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Perfume é a segunda maior causa de dermatites de contato

A dermatologista Valéria Marcondes explica por que alguns produtos causam reações alérgicas e o que fazer nesses casos

Perfumes são produtos que fazem parte do dia-a-dia de qualquer pessoa, chegando a ser parte da identidade de cada um. Porém, segundo estudos, a fragrância presente nestes produtos é uma das principais causas de alergias na pele, conhecidas como dermatites de contato.

“Dermatites de contato são reações alérgicas e inflamatórias da pele causadas pela exposição do paciente a algum princípio ativo ou substância a qual ele tem sensibilidade. Apesar de não serem contagiosas, as dermatites podem atingir o corpo todo, causando irritação, vermelhidão e descamação na pele”, explica a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD).

Segundo a especialista, para se definir o causador da alergia, pode-se realizar um teste de contato, onde os componentes do perfume são individualizados e aplicados na pele. Após isso, espera-se 48 horas e é medido o nível de vermelhidão, descamação e irritação que esses componentes causaram na local de aplicação. Porém, mesmo com este teste, é muito difícil definir o que exatamente causa a irritação, devido a complexa mistura de ingredientes sintéticos e naturais contidos nos perfumes.

frascos de perfume

“Para se ter uma ideia, o perfume possui cerca de 14 ingredientes químicos em sua fórmula. Por isso, muitas vezes, é difícil de individualizar qual é componente ao qual o paciente tem alergia. As dermatites podem ocorrer devido a qualquer um dos componentes presentes nestes produtos, desde conservantes, como os formaldeídos e acetaldeídos, até fragrâncias, como o linalol e o limoneno”, afirma Valéria.

Por isso, é importante adotar alguns cuidados para evitar o surgimento das dermatites. Por exemplo, o ideal é nunca passar o perfume diretamente na pele, mas sim por cima da roupa, sempre lavando as mãos após a aplicação. “Optar por produtos mais naturais e menos sintéticos também é uma boa medida. Para quem já sabe que possui alergia às fragrâncias, recomendo procurar perfumes hipoalergênicos”, destaca a dermatologista.

A médica ainda alerta sobre a importância de atentar-se para os rótulos de produtos cosméticos tópicos, que também podem conter fragrâncias que causam dermatite. O recomendado é sempre preferir produtos livres de fragrâncias ou sem perfume.

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“Para prevenir o aparecimento de irritações, você também pode fazer um teste de contato em casa. Para isso, aplique uma pequena quantidade do produto em uma parte do braço e então aguarde para conferir se o produto não lhe causa nenhuma irritação”, recomenda a médica, acrescentando: “Caso ocorra alguma reação alérgica, procure um dermatologista para receber orientações médicas.”

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

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Álcool em excesso pode causar o envelhecimento precoce da pele

No Carnaval é comum o consumo de bebidas alcoólicas em um curto espaço de tempo. Mas engana-se quem pensa que no dia seguinte só a ressaca e dores de cabeça são sinais dos efeitos do álcool: a pele também sofre. O álcool em excesso não apenas piora a qualidade da pele, como pode acelerar o processo de envelhecimento cutâneo.

“Quem ingere álcool em excesso, sente muita sede, principalmente no dia seguinte. Isso acontece porque o organismo precisa de água para metabolizar o álcool. No entanto, se não houver água suficiente, o organismo busca nos tecidos periféricos a água para realizar o seu trabalho. E esse é o grande problema, pois a perda d’água afeta a pele, diminuindo o viço e colaborando para o ressecamento e a descamação”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Por isso, após exagerar na bebida, acordamos com a pele seca e sem brilho. Além disso, estudos comprovam que pessoas que bebem muito tendem a envelhecer até duas vezes mais rápido do que aquelas que não bebem. “O álcool estimula a produção de radicais livres, que em contato com as células danificam a sua estrutura, causando envelhecimento precoce e flacidez”, alerta a especialista.

É muito comum também que as pessoas fiquem com a pele avermelhada após beberem. Segundo a dermatologista, isso ocorre porque o álcool é um agente vasodilatador, o que provoca alterações nas células da pele levando a uma série de complicações como rosácea e o aumento da oleosidade na face.

“Os cabelos e as unhas também sentem os efeitos do álcool. Nos cabelos, o álcool pode agravar a dermatite seborreica, aumentando a incidência de caspa. Nas unhas, ocorre o enfraquecimento com o possível surgimento de manchas brancas”, afirma Thais.

Além disso, novos estudos apontam o consumo de álcool como um fator de predisposição para o câncer de pele não melanoma. “O consumo de álcool envolve um aumento no risco de queimaduras solares. Também, o acetaldeído, substância responsável pela ressaca produzida pela metabolização do etanol no organismo, pode interferir na síntese e reparação do DNA. Porém, a relação entre o consumo de álcool e o risco de câncer de pele não melanoma ainda não é conclusiva”, explica a especialista.

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Foto: iStock

De acordo com a médica, quanto mais elevado o teor de bebida alcoólica, mais difícil a recuperação da pele ou mais intenso o dano causado. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados para diminuir os malefícios do álcool na pele. Por exemplo borrifar água e utilizar cremes hidratantes no rosto são ótimas medidas para uma recuperação rápida do tecido. Consumir alimentos leves também é uma boa medida para diminuir os efeitos do álcool, não só na pele como em todo organismo, pois ingerir alimentos de fácil digestão faz com que o corpo elimine o álcool com maior rapidez. Além disso, uma alimentação saudável melhora a qualidade da pele.

“Porém, o mais importante é manter-se hidratado a todo momento, não apenas após beber, mas enquanto bebe também. Junto ao álcool tome água ou água de coco. A água de coco possui açúcares, aminoácidos essenciais, fatores de crescimento celular e substâncias hidratantes que alimentam a pele e resgatam a água perdida, deixando-a com uma aparência melhor”, finaliza a médica.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia

Carnaval: guache, glitter, maquiagem e spray no cabelo podem ser usados?

Todo o brilho do carnaval requer alguns cuidados. E para aproveitar os dias de folia sem reações alérgicas, a dermatologista Valéria Marcondes explica como fugir dos problemas

Carnaval combina com fantasias, brilhos, tintas, sprays, lantejoulas, glitters e purpurinas. Tudo muito colorido. Mas alguns dos adereços que ficam em contato com a pele podem causar reações alérgicas. Por esse motivo, a dermatologista Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Academy of Dermatology (AAD), explica os principais cuidados com maquiagens e adereços usados para compor ou incrementar as fantasias dos foliões.

“O risco mais comum é o de reação alérgica e os sintomas não são necessariamente imediatos. O inchaço e vermelhidão podem aparecer até 24 horas depois da exposição ao produto”, explica a dermatologista. Saiba mais sobre os riscos:

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Tinta no cabelo –  sprays de tinta de cabelo devem ser usados com cuidado. “Eles contam com pigmentos temporários e de fácil remoção, mas apesar disso podem causar reação alérgica”, diz a médica. “O recomendado é fazer um teste antes de usar, passando um pouco do produto na região anterior ao antebraço. Além disso, logo após a folia, lave bem o couro cabeludo e os fios”, orienta a dermatologista. Caso a tinta não seja bem removida, ela pode ressecar o couro cabeludo e causar descamação. “Pessoas com tendência à dermatite seborreica devem evitar a tinta em spray no cabelo”, conta.

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Tinta guache – algumas substâncias não são próprias para a pele e podem causar alergia. Por isso, Valéria orienta a evitar tinta guache e pincéis atômicos – como as canetas usadas para quadro branco -, já que não são próprios para a pele. “Se a tinta for imprópria para ser usada na pele, há o risco de um quadro alérgico que, além de dermatite, pode prejudicar até mesmo a parte respiratória da pessoa”, afirma. Pessoas que já possuem alergia a um determinado tipo de substância devem verificar o rótulo do produto antes de utilizá-lo, evitando assim as reações alérgicas mais graves. “Opte por maquiagens aprovadas dermatologicamente e que estejam, principalmente, dentro da validade”, diz. O uso do demaquilante e sabonete de limpeza é obrigatório ao final do dia, para retirar os resquícios de maquiagem e tintas próprias para a pele.

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Glitter –  pode ser aplicado em todo o rosto e corpo, mas dê preferência aos específicos de maquiagem, que são feitos de plástico não-tóxico. “A cor deles não irrita e não mancha a pele e esse glitter cosmético é mais fino”, conta a especialista. Mas é necessário ter cautela ao aplicar na região dos olhos: “Evite aplicar muito próximo aos olhos, pois são mais sensíveis e para que não grudem nos cílios, evitando pequenas lesões nas córneas e conjuntivite”, afirma. Outro cuidado é com relação a como colar o produto: “Use maquiagem, como corretivos e sombras cremosas, como cola para glitter, esse é o segredo para não irritar a pele.” Áreas com feridas ou irritadas também não deve receber o glitter, pois há risco de contaminação e piora da lesão. Ao final do dia, é necessário usar um removedor de maquiagem à base de óleo específico para a região dos olhos, e limpar de dentro para fora, para diminuir o risco de cair no seu olho. “Use um disco limpo de algodão a cada passada, até que o brilho tenha sido removido”, sugere.

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Purpurina e lantejoulas –  também fazem parte da composição das fantasias carnavalescas, mas segundo a médica, quando compramos esses enfeites, deixamos guardados por muito tempo, não observando a validade do produto quando se vai usar novamente. “Por isso, fique atenta a esse fato para não sofrer com alergias”, afirma.

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Adesivos –  nesse período, muita gente experimenta novos produtos no rosto e, para evitar o problema, procure por adesivos e tintas que são específicos para a face ou teste o produto em um pequeno espaço de pele com antecedência.

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Neves artificiais – outro cuidado importante, que não é aplicado na pele, mas pode ter contato com ela, é com relação às neves artificiais. “Seu uso requer cuidados, devido às substâncias que, em contato com a pele, podem causar reações alérgicas e urticárias, e irritações nos olhos e garganta. As crianças são as mais propensas a desenvolver esse tipo de reação, pois brincam com a espuma e levam as mãos no rosto. Antes de comprar, sempre cheque se o produto possui liberação da Anvisa para ser comercializado”, recomenda. As espumas não devem ser inaladas, ingeridas nem expostas a calor excessivo (mais de 50º C). “Também se deve evitar o contato do produto com os olhos e mucosas. Em caso de ingestão, não provoque vômito e procure imediatamente um centro de intoxicações mais próximo ou o médico, levando o rótulo do produto”, diz a médica.

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Escolha das maquiagens – para a dermatologista, justamente por causa do suor, as makes à prova d’água são as mais indicadas. “Elas evitam que a maquiagem escorra e atinja os olhos ou irrite as regiões do pescoço e nuca. Além disso, a textura oil-free também é uma ótima alternativa, já que confere mais aderência à pele e evita o brilho extra”, explica. Após a limpeza da pele para retirar a maquiagem, hidratantes com ativos calmantes e água termal podem ser usados.

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Preparação da pele – Carnaval é folia, mas é necessário ter cuidados. O filtro solar é o item mais importante – e ele pode ser de toque seco, para controlar a oleosidade excessiva, e ainda ter cor de base. “Procure limpar a pele com solução micelar, que não desidrata, antes de começar a se maquiar. Após esse passo, você pode aplicar um primer, que ajuda o make a aderir melhor à pele. Por fim, o filtro deve ter no mínimo FPS 30 para evitar os danos provocados pelas radiações solar”, explica.

Por fim, a dermatologista lembra que, se o paciente notar irritação na pele, urticária (vergões vermelhos) ou qualquer anormalidade, deve procurar imediatamente o médico. “A gravidade das reações varia de pessoa para pessoa, mas é necessário a consulta médica para que o tratamento seja rápido e evite complicações”, finaliza.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista e tem uma clínica de dermatologia com seu nome. É membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

Busca por corpo “perfeito” no verão exige cautela

Dermatologista aponta os principais cuidados que devem ser tomados na realização de procedimentos estéticos

Com a chegada do verão é comum que as pessoas busquem ainda mais por tratamentos estéticos que proporcionem bem-estar, autoestima e até mesmo a melhora nas condições de saúde, mas essa busca incessável pela estética exige alguns cuidados. Pensando nisso, os pilares da cosmiatria tornam-se essenciais para assegurar a realização destes procedimentos.

A cosmiatria foi um neologismo criado quando a especialidade da dermatologia começou a realizar procedimentos estéticos. “Para nós, dermatologistas, a cosmiatria envolve os tratamentos e procedimentos estéticos realizados com seriedade, ética e rigor científico” afirma Sabrina Talarico, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A dúvida de muitas pessoas, no entanto, é sobre a escolha do profissional que deve aplicar as técnicas estéticas. De acordo com a dermatologista, existem esteticistas competentes e que até mesmo atuam em parceria com os médicos, trazendo a multidisciplinaridade para a área, porém esses profissionais são capacitados para aplicarem técnicas específicas e não invasivas. Tratamentos invasivos e diagnósticos devem ser sempre realizados pelo médico dermatologista.

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Alguns desses tratamentos, quando não supervisionados por um profissional da área dermatológica, podem trazer complicações para a saúde. “Não é raro vermos erros diagnósticos, por exemplo, realização de peelings e clareamentos em uma ‘mancha’ que na realidade é um câncer de pele” relata a médica.

O fato do dermatologista ser indicado para a realização desses tratamentos, se deve ao cuidado com a saúde da pele, que muitas vezes pode apresentar patologias que são desconhecidas pelo esteticista ou fisioterapeuta. A recomendação de Sabrina é que a pessoa frequente regularmente o dermatologista a fim de realizar exames preventivos, um pequeno sinal manifestado pela pele, muitas vezes pode oferecer risco à saúde.

Entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por esteticistas, estão: limpeza de pele facial, drenagem linfática, massagem modeladora, massagem relaxante, hidratação facial e corporal. Já entre os procedimentos estéticos mais procurados e aplicados por Dermatologistas, estão: toxina botulínica, preenchimento, peelings, laser para rejuvenescimento, tratamentos para manchas (laser/clareadores peelings), criolipólise para gordura localizada, depilação a laser, laser para vasinhos e laser vaginal.

Como ainda não existe um órgão regulador para a realização de procedimentos estéticos, é fundamental que a pessoa opte por um profissional com qualificações adequadas, como por exemplo, saber se o Dermatologista é credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Para que seu corpo esteja em dia, a saúde é um fator primordial e não deve ser esquecido. Cuide-se!

Fonte: Sabrina Talarico é graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2004. Seguiu a Residência de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro no ano de 2005 e posteriormente a Residência de Dermatologia do Hospital Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no período de 2006-2008. Desempenha função de médica colaboradora na Unidade de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia do Departamento de Dermatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, como preceptora dos residentes do Departamento de Dermatologia no Setor de Dermatologia.

Dezembro Laranja: um alerta contra o câncer de pele

Entenda melhor as variações da doença e os principais sintomas para detectar o problema

Com a chegada do verão, aumenta a necessidade de falar sobre a importância de se proteger dos riscos da exposição solar. A radiação ultravioleta, proveniente da exposição solar excessiva e do uso de câmeras de bronzeamento artificial, é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele.

A campanha do Dezembro Laranja, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), pretende levantar um movimento de conscientização para alertar a população sobre o problema. Segundo a associação, a doença responde por 33% de todos os casos de câncer no Brasil.

O câncer de pele caracteriza-se por uma proliferação celular anormal e descontrolada, que apresenta diferentes variações: carcinoma basocelular (CBC) – que acomete as células da camada mais profunda da epiderme –, carcinoma espinocelular (CEC) – que se manifesta nas camadas mais superiores da pele – e melanoma – que tem origem nas células produtoras de melanina.

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“Os tipos mais comuns são o CBC e o CEC, sendo que o primeiro responde por 70-75% dos casos e o segundo por 15-20% dos casos. A incidência de ambos se deve sobretudo à exposição crônica aos raios solares e, portanto, acometem as partes mais expostas do corpo – como face, orelhas, couro cabeludo, pescoço, ombros e dorso”, explica a dermatologista da Cia. da Consulta Amanda Vieira.

A médica comenta que o CBC possui baixa letalidade e menor probabilidade de se espalhar para outros pontos do corpo, enquanto o CEC pode fazer com que as células migrem mais facilmente e existe maior risco da doença atingir outras regiões.

“O melanoma é o menos frequente, mas o tipo de câncer de pele de pior prognóstico e com o maior índice de mortalidade. Geralmente se inicia como uma pinta, acastanhada ou enegrecida, que pode mudar o tamanho, a cor e o formato, às vezes causa sangramento”, alerta Amanda.

Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maiores serão as chances de cura. Alguns indícios que merecem atenção e podem ser sintomas da doença:

• Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
• Uma pinta preta ou castanha, que muda sua cor ou textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
• Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Indivíduos com histórico da doença na família ou com presença de grande número de pintas no corpo devem ter cuidado redobrado, pois possuem maior probabilidade de desenvolver o câncer de pele. Ela ainda explica que alguns casos podem estar associados a cicatrizes crônicas, além de exposição ao tabagismo e radiação.

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É importante lembrar que somente um dermatologista é capaz de fazer o diagnóstico preciso. Além de visitar um especialista anualmente para um exame completo, existem medidas essenciais para prevenir o surgimento do câncer de pele. Fugir do horário de pico do sol (entre 10 e 16 horas), utilizar proteção diariamente – e não somente nos momentos de lazer – e escolher protetores solares (FPS) 30 que protejam contra a radiação UVA e UVA são algumas das maneiras de aproveitar a estação e manter a saúde em dia nesse verão.

 

Fonte: SBD

 

Sintomas, incidência e tratamento da psoríase

No último domingo (29) foi comemorado o Dia Mundial da Psoríase, data criada em c2004 pela Organização Mundial de Saúde para difundir informações sobre a doença e melhorar a qualidade de vida dos portadores. A dermatologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção) Marli Manini aproveita a data para esclarecer mitos e verdades a respeito da enfermidade, que acomete cerca de 2% da população mundial.

Psoríase é contagiosa
Mito: trata-se de uma doença crônica inflamatória da pele, autoimune e não contagiosa.

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Foto: OnHealth

A doença se manifesta por meio de lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas
Verdade: essas placas aparecem, em geral, no couro cabeludo ou em locais de atrito como cotovelos e joelhos. Mas há também uma forma conhecida como “gotada” por apresentar lesões pequenas e arredondadas, que aparece normalmente depois da ocorrência de infecção das vias respiratórias superiores.

Psoríase não tem cura
Verdade: o tratamento visa controlar a doença que, em alguns casos, pode ficar anos sem manifestar. A única forma que pode ter cura é psoríase “gotada”.

A doença não se manifesta em crianças
Mito: manifesta-se mais frequentemente na segunda e na quinta décadas de vida, mas em 15% dos casos pode aparecer ainda na infância.

A exposição ao sol é benéfica para o portador de psoríase
Verdade: fototerapia faz parte do tratamento e, assim como os raios solares, contém radiação UVA e UVB. Mas os pacientes que não têm acesso a esse tipo de tratamento podem substituí-lo por exposição ao sol com moderação – de 10 a 15 minutos por dia.

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Foto:OnHealth

Hidratantes vendidos em mercados não são eficientes no tratamento da doença
Mito: cremes e pomadas para lubrificar os locais atingidos pela psoríase são sempre bem-vindos. O ideal é que contenham ácido salicílico ou ureia em sua fórmula.

O tratamento da psoríase deve contemplar ao menos dois medicamentos
Verdade: há várias formas de tratamento, que incluem desde medicamentos corticoides até aqueles de última geração conhecidos como biológicos, passando pela fototerapia e substâncias retinoides. Mas, para que o corpo não se acostume ao remédio e este deixe de fazer o efeito esperado, é preciso combinar, no mínimo, duas terapias diferentes. Por isso, é importante procurar um médico aos primeiros sintomas. Ele avaliará o estágio da doença e definirá quais serão prescritas.

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Não há produtos específicos para tratar a doença quando ela se manifesta no couro cabeludo
Mito: existem xampus formulados com substâncias como corticoides e ácido salicílico que tratam a psoríase no couro cabeludo. São eficientes e não interferem no visual do paciente.

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Foto: OnHealth

É fácil encontrar remédio para psoríase na farmácia, não havendo necessidade de consultar um médico
Parcialmente verdade: existem medicamentos à venda que não exigem a apresentação de receita médica, mas os pacientes jamais devem seguir esse procedimento. A automedicação não é recomendada em nenhum caso, mas é mais grave no caso da psoríase. Por isso, é importante sempre consultar um profissional.

Fonte: Seconci-SP

 

Sol forte acelera preocupações com câncer de pele; saiba fazer autoexame

Dermatologista explica dicas para realizar o autoexame da pele e identificar lesões – caso haja dúvida um médico deve ser consultado imediatamente.

Ainda estamos na primavera, mas as temperaturas estão bem altas e o sol não dá trégua. Diante deste clima, é importante saber que o melanoma é o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais grave com relação à possibilidade de metástase. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2016 foram 5670 casos no Brasil. A última estimativa do órgão sobre as mortes é de 2013, com 1547 casos.

Causas

Embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho).

“O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e de se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Diagnóstico Precoce: embora o diagnóstico de melanoma normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. “Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, explica a médica.

Autoexame: o autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. Quem tem lesões em áreas de atrito, como área da peça intima, sutiã, palma das mãos, planta dos pés e área do couro cabeludo, também deve seguir as instruções. A indicação também vale para as pessoas que apresentam muitas sardas e manchas por exposição solar anterior, já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas, não se bronzeiam ao sol, e consequentemente acabam adquirindo a cor vermelha com facilidade e apresentam qualquer lesão que esteja se modificando. “Podemos realizar este procedimento com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica Claudia.

As dicas para o autoexame são:

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-Examine seu rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas.
-Para facilitar o exame do couro cabeludo, separe os fios com um pente ou use o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, peça ajuda a alguém.

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Foto: Birthorderplus

-Preste atenção nas mãos, também entre os dedos.
-Levante os braços, para olhar as axilas, antebraços, cotovelos, virando dos dois lados, com a ajuda de um espelho de alta qualidade.
-Foque no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o sutiã. Olhe também a nuca e por trás das orelhas.
-De costas para um espelho de corpo inteiro, use outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas.

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-Sentada(o), olhe a parte interna das coxas, bem como a área genital.
-Na mesma posição, olhe os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

De acordo com a dermatologista, este tipo de cuidado de rotina, principalmente para quem tem a pele muito clara e com muitas pintas, promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção de mudança ou seu crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista.

Lesões preocupantes

Para saber se uma lesão é mais preocupante, normalmente é usada a regra do ABCD (área, borda, cor e diâmetro) sobre pintas com pigmentação. “Dividimos a lesão em quatro partes iguais e comparamos os quadrantes observando a simetria, avaliamos as bordas identificando irregularidade na forma de desenhos circinados, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta figura e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm”, comenta a dermatologista.

Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia manual ou de preferência digital avaliando a necessidade da retirada cirúrgica.

Além de prevenir o surgimento do melanona, o autoexame, por ser uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo, proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura.

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“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, informa a dermatologista.

A grande maioria destas alterações tem componente genético, pelo tipo de pele herdada, mas tem como gatilho principal a exposição solar crônica sem a proteção solar adequada. “Todos os pacientes devem aplicar FPS diariamente antes de sair de casa, principalmente quando em contato com o meio e precisam reaplicar pelo menos mais uma ou duas vezes ao dia, evitando assim a perda da saúde e da beleza da pele”, recomenda Claudia.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialização pela AMB, Membro da American Academy of Dermatology e CME na Harvard Medical School.

Procedimento não invasivo melhora a flacidez e harmonização facial

Denominado Thermi Smooth, o tratamento utiliza o controle de temperatura na aplicação da radiofrequência para harmonizar pontos estratégicos do rosto e melhorar a flacidez da região dos olhos, boca e áreas menores

Fantasma que assombra dez entre dez mulheres, a flacidez faz parte do processo natural de envelhecimento da pele por conta da perda de colágeno, uma vez que depois dos 30 anos o corpo não produz mais essa proteína. Daí a importância de pensar em sua prevenção antes que o problema apareça.

Apesar da dificuldade em combater esse mal, a ciência nos dá uma “mãozinha” e não para de evoluir ao trazer tratamentos simples e eficazes. Já existem tratamentos não cirúrgicos que ajudam na produção do colágeno e na sustentação de pontos específicos da face.

O mais novo deles chama-se Thermi Smooth, uma aplicação de radiofrequência monopolar não invasiva que pode ser realizada na região dos olhos, boca e áreas menores para prevenir e melhorar a flacidez dessas áreas delicadas. Ele não apenas combate a flacidez por si só, mas também pode ser usado para harmonizar os traços do rosto, aplicando em pontos de sustentação da face e resultando em um aparência mais equilibrada, jovem e natural.

“A aplicação do Thermi Smooth é pontual e funciona por meio da emissão de calor controlada. Sendo assim, o médico pode chegar a uma temperatura mais alta que outros aparelhos sem incomodar o paciente, obtendo resultados melhores para tratamento de áreas menores, como olhos, boca, sobrancelha”, afirma a dermatologista Aurea Lopes, .

A médica acrescenta que esse tratamento não tem downtime, ou seja, tempo de recuperação e, por isso, as pessoas podem continuar suas atividades normalmente após o tratamento. “Para manter o resultado são necessárias algumas sessões e manutenção das mesmas a cada três meses e isso ocorre porque o rejuvenescimento é progressivo e cumulativo”, explica.

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1ª Imagem: antes do tratamento; 2ª imagem: duas semanas após o primeiro procedimento; 3ª imagem: três semanas após o segundo procedimento – Foto: Thermi Smooth

Diferente das demais radiofrequências existentes no mercado, a monopolar tem sido muito usada para rejuvenescimento de face e corpo desde 2003. Essa técnica apresenta resultados satisfatórios, pois permite a entrega de energia térmica na derme profunda, sem danos epidérmicos ou neurovasculares.

Assim, o aquecimento da derme promove três diferentes respostas terapêuticas:
· Contração imediata de colágeno
· Remodelação imediata de colágeno
· Estímulo de neocolagênese em longo prazo

Radiofrequência por controle de temperatura: uma entrega mais homogênea e eficaz de resultados

O Thermi Smooth tem como principal diferencial a utilização da radiofrequência monopolar com controle de temperatura, estimulando a produção de colágeno para a harmonização e rejuvenescimento do rosto de forma natural.

O Thermi Smooth é realizado por meio de um aplicador cuja amplitude de tratamento pode ser realizado de 35ºC a 47°C. “A emissão de energia é controlada, isso significa que regulamos a temperatura máxima da aplicação de forma igual durante todo o período do tratamento, o que torna o procedimento mais eficaz, seguro e confortável ao paciente”.

Segundo a dermatologista, o tratamento possui resultados garantidos porque o aquecimento significativo da derme promove a contração imediata do colágeno logo no primeiro momento, e em seguida, a sua remodelação é imediata. Em longo prazo, há um estímulo da produção de novas fibras de colágeno (neocolagênese).

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Imagens: Thermi Smooth

Além disso, esse equipamento permite tratar também cicatriz de acne, flacidez ao redor dos olhos, pálpebras e melhorar a textura da pele. Os resultados podem ser observados logo após a primeira aplicação. Tanto é verdade que já existe o famoso ‘tratamento party’ com esse aparelho, em que a pessoa faz o procedimento antes de ir para uma festa e tem um excelente resultado imediato de rejuvenescimento. Logo após a segunda sessão, já é possível observar uma melhora surpreendente.

Fonte: MedSystems

Tratamento promete acabar com a gordura do “tchauzinho”

Método com o CoolTech destrói a célula de gordura por congelamento; equipamento tem controle eletrônico de temperatura e dois aplicadores que podem ser usados juntos, otimizando o tempo da sessão

Não importa quantos exercícios de bíceps forem feitos, aparentemente para algumas pessoas eles nunca são suficientes para esculpir os braços e acabar com a gordura do “tchauzinho”. O ideal para essa gordura insistente é investir em tecnologias como a criolipólise do CoolTech, que apresenta como diferencial o controle eletrônico de temperatura, proporcionando mais segurança e melhores resultados.

“Estudos mostraram que os melhores resultados da técnica ocorrem quando a redução de temperatura é feita de forma lenta e constante, até chegar à temperatura mínima ideal”, esclarece a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. O controle eletrônico do CoolTech permite o monitoramento da temperatura em tempo real de cada um dos dois aplicadores.

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Técnica —  os aplicadores são acoplados à pele e através de uma leve sucção, este procedimento garante um tratamento uniforme em toda a área. “A partir deste momento, o controle de temperatura eletrônico inicia o processo de congelamento de forma gradativa. Estudos mostram que com a formação de cristais congelados a parede da célula de gordura (adiposa) é rompida, sendo eliminadas via sistema linfático. Após o término do tratamento (ciclo), retiramos os aplicadores e fazemos uma leve massagem na região”, explica.

Sensação — a sensação de frio é localizada e o tratamento é confortável. “Após o tratamento, a superfície da pele apresenta um leve eritema (vermelhidão). Fazemos uma leve massagem na região e logo o paciente pode voltar às atividades.”

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Resultados — os estudos para desenvolvimento do CoolTech apontaram para uma redução de 18% a 25% da gordura da área tratada, e o resultado é visível entre 30 e 60 dias após a primeira aplicação. Conjuntamente, sessões posteriores de radiofrequência podem ser feitas para potencializar a perda de gordura e atuar contra a flacidez.

Informações: Skintec

Dermatite atópica: poeira e tempo seco aumentam incidência

Apesar de não ser uma doença contagiosa, a incidência da dermatite atópica vem aumentando em ambientes urbanos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Em algumas localidades, com muita poeira e tempo seco, uma em cada cinco pessoas já desenvolveram erupções e coceira pelo corpo, sendo recém-nascidos de até um ano o principal grupo de risco.

“Crianças apresentando lesões vermelhas em pele, com prurido, descamação, e localizadas preferencialmente na face, nas dobras dos braços e nas pernas, temos que pensar no diagnóstico de dermatite atópica. Não existe nenhum exame específico para o diagnóstico, que é clínico e realizado por dermatologista durante a consulta”, explica Andrea Karla Cavalcanti, dermatologista associada a SBD.

A farmacêutica e diretora técnica Luisa Saldanha, da Pharmapele – rede de farmácias de manipulação com sede em Recife, acrescenta que os distúrbios causados pela dermatite atópica estão relacionados à disfunção da barreira cutânea, o que propicia o desequilíbrio das ceramidas da pele.

De acordo com a médica, a dermatite atópica manifesta-se, então, em áreas na pele com falha na proteção (barreira cutânea), preferencialmente em zonas extensoras e flexoras, como: a dobra dos braços e atrás do joelho, além do pescoço, mãos e tornozelo. “Mas pode acometer qualquer área de pele e em casos raros e graves quase todo o corpo. A localização preferencial varia de acordo com a idade de acometimento da doença”, completa. As crises tendem a melhorar com o decorrer do tempo e em apenas 25% dos casos persistem na idade adulta.

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Causas principais: a médica pontua que a dermatite atópica é uma doença precoce, de início geralmente no primeiro ano de vida (60% dos casos), genética, hereditária, não contagiosa, mas que pode afetar a qualidade de vida dos seus portadores. “Alguns fatores desencadeiam a crise e devem ser evitados como: pele seca, poeira, excessos de produtos químicos na pele, ambientes com pouca umidade, extremos de temperatura, roupas com tecidos grossos ou sintéticos. A pele seca é a manifestação mais comum e que mais contribui para aparecimento e/ou piora das lesões”, destaca.

Como combater; quanto ao tratamento, a dermatologista explica que a primeira abordagem é afastar os fatores desencadeantes e irritantes, sendo o principal deles a pele seca. “Manter a pele bem hidratada, livre do ressecamento é um fator chave, para isso usa-se hidratantes específicos, além de cuidados de higiene como evitar banhos quentes e demorados, evitar excessos de sabonetes no banho. Outro pilar do tratamento é controlar a inflamação e dessa maneira o prurido, com uso de cremes ou pomadas e até medicações por via oral”, completa.

Um fator-chave no tratamento, segundo a farmacêutica da Pharmapele, é restaurar a barreira cutânea. “O ideal é fazer uso de formulações manipuladas. Na fase mais aguda da doença, por exemplo, é indicado utilizar componentes como Cetirizina, um antialérgico, que pode ser utilizado em produtos que estejam em formato de xarope. Também é ideal fazer uso de creme/pomada com Tacrolimus, um componente com características anti-inflamatórias”, ressalta Luisa.

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Já Andrea analisa que, como medicamentos por via oral em crianças são difíceis de manejar, uma das opções são os medicamentos manipulados, como no caso do xarope.

Luisa enfatiza, também, a necessidade de higienização e hidratação profunda. “As formulações mais indicadas são: sabonetes com Niacinamida e Óleo de Semente de Uva e reparadores de barreira cutânea com Niacinamida, Vitamina B12 e D-Pantenol, que ajudam a redução dos sintomas”, indica. Para prevenir a inflamação e reforçar a imunidade, a indicação é fazer uso de produtos que contenham Glutamina.

Para reforço de imunidade contra a doença, a Pharmapele disponibiliza fórmulas especiais para criança, como Omekids CGN. Para os adultos, é indicado usar Supraômega. O uso das chamadas “bactérias do bem” (probióticos) também é bem-vindo, de acordo com a farmacêutica. “Além tratamentos tópicos já bem estabelecidos, alguns estudos comprovam a relação benéfica do uso de probióticos por via oral na melhora do quadro clínico, bem como uma ajuda para controle das crises da dermatite atópica. Em crises moderadas a graves pode-se lançar mão de antialérgicos ou até antibióticos por via oral”, finaliza a médica dermatologista.

Fonte: Pharmapele