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Alimentos anti-inflamatórios para adicionar à dieta o mais rápido possível

“Inflamação” é uma palavra de ordem importante na comunidade de bem-estar agora e há uma razão convincente. Desde meados do século 20, a dieta padrão na maior parte dos países passou a incluir tanto alimento hiperprocessado açucarado (jantares congelados, barras de granola etc.) que muitos estamos sofrendo mais que nunca de inflamação intestinal excessiva.

A palavra chave é “excesso”. De acordo com a certificadora de nutrição Candice Seti, do The Weight Loss Therapist, um pouco de inflamação é uma coisa boa – é como nossos corpos reagem a lesões ou invasões. O problema é quando nossas dietas pobres causam tanta inflamação interna que somos colocados em risco por uma série de problemas de saúde, incluindo ganho de peso e inchaço, problemas de sono, dores de cabeça, dores nas articulações, doenças cardíacas e até mesmo alguns tipos de câncer.

Mas nossos intestinos não estão totalmente prejudicados. “Felizmente, também existem alimentos que ajudam a combater essa inflamação”, diz Candice. “Em particular, alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3 e em antioxidantes são potências para evitar a inflamação prejudicial e seus efeitos prejudiciais.

“Para obter especificidade, pedimos a ela e à nutricionista Dana James que nos contasse quais seus alimentos anti-inflamatórios favoritos e como podemos incorporá-los em nossas dietas. Leia abaixo como descobrir sete ingredientes de combate à inflamação para adicionar à sua dieta o mais rápido possível.

1. Pepinos

pepino

Este vegetal barato nunca recebe qualquer glória, mas Candice diz que, porque ser rico em potássio e magnésio, ajuda a liberar toxinas e água inflamatória do corpo. Pepinos também contêm fitonutrientes, que trabalham para inibir enzimas pró-inflamatórias. Além disso, eles são uma ótima fonte de vitamina C, betacaroteno e manganês, que ajudam a conter a inflamação afirma Dana. É um alimento incrivelmente fácil de trabalhar em sua dieta diária. Coloque um pouco de pepino em cubos em um smoothie verde com maçãs, espinafre e água de coco. Ou jogue um pouco em sua salada ou torrada de abacate para um bom combate à inflamação.

2. Cúrcuma

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Foto: Pixabay

Não é nenhum segredo que muitas pessoas são obcecadas por este tempero laranja brilhante milagroso. “A cúrcuma é uma das ervas anti-inflamatórias mais conhecidas e com boa razão”, diz Dana. “Ele contém curcumina, um polifenol, que tem sido associado a reduções nos níveis de açúcar no sangue, oxidação e vias que desencadeiam o excesso de inflamação celular”. A curcumina também pode estimular o processo de desintoxicação natural do fígado. Inclua cúrcuma em sua dieta, apimente suas sopas, acrescente-o ao curry e nas frituras. Ela também recomenda adicionar um pouco de açafrão e canela aos seus lattes de amêndoa para dar mais sabor e cor.

3. Truta do Ártico

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O excesso de inflamação no corpo muitas vezes corresponde a uma deficiência nos ácidos graxos ômega-3, explica Candence, por isso é importante adicioná-los à sua dieta. Se você está cansada de salmão selvagem (porque todo nutricionista recomenda), tente grelhar a truta do Ártico, que é menos conhecida, em seu lugar. “Como o salmão selvagem, a truta do Ártico é abundante em ômega-3, que tem um potente efeito anti-inflamatório no corpo”, diz Dana. “Mas além disso, também contém moléculas de proteína, que são usadas para criar colágeno e tecido conjuntivo. Juntos, os ômega-3 e as moléculas de proteína podem oferecer benefícios anti-inflamatórios exclusivos para as articulações e dores artríticas”. Polvilhe-o com um pouco de açafrão e sirva com acelga salteada para obter o máximo de benefícios anti-inflamatórios.

4. Acelga Suíça

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Falando de acelga suíça: Dana a chama de “a versão mais colorida de espinafre”. Acelga é rica em polifenóis como betalain e carotenoides, que ajudam a diminuir a inflamação e os danos dos radicais livres (isso significa pele saudável e jovem). “Também é rico em flavonoides como quercetina e kaempferol, que podem reduzir as reações alérgicas”, diz Dana. Para um salmão perfeito, tente refogar levemente a acelga com azeite, alho, tomate seco e brócolis.

5. Chá Verde

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Stocksy

Uma das maneiras mais fáceis de tornar sua dieta mais anti-inflamatória é começar todas as manhãs tomando um chá verde. De acordo com Candice, os antioxidantes deste superalimento ajudam a combater a inflamação do intestino, bem como o câncer.

6. Beterraba

beterraba crua suco

Esta raiz rica em antioxidantes é tão boa para o seu intestino quanto para as suas saladas e sucos dignos do Instagram. “Beterraba contém os antioxidantes betanina e vulgaxantina, que têm mostrado que fornecem suporte antioxidante, anti-inflamatório e desintoxicante”, diz Dana. Além disso, o suco de beterraba fresco contém nitratos e polifenóis, que demonstraram reduzir a inflamação induzida pelo exercício e a dor muscular, ajudando a se recuperar mais rapidamente de um treino intenso.

7. Mirtilos (blueberries)

blueberry mirtilo pixabay
Pixabay

Os mirtilos são as frutas favoritas de todos os nutricionistas por seus níveis extraordinariamente altos de antioxidantes e fibras. Candice diz que os fitoquímicos encontrados nos mirtilos são especialmente eficazes na redução da inflamação. Você pode adicionar essas coisinhas deliciosas aos seus smoothies (os congelados são tão saudáveis!), saladas ou simplesmente comê-los como lanche durante o dia.

Fonte: Byrdie

Livro propõe um novo estilo de vida alimentar

Especialista em emagrecimento, Rodrigo Polesso, publica livro em que desmistifica o conceito de dieta. A obra destaca que um método eficaz de emagrecimento deve focar na qualidade e não na quantidade do que se come

Divulgar um novo estilo de vida, cuja base é a liberdade e flexibilidade alimentar, com foco na qualidade e não na quantidade do que se come. Trata-se do objetivo da publicação “Este não é mais um livro de dieta – O novo e libertador estilo de vida alimentar para saúde e boa forma que derruba o conceito de dietas”, escrito por Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego.

Nas 224 páginas e 12 capítulos, o livro inicia o leitor no mundo de um novo método de emagrecimento calcado em três pilares: Alimentação Forte, Densidade Nutricional e Jejum Intermitente. Não sem antes desmistificar algumas verdades estabelecidas a respeito da nutrição, como as de que sal, gordura e colesterol são nocivos à saúde.

verduras legumes frutas

Para que o leitor compreenda os benefícios do novo estilo de vida alimentar proposto, o livro fornece orientações sobre a composição nutricional de cada alimento e o como cada um deles é metabolizado pelo corpo, ensinando exatamente o modo tal qual o corpo ganha peso e desenvolve doenças.

O autor faz tudo isso, entremeando passagens de sua vida, contando-nos suas tentativas frustradas de perder peso, até conseguir encontrar a fórmula ideal. Depoimentos de pessoas que empregaram o método estabelecido pelo autor e obtiveram resultados na perda de peso enriquecem cada final de capítulo.

Na introdução do livro, Polesso diz a que veio: “O que você acha de começarmos este livro com a apresentação de uma nova e revolucionária dieta que tem como objetivo derrubar o próprio conceito de dieta? E se essa dieta for a mais simples e eficaz já criada e não depender de contagem de calorias, exercícios e suplementos nem de extratos de plantas exóticas?”.

E é isso que o autor faz, mostrando aos leitores – através de dados científicos – que as dietas tradicionais fundamentadas na contagem de calorias não são tão eficazes assim. E que a solução para o emagrecimento e a boa saúde passa pelo consumo de alimentos naturais em detrimento daquilo que o autor denomina substâncias comestíveis (alimentos industrializados e processados).

“Não ganhamos peso porque comemos mal, assim como nosso emagrecimento verdadeiro não acontecerá ao comermos pouco, mas sim ao comermos melhor”, explica. Para o autor, o comer menos é consequência do comer melhor. “É muito mais difícil ganhar gordura em excesso focando na qualidade de sua alimentação. Isso porque é muito difícil comer demais quando comemos os alimentos certos, por mais deliciosos que sejam, pois, os sensores de fome e saciedade tendem a funcionar corretamente. Na realidade, tendemos a comer menos espontaneamente, sem nem menos perceber quando comemos da forma certa”, afirma.

legumes

Mas quais seriam os alimentos corretos e quais os errados? O autor explica mais detalhadamente a diferença no capítulo em que define o conceito de “Alimentação Forte”. “Os alimentos de verdade são aqueles que estamos evolutivamente programados para consumir e que sempre foram encontrados na natureza ao longo de toda a história da nossa espécie”, diz.

São exemplos desses alimentos carnes de todos os tipos, peixes e frutos do mar, ovos de diversos animais, legumes dos mais variados, folhas, gorduras naturais e frutas selvagens de baixo teor de açúcar etc.

Já os alimentos errados são as substâncias comestíveis. “Em essência, as substâncias comestíveis são tipicamente alimentos processados ou ultraprocessados, refinados ou ultrarrefinados, modificado química, genética ou industrialmente e, de forma notável, pobre em nutrientes”, esclarece Polesso. Como exemplo, têm-se: açúcares de todas as formas; farináceos em geral, óleos vegetais, soja e derivados dela, refrigerantes e bebidas adoçadas etc.

O livro traça um escopo teórico completo a respeito dos alimentos e de que modo estes são metabolizados pelo corpo, mas não se resume a isso. O autor explica ainda na prática como se pode aplicar o conceito de alimentação forte e de jejum intermitente. Nesse sentido, há exemplos da montagem de um prato nutritivo e saboroso, seja em casa, comprando os alimentos no mercado, ou em restaurantes, por meio da escolha dos alimentos presentes no cardápio ou no buffet. Além disso, Polesso ensina as pessoas a interpretarem corretamente as tabelas nutricionais dos alimentos consumidos.

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Polesso destaca que o estresse é fator desencadeante do aumento de peso, porque libera o cortisol na corrente sanguínea. Este hormônio ocasiona a ação da glicose, que, por sua vez gera o aumento de insulina no organismo, favorecendo o acúmulo de gordura e o bloqueio de sua queima. A parte mental, aliás, é assunto de um capítulo inteiro do livro, no qual o autor mostra como estar motivado e definir bem seus objetivos é essencial para que o processo do emagrecimento seja bem-sucedido.

Quase no final do livro, ficamos sabendo da quebra de ainda mais um mito, que exercícios físicos como estratégia primária de emagrecimento não acarretam resultados duradouros. “Nós sabemos que o que mais promove o ganho de peso não é a falta de exercícios, mas sim, a má alimentação”, afirma Polesso. O que não quer dizer, porém, que a atividade física na rotina de vida não seja importante para a saúde e o bem-estar geral em longo prazo.

Sobre o autor

Rodrigo Polesso é certificado em Nutrição Otimizada para Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, EUA. Empreendedor, é criador dos movimentos de estilo de vida saudável Emagrecer de Vez e Tribo Forte, atingindo mais de 3 milhões de pessoas semanalmente com suas informações. Seu objetivo de vida é quebrar mitos, simplificar e mostrar a todos as verdades sobre emagrecimento, saúde e estilo de vida saudável.

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Título: Este Não É Mais Um Livro De Dieta
Autor: Rodrigo Polesso
Editora: Editora Gente
Páginas: 224
Formato: brochura
Preço: R$ 34,90

Saiba como manter a alimentação após os 40 anos

Com o passar dos anos a atividade do metabolismo tende a diminuir, fazendo com que o corpo gaste menos energia e demore mais para eliminar sua gordura. Ainda que seja um processo natural, é possível criar hábitos que equilibrem esse cenário e até reverta essa situação.

Existem dietas adequadas para cada tipo de organismo que facilitam uma boa reeducação alimentar. Mas a nutricionista Sabina Donadelli ressalta que não há uma específica para cada idade. “Quanto mais jovem, com mais facilidade se perde peso porque o organismo assimila com mais rapidez a mudança. Mas, no geral, independentemente de idade, optar por uma alimentação saudável vai privilegiar o tipo de cada pessoa”, afirma.

Para ela, a dieta deve ser encarada como uma escolha pessoal a ser levada a sério. “Antes de mais nada, é preciso pensar no tipo de alimentação que uma pessoa adota dentro do seu estilo de vida e estar em paz e satisfeito com as suas decisões neste sentido. Tudo é questão de adaptação e o primeiro passo começa na cabeça, em decisão pessoal e de amor próprio”, ressalta.

Assim como em outros âmbitos da vida, a dieta é um entendimento que se dá a partir de tentativas, erros e acertos. Os métodos não devem ser encarados como poções mágicas, e qualquer dieta deve ter como princípio base o cuidado e respeito com o corpo.

mulher comendo peixe

“Acredito que a consciência vem acompanhada de informação. Se eu sei que um alimento com corante, conservante e embalado é menos saudável do que um prato preparado com itens frescos, e essa será a minha opção. Se há desistência é porque foi adotado um modelo de dieta incompatível com seu jeito de ser”, afirma a nutricionista.

No geral, para saber se algum alimento é bom ou não para ser consumido, busque produtos de origens naturais. “Em princípio, tudo o que é natural é melhor do que aquele que vem embalado. Uma dica que alguns profissionais dão é contar o número de ingredientes tem no produto, se houver mais de dez itens em composição, provavelmente não se trata de algo saudável”, finaliza.

sabina donadelli

Fonte: Sabina Donadelli é formada e pós-graduada em Nutrição, alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana.

Médico adverte: dietas radicais podem causar queda dos cabelos

As dietas restritivas podem alterar o funcionamento do organismo, causando, além de muito estresse, a queda massiva de cabelos. Por conta destas restrições alimentares e dos cortes radicais de alimentos com proteínas e vitaminas, muitas pessoas que estão tentando perder peso notam que, além dos quilos, parte dos fios são perdidos.

Isso acontece devido à oscilação de peso que, somado à restrição dos alimentos, faz com que o organismo não consiga absorver todos os nutrientes necessários para seu bom funcionamento.

queda de cabelo

“Os alimentos são a fonte da nossa sobrevivência. Dependendo do que a gente ingere, teremos saúde e um metabolismo regular. Quando nos alimentamos mal e escolhemos erroneamente os alimentos, os substratos que estamos fornecendo ao nosso organismo podem acabar provendo doenças e uma consequente queda dos cabelos, principalmente durante as dietas radicais”, conta o médico especialista em transplante capilar Thiago Bianco.

Quem está buscando perder peso, mas quer passar longe dos problemas capilares, deve procurar ingerir alimentos que ajudam no fortalecimento e saúde dos fios como:

espinafre

• Espinafre: fonte de ferro, além de gordura que protege os fios;

Cenoura

• Cenoura: confere brilho e é fonte de vitamina A (a deficiência desta vitamina causa ressecamento no couro cabeludo);

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• Ovos e derivados do leite: são fontes de proteínas e ácidos graxos que, além de nutrir o organismo, também ajudam a restaurar os óleos naturais dos fios;

aveia

• Aveia: rica em fibras, zinco, ferro e ômega 6 que ajudam a engrossar os fios;

nozes

• Nozes: podem diminuir a perda capilar por conta da biotina, vitamina E, proteínas e magnésio.

Segundo o médico, quando a queda se torna irreversível, a solução mais natural para devolver os fios à cabeça é o transplante capilar. “Dentro das opções de técnicas de transplante, nós avaliamos o paciente e escolhemos a melhor maneira de devolver estes fios. O cliente que perdeu peso, e consequentemente os cabelos ao longo deste processo, vai finalmente recuperar a autoestima, sem as cicatrizes aparentes”, conclui.

Fonte: Thiago Bianco é médico expert em transplantes capilares – considerado um dos pioneiros a realizar a técnica de implante microfolicular guiado por vídeo. Graduado em Medicina em 2006, especializou-se em cirurgia geral e trauma, além de direcionar sua carreira para a área de implante capilar. Membro titular da ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery), atualmente realiza um trabalho pioneiro com as técnicas de FUT (Follicular Unit Transplant) e FUE (Follicular Unit Extraction) para o transplante capilar de barba e de sobrancelha. 

Abacate passa de vilão a mocinho das dietas de emagrecimento

Tido como alimento gorduroso e altamente calórico, o abacate encontra novas versões gastronômicas e entra de vez no cardápio de quem busca emagrecer

Durante muito tempo, qualquer pessoa que procurasse um nutricionista ou nutrólogo em busca de uma dieta para emagrecimento, certamente teria a recomendação de evitar o abacate. Isso porque a fruta era tida como calórica, além de gordurosa. De fato, o alimento possui estas características, mas, na medida em que foi se conhecendo mais sobre sua composição, foi-se percebendo que havia mais pontos positivos que negativos.

abacate

É o que defende Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego.

Hoje se sabe, por exemplo, que as gorduras naturalmente presentes nos alimentos podem, ao contrário do que se pensava, melhorar marcadores de saúde importantes como o colesterol e triglicerídeos, o que ajuda na prevenção de doenças cardíacas, por exemplo: “O abacate é saudável, tem baixo teor de açúcar, é rico em fibras, minerais, magnésio, potássio, ou seja, é uma ótima fonte de alimento”, defende Polesso.

A fruta também é rica em lipídeos: 77% das calorias no abacate são de gordura. No entanto, as gorduras que compõem a fruta são de alta qualidade, se assemelhando às propriedades do azeite de oliva. A maior parte da gordura presente no abacate é ácido oleico, um ácido graxo monoinsaturado, que tem sido associado à inflamação reduzida e tem demonstrado efeitos benéficos sobre os genes ligados ao câncer.

O problema dentro da dieta é que, principalmente no Brasil, o abacate é consumido com açúcar, ou o adoçante para quem está de dieta. “Nestes casos, porque ele fica hiperpalatável ao ser misturado com o adoçante, acaba virando uma sobremesa que passa a ser consumida em excesso, não por necessidade, mas porque a pessoa se habituou a comer aquela sobremesa. O abacate com leite de coco, por exemplo, é uma ótima combinação, com o adoçante idem, desde que não seja consumido em excesso”, explica o especialista.

O abacate também é fonte de ômega 6, ômega 7 e ômega 9, que auxiliam a manter o equilíbrio do organismo, ajudando na perda de gordura corporal. E por ser rico em fibras, é indicado a integrar dietas de emagrecimento por garantir o melhor funcionamento do intestino e proporcionar sensação de saciedade.

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Foto: California Avocado Comission

Para quem treina, a fruta também ajuda a melhorar o rendimento, justamente por ser uma boa fonte de energia, o que já o colocou entre os alimentos que deveriam ser evitados por quem quisesse emagrecer.

“Quando alinhado a uma alimentação correta, ele ajuda a fornecer ao corpo níveis estáveis de energia ao longo do dia, o que pode beneficiar a performance no treino. Além disso, ajuda a repor sais minerais e prevenir cãibras em corredores por ser grande fonte de potássio. Aliás, o abacate tem o dobro de potássio presente na banana com a vantagem de não ser doce, ou seja, é um ótimo aliado das pessoas que estão em dieta para emagrecimento associada a exercícios físicos”, sugere o especialista.

maionese de abacate science of cooking
Foto: Science of Cooking

Para sair da tradicional vitamina de abacate e que tendemos a consumir em excesso, por conta de sua hiperpalatalidade, é possível experimentar novas formas de incorporar o fruto dieta. Um patê com dois abacates pequenos, limão, dois dentes de alho e sal fica bastante saboroso e foge ao convencional. Maionese verde feita com um abacate, suco de limão, uma colher de mostarda, ½ xícara de azeite e pimenta do reino também é uma maneira diferente de comer a fruta e aproveitar todas as suas propriedades.

Fonte: Rodrigo Polesso, idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego

Três perguntas para se fazer antes de começar uma dieta

Se a dieta fornece ao meu corpo todas as vitaminas e nutrientes necessários para que tenha boa saúde e se proporciona satisfação e disposição são alguns dos questionamentos

Para perder os quilos a mais e a barriga indesejada, muitas pessoas saem em busca de uma dieta “milagrosa”. Normalmente aquela que o vizinho, parente ou amigo fez e recomenda porque para ele deu certo. Há uma variedade de dietas, tais como: a que restringe a ingestão de carboidratos (chamada low carb): a que restringe a ingestão de gordura (low fat): a cetogênica, uma espécie de dieta low carb, mas com maior redução de carboidratos; a vegetariana; a vegana; e a dieta dos pontos etc. Uma questão, porém, permanece, essas dietas funcionam realmente?

Para o idealizador do site emagrecerdevez.com, especialista em emagrecimento e certificado em Nutrição Otimizada e Saúde e Bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego, Rodrigo Polesso, em primeiro lugar se faz necessário definir o que é “funcionar” no caso em questão. “Uma dieta que funciona pode significar que ela é eficaz em fazer com que a pessoa perca peso temporariamente”, diz. No entanto, segundo ele, a maioria das pessoas não tem problema em perder peso e sim em não o ganhar novamente.

Desse modo, conforme o especialista, a validação de uma dieta deve passar por três questionamentos básicos:

1 – A dieta tem como foco o controle de insulina no sangue?

Nenhuma dieta ou método que não controle a insulina no sangue irá funcionar em longo prazo. “Para que os hormônios que queimam a gordura – como as enzimas HSL e Glucagon – funcionem, a insulina precisa atuar de forma natural. Ou seja, se houver muita insulina correndo no sangue, o organismo não vai queimar gordura”, explica Polesso.

pães

Carboidratos densos (pães, massas, batatas, arroz, doces etc) são os responsáveis pelos picos de insulina no sangue. Então esses alimentos precisam ser controlados. Por outro lado, destaca Polesso, se a dieta em questão corta os carboidratos totalmente e restringe a sua alimentação à somente poucos alimentos, isto também pode ser um problema. Passa-se, dessa forma, ao segundo questionamento:

2 – A dieta fornece ao corpo todas as vitaminas e nutrientes necessários para que tenha boa saúde?

“É preciso que a dieta promova o consumo de alimentos ‘de verdade’, ou seja, carnes, legumes, ovos, folhas, frutas (com moderação)”, afirma Polesso. Ele destaca que produtos derivados de farinhas (de trigo, principalmente), como pães, massas, mesmo que integrais; iogurtes artificiais; suplementos; e shakes não se enquadram entre esses alimentos.

Espetinho de carne Legumes

“Se a tal dieta limitar seu consumo de alimentos ‘de verdade’, levante a bandeira vermelha”, destaca o especialista. No que diz respeito ao emagrecimento precisamos lembrar que, ao contrário do que dizem, não precisamos emagrecer para ficarmos saudáveis, mas, sim, ficarmos saudáveis para podermos emagrecer. Isto porque, além do emagrecimento sustentável, o objetivo com a dieta é a melhora da saúde e o fortalecimento interno, com ganho de disposição. O que leva à última pergunta:

3 – A dieta proporciona satisfação, disposição e é simples?

“Se a dieta o deixar com fome durante o dia ou à noite, isto não é um bom sinal. Possivelmente o metabolismo de seu organismo será afetado negativamente, mais cedo ou mais tarde por conta disso”, diz o especialista. Segundo Polesso, o corpo tende a adaptar-se a estes novos hábitos e atingir o chamado “efeito platô”, ou seja, parar de emagrecer.

Polesso mostra-se contrário também a dietas que se baseiam no cálculo de calorias. A simplicidade deve dar o tom. “O corpo humano é muito mais capaz e inteligente do que podemos imaginar. Quando se fornece os alimentos corretos, ele mesmo faz o trabalho de se livrar da gordura extra e de se estabilizar no peso ideal”, argumenta.

Não obstante, na opinião de Polesso, a solução para o emagrecimento e para a manutenção do peso ideal não se encontra na dieta x ou y, mas na adoção de um estilo de vida saudável “verdadeiramente embasado no que a ciência sabe atualmente sobre nutrição, emagrecimento e boa forma”.

O especialista destaca artigo publicado pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que mostra estudos que analisaram 14 tipos de dietas. “O artigo conclui que os benefícios das dietas são muito pequenos e os potenciais danos causados muito grandes para que sejam recomendas como tratamento seguro e eficaz para a obesidade”, afirma.

exercicio emagrecer saude zuzyusa pixabay

Conforme Polesso, o próprio conceito de dieta está equivocado, pois, grosso modo, entende-se dieta como uma intervenção de curto prazo para resultados em curto prazo. “Nenhuma mudança de vida, nenhum corpo que pretende se manter em forma durante muito tempo vai ser construído por meio de intervenção dietética”, diz. De acordo com o especialista, novo hábitos de saúde diários devem ser adquiridos para que se possa criar um novo estilo de vida e manter-se em forma permanentemente.

“Ninguém merece sofrer a vida inteira, por isso, um estilo de vida saudável de verdade precisa ser saboroso, flexível, fazer com que você se sinta bem. De outra forma, você não viverá uma vida, mas um martírio por muitos anos”, conclui.

Dicas para quem faz uso de shakes para emagrecer

É cada vez mais comum os jovens e adultos que desejam e necessitam perder peso, fazerem uso dos chamados shakes para emagrecer. Geralmente estes produtos visam substituir uma refeição do dia com o objetivo de diminuir a quantidade de calorias consumidas diariamente.

No entanto, o consumo excessivo de produtos que prometem o emagrecimento rápido, como os shakes para emagrecer e chás diuréticos, podem oferecer risco à saúde por reduzir o nível de vitaminas e minerais do corpo.

Para esclarecer qual a função dos shakes e o que um bom suplemento alimentar deve conter em sua composição, o Farmácias APP – marketplace que reúne ofertas de diversas farmácias, drogarias e lojas de suplementos e cosméticos de todo o Brasil -, separou algumas dicas para ter um emagrecimento saudável:

depositphotos mulher diet shake
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1. Calorias: em primeiro lugar, é importante frisar que os shakes podem possuir menos calorias do que uma refeição normal, mas nem sempre satisfazer as necessidades nutricionais do corpo. Portanto, ele deve ser encarado como um alimento nutritivo, mas que precisa estar associado a outros para que o organismo receba tudo o que necessita diariamente.

shake diet pixabay
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2. Nutrientes: falando em nutrientes, é fundamental que o shake traga uma grande variedade, similar à quantidade que seria consumida na refeição em questão. Isso inclui vitaminas, minerais, fibras, carboidratos de lenta absorção e gorduras saudáveis.

Woman Drinking Fruit and Protein Shake

3. Rotina: profissionais indicam que o consumo do shake deve ser feito em até duas vezes por dia, não mais do que isso. A ideia é que nenhuma refeição seja “sacrificada”, ou seja, ela deve ser substituída pelo shake mais em casos raros, de imprevistos, e não como uma rotina.

mulher tomando shake

4. Personalização:  cada organismo reage de uma maneira. Portanto, o melhor shake ou suplemento alimentar é aquele que mais se adequa ao seu estilo de vida, suas necessidades e paladar. Os shakes, então, devem fazer parte de um cardápio. Reflita também sobre a necessidade de mudar o padrão alimentar, pesquise sobre os alimentos consumidos em suas refeições e experimente pratos novos.

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5. Instrução: por fim, fazer um acompanhamento médico é imprescindível. Dietas de baixas calorias feitas por conta própria, principalmente quando incluem o uso de shakes para emagrecimento, não são recomendadas de forma alguma sem o apoio de profissionais da saúde.

Fonte: Farmácias APP

Salvar

As dietas da moda: saiba os riscos e os cuidados

Em busca de soluções imediatistas, quase que milagrosas para a conquista “do corpo perfeito” (perda de peso), muitas pessoas optam por fazer as famosas “dietas da moda”. Essas dietas não respeitam a individualidade nutricional e prometem resultados rápidos com restrições alimentares que podem ser perigosas para a saúde.

Todas as pessoas têm a mesma necessidade nutricional? Adotar essas “modinhas” é seguro? Até que ponto a saúde pode ser afetada? “A saúde atrelada a uma dieta saudável, balanceada e diversificada é algo que não sai de moda”, esclarece Ana Paula Del’Arco, nutricionista e consultora da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos).

Modismos à mesa

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As dietas da moda quase sempre recomendam a exclusão de algum grupo alimentar e, consequentemente, de nutrientes, o que fatalmente afeta o desempenho do organismo, que necessita de todos os nutrientes em equilíbrio para o seu adequado funcionamento.

Sem lactose

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Modismo que já teve mais adeptos, retirar a lactose da dieta não emagrece, explica Ana Paula. A lactose é um nutriente, é o açúcar do leite, que deve fazer parte de uma dieta balanceada. A lactose não traz nenhum malefício para a saúde, salvo para aquelas pessoas com intolerância à lactose diagnosticada.

Os principais atributos nutricionais do leite e seus derivados se destacam por estes alimentos serem fontes importantes de proteína de alto valor biológico, por serem a principal fonte de cálcio na alimentação, além de conterem minerais e vitaminas em abundância.

Dentro de uma dieta balanceada, os lácteos contribuem para a manutenção do peso saudável, sendo seu consumo recomendado para todas as fases da vida do ser humano, desde crianças, adolescentes, adultos, praticantes de atividade física, gestantes, lactantes e idosos.

Gluten Free

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Nos últimos anos, levadas por noções equivocadas, relatos de celebridades ou simplesmente por modinha do momento, muitas pessoas passaram a excluir glúten da sua alimentação.

O glúten é a fração proteica do trigo e não faz nenhum mal para a saúde, exceto para aqueles com doença celíaca. Remover ou reduzir drasticamente o glúten da dieta para quem não tem doença celíaca é incorrer no erro de fazer substituições que podem prejudicar a saúde, além de desenvolver uma sensibilidade antes inexistente.

Low Carb

verduras legumes frutas

As dietas de emagrecimento rápido são os modismos mais frequentes e a queridinha da vez é a Low Carb, a famosa dieta de Atkins, agora repaginada, onde frutas e legumes são bem-vindos e representam as únicas fontes de carboidratos da dieta. “Nesta dieta a monotonia alimentar é bastante forte, acarretando na privação de diversos nutrientes para o adequado funcionamento do corpo”, alerta Ana Paula.

Sucos detox

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Os sucos detox já estiveram mais em alta, mas ainda são adotados por muitas pessoas no intuito de desintoxicar, desinchar ou de “purificar o organismo”. Entretanto, a privação de nutrientes e de fontes consistentes de energia para o corpo, acabam intoxicando ainda mais o organismo, dado que o corpo aumenta a produção de hormônios relacionados ao estresse quando está em estado de privação energética. E os efeitos não param por aí, tomar apenas sucos por 2 ou 3 dias, diminui a frequência intestinal, aumentando o acúmulo de toxinas no intestino, prejudicando a frequência de evacuação.

Realizar dietas de emagrecimento ou para ganho de peso, sem a devida orientação, pode causar sérias complicação para o organismo. Cada pessoa tem necessidades específicas e individuais, e por isso, o acompanhamento de um nutricionista é fundamental. “A exclusão e/ou a restrição de grupos alimentares da dieta afeta diretamente a saúde. O equilíbrio e a variedade na dieta são fundamentais para garantir a adequada nutrição do organismo, sem deficiências e sem excessos nutricionais”, finaliza Ana Paula.

Fonte: Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos)