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O estresse pode ser um bom amigo por Lucas Medola*

Antes de partir para a vitória (afinal, era quase sempre o desfecho de suas aparições nas pistas pelo mundo afora), Usain Bolt dava sinais de estresse. Sim, apesar do que o semblante bem-humorado pudesse suscitar nos milhões de espectadores que sempre o acompanharam, o maior velocista de todos os tempos ficava estressado antes do tiro de largada – mesmo depois de oito medalhas de ouro olímpicas. E tinha de ser assim. Mas na dose certa.

Acredite, o estresse não é necessariamente um inimigo – nem nas raias do atletismo nem nas raias da vida corporativa. Ele é uma defesa natural aos estímulos externos e também essencial para o conjunto de ações conhecidas como “instinto de sobrevivência”. Diante de uma situação de perigo, por exemplo, produzimos adrenalina e cortisol, substâncias que nos deixam em situação de alerta, prontos para reagir, independentemente do cenário no qual estamos inseridos.

No mundo corporativo, o estresse está presente em boa parte do tempo dos executivos – mais do que isso, parece fazer parte de nosso job description, tratado quase como um status dos cargos de chefia. Só que isso pode gerar diversos problemas de saúde, dentre os quais quadros de hipertensão, cardíacos, ansiedade e insônia (em casos extremos, até quadros de depressão) – só para citar os mais comuns.

A questão, aqui como em qualquer instância da vida (tanto a pessoal quanto a profissional), é bom senso. Ou seja, também é preciso estabelecer momentos dedicados à desaceleração durante o expediente, momentos em que você precisa relaxar, a despeito do turbilhão que possa estar ocorrendo à sua volta. Não é simples, claro, mas esse autocontrole fará com que você consiga atravessar os desafios mais rapidamente, de forma mais estruturada, sem emoção, e de modo mais saudável.

É fundamental também incluir na sua rotina, não apenas diária, mas durante as férias, alguma atividade que te gere prazer (pode ser física ou não), bem-estar e o famoso “desligar do mundo”. Esses momentos são essenciais para a saúde mental e física, além de parte do processo que leva ao sucesso profissional.

Mas não se acalme tanto assim! É o estresse na medida correta que pode fazer a diferença entre fracasso e sucesso.

mulher ocupada trabalho

Um dos fatores mais interessantes do “bom” estresse (ou estresse controlado) é que ele melhora o desempenho intelectual e a capacidade da memória. Há estudos que garantem até uma facilidade maior de aprendizado em homens e mulheres que vivem com nível de estresse controlado. Para um executivo que depende de seus neurônios a cada segundo de seu dia de trabalho, trata-se de uma notícia e tanto. Isso porque o estresse é capaz de estimular a produção das chamadas proteínas regenerativas, que favorecem o surgimento de novas conexões cerebrais.

Segundo consta, pesquisadores alemães da Universidade de Freiburg descobriram que o estresse pode ser também um motivador de novas amizades. O estudo demonstrou que pessoas expostas a situações estressantes tendem a socializar com mais facilidade, compartilhando suas ideias e experiências.

Sem falar nos benefícios ao sistema imunológico (o estresse, em níveis saudáveis, leva o corpo a produzir anticorpos com maior velocidade e mantém o indivíduo em estado de alerta). Entretanto se você ultrapassa essa medida, as funções de seu corpo sofrem. Motivo? A adrenalina se junta ao cortisol, “fabricando” uma mistura tóxica no organismo, capaz de causar lapsos de memória, taquicardia, pressão alta, alergias, tensão muscular, irritação sem motivo aparente, falta de concentração e até… medo.

Ao perceber sinais de que está se aproximando de seu limite, pare o que estiver fazendo – sim, permita-se uma pausa. Afinal, como diria o filósofo William James, “a maior arma contra o estresse é nossa habilidade de escolher um pensamento ao invés de outro”. Portanto, respire ou exercite-se, ouça uma música ou leia o capítulo de um livro que não tenha nada a ver com o que você está fazendo, dê uma “volta” pelas redes sociais (sem compromisso) ou jogue online por 10 minutos. Aposte nisso no ambiente de trabalho, mantenha seu índice de estresse na coleira e você colherá bons resultados.

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Foto: Erik van Leeuwen/Wikipedia

Os especialistas são unânimes: momentos de hiperatividade devem ser sempre curtos, jamais duradouros. Como o jamaicano Usain Bolt costumava demorar menos de 10 segundos (nos 100 metros rasos, sua prova mais forte) para cruzar a linha de chegada e abocanhar a medalha de ouro – de novo e de novo e de novo! -, a teoria parece mesmo fazer sentido.

*Lucas Medola é CFO do PayPal para a América Latina

Os gatilhos da síndrome do intestino irritável e como evitá-los

Quando você conhece as coisas que podem fazer com que seus sintomas de SII se manifestem, os chamados gatilhos, você pode fazer um plano para evitá-los. Dessa forma, pode trabalhar para manter os problemas como constipação, diarreia, dor de barriga e inchaço no nível mínimo.

A síndrome do Intestino Irritável é diferente para todos, mas acompanhar como você reage aos gatilhos dos sintomas mais comuns pode ajudar a aprender a evitá-los.

1. Fatores desencadeantes de constipação na SII

Alguns alimentos podem piorar a constipação relacionada à SII, incluindo:

=Pães e cereais feitos com grãos refinados (não inteiros)
=Alimentos processados, como chips e biscoitos
=Café, refrigerantes e álcool
=Dietas de alta proteína
=Produtos lácteos, especialmente queijo

Melhores escolhas de dieta para a constipação:

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=Aumente gradualmente o consumo de fibras em 2 a 3 gramas por dia até comer 25 (para mulheres) ou 38 (para homens) gramas por dia. Boas fontes incluem pão integral e cereais, feijão, frutas e legumes.
=Coma uma quantidade moderada de alimentos que contenham sorbitol, como ameixas secas e suco de ameixa.
=Beba muita água pura todos os dias.
=Experimente linhaça moída. Você pode polvilhar em saladas e legumes cozidos.

2. Fatores desencadeantes de diarreia na SII

Os alimentos que podem piorar a diarreia relacionada à síndrome para algumas pessoas incluem:

=Excesso de fibra, especialmente o tipo insolúvel que encontramos na casca de frutas e legumes
=Alimentos e bebidas com chocolate, álcool, cafeína, frutose ou sorbitol
=Refrigerantes
=Grandes refeições
=Alimentos fritos e gordurosos
=Produtos lácteos, especialmente em pessoas que não conseguem digerir a lactose do açúcar do leite, a chamada intolerância à lactose
=Alimentos com trigo para pessoas que são alérgicas ou têm uma reação ruim ao glúten

Melhores escolhas de dieta para diarreia:

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Foto: Haaijk/Pixabay

=Coma uma quantidade moderada de fibra solúvel. Adiciona volume a suas fezes. Boas fontes são pães integrais, aveia, cevada, arroz integral, massa integral, frutas (não a casca) e frutas secas.
=Não coma alimentos em temperaturas opostas, como água gelada e sopa quente, na mesma refeição.
=Fique longe de brócolis, cebola e repolho. Eles causam gases, o que pode fazer você se sentir pior.
=Coma porções menores.
=Beba água uma hora antes ou depois das refeições, não enquanto você comer.
=Converse com seu médico ou nutricionista se você acha que pode ter uma alergia ao trigo.
=Para aliviar os sintomas de inchaço e gases, tente evitar alimentos gasosos, como feijão, couve de Bruxelas, germe de trigo, passas e aipo.

3. Estresse e ansiedade, gatilhos da SII

Estresse e ansiedade podem piorar os sintomas da SII. As preocupações podem vir de muitas fontes, incluindo:

=Trabalho
=Trânsito/transporte
=Problemas em casa
=Problemas financeiros
=Uma sensação de que as coisas estão fora de controle

Como gerenciar o estresse:

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Foto: Philly

-Tenha hábitos saudáveis. Mantenha uma dieta bem equilibrada que funcione para a SII. Faça exercícios regulares e durma o suficiente.
-Faça algo divertido quantas vezes você puder. Ouça música, leia, faça compras ou caminhe.
-Aprenda maneiras melhores de se acalmar com a terapia comportamental. Existem alguns tipos: terapia de relaxamento, biofeedback, hipnoterapia, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia.
-Se você se sentir à vontade, converse com familiares, amigos íntimos, seu chefe ou colegas de trabalho sobre a síndrome. Quando eles sabem o que está acontecendo, podem apoiá-lo e entender melhor como isso afeta você.

4. Drogas que podem desencadear SII

Algumas drogas podem desencadear constipação ou diarreia. Pessoas com a síndrome podem ter problemas com:

  • Antibióticos
  • Alguns antidepressivos
  • Remédios feitos com sorbitol, como xarope para tosse

Como escolher melhores medicamentos:

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Converse com seu médico sobre a mudança para uma droga que não fará com que seus sintomas aumentem. Mas pergunte antes de parar de tomar seus remédios.
Escolha antidepressivos com sabedoria. Os mais antigos, chamados antidepressivos tricíclicos, podem causar constipação. Os convencionais, chamados inibidores seletivos da recaptação da serotonina, como a fluoxetina (Prozac, Sarafem) e a sertralina (Zoloft), podem causar diarreia. Trabalhe com o seu médico para encontrar o caminho certo.

5. Gatilhos da menstruação na SII

Mulheres com a síndrome tendem a ter os sintomas piorados durante a menstruação. Não há muito o que fazer para evitar isso, mas você pode aliviar a dor e o desconforto durante esse período do mês.

Como se sentir melhor:

Pense em tomar pílulas anticoncepcionais. Elas podem tornar as menstruações mais regulares. Mas podem causar efeitos colaterais, como dores de estômago, vômitos, cólicas estomacais ou inchaço, diarreia e constipação. Trabalhe com o seu médico para encontrar algo que funcione sem causar outros problemas. Trate a TPM grave. Algumas drogas que tratam a depressão podem ajudar, como a fluoxetina (Prozac, Sarafem), a paroxetina (Paxil) e a sertralina (Zoloft).

6. Outros gatilhos

-Comer enquanto você trabalha ou dirige
-Comer muito rapidamente
-Goma de mascar
-Exercício insuficiente

O que fazer:

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-Corte as distrações enquanto você come.

-Tente fazer pelo menos 30 minutos de exercício por dia. Pode ajudar a prevenir a constipação e aliviar o estresse.

-Além disso, certifique-se de conversar com seu médico sobre todas as suas opções de tratamento para a síndrome com constipação e/ou com diarreia.

Referência Médica WebMD Revisado por Minesh Khatri, MD em 25 de março de 2018

O estresse, a ansiedade e a síndrome do intestino irritável

Não está totalmente claro como o estresse, a ansiedade e a síndrome do intestino irritável estão relacionados – ou qual vem primeiro -, mas estudos mostram que podem surgir juntos.

Quando um médico conversa com pessoas com este distúrbio digestivo “o que você descobre é que cerca de 60% dos pacientes com SII atenderão aos critérios para um ou mais transtornos psiquiátricos”, diz Edward Blanchard, PhD, professor de psicologia da Universidade Estadual de New York em Albany.

A doença mental mais comum que as pessoas com síndrome do intestino irritável possuem é transtorno de ansiedade generalizada, diz Blanchard. Ele acha que mais de 60% dos pacientes com a Síndrome do Intestino Irritável e com uma doença psiquiátrica têm esse tipo de ansiedade. Outros 20% têm depressão e o restante tem outros distúrbios.

mulher ansiedade

Independentemente de ter a síndrome do intestino irritável, as pessoas com ansiedade tendem a se preocupar muito com questões como saúde, dinheiro ou carreiras. Outros sintomas incluem dor de estômago, tremores, dores musculares, insônia, tonturas e irritabilidade.

Existem várias teorias sobre a conexão entre SII, estresse e ansiedade:

=Embora problemas psicológicos como a ansiedade não causem desordem digestiva, as pessoas com SII podem ser mais sensíveis a problemas emocionais.

=O estresse e a ansiedade podem tornar a mente mais consciente dos espasmos no cólon.

=SII pode ser desencadeada pelo sistema imunológico, que é afetado pelo estresse.

Formas de lidar com o estresse e a ansiedade

Há provas de que manter o estresse sob controle pode ajudar a prevenir ou aliviar os sintomas da síndrome. Você pode aprender sobre técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou visualização, onde imagina uma cena pacífica. Ou você pode deletar a tensão simplesmente fazendo algo divertido – converse com um amigo, leia, ouça música ou faça compras.

Também é uma ótima ideia se exercitar, dormir o suficiente e fazer uma boa dieta para evitar a SII.

Experimente diferentes técnicas de redução do estresse para ver quais podem ajudar a aliviar seus sintomas.

Se você ainda continuar tenso e ansioso, fale com seu médico. Certifique-se de obter o tratamento certo para a sua constipação ou diarreia. Em seguida, discuta se fazer terapia também pode ajudar.

Pessoas com síndrome do intestino irritável “devem realmente começar com os cuidados com um médico de cuidados primários”, diz Blanchard. “Eles devem seguir o próximo passo [cuidado psicológico] se o tratamento médico não estiver funcionando sozinho”.

Blanchard diz que dois terços das pessoas com SII melhoram com as mudanças na dieta e com a medicação. O restante, pessoas com sintomas mais graves, pode se beneficiar de ajuda psicológica. “Sem isso, eles não parecem sair do problema em que estão”, diz o especialista.

A pesquisa mostra que a terapia pode ajudar alguns sintomas da síndrome em muitas pessoas. As opções incluem terapia de relaxamento, biofeedback, hipnose, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia tradicional.

A terapia tem limitações, porém. Alguns estudos descobriram que não ajuda a constipação ou dores de barriga constantes que acompanham a SII.

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Foto: Shutterstock

Você pode participar de um grupo de autoajuda para pessoas com síndrome do intestino irritável ou outros distúrbios digestivos. Os membros desses grupos sabem o que é viver com a SII. Às vezes, podem oferecer suporte mais significativo do que você poderia obter, mesmo com seus amigos mais próximos.

“Você não está sozinho tentando lidar com tudo”, diz Lynn Jacks, fundadora de um grupo de apoio à SII em Summit, Nova Jérsey.

Existem grupos de apoio em todo o mundo. Uma opção é o Grupo de Suporte de Distúrbios Digestivos da WebMD (nos EUA), que está disponível 24 horas por dia.

Referência Médica WebMD Avaliado por Jennifer Robinson, MD em 21 de janeiro de 2017

Fonte: WebMD

Depressão e estresse: os ladrões da libido feminina

Para um dos maiores estudiosos da mente humana da história, Sigmund Freud, a libido é a força motriz da vida sexual. Para ele, inclusive, o desejo sexual é o que nos motiva e nos dá forças para nossas tarefas diárias. Porém, para uma boa parcela das brasileiras, incluindo as mais jovens, nada anda mais em baixa do que a libido. Segundo o estudo Mosaico 2.0, do Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo (SP), uma em cada três entrevistadas tem dificuldade em se interessar pelo sexo.

De acordo com psicóloga e neuropsicóloga, Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, atualmente a falta de desejo sexual atinge mulheres e homens. Entretanto, a mulher apresenta algumas peculiaridades que faz com que a prevalência da queda ou da ausência da libido seja mais alta nelas do que neles.

Montanha-russa hormonal

“As mulheres são marcadas pela oscilação dos hormônios sexuais durante toda a vida. Além das mudanças hormonais típicas do ciclo menstrual, há aquelas que ocorrem durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa. Até mesmo o anticoncepcional, dependendo do tipo, pode reduzir a libido”, explica Carolina.

Além de lidar com a montanha-russa hormonal, as mulheres têm duas vezes mais risco de desenvolver o estresse, a ansiedade e a depressão, transtornos que mexem muito com o desejo sexual. “Aliado a esses dois fatores, precisamos levar em conta que a mulher moderna, em geral, trabalha fora, cuida dos filhos e do lar, numa tripla jornada exaustiva. Portanto, a chance de pensar em sexo no final do dia, pode ser realmente mínima”, conta a especialista.

casal separado
Como a depressão afeta o sexo

A depressão afeta 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo o Brasil o país com maior prevalência da doença na América Latina e nas Américas só perde mesmo para os Estados Unidos. Um dos sintomas da depressão é justamente a queda ou a perda da libido.

“A depressão afeta o funcionamento normal da mente e isso se reflete na vontade de fazer sexo de várias maneiras. Uma delas é que para despertar o desejo sexual precisamos usar a imaginação, ter fantasias, ideias ou lembranças. Além disso, exige uma disponibilidade para a estimulação dos sentidos, do contato com o outro. Mas, as pessoas deprimidas tendem a se isolar socialmente e ficar mais apáticas, o que também impacta na libido. Sem contar que o efeito colateral mais comum de vários antidepressivos é justamente a perda da libido ou a dificuldade de se atingir o orgasmo”, explica Carolina.

Estresse crônico afeta sexualidade

Outro fator que pode detonar a vida sexual é o estresse, presente em 70% da população economicamente ativa no Brasil. Um estudo mostrou que o aumento dos níveis do cortisol, o hormônio do estresse, interfere na resposta sexual das mulheres.

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Sexo alivia o estresse

Os motivos para a baixa da libido, como vimos, são quase óbvios. Porém, a pergunta que fica é: será que tem solução? “Uma vida sexual saudável é um dos pilares da qualidade de vida. Mas, a sexualidade é muito individual. Há pessoas que não sentem necessidade ou falta de manter relações sexuais e convivem muito bem com isso. Já para quem gosta de sexo e enfrenta problemas nessa área, o ideal é procurar ajuda”, comenta Carolina.

Descartados os problemas físicos, a psicoterapia pode ajudar muito a recuperar o desejo sexual e ter mais alegria debaixo dos lençóis. Carolina explica que para recuperar a libido é preciso identificar o que a está afetando, como depressão, estresse, insônia, cansaço, pós-parto etc. A partir disso, é possível tratar a condição e melhorar a sexualidade.

Além do tratamento por meio da psicoterapia, por exemplo, é bom lembrar que o sexo é uma ótima maneira de relaxar, já que libera neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Então, depois de um dia estressante, fazer sexo pode ser, sim, uma boa ideia.

Fonte: Estar Saúde Mental

À flor da pele: dez sinais que mostram os efeitos do estresse

O estresse é um dos problemas que mais afetam as pessoas no mundo, e como os brasileiros não é diferente. Causas como dívidas e relação com o público são apontados como os principais motivos desse mal tão comum na vida.

Problemas dermatológicos, como acne, herpes e micose estão entre os mais listados,  mostrando evidências de como o estresse se manifesta no corpo humano. Pensando nisso, a Clínica Sadeb preparou um infográfico com os dez sinais que mostram o efeito do estresse na pele. Confira abaixo e, claro, evite se estressar!

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Como lidar com o estresse do pet com a chegada de outro animal

O ato de adoção requer coragem e exige atenção e carinho do tutor. No caso de uma família que já possui um pet, mas pensa em adotar um novo membro, é preciso tomar alguns cuidados. De acordo com o veterinário e fundador da Animal Place, Jorge Morais, toda mudança, estrutural ou principalmente com a presença de um novo animal, pode causar estresse. “Problemas psicológicos e, inclusive, alterações que causam baixa resistência, podem levar o pet a desenvolver alguma patologia”, explica.

Em felinos as alterações de humor são notadas com mais facilidade. “De modo geral, os gatos são territorialistas. Desta forma, a introdução de um novo membro à família deve ser feita de forma cautelosa”, orienta Morais.

cachorro e gato brincando

Além disso, reações de agressividade, mudança de comportamento, diminuição na ingestão de alimento, marcação excessiva de território e diminuição da ingestão de água são sintomas do ciúme animal.

O profissional ainda explica que, para evitar acidentes e até mesmo fatalidades, o ideal é observar e até separá-los quando o velho morador é maior, mais agressivo ou pode atacar o novo membro. E, para evitar atritos na adaptação do novo pet, a dica é que a inclusão seja feita de forma gradativa.

casal de gatos

“O monitoramento realizado por um especialista é necessário para que ele se sinta bem-vindo ao novo lar”, finaliza Morais.

Fonte: Animal Place

 

O que ocasiona a queda de cabelos?

A queixa de queda de cabelos é a mais comum no consultório dermatológico. É importante lembrarmos que nem sempre isso é sinônimo de doença. Pode simplesmente ser parte do ciclo natural do pelo, que consiste em fases de crescimento (anágena), transição (catágena), repouso e queda (telógena). Após essa queda “esperada” do fio de cabelo outro é reposto no lugar com as mesmas características (espessura, tamanho final, consistência).

Então, quando devemos nos preocupar com a queda? Quando houver aumento na queda, diminuição no volume dos cabelos, afinamento dos fios, presença de cabelos fracos e quebradiços, inflamações do couro cabeludo e áreas sem fios. Existem fatores internos e externos que podem ocasionar um aumento na queda capilar.

Dentre os fatores internos, destacam-se alterações nutricionais como carências alimentares, regimes prolongados e restritivos, alterações emocionais, como ansiedade e depressão, alterações hormonais, como em doenças da tireoide, alterações genéticas, como a calvície, alterações inflamatórias como a dermatite seborreica (a famosa caspa) e outras inflamações do couro cabeludo e dos cabelos.

Dentre os fatores externos, estão as agressões físicas ao fio de cabelo, desde a exposição ao sol, poluição, o desgaste natural das lavagens e secagens do cabelos, chapinhas, alguns alisamentos e agressões químicas como tinturas e alisamentos.

cabelo

Nas mulheres, a calvície feminina acomete cerca de 80% após a puberdade e pode passar despercebida pela paciente por muitos anos. Nas pacientes portadoras do gene da calvície, a doença começa a se manifestar na adolescência; lenta e progressivamente os cabelos vão afinando. Depois de alguns anos começa uma queda mais intensa de cabelos que, associada a uma reposição anormal dos fios, leva a uma diminuição drástica da quantidade e volume capilar.

Esse quadro começa logo após a puberdade. Porém, as alterações clínicas só são percebidas – em geral – após os 30 anos. Clinicamente, uma rarefação dos cabelos só é observada quando a paciente já perdeu cerca de 30% de seus fios.

Alguns sinais indiretos de uma calvície inicial são: o afinamento progressivo, que pode ser notado visualmente nos cabelos que caem, na diminuição progressiva do rabo de cavalo e do tempo de secagem dos fios. Após a menopausa esse quadro tende a acelerar.

Por meio da clínica e um conjunto de exames – chamado de Estudo Tricológico – é possível um diagnóstico precoce, que possibilita tratamento adequado a cada caso e muito mais eficaz. O diagnóstico precoce e o início do tratamento são importantes para evitar a progressão da doença.

Perguntas mais frequentes sobre a queda de cabelo:

Quais atitudes das mulheres podem piorar a queda de cabelos?

banho

É muito comum, com o aumento da queda de cabelos, a interrupção na lavagem, pois as pacientes ficam preocupadas com a quantidade que pode cair durante o banho. Essa atitude, associada ao estresse causado pelo aumento da queda, pode piorar a dermatite seborreica, proporcionando uma queda ainda mais acentuada.

E a quebra dos fios? Como ocorre e por quê?

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A quebra dos fios é consequência de uma agressão importante do cabelo. Normalmente não é causada por um agente somente. O desgaste natural (sol, frio, poluição, lavagens, secagens, ato de pentear) associados às agressões químicas – como tinturas e alisamentos – podem causar a quebra e enfraquecimento do cabelos, pois destroem a estrutura básica do fio. Isso resulta em um cabelo sem brilho, opaco, quebradiço e fraco. O mais importante é a interrupção imediata das agressões.

Qual a consequência do uso de chapinha, secadores e babyliss nos cabelos?

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O uso prolongado e exagerado pode causar desgaste e quebra do fio, deixando os cabelos sem brilho e fracos, podendo levar até a um aumento da queda e posteriormente a uma perda capilar irreversível.

Quais os piores danos causados pelo uso de química, coloração e outros produtos no cabelo?

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Os piores danos são a destruição do fio, quebra e enfraquecimento.

Existem remédios, xampus ou vitaminas que podem ser usados nesses casos e que realmente promovam melhora?

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Existem, sim. Após um exame clínico com o especialista, a investigação adequada e a descoberta da causa, os tratamentos são efetivos e promovem a melhora. O importante é a identificação da causa, pois o tratamento vai variar de acordo com o problema apresentado. Por exemplo, no caso da calvície, tanto masculina quanto feminina, podemos usar medicações especificas, por meio de loções, xampus e comprimidos. Em cabelos quebradiços e fracos, decorrentes de alterações nutricionais, por exemplo, o uso de vitaminas especificas e máscaras capilares hidratantes pode ajudar.

O que sugerir às mulheres que estão sofrendo com queda ou quebra do cabelo?

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Foto: Is-Med.com

É muito importante descobrir o motivo da queda de cabelos para que seja iniciado o tratamento adequado o mais breve possível, além da interrupção das agressões químicas e físicas. Em ambos os casos é necessária a consulta com um dermatologista para o diagnóstico e tratamento adequado.

Fonte: Erick Omar é dermatologista especializado em Tricologia (o estudo das doenças do couro cabeludo), participa do grupo de pesquisas para o tratamento da calvície com células-tronco. Formado pela USP, adquiriu vasta experiência no assunto como médico colaborador no Ambulatório de Doenças dos Cabelos e Couro Cabeludo do Hospital Padre Bento, de Guarulhos.

Estresse pode desencadear crises alérgicas

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a algum agente externo, como ácaros, fungos, insetos, pelos de animais, pólen, alimentos e medicamentos. As doenças alérgicas (alimentares, dermatológicas ou respiratórias, por exemplo) podem ter vários gatilhos nos indivíduos predispostos geneticamente. O estresse pode ser um deles.

“Não é uma relação direta, mas o estresse pode mexer com o sistema imune e, eventualmente, piorar a crise ou deixar a pessoa mais suscetível. A causa não é o estresse, mas ele pode desencadear algo quando já havia uma predisposição genética”, diz Yara Arruda Mello, alergologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim.

Ela explica que, no caso da asma, o paciente acaba se sensibilizando com maior frequência aos ácaros, mas, em uma situação de estresse, ele pode ter os sintomas de crise ativados. Em todos os casos, porém, é essencial consultar o especialista para que os demais fatores alérgenos externos sejam descartados e se comprove que o estresse foi o gatilho.

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Foto: iStock

O alívio dos sintomas depende de cada doença, mas o recomendável, para qualquer pessoa em qualquer situação, é levar uma vida mais saudável para que todo o organismo funcione de maneira adequada. “Não só evitar o estresse, mas também ter um sono regulado e uma dieta balanceada. Atividade física também é bastante importante. Algumas pessoas gostam de dançar, outras preferem meditar. Cada um deve identificar qual atividade que funciona melhor”, afirma a médica.

Segundo a especialista, o mais importante é que as pessoas tenham consciência do que está acontecendo e sigam a orientação médica e o plano de ação feito com o alergologista. O diagnóstico correto e bem apurado dessas doenças é fundamental para saber como proceder no momento de cada uma das crises e em caso de emergência.

Fonte:  Hospital São Luiz

 

Acne adulta pode estar relacionada a alterações hormonais e estresse

Aparentemente comum na adolescência, a acne também pode surgir na fase adulta — mas atenção: nem os motivos, nem o modo de tratar são os mesmos. “Acne adulta é um quadro considerado uma entidade própria e não tem relação com a acne vulgar da adolescência. A acne da mulher adulta é caracterizada por lesões nodulares císticas, muitas vezes doloridas, que perduram por sete a dez dias”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

As lesões aparecem na região do queixo e lateral das bochechas, podendo também estar presentes na linha de implantação do cabelo. Resistentes e ligadas a hábitos de vida, a visita ao dermatologista é obrigatória.

Mas afinal: o que causa?

De acordo com a dermatologista, o quadro está relacionado com o estímulo inadequado dos receptores hormonais, como os masculinos, alterações relacionadas à tireoide e pelo estresse — que hoje é uma das principais causas que podem estimular o aumento do cortisol e adrenalina. “Quase sempre apresentam um indicativo de desconforto, com hipersensibilidade local e após três dias, em média, surgem os comedões inflamatórios — que estão relacionados ao período pré-menstrual, uso de contraceptivos de uso via oral ou na forma de adesivos ou ainda dispositivos intrauterinos”, comenta.

Com essas alterações, há um estímulo exagerado sobre as glândulas sebáceas com produção exagerada de sebo — o que provoca aumento da proliferação de bactéria Propionibacterium acnes. “Além disso, fatores como o uso de maquiagem muitas vezes não adequada, com veículos gordurosos, ou muito pesados, podem causar obstrução dos ductos das glândulas (poros). Devemos também prestar atenção no consumo exagerado de gorduras trans e saturadas e alimentos com alto índice glicêmico que provocam a piora da inflamação e da resistência à cicatrização e persistência do quadro”, comenta.

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Tratamento diferenciado

A acne adulta acomete mulheres na vida adulta entre 30 e 50 anos e apresenta resistência aos tratamentos convencionais para a acne da adolescência. “Quase sempre a pele apresenta a consequência clínica de uma alteração sistêmica, que pode ser devido a um processo hormonal ou hábitos de vida comprometidos com poucas horas de sono, estresse, tabagismo e cuidados inadequados com a pele e a alimentação”, explica. Por esse motivo, a dermatologista salienta que a paciente precisa ser investigada, com a realização de uma anamnese detalhada com investigação de toda a parte hormonal, hábitos de vida e situações de estresse. “A conduta deverá ser baseada no controle significativo destes fatores”, comenta.

O que usar

O tratamento inicialmente deve ser instituído para o controle inflamatório com sabonetes calmantes à base de extratos anti-inflamatórios, loção tônica com função adstringente duas vezes ao dia. “De noite, o uso da vitamina A ácida é indicado, alternando com um nutritivo adequado à necessidade da paciente. A vitamina C como antioxidante potencializa a ação do retinoide (Vitamina A) e podemos ainda utilizar ácido salicílico, clindamicina e peróxido de benzoíla”, explica. Em alguns casos, máscaras à base de argila podem ser recomendadas para controle da oleosidade, eritema e inflamação.

Pela manhã, a dermatologista indica séruns leves que podem ser potencializados com boosters com ação calmante e de cicatrização como, por exemplo, zinco, cobre, magnésio, ouro e fatores de crescimento para cicatrização.

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O que ingerir para ajudar

Por via oral, a médica recomenda a utilização de antioxidantes e antiglicantes como o hidroxitirosol, pó de gengibre, FC Oral, zinco, piridoxina, niacinamida, carotenoides, extrato de chá branco, acido elágico entre outros. “Eles ajudam a manter o equilíbrio da flora microbiana e induzem o processo de cicatrização e ação anti-inflamatória”, explica.

Na clínica

Tratamentos em cabine também podem ajudar. “Em clínica, podemos promover a extração dos comedões, realizar peeling de cristal com retinoides e fazer uso da luz azul (que é bacteriostática) e posteriormente da red e infra red (com ação cicatrizante). Quando o quadro estiver controlado, podemos — se necessário para retirar as manchas ou cicatrizes — utilizar o microagulhamento de ouro com drug delivery com utilização de Fatores de Crescimento e peptídeos ou um laser ablativo fracionado como o CO2 combinado à radiofrequência”, finaliza.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.