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Bichos de pelúcia substituem animais de laboratório em aulas na USP

Professora do campus de Ribeirão Preto desenvolveu material para aulas sobre “diabetes mellitus”

Por Rita Stella – Editorias: Universidade

Há cinco anos, uma professora da USP em Ribeirão Preto usa animais de pelúcia em aulas práticas sobre diabetes mellitus. A iniciativa vem poupando sofrimento e morte de cerca de 45 ratos por ano, com benefícios ao aprendizado dos estudantes que perdiam o foco com a dor dos animais.

Responsável pela aula alternativa, cursada por alunos das faculdades de Odontologia (Forp) e de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) da USP, a professora Maria José Alves da Rocha conta que as aulas de laboratório da disciplina de Fisiologia sobre diabetes mellitus nunca foram confortáveis. Os alunos sofriam com a coleta de sangue dos animais para dosar a glicemia, pois era necessário um corte no rabo do animal, relata. A professora explica ainda que esses ratos ficavam em estado deplorável e exalavam forte odor causado por diarreia, efeito colateral da droga que induz ao diabete.

Ao buscar uma solução para o problema, Maria José encontrou alguns artigos científicos sobre modelos de aulas de sucesso com animais artificiais e decidiu desenvolver seu próprio material. Aproveitou as gaiolas metabólicas – equipamento onde ratos de verdade ficam e têm suas fezes e urina coletados – já existentes e adquiriu os ratinhos de pelúcia em oferta numa grande loja.

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A responsável pela disciplina, professora Maria José Alves da Rocha, da Forp – Foto: Arquivo pessoal

Com a ajuda do técnico de laboratório Mauro Ferreira da Silva, abriu o abdômen de alguns bichinhos que, a cada aula, são preenchidos com bolas de gude para alcançar pesos diferentes. Para o sangue e urina, que também são artificiais, recebeu a colaboração do então aluno de Farmácia Paulo José Basso. Esses preparados simulam os diferentes níveis de glicemia, ou seja, a quantidade de açúcar no sangue.

As análises, comparando as aulas com animais reais e as que usam métodos alternativos, ofereceram à professora a certeza do caminho certo. “Modelos de ensino que não envolvem experimentos nocivos ou com morte de animais são benéficos à aprendizagem”, garante. Conta que era comum estudantes se distraírem do objetivo principal, a doença, ao se envolverem em discussões sobre a dor e o desconforto que os animais experimentam.

“Questões éticas são importantes e devem ser incorporadas em um curso de fisiologia”, defende a professora. Entre as vantagens das aulas com a substituição dos animais, ela aponta a oportunidade do aluno discutir as diferenças entre a diabete tipo 1 e tipo 2, oferecida pela simulação do rato obeso. Ela afirma que a técnica pode ser facilmente adaptada em todos os cursos das áreas biomédicas que ensinam fisiologia endócrina, mesmo em instituições com menos recursos, já que não requer grande suporte técnico nem equipamentos ou espaços físicos específicos.

Por esse trabalho de ensino, a professora e sua equipe receberam o Prêmio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) de Métodos Alternativos à Experimentação Animal, como o terceiro colocado na categoria Produção Acadêmica. A solenidade de premiação ocorreu em Brasília na semana passada. Um artigo sobre o tema foi publicado na revista Advances in Physiology Education.

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As gaiolas metabólicas utilizadas anteriormente com os animais reais foram aproveitadas nas aulas – Foto: Divulgação

Reprodução fiel de diabetes mellitus experimental

Os grupos de alunos recebem gaiolas metabólicas com três ratos de pelúcia; dois, simulando diabetes mellitus – tipo 1 e tipo 2, e o terceiro é o saudável.

As gaiolas contêm água e alimentos reais, além de recipientes contendo urina artificial para simular amostras coletadas durante um período de 24 horas. Para cada gaiola, também são fornecidos tubos de ensaio com sangue artificial com diferentes níveis de glicemia.

No artificial “diabético”, a urina contém diferentes quantidades de glicose e acetona para simular níveis de glicosúria e cetonúria, que são medidas importantes para avaliar o diabete. Na urina simulada de um rato não diabético, não é adicionada glicose ou acetona à preparação. Para as análises de glicemia, os alunos contam com o sistema Accu-Chek, aparelho que monitora essas medidas no sangue. Para verificar as intensidades de glicosúria e cetonúria na urina, são utilizadas fitas de bioensaio Urocolor.

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Os estudantes devem pesar os animais, quantificar a ingestão de água e alimentos e analisar as amostras de sangue artificial e urina e, ao final, descobrir qual é o diabético tipo 1 e o qual é o tipo 2. Após a discussão em grupo, cada aluno faz um relatório individual e responde às questões formuladas sobre a doença.

Os animais e amostras são preparados antes de cada aula prática. Os alunos não sabem que sangue e urina são artificiais. Conta a professora que tudo é simulado para reproduzir o mais fielmente possível a aula que antes era ministrada com ratos de verdade.

Desta forma, “os alunos ficam conhecendo a gaiola metabólica e como os cientistas fazem para estudar diabetes mellitus experimental”. Com exceção do rato, todo o material utilizado é muito real para o aluno, que não sabe que o peso é dado pelas bolas de gude, nem de que material são feitos o sangue e a urina. Tudo é revelado no final.

Males do diabetes mellitus

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Simulação fiel de estudo experimental ensina diabetes mellitus sem os desconfortos da aula prática com animais reais – Foto: Reprodução

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, hoje o Brasil tem mais de 13 milhões de diabéticos, cerca de 6,9% da população. Trata-se de uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue usar adequadamente a insulina que produz.

Hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina controla a quantidade de glicose no sangue. Assim, o diabético sofre por não conseguir utilizar adequadamente a glicose obtida pela ingestão de alimentos. Quando o nível de glicose fica alto, temos a hiperglicemia que, se mantida por longos períodos, pode causar sérios danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

O mau controle dos níveis de glicemia leva a complicações em diversos tecidos do corpo. Entre as principais estão: o pé diabético (complicação mais frequente, caracterizada por feridas na pele e falta de sensibilidade no pé; casos graves podem necessitar de amputação); a nefropatia diabética (alterações nos vasos sanguíneos dos rins que podem levar à insuficiência renal e à necessidade de hemodiálise); problemas nos olhos (cataratas, glaucoma, edema macular e retinopatia diabética, por exemplo); e doença cardiovascular.

Mais informações: email mjrocha@forp.usp.br

Fonte: Jornal da USP

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Ensino Superior conquista público mais velho

Com maior poder de compra e participação no mercado de trabalho, estudantes com mais de 50 anos são aposta das universidades privadas

Em 2002, a porcentagem de brasileiros empregados com 50 anos ou mais era de cerca de 18%, e, dez anos depois, esse número passou para aproximadamente 22%. Em 2016, o IBGE registrou 26,3% dos idosos empregados. Mas falta qualificação. Apenas 11,2% dos brasileiros entre 55 e 64 anos possuem Ensino Superior, segundo dados do Ministério da Educação (MEC – EAG 2016/OCDE).

Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa os 40%. “Isso significa que há um grande mercado a ser explorado pelas universidades brasileiras”, afirma o pró-reitor acadêmico da Universidade Positivo (UP), Carlos Longo.

Na vida adulta, a obrigação com a família é uma das razões para adiar o retorno às aulas. Perto da terceira idade, essas responsabilidades diminuem: os filhos estão criados e a disponibilidade de tempo geralmente é maior. Com mais disposição para investir e fazer planos de vida, a entrada do público idoso nas universidades começou a ser observada com mais força a partir do início da década passada. De um total de três milhões de estudantes do Ensino Superior no Brasil que ingressaram na universidade em 2001, por exemplo, cerca de 11 mil já eram de alunos com 50 anos ou mais, segundo o Censo da Educação Superior.

O acesso à internet também tem aproximado a terceira idade do Ensino Superior. Aos 69 anos e moradora do Estado do Pará, Lídia de Barros Braga conseguiu concluir o curso de Psicopedagogia da Universidade Positivo, com sede em Curitiba, graças à Educação a Distância (EAD). “Com a possibilidade de fazê-lo online, abracei ao curso com muito gosto, mesmo não tendo muita habilidade na compreensão de TI, que para mim é um desafio”, contou Lídia. “O curso ampliou minha visão de mundo”, acrescenta.

Lídia faz parte de um público da terceira idade que incorporou a internet à rotina de vida. Uma pesquisa nacional do IBGE apontou que, entre 2005 e 2011, o grupo de pessoas acima dos 50 anos foi o que mais cresceu no acesso à internet. O estudo apontou incremento de 222,3%, no período de seis anos, por parte do público acima de 50 anos. Mais de 5,6 milhões de pessoas nessa faixa etária passou a usar a web nas suas atividades cotidianas.

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“Hoje, tudo acontece online. Você se comunica, compra, vende, se informa. Então, por que estudar online não pode ser também uma opção? A educação a distância cresce cada vez mais, com resultados superiores a presencial em várias áreas de ensino”, destaca a coordenadora da Graduação em Pedagogia da UP, Josemary Morastoni. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam um aumento de 2,2% no número de matriculados no EAD, de 2015 a 2016, um total de 843.181 alunos do ensino superior a distância.

“A Educação a Distância vem na esteira do avanço da tecnologia, fazendo com que as pessoas com mais de 60 anos possam se atualizar no uso de novas ferramentas para adquirir conhecimento”, afirma a coordenadora de EAD da Universidade Positivo, Kátia Ethienne dos Santos. “Pela comodidade proporcionada ao aluno, que pode acessar todo o conteúdo do seu computador de casa, o EAD surge para essa parcela da população brasileira como uma oportunidade natural para quem quer voltar à universidade ou ter a chance de fazer um curso superior pela primeira vez”, completa.

Universidades privadas são o alvo

Os números mostram que os estudantes com mais de 50 anos encontram mais espaço nas universidades privadas. Uma das explicações para a situação é que esse público não tem disposição para se dedicar à preparação necessária a fim de enfrentar a concorrência por uma vaga nas universidades públicas. No vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2016, por exemplo, dos 810 inscritos com mais de 41 anos, apenas 100 conquistaram uma vaga.

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Foto: wiseGEEK

Carlos Longo justifica que é mais fácil para esse público estudar numa instituição privada até mesmo pelo fato de já estarem no mercado de trabalho e sustentarem suas próprias despesas. “Nos momentos mais turbulentos da economia, é o público da terceira idade que responde pela menor taxa de inadimplência nas universidades. É um público que tem poder de compra, independente da crise econômica ou mudanças no financiamento estudantil”, conta. O poder de compra de pessoas com mais de 60 anos de idade chega hoje a R$ 2,4 bilhões por ano, no Brasil.

Saiba mais: Os seis erros comuns de quem estuda online

Fonte: Universidade Positivo

 

 

 

 

 

 

 

Meu filho repetiu de ano. E agora?

O ano letivo acabou e agora chegou o momento em que alguns pais irão se deparar com uma notícia não muito boa: a reprovação do filho na escola. Como agir em uma situação dessa? Os pais devem castigar ou consolar a criança? Como superar este momento difícil?

Uma reprovação nunca é uma notícia que pega a família desprevenida. Hoje, graças à tecnologia, a comunicação entre a família e a escola acontece em tempo real. Muitas escolas usam aplicativos, e-mail, mensagens e reuniões para se comunicar com os pais.

Portanto, ao longo do ano letivo, é perfeitamente possível ter um cenário do que vai acontecer no final das aulas. Mas, de qualquer maneira, quando a notícia vem, muitos pais podem ter dificuldade em gerenciar a situação.

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O lado cheio do copo

Segundo a neuropsicopedagoga, Viviani Zumpano, parceira da NeuroKinder, a reprovação pode ser negativa ou positiva, depende da maneira como é vista, tanto pelos pais como pelos educadores.

“Eu, como educadora, vejo a reprovação como uma oportunidade de resgatar conteúdos não aprendidos de anos anteriores, é uma chance de amadurecimento e fortalecimento da autoestima, já que este aluno será o mais forte entre os que estão chegando. Então, tudo depende do significado que se dá, tanto da parte da escola como da família”, afirma Viviani.

Quanto ao castigo, Viviani comenta que a reprovação é o castigo suficiente para o aprendizado do aluno sobre as consequências de não ter se dedicado aos estudos: “Reprovar significa que a criança ou o adolescente não tem os requisitos básicos para passar para o ano seguinte, portanto, o aspecto negativo a criança já tem. Brigar, ofender e agredir, seja verbalmente ou fisicamente, não tem nenhuma valia neste momento”.

E a especialista completa: “É preciso entender que a reprovação é o resultado final de um processo e não está ligada apenas às notas, nem ao último mês de aulas, está ligada à jornada deste aluno e aos seus comportamentos também”.

Segundo Viviani, os pais devem procurar trazer o que é positivo desta experiência reforçando que será uma nova chance de fazer tudo melhor, com mais dedicação e empenho. O novo ano será útil para a reafirmação e a sistematização do conhecimento. Os pais devem acolher o filho e empoderá-lo para enfrentar o ano seguinte.

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Reter pode ser inevitável

É possível evitar a reprovação? Para a especialista, o mais importante é que tanto a escola quanto os pais percebam a tempo os problemas na aprendizagem. “Se o aluno tem dificuldade em algumas matérias, por exemplo, o ideal é estabelecer estratégias para resgatar ou reforçar os conteúdos não aprendidos em sala de aula. Os pais podem procurar tutores, neuropsicopedagogos ou ainda professores particulares para isso”.

Por outro lado, a reprovação muitas vezes é inevitável. “A partir do segundo ano, o aluno é reprovado por notas. O reforço escolar para melhorar seu desempenho pode evitar retê-lo. Porém, na educação infantil e no primeiro ano, reprovar o aluno é algo discutido com a família. Isso porque é nestas séries que o aluno faz a consolidação do processo de alfabetização. Algumas crianças, por imaturidade, não conseguem alcançar a prontidão para a leitura e para a escrita. Portanto, avançar para a série seguinte só causará sofrimento”, explica Viviani.

Anos difíceis

A probabilidade de reprovação é maior nas viradas de ciclo. “Quando o aluno vai para o sexto ano passará por uma adaptação. Além de ter mais professores, o conteúdo será novo, é uma nova rotina e um novo ritmo de estudo. O mesmo acontece na entrada para o ensino médio. Então, estes são anos em que percebemos um maior número de alunos retidos, devido à dificuldade de adaptação. Assim, a recomendação é que os pais fiquem ainda mais atentos nessas séries para evitar a reprovação”, comenta a neuropsicopedagoga.

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Pixabay

Perfil do aluno x perfil da escola

Outro ponto é que uma das primeiras ideias dos pais é trocar a criança de escola depois de uma reprovação. Viviani comenta que os pais devem fazer a avaliação com calma. “Muitas crianças pedem para mudar de escola, mas antes de tomar essa decisão os pais precisam avaliar se o pedido não está por trás do medo de enfrentar situações desafiadoras, por exemplo. A criança precisa aprender a lidar com a frustração e a se esforçar para ter um bom desempenho, não podemos ceder apenas por conta da criança querer as coisas de modo mais fácil”.

Claro que é importante que a escola se enquadre no perfil da criança. Cada pessoa tem um perfil e isto impacta diretamente no aprendizado. “Se a criança é mais criativa e mais agitada, por exemplo, e estuda numa escola tradicional, pode enfrentar mais dificuldade no aprendizado. Uma investigação junto a um neuropediatra e a um neuropsicólogo pode ser útil para descartar transtornos do neurodesenvovimento ou de aprendizagem ou ainda para ajudar os pais na escolha da escola”, reflete Viviani.

Para finalizar, a especialista aconselha: “Os anos escolares são fundamentais na formação do ser humano. É essencial encontrar uma escola que seja adequada ao perfil do aluno e também aos valores da família. A parceria com os professores e coordenadores pedagógicos, a presença dos pais nas reuniões e o acompanhamento do desempenho ao longo do ano são estratégias preciosas para evitar a reprovação. Mas, se ela aconteceu, o que se pode fazer é incentivar a criança a ter bom ano por meio de dedicação e mudança de comportamento”.

Fonte: Neurokinder

Qualidades do professor, por Cecília Meireles

Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.

É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

Quantas vezes, entre esse ideal e o professor, se abrem enormes precipícios, de onde se originam os mais tristes desenganos e as dúvidas mais dolorosas!

Como seria admirável se o professor pudesse ser tão perfeito que constituísse, ele mesmo, o exemplo amado de seus alunos!

E, depois de ter vivido diante dos seus olhos, dirigindo uma classe, pudesse morar para sempre na sua vida, orientando-a e fortalecendo-a com a inesgotável fecundidade da sua recordação.

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*Publicado no Diário de Notícias, Rio de Janeiro, em 10 de agosto de 1930

Redação é item fundamental para quem quer se dar bem no ENEM

Quem não conhece uma pessoa que pretende fazer o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e conseguir a almejada vaga em uma boa instituição? Pode ser seu filho, sobrinho, ou até você mesma. As inscrições deste ano somaram 6,1 milhões de cadastrados. Mesmo com uma taxa menor do que a esperada, a prova é primordial para quem deseja entrar na universidade dos sonhos.

E, mais uma vez, a redação é a disciplina que vem como um diferencial para quem deseja uma boa classificação. Em 2016 o tema foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” e somente 77 alunos tiveram a nota máxima, ou seja, 1.000 pontos. Quase 292 mil redações foram anuladas ou zeradas por fuga ao tema, cópia do texto motivador, insuficiência ou não conter o tipo textual proposto, desconexões e ferir os Direitos Humanos.

Como fazer uma boa redação?

O jornalista Alex Nascimento, professor de Redação do Canal do Enem, destaca que na hora de estudar o aluno deve estabelecer uma meta, conhecer as competências que são cobradas e entender como a prova funciona. “Primeiro, o estudante precisa perder o medo da redação. Já era a época de o aluno encarar a redação como um bicho-papão que se esconde no quarto, nos estojos, mochilas e mentes dos alunos. Chega dessa história! Feito isso, o aluno deve buscar conhecer as técnicas de produção, ter acompanhamento de um bom professor, seja presencial ou on-line, produzir em média uma redação por semana e se manter bem informado”, sugere.

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Planejamento é essencial para todas as disciplinas

Os educadores são unânimes ao indicarem que os alunos façam uma rotina de estudos programada semanalmente, organizando uma planilha de horários, disciplinas e sempre enfatizando as que tem mais dificuldades. Isto porque estas matérias, consideradas “bichos-papões”, devem ser estudadas diariamente, tanto para que o aluno consiga minimizar suas dúvidas, quanto para perder o medo das questões desta disciplina no dia da prova.

Uma delas é a Matemática, que é a única disciplina “isolada” do exame. Dentre os assuntos que merecem atenção especial estão Razão e Proporção, Geometria Plana e Espacial, Função (1º e 2º Grau), Interpretação de Gráficos, Análise Combinatória, Probabilidade e Estatística.

O professor Samuel Matos, que leciona Geografia no Instituto Educar, esclarece que se disciplinar em alguns hábitos é essencial para que o estudo tenha sucesso. “Leitura, resoluções de questões de provas anteriores e, principalmente, conseguir perceber através de possíveis erros nas questões o motivo de não ter acertado são algumas das dicas para quem procura uma maneira certeira de estudo”.

Dicas de quem chegou lá

João Victor, que garantiu a sua entrada no curso de Medicina da Universidade Federal de Sergipe (UFS) com 980 pontos na redação em 2016, conta como assegurou essa nota e dá dicas para quem irá fazer o ENEM neste ano. “Determinação e vigor são primordiais. O aluno deve produzir pelo menos duas redações por semana, fazer um mapa mental dos temas e rascunhos bem feitos, para depois olhar, avaliar e saber onde pode incrementar ainda mais sobre aquilo que escreveu. E, claro, além de se manter sempre atualizado”.

Quando questionando sobre o tempo, ele discorda de que a redação não possa ser produzida no período estipulado. “Ela é um grande desafio, mas não é impossível. Eu chegava a demorar três horas para produzir uma redação no início do ano, mas com a prática, realização de um curso on-line e consciência a gente consegue fazer um bom texto nos 45 minutos. O importante é ter foco!”.

Redação

Portanto, é importante se preparar para o ENEM o quanto antes, lapidar seus conhecimentos, sua forma de escrever e tenha a certeza de que a sua colocação será a melhor possível.

Serviço:
Canal do ENEM 
Instituto Educar

Pai moderno é mais presente na educação dos filhos

Além de prover, eles dividem com as mães a tarefa de cuidar, nutrir, transmitir valores, proporcionar diversão e também se envolver com a vida escolar das crianças

Consenso entre educadores, professores e estudiosos, a importância do envolvimento da família no desempenho escolar dos filhos tem feito pais e mães dedicarem cada vez mais atenção à educação de crianças e jovens. Pesquisas indicam que quando os pais são ativos e envolvidos, os estudantes têm melhores resultados acadêmicos, menos problemas de disciplina e se tornam adultos mais responsáveis.

“Anos de estudo sobre o tema apontam para benefícios como a obtenção de notas mais altas, atitudes mais positivas em relação à escola e maiores chances do estudante cursar e concluir uma faculdade”, afirma a diretora pedagógica da Editora Positivo, Acedriana Vicente.

E se, antes, a responsabilidade de acompanhar a educação do filho era apenas da mãe, a constante evolução dos núcleos familiares está fazendo a figura paterna se aproximar cada vez mais da escola de seus filhos. Para o professor de História do Curso Positivo, Daniel Medeiros, na medida em que fica mais enraizada a ideia de que mulheres e homens têm direitos e obrigações iguais, aumenta a percepção de que o homem tem responsabilidades com os filhos que não se limitam a prover, mas também cuidar e estar presente em suas atividades diárias.

“Essa história de que o pai ‘ajuda’ traz a ideia implícita de que o papel pertence à mulher e ele ‘dá uma mão quando pode’. Isso está sendo superado nas sociedades modernas”, afirma Daniel.

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Os pais de hoje estão encarando o desafio de acumular vários papéis dentro das normas da paternidade: precisam prover, cuidar, nutrir, transmitir valores, proporcionar diversão e também se envolver com a vida escolar do filho. A professora de psicologia da Universidade Positivo, Maísa Pannuti, afirma que o envolvimento cada vez maior do pai traz benefícios para a criança: mostra que existe mais de um modelo de família além daquele padrão tradicional onde a mãe é responsável pelos cuidados e educação. E ainda oferece ao pequeno a oportunidade de ter contato com perspectivas diferentes de uma mesma situação, já que homens e mulheres – pais e mães – costumam pensar e ter opiniões variadas sobre um mesmo assunto.

No caso de pais separados, a diretora pedagógica explica que a nova forma de gestão de filhos – a guarda compartilhada – tem feito o pai estar muito mais presente e, portanto, tendo que assumir responsabilidades junto à vida escolar da criança. “Principalmente naquele período em que o filho está com ele”, destaca Acedriana.

A diretora do Colégio Positivo Internacional, Audry Castello Branco, afirma que os pais têm representado cada vez mais a família perante a escola. “Percebemos que o pai compreende a importância da educação e quer participar, opinar, estar atento às demandas da escola e ao desenvolvimento de seu filho”, completa. A diretora destaca ainda o impacto positivo dessa presença no desenvolvimento da criança”.

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Quando se tem a família toda presente dentro da escola, isso faz muita diferença para o aluno”, ressalta. O empresário Marcio Motta Vieira, pai de Marina, de 11 anos, e Lucas, de 8 anos, defende que o suporte paterno é bom para as crianças porque oferece respaldo. “Para eles, poder dizer ‘aprendi isso com meu pai’ é ótimo”, justifica Vieira. “Eu e minha esposa costumamos dividir as tarefas. Acompanho corrigindo provas, ajudando nos exercícios e, geralmente, quando tem reuniões sou eu que vou”, afirma.

Ele garante que os reflexos dessa parceria influenciam diretamente no comportamento e desempenho escolar dos filhos. “Quando acompanhamos de perto, conseguimos atuar diretamente no foco do problema. Se cai uma nota, você consegue fazer algo sobre isso. A gente trabalha de forma proativa e não reativa. Se não estamos presente, a criança percebe e isso afeta no empenho também”, finaliza.

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Fonte: Colégio Positivo

Carteira Natura Crer para Ver: presenteie e contribua para a educação brasileira

Para comemorar o Dia dos Pais, a Natura lançou a carteira masculina da linha Crer para Ver, além de moderna e versátil, é um item indispensável para o dia-a-dia do homem. O acessório, uma edição exclusiva para a data, é o primeiro presente da linha em homenagem aos pais.

Além de presentear uma pessoa tão querida, você também colabora para a construção de um país melhor através da educação. Todo lucro das consultoras e da Natura (obtido na venda da carteira ou de qualquer outro item na Linha Crer Para Ver) é investido em projetos educacionais no Brasil todo. A arrecadação é encaminhada para o Instituto Natura, que é responsável por investir no desenvolvimento e apoio de projetos na área da educação voltados para professores, escolas, gestores públicos e consultoras Natura.

A carteira é moderna e versátil, e possui o tamanho ideal para carregar no bolso. Ainda conta com quatro compartimentos para cartão e abertura superior para o dinheiro ou documento. Disponível exclusivamente para o Dia dos Pais. Acompanha embalagem para presente.

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Preço sugerido: R$ 29,90

Informações: Natura – SAC 0800115566

 

Ônibus-cinema com curiosidades sobre as aves é atração na Petz

Projeto “O Incrível Mundo das Aves” estará neste sábado, das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê, com atividades e informações para despertar a consciência ambiental

A Petz fez uma parceria para apresentar o projeto de educação ambiental itinerante “O Incrível Mundo das Aves”, neste sábado (29), das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê. Trata-se de um ônibus especialmente adaptado, com 40 lugares, que exibe sessões de vídeo de 10 minutos sobre curiosidades das aves, para incentivar a conservação e preservação das espécies.

O público também poderá ver uma exposição de fotos em hiper-realismo digital das aves, como arara-azul e arara-canindé, e participar de atividades lúdicas. O projeto é uma iniciativa da empresa Zoológicos do Brasil, que divulga a educação ambiental no Estado de São Paulo. Produtos como canecas, almofadas e camisetas, que ajudam a manter o projeto, estarão à venda no local.

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O Incrível Mundo das Aves
Onde: Petz Marginal Tietê (Av. Presidente Castelo Branco, 1795, Pari – São Paulo)
Quando: 29 de julho, das 12h às 18h
Entrada: gratuita

 

Inscrições abertas para os cursos da Panamericana Escola de Arte e Design

Interessados têm até o fim de julho para realizar suas matrículas

A Panamericana Escola de Arte e Design está com matrículas abertas para os cursos do segundo semestre de 2017 nas áreas de: Design Gráfico, Design de Interiores, Design Digital, Fotografia, Design de Moda, Design de Computação e Games, Artes Plásticas e Publicidade/Criação.

Com mais de 50 anos de história, a Panamericana Escola de Arte e Design é responsável pela formação de centenas de profissionais que levam ao mercado nacional e internacional a capacidade criativa aplicada para comunicação em suas respectivas áreas.

“Na Panamericana, conhecimento prévio não é pré-requisito, muito pelo contrário. Buscamos pessoas curiosas e apaixonadas, dispostas a entrar em sala de aula para conhecer, descobrir e explorar todo o seu potencial criativo. Nossos professores, além de atuarem e serem reconhecidos no mercado, acompanham de perto o desenvolvimento de cada aluno. Esse é o nosso diferencial: conhecimento prático com o objetivo de aflorar o potencial criativo de cada aluno”, diz Alex Lipszyc, diretor da Panamericana.

Os interessados poderão acessar informações e detalhes sobre cada um dos cursos no site da Panamericana, onde é possível, ainda, agendar um horário para realizar uma visita guiada e conhecer as instalações das unidades da Avenida Angélica e da Rua Groenlândia, projetada pelo renomado arquiteto Siegbert Zanetti.

As matrículas para os cursos do segundo semestre poderão ser feitas até o dia 31 de julho diretamente na secretaria das unidades da Angélica e Groenlândia.

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Informações: Panamericana

Morada da Floresta promove visita pedagógica e almoço vegetariano

Empresa tem como missão despertar o desenvolvimento integral do ser humano e proporcionar mudanças comportamentais na sociedade

A Morada da Floresta é uma empresa que oferece soluções socioambientais, cursos, produtos, serviços e desenvolve projetos para incentivar práticas sustentáveis cotidianas e contribuir para o despertar de uma consciência natural e ecológica. E sábado (11), irá promover uma visita ecopedagógica, um almoço vegetariano e a dança de Vênus.

Com uma agenda extensa para o dia, as ações iniciam às 11 horas, com uma visita ecopedagógica pela Morada. Nela, os participantes terão uma experiência rara de contato com as possibilidades de se viver em respeito e harmonia com a natureza na cidade. Em um diálogo aberto em meio a hortas verticais, cipós e sons de passarinhos, serão oferecidas reflexões sobre Sustentabilidade e Ecologia na vida prática e cotidiana, além de exemplos de como cada um pode reduzir seu impacto ambiental com escolhas conscientes. Ainda estarão inclusos nos debates temas como Compostagem, Gestão de Resíduos, Ecologia Feminina, Bebês Ecológicos, Consumo Consciente, Agricultura Urbana e Alimentação, entre outros.

Após a visita, será realizado um Almoço Vegetariano, assinado pela chef Adriana Nogueira, das 13 às 15h30. Nele, serão oferecidos maravilhosos pratos e sabores, feitos com 90 % de alimentos orgânicos, ou seja, livres de transgênicos, fertilizantes químicos ,agrotóxicos e de crueldade animal.

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Ao final, será apresentada a Dança de Vênus, conhecida como “o movimento de embelezar a vida”, pela facilitadora Jacqueline Sandes, das 17 às 19 horas. Para quem não conhece, a Dança da Vênus é um processo de autoconhecimento que visa a facilitar, para a mulher moderna, as pazes com seu ciclo menstrual, por meio da dança, de novos conhecimentos e orientações práticas, aliviando a pressão, a rigidez, a sobrecarga e a desconexão que muitas sentem, tornando assim a vida mais leve, fluida, bela e vibrante.

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Com vagas limitadas, os ingressos para a Visita Ecopedagógica, para o Almoço Vegetariano e para a Dança de Vênus podem ser adquiridos individualmente clicando aqui.

Para a Dança da Venus inscreva-se aqui. 

Visita Ecopedagógica, Almoço Vegetariano e Dança de Vênus
Data: 11 de março
Horário: das 11h às 19h
Local: Morada da Floresta – R. Diogo do Couto, 47 – Vila Universitária – São Paulo (SP)