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Os benefícios da cerveja para a saúde cardiovascular

Hoje, 29 de setembro, é comemorado o Dia Mundial do Coração. A data é celebrada desde 2000, e foi a Federação Mundial do Coração (World Heart Federation) que escolheu a data. O que muitos não sabem é que alguns alimentos e bebidas podem ajudar na manutenção desse órgão, alguns até improváveis, como é o caso da cerveja.

De acordo com uma pesquisa feita pela revista Nutrition, Metabolism e Cardiovascular Disease, beber uma quantidade equilibrada de cerveja por dia pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 25%. O estudo foi elaborado pelo Instituto Neurológico Mediterrâneo, na Itália, que analisou 150 estudos anteriores sobre o assunto.

De acordo com a pesquisa, o consumo ideal para mulheres é de 330 ml por dia e para os homens, 660 ml. Com essa quantidade, os riscos de doença cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial diminuem. “Tomar uma quantidade moderada é o ideal, pois a cerveja é uma ótima opção de acompanhamento para diversos pratos, além de ter uma variedade muito ampla de sabores que podem ser apreciados sem precisar exagerar na dose”, explica o gerente da cervejaria Paulistânia, Eryck Machado.

Outro estudo realizado com 6.793 pessoas em três países europeus constatou que consumir doses moderadas da bebida, reduziu em 80% dos consumidores os níveis de fibrinogênio, uma proteína envolvida na coagulação do sangue, que pode resultar no entupimento dos vasos sanguíneos. Além disso, a pesquisa ainda diz que a cerveja diminui os riscos de inflamações que contribuem para problemas cardiovasculares.

cerveja

“As cervejas possuem muitos nutrientes importantes em sua composição que muitos desconhecem como vitaminas do complexo B, Cálcio, Potássio, Cevada, que possui minerais como zinco e fósforo, e probióticos”, afirma Machado. Para quem se preocupa com a balança, o ideal é optar por cervejas artesanais, de produções mais elaboradas e ingredientes selecionados. “É possível, por exemplo, harmonizar uma cerveja lager com pratos leves como sushi e salada”, diz o gerente da Paulistânia.

Fonte: Paulistânia

 

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Dia Mundial do Coração: nutricionista dá dicas de alimentação

No mês de setembro é celebrado o Dia Mundial do Coração e um dos objetivos é alertar a população sobre as doenças que colocam em risco a saúde cardiovascular, além de orientar como preveni-las por meio de uma alimentação saudável e balanceada

Em todo o mundo, estima-se que as doenças cardíacas representam a primeira causa de morte. Uma verdadeira epidemia cardiovascular vem sendo gradativamente instalada nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Uma das melhores formas de evitar o aumento dessas doenças é por meio da prevenção, incluindo o hábito da alimentação saudável.

De acordo com a nutricionista do Clinic Check-up HCor, Maria Fernanda Vischi D´Ottavio, uma alimentação equilibrada e saudável pode ajudar na redução do colesterol e da hipertensão.

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Pixabay

“Não só o controle da ingestão de gorduras nocivas, como, por exemplo, das carnes gordurosas (costela, cupim, picanha, maminha e pernil), mas também o aumento do consumo de fibras solúveis encontradas no farelo de aveia, frutas, feijões, grão de bico, lentilha e ervilha colaboram para o controle do colesterol. Além das fibras aumentarem a saciedade, elas auxiliam na redução da ingestão calórica e, consequentemente, do peso corporal”, orienta.

Em relação à hipertensão, é importante controlar o excesso de sódio na dieta. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados para evitar o aumento da pressão arterial.

sal de ervas

“Evite a adição de sal aos alimentos. Os temperos naturais como ervas aromáticas, alho e cebola são considerados ótimas opções. Cuidado com molhos e caldos prontos, bem como os produtos industrializados, enlatados, congelados e embutidos. O consumo do álcool também deve ser controlado, pois ele tem efeito sobre os triglicérides sanguíneos e sobre a pressão arterial, sendo prejudicial à saúde do coração”, esclarece a nutricionista.

Excesso de sal e os cuidados com o coração: o sal está presente entre os nutrientes que aumentam os fatores de risco como a hipertensão, quando consumido em quantidades excessivas. “Aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, carnes magras e derivados de leite desnatados são boas opções para manter o peso e controlar os fatores de risco”, alerta a nutricionista do HCor.

Sinal vermelho para a gordura saturada e a trans

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Getty Images

A gordura trans é prejudicial ao coração. Ela tem como característica aumentar o colesterol ruim e diminuir o colesterol bom no sangue. A principal fonte na dieta é a gordura vegetal hidrogenada. “Utilizada no preparo de sorvetes, chocolates, pães recheados, sobremesas cremosas, biscoitos recheados, alimentos com consistência crocante (nuggets, croissants, tortas), bolos industrializados, margarinas e alguns alimentos produzidos em redes de fast-foods, esses alimentos também são ricos em gorduras saturadas. O consumo em excesso está associado ao acúmulo de placas de gordura nas artérias, o que dificulta a passagem do sangue e aumenta, assim, os riscos de infartos e AVC”, explica.

Sinal verde para as “gorduras saudáveis”

salmão

Existem alguns alimentos que possuem gorduras que exercem um papel contrário. Eles agem na redução dos níveis de colesterol e dos triglicérides. “Entre eles se destacam os ácidos graxos poli-insaturados (ômega-3), que são encontrados em óleo vegetais como soja, canola e linhaça e em peixes de águas frias como a sardinha. Neste grupo de gorduras saudáveis também temos os ácidos graxos poli-insaturados (ômega-6), que estão nos óleos vegetais de soja, milho e girassol, além do ômega 9 encontrados em castanhas, nozes, amêndoas e amendoim. Entretanto estes alimentos devem ser consumidos com moderação, devido ao alto valor calórico”, aconselha.

Fonte: HCor

Cardiologista alerta: infartos podem ser desencadeados por estresse repentino

Cerca de 15% dos infartos são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, provocando o fechamento de uma artéria coronária. Durante uma crise de estresse, a pessoa pode ter, ainda, sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva

Pode ser difícil encontrar formas de lidar com o estresse, mesmo sabendo o motivo pelo qual ele existe e quais são as suas consequências. Em situações de estresse repentino, a defesa do organismo faz com que hormônios como a adrenalina e a noradrenalina sejam liberados, causando redução do calibre dos vasos sanguíneos, espasmos das artéria coronárias, aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca.

São os chamados hormônios do estresse. Mas por que tudo isso se altera? Porque são essas alterações que fazem com que mais sangue chegue aos órgãos e músculos, o que facilita uma corrida ou atividade de grande intensidade (como uma luta, por exemplo). Durante uma crise de estresse aguda nota-se rubor facial, sudorese e palpitações, semelhante ao infarto.

Agora imagine passar por esse processo muitas vezes em um mês ou em uma semana? “Os hormônios do estresse, também chamados de catecolaminas, são estimuladores da musculatura do coração, fazendo com que ele contraia e relaxe. Quanto mais o coração passa por esse processo, mais esse sistema fica ineficiente”, alerta o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio HCor, Leopoldo Piegas.

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É infarto ou crise de estresse? Embora sejam minoritários, cerca de 15% dos infartos são causados por uma situação de estresse repentino e muito forte, desencadeado pelo fechamento das artérias coronarianas.

“Durante uma crise de estresse, a pessoa pode ter ainda sintomas parecidos aos de um infarto, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva. Caso esses sintomas apareçam pela primeira vez, o paciente deve ir imediatamente a um hospital para avaliar se é um infarto, especialmente se ele tiver fatores de risco como diabetes, histórico familiar de doenças cardiovasculares, fumo, hipertensão, má alimentação e sedentarismo. Nesse caso, os sintomas podem se prolongar para dor no peito, no braço esquerdo, costas, mandíbula e estômago”, esclarece o médico.

Por outro lado, se o paciente já teve os sintomas várias vezes ao longo da vida, já foi ao médico e não foi diagnosticado nenhum problema no coração pode ser uma síndrome do pânico. “Nesse caso, é importante que seja feito um acompanhamento conjunto com o psiquiatra e também com o cardiologista. Em alguns casos, o estresse pode ter origem familiar ou relação com histórias de vida, mas pode ser também desencadeado por fatos estressantes como vestibular, perda de um ente querido ou casamento. Ele é mais comum em mulheres e na fase adulta”, afirma.

Fuja do estresse e proteja o seu coração

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Segundo o cardiologista do HCor, para evitar que o estresse acumule, a dica é tirar 10 minutos do dia para pensar em uma única imagem e nada mais, como um desenho simples de uma árvore ou uma paisagem, por exemplo – essa técnica ajuda a “limpar” a mente do excesso de preocupações – que podem levar a uma crise de pânico.

Piegas aconselha, também, sobre a importância de remédios que ajudam a reduzir o risco de infarto, como os de pressão alta, os anticoagulantes e as estatinas (para o colesterol). “Nesse último caso, o medicamento diminui a quantidade de colesterol na corrente sanguínea e evita que se formem placas de gorduras nas artérias. Porém, as estatinas não eliminam as placas que já existem, apenas reduzem a inflamação que elas causam, abrindo maior espaço para o fluxo de sangue”, explica.

É importante ainda que, para reduzir o risco de infarto, o paciente seja o mais ativo que puder e faça exercícios físicos regularmente. Isso porque, além de reduzir o estresse, ao se exercitar, o músculo cardíaco se fortalece e produz novas redes de circulação do sangue, criando caminhos alternativos caso a pessoa tenha um ataque cardíaco”, orienta o cardiologista.

Previna-se

inteligencia espiritual

O médico ainda ressalta que combater o estresse é muito importante. “Hábitos e estilos de vida saudáveis, além do cultivo de hobbies para relaxar são fundamentais para blindar as dificuldades a que somos expostos todos os dias”, diz.

O profissional de saúde também tem um papel importante nesse processo de redução de estresse. “A espiritualidade, emoções e os comportamentos também devem ser analisados, mesmo que por um médico cardiologista. Pois tudo isso diz muito sobre como o paciente vai enxergar e aceitar o tratamento”, finaliza Piegas.

Sobre o Programa de IAM HCor

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Foto: Imelechon

Uma equipe multidisciplinar composta por médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros atuam de forma integrada a fim de melhorar os resultados dos tratamentos, no qual reduz o tempo de internação e a mortalidade, como apoio aos pacientes, seus familiares e aos médicos dos próprios pacientes. No acompanhamento pós alta hospitalar, os pacientes são estimulados a manter a sua aderência ao tratamento e promover mudanças saudáveis de hábitos de vida.

Com o aprimoramento dos cuidados clínicos e atuação dos profissionais de cada área envolvida à serviço do paciente com infarto agudo do miocárdio, esse programa traz um aumento na sobrevida desses pacientes com melhor qualidade de vida. “Além disso, eles recebem apoio psicológico, orientações de fisioterapia e exercícios monitorados, reeducação alimentar, indicação e conselho para largar o tabagismo e todo acompanhamento quando ele receber alta hospitalar”, afirma Piegas.

Fonte: HCor

Dia Mundial do Coração: mais de 300 mil brasileiros infartam por ano

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no mundo. No Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos, segundo o Ministério da Saúde, e em 30% dos casos a doença é fatal. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2040 as mortes por doenças cardiovasculares devem aumentar em 250%.

Esse é um dos motivos que a OMS, Unesco e outras instituições fazem diversas ações educativas em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração. O intuito é incentivar a prática de atividades físicas e cuidados com a alimentação.

É comum associar problemas do coração com tontura, falta de ar e fortes dores no peito, mas nem sempre há manifestação de sintomas. Algumas doenças chegam de forma silenciosa e, quando descobertas, podem estar em estágio avançado. É o caso da obstrução arterial, caracterizada pelo acúmulo de gordura na parede das artérias, que impede a passagem e a chegada do sangue aos tecidos. O processo de obstrução é o que ocasiona o infarto, por exemplo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) sinaliza quatro problemas mais recorrentes relacionados ao coração: infarto do miocárdio, doenças hipertensivas, insuficiência cardíaca e miocardiopatias. Pessoas que apresentam histórico familiar de doenças cardiovasculares devem ficar mais atentas.

Além disso, diabetes, hipertensão e colesterol elevado também são fatores que aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas. A prática de atividades físicas combinada com alimentação saudável são essenciais para prevenir problemas futuros, além do acompanhamento médico regular.

Exames de sangue possibilitam a identificação de alterações nos níveis de colesterol, glicemia e tireoide, que estão ligados a fatores de risco para problemas no coração. Cada exame analisa um aspecto e, quando associados aos exames de imagem, se tornam completos. Mas, de acordo com o gerente geral do DB Molecular, Nelson Gaburo, os exames genéticos podem auxiliar em um diagnóstico mais preciso.

“Já dispomos de testes moleculares direcionados para diversas condições cardiológicas, como a cardiomiopatia hipertrófica (CMH), doença que afeta um a cada 500 indivíduos da população em geral. Ela é a causa mais comum de morte súbita cardíaca em jovens atletas”, comenta o gerente.

coração médico

A doença é de transmissão autossômica dominante (HAD) e parentes de primeiro grau têm um risco de 50% de herdar o gene, segundo Gaburo. “Os exames moleculares fornecem informações precisas que direcionam o tratamento individualizado para cada paciente. A avaliação para os parentes em primeiro grau de indivíduos que tenham a doença torna tanto o tratamento medicamentoso quanto o cirúrgico mais rápidos e precisos, reduzindo significantemente a alta morbidade e mortalidade associadas à doença”, explica Gaburo.

Fonte: DB Molecular

Conheça os alimentos que mais podem auxiliar à saúde do coração

Doenças do coração podem afetar pessoas nas mais diferentes condições. Muitas vezes, os problemas aparecem de forma sutil, sem afetar muito o cotidiano como um leve aumento na pressão, dores pontuais ou famoso colesterol. Segundo o cardiologista Augusto Scalabrini Neto, há várias formas de diminuir os riscos dessas doenças. Redução de estresse, evitar a obesidade, cafeína, álcool e cigarros são algumas.

Mas as principais medidas se enquadram em uma dieta saudável e exercícios físicos, porque além de reduzir riscos cardiovasculares, também aumentam a disposição e retardam o envelhecimento daqueles que as praticam. “Estudos recentes demonstram claramente que as pessoas que mantêm um bom condicionamento cardiovascular envelhecem melhor, com mais saúde e menos eventos negativos”, explica o especialista.

Outro fator determinante para se manter saudável é manter o nível de colesterol LDL (o colesterol ruim) baixo . Logo, uma dieta com pouca gordura saturada, baixa em carboidratos e rica em fibras pode ser o que vai manter essas enfermidades longe. “Essa fração LDL aumenta a quantidade de gorduras no sangue, e facilita o depósito dessas gorduras nas artérias, provocando o aparecimento das chamadas placas gordurosas e consequentemente a obstrução das artérias, como se fosse ferrugem em um cano”, aponta Augusto.

truta recheada com palmito

Por apresentar um grande percentual de gordura saturada, a carne de porco se enquadra neste caso e, por isso, deve ser evitada. Mas nem todas as gorduras são prejudiciais. Embora as saturadas aumentem o colesterol podendo induzir obstruções arteriais, as mono e poli-insaturadas aumentam a fração HDL do colesterol (o colesterol bom) e podem ter um efeito benéfico para o coração. O colesterol “bom” remove gorduras do sangue e evita o depósito dessas substâncias nos vasos. Portanto quanto mais alto o nível da fração HDL, menor o risco cardiovascular.

Para ajudar a manter os níveis de colesterol equilibrados, a alimentação é uma grande aliada. Enquanto alguns alimentos podem deteriorar as artérias, outros podem amparar, não somente o coração, mas a saúde do corpo de maneira integral.

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O azeite extravirgem, por exemplo, é rico em gorduras monoinsaturada, que ajudam a aumentar os níveis de colesterol “bom”. O médico recomenda que o azeite seja sempre puro e de excelente qualidade. “O benefício é atingido quando se ingere azeite de oliva puro, sem misturas, e preferencialmente sem aquecer, já que o aquecimento pode promover a saturação das gorduras monoinsaturada com consequente perda de suas propriedades benéficas”, destaca o cardiologista.

Alguns alimentos são constantemente associados com benefícios para o coração, mas não foram estudados o suficiente e nem comprovaram a sua eficácia real. É o caso das frutas ricas em vitamina C, como laranja, morango e acerola, chocolates puros (+70%), que contêm grandes quantidades de antioxidantes e, portanto, fazem bem à saúde, mas não necessariamente para o coração.

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O alho também tem sido citado como benéfico. “Existem alguns estudos demonstrando efeitos benéficos do alho na redução das gorduras do sangue e, portanto, do colesterol, na redução da agregabilidade das plaquetas, reduzindo assim o risco de coágulos que poderiam causar infarto e aumento no relaxamento das artérias, reduzindo assim a pressão arterial”, informa o médico.

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Outros alimentos surpreendem ao ser associados com a saúde do sistema cardiovascular, como o vinho e suco de uva, pois possuem resveratrol. “Estudos mostram que o resveratrol é capaz de aumentar os níveis da fração HDL do colesterol, reduzir os radicais livres e diminuir a coagulação de forma adequada, assim evitando eventos como o infarto do miocárdio”, conclui o cardiologista, mas recomendando moderação, especialmente se tratando de álcool.

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Fonte: Augusto Scalabrini Neto é cardiologista, graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Professor Adjunto e Coordenador de Ensino do Departamento de Emergências Clínicas na mesma Universidade, Coordenador Geral e Didático do Laboratório de Habilidades e Simulação da Faculdade de Ciências Médicas Minas Gerais e Docente Invitado da Universidad Finis Terrae em Santiago, Chile. Coordena vários projetos de investigação nacionais e internacionais em Educação Médica e Simulação.

Risco de doenças cardíacas é maior em pacientes com dermatite atópica

Publicada no British Medical Journal em maio, pesquisa mostrou que indivíduos com a condição têm maiores chances de sofrer infartos, AVC e morte do que adultos sem dermatite

Sendo um dos tipos de dermatose mais comuns, principalmente em crianças, a dermatite, ou eczema, atópica é uma doença crônica que se caracteriza pela inflamação da camada superior da pele, com consequente formação de manchas avermelhadas e bolhas em áreas como face, dobras de braços e pernas. Geralmente associado a doenças como asma e rinite, um novo estudo publicado em maio desse ano no British Medical Journal (BMJ) apontou a dermatite atópica como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“O estudo apontou que adultos com eczema atópico grave e predominantemente ativo têm maior risco de sofrer com doenças de origem cardiovascular, incluindo infarto e acidente vascular cerebral, em comparação com adultos sem eczema”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Para o estudo, os autores compararam os históricos médicos de 387.439 adultos com eczema atópico, sendo que 66% dos pacientes eram mulheres com idade média de 43 anos. Os pesquisadores descobriram então que os pacientes com dermatite atópica grave tiveram um aumento de 20% no risco de derrame, 50% no risco de infarto e morte cardiovascular e 70% no risco de insuficiência cardíaca quando comparados a indivíduos que não sofrem com a condição.

“Os resultados do estudo contribuem para uma lista crescente de evidências que indicam que a inflamação sistêmica associada ao eczema atópico podem aumentar o risco de doença cardiovascular, colocando a doença na lista de condições inflamatórias ligadas ao risco cardiovascular, que inclui também a psoríase grave”, afirma a dermatologista.

Segundo a especialista, o estudo é importante para ajudar a compreender o aumento no risco cardiovascular entre os pacientes com dermatite atópica, já que a condição atinge cerca de 10% dos adultos em todo o mundo. “A partir dos resultados deste estudo, um próximo passo importante seria o desenvolvimento de estratégias de prevenção e conscientização dos riscos de doenças cardiovasculares entre aqueles pacientes com eczema atópico grave e predominantemente ativo”, completa a Dra. Valéria.

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Causas e tratamentos

A causa exata da dermatite atópica ainda é desconhecida, mas geralmente está ligada a uma combinação de fatores como predisposição genética, mau funcionamento no sistema imunológico do corpo e pele seca e irritável. “Por ser crônico, não há cura para o eczema atópico ainda. Por isso o tratamento consiste no uso de hidratantes, cremes com corticoides e anti-histamínicos orais visando o controle da coceira e a redução da inflamação da pele. Além disso, é importante também fortalecer a barreira da pele, evitando o contato com substâncias alergênicas como pólen, poeira, areia e produtos de limpeza”, explica a dermatologista.

“Porém, é fundamental que você consulte um dermatologista ao notar qualquer sinal de que algo está errado com sua pele. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e indicar o melhor tratamento para o seu caso”, finaliza.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Casados têm índices menores de doenças cardiovasculares em comparação aos solteiros

Cardiologista do HCor analisa pesquisa sobre os benefícios do casamento para a saúde do coração; o ser humano é uma figura altamente social e viver com outra pessoa protege contra ocorrência de doenças como as cardiovasculares

Ao mesmo tempo em que o casamento é uma união, ele também é o início de uma nova etapa na vida. Os benefícios são muitos e vão desde o fato de contar com um apoio emocional, bem como poder recorrer nos momentos mais difíceis. Mas não é só isso. Pesquisadores da Michigan State University descobriram que o casamento está diretamente relacionado a um coração mais saudável.

Para chegar a esse valor, foram descartados outros fatores como o consumo de álcool ou remédios. Entre os motivos que poderiam explicar essa diferença, os pesquisadores elencaram a melhor saúde financeira dos casais e a maior atividade física de pais e mães nas brincadeiras com seus filhos.

Os pesquisadores hipotetizaram que a razão está no estilo de vida diverso. Pessoas casadas têm horários de sono mais regulares e atividades menos nocivas à saúde, além de um convívio social mais intenso – algo importante para manter uma boa saúde mental.

No estudo, publicado no Journal of Marriage and Family e conduzido nas últimas duas décadas com mais de dois milhões de pessoas entre 42 e 77 anos, mostrou, ainda, que na outra ponta, os divorciados, viúvos ou os nunca casados são 42% mais propensos a sofrer de males cardiovasculares e 16% mais chances de ter doenças coronárias, como obstrução das artérias. O risco de morrer também é elevado para os não casados em 42% de doença cardíaca coronária e em 55% de acidente vascular cerebral.

mãos casal

De acordo com o cardiologista e coordenador do Programa de Infarto Agudo do Miocárdio do HCor (Hospital do Coração), Leonardo Piegas, o casamento garante suporte social, emocional e financeiro, fundamentais à saúde.

“O estudo reforça o que a gente já sabia: o ser humano é uma figura altamente social e viver com outra pessoa protege contra ocorrência de doenças como as cardiovasculares. É aquele parceiro que recomenda procurar um médico ou ajuda a identificar os sintomas de alguns males. Porém independentemente de ser casado ou solteiro, para garantir um coração saudável, o fundamental é evitar os principais fatores que causam as doenças cardiovasculares, como estresse, má alimentação e sedentarismo. A única relação da vida conjugal com a saúde do coração, é que pelo menos na teoria as pessoas casadas levariam uma vida mais regrada”, explica.

Diga sim e proteja o seu coração!

A pesquisa da Michigan State University descobriu que pessoas casadas são capazes de viver por mais tempo e as pessoas comprometidas produziram menores índices de cortisol, o hormônio que as deixa estressadas. De acordo com os cientistas, as pessoas que são casadas ou moram com namorados são mais felizes, e experimentam menos sintomas de pressão do que pessoas solteiras.

Os pesquisadores analisaram registros de um banco de dados de mais de 2 milhões de pessoas avaliadas para doenças cardiovasculares nos EUA, com o objetivo de obter informação demográfica de pacientes e fatores cardiovasculares de risco. Depois, eles estimaram a probabilidade de doença por estado civil e analisaram a presença de doença vascular em locais diferentes dos vasos sanguíneos, como as artérias coronárias, artérias carótidas e pernas, a aorta abdominal.

“Fatores de risco cardiovasculares tradicionais, como hipertensão, diabetes, tabagismo e obesidade foram semelhantes aos da população geral dos EUA, de acordo com os autores. Após o ajuste para idade, sexo, raça e outros fatores de risco cardiovasculares, os pesquisadores descobriram que o estado civil foi independentemente associado à doença cardiovascular. Estes resultados foram consistentes, tanto para homens e mulheres em todas as quatro condições”, analisa o cardiologista do HCor.

CASAL VENDO O MAR

As pessoas casadas apresentaram 5% menos probabilidade de ter uma doença vascular em comparação aos solteiros. Eles também tiveram 8%, 9% e 19% menos chance de aneurisma da aorta abdominal, doença cerebrovascular e doença arterial periférica, respectivamente. As chances de doença coronariana foram menores em indivíduos casados em comparação com os viúvos e divorciados.

“Por outro lado, ser divorciado ou viúvo foi associado a uma maior probabilidade de doença vascular em comparação com solteiros ou casados. Viúvos tiveram 3% mais risco de qualquer doença vascular e 7% mais de doenças nas artérias coronárias. O divórcio foi relacionado a uma maior probabilidade de qualquer doença vascular, aneurismas abdominais aórticos, doenças nas artérias coronárias e doença cerebrovascular. Para pessoas de 50 anos ou menos, o casamento está associado a 12% menos risco de doenças vasculares em geral, índice que cai para 7% em pessoas de 51 a 60 anos e apenas 4% para as de 61 anos ou mais”, conclui Piegas, do HCor.

Fonte: HCor

Às vésperas do Dia dos Pais, médicos alertam para a saúde masculina

Domingo, 12 de agosto, é o Dia dos Pais. Uma boa ocasião para se pensar na saúde do homem. Pegando carona no tema, entre homens e mulheres, quem se cuida mais? Além da expectativa de vida menor do que das mulheres (aproximadamente sete anos), os homens são mais propensos a ataques cardíacos e problemas de pressão, entre outras enfermidades. O diabetes, por exemplo, é uma doença que merece atenção: de acordo com o Ministério da Saúde, o número de homens diabéticos aumentou 54% no Brasil entre 2006 e 2017. Boa Vista, em Roraima, lidera o ranking de casos.

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Muitas vezes, a falta de cuidado com a saúde vem da infância: desde pequenos, os homens são ensinados que devem aguentar dores, serem mais fortes e “engolir o choro”. De acordo com a endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR), Silmara Leite, é preciso mostrar a importância do “autocuidado” para esse público.

“Essa imagem de super-herói pode gerar graves problemas de saúde ao longo da vida. Aderir a uma vida mais saudável pode prevenir muitas dificuldades no futuro”, alerta a médica.

Doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames cerebrais, são as principais causas de morte masculinas no Brasil. Apesar de serem desencadeada por fatores ambientais, biológicos, hereditários ou psicológicos, essas doenças tendem a ser desenvolvidas por meio de hábitos. Por isso, pressão arterial e obesidade são alguns dos fatores que aumentam os riscos.

O diabetes também influencia. “Muitos dos casos de diabetes estão relacionados com a obesidade. Mais da metade dos brasileiros estão acima do peso. Mudanças na alimentação e na prática de exercícios contribuem para prevenir a doença”, explica Silmara.

corrida masculina homem

Cegueira, insuficiência renal e perda de membros podem ser mais propensas em homens diabéticos. “A queda no hormônio masculino é mais comum em diabéticos e obesos. Nessa situação, os homens podem apresentar queda de desejo sexual, disfunção erétil, desânimo, cansaço, acúmulo de gordura no abdômen, entre outros problemas. O cuidado e o acompanhamento se faz extremamente necessário, pois permite melhor qualidade de vida”, finaliza a médica.

Fonte: SBEM-PR

Cardiologista alerta para riscos da atividade física durante baixas temperaturas

Durante o inverno, doenças cardiovasculares como o infarto do miocárdio podem ter um aumento de até 30%, de acordo com dados da American Heart Association

Quem sofre de problemas no coração ou pressão alta precisa de cuidados especiais para a prática de atividades físicas, principalmente durante o inverno. Nos dias frios, os vasos sanguíneos tendem a ficar naturalmente mais contraídos, o que pode dificultar a circulação. Durante os exercícios, a demanda por oxigênio dos tecidos aumenta, fazendo com que o músculo cardíaco precise trabalhar mais para cumprir sua função de maneira adequada. Com vasos mais estreitos aumenta também a pressão arterial, sobrecarregando ainda mais o coração.

No inverno ocorre um aumento significativo da incidência de algumas doenças. Em geral são as chamadas infecciosas (por vírus e bactérias), pois há maior vulnerabilidade do organismo em consequência do frio. Elas são consideradas perigosas para as crianças, idosos e também para os portadores de doenças do aparelho circulatório como pressão alta, doenças das coronárias (angina, infarto, cirurgias cardíacas ou angioplastias), além de doenças crônicas, como o diabetes, por exemplo.

Para o supervisor de cardiologia do HCor (Hospital do Coração), Ricardo Pavanello, o ideal é iniciar os exercícios no meio da manhã. Nas primeiras horas do dia, com as baixas temperaturas, o risco de infarto aumenta. “Acredita-se que o ritmo circadiano, que determina as variações de sono, apetite e liberação hormonal, seja um dos mecanismos responsáveis. Entre  quatro e nove horas da manhã há maior liberação de cortisol, hormônio secretado pela glândula suprarrenal, que tem relação com frequência cardíaca, diâmetro dos vasos sanguíneos e aumento da pressão”, aconselha Pavanello.

Baixas temperaturas e atividade física supervisionada

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Em dias frios, a fim de minimizar a perda de calor pelo corpo, o organismo sofre um processo chamado vasoconstrição, ou seja, há diminuição de seu diâmetro. “Se temos vasoconstrição, também podemos ter aumento da pressão arterial e aumento do esforço do coração. No inverno pode ocorrer aumento da viscosidade sanguínea por conta da menor ingestão de líquidos. Assim, temos uma situação mais propícia a alterações de coagulação, facilitando a formação de trombos (coágulos) e obstruções”, esclarece o cardiologista.

Durante o inverno, as complicações das doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio podem ter um aumento de até 30%, de acordo com dados da American Heart Association. Nesta época do ano aumentam as chances de desencadear problemas cardíacos, e o coração trabalha em um ritmo mais acelerado. Por isso é fundamental que os praticantes de atividades físicas, que possuem fatores de riscos para doenças cardiovasculares como tabagismo, pressão alta, diabetes e colesterol alto tenham cuidados redobrados nesta estação.

De acordo com Pavanello, antes de iniciar a prática esportiva, os exames cardiológicos devem ser feitos, em qualquer época do ano, pois estes exames ajudam a prevenir doenças cardiovasculares. “Quando já existem fatores de risco como obesidade, diabetes ou em fumantes é aconselhado que sejam realizados exames para observar se existe algum problema no coração”, afirma.

Exercite-se e proteja o seu coração

treino corrida inverno

O esportista que se exercita no inverno deve saber que no rosto, mãos e pés estão os mais sensíveis sensores de temperaturas, justamente onde devemos nos proteger mais das baixas temperaturas. “No inverno, exercícios físicos são recomendados mas devem ser feitos com alguns cuidados especiais. Pelas possíveis dificuldades respiratórias das baixas temperaturas e vento frio, recomendamos o aquecimento muscular, intensificando os exercícios progressivamente. O ideal é utilizar as vestimentas adequadas (mãos, pés e rosto) para se proteger da perda rápida de calor que ocorre durante a atividade física, além da ingestão de líquidos”, finaliza o cardiologista do HCor.

Fonte: HCor