 61% afirmam precisar de cuidados médicos por conta de sua saúde mental.

Jadyr Galera, marido da Elfriede, diagnosticada com câncer de mama, afirma que o papel de apoio que o cuidador tem para o paciente é fundamental no processo do tratamento e que a dedicação é de 100%. “Eu sou representante comercia, então tenho um horário flexível, o que me ajudou a estar presente em todos os momentos com a minha esposa. Porém, quando tenho compromissos agendados e preciso desmarcar para apoiá-la, eu não hesito a minha prioridade é sempre ela”, comenta.

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Embracing Carers no mundo

Para alcançar efetividade na iniciativa Embracing Carers, a organização recebe assessoria e apoio das principais organizações de cuidadores não profissionais do mundo. Isso garante que as metas do programa beneficiem a saúde e o bem-estar dessa população e, ao mesmo tempo, permite trabalhar em conjunto para aumentar a conscientização, ampliar o engajamento de múltiplas partes interessadas, esclarecer necessidades políticas e educar sistemas de saúde.

Embracing Carers desempenha um papel importante conscientizando as pessoas sobre a importância do cuidador como prioridade na saúde em todo mundo. Em 2017, Embracing Carers realizou uma pesquisa e a iniciativa foi lançada na Austrália, Reino Unido, Itália, França, Espanha, Alemanha e Estados Unidos. Somente em 2017, a Embracing Carers foi compartilhada com mais de 200 organizações de doenças específicas no mundo inteiro, alcançando mais de 334 milhões de pessoas com mais de 6 milhões de impressões em mídia social.

A iniciativa recebe apoio e assessoria de algumas das maiores organizações internacionais de cuidadores, como a Caregiver Action Network, Carers Australia, Carers Canada, Carers UK, Carers Worldwide, Eurocarers, National Alliance for Caregiving, International Alliance of Carer Organizations (IACO) e Shanghai Roots & Shoots, China.

Informações: Embracing Carers