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Sobrenome corporativo: quem ainda precisa dele?

Para quem tem mais de 40 anos, é comum se lembrar de estar em um evento e conhecer alguém que se apresentava assim: José da Silva, da Cia. XYZ, esta última parte, o sobrenome corporativo. Porém, com as mudanças muito rápidas das últimas décadas, como a chegada da Internet, de novas tecnologias e da chamada geração millennials, parece que acrescentar esses sobrenomes não tem mais tanta importância assim.

O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, afirma que tanto na sua experiência em consultoria quanto em seu escritório de coaching, atuando com profissionais de diversas áreas, formações e idades, considera que a questão do sobrenome corporativo deva ser observada, sim, sob um prisma geracional.

“Baby-boomers (nascidos entre o final da segunda guerra e o início dos anos 60) e a geração X (de 1960 até o início dos anos 1980) consideram relevante o nome da empresa que se apõe aos seus no momento de se identificarem. Dá um certo orgulho ser apresentado como ‘Fulano de Tal da Cia. X’, pois o sobrenome corporativo, utilizado por tempo determinado, identifica uma casta, uma forma de pensar, uma forma de ser percebido pelo mercado e pelos pares. Geralmente, promove certo status e faz com que o profissional se sinta valorizado e reconhecido por todos, sendo útil também para abrir portas e receber convites para eventos, viagens e encontros com seus pares”, indica Moraes.

cartão de visita
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Por outro lado, as gerações abaixo dos 40 anos lidam diferentemente com o tema, sem que isso signifique necessariamente desprezar o sobrenome corporativo. Porém, esses aprenderam a lidar com outras formas de se relacionar com o trabalho, incluindo o empreendedorismo como uma alternativa concreta e desejada, além de considerar irrelevante o período de permanência nessa ou naquela empresa para suas identidades.

“Por essa razão, reter talentos tem sido um grande desafio para as empresas, atualmente. Esta geração se identifica com o propósito, os valores e os projetos da empresa na qual está, algo menos impactante para os mais velhos. O nome da empresa conta, principalmente se for ligada à transformação digital, mas, nesse caso, mais pelo efeito relevante na mudança da sociedade que pela ‘tradição da marca’. Profissionais mais novos buscam realizar transformações positivas na sociedade por meio do trabalho, enquanto os mais velhos ainda querem a estabilidade de uma empresa”, afirma o coach.

A demissão & o luto

tristeza dor depressão mulher pixabay

Também não é incomum presenciar algo que ocorre com as pessoas que costumam usar o sobrenome corporativo: após serem demitidas (ou se demitirem/aposentarem), acabam se sentindo transtornadas, como se tivessem perdido a própria identidade.

“Como em processos de separação litigiosa ou morte de uma pessoa querida, a demissão ou a aposentadoria nos obriga a adaptar a vida sem o antigo empregador por meio da reconstrução de significados”, explica Moraes. Ele acrescenta: “A retirada do sobrenome corporativo de uma pessoa pode significar, muitas vezes, a perda de sua identidade profissional, mas não significa que o mesmo ocorra com sua carreira, profissão e objetivos”.

Moraes indica que essa é uma chance de aproveitar a oportunidade para pensar no que se deseja para o futuro: “Baseie-se em seu propósito, seus valores e suas crenças para definir para onde mirar, rever seus objetivos, permitir-se escrever novos planos e definir ações para alcançá-los. Isto facilitará a relação com essa perda e a identificação de novos percursos”.

Um dos caminhos para contornar esse momento, segundo Moraes, pode ser trilhado pelas tarefas essenciais descritas pelo psicólogo Dr. J. William Worden em “Terapia no Luto e na Perda”, que podem ser assim adaptadas às demissões ou aposentadorias:

• Aceitar a realidade da perda: ser demitido significa simplesmente ter um contrato encerrado. A vida se mantém e novas oportunidades se apresentam;
• Trabalhar a dor advinda da perda: compreender que não participar da antiga empresa não significa que as possibilidades se encerraram lá. Sem dúvida que qualquer rejeição é dura, mas perceber que quanto mais rápido assimilar esta dor, mais facilmente estará preparado para buscar outro trabalho;
• Compreender que aquele lugar não será mais frequentado: tudo muda o tempo todo. Neste caso, do crachá à rotina diária de sair de casa e tomar um determinado caminho deverão ser repensados. Incluir outra rotina na vida, mesmo que seja a disciplina para buscar um emprego ou nova atividade já é uma forma de trabalho que requer nova atitude;
• Prosseguir com a vida, embora as lembranças sempre irão existir: guarde as memórias e os relacionamentos. Certamente a experiência será útil em um futuro próximo, tanto na busca de recolocação ou na definição de novas atividades quanto no networking requerido no caminho da carreira.

Mudando as relações

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E por que os profissionais mais jovens provavelmente não passarão por este luto? Moraes credita as mudanças à percepção de que o aumento de produtividade e a redução de trabalho, com consequente aumento de tempo livre, algo que a tecnologia traria aos profissionais, não ocorreu na realidade. Notou-se que o ônus de atividades nem sempre compensava o bônus no final de um período. Isso para todas as áreas, profissões e idades.

Dessa maneira, diversos profissionais das gerações mais velhas também buscam mudanças na sua relação com o trabalho. Mesmo com uma carreira estabelecida, compreender que há vida além do trabalho e que há muito a se viver com ou sem reforma na previdência faz com que se reflita sobre a relação com o trabalho e a forma de se relacionar com a atividade profissional. Hoje é mais simples fazer escolhas do que foi no passado. Incluir temas como qualidade de vida, convívio com a família, tempo de estudo e lazer não são tabus que poucos poderiam sonhar em considerar na vida.

“Os jovens talvez percebam isso de forma mais explícita, até pelo exemplo que têm em casa, mas muitos, de qualquer geração, refletem sobre a carreira e a forma de se relacionar com o mundo do trabalho. Há muita gente dispensando o sobrenome corporativo pelo seu próprio nome, mesmo que isso signifique uma redução na remuneração. Um problema para as empresas e suas áreas de RH, pois, como falei antes, está cada vez mais difícil reter talentos de qualquer idade, seja no auge de sua capacidade produtiva ou no vigor de seu potencial. Como oferecer qualidade de vida exigindo-se o sangue?”, questiona.

Moraes propõe uma reflexão sobre qual o propósito de cada um. Perceber o que nos move a partir do que dá sentido à vida talvez ajude a perceber o quanto o sobrenome corporativo é efêmero e irrelevante. Tanto faz trabalhar para si ou para a corporação X ou Y, desde que algumas questões sejam claramente respondidas por cada um de nós:
• Faço o que amo?
• Utilizo o melhor de minha capacidade e dedicação? Faço bem feito?
• Consigo me sustentar com isso?
• Sirvo ao mundo?

Encontrar as respostas às perguntas acima e, mais do que isso, conseguir relacioná-las à vida profissional faz com que tenhamos o que os japoneses chamam de ikigai. Trata-se de algo que permite que encontremos um propósito na vida, uma razão para acordar todas as manhãs com alegria e disposição, com ou sem um sobrenome corporativo para nos identificar. “Portanto, fica a questão: qual é o seu ikigai?” – finaliza Moraes.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

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Você está preparado para viver em um mundo VUCA?*

Vivemos um tempo de desafios extremos, tanto para profissionais liberais quanto para pequenas e médias empresas e corporações. Segundo especialistas em gestão, vivemos em um “mundo VUCA”, expressão que nasceu durante a Guerra Fria, mas que está cada vez mais presente no vocabulário dos profissionais e dos empreendedores da nova economia.

VUCA é um acrônimo do inglês volatile, uncertain, complex e ambiguous e serve para descrever quatro características que estão presentes atualmente na vida de todos: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

O principal impacto dessas características pode ser percebido na dificuldade de realizar qualquer planejamento em longo prazo. Entende-se que no mundo VUCA seja mais prudente ter agilidade na resposta às demandas imediatas do ambiente e nas ações de curto prazo do que projetar cenários longos e complexos.

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Tal situação, contudo, afeta diretamente a nossa relação com as necessidades básicas dos seres humanos, como reconhecimento, segurança ou estabilidade. Por esta razão, é cada vez mais importante termos clareza do nosso propósito, da missão de nosso negócio e da identificação dos resultados buscados, mitigando o impacto da volatilidade que está ao nosso redor.

O mesmo vale para a incerteza, pois a forma de resolver os problemas de hoje talvez não sirva para compreender e resolver os problemas em um futuro próximo. Perceber a interdependência das coisas e considerar a complexidade das variáveis presentes na tomada de decisão fogem dos modelos de gestão de riscos tradicionalmente utilizados em processos corporativos e atitudes individuais. Como consequência, é improvável que ações isoladas tenham algum efeito em um sistema interconectado.

A ambiguidade está presente na ausência de clareza ao se analisar contextos complexos. Experiências anteriores não garantem que a solução para um problema sirva em um novo cenário, uma vez que este pode propiciar diversas interpretações cabíveis.

Desenvolver habilidades específicas será um caminho de empoderamento que viabilizará melhores ações de contorno no mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo. Uma vez que as mudanças são inevitáveis, a inteligência emocional, a autoestima e a resiliência são essenciais para lidar com a volatilidade e com as adaptações requeridas na transformação do cenário.

Para lidar com as incertezas, a flexibilidade é o caminho para a adaptação constante à realidade que se transforma. A impossibilidade de certezas sobre qual caminho seguir sugere que tenhamos a mente aberta para o desenvolvimento da criatividade e da capacidade de resolução de problemas complexos.

No caso da complexidade do mundo, competências como teamworking, pensamento crítico e flexibilidade cognitiva são as ferramentas que permitirão ampliar a visão sobre o contexto, viabilizando a elaboração de soluções mais aderentes às necessidades.

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A ambiguidade requer que tenhamos uma grande habilidade de negociação, tanto interiormente quanto com os participantes da situação, pois o caminho a seguir não será necessariamente similar às decisões sustentadas no passado. Aprender com os erros e analisar a situação por outra perspectiva requerem uma postura firme e disposição para assumir novos riscos.

Enfim, no mundo VUCA, é fundamental que se tenha ousadia. Pois é sendo ousado que poderemos analisar os problemas em potencial e suas variáveis, entenderemos as consequências de cada problema e as possíveis ações requeridas, avaliaremos a interdependência das variáveis identificadas e nos prepararemos para as alternativas e seus desafios.

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

 

 

Quatro motivos para meditar no trabalho

A prática da meditação tem ganhado os escritórios do Brasil afora e quem já experimentou a técnica budista garante não largar mais, seja no ambiente de trabalho ou em casa. Os benefícios de incorporar a prática à rotina vão desde maior poder de concentração até aumento da criatividade.

Para quem deseja entender os efeitos da meditação ao cérebro, a Editora Alaúde acaba de lançar o livro “Cérebro e meditação”, obra que retrata os diálogos entre o monge francês Matthieu Ricard – considerado o homem mais feliz do mundo, segundo pesquisadores da Universidade de Wisconsin – e o neurocientista Wolf Singer, diretor do Instituto Max Planck de Pesquisa do Cérebro (Alemanha).

Singer é considerado um dos maiores especialistas mundiais no cérebro e autor de mais de 400 artigos científicos sobre neurociência. Veja abaixo a lista com motivos para iniciar a prática hoje.

Quatro motivos para meditar no trabalho

Aumenta o grau de concentração

neuromodulação cérebro

Relatório para terminar, reunião para acompanhar, projeto para desenvolver e concentração nula. A prática da meditação ajuda a se concentrar em um objetivo específico, criando um fluxo de atenção e aqueles que meditam podem manter a sua atenção durante períodos relativamente longos, conta o monge Mathieu Ricard.

Melhora o relacionamento interpessoal

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Sabe aquela pessoa estourada, o famoso pavio curto? Os adeptos da prática budista desconhecem essas atitudes, isso porque eles desenvolvem o autoconhecimento e a meditação aumenta a sensibilidade em relação ao outro. Ainda de acordo com o estudo feito pelo Instituto Max-Planck (Alemanha), dirigido por Wolf Singer, os “burn-outs” são um resultado do desgaste emocional causado pela “fadiga da empatia”.

Aumenta a criatividade e produtividade

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Checar o e-mail e WhatsApp a cada cinco minutos consome seu tempo, não?! A concentração alcançada durante a meditação vai aumentar não apenas a sua produtividade no escritório como também a criatividade, já que você não interromperá o processo criativo com facilidade. Ou seja, tudo terá sua hora certa para fazer.

Reduz a ansiedade

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A preocupação com o futuro e o próximo passo pode tornar a rotina no mínimo estressante, por isso a prática ajuda o indivíduo a se concentrar no hoje. Para Mathieu Ricard, “passamos um tempo considerável sendo vítimas de pensamentos insuportáveis, da ansiedade e da raiva (…) achamos mais fácil considerar que esse caos é “normal”, que a “natureza humana é assim”.

Sobre os autores

Matthieu Ricard é monge budista há mais de quarenta anos. Vive no Nepal, onde se dedica aos projetos humanitários da Associação Karuna-Shechen. É intérprete do dalai lama para o francês.

Wolf Singer é neurocientista, diretor emérito do Instituto de Pesquisas Cerebrais Max Planck e diretor fundador do Instituto de Estudos Avançados de Frankfurt (Alemanha).

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Cérebro e Meditação
Autores: Matthieu Ricard e Wolf Singer
Editora: Alaúde
Formato: 16 x 23 cm – brochura, orelhas, miolo P&B
Páginas: 352
Preço de capa: R$ 42,00

 

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Dia do trabalho: quatro apps para ganhar dinheiro extra todo mês

Plataformas oferecem alternativas para que trabalhadores não tenham que abrir mão do seu trabalho fixo para garantir um incremento de renda

Para muitos brasileiros, fechar as contas do mês é sinônimo de preocupação e muita dor de cabeça. Para arcar com os custos mensais, que não são poucos, muitos transformam os dias de lazer em mais um dia de trabalho, gerando uma renda extra no final do mês. O Dia do Trabalho, apesar de ser um feriado, acaba sendo uma alternativa para quem quer monetizar.

Confira alguns apps que auxiliam você a conseguir um incremento na sua renda:

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Freelancer.com – se você é designer e não se dá tão bem com o inglês, tem medo de se perder em sites de freelancers gringos, mas ainda assim quer aproveitar as oportunidades do mundo todo, o Freelancer.com pode te ajudar e lhe proporcionar aquela sonhada renda extra, afinal é a maior plataforma do mundo de freelancer e crowdsourcing do mercado em número de usuários e trabalhos publicados. Com mais de mil áreas de trabalho disponíveis, a plataforma dá a opção de escolher a língua que quiser, ou seja, você pode mudar o site para português, e isso com certeza vai te ajudar a aumentar suas chances de sucesso.

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FemiTaxi – que mulher não gosta de uma renda extra? O Femitaxi, app de transporte exclusivo para motoristas e passageiras mulheres, pode ajudá-la. Presente nas cidades de São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Santos, Campinas, Goiânia e Brasília, a plataforma dispõe também da funcionalidade de crianças desacompanhadas, que permite seguir ao vivo o transporte de crianças e adolescentes a partir de 7 anos de idade.

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DogHero – para quem é apaixonado por pets, a DogHero é uma plataforma que liga o dono de um animal a um anfitrião que hospeda, na sua residência, cães com carinho e segurança. Para se cadastrar, basta ser maior de 18 anos e ter um lar de verdade onde o cachorrinho poderá seguir a sua rotina. Ter disposição para brincadeiras é algo bem importante, além da experiência pessoal com cachorrinhos. Nada de gaiolas, baias e casinhas do lado de fora, okay?

alooga camera

Alooga – existem diversas plataformas que conectam pessoas que precisam de um determinado item, na Alooga é possível alugar o que você tiver ou quiser. Os preços são definidos pelo próprio usuário. Um controle do XBox, por exemplo, é alugado por 7 reais, enquanto o aluguel diário de uma Canon 6D custa 160 reais. O site cobra uma taxa de 15% mais 0,30 centavos por transação. Que tal aproveitar o feriado do Dia do Trabalho para fazer um levantamento e descobrir o que você pode alugar da sua casa?

 

Entrevista de emprego: como enfatizar pontos fortes, se diferenciar e sair do óbvio

Você está participando de um processo de seleção para uma vaga que deseja muito. Entre os candidatos, alguns com perfis muito parecidos com o seu. Claro, vocês foram escolhidos pelo currículo para concorrer ao mesmo cargo. Por isso, o importante é focar no que você tem de diferente para oferecer.

“Costumamos falar que há o hard skill e o soft skill. São termos em inglês que acabamos adotando por aqui. O primeiro diz respeito às habilidades técnicas, experiência e estudo, o que se aprende na busca pelo conhecimento. Já a segunda, soft skill, são as habilidades comportamentais e competências subjetivas que você desenvolve”, explica o coach Edson de Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation.

Ele afirma que é muito comum quando o recrutador pergunta ao candidato quais suas qualidades, este responder o que já está no currículo ou no perfil do Linkedin. E alerta: “É comum, um ficar enfeitando o currículo e o outro enfeitando a vaga. E isso vira um namoro de pássaros que resultará em três meses de paixão. Começará com o ‘oba, oba’ e terminará no ‘êpa, êpa’, resultando no fim do encantamento”.

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Moraes aconselha o candidato a falar sobre suas habilidades fora do profissional, além de pesquisar o que a empresa está buscando em um candidato para aquela vaga.

O que citar

Alguns pontos positivos que as pessoas, por nervosismo ou por não darem importância, acabam não mencionando:

– aptidão de lidar com problemas complexos;

– criatividade;

– capacidade de trabalhar bem em grupo;

– pensamento crítico;

– flexibilidade cognitiva.

Algumas pessoas, principalmente quando buscam o primeiro emprego, não acham relevante comentar que fizeram parte de um time que praticava determinado esporte. Que participavam do teatro e da produção de peças no colégio ou faculdade. Que cantavam no coral da universidade. Que trabalharam como babás ou cuidadores. Que fizeram trabalho voluntário em abrigos de animais ou casas que cuidam de idosos ou que saiam à noite distribuindo sopas e cobertores para os sem-teto.

“Esse tipo de comportamento passa ao entrevistador abnegação, sensibilidade, preocupação com o próximo e capacidade de atuar em grupos. E qual a importância disso para o cargo? A mensagem é que se trata de alguém sensível, que pode unir o time, levar o grupo a um propósito final. Isso passa seus valores e crenças. E muitas empresas não têm valores, mas estão buscando por eles. E isso será seu diferencial”, ensina Moraes.

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Já para os mais experientes, cuidado ao mencionar o motivo pelo qual saiu de empresas anteriores. Não faça críticas, pois estará passando uma mensagem muito negativa. “Fale de você, e sempre do seu ponto de vista. Não fale mal do lugar ou de pessoas onde trabalhou, pois, no fundo, isso falará mais sobre você que do lugar”, finaliza o coach.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

 

 

 

O estresse pode ser um bom amigo por Lucas Medola*

Antes de partir para a vitória (afinal, era quase sempre o desfecho de suas aparições nas pistas pelo mundo afora), Usain Bolt dava sinais de estresse. Sim, apesar do que o semblante bem-humorado pudesse suscitar nos milhões de espectadores que sempre o acompanharam, o maior velocista de todos os tempos ficava estressado antes do tiro de largada – mesmo depois de oito medalhas de ouro olímpicas. E tinha de ser assim. Mas na dose certa.

Acredite, o estresse não é necessariamente um inimigo – nem nas raias do atletismo nem nas raias da vida corporativa. Ele é uma defesa natural aos estímulos externos e também essencial para o conjunto de ações conhecidas como “instinto de sobrevivência”. Diante de uma situação de perigo, por exemplo, produzimos adrenalina e cortisol, substâncias que nos deixam em situação de alerta, prontos para reagir, independentemente do cenário no qual estamos inseridos.

No mundo corporativo, o estresse está presente em boa parte do tempo dos executivos – mais do que isso, parece fazer parte de nosso job description, tratado quase como um status dos cargos de chefia. Só que isso pode gerar diversos problemas de saúde, dentre os quais quadros de hipertensão, cardíacos, ansiedade e insônia (em casos extremos, até quadros de depressão) – só para citar os mais comuns.

A questão, aqui como em qualquer instância da vida (tanto a pessoal quanto a profissional), é bom senso. Ou seja, também é preciso estabelecer momentos dedicados à desaceleração durante o expediente, momentos em que você precisa relaxar, a despeito do turbilhão que possa estar ocorrendo à sua volta. Não é simples, claro, mas esse autocontrole fará com que você consiga atravessar os desafios mais rapidamente, de forma mais estruturada, sem emoção, e de modo mais saudável.

É fundamental também incluir na sua rotina, não apenas diária, mas durante as férias, alguma atividade que te gere prazer (pode ser física ou não), bem-estar e o famoso “desligar do mundo”. Esses momentos são essenciais para a saúde mental e física, além de parte do processo que leva ao sucesso profissional.

Mas não se acalme tanto assim! É o estresse na medida correta que pode fazer a diferença entre fracasso e sucesso.

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Um dos fatores mais interessantes do “bom” estresse (ou estresse controlado) é que ele melhora o desempenho intelectual e a capacidade da memória. Há estudos que garantem até uma facilidade maior de aprendizado em homens e mulheres que vivem com nível de estresse controlado. Para um executivo que depende de seus neurônios a cada segundo de seu dia de trabalho, trata-se de uma notícia e tanto. Isso porque o estresse é capaz de estimular a produção das chamadas proteínas regenerativas, que favorecem o surgimento de novas conexões cerebrais.

Segundo consta, pesquisadores alemães da Universidade de Freiburg descobriram que o estresse pode ser também um motivador de novas amizades. O estudo demonstrou que pessoas expostas a situações estressantes tendem a socializar com mais facilidade, compartilhando suas ideias e experiências.

Sem falar nos benefícios ao sistema imunológico (o estresse, em níveis saudáveis, leva o corpo a produzir anticorpos com maior velocidade e mantém o indivíduo em estado de alerta). Entretanto se você ultrapassa essa medida, as funções de seu corpo sofrem. Motivo? A adrenalina se junta ao cortisol, “fabricando” uma mistura tóxica no organismo, capaz de causar lapsos de memória, taquicardia, pressão alta, alergias, tensão muscular, irritação sem motivo aparente, falta de concentração e até… medo.

Ao perceber sinais de que está se aproximando de seu limite, pare o que estiver fazendo – sim, permita-se uma pausa. Afinal, como diria o filósofo William James, “a maior arma contra o estresse é nossa habilidade de escolher um pensamento ao invés de outro”. Portanto, respire ou exercite-se, ouça uma música ou leia o capítulo de um livro que não tenha nada a ver com o que você está fazendo, dê uma “volta” pelas redes sociais (sem compromisso) ou jogue online por 10 minutos. Aposte nisso no ambiente de trabalho, mantenha seu índice de estresse na coleira e você colherá bons resultados.

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Foto: Erik van Leeuwen/Wikipedia

Os especialistas são unânimes: momentos de hiperatividade devem ser sempre curtos, jamais duradouros. Como o jamaicano Usain Bolt costumava demorar menos de 10 segundos (nos 100 metros rasos, sua prova mais forte) para cruzar a linha de chegada e abocanhar a medalha de ouro – de novo e de novo e de novo! -, a teoria parece mesmo fazer sentido.

*Lucas Medola é CFO do PayPal para a América Latina

Como lidar com a síndrome do intestino irritável no ambiente de trabalho

A Síndrome do intestino irritável (SII) é especialmente difícil para as pessoas no ambiente de trabalho, mas existem maneiras de lidar. Mesmo quando está se preparando para ir trabalhar pode ser um momento difícil para pessoas com alguns tipos de SII.

Não é incomum que os portadores da síndrome tenham de quatro a cinco evacuações antes de sair de casa, diz Jeffrey Roberts, presidente e fundador da IBS Self Help and Support Group. O grupo tem 60.000 membros ativos on-line, bem como reuniões presenciais nos EUA, no Canadá e em outros países.

“Temos visto pessoas que pararam de trabalhar porque não conseguem se preparar de manhã, sair e terem aquela sensação desconfortável de ter que lidar com os sintomas”, diz Roberts. Deixar o mundo do trabalho é apenas uma das coisas que as pessoas com a síndrome fazem por causa de sua desordem. Sofrem muitas vezes com faltas ou atrasos ​​não só em relação ao emprego, mas na escola e em outras atividades.

Os custos com os cuidados da SII 

O custo direto e indireto da síndrome do intestino irritável nos EUA foi estimado em cerca de US$ 1,5 bilhão por ano. Os números sozinhos são surpreendentes. E os números não podem sequer começar a quantificar o custo do sofrimento humano e os danos aos relacionamentos.

Dê-se tempo para se preparar 

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Foto: JanFidler/Morguefile

Para reduzir sua própria perda econômica em potencial, Roberts sugere que a pessoa tenha tempo para se preparar para o trabalho. Ele próprio tem SII e se dá pelo menos duas horas para se aprontar de manhã. Uma vez no trabalho, ele faz o melhor que pode para lidar com os sintomas.

“Eu enfrento as adversidades”, diz Roberts. “Minha síndrome é bastante severa. Eu me trato com alguns medicamentos, mas também lido com o problema, percebendo que vou ter alguns momentos ruins e também vou ter os bons.”

Diga a alguém no trabalho que você tem SII

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Pexels

Algo que pode ajudar é você falar com um colega de trabalho confiável ou simpático ou com o chefe sobre a síndrome. “A maioria das pessoas apoia muito”, diz Lynn Jacks, fundadora de um grupo de apoio do SII na Summit, New Jersey. Ela sugere ser honesta com seu supervisor. Deixe ele saber que você tem SII sem dar muitos detalhes pessoais. Isso pode significar explicar a SII e seus sintomas.

“Também é importante informar ao seu gerente que, embora nem sempre tenha controle sobre os sintomas da SII, você é um trabalhador dedicado e lidará com a situação de acordo”, diz Roberts. Deixe-o saber que os sintomas podem forçá-lo a sair de uma reunião ou ir ao banheiro com frequência, mas que você será capaz de fazer o seu trabalho depois que a dor e o desconforto diminuírem.

Se o seu supervisor não for simpático, você pode pedir ao seu médico que escreva uma nota explicando que a SII é uma doença real e que certos sintomas podem ocorrer.

Considere um tratamento para prevenir a SII

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Uma vez que os sintomas da SII aumentam no trabalho, pouco pode ser feito a não ser suportar o desconforto e a dor. Respiração profunda e a caminhada podem ajudar durante episódios de dor.

Mas especialistas dizem que a melhor maneira de lidar com a doença no trabalho é tentar evitar os sintomas. Seu médico pode prescrever medicamentos para preveni-los. Algumas drogas podem levar algumas semanas para ter efeito total.

Lynn sugere exercícios regulares. “Exercitar-se frequentemente libera a tensão”, diz. Além disso, ela observa que a atividade física pode ajudar a tonificar os músculos do intestino.

Já Roberts recomenda a terapia comportamental, que pode incluir hipnoterapia, psicoterapia e técnicas de relaxamento. Outras estratégias que podem ajudar a prevenir os surtos de sintomas da SII no trabalho incluem:

=Mudanças na sua dieta

=Gerenciamento de estresse

=Acupuntura e outras terapias alternativas

Converse com um médico sobre quais estratégias de prevenção e tratamento da síndrome podem funcionar melhor para você.

Referência médica WebMD revisada por Jennifer Robinson, MD

Entrevista de emprego: como sair de situações complicadas com elegância

É muito comum ouvirmos especialistas indicando como um candidato deve se comportar na hora de uma entrevista de emprego. Geralmente são as mesmas recomendações: ir vestido de forma adequada à vaga pleiteada, ser educado, risonho, simpático. Para as mulheres, sempre falam para não exagerar na maquiagem e não extrapolar no uso do perfume, o que vale também para os homens.

Mas e como sair daquelas perguntas muito comuns sem cair no clichê ou obviedade? Exemplo? A clássica: qual seu ponto fraco? A maioria das pessoas costuma falar que é ser perfeccionista.

Então, como responder sem queimar a largada, sem cair no óbvio e sem parecer que está provocando o entrevistador? “Poderia falar, de forma elegante, que seria melhor perguntar aos seus amigos, que o conhecem melhor. Outra possibilidade é falar, por exemplo: pontualidade. Inverter os papeis e perguntar: ‘para o posto que vou ocupar, não ser pontual é algo grave?’”, aconselha o executive coach Edson de Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation e sócio do Espaço Meio.

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Porém, é só entrarmos em grupos de profissionais no Facebook para nos depararmos com desabafos de pessoas que passaram por situações constrangedoras. Um exemplo: uma moça que tem a certeza de que não foi contratada por ter dito que tem uma doença psiquiátrica. Nesses casos, vale a pena se abrir?

Moraes aconselha a ser sincero, mas a responder o que for questionado e a não falar voluntariamente. “O que interessa a essa pessoa perguntar sobre isso, se você estiver se medicando, se tratando? Porém, se perguntarem, responda a verdade. Exemplos: ‘Sim, tenho uma doença psiquiátrica, mas eu tomo remédio, faço terapia e estou bem’; ‘Fui contaminado pelo vírus HIV, faço tratamento e isso não me impede de ter uma vida normal’.

O especialista aconselha a não levantar bandeira sobre o problema, mas não omitir. Ou seja, de novo, responda o que for questionado. Porém, ele lança uma questão: “Se fizerem esse tipo de pergunta, sobre saúde, gênero, política, situação financeira e temas afins, acredito que valha a pena você também se questionar se gostaria de trabalhar em uma empresa assim”.

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Dizer não

Outra situação: uma pessoa se candidata a uma vaga, mas o contratante fica sob sigilo. Só na última fase do processo de seleção, após testes e entrevistas, fica sabendo que se trata de uma empresa de tabaco, da indústria bélica, ou é um frigorífico ou confecção que utiliza pele animal. E pelas suas crenças e valores, após a descoberta, precisa dizer que não tem interesse na vaga. Como sair bem dessa situação?

Moraes diz que na cultura ocidental as pessoas vão ao processo de seleção e veem o entrevistador como alguém que está lhe fazendo um favor, não como se essa relação fosse uma troca. No caso acima, é cabível comentar com o recrutador que você não foi informado sobre o ramo de atuação do contratante. O que também pode ser feito é você se adiantar quando o nome da empresa não for dito. Comente as suas restrições. Assim, nenhum dos lados perderá tempo.

“As pessoas não têm coragem de falar não, pois se sentem rejeitadas. Elas sempre esperam por alguma recompensa. Outros pensam que falar não é uma barreira que fechará portas. Porém, é preciso lembrar que se trata de um contrato de trabalho e que ele não será eterno. Assim, voltamos ao que é realmente importante, seus valores e crenças, isso vai determinar tudo”, finaliza Moraes.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. 

 

Igualdade salarial entre homens e mulheres: tema (ainda) polêmico em pleno 2018*

Sempre que o Dia Internacional da Mulher se aproxima, aproveito para fazer um balanço do ano que passou – e também da vida.

Sei bem o quanto nos custa, como mulheres, cada conquista. E também o quanto ainda temos para conquistar, apenas para nos equipararmos em direitos a nossos pares masculinos. A batalha diária é mesmo árdua, mas estou longe de encampar slogans como “o homem é uma fêmea imperfeita”, por exemplo. Elizabeth Gould Davis, a célebre autora do também célebre O Primeiro Sexo, tem importância fundamental na luta feminista, com certeza, mas nossos inimigos, creio, não são os homens.

O que temos de mudar (aliás, isso já deveria ter acontecido) é a consciência da própria mulher, consciência de que pode ser o que quiser, escolher o próprio caminho, ser feliz consigo mesma. Esse talvez seja o maior desafio, porque estamos lidando com a autoestima, tão minada ao longo dos séculos.

Claro, não podemos dizer que nada mudou nos últimos anos. Hoje é possível detectar uma série de evoluções na vida das brasileiras. Basta lembrarmos da Lei Maria da Penha, de 2006, que já salvou a vida de milhares de mulheres desde então (e que precisa ser ainda mais intransigente no combate à violência doméstica); e também da mais recente lei que fez do feminicídio um crime qualificado de homicídio, com pena de 12 a 30 anos, e o incluiu no rol dos crimes hediondos, em 2015.

São ações essenciais como essas que devemos comemorar, assim como cada polegada conquistada no decorrer dos anos.

executiva - M. Connors

Mas também precisamos investir mais tempo e dedicação a uma questão que não poderia (ainda) ser tema polêmico, a estampar capas de revista ou editoriais de jornais mundo afora. Refiro-me ao atual estágio da desigualdade salarial nas empresas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, em um prognóstico que considero bastante perturbador, a remuneração de homens e mulheres que ocupam o mesmo cargo só será a mesma em… 2095.

Não sei você, leitora, mas não gosto da opção de ter de viver mais 77 anos (na esperança, muito reduzida, de ainda estar por aqui palpitando) para finalmente ver transformado em realidade um cenário que não faz sentido já nos dias atuais.

Afinal, já há exemplos importantes no mundo de que é possível, sim, superar essa barreira. O mais impressionante é o da Islândia, onde, desde o início de 2018, vigora uma lei pioneira que obriga as empresas a pagarem salários iguais a homens e mulheres no desempenho das mesmas funções.

De acordo com a lei, que foi aprovada em junho do ano passado e entrou em vigor em janeiro de 2018, todas as empresas com mais de 25 funcionários terão de provar que não praticam diferenças salariais de gênero.

Na Alemanha, onde a disparidade salarial entre homens e mulheres bate os 20% – valor idêntico na Áustria e na Hungria, com a Estônia em estratosféricos 30% e a Eslovênia com a melhor performance da UE, com 10% -, uma nova lei também já obriga as empresas a informarem suas funcionárias sobre o salário de seus colegas homens em cargos idênticos. Uma saia-justa muito bem-vinda.

No Reino Unido, as empresas com mais de 250 trabalhadores têm, a partir deste ano, de tornar públicas as desigualdades salariais. E, na Espanha, trava-se uma batalha parlamentar por uma lei que obrigue a essa mesma transparência.

Em qualquer latitude, é questão, pura e simples, de se fazer justiça. Levando-se em consideração que, no Brasil, as mulheres são maioria em cursos de graduação, mestrado e doutorado desde o começo desta década (de acordo com dados recentes do Capes), creio que podemos cobrar, já na próxima década, a inversão da balança de empregos entre eles e elas.

As mulheres, no mundo inteiro, estão cada vez mais preparadas, intelectual e emocionalmente, para alcançar o sucesso pessoal e profissional – isso é um fato. O exemplo mais insólito talvez seja a Universidade de Oxford, que, em 2017, admitiu mais mulheres do que homens em seus cursos de graduação pela primeira vez em seus mais de 800 anos de existência.

Então, por que as mulheres continuam a receber menos? No Brasil, elas ganham cerca de 75% do salário dos homens na mesma função. São números do Pnad, que mudaram muito pouco nos últimos anos.

mulher executiva

Não, não vou citar a badalada capacidade multifuncional das mulheres, nem a tão festejada sensibilidade feminina. Isso não significa que estou negando as duas qualidades, muito pelo contrário, só não acho que é preciso enaltecer características inatas para provar que merecemos o que há muito já fazemos por merecer.

Não somos melhores do que ninguém e não deve ser esse o objeto da discussão. O que queremos é, apenas, respeito pela verdade dos fatos, pela verdade que estamos escrevendo há décadas.

Como diria Gloria Steinem, famosa jornalista e ativista pelos direitos femininos, “a verdade te libertará, mas, primeiro, ela vai te enfurecer”. É preciso buscar essa liberdade todos os dias, evitando apenas que a fúria bloqueie a nossa capacidade de ação e reação.

Um feliz Dia Internacional da Mulher para todas nós!

*Paula Paschoal é diretora geral do PayPal Brasil. A empresa, com sede em San Jose, na Califórnia, estabeleceu, em 2016, que mulheres e homens em cargos idênticos recebam o mesmo salário

 

Conheça profissões que podem ser aperfeiçoadas enquanto se está no trânsito

O morador de São Paulo perde, em média, 45 dias por ano parado no trânsito, de acordo com uma pesquisa sobre Mobilidade Urbana realizada pelo Ibope em 2016. O paulistano gasta, em média, quatro horas no transporte público diariamente, entre ônibus, metrô e trens da CPTM. Com o auxílio da tecnologia, é possível usar as mais de 20 horas semanais no trânsito para aprender uma nova profissão, por exemplo.

A eduK, startup brasileira especializada em cursos on-line que tem como objetivo de fomentar o empreendedorismo no Brasil, possui cursos que auxiliam no desenvolvimento de habilidades profissionais em diversas áreas, como gastronomia, fotografia, artesanato, beleza e negócios, que podem ser acessados pelo computador ou smartphone.

Atualmente, a maior parte do público da eduK é feminino, tem faixa etária média de 40 anos e reside na região sudeste, que é responsável por 33,6% do empreendedorismo em território nacional, de acordo com a pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O levantamento aponta ainda que 42,9% dos empreendedores do país abrem seus negócios por necessidade. Para preparar as pessoas para este cenário inovador de investimentos e negócios aliados àquilo que elas mais amam fazer, listamos abaixo os cursos mais procurados pelos paulistanos e que podem ser assistidos durante essas horas no trânsito:

bolos confeitados edu k

Bolos confeitados – com maior número de aprovação por aqueles que assistem às aulas de gastronomia, o curso é ministrado pelo confeiteiro Eduardo Beltrame, tem duração média de oito horas e ensina a preparar massas e recheios, assim como fazer as montagens e as decorações. Em seu conteúdo conta com técnicas e dicas para deixar o bolo perfeito para receber diferentes tipos de coberturas, além do destaque voltado para as diversas metodologias de decoração.

EDUK-BOLO

Tortas doces – mais um curso eduK por Eduardo Beltrame, que é um dos experts mais famosos da startup, com duração média de seis horas, tem o objetivo de ampliar os horizontes de quem já tem habilidades com confeitaria, ensinando a fazer novas tortas por meio de técnicas e combinações exclusivas de ingredientes para criar o seu diferencial utilizando frutas, amêndoas e até sorvetes em recheios artesanais e receitas de renome. São nove tipos de tortas, com sabores nacionais e internacionais. Dentre as receitas ensinadas, estão torta de chocolate com caju, a torta de sorvete de frutas tropicais, a torta mineira de café com queijo, a torta de ricota com limão e a torta Balerine cremosa de dedo-de-moça.

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Doces para festas – ministrado pela cake designer Mika Sakihama, o curso tem duração média de oito horas e ensina a preparar doces para diversos eventos, desde reuniões corporativas às festas infantis. O passo a passo traz também as orientações necessárias com o perfil de cada tipo de evento. Dentre os doces ensinados estão pirulitos enfeitados, popcakes, biscoitos, pães de mel, chocolates, minicupcakes, docinhos, minibolos e donuts.

jaiel prado

Fotografia – o fotógrafo Jaiel Prado conduz o curso, que tem duração média de oito horas e tem foco nas três principais áreas de atuação de fotógrafos, ensaios, eventos e produtos e ensina as técnicas de fotografia aliadas às estratégias de mercado de cada um dos campos.

feltro eduk

Artesanatos com feltro – ministrado pela artesã Débora Radtke, o curso tem duração média de 4 horas e ensina a confeccionar produtos com feltro para decoração infantil com diversas técnicas aplicadas para manter a delicadeza e o acabamento impecável de cada um dos seus produtos finais. O curso ensina desde a estruturação com enchimento manta pack até a aplicação inversa em ponto reto para inicial do nome do bebê.

Informações: eduK