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Conheça os alimentos que mais podem auxiliar à saúde do coração

Doenças do coração podem afetar pessoas nas mais diferentes condições. Muitas vezes, os problemas aparecem de forma sutil, sem afetar muito o cotidiano como um leve aumento na pressão, dores pontuais ou famoso colesterol. Segundo o cardiologista Augusto Scalabrini Neto, há várias formas de diminuir os riscos dessas doenças. Redução de estresse, evitar a obesidade, cafeína, álcool e cigarros são algumas.

Mas as principais medidas se enquadram em uma dieta saudável e exercícios físicos, porque além de reduzir riscos cardiovasculares, também aumentam a disposição e retardam o envelhecimento daqueles que as praticam. “Estudos recentes demonstram claramente que as pessoas que mantêm um bom condicionamento cardiovascular envelhecem melhor, com mais saúde e menos eventos negativos”, explica o especialista.

Outro fator determinante para se manter saudável é manter o nível de colesterol LDL (o colesterol ruim) baixo . Logo, uma dieta com pouca gordura saturada, baixa em carboidratos e rica em fibras pode ser o que vai manter essas enfermidades longe. “Essa fração LDL aumenta a quantidade de gorduras no sangue, e facilita o depósito dessas gorduras nas artérias, provocando o aparecimento das chamadas placas gordurosas e consequentemente a obstrução das artérias, como se fosse ferrugem em um cano”, aponta Augusto.

truta recheada com palmito

Por apresentar um grande percentual de gordura saturada, a carne de porco se enquadra neste caso e, por isso, deve ser evitada. Mas nem todas as gorduras são prejudiciais. Embora as saturadas aumentem o colesterol podendo induzir obstruções arteriais, as mono e poli-insaturadas aumentam a fração HDL do colesterol (o colesterol bom) e podem ter um efeito benéfico para o coração. O colesterol “bom” remove gorduras do sangue e evita o depósito dessas substâncias nos vasos. Portanto quanto mais alto o nível da fração HDL, menor o risco cardiovascular.

Para ajudar a manter os níveis de colesterol equilibrados, a alimentação é uma grande aliada. Enquanto alguns alimentos podem deteriorar as artérias, outros podem amparar, não somente o coração, mas a saúde do corpo de maneira integral.

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O azeite extravirgem, por exemplo, é rico em gorduras monoinsaturada, que ajudam a aumentar os níveis de colesterol “bom”. O médico recomenda que o azeite seja sempre puro e de excelente qualidade. “O benefício é atingido quando se ingere azeite de oliva puro, sem misturas, e preferencialmente sem aquecer, já que o aquecimento pode promover a saturação das gorduras monoinsaturada com consequente perda de suas propriedades benéficas”, destaca o cardiologista.

Alguns alimentos são constantemente associados com benefícios para o coração, mas não foram estudados o suficiente e nem comprovaram a sua eficácia real. É o caso das frutas ricas em vitamina C, como laranja, morango e acerola, chocolates puros (+70%), que contêm grandes quantidades de antioxidantes e, portanto, fazem bem à saúde, mas não necessariamente para o coração.

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O alho também tem sido citado como benéfico. “Existem alguns estudos demonstrando efeitos benéficos do alho na redução das gorduras do sangue e, portanto, do colesterol, na redução da agregabilidade das plaquetas, reduzindo assim o risco de coágulos que poderiam causar infarto e aumento no relaxamento das artérias, reduzindo assim a pressão arterial”, informa o médico.

uva

Outros alimentos surpreendem ao ser associados com a saúde do sistema cardiovascular, como o vinho e suco de uva, pois possuem resveratrol. “Estudos mostram que o resveratrol é capaz de aumentar os níveis da fração HDL do colesterol, reduzir os radicais livres e diminuir a coagulação de forma adequada, assim evitando eventos como o infarto do miocárdio”, conclui o cardiologista, mas recomendando moderação, especialmente se tratando de álcool.

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Fonte: Augusto Scalabrini Neto é cardiologista, graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Professor Adjunto e Coordenador de Ensino do Departamento de Emergências Clínicas na mesma Universidade, Coordenador Geral e Didático do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade de Ciências Médicas Minas Gerais e Docente Invitado da Universidad Finis Terrae em Santiago, Chile. Coordena vários projetos de investigação nacionais e internacionais em Educação Médica e Simulação.

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Risco de doenças cardíacas é maior em pacientes com dermatite atópica

Publicada no British Medical Journal em maio, pesquisa mostrou que indivíduos com a condição têm maiores chances de sofrer infartos, AVC e morte do que adultos sem dermatite

Sendo um dos tipos de dermatose mais comuns, principalmente em crianças, a dermatite, ou eczema, atópica é uma doença crônica que se caracteriza pela inflamação da camada superior da pele, com consequente formação de manchas avermelhadas e bolhas em áreas como face, dobras de braços e pernas. Geralmente associado a doenças como asma e rinite, um novo estudo publicado em maio desse ano no British Medical Journal (BMJ) apontou a dermatite atópica como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“O estudo apontou que adultos com eczema atópico grave e predominantemente ativo têm maior risco de sofrer com doenças de origem cardiovascular, incluindo infarto e acidente vascular cerebral, em comparação com adultos sem eczema”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Para o estudo, os autores compararam os históricos médicos de 387.439 adultos com eczema atópico, sendo que 66% dos pacientes eram mulheres com idade média de 43 anos. Os pesquisadores descobriram então que os pacientes com dermatite atópica grave tiveram um aumento de 20% no risco de derrame, 50% no risco de infarto e morte cardiovascular e 70% no risco de insuficiência cardíaca quando comparados a indivíduos que não sofrem com a condição.

“Os resultados do estudo contribuem para uma lista crescente de evidências que indicam que a inflamação sistêmica associada ao eczema atópico podem aumentar o risco de doença cardiovascular, colocando a doença na lista de condições inflamatórias ligadas ao risco cardiovascular, que inclui também a psoríase grave”, afirma a dermatologista.

Segundo a especialista, o estudo é importante para ajudar a compreender o aumento no risco cardiovascular entre os pacientes com dermatite atópica, já que a condição atinge cerca de 10% dos adultos em todo o mundo. “A partir dos resultados deste estudo, um próximo passo importante seria o desenvolvimento de estratégias de prevenção e conscientização dos riscos de doenças cardiovasculares entre aqueles pacientes com eczema atópico grave e predominantemente ativo”, completa a Dra. Valéria.

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Causas e tratamentos

A causa exata da dermatite atópica ainda é desconhecida, mas geralmente está ligada a uma combinação de fatores como predisposição genética, mau funcionamento no sistema imunológico do corpo e pele seca e irritável. “Por ser crônico, não há cura para o eczema atópico ainda. Por isso o tratamento consiste no uso de hidratantes, cremes com corticoides e anti-histamínicos orais visando o controle da coceira e a redução da inflamação da pele. Além disso, é importante também fortalecer a barreira da pele, evitando o contato com substâncias alergênicas como pólen, poeira, areia e produtos de limpeza”, explica a dermatologista.

“Porém, é fundamental que você consulte um dermatologista ao notar qualquer sinal de que algo está errado com sua pele. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e indicar o melhor tratamento para o seu caso”, finaliza.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Casados têm índices menores de doenças cardiovasculares em comparação aos solteiros

Cardiologista do HCor analisa pesquisa sobre os benefícios do casamento para a saúde do coração; o ser humano é uma figura altamente social e viver com outra pessoa protege contra ocorrência de doenças como as cardiovasculares

Ao mesmo tempo em que o casamento é uma união, ele também é o início de uma nova etapa na vida. Os benefícios são muitos e vão desde o fato de contar com um apoio emocional, bem como poder recorrer nos momentos mais difíceis. Mas não é só isso. Pesquisadores da Michigan State University descobriram que o casamento está diretamente relacionado a um coração mais saudável.

Para chegar a esse valor, foram descartados outros fatores como o consumo de álcool ou remédios. Entre os motivos que poderiam explicar essa diferença, os pesquisadores elencaram a melhor saúde financeira dos casais e a maior atividade física de pais e mães nas brincadeiras com seus filhos.

Os pesquisadores hipotetizaram que a razão está no estilo de vida diverso. Pessoas casadas têm horários de sono mais regulares e atividades menos nocivas à saúde, além de um convívio social mais intenso – algo importante para manter uma boa saúde mental.

No estudo, publicado no Journal of Marriage and Family e conduzido nas últimas duas décadas com mais de dois milhões de pessoas entre 42 e 77 anos, mostrou, ainda, que na outra ponta, os divorciados, viúvos ou os nunca casados são 42% mais propensos a sofrer de males cardiovasculares e 16% mais chances de ter doenças coronárias, como obstrução das artérias. O risco de morrer também é elevado para os não casados em 42% de doença cardíaca coronária e em 55% de acidente vascular cerebral.

mãos casal

De acordo com o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração), Leonardo Piegas, o casamento garante suporte social, emocional e financeiro, fundamentais à saúde.

“O estudo reforça o que a gente já sabia: o ser humano é uma figura altamente social e viver com outra pessoa protege contra ocorrência de doenças como as cardiovasculares. É aquele parceiro que recomenda procurar um médico ou ajuda a identificar os sintomas de alguns males. Porém independentemente de ser casado ou solteiro, para garantir um coração saudável, o fundamental é evitar os principais fatores que causam as doenças cardiovasculares, como estresse, má alimentação e sedentarismo. A única relação da vida conjugal com a saúde do coração, é que pelo menos na teoria as pessoas casadas levariam uma vida mais regrada”, explica.

Diga sim e proteja o seu coração!

A pesquisa da Michigan State University descobriu que pessoas casadas são capazes de viver por mais tempo e as pessoas comprometidas produziram menores índices de cortisol, o hormônio que as deixa estressadas. De acordo com os cientistas, as pessoas que são casadas ou moram com namorados são mais felizes, e experimentam menos sintomas de pressão do que pessoas solteiras.

Os pesquisadores analisaram registros de um banco de dados de mais de 2 milhões de pessoas avaliadas para doenças cardiovasculares nos EUA, com o objetivo de obter informação demográfica de pacientes e fatores cardiovasculares de risco. Depois, eles estimaram a probabilidade de doença por estado civil e analisaram a presença de doença vascular em locais diferentes dos vasos sanguíneos, como as artérias coronárias, artérias carótidas e pernas, a aorta abdominal.

“Fatores de risco cardiovasculares tradicionais, como hipertensão, diabetes, tabagismo e obesidade foram semelhantes aos da população geral dos EUA, de acordo com os autores. Após o ajuste para idade, sexo, raça e outros fatores de risco cardiovasculares, os pesquisadores descobriram que o estado civil foi independentemente associado à doença cardiovascular. Estes resultados foram consistentes, tanto para homens e mulheres em todas as quatro condições”, analisa o cardiologista do HCor.

CASAL VENDO O MAR

As pessoas casadas apresentaram 5% menos probabilidade de ter uma doença vascular em comparação aos solteiros. Eles também tiveram 8%, 9% e 19% menos chance de aneurisma da aorta abdominal, doença cerebrovascular e doença arterial periférica, respectivamente. As chances de doença coronariana foram menores em indivíduos casados em comparação com os viúvos e divorciados.

“Por outro lado, ser divorciado ou viúvo foi associado a uma maior probabilidade de doença vascular em comparação com solteiros ou casados. Viúvos tiveram 3% mais risco de qualquer doença vascular e 7% mais de doenças nas artérias coronárias. O divórcio foi relacionado a uma maior probabilidade de qualquer doença vascular, aneurismas abdominais aórticos, doenças nas artérias coronárias e doença cerebrovascular. Para pessoas de 50 anos ou menos, o casamento está associado a 12% menos risco de doenças vasculares em geral, índice que cai para 7% em pessoas de 51 a 60 anos e apenas 4% para as de 61 anos ou mais”, conclui Piegas, do HCor.

Fonte: HCor

Às vésperas do Dia dos Pais, médicos alertam para a saúde masculina

Domingo, 12 de agosto, é o Dia dos Pais. Uma boa ocasião para se pensar na saúde do homem. Pegando carona no tema, entre homens e mulheres, quem se cuida mais? Além da expectativa de vida menor do que das mulheres (aproximadamente sete anos), os homens são mais propensos a ataques cardíacos e problemas de pressão, entre outras enfermidades. O diabetes, por exemplo, é uma doença que merece atenção: de acordo com o Ministério da Saúde, o número de homens diabéticos aumentou 54% no Brasil entre 2006 e 2017. Boa Vista, em Roraima, lidera o ranking de casos.

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Muitas vezes, a falta de cuidado com a saúde vem da infância: desde pequenos, os homens são ensinados que devem aguentar dores, serem mais fortes e “engolir o choro”. De acordo com a endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR), Silmara Leite, é preciso mostrar a importância do “autocuidado” para esse público.

“Essa imagem de super-herói pode gerar graves problemas de saúde ao longo da vida. Aderir a uma vida mais saudável pode prevenir muitas dificuldades no futuro”, alerta a médica.

Doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames cerebrais, são as principais causas de morte masculinas no Brasil. Apesar de serem desencadeada por fatores ambientais, biológicos, hereditários ou psicológicos, essas doenças tendem a ser desenvolvidas por meio de hábitos. Por isso, pressão arterial e obesidade são alguns dos fatores que aumentam os riscos.

O diabetes também influencia. “Muitos dos casos de diabetes estão relacionados com a obesidade. Mais da metade dos brasileiros estão acima do peso. Mudanças na alimentação e na prática de exercícios contribuem para prevenir a doença”, explica Silmara.

corrida masculina homem

Cegueira, insuficiência renal e perda de membros podem ser mais propensas em homens diabéticos. “A queda no hormônio masculino é mais comum em diabéticos e obesos. Nessa situação, os homens podem apresentar queda de desejo sexual, disfunção erétil, desânimo, cansaço, acúmulo de gordura no abdômen, entre outros problemas. O cuidado e o acompanhamento se faz extremamente necessário, pois permite melhor qualidade de vida”, finaliza a médica.

Fonte: SBEM-PR

Cardiologista alerta para riscos da atividade física durante baixas temperaturas

Durante o inverno, doenças cardiovasculares como o infarto do miocárdio podem ter um aumento de até 30%, de acordo com dados da American Heart Association

Quem sofre de problemas no coração ou pressão alta precisa de cuidados especiais para a prática de atividades físicas, principalmente durante o inverno. Nos dias frios, os vasos sanguíneos tendem a ficar naturalmente mais contraídos, o que pode dificultar a circulação. Durante os exercícios, a demanda por oxigênio dos tecidos aumenta, fazendo com que o músculo cardíaco precise trabalhar mais para cumprir sua função de maneira adequada. Com vasos mais estreitos aumenta também a pressão arterial, sobrecarregando ainda mais o coração.

No inverno ocorre um aumento significativo da incidência de algumas doenças. Em geral são as chamadas infecciosas (por vírus e bactérias), pois há maior vulnerabilidade do organismo em consequência do frio. Elas são consideradas perigosas para as crianças, idosos e também para os portadores de doenças do aparelho circulatório como pressão alta, doenças das coronárias (angina, infarto, cirurgias cardíacas ou angioplastias), além de doenças crônicas, como o diabetes, por exemplo.

Para o supervisor de cardiologia do HCor (Hospital do Coração), Ricardo Pavanello, o ideal é iniciar os exercícios no meio da manhã. Nas primeiras horas do dia, com as baixas temperaturas, o risco de infarto aumenta. “Acredita-se que o ritmo circadiano, que determina as variações de sono, apetite e liberação hormonal, seja um dos mecanismos responsáveis. Entre  quatro e nove horas da manhã há maior liberação de cortisol, hormônio secretado pela glândula suprarrenal, que tem relação com frequência cardíaca, diâmetro dos vasos sanguíneos e aumento da pressão”, aconselha Pavanello.

Baixas temperaturas e atividade física supervisionada

corrida caminhada inverno

Em dias frios, a fim de minimizar a perda de calor pelo corpo, o organismo sofre um processo chamado vasoconstrição, ou seja, há diminuição de seu diâmetro. “Se temos vasoconstrição, também podemos ter aumento da pressão arterial e aumento do esforço do coração. No inverno pode ocorrer aumento da viscosidade sanguínea por conta da menor ingestão de líquidos. Assim, temos uma situação mais propícia a alterações de coagulação, facilitando a formação de trombos (coágulos) e obstruções”, esclarece o cardiologista.

Durante o inverno, as complicações das doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio podem ter um aumento de até 30%, de acordo com dados da American Heart Association. Nesta época do ano aumentam as chances de desencadear problemas cardíacos, e o coração trabalha em um ritmo mais acelerado. Por isso é fundamental que os praticantes de atividades físicas, que possuem fatores de riscos para doenças cardiovasculares como tabagismo, pressão alta, diabetes e colesterol alto tenham cuidados redobrados nesta estação.

De acordo com Pavanello, antes de iniciar a prática esportiva, os exames cardiológicos devem ser feitos, em qualquer época do ano, pois estes exames ajudam a prevenir doenças cardiovasculares. “Quando já existem fatores de risco como obesidade, diabetes ou em fumantes é aconselhado que sejam realizados exames para observar se existe algum problema no coração”, afirma.

Exercite-se e proteja o seu coração

treino corrida inverno

O esportista que se exercita no inverno deve saber que no rosto, mãos e pés estão os mais sensíveis sensores de temperaturas, justamente onde devemos nos proteger mais das baixas temperaturas. “No inverno, exercícios físicos são recomendados mas devem ser feitos com alguns cuidados especiais. Pelas possíveis dificuldades respiratórias das baixas temperaturas e vento frio, recomendamos o aquecimento muscular, intensificando os exercícios progressivamente. O ideal é utilizar as vestimentas adequadas (mãos, pés e rosto) para se proteger da perda rápida de calor que ocorre durante a atividade física, além da ingestão de líquidos”, finaliza o cardiologista do HCor.

Fonte: HCor

Cardiologista do HCor alerta: risco de infarto aumenta em até 30% no inverno

Nesta época do ano, é imprescindível realizar o check-up cardiológico anualmente, praticar exercícios físicos com orientação de especialista e, ainda, consumir alimentos saudáveis, evitar gorduras e sal em excesso

As baixas temperaturas do inverno fazem aumentar em 30% o risco de infarto, principalmente em pessoas que apresentam fatores de risco. Entre as pessoas idosas este índice pode chegar a 44%. Hipertensos, diabéticos e obesos estão entre os que sofrem maior risco.

No frio as artérias ficam mais resistentes e, com isso, a pressão arterial aumenta. Outro fato é que há uma tendência no aumento dos processos inflamatórios de vias aéreas, as gripes. Com isso, as artérias e os vasos ficam inflamados. Além disso, no frio, o sangue fica mais viscoso, o que favorece a ocorrência do infarto.

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Foto: UC Health

Para o cardiologista e responsável pelo Clinic Check-up HCor (Hospital do Coração), César Jardim, a chegada do frio torna o cenário ainda mais perigoso às pessoas que têm muitos fatores de riscos para as doenças cardiovasculares. “Por isso, é imprescindível realizar o check-up cardiológico anualmente, praticar exercícios físicos com orientação de especialista e, ainda, consumir alimentos saudáveis, evitar gorduras e sal em excesso”, salienta.

Fuja do sedentarismo

corrida caminhada inverno

No inverno, ainda há outro componente que agrava o quadro de risco aumentado. Nessa época muitos deixam de praticar exercícios e passam a comer alimentos mais calóricos, pela sensação de bem-estar e aquecimento corporal que eles proporcionam. É preciso lutar contra o comodismo.

“A atividade física aquece o corpo, melhora a disposição e existem muitos alimentos que também podem proporcionar esse bem-estar sem excesso de calorias. Alguns exemplos são o queijo branco, pão integral, peito de peru, ovo cozido e frutas como banana e damasco”, explica Jardim. Ainda de acordo com o médico, para tentar diminuir o risco de infarto no inverno é preciso se hidratar bem.

Principais fatores de risco

cigarro parar fumar tabaco pixabay

Livrar-se dos fatores de risco é fundamental em qualquer clima. Entre os mais frequentes, o médico destaca o tabagismo, hipertensão, sedentarismo, obesidade e estresse. Infartos são mais frequentes em homens, especialmente a partir dos 45 anos, embora sejam mais fulminantes em mulheres.

Dor no peito é um dos principais sintomas, com a sensação podendo irradiar para o braço esquerdo. Sintomas mais genéricos, como tontura, náuseas e suor intenso podem aparecer, mas há até casos em que o episódio ocorra de forma silenciosa.

Fonte: HCor

 

O que toda mulher no climatério precisa saber

Muitas mulheres entram ou já entrou no climatério mesmo quando ainda estão na faixa dos 40 anos. Trata-se de um período que marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. O climatério é uma transição importante na vida da mulher, que envolve mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais, mas que pode ser vivida com tranquilidade com cuidados especiais.

“O climatério pode começar por volta dos 35-40 anos e se estender até a menopausa, ou seja, até a última menstruação, que fecha esse período. A confirmação ocorre se a mulher ficar 12 meses ininterruptos sem menstruar”, explica o ginecologista Edvaldo Cavalcante.

“Apesar das situações que podem ocorrer, o mais importante é que a mulher se informe sobre o climatério e se prepare física e mentalmente para passar por essa transição. Felizmente, hoje é possível aliviar os sintomas e tratar os problemas que podem surgir no climatério, na menopausa e na pós-menopausa visando à melhora da qualidade de vida”, comenta Cavalcante.

Veja agora os principais efeitos do climatério e como lidar com eles:

mulher calor fogacho menopausa

1-Fogacho: é um problema vasomotor associado à queda do nível de estrogênio. A mulher pode sentir uma sensação repentina de calor no rosto e na parte de cima do tórax que se espalha pelo corpo. Há intensa transpiração e a pele pode ficar mais avermelhada devido à dilatação dos vasos. Em seguida, cerca de dois a quatro minutos, há uma queda rápida da temperatura, com sensação de frio ou de calafrios. Isso pode ocorrer várias vezes ao dia e durante a noite, o que pode causar insônia e afetar a qualidade de vida da mulher.

Outras condições médicas, como doenças da tireoide, infecção, ou (raramente) câncer também produzem fogachos. Além disso, o uso de medicamentos como tamoxifeno para câncer, raloxifeno para osteoporose e alguns antidepressivos podem causar fogachos.

Os fogachos, geralmente, aumentam com o estresse e podem estar associados a ansiedade e palpitações (batimentos cardíacos acelerados). A sensação inquietante que antecede um fogacho pode parecer um “ataque de pânico” em algumas mulheres.

Como lidar: a terapia de reposição hormonal (TRH) é o tratamento mais efetivo para gerenciar os fogachos. Entretanto, nem todas as mulheres tem indicação para repor hormônios. Assim, para aquelas que não podem, recomenda-se praticar atividades físicas, técnicas de relaxamento, adotar uma dieta balanceada e procurar manter o corpo fresco durante o dia e enquanto dorme.

Osteoporosis

2- Osteoporose: a redução dos níveis de estrogênio leva à perda da massa óssea. Com isso, uma em cada três mulheres irá desenvolver a osteoporose, principalmente na menopausa ou na pós-menopausa. O principal problema ligado à osteoporose são as fraturas e suas consequências, como incapacidade e mortalidade.

Como lidar: a prática de atividade física é uma das melhores maneiras de prevenir e de tratar a osteoporose. Os exercícios devem visar ao aumento da força muscular, da estabilidade, do equilíbrio e da mobilidade. Pilates, por exemplo, é bastante recomendado. A terapia de reposição hormonal também pode ser feita e há outros medicamentos específicos para tratar a osteoporose.

casal cama separado

3- Vida Sexual: o estrogênio é responsável pela lubrificação vaginal. Portanto, a diminuição dos níveis do hormônio leva ao ressecamento vaginal. Como consequência, a mulher pode apresentar dor durante a relação sexual (dispareunia). O desejo sexual pode diminuir e pode ser preciso mais tempo nas preliminares para levar à excitação.

Como lidar: o ressecamento vaginal é facilmente tratável. O médico pode prescrever hormônios de uso tópico que melhoram a secura vaginal. Além disso, a mulher pode usar gel lubrificante durante as relações e um hidratante vaginal para manter a vagina úmida de maneira prolongada. A queda da libido pode melhorar com a reposição hormonal.

tristeza dor depressão mulher pixabay

4- Depressão: ao longo dos anos, estudos mostraram que há uma relação entre a menopausa e o aumento dos sintomas depressivos. Mulheres que apresentam sintomas mais severos no climatério/pós-menopausa, principalmente os fogachos, insônia e aquelas que têm histórico de depressão, correm mais risco de apresentar o transtorno.

Como lidar: buscar apoio psicoterápico e acompanhamento com um psiquiatra são estratégias importantes para lidar com a depressão. Além disso, atividade física, sono adequado e técnicas de relaxamento podem contribuir para prevenir ou para tratar a depressão. A terapia de reposição hormonal também pode ajudar a combater os efeitos do climatério no cérebro, como a depressão e o declínio cognitivo.

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5- Aumento do risco cardiovascular: as principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo são o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). São as chamadas doenças cardiovasculares, cuja prevalência é maior nas mulheres na pós-menopausa ou naquelas com 55 anos ou mais.

Como lidar: a adoção de hábitos saudáveis é essencial. Manter o peso, praticar atividade física, comer de forma saudável, parar de fumar, beber com moderação, gerenciar o estresse, manter os níveis de colesterol adequados e cuidar da pressão arterial são as principais medidas que podem ser adotadas para prevenir as doenças cardiovasculares. O estrogênio pode atuar como fator de proteção contra as doenças cardiovasculares em mulheres saudáveis, principalmente quando iniciada logo na transição menopausal.

“Acredito que a partir do momento em que a mulher está ciente do que é o climatério, em que idade isso pode acontecer e o que pode ocorrer, pode ser menos desafiador passar pelo processo. Com os recursos certos e de forma individualizada, a mulher pode descobrir que é possível viver plenamente e, em muitos casos, até melhor do antes. Por isso, é fundamental encontrar um médico que procure tratar o climatério de forma global, ou seja, levando em consideração todos os aspectos, como o físico, o emocional e o social”, finaliza o ginecologista.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico Ginecologista e Obstetra, especializado em Cirurgia Minimamente Invasiva – Videolaparoscopia/Histeroscopia e Cirurgia Robótica.Mestre e Doutor em Ginecologia, atendimento em consultório localizado no Brooklin, assim como no Hospital Albert Einstein. Opera também nos principais hospitais de São Paulo.

 

Os 10 melhores alimentos para o seu coração 

Uma dieta saudável não precisa ser chata ou sem graça… Vamos te mostrar como estes alimentos podem deixar seu coração feliz e saudável ao mesmo tempo. Descubra quais são esses alimentos que fazem sucesso nas dietas.

1) Aveia

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Pixabay

Comece o seu dia com uma tigela de mingau de aveia, que está lotada de ácidos graxos ômega-3, folato e potássio. Este superalimento rico em fibras pode reduzir os níveis de colesterol LDL (o “ruim”) e ajudar a manter as artérias limpas. Opte por flocos de aveia ou farelo de aveia ao invés das opções instantâneas – que contêm mais fibra – e adicione mais 4 gramas de fibra com uma banana.

2) Salmão

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Rico em ácidos graxos ômega-3, o salmão pode efetivamente reduzir a pressão arterial e manter as artérias limpas. Consuma 2 porções por semana, o que pode reduzir o risco de sofrer um ataque cardíaco fulminante em até um terço. O salmão contém o carotenoide astaxantina, que é um poderoso antioxidante. Mas não se esqueça de escolher o salmão selvagem ao invés do salmão de criadouro, pois este pode conter inseticidas, pesticidas e metais pesados. Não é fã de salmão? Outros peixes oleosos como a cavala, o atum, o arenque e as sardinhas irão proporcionar os mesmos benefícios para o seu coração.

3) Nozes

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Nozes estão cheias de ácidos graxos ômega-3 e, juntamente com amêndoas e macadâmias, estão carregadas com gordura mono e poli-insaturada. Além disso, as nozes aumentam a fibra na dieta e, assim como o azeite de oliva, elas são uma grande fonte de gordura saudável.

4) Azeite de Oliva

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Cheio de gorduras monoinsaturadas, o azeite de oliva diminui o colesterol LDL (o “ruim”) e reduz o risco de desenvolver doenças cardíacas. Alguns estudos analisaram as incidências de doenças cardiovasculares em todo o mundo, mostraram que, enquanto os homens tinham uma predisposição para níveis elevados de colesterol, relativamente poucos morreram de doenças cardíacas, pois suas dietas tinham muitas gorduras saudáveis encontradas no azeite de oliva. Opte pelos azeites extravirgem ou virgem – eles são os menos processados – e use-os no lugar da manteiga para cozinhar.

5) Linhaça

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Cheio de fibra e ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, uma pequena quantidade de linhaça pode fazer muito bem para o seu coração. Adicione a uma tigela de mingau de aveia ou de cereais integrais um pouco de linhaça em pó para ter um café da manhã benéfico para o seu coração.

6) Bagas

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Pixabay

Os mirtilos, framboesas, morangos – independentemente qual seja a sua favorita – estão cheios de anti-inflamatórios, que reduzem o risco de doenças cardíacas e câncer. Amoras silvestres e mirtilos são ótimas. Todas as bagas são ótimas para a saúde vascular.

7) Espinafre

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Espinafre pode ajudar a manter o seu coração em ótima forma graças à luteína, folato, potássio e fibra. Mas impulsionar as suas porções com qualquer tipo de vegetal irá com certeza trazer benefícios para o seu coração. Um estudo examinou homens sem doença cardíaca por um período de 12 anos. Aqueles que comeram pelo menos 2,5 porções de vegetais todos os dias reduziram o risco de doença cardíaca em cerca de 25% em comparação com aqueles que não consumiram nenhum vegetal. Cada porção adicional reduziu o risco em mais de 17%.

8) Leguminosas

leguminosas

Encha-se de fibra com lentilhas, grão-de-bico, feijão preto e feijão carioca. Eles estão repletos de ácidos graxos ômega-3, cálcio e fibras solúveis.

9) Abacate

abacate vitamina
Adicione à sua dieta um pouco de abacate através de sanduíches ou saladas de espinafre para aumentar a quantidade de gorduras saudáveis para o coração. Lotado de gordura monoinsaturada, o abacate pode ajudar a diminuir os níveis de colesterol LDL, aumentando a quantidade de colesterol HDL no seu corpo.

10) Soja

soja
Os grãos de soja pode reduzir o colesterol e, por possuir um baixo teor de gordura saturada, ainda é uma grande fonte de proteína magra para uma dieta saudável para o coração. Procure por fontes naturais de soja, como edamame, tempeh ou tofu orgânico. O leite de soja é uma grande adição a uma tigela de mingau de aveia ou cereais integrais. Mas tome cuidado com a quantidade de sal na sua soja: algumas variedades processadas como salsichas de soja podem conter adição de sódio, o que aumenta a pressão arterial.

Fonte: All Nuts

 

 

Cardiologista alerta para os cuidados com o coração durante os jogos da Copa

Para o grupo de risco, é preciso “bom senso ao torcer”. Isso inclui manter uma alimentação leve ao longo do dia de jogo, evitando os petiscos com excesso de sal e o exagero no consumo de álcool. Ao sentir qualquer sintoma, como dor no peito ou mal-estar, o torcedor deve buscar um serviço de emergência imediatamente

Que o brasileiro é apaixonado por futebol todo mundo já sabe, e que durante a Copa do Mundo costuma aumentar o número de emergências cardíacas no Brasil também. A incidência de infarto agudo do miocárdio, além de outros eventos cardíacos, tende a aumentar nesses períodos.

E os cuidados nos dias de jogos precisam ser redobrados para as pessoas que têm diabetes, hipertensão arterial, colesterol elevado, obesidade ou que são sedentárias. O risco é ainda maior para aquelas que já têm uma doença cardiovascular diagnosticada.

De acordo o cardiologista e médico do esporte do HCor (Hospital do Coração), Nabil Ghorayeb, antes do torcedor se envolver com as emoções da Copa, sofrer ou vibrar nos jogos da seleção,  é preciso ver se o coração está em dia. Isso porque algumas doenças cardiovasculares podem ser descobertas por meio de exames simples, como um eletrocardiograma, teste ergométrico ou um ecocardiograma.

eletrocardiograma saude coração pixabay

Durante a realização desses exames, o médico pode investigar os fatores de risco e verificar se existe, por exemplo, propensão hereditária para desenvolver alguma doença cardiovascular, se há histórico familiar e se a pessoa tem hábitos que podem desencadear a doença como sedentarismo, obesidade, níveis altos de colesterol, diabetes, hipertensão ou tabagismo.

“As pessoas que se enquadram em um desses fatores já devem redobrar a atenção. Além de manter os cuidados tradicionais para se evitar uma alimentação irregular, com excesso de sal e gordura, é importante manter alguma atividade física. Sem tomar os cuidados necessários, situações que provoquem estresse emocional intenso, nervosismo e ansiedade vão aumentar os riscos de infarto ou de AVC”, esclarece  Ghorayeb.

Já para os torcedores que tomam remédios para o coração não devem deixar de usar a medicação no dia do jogo, com o pretexto de que vão beber. Para os que já sabem que têm mais dificuldades de controlar as emoções, a recomendação é ver o jogo em casa, em um ambiente mais tranquilo, com um grupo pequeno de pessoas.

“Em casos extremos, de torcedores muito fanáticos que já têm antecedentes cardiovasculares, ou que sofreram infarto há pouco tempo, a recomendação dos especialistas é simplesmente desligar a televisão e o rádio e deixar para descobrir o resultado só depois”, aconselha.

Aguenta coração!

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Dentre os sintomas que podem servir de alerta ao torcedor estão os tremores nas mãos, suor frio, palidez na pele, palpitações, respiração ofegante, pressão alta, turvação visual, aperto no peito, tonturas e, até confusão mental. O cardiologista orienta que, diante de tais manifestações do corpo, o torcedor deve avisar logo um familiar e procurar ajuda de um médico.

Durante as partidas desse tipo de competição, esteja o torcedor em um estádio, acompanhando pelo rádio do carro ou em frente à TV, há várias alterações em seu corpo, ocasionadas pela ansiedade e excitação. “Com isso, há intensa liberação, na corrente circulatória, de substâncias conhecidas como hormônios, que podem levar o organismo a reagir com aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e dos níveis de glicose no sangue”, explica.

Torcer com bom senso

mulheres bebendo cerveja
Foto: Shutterstock

Para o grupo de risco, Ghorayeb recomenda “bom senso ao torcer”. Isso inclui manter uma alimentação leve ao longo do dia de jogo, evitando os petiscos com excesso de sal e o exagero no consumo de álcool. Ao sentir qualquer sintoma, como dor no peito ou mal estar, o torcedor deve buscar um serviço de emergência imediatamente, ligando para o 192 ou dirigindo-se a um hospital. Os cardiologistas alertam que, nesses casos, não dá para esperar o jogo acabar.

“Há sim um aumento de eventos cardiovasculares em dias de muita tensão, em decisões de campeonato. Resta às pessoas entenderem que a vida deve continuar e que não se pode perdê-la por causa de um jogo”, alerta Ghorayeb.

Cuidados com o coração durante a Copa do Mundo:

=Se estiver fazendo algum tratamento, não assista aos jogos sozinho. Sempre fique com a companhia de outras pessoas;

=Não se esqueça de tomar a medicação regularmente e, se puder, converse com seu médico para tirar dúvidas e se deve antecipar algum dos remédios para antes dos jogos, por exemplo a medicação para a pressão alta;

cerveja

=Evite o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, porque podem desencadear problemas cardiovasculares. Pequenas quantidades como duas taças de vinho ou duas latas de cerveja são razoáveis, desde que seu médico não tenha restringido totalmente por alguma razão clínica;

=Evite consumir refrigerantes em excesso, principalmente aqueles que têm muita cafeína e adoçantes,

=Cuidado com o consumo de energéticos, chás e guaranás e até certos chocolates pela quantidade de cafeína, que pode provocar arritmias e até elevação da pressão arterial;

remedio pilula pixabay
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=Se achar necessário tome um tranquilizante prescrito pelo médico ou aquele à base de fitoterápicos que nem necessitam de receita médica;

=Caso seja muito ansioso, explosivo ou daqueles que perdem o controle frente a uma disputa esportiva, tome uma medida radical, não assista o jogo e procure se distrair com outras atividades como cinema.

Fonte: HCor