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Novo tratamento melhora resultados da fertilização in vitro em mulheres maduras

Novo protocolo com uso prolongado do hormônio de crescimento (GH) nas pacientes com mais de 40 anos e baixa reserva ovariana, apresentado em congresso, aumenta chances de gravidez

Mulheres que tiveram falhas em várias tentativas de tratamentos de fertilização in vitro (FIV) se enquadram na categoria de más respondedoras. Para o ginecologista e especialista em reprodução humana, Arnaldo Cambiaghi, diretor do centro de reprodução humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), pacientes com risco de má resposta devem ser identificadas pelos médicos antes de iniciar um ciclo de FIV. “O IPGO usa testes de reserva ovariana para avaliar a resposta esperada aos medicamentos estimulantes”, afirma. Para a avaliação são recomendados os seguintes exames:

-Análises de sangue de hormônioantimulleriano (AMH)
-Exames de sangue no dia 3 do ciclo para avaliação do FSH, LH e estradiol
-Contagem de folículos antrais por ultrassom

Esses testes identificarão a maioria das pacientes más respondedoras antes que comecemos o tratamento de FIV. Identificar o problema com antecedência nos permite uma oportunidade de fazer algo para melhorar a resposta (e o resultado) na primeira tentativa de FIV.

“A definição de uma má respondedora é variável, mas a idéia básica é que são pacientes que respondem com poucos óvulos maduros aos protocolos habituais de estimulação ovariana, o que significa menos óvulos recuperados, resultandoem menor número de embriões e uma chance menor de se ter um bebê”, admite Cambiaghi.

Um exemplo: mulheres com menos de 35 anos dão uma média de 12 óvulos em um tratamento de FIV, no entanto, as más respondedoras só produziriam cerca de 1 a 4 óvulos. As chances de sucesso nos tratamentos de FIV são muito dependentes de duas variáveis ​​- a quantidade e a qualidade dos óvulos.

“Portanto, se pudéssemos chegar a um tratamento que ajudasse as más respondedoras a produzir mais óvulos e de melhor qualidade, ou ambos, seríamos capazes de melhorar positivamente a chance de se ter um bebê. Vários tipos de protocolos de suplementação têm sido usados ​​para tentar melhorar os resultados para essas pacientes, e a maioria deles é estimulador das mitocôndrias”, conta o médico.

As mitocôndrias

O estudo “Mitochondria, Growth Hormone and Embryo Quality: a New Perspective of IVF (Mitocôndria, hormônio de crescimento e qualidade do embrião: uma nova perspectiva da FIV)” foi apresentado pela médica Xiao-Yan Liang (do Reproductive Medicine Research Center – 6th Affiliated Hospital of Sun Yat University – China) durante o 9th Annual Assited Reproductive Technology World Congress, em Nova York, no final de outubro deste ano e deixou a plateia interessada no tema.

As mitocôndrias são organelas situadas no citoplasma das células (fora do núcleo). Desempenham um papel essencial na capacidade celular de produzir ATP (adenosina trifosfato), que é a unidade básica de energia utilizada pelo nosso corpo para manter as funções vitais.

Aproximadamente 90% de toda a energia do corpo é produzida pelas mitocôndrias. Em algumas células, há apenas algumas mitocôndrias, enquanto em outras há milhares. Se não fossem as mitocôndrias, não haveria vida; elas são as estruturas energéticas centrais da célula. Com o passar dos anos, ou mesmo em uma fase mais precoce da vida da mulher, a quantidade de mitocôndrias diminui ou se tornam menos funcionais, provocando diminuição do ATP e um provável envelhecimento dos óvulos.

Essa diminuição leva a um prejuízo da divisão dos cromossomos e a um aumento de malformações fetais, comuns nas mulheres com mais idade. O conteúdo de DNA mitocondrial (mtDNA) dos óvulos é crucial para o resultado da fertilização e pode explicar alguns casos de falha de fertilização.

Vários tipos de protocolos de suplementação têm sido usados para estimular as mitocôndrias como a Coenzima Q10, o Resveratrol, a L-carnitina e o ácido alfalipoico. Outra possibilidade é o uso do hormônio do crescimento.

Como funciona o novo protocolo com hormônio de crescimento

O hormônio de crescimento (GH)

O hormônio GH (GrowthHormone–Hormônio do Crescimento) é sintetizado pela hipófise e, como o próprio significado sugere, é responsável pelo controle do crescimento do ser humano. Devido à sua função, passou a ser empregado em técnicas de reprodução assistida, principalmente em casos de pacientes com baixa reserva ovariana ou “más respondedoras”. O GH age no organismo todo, promovendo o crescimento e o desenvolvimento de todas as células do corpo humano. Estudos realizados constantemente ao longo dos últimos anos têm apontado o hormônio GH como um grande influenciador da função ovariana.

“Vários estudos mostram taxas de sucesso de FIV significativamente melhores nas pacientes que adicionaram este hormônio ao tratamento de estimulação aumentando significativamente as chances de uma gravidez e onascimentode um bebê”, explica Cambiaghi.

O mecanismo pelo qual o hormônio de crescimento (GH) pode melhorar as taxas de sucesso da fertilização in vitro não está claro. No entanto, com base em estudos em animais e humanos, tem sido demonstrado que este hormônio está envolvido na produção de hormônios esteroides no ovário e no desenvolvimento de folículos ovarianos, aumento significativo na expressão dos receptores dos hormônios FSH e LH nas células da granulosa e aumento significativo da função mitocondrial.Estudos têm demonstrado que, em ratinhos, quando está faltando o receptor e a proteína de ligação do hormônio de crescimento, há uma redução significativa no desenvolvimento de folículos ovarianos.

Cambiaghi completa: “Outros estudos têm demonstrado taxas melhores de gravidez e nascidos vivos com FIV após a suplementação do hormônio do crescimento em pacientes más respondedoras. No entanto, é importante deixar claro que essa suplementação não é um tratamento mágico, pois muitas mulheres que usam este hormônio ainda terão tentativas infrutíferas de FIV”.

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Como o GH auxilia em tratamentos de Reprodução Assistida?

O hormônio GH atua por meio da estimulação da somatomedina C, ou IGF-1 (fator de crescimento de insulina I). É encontrado em vários tecidos e também nos folículos ovarianos, porém, de acordo com estudos, a quantidade desse hormônio é menor em mulheres que apresentam baixa reserva ovariana. Logo, conclui-se que a redução do IGF-1 altera as funções celulares de mulheres com idade avançada ou acometidas pela Insuficiência Ovariana Prematura.

Partindo desse princípio, pesquisas recentes demonstraram que mulheres com baixa contagem de óvulos que tiveram o hormônio GH adicionado ao protocolo de estimulação ovariana tiveram uma melhor resposta folicular. O uso do hormônio GH pode, ainda, aprimorar a qualidade dos óvulos, proporcionando embriões de melhor qualidade e, consequentemente, aumentando as taxas de gravidez. Entretanto, interfere pouco na quantidade de óvulos gerados na indução da ovulação.

Cambiaghi diz que existem duas razões para esse resultado:

· A administração do hormônio GH durante a estimulação ovariana gera uma melhor resposta das gonadotrofinas (medicações, normalmente injetáveis, utilizadas durante a indução ovariana), por meio da regulação dos receptores de FSH (hormônio folículo estimulante).

· O hormônio do crescimento no óvulo reforça a atividade mitocondrial.

Assim, há comprovação de que os óvulos de mulheres acometidas por baixa reserva ovariana são de melhor qualidade e com mitocôndrias mais funcionais quando recebem hormônio GH. Isso tem incentivado muitos países a já adotarem o uso do hormônio do crescimento em tratamentos de reprodução assistida para mulheres na mesma situação.

Protocolos de aplicação do GH

· Esquema curto – Esquema tradicional de aplicação do GH

Os protocolos são variáveis. As doses mais eficazes do hormônio do crescimento e a duração ainda não foram esclarecidas. Até a atualidade, os estudos publicados utilizam doses entre 4mg – 24mg, administradas diariamente ou a cada dois dias, utilizadas durante os primeiros dias de estimulação ou para toda a fase de estimulação. Alguns ensaios clínicos têm demonstrado a sua efetividade quando combinados a protocolos tradicionais de indução de ovulação em mulheres com reserva ovariana diminuída, pois melhoram a função ovariana e aumentam as taxas de gravidez, mas não aumentam a produção de óvulos.

· O novo protocolo – Esquema longo

Um novo protocolo pode oferecer melhores resultados: o Esquema Longo do GH. O hormônio GH é iniciado em uma fase precoce, antes da estimulação ovariana e estimulando precocemente as mitocôndrias dos óvulos.

Por que o esquema longo?

Ovogênese e foliculogênese: processo no qual ocorre a formação dos óvulos e tem início antes do nascimento da mulher, ou seja, durante o seu desenvolvimento embrionário, ainda dentro do útero, mais ou menos no terceiro mês de sua vida intrauterina, e continuam se desenvolvendo na fase infantil, na puberdade e na fase adulta até a menopausa. Durante toda a vida da mulher, alguns óvulos evoluem para a maturidade e se mostram adequados para serem fecundados e gerar bebês saudáveis, e muitos outros não. Estes se perdem, não evoluem e se tornam atrésicos (degenerados). Portanto, a formação final do óvulo para ser fertilizado passa por vários estágios que se iniciaram na fase inicial em que a mulher está ainda no útero de sua mãe (fase embrionária): folículo primordial, folículo primário, folículo secundário; e outra final, que se inicia 85 dias antes da ovulação: folículo preantral, folículo antral precoce e folículo antral.

Após passar por esses estágios de desenvolvimento, os folículos seguem para uma fase final de recrutamento que se inicia logo após a menstruação, na qual 15-20 folículos são selecionados, entram na fase de crescimento, mas somente um é selecionado para a maturação final. Nos ciclos induzidos, como é o caso dos programas de fertilização, mais óvulos são selecionados. Portanto, devemos correlacionar as fases da foliculogênese até o folículo preovulatório da seguinte forma: crescimento folicular – 65 dias, recrutamento e seleção – 10 dias e maturação final – 10 dias.

ilustração ipgo

O Protocolo Longo

Este protocolo baseia-se na ideia que a maioria dos estudos até hoje publicados mostra que o protocolo curto, que aplica o GH exclusivamente no período concomitante à estimulação ovariana, não é aplicado no período mais importante, quando os folículos ainda são pequenos e são mais receptivos aos efeitos proliferativos do IGF-1 (ovogênese e folículogênese). Neste novo protocolo, os pesquisadores colocam a hipótese de que ao iniciar o GH, pelo menos 6 semanas antes do início da fertilização, a produção de óvulos poderia aumentar e melhorar ainda mais as chances de gravidez.

O objetivo deste protocolo é melhorar a resposta ovariana à estimulação das gonadotrofinas para FIV pela adição do hormônio de crescimento humano durante o estágio inicial do desenvolvimento do folículo. Essa hipótese baseia-se em observações prévias de efeitos do hormônio do crescimento em folículos pequenos e do fato de que estudos anteriores utilizaram o GH somente durante a própria indução da ovulação. Portanto, a aplicação do GH pode ser mais efetiva se for administrada pelo menos 6-8 semanas antes do início do ciclo de FIV, visando os pequenos folículos em crescimento.

A aplicação do GH inicia-se 60 dias antes da data provável da captação dos óvulos. Isto é, antes do início do ciclo menstrual anterior ao ciclo que será induzido.

Importante: por se tratar de um tratamento prolongado com medicação injetável (60 dias), é recomendado que seja indicado sob a luz de critérios rigorosos.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros na área médica.

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Anovulação é uma das principais causas de infertilidade feminina

A anovulação interrompe os ciclos menstruais das mulheres e pode causar problemas como a infertilidade. O ciclo menstrual envolve os hormônios no corpo de uma mulher e os níveis hormonais devem subir e cair em certos momentos para atingir a ovulação, que ocorre quando um ovário libera um óvulo em preparação para a gravidez. Em alguns ciclos menstruais, um óvulo não amadurece e a mulher não ovula, isso é conhecido como anovulação, que pode causar ciclos menstruais irregulares ou a ausência dele.

“A Síndrome dos Ovários Policísticos acomete de 6% a 10% das mulheres que estão na idade fértil (20 a 44 anos). Para se ter uma ideia da importância destes dados, estima-se que no mundo existam cerca de 100 milhões de mulheres com esta doença. No Brasil, se considerarmos os dados do censo IBGE, podem existir 2,5 milhões de mulheres com esta síndrome, cerca de 800 mil delas no estado de São Paulo, 300 mil no estado do Rio de Janeiro, 180 mil no estado do Paraná e 400 mil no estado de Minas Gerais. Estes números são suficientes para entendermos a importância dessa síndrome”, afirma Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia).

Visão geral

Durante a anovulação, os ovários não produzem totalmente óvulos bons e não há ovulação. Isso evita que a menstruação ocorra. Alguns medicamentos, condições e fatores externos que afetam os níveis hormonais podem causar anovulação. Às vezes, uma mulher pode ter um ciclo anovulatório e voltar a um ciclo regular. Outras vezes, é um problema crônico. Quando a anovulação ocorre, uma mulher não pode engravidar. Para as mulheres que completaram a menopausa, isso é bastante normal. Aquelas em idade fértil geralmente não experimentam anovulação, a menos que algo tenha interrompido os níveis hormonais do corpo ou danificado os ovários.

Sintomas

As mulheres que ovulam regularmente, geralmente conseguem identificar sinais que ocorrem durante cada ciclo. Eles podem experimentar o seguinte:

-aumento da quantidade de muco cervical;
-queda e aumento subsequente da temperatura corporal em repouso no meio do ciclo menstrual (em torno do dia 10-16);
-períodos que ocorrem regularmente.

“Mulheres com períodos muito irregulares ou que não têm sinais de ovulação, podem usar um kit de ovulação sem receita médica. Esses kits medem os níveis de hormônios na urina de uma mulher para determinar quando ela está ovulando. Um médico também pode testar os níveis hormonais de uma mulher ou realizar uma ultrassonografia para visualizar os ovários”, avalia Cambiaghi.

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Ilustração: Invitra

Contraceptivos hormonais

Alguns métodos anticoncepcionais contêm hormônios que são projetados para parar a ovulação e prevenir a gravidez. Eles podem incluir formas sintéticas dos hormônios progesterona e estrogênio, e alguns contêm apenas progesterona sintética.

Esses tipos de métodos de controle de natalidade incluem:

=pílula anticoncepcional – tomada por via oral diariamente
=controle de natalidade – aplicado semanalmente a uma parte específica do corpo
=anel vaginal – colocado dentro da vagina uma vez por mês
=implante de controle de natalidade – inserido sob a pele do braço, com duração até 3 anos
=dispositivo intrauterino (DIU) com hormônios – colocado dentro do útero por 3 a 5 anos
=controle de natalidade – dado como uma injeção no braço a cada 12 semanas.

“Essas drogas interferem na capacidade dos ovários de crescerem e liberar um óvulo. Como resultado, a mulher terá ciclos anovulatórios enquanto toma a medicação. É importante notar que alguns DIUs contêm cobre e não hormônios. O cobre não causa anovulação. Em vez disso, ele interfere com a capacidade de um esperma para atingir um óvulo”, diz o médico.

As pastilhas contêm 21 comprimidos ativos e sete placebos. Uma mulher que toma este tipo de pílula anticoncepcional ainda pode menstruar durante a semana em que toma as pílulas placebo, embora seja mais leve do que a menstruação regular, e não é causada pela ovulação. Outros métodos podem causar manchas ou hemorragias. Cada método de controle de natalidade interrompe a ovulação de forma diferente. As mulheres devem discutir as opções com um profissional de saúde para determinar a melhor escolha.

Efeitos adversos das medicações

Os medicamentos de uso para outros fins ainda podem parar a ovulação. Eles incluem: AINEs (anti-inflamatórios não esteroides).

Os AINEs incluem muitos analgésicos sem receita, como ibuprofeno e naproxeno. Um estudo sugeriu que os AINEs podem causar anovulação após serem tomados por apenas 10 dias.

Remédios naturais

Algumas ervas contêm substâncias hormonais que podem perturbar a ovulação. Se alguém está tentando engravidar ou não está ovulando regularmente, pode querer discutir quaisquer ervas ou suplementos que está tomando com seu médico.

Cremes de pele e outros produtos tópicos com hormônios

Alguns produtos contêm estrogênio ou progesterona, que são projetados para combater o envelhecimento ou ajudar Com problemas como síndrome pré-menstrual (PMS). Estes produtos podem ser absorvidos no corpo, causando anovulação ou desequilíbrios hormonais.

Esteroides

Cambiaghi explica: “Os esteroides são um tipo de hormônio que pode reduzir a inflamação. Eles também podem interferir com os hormônios necessários para a ovulação. A cortisona e a prednisona são tipos comuns de esteroides que são prescritos para uma variedade de doenças, como alergias, lúpus, asma entre outros. Os esteroides tópicos são usados ​​na pele para tratar inflamação e reações alérgicas. Um artigo nos Anais das Doenças Reumáticas descobriu que metade das mulheres que receberam um tipo de esteroide teve um ciclo menstrual irregular posteriormente”.

Agilidade ou drogas convulsivas

Esses medicamentos podem interferir com a ovulação e com o ciclo menstrual, de acordo com um artigo no Journal of Human Reproductive Sciences. Alguns medicamentos para a epilepsia também podem causar incapacidades congênitas. Assim, as pessoas que tomam essas drogas devem discutir planos de gravidez com seus médicos.

Tratamentos de câncer

Quimioterapia, radiação e drogas cancerígenas podem causar problemas permanentes e danos aos ovários. Se alguém está tentando engravidar e não teve sucesso, pode querer discutir seus medicamentos com um médico. Em alguns casos, o médico pode prescrever um medicamento alternativo ou pode considerar um medicamento para incentivar a ovulação.

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Condições de saúde e anovulação

Existe um maior risco de experimentar anovulação em mulheres que estão estressadas, com baixo peso ou excesso de peso. Pode interferir com o equilíbrio adequado do corpo dos hormônios que são críticos para a ovulação. Estas incluem condições que afetam a glândula tireoide, adrenal, hipotálamo e pituitária. Todas estas glândulas desempenham um papel no equilíbrio hormonal delicado que leva à ovulação. A síndrome do ovário policístico (SOP) afeta até 20% das mulheres em idade fértil, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde. As mulheres com essa condição costumam ter mais insulina e testosterona, que podem perturbar o equilíbrio hormonal e levar à anovulação.

“Felizmente, essas condições hormonais são muitas vezes tratáveis. Muitas mulheres podem conseguir a ovulação com um tratamento médico adequado. O ganho ou a perda de peso também podem estar intimamente ligados à ovulação, uma vez que o hormônio estrogênio depende de um peso corporal saudável para ficar em níveis normais. Um estudo em reprodução humana descobriu que as mulheres que estavam com baixo peso ou excesso de peso tinham níveis de estrogênio diminuídos, o que pode levar a problemas de anovulação e fertilidade”, conta o especialista.

As mulheres que têm altos níveis de estresse também podem experimentar anovulação devido a níveis de hormônio interrompidos. A anovulação também pode ocorrer com menopausa prematura, também conhecida como insuficiência ovariana prematura. Uma mulher pode ser diagnosticada com isso se ela parar de ovular antes dos 40 anos. A causa da menopausa prematura é muitas vezes desconhecida, embora alguns medicamentos e condições possam causar. Algumas mulheres que estão experimentando menopausa precoce podem ser tratadas com medicamentos para estimular a ovulação e alcançar a gravidez.

Tratamento e perspectivas

“Para muitas mulheres, a anovulação torna-se um problema quando eles querem engravidar, ou eles têm ciclos menstruais irregulares. Porque muitos fatores diferentes influenciam a mulher e os Hormônios no ciclo menstrual, não existe uma única solução para o tratamento da anovulação. Em muitos casos, no entanto, a causa subjacente da anovulação ou a questão que está afetando os níveis hormonais podem ser diagnosticadas e tratadas. O tratamento pode levar à gravidez ou a ciclos menstruais mais regulares, se desejado. Se uma mulher suspeitar que ela não está ovulando, ela deve consultar seu médico para explorar possíveis problemas de saúde e trabalhar para um equilíbrio hormonal saudável”, finaliza o médico.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi Diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros na área médica.

 

O Fumo e a infertilidade, por Arnaldo Cambiaghi*

Fumar é considerado por muitos como a causa de doenças e mortes mais previsíveis do ser humano. A maioria das pessoas que fuma não tem consciência que este vício provoca dependência e causa males à saúde que se agravarão no decorrer de suas vidas. A sensação que prevalece entre os fumantes é a diminuição da ansiedade e do estresse. Consideram um antidepressivo que ameniza “os aborrecimentos”. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que o uso do tabaco acarreta, aproximadamente, 5 milhões de óbitos por ano, ou seja, 10 mil falecimentos por dia.

Se o ritmo atual de consumo for mantido, o número atual de mortos poderá alcançar 10 milhões por ano em 2020. No Brasil, calcula-se que 17,4% da população é fumante, sendo que a maioria é adolescente. São 2,7 milhões de consumidores de cigarros que têm idade entre 12 e 17 anos. Quanto mais cedo se inicia o uso do fumo, maior será a possibilidade do aumento de quantidade de cigarros por dia. O crescimento tende a ser progressivo. No Brasil, são 200 mil mortes a cada ano.

Aproveitando o Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado hoje, 29 de agosto, é importante destacar que quando se menciona o “fumo”, não é só do cigarro que se está falando, mas também de outros produtos provenientes do tabaco como: charutos, narguilé, cachimbo, fumo de mascar etc. Todos têm efeitos nocivos semelhantes. Maiores ou menores, mas sempre prejudiciais à saúde.

Os estudos que avaliam os efeitos maléficos do fumo são contínuos e frequentemente são descobertos novos inconvenientes à saúde do ser humano, além das evidências já conhecidas, permanentes e debatidas, que causam quase 50 doenças diferentes, principalmente as cardiovasculares (infarto, angina), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite), a infertilidade e outras.

Cigarro e Fertilidade

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

O cigarro é considerado o veneno reprodutivo mais potente do século 21. Vários estudos científicos comprovam seu efeito deletério sobre a saúde reprodutiva.

A fumaça do cigarro contém centenas de substâncias tóxicas, incluindo a nicotina, monóxido de carbono, polônio radioativo, alcatrão, colesterol, fenol, ácido fórmico, ácido acético, chumbo, cádmio, zinco, níquel, benzopireno e substâncias radioativas, as quais afetam a função reprodutiva em vários níveis, como a produção dos espermatozoides, motilidade tubária (importante para a captação do óvulo que sai do ovário no momento da ovulação), a divisão das células do embrião, formação do blastocisto (embrião com mais de 64 células) e implantação.

Mulheres fumantes também podem apresentar maior incidência de irregularidade menstrual e amenorreia (falta de menstruação). A fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia, e 43% naquelas que fumam mais de 20 cigarros, ou seja, o declínio da fertilidade tem relação direta com a dose de nicotina.

Durante a gestação, o fumo pode aumentar a incidência de placenta prévia (placenta baixa), descolamento prematuro da placenta e parto prematuro.

Deve-se sempre estimular as pessoas a parar de fumar, especialmente os casais que estão tentando engravidar e, principalmente, homens nesta situação que apresentam contagem de sêmen no limite inferior da normalidade. Entretanto, mesmo com contagem de sêmen normal, o fumo deve ser desencorajado.

Efeitos do cigarro sobre a fertilidade (publicado pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva-ASRM)

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* Homens e mulheres fumantes têm chances três vezes maiores de sofrer de infertilidade quando comparados àqueles que não fumam.
* Tentando estabelecer uma relação causal, os estudos atuais mostram que 13% da infertilidade feminina podem ser atribuídas ao cigarro. Lembrando que 10 cigarros por dia já são suficientes para prejudicar a fertilidade.
* Mulheres tabagistas crônicas entrarão mais cedo na menopausa (um a quatro anos antes), o que pode ser atribuído à aceleração da diminuição do estoque de óvulos.
* O hábito de fumar está associado a um aumento no risco de abortamento (aumenta em até 27%) e gravidez ectópica (gravidez nas tubas).
* O cigarro na gravidez prejudica a fertilidade do filho homem.
* Filhos de mães fumantes têm dificuldade no aprendizado escolar.
* Filhos de pais fumantes têm maior chance de desenvolver câncer.
* Mutação genética é um possível mecanismo pelo qual o cigarro pode afetar a fecundidade e a função reprodutiva.
* Estudos científicos demonstraram que mulheres fumantes precisam de duas vezes mais tentativas de Fertilização in vitro que as não fumantes, além de necessitar, nos tratamentos, de uma quantidade maior de medicamentos.
* Homens que fumam têm muito mais espermatozoides anormais que os não fumantes, e a porcentagem de espermatozoides anormais está diretamente ligada ao número de cigarros fumados por dia.
* Fumantes passivos (tanto homens como mulheres) com exposição excessiva ao cigarro também têm maior incidência de todas as alterações descritas acima.

Por que as pessoas começam a fumar?

Os adolescentes fumam por pressão de amigos e colegas, imitação, manifestação de independência, rebeldia ou para sentir-se uma “figura mais importante” no grupo de relacionamento. Os adultos pelo vício e efeito calmante, e muitos continuam pelo medo de engordar. As empresas produtoras de cigarros buscam nos jovens os “substitutos” dos adultos que deixam de fumar ou que já morreram pelas complicações do fumo. Conhecem suas motivações e as estimulam por meio de propagandas que utilizam jovens atraentes e bem sucedidos, numa idade desejável e esplendorosa, realizando ações de liberdade em paisagens deslumbrantes e excitantes.

As empresas publicitárias conhecem o perfil deste público jovem: vivem o presente, anseiam por liberdade, valorizam a amizade e a imagem pessoal, são sedutores, amantes da natureza e gostam de aventura.

Os pais podem ajudar muito os jovens a não iniciar a prática do fumo. Mesmo em um ambiente onde existe a pressão dos anúncios publicitários e amigos que forçam este hábito, o exemplo em casa, um bom relacionamento familiar com diálogos esclarecedores, podem ser decisivos para que se evite a continuidade deste costume.

Em vários países, campanhas antitabagismo retratando os males do fumo têm ajudado a desencorajar os entusiastas deste vício. Muitas delas vêm junto dos maços de cigarro.

mulher fumando desenho pixabay

É sempre bom lembrar de outros males causados pelo tabagismo:

. 200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);
. 25% das mortes causadas por doença coronariana, angina e infarto do miocárdio;
. 45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;
. 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
. 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;
. 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
. 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);
. 25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral);
. Impotência sexual no homem;
. Aneurismas arteriais;
. Úlcera do aparelho digestivo;
. Infecções respiratórias;
. Trombose vascular;
. Tosse do fumante;
. Coloração amarela nos dentes e nos dedos;
. Agravamento das alergias e da asma;
. Arteriosclerose.

As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer. As estimativas sobre a incidência e mortalidade por câncer no Brasil, publicadas anualmente pelo INCA indicam que, anualmente, cerca de 22 mil pessoas adoecem em decorrência do câncer de pulmão (15 mil homens e 7 mil mulheres) causando aproximadamente 16 mil mortes. Desse total de óbitos, 12 mil deverão ocorrer entre os homens e 4 mil entre as mulheres.

Porém ao abandonar o hábito do fumo, o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.

Dicas para largar o fumo

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O vício do cigarro pode ser considerado uma doença. Enquanto não se admitir isto, não se consegue parar. O ideal é nem começar, pois dois terços daqueles que experimentaram acabaram viciados. Procure não buscar justificativas nas exceções da vida para manter o seu vício, como por exemplo, “fulano(a) morreu jovem e não fumava e sicrano(a) que fumava viveu até a senilidade” ou: “fulano(a) não fumava e teve dificuldades em ter filhos e sicrano(a) que tinha o vício teve muitos filhos”. A regra é completamente diferente. Por isso…

1. Não adie a sua decisão: o momento é agora. Pessoas que marcam datas futuras para o rompimento com o cigarro como, por exemplo: “no ano que vem”, “depois do natal”, “na semana que vem” etc. Dificilmente cumprem a promessa.

2. Determinação: o dia que você determinou para por fim ao seu vício deve ser respeitado. Respeite a sua decisão. Não procure desculpas para voltar atrás. A determinação é o artifício mais valioso.

3. Fumar sem tragar também faz mal, não acredite no contrário.

4. Não existe nenhum medicamento ou adesivo milagroso que faça que você não sinta vontade de fumar naqueles momentos em que você acendia o cigarro por hábito ou por prazer. O autocontrole é determinante.

5. Informe a seus familiares e amigos mais próximos sobre a sua decisão. Eles poderão reforçar a sua atitude. Não tenha medo de falhar, mas se isso acontecer tente de novo. Muitas das pessoas que conseguiram, não o fizeram na primeira tentativa.

6. Ao parar de fumar, não deixe cigarros ao seu alcance, não tenha no trabalho ou em casa e evite o convívio com fumantes.

7. Não abra exceção de forma alguma nem balbucie a frase “só uma tragadinha, pois hoje é tal comemoração”.

8. Identifique quais são os gatilhos que o fazem acender o cigarro.

9. Tome líquido em abundância.

10. O período crítico são as duas primeiras semanas; cada dia é uma vitória.

11. Após 14 dias, você passou o período crítico, e após um mês você já é um ex-fumante que só voltará se quiser.

12. Evite companhias de pessoas fumantes, pois podem levar à tentação. Evite festas, pois estes ambientes podem levar a uma recaída. O ex-fumante deve evitar acender cigarro para colegas, ou fumar esporadicamente. Estas práticas o levará novamente ao vício.

13. Faça exercícios, eles podem diminuir a vontade de fumar, além de controlar o estresse.

14. Não se dê o direito de voltar a fumar, caso esteja passando por algum problema ou contrariedade.

15. Se você se interessou por estas dicas, já é um bom começo. Parabéns.

*Arnaldo Schizzi Cambiaghi é Diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros na área médica.

 

Falta de vitamina D afeta 85% das mulheres com infertilidade

Levantamento realizado pelo RDO Diagnósticos Médicos, com 11 mil pacientes atendidas nos últimos dez anos, mostra que a deficiência da substância está entre os fatores responsáveis pela dificuldade de engravidar

Com a baixa exposição ao sol no inverno, pode ocorrer uma queda nos níveis de vitamina D no organismo. Importante em várias funções, como a absorção de cálcio e fósforo, a substância também é essencial na reprodução humana. Um levantamento realizado pelo RDO Diagnósticos Médicos, com 11 mil pacientes atendidas nos últimos dez anos, mostra que 85% das mulheres com infertilidade sem causa aparente apresentam deficiência da vitamina.

“A vitamina D é fundamental para implantação do embrião. A sua deficiência pode ser até causa de aborto”, afirma Ricardo de Oliveira, diretor médico do RDO. Estudos têm apontado a relação entre a sua dosagem e a capacidade reprodutiva da mulher. Os baixos níveis da substância também estão relacionados a doenças autoimunes, infecciosas, cardiovasculares, cânceres, entre outras.

Classificada por alguns pesquisadores como hormônio, ela é metabolizada no organismo pela exposição da pele ao sol. Um indício de seu efeito é observado na diminuição da fertilidade nas estações frias do Hemisfério Norte. “Quando morei em Boston, por exemplo, chamava a atenção a queda do índice de gestação no período do inverno, porque todo mundo estava com baixo nível de vitamina D”, explica o diretor do RDO.

Tanto para quem quer engravidar, como para as gestantes, é indicada a avaliação dos níveis da no organismo e, se necessário, a reposição. “Uma dose de 28 mil unidades de vitamina D por semana para a gestante já diminuem as complicações pela metade”, orienta Oliveira. O RDO oferece painéis de exames que incluem a avaliação da dosagem da vitamina D.

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Fonte de vitamina

O ideal é tomar sol por pelo menos 30 minutos por dia, no começo da manhã ou final da tarde, com a maior parte do corpo descoberta, como pernas e braços. Alguns alimentos também podem ser fonte dessa vitamina, como bacalhau, salmão selvagem e ovos. Além disso, existe a suplementação de vitamina D prescrita por médico, em cápsula, gota, comprimido sublingual ou injeção.

Fonte: RDO Diagnósticos Médicos

N.R.: tome sol sempre nos horários indicados pelos médicos e use sempre protetor solar, pois o Brasil é o segundo colocado em casos de câncer de pele no mundo. Portanto, todo cuidado é necessário.

Fitoterápico melhora libido feminina e fertilidade masculina

Fitoterápico Tribulus terrestris regulariza a produção e a liberação do hormônio testosterona no organismo

Estimular a libido feminina com um produto natural é a proposta dos medicamentos que contêm em sua formulação o Tribulus terrestris, fitoterápico proveniente da Europa meridional. Essa substância estimula a produção e a liberação de testosterona no organismo quando há quantidade inferior ao desejado, sempre dentro dos limites naturais do corpo.

O Tribulus terrestris contém em sua composição a protodioscina, substância que tem a propriedade de elevar as concentrações de um hormônio precursor da testosterona. Além disso, simula a ação de uma enzima que converte a testosterona em sua forma ativa. Seu mecanismo de ação modula a produção e a atividade da testosterona, fundamental para a regulação da libido feminina. No homem, a protodioscina age em dois pontos: estimula as células germinativas, produtoras de espermatozoides e estimula também as células de Sertoli, que regulam a produção de espermatozoides pelas células germinativas.

A diminuição da libido pode ter importantes repercussões na vida da mulher. Entre estas, a redução da sua autoestima e dificuldades de relacionamento conjugal. As abordagens terapêuticas que visam o aumento da libido são multifatoriais, ou seja, envolvem não apenas os hormônios, mas também toda a gama de fatores psicológicos relacionados com a sexualidade humana. A consulta aos profissionais de saúde envolvidos no tratamento das disfunções sexuais é fundamental para o sucesso do tratamento.

O incremento das disfunções sexuais se deve, entre outras causas, à diminuição dos níveis hormonais que ocorre devido ao avanço da idade. Os níveis de testosterona estão relacionados com a manutenção da libido. Em um estudo conduzido no Brasil, 4.753 ginecologistas responderam que a queixa de diminuição do desejo sexual estava entre os principais motivos de procura por consultas em seus consultórios.

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Os estudos mostram que o aumento do hormônio precursor de testosterona é muito significativo com o uso de Tribullus pelas mulheres. No estudo realizado pela UNESP, que investigou a melhoria da disfunção sexual com uso de Tribullus em 144 pacientes, foi utilizada uma escala composta por seis domínios: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor e observou-se a melhora estatisticamente significativa em quatro deles: desejo, excitação, orgasmo e satisfação.

Em outro estudo, que buscou avaliar a eficácia do Tribullus na melhoria da qualidade do sêmen do homem foi evidenciado que antes do tratamento 46% deles apresentavam alterações na quantidade e na motilidade dos espermatozoides. Ao final do tratamento com Tribullus, 65% apresentaram aumento estatisticamente significativo na quantidade e motilidade destes espermatozoides.

Estudos demonstraram que o Tribulus terrestris não provoca picos hormonais, o que pode explicar o perfil de segurança mais favorável, com menos incidência de efeitos colaterais, quando comparado a outros medicamentos.

O primeiro produto a base de Tribulus terrestris surgiu no Brasil em 2007, com posologia de 1 comprimido 3x ao dia. Recentemente, foi lançada no país uma nova apresentação que oferece a comodidade posológica de apenas 1 comprimido por dia.

Herbarium Central de Relacionamento – 0800 723 8383

Projeto ajuda mulheres com câncer a preservar a fertilidade

O “Programa Os Frutos da Vida” oferece tratamento gratuito de congelamento de óvulos para pacientes em idade reprodutiva com diagnóstico de câncer que desejam preservar sua fertilidade, tenham o consentimento de seu médico oncologista e que possuam uma condição financeira limitada.

Os tratamentos de câncer podem impactar ou até destruir a capaci­dade reprodutiva dos pacientes, atrapalhando sua possibilidade de gerar um filho no futuro. Muitas pacientes mulheres se encontram em idade fértil e desejam ou desejarão no futuro serem mães. O tratamento pode afetar tempo­rariamente ou ter um efeito devastador na fertilidade, seja pela remoção dos órgãos reprodutivos ou por ação de drogas citotóxicas e radioterapia sobre a função ovariana, levando à falência ovariana, menopausa precoce ou outros problemas relacionados à reprodução.

Poucos conhecem o impacto emocional da infertilidade nos indivíduos. Por isso, O Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO) acredita na importância da família. O problema é que nem sempre essas mulheres jovens e muitas vezes solteiras têm condições de arcar com os custos financeiros desta preservação. É nestes casos que o Programa Os Frutos da Vida ajuda estas mulheres garantindo a gratuidade do tratamento médico realizado exclusivamente no IPGO.

“Além da minha experiência diária com casais inférteis que sofrem com a dificuldade em ter filhos, me preocupo com as mulheres jovens, muitas delas solteiras, que têm o diagnóstico de câncer e deverão fazer um tratamento agressivo, como por exemplo, a quimioterapia, a qual, provavelmente, deverá devastar a sua fertilidade. Lembramos ainda sobre a importância da preservação da fertilidade nessas pacientes e que somente 61% destas mulheres foram alertadas sobre a possibilidade do tratamento afetar a fertilidade”, afirma Arnaldo Cambiaghi, especialista em medicina reprodutiva e diretor do IPGO.

O aconselhamento pré-tratamento sobre a perda da fertilidade resulta em uma frustração menor em relação à doença e, conseqüente, melhora na qualidade de vida durante o período do tratamento. “Por isso, mulheres em idade reprodutiva devem ter aconselhamento especializado e a oportunidade de tomar decisões ativas sobre a preservação da fertilidade. A única saída nestes casos é preservar a fertilidade antes do início do tratamento oncológico. E na maioria das vezes, o congelamento de óvulos é a melhor solução”, esclarece Cambiaghi.

O Programa

O Programa Os Frutos da Vida do IPGO oferece tratamento médico gratuito para o congelamento de óvulos a pacientes oncológicas que estão em idade reprodutiva, desejam preservar sua fertilidade e têm o consentimento de seus médicos oncologistas. O programa é oferecido a mulheres solteiras ou casadas. Os medicamentos necessários para a estimulação ovariana são oferecidos com descontos de até 100%, dependendo da disponibilidade dos laboratórios parceiros do IPGO. Os exames de laboratório de análises clínicas e o custo laboratorial de embriologia não estão incluídos neste programa.

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As condições necessárias para participar do programa são:

-Ser mulher;
-Morar no Brasil;
-Ter diagnóstico de câncer;
-Não ter começado o tratamento do câncer;
-Não ter realizado quimioterapia nos últimos 6 meses;
-O oncologista ter determinado que a preservação da fertilidade é apropriada.

Qual o tempo de validade do programa Os Frutos da Vida?

Este projeto tem validade limitada e pode ser cancelado a qualquer momento sem aviso antecipado.

Estão incluídos no tratamento gratuito:

-Consulta médica com um dos especialistas do IPGO;
-Avaliação médica prévia e escolha do protocolo de indução da ovulação
-Acompanhamento Médico para
* adequação das dosagens dos medicamentos
*Avaliação periódica do crescimento dos folículos por ultrassom transvaginal, realizado no IPGO ou em outros locais, quando o paciente residir em outras cidades.
-Acompanhamento Enfermagem
*Esclarecimento de dúvidas
*Orientação para o preparo e aplicação dos medicamentos
-Coleta dos óvulos que serão encaminhados para o laboratório de embriologia
-Acompanhamento médico e de enfermagem após a coleta pela equipe IPGO

Não estão incluídos no tratamento gratuito:

-Laboratório de Reprodução Humana (Laboratório de embriologia)
-Médicos Anestesiologista
*Acompanhamento da sedação para coleta dos óvulos
-Laboratório de análises clínicas e radiologia
*Os exames poderão ser realizados pelo convênio médico da paciente, particular ou pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
-Vitrificação dos óvulos ou embriões
*Será cobrada pelo laboratório de reprodução humana uma taxa inicial de congelamento e anualmente um valor de manutenção.
-Medicamentos em geral
*Os medicamentos serão fornecidos com descontos de até 100% pelos laboratórios fabricantes e distribuidores (Ferring e a distribuidora de medicamentos Droga Rápida), parceiros no Projeto. O desconto varia de acordo com a disponibilidade dos fabricantes e distribuidores no momento do tratamento.
-Despesas pessoais da paciente
*As eventuais despesas decorrentes de deslocamento bem como outras despesas pessoais decorrentes das necessidades do tratamento são de inteira responsabilidade da paciente.

Mais sobre o programa aqui 

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é Diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva, trilha sua carreira auxiliando casais na busca por um filho e durante toda a gestação. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery.

Fertilizando Sonhos: mulheres que pretendam fazer tratamento para engravidar e que possam doar óvulos

Princípio da solidariedade – mulheres em processo de reprodução assistida podem doar parte de seus óvulos para aquelas que não os produzem

No dia 22 de setembro de 2015, o Conselho Federal de Medicina alterou algumas regras de reprodução assistida por meio da Resolução 2.121/15. Entre elas, a doação de óvulos compartilhada. Esse compartilhamento só poderá ocorrer da seguinte forma: mulheres com até 35 anos, em processo de reprodução assistida, poderão doar parte de seus óvulos para outras que não podem mais produzi-los, em troca do custeio de parte do tratamento, o que está sendo chamado de “princípio da solidariedade”.

Ou seja, casais poderão ter tratamentos de FIV a baixo custo se doarem parte de seus óvulos e preencherem alguns requisitos. Deste modo, uma mulher mais jovem, que esteja tentando engravidar e não consegue, e que não tenha recursos financeiros para fazer um tratamento, poderá doar seus óvulos a outra paciente, geralmente que não produz mais seus próprios óvulos. A receptora, em troca, pagará parte do tratamento da doadora, porém, é obrigatório que ambas estejam fazendo tratamento.

Muitos associam o problema da receptora somente à questão da idade mais avançada, mas não é bem assim. Há muitos casos de mulheres que tiveram menopausa precoce. Já outras passaram por tratamentos oncológicos, fazendo químio e radioterapia – sem saber que deveriam congelar os óvulos – e se tornaram inférteis. Há casos de mulheres que já nascem com algum problema genético, o que as impede de engravidar.

Portanto, doar óvulos pode ser um gesto de solidariedade e amor que beneficiará duas famílias. O Projeto Fertilizando Sonhos nasceu para realizar sonhos, dos futuros pais e da nova vida que virá.

Fertilizando Sonhos

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

Sensíveis as dificuldades dos casais, os integrantes do IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia – idealizaram o Projeto Fertilizando Sonhos. Trata-se de um programa que disponibiliza consultas, às quartas-feiras, somente para pacientes sem condições financeiras, que necessitam de uma avaliação.

As consultas são agendadas via site ou pelo aplicativo – IPGO – que pode ser baixado tanto para Android como para IOS. Os interessados devem preencher uma ficha de inscrição.

O atendimento dos pacientes inscritos neste Projeto será feito pelo Dr. Arnaldo Cambiaghi, especialista na área e diretor do IPGO, ou por um dos médicos da equipe. Caso haja uma procura maior do que a esperada, será feita uma seleção por meio de critérios estabelecidos por uma comissão interna. Porém, o IPGO sempre conta com mulheres que sejam solidárias e que gostariam de ajudar outras mulheres que precisam da doação de óvulos. Como é necessário que haja uma compatibilidade entre doadora e receptora, toda doação é bem-vinda.

Regras gerais para doação de óvulos

A doação nunca terá caráter lucrativo ou comercial. Não se vendem óvulos (nem espermatozoides). As doadoras não podem conhecer a identidade das receptoras, e vice-versa. Obrigatoriamente serão mantidos o sigilo e o anonimato. A legislação não permite doação entre familiares. As clínicas especializadas mantêm de forma permanente um registro dos doadores, dados clínicos de caráter geral com as características fenotípicas (semelhança física) e exames laboratoriais que comprovem sua saúde física. A escolha de doadores baseia-se na semelhança física, imunológica e na máxima compatibilidade entre doador e receptor. Doadoras e receptoras devem assinar termo de consentimento livre e esclarecido que explica detalhadamente todas as implicações da ovodoação.

Para ser doadora

• Idade entre 18 e 35 anos;
• Bom nível intelectual;
• Histórico negativo de doenças genéticas transmissíveis;
• Teste negativo para doenças infecciosas sexualmente transmissíveis;
• Tipagem sanguínea compatível com a da receptora (exceto se a receptora não se importar);
• Boa reserva ovariana.

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Informações: IPGO

A intolerância ao glúten e a infertilidade

A intolerância ao glúten é uma doença inflamatória crônica, caracterizada por intolerância ao glúten contido no trigo e em cereais afins. O glúten representa 80% das proteínas do trigo e é composto de gliadina e glutenina. Também chamada de doença celíaca, é causada por uma resposta imunológica do organismo. Portanto, apesar de ser frequentemente chamada de alergia ao glúten, não é um processo alérgico, mas autoimune. Os sintomas característicos são diarreia, vômito, perda de peso, dor abdominal, aumento de gases, “estufamento” e perda de apetite.

“Entretanto, nem sempre este quadro clínico é tão bem definido. Podem existir sintomas exclusivos de infertilidade feminina e masculina, devido aos múltiplos efeitos da nutrição nos fatores de imunidade e nos hormônios, ou por estar associada aos sintomas característicos acima descritos. Os mecanismos não são totalmente claros, mas a infertilidade nestes casos é alta, mas normalmente reversível com o controle rígido da dieta”, conta o ginecologista e especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia).

Segundo ele, o que se sabe hoje é que a doença celíaca provoca má absorção de nutrientes importantes para o sistema reprodutor, como ferro, ácido fólico, vitamina K, B12, B6 e outras vitaminas lipossolúveis, que poderiam ser também responsáveis por malformações congênitas.

A infertilidade e os abortos podem ser os únicos sinais da doença

Muitas vezes o único sinal da doença, que é excessivamente negligenciado, é a presença da subfertilidade ou da infertilidade, uma vez que muitas pesquisas apontam uma ligação entre sensibilidade ao glúten e desordens reprodutivas na mulher. Alguns estudos demonstraram que a prevalência de doença celíaca em mulheres com infertilidade inexplicada é maior do que a população em geral. A doença celíaca é demonstrada em cerca de 1% da população geral, enquanto nas mulheres com infertilidade inexplicada, a prevalência é de até 8%. Portanto, é recomendável que mulheres com infertilidade inexplicada façam o rastreamento esta doença.

Mulheres com sintomas discretos da doença celíaca podem ainda apresentar a primeira menstruação numa fase tardia da vida (menarca tardia), menopausa precoce e ainda maior frequência de amenorreia secundária (falta de menstruação).. Além disso, mesmo nos casos em que a gravidez é obtida, tem sido demonstrado que, em mulheres com doença celíaca não tratada, a taxa de aborto espontâneo é maior que a encontrada na população geral; nestes casos, o risco relativo de aborto múltiplo e recém-nascido de baixo peso é 8-9 vezes maior do que o da população geral.

“Já homens com doença celíaca podem ter disfunção gonadal (problema no funcionamento das gônadas, glândulas dos aparelhos reprodutivos, no caso masculino, testículos) o que poderia levar a problemas de fertilidade. As mulheres são diagnosticadas com muito mais frequência do que os homens: até 70% das pessoas diagnosticadas com a doença são do sexo feminino, em parte porque mais mulheres do que homens realmente têm a doença, e em parte porque as mulheres são mais propensas a procurar um diagnóstico para os seus problemas de saúde. A infertilidade pode ser um sinal da doença”, comenta Cambighi.

Cólicas e Endometriose

Pesquisas têm sido realizadas para avaliar a ligação entre a doença celíaca, a dor menstrual crônica e a endometriose e, algumas delas, indicaram que é provável a existência desta conexão. Na verdade, um estudo abrangente de problemas reprodutivos em mulheres com doença celíaca descobriu que quase 5% delas citaram “transtornos do ciclo menstrual” como seus principais sintomas da doença celíaca.

“Embora haja poucas pesquisas sobre a incidência desse tipo de dor menstrual em mulheres com doença celíaca, um trabalho científico publicado mostrou alívio de cólicas menstruais dolorosas e dor pélvica em uma mulher que foi diagnosticada com a doença celíaca e começou a seguir a dieta sem glúten. Curiosamente, tem havido vários relatos de mulheres que sofriam de cólicas menstruais extremamente dolorosas que melhoraram ou desapareceram quando foram diagnosticadas com a doença celíaca e passaram a seguir uma dieta sem glúten”, diz o médico.

Portanto, a endometriose pode também estar relacionada com doença celíaca. Endometriose é uma condição em que as células uterinas crescem fora do útero e podem causar dor pélvica crônica, forte cólica menstrual, dor durante a relação sexual e até mesmo distúrbios do sono. No entanto, em alguns casos, a endometriose não tem nenhum sintoma óbvio e é muitas vezes descoberta durante os testes para a infertilidade. Embora existam poucos estudos sobre possíveis ligações entre doença celíaca e endometriose, alguns relatos de mulheres com doença celíaca, indicam que a endometriose pode ser mais comum nelas que na população em geral. Outros estudos demonstraram que a doença celíaca é quatro vezes mais comum em mulheres com endometriose.

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Sintomas da doença com quadro clínico evidente

· Diarreia
· Vômito
· Perda de peso
· Dor abdominal
· Aumento de gases
· Estufamento
· Perda de apetite

Sintomas da doença com quadro clínico “não percebido”

Efeitos na fertilidade na mulher

· Atraso puberal
· Amenorreia
· Endometriose
· Abortos espontâneos
· Presença de aftas frequentes e dolorosas
· Menopausa precoce

Efeitos na fertilidade no homem

· Espermatozoides anormais (forma alterada e número reduzido)
· Níveis mais baixos de testosterona.

Efeitos na gestação

· Anemia grave
· Ameaça de aborto
· Descolamento prematuro da placenta
· Hipertensão arterial e retardo de crescimento intrauterino
· Abortos recorrentes
· Recém-nascido com baixo peso
· Natimortos
· Redução na duração da lactação

Outros problemas

· Anemia
· Osteoporose
· Distúrbios da tireoide

Tratamento

“O tratamento baseia-se exclusivamente na dieta alimentar. Deve se excluir do cardápio produtos industrializados com a presença de glúten como pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, uísque, vodca etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Um desafio para aqueles que adoram este tipo de comida”, alerta Cambiaghi.

Devido à exclusão total de alguns alimentos ricos em carboidratos e fibras, esta dieta é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos etc), proteínas (carne em geral) e, em menor parte, de carboidratos (massas sem glúten, açúcares etc). Todo celíaco que não transgride a doença tende a ter um aumento do peso corporal e, desta forma, deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.

O malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, por isto a dieta deve ser seguida à risca.

Conclusão

.Altas taxas de infertilidade em mulheres com doença celíaca
.Estudos encontraram taxas de doença celíaca em cerca de 4% em mulheres com infertilidade inexplicável.
.Infertilidade ou aborto inexplicado? Considerar pesquisar intolerância ao glúten – Doença Celíaca
.Muitos pesquisadores e médicos recomendam que a pessoa seja rastreada para doença celíaca se tiver infertilidade inexplicada.

Fonte: Arnaldo Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva

Novo teste online avalia a fertilidade de homens e mulheres

Testfert tem a finalidade de alertar para hábitos e doenças que podem atrapalhar a gravidez

O Testfert foi idealizado para que homens e mulheres possam ter uma ideia objetiva de como anda a saúde reprodutiva no presente e o que podem esperar para o futuro. Para isso, basta que respondam um questionário escolhendo a alternativa que melhor se encaixe com seu perfil. É necessário sinceridade na hora de responder. Ao final da pontuação, a pessoa recebe não um resultado, mas dicas para procurar ajuda especializada na área na qual estiver com menos pontuação, ou seja, naquilo que precisa melhorar ou pesquisar mais a fundo.

Poucas pessoas têm consciência que certos comportamentos na vida e algumas doenças podem interferir negativa e até drasticamente no seu futuro. Não imaginam que muitas atitudes podem deteriorar uma das características mais importantes do ser humano: a capacidade de se reproduzir, a FERTILIDADE. Sem este dom, nem a humanidade, nem os animais ou vegetais existiriam. É uma característica dos seres vivos que determina a continuidade da existência. É um instinto inato.

“No exercício de minha profissão convivo com casais, principalmente mulheres, que sofrem com a dificuldade em ter filhos. Tornam-se infelizes, inconformados e frustrados. Não são poucos os casais atendidos no Centro de Reprodução Humana IPGO com dificuldade de engravidar devido a doenças que poderiam ser previamente diagnosticadas e tratadas, além de maus hábitos ou um estilo de vida inadequado”, afirma Dr. Arnaldo Cambiaghi, ginecologista, especialista em reprodução humana e diretor do IPGO.

Excesso de peso, excesso de exercícios, vida sedentária, tabagismo, uso de drogas recreativas, exageros na bebida alcoólica e falta de cuidados com doenças sexualmente transmissíveis (DST) são exemplos de males que podem diminuir a fertilidade. A maioria das pessoas sabe que isso tudo faz mal à saúde de um modo geral, mas não sabe o quanto pode prejudicar a fertilidade.

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

O Site

“O IPGO atende mulheres com diagnóstico de endometriose, síndrome dos ovários policísticos ou histórico de menopausa precoce, doenças estas que podem causar a infertilidade, mas que podem ser suspeitadas ainda na juventude e tratadas precocemente, evitando os eventuais agravamentos com o passar dos anos”, afirma o médico.

Pensando nisso, Cambiaghi criou o site Testfert para ajudar as pessoas a perceberem, por si próprias, os problemas de comportamento ou de saúde que podem prejudicar a fertilidade, assim como a necessidade de procurar ajuda médica.

“A fertilidade deve ser protegida e preservada desde a infância (provavelmente, em um futuro próximo, poderá ser também prorrogada), pois, desta maneira, muitas pessoas poderão evitar problemas para conseguir engravidar na época que desejarem ter seus filhos. A minha disposição em produzir este site, foi baseada nestas inquietações que me fazem enxergar que fertilidade é assunto sério. Estou concentrado o tempo todo nos sentimentos sofridos destas pessoas, as quais, cada vez mais, me movem para o interesse do conhecimento científico e para atendê-las mais profundamente. Agirei assim, naquilo que puder para evitar que, nos anos futuros, mais pessoas passem por estas frustrações”, encerra o médico.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi – diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva, trilha sua carreira auxiliando casais na busca por um filho e durante toda a gestação. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine.

Livro alerta para a preservação da fertilidade antes de começar um tratamento contra câncer

CAPA ONCOSou suspeita para falar do trabalho do médico Arnaldo Cambiaghi, especialista em reprodução humana, pois trabalho para ele. Porém, queria frisar a importância deste lançamento, pois há muitas pessoas que começam a fazer tratamento contra o câncer, como quimio e radioterapia e não são alertados sobre a possibilidade de ficarem inférteis. Isso porque o tratamento é muito invasivo.

É importante que os médicos que atendem esses pacientes se lembrem de alertá-los que há maneiras de se preservar a fertilidade, especialmente no caso de jovens, que nem sequer tiveram filhos ainda. É claro que o livro também pode interessar ao paciente, que irá ficar por dentro de tratamentos e novidades.

Sobre o livro:

“Oncofertilidade na Prática Médica – A Preservação da Fertilidade em Pacientes com Câncer – Direto ao assunto” é a terceira parceria literária entre os médicos Arnaldo Schizzi Cambiaghi e Rogério B. F. Leão e é voltada especialmente aos profissionais que tratam pacientes com câncer que precisam passar por tratamentos muito invasivos que podem até se tornar inférteis durante este processo.

Os avanços tecnológicos dos últimos anos, na área da oncologia, têm proporcionado aos pacientes tratamentos que revolucionaram a esperança de uma vida melhor. Jovens, que tinham muitas vezes um futuro desenganado, podem agora olhar com esperanças concretas, a cura de sua doença. Entre­tanto, esta evolução nem sempre tem evitado o prejuízo da saúde re­produtiva causado pelas cirurgias, quimioterapias ou radioterapias, comuns a estes pacientes.

As novidades na preservação da fertilidade explicadas neste li­vro, como congelamento de óvulos, fragmentos de ovário e fragmentos de testículo, e outras utilizadas há mais tempo (congelamento de sêmen e embrião) associadas às técnicas de fertilização assistida, abrem a pers­pectiva para que o desejo de ter filhos após o término do tratamento não se torne um a frustração e, sim, uma realidade viável.

“Acredito que este livro poderá ser bastante útil para pacientes, pais e médicos que, além de utilizarem as técnicas modernas do presente na sua especialidade, deslumbram o futuro cada vez melhor para seus pacientes”, diz Cambiaghi.

Oncofertilidade na Prática Médica – A Preservação da Fertilidade em Pacientes com Câncer – Direto ao Assunto
Editora: LaVidapress
Autores: Arnaldo Schizzi Cambiaghi e Rodrigo B. F. Leão
Páginas: 250
Preço: R$ 52,00