Arquivo da categoria: carreira

“The Women”: nova proposta de autoconhecimento para mulheres

Lançado neste ano, projeto inovador propõe eventos para as mulheres com conteúdo sobre desenvolvimento pessoal, troca de informações e experiências inusitadas

A criação de conexões reais com outras pessoas e a absorção de conteúdo realmente enriquecedor e que promova desenvolvimento pessoal e profissional são buscas que fazem muito sentido na realidade que vivemos. Ainda mais se for algo voltado para o universo feminino. Por isso, acaba ser lançada em São Paulo uma proposta inovadora, o projeto “The Women”, da TKM Business Advisory, pensada exclusivamente para proporcionar essas experiências a mulheres de diferentes perfis.

Concebido por Theka Moraes, empreendedora que possui mais de 15 anos na área de negócios, o projeto “The Women” realiza um encontro mensal com 20 a 30 mulheres na capital paulista. Os temas dos eventos exclusivos podem ser uma aula de gastronomia, um coquetel ou um bate-papo com coach e especialistas sobre assuntos relevantes do dia a dia.

Experiências e networking

Cada experiência proporcionada pelo “The Women”, qualquer que seja o formato proposto, é feita para a mulher se desconectar das atribulações diárias, que podem estar relacionadas a emprego, família, relacionamento, maternidade e outras vivências do ser feminino, e se permitir fazer parte de um momento de descontração, troca de conhecimento e networking com outras mulheres.

“São reuniões mensais entre mulheres que têm como propósito manter conversas mais abertas sobre carreira, sentimentos e questões do universo feminino. O que o ‘The Women’ faz é atender a esse público que sente a necessidade de ter uma experiência de mais leveza e troca”, comenta Theka, fundadora do projeto.

Dois formatos de encontro dão cara ao “The Women”: o The Women Knowledge, com foco em conteúdo, autoconhecimento e networking, e o “The Women Tasty”, voltado para a experiência inusitada e o relacionamento, ou seja, um momento para bate-papos, descontração e relaxamento.

The Women

the women.jpg

O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional. Nas reuniões e eventos já promovidos pela empresa, o público foi formado por profissionais como executivas, consultoras de imagem, empreendedoras, advogadas, professoras e psicólogas.

Experiência com jantar harmonizado

Além de todo o conhecimento promovido pelo “The Women Knowledge”, esse encontro será um momento exclusivo para as participantes se desconectarem das atribulações diárias e saborearem de um jantar feito pela personal Chef Luciane Cataneo, harmonizado com espumante oferecido pela Freixenet.

Como participar

O próximo evento abordará a imagem sustentável. O jantar acontecerá no dia 25 de outubro, das 19h30 às 22 horas, na Casa Miracolli, em São Paulo (SP). Para mais informações e reserva de vaga, as interessadas devem consultar o perfil no Instagram ou acesse aqui.

A promoção dos eventos é feita com patrocínio e apoio de empresas, como: Movida, Amilla, Dress & Go, Estética Santa Beleza, Luciane Cataneo personal chef, Cris Lopes, Suely Chapiro consultoria de imagem, Freixenet e Marcos Mesquita. A organização é feita pela TKM Business Advisory.

Quem participa do ‘The Women’

O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional.

Sobre Theka Moraes

theka.jpg

Formada em Gestão Comercial na Anhembi Morumbi, de São Paulo, Theka Moraes possui ampla experiência no mercado de negócios e relacionamentos conquistados ao longo dos últimos 15 anos, com passagem pela área de negócios da revista Cool Magazine, da plataforma de networking Experience Club, da AEG World Wide, entre outras.

Salvar

Anúncios

Cuidadores não profissionais afirmam também precisar de atenção médica

Pesquisa mostrou que 53% dos entrevistados relatam sentir-se cansados a maior parte do tempo

A Merck Brasil anunciou a chegada do programa Embracing Carers no país. Esta é uma iniciativa global, lançada em 2017, e liderada pela empresa em colaboração com as principais organizações mundiais de cuidadores não profissionais. O objetivo é conscientizar, debater e promover ações que atendam às necessidades dos cuidadores não profissionais que, frequentemente, não recebem a atenção que precisam. Embracing Carers tem como missão criar conexões e implementar soluções práticas para apoiá-los.

“A pesquisa do Embracing Carers mostrou que a realidade do cuidador é muito desafiadora, e nós do Oncoguia queremos ajudar a disseminar essa informação para mostrar que eles também não estão sozinhos”, comentou Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia. “Esse familiar, que abdica dos seus próprios compromissos e algumas vezes até da própria saúde pelo paciente, é um alicerce fundamental e não pode ser ignorado na jornada do tratamento”, complementa.

Dados do estudo da Consuswide, realizada em julho de 2018 com aproximadamente 600 respondentes entre 18 e 75 anos, comprovam a situação atual dessa população no Brasil e chama atenção para a saúde física e mental dos cuidadores não profissionais:

=53% dos entrevistados relatam sentir-se cansados a maior parte do tempo
=46% dos cuidadores não profissionais muitas vezes não têm tempo para agendar ou comparecer às suas próprias consultas médicas
=61% afirmam precisar de cuidados médicos por conta de sua saúde mental
=2 em cada 5 (44%) dos cuidadores não profissionais afirmam colocar a saúde da pessoa de quem estão cuidando acima da deles
=Quase metade dos entrevistados (46%) cuida dos seus pais e, em média, os cuidadores não profissionais têm entre 45 e 55 anos e gastam 24 horas por semana cuidando da pessoa pela qual são responsáveis.

“Estamos muito orgulhosos em anunciar a chegada da Embracing Carers no Brasil. Nosso compromisso é promover debate e conscientização com foco no aprimoramento da saúde e bem-estar dos cuidadores não profissionais”, comenta Ricardo Blum, Diretor Médico da Merck.

“A companhia decidiu abraçar essa causa porque essa é, em nossa opinião, uma das maiores questões de saúde pública dos tempos atuais ainda sem resolução. Os cuidadores não profissionais dão tudo de si e frequentemente não recebem o suporte necessário para cuidados pessoais”, completa.

embrace_carer_support_carer.png

Pesquisa Embracing Carers no Brasil

Para mapear o cenário local e investigar desafios e necessidades ainda não atendidas no Brasil, a empresa realizou uma pesquisa com cuidadores não profissionais. Apesar do clima de satisfação entre os entrevistados (fato que reforça ótimo ambiente para o desenvolvimento do programa uma vez que 68% afirmam que cuidar de uma pessoa amada ajuda a apreciar mais a vida e 57% diz que ser um cuidador não profissional é recompensador, ainda que desafiador) há ainda muito a se fazer para promover melhorias em sua saúde e bem-estar.

Os resultados mostram que 46% dos cuidadores não profissionais entrevistados afirmam que muitas vezes não têm tempo para agendar ou comparecer às suas próprias consultas médicas. Dois em cada cinco cuidadores não profissionais (44%) dizem colocar a saúde da pessoa de quem estão zelando acima da deles. 53% dos entrevistados relatam sentir-se cansados a maior parte do tempo e 61% afirmam precisar de cuidados médicos por conta de sua saúde mental.

Jadyr Galera, marido da Elfriede, diagnosticada com câncer de mama, afirma que o papel de apoio que o cuidador tem para o paciente é fundamental no processo do tratamento e que a dedicação é de 100%. “Eu sou representante comercia, então tenho um horário flexível, o que me ajudou a estar presente em todos os momentos com a minha esposa. Porém, quando tenho compromissos agendados e preciso desmarcar para apoiá-la, eu não hesito a minha prioridade é sempre ela”, comenta.

cuidador.png

Embracing Carers no mundo

Para alcançar efetividade na iniciativa Embracing Carers, a organização recebe assessoria e apoio das principais organizações de cuidadores não profissionais do mundo. Isso garante que as metas do programa beneficiem a saúde e o bem-estar dessa população e, ao mesmo tempo, permite trabalhar em conjunto para aumentar a conscientização, ampliar o engajamento de múltiplas partes interessadas, esclarecer necessidades políticas e educar sistemas de saúde.

Embracing Carers desempenha um papel importante conscientizando as pessoas sobre a importância do cuidador como prioridade na saúde em todo mundo. Em 2017, Embracing Carers realizou uma pesquisa e a iniciativa foi lançada na Austrália, Reino Unido, Itália, França, Espanha, Alemanha e Estados Unidos. Somente em 2017, a Embracing Carers foi compartilhada com mais de 200 organizações de doenças específicas no mundo inteiro, alcançando mais de 334 milhões de pessoas com mais de 6 milhões de impressões em mídia social.

A iniciativa recebe apoio e assessoria de algumas das maiores organizações internacionais de cuidadores, como a Caregiver Action Network, Carers Australia, Carers Canada, Carers UK, Carers Worldwide, Eurocarers, National Alliance for Caregiving, International Alliance of Carer Organizations (IACO) e Shanghai Roots & Shoots, China.

Informações: Embracing Carers

Especialista dá dicas para quem tem medo de falar em público

Falar em público, seja para uma grande plateia ou mesmo na frente de um pequeno grupo, no trabalho ou na faculdade, pode provocar pânico em muitas pessoas.  O coach e master trainer em Programação Neurolinguística Roberto Debski dá algumas dicas na entrevista abaixo. Confira:

Pergunta – A princípio, qualquer pessoa pode falar em público?
Resposta: Sim, qualquer pessoa pode desde que se prepare para isto, principalmente no aspecto emocional, já que uma das principais fobias que existem é o medo de falar em público. A questão de se expor e ser julgado por uma plateia é assustadora e limitante para muitas pessoas, por diversas razões. Muitos passaram por experiências traumáticas na infância, durante o período escolar, desde então criaram um bloqueio que impede que se exponham sem sentir diversos tipos de sintomas que impossibilitam uma boa exposição. Para superar esta limitação, há inúmeras possibilidades, como a psicoterapia, terapias para fobias como o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), terapia breve, PNL (Programação Neurolinguística), coaching, constelações sistêmicas, cursos de oratória e expressão verbal, dentre outros.

silueta homem falando publico palestra pixabay

P – Já atendeu alguém que tinha muita dificuldade e a superou? Pode resumir o caso?
R: Sim, diversos casos, inclusive eu mesmo já tive muita limitação e medo de falar em público, no início de minha carreira médica, recusando convites para participar de alguns eventos. A partir de um certo momento, quando esta dificuldade começou a me atrapalhar profissionalmente, impedindo que eu aproveitasse oportunidades que surgiam, decidi procurar uma maneira de superar e curar essa limitação, o que conquistei por meio de vivências durante minha formação em PNL, e participando de cursos de oratória e treinamento.

P – O que é mais importante? A postura, a fala, a lógica do pensamento…
R: Para falar em público com sucesso, é fundamental que estejamos preparados técnica e psicologicamente, e tenhamos uma dinâmica de expressão que atinja o público alvo, como um todo. Conhecimento técnico sobre o tema é básico, mas se fosse somente esse o requisito necessário, as pessoas conhecedoras dos assuntos sobre os quais vão palestrar não teriam problema em se expressar. Treinar e conhecer o tema a respeito do qual irá falar, saber expressar-se pela fala, pela postura corporal, pelo olhar, pela movimentação. E passar o conteúdo com lógica e dinamismo, alcançando o interesse e a motivação do público é uma arte que pode ser treinada e aprendida, possibilitando o sucesso da apresentação.

palestra reunião trabalho pixabay hans
Foto: Hans/Pixabay

P – Usar recursos multimídia ajuda ou dispersa?
R: Há controvérsias sobre o uso de recursos multimídia e audiovisuais.
Um palestrante que lê todo o conteúdo para o público torna-se geralmente desinteressante, já que qualquer um pode ler a respeito do tema, sem precisar que alguém o faça para ele. O uso moderado de fotos, vídeos e gráficos, sobre os quais o palestrante faça as explicações e embase sua fala, pode ser interessante e reforçar a mensagem. Algumas escolas de treinamento sugerem que o palestrante use um flipchart para escrever sobre sua fala, e use imagens e vídeos somente quando extremamente necessário. Todas essas maneiras de falar a uma plateia dependerão muito do carisma do palestrante e de seu preparo e envolvimento com o público.

P – Há alguma técnica infalível?
R: Não há técnicas infalíveis, porém, se o palestrante conseguir conquistar a atenção de seu público por meio do envolvimento emocional, do despertar da curiosidade sobre o tema, e da transmissão clara, dinâmica e focada de sua apresentação, terá a oportunidade de transmitir sua mensagem de maneira efetiva e conquistar sua audiência.

P – O começo e o fim da apresentação são as partes mais importantes?
R: Os primeiros minutos da fala são importantes para conquistar a curiosidade e a motivação da audiência e garantir que, a partir daí, estarão disponíveis e participativos para participar do evento. Claro que o palestrante deverá manter o nível, trazer e desenvolver um conteúdo interessante, de maneira didática e com boa expressão para manter o público participando junto a ele. O final, quando poderá fazer um resumo do tema, reforçar seu interesse e relevância, e deixar uma mensagem positiva que toque a audiência, fará com que a lembrança do evento e de si mesmo, enquanto profissional de excelência no tema, seja positiva, levando o público a querer participar novamente em um futuro evento.

mulher reunião palestra healthista_

P – Poderia dar um passo a passo, por exemplo: comece assim, foque nisso, permaneça assim, siga desse modo e termine…
R: Comece se apresentando e fale sobre a relevância do tema que irá abordar, o porquê o tema é interessante para a audiência, o que ela ganhará ao participar e, a seguir, comece a desenvolver o tema, de maneira lógica e didática, com exemplos práticos. Se preferir, pode abrir para algumas perguntas durante a apresentação, ou combine de deixá-las para o final, mas é interessante estar aberto para interagir com o público, sem se mostrar o dono da verdade ou inacessível. Ao final, faça um resumo do que falou, agradeça a atenção de todos e, quando cabível, abra para perguntas e comentários, mostrando-se interessado na participação da audiência e no que ela tem a dizer e contribuir. Deixe um meio para a audiência entrar em contato posteriormente, como um e-mail ou rede social.

P – O que não fazer, tipo tomar alguma bebida ou um ansiolítico para se sentir mais solto.
R: Se o palestrante precisa ingerir bebida alcoólica ou medicamentos para falar em público, isto é sinal que não se sente preparado para tal, e é indicado que procure ajuda profissional para superar suas limitações. Evite sempre o uso de qualquer substância que afete sua cognição, raciocínio ou postura. Evite contar piadas que possam demonstrar preconceito, não seja grosseiro, não demonstre superioridade ou inferioridade. Seja sempre natural. Não imagine que irá acontecer algo errado, mas se encontre preparado para intercorrências, que podem sempre acontecer. Não caia em possíveis provocações, mostre-se educado e firme, sem responder a possíveis agressões e ofensas, que não são comuns, mas podem acontecer. Prepare-se adequadamente antes do evento, e faça o melhor, aprimorando-se sempre, para superar-se a cada apresentação, mantendo a motivação e o interesse. Esses são alguns dos requisitos para o sucesso em sua apresentação e para posicionar seu nome como referência no tema que desenvolve.

Businesswoman standing on stage and reporting for audience
BigStock

P – Pode, por favor, listar dicas que qualquer pessoa possa usar?
R- Claro:

-Conheça bem o tema sobre o qual irá falar, prepare e treine sua apresentação.
-Crie um estado propício para passar sua mensagem, esteja tranquilo, atento, focado, motivado e preparado para quaisquer intercorrências que possam acontecer, como problemas técnicos dos meios audiovisuais acessórios, ou pessoas que queiram criar polêmicas.
-Movimente-se sem excessos, varie o tom e o volume de sua fala, dê exemplos práticos que despertem curiosidade e conectem as pessoas ao tema, não seja soberbo ou humilde demais, seja natural e mostre conexão com as pessoas e com o tema.
-Seja bem-humorado, mas não conte piadas que possam constranger pessoas, nem seja vulgar.
-Assista a outras pessoas que abordam temas semelhantes aos seus, para aprender com seus pontos fortes e fracos, a ampliar seu repertório.
-Assista também a pessoas que são tidas como boas oradoras, mesmo que em temas diversos dos quais aborda, para observar postura, como transmitem a mensagem e interagem com a audiência.
-Falar bem é um aprendizado, que deve evoluir continuamente, e tem como base a autoconfiança e o conhecimento, e pode ser aprimorado com treinamento e dedicação.

Fonte: Roberto Debski é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e em Psicologia pela Universidade Católica de Santos. Fez curso em Programação Neurolingüística pelo Instituto de Neurolingüística Aplicada, nível master trainer e Curso de formação em Coaching na Sociedade Latino Americana de Coaching.

 

Pensando em mudar de país? Melhor planejar antes de sair

Após uma fase nacional de bonança, na qual era comum a vinda de estrangeiros para trabalhar no país, agora, principalmente por causa da crise e dos altos índices de desemprego, o que está ocorrendo é o inverso: o aumento de brasileiros querendo mudar de país. Mudanças e desafios, especialmente na carreira, são sempre bem-vindos, porém, é preciso se planejar bastante e se preparar muito para isso.

E o que uma pessoa deve levar em conta, profissionalmente falando, ao pensar em mudar de país? “Primeiramente, que a área de atuação esteja devidamente regulamentada no país de destino, evitando que a profissão escolhida exija alguma certificação ou chancela distinta da aplicada no Brasil. Carreiras como Direito, Medicina e Engenharia geralmente exigem certificações específicas no país para permitir que o profissional exerça alguma atividade”, explica o coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation.

freegreatpicture-mulher-carreira-laptop

Para aqueles que irão atuar na área na qual são formados é importante que tenham uma visão de mercado, tanto local quanto global, para facilitar a empregabilidade. Moraes cita os profissionais de Tecnologia da Informação como exemplos. Eles são frequentemente contratados em vários países, uma vez que possuem os requisitos para desempenhar a função em qualquer lugar.

“De qualquer maneira, é interessante que a pessoa já saia do Brasil com alguma oportunidade previamente negociada ou que tenha uma reserva financeira para se manter no país por alguns meses até que possa arrumar um emprego”, aconselha o coach. Assim como para prospecção ou transição de carreira no Brasil, para aqueles que querem mudar de país, planejar-se é fundamental para o sucesso da empreitada.

Espírito de aventura

Para Moraes não há problemas em relação ao estado civil da pessoa que pensa em emigrar, nem ao fato de ter filhos ou não. Porém, ele frisa que a experiência de buscar uma carreira internacional fica facilitada caso o profissional esteja sozinho, pois poderá correr mais riscos, experimentar trabalhos alternativos ou aguardar oportunidades melhores.

Há também uma impressão que profissionais mais jovens são mais requisitados. Moraes rebate: “Os mais jovens normalmente aceitam atividades alternativas com mais facilidade, mas vejo oportunidades para os mais velhos também. Assim como para uma recolocação no próprio país, mapear o mercado, buscar oportunidades e candidatar-se ainda estando no Brasil são formas de avaliar e identificar as melhores oportunidades”.

Além da fluência da língua, muitos países preferem especialistas em determinadas áreas, mas e se a pessoa não se encaixar, vale a pena ir mesmo assim? “Somente se o profissional tiver um espírito de aventura, pois há sempre o risco de não se dar bem naquela vaga. E o custo de sair do Brasil, estabelecer-se no local, afastar-se da família e amigos pode ser muito maior que a remuneração de um trabalho que não satisfaça a pessoa”, alerta o coach.

E já há casos de brasileiros que se mudaram para Portugal, um destino em alta nos últimos anos, cheios de esperanças e com um curso superior na bagagem, voltando para o Brasil. A maioria conta que não conseguiu emprego e sequer se alimentava direito. O retorno tornou-se a alternativa mais fácil.

aeroporto viagem mulher pixabay 2.jpg

“Buscar uma oportunidade no exterior exige certa dose de desapego, principalmente em relação às questões emocionais, pois o afastamento da família e dos amigos pode ser um fator que desestabilize a pessoa. Competências como resiliência, criatividade, inteligência emocional e flexibilidade cognitiva, assim como o planejamento da carreira e das finanças são essenciais para o sucesso dessa empreitada”, enfatiza Moraes.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço MeioExecutive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. 

Homens ainda têm dificuldades em lidar com sucesso profissional das parceiras

Hoje, vivemos um novo momento em que as pessoas costumam investir em diferentes aspectos da vida ao mesmo tempo e, isto, algumas vezes, pode significar priorizar a carreira em detrimento de um relacionamento amoroso, por exemplo, ou até mesmo dedicar mais tempo para vida profissional do que para a vida pessoal. Esse comportamento, inclusive, já foi até objeto de estudos que comprovaram que as mulheres brasileiras hoje casam e têm filhos mais tarde, em geral depois dos 35 anos.

Segundo as psicólogas e terapeutas de casal, Marina Simas de Lima e Denise Miranda de Figueiredo, fundadoras do Instituto do Casal, para quem já é casado pode ser um verdadeiro desafio conciliar a vida profissional e afetiva.

“Ultimamente, muitas mulheres comentam que se sentem sufocadas no casamento, por conta do controle que o parceiro exerce em relação à vida profissional delas, beirando, em alguns casos, uma espécie de ‘sabotagem’. Muitas mulheres precisam viajar constantemente por conta do trabalho, dedicar mais tempo para a vida profissional, fazer cursos, treinamentos, etc. Estes aspectos acabam virando motivo para brigas e discussões. Alguns homens sentem a necessidade de querer controlar ou restringir a vida profissional da mulher por conta do ciúme ou da insegurança, pois podem pensar que nestes momentos profissionais a parceira estaria mais exposta a conhecer outras pessoas, por exemplo”, comenta Marina.

Outro ponto, segundo as psicólogas, é que o modelo patriarcal que ainda existe no Brasil, pode fazer com que o homem se sinta ameaçado por ter ao seu lado uma mulher tão independente. Pode ainda se sentir deixado de lado ou pensar que o trabalho é mais importante para a parceira do que o relacionamento.

Conflito pode levar à separação

casal cama separado

“As mulheres hoje ocupam cargos de liderança, estão nas universidades, são atuantes e gostam de trabalhar, na maioria dos casos. A parceria no casamento também implica em que o casal incentive um ao outro a crescer profissionalmente e todo crescimento envolve certas perdas, a tal ‘dor do crescimento’”, diz Marina.

“Mas claro que isso não significa que o casamento deve ser deixado de lado por conta do trabalho e nem que o homem deve restringir ou colocar barreiras na vida profissional da mulher. Infelizmente, os comportamentos dos homens podem impactar nas escolhas das mulheres no futuro profissional delas, assim como no futuro da vida da dois”, reflete Denise.

Como resolver este impasse?

A questão é que os casais precisam ter bom senso, de ambos os lados, e isso nem sempre ocorre. “O que mais acontece são atitudes como chantagem emocional, excesso de ciúmes ou controle excessivo sobre as atividades profissionais do outro. E isso é mais comum nos homens em relação às mulheres”, diz Denise. Porém, as terapeutas lembram que isso pode acontecer também com casais do mesmo sexo ou ainda com a mulher em relação ao homem.

Na recente pesquisa feita pelo Instituto do Casal, o excesso de tempo dedicado ao trabalho ocupou o 12º lugar no ranking dos 35 motivos que levam os casais brasileiros a brigarem. “Embora não esteja entre as principais razões das famosas ‘DRs’, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre o tempo dedicado ao trabalho e ao relacionamento”, dizem as especialistas.

Quem ama quer ver o outro crescer

casal tristeza

Sem dúvida, o amor é importante é pode ser o fator decisivo para continuar na relação ou para seguir a vida sozinho. “Quem ama quer ver o bem do outro, quer ver o crescimento do outro, quer participar do sucesso do outro. O amor também é feito de flexibilidade, compreensão e incentivo”, diz Denise.

“Por outro lado, quem precisa de mais tempo para se dedicar à vida profissional também necessita investir tempo no casamento. O segredo, portanto, é encontrar o ponto de equilíbrio e desempenhar todos os papéis que a vida exige. Não é fácil, mas é preciso e é possível”, encerram Marina e Denise.

Fonte: Instituto do Casal

 

Elas promove workshops gratuitos para mulheres nos dias 21 e 28

Primeira Escola de Liderança Feminina e Desenvolvimento, Elas, promove uma vivência única para despertar a autoconfiança das mulheres

Focada em mulheres que desejam assumir posições de destaque em empresas e na sociedade, a Elas, primeira Escola de Liderança Feminina e Desenvolvimento, promove nos próximos dias 21 e 28 de agosto, o workshop gratuito “Autoconfiança Para Conquistar o Mundo” no inovaBra habitat e no Spaces Berrini.

Com três horas de duração em cada um dos eventos, os encontros têm o objetivo de preparar as mulheres para se posicionarem com mais segurança no ambiente profissional e pessoal. Carine Roos e Amanda Gomes, cofundadoras da Elas, pretendem gerar reflexões, aumentar o poder pessoal e gerar novos comportamentos nas participantes a partir de debates e atividades práticas.

A Elas – Exercendo Liderança com Assertividade e Sabedoria – tem como propósito fortalecer a liderança feminina e evidenciar a importância da equidade de gênero dentro das empresas. Segundo dados do Instituto Ethos, as mulheres são maioria nos cargos de estágio e aprendiz, mas perdem força em funções maiores e de liderança que oferecem os melhores salários.

Outro estudo que chama atenção das cofundadoras da Elas é uma pesquisa recente da consultoria McKinsey, a qual reiterou a importância da igualdade entre homens e mulheres dentro do universo corporativo. O levantamento realizado com mais de 1.000 empresas em 12 países do mundo, mostrou que dar oportunidades de cargos de chefia às mulheres, aumenta em 21% a probabilidade de uma empresa ter performance financeira acima da média.

Batalhar para minimizar efeitos psicológicos pode ser uma poderosa ferramenta na luta por mais equidade de gênero no ambiente corporativo.

Desde agosto de 2017, o Programa Elas já formou 100 mulheres e mais de 1.800 vivenciaram a experiência de seus workshops e tiveram resultados importantes em suas vidas, tanto pessoal quanto profissional.

elas.jpg

Sobre os eventos

Dia: 21 de Agosto de 2018
Horário: 18h às 21h
Local: inovaBra habitat – Av. Angélica, 2529 – Bela Vista, São Paulo – SP
*Vagas limitadas
Inscrições para o workshop gratuito clique aqui

Dia: 28 de Agosto de 2018
Horário: 18h às 21h
Local: Spaces Berrini – Rua Irmã Gabriela, 51 – Brooklin, São Paulo – SP
*Vagas limitadas
Inscrições para o workshop gratuito clique aqui

Informações: Programa Elas

 

SMTE promove encontro gratuito sobre empreendedorismo

A Secretaria Municipal de Trabalho e Empreendedorismo (SMTE) oferece, na quarta-feira (8), oficina gratuita sobre empreendedorismo. A atividade acontece das 9 às 10 horas, nos bairros de Interlagos, Pirituba, Itaquera, Parelheiros e Centro.

Os alunos aprenderão sobre economia solidária e receberão dicas sobre como empreender, traçar metas e formalizar o seu próprio negócio. Além disso, serão orientados sobre como identificar características empreendedoras.

As atividades da SMTE são gratuitas. Para participar, basta ter idade mínima de 16 anos e comparecer a uma das unidades do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe) portando RG, CPF, carteira de trabalho e o número do PIS. Caso não tenha o último documento, a emissão é feita na hora com apresentação de uma foto 3×4.

Toda semana, a SMTE oferece encontros gratuitos sobre trabalho e empreendedorismo. Para saber mais, visite nossas redes sociais.

Confira os endereços da oficina “Empreendedorismo”:

prefeitura.png

Centro:
Av. Rio Branco – 252 – Centro

Zona Leste:
R. Augusto Carlos Bauman, 851 – Itaquera

Zona Sul:
Av. Interlagos, 6122 – Interlagos
Av. Sadume Inoue, 5252 – Parelheiros

Zona Oeste:
Av. Dr. Felipe Pinel, 12 – Pirituba

Copa: como equipes corporativas podem se inspirar nas seleções de futebol

Um técnico, um capitão, jogadores na reserva, 11 homens em campo e um destino: ganhar. Este é o roteiro de uma partida de futebol. Porém, modificando algumas peças, poderia ser também o perfil de uma equipe corporativa atrás de um objetivo em comum. O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, responde algumas questões e mostra que as várias seleções que participam do maior campeonato do mundo de futebol podem ensinar muito para profissionais de diversas áreas. Confira:

1 – Como um time de futebol pode inspirar uma equipe corporativa? Quais semelhanças?
Edson Moraes – Entendo que toda e qualquer modalidade desportiva, que seja disputada por equipes, sirva como metáfora para trabalhos relacionados à liderança ou à busca de resultados em uma corporação. Em ambos os casos há a figura de um ou mais líderes, papéis e responsabilidades distintas, necessidade de trabalho colaborativo e foco no resultado.

2 – O técnico define os jogadores, mas o talento pessoal, conta. Porém, o individualismo pode prejudicar uma partida. E no ambiente profissional?
EM – Depende da situação. Equipes comerciais tendem a ser baseadas na atuação de talentos individuais, pois o trabalho colaborativo é incomum nesses casos, uma vez que as pessoas não querem compartilhar contatos nem oportunidades de negócios com ninguém que seja uma ameaça ao seu resultado pessoal. Equipes de produção, suporte ou apoio a negócios precisam ser mais colaborativas. Nessas, o individualismo pode prejudicar o resultado coletivo e a garantia dos processos.

futebol - pixabay

3 – No caso do time de Portugal, muitos disseram que Cristiano Ronaldo “carregava o time”. No mundo corporativo isso pode acontecer?
EM – Muito difícil encontrar este modelo em empresas grandes, mas certamente ocorre em empresas de pequeno ou até médio porte. Tais empresas muitas vezes estão baseadas nas habilidades, competências ou networking de seus líderes e dependem deles para buscar resultados.

4 – Isso pode ser prejudicial? E como evitar que isso aconteça?
EM – Pode ser prejudicial se a empresa crescer e continuar a depender de uma única pessoa. Aprender a delegar e descentralizar processos, decisões e ações são requisitos fundamentais para o desenvolvimento da carreira e da empresa.

5 – No futebol tem se o líder principal (técnico) e outro dentro do campo (capitão)? E no mundo corporativo? Isso não confunde?
EM – O conflito (geralmente de egos) acontecerá se não houver uma clara definição de papéis e responsabilidades. Um bom técnico precisa de um jogador em campo que faça a diferença na liderança do time. Em uma empresa, o principal gestor necessita de líderes que saibam conduzir suas equipes.

Seleção Brasileira comemorando um gol -
Seleção Brasileira – Foto FIFA-Getty Images

6 – O técnico da Espanha admitiu que assim que terminasse o campeonato, deixaria o cargo para treinar o Real Madrid. Porém, ao saber disso, a Federação Espanhola o demitiu às vésperas da Copa. Em um ambiente corporativo, quais as consequências de algo similar? Os funcionários se recuperariam do susto rapidamente?
EM – Sim, os funcionários se recuperam rapidamente. Quanto à atitude do técnico da Espanha, o que pesa é a ausência de lisura e ética no processo. Um profissional deve honrar seus compromissos e sua palavra. Venho do mercado financeiro, onde um “fechado” em um negócio não poderá nunca ser revisto. Apesar da quantidade de contratos assinados em qualquer processo do mundo dos negócios, honrar a palavra ainda tem um simbolismo importante em qualquer meio.

7 – Quando um time ganha, de modo fácil ou com muitos gols, é possível que se ache o grande favorito. Essa soberba pode atrapalhar? Trace paralelos.
EM – Como no mercado de ações, ganhos passados não garantem resultados futuros. Um investidor sabe disto e um empresário deve partir sempre desta mesma premissa. Um bom resultado, mesmo que uma goleada, não garante que o próximo negócio ou período traga resultado equivalente. A experiência conta muito no mundo corporativo e faz com que evitemos cometer os mesmo erros novamente, mas não garante que o resultado seja sempre o mesmo. Foco, observação de mercado e presença ativa e consciente na gestão da empresa trazem consistência nos resultados, mas não garantem vitórias sempre.

8 – O contrário também. Como se recuperar de uma derrota, mesmo que pequena?
EM – Da mesma forma, observar os erros, não se deixar abater e manter o foco nos objetivos. Não há pessoa ou empresa que não tenha sofrido algum revés. Saber avaliar a derrota, identificar os erros e ponderar se vale a pena continuar no jogo são aspectos importantes. Muitas vezes, sair do jogo é uma saída mais inteligente do que permanecer perdendo.

futebol derrota - daniel reche pixabat
Foto: Daniel Reche/Pixabay

9 – E se a derrota for acachapante, como os inesquecíveis 7 x 1 entre Alemanha e Brasil, em 2014? Como superar isso em um ambiente de trabalho?
EM – Certamente trocar o quadro de gestores será o primeiro passo. Depois disto, estabelecer novos objetivos, redefinir o time, treinar e voltar a campo.

10 – Faça um resumo do que podemos aprender, profissionalmente, assistindo aos jogos e vendo as equipes em campo.
EM – Tomando-se como base as competências essenciais definidas pelo Fórum Econômico Mundial, devemos observar como são resolvidos os problemas complexos de uma partida (como reverter um placar desfavorável); o uso da criatividade na construção de jogadas; perceber como o técnico monta seu time e quais mudanças ele faz ao longo da partida (alguns jogadores essenciais saem lesionados e outros por baixo desempenho); observar como o time desenvolveu sua inteligência emocional e como reage às pressões psicológicas da partida; como são tomadas as decisões em campo; como negociam entre eles e com o juiz; e como lidam com os aspectos cognitivos (como fazer a leitura do adversário, dos árbitros, da torcida e do próprio time). Enfim, um time pode nos ensinar muito sobre habilidades sutis que podem ser empregadas em nosso dia a dia corporativo.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). 

 

Escola de Liderança Feminina abre inscrições para treinamento

O workshop tem como objetivo levar as mulheres a aprenderem de um jeito simples e objetivo técnicas que podem aumentar em até 50% as capacidades das participantes de exercerem liderança e aumentarem sua autoconfiança

O Programa ELAS promove na próxima terça-feira, dia 26 de junho, o workshop “Imersão em Autoconfiança”, no inovaBra habitat, a partir das 9h. A atividade tem como foco o desenvolvimento pessoal de mulheres que desejam assumir posições de destaque em empresas e na sociedade. O workshop possui seis horas de duração e tem como objetivo levar as mulheres a aprenderem de um jeito simples e objetivo técnicas que irão ajudar no aumento do seu autoconhecimento e de suas capacidades de liderança. Os resultados são imediatos e após o workshop as participantes conseguem ter uma evolução comprovada de até 50% no aumento de sua autoconfiança. As atividades são conduzidas pelas fundadoras Carine Roos e Amanda Gomes.

Segundo dados do Instituto Ethos, a presença feminina é maioria nos cargos de estágio e aprendiz, mas perde a força em funções maiores que oferecem os melhores salários. O levantamento foi realizado nas 500 maiores empresas do Brasil e mostra um afunilamento de oportunidades dentro das corporações. O mercado de trabalho reflete uma realidade estrutural na sociedade brasileira.

Para mudar esse cenário, a ELAS – Escola de Liderança e Desenvolvimento acredita na equidade de gênero, não só pela questão de justiça social, mas também por estar comprovado o aumento na produtividade e nos lucros das empresas que possuem mulheres na alta liderança. Segundo uma pesquisa feita pela consultoria americana McKinsey, o PIB (Produto Interno Bruto) Global teria uma aumento de aproximadamente US$ 28 trilhões em dez anos se houvesse equidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Desde agosto de 2017, o Programa ELAS já formou mais de 1.450 mulheres que vivenciaram a experiência de seus workshops e tiveram resultados importantes e comprovados em suas vidas, tanto pessoal quanto profissional.

Baseado em três pilares – “Iniciativas em políticas públicas e de instituições”, “Alta liderança das empresas cientes de suas responsabilidades” e “O poder pessoal de cada indivíduo” – o curso é dedicado a desenvolver a capacidade de qualquer mulher para se tornar protagonista de uma história de sucesso em suas vidas, vencendo barreiras pessoais e corporativas sem culpa, assim como desenvolver e amadurecer suas habilidades emocionais necessárias para assumir posições de liderança em empresas e na sociedade como um todo.

ELAS.png

ELAS

Criado em agosto de 2017 e alinhado aos Sete Princípios do Empoderamento das Mulheres nas empresas defendida pela ONU, a ELAS (Exercendo Liderança com Assertividade e Sabedoria) é a primeira Escola de Liderança e Desenvolvimento voltada para mulheres que buscam assumir posições de destaque nas empresas, em seus negócios ou na sociedade. Além de oferecer workshops, mentoria e coaching, a Escola se destaca por um curso exclusivo chamado “Programa ELAS”, sendo a formação mais completa e intensa da Escola de Liderança

A Escola nasceu para promover mudanças rápidas e concretas na vida das pessoas e nos resultados das empresas, tendo como missão ser referência no desenvolvimento de mulheres no Brasil. O ELAS respeita a essência e o talento de cada aluna, garantindo uma medição do desempenho e da evolução pessoal promovido pelo treinamento.

Workshop “Imersão em Autoconfiança”
Dia: 26 de Junho de 2018
Horário: 9h às 15h
Local: inovaBra habitat – Av. Angélica, 2529 – Bela Vista, São Paulo
*Vagas limitadas
Inscrições para o Workshop clique aqui
Investimento: R$ 297,00

Sobrenome corporativo: quem ainda precisa dele?

Para quem tem mais de 40 anos, é comum se lembrar de estar em um evento e conhecer alguém que se apresentava assim: José da Silva, da Cia. XYZ, esta última parte, o sobrenome corporativo. Porém, com as mudanças muito rápidas das últimas décadas, como a chegada da Internet, de novas tecnologias e da chamada geração millennials, parece que acrescentar esses sobrenomes não tem mais tanta importância assim.

O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, afirma que tanto na sua experiência em consultoria quanto em seu escritório de coaching, atuando com profissionais de diversas áreas, formações e idades, considera que a questão do sobrenome corporativo deva ser observada, sim, sob um prisma geracional.

“Baby-boomers (nascidos entre o final da segunda guerra e o início dos anos 60) e a geração X (de 1960 até o início dos anos 1980) consideram relevante o nome da empresa que se apõe aos seus no momento de se identificarem. Dá um certo orgulho ser apresentado como ‘Fulano de Tal da Cia. X’, pois o sobrenome corporativo, utilizado por tempo determinado, identifica uma casta, uma forma de pensar, uma forma de ser percebido pelo mercado e pelos pares. Geralmente, promove certo status e faz com que o profissional se sinta valorizado e reconhecido por todos, sendo útil também para abrir portas e receber convites para eventos, viagens e encontros com seus pares”, indica Moraes.

cartão de visita
Pixabay

Por outro lado, as gerações abaixo dos 40 anos lidam diferentemente com o tema, sem que isso signifique necessariamente desprezar o sobrenome corporativo. Porém, esses aprenderam a lidar com outras formas de se relacionar com o trabalho, incluindo o empreendedorismo como uma alternativa concreta e desejada, além de considerar irrelevante o período de permanência nessa ou naquela empresa para suas identidades.

“Por essa razão, reter talentos tem sido um grande desafio para as empresas, atualmente. Esta geração se identifica com o propósito, os valores e os projetos da empresa na qual está, algo menos impactante para os mais velhos. O nome da empresa conta, principalmente se for ligada à transformação digital, mas, nesse caso, mais pelo efeito relevante na mudança da sociedade que pela ‘tradição da marca’. Profissionais mais novos buscam realizar transformações positivas na sociedade por meio do trabalho, enquanto os mais velhos ainda querem a estabilidade de uma empresa”, afirma o coach.

A demissão & o luto

tristeza dor depressão mulher pixabay

Também não é incomum presenciar algo que ocorre com as pessoas que costumam usar o sobrenome corporativo: após serem demitidas (ou se demitirem/aposentarem), acabam se sentindo transtornadas, como se tivessem perdido a própria identidade.

“Como em processos de separação litigiosa ou morte de uma pessoa querida, a demissão ou a aposentadoria nos obriga a adaptar a vida sem o antigo empregador por meio da reconstrução de significados”, explica Moraes. Ele acrescenta: “A retirada do sobrenome corporativo de uma pessoa pode significar, muitas vezes, a perda de sua identidade profissional, mas não significa que o mesmo ocorra com sua carreira, profissão e objetivos”.

Moraes indica que essa é uma chance de aproveitar a oportunidade para pensar no que se deseja para o futuro: “Baseie-se em seu propósito, seus valores e suas crenças para definir para onde mirar, rever seus objetivos, permitir-se escrever novos planos e definir ações para alcançá-los. Isto facilitará a relação com essa perda e a identificação de novos percursos”.

Um dos caminhos para contornar esse momento, segundo Moraes, pode ser trilhado pelas tarefas essenciais descritas pelo psicólogo Dr. J. William Worden em “Terapia no Luto e na Perda”, que podem ser assim adaptadas às demissões ou aposentadorias:

• Aceitar a realidade da perda: ser demitido significa simplesmente ter um contrato encerrado. A vida se mantém e novas oportunidades se apresentam;
• Trabalhar a dor advinda da perda: compreender que não participar da antiga empresa não significa que as possibilidades se encerraram lá. Sem dúvida que qualquer rejeição é dura, mas perceber que quanto mais rápido assimilar esta dor, mais facilmente estará preparado para buscar outro trabalho;
• Compreender que aquele lugar não será mais frequentado: tudo muda o tempo todo. Neste caso, do crachá à rotina diária de sair de casa e tomar um determinado caminho deverão ser repensados. Incluir outra rotina na vida, mesmo que seja a disciplina para buscar um emprego ou nova atividade já é uma forma de trabalho que requer nova atitude;
• Prosseguir com a vida, embora as lembranças sempre irão existir: guarde as memórias e os relacionamentos. Certamente a experiência será útil em um futuro próximo, tanto na busca de recolocação ou na definição de novas atividades quanto no networking requerido no caminho da carreira.

Mudando as relações

empresa trabalh executivos pixabay
Pixabay

E por que os profissionais mais jovens provavelmente não passarão por este luto? Moraes credita as mudanças à percepção de que o aumento de produtividade e a redução de trabalho, com consequente aumento de tempo livre, algo que a tecnologia traria aos profissionais, não ocorreu na realidade. Notou-se que o ônus de atividades nem sempre compensava o bônus no final de um período. Isso para todas as áreas, profissões e idades.

Dessa maneira, diversos profissionais das gerações mais velhas também buscam mudanças na sua relação com o trabalho. Mesmo com uma carreira estabelecida, compreender que há vida além do trabalho e que há muito a se viver com ou sem reforma na previdência faz com que se reflita sobre a relação com o trabalho e a forma de se relacionar com a atividade profissional. Hoje é mais simples fazer escolhas do que foi no passado. Incluir temas como qualidade de vida, convívio com a família, tempo de estudo e lazer não são tabus que poucos poderiam sonhar em considerar na vida.

“Os jovens talvez percebam isso de forma mais explícita, até pelo exemplo que têm em casa, mas muitos, de qualquer geração, refletem sobre a carreira e a forma de se relacionar com o mundo do trabalho. Há muita gente dispensando o sobrenome corporativo pelo seu próprio nome, mesmo que isso signifique uma redução na remuneração. Um problema para as empresas e suas áreas de RH, pois, como falei antes, está cada vez mais difícil reter talentos de qualquer idade, seja no auge de sua capacidade produtiva ou no vigor de seu potencial. Como oferecer qualidade de vida exigindo-se o sangue?”, questiona.

Moraes propõe uma reflexão sobre qual o propósito de cada um. Perceber o que nos move a partir do que dá sentido à vida talvez ajude a perceber o quanto o sobrenome corporativo é efêmero e irrelevante. Tanto faz trabalhar para si ou para a corporação X ou Y, desde que algumas questões sejam claramente respondidas por cada um de nós:
• Faço o que amo?
• Utilizo o melhor de minha capacidade e dedicação? Faço bem feito?
• Consigo me sustentar com isso?
• Sirvo ao mundo?

Encontrar as respostas às perguntas acima e, mais do que isso, conseguir relacioná-las à vida profissional faz com que tenhamos o que os japoneses chamam de ikigai. Trata-se de algo que permite que encontremos um propósito na vida, uma razão para acordar todas as manhãs com alegria e disposição, com ou sem um sobrenome corporativo para nos identificar. “Portanto, fica a questão: qual é o seu ikigai?” – finaliza Moraes.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.