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Maquiagem: falta de higienização de acessórios pode causar dermatites e infecções

O compartilhamento de pincéis e o uso de maquiagem vencida também favorecem o desenvolvimento de bactérias e fungos. Dermatologista Thais Pepe dá dicas para evitar o problema

No nécessaire de grande parte das mulheres a maquiagem é o item número um para camuflar imperfeições e embelezar o rosto. Porém, para evitar que as maquiagens acabem piorando a situação da pele, alguns cuidados são necessários.

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“A higienização dos pincéis e das esponjas que auxiliam na aplicação da maquiagem é fundamental para a saúde da pele, pois estas ferramentas acumulam resíduos ao longo do tempo, como restos dos produtos e poeira”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“Estes instrumentos contaminados, além de influenciarem no acabamento, textura e até na cor de sua maquiagem, podem causar alergias, irritações ou dermatites na pele, chegando até a contribuírem para a formação de cravos e espinhas”, acrescenta.

Para evitar este problema, o ideal é sempre limpar os pincéis e esponjas após o uso ou, pelo menos, a cada duas semanas, esfregando as cerdas de trás para frente com delicadeza, para não embaraçar os fios, e deixando os utensílios, de cabeça para baixo, para secar ao sol. Para isso, você pode usar produtos específicos ou água morna e xampu neutro, e, em caso de pincéis de cerdas naturais, pode utilizar também condicionador.

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“Além disso, na hora de se maquiar, opte pelos pincéis, pois as esponjas acumulam mais bactérias. Também é necessário armazenar seus produtos em ambientes limpos, evitando contato com itens que tornam a contaminação mais fácil, como dinheiro e documentos”, completa a médica.

Outro cuidado importante a ser tomado é evitar o uso de maquiagens e pincéis de outras pessoas, pois este hábito aumenta o risco de transmissão de doenças como conjuntivite, herpes e foliculite.

“Quando seu uso não é estritamente individual, as maquiagens que têm proximidade com mucosas ou olhos são as mais perigosas. Nos batons, por exemplo, há o risco de transmissão do vírus do herpes. Já as maquiagens para os olhos, como rímel e delineador, podem transmitir conjuntivite, terçol e até tracoma”, afirma a especialista. “Se você vai se maquiar no salão e não confia nos produtos que serão utilizados, o ideal é que você leve seus pincéis ou até mesmo suas próprias maquiagens.”

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De acordo com Thais, o risco de contaminação é ainda maior se o cosmético estiver fora do prazo de validade, pois as substâncias presentes na maquiagem que evitam a proliferação de bactérias e fungos perdem a sua eficácia quando o produto vence. Geralmente, além da data de validade, um símbolo de pote aberto com um número seguido pela letra M indica a validade do produto em meses após aberto. “Caso note alguma alteração em sua pele devido ao uso da maquiagem, procure imediatamente um dermatologista”, finaliza.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

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Café pode reduzir sintomas de rosácea e suavizar vermelhidão, sugere estudo

Artigo publicado nesse mês de outubro no pretigiado Jama Dermatology revela que o café, em vez de piorar, pode até ajudar a reduzir os sintomas da rosácea, doença que deixa a pele sensível, geralmente mais seca e com facilidade para ficar vermelha (com eritema). Mas cuidado: ele não pode estar quente.

Pacientes com rosácea precisam adequar a alimentação e, no geral, devem evitar os desencadeantes alimentares e nesse grupo entram várias especiarias, molho picante, chocolate ao leite e branco, frutas cítricas, álcool (incluindo vinho e bebidas destiladas), além de bebidas quentes como o chá e, até então, o café. Mas em um novo artigo publicado em outubro no Jama Dermatology, pesquisadores do Departamento de Dermatologia da Brown University descobriram que, além de não trazer malefícios para a vermelhidão da pele, o café pode até reduzir os sintomas e suavizar o eritema.

“A rosácea é uma doença vascular inflamatória e crônica que deixa a pele sensível e reativa, de forma que ela fica vermelha facilmente, e ainda podem aparecer vasos finos, pápulas e pústulas que lembram a acne. O que se descobriu nessa pesquisa foi que, como o café contém altos níveis de cafeína, ele pode ser útil para contrair vasos sanguíneos para melhorar a aparência da vermelhidão, um quadro que frequentemente aparece em pacientes com rosácea. Mas é importante que novas pesquisas sejam realizadas”, pondera a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Os pesquisadores descobriram que as mulheres que consumiam quatro ou mais xícaras de café por dia tinham um risco menor de apresentar sintomas de rosácea. Segundo a pesquisa, não é qualquer alimento com cafeína que pode ajudar, já que por exemplo o chá com altas doses de cafeína não influenciou nos sintomas e o chocolate (que contém cafeína) é um fator de risco para a rosácea.

“Outra coisa importante que devemos ter em mente é que beber café não é considerado um tratamento de primeira linha para a rosácea e esse paciente deve tomar muito cuidado com bebidas quentes”, diz a médica. “Então, se você adicionar café a sua rotina diária, certifique-se de que não está muito quente”, acrescenta.

Causas e tratamentos

Ainda com causa desconhecida, sabe-se que a rosácea tem forte predominância hereditária, mas há uma piora da doença relacionada com alguns hábitos, como o consumo de bebida alcoólica, alimentos quentes e comidas com temperos picantes. “O próprio estresse, com situações de raiva ou constrangimento, exercícios físicos intensos, sauna, banhos quentes e exposição excessiva ao sol também influem, assim como o uso de cortisona e de alguns medicamentos, como antidepressivos. Histórico de acne grave é outro fator que pode intensificar os sintomas,” esclarece a médica.

De acordo com a médica, apesar de ser mais frequente em mulheres, a condição também atinge muitos homens e, neles, o quadro tende a ser mais grave, evoluindo continuamente com rinofima (aumento gradual do nariz por espessamento e dilatação folículos).

“A origem da rosácea ainda não é conhecida. Há uma predisposição individual (mais comum em brancos e descendentes de europeus) que pode ser familiar (30% dos casos têm uma história familiar positiva), evidenciando uma possível base genética. Os fatores psicológicos têm forte influência no agravamento dos casos. Além disso, hoje já se considera importante a participação de um ácaro da flora normal da pele chamado de Demodex folliculorum, e da bactéria Bacillus oleronius, que colonizam esse fungo”, explica.

O diagnóstico, de acordo com a médica, é feito com facilidade na presença de eritemas e telangiectasias na região central da face, acompanhadas de pápulas e pústulas. Os sintomas e sinais típicos são: flushing facial (períodos de sensação abrupta de vermelhidão e calor na pele como se fosse um surto de vasodilatação); telangiectasias (dilatação de pequenos vasos permanentes); persistente eritema facial com possível edema facial; pápulo-pustulosas (podem ocorrer nódulos e as pápulas podem, eventualmente, quando numerosas, formar placas granulomatosas, no caso da rosácea lupoide); rinofima (espessamento irregular e lobulado da pele do nariz, dilatação folicular, levando ao aumento e deformação do nariz); alterações oculares (ocorrem em 50% dos casos com irritação, ressecamento, blefarite, conjuntivite e ceratite).

Embora a rosácea não tenha cura, seu tratamento ajuda muito a controlar contra os sintomas. “Tudo depende da fase clínica que o paciente está. Mas em primeiro lugar todos os agravantes ou desencadeantes devem ser afastados ou controlados, como bebidas alcoólicas, exposição solar, vento, frio e ingestão de alimentos quentes. O tratamento se inicia com sabonetes adequados; protetor solar com elevada proteção contra UVA e UVB e com veículo adequado à pele do paciente; e uso de antimicrobianos tópicos (metronidazol) e antiparasitários (ivermectina)”, explica.

Dependendo dos casos medicações orais podem ser prescritas. O laser ou a luz pulsada são excelentes para tratamento das telangiectasias. “Para o rinofima, a abordagem pode ser cirurgia, radiofrequência, dermoabrasão ou laser. O médico dermatologista avalia o grau, a fase e a pessoa como um todo para indicar o melhor tratamento”, afirma.

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Adobe/Stock

“A luz intensa pulsada é extremamente interessante para o controle da vermelhidão e da formação das pápulas e pústulas (lesões avermelhadas e que muitas vezes tem presença de pus) e hoje mais recentemente nós temos um controle muito interessante da rosácea com microdoses de toxina botulínica aplicada na região onde o paciente apresenta rosácea. Isso faz com que, além do tratamento tópico para casa e via oral, no consultório o paciente receba mais conforto e um controle mais prolongado. A toxina botulínica é aplicada em doses dérmicas, então ela não é muscular, com microdoses diluídas. Com isso, há a diminuição tanto do processo inflamatório como a secreção sebácea e pode ser usada no rosto todo. Intercalando as microdoses da toxina botulínica com a luz intensa pulsada, conseguimos um controle interessante e prolongado”, afirma a médica.

Além disso, alguns equipamentos home device com LEDs (tecnologia LLLT), lasers de baixa intensidade no comprimento red (650), podem ser usados, pois têm característica anti-inflamatória.

Fonte:  Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

É possível ter a pele bonita e saudável em todas as estações do ano

A cada estação, um novo começo. A primavera é uma boa época para realizar procedimentos estéticos dermatológicos, como tratar olheiras, rugas ou flacidez, já que a recuperação é mais rápida neste período. Porém, devemos lembrar que a decisão mais importante ao fazer um procedimento é consultar o médico dermatologista, especialista indicado para fazer o diagnóstico de doenças da pele, cabelos e unhas e prescrever tratamentos específicos.

Alguns procedimentos são bastante comuns nesta época do ano. Os mais comuns são a aplicação de toxina botulínica, o preenchimento com ácido hialurônico, os tratamentos a laser, a radiofrequência, os peelings, o microagulhamento e o ultrassom microfocado, sendo que todo procedimento precisa de planejamento.

Portanto, levar em conta o tempo necessário para aguardar a recuperação da pele ou mesmo a época mais adequada para fazer tal procedimento, garantem um planejamento estético adequado e resultados mais seguros para o paciente e sua saúde.

Essa época também é indicada para realizar aplicação da toxina botulínica para hiperidrose (suor excessivo) nas axilas, mãos ou pés. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lembra que a rotina diária de cuidados com a pele envolve pelo menos três passos básicos: limpar, tratar e proteger.

“Não existe uma idade ideal para começar a cuidar da pele nem regra de tratamento para cada idade, mas de um modo geral, a partir dos 25 anos, medidas preventivas devem ser adotadas, usando produtos especializados para cuidados com a saúde da pele, além de tratamentos dermatológicos que induzem a produção de colágeno e reparam danos solares”, explica a dermatologista Sylvia Ypiranga.

Vale ressaltar que todo procedimento estético dermatológico deve ser acompanhado por um médico, para que eventuais complicações possam ser percebidas, diagnosticadas e tratadas.

Realizar uma visita ao consultório ou na clínica onde o procedimento será realizado, prestando a atenção aos detalhes, é um bom meio de saber se o local escolhido terá a estrutura e a segurança necessárias para iniciar o tratamento. Desconfie de locais que se dispõem a cobrar preços muito baixos, têm muita rotatividade de profissionais e não disponibilizam equipamentos e produtos de qualidade, por exemplo.

Verifique também se o local tem autorização de funcionamento expedida pela Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária e confira a higiene do espaço e se os materiais são descartáveis. Lembre-se de que casas e imóveis residenciais não devem ser considerados para a prática de procedimentos invasivos. No consultório é possível observar os quesitos de biossegurança dos procedimentos.

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O conhecimento das técnicas de aplicação e da anatomia local também são fundamentais para o bem-estar e segurança do paciente.

Para encontrar um dermatologista associado à SBD clique aqui.

Como evitar as crises de dermatite na primavera

Doença de pele tende a piorar na época mais florida do ano e, por isso, exige ainda mais cuidados durante a estação

Na primavera, a elevação da temperatura e da umidade relativa do ar favorecem a manutenção da hidratação da pele. Mas, por outro lado, a liberação do pólen pelas flores aumenta a incidência de diversos tipos de alergia, inclusive as dermatológicas. Para pessoas que apresentam certas doenças de pele, como a dermatite, caracterizada por lesões avermelhadas que causam coceira intensa, essa situação pode ser ainda pior nesta época do ano.

Segundo uma pesquisa publicada no Jornal da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia, a utilização de serviços de saúde por pacientes com dermatite atópica, um dos tipos mais comuns da doença, é mais frequente no inverno e na primavera do que no verão.

“Nesse período, além de ficar mais exposta às substâncias resultantes da polinização, a pele também começa a receber mais calor e umidade, fatores que podem causar irritações e processos inflamatórios. Para enfrentar essas e outras situações, é recomendável ao paciente com dermatite utilizar roupas leves e de tecidos que permitam uma boa transpiração, ingerir grande quantidade de água, utilizar filtro solar e um bom creme hidratante e evitar exposições prologadas ao sol”, explica Maria Inês Harris, consultora científica da Biobalance.

Além dos agravamentos causados pela polinização, na estação que antecede o verão, também costuma aumentar a frequência de banhos no chuveiro, fato que pode prejudicar a manutenção da camada de proteção natural da pele, formada pela oleosidade liberada pelos poros. Por isso, é recomendável evitar duchas excessivas ao longo do dia e a utilização de sabonetes não hidratantes ou muito perfumados e de esponjas, que podem irritar e agredir as regiões atingidas pela dermatite.

Fatores positivos

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Se por um lado os fatores ambientais que caracterizam a primavera podem agravar os sintomas da dermatite, por outro, alguns desses fenômentos, com destaque para o aumento da temperatura, podem ajudar a pele a não sofrer com o ressecamento e risco de descamação.

“Nas estações mais quentes, a camada de gordura protetora da pele, também conhecida por manto hidrolipídico, fica naturalmente mais espessa. Dessa forma, ocorre uma ativação maior das células que produzem esta camada, essencial para a proteção corporal. Como consequência, a pele fica mais protegida contra o desenvolvimento de dermatites”, explica Maria Inês.

Além dos cuidados preventivos e fatores favoráveis ao controle da dermatite, no campo medicamentoso, existe uma substância que consegue estabilizar determinadas moléculas da pele, protegendo-a contra inflamações. Trata-se de Ectoin. “Ela também recupera o manto hidrolipídico, promovendo a hidratação de áreas ressecadas, acalmando e atenuando as vermelhidões”, explica a consultora da Biobalance.

Ectoin é o princípio ativo de EctoPURE, linha de cremes calmantes de uso tópico, cuja versão que apresenta concentração de 3,5% é indicada à amenização da dermatite em adultos. O produto auxilia na redução dos processos inflamatórios da patologia, sem o uso de corticoides.

Estudo

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Estudo realizado na Alemanha concluiu que o uso de cremes com Ectoin em pacientes com dermatite atópica de leve a moderada levou a uma redução significativa na gravidade do problema. A pesquisa realizada pelo Leibniz Research Institute for Environmental Medicine envolveu 65 pacientes, homens e mulheres, com idades entre 18 e 65 anos, provenientes de diversas cidades alemãs.

Os pacientes aplicaram um creme que continha Ectoin e outro produto anti-inflamatório não-esteroide, para controle. Os cremes foram aplicados em duas lesões simétricas duas vezes por dia, durante 28 dias.

As áreas da pele foram avaliadas pelos médicos, que utilizaram métodos instrumentais, e pelos próprios pacientes, no início da pesquisa e posteriormente, após 7 e 28 dias. A partir destas análises, os médicos forneceram provas de que a aplicação tópica do creme com Ectoin na pele lesionada dos pacientes com dermatite reduziu de forma significativa a gravidade das lesões.

Segundo os cientistas, os resultados obtidos no estudo e a noção de que o uso externo de Ectoin® na pele humana, basicamente, não apresenta efeitos colaterais, indicam que o uso deste tipo de creme é o tratamento ideal para pacientes com dermatite atópica, inclusive para evitar os efeitos colaterais, que podem ocorrer com o uso prolongado de corticosteroides.

Fonte: Biobalance Natural Immune Support –  SAC: sac@biobalance-nutraceuticals.com ou 0800-771-8438

Salvar

Já é possível eliminar a papada sem cirurgia

A dermatologista Sumaya Mahon explica a eficácia do procedimento que elimina a gordura local por meio do congelamento

Temida por muitos, a papada pode ser provocada por acúmulo de gordura e, muitas vezes, não é eliminada apenas com o emagrecimento. O que muita gente ainda não sabe é que há uma alternativa não cirúrgica segura para tratar a área, o Coolsculpting.

“São muitas as vantagens de realizar o procedimento com Coolsculpting. A marca possui uma ponteira exclusiva para a região, ou seja, permite maior controle sobre a área tratada e resultado mais eficaz. Além disso, é um procedimento não invasivo, seguro, que permite que o paciente retome suas atividades no mesmo dia, sem a necessidade de repouso e cuidados especiais”, explica a dermatologista Sumaya Mahon.

Segundo a especialista, apenas uma sessão, com duração entre 35 e 60 minutos, já elimina cerca de 20% a 25% de tecido adiposo. Durante o procedimento, as células de gordura da área tratada são congeladas de forma controlada e eliminadas em um período de até 90 dias, quando é possível perceber um resultado significativo. Alguns pacientes precisam de mais sessões, mas isso será determinado em conjunto com o médico especialista, que sempre deve fazer uma avaliação prévia e oferecer as melhores possibilidades de tratamento.

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A médica alerta ainda para outra vantagem do Coolsculpting: “uma vez tratada, a área não terá mais acúmulo de gordura. No entanto, é preciso que o paciente mantenha uma dieta equilibrada e pratique exercícios regularmente”, destaca.

Sobre as sensações causadas pelo congelamento, a dermatologista esclarece que é normal que a região tratada fique sensível durante alguns dias ou semanas. No entanto, o desconforto é considerado bastante tolerável. O procedimento com Coolsculpting não é indicado para gestantes, lactantes e pacientes com intolerância ao frio.

Fonte: Allergan

Risco de doenças cardíacas é maior em pacientes com dermatite atópica

Publicada no British Medical Journal em maio, pesquisa mostrou que indivíduos com a condição têm maiores chances de sofrer infartos, AVC e morte do que adultos sem dermatite

Sendo um dos tipos de dermatose mais comuns, principalmente em crianças, a dermatite, ou eczema, atópica é uma doença crônica que se caracteriza pela inflamação da camada superior da pele, com consequente formação de manchas avermelhadas e bolhas em áreas como face, dobras de braços e pernas. Geralmente associado a doenças como asma e rinite, um novo estudo publicado em maio desse ano no British Medical Journal (BMJ) apontou a dermatite atópica como um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

“O estudo apontou que adultos com eczema atópico grave e predominantemente ativo têm maior risco de sofrer com doenças de origem cardiovascular, incluindo infarto e acidente vascular cerebral, em comparação com adultos sem eczema”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Para o estudo, os autores compararam os históricos médicos de 387.439 adultos com eczema atópico, sendo que 66% dos pacientes eram mulheres com idade média de 43 anos. Os pesquisadores descobriram então que os pacientes com dermatite atópica grave tiveram um aumento de 20% no risco de derrame, 50% no risco de infarto e morte cardiovascular e 70% no risco de insuficiência cardíaca quando comparados a indivíduos que não sofrem com a condição.

“Os resultados do estudo contribuem para uma lista crescente de evidências que indicam que a inflamação sistêmica associada ao eczema atópico podem aumentar o risco de doença cardiovascular, colocando a doença na lista de condições inflamatórias ligadas ao risco cardiovascular, que inclui também a psoríase grave”, afirma a dermatologista.

Segundo a especialista, o estudo é importante para ajudar a compreender o aumento no risco cardiovascular entre os pacientes com dermatite atópica, já que a condição atinge cerca de 10% dos adultos em todo o mundo. “A partir dos resultados deste estudo, um próximo passo importante seria o desenvolvimento de estratégias de prevenção e conscientização dos riscos de doenças cardiovasculares entre aqueles pacientes com eczema atópico grave e predominantemente ativo”, completa a Dra. Valéria.

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Causas e tratamentos

A causa exata da dermatite atópica ainda é desconhecida, mas geralmente está ligada a uma combinação de fatores como predisposição genética, mau funcionamento no sistema imunológico do corpo e pele seca e irritável. “Por ser crônico, não há cura para o eczema atópico ainda. Por isso o tratamento consiste no uso de hidratantes, cremes com corticoides e anti-histamínicos orais visando o controle da coceira e a redução da inflamação da pele. Além disso, é importante também fortalecer a barreira da pele, evitando o contato com substâncias alergênicas como pólen, poeira, areia e produtos de limpeza”, explica a dermatologista.

“Porém, é fundamental que você consulte um dermatologista ao notar qualquer sinal de que algo está errado com sua pele. Apenas ele poderá realizar uma avaliação e indicar o melhor tratamento para o seu caso”, finaliza.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

O que fazer ou evitar para manter a pele linda no inverno

Quer saber tudo que você não pode esquecer nos períodos mais frios do ano? Fique atento a esse check-list, que vai fazer você evitar os piores erros que podem detonar sua pele no frio.

A poluição, as baixas temperaturas e o tempo seco são características do inverno que influenciam no modo que a pele deve ser tratada. “Como a pele produz menos oleosidade natural, o ressecamento e a sensação de incômodo aparece principalmente na pele do rosto, que é a mais exposta ao vento e poluição”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

“A pele, quando não é cuidada de maneira propícia no inverno, reflete diretamente, ficando mais avermelhada e irritada, ressecada, pelo alto grau de poluição que temos neste período, sendo necessários cuidados especiais”, acrescenta Mika Yamaguchi, farmacêutica e diretora científica da Biotec Dermocosméticos. Para evitar alguns problemas, as especialistas lembram os cuidados que você deve ficar atento:

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Aplique protetor solar — não tem jeito, o fotoprotetor é de uso diário e eterno: “A radiação ultravioleta, também no outono e inverno, provoca danos que comprometem a estrutura de sustentação da pele, causando o aparecimento precoce de rugas e flacidez, além das manchas como reação à fotoexposição. A orientação continua a ser a de reaplicar o fotoprotetor de quatro em quatro horas em ambientes fechados e de duas em duas horas em fotoexposição direta. O filtro deve ter dióxido de titânio ou óxido de zinco na formulação: esses são bloqueadores físicos importantes”, explica a Thais.

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Foto: Indian Express

Não use qualquer creme – nesse ponto, cabe um grande alerta: “Existem hidratantes que desidratam”, comenta Mika Yamaguchi. “Isso acontece em produtos que usam, na base, um tipo de tecnologia que ajuda a emulsionar (o etoxilado). Se eu tenho um emulsionante que tem essa capacidade de emulsionar água e lipídeo (os dois constituintes do nosso manto hidrolipídico) em um creme, na hora em que ele entra em contato com a pele, se ele for muito forte, vai emulsionar o meu manto hidrolipídico e, ao invés de hidratar, ele vai romper a função de barreira natural e vai começar a desidratar.” O ideal, para isso não acontecer, é buscar produtos cujos veículos sejam à base de fosfolipídeos que formam uma segunda pele e protegem a pele de forma mais efetiva diminuindo a perda de água por evaporação. Base Second Skin e agentes gelificantes como o Lecigel são exemplos.

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Invista nos hidratantes e reparadores — além de buscar produtos cujos veículos sejam à base de Fosfolipídeos, é ideal investir no ácido hialurônico de alto e baixo peso molecular associados. “Eles são indicados para estimular a produção de hidratação natural em todas as camadas da pele”, comenta a dermatologista. Dois ativos, nesse sentido, se dão muito bem juntos: Hyaxel e DSH CN. “O primeiro é um ácido hialurônico de baixo peso molecular e vetorizado ao silício orgânico, que tem a capacidade de aumentar a expressão gênica de proteínas como aquaporinas, filagrinas, loicrinas e outras importantes para aumentar a auto hidratação; já DSH CN, ácido hialurônico de alto peso molecular, forma um filme de retenção hídrica e devolve elasticidade ao tecido cutâneo”, explica Mika. Com relação aos cremes reparadores, a médica diz que eles são fundamentais e podem ser usados à noite para evitar os danos ambientais como a poluição. “São substâncias antioxidantes com capacidade de reparo celular e que atuam contra os radicais livres”, comenta Thais.

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Lembre dos pés, mãos e corpo — hidratar essas regiões é fundamental. “No caso dos pés, passar o hidratante à base de fosfolipídeos ou Nutriomega 3, 6, 7 e 9 e colocar uma meia de algodão ajuda a pele a absorver o produto mais facilmente. Nas mãos, invista nos ácidos hialurônicos. No corpo, a reposição lipídica deve ser eficiente, com opções como Dry Oil que tem na sua composição esteres de karité e purcelin que podem ser associados a outros óleos, restabelecendo a hidratação da pele”, indica a médica.

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Foto: Jeltovski

Beba água e tome vitaminas — a hidratação da pele deve ser dinâmica, por isso beber bastante água é importante independente da estação. “Beber água na medida certa nas estações mais frias ajuda a manter a pele hidratada”, comenta Mika. Além disso, alguns nutracêuticos também são recomendados para uma hidratação dinâmica (de dentro para fora): “FC Oral, ou as chamadas cápsulas de caviar, contém um componente importante, o ômega 3 vetorizado pelo fosfolipídeo, que possui uma identidade com a membrana celular. Dessa forma, o ativo promove uma hidratação de dentro para fora, restaurando os danos dessa membrana e também melhora a fluidez, isto é, permite que os nutrientes sejam absorvidos de uma forma mais plena, o que também traz resultados para a hidratação”, afirma a farmacêutica.

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Tenha cuidado com retinoides — para tratamento de acne, manchas e rejuvenescimento facial, os retinoides são excelentes opções — e geralmente são prescritos no outono e no inverno. “Mas eles devem ser usados com parcimônia e orientados por dermatologistas. Seu uso contínuo pode causar hipersensibilidade cutânea, vermelhidão e irritabilidade”, alerta Thais. Dependendo da sensibilidade da pele, algumas substâncias podem ser usadas como alternativas naturais ao retinol, como Lanablue, que possui elevados índices de vitaminas do complexo B, além de aminoácidos e tem ação similar aos retinoides na diferenciação dos queratinócitos — suaviza linhas, rugas e densifica a epiderme.

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Evite banhos muito quentes — ficar mais de 15 minutos em uma ducha quente é mais que o suficiente para comprometer a camada hidrolipídica da pele, que segura a hidratação. “Dessa forma, a pele perde água e lipídeos, o que compromete sua função de barreira. O ideal é banho morno e logo após o banho hidratar a pele”, finaliza a dermatologista.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Alterações nas unhas podem indicar problemas de saúde

Pode não parecer, mas as unhas não têm apenas função estética, sendo também extremamente funcionais. Além de oferecer proteção às pontas dos dedos, as unhas também servem para indicar quando algo pode estar errado em nosso organismo.

“O diagnóstico das unhas pode indicar desde doenças sérias até falta de vitaminas. Por exemplo, unhas quebradiças e com manchas brancas podem representar tanto uma simples alergia causada por produtos como esmaltes, detergentes e sabonetes, como podem ser indícios de problemas relacionados a carência de ferro, ácido fólico e vitamina B12″, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Por isso, é sempre bom ficar de olho em mudanças na coloração, no formato e na textura das unhas, que devem permanecer sempre fortes, transparentes e lisas. Segundo a especialista, unhas alargadas, curvadas para baixo e com coloração arroxeada podem ser sinal, por exemplo, de doenças cardíacas e problemas que afetam a circulação, como asma e bronquite.

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Foto: Mouthhealthy.org

“Já unhas amareladas, grossas e com dificuldade de crescer podem ser sinal de doença pulmonar ou artrite reumatoide”, afirma a médica. “Além disso, mudanças como o descolamento da unha, coloração preto esverdeada, vermelhidão e inchaço podem ser resultados de uma infecção bacteriana ou fúngica grave.”

É possível ainda que as alterações nas unhas sejam sintomas de problemas mais sérios, como psoríase, se apresentarem depressões puntiformes, superfície rugosa e enfraquecimento, ou diabetes, quando as unhas se tornam grossas, avermelhadas e com pequenas veias ao redor, podendo ocasionar também micoses frequentes, engrossamento e endurecimento das pontas dos dedos.

“É importante ainda que você fique atento a formação de manchas escuras sob as unhas. Isso por que, além de estarem relacionadas a micoses, uso de alguns medicamentos e pequenos traumatismos nas regiões, essas faixas negras podem indicar, em casos mais graves, câncer do tipo melanoma, o mais grave câncer de pele”, alerta a médica.

Mas nem todas as mudanças nas unhas são realmente perigosas, podendo ser causadas, por exemplo, por pequenos traumas, como roer as unhas, ou pelo uso constante de produtos de limpeza sem a proteção de luvas. Para evitar este problema, é importante tomar alguns cuidados como adotar uma alimentação saudável, de preferência rica em proteínas, ingerir de 2 a 3 litros de água por dia, fazer uso diário de hidratantes e evitar a exposição prolongada à água e detergentes.

“O ideal é que você evite também retirar completamente as cutículas. Isso por que elas têm função de proteção e impedem a passagem de água e outras substâncias nocivas para dentro da matriz da unha, favorecendo o crescimento de fungos responsáveis por alterações passageiras”, destaca a dermatologista.

De qualquer forma, é interessante sempre observar o estado de suas unhas. Para isso, o recomendado é não utilizar esmaltes por, pelo menos, 10 dias no mês, sendo assim possível acompanhar qualquer tipo de alteração.

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“Porém, dificilmente uma doença será descoberta somente por conta dessas mudanças nas unhas. É importante que a suspeita de doenças sérias seja avaliada com diferentes tipos de exame até o diagnóstico final. Por isso, você deve consultar um dermatologista regularmente e relatar para ele sempre que você notar qualquer mudança em suas unhas. Assim, ele poderá diagnosticar o problema e indicar o melhor tratamento para cada caso”, finaliza Valéria.

Fonte: Valéria Marcondes é Dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Técnica pode proporcionar efeito lifting sem intervenção cirúrgica

Uma das grandes novidades do momento, o MD Codes pode prevenir e tratar o envelhecimento e a flacidez da pele

Uma das áreas da medicina que não para de crescer, sem dúvidas, é a da estética. Dentre métodos, procedimentos, protocolos e produtos que são criados e aperfeiçoados dia após dia, o campo do rejuvenescimento se destaca. Uma das últimas novidades da área foi o método de preenchimento e reestruturação facial MD Codes. A técnica pode proporcionar um lifting facial sem intervenção cirúrgica.

A técnica se baseia no tratamento global da face, desde as camadas mais profundas de suporte até o refinamento de rugas em camadas mais superficiais da pele, e vem sendo utilizada há mais ou menos três anos. “As aplicações de preenchimento com ácido hialurônico são feitas em pontos estratégicos do rosto, que possibilitam excelentes resultados. Ou seja, mapeamos a face do paciente e, ao definir o objetivo junto a ele, aplicamos nos pontos selecionados”, explica Teresa Noviello, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Por ser um tratamento não cirúrgico, o método possibilita que o paciente não comprometa sua vida pessoal e profissional. Apesar de ainda ter que seguir as recomendações normais como qualquer outro procedimento estético – como não se expor ao sol, por exemplo – o paciente não precisa submeter-se à um repouso quase absoluto. Além do mais, o método MD Codes possibilita o profissional otimizar as características e traços faciais do paciente de uma maneira efetiva.

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“Com infinitas possibilidades de tratamentos é essencial que entendamos como atingir os melhores resultados para os nossos pacientes”, pontua Teresa.

A profissional explica que uma das queixas mais comuns é o temido bigode chinês (sulco nasolabial), que é uma consequência da flacidez e perda de estrutura facial com o processo do envelhecimento. A técnica de preenchimento MD Codes permite um tratamento de reestruturação e harmonização global da face, que suaviza o processo do envelhecimento e valoriza a beleza natural de cada um.

“Cada caso é um caso e cada pele tem sua particularidade. Mesmo sabendo os pontos listados pelo MD Codes é necessário o conhecimento médico da anatomia facial, o senso estético do profissional e a técnica de aplicação bem apurada. É sempre importante a avaliação médica e um plano de tratamento individualizado para cada paciente”, afirma.

Fonte: Teresa Noviello é graduada em Medicina pela Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais, com residência em Clínica Médica pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – FHEMIG e em Dermatologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio. É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD e Regional MG 

Mantenha sua pele saudável nos dias frios

A estação mais fria e charmosa do ano chegou, apesar de a temperatura não ter diminuído em todas as regiões, os dias mais frescos exigem que nossa pele receba cuidados especiais. Isso porque o ar seco e frio diminui a oleosidade natural da pele, fazendo também que o corpo diminua a quantidade de suor, provocando ressecamento que podem acarretar em coceiras, rachaduras e gerar muito desconforto. Para evitar esses problemas, o dermatologista Leonardo Andrade, da Docway, separou algumas dicas para aproveitar o melhor do inverno.

Mantenha o organismo hidratado

Hidratacao agua mulher

Durante o inverno as pessoas tendem a consumir menos água, hábito que não deve ser seguido, pois água é fundamental para o funcionamento do organismo. “A água ajuda a manter a pele elástica e macia. O recomendado é ingerir, no mínimo, dois litros ao longo do dia”, explica o médico. Além disso, é importante usar cremes e óleos hidratantes mais potentes, pois eles conseguem repor a falta de hidratação da pele. “Uma boa dica é fazer a aplicação dos hidratantes após o banho, de preferência ainda dentro do banheiro, pois essa pratica otimiza as funções do produto”, esclarece.

Alimente-se de forma saudável

morangos no pote

“Alimentos ricos em vitaminas e minerais fornecem ao organismo substratos para a manutenção das reações químicas da própria pele”, conta Andrade. Por isso, a pele agradece o consumo de frutas e verduras ricas em vitamina C, como laranja, limão, morango, brócolis e cenoura, alimentos que são aliados ao combate aos radicais livres, prevenindo o envelhecimento da pele. “Castanhas, nozes, amêndoas, óleos vegetais, leite e ovos são ótimos também, pois possuem ação anti-inflamatória e antioxidante por causa da grande quantidade de vitamina E”, complementa o dermatologista.

Proteja-se e evite rachaduras

hidrataçao mãos

Mãos, pés, cotovelos, joelhos e lábios são as áreas que mais sofrem com as rachaduras durante o inverno. Esse fenômeno ocorre, principalmente, pela desidratação local e perda da barreira cutânea. “Para evitar essas indesejáveis consequências, sugiro manter uma rotina de hidratação adequada com produtos específicos para cada área. Caso as rachaduras estejam persistindo ou se tornando muito proeminentes é sempre importante procurar o auxílio de um médico”.

Sabonete com glicerina, manteiga de cacau nos lábios e hidratantes corporais sempre são bem-vindos. O médico ainda alerta. “Protetor solar sempre, não é pelo fato de os dias estarem nublados ou o sol não tão forte que estamos livres dos raios nocivos a nossa pele”, completa o especialista.

Fonte: Leonardo Andrade, é médico dermatologista da Docway, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Pós-graduado pela Universidade Federal de São Paulo. Atua nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica