Arquivo da categoria: Diabetes

Mudança no diagnóstico de diabetes pode ajudar no tratamento da doença

Prognóstico deve levar em conta idade, resistência à insulina e obesidade

Um estudo científico realizado na Suécia e na Finlândia propõe mudar a forma como o diabetes (elevação de glicose no sangue, que se não tratada, pode prejudicar o funcionamento de diversos órgãos como rins, olhos e coração) é classificado: hoje, a doença é dividida em apenas dois tipos, sendo o diabetes tipo 1, quando o paciente não consegue produzir insulina suficiente, e o tipo 2, quando o corpo produz menos insulina do que o necessário para atender à demanda imposta por fatores como resistência insulínica e obesidade.

teste-de-glicemia-diabetes-tipo

Realizado com mais de 14 mil pessoas recém-diagnosticadas, o estudo indica que a classificação em cinco modalidades seria mais indicada por levar em consideração características como idade, IMC (índice de massa corporal) e a quantidade de insulina produzida.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná (SBEM-PR), Silmara Leite, a nova classificação deve ajudar os médicos a tomarem melhores decisões terapêuticas. “Um paciente que desenvolveu a doença com a idade e um paciente mais jovem, porém sem quadro de obesidade, eram visualizados da mesma maneira. Entretanto, são situações totalmente diferentes, que demandam cuidados direcionados”, complementa.

Na nova classificação, o diabetes tipo 1 permanece inalterado, com a divisão do atual tipo 2, que corresponde a aproximadamente 90% dos casos, em quatro categorias. Silmara complementa: “Agora, o diabetes de severa resistência à insulina, o relacionado à idade e o relacionado à obesidade são visualizados separadamente. A deficiência de insulina acaba sendo classificada de maneira diferente de quando o paciente é autoimune”.

Obesidade é a grande culpada pelo aumento de diabetes

Mature Woman Doing Blood Sugar Test at home.

O aumento da incidência do diabetes em todo o mundo – segundo a Organização Mundial da Saúde, há 422 milhões de pessoas com a doença – está relacionado com a obesidade e o sedentarismo. Na última década, o número de casos subiu em 61,8% no Brasil – e a obesidade aumentou em 60% entre 2007 e 2016. Sobre o assunto, Silmara adiciona: “Hoje, mais da metade dos brasileiros está acima do peso. Se não houver uma conscientização e uma mudança na alimentação, é possível que tenhamos cada vez mais casos de diabetes precoces”.

A presidente da SBEM-PR ainda destaca que há outros tipos de diabetes que podem ser relacionados a doenças ou a momentos de vida, como o diabetes gestacional. Apesar desse tipo normalmente desaparecer após o nascimento da criança, pode aumentar as chances da mulher desenvolver doenças cardiovasculares. “O bebê ainda pode desenvolver a doença no futuro. É mais um motivo para que as mulheres prestem mais atenção em como se alimentam e se exercitam durante sua gestação”, complementa.

Fonte: SBEM-PR

Anúncios

Diabetes em animais de estimação é mais comum do que se imagina

Diabetes, ou Diabetes Melitus, é uma doença comum em cães e gatos; sua incidência entre essa população tem aumentado cada vez mais e, por isso, a atenção dos tutores deve ser redobrada

Diabetes ocorre por uma falha na produção de insulina, um hormônio gerado no pâncreas que é responsável por processar a glicose que entra no sangue. A consequência é a impossibilidade do organismo processar, da forma certa, a glicose e outros compostos orgânicos presentes nos alimentos e necessários para garantir a reprodução saudável das células e a obtenção de energia.

Os cães, independentemente da raça, são suscetíveis ao diabetes – sendo mais comum entre cães de meia idade, idosos e cadelas. Os gatos também estão sujeitos a desenvolverem a doença, entretanto, a sua incidência é maior entre os machos castrados.

cachorro doente

A manifestação de diabetes em animais é bem parecida com a dos humanos e exige cuidados e tratamentos específicos. A doença é caracterizada por dois tipos:

Tipo 1 – (Dependente de Insulina): ocorre quando o próprio organismo se responsabiliza por destruir os depósitos onde produz a insulina. Os cães apresentam, na maioria dos casos, a Diabetes tipo 1;

Tipo 2 – O pâncreas consegue liberar insulina, mas o organismo resiste a ela, não permitindo ao hormônio exercer suas funções corretamente. Este é o tipo mais frequente nos gatos.

O sintoma mais comum é a poliúria, ou excesso de urina, pois os rins não conseguem mais absorver a glicose e o animal passa a urinar mais que o normal. Outra característica dos pets com diabetes é a maior ingestão de água e em casos mais extremos, o animal pode apresentar muito cansaço e fadiga.

Para obter sucesso no tratamento é imprescindível que o tutor compreenda suas responsabilidades. Investir tempo suficiente em uma explicação cuidadosa da terapia é altamente recomendável. A terapia com uma insulina idêntica a insulina canina é recomendada e constitui um dos pilares do tratamento do diabetes, mas a dieta e o estilo de vida (incluindo exercício) também influenciam no controle glicêmico.

Cat at veterinarian

O tratamento do diabetes pode ser dividido em duas etapas:

Estabilização: determinada a dose correta de insulina e uma rotina diária adequada para o animal de estimação.

Manutenção: o pet é monitorado regularmente para acompanhar a evolução do diabetes para determinar as mudanças necessárias em seus requisitos de insulina.

“A meta do tratamento do diabetes é minimizar os sinais clínicos da doença, o risco de hipoglicemia e o desenvolvimento de complicações em longo prazo”, afirma Daniela Baccarin, médica veterinária, associada da Comac (Comissão de Animais de Companhia do Sindan – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) e gerente de Produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal.

Os sintomas associados ao diabetes são diversos, mas o mais importante é observar qualquer alteração de comportamento do animal. Ao menor sinal de que algo vai errado, leve-o imediatamente ao médico veterinário. Quanto mais cedo for o diagnóstico, mais chances de sucesso terá o tratamento.

Fonte: Comac

Pascoa cuidado com excessos: 50% das pessoas que têm diabetes não controlam glicemia

Monitorar diabetes em casa é simples os cuidados que o diabético e gestante devem ter para aproveitar a Páscoa e ficarem com a saúde em dia.

Monitorar a Glicemia e Corpos Cetônicos, proteger bem os pés, tomar os medicamentos nos horários indicados e a higiene na hora de aplicar a insulina são cuidados essenciais que os diabéticos tipo I ou II devem tomar nesta época que se come muitos chocolates.

Durante Páscoa, ou mesmo nos feriados prolongados, alguns cuidados são importantíssimos para aqueles que não perdem esses momentos de diversão. Porém, é sempre bom lembrar que alguns cuidados são importantes e devem ser lembrados e realizados criteriosamente pelos diabéticos. Por isso, Adriana Juliani, farmacêutica responsável pela Confirme Testes preparou algumas dicas importantes.

Todos nós sabemos que as mulheres com diabetes correm maiores riscos na gravidez de terem bebês com problemas cardíacos. E um simples teste caseiro pode detectar a quantidade de açúcar no sangue, durante o início da gravidez, e evitar que o bebê corra riscos graves.

chocolate mulher

Publicado on-line no Journal of Pediatrics, um estudo com 19.171 pessoas (mãe-filho), realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, mostraram que o aumento do nível de açúcar no sangue, no início da gravidez, amplia o risco do bebê nascer com problema cardíaco congênito.

Lembrando que, algumas mulheres que não têm diabetes podem apresentar a doença só durante a gestação – diabetes gestacional. Portanto, as gestantes devem tomar cuidado nesta época monitorando a glicemia frequentemente e não abusarem dos doces e chocolates.

Proteja seu pé

O pé do diabético necessita de cuidados constante, pois a glicemia mal controlada pode causar danos irreversíveis, levando à insensibilidade e podendo chegar até a amputação. Um simples machucado ou calo podem virar uma infecção grave. Portanto, verifique os pés detalhadamente, pare e descanse sempre que puder.

“Cuidado com a alimentação, pois a hipoglicemia também pode ocorrer. Dançar, andar demais e comer de menos pode causar uma diminuição considerável nas taxas de glicose. A hipoglicemia pode levar à perda de consciência e até crises convulsivas. Siga sempre as orientações do seu médico, não deixe de ficar atento aos sinais e monitore frequentemente com o teste caseiro Confirme Glicose + Corpos Cetônicos”, comenta Adriana.

Segundo o Ministério da Saúde, é comprovado que o número de pessoas com a doença aumenta a cada dia. Além disso, 75% dos brasileiros não têm a doença controlada. A melhor forma de prevenção é detectar o problema precocemente, evitando maiores complicações à saúde, como infarto, insuficiência renal, derrame cerebral e problemas visuais.

O indicado para os diabéticos e para quem faz dietas restritivas aliadas a exercícios físicos é o monitoramento constante com o autoteste, realizado por meio da urina, o Confirme Glicose+Corpos Cetônicos. O exame consiste em tiras com membranas reagentes para glicose e cetonas afixadas numa das extremidades. A amostra e os resultados são obtidos comparando as cores desenvolvidas nas membranas com a tabela de cores no rótulo da embalagem.

A detecção da glicose é baseada na reação cromogênica de oxidase-peroxidase. A detecção das cetonas é baseada no princípio no qual o ácido acetoacético e cetona formam com o nitroprussiato de sódio em meio alcalino, um complexo de cor violeta. Pode ser feito a qualquer hora e em qualquer lugar, porém o ideal é que seja realizado antes das principais refeições ou duas horas após.

Glicosuria positiva, ou seja, presença de glicose na urina juntamente com cetonuria positiva indica uma situação de descontrole do metabolismo. Orientação médica o mais rápido possível é fundamental. Glicosuria negativa com cetonuria positiva indica tempo de jejum prolongado e caso a cetonuria for muito alta é recomendável uma consulta médica para averiguação.

Entendendo a doença

diabetes 33

Diabetes é um problema metabólico que eleva as taxas de açúcar no sangue, pois o corpo deixa de converter a glicose em energia. O tipo 2 é mais comum e possui um fator hereditário maior do que o tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos. Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas.

Controlar o nível de glicose no sangue é algo muitas vezes desagradável e incômodo, e quem tem diabetes sabe muito bem disso. Normalmente são realizados exames doloridos, precisando sempre colher sangue do paciente que, muitas vezes, precisa estar em jejum por pelo menos oito horas. Além de enfrentar filas nos laboratórios para fazer esses exames, hoje em dia as pessoas não têm muito tempo para isso.

Fonte: Confirme Testes

Pesquisa mostra que sorgo é alimento regulador de glicemia

Dentre inúmeras vantagens, o Sorgo Marsala pode contribuir para uma alimentação com baixa produção de glicose, de acordo com a Embrapa Milho e Sorgo (MG)

Considerado um superalimento com alto valor nutricional, o sorgo oferece diversos benefícios para nossa saúde. A mais recente descoberta, de acordo com estudos realizados pela Universidade Federal de Viçosa, junto com a Embrapa Milho e Sorgo (MG), é que a inclusão do grão na dieta pode contribuir para a manutenção do índice glicêmico.

sorgo marsala

A pesquisa sugere que o consumo constante de bebidas que contenham sorgo extrusado proporciona uma redução na resposta glicêmica, isso devido ao fato deste grão ser um alimento rico em fibras, o que permite uma lenta absorção de glicose e por consequência, um melhor metabolismo da mesma.

Pioneira no cultivo do sorgo aqui no Brasil, a Farovitta oferece uma versatilidade deste grão que contém alta concentração de tanino, uma vez que a ingestão regular desse tipo de sorgo pode ajudar a prevenir o envelhecimento, controlar o peso, a glicemia e o nível do colesterol ruim, prevenindo doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade, câncer e outras, graças a ação sinérgica de seus nutrientes (como cálcio, magnésio, zinco e amido resistente), fibras e compostos bioativos, especialmente os taninos.

sorgo

Entre os inúmeros benefícios do sorgo é que ele não contém glúten e é livre de qualquer tipo de contaminação cruzada, além do alto poder antioxidante, os taninos, presentes no Sorgo Marsala, interagem com o amido, formando o amido resistente, composto que não é metabolizado pelo corpo e assim reduz a ingestão calórica. Cada vez mais o grão tem se destacado em pesquisas pela sua força no combate a doenças crônicas.

Informações: Farovitta Superfoods

 

Adoçantes, bolos, biscoitos, panetones, achocolatados para atender diabéticos

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes existem cerca de 14 milhões de pessoas portadoras de diabetes, isso representa 6,9% da população. Em todo o mundo, há mais de 370 milhões de pessoas com diabetes e até 2025, esse número deverá chegar a 380 milhões, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF).

Para quem tem a doença, quer preveni-la ou possui restrições alimentares, a Lowçucar desenvolveu uma extensa linha de adoçantes e produtos zero açúcares aprovados pela Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) para tornar o dia a dia mais saudável e gostoso.

Confira alguns produtos que são práticos e podem ser utilizados no dia a dia:

Adoçantes

Lowçucar Plus Tradicional: a fórmula multiadoçante é composta por vários edulcorantes, associados em um único produto, oferecendo ao consumidor melhor dulçor e sabor aos seus alimentos e bebidas. Ele proporciona maior qualidade na sua alimentação diária, com menos calorias e sem o açúcar. Não contém sódio.

Lowçucar Plus com Stevia: combina três edulcorantes Sacarina Sódica, Ciclamato de Sódio e Glicosídeos de Steviol em um só adoçante. Oferecido nas opções pó e líquido, pode ser usado em bebidas e para preparar bolos, sobremesas etc.

Adoçante Lowçucar SóStevia: composto pelo edulcotante natural extraído das folhas da Stevia rebaudiana bertoni, conhecida como Stevia; Indicado a todos que precisam restringir ou substituir o açúcar por uma opção saudável e menos calórica; Aprovado pela ANAD; Indicado para todos, inclusive gestantes e diabéticos.

linha_sstevia

Adoçante Culinária Lowçucar: substitui o açúcar nas preparações culinárias diet e light, adoçando na mesma proporção, proporcionando volume e maciez.

Frutose Lowçucar: duas vezes mais doce que o açúcar de cana e reduz 50% das calorias, quando usado no preparo de caldas, caramelos, bolos e doces. Disponível na em embalagem de 200 gramas.

Pó para Preparo de Sobremesa Sabor Leite Condensado Zero Açúcar Lowçucar: possui redução calórica de 40% em relação ao leite condensado comum e isenção de açúcar em sua formulação.

New Choco Lowçucar: isento de lactose, possui baixas calorias e é fonte de 7 vitaminas. New Choco Dark Lowçucar tem 40% de cacau, 43% menos calorias, zero adição de açúcar, lactose e glúten.

Doce de Leite Diet – Zero Açúcar Lowçucar: com sabor idêntico aos doces de leite tradicionais, pode ser utilizado como recheio de tortas, bolos e rocamboles, entre outras receitas.

Creme de Avelã com Chocolate Lowçucar Zero Adição de Açúcares: adoçado com sucralose, não contém glúten, possui consistência cremosa e uma porção de 20 gramas possui 96 kcal.

gelatinas-lowcucar-plus-com-stevia-zero-acucar-x92y201051

Gelatinas Zero Açúcar Lowçucar: com oito sabores: Amora, Goiaba, Framboesa, Frutas Cítricas, Cereja, Abacaxi, Uva e Morango possuem redução calórica de 74%.

Misturas para Bolo Zero Açúcar Lowçucar: são oferecidas nas versões Laranja, Limão, Coco, Baunilha e Chocolate. Possuem redução de até 31% de calorias, não contém açúcar e gorduras trans. Podem ser feitas no micro-ondas.

Mousses Zero Açúcar Lowçucar: disponíveis nos sabores Morango, Chocolate, Limão e Maracujá tem redução de até 73% menos calorias. São fáceis de preparar, basta apenas adicionar água e bater no liquidificador.

Pó para Preparo de Pudins Zero Açúcar Lowçucar: nos sabores Chocolate, Coco, Leite Condensado e Baunilha pode ser utilizado como cobertura ou recheio de bolos.

Biscoitos e Wafers

A linha de Biscoitos Recheados Lowçucar é composta pelos sabores Chocolate, Morango e pelo exclusivo Dark Vanilla, elaborado com biscoito de chocolate e recheio de baunilha.

A linha de wafers zero açúcar é composta por cinco sabores: Choco e Coco, Chocolate com Avelã, Limão, Baunilha, Morango e Chocolate.

panetone_chocolate___lowA_ucar.png

Os panetones Zero Açúcares e Lowçucar são comercializados nas versões Frutas Cristalizadas e Gotas de Chocolate. Têm zero açúcares e redução de gorduras e calorias. Disponíveis em embalagens com 400 gramas.

Os produtos Lowçucar estão disponíveis nas principais redes de super e hipermercados do País e lojas especializadas em produtos naturais. Eles também podem ser adquiridos pelo site.

 

Diabetes: saiba quais são e como evitar as consequências da doença nos pets

O diagnóstico do diabetes em cães e gatos tem crescido nos últimos anos. Por isso, o dia mundial da doença, em 14 de novembro, é uma data importante também para alertar sobre os riscos nos bichinhos de estimação. “Caso não seja tratado adequadamente, o problema traz complicações que podem comprometer a vida dos pets”, afirma a Dra. Camila Canno Garcia, veterinária da Petz.

Ela explica que o diabetes tipo 1 é o mais comum em cães e está associado à destruição ou disfunção das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, hormônio que controla a taxa de glicose no sangue. Já em gatos, é o tipo 2, associado na maioria dos casos à obesidade, sedentarismo e uso de corticoides.

Causas

dachshund cachorro pixabay
Foto: Pixabay

Os cães de 5 a 15 anos de raças pequenas, como poodle, dachshund e yorkshire, têm mais predisposição a desenvolver a doença. Entre as causas estão a propensão genética, obesidade, uso contínuo de algumas medicações à base de corticoide, o hiperadrenocorticismo (doença hormonal), a pancreatite e a doença renal.

Mas a veterinária destaca que o aumento de casos também pode estar associado à dieta e aos hábitos dos tutores, que refletem na vida de seus bichinhos de estimação. As pessoas devem ficar atentas aos sintomas como o aumento da ingestão de água, da frequência urinária, do apetite e a perda de peso. O tratamento é realizado com aplicações diárias de Insulina, dieta adequada, atividades físicas e controle de possíveis complicações.

Prevenção

gato no veterinario pixabay

Os check-ups semestrais são importantes para a prevenção e para o diagnóstico precoce, feito por meio de exames de sangue e urina. “O ideal é manter o peso adequado, a alimentação balanceada, estimular o pet a brincar e a praticar atividades físicas e levá-lo sempre ao veterinário”, orienta Camila. Veja a seguir as complicações que podem ocorrer caso a doença não seja tratada adequadamente:

Consequências

1 – Catarata – alteração muito comum que ocorre devido ao acúmulo de sorbitol (produto decorrente do excesso de glicose) no cristalino, dando um aspecto opaco nos olhos e levando até à cegueira. O tratamento cirúrgico é recomendado nestes casos, e o quanto antes diagnosticada a catarata maior a chance de sucesso.

2 – Infecções – causadas por bactérias ou fungos, são muito comuns nos pets diabéticos. Isso porque o alto teor de glicose no sangue favorece o crescimento desses microrganismos. Qualquer infecção detectada deve ser tratada adequadamente com acompanhamento do veterinário, e o não tratamento pode resultar em descontrole da glicemia.

3 – Cetoacidose diabética – complicação gravíssima do diabetes que pode levar à morte. Ocorre normalmente nos bichinhos não tratados (os tutores ainda não descobriram a doença) ou em pets instáveis (sem controle adequado). Requer internação e tratamento intensivo, e pode levar dias para estabilização do quadro.

4 – Hipoglicemia – diminuição da glicemia, podendo levar a alterações de comportamento, andar cambaleante, convulsão e até ao coma. Ocorre normalmente por aplicação errada de insulina ou alimentação em menor quantidade que a recomendada, e pode precisar de acompanhamento do veterinário e até internação em casos mais graves.

Fonte: Petz

Ações simples são importantes para manter os pés diabéticos saudáveis

Pessoas acima do peso ou obesas, sedentárias e geralmente acima dos 40 anos podem adquirir diabetes tipo 2. O pâncreas produz a insulina, mas as células não conseguem utilizá-la de forma adequada. É o tipo mais comum, acometendo de 90 a 95 % da população com diagnóstico de diabetes.

A doença cresce de forma alarmante e com o agravante de que metade das pessoas não sabe que tem. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, 415 milhões de pessoas no mundo têm a patologia. No Brasil, são mais de 14 milhões de pessoas com diabetes.

Diabetes é uma doença conhecida pela capacidade de desencadear agravos no organismo quando não é tratada e controlada adequadamente. Destacam-se as complicações nos pés, os quais são alvos de alterações nos vasos sanguíneos, sofrem diminuição da sensibilidade protetora e são mais susceptíveis a infecções, o que pode acarretar em feridas.

E o que fazer para evitar essas complicações? Primeiramente, é muito importante realizar o controle do nível de açúcar no sangue, pois em níveis elevados (hiperglicemia) é o principal responsável pelo surgimento de complicações, inclusive nos pés. Além disso, a prática de atividade física e uma alimentação saudável contribuem para o tratamento e controle da doença como um todo.

Em relação aos cuidados com os pés, ações simples são importantes para a manutenção dos pés saudáveis. A enfermeira estomaterapeuta Maria Lucoveis, diretora da Stay Care São Paulo e integrante da Sobest – Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências -, tem algumas dicas:

massagem nos pés 2
Foto: Andreas160578/Pixabay

=Peça a um profissional de saúde para examinar os seus pés uma vez por ano e, caso já apresente alguma alteração solicite ser examinado com mais frequência.

=Se possuir restrição de movimentos que o impeçam de abaixar-se para examinar a planta dos pés e entre os dedos, utilize um espelho para facilitar a visualização.

=Não ande descalço, pois se você possuir diminuição ou ausência da sensibilidade nos seus pés poderá pisar em algum objeto que provoque feridas.

pes-massagem-everydayhealth
Foto: EverydayHealth

=Verifique seus pés, diariamente, em busca de algum tipo de alteração (cortes, feridas, calos, bolhas, rachaduras, fissuras, olho de peixe, micose, mudança na cor e na temperatura, entre outros). Caso perceba quaisquer alterações acima, procure o quanto antes um profissional de saúde.

=Realize higiene regular dos pés, de preferência higienize as unhas com escova de cerdas macias, e proceda a secagem dos pés e das unhas, em especial entre os dedos, para evitar infecções.

pés unhas esmalte pixabay werby fabrik
Foto: Werby Fabrik/Pixabay

=Apare suas unhas de forma reta para evitar que a unha fique encravada, as laterais salientes podem ser discretamente arredondadas. Utilize o cortador de unhas e a lixa para finalizar o acabamento. Evite o uso de tesoura ou alicates, pois se você possuir algum acometimento das vistas correrá o risco de se ferir. Se possuir dificuldades para aparar as suas unhas peça ajuda a um familiar, vizinho ou a de um profissional especializado.

=A pele pode tornar-se muito seca e com rachaduras, principalmente a planta dos pés, realize a lubrificação desta pele todos os dias com um hidratante que você esteja habituado a utilizar. Esta ação preserva a função de barreira da pele contra infecções. Mas, não aplique o hidratante entre os dedos.

talco pé wikihow
Foto: wikiHow

=Não faça uso de talco nos pés ou dentro dos calçados porque esse produto retém a umidade nos pés predispondo-os a possíveis infecções e a odores desagradáveis. Se preferir, faça uso de um talco do tipo spray.

=Dê preferência ao uso de meias de algodão e acolchoadas, pois permitem a transpiração da pele. Prefira cores claras para facilitar a visualização de possíveis sangramentos que possam ocorrer em seus pés por algum tipo de trauma. Não faça uso de meias com costuras internas ou externas e evite meias com o punho apertado, pois garroteiam a circulação sanguínea.

bota sapato praia ana m pixabay
Foto: Ana_M – Pixabay

=Na praia ou no campo também utilize calçados, de preferência fechado, para uma melhor proteção dos seus pés. Adote também o uso do protetor solar nos pés para evitar queimaduras.

=A presença de calos e calosidades pode aparecer com certa frequência devido às deformidades e alterações dos pontos de pressões nos pés, caso os apresente, não utilize agentes químicos ou mecânicos para removê-los. Procure um profissional de saúde para resolução do caso.

=Não realize escalda pés ou uso de bolsa térmica de água quente/gelada, pois poderá sofrer queimaduras graves, caso apresente alterações na sensibilidade dos pés.

perere

=Utilize calçados confortáveis, com solado espesso, de couro macio, e sem costuras internas. Aproveite para comprar os calçados ao final do dia, pois é neste período em que os pés podem apresentar-se inchados, propiciando a compra do calçado com o tamanho adequado para os pés. É importante verificar se há algum objeto estranho dentro dos calçados antes de calçá-los. Evite o uso repetido do mesmo calçado, pois é importante realizar a sua higiene periodicamente e colocá-los para arejar e secar.

=Se possuir deformidades nos pés, o ideal é ser avaliado por um profissional de saúde para verificar a necessidade de um calçado adequado ao formato dos seus pés, conferindo uma marcha mais segura e prevenção de futuras lesões.

Fonte: Stay Care

Dieta especial garante bem-estar para cão diabético

Cães diabéticos precisam de uma rotina diferente dos outros pets. Eles exigem cuidados especiais e muita dedicação do tutor. De acordo com estudos, um em cada 100 cães com mais de 12 anos provavelmente desenvolverá diabetes. Logo, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, mais qualidade de vida o pet terá.

“A perda de peso, o excesso de urina e a ingestão exagerada de água ou de ração são os principais indícios do diabetes mellitus e exigem a avaliação de um veterinário”, explica o médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado.

diabetes-cachorro-insulina

O tratamento pode ser realizado por meio da insulinoterapia e da prescrição de uma dieta específica para o cão diabético: “Alguns ingredientes são muito importantes para o auxiliar no tratamento, como o cromo, que é um mineral essencial para a absorção celular e de glicose. O cromo pode melhorar a sensibilidade à insulina e tem sido utilizado até no tratamento da diabetes mellitus nos seres humanos”, afirma Machado.

O profissional lembra ainda que o tutor tem um papel fundamental durante toda vida do cão diabético: “A maioria dos cães diabéticos pode ter uma vida relativamente normal, mas isso depende muito do comprometimento do tutor para tratar o animal”.

Predisposição ao diabetes

cachorro lhasa

As fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos e as raças mais predispostas incluem: Schnauzer miniatura e standard, Poodle, Bichon frisé, Foz Terrier, Terrier australiano, Teckel, Beagle, Pinscher miniatura, Golden Retriever, Samoieda, Keeshond, Maltês, Lhasa Apso e Yorkshire Terrier.

“Diabetes do adulto” está cada vez mais frequente na infância e na adolescência

Fabiano Lago, médico no Spa Estância do Lago e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que o número de crianças e jovens com diabetes tipo 2 vem aumentando expressivamente, preocupando os especialistas

De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, são mais de 380 milhões de pessoas com diabetes no mundo. Somente no Brasil, esse número chega a 16 milhões e, segundo o Ministério da Saúde, a última década apresentou aumento de mais de 60% nos casos.

O endocrinologista do Spa Estância do Lago, Fabiano Lago – também membro da Sociedade Brasileira de Diabetes – ressalta que cada vez mais a patologia aparece mais cedo. “A diabetes adulta, do tipo 2, vem crescendo expressivamente na infância e adolescência”, ressalta o médico.

Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, situações simples de serem revertidas na visão do endocrinologista. “A taxa de glicose no sangue pode ser reduzida com a perda de peso, que pode ser entre 5% e 10%. Ou seja, basta incorporar uma alimentação um pouco mais saudável aliada a atividades físicas prazerosas, especialmente em se tratando de criança e adolescente”, orienta Lago.

Pós-graduado em Biologia Molecular e Obesidade pela Laval Université em Quebec City, no Canadá, e considerado uma das maiores referências em emagrecimento pelo Spa Estância do Lago –localizado a 15 km de Curitiba, o médico aponta maneiras especiais para tratar a criança e o jovem.

criança diabetes hellodoktor
Foto: Hello Doktor

“Eu me torno amigo dos meus pequenos pacientes em fase de reeducação alimentar, e não alguém que impõe um sofrimento. Os pais precisam estar engajados no tratamento, evitando o termo dieta, falando em alimentação saudável para toda a família, mudando apenas um hábito por consulta, facilitando assim o processo de mudança”, ensina.

Em 2017, o tema para a campanha em prol do Dia Mundial do Diabetes, comemorado hoje, é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”. E o especialista também comenta o comportamento da doença no público feminino. “As mulheres estão em maior risco de desenvolver diabetes na fase do climatério. A queda dos níveis hormonais femininos favorece o acúmulo de gordura abdominal, em especial gordura visceral, aumentando o risco de resistência à insulina e diabetes”.

Ainda para mensurar o cenário, segundo pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, com um grupo de mil homens e mulheres, a diabetes tem mais prevalência nas mulheres, por fatores metabólicos, sedentarismo e aumento de gordura. O estudo revelou que pacientes femininos têm 44% mais chances de desenvolver doenças coronarianas.

Fonte: Fabiano Lago é médico endocrinologista do Spa Estância do Lago, graduado pela PUC Paraná; fez residência em Clínica Médica no Hospital de Clínicas da UFPR; residência em Endocrinologia e Metabologia no Hospital de Clínicas da UFPR. Membro da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade;  Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia;  Sociedade Brasileira de Tireoide e  Sociedade Brasileira de Diabetes.

 

Dia Mundial do Diabetes: quase 9% da população é afetada pela doença

Em dez anos, número de casos cresceu quase 62% no Brasil. Endocrinologista do Hospital Santa Paula ressalta a importância da prevenção

Em 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Diabetes, data criada em 1991 pela International Diabetes Foundation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a população sobre a doença que afeta 8,9% de toda a população brasileira, segundo dados de 2016 divulgados pelo Ministério da Saúde.

Este número corresponde a mais de 18 milhões de pessoas e representa um crescimento de 61,8% em relação a 2006. De acordo com a endocrinologista do Hospital Santa Paula, Livia Faccine, o que pode ter provocado este aumento foi a falta de cuidados de rotina com a saúde e o estilo de vida cada vez mais acelerado nas cidades, com pouca atenção à alimentação.

“Os problemas decorrentes da urbanização, como estresse e falta de tempo, muitas vezes levam o indivíduo à má alimentação e ao sedentarismo que, somados à predisposição genética, podem resultar em sobrepeso/obesidade. Juntos, esses são fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes, uma doença crônica e silenciosa com a qual o paciente deverá conviver durante a vida toda”, relata a médica.

Existem diferentes tipos da doença, mas os mais conhecidos são o diabetes tipo 1 e o tipo 2. O diabetes tipo 1 é caracterizado pela falência das células beta no pâncreas e é mais comum em pessoas com idade abaixo dos 35 anos. Já o diabetes tipo 2 ocorre por resistência à ação da insulina, tendo a obesidade como um dos principais responsáveis.

A especialista explica que, no Brasil, o número de pessoas diagnosticadas com a doença é maior em faixas etárias mais altas. Além disso, entre a população com escolaridade baixa a incidência do diabetes é quase três vezes maior porque têm menor conhecimento sobre a doença.

O diabetes também é uma das principais causas de amputações no país, conforme dados da OMS. De todas as amputações que acontecem no Brasil, 70% são em decorrência da doença. E esse problema não se limita ao território brasileiro: a cada um minuto três pessoas ao redor do mundo são amputadas por causa de complicações do diabetes.

A IDF aponta que o Brasil é o quarto país com o maior número de adultos diabéticos. Isso resulta em um gasto anual de cerca de R$ 6,6 bilhões com pessoas com diabetes, valor 5,5 vezes maior que o custo da reforma do estádio do Maracanã.

Como identificar?

Livia explica que o diabetes tipo 1 pode incluir sintomas como excesso de sede, perda de peso repentina e acelerada, fome exagerada, cansaço, vontade de urinar com frequência, problemas na cicatrização, visão embaçada e, em alguns casos, vômitos e dores estomacais.

Já o diabetes tipo 2 é o tipo mais comum. A maioria dos casos não apresenta sintomas, exceto quando a glicemia está muito elevada, aí pode-se apresentar os mesmos sintomas do diabetes tipo 1.

Mulheres são mais suscetíveis

teste-de-glicemia-diabetes-tipo

Números divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o diabetes afeta mais mulheres do que homens. Enquanto 7,8% dos brasileiros foram diagnosticados com a doença, 9,9% das mulheres do País apresentam diabetes.

“O diabetes exerce um impacto maior nas artérias femininas do que nas masculinas. O fato é comprovado cientificamente, mas ainda não se sabe a razão”, relata a médica.

Impotência sexual masculina

O aumento da quantidade de açúcar no sangue, em médio prazo, pode causar lesões nos vasos sanguíneos e nervos, que são os principais elementos responsáveis pela ereção do pênis.

“O tratamento do diabetes, assim como o controle do peso e da pressão arterial, é muito importante para a melhora da ereção. Como em alguns casos a disfunção sexual de origem diabética pode apresentar também fatores psicológicos, torna-se necessário um apoio psicológico, inclusive de seu médico e da parceira.” explica Faccine.

O primeiro passo para o paciente diabético que esteja sofrendo com a impotência é controlar os níveis de açúcar no sangue de forma rápida e efetiva. Com medicamentos e mudança no estilo de vida o paciente pode reassumir a atividade sexual, diminuindo os sintomas da impotência.

“Todo homem deve ter em mente que o diabetes é uma doença silenciosa e quando começam a aparecer os sintomas de disfunção erétil é porque a doença já tem alguns anos de evolução. Após os 40 anos, é recomendável consultar regularmente um urologista. Se o médico detectar alguma alteração na glicemia, será solicitado um acompanhamento endocrinológico para iniciar um tratamento preventivo com o intuito de evitar transtornos no futuro” explica a endocrinologista do Hospital Santa Paula.

Estudos internacionais apontam que 50% dos homens relatarão algum episódio de impotência sexual nos seis primeiros meses após o diagnóstico de diabetes. Mesmo assim, a impotência sexual pode ser bem controlada em quase todos os homens portadores da doença.

Prevenção e tratamento

diabetes-1327517

O tratamento inclui medicações de uso oral e opções injetáveis, como a insulina. Há vários tipos de insulina no mercado, algumas de ação rápida, outras de ação lenta, e a combinação delas são necessárias em alguns casos. Associado ao uso das medicações, é preciso fazer uma dieta com carboidratos complexos (farinha integral e sem açúcar), perder peso quando for o caso e realizar atividades físicas, tanto aeróbicas quanto anaeróbicas.

Fonte: Hospital Santa Paula