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Minha primeira professora e o Dia da Mulher, por Daniel Medeiros*

Lógico que havia minha mãe. Mas eu era pequeno e não tinha ainda ideia do trabalho imenso da minha mãe para me criar e ao meu irmão. Assim, minha primeira referência de mulher de sucesso foi minha primeira professora, Adla. Eu a amava! Eu queria ter aquela postura, aquela firmeza e, principalmente, aquela inteligência. Ela me ensinou a ler e, quando eu cheguei em casa, lendo o pequeno texto da última página da cartilha para minha mãe, ela não acreditou e disse: “como é que essa mulher conseguiu fazer isso com você?” Sim, era isso mesmo. Ela havia conseguido. E não somente me ensinar a ler. Havia conseguido me fazer querer ser como ela.

Eu era muito pequeno e, por causa da minha timidez, ficava menor ainda. Lembro-me que mal olhava para os lados. Só para ela. E, de vez em quando, ela olhava para mim e dava um discreto sorriso. Ela era rigorosa, mas justa e terna. Nos seus gestos e na sua prática aprendi sobre Política e Sociedade, sobre Justiça e sobre Direitos e Responsabilidades. Com ela.

Mais tarde, já na quarta série, lembro-me de uma outra professora, mas agora com tristeza. Ela suportava com um sorriso magro a algazarra que imperava na escola pública em frente à favela do lagamar, em Fortaleza, onde morei nos anos setenta. No alto, na parede, o olhar soberano que nos observava não era o dela, mas o do general presidente. Certa vez, ela mandou como tarefa que buscássemos os sinônimos de certas palavras. Pedi o dicionário para o meu pai e escrevi, no caderno, o que o livro preto, o “pai dos burros”, dizia. Na tarde seguinte, ela pediu a lição e só eu havia feito. Ela ficou radiante com o meu desempenho. Os outros meninos me bateram no corredor, depois da aula. Eu fui pra casa, com a camisa rasgada sem saber se sentia mais pena de mim ou dela.

Ainda hoje as crianças, na maior parte de suas infâncias, convivem com professoras. Por que não desenvolvem um sentimento de respeito e consideração pelas mulheres? Por que não incorporam o fundamento básico de que um trabalho deve ser remunerado e respeitado de maneira igual, independente de gênero, cor, idade? Creio que a desqualificação do trabalho da professora, o primeiro referencial adulto que temos (fora nossos pais) está na raiz desse comportamento.

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Pixabay

É só fazer uma pesquisa: eu queria ser como a minha professora. Muitas crianças, meninas principalmente, queriam ser professoras porque essa profissão era cercada de respeito e dignidade. Mas, aos poucos, essa ideia e esse desejo foi sendo dilapidado até chegarmos ao quadro desolador no qual nos encontramos. Qual criança quer ser como a sua professora? Quem quer receber o que ela recebe? Quem quer ter uma profissão sem valor e sem respeito como a dela?

Se ficamos quase todos os anos de nossa infância na companhia qualificada de mulheres tão maravilhosas, como não nos tornamos um pouco mais humanos, justos, dignos? Posso estar errado, eu sei, mas acredito que se víssemos as professoras de todo o Brasil como eu lembro da professora Adla, duvido que seríamos assim. Ou seríamos menos. E tudo então ainda seria possível no nosso país.

*Daniel Medeiros é doutor em Educação Histórica pela UFPR e professor de História no Curso Positivo

 

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L’Occitane en Provence e Marie Claire se unem em projeto de educação feminina

Fundação L’Occitane apresenta o projeto solidário La Flamme, com venda de vela perfumada e lucro* revertido para o Instituto Consulado da Mulher no Brasil

A L’Occitane en Provence, por meio da Fundação L’Occitane, se juntou à Marie Claire para apoiar o projeto solidário La Flamme. A iniciativa leva o nome de uma chama por ser símbolo da esperança e também luz do conhecimento. Por meio do lucro* da venda de uma vela perfumada, desenvolvida especialmente para a ação, a marca de cosméticos francesa apoiará o Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca Consul, no Brasil, além das instituições Entrepreneurs du Monde, em Burkina Faso (África) e Toutes à L’école, no Camboja.

Visando unir forças para contribuir com a educação e emancipação feminina em todo o mundo, a campanha em parceria com a revista teve início em setembro de 2015, na França, e já contribuiu com instituições em diversos países, como Reino Unido, Estados Unidos, Itália e Espanha. No Brasil, a instituição apoiada será o Consulado da Mulher.

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Desde 2002, o Instituto Consulado da Mulher, trabalha na transformação social por meio do incentivo ao empreendedorismo feminino. Nacionalmente, o Instituto seleciona, apoia e empodera mulheres empreendedoras, oferecendo assessoria na gestão de micro negócios e capacitações para que empreendam de forma mais eficiente.

O papel do Consulado da Mulher é qualificar mulheres empreendedoras, fazendo com que elas se sintam confiantes para ampliar seus negócios, gerar renda e adquirir autonomia financeira, saindo da informalidade. Com o projeto La Flamme, parte do lucro* da venda da Vela La Flamme Marie Claire será revertido no Brasil para o Consulado da Mulher.

A Vela La Flamme Marie Claire, em edição limitada, estará disponível em todas as lojas e também no e-commerce da L’Occitane en Provence a partir de 28 de fevereiro de 2018.
* Preço de venda nas lojas menos os custos de impostos, transporte e produção.

Vela La Flamme Marie Claire 100g | R$40,00

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Vela perfumada com um bouquet floral maravilhoso que se abre com notas de frésia e bagas vermelhas, florescendo em um coração de lírio do vale e jasmim rosa, finalizando delicadamente com notas quentes de âmbar.

A venda desta vela perfumada ajudará a financiar projetos dedicados à educação e emancipação feminina ao redor do mundo. No Brasil, o lucro* da venda da vela perfumada La Flamme Marie Claire será destinado às seguintes instituições sem fins lucrativos**: Consulado da Mulher (Brasil), Toutes à l’école (Cambodia) e Entrepreneurs du Monde (Burkina Faso).
* Preço de venda nas lojas menos custos de impostos, transporte e produção.
**Para mais informações, visite: laflammemarieclaire.org | fondation.loccitane.com | consuladodamulher.org.br

Ano de Copa do Mundo: como o futebol pode ajudar as crianças na escola?

Não é segredo que a criançada ama futebol e quase todos eles sonham em ser um grande jogador. O desafio é aproveitar essa paixão para dentro das salas de aula, inclusive nas aulas de matemática.

Certa vez, um famoso professor disse que o brasileiro está no século XXI, mas que nossas escolas ainda estão presas ao século XIX, defasadas em técnicas de ensino e conteúdo que desperta pouco interesse dos alunos.

De fato, a sociedade mudou muito de meados dos anos 1800 até os dias atuais. Passamos por duas Revoluções Industriais, pelo fim da escravidão, o Brasil deixou de ser uma monarquia e transformou-se em República; tivemos ainda, o Estado Novo, os anos de chumbo da ditadura militar, a volta do processo democrático e das liberdades individuais mas, a escola continua presa aos moldes de dois séculos atrás.

O formato das aulas – cansativamente expositivas, sem participação ativa do aluno que, é meramente tido como um receptor-passivo – pouco desperta interesse e, frequentemente, o aluno tem sua atenção voltada para atividades paralelas (em geral brincadeiras). Por muitas vezes cessa o equilíbrio da sala de aula, exigindo do professor a interrupção da aula até voltar a ter o controle sobre a classe.  Aí, o tempo de aula que já é curto (40 minutos), pode cair para apenas 20, dependendo de cada caso.

É preciso que a escola atualize seu modo de ensinar (também das matérias) para ir além de criar interesse em sala de aula, mas engajamento entre os estudantes e o conteúdo. Mas, como isso pode ser feito?

Uma abordagem que surte muitos resultados é a chamada “gameficação” (do termo em inglês gamefication, que quer dizer inserir o conteúdo de jogo em atividades cotidianas), que desperta maior interesse e envolve a todos pela motivação de participar ativamente.

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Robi – Robô Infantil, que tem sido uma ferramenta de suporte à sala de aula eficiente no aprendizado dos alunos do ensino infantil e fundamental – Foto: Divulgação

Indo neste propósito de tornar as aulas mais divertidas e proveitosas, uma startup dedicada ao desenvolvimento de jogos educativos, a Roblocks, tem se destacado nas escolas infantis e de ensino fundamental por meio da plataforma Robi (acrônimo para robô infantil). Robi é um simpático robô que é programado pela criança para cumprir determinadas “missões” que estão diretamente vinculadas ao conteúdo ensinado em aula.

“Um dos propósitos do robi é tornar as aulas mais interessantes e fazer com que os alunos retenham até 90% do conteúdo ensinado porque se motivaram e participaram ativamente da atividade”, destaca o neuropsicopedagogo Wilson Bueno que é o criador da solução.

Usando o Futebol Como Estímulo

Este ano, além dos habituais torneios estaduais, Brasileirão e Libertadores, teremos a Copa do Mundo na Rússia. E o selecionado brasileiro estará em campo, com seus ícones mundialmente conhecidos e tudo isso aguça ainda mais o interesse das crianças pelo tema futebol.

Pensando nisso, a Roblocks desenvolveu um interessante estratagema para a sala de aula. Aproveitando toda essa vontade pelo esporte, a Roblocks criou um tapete lúdico da temática futebolística para ser jogado com dois robôs programáveis entre oito crianças (quatro em cada time), orientadas por um professor.

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Tapete lúdico com a temática futebolista que tem encantado as crianças e animado as aulas. Foto: Divulgação

A dinâmica do jogo é que o robô tem de tocar a bola e conduzi-la em direção ao gol. Ganha a partida quem marcar o maior número de gols. Até aí, não há nenhuma novidade, mas a graça está na condição de que cada jogador só pode realizar o movimento após responder corretamente à pergunta do professor. Aí, a situação muda de figura.

Os alunos desejam controlar o robô e querem ganhar a disputa do jogo, mas, para isso, devem resolver problemas matemáticos e acertar. “O envolvimento do time é total. Todos ajudam na resolução do problema em uma verdadeira esfera de colaboracionismo, enquanto o outro time (que aguarda sua vez) analisa atentamente e discute entre si a resolução do exercício, antecipando para si o resultado, caso eles errem, vão até o quadro” – explica Bueno.

Errar a resposta, significa perder a vez no jogo e dar duas chances de sucesso ao grupo adversário, o que não é admitido por ninguém. E nessa atmosfera de gincana do conhecimento, fazendo uso de um recurso tecnológico que trabalha as funções executivas cerebrais, além da resolução do problema, desenvolvem-se aprimoramento de habilidades de raciocínio, lógica computacional, pensamento crítico, dentre outros aspectos importantes para o desenvolvimento da criança.

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Alunos desenvolvem atividades de sala de aula com o Robi, estratégia de gameficação da Roblocks – Foto: Divulgação

A estratégia da gameficação em sala de aula tem sido uma estratégia pedagógica adotada por inúmeros colégios da Região Metropolitana de Campinas, colecionando importantes resultados no desenvolvimento e rendimento escolar dos alunos do ensino infantil e fundamental.

“Está na hora das escolas entrarem definitivamente no Século XXI e integrarem a tecnologia como ferramenta ativa no desenvolvimento educacional”, finaliza.

Sobre a Roblocks

A Roblocks é uma startup de tecnologia, localizada em Americana-SP (RMC), desenvolvedora de jogos educacionais e tecnologia assistiva. Congressista da Campus Party em 3 edições, é a criadora da Robótica Infantil e Robótica Inclusiva.
Wilson Bueno é neuropsicopedagogo, analista de sistemas e especialista em robótica. Fundou a Roblocks em 2015 e lançou-a comercialmente em abril de 2017, tendo coletado diversos casos de sucesso no uso do Robi em escolas de educação infantil, APAEs, colégios e consultórios de psicologia, psicopedagogia, neuropsicopedagogia, pedagogia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

 

Conheça profissões que podem ser aperfeiçoadas enquanto se está no trânsito

O morador de São Paulo perde, em média, 45 dias por ano parado no trânsito, de acordo com uma pesquisa sobre Mobilidade Urbana realizada pelo Ibope em 2016. O paulistano gasta, em média, quatro horas no transporte público diariamente, entre ônibus, metrô e trens da CPTM. Com o auxílio da tecnologia, é possível usar as mais de 20 horas semanais no trânsito para aprender uma nova profissão, por exemplo.

A eduK, startup brasileira especializada em cursos on-line que tem como objetivo de fomentar o empreendedorismo no Brasil, possui cursos que auxiliam no desenvolvimento de habilidades profissionais em diversas áreas, como gastronomia, fotografia, artesanato, beleza e negócios, que podem ser acessados pelo computador ou smartphone.

Atualmente, a maior parte do público da eduK é feminino, tem faixa etária média de 40 anos e reside na região sudeste, que é responsável por 33,6% do empreendedorismo em território nacional, de acordo com a pesquisa realizada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O levantamento aponta ainda que 42,9% dos empreendedores do país abrem seus negócios por necessidade. Para preparar as pessoas para este cenário inovador de investimentos e negócios aliados àquilo que elas mais amam fazer, listamos abaixo os cursos mais procurados pelos paulistanos e que podem ser assistidos durante essas horas no trânsito:

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Bolos confeitados – com maior número de aprovação por aqueles que assistem às aulas de gastronomia, o curso é ministrado pelo confeiteiro Eduardo Beltrame, tem duração média de oito horas e ensina a preparar massas e recheios, assim como fazer as montagens e as decorações. Em seu conteúdo conta com técnicas e dicas para deixar o bolo perfeito para receber diferentes tipos de coberturas, além do destaque voltado para as diversas metodologias de decoração.

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Tortas doces – mais um curso eduK por Eduardo Beltrame, que é um dos experts mais famosos da startup, com duração média de seis horas, tem o objetivo de ampliar os horizontes de quem já tem habilidades com confeitaria, ensinando a fazer novas tortas por meio de técnicas e combinações exclusivas de ingredientes para criar o seu diferencial utilizando frutas, amêndoas e até sorvetes em recheios artesanais e receitas de renome. São nove tipos de tortas, com sabores nacionais e internacionais. Dentre as receitas ensinadas, estão torta de chocolate com caju, a torta de sorvete de frutas tropicais, a torta mineira de café com queijo, a torta de ricota com limão e a torta Balerine cremosa de dedo-de-moça.

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Doces para festas – ministrado pela cake designer Mika Sakihama, o curso tem duração média de oito horas e ensina a preparar doces para diversos eventos, desde reuniões corporativas às festas infantis. O passo a passo traz também as orientações necessárias com o perfil de cada tipo de evento. Dentre os doces ensinados estão pirulitos enfeitados, popcakes, biscoitos, pães de mel, chocolates, minicupcakes, docinhos, minibolos e donuts.

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Fotografia – o fotógrafo Jaiel Prado conduz o curso, que tem duração média de oito horas e tem foco nas três principais áreas de atuação de fotógrafos, ensaios, eventos e produtos e ensina as técnicas de fotografia aliadas às estratégias de mercado de cada um dos campos.

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Artesanatos com feltro – ministrado pela artesã Débora Radtke, o curso tem duração média de 4 horas e ensina a confeccionar produtos com feltro para decoração infantil com diversas técnicas aplicadas para manter a delicadeza e o acabamento impecável de cada um dos seus produtos finais. O curso ensina desde a estruturação com enchimento manta pack até a aplicação inversa em ponto reto para inicial do nome do bebê.

Informações: eduK

 

Bichos de pelúcia substituem animais de laboratório em aulas na USP

Professora do campus de Ribeirão Preto desenvolveu material para aulas sobre “diabetes mellitus”

Por Rita Stella – Editorias: Universidade

Há cinco anos, uma professora da USP em Ribeirão Preto usa animais de pelúcia em aulas práticas sobre diabetes mellitus. A iniciativa vem poupando sofrimento e morte de cerca de 45 ratos por ano, com benefícios ao aprendizado dos estudantes que perdiam o foco com a dor dos animais.

Responsável pela aula alternativa, cursada por alunos das faculdades de Odontologia (Forp) e de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) da USP, a professora Maria José Alves da Rocha conta que as aulas de laboratório da disciplina de Fisiologia sobre diabetes mellitus nunca foram confortáveis. Os alunos sofriam com a coleta de sangue dos animais para dosar a glicemia, pois era necessário um corte no rabo do animal, relata. A professora explica ainda que esses ratos ficavam em estado deplorável e exalavam forte odor causado por diarreia, efeito colateral da droga que induz ao diabete.

Ao buscar uma solução para o problema, Maria José encontrou alguns artigos científicos sobre modelos de aulas de sucesso com animais artificiais e decidiu desenvolver seu próprio material. Aproveitou as gaiolas metabólicas – equipamento onde ratos de verdade ficam e têm suas fezes e urina coletados – já existentes e adquiriu os ratinhos de pelúcia em oferta numa grande loja.

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A responsável pela disciplina, professora Maria José Alves da Rocha, da Forp – Foto: Arquivo pessoal

Com a ajuda do técnico de laboratório Mauro Ferreira da Silva, abriu o abdômen de alguns bichinhos que, a cada aula, são preenchidos com bolas de gude para alcançar pesos diferentes. Para o sangue e urina, que também são artificiais, recebeu a colaboração do então aluno de Farmácia Paulo José Basso. Esses preparados simulam os diferentes níveis de glicemia, ou seja, a quantidade de açúcar no sangue.

As análises, comparando as aulas com animais reais e as que usam métodos alternativos, ofereceram à professora a certeza do caminho certo. “Modelos de ensino que não envolvem experimentos nocivos ou com morte de animais são benéficos à aprendizagem”, garante. Conta que era comum estudantes se distraírem do objetivo principal, a doença, ao se envolverem em discussões sobre a dor e o desconforto que os animais experimentam.

“Questões éticas são importantes e devem ser incorporadas em um curso de fisiologia”, defende a professora. Entre as vantagens das aulas com a substituição dos animais, ela aponta a oportunidade do aluno discutir as diferenças entre a diabete tipo 1 e tipo 2, oferecida pela simulação do rato obeso. Ela afirma que a técnica pode ser facilmente adaptada em todos os cursos das áreas biomédicas que ensinam fisiologia endócrina, mesmo em instituições com menos recursos, já que não requer grande suporte técnico nem equipamentos ou espaços físicos específicos.

Por esse trabalho de ensino, a professora e sua equipe receberam o Prêmio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) de Métodos Alternativos à Experimentação Animal, como o terceiro colocado na categoria Produção Acadêmica. A solenidade de premiação ocorreu em Brasília na semana passada. Um artigo sobre o tema foi publicado na revista Advances in Physiology Education.

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As gaiolas metabólicas utilizadas anteriormente com os animais reais foram aproveitadas nas aulas – Foto: Divulgação

Reprodução fiel de diabetes mellitus experimental

Os grupos de alunos recebem gaiolas metabólicas com três ratos de pelúcia; dois, simulando diabetes mellitus – tipo 1 e tipo 2, e o terceiro é o saudável.

As gaiolas contêm água e alimentos reais, além de recipientes contendo urina artificial para simular amostras coletadas durante um período de 24 horas. Para cada gaiola, também são fornecidos tubos de ensaio com sangue artificial com diferentes níveis de glicemia.

No artificial “diabético”, a urina contém diferentes quantidades de glicose e acetona para simular níveis de glicosúria e cetonúria, que são medidas importantes para avaliar o diabete. Na urina simulada de um rato não diabético, não é adicionada glicose ou acetona à preparação. Para as análises de glicemia, os alunos contam com o sistema Accu-Chek, aparelho que monitora essas medidas no sangue. Para verificar as intensidades de glicosúria e cetonúria na urina, são utilizadas fitas de bioensaio Urocolor.

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Os estudantes devem pesar os animais, quantificar a ingestão de água e alimentos e analisar as amostras de sangue artificial e urina e, ao final, descobrir qual é o diabético tipo 1 e o qual é o tipo 2. Após a discussão em grupo, cada aluno faz um relatório individual e responde às questões formuladas sobre a doença.

Os animais e amostras são preparados antes de cada aula prática. Os alunos não sabem que sangue e urina são artificiais. Conta a professora que tudo é simulado para reproduzir o mais fielmente possível a aula que antes era ministrada com ratos de verdade.

Desta forma, “os alunos ficam conhecendo a gaiola metabólica e como os cientistas fazem para estudar diabetes mellitus experimental”. Com exceção do rato, todo o material utilizado é muito real para o aluno, que não sabe que o peso é dado pelas bolas de gude, nem de que material são feitos o sangue e a urina. Tudo é revelado no final.

Males do diabetes mellitus

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Simulação fiel de estudo experimental ensina diabetes mellitus sem os desconfortos da aula prática com animais reais – Foto: Reprodução

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, hoje o Brasil tem mais de 13 milhões de diabéticos, cerca de 6,9% da população. Trata-se de uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue usar adequadamente a insulina que produz.

Hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina controla a quantidade de glicose no sangue. Assim, o diabético sofre por não conseguir utilizar adequadamente a glicose obtida pela ingestão de alimentos. Quando o nível de glicose fica alto, temos a hiperglicemia que, se mantida por longos períodos, pode causar sérios danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

O mau controle dos níveis de glicemia leva a complicações em diversos tecidos do corpo. Entre as principais estão: o pé diabético (complicação mais frequente, caracterizada por feridas na pele e falta de sensibilidade no pé; casos graves podem necessitar de amputação); a nefropatia diabética (alterações nos vasos sanguíneos dos rins que podem levar à insuficiência renal e à necessidade de hemodiálise); problemas nos olhos (cataratas, glaucoma, edema macular e retinopatia diabética, por exemplo); e doença cardiovascular.

Mais informações: email mjrocha@forp.usp.br

Fonte: Jornal da USP

Ensino Superior conquista público mais velho

Com maior poder de compra e participação no mercado de trabalho, estudantes com mais de 50 anos são aposta das universidades privadas

Em 2002, a porcentagem de brasileiros empregados com 50 anos ou mais era de cerca de 18%, e, dez anos depois, esse número passou para aproximadamente 22%. Em 2016, o IBGE registrou 26,3% dos idosos empregados. Mas falta qualificação. Apenas 11,2% dos brasileiros entre 55 e 64 anos possuem Ensino Superior, segundo dados do Ministério da Educação (MEC – EAG 2016/OCDE).

Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa os 40%. “Isso significa que há um grande mercado a ser explorado pelas universidades brasileiras”, afirma o pró-reitor acadêmico da Universidade Positivo (UP), Carlos Longo.

Na vida adulta, a obrigação com a família é uma das razões para adiar o retorno às aulas. Perto da terceira idade, essas responsabilidades diminuem: os filhos estão criados e a disponibilidade de tempo geralmente é maior. Com mais disposição para investir e fazer planos de vida, a entrada do público idoso nas universidades começou a ser observada com mais força a partir do início da década passada. De um total de três milhões de estudantes do Ensino Superior no Brasil que ingressaram na universidade em 2001, por exemplo, cerca de 11 mil já eram de alunos com 50 anos ou mais, segundo o Censo da Educação Superior.

O acesso à internet também tem aproximado a terceira idade do Ensino Superior. Aos 69 anos e moradora do Estado do Pará, Lídia de Barros Braga conseguiu concluir o curso de Psicopedagogia da Universidade Positivo, com sede em Curitiba, graças à Educação a Distância (EAD). “Com a possibilidade de fazê-lo online, abracei ao curso com muito gosto, mesmo não tendo muita habilidade na compreensão de TI, que para mim é um desafio”, contou Lídia. “O curso ampliou minha visão de mundo”, acrescenta.

Lídia faz parte de um público da terceira idade que incorporou a internet à rotina de vida. Uma pesquisa nacional do IBGE apontou que, entre 2005 e 2011, o grupo de pessoas acima dos 50 anos foi o que mais cresceu no acesso à internet. O estudo apontou incremento de 222,3%, no período de seis anos, por parte do público acima de 50 anos. Mais de 5,6 milhões de pessoas nessa faixa etária passou a usar a web nas suas atividades cotidianas.

mulher computador lendo

“Hoje, tudo acontece online. Você se comunica, compra, vende, se informa. Então, por que estudar online não pode ser também uma opção? A educação a distância cresce cada vez mais, com resultados superiores a presencial em várias áreas de ensino”, destaca a coordenadora da Graduação em Pedagogia da UP, Josemary Morastoni. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam um aumento de 2,2% no número de matriculados no EAD, de 2015 a 2016, um total de 843.181 alunos do ensino superior a distância.

“A Educação a Distância vem na esteira do avanço da tecnologia, fazendo com que as pessoas com mais de 60 anos possam se atualizar no uso de novas ferramentas para adquirir conhecimento”, afirma a coordenadora de EAD da Universidade Positivo, Kátia Ethienne dos Santos. “Pela comodidade proporcionada ao aluno, que pode acessar todo o conteúdo do seu computador de casa, o EAD surge para essa parcela da população brasileira como uma oportunidade natural para quem quer voltar à universidade ou ter a chance de fazer um curso superior pela primeira vez”, completa.

Universidades privadas são o alvo

Os números mostram que os estudantes com mais de 50 anos encontram mais espaço nas universidades privadas. Uma das explicações para a situação é que esse público não tem disposição para se dedicar à preparação necessária a fim de enfrentar a concorrência por uma vaga nas universidades públicas. No vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2016, por exemplo, dos 810 inscritos com mais de 41 anos, apenas 100 conquistaram uma vaga.

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Foto: wiseGEEK

Carlos Longo justifica que é mais fácil para esse público estudar numa instituição privada até mesmo pelo fato de já estarem no mercado de trabalho e sustentarem suas próprias despesas. “Nos momentos mais turbulentos da economia, é o público da terceira idade que responde pela menor taxa de inadimplência nas universidades. É um público que tem poder de compra, independente da crise econômica ou mudanças no financiamento estudantil”, conta. O poder de compra de pessoas com mais de 60 anos de idade chega hoje a R$ 2,4 bilhões por ano, no Brasil.

Saiba mais: Os seis erros comuns de quem estuda online

Fonte: Universidade Positivo

 

 

 

 

 

 

 

Meu filho repetiu de ano. E agora?

O ano letivo acabou e agora chegou o momento em que alguns pais irão se deparar com uma notícia não muito boa: a reprovação do filho na escola. Como agir em uma situação dessa? Os pais devem castigar ou consolar a criança? Como superar este momento difícil?

Uma reprovação nunca é uma notícia que pega a família desprevenida. Hoje, graças à tecnologia, a comunicação entre a família e a escola acontece em tempo real. Muitas escolas usam aplicativos, e-mail, mensagens e reuniões para se comunicar com os pais.

Portanto, ao longo do ano letivo, é perfeitamente possível ter um cenário do que vai acontecer no final das aulas. Mas, de qualquer maneira, quando a notícia vem, muitos pais podem ter dificuldade em gerenciar a situação.

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O lado cheio do copo

Segundo a neuropsicopedagoga, Viviani Zumpano, parceira da NeuroKinder, a reprovação pode ser negativa ou positiva, depende da maneira como é vista, tanto pelos pais como pelos educadores.

“Eu, como educadora, vejo a reprovação como uma oportunidade de resgatar conteúdos não aprendidos de anos anteriores, é uma chance de amadurecimento e fortalecimento da autoestima, já que este aluno será o mais forte entre os que estão chegando. Então, tudo depende do significado que se dá, tanto da parte da escola como da família”, afirma Viviani.

Quanto ao castigo, Viviani comenta que a reprovação é o castigo suficiente para o aprendizado do aluno sobre as consequências de não ter se dedicado aos estudos: “Reprovar significa que a criança ou o adolescente não tem os requisitos básicos para passar para o ano seguinte, portanto, o aspecto negativo a criança já tem. Brigar, ofender e agredir, seja verbalmente ou fisicamente, não tem nenhuma valia neste momento”.

E a especialista completa: “É preciso entender que a reprovação é o resultado final de um processo e não está ligada apenas às notas, nem ao último mês de aulas, está ligada à jornada deste aluno e aos seus comportamentos também”.

Segundo Viviani, os pais devem procurar trazer o que é positivo desta experiência reforçando que será uma nova chance de fazer tudo melhor, com mais dedicação e empenho. O novo ano será útil para a reafirmação e a sistematização do conhecimento. Os pais devem acolher o filho e empoderá-lo para enfrentar o ano seguinte.

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Reter pode ser inevitável

É possível evitar a reprovação? Para a especialista, o mais importante é que tanto a escola quanto os pais percebam a tempo os problemas na aprendizagem. “Se o aluno tem dificuldade em algumas matérias, por exemplo, o ideal é estabelecer estratégias para resgatar ou reforçar os conteúdos não aprendidos em sala de aula. Os pais podem procurar tutores, neuropsicopedagogos ou ainda professores particulares para isso”.

Por outro lado, a reprovação muitas vezes é inevitável. “A partir do segundo ano, o aluno é reprovado por notas. O reforço escolar para melhorar seu desempenho pode evitar retê-lo. Porém, na educação infantil e no primeiro ano, reprovar o aluno é algo discutido com a família. Isso porque é nestas séries que o aluno faz a consolidação do processo de alfabetização. Algumas crianças, por imaturidade, não conseguem alcançar a prontidão para a leitura e para a escrita. Portanto, avançar para a série seguinte só causará sofrimento”, explica Viviani.

Anos difíceis

A probabilidade de reprovação é maior nas viradas de ciclo. “Quando o aluno vai para o sexto ano passará por uma adaptação. Além de ter mais professores, o conteúdo será novo, é uma nova rotina e um novo ritmo de estudo. O mesmo acontece na entrada para o ensino médio. Então, estes são anos em que percebemos um maior número de alunos retidos, devido à dificuldade de adaptação. Assim, a recomendação é que os pais fiquem ainda mais atentos nessas séries para evitar a reprovação”, comenta a neuropsicopedagoga.

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Pixabay

Perfil do aluno x perfil da escola

Outro ponto é que uma das primeiras ideias dos pais é trocar a criança de escola depois de uma reprovação. Viviani comenta que os pais devem fazer a avaliação com calma. “Muitas crianças pedem para mudar de escola, mas antes de tomar essa decisão os pais precisam avaliar se o pedido não está por trás do medo de enfrentar situações desafiadoras, por exemplo. A criança precisa aprender a lidar com a frustração e a se esforçar para ter um bom desempenho, não podemos ceder apenas por conta da criança querer as coisas de modo mais fácil”.

Claro que é importante que a escola se enquadre no perfil da criança. Cada pessoa tem um perfil e isto impacta diretamente no aprendizado. “Se a criança é mais criativa e mais agitada, por exemplo, e estuda numa escola tradicional, pode enfrentar mais dificuldade no aprendizado. Uma investigação junto a um neuropediatra e a um neuropsicólogo pode ser útil para descartar transtornos do neurodesenvovimento ou de aprendizagem ou ainda para ajudar os pais na escolha da escola”, reflete Viviani.

Para finalizar, a especialista aconselha: “Os anos escolares são fundamentais na formação do ser humano. É essencial encontrar uma escola que seja adequada ao perfil do aluno e também aos valores da família. A parceria com os professores e coordenadores pedagógicos, a presença dos pais nas reuniões e o acompanhamento do desempenho ao longo do ano são estratégias preciosas para evitar a reprovação. Mas, se ela aconteceu, o que se pode fazer é incentivar a criança a ter bom ano por meio de dedicação e mudança de comportamento”.

Fonte: Neurokinder

Qualidades do professor, por Cecília Meireles

Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.

É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.

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Pixabay

*Publicado no Diário de Notícias, Rio de Janeiro, em 10 de agosto de 1930

Redação é item fundamental para quem quer se dar bem no ENEM

Quem não conhece uma pessoa que pretende fazer o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e conseguir a almejada vaga em uma boa instituição? Pode ser seu filho, sobrinho, ou até você mesma. As inscrições deste ano somaram 6,1 milhões de cadastrados. Mesmo com uma taxa menor do que a esperada, a prova é primordial para quem deseja entrar na universidade dos sonhos.

E, mais uma vez, a redação é a disciplina que vem como um diferencial para quem deseja uma boa classificação. Em 2016 o tema foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” e somente 77 alunos tiveram a nota máxima, ou seja, 1.000 pontos. Quase 292 mil redações foram anuladas ou zeradas por fuga ao tema, cópia do texto motivador, insuficiência ou não conter o tipo textual proposto, desconexões e ferir os Direitos Humanos.

Como fazer uma boa redação?

O jornalista Alex Nascimento, professor de Redação do Canal do Enem, destaca que na hora de estudar o aluno deve estabelecer uma meta, conhecer as competências que são cobradas e entender como a prova funciona. “Primeiro, o estudante precisa perder o medo da redação. Já era a época de o aluno encarar a redação como um bicho-papão que se esconde no quarto, nos estojos, mochilas e mentes dos alunos. Chega dessa história! Feito isso, o aluno deve buscar conhecer as técnicas de produção, ter acompanhamento de um bom professor, seja presencial ou on-line, produzir em média uma redação por semana e se manter bem informado”, sugere.

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Planejamento é essencial para todas as disciplinas

Os educadores são unânimes ao indicarem que os alunos façam uma rotina de estudos programada semanalmente, organizando uma planilha de horários, disciplinas e sempre enfatizando as que tem mais dificuldades. Isto porque estas matérias, consideradas “bichos-papões”, devem ser estudadas diariamente, tanto para que o aluno consiga minimizar suas dúvidas, quanto para perder o medo das questões desta disciplina no dia da prova.

Uma delas é a Matemática, que é a única disciplina “isolada” do exame. Dentre os assuntos que merecem atenção especial estão Razão e Proporção, Geometria Plana e Espacial, Função (1º e 2º Grau), Interpretação de Gráficos, Análise Combinatória, Probabilidade e Estatística.

O professor Samuel Matos, que leciona Geografia no Instituto Educar, esclarece que se disciplinar em alguns hábitos é essencial para que o estudo tenha sucesso. “Leitura, resoluções de questões de provas anteriores e, principalmente, conseguir perceber através de possíveis erros nas questões o motivo de não ter acertado são algumas das dicas para quem procura uma maneira certeira de estudo”.

Dicas de quem chegou lá

João Victor, que garantiu a sua entrada no curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS) com 980 pontos na redação em 2016, conta como assegurou essa nota e dá dicas para quem irá fazer o ENEM neste ano. “Determinação e vigor são primordiais. O aluno deve produzir pelo menos duas redações por semana, fazer um mapa mental dos temas e rascunhos bem feitos, para depois olhar, avaliar e saber onde pode incrementar ainda mais sobre aquilo que escreveu. E, claro, além de se manter sempre atualizado”.

Quando questionando sobre o tempo, ele discorda de que a redação não possa ser produzida no período estipulado. “Ela é um grande desafio, mas não é impossível. Eu chegava a demorar três horas para produzir uma redação no início do ano, mas com a prática, realização de um curso on-line e consciência a gente consegue fazer um bom texto nos 45 minutos. O importante é ter foco!”.

Redação

Portanto, é importante se preparar para o ENEM o quanto antes, lapidar seus conhecimentos, sua forma de escrever e tenha a certeza de que a sua colocação será a melhor possível.

Serviço:
Canal do ENEM 
Instituto Educar

Pai moderno é mais presente na educação dos filhos

Além de prover, eles dividem com as mães a tarefa de cuidar, nutrir, transmitir valores, proporcionar diversão e também se envolver com a vida escolar das crianças

Consenso entre educadores, professores e estudiosos, a importância do envolvimento da família no desempenho escolar dos filhos tem feito pais e mães dedicarem cada vez mais atenção à educação de crianças e jovens. Pesquisas indicam que quando os pais são ativos e envolvidos, os estudantes têm melhores resultados acadêmicos, menos problemas de disciplina e se tornam adultos mais responsáveis.

“Anos de estudo sobre o tema apontam para benefícios como a obtenção de notas mais altas, atitudes mais positivas em relação à escola e maiores chances do estudante cursar e concluir uma faculdade”, afirma a diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente.

E se, antes, a responsabilidade de acompanhar a educação do filho era apenas da mãe, a constante evolução dos núcleos familiares está fazendo a figura paterna se aproximar cada vez mais da escola de seus filhos. Para o professor de História do Curso Positivo, Daniel Medeiros, na medida em que fica mais enraizada a ideia de que mulheres e homens têm direitos e obrigações iguais, aumenta a percepção de que o homem tem responsabilidades com os filhos que não se limitam a prover, mas também cuidar e estar presente em suas atividades diárias.

“Essa história de que o pai ‘ajuda’ traz a ideia implícita de que o papel pertence à mulher e ele ‘dá uma mão quando pode’. Isso está sendo superado nas sociedades modernas”, afirma Daniel.

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Os pais de hoje estão encarando o desafio de acumular vários papéis dentro das normas da paternidade: precisam prover, cuidar, nutrir, transmitir valores, proporcionar diversão e também se envolver com a vida escolar do filho. A professora de psicologia da Universidade Positivo, Maísa Pannuti, afirma que o envolvimento cada vez maior do pai traz benefícios para a criança: mostra que existe mais de um modelo de família além daquele padrão tradicional onde a mãe é responsável pelos cuidados e educação. E ainda oferece ao pequeno a oportunidade de ter contato com perspectivas diferentes de uma mesma situação, já que homens e mulheres – pais e mães – costumam pensar e ter opiniões variadas sobre um mesmo assunto.

No caso de pais separados, a diretora pedagógica explica que a nova forma de gestão de filhos – a guarda compartilhada – tem feito o pai estar muito mais presente e, portanto, tendo que assumir responsabilidades junto à vida escolar da criança. “Principalmente naquele período em que o filho está com ele”, destaca Acedriana.

A diretora do Colégio Positivo Internacional, Audry Castello Branco, afirma que os pais têm representado cada vez mais a família perante a escola. “Percebemos que o pai compreende a importância da educação e quer participar, opinar, estar atento às demandas da escola e ao desenvolvimento de seu filho”, completa. A diretora destaca ainda o impacto positivo dessa presença no desenvolvimento da criança”.

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Quando se tem a família toda presente dentro da escola, isso faz muita diferença para o aluno”, ressalta. O empresário Marcio Motta Vieira, pai de Marina, de 11 anos, e Lucas, de 8 anos, defende que o suporte paterno é bom para as crianças porque oferece respaldo. “Para eles, poder dizer ‘aprendi isso com meu pai’ é ótimo”, justifica Vieira. “Eu e minha esposa costumamos dividir as tarefas. Acompanho corrigindo provas, ajudando nos exercícios e, geralmente, quando tem reuniões sou eu que vou”, afirma.

Ele garante que os reflexos dessa parceria influenciam diretamente no comportamento e desempenho escolar dos filhos. “Quando acompanhamos de perto, conseguimos atuar diretamente no foco do problema. Se cai uma nota, você consegue fazer algo sobre isso. A gente trabalha de forma proativa e não reativa. Se não estamos presente, a criança percebe e isso afeta no empenho também”, finaliza.

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Fonte: Colégio Positivo