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Mesmo tendo diabetes é necessário consumir gorduras

Apostar em alimentos ricos em gorduras boas é a melhor opção em uma dieta saudável

Uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde apontou que a obesidade não para de crescer na população brasileira. Dados inéditos revelam que uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso. A prevalência da doença passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. No combate ao excesso de peso, seja por questões estéticas ou de saúde, é comum que se retire a gordura da dieta. Em um primeiro momento, pode parecer o certo, se relacionarmos, de forma simplista, que a ingestão de gordura resulta nos pneuzinhos em nosso corpo. Contudo, não é bem assim na prática.

“É fundamental estar ciente de que elas também contribuem para um bom funcionamento do corpo e, por isso, o ideal é manter o equilíbrio. É preciso conhecer os alimentos e suas propriedades para fazer escolhas certas, sem simplesmente deixar as gorduras de lado”, explica a endocrinologista Janaina Koenen. Ela ressalta que é fundamental entender o papel da gordura em nosso organismo e adicioná-la de forma correta à alimentação, mesmo quando a pessoa sofre de diabetes.

“O papel de vilã nutricional que a gordura ocupa atualmente pode estar com os dias contados. Diversos estudos já mostram que mesmo a saturada, encontrada em carnes, ovos e queijos, não está associada a doenças cardiovasculares como se acreditou por muitos anos”, pondera Koenen. Segundo a endocrinologista, esse grupo de alimentos foi condenado a partir de hipóteses não comprovadas sobre o colesterol. No entanto, é crescente o número de estudos que já identificaram que a gordura boa deve predominar. “Uma dieta equilibrada pode ter mais de 50% de gorduras totais, existem artigos que falam até em 70%”, frisa.

E o controle da diabetes?

Koenen frisa que, as únicas gorduras que todas as pessoas devem evitar, inclusive os diabéticos, são as gorduras “trans”. “Esse tipo de gordura é formado durante o processo de hidrogenação industrial dos óleos vegetais líquidos para que fiquem em estado sólido em temperatura ambiente”. Ainda de acordo com a endocrinologista, essas gorduras estão associadas ao aumento de risco de infarto e acidente vascular cerebral. “São as piores gorduras para a saúde”.

Alguns alimentos ricos em gorduras trans são: batata congelada para fritar, sorvetes, salgadinhos (chips), donuts, margarinas sólidas e cremosas, cremes vegetais, massas industrializadas para bolos e tortas, cookies e biscoitos recheados e/ou amanteigados e pipoca de micro-ondas.

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As outras gorduras, inclusive as saturadas presentes nas carnes gordas e derivados gordos do leite, são consideradas boas. Koenen acrescenta que, independente de se tratar de uma pessoa com diabetes ou não, alguns alimentos devem ter preferência, como a azeite de oliva (extra-virgem, prensado a frio e com acidez menor que 0,5%), abacate, azeitonas (principalmente as pretas), castanhas (principalmente nozes, avelãs, pecan, macadâmias, castanha-do-pará e pistache) e nos peixes gordos ricos em Ômega 3 (salmão, arenque, sardinhas, atum, cavalinha).

“Se o diabético reduzir os carboidratos, principalmente, as farinhas refinadas (trigo, milho), tubérculos (como as batatas, a mandioca), bebidas açucaradas e doces, substituindo-os por mais gorduras boas, o controle do diabetes chegará, com certeza”, garante a médica. Ela lembra ainda que para evitar risco de infarto e AVC, é importante também praticar atividades físicas regularmente, dormir bem, cessar o tabagismo e controlar o estresse emocional.

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E o colesterol?

“Apenas por volta de 20% do colesterol sanguíneo vem da dieta, pois a maior parte é produzida naturalmente no fígado. Ou seja, já foi demonstrado que comer mais gordura não necessariamente se traduz em ter um LDL maior”, comenta Koenen. Segundo a médica, ocorre que o LDL tem sete subtipos, agrupados por tamanho em dois perfis, o perfil A (inofensivo) e o perfil B(capaz de causar a aterosclerose), sendo apenas um deles prejudicial à saúde, o chamado “LDL pequeno e denso” ou perfil B.

“Ele sim está relacionado à aterosclerose. Além de aumentar os riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente quando aparece em sua forma oxidada; o que ocorre quando há um nível alto de inflamação no organismo. É dessa inflamação que precisamos cuidar”.

“Além disso, as gorduras saturadas são as únicas que aumentam o HDL, que é o colesterol bom”, lembra Koenen. Já os óleos vegetais (canola, milho, soja, girassol) devem ser evitados. Isso porque são ricos em ômega 6, a gordura inflamatória, que faz o oposto da gordura Ômega 3, presente no salmão selvagem, atum, arenque, cavalinha e sardinhas. Ovos caipiras também contêm ômega 3.

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Foto: Emir Krasnic – Pixabay

Ainda segundo a endocrinologista, em diabéticos, já foi comprovado que triglicérides altos e HDL baixo, além dos níveis de PCR ultrassensível, são indicadores mais eficazes para predizer risco de infarto do que o LDL isolado. “Sabe-se, ainda, que tabagismo, estresse e sedentarismo aumentam consideravelmente a inflamação e são fatores de risco muito mais importantes e com mais evidência que o nível de LDL isoladamente para o risco de doença cardiovascular”.

É importante ressaltar, também, que não se deve fazer dieta sem a orientação de um bom nutricionista e endocrinologista, especialmente, quem usa medicações para diabetes. “Neste caso, um médico endocrinologista é essencial, para o ajuste das medicações e avaliação dos seus exames e adequação à dieta”, finaliza Koenen.

Fonte: Janaina Koenen é graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Mestre em Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Membro da Sociedade Brasileira de Diabetes; Membro da Endocrine Society.

 

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Dia Nacional de Combate ao Colesterol: saiba mais o assunto

Cardiologista do HCor explica diferenças entre colesterol bom e ruim

Total, HDL e LDL. Entenda o que significa cada uma, qual sua importância e como mantê-los em níveis controlados para evitar doenças cardiovasculares graves

O colesterol vem sendo estudado e combatido há décadas. Embora seja importante para várias funções do organismo, em excesso, ele pode provocar a obstrução de vasos sanguíneos no coração, cérebro e sistema circulatório. O problema é que, sem um exame de sangue, fundamental para identificar se há risco de doenças cardíacas, é impossível saber se o colesterol está ou não alterado. Por isso, manter uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e controlar o peso são ótimas medidas para manter o colesterol total, bom (HDL) e ruim (LDL) dentro dos índices recomendados. Mas você realmente sabe a diferença entre eles?

Em prol do Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado nesta terça-feira, 8 de agosto, o Prof. Dr. Antonio Carlos Chagas, cardiologista do HCor – Hospital do Coração, explica as principais diferenças entre os tipos de colesterol e orienta como controlá-los.

Colesterol, o que é?
O colesterol é um tipo de gordura encontrada no organismo. Ele é usado para produzir alguns hormônios, como vitamina D, testosterona, estrógeno, cortisol e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Mais da metade do colesterol é produzido pelo próprio organismo. Já a porção restante é proveniente da dieta. Trata-se de um dos mais importantes fatores de risco para doença cardiovascular.

HDL, o bonzinho
O papel do HDL é remover o excesso de colesterol dos tecidos, levando-o para o fígado. Estudos sugerem que um indivíduo que apresente concentrações elevadas de HDL está mais protegido contra o infarto. Chagas explicar que o HDL não se mistura ao sangue. “Ele age como um protetor evitando problemas cardíacos e aterosclerose, doença caracterizada pela formação de placas de gordura que diminui o fluxo sanguíneo e força o coração a trabalhar cada vez mais intensamente, causando problemas cardiovasculares graves”, esclarece.

LDL, o vilão
Este colesterol transporta colesterol e um pouco de triglicerídeos do fígado e do intestino para os tecidos. O LDL alto favorece a formação de placas nos vasos do coração e do cérebro, restringindo a passagem de sangue, que pode levar a um infarto ou AVC. “O acúmulo de placas de gordura nas artérias começa na infância, mas só vai se manifestar em idade avançada, ou seja, décadas mais tarde. Por isso, é importante incentivar o consumo de alimentos ricos em fibras, vegetais, frutas e verduras, cada vez mais cedo”, diz Chagas.

vegetais

Índices recomendados
Para adultos maiores de 20 anos, os valores de LDL devem estar abaixo de 100mg/dl, enquanto o HDL deve ser superior a 60mg/dl. O colesterol total, que nada mais é do que a soma de todos, não deve ultrapassar 200mg/dl.

Quando monitorado, colesterol evita problemas cardiovasculares e morte

Como foi dito, colesterol é uma gordura produzida pelo próprio corpo e essencial à saúde. Em excesso, porém, a gordura tende a se depositar nas artérias, provocar a oclusão, ou seja, o fechamento destas e a interrupção parcial ou total do fluxo de sangue, causando acidente vascular cerebral (AVC) e infarto do coração. As doenças cardiovasculares são responsáveis pela morte de milhares de pessoas no mundo. No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), esse número chega a 300 mil pessoas.

O médico Luiz Fernando Kubrusly, cirurgião cardiovascular e diretor clínico do Hospital VITA, em Curitiba, alerta que deve ser evitada a ingestão de gorduras saturadas (animais) em excesso. Além disso, “a terapia medicamentosa é a parte mais importante do tratamento, equivalendo a 70%, e os outros 30% estão relacionados à dieta e mudanças de hábitos de vida, ressalta.

Ataques cardíacos evitados

O nível de colesterol pode ser um medidor da saúde do coração, já que 50% dos ataques cardíacos podem ser evitados com o controle da substância. Kubrusly explica que o “bom” colesterol, isto é, o HDL (lipoproteína de alta densidade ou Hight Density Lipoprotein, em inglês), deve estar acima de 50 mg/dl, e o “ruim”, o LDL (lipoproteína de baixa densidade) – um dos principais fatores de risco à saúde do coração, assim como hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo – abaixo de 100 mg/dl. Segundo ele, esses valores podem ser diferentes para pacientes que já apresentam a doença ou problemas cardíacos. “Caso haja histórico familiar de doenças coronarianas, o índice deve estar ainda mais baixo que esses valores”, frisa Kubrusly.

Hábitos saudáveis ajudam a baixar o colesterol

Uma dieta rica em fibras propicia a diminuição da absorção de colesterol com alimentos ricos em flavonoides, como o chocolate amargo, chá verde e o vinho tinto (um cálice = 140 ml ao dia). Recomenda-se também a prática regular de atividades físicas. Os exercícios devem ser realizados em uma média de 120 a 150 minutos semanais, divididos da forma que mais se adapte às necessidades da vida da pessoa.

chá verde

Ao contrário do que muitos pensam, o colesterol não tem a ver com obesidade, uma pessoa obesa com IMC elevado pode ou não ter colesterol alto, assim como uma pessoa magra pode ou não ter. “Pessoas que têm hipercolesterolemia, ou seja, genética de colesterol elevado, têm que monitorar os níveis da substância, realizar a cada três ou quatro meses exames, e ter acompanhamento profissional, com médico ou nutricionista”, evidencia Kubrusly.

Suplementação com ômega 3

O ômega 3 é um tipo de gordura benéfica que não é fabricada no organismo. Por isso, necessita ser ingerida. Kubrusly relata que é um anti-inflamatório potente que protege os vasos. Quem possui colesterol alto, e mesmo as pessoas que não têm o problema, devem consumir via dieta (salmão, peixes de água fria, abacate, nozes e linhaça). Caso o indivíduo não tenha uma alimentação adequada, indica-se a suplementação por meio de cápsulas (indicado ingerir 1g ao dia).

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Fontes: HCor e Hospital Vita

 

Rio de Janeiro: clínica promove ação no Dia Nacional de Controle do Colesterol

O colesterol é um tipo de gordura natural do corpo e agente de funções importantes no organismo, porém, em excesso, ele se torna prejudicial à saúde, pois aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Hoje (8) é comemoramos o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Para celebrar a data, a Policlínica Granato oferece gratuitamente Dosagem de Colesterol em todas as unidades. A campanha visa conscientizar a população a respeito de hábitos de vida saudáveis como forma de prevenção de doenças e suas complicações.

“As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil. O colesterol alto não apresenta sintomas e a única forma de saber que ele está elevado é através da realização do exame de sangue. A conscientização da população é o primeiro passo para mudarmos esse cenário aterrador (acho que ficou forte demais. pode tirar o aterrador)”, diz Paulo Granato, médico e CEO da Policlínica Granato.

Serviço:
Campanha de Saúde em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Colesterol
Data: 08 de Agosto, das 7h às 16h

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Locais:

Unidade Tijuca
Endereço: Rua Major Ávila, 195 – Tijuca

Unidade Norte Shopping 
Av. Dom Hélder Câmara 5474, Alameda de Serviços – Cachambi

Unidade Carioca Shopping
Av. Vicente de Carvalho, 909, 2º piso – Vila da Penha

Unidade São Conrado
Estr. da Gávea, 817, loja 109 – Galeria Pedra Bonita – São Conrado

Unidade Madureira
R. Soares Caldeira, 142, loja C – Madureira

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Informações: Policlínica Granato

Dia Nacional do Combate ao Colesterol: quais alimentos consumir e evitar

Hoje, 8 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Apesar de ser considerado um vilão para a saúde, o colesterol é o principal componente de todas as nossas células e possui um papel importante para o metabolismo. Trata-se de um constituinte da bile e atua na síntese de vários hormônios esteroides do corpo humano, além de ser sintetizado e estocado no fígado.

Para ser transportado na corrente sanguínea, o colesterol necessita do auxílio das lipoproteínas – das quais constam o HDL (considerado como “colesterol bom”) e LDL (rotulado como “colesterol ruim”).

Enquanto o HDL ajuda a eliminar o “colesterol ruim” e a reduzir os riscos de problemas cardíacos, o LDL possui baixa densidade e, ao entrar nas células, faz com que o seu excesso se acumule nas artérias como placas gordurosas. “O abacate é um poderoso aliado para aumentar o HDL e recomendo consumir pelo menos uma colher de sopa por dia”, destaca Emily Sena, nutricionista da Cia. da Consulta.

O excesso de LDL – acima de 200mg/decilitro – é chamado de dislipidemia e pode aumentar os riscos de arteriosclerose, a qual, consequentemente, eleva as chances de doenças cardiovasculares. “Entre os principais riscos estão a maior probabilidade de infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial periférica”, comenta Leonardo Martins, cardiologista da Cia. da Consulta.

A alteração dos níveis de colesterol pode encontrar três respostas, dentre elas o fator genético; a ocorrência de doenças, como hipotireoidismo, obesidade, diabetes e insuficiência renal; e os hábitos de vida, ou seja, sedentarismo, tabagismo ou alimentação rica em gordura saturada (sobretudo de origem animal), gordura trans e açúcar.

“Optar por uma vida saudável, praticando exercícios físicos, mantendo-se no peso adequado e evitando comer alimentos gordurosos, ajuda a prevenir o alto colesterol”, recomenda Martins. Dependendo de cada situação, o tratamento sugerido pelo médico pode utilizar remédios para reduzir o colesterol. “Mesmo com o uso de medicamentos, os cuidados com alimentação e exercícios devem ser mantidos por tempo indeterminado”, completa o cardiologista.

Confira abaixo dicas alimentares para combater o “colesterol ruim” elaboradas pela nutricionista da Cia. da Consulta:

Alimentos a serem evitados

– Consumo de alimentos com alto nível de gordura, como coxinha, folhados ou empadas;
– Carnes gordurosas, principalmente aquelas com gordura aparente, entre elas picanha ou pele de frango;
– Frituras em geral;
– Bolachas recheadas e amanteigadas, tortas ou bolos com recheio e com cobertura;
– Manteiga, margarina e banha de porco;

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– Alimentos industrializados, que são ricos em gordura vegetal hidrogenada e aumentam assim a taxa de colesterol no sangue, como sorvetes ou salgadinhos;
– Gordura saturada, principalmente de origem animal, como queijos amarelos, creme de leite, toucinho e bacon, além de leite, requeijão e iogurte integrais.;
– Embutidos, como salsicha, linguiça ou salame;
– Massa folhada.

Alimentos a serem priorizados

– Dê preferência ao pão, macarrão e arroz integrais;
– Inclua no cardápio as leguminosas, como feijão, soja, lentilha ou ervilhas;
– Prefira cereais integrais, como aveia, trigo, centeio ou cevadinha;
– Dê preferência aos peixes, aves (peito de frango) sem pele e carnes magras cozidas ou assadas;

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Foto: Profet77/Pixabay

– Prefira leite desnatado e iogurte desnatado;
– Dentre os queijos, priorize queijo branco;
– Farelo de aveia, que é rico em fibra e ajuda a diminuir os índices de colesterol;
– Consuma mais gorduras saudáveis, como as monoinsaturadas que ajudam a aumentar HDL presentes no azeite de oliva, abacate, peixes de água fria (salmão, sardinha e atum) e linhaça dourada;

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– Aumente o consumo de frutas, verduras e legumes, e coma de forma variada.
– Procure colocar diferentes cores no seu prato;
– Consuma frutas e vegetais crus em abundância.

Para consumir todos os dias

– Frutas vermelhas;

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– Vegetais;
– Peixes de água fria, como cavala, sardinha, bacalhau fresco, salmão grelhados ou assados;

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– Azeite de oliva;
– Alimentos ricos em fibras, como aveia, feijões, grão-de-bico, lentilha, ervilha, trigo e hortaliças;
– Leite desnatado e iogurte desnatado.

Fonte: Cia. da Consulta

Nutricionista esclarece como equilibrar o consumo de gorduras

De vilãs a mocinhas, as gorduras consideradas do bem cumprem papéis importantes no organismo. Sua deficiência pode causar perda de memória, prejuízos ao metabolismo ósseo e à absorção de vitaminas. A ordem, no entanto, é evitar, ao máximo, as gorduras consideradas nocivas, como as saturadas, encontradas em alimentos de origem animal.

Já está mais do que na hora de se desprender da ideia de que o consumo de gordura é o que faz ganhar uns quilinhos a mais. De fato, comer batata frita, hambúrguer ou outras guloseimas todos os dias não fará ninguém manter a boa forma, muito menos a saúde. No entanto, é importante ter em mente que a gordura desempenha papel essencial no organismo. “Além de proporcionar energia, ela auxilia na produção de hormônios, na absorção de vitaminas (A, B, E e K) e no funcionamento do cérebro”, explica Camila Torreglosa, nutricionista do HCor – Hospital do Coração.

Uma dieta completamente isenta do nutriente pode trazer prejuízos à visão, ao metabolismo ósseo, à fertilidade, à coagulação sanguínea e à proteção contra radicais livres – moléculas do organismo mediadoras de doenças. Por isso, o consumo na medida certa de gorduras é essencial. Uma pessoa que consome 2.000 calorias por dia, por exemplo, não deve ultrapassar 66 gramas de gorduras totais, o que representa 30% do valor energético total da dieta. Os valores podem variar entre as pessoas, de acordo com idade, gênero, peso e índice de massa corporal (IMC).

Afinal, como calcular, de maneira fácil, a quantidade de gordura ingerida? Se você é uma dessas pessoas que foge de cálculos, há uma forma bem simples. “O mais fácil é procurar a ajuda de um profissional. Além de avaliar todas as necessidades do paciente, ele levará em conta a distribuição dos demais nutrientes, como carboidratos e proteínas, antes de indicar o total de gordura, e o tipo, que cada um necessita”, explica a nutricionista do HCor.

Alimentos com gorduras do “bem”

Algumas formas do nutriente são produzidas no organismo, outras obtidas a partir da ingestão de alimentos. As gorduras insaturadas, divididas em poli-insaturadas e monoinsaturadas, na devida proporção, exercem efeito anti-inflamatório, melhoram a coagulação e reduzem o colesterol ruim (LDL). “Com bom senso e equilíbrio na escolha, azeite de oliva, óleo de canola, nozes, amêndoas, castanhas e abacate, óleo de girassol, milho e soja, salmão, atum, sardinha e linhaça são ótimas fontes de gorduras do bem e consideradas essenciais para a saúde”, sugere Camila.

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Foto: Avocado.org

 

O outro lado

De modo geral, abusar das gorduras, principalmente as saturadas, está associado a doenças cardiovasculares e a inflamações. Já as gorduras trans, obtidas por meio de um processo químico, são transformadas em gordura sólida e aumentam os níveis LDL e diminuem o bom colesterol (HDL).

Os diferentes tipos de gordura

Saturadas: relacionadas ao aumento de problemas cardíacos, as gorduras saturadas são encontradas em alguns produtos de origem vegetal, além de carnes, embutidos, bacon, manteiga, queijos gordurosos.

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Foto: ALLFOOD

Insaturadas: divididas em monoinsaturadas (azeite, abacate, óleos de canola, girassol) e poli-insaturadas (peixes ricos em ômega-3, soja, grãos), esses dois tipos de gordura têm efeito positivo para a saúde. Embora sejam consideradas do bem, devem ser consumidas moderadamente, pois, como todas as gorduras, são ricas em calorias.

sardinha

Trans: usadas pela indústria de alimentos para garantir o sabor e a textura de pipoca de micro-ondas, batatas fritas, sorvetes, biscoitos recheados, são muito ruins à saúde cardiovascular. Leia o rótulo para identificar sua presença. Caso conste na lista qualquer tipo de gordura vegetal hidrogenada, é possível que exista alguma quantidade de gordura trans no alimento.

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Foto: Xandert/Morguefile

Fonte: HCor

Musculação beneficia o coração e auxilia no controle do colesterol

Fisiologista do esporte do HCor salienta que a redução da massa muscular causada pelo envelhecimento ou por falta de atividade física leva a um alto índice de desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares

A musculação, conhecida como a atividade que mais promove o aumento de força e massa muscular, contribui muito para reduzir diversos fatores de risco para a saúde cardiovascular. As doenças que afetam a saúde do coração como o diabetes, obesidade e hipertensão estão diretamente relacionadas à qualidade de vida das pessoas.

Para o fisiologista do esporte do HCor (Hospital do Coração), Diego Leite de Barros, os benefícios da musculação vão além da promoção a saúde. “A redução da massa muscular causada pelo envelhecimento ou por falta de atividade física leva a um alto índice de desenvolvimento de diversas doenças cardiovasculares. Com o ganho de força e de musculatura, o coração sofre menor sobrecarga com esforços do dia a dia”, pondera o fisiologista do esporte.

As mulheres que praticam musculação regularmente apresentam um menor risco cardiovascular para todas as faixas etárias. Esse tipo de exercício exibe um efeito benéfico, principalmente sobre o percentual de gordura corporal e os níveis de colesterol e triglicérides.

“Atualmente as diretrizes médicas recomendam que as mulheres pratiquem cerca de 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos, complementados com exercícios de musculação pelo menos duas vezes por semana”, avalia Barros. Na obesidade ou no diabetes, os fatores de risco para a saúde do coração, como o aumento de peso e a presença de açúcar no sangue, são utilizados como fonte de energia a ser gasto durante a atividade física na manutenção da massa muscular adquirida, diminuindo assim o agravamento dessas doenças.

Exames médicos e físicos são essenciais antes de começar qualquer atividade física. “Em casos de hipertensão, é necessário estar com a medicação controlada, bem como o monitoramento periódico da pressão arterial, para garantir uma maior segurança e eficiência nos exercícios”, salienta Barros.

Além de proteger o coração, enrijecer os músculos e aumentar o condicionamento físico, os exercícios também colaboram para o controle do colesterol. Enquanto diminuem os níveis de LDL, o colesterol ruim, os exercícios ajudam a elevar o HDL, o colesterol bom.
Segundo o cardiologista do HCor, Celso Amodeo, estudos demonstram que o treinamento físico regular diminui o LDL colesterol (colesterol ruim) e aumenta o HDL colesterol (colesterol bom). Essas melhoras são independentes do sexo, peso corporal e da adoção de dieta e podem estar ligados ao grau de tolerância à glicose.

“O provável mecanismo de melhora do perfil de lipídios (aumento do HDL e diminuição do LDL colesterol) está no aumento da capacidade do tecido muscular de consumir ácidos graxos e aumentar a atividade da enzima lípase lipoprotéica no músculo. Isso também tem impacto na redução da aterosclerose com consequente diminuição do risco cardiovascular”, explica Amodeo.

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Dicas para o controle do colesterol e fortalecimento do coração:

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda 30 minutos de atividade física, praticada no maior número de dias por semana, sempre reservando pelo menos um para o descanso. Esse tempo pode ser fracionado ao longo do dia, como em três sequências de 10 minutos. “O acompanhamento de um especialista no esporte é recomendado para orientar quanto à intensidade, descanso e alimentação para garantir a segurança”, afirma Barros, do HCor.

De acordo com o fisiologista do esporte, não há um exercício melhor que o outro, tudo depende de quem vai praticar. A melhor escolha é sempre por uma atividade física que proporcione prazer. “Muitas vezes optar por exercícios da moda ou que pareçam mais eficazes pode não ter o mesmo efeito do que uma simples caminhada, desde que a pessoa sinta-se bem durante a prática”, explica Barros.

Começar pela caminhada é uma boa pedida para quem é sedentário. Essa atividade não requer grande nível de condicionamento físico, tampouco equipamentos ou acessórios sofisticados. Outra vantagem é que da caminhada é possível evoluir para esportes que exijam mais preparo, como a corrida.

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Independentemente do objetivo, seja perder peso, deixar o sedentarismo ou melhorar os níveis de colesterol, o primeiro passo antes de iniciar uma atividade física é passar por um check-up médico. “Com uma avaliação médica é possível saber qual o nível de condicionamento físico e, a partir dessa informação, procurar a atividade mais adequada”, alerta  Amodeo.

Fonte: HCor

Ingerir fitoesteróis na dose certa é importante para reduzir o “colesterol ruim”

Estudo comprova que uma dieta baseada em alimentos enriquecidos de fitoesteróis é de extrema importância para a redução do LDL-C – conhecido como colesterol ruim

Segundo dados recentes do Ministério da Saúde, 20% da população possui excesso de colesterol ruim no organismo. Ainda, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de morte em todo o mundo, com 30% dos óbitos globais, e cerca de 340 mil pessoas morrem de DCV ao ano, no Brasil. Destas, 1/3 são por infarto, que tem como um dos seus principais causadores o índice de LDL-C alto.

Especialistas da Universidade de São Paulo e do InCor confirmaram, por meio de um estudo recente, que a ingestão regular de fitoesteróis (componentes naturais presentes nos óleos vegetais, podendo ser encontrados, na forma in natura, como esteróis livres ou conjugados ao ácido graxo), a partir de alimentos enriquecidos desta substância, reduz as concentrações de LDL-C –o colesterol ‘ruim’. O LDL-C em excesso pode ficar estacionado nas paredes das artérias e ajudar a entupir os vasos sanguíneos, promovendo o risco de infarto e AVC, por exemplo.

O objetivo principal dessa pesquisa foi analisar, por meio de estudos randomizados controlados, ou seja, ferramentas mais poderosas para a obtenção de evidências para o cuidado à saúde, o efeito da ingestão de fitoesteróis em marcadores inflamatórios, como a proteína C-reativa (CRP) no sangue, por exemplo. Segundo a nutricionista Ana Carolina Moron Gagliardi, uma das autoras do estudo, a proteína em questão é um marcador inflamatório de extrema importância para o corpo humano. “A CRP é necessária para saber se há algum tipo de inflamação no organismo, para monitorar e para medir o risco cardíaco de um paciente”, explica Ana Carolina.

Ao final do estudo, concluiu-se que a ingestão regular de fitoesteróis, a partir de alimentos enriquecidos, não alterou significativamente as concentrações de CRP no plasma, enquanto que as concentrações de LDL-C foram significativamente reduzidas. Ou seja, os fitoesteróis são de extrema importância para manter o coração saudável e longe do colesterol ruim, quando consumidos numa quantidade mínima e aliados a uma alimentação equilibrada e a hábitos de vida saudáveis.

“Nessa pesquisa, pacientes de faixas etárias e comportamentos variados ingeriram uma determinada dose diária de alimentos enriquecidos de fitoesteróis e conseguimos comprovar o que já era de conhecimento comum – que a ingestão regular dessa substância diminui expressivamente as concentrações de LDL-C”, afirma a nutricionista.

Ana Carolina reforça que os fitoesteróis são naturalmente encontrados em verduras, legumes e em óleos vegetais, mas numa quantidade muito baixa. “É possível encontrar alimentos adicionados com uma quantidade maior de fitoesteróis e que, portanto, se tornam opções mais práticas para atingir a recomendação, como os cremes vegetais enriquecidos”. E resume: “os fitoesteróis bloqueiam parcialmente a absorção do colesterol no intestino e, assim, auxiliam na diminuição do colesterol sanguíneo, o que ajuda a manter o coração saudável”.

Manter-se fisicamente ativo, não fumar, evitar bebidas alcoólicas e gerenciar o estresse também são aspectos importantes para manter o coração saudável. Por isso, cuidar da alimentação e do estilo de vida é fundamental. “Muitas vezes, as pessoas só descobrem que estão com o colesterol alto quando sofrem um ataque do coração ou um AVC”, comenta a nutricionista.

Confira abaixo o infográfico e entenda como os fitoesteróis agem no organismo:

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Sabe quais alimentos auxiliam no controle do colesterol?

Além da alimentação equilibrada e adoção de hábitos saudáveis, os fitoesteróis também ajudam no combate ao colesterol

Para uma vida saudável, a prática regular de exercícios físicos, a alimentação equilibrada e mudanças no estilo de vida são fundamentais. A contar também a importância do abandono do tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e o controle de peso, entre outros. Desta forma, é possível manter os níveis do colesterol distanciado, assim como, o risco da aterosclerose, que é o acúmulo de gordura nas principais artérias do organismo que podem, silenciosamente, após um tempo, levar à obstrução de artérias, causando infarto ou AVC, conhecido também como derrame cerebral.

Em 2015, o Ministério da Saúde divulgou um levantamento feito em parceria com o IBGE, no qual apontou que seis em cada dez cidadãos brasileiros estavam acima do peso ideal. Esse número alarmante é resultado de diversos fatores que contribuem para o aumento desse mal, como o sedentarismo e a má alimentação.

De acordo com a gerente médica da unidade MIP (medicamentos isentos de prescrição) do Aché Laboratórios Talita Poli Biason o colesterol, em si, não é ruim. Ele tem inclusive funções importantes, como a participação na formação de alguns hormônios e na composição das membranas celulares.

“O que chamamos de colesterol bom e colesterol ruim são, na verdade, lipoproteínas que se constituem em moléculas que transportam as gorduras no sangue, e que contêm quantidades variáveis de colesterol. O LDL é a lipoproteína de baixa densidade e corresponde ao que chamamos de colesterol ruim, porque é essa molécula a responsável pelo acúmulo das gorduras nos vasos sanguíneos. Por outro lado, o HDL é uma lipoproteína de alta densidade, e é conhecido como colesterol bom, pois atua retirando a gordura dos vasos. Por isso que, na prática, buscamos ter um LDL (colesterol ruim) baixo e um HDL (colesterol bom) elevado”, esclarece a médica.

Neste sentido, como manter seus níveis controlados, uma vez que, um indivíduo com o colesterol elevado, nem sempre apresenta sintomas? “É indispensável não descuidar da saúde, realizar exames preventivos regularmente, cultivar um estilo de vida saudável, manter a alimentação equilibrada e buscar alternativas de prevenção, como a suplementação à base de fitoesteróis, que têm como efeito benéfico a redução dos níveis de colesterol”, alerta Talita.

O fitoesterol é um grupo de substâncias que podem ser encontradas em plantas e vegetais, e que não são produzidas pelo organismo. Suas principais fontes são óleos, nozes, castanhas, cereais, sementes, grãos, frutas e legumes. Na forma de suplementos, como o Collestra, por exemplo, devem ser associados a uma dieta com baixo teor de gordura. Segundo estatísticas, os efeitos benéficos da suplementação de fitoesteróis começam a ser notados a partir da terceira semana de uso do alimento, reduzindo de 8% a 15% o LDL. O consumo diário de 1,3 a 2,0g de fitoesteróis por dia é o ideal. Em uma dieta comum, são ingeridos aproximadamente 100 a 400 mg de fitoesteróis, ou seja, está bem longe das recomendações diárias.

A seguir, confira alguns alimentos que não podem faltar no cardápio de quem deseja manter a saúde em dia:

castanha do brasil
·Nozes, castanhas e amêndoas: possuem grandes quantidades de ômega 3 e ômega 6, que tem ação anti-inflamatória e aumentam o nível do colesterol “bom”;

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·Aveia: fonte de betaglucana, uma fibra capaz de retardar a absorção de carboidratos e gorduras no organismo;

SEMENTE GIRASSOL
·Sementes de girassol: fonte de selênio e vitamina E, além de outras substâncias antioxidantes. Possui ômega 3, que estimula a produção do HDL;

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·Abacate: rico em beta-sisterol (fitoesterol) e glutationa. Ajuda a regular os níveis de colesterol, diminuindo o LDL.

Fonte: Aché

Incor realiza campanha de alerta para Hipercolesterolemia Familiar

O Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) realizará na quinta-feira, 24 de setembro, das 10h às 14h, campanha do Dia Mundial da Hipercolesterolemia Familiar, aberta à população (serão distribuídas 300 senhas de atendimento).

Haverá medição de colesterol e dicas de nutrição saudável e atividade física, por especialistas do Instituto do Coração. A campanha se insere nas atividades do Hipercol Brasil, programa do Incor de rastreamento e tratamento da hipercolesterolemia familiar que é um dos maiores do mundo. A ação do Incor de alerta à população tem parceria da Associação de Hipercolesterolemia Familiar, entidade formada por portadores da doença e seus familiares.

SERVIÇO

Campanha Incor do Dia Mundial da Hipercolesterolemia Familiar

Organização: Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP, em parceria com a Associação de Hipercolesterolemia Familiar

Data: 24 de setembro de 2015, das 10h às 14h

Limite: serão distribuídas 300 senhas

Local: Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 44 – Cerqueira César – andar Térreo do Bloco I.

Saiba como incluir em sua dieta 10 alimentos que auxiliam a saúde do coração

Principal causa de mortes no Brasil e no mundo, as doenças cardiovasculares recebem maior atenção em setembro, mês do coração, quando medidas preventivas como a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos compõem o time dos grandes aliados da saúde do coração. Pequenas iniciativas, como a realização de exames periódicos, consultas ao cardiologista e mudanças na alimentação do dia a dia contribuem para o controle e manutenção dos níveis de LDL-colesterol (o conhecido “colesterol ruim”).

Vários alimentos podem auxiliar no controle do nível de colesterol no sangue, dentre eles aqueles que possuem fitoesteróis em sua composição, como verduras, legumes e o creme vegetal que contenha este componente. “Por terem estrutura química semelhante, os fitoesteróis competem com o colesterol para a absorção no intestino. Dessa forma, a presença dos fitoesteróis faz com que a absorção do colesterol seja reduzida e, consequentemente, haja uma diminuição de seus níveis na corrente sanguínea”, afirma a nutricionista Christiane Vitola.

A nutricionista separou alguns alimentos que podem ser importantes aliados na luta contra o colesterol. Saiba como incluí-los no cardápio:

1. Creme vegetal com fitoesteróis: redução de até 15% do colesterol, quando associados a estilo de vida saudável
Os fitoesteróis são compostos vegetais que contribuem com a redução do colesterol sanguíneo, quando associados a um estilo de vida saudável. Eles são encontrados em pequenas quantidades em alimentos como óleos vegetais, castanhas, sementes, produtos integrais, frutas e vegetais. No entanto, seria necessário ingerir quantidades muito grandes desses alimentos para alcançar reduções significativas no colesterol.A forma mais prática de atingir o valor recomendado é por meio da inclusão de duas colheres de sopa (20g) de creme vegetal que contenha fitoesteróis, por três semanas, para uma redução de até 15% do LDL-colesterol “ruim”.

2. Farelo de aveia: múltiplas funções
O farelo de aveia é um alimento rico em fibras solúveis, como a betaglucano, que traz o benefício de diminuir as taxas de colesterol do sangue. Seu consumo habitual pode ajudar a diminuir a taxa de LDL, pois ele contém substâncias que podem reduzir a síntese de colesterol no fígado.

3. Azeite Extravirgem
Rico em antioxidantes como os polifenóis, que são capazes de combater os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento das células, possui efeito protetor contra uma série de doenças cardiovasculares. Ainda, o consumo de azeite está associado a baixos níveis de colesterol “ruim” (o LDL-colesterol) devido a presença das gorduras poli e monoinsaturadas..

4. Salmão
O salmão, é uma ótima alternativa para aumentar a ingestão das gorduras chamadas ômega 3. Os benefícios desse tipo de gordura são bem estabelecidos e se referem a ação anti-inflamatória e protetora do coração decorrentes da menor formação de placas obstrutivas nos vasos sanguíneos e no papel adjuvante na redução dos triglicérides plasmáticos. Em conjunto com o controle da pressão arterial, o ômega 3 figura como um aliado para a redução do risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

5. Castanha do Pará
Rica em nutrientes como ácidos graxos, vitaminas B e E, proteína, fibras, cálcio, fósforo e magnésio. Mas o grande destaque é o selênio, um mineral com ação antioxidante. A castanha-do-pará é conhecida por, além de nutrir, promover benefícios à saúde: o consumo de uma castanha por dia pode ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, câncer e obesidade por ter ação antioxidante e ser rica em gorduras insaturadas.

6. Linhaça
A linhaça é riquíssima em componentes com efeitos benéficos à saúde: fibras, ômegas 3 e 6 (ácidos graxos), lignanas (fitoestrógenos), vitaminas A, E, B1, B6, potássio, magnésio, fósforo, cálcio, ferro, cobre, zinco, manganês e selênio. Ela contém importantes quantidades de ômega 3, por isso, pode ser uma grande aliada na prevenção de doenças cardiovasculares, ao contribuir na diminuição das taxas de colesterol total e de LDL colesterol (“ruim”) e aumentar as de HDL colesterol (“bom”).

7. Brócolis
Além de ser uma boa fonte de vitamina C, fornece vitamina A, ácido fólico, cálcio e ferro, é rico em bioflavonoides, uma substância antioxidante que previne danos causados nas artérias. Ainda fornece outros benefícios ao coração: as fibras presentes podem contribuir para a redução dos níveis de colesterol.

8. Abacate
A gordura presente no abacate é a monoinsaturada, boa para o coração, pois ajuda a reduzir o colesterol “ruim” (LDL) e os triglicérides, auxiliando na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. Além disso, o abacate é rico em vitaminas, principalmente a vitamina E, minerais e também uma substância antioxidante, a glutationa.

9. Laranja
Conhecida por ser rica em fibras, vitamina C, A, B, E, além de conter minerais como Ferro, Zinco, Potássio, Cálcio Magnésio e Manganês, contem folatos e antioxidantes que são conhecidos por aumentar a resistência a infecções, reduzir o colesterol, prevenir doenças cardíacas e derrames. O benefício em relação a diminuição do colesterol se dá pela presença de fibras solúveis, encontradas principalmente na parte branca da fruta, conhecido como bagaço, por isso a ingestão da fruta inteira é muito importante. Atente-se: na forma de sucos a quantidade de fibras é muito menor.

10. Chocolate Amargo
Chocolates com maior concentração de cacau, como aqueles com porcentagem acima dos 70%, além de conter menos gorduras e açúcares, possuem flavonoides, compostos antioxidantes que podem auxiliar no aumento d a concentração de HDL-colesterol no sangue, o colesterol “bom”. De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica International Journal of Cardiovascular Sciences (IJCS), da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), o efeito anti-inflamatório e antioxidante é semelhante ao efeito dos medicamentos para colesterol, que são as estatinas.

Fonte: Becel