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Festa Junina: maquiagem em crianças pode causar reações alérgicas

Pele dos pequenos é mais sensível, sendo assim mais suscetível a irritações e dermatites. Saiba que cuidados tomar para evitar estas complicações

Cuidado com a temporada de festas juninas e a hora de preparar o seu caipirinha para dançar a quadrilha. Bigodes nos meninos e a bochechas pintadas nas meninas são marcas registradas dessa época, mas, segundo a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD), é importante que os pais fiquem alerta na hora de maquiar seus filhos.

“A pele das crianças é mais sensível e fina e, por esse motivo, as substâncias químicas presentes nas maquiagens cosméticas são absorvidas com maior intensidade”, explica. De acordo com a especialista, ao utilizar maquiagem comum ou produtos não apropriados para crianças, o maior risco é o dos pequenos desenvolverem algum tipo de irritação ou reação alérgica, que podem aparecer em até 24h depois da exposição ao produto.

“Já que não existe maquiagem 100% segura para as crianças, o recomendado para proteger a pele dos pequenos é a utilização de produtos hipoalergênicos, com baixa concentração de álcool e que podem ser retirados facilmente”, destaca. “Além disso, opte por maquiagens aprovadas dermatologicamente e sempre observe a validade dos produtos”, completa.

E os cuidados devem ir além da escolha dos produtos. Antes da maquiagem, por exemplo, o ideal é proteger a pele das crianças com um hidratante também hipoalergênico. “Na hora de maquiar, utilize esponjas e pincéis macios, para não machucar os pequenos, e evite as áreas muito próximas aos olhos, que são mais sensíveis. Depois da festa, realize a higienização da pele assim que possível, utilizando demaquilantes cremosos que sejam oil free, hipoalergênicos e não contenham álcool em sua composição”, aconselha a dermatologista.

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Quanto mais cedo a criança entra em contato com esses produtos químicos, maiores são as chances de o organismo se sensibilizar e desenvolver alergias. Por isso, se seu filho já apresenta alguma sensibilidade, não insista na aplicação da maquiagem. “Caso você note alguma alteração na pele dos pequenos, interrompa imediatamente o uso do produto e consulte um dermatologista para que ele indique o tratamento adequado, evitando assim maiores complicações”, finaliza Valéria.

Fonte: Valéria Marcondes é Dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

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Dia Mundial do Vitiligo: conheça a doença que causa manchas brancas na pele

Hoje, 25 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Vitiligo, data criada para conscientizar a população e minimizar o preconceito sobre a doença que afeta 0,5% da população mundial e é caracterizada pela perda de pigmentação da pele.

“Apesar de ser uma doença benigna e não contagiosa, as lesões provocadas pelo vitiligo geram um impacto significante na qualidade de vida e na autoestima do paciente, atrapalhando-o tanto psicologicamente, quanto profissionalmente e socialmente”, afirma a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

De acordo com a especialista, o principal e único sintoma da doença apresentado pela grande maioria dos pacientes é o surgimento de lesões cutâneas de hipopigmentação, ou seja, manchas brancas de tamanho variado na pele que se formam devido a diminuição ou ausência de melanina, pigmento produzido pelos melanócitos, nos locais afetados.

“As causas do vitiligo ainda são desconhecidas, mas já se sabe que fenômenos autoimunes e alterações emocionais, como estresse, são fatores que estão relacionados com a doença, podendo desencadeá-la ou agravá-la. Além disso, pessoas com a pele mais escura e que possuem histórico de vitiligo na família têm mais chance de sofrer com a doença”, explica.

Devendo ser diagnosticado clinicamente por um dermatologista, o vitiligo pode ser classificado em dois tipos: segmentar ou unilateral e não segmentar ou bilateral. O primeiro, que normalmente aparece quando o paciente ainda é jovem, manifesta-se apenas em uma parte do corpo, podendo afetar também a coloração dos pelos e cabelos.

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“Já o vitiligo não segmentar ou bilateral é o tipo mais comum da doença e manifesta-se de forma generalizada, geralmente surgindo primeiro nas extremidades do corpo, como mãos e pés. Desenvolve-se em ciclos de perda de cor e estagnação que duram a vida toda e tendem a se tornar maiores com o tempo”, completa a dermatologista.

Quanto a prevenção, não há maneiras conhecidas ou cientificadas comprovadas que ajudem a evitar o surgimento do vitiligo. Porém, pacientes que têm tendência ou já sofrem com a doença devem evitar fatores que possam acelerar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as já existentes, como a exposição solar prolongada e sem proteção e o uso de roupas apertadas que provoquem atrito ou pressão sobre a pele.

Já com relação ao tratamento, Valéria explica que, apesar de o vitiligo não ter cura, existem opções terapêuticas capazes de controlar e melhorar a doença, visando evitar o aumento das lesões e repigmentar da pele. “A fototerapia com radiação UVB-nb é indicada para quase todas as formas de vitiligo, promovendo ótimos resultados. Além disso, podem ser utilizadas outras tecnologias como a fototerapia PUVA, lasers, técnicas cirúrgicas e de transplante de melanócitos. Na maioria dos casos, recomenda-se também acompanhamento psicológico”, destaca.

“Mas é imprescindível que você consulte um dermatologista ao perceber os sintomas da doença, pois os resultados do tratamento podem variar entre cada caso e apenas um profissional qualificado poderá indicar a melhor opção de acordo com as características de cada paciente”, finaliza a médica.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

 

‘Receitas da vovó’ podem trazer riscos à saúde da pele

Muitas receitas caseiras podem esconder problemas sérios e, em vez de oferecerem tratamento, podem irritar a pele

Receitas naturais ou caseiras são excelentes para a pele e não oferecem nenhum malefício, certo? Errado! “Muitas substâncias colocadas na pele podem provocar ou piorar alergias, irritações ou até mesmo a acne. É necessário sempre procurar ajuda de um dermatologista”, explica Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O médico analisa abaixo os mitos e verdades de algumas receitas caseiras no tratamento da pele:

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Pasta de dente nas espinhas – não é incomum encontrar pessoas que acreditam que a pasta de dente é um santo remédio contra a acne. “Realmente, ela pode até secar a acne, em função de alguns componentes: bicarbonato de sódio, peróxido de hidrogênio, álcool, mentol, óleos essenciais e triclosan. Mas ela traz alguns riscos, como vermelhidão, irritação e descamação – e em alguns casos, pode até queimar a pele”, afirma o médico. O melhor a fazer no caso de muitas espinhas é procurar um médico, mas no caso das isoladas uma receita caseira seria dissolver um comprimido de aspirina com um pouco de água até que se forme uma pasta e aplicar com um cotonete em cima da lesão de acne, deixando agir durante à noite. “O ácido salicílico é anti-inflamatório”, explica.

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Aplicar colírio na acne avermelhada – “O colírio para olhos vermelhos contém agentes vasoconstritores, que fecham os vasos, causando uma contração e melhorando a vermelhidão de uma espinha isolada. Não costumo recomendar porque esses agentes causam um efeito rebote grande e a vermelhidão pode voltar mais forte e o efeito é muito temporário”, explica. No caso de emergências, o médico dá outra receita: “Podemos utilizar aplicação de gelo envolto em um tecido ou bolsas pequenas de gelo, por alguns minutos. O gelo é anti-inflamatório e faz desinchar a espinha rapidamente, reduzindo o inchaço. Mas só funciona em espinhas isoladas, daquelas vermelhas e internas, sem coloração amarelada. Logo após, pode-se aplicar um creme com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla.”

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Clara de ovo para diminuir as linhas de expressão – por conter albumina, a clara do ovo é utilizada em algumas receitas caseiras para promover efeito anti-idade. “A albumina tensiona a pele, com um efeito imediato, logo depois que seca, principalmente em peles oleosas. Muita gente retirava a clara com água morna e depois aplicava água bem gelada, para aumentar ainda mais a tensão da pele. Mas, não existe nenhuma evidência para tratamentos de linhas de expressão e o efeito tensor ocorre pontualmente, não funciona como tratamento”, garante o médico. Hoje em dia, uma boa aposta é o uso de produtos com ativos antioxidantes, tensores e vitamina C, capazes de promover uma renovação celular e diminuir as linhas de expressão – com efeito imediato e de tratamento. Outra aposta é o uso dos nutracêuticos que promove melhoria da qualidade do colágeno, como Exsynutriment e Bio-Arct.

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Açúcar com limão para esfoliar a pele – o açúcar deslizando com o limão na pele provoca a sensação de limpeza e esfoliação. Mas embora o limão tenha características adstringentes, em contato com o sol, o efeito pode ser desastroso e manchar a pele. “Além disso, pode causar ressecamento e alergias”, explica. A maneira mais segura para esfoliar a pele é utilizar produtos específicos, diz Jardis. “É importante saber que quem tem a pele mais fina e delicada deve optar por produtos mais suaves com grãos esfoliantes regulares em fórmulas com ativos calmantes. É fundamental que, logo após a esfoliação, a pele seja profundamente hidratada. Por isso, recomendo produtos com Ácido hialurônico, vitaminas C e E. Para diminuir as irritações, utilizar cosméticos à base de aloe vera e alphabisabolol que acalmam e hidratam.”

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Rodelas de pepino nos olhos para tirar olheiras – as pessoas acreditavam nesse tratamento porque o pepino não só tem efeito de resfriamento, mas também ajuda a melhorar a cor da pele ao redor dos olhos. “Funciona, sim. Mas é um efeito paliativo. O pepino também ajuda a aliviar os olhos depois de um longo dia de trabalho”, afirma. Embora não tenha risco, esse tratamento exige 15 minutos do seu dia e, hoje, já existem muitos cremes que, no caso de olheiras, podem tratar e camuflar a pigmentação.

Fonte: Jardis Volpe é dermatologista, diretor clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

Toxina botulínica A é o procedimento queridinho das brasileiras

Dermatologista Ada Trindade comenta a técnica mais procurada entre os procedimentos minimamente invasivos

Sabe aquela pele lisinha, sem muitas rugas e com sensação de hidratação? Pois é, a toxina botulínica A é uma das grandes responsáveis por este efeito. Segundo o censo de 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os procedimentos minimamente invasivos tiveram um aumento de 390% nos dois anos anteriores à pesquisa. E, atualmente, o tratamento realizado com esta substância representa 47,5% dos realizados.

Utilizada tanto para a prevenção do aparecimento das linhas de expressão quanto para o rejuvenescimento facial, a aplicação acontece por meio de uma agulha não cirúrgica reduzindo as chamadas rugas dinâmicas ou desenvolvidas pela mímica facial – que ficam na testa, entre as sobrancelhas e ao lado dos olhos, os chamados ‘pés de galinha’.

Para isso, a substância bloqueia os sinais nervosos dos músculos escolhidos, enfraquecendo-os e diminuindo marcas indesejadas e deixando a pele com aspecto de hidratada dando aquele ‘refresh’ no visual. Além de tudo isso, o procedimento ainda permite a correção de assimetrias faciais, melhorando uma sobrancelha mais arqueada que a outra, por exemplo.

Para a dermatologista Ada Trindade, a identificação com o método se deve à sua praticidade e ao resultado rapidamente percebido. “Qualquer médico que esteja habilitado a fazer consegue aplicar em seu próprio consultório. Os resultados começam a ser notados após o terceiro dia da aplicação, mas o pico de efetividade do produto acontece em torno de 15 dias depois, pouco tempo se comparado a uma cirurgia. Por isso é muito comum que as mulheres virem fãs e reapliquem a substância duas ou três vezes ao ano.”

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A procura pela aplicação de forma preventiva também está em crescimento. Mulheres mais jovens estão procurando o procedimento para se anteciparem aos sinais da passagem dos anos, garantindo que a qualidade da pele se mantenha por muito mais tempo. Segundo a dermatologista, não existe idade certa para começar, já que cada pele tem uma característica própria e o uso contínuo não altera a expressão facial. O fator determinante para investir na prevenção do envelhecimento com toxina botulínica A é a tendência genética de desenvolver rugas mais ou menos acentuadas.

Contudo, a médica aconselha que, “além da aplicação, o cuidado com a pele seja constante e desde cedo com o uso de hidratante e filtro solar diariamente, além de manter sempre em dia a consulta com seu médico especialista”. Com duração de 3 a 4 meses, a substância é contraindicada para grávidas, lactantes e pessoas com doenças neuromusculares.

Fonte: Ada Trindade é graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e possui título de especialista obtido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Técnica de reparo do DNA é esperança para tratar câncer de pele e outras doenças

Técnica de edição CRISPR-Cas9, que seria uma espécie de reparo do DNA, é apresentada no Congresso Anual do AAD como a principal aposta da medicina moderna para correção de erros genéticos, cura de câncer de pele e de doenças crônicas como psoríase, vitiligo, lúpus e dermatites

Pesquisas mundiais com novas tecnologias para “edição do genoma” conferem um novo fôlego ao tratamento do câncer de pele e de doenças crônicas de pele, como psoríase, vitiligo, lúpus, entre outras.

“O Congresso Anual do AAD, realizados nos Estados Unidos, mostrou que estamos muito próximos de ‘tratar o DNA’. Por meio da técnica de edição CRISPR-Cas9, há uma esperança em retirar as sequências defeituosas do DNA, fazendo uma espécie de reparo, que seria um importante avanço no tratamento dermatológico de doenças crônicas de pele”, afirma a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. O estudo foi apresentado por Jennifer A. Doudna, PhD, professora de química, molecular e biologia celular na Universidade da Califórnia. A especialista tem um extenso trabalho de pesquisa de câncer.

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De acordo com a dermatologista, o CRISPR é uma sigla em inglês para “grupos de repetições palindrômicas curtas regularmente espaçadas”. “Trata-se de um mecanismo natural do qual as bactérias se protegem de infecções virais. Ele incorpora uma cópia do DNA estranho e cria um registro de todos que tentam invadi-la. Cada vez que um novo micro-organismo intruso é identificado, a bactéria recorre a esse registro e usa isso para destruí-lo”, explica.

Nos últimos anos, houve uma tentativa de adaptação do mecanismo para a edição do genoma humano, o que traria um potencial de curar doenças e aperfeiçoar organismos. “Isso é possível por meio da ‘imunidade adaptativa’, com ação semelhante à das bactérias.”

Além das configurações clínicas, a ferramenta CRISPR abre as portas para outras aplicações. “Atualmente, ela está sendo usada em ensaios em animais para fornecer benefícios para a saúde humana, especificamente em fazer órgãos de crianças doadoras apropriados para adultos, e mudança de DNA na edição germinal de células de vida para transmitir às gerações futuras. Embora esta aplicação possa ter impactos significativos no tratamento de doenças crônicas, ela enfrenta um desafio com relação às questões éticas”, explica.

Entenda algumas doenças de pele

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Psoríase – doença autoimune, não transmissível e que causa lesão na pele com descamações e vermelhidão. Estima-se que cerca de 2% da população mundial sofra com a doença. “A psoríase é uma inflamação — onde os anticorpos começam a bombardear (agredir) os queratinócitos (célula produtora de queratina – proteína morta que reveste e forma o estrato córneo). Em resposta a essa agressão, os queratinócitos começam a se proliferar, multiplicando-se de maneira muito mais rápida e não ocorre o processo natural de descamação, por isso existe a formação das crostas”, explica a dermatologista. Então, acontece inicialmente a lesão inflamatória, pela dilatação dos vasos sanguíneos levando a uma mácula, uma mancha vermelha. “Existe o processo inflamatório, que leva à formação das crostas, que na verdade são escamas prateadas. E posteriormente, ainda em uma fase mais importante, há o orvalho sangrento que ocorre com a remoção das crostas, as escamas, e ocorre um processo de micropontos de sangramento no local”, comenta. Segundo a médica, não há cura, e sim controle das manifestações clínicas. As opções terapêuticas são variadas, dependendo do grau da doença, podendo ser só local com hidratação, uso de corticoides, biológicos injetáveis, medicações via oral, fototerapia, terapia sistêmica convencional ou terapia biológica.

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Vitiligo – doença caracterizada pela perda da coloração da pele. “As lesões formam-se devido à diminuição ou à ausência de melanócitos (células responsáveis pela formação da melanina, pigmento que dá cor à pele) nos locais afetados. As causas da doença ainda não estão claramente estabelecidas, mas fenômenos autoimunes parecem estar associados ao vitiligo”, afirma a médica. O tratamento tem por objetivo estabilizar o quadro, freando o aumento das lesões, e também a repigmentação da pele. “Existem medicamentos que induzem à repigmentação das regiões afetadas como tacrolimus derivados de vitamina D e corticosteroides.”

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MedicineNet

Lúpus – doença crônica potencialmente grave que atinge qualquer parte do corpo, no momento em que o sistema imunológico começa a ver as células do próprio corpo como inimigas. Uma vez que qualquer órgão ou tecido pode ser afetado, os sintomas são inúmeros e os mais comuns são manchas avermelhadas na face, orelhas, decote e braços, e até queda de cabelo.

Fonte: Thais Pepe é Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Dermatologista ensina cinco práticas para cuidar da pele no outono

Tomar água, usar hidratantes e protetores solares são algumas das recomendações para manter a pele saudável nessa estação do ano

A pele é um dos órgãos mais sensíveis às intempéries climáticas e durante o outono ela sofre ainda mais com as alterações bruscas de temperatura, calor e frio, além do tempo seco. Por isso, nessa época, a pele merece cuidados especiais para mantê-la bonita e saudável.

Para a dermatologista do Hospital Santa Cruz (HSC), Cassiana Tami Konishi Okada, no tempo frio é comum a pele ficar desidratada e com aspecto esbranquiçado. “Deixar a pele sem cuidado, pode provocar complicações, como doenças e alergias. E sob a exposição solar, mesmo nas temperaturas mais amenas como a do outono, é importante manter a proteção contra os raios solares ultravioletas”, afirma.

Para evitar estes e outros problemas, a dermatologista do HCS recomenda cinco práticas, simples e essenciais, para auxiliar a manter o bem-estar da pele na mais instável das estações.

1) Hidratação Interna

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Nesse período, o ar seco rouba a umidade dos olhos, das vias respiratórias e também da pele. A ingestão de água é fundamental e é a melhor prática para manter a pele hidratada e evitar o ressecamento. Recomenda-se beber no mínimo dois litros de água ao dia. Carregue sempre que possível uma garrafinha no carro, no trabalho, em casa, tomando pequenas quantidades do líquido, com disciplina e frequência.

2) Hidratação externa

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Outra forma de hidratar a pele é por meio do uso de cremes e loções hidratantes. Existem diferentes tipos de produtos para cada região do corpo. Para as mãos, por exemplo, os hidratantes precisam ser mais resistentes às lavagens e ter uma absorção rápida para que não atrapalhe a rotina das atividades diárias. Para os pés, devem ser mais potentes, o suficiente para que haja uma absorção adequada pela pele espessa da região, e não muito oleoso, para evitar desconforto ao utilizar os calçados. Os hidratantes labiais, especialmente, não precisam ter gosto e brilho. Devem ser aplicados diariamente, de preferência, após o banho, quando a pele úmida facilita sua absorção.

3) Banho

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O banho quente e prolongado, assim como o uso de bucha ou esponja áspera, resseca a pele e deve ser evitado. O ideal é usar água morna no banho com duração de até dez minutos, utilizando sabonetes neutros. É bom lembrar que com a diminuição das chuvas o ar fica mais poluído, principalmente nas cidades, e as partículas suspensas impregnam mais na pele, desencadeando um estresse oxidativo, produzindo radicais livres que, por sua vez, induzem ao envelhecimento. Assim, o banho diário para a higienização é fundamental para manter a pele saudável.

4) Proteção Solar

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Além da higiene e hidratação adequadas, a proteção solar é fundamental também no outono. Atualmente, até para facilitar o dia a dia das pessoas, existem opções de cremes multifuncionais que agregam num mesmo produto hidratante, protetor solar e ativos que combatem o envelhecimento. O recomendável é a utilização de protetores solares a cada três horas nas áreas expostas. O fator protetor vai depender de cada pele e recomenda-se procurar um especialista para orientação adequada.

5) Lavar o Rosto

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Uma prática importante não só no outono, mas nas outras estações também, é lavar o rosto antes de dormir. A pele fica exposta a grande quantidade de impurezas durante o dia e precisa de uma limpeza profunda. Recomenda-se usar água fria ou morna em abundância. Outra prática indicada é hidratar o rosto antes de se deitar. Mas, atenção para o excesso de creme. Ele deve ser específico para cada tipo de pele e não muito oleoso.

Fonte: Hospital Santa Cruz

Perfume é a segunda maior causa de dermatites de contato

A dermatologista Valéria Marcondes explica por que alguns produtos causam reações alérgicas e o que fazer nesses casos

Perfumes são produtos que fazem parte do dia-a-dia de qualquer pessoa, chegando a ser parte da identidade de cada um. Porém, segundo estudos, a fragrância presente nestes produtos é uma das principais causas de alergias na pele, conhecidas como dermatites de contato.

“Dermatites de contato são reações alérgicas e inflamatórias da pele causadas pela exposição do paciente a algum princípio ativo ou substância a qual ele tem sensibilidade. Apesar de não serem contagiosas, as dermatites podem atingir o corpo todo, causando irritação, vermelhidão e descamação na pele”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Segundo a especialista, para se definir o causador da alergia, pode-se realizar um teste de contato, onde os componentes do perfume são individualizados e aplicados na pele. Após isso, espera-se 48 horas e é medido o nível de vermelhidão, descamação e irritação que esses componentes causaram na local de aplicação. Porém, mesmo com este teste, é muito difícil definir o que exatamente causa a irritação, devido a complexa mistura de ingredientes sintéticos e naturais contidos nos perfumes.

frascos de perfume

“Para se ter uma ideia, o perfume possui cerca de 14 ingredientes químicos em sua fórmula. Por isso, muitas vezes, é difícil de individualizar qual é componente ao qual o paciente tem alergia. As dermatites podem ocorrer devido a qualquer um dos componentes presentes nestes produtos, desde conservantes, como os formaldeídos e acetaldeídos, até fragrâncias, como o linalol e o limoneno”, afirma Valéria.

Por isso, é importante adotar alguns cuidados para evitar o surgimento das dermatites. Por exemplo, o ideal é nunca passar o perfume diretamente na pele, mas sim por cima da roupa, sempre lavando as mãos após a aplicação. “Optar por produtos mais naturais e menos sintéticos também é uma boa medida. Para quem já sabe que possui alergia às fragrâncias, recomendo procurar perfumes hipoalergênicos”, destaca a dermatologista.

A médica ainda alerta sobre a importância de atentar-se para os rótulos de produtos cosméticos tópicos, que também podem conter fragrâncias que causam dermatite. O recomendado é sempre preferir produtos livres de fragrâncias ou sem perfume.

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“Para prevenir o aparecimento de irritações, você também pode fazer um teste de contato em casa. Para isso, aplique uma pequena quantidade do produto em uma parte do braço e então aguarde para conferir se o produto não lhe causa nenhuma irritação”, recomenda a médica, acrescentando: “Caso ocorra alguma reação alérgica, procure um dermatologista para receber orientações médicas.”

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Álcool em excesso pode causar o envelhecimento precoce da pele

No Carnaval é comum o consumo de bebidas alcoólicas em um curto espaço de tempo. Mas engana-se quem pensa que no dia seguinte só a ressaca e dores de cabeça são sinais dos efeitos do álcool: a pele também sofre. O álcool em excesso não apenas piora a qualidade da pele, como pode acelerar o processo de envelhecimento cutâneo.

“Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Por isso, após exagerar na bebida, acordamos com a pele seca e sem brilho. Além disso, estudos comprovam que pessoas que bebem muito tendem a envelhecer até duas vezes mais rápido do que aquelas que não bebem. “O álcool estimula a produção de radicais livres, que em contato com as células danificam a sua estrutura, causando envelhecimento precoce e flacidez”, alerta a especialista.

É muito comum também que as pessoas fiquem com a pele avermelhada após beberem. Segundo a dermatologista, isso ocorre porque o álcool é um agente vasodilatador, o que provoca alterações nas células da pele levando a uma série de complicações como rosácea e o aumento da oleosidade na face.

“Os cabelos e as unhas também sentem os efeitos do álcool. Nos cabelos, o álcool pode agravar a dermatite seborreica, aumentando a incidência de caspa. Nas unhas, ocorre o enfraquecimento com o possível surgimento de manchas brancas”, afirma Thais.

Além disso, novos estudos apontam o consumo de álcool como um fator de predisposição para o câncer de pele não melanoma. “O consumo de álcool envolve um aumento no risco de queimaduras solares. Também, o acetaldeído, substância responsável pela ressaca produzida pela metabolização do etanol no organismo, pode interferir na síntese e reparação do DNA. Porém, a relação entre o consumo de álcool e o risco de câncer de pele não melanoma ainda não é conclusiva”, explica a especialista.

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De acordo com a médica, quanto mais elevado o teor de bebida alcoólica, mais difícil a recuperação da pele ou mais intenso o dano causado. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados para diminuir os malefícios do álcool na pele. Por exemplo borrifar água e utilizar cremes hidratantes no rosto são ótimas medidas para uma recuperação rápida do tecido. Consumir alimentos leves também é uma boa medida para diminuir os efeitos do álcool, não só na pele como em todo organismo, pois ingerir alimentos de fácil digestão faz com que o corpo elimine o álcool com maior rapidez. Além disso, uma alimentação saudável melhora a qualidade da pele.

“Porém, o mais importante é manter-se hidratado a todo momento, não apenas após beber, mas enquanto bebe também. Junto ao álcool tome água ou água de coco. A água de coco possui açúcares, aminoácidos essenciais, fatores de crescimento celular e substâncias hidratantes que alimentam a pele e resgatam a água perdida, deixando-a com uma aparência melhor”, finaliza a médica.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Carnaval: guache, glitter, maquiagem e spray no cabelo podem ser usados?

Todo o brilho do carnaval requer alguns cuidados. E para aproveitar os dias de folia sem reações alérgicas, a dermatologista Valéria Marcondes explica como fugir dos problemas

Carnaval combina com fantasias, brilhos, tintas, sprays, lantejoulas, glitters e purpurinas. Tudo muito colorido. Mas alguns dos adereços que ficam em contato com a pele podem causar reações alérgicas. Por esse motivo, a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD), explica os principais cuidados com maquiagens e adereços usados para compor ou incrementar as fantasias dos foliões.

“O risco mais comum é o de reação alérgica e os sintomas não são necessariamente imediatos. O inchaço e vermelhidão podem aparecer até 24 horas depois da exposição ao produto”, explica a dermatologista. Saiba mais sobre os riscos:

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Tinta no cabelo –  sprays de tinta de cabelo devem ser usados com cuidado. “Eles contam com pigmentos temporários e de fácil remoção, mas apesar disso podem causar reação alérgica”, diz a médica. “O recomendado é fazer um teste antes de usar, passando um pouco do produto na região anterior ao antebraço. Além disso, logo após a folia, lave bem o couro cabeludo e os fios”, orienta a dermatologista. Caso a tinta não seja bem removida, ela pode ressecar o couro cabeludo e causar descamação. “Pessoas com tendência à dermatite seborreica devem evitar a tinta em spray no cabelo”, conta.

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Tinta guache – algumas substâncias não são próprias para a pele e podem causar alergia. Por isso, Valéria orienta a evitar tinta guache e pincéis atômicos – como as canetas usadas para quadro branco -, já que não são próprios para a pele. “Se a tinta for imprópria para ser usada na pele, há o risco de um quadro alérgico que, além de dermatite, pode prejudicar até mesmo a parte respiratória da pessoa”, afirma. Pessoas que já possuem alergia a um determinado tipo de substância devem verificar o rótulo do produto antes de utilizá-lo, evitando assim as reações alérgicas mais graves. “Opte por maquiagens aprovadas dermatologicamente e que estejam, principalmente, dentro da validade”, diz. O uso do demaquilante e sabonete de limpeza é obrigatório ao final do dia, para retirar os resquícios de maquiagem e tintas próprias para a pele.

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Glitter –  pode ser aplicado em todo o rosto e corpo, mas dê preferência aos específicos de maquiagem, que são feitos de plástico não-tóxico. “A cor deles não irrita e não mancha a pele e esse glitter cosmético é mais fino”, conta a especialista. Mas é necessário ter cautela ao aplicar na região dos olhos: “Evite aplicar muito próximo aos olhos, pois são mais sensíveis e para que não grudem nos cílios, evitando pequenas lesões nas córneas e conjuntivite”, afirma. Outro cuidado é com relação a como colar o produto: “Use maquiagem, como corretivos e sombras cremosas, como cola para glitter, esse é o segredo para não irritar a pele.” Áreas com feridas ou irritadas também não deve receber o glitter, pois há risco de contaminação e piora da lesão. Ao final do dia, é necessário usar um removedor de maquiagem à base de óleo específico para a região dos olhos, e limpar de dentro para fora, para diminuir o risco de cair no seu olho. “Use um disco limpo de algodão a cada passada, até que o brilho tenha sido removido”, sugere.

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Purpurina e lantejoulas –  também fazem parte da composição das fantasias carnavalescas, mas segundo a médica, quando compramos esses enfeites, deixamos guardados por muito tempo, não observando a validade do produto quando se vai usar novamente. “Por isso, fique atenta a esse fato para não sofrer com alergias”, afirma.

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Adesivos –  nesse período, muita gente experimenta novos produtos no rosto e, para evitar o problema, procure por adesivos e tintas que são específicos para a face ou teste o produto em um pequeno espaço de pele com antecedência.

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Neves artificiais – outro cuidado importante, que não é aplicado na pele, mas pode ter contato com ela, é com relação às neves artificiais. “Seu uso requer cuidados, devido às substâncias que, em contato com a pele, podem causar reações alérgicas e urticárias, e irritações nos olhos e garganta. As crianças são as mais propensas a desenvolver esse tipo de reação, pois brincam com a espuma e levam as mãos no rosto. Antes de comprar, sempre cheque se o produto possui liberação da Anvisa para ser comercializado”, recomenda. As espumas não devem ser inaladas, ingeridas nem expostas a calor excessivo (mais de 50º C). “Também se deve evitar o contato do produto com os olhos e mucosas. Em caso de ingestão, não provoque vômito e procure imediatamente um centro de intoxicações mais próximo ou o médico, levando o rótulo do produto”, diz a médica.

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Escolha das maquiagens – para a dermatologista, justamente por causa do suor, as makes à prova d’água são as mais indicadas. “Elas evitam que a maquiagem escorra e atinja os olhos ou irrite as regiões do pescoço e nuca. Além disso, a textura oil-free também é uma ótima alternativa, já que confere mais aderência à pele e evita o brilho extra”, explica. Após a limpeza da pele para retirar a maquiagem, hidratantes com ativos calmantes e água termal podem ser usados.

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Preparação da pele – Carnaval é folia, mas é necessário ter cuidados. O filtro solar é o item mais importante – e ele pode ser de toque seco, para controlar a oleosidade excessiva, e ainda ter cor de base. “Procure limpar a pele com solução micelar, que não desidrata, antes de começar a se maquiar. Após esse passo, você pode aplicar um primer, que ajuda o make a aderir melhor à pele. Por fim, o filtro deve ter no mínimo FPS 30 para evitar os danos provocados pelas radiações solar”, explica.

Por fim, a dermatologista lembra que, se o paciente notar irritação na pele, urticária (vergões vermelhos) ou qualquer anormalidade, deve procurar imediatamente o médico. “A gravidade das reações varia de pessoa para pessoa, mas é necessário a consulta médica para que o tratamento seja rápido e evite complicações”, finaliza.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista e tem uma clínica de dermatologia com seu nome. É membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Busca por corpo “perfeito” no verão exige cautela

Dermatologista aponta os principais cuidados que devem ser tomados na realização de procedimentos estéticos

Com a chegada do verão é comum que as pessoas busquem ainda mais por tratamentos estéticos que proporcionem bem-estar, autoestima e até mesmo a melhora nas condições de saúde, mas essa busca incessável pela estética exige alguns cuidados. Pensando nisso, os pilares da cosmiatria tornam-se essenciais para assegurar a realização destes procedimentos.

A cosmiatria foi um neologismo criado quando a especialidade da dermatologia começou a realizar procedimentos estéticos. “Para nós, dermatologistas, a cosmiatria envolve os tratamentos e procedimentos estéticos realizados com seriedade, ética e rigor científico” afirma Sabrina Talarico, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A dúvida de muitas pessoas, no entanto, é sobre a escolha do profissional que deve aplicar as técnicas estéticas. De acordo com a dermatologista, existem esteticistas competentes e que até mesmo atuam em parceria com os médicos, trazendo a multidisciplinaridade para a área, porém esses profissionais são capacitados para aplicarem técnicas específicas e não invasivas. Tratamentos invasivos e diagnósticos devem ser sempre realizados pelo médico dermatologista.

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Alguns desses tratamentos, quando não supervisionados por um profissional da área dermatológica, podem trazer complicações para a saúde. “Não é raro vermos erros diagnósticos, por exemplo, realização de peelings e clareamentos em uma ‘mancha’ que na realidade é um câncer de pele” relata a médica.

O fato do dermatologista ser indicado para a realização desses tratamentos, se deve ao cuidado com a saúde da pele, que muitas vezes pode apresentar patologias que são desconhecidas pelo esteticista ou fisioterapeuta. A recomendação de Sabrina é que a pessoa frequente regularmente o dermatologista a fim de realizar exames preventivos, um pequeno sinal manifestado pela pele, muitas vezes pode oferecer risco à saúde.

Entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por esteticistas, estão: limpeza de pele facial, drenagem linfática, massagem modeladora, massagem relaxante, hidratação facial e corporal. Já entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por Dermatologistas, estão: toxina botulínica, preenchimento, peelings, laser para rejuvenescimento, tratamentos para manchas (laser/clareadores peelings), criolipólise para gordura localizada, depilação a laser, laser para vasinhos e laser vaginal.

Como ainda não existe um órgão regulador para a realização de procedimentos estéticos, é fundamental que a pessoa opte por um profissional com qualificações adequadas, como por exemplo, saber se o Dermatologista é credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para que seu corpo esteja em dia, a saúde é um fator primordial e não deve ser esquecido. Cuide-se!

Fonte: Sabrina Talarico é graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2004. Seguiu a Residência de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2005 e posteriormente a Residência de Dermatologia do Hospital Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no período de 2006-2008. Desempenha função de médica colaboradora na Unidade de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, como preceptora dos residentes do Departamento de Dermatologia no Setor de Dermatologia.