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Nutricionista fala sobre SII, dieta fodmap e dá receitinha fácil de fazer

Entrevistei a nutricionista Andréa Marim, especialista em Nutrição Esportiva pela Universidade São Judas Tadeu, com formação complementar em fitoterápicos, nutrição funcional e probióticos e prebióticos. Ela fala sobre a SII (síndrome do intestino irritável) e ainda dá algumas dicas de alimentação e uma receitinha gostosa e fácil de fazer. Confira:

Pergunta – Entre seus clientes/pacientes há pessoas com a SII?
Resposta – Sim, tenho. Os problemas da maioria das pessoas surgem devido a uma alimentação desequilibrada, consumo de fast food, produtos industrializados e processados ricos em corantes, conservantes, acidulantes, temperos industrializados e ricos em gorduras. Já a síndrome do intestino irritável é um distúrbio funcional, sem causa anatômica nem lesões que o justifiquem e acomete mais de 2 milhões de pessoas por ano no Brasil. Por isso, seu diagnóstico é de fundamental importância para excluir a possibilidade de moléstias graves. A procura dos pacientes é tão grande, no mundo todo, que já existem países, como Austrália e Nova Zelândia, que estão investindo em receitas e produtos fodmap-free, dieta usada no tratamento da SII.

P – Acha que estão aumentando os casos ou são as pessoas que estão se dando conta de que precisam procurar ajuda?
R – Estão aumentando os casos e, consequentemente, as pessoas procuram ajuda devido ao desconforto. O estresse do dia a dia e os problemas emocionais também contribuem para o surgimento da doença.

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P – No caso dessas pessoas, sabe se elas também vão a psicólogos e/ou psiquiatras?
R – Sim, pois o problema está ligado ao cérebro, pois fatores emocionais contribuem para SII. O intestino tem enervação própria e hormônios que regulam a sua capacidade de excreção. A coordenação motora do intestino é necessária para fazer o bolo fecal progredir nos intestinos (movimentos peristálticos) que depende não só de estruturas anatômicas (músculos, mucosas etc.), mas de mediadores químicos que vão agir nas fibras musculares provocando contrações. Esses mediadores são semelhantes aos liberados pelo sistema nervoso central, a ponto de, em Medicina, o intestino ser considerado um segundo cérebro. Há um nervo do sistema parassimpático, o vago, que estimula a secreção de ácido, de enzimas digestivas e que coordena a movimentação do intestino. Há cinco anos foi descoberto que existem hormônios e receptores para esses hormônios localizados no tubo digestivo, parecidos com aqueles encontrados no sistema nervoso central e que são chamados de encefalinas, por analogia a encéfalo (cérebro). Portanto, o tubo digestivo possui enervação própria e hormônios que regulam sua motilidade e capacidade de secretar. Tudo isso nos permite afirmar que existe relação direta entre a emoção integrada no hipotálamo e a motilidade do intestino. O intestino é o nosso segundo cérebro metabólico, é onde processamos os alimentos e onde temos tudo que precisamos para o metabolismo funcionar.

P – As pessoas conseguem se adaptar às mudanças alimentares facilmente?
R – A mudança de hábitos alimentares não é fácil, mas é preciso fazê-la para a melhora do quadro e dos sintomas.

P – Você citou a dieta fodmap? Chega a indicá-la a muitas pessoas?
R – Acho uma excelente forma de investigar e encontrar os alimentos que possam estar contribuindo para a piora da SII e, sim, eu a indico. Este tipo de dieta funciona com a exclusão de alimentos em conjunto ao tratamento à base de probióticos e prebióticos (bactérias que auxiliam na regulação do intestino), de forma que se possa diminuir a hipersensibilidade do órgão, reconstruindo a parede do intestino sensível e melhorando a imunidade. Além dos problemas abdominais, a dieta de baixo fodmap também pode ajudar no tratamento de doenças mentais, como depressão e ansiedade. Isso porque grande parte da serotonina, neurotransmissor que controla o nosso humor, é fabricada no intestino. Assim, manter o funcionamento regular do órgão pode significar mudanças positivas também à mente. Dependendo do caso, fazemos ou não a reintrodução de certos alimentos, porque é uma dieta para um tempo específico. Se a síndrome permanecer, é necessário uso da dieta por longa duração. Ela deve ser feita durante ciclos de três meses, retirando determinados alimentos do dia a dia do paciente e, após esse tempo, começa-se uma reeducação alimentar: a cada 20 dias reintroduz-se um novo alimento para testar a tolerância do organismo.

P – Pode dar um exemplo de dieta indicada para uma pessoa com a síndrome?

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Imagem meramente ilustrativa. Foto: Banana.blog

Café da manhã: vitamina de banana + 200 ml de leite vegetal (amêndoas) + 2 colheres de sopa de aveia;
Lanche da Manhã: 1 fatia de melão + 3 castanha-do-pará
Almoço: risoto de arroz com frango e legumes (tomate /abobrinha e cenoura)
Lanche da tarde: 200 ml de iogurte desnatado e sem lactose + 2 colheres de chá de chia
Jantar: peixe cozido com batata e cenoura e couve refogada

P – Há alguma receita fácil que possa indicar?

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Imagem meramente ilustrativa – Foto: Arno

Escondidinho de mandioquinha com carne seca (ou frango desfiado)

Ingredientes:
200 g de mandioquinha cozida
50 ml de leite vegetal
Sal a gosto
1 colher de chá manteiga ghee
100 ml de molho de tomate orgânico (caseiro)
15 g de queijo parmesão
Folhas de manjericão

Modo de preparo:
Misture a mandioquinha cosida com a manteiga ghee o leite e o sal e dívida e 2 porções. Em um refratário (vidro ou porcelana) coloque 1 porção do purê de mandioquinha +acrescente a carne seca desfiada e temperada e cubra com a segunda parte da mandioquinha. Acrescente o molho de tomate e salpique o parmesão ralado, coloque em forno médio por 20 minutos.

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Fonte: Andréa Marim é graduada em Nutrição pela Universidade Bandeirantes de São Paulo, especializada em Nutrição Esportiva pela Universidade São Judas Tadeu. Possui formação complementar em fitoterápicos e suplementação para emagrecimento, nutrição funcional, probióticos e prebióticos; nutrição e estética. Tem experiência em nutrição clínica, coordenação de programas de nutrição, análises de carências alimentares e aproveitamento dos recursos dietéticos, além de prestação de assistência nutricional a indivíduos e coletividades (sadios e enfermos), realizando a prescrição, planejamento e avaliação de dietas. Já atuou na Clínica de Estética Onodera; na Clínica Dermatológica Drª Marcia Salhani; na Clínica Drª Michele Haikal, em consultoria e assessoria para empresas no ramo de alimentação e gerenciando restaurantes comerciais.

Bolo Fodmap de Cenoura para pessoas com restrições alimentares

Uma pergunta comum quando se segue a dieta do Fodmap é em torno do uso de farinha de trigo espelta, também conhecida como trigo selvagem ou trigo ancestral. Recentemente, a Monash University publicou um artigo sobre esta farinha e a tolerância para aqueles que seguem a dieta do Fodmap.

A análise concluiu que, enquanto a farinha de trigo espelta tende a ser menor em Fodmaps do que a farinha de trigo tradicional, ela ainda tem um conteúdo Fodmap maior do que as farinhas sem glúten. Com isso em mente, é importante que você conheça sua própria tolerância a determinados ingredientes e, se decidir consumir este tipo de farinha, certifique-se de limitar sua ingestão.

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A seguir uma receita que leva este ingrediente:

Bolo Fodmap de Cenoura

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Ingredientes

1 xícara de chá de farinha de trigo espelta comum (trigo selvagem ou trigo ancestral)
3/4 xícara de açúcar demerara
125g de nozes trituradas (você sempre pode picar nozes inteiras)
1 1/2 xícaras de chá de cenoura ralada
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela
175g de óleo de coco
2 ovos

Modo de fazer

1. Pré-aqueça o forno a 180 °C e forre uma fôrma redonda com papel manteiga.
2. Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes secos com a cenoura ralada. Dê uma rápida mexida para que a cenoura se misture, isso ajuda um pouco quando você adiciona ingredientes úmidos.
3. Se o seu óleo de coco tiver solidificado, aqueça-o suavemente para devolvê-lo ao estado líquido e adicione-o aos seus ingredientes secos juntamente com os ovos. Misture bem todos os ingredientes para combinar.
4. Despeje a mistura em sua fôrma pré-preparada e asse por cerca de 45 minutos, ou até que um palito saia limpo. Retire do forno, uma vez cozido, e deixe descansar por 5 minutos antes de virar e desenformá-lo.

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Fonte: Fructose & Friendly

Sugestões de dietas para quem tem síndrome do intestino irritável

Síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem desconfortável caracterizada por mudanças dramáticas nos movimentos intestinais. Algumas pessoas experimentam diarreia, enquanto outras têm constipação ou, ainda, ambas intercaladas. Cãibras e dores abdominais podem tornar as atividades cotidianas insuportáveis.

Intervenção médica é importante no tratamento da SII, mas você sabia que certas dietas podem melhorar seus sintomas? Explore as dietas mais comuns disponíveis para reduzir os sintomas desconfortáveis e trabalhe para levar uma vida saudável.

1. Dieta rica em fibras

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A fibra adiciona volume às suas fezes, o que ajuda nos movimentos. O adulto médio deve ingerir 20 a 35 gramas de fibra por dia. Enquanto isso parece bastante simples, o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos EUA estima que a maioria das pessoas só come 5 a 14 gramas por dia.

Alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e grãos integrais são nutritivos e ajudam a prevenir a constipação. No entanto, se você sentir inchaço devido ao aumento da ingestão de fibras, tente se concentrar apenas na fibra solúvel encontrada em frutas e vegetais, em vez de grãos.

2. Dieta pobre em fibras

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Foto: Jan Fidler

Embora a fibra possa ajudar algumas pessoas com a síndrome, o aumento da ingestão de fibras pode piorar os sintomas se você tiver gases e diarreia com frequência. Antes de eliminar completamente a fibra de sua dieta, concentre-se nas fontes de fibras solúveis encontradas em itens de produção, como maçãs, frutas vermelhas, cenouras e farinha de aveia. A fibra solúvel se dissolve na água em vez de adicionar volume extra associado à fibra insolúvel. Fontes comuns de fibra insolúvel incluem grãos integrais, nozes, tomates, passas, brócolis e repolho.

Você também pode considerar tomar medicamentos antidiarreicos 30 minutos antes de ingerir fibras para reduzir os efeitos. Esse método é especialmente útil quando se come em restaurantes e fora de casa. No entanto, você não deve se habituar a isso.

3. Dieta sem glúten

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Foto: Shutterstock

O glúten é uma proteína encontrada em produtos feitos de grãos, como pão e macarrão. A proteína pode danificar os intestinos naqueles que são intolerantes ao glúten. Algumas pessoas com sensibilidade ou intolerância ao glúten também apresentam SII. Em tais casos, uma dieta sem glúten pode reduzir os sintomas.

Elimine cevada, centeio e trigo da sua dieta para ver se os problemas gastrointestinais melhoram. Se você é fanático por pão e massas, ainda há esperança. Você pode encontrar versões sem glúten de seus produtos favoritos em lojas de alimentos saudáveis e muitas mercearias.

4. Dieta de eliminação

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Uma dieta de eliminação se concentra em evitar certos alimentos por um período prolongado de tempo para ver se os sintomas da SII melhoram. A Fundação Internacional para Distúrbios Gastrointestinais Funcionais (IFFGD) recomenda cortar esses quatro “culpados” comuns: café, chocolate, fibra insolúvel e nozes.

No entanto, você deve renunciar a qualquer alimento que você achar suspeito. Elimine completamente um alimento de sua dieta por 12 semanas de cada vez. Anote quaisquer diferenças nos sintomas da SII e passe para a próxima comida da sua lista.

5. Dieta com baixo teor de gordura

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Alimentos ricos em gordura são conhecidos por contribuir para uma variedade de problemas de saúde, como a obesidade. No entanto, eles podem ser especialmente difíceis para aqueles que têm SII, agravando os sintomas. Alimentos ricos em gordura são geralmente pobres em fibras, o que pode ser problemático para a constipação relacionada à SII. De acordo com a Cleveland Clinic, alimentos gordurosos são particularmente ruins para pessoas com SII mista, que é caracterizada por uma combinação de constipação e diarreia.

Embarcar em uma dieta com baixo teor de gordura é bom para o coração e pode melhorar os sintomas intestinais desconfortáveis. Em vez de comer frituras e gorduras animais, concentre-se em carnes magras, frutas, legumes, grãos e laticínios com baixo teor de gordura.

6. Baixa dieta Fodmap

Fodmaps são carboidratos difíceis de serem digeridos pelo intestino. Uma vez que esses carboidratos puxam mais água para o intestino, as pessoas com SII podem sentir mais gases, inchaço e diarreia depois de ingerir esses alimentos. A sigla significa “oligossacarídeos fermentáveis, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis”. Restringir temporariamente ou limitar sua ingestão de alimentos ricos em Fodmap por seis a oito semanas pode melhorar os sintomas da SII.

É importante notar que nem todos os carboidratos são Fodmaps. Para um melhor resultado, você tem que remover os tipos certos de alimentos.

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Alimentos para evitar incluem:

-Lactose (leite, sorvete, queijo, iogurte)
-Certas frutas (pêssegos, melancia, peras, mangas, maçãs, ameixas, nectarinas)
-Legumes
-Xarope de milho rico em frutose
-Edulcorantes
-Pão à base de trigo, cereais e massas
-Castanha de caju e pistache
-Certos legumes (alcachofra, aspargos, brócolis, cebola, couve de bruxelas, couve-flor, cogumelos)

Tenha em mente que, embora essa dieta elimine algumas frutas, nozes, verduras e laticínios, ela não elimina todos os alimentos dessas categorias. Se você beber leite, escolha leite sem lactose ou outras alternativas, como arroz ou leite de soja. Para evitar refeições excessivamente restritivas, fale com um nutricionista antes de começar esta dieta.

Sua melhor dieta

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Certos alimentos podem ajudar a melhorar a relação com a SII, mas as pessoas são diferentes. Examine seus sintomas e converse com seu médico antes de iniciar uma nova dieta. Fique em sintonia com a forma como o seu corpo reage a certas dietas, pois poderá ter de ajustar os alimentos que ingere. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, você deve beber muita água, fazer exercícios regularmente e diminuir sua ingestão de cafeína para promover a regularidade e minimizar os sintomas da SII.

Fonte: HealthLine

SII: tudo o que você precisa saber sobre a dieta low fodmap

Estudos têm demonstrado que dietas low fodmap podem ajudar a melhorar os sintomas da síndrome do intestino irritável

Fodmap significa alimentos “oligossacarídeos, dissacáridos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”. Os alimentos fodmap são tipos de carboidratos, incluindo açúcares, que inflamam facilmente o sistema digestivo, e aqueles que são mal absorvidos no intestino.

A síndrome do intestino irritável (SII) é uma desordem gastrointestinal generalizada que afeta 11% da população mundial, de acordo com um relatório da Clinical Epidemiology.

Fatos rápidos sobre alimentos fodmap e SII:

-A dieta é a melhor maneira de gerenciar os sintomas.
-Alimentos low e high Fodmap incluem muitos tipos de vegetais, carnes, peixes, cereais, grãos e ovos.
-Conhecer a diferença torna mais fácil seguir uma dieta baixa em Fodmap e aliviar os sintomas.

O que é SII?

De acordo com o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e de Rim dos EUA, cerca de 10% a 15% dos adultos nos Estados Unidos são afetados pela SII. Desse número, menos de 7% receberão um diagnóstico de SII , seja porque o médico não tem certeza do diagnóstico, seja porque o indivíduo não está buscando ajuda. Parece que as mulheres são mais afetadas que os homens.

SII causa os seguintes sintomas:

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Desconforto abdominal; dor no abdômen; inchaço e gases; sentir movimentos intestinais incompletos; incapacidade de esvaziar intestino; muco branco nas fezes; prisão de ventre; diarreia; indigestão e náusea.

A causa exata da SII é desconhecida. Pessoas podem encontrar alívio dos sintomas com mudanças de dieta, medicação, gerenciamento de estresse, terapia comportamental e várias terapias alternativas.

As dietas low fodmap têm se mostrado promissoras no gerenciamento da síndrome.

O que é uma dieta low fodmap?

A dieta fodmap foi desenvolvida por uma equipe de pesquisadores da Monash University, de Melbourne, Austrália. A equipe, liderada por Peter Gibson, foi a primeira a provar que as dietas low fodmap melhoraram os sintomas da SII. Os alimentos fodmap são classificados como “high, medium and low” (altos, médios e baixos). O importante da dieta é que aqueles com SII devem evitar alimentos altos em fodmap, comer alguns alimentos de médio fodmap e se fixarem nos alimentos de baixo fodmap.

Alimentos low fodmap (para comer livremente) incluem:

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Pixabay

-Legumes: alface, cebolinha, pepino, erva-doce, berinjela, brócolis e baby espinafre.

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-Frutas: mirtilos, framboesas, morangos, abacaxi, uvas e kiwis.

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-Carnes: frango, carne, peru, cortes frios e cordeiro.

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-Peixe: caranguejo, lagosta, salmão, atum e camarão.

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-Gorduras: óleos, sementes, manteiga, amendoim e nozes.

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-Amidos, cereais e grãos: batatas, pão sem glúten, quinoa, arroz integral, tortilhas e pipoca.

Alimentos high fodmap (a serem evitados) incluem:

-Legumes: alho, aspargos, cebolas, cogumelos, feijão preto e cebolas.
-Frutas: amoras, melancias, ameixas, pêssegos, tâmaras e abacates.
-Carnes: salsichas, carnes empanadas, carnes maltratadas, carnes servidas com molhos e enchimentos a base de alho ou cebola.
-Peixe: peixe à milanesa, peixe maltratado, peixe servido com molho à base de alho ou cebola.
-Gorduras: amêndoas, castanha de caju, pistache, abacate.
-Amidos, cereais e grãos: feijão, lentilhas, trigo e pão à base de glúten, centeio, muffins, pastel e macarrão.

Conhecer a diferença entre alimentos altos, médios e baixos fodmap torna simples incorporá-los em uma dieta.

É importante conversar com um médico ou nutricionista antes de iniciar uma dieta low fodmap. Ela geralmente não é recomendada para o uso em longo prazo, porque elimina alguns alimentos essenciais e ricos em nutrientes, e isso pode reduzir significativamente as bactérias intestinais saudáveis. Muitos fodmaps são prebióticos, o que significa que dão suporte às boas bactérias intestinais.

Qualquer pessoa com SII que esteja experimentando os sintomas abaixo pode considerar uma dieta low fodmap:

– sintomas contínuos do intestino, apesar das mudanças de estilo de vida e dieta
– nenhuma resposta às práticas de gestão do estresse
– sem alívio de sintomas, mesmo depois de remover alimentos desencadeantes, como café, álcool e aqueles picantes.

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O que os estudos dizem?

Enquanto os dados sobre dietas sem glúten e SII são insuficientes, existem evidências que sustentam as dietas low fodmap para o gerenciamento de sintomas.

Um estudo clínico de 2014, que comparou os efeitos das dietas low fodmap em pessoas com e sem SII, descobriu que os sintomas da SII melhoraram em até 50% dentro de uma semana de implementação da dieta. As pessoas viram melhorias na dor abdominal, inchaço, consistência de fezes e flatulência.

Um relatório de 2016 da Clinical and Experimental Gastroenterology descobriu que até 86% das pessoas com SII viram melhorias em seus sintomas ao fazerem a dieta low fodmap. Já um relatório de 2017 do King’s College de Londres, Reino Unido, descobriu que os alimentos low fodmap são benéficos para pessoas com SII e que outras dietas, incluindo as sem glúten, nem chegam perto de oferecer benefícios positivos semelhantes.

Em outra revisão de 2017, esta da Universidade de L’Aquila, na Itália, os pesquisadores concluíram similarmente que as dietas low fodmap oferecem resultados favoráveis para os sintomas da SII, mas não chegaram a concluir que elas sejam superiores às dietas convencionais.

Como funciona uma dieta fodmap?

É importante frisar que as dietas low fodmap são restritivas e devem ser temporárias. Isso ocorre porque reduzem muitos alimentos ricos em nutrientes.

Uma dieta baixa de fodmap envolve três fases:

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Foto: Shutterstock

Eliminação: nessa fase, que pode durar de 3 a 8 semanas, dependendo da resposta, uma pessoa elimina todos os fodmaps elevados de sua dieta.
Reintrodução: uma vez que a fase de eliminação acabou, os indivíduos podem começar a reintroduzir os tipos de fodmap em sua dieta, um por vez, aproximadamente a cada 3 a 7 dias, para ver quais alimentos desencadeiam seus sintomas.
Manutenção: a fase de manutenção envolve voltar a comer o mais normal possível, limitando os alimentos fodmap que causam sintomas da SII e mantendo esta prática. Eventualmente, algumas pessoas podem ser capazes de incorporar todos ou a maioria dos fodmap de volta à sua dieta sem sintomas.

Os estudos mostram que a melhora dos sintomas pode continuar após a redução dos fodmaps na dieta e por um longo período depois, desde que evitem aqueles que desencadeiam seus sintomas.

Um recurso util para dietas low fodmap e alimentos específicos para incluir e remover é o app criado pela International Foundation for Functional Gastrointestinal Disorders and the Monash University.

Para inspiração de receitas de fodmap, veja o blog da dietista Kate Scarlata, For A Digestive Peace of Mind.

Importante

Uma dieta low fodmap pode ajudar a melhorar os sintomas da SII, mas nem todos responderão bem a ela. Portanto, qualquer pessoa interessada em seguir essa dieta deve conversar com seu médico ou nutricionista com relação aos benefícios e riscos.

Fonte: MedicalNewsToday