Arquivo da categoria: Diabetes

Cão diabético: como identificar e quais raças são predispostas

A perda de peso, o excesso de urina e a ingestão exagerada de água ou de ração são os principais indícios da diabetes mellitus

De acordo com estudos, um em cada 100 cães com mais de 12 anos provavelmente desenvolverá diabetes. Pesquisas apontam ainda que fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos.

Além desses fatores, também existem raças mais sujeitas à doença, como: Schnauzer miniatura e standard, Poodle, Bichon frisé, Foz Terrier, Terrier australiano, Teckel, Beagle, Pinscher miniatura, Golden Retriever, Samoieda, Keeshond, Maltês, Lhasa Apso e Yorkshire Terrier.

shutterstock cachorro balança
Foto: Shutterstock

Diabetes

O médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, elenca alguns sintomas: “A perda de peso, o excesso de urina e a ingestão exagerada de água ou de ração são os principais indícios da diabetes mellitus e exigem a avaliação de um veterinário”, explica.

Segundo Machado, o tratamento pode ser realizado por meio da insulinoterapia, ou não, e da prescrição de uma dieta específica para o cão diabético: “Alguns alimentos são muito importantes para o auxiliar no tratamento, como as rações que contêm cromo, um mineral auxiliar na absorção celular de glicose. O cromo pode melhorar a sensibilidade à insulina e tem sido utilizado até no tratamento da diabetes mellitus nos seres humanos”, afirma o médico veterinário da Equilíbrio.

Predisposição ao diabetes

As fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos e as raças mais predispostas incluem: Schnauzer miniatura e standard, Poodle, Bichon frisé, Fox Terrier, Terrier australiano, Teckel, Beagle, Pinscher miniatura, Golden Retriever, Samoieda, Keeshond, Maltês, Lhasa Apso e Yorkshire Terrier.

cachorro beagle quarto

Sugestão do Veterinário:

Equilíbrio Veterinary Obesity & Diabetic Cães é indicado para pacientes com sintomas de obesidade ou diabetes mellitus. Possui carboidratos, como a cevada e sorgo, que diminuem as variações de glicemia pós-prandial; contém teor elevado de fibras, contribuindo para regular a saciedade do animal; e picolinato de cromo.

equilibrio.png

Fonte: Total Alimentos

Anúncios

Alimentos ajudam a controlar as taxas de glicose no sangue

O diabetes é considerado uma das principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e pode desencadear outras enfermidades como doenças cardiovasculares, renais, problemas na retina (retinopatia diabética), que podem ocasionar catarata e glaucoma.

Em abril de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório global sobre a incidência de diabetes. Segundo a entidade, entre 1980 e 2014, a quantidade de diabéticos quadruplicou, atingindo 422 milhões de pessoas, sobretudo, em países em desenvolvimento. Esse aumento é acompanhado pelo crescimento da incidência da obesidade e sobrepeso na população.

Já a Pesquisa Vigitel 2016, divulgada pelo Ministério da Saúde, aponta que a quantidade de brasileiros diabéticos aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, sendo a maior incidência entre pessoas acima de 65 anos, que representa 27,2%.

O diabetes tipo I ocorre quando o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, e pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens. Já o diabetes tipo II, comum em adultos com mais de 40 anos, ocorre, sobretudo, por causa de maus hábitos alimentares associados ao sedentarismo. Por isso, a melhor forma de se prevenir o diabetes é alinhar a prática de atividades físicas com a alimentação saudável.

diabetes-alimentacao

Muita gente pensa que o açúcar está presente apenas em alimentos e bebidas adocicadas, por isso evitam o consumo desse tipo de produto, mas se esquece de se policiar ao ingerir outros tipos de alimentos, como massas, que são fontes de carboidratos, que por sua vez se transformam em glicose no processo digestivo.

A nutricionista da Grings Alimentos Saudáveis, Marília Zielinski, dá algumas dicas simples de reeducação alimentar para ter refeições mais nutritivas e saudáveis, e que podem ser adotadas tanto por quem deseja controlar ou reduzir os índices glicêmicos. Confira abaixo:

Prefira açúcares menos processados e mais naturais, como o açúcar de coco, que dentre todos os tipos, tem menor índice glicêmico e é uma opção para os diabéticos. O mascavo e o demerara também são mais nutritivos do que o refinado, contudo, não são tão indicados para quem deseja controlar a quantidade de glicose no sangue.

demerara

Opte pelas farinhas integrais em detrimento da farinha branca, pois concentram maior quantidade de fibras, dão mais saciedade, contribuem para o funcionamento do intestino, além de preservarem vitaminas e minerais antioxidantes. As prateleiras dos supermercados já trazem opções como a já tradicional de trigo, fonte rica de proteína, ferro, magnésio, zinco, fósforo, manganês, selênio, vitaminas E e do complexo B. Outra opção para quem quer investir nos integrais, é a farinha de sorgo, rica em fósforo, manganês e selênio.

pao-integral-bellanapoli
Foto: Bella Napoli

Prefira as massas integrais, pois são fontes de fibras, mas ainda devem ser ingeridas com moderação por conter carboidratos.

pasta e pane integrale

Dê preferência ao arroz integral para as refeições diárias. Essa simples troca proporciona inúmeros benefícios, principalmente com relação ao controle das taxas de açúcar no sangue e redução da gordura abdominal. Quanto mais fibras ingeridas, menor é a quantidade de glicose e lipídios absorvidos pelo organismo. Algumas marcas agregam um mix de grãos, como linhaça, gergelim, quinoa etc, deixando a refeição ainda mais saudável e nutritiva.

arroz integral Jules -Stonesoup
Foto: Jules -Stonesoup

Inserir grãos integrais na alimentação diária como chia, linhaça, quinoa, amaranto, sorgo, aveia, entre outros, contribui para aumentar a saciedade e o consumo de fibras, e também diminui a ingestão e absorção de carboidratos nas refeições, além de conter vitaminas e minerais que contribuem para um bom funcionamento do metabolismo do açúcar no organismo.

frutas com chia
Frutas com sementes de chia – Foto: Milza/Morguefile

Fonte: Grings Alimentos

Aposte na dieta para controlar a síndrome metabólica

Aporte nutricional adequado é fundamental para combater o acúmulo de gordura abdominal

Os brasileiros são, sem dúvidas, um povo que se preocupa com a estética, pelo menos é o que apontam os dados do setor. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (Isaps) o país ocupa a segunda posição no ranking de cirurgias plásticas, atrás somente dos Estados Unidos, e o procedimento mais famoso por aqui é a lipoaspiração, que corresponde a extração de gorduras.

No entanto, apesar de toda a preocupação dos brasileiros com a boa forma, pesquisas do Ministério da Saúde apontam que no país 56,9% dos adultos acima dos 20 anos sofrem com excesso de peso, e o percentual é maior ainda entre as mulheres. Porém, a preocupação vai muito além da estética, já que o acúmulo de gordura corporal, especialmente na região do abdome é destacado entre os principais fatores de risco para o surgimento de diversas doenças.

O que sua barriga diz sobre sua saúde

Há dois tipos de gordura na região abdominal: a subcutânea e a visceral. A primeira está localizada logo baixo da pele e acima dos músculos. Ela é mais recorrente em mulheres devido ao estrogênio – hormônio feminino responsável pelo controle da ovulação e que também favorece esse acúmulo de gorduras – e se acumula nos culotes, quadris e barriga, conferindo aquele formato de pera ao corpo. A subcutânea é a gordura mais visível e tem o aspecto mole, além disso é responsável pela celulite. Ela é menos perigosa, porém é a mais difícil de eliminar.

Já a gordura visceral está sob o músculo e em torno dos órgãos e, apesar de ter a função de formar uma parede protetora, seu excesso é extremamente nocivo à saúde, pois coloca a pessoa numa alta taxa de risco para o desenvolvimento de doenças graves como hipertensão, aumento de triglicerídeos, elevação do colesterol ruim e alterações metabólicas. Os homens têm maior propensão para acumular esse tipo de gordura que se concentra prioritariamente na região da barriga e confere um formato de maçã e aspecto duro.

Segundo a nutricionista Sinara Menezes, o acúmulo dessas gorduras é fruto, sobretudo, da má alimentação e do sedentarismo: “Uma dieta desbalanceada, rica em carboidratos simples, pode causar muitos danos ao organismo. O consumo excessivo de açúcar e amido não só propiciam o aumento do tecido adiposo no abdome como também desencadeiam uma série de problemas de saúde, inclusive a síndrome metabólica”, explica a profissional da Nature Center.

O que é síndrome metabólica e seu prejuízo à saúde

As gorduras localizadas na circunferência da cintura têm grandes chances de acarretar patologias que resultem na síndrome metabólica, conhecida antigamente como síndrome X. Ela configura um conjunto de fatores de riscos como obesidade, hipertensão arterial, altos níveis de glicose, colesterol e resistência à insulina – aspectos que aumentam significativamente as chances de desenvolver diabetes e doenças cardíacas. Além disso, ela também está relacionada a uma taxa de mortalidade duas vezes maior, se comparado a população sadia e até três vezes mais em casos de doenças cardiovasculares.

Resistência insulínica é uma das principais causas

Estudos comprovam que, além da obesidade, todas as condições de risco da síndrome metabólica possuem um elo em comum: a ineficiência da insulina. Esse hormônio secretado pelo pâncreas é o responsável pelo metabolismo dos carboidratos, ou seja, ele retira toda a glicose, ingerida por meio dos alimentos, do sangue e conduz para todas as células do organismo para que seja transformada em energia. Além disso, esse hormônio participa de outras funções essenciais como o controle dos níveis de açúcar no sangue e o metabolismo de lipídios e proteínas.

A obesidade é o gatilho

A resistência insulínica começa quando há um ganho de peso excessivo e o aumento do tecido adiposo, fazendo com que o pâncreas tenha que produzir uma quantidade maior do hormônio para que ele consiga desempenhar suas funções no organismo. Porém, quanto mais insulina é liberada, mais as células tendem a se proteger do excesso dela e, com isso, maior será o trabalho do pâncreas que, em determinado momento, perde a capacidade de continuar produzindo mais insulina, e é aí que os níveis de açúcar no sangue ficam elevados e surgem diversas patologias em decorrência disso, como a diabetes tipo 2.

Riscos e sintomas

Em geral as chances de desenvolver a síndrome metabólica aumentam com o envelhecimento, mas pessoas sedentárias e com alimentação desregrada, que possuem histórico de diabetes na família, níveis elevados de gordura no sangue, pressão alta ou o aumento do peso e acúmulo de gordura, principalmente na região da cintura, são mais propensas a serem diagnosticadas com a doença. O grande perigo por trás destes problemas é que a síndrome é silenciosa: em geral as pessoas conseguem conviver bem com os sintomas e a maioria nem sequer percebe a existência da disfunção, quadro que eleva ainda mais o risco para desenvolvimento de doenças graves como a diabetes e as cardiovasculares.

diabetes-alimentacao

Mudança de hábitos

Um dos maiores problemas da vida moderna é a falta de tempo, e isso faz com que a maioria das pessoas acabe se descuidando da alimentação, abrindo mão da própria saúde em prol da praticidade, por isso, ao invés de consumir alimentos naturais e caseiros, grande parte opta pelos industrializados, refeições congeladas e pré-cozidas, que ficam prontas dentro de alguns minutos no micro-ondas, porém, para evitar essas gorduras prejudiciais tanto para a estética quanto para o organismo é crucial a adoção de novos hábitos alimentares.

Segundo a nutricionista, uma dieta nutricional balanceada é a melhor forma de prevenção contra a gordura abdominal: “Para perder barriga não basta somente focar nos exercícios, ainda que sejam necessários para acelerar a queima e fortalecer o organismo, eles sozinhos não fazem efeito. É preciso se preocupar primeiro em corrigir a alimentação, investindo num cardápio equilibrado que ajude a reduzir a gordura de forma eficiente, beneficiando não somente a estética, mas principalmente a saúde”.

O tratamento começa na mesa

Para a nutricionista, o primeiro passo para enxugar a silhueta e dar adeus às gordurinhas indesejadas de forma saudável é reduzir a ingestão calórica e moderar nos carboidratos, além de fugir do sedentarismo. Aliar um cardápio balanceado à pratica de atividades físicas regulares pode garantir uma saúde melhor e até mesmo a famosa “barriga negativa”.

exercicio academia ginastica

Invista nas fibras

As fibras figuram entre os alimentos mais poderosos no processo de emagrecimento, isso porque elas conseguem se prender às moléculas de gordura e reduzir consideravelmente a absorção, eliminando boa parte nas fezes. Outro ponto importante é que elas dão uma sensação de maior saciedade de forma rápida e prolongada, fazendo com que a pessoa se sinta satisfeita com uma quantidade menor de alimento e demore a sentir fome novamente. Elas ainda potencializam o desempenho do intestino e eliminação de toxinas.

Aposte nos termogênicos

Os alimentos termogênicos têm a capacidade de acelerar o metabolismo e aumentar a queima de gorduras. Eles fazem com que o organismo gaste mais energia na digestão e utilize as reservas de gordura do corpo como fonte. Um bom exemplo de termogênico é o café, pois a cafeína presente na bebida estimula o metabolismo, reduz o cansaço e dá mais disposição para praticar exercícios físicos.

café jurere

Mantenha-se hidratado

É recomendado que se consuma pelo menos 2 litros de água por dia. Além de ser fundamental para manter o bom funcionamento do organismo a ingestão adequada de água ainda reduz a retenção de líquidos e diminui o inchaço corporal. Outro ponto importante é que, quando se aumenta o consumo de fibras, a água se torna essencial para evitar o congestionamento do intestino.

Modere os carboidratos

Como são rapidamente absorvidos pelo organismo, os carboidratos simples estão entre os alimentos que tem maior chance de virar gordura estocada no corpo, especialmente na barriga. No entanto, como este nutriente é a principal fonte de energia do organismo não deve ser totalmente eliminado da dieta. A alternativa? Fazer escolhas mais qualificadas

“O ideal é consumir, com moderação, carboidratos complexos, que são os integrais, pois eles são considerados de baixo índice glicêmico devido as suas fibras que ajudam a reduzir a quantidade de absorção no organismo”, afirma Sinara. Ela lista exemplos de substituições inteligentes: “Trocar a batata inglesa pela doce, o arroz branco pelo integral e fazer o mesmo com o tradicional pãozinho francês, substituindo-o pela versão integral”.

arroz integral szafirek
Foto: Morguefile/Szafirek

Diminua o glúten

O glúten é capaz de causar maior lentidão no metabolismo, ou seja, faz com que o organismo queime menos gordura e retarde o processo de emagrecimento. Além disso, ele também induz uma produção maior do hormônio que armazena a gordura na região abdominal e prejudica o desempenho do intestino, impedindo a liberação das toxinas de forma rápida. Portanto, mesmo que a pessoa não seja celíaca e tolere bem o alimento, é preciso moderar o consumo para evitar maiores transtornos.

Fonte: Nature Center

Diabetes: cães necessitam de cuidados especiais durante tratamento

Diabetes é uma doença que atinge humanos e animais em grande escala no país. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), 8,5% da população mundial sofre com esta patologia. No mundo animal, estima-se que aproximadamente 2% dos cães e 0,3 % dos gatos sejam acometidos pelo diabetes.

Geralmente cadelas, entre quatro e quatorze anos, são mais propensas à doença, sendo que a maior parte dos casos acontece entre sete e nove anos de idade. Os machos também podem ser afetados e existem suspeitas de que as raças como Poodle miniatura Dachshund e Terrier tenham predisposição genética para o diabetes.

cachorro doente

Um dos sinais clínicos característicos em cães diabéticos e visualizados através de exames é o excesso de glicose (açúcar) no sangue. Outros sintomas encontrados são: aumento do consumo de água, aumento do volume da urina e incontinência urinária. Os sinais clínicos variam em cada caso, entretanto, é comum que os animais sintam fome além do habitual e mesmo assim, percam peso e sintam-se fracos e cansados. “A atenção do tutor aos sintomas é essencial para que a doença seja diagnosticada precocemente”, comenta Andrea Savioli, membro da COMAC (Comissão de Animais de Companhia), do SINDAN, e Gerente de Produto da Ourofino.

O tratamento do diabetes mellitus, doença caracterizada pela baixa produção de insulina pelo organismo, é bem semelhante entre animais e seres humanos. Quando diagnosticado com esta patologia, o pet deverá ser tratado pelo resto de sua vida, cabendo ao médico-veterinário dosar a quantidade de medicação (insulina) que será administrada para o animal, conforme a complexidade da doença e o metabolismo. “O médico-veterinário fará exames para verificar os níveis adequados de glicose no organismo do animal. Nesta fase, o tutor deve observar atentamente o comportamento do pet e reporta-lo ao veterinário”, completa Andrea.

fat_dog_size

Outra semelhança com humanos é a questão da obesidade: “A obesidade é um complicador em diversas doenças e os pets devem, em todas as fases da vida, realizar exercícios e manter uma dieta equilibrada com base em sua raça, porte, idade e rotina”, finaliza.

Por isso, é necessário que tutores estejam atentos ao comportamento e hábitos dos animais e promovam um ambiente de alimentação saudável e prática de exercícios, evitando assim complicações futuras.

Se você perceber alguns dos sintomas listados, procure um médico-veterinário e mantenha uma frequência de visitas. O profissional é o mais indicado para analisar o comportamento do animal e trata-lo sempre que necessário.

Fonte: COMAC (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal)

 

Diabetes em animais: uma doença que merece a atenção dos tutores de pets

Diabetes mellitus é uma doença endócrina bastante comum em humanos, mas também muito frequente em gatos e cães, e que ocorre quando há deficiência absoluta ou relativa de insulina, o hormônio responsável pela regulação do metabolismo da glicose, que é a principal fonte de energia do organismo.

Em alguns casos, os animais já nascem com esta disfunção metabólica e o acompanhamento do médico veterinário deve ser constante e associado a uma alimentação adequada e a administração correta dos medicamentos prescritos. Por outro lado, alguns fatores são predisponentes e podem ser controlados pelo tutor, como a prevenção do sobrepeso e obesidade.

Nos cães, a ocorrência mais comum é o Diabetes mellitus insulinodependente (Tipo 1), em que o animal apresenta redução ou ausência da produção de insulina e, por isso, necessita da aplicação exógena da insulina. Os sintomas mais característicos da doença são: sede excessiva, aumento do volume de urina e incontinência urinária. Os cães afetados muitas vezes perdem peso, apesar do aumento de apetite. Outros sintomas podem incluir perda de visão, cansaço e fraqueza.

A incidência do Diabetes mellitus (DM) varia de 1 entre 500 cães, com idades de 4 a 14 anos, e pico de prevalência entre 7 e 10 anos, sendo as fêmeas mais acometidas se comparado com os machos. O DM juvenil (diabetes insulinodeficiente) ocorre em cães com menos de um ano de idade, porém é de ocorrência muito rara.

Entre as raças que mais sofrem com a doença destacam-se poodle, schnauzer, beagle, spitz, lhasa apso, labrador, golden retriever, pastor alemão, cocker spaniel, rottweiler, pastor de shetland, daschund e yorkshire. O DM também é diagnosticado em cães sem raça definida.

Já no caso dos gatos, a maioria dos pacientes desenvolve Diabetes mellitus insulinorresistente (Tipo 2), semelhante ao diabetes observada em humanos, na qual ocorre baixa produção de insulina. Os principais fatores predisponentes são a obesidade e a idade avançada. Entre os sintomas mais característicos está a necessidade de beber mais água que o normal e urinar mais, e fome constante sem ganho de peso. Além disso, os gatos quando estão doentes costumam ficar mais quietos que o habitual.

A incidência do diabetes em felinos é comum em animais com mais de 10 anos e pode atingir mais machos do que fêmeas.

Dicas de controle do diabetes:

Cães

· A escolha do alimento correto é muito importante, pois vai auxiliar na manutenção da glicemia;
· A recomendação veterinária sobre a quantidade de ingestão calórica diária pode evitar a obesidade e, consequentemente, a resistência à ação da insulina;
· Uma alimentação adequada permite maior estabilidade do quadro clínico do animal e, em alguns casos, até exclui a necessidade de medicação.

 

cachorro-gato
Gatos

· Corrigir hábitos alimentares para combater e prevenir a obesidade;
· Garantir horários corretos e a quantidade calórica adequada em cada refeição;
· Uma dieta apropriada contribui para minimizar a hiperglicemia após a alimentação.
A Royal Canin tem no portfólio da Linha Veterinary Diet alimentos que auxiliam no tratamento de animais com diabetes:

Cães
· – Diabetic Canine (alimento seco)
· – Diabetic Special Low Carbohydrate Canine Wet (alimento úmido)

Ambos os alimentos possuem formulação específica que ajuda a diminuir as variações da glicemia após a alimentação. Possuem alto teor de proteína, que promove a manutenção da massa magra e limita a depósito de gordura. Deve ser prescrito por um médico  veterinário.

gato-cachorro-royal

Gatos
-Diabetic Feline: Alimento seco com formulação específica que ajuda a diminuir as variações da glicemia após a alimentação. Possui alto teor de proteína, que assegura um fornecimento equilibrado de glicose. Deve ser prescrito por um Médico-Veterinário.

Fonte: Royal Canin

Saiba mais sobre diabetes e cães

Papel do tutor é fundamental para o tratamento da doença

Assim como nos humanos, os cães também podem desenvolver diabetes, doença que pode surgir geralmente em animais idosos, a partir dos sete anos. A maior incidência ocorre em fêmeas com excesso de peso, mas pode surgir, eventualmente, em cães mais jovens e até mesmo em filhotes, como diabetes precoce.

“Essa afecção, se não for controlada, pode levar a falência do animal, mas se o tutor seguir as orientações do médico veterinário, a qualidade de vida do animal poderá ser pouco impactada”, declara o médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional, Marcello Machado

A doença é causada tanto pela diminuição da produção de insulina quanto pela diminuição de sua ação. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que auxilia a mover a glicose do sangue para as células do corpo, onde é utilizada para produzir energia. “Pode ser um fator genético, ou seja, o cão nasce com propensão à doença e a má alimentação ajuda no aparecimento da diabetes; ou pode ser imunomediada, situação na qual o sistema imunológico do cão trabalha contra o pâncreas à medida que este tenta produzir insulina”, explica Marcello.

diabetes-cachorro-insulina

O especialista cita cinco fatores importantes para identificar se o cão possui essa doença:

1. Formiga perto do xixi: se a urina do cãozinho estiver atraindo formigas, pode ser um sinal de alerta. Os cães diabéticos têm deficiência na produção de insulina (hormônio responsável por transportar a glicose do sangue para as células do organismo), por isso a concentração de glicose fica muito elevada e, consequentemente, é eliminada em maiores quantidades na forma de urina.

2. Obesidade: em geral, a diabetes é causada pela genética, mas a obesidade e sedentarismo podem desencadear a doença.

shutterstock_96165782
Foto: Shutterstock

3. Sede excessiva: o animal diabético tem muita sede e, consequentemente, aumento no volume de urina. Além disso, pode apresentar perda de peso repentina.

4. Idade do animal: de acordo com estudos, um em cada 100 cães com mais de 12 anos provavelmente desenvolverá diabetes. Pesquisas apontam ainda que fêmeas são acometidas duas vezes mais que os machos.

5. Raças mais predispostas à doença: schnauzer miniatura e standard, poodle, bichon frisé, fox terrier, terrier australiano, teckel, beagle, pinscher miniatura, golden retriever, pug, samoieda, keeshond, maltês, lhasa apso e yorkshire terrier.

poodle

Produto indicado para cães acima do peso e com diabetes:

OD caes.png

Fonte: Marcello Machado, Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos e médio veterinário da Equilíbrio.

Dia Mundial da Diabetes alerta para os riscos da doença em cães e gatos

Veterinária da Petz orienta sobre os cuidados para combater o mal que pode provocar complicações como catarata e levar à perda de visão em pets

O Dia Mundial da Diabetes, 14 de novembro, é uma data importante para alertar sobre os riscos que a doença também pode causar nos bichinhos de estimação. Assim como nos humanos, os casos têm sido cada vez mais frequentes entre os pets. “Essa doença silenciosa, se não tratada adequadamente, pode trazer diversas complicações para os cães e gatos”, afirma Camila Canno Garcia, veterinária da Petz.

Entre as consequências mais comuns estão catarata e uveíte (inflamação nos olhos), que podem levar à cegueira, além de hipertensão e doença renal. “Por isso, é importante ficar atento aos principais sintomas como sede excessiva, aumento da quantidade de urina e do apetite e perda de peso. Quanto antes for descoberta a doença, melhores serão os resultados do tratamento”, orienta a veterinária.

O que é a doença

Diabetes se caracteriza pela deficiência hormonal que reduz a capacidade do sangue de metabolizar a glicose oriunda dos alimentos. O tipo 1 é o mais comum entre os cães, e ocorre quando as células do pâncreas não produzem insulina suficiente, precisando de reposição diária do hormônio. As fêmeas de 5 a 15 anos de raças pequenas, como poodle, daschund e yorkshire, têm mais predisposição a desenvolver o diabetes. Já a maioria dos gatos diabéticos apresenta o tipo 2 (relacionado, em humanos, com obesidade), que pode ser transitória.

gato_obeso_2016718113740

Estilo de vida

A propensão genética, a obesidade, o uso contínuo de algumas medicações à base de corticoide, o hiperadrenocorticismo (doença hormonal), a pancreatite e a doença renal são alguns dos fatores de risco. Mas a veterinária destaca que o aumento de casos também pode estar associado à dieta e aos hábitos dos tutores, que refletem na vida de seus bichinhos de estimação.

“Um pet acima do peso e sedentário deverá ter complicações com o tratamento, na ação da insulina e no controle da glicemia. Portanto, é imprescindível que dieta e atividades físicas façam parte da rotina do pet e do tratamento”, explica Camila. Em gatos, estes fatores são mais perigosos. No entanto, diagnosticados precocemente e tratados, os felinos têm a possibilidade de remissão da doença.

cachorro-diabete

Como cuidar

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como o de glicemia (dosagem de “açúcar no sangue”) e de urina, juntamente com uma investigação dos sintomas. Para a prevenção, a dica é manter um peso ideal, alimentação balanceada, estimular o pet a praticar atividades físicas e levá-lo para checkups anuais.

O tratamento inclui aplicações diárias de insulina, dieta adequada, atividade física e controle de possíveis complicações. Outras medidas indicadas são a castração e a investigação de doenças simultâneas ou infecções, para ter um bom controle da glicemia. Rações diet e diversos medicamentos garantem a qualidade de vida, mas é preciso sempre levar o pet ao veterinário, pois só o profissional poderá definir o que é melhor para cada um.

Fonte: Petz

Dia Mundial da Diabetes: cirurgia metabólica poderá revolucionar tratamento

CFM avalia proposta de criação de critérios rígidos para indicação da cirurgia que é alternativa eficaz no controle da doença e apresenta resultados melhores do que terapias clínicas, quando estas falham; estimativas apontam que em 2040 a cada dez adultos um será diabético

Em 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Diabetes, data que marca a importância da conscientização, prevenção e combate a esta doença crônica e de difícil controle. De acordo com dados da IDF – International Federation of Diabetes, em 2015, cerca de 415 milhões de adultos tinham diabetes, número que deve chegar a 642 milhões em 2040 na proporção de um diabético em cada dez adultos. A IDF também alerta que em dois adultos com diabetes, um não é diagnosticado e que 12% das despesas globais com saúde são utilizadas em adultos com a doença.

Atualmente, no Brasil, são cerca de 13,5 milhões de diabéticos, de acordo com a SBD-Sociedade Brasileira de Diabetes. É neste cenário que os diabéticos poderão ter um novo aliado, além da terapia clínica, na luta contra a doença: a cirurgia metabólica.

“Diabetes vem crescendo vertiginosamente em todo o mundo e a comunidade científica está buscando soluções para combater esse avanço. Sem dúvida a cirurgia metabólica representa uma opção para os pacientes que não conseguem controlar a glicemia elevada com os tratamentos convencionais”, comenta Josemberg Campos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Em todo mundo diversos estudos e pesquisas científicas comprovam que a intervenção cirúrgica é uma opção real e efetiva para controlar o diabetes descompensado. “A cirurgia metabólica é tecnicamente similar aos procedimentos da bariátrica, mas possui o objetivo específico de tratar e controlar síndromes metabólicas, que têm como principal característica a resistência insulínica”, explica Campos.

Diretrizes para a cirurgia metabólica

Em maio deste ano, um comunicado assinado por 45 entidades mundiais que estudam a diabetes, entre elas a SBCBM, foi publicado no jornal Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes. O documento foi elaborado em setembro do ano passado durante o 2º DSS – Diabetes Surgery Summit, que aconteceu em Londres.

O texto endossa a cirurgia metabólica como opção de tratamento da diabetes tipo 2, em linha com as evidências científicas apresentadas em diversos estudos internacionais e apresenta algumas diretrizes para o procedimento, entre elas, a realização da cirurgia em pacientes com IMC – Índice de Massa Corporal entre 30 kg/m² e 35 kg/m².

banda-gastrica

Eficácia comprovada por estudos

Diversos estudos e pesquisas científicas nacionais e internacionais revelam que a intervenção cirúrgica é uma opção real e efetiva para controlar o diabetes. Além da já conhecida cirurgia bariátrica, a cirurgia metabólica é uma das formas de controle desta doença crônica e progressiva. Tecnicamente são similares, porém a segunda tem o objetivo principal de tratar e controlar os componentes da Síndrome Metabólica, que têm como dentre suas características a hiperglicemia e resistência insulínica.

Um dos estudos, realizado pelo National Institute for Health Research, do Reino Unido, e publicado na revista Lancet Diabetes & Endocrinology, avaliou o efeito da cirurgia bariátrica no desenvolvimento de diabetes tipo 2 em indivíduos operados e numa população de indivíduos obesos. O resultado apontou que a cirurgia bariátrica reduz em 80% o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 nos operados.

Outro levantamento publicado pela Lancet e conduzido pelo King’s College London e Università Cattolica de Roma, comparou os resultados em longo prazo do tratamento clínico e do cirúrgico do diabetes. Em cinco anos não houve mortalidade nem complicações, sendo que 50% do grupo cirúrgico tiveram e mantiveram a remissão da diabetes, contra nenhum dos pacientes submetidos ao tratamento convencional.

Mais um estudo de destaque é o STAMPEDE – Surgical Therapy and Medications Potentially Eradicate Diabetes Efficiently, primeiro randomizado feito para analisar a efetividade de tratamentos cirúrgicos e clínicos para o diabetes tipo 2, conduzido pela Cleveland Clinic. Os resultados mostram que os grupos cirúrgicos obtiveram controle glicêmico, perda de peso consistente e redução de medicamentos para diabetes tipo 2, assim como diminuição do risco cardiovascular. Após cinco anos, os efeitos metabólicos do tratamento cirúrgico se mantêm e são efetivos no tratamento da doença tanto em obesos moderados ou severos.

Fonte: SBCBM

Metade dos diabéticos no Brasil não sabem que tem a doença

Segundo dados da OMS, mais de 16 milhões de brasileiros adultos são diabéticos. A Sociedade Brasileira de Diabetes afirma que metade dos pacientes não sabem que tem a doença

O consumo de alimentos com altos índices de açúcar somado ao sedentarismo são alguns dos hábitos que têm aproximado milhares de pessoas de uma doença crônica silenciosa:  diabetes. A hereditariedade, principalmente quando os familiares que têm a doença são avôs, avós, pais e irmãos, é um alerta. Outro ponto importante é o sobrepeso. Segundo dados do Ministério da Saúde, 48,5% da população brasileira está acima do peso, e a balança em desequilíbrio é um dos principais fatores de risco para o aparecimento de diabetes.

No Dia Mundial do Diabetes, a endocrinologista da rede de centros médicos dr.consulta, Fernanda Lustosa, afirma que há dois tipos da doença. O diabetes tipo 1 se manifesta de forma mais agressiva e aguda, não se pode prevenir porque é uma autoimune e pode provocar grande perda de peso em apenas poucas semanas.

Já o tipo 2, apesar de ser silenciosa no início, trata-se de uma doença crônica que pode trazer muitos prejuízos à saúde. Adotar hábitos saudáveis é a única forma de evitar o surgimento da patologia. Para isso, dietas baseadas em alimentos com baixo índice glicêmico e a prática de exercícios físicos regulares precisam fazer parte da rotina.

Além disso, a médica alerta que é fundamental fazer exames para verificar o nível de glicose no sangue por meio do exame glicemia de jejum anualmente, e buscar a ajuda de um endocrinologista se surgir algum sintoma. Dependendo dos fatores de risco do paciente, outros exames podem ser solicitados pelo médico, como o de curva glicêmica e o de hemoglobina glicada – este último verifica o índice de glicemia do paciente nos últimos três meses.

Sobrepeso e diabetes gestacional também são fatores de risco

Vale ressaltar que os números sobre a saúde dos brasileiros não trazem boas notícias. Segundo dados do Ministério da Saúde, 48,5% da população brasileira está acima do peso, e a balança em desequilíbrio é um dos principais motivadores do diabetes.

No caso das mulheres que têm níveis altos de glicose no sangue durante a gestação, a chance de se tornarem diabéticas é 60% maior. Nesse caso, merecem atenção aquelas que tiveram bebês muito grandes, nascidos com quatro quilos ou mais, por exemplo. Muitas vezes, a mãe pode ter tido um diabetes discreto, que não foi identificado ou tratado na gestação. É preciso manter hábitos saudáveis e exames periódicos em dia.

Urinar com frequência, em especial durante a noite, escurecimento da pele na região do pescoço (sintoma de aumento da resistência do organismo à insulina), boca seca e necessidade de tomar muito líquido, perda de peso e visão embaçada estão entre os indicativos de que a pessoa pode ter a doença. “Como os sintomas demoram a surgir e podem aparecer de forma isolada, sem que o paciente identifique como algo relevante, fundamental manter os exames em dia”, finaliza Fernanda.

dr.consulta.png

Fonte: dr. consulta

Diabetes: pesquisa nacional do IBOPE revela hábitos dos brasileiros

 · Para 92% dos entrevistados diabéticos ou cuidadores, a prática de atividades físicas, aliada a uma alimentação saudável, é de fundamental importância para o controle da diabetes – entretanto 2 em cada 3 NÃO praticam exercícios (64%).

· Entre os não diabéticos, um em cada três brasileiros nunca mediu a glicemia.

· Pesquisa foi realiza pela Merck, empresa alemã líder em ciência e tecnologia, com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Doença crônica de alta incidência no Brasil, a diabetes acomete 14,3 milhões de brasileiros[1]. Uma das características da doença é que ela começa de forma quase assintomática – mas que oferece sérios riscos à saúde. E os números que já assustam, aumentam a cada ano, graças ao estilo de vida que, muitas vezes, combina sedentarismo com má alimentação. Não por acaso, a Organização Mundial da Saúde já classifica a doença como epidemia, com 422 milhões de pessoas diagnosticadas no mundo[2].

Para entender melhor este cenário e como o brasileiro – diabético ou não diabético – se relaciona com a doença, a Merck, empresa alemã líder em ciência e tecnologia, com o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), encomendou uma pesquisa nacional ao IBOPE, que revelou alguns dados interessantes.

“Os resultados de todas as pesquisas comportamentais já realizadas mostram que a Diabetes ainda é um assunto que precisa de atenção. E os desafios para combater essa doença atingem toda a sociedade, pacientes e profissionais da área”, avaliou Marcio Krakauer, endocrinologista e colunista da Sociedade Brasileira de Diabetes.

BLOCO DE PESQUISA COM DIABÉTICOS E CUIDADORES

A pesquisa realizada com diabéticos e cuidadores de convívio diário com pacientes de diabetes revelou que boa parte daqueles que têm a doença não suspeitou do problema e recebeu o diagnóstico por outros motivos. Além disso, fica evidente que este público pratica pouco exercício físico, têm níveis alterados de glicemia e aparentam não saber de todas as implicações que uma doença mal controlada pode causar.

A pesquisa mostrou:

· 29% descobriram a doença em exame de rotina ou ao tratar outro problema. Não suspeitaram que tinham a doença;

· 66% utilizam a consulta médica como forma de controle da doença – e apenas 39% considera a alimentação saudável efetiva para o tratamento;

· Para 92% dos entrevistados, a prática de atividades físicas aliada a uma alimentação saudável é de fundamental importância para o controle da diabetes – entretanto 2 em cada 3 NÃO praticam exercícios (64%);

· 24% já interromperam o tratamento pelo menos uma vez;

· Manter uma alimentação saudável é a maior dificuldade encontrada no tratamento;

· Mais da metade está com a glicemia acima do normal.

BLOCO DE PESQUISA COM NÃO DIABÉTICOS

Os dados chamam ainda mais atenção aos que não convivem com o diabetes. Questionados se consideram bem informados sobre o assunto em uma escala de 1 a 5, apenas 39% dão nota igual ou superior a 4. Reflexo disto, é o baixo conhecimento espontâneo dos sintomas e das implicações da doença.

Ainda, 59% deste público nunca mediu suas taxas de glicose ou o fez pela última vez nos últimos 12 meses.

“Um dos aspectos que mais chama atenção é que uma parcela significativa da população não associa o consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo ao surgimento de diabetes”, alerta Krakauer.

Veja os números:

· 1 a cada 3 brasileiros nunca mediu a glicemia;

· 32% são pouco ou nada informados sobre a doença;

· 28% alegaram não conhecer os sintomas da diabetes.

Informações extras sobre diabetes [3]

· No Brasil existem mais de 14,3 milhões de pessoas vivendo com Diabetes – 9,4% da população

· Entre 5 e 10% do total de portadores da doença pertencem ao tipo 1

· 90% dos portadores de Diabetes pertencem ao tipo 2

· 70% dos casos tipo 2 pode ser prevenida ou atrasada por meio da adoção de estilo de vida mais saudável

· Em 2015, a cada 11 adultos, um tem diabetes. Em 2040, será 1 a cada 10 adultos

· A cada 6 segundos, uma pessoa morre de diabetes no mundo (5 milhões de mortes em 2015)

· Entre o tipo 1 e tipo 2, foi identificado o Diabetes Autoimune do Adulto (LADA)

Merck.png

Sobre a pesquisa IBOPE

Foram realizadas 2.002 entrevistas em 142 municípios com a finalidade de conhecer o público não-diabético, diabético e pessoas que participam do tratamento de diabéticos, chamados de “cuidadores”. As entrevistas foram pessoais e domiciliares e com a utilização de questionário estruturado. O perfil dos entrevistados foram 52% de mulheres e 48% de homens maiores que 16 anos.

Após aplicação de filtro, estas 2002 entrevistas tornaram-se as seguintes subamostras:

•Diabéticos + Cuidadores na condição de informante: 500 entrevistas (erro: 4 pp)
•Não diabéticos: 1502 entrevistas (erro: 3 pp)

Fonte: Merck