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Suas finanças e o 13º salário: a importância de se planejar, por Edson Moraes*

Deixar que receitas e, principalmente, despesas sigam sem acompanhamento e controle faz com que a perspectiva de um futuro financeiro fique à mercê da sorte

Seja empresário ou assalariado, a chegada do final do ano traz angústia e preocupação a uns e alívio a outros. De um lado, as despesas com o pagamento de décimo terceiro, férias – pior se forem coletivas –, e a perspectiva de redução nas vendas nos primeiros meses do ano seguinte preocupam microempresários, donos de clínicas e comerciantes, assim como a receita extra agrada aos funcionários de todas as áreas.

Em ambos os casos, a solução está no planejamento financeiro. Aos empresários, a criação de uma provisão efetiva ao longo do ano, além daquela efetuada na contabilidade, garante que o fluxo de caixa não seja afetado com as despesas adicionais do final do exercício fiscal, resolvendo algum desequilíbrio e eliminando a necessidade de financiamento.

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Uma consultoria especializada pode ajudar a equalizar esta questão e resolver o problema da gestão financeira, principalmente em empresas com produtos ou serviços que sofrem com a sazonalidade, em que as despesas certamente seguirão implacáveis e ocorrerão todos os meses, mas as receitas, nem sempre.

No caso dos assalariados, receber o décimo terceiro salário e as férias pode se tornar um evento com sentimentos ambivalentes no tempo. Inicialmente, um alívio, tanto para aqueles que têm dívidas acumuladas e podem usar a receita extra para quitá-las, quanto para os que não as têm, casos raros atualmente. Num segundo momento, pode ser uma angústia, pois sempre haverá o risco de utilizar inadequadamente a renda adicional e perceber, durante o período de festas ou de férias, que há mais dias que dinheiro até o próximo crédito.

Ao receber salário, décimo terceiro e férias em dezembro, o pagamento do mês seguinte só virá em meados de fevereiro, quase 60 dias após ter recebido o líquido de férias. Aquela sensação boa de ter recebido “muito dinheiro de uma vez” será substituída pela angústia de perceber que o tempo é mais longo que as necessidades. Muitas vezes, é nesse momento que novas dívidas se iniciam, com a resolução ocorrendo somente no final do ano, repetindo-se o ciclo aparentemente infindável de angústia e juros.

O segredo, qualquer que seja a sua situação, é pensar em um prazo mais longo. Comece identificando todas as despesas que terá até que o próximo crédito de salário ocorra e reserve o valor necessário para quitá-las. A partir daí, pense em como gastar o que sobrar, caso sobre. Se ainda faltar, procure divertir-se em casa, com amigos próximos e em programas alternativos ou gratuitos. Use a criatividade. Geralmente é mais barato.

Pensando um pouco mais longe, para se ter muito dinheiro no bolso e saúde prá dar e vender no ano que vai nascer, procure se organizar a partir de agora. Seja você empresário ou assalariado, conheça, estime e acompanhe periodicamente suas receitas e despesas. Isto é essencial para qualquer planejamento, seja para a gestão financeira do dia a dia ou para atingir objetivos de médio ou longo prazo que tenham nascido de suas necessidades ou de seus desejos.

Deixar que receitas e, principalmente, despesas sigam sem acompanhamento e controle faz com que a perspectiva de um futuro financeiro fique à mercê da sorte. Conhecer e gerir sua vida financeira certamente permitirá ajustes ao longo do período e garantirá a geração de reserva para atingir seus planos.

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Aliás, o planejamento financeiro só faz sentido se houver objetivos a se buscar. Trace metas que sejam significativas e as transforme em números para que os seus resultados sejam possíveis de mensuração e acompanhamento. Uma vez que dinheiro é um meio e não um fim, se não tivermos objetivos, para que teremos reservas financeiras?

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

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Plataforma monitora preços e auxilia consumidores nesta Black Friday

Precifica desenvolve site que mostra em tempo real preços e percentuais de alta e queda dos produtos, ajudando clientes a encontrarem o momento ideal para compra

Uma das maiores datas do e-commerce está prestes a chegar: a Black Friday. Neste ano, ela deve movimentar R$ 2,86 bilhões no comércio online, volume 16% a acima do verificado no mesmo período de 2017, segundo a ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.

Pensando em auxiliar os consumidores, a Precifica, atuante na área de precificação dinâmica do comércio online, criou um sistema para que os compradores possam acompanhar, em tempo real, os valores dos produtos e, assim, saberem o melhor momento para comprá-lo.

A plataforma funciona com um monitoramento retroativo, no qual é possível verificar a curva de oscilação de preços. “Nosso objetivo é munir o consumidor de informações, dando acesso aos valores médios, além do percentual de queda ou alta nos últimos 30 dias. Dessa forma, auxiliando-os a decidirem se aquela é a melhor hora para fechar o negócio”, afirma Ricardo Ramos, CEO da Precifica.

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Para acompanhar os preços nesta Black Friday é só clicar aqui.

Como fugir das armadilhas das compras de Black Friday?

Todo ano é a mesma coisa, os consumidores ficam loucos com as promoções arrasadoras da tão esperada Black Friday, mas será que realmente vale a pena? Sabrina Espíndola é coach de desenvolvimento humano e dá algumas dicas para que o seu desejo de comprar não se transforme em um tormento.

Veja algumas dicas:

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1. Sempre que for comprar se pergunte: eu realmente preciso disso?
2. Procure fugir da tentação e do impulso de comprar só porque está mais barato.
3. Pense no que você poderia investir melhor o seu dinheiro.
4. Tenha uma lista de necessidades para sempre que pensar em comprar e não caia em tentação comprando coisas que não precisa.

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5. Busque pensar com a mentalidade da riqueza que visa não apenas o curto prazo, mas também no investimento em longo prazo. Será que esse dinheiro não poderia ser investido em uma viagem ou na compra da casa própria?
6. Tenha definido seus objetivos financeiros em longo prazo para não gastar com o que não vale a pena.

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7. Caso perceba que realmente precise comprar o que está na oferta verifique se é realmente um desconto que vale a pena. Compare com o preço que era antes da Black Friday.
8. Certifique-se que o vendedor ou a loja não receberam reclamações de clientes.
9. Lembre-se que no início do ano sempre temos um grande número de despesas altas como: matrícula da escola, material escolar, IPVA, IPTU, compras de natal a pagar, férias das crianças.

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10. A sua alegria momentânea de comprar na Black Friday não deve ser a dor de cabeça por entrar no ciclo de dívidas.

Fonte: Sabrina Espíndola é especialista em Desenvolvimento Humano e Coach de Liderança. Organizadora e Coautora do livro “O impacto do coaching no dia a dia: 20 perspectivas da teoria à prática”. Leadership and Coaching Certification | Ohio University College of Business In Partnership with Instituto Brasileiro de Coaching – IBC. Coach com certificação internacional, Global Coaching Community (GCC), European Coaching Association (ECA), Brasilian Coaching Institute (IBC) e International Association of Coaching (IAC). Atuando há 17 anos no mundo corporativo.

Verdades e mentiras sobre o Cadastro Positivo

O Projeto de Lei Parlamentar (PLP) 441/2017 que determina a inclusão automática – sem a necessidade de adesão – dos consumidores ao banco de dados com informações de adimplemento, conhecido como Cadastro Positivo, continua na pauta da Câmara dos Deputados, principalmente porque as mudanças propostas no texto-base dividem opiniões entre os parlamentares.

Dúvidas e questionamentos que também ocorrem por parte de entidades representativas da sociedade civil e consumidores. No entanto, nem toda informação que tem sido propagada a seu respeito procede, e este fato contribui para gerar desinformação. Para ajudar a elucidar certas confusões sobre o tema, a Boa Vista SCPC esclarece algumas das afirmações mais controversas. Confira:

O consumidor estará automaticamente no Cadastro Positivo.

Verdade: o consumidor estará automaticamente incluso e entre os seus direitos destacam-se: acessar de forma gratuita as suas informações detalhadas, inclusive pontuação de crédito (score) e histórico de pagamentos existente no banco de dados, e abrir solicitação para correção de informações que foram informadas incorretamente pelas fontes de informação (credores), além de poder cancelar ou reabrir seu cadastro.

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Todos podem acessar minhas informações do Cadastro Positivo.

Mentira: o seu score poderá ser observado apenas por empresas que estejam avaliando a concessão de crédito ou transações comerciais e empresariais que impliquem risco financeiro. Segundo Pablo Nemirovsky, superintendente de Serviços ao Consumidor da Boa Vista SCPC, o histórico detalhado do tomador de crédito não estará disponível.

O Cadastro Positivo quebra o sigilo bancário e elimina a responsabilidade solidária.

Mentira: o Cadastro Positivo não afeta o sigilo bancário e muito menos invade a privacidade dos dados do cadastrado. Para eliminar esta possibilidade, o texto-base do PLP recebeu um substitutivo. Na hipótese de vazamento de informações sobre o cadastrado, os envolvidos poderão ser punidos com reclusão de um a quatro anos e multa, conforme prevê a Lei Complementar 105 (Lei do Sigilo Bancário). Além disso, o Cadastro Positivo respeita todas as salvaguardas para o consumidor previstas no Código de Defesa do Consumidor.

O Cadastro Positivo invade a privacidade dos dados dos consumidores.

Mentira: não há invasão de privacidade porque não há quebra de sigilo bancário com o Cadastro Positivo. A nova lei permite que os bancos, empresas de água, luz, telefone, varejo e outras, enviem informações apenas do comportamento de pagamento das operações de crédito, dos serviços continuados (luz, água, telefonia fixa etc) e de telefonia móvel pós-paga. Os bancos não enviarão informações como saldo em conta corrente ou extrato bancário, dados de poupança ou investimentos, nem detalhes de compras feitas com cartões de crédito. Essas continuam devidamente protegidas pela Lei do Sigilo Bancário.

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Todas as informações financeiras e de investimentos farão parte do Cadastro Positivo.

Mentira: tanto a lei atual quanto o texto-base do PLP permitem apenas o compartilhamento de informações de histórico de pagamento de transações que envolvam risco financeiro, ou seja, operações de crédito e consumo, como datas de vencimento e de pagamento das faturas/parcelas e os valores dos mesmos. Informações que não estiverem vinculadas à análise de risco de crédito ao consumidor e informações sensíveis, como as consideradas de origem social e étnica, à saúde etc, não entram no Cadastro Positivo.

Renda e benefícios como aposentadoria farão parte do Cadastro Positivo.

Mentira: nem informações de salário ou de aposentadoria, como dados de saldo em conta corrente, investimentos, pagamentos à vista e nem mesmo limite de crédito fazem parte do Cadastro Positivo. Esse tipo de informação não chega aos gestores de banco de dados, o que garante a privacidade dos consumidores.

O cadastro Positivo levará a uma situação discriminatória.

Mentira: segundo estudos do Banco Mundial, feitos em diferentes países dos cinco continentes, um dos principais benefícios do Cadastro Positivo é a inclusão ao mercado do crédito. No Brasil, de acordo com o superintendente da Boa Vista SCPC, com o Cadastro Positivo funcionando plenamente, espera-se a inclusão de mais de 20 milhões de pessoas ao mercado de crédito. E engana-se quem acredita que pessoas que estão com o nome sujo serão prejudicadas. Como explica Nemirovsky, quem está inadimplente já enfrenta dificuldade para conseguir crédito na praça, ou quando consegue, obtém com juros muito mais altos. Logo, ao participar do Cadastro Positivo, pessoas com este perfil poderão mostrar que pagam diversas contas em dia e que têm capacidade de retomar o controle das suas finanças, e com este comportamento começar a construir um histórico de pagamento, retomando seu acesso ao crédito.

O Cadastro Positivo vai diminuir a assimetria das informações e aumentar competição entre os bancos.

Verdade: com o Cadastro Positivo haverá um aumento significativo do número informações relacionadas ao comportamento de pagamento, o que contribuirá para a redução da assimetria de informações que existe hoje entre os credores, com isso haverá uma maior assertividade nas decisões de crédito e um maior número de empresas que podem concorrer com os grandes bancos para oferecer melhores condições ao consumidor ou às empresas. Os concedentes de crédito terão acesso ao score de crédito que considera o histórico de pagamento de todos os consumidores e não apenas daqueles que hoje são seus clientes, o que irá contribuir para aumentar a competição entre os bancos, fintechs, varejistas e financeiras na busca por novos clientes, com taxas de juros mais atrativas para o consumidor.

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As taxas de juros poderão diminuir com o Cadastro Positivo.

Verdade: a experiência mostra que nos países onde o Cadastro Positivo foi introduzido, os juros e a inadimplência recuaram e a facilidade na obtenção de crédito aumentou. Os juros recuam porque o aumento da quantidade de informações sobre o consumidor reduz o risco nas operações de crédito, e os concedentes têm mais condições de distinguir bons e maus pagadores. Essa redução dos riscos ajuda a derrubar os spreads e, consequentemente, os juros. Além disso, o Cadastro Positivo aumenta a concorrência entre os bancos, pelo fato de que mais agentes, como, por exemplo, os bancos menores e as fintechs, terão acesso as informações que hoje são exclusivas dos grandes bancos.

Fonte: Boa Vista SCPC

 

 

 

Entenda o impacto das mudanças no Sistema de Pagamentos Brasileiro

O Banco Central tem se movimentado para adequar o sistema financeiro e bancário para atender às novas demandas do mercado. Entre as mudanças previstas está a realização de pagamentos instantâneos sem a intermediação de bancos, sem restrição de dia e horário e em todas as modalidades: entre empresas, pessoas e entre empresa e pessoas. Diferente do cenário atual, onde as transferências são em tempo real 24 horas apenas entre clientes do mesmo banco e entre bancos diferentes em horário comercial em dias úteis.

Nesse sentido, o BC criou um grupo estratégico composto por bancos, administradoras de cartões de crédito e empresas do setor para desenvolver o novo sistema, tendo como alvo reduzir os custos das transações e estimular a competição nos meios de pagamento. Isso pode resultar em um impacto, positivo para os clientes, nas tarifas e os juros cobrados pelos bancos.

O P2P (peer-to-peer) no sistema financeiro é uma atividade que está emergindo em países como a China, por exemplo, que utiliza meios de pagamentos móveis e instantâneos.“Pelo novo modelo, será possível enviar a qualquer dia e horário, do smartphone inclusive, dinheiro da conta corrente para o cartão de crédito e vice-versa”, explica Odilon Costa, CEO & Presidente da Tree Solution, que faz parte do grupo estratégico do BC, através da ABBI.

Outro anúncio do Banco Central que causará impacto nas operações financeiras é a substituição por completo da Circular nº 3.885 pela Circular nº 3.683. A principal mudança são os novos requisitos mínimos para instituições de pagamento ao solicitar autorização para constituição e funcionamento perante o Bacen.

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Foram estabelecidos valores mínimos para que a instituição de pagamento tenha que solicitar essa autorização, sendo R$ 500 milhões em transações de pagamento ou R$ 50 milhões em recursos mantidos em conta de pagamento pré-paga.

O BC também lançou a Circular nº 3.886 que altera algumas disposições da Circular nº 3.682, que continua em vigor para regular o funcionamento dos arranjos de pagamento. A principal alteração diz respeito à adesão à liquidação centralizada, onde os marketplaces que intermedeiam relações comerciais foram equiparados a subadquirentes.

Pela nova norma, deverão aderir à grade de liquidação centralizada para realizar os pagamentos aos prestadores de serviços ou fornecedores de produtos que se conectam aos seus clientes.

A Circular nº 3.886, com prazo para adaptação ao sistema até 28/09/2018, obriga a adesão de todos os participantes de arranjos de pagamento que não sejam instituidores de arranjo, emissores e credenciadores de instrumento de pagamento ou instituições financeiras que atuam como instituição-domicílio.

Ou seja: torna a adesão à liquidação centralizada opcional para pagadores de usuários finais (por exemplo, os marketplaces) que transacionem volumes inferiores a R$ 500 milhões acumulados nos últimos doze meses.

No novo sistema, todas essas transações devem ser liquidadas pela CIP – Câmara Interbancária de Pagamentos, que controlará todo o fluxo de pagamentos. A CIP é uma associação civil sem fins lucrativos, criada pelos bancos, que integra o Sistema de Pagamentos Brasileiro, SPB.

Essa mudança será benéfica para empresas já que diminuirá os custos entre as transações. No entanto, o processo de implementação é complexo e poderá afetar drasticamente empresas menores e startups.

Pela normativa, todos participantes devem ser capazes de se comunicar com a CIP e, para que isso seja possível, precisam enviar suas ordens de pagamento usando o layout definido pela CIP por meio de um link de comunicação com a câmara.

Para a adequação a essas mudanças, as companhias precisarão adequar seus sistemas internamente com equipe própria ou contratar um prestador de serviços, recomendado pela própria CIP.

A Tree Solution é uma empresa especializada no desenvolvimento e implementação de soluções inovadoras para o mercado financeiro, de câmbio e comércio exterior e está se reestruturando para atender a todas essas novas demandas com a solução TreeSPB. Por meio de instrumentos de monitoramento dos processos relacionados ao SPB, faz a administração dos saldos e é facilmente integrável aos sistemas legados das instituições financeiras. Entre os benefícios da TreeSPB são destaques:

• É um sistema multiempresa e os sistemas legados fazem a interface com a solução pela camada de Integração SPB, responsável por receber os dados de negócio formatando-os como mensagens que serão enviadas à RSFN;
• Possui facilidades para a entrada de dados pela digitação manual ou cópia de mensagens preexistentes;
• Todo o processo de integração, liberação, envio e recebimento de mensagens é visualizado no sistema;
• Possui alertas que informam ao usuário a chegada de mensagens relevantes e condições críticas de saldo previamente parametrizadas;
• Permite a conciliação (automática ou manual) das previsões de crédito registradas pelos sistemas legados;
• Provê visualização da previsão intradia do fluxo de caixa;
• Efetua o tratamento das mensagens especiais de Solicitação de 2a via de Mensagens (GEN0012) e Aviso de Disponibilidade de Arquivos (GEN0015);
• Possui o componente Piloto de Reserva que controla os saldos e o gerenciamento por parte do Banco Central, mensagens de confirmação e fluxos intradia;
• Possui o componente Servidor Transacional que é responsável pelo gerenciamento e controle de todas as mensagens de entrada e saída do Banco Central e das Clearings.

No ano passado a Tree Solution fez sua primeira aliança estratégica nesse sentido com a Softpar – empresa que atua no desenvolvimento de software para o mercado financeiro há quase 40 anos com soluções inovadoras em tecnologia. A partir dessa parceria, a Tree passou a disponibilizar ao mercado suas soluções em cloud computing.

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Atenta aos assuntos de mensageria, não somente no campo nacional, como internacional, a Tree assinou um NDA com a Ripple, para prover uma solução ao mercado para transferências internacionais, em tempo real, através do protocolo Ripple Net. “Neste momento estamos em negociações iniciais para desenvolver um modelo dentro da solução TreeFXBank e, em breve, teremos novidades no setor”, ressalta Costa.

A Ripple é uma das maiores companhias globais que conecta bancos, provedores de pagamentos, trocas de ativos digitais e corporações.

Fonte: Tree Solution

Inventário: especialista de direito explica importância e prazos

Lidar com a morte de um ente querido nunca é fácil, ainda mais com toda a burocracia que se estende à perda, como as despesas de enterro e velório. Mas depois desse processo todo ainda há um ponto importante para se resolver, a partilha dos bens do falecido através do inventário.

Esse documento, que serve para formalizar a divisão e transferência dos bens aos herdeiros, pode ser feito de duas maneiras, como explica o advogado Paulo Heraldo R. de Souza, sócio do escritório que leva seu nome: “O inventário pode ocorrer de duas maneiras, judicial ou extrajudicial. Caso haja herdeiros menores ou incapazes será feito pela via judicial, tendo que ocorrer a manifestação do Ministério Público”.

No caso extrajudicial, o inventário é realizado em cartório, desde que não exista testamento, menores ou incapazes e que as partes estejam de acordo. “ Tanto o extrajudicial quanto o judicial é necessário que um advogado seja constituído”, orienta Souza.

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O prazo para abertura de inventário é de 60 dias, a contar do óbito, e não há previsão de sanção se passar essa data, apenas incidência de multa fiscal. O advogado ainda informa que esse documento deve ser lavrado em um Cartório de Notas e que o herdeiro pode ser representado por um procurador caso não consiga comparecer: “Ele declara de maneira expressa em instrumento público que não pode estar presente dando poderes específicos para tal, mas a procuração deve ser outorgada a um dos herdeiros ou a terceiros e não ao advogado das partes”, finaliza o advogado.

Fonte: Paulo Heraldo R. Souza é graduado em Direito pela Universidade Paulista – UNIP/SP em 2000. Pós-Graduado em Direito. Societário pelo IBMEC/ SP, LLM – Masters of Law, em 2006. Conta com passagem por empresa de consultoria “big four” e por renomados escritórios de advocacia, atuando no contencioso civil e em várias operações societárias de grande porte. 

Sete orientações para resistir às compras por impulso

São tantas liquidações, promoções e descontos que fica difícil resistir às compras. Porém, elas podem comprometer seriamente a saúde financeira de qualquer pessoa ou família, segundo o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos.

“Se planejar antes de comprar é um hábito pouco ensinado para crianças e jovens, e por isso não se torna um comportamento. Nossos avós e pais não foram educados financeiramente, portanto não é de hoje que há um ciclo de consumo por impulso. As pessoas colocam a culpa nas promoções, propagandas e facilidades de pagamento, quando, na verdade, a causa é comportamental”, afirma Domingos.

O consumo consciente é a chave para a diminuição do endividamento e, consequentemente, da inadimplência. Para abandonar o hábito de fazer compras por impulso, é preciso mudar o comportamento, segundo o Educador Financeiro. Mais importante do que lidar com as consequências, é corrigir a causa do problema.

Confira sete orientações para mudar este comportamento:

1- Analise seus hábitos

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Observe em quais situações faz compras por impulso e mude o padrão. Se gosta de passear em shoppings, por exemplo, procure outras opções de lazer;

2- Tenha objetivos maiores
Resgate seus sonhos, pelo menos três: um de curto prazo (a ser realizado em até um ano), outro de médio prazo (entre um e 10 anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos). Com objetivos estabelecidos, destinará menos recursos às compras por impulso;

3- Planeje as compras com antecedência
Faça um orçamento financeiro mensal e nele considere quais compras fará no decorrer do período, após ter poupado para conquistar seus sonhos em primeiro lugar;

4- Poupe primeiro, compre depois
Crie o hábito de guardar dinheiro antes de gastar. Juntando recursos para pagar à vista, conseguirá preços melhores por conta dos descontos, além de criar o hábito de fazer pesquisas e garantir a melhor compra;

5- Questione-se antes de comprar

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Pergunte a si mesmo: “Eu realmente preciso disto?”, “Estou comprando por necessidade ou movido por outro sentimento, como carência, baixa autoestima ou influência de terceiros?”;

6- Saiba se pode pagar
Antes de comprar, veja de quanto dispõe efetivamente para gastar, se tem condições de comprar à vista ou se tem certeza de que conseguirá arcar com as próximas parcelas;

7- Cuidado com cartão de crédito

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Não considere o limite do cartão de crédito e do cheque especial como parte de sua renda. Lembre que são opções de crédito, ou seja, formas de comprar algo agora e pagar com juros depois.

Fonte: DSOP Educação Financeira

Seja você o gerente da sua conta-corrente

Especialista explica os cuidados que as pessoas devem tomar com suas contas em bancos

Não é incomum ouvir dos clientes bancários seguidas e repetidas lamentações contra as tarifas e exigências de reciprocidade, inclusive com compra de seguros, planos de capitalização e “outros débitos” que, após a reclamação, são retirados da conta com o indefectível pedido de desculpas por “erro do sistema”.

Porém, se a pessoa não verificar, dia a dia, sua conta-corrente é bem provável que apareçam débitos sem explicação alguma e assim lá permaneçam. Um caso clássico, nunca resolvido, foi a operação “Goela Abaixo” do extinto Banco Bandeirantes, que
debitou nas contas-correntes de seus clientes diversos valores sem qualquer origem. A mídia deu a notícia, o Banco Central foi acionado, o Ministério Público investigou e, como de hábito, foi tudo para debaixo do tapete.

Como orienta o especialista em Direito Bancário, João Antonio Motta, jamais diga que vai ao banco conversar com “meu gerente”: “O gerente é do banco e está lá para gerir interesses do banqueiro, vendendo os produtos à malha de clientes. Qualquer pensamento contrário, transferindo obrigação própria a terceiros, irá gerar prejuízo certo”, afirma.

É fundamental, então, que as tarifas debitadas sejam negociadas com o banco. “Por exemplo, os bancos, via de regra, buscam ‘reciprocidade’ com seus clientes. Isso significa que eles pretendem vender o máximo de produtos, e não necessariamente que lhe darão algum desconto. Mas vale a pena tentar”, orienta o especialista.

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Motta ainda aconselha que, se lhe for oferecido um Plano de Aposentadoria complementar, um Título de Capitalização, ou mesmo um portfólio de investimentos, é boa hora de negociar seu pacote de tarifas.

Quando o cliente compra algum produto do banco, certamente está melhorando a rentabilidade dele sobre a administração de sua conta-corrente e, desta forma, é lógico e justo que ele obtenha algum favorecimento nas tarifas.

Por outro lado, quando ele faz um empréstimo é recomendado pelo especialista que observe o que é cobrado, pois uma norma antiga do Banco Central proíbe terminantemente aos bancos provocar a elevação direta ou indireta das taxas de juros.

“Portanto, se as taxas e tarifas não estiverem detalhadamente estipuladas no contrato, demonstrando com clareza o montante dos juros e a taxa total que será paga, o banco deverá estornar o excesso à crédito do cliente”, explica o advogado. Não se pode esperar que o gerente, do banco, vá trabalhar para você. “Leia com atenção e diariamente seu extrato bancário”, orienta e finaliza Motta.

Fonte: João Antônio C. Motta é Advogado (PUC/RS – OAB em 1982), especialista em Obrigações e Contratos, com ênfase em Direito Bancário, Econômico e do Consumidor.
É autor do livro “Os Bancos no Banco dos Réus“ – Editora América Jurídica, (Rio de Janeiro-2001).

Crise: ONG dá orientações para reduzir gastos e evitar abandono de animais

Alimentação saudável, vacinação, aplicação de vermífugos e acompanhamento veterinário periódico ajudam a reduzir gastos com os pets

A chegada de um animal de estimação à família significa que aquela nova vida precisa de cuidados especiais. Vacinas, vermífugos, remédios antipulgas, alimentação saudável, brinquedos, lugar confortável para dormir, passeios, acompanhamento veterinário, atenção e amor devem fazer parte do dia a dia do amigo peludo. Seguir essas orientações à risca é garantia de tranquilidade para o pet e para a saúde financeira dos donos.

A veterinária Ana Carolina Junqueira Mendes, da Aila (Aliança Internacional do Animal), organização não-governamental que atua há quase 20 anos em prol do bem-estar dos animais, lista uma série de atitudes que ajudarão os donos a manter seus animais em período de contenção de despesas, evitando abandonos:

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Foto: Hamia

Posse responsável: ao adquirir/adotar um animal, é essencial ter consciência de que ele fará parte da família para sempre, assim como acontece com uma criança. Não dá para descartá-lo porque o dinheiro é pouco, certo? Se está pensando em ter um peludinho, é bom saber que a adoção ajuda a reduzir a quantidade de animais abandonados em abrigos (aqueles que têm sorte de serem acolhidos) e nas ruas (expostos a todo tipo de violência). De acordo com informações da OMS (Organização Mundial de Saúde), há 30 milhões de cães e gatos abandonados no Brasil. Na Grande São Paulo, esse número passa dos 2 milhões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

Planeje-se para ter um pet: saber quanto gastará com o animal é o melhor caminho para organizar o seu orçamento. O pet precisará de alimentação de qualidade, vacinas, vermífugos, remédio antipulgas, brinquedos e um lugar adequado e seguro para dormir. Os adotados, habitualmente, já vêm castrados e com as vacinas para a sua faixa etária em dia. Coloque tudo no papel, pesquise preços e tire dúvidas com o médico veterinário de sua confiança.

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Banho em casa ou no pet shop? Para a veterinária Ana Carolina, tudo depende da pelagem do animal. “Se for curta, o dono pode dar banho em casa mesmo”, orienta. Ter todo o material de banho ao alcance das mãos é mais um ponto a ser levado em conta, de acordo com Ila Franco, fundadora da Aila. “Os cuidados com as orelhas são extremamente importantes. Não deixe cair água no focinho. Se isso acontecer, seque com a toalha”, ensina Ila. Ela avisa que há cachorros que precisam de banhos semanais; outros, não. “Dar banho só por dar e não observar as reais necessidades do animal é uma rotina já estabelecida e corriqueira”, explica Ila. Converse com especialistas e peça informações sobre os melhores produtos de higiene, cuidados na hora de secá-los, como mantê-los tranquilos durante o banho, sugestões de tosa e corte das unhas. Negociar valores mais em conta quando você leva o animalzinho toda semana em um mesmo local é um ótimo negócio.

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Saúde em dia: prevenir é o melhor remédio para o seu bolso e para a saúde do seu companheiro de quatro patas. Pelo menos uma vez ao ano o animal precisa ir ao veterinário para passar por um check-up e atualizar as vacinas. Esse acompanhamento pode evitar que problemas simples de saúde se agravem e precisem de intervenções cirúrgicas, aumentando as despesas. Planos de saúde para cães e gatos, consultas em clínicas com preços populares e negociar descontos com aquele profissional que você já conhece ajudam a manter as finanças em ordem.

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Conforto com economia: quando o dinheiro está curto, é preciso focar nas reais necessidades dos animais. Se não dá para comprar aquela caminha incrível que você viu no pet shop, use a criatividade e os itens que você tem em casa. Lençóis e travesseiros limpos que estão guardados no fundo do armário podem se transformar numa caminha confortável para cães e gatos. O mesmo vale para comedouros e bebedouros. Não é preciso comprar os mais caros, apenas escolher aqueles que são específicos para essas funções.

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Alimentação que cabe no bolso: se aquela ração premium não se encaixa mais no orçamento, opte por uma mais em conta – que seja de boa qualidade – ou alimentos orgânicos, frutas, fibras, verduras, legumes e carnes. Frutas não ácidas, como maçã, banana, pera, mamão e figo estão liberadas. No quesito verduras e legumes, recorra à cenoura, à vagem, à couve e ao espinafre. Carnes magras como frango e cordeiro são ótimas pedidas para o cardápio. “Evite as carnes gordurosas e gordura em geral”, recomenda a veterinária Ana Carolina. Na lista do que não oferecer aos pets estão ainda os alimentos com amido, pão e cebola, que é tóxica para os cachorros. Só ofereça arroz em pouquíssima quantidade. A versão integral é a mais saudável para eles. Você mesmo fará a alimentação dos bichos em casa? Use pouco sal, gordura e temperos. Moderação nunca é demais. Esses cuidados valem para cães e gatos. Antes de sair dando comida para o pet, consulte um médico veterinário. Só ele pode analisar as reais necessidades nutricionais do seu amigo, levando em conta o peso, a raça e outras especificidades.

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Ilustração: AndreSantanaMS/Pixabay

Medicamentos: nada de sair gastando uma fortuna com remédios, a não ser que eles sejam recomendados pelo médico veterinário. Esqueça aquela história de ter uma farmácia em casa para casos de emergência.

Sobre a Aila (Aliança Internacional do Animal)

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A americana Ila Franco trabalha focada na vida plena e segura dos animais há mais de 40 anos. Em 1999, ela fundou a Aila (Aliança Internacional do Animal) aqui no Brasil, uma entidade filantrópica não-governamental, sem fins lucrativos, que tem como objetivo defender o bem-estar animal por meio de ações educativas junto às comunidades, oferecendo formação humana voltada ao respeito à vida em todas as suas manifestações.

A organização resgata animais vítimas de maus-tratos e oferece todo o suporte necessário para reinseri-los à sociedade. Os pets acolhidos recebem tratamento clínico, são esterilizados, vacinados, vermifugados, alimentados, cuidados com amor e preparos para doações responsáveis. A aliança Internacional do Animal e seus parceiros acreditam que os animais, assim como os seres humanos, têm direito à liberdade e à vida digna. Por isso, julgam inaceitável, sob quaisquer circunstâncias, a crueldade entre ambas as espécies.

Atualmente, a instituição abriga em torno de 1.500 animais, entre cães, gatos e aves. Eles são acomodados em três espaços distintos, todos localizados em Cotia, SP. Grande parte vive num espaço de 120 mil m², divididos de acordo com suas condições. Quando são acolhidos pela Aila, passam por uma triagem com veterinários e pela própria Ila Franco. Depois, são acomodados de acordo com suas necessidades físicas e emocionais, nos chamados condomínios, com casas suspensas de madeira e alvenaria em tamanhos confortáveis aos cachorros. Protegidos do frio e da chuva, eles ainda contam com lagos para se refrescar em dias de calor intenso, móveis para descansar, brinquedos, água limpa, alimentação saudável e equilibrada, espaço abundante para se exercitar, natureza farta e muito amor e atenção.

Os gatos ficam em um local amplo só para eles, divididos de acordo com o quadro de saúde de cada um, com balanços, areia, brinquedos térreos e aéreos e móveis suspensos para se exercitarem. Em breve, os animais terão acesso à uma clínica veterinária exclusiva, em fase de construção dentro de um dos espaços da Aliança Internacional do Animal.

Informações: Aila

 

O 13º salário e as suas finanças: como não ficar no vermelho, por Edson Moraes*

Em geral, a chegada do final do ano traz angústia e preocupação aos empresários e alívio aos assalariados. De um lado, as despesas com o pagamento de décimo terceiro, férias – pior se forem coletivas –, e a perspectiva de redução nas vendas nos primeiros meses do ano seguinte preocupam os primeiros assim como a receita extra agrada aos segundos.

Em ambos os casos, a solução está no planejamento financeiro. No caso das empresas, a criação de uma provisão efetiva ao longo do ano, além daquela efetuada na contabilidade, garante que o fluxo de caixa não seja afetado com as despesas adicionais do final do exercício fiscal, resolvendo qualquer desequilíbrio.

Uma consultoria especializada pode ajudar a equalizar esta questão e resolver o problema da gestão financeira, principalmente em empresas com produtos ou serviços que sofrem com a sazonalidade, em que as despesas certamente seguirão implacáveis e ocorrerão todos os meses, mas as receitas, nem sempre.

No caso dos assalariados, receber o décimo terceiro salário e as férias pode se tornar um evento com sentimentos ambivalentes no tempo. Inicialmente, um alívio, tanto para aqueles que têm dívidas acumuladas e podem usar a receita extra para quitá-las, quanto para os que não as têm, casos raros atualmente. Num segundo momento, pode ser uma angústia.

Explico: o risco está em utilizar inadequadamente a renda adicional e perceber, durante o período de festas ou de férias, que há mais dias que dinheiro até o próximo crédito. Ao receber salário, décimo terceiro e férias em dezembro, o pagamento do mês seguinte só virá em meados de fevereiro, quase 60 dias após ter recebido o líquido de férias. Aquela sensação boa de ter recebido “muito dinheiro de uma vez” será substituída pela angústia de perceber que o tempo é mais longo que as necessidades. Muitas vezes, é nesse momento que novas dívidas se iniciam, com a resolução ocorrendo somente no final do ano, repetindo-se o ciclo aparentemente infindável de angústia e juros.

O segredo, qualquer que seja a situação, é pensar em um prazo mais longo. Comece identificando todas as despesas que terá até que o próximo crédito de salário ocorra e reserve o valor necessário para quitá-las. A partir daí, pense em como gastar o que sobrar, caso sobre. Se ainda faltar, procure divertir-se em casa, com amigos próximos e em programas alternativos ou gratuitos. Use a criatividade. Geralmente é mais barato.

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Pensando um pouco mais longe, para se ter muito dinheiro no bolso e saúde prá dar e vender no ano que vai nascer, procure se organizar a partir de agora. Conheça, estime e acompanhe periodicamente suas receitas e despesas. Isto é essencial para qualquer planejamento, seja para a gestão financeira do dia a dia ou para atingir objetivos de médio ou longo prazo, como sair em viagem, permitir que algum filho ou filha, ou você mesmo, curse uma boa universidade, no Brasil ou no exterior, ou comprar um imóvel.

Deixar que receitas e, principalmente, despesas sigam sem acompanhamento e controle faz com que a perspectiva de um futuro financeiro fique à mercê da sorte. Conhecer e gerir sua vida financeira certamente permitirá ajustes ao longo do período e garantirá a geração de reserva para atingir seus planos.

Aliás, o planejamento financeiro só faz sentido se houver objetivos a se buscar. Trace metas que sejam significativas e as transforme em números para que os seus resultados sejam possíveis de mensuração e acompanhamento. Uma vez que dinheiro é um meio e não um fim, se não tivermos objetivos, para que teremos uma poupança? Será que a ausência de desejos realizáveis faz com que se poupe tão pouco neste país?

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI (Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.