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Repassa: consumo sustentável e economia colaborativa

Idealizado a partir dos objetivos do publicitário e empresário Tadeu Almeida em gerar impacto positivo na sociedade e na natureza, o Repassa chegou ao mercado como uma nova tendência, baseado nos verdadeiros conceitos de sustentabilidade, projetos sociais e qualidade. E também para trazer a acessibilidade necessária ao produto, vendedor e comprador. O mercado brasileiro de roupas usadas em excelente estado é muito grande e é aonde a empresa busca ser referência.

Além de tudo, o uso de roupas de segunda mão é uma tendência cada vez mais forte em todo mundo, já que agrega um importante valor: o consumo consciente, avesso ao ritmo descartável que chegamos hoje. Segundo o Ibope, existem mais de R$ 50 bilhões em roupas paradas no guarda-roupa das pessoas, que não usam 60% das roupas que têm. Mas, esse mercado está em forte crescimento, pois cada vez mais as pessoas compram peças gentilmente usadas e entendem melhor o conceito de utilidade do que se consome, e passam a acumular menos coisas.

“A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo e a forma mais eficiente de diminuir esse impacto é dando mais ciclos de vida para as nossas roupas. Afinal, uma peça gentilmente usada, é tão boa, bonita e útil quanto uma nova, mas é até 90% mais barata e muito mais exclusiva”, diz Tadeu.

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Só que muitas pessoas doam as peças que não usam mais, e por mais que estejam em excelentes condições, para um projeto social é muito melhor receber uma doação em dinheiro, que será usado diretamente em sua causa, do que em peças de roupa. Assim, o empresário juntou essas informações e definiu a missão da empresa: repassar o bem através das peças de roupa que não são mais usadas. “Na era da conexão, do compartilhamento, a gente repassa o tempo todo, mas só coisa boa, em que a gente acredita, então, o nome veio bem a calhar”, completa.

A versão beta da plataforma foi desenvolvida em 2015. Quem queria vender, fotografava e cadastrava as peças no site, e quando eram vendidas, os vendedores eram avisados e as enviavam pelos correios para quem comprou. A aceitação dos usuários foi ótima, mas nesse momento foi constatado que a maioria das pessoas não tem tempo nem paciência para fazer todo o trabalho que dá para vender algo pela internet.

Foi aí que o Repassa desenvolveu a Sacola do Bem, uma forma muito mais fácil de vender roupas pela internet sem ter trabalho algum. O cliente pede a Sacola do Bem pelo site no valor de R$ 14,99, recebe-a em casa e a enche com as peças que amou, mas não usa mais, e a envia de volta.

Com experiência, bom gosto e cuidados especiais na seleção das peças, a equipe do site faz todo o trabalho de curadoria e certificação, fotografia, cadastro, armazenamento e envio. O cliente não tem que fazer mais nada e recebe 60% do valor das vendas.

No momento em que pedem a sua sacola, os clientes também podem fazer um Repasse Solidário, escolhendo uma porcentagem de suas vendas para doar para uma das ONGs parceiras como Graacc, Fundação Abrinq, Mães da Sé e Saúde Criança.

Desde essa mudança no modelo da empresa, as compras também se multiplicaram, pois os compradores se sentem mais seguros ao verem fotos profissionais publicadas, ao saberem que a peça passou pela avaliação de profissionais treinados antes de ir para o ar e em saberem que as peças estão fisicamente com a equipe do Repassa e que vão recebê-las, além de poder devolvê-las sem custo algum.

Como a empresa assume todo o processo, também consegue anunciar produtos melhores, com fotos e descrições melhores, além de preços mais competitivos. Isso faz com que os compradores se sintam mais seguros para comprar e achem ofertas mais interessantes. O resultado é que todo mundo fica feliz: quem vende, quem compra e quem doa.

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“Muitas clientes entram em contato com a gente agradecendo e dizendo que vão divulgar para todas as suas amigas. Adoramos quando isso acontece e como achamos que toda boa ação deve ser retribuída, desenvolvemos uma forma justa de remunerar cada recomendação que um cliente faz de forma recorrente e em vários níveis de conexão” explica Tadeu.

O principal público do empreendimento é o feminino, de 20 a 40 anos, da classe A até a C. Normalmente, pessoas com maior poder aquisitivo vendem no site e quem quer economizar em peças de grandes marcas em excelente estado, compram. O público é bem dividido e com a consciência do consumo cada vez mais em alta, o nível de renda importa cada vez menos.

A empresa tem muito interesse em expandir no segmento masculino, que não tem tantas opções e, esse público, preocupa-se casa vez mais com o visual. Também estão nos planos a expansão no segmento kids, em que as peças são perdidas muito rápido, tendo sido usadas poucas vezes.

O Repassa ainda conta com a parceria de influenciadoras como Paty Scaringela, Lu Taboada e Luiza Sobral, que têm uma vitrine solidária dentro do site. Elas se aproximam de seus seguidores, que podem ter o que foi delas, ganham dinheiro no processo e ainda ajudam ONGs incríveis, passando valores de solidariedade e sustentabilidade.

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Por último, foi desenvolvido também um algoritmo de recomendação inteligente de peças, que envia sugestões por e-mail das roupas que podem ser interessantes para os seus usuários.

A empresa cresceu 420% desde o início do ano e a meta é crescer três vezes mais até o final de 2017. Outra meta do Repassa é estruturar pontos físicos de coleta e entrega de Sacolas do Bem, em que também serão expostos alguns produtos em destaque para venda.

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Empreender: uma saída para o desemprego? por Edson Moraes*

Diversas pessoas procuram no coaching uma forma de se organizar, externa e internamente, para encararem o processo de desenvolvimento de um negócio. Empreender é o desejo de uma considerável porção de profissionais que trabalha empregada em empresas. Com o índice de desemprego nas alturas e uma leva de pessoas disponíveis em um mercado com oportunidades reduzidas, muitos aproveitam a contingência, traduzida como oportunidade, para abrir um negócio próprio, seja individualmente ou com alguns sócios, muitas vezes familiares ou amigos que deixaram a mesma empresa e que sentem a mesma dificuldade no processo de recolocação.

Pesquisa realizada pelo Sebrae no final de 2016 e respondida por mais de 6.600 empreendedores, a partir da pergunta “Na sua opinião, atualmente, qual o principal ‘benefício’ para se tornar empresário(a)?”, apurou que os dois principais benefícios citados pelos entrevistados estão associados ao lado financeiro, sendo “manter a renda” (31%) e “ter independência financeira” (26%) as principais respostas escolhidas. Outras opções, como “conciliar trabalho e família” (22%) e “se realizar como empreendedor” (15%) aparecem com menor relevância.

Números como os apresentados acima demonstram que muitas pessoas anteriormente empregadas não empreendem por perceberem alguma demanda do mercado ou por imaginarem ter uma proposta de valor associada a um produto ou serviço, quesitos necessários para se abrir um negócio, mas buscam “comprar seu salário”, principalmente em um momento no qual o emprego está diminuto.

O Sebrae apura que o número de empreendimentos aumenta em momentos de retração da economia, o que evita uma maior estagnação do país. Sem empreendedores de pequeno porte, o número de desocupados seria ainda maior. Mas esquecem de avaliar que esse aumento nem sempre acontece por desejo de empreender, mas pela falta de opções.

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Abrir uma empresa, seja em qualquer setor, requer um plano de negócios detalhado, fruto de muita pesquisa, análise e planejamento, buscando oferecer algo de valor ou atender a uma necessidade percebida do mercado. A jornalista Claudia Giudice, no livro “A Vida Sem Crachá”, aponta como lição aprendida a disposição para trabalhar. Ela diz que “o negócio próprio, pequeno ou grande, prospera quando o seu criador está por perto, investindo seu dinheiro e energia. Foi assim com Steve Jobs, Bill Gates e segue sendo com Mark Zuckerberg, que até hoje pega no pesado, trabalhando para melhorar as funcionalidades do Facebook. Esse é o caminho”. Simples assim.

Um plano de negócios deve contemplar a descrição da oferta dos produtos e serviços, o diferencial estratégico, a análise de mercado e da concorrência, a avaliação da capacidade de delivery, a estratégia de marketing, a avaliação de investimentos e as projeções financeiras. Apesar de Claudia Giudice declarar em seu livro que não elaborou um plano de negócios para os planos que se seguiram à perda do emprego, ela afirma que posteriormente compreendeu que correu muito perigo por não ter se planejado adequadamente. Hoje ela publica um blog e administra uma pousada na Bahia.

Um empreendedor deve possuir características e competências específicas, como atitude positiva, resiliência, habilidades de comunicação, conhecimento do negócio, capacidade de observação do mercado, de seus concorrentes e das necessidades de seus clientes e uma disposição para planejar o futuro de seu negócio, cuidando da avaliação contínua do contexto onde a oferta está inserida, pois a estagnação comprometerá a continuidade do empreendimento.

Como nem todos possuem todas as competências, desenvolvê-las ou delegá-las é parte da maturidade requerida para o desenvolvimento do negócio. Competências não desenvolvidas podem ser trabalhadas no coaching, mas a delegação requer assertividade na escolha de funcionários ou sócios.

Caso haja o desejo de empreender em você, faça contas. Busque investidores e reserve parte de seu capital para a gestão financeira da família, permitindo foco no negócio e não nas contas domésticas a pagar no mês seguinte. Comprometer suas reservas, incluindo o pacote de rescisão e o FGTS, somente aumentará a ansiedade pelo resultado do negócio, algo que pode demorar a acontecer. Como muitos relevam a importância do planejamento, o andamento da empresa corre sérios riscos. E a poupança da família toda investida no negócio vai embora junto com as chances de algum resultado.

Desde o início de julho, microempreendedores individuais podem negociar débitos tributários com o governo federal em até 120 meses. No mês de agosto, por dia, mais de 1.000 microempresários pediram parcelamento de dívidas. Quanto destas dividas não seria evitado por algum planejamento?

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Ao elaborar seu plano de negócio, calcule o investimento e o prazo de retorno, avaliando previamente a viabilidade econômica de sua ideia de negócio e invista tempo e dinheiro em pesquisa. Conhecer o mercado, clientes potenciais, concorrentes e tendências, repito, é fundamental para a estruturação de qualquer negócio. Caso não esteja seguro, guarde seu dinheiro e continue pesquisando. Gostar de pizza não significa que abrir uma pizzaria dará o resultado esperado, mesmo que você se farte de comer o que gosta todos os dias.

*Edson Moraes é sócio do Espaço MeioExecutive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

Cartão de crédito é o vilão dos brasileiros? por Dora Ramos*

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou há alguns dias o resultado da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Segundo o estudo, mais de 57% das famílias brasileiras estão endividadas, e 76,8% delas apontaram o cartão de crédito como principal razão desse endividamento.

Limites altos, juros, taxas e anuidades fazem do cartão de crédito uma ferramenta perigosa para o consumidor que não organiza o seu orçamento, se rende às ofertas do mercado e compra de maneira inconsciente. Nesses casos, o que fazer para tornar esse recurso um aliado das finanças?

Uma das razões que levam a pessoa a se endividar é a falsa sensação proporcionada pelo cartão de crédito. Mesmo com a conta bancária zerada ou negativa, muitos pensam que ainda têm dinheiro, pois não entendem que crédito e poder de compra são coisas distintas. Toda dívida é um compromisso, por isso a velha recomendação de não assumir parcelas muito altas ainda é válida.

Infelizmente, a minoria dos brasileiros tem o hábito de poupar e, quando as emergências aparecem (gastos médicos, reparos em casa e no automóvel são as mais comuns), os despreparados se veem forçados a recorrer ao crédito. Afinal, em situações como essa, em que as despesas não podem ser pagas à vista, não dá para negar que o cartão é um aliado – mas, claro, todo cuidado é fundamental.

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A prática de colecionar cartões também é perigosa. Quando se tem mais de um, é grande o risco de se deparar com uma soma de limites mais alta do que se pode pagar, o que também aumenta o risco de endividamento.

Alguns casos são preocupantes. Não é raro encontrar pessoas que trabalham para pagar exclusivamente o cartão de crédito. Para os que estão nessa situação, dá para considerar a possibilidade de ir diminuindo aos poucos o valor do limite e da fatura até se tornar independente desse recurso. Além disso, o pagamento à vista pode render um bom desconto nas compras.

*Dora Ramos é orientadora financeira e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial.

 

Maioria das tentativas de fraudes é aplicada no segmento de telefonia

Setor representa 38,6% das mais de 782 mil tentativas aplicadas nos cinco primeiros meses deste ano

Segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude, de janeiro a maio de 2017, o Brasil registrou 782.244 tentativas de fraude. Isso representa uma tentativa a cada 16,8 segundos. O segmento de telefonia foi o mais afetado no acumulado do ano, sendo responsável por 38,6% do total, com 301.956 tentativas. Neste tipo de golpe, dados de consumidores são utilizados por criminosos para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos, por exemplo.

Caso a fraude no segmento de telefonia seja bem sucedida, funciona como uma “porta de entrada” para os fraudadores aplicarem golpes de maior valor em outros setores da economia. Os golpistas costumam comprar telefones para ganharem um comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

O setor de Serviços vem em seguida no ranking de segmentos com mais tentativas de fraude identificadas de janeiro a maio de 2017 (233.092), representando 29,8% do total. Em terceiro lugar está bancos e financeiras com 23,9% de participação e 187.203 tentativas. O quarto setor mais afetado pelas tentativas nos cinco primeiros meses do ano foi o Varejo, com 47.452 tentativas e participação de 6,1%. Os demais segmentos representaram 1,6% do total. Veja mais detalhes na tabela abaixo:

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Em maio deste ano, 164.988 tentativas de fraude foram aplicadas em todos os segmentos, o que representa um aumento de 19,7% em relação a abril do mesmo ano, quando o indicador apontou 137.856 tentativas. Na comparação de maio de 2017 x maio 2016, o crescimento nas tentativas foi de 12,3%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a volta gradativa do consumidor ao mercado de crédito após 2 anos de recessão econômica pode estar estimulando os fraudadores a aplicar golpes, já que muitas vezes os mesmos consideram esses períodos de maior movimentação como ambiente propício. O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito apontou crescimento de 2,1% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior, na quantidade de pessoas que buscou crédito no país.

Principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador:
-Compra de celulares com documentos falsos ou roubados;
-Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão;
-Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima;
-Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio;
-Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima;
-Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

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Como evitar fraudes?

A fraude de identidade acontece quando dados pessoais de um consumidor são usados por terceiros para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter crédito sem a intenção de honrar os pagamentos. De acordo com estudos da Serasa, basta perder um documento pessoal para dobrar a probabilidade de o cidadão ser vítima de um golpe.

Para se prevenir, quem teve documento extraviado, deve cadastrar um alerta gratuito na Serasa clicando aqui, além de fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.). O registro ajuda a reduzir o risco e evitar a dor de cabeça de ter dados pessoais utilizados por fraudadores.

Com o alerta, o SerasaConsumidor consegue avisar às empresas que consultam seus produtos sobre a perda ou roubo do documento quando este for utilizado para abertura de conta em bancos, compra de bens e serviços, pagamentos etc. Assim, antes de efetuar a compra, por exemplo, estas empresas poderão tomar algumas atitudes preventivas, como solicitar outros tipos de documentos para comprovar a identidade, por exemplo.

Outras ações podem ajudar o consumidor a se proteger das fraudes. Veja 10 dicas abaixo:

No mundo físico:
1. Não perder de vista seus documentos de identificação quando solicitados para protocolos de ingresso em determinados ambientes ou quaisquer negócios; do mesmo modo, não deixar que atendentes de lojas e outros estabelecimentos levem seus cartões bancários para longe de sua presença sob a desculpa de efetuar o pagamento;
2. Tomar cuidado ao digitar a senha do cartão de débito/crédito na hora de realizar pagamentos, principalmente na presença de desconhecidos;
3. Não informar os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas.

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No mundo virtual:
4. Ao ingressar em um site, verificar se possui certificado de segurança. Para isso, basta checar se o http do endereço vem acompanhado de um “s” no final (https). Há ainda certificados que ativam um destaque em verde na barra do navegador;
5. Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança;
6. Ter cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou produtos por preços muito inferiores ao mercado;
7. Não compartilhar dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passarem por você;
8. Manter atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões;
9. Evitar realizar qualquer tipo de transação financeira utilizando computadores conectados em redes públicas de Internet;
10. Ao usar computadores compartilhados, verificar se fez o log off das suas contas (e-mail, internet banking etc.).
TECLADO COMPUTADOR

 

Desequilíbrio financeiro: como ele afeta o seu bem-estar? – por Dora Ramos*

Só quem já passou por complicações financeiras sabe o quanto a preocupação com as dívidas pode nos deixar apreensivos. Isso é natural, já que as finanças representam uma parte importante de nossas vidas. Se elas não andam bem, o nosso bem-estar também acaba comprometido.

Para evitar que isso aconteça, repensar os hábitos de consumo é fundamental e exige muito controle e determinação. Todos os dias nos deparamos com “promoções” que falam com o nosso emocional e, inconscientemente, somos estimulados a comprar sem necessidade.

Em junho, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic): 24% das famílias brasileiras têm contas em atraso.

Divulgados em maio, os números da Serasa, por sua vez, são ainda mais preocupantes: mais de 60 milhões de brasileiros estão com o nome sujo e, juntos, acumulam uma dívida de R$ 274 bilhões.

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A origem do endividamento no país é, também, cultural. Quando se trata de finanças, o brasileiro costuma “apagar incêndios” – ou seja, não se prepara para os imprevistos e, quando eles vêm, trazem desordem e aflição.

Modificar a postura e a maneira de enxergar o dinheiro é uma medida tão importante quanto complexa. Começar a fazer reservas e mudar os hábitos de consumo nem sempre são tarefas simples. Muitas vezes, é necessário fazer transformações no estilo de vida, abrir mão de luxos antigos e se dispor a sair da zona de conforto. Inicialmente, essas medidas podem parecer duras e até gerar alguns desentendimentos, mas se fazem necessárias para que o seu estilo de vida seja adaptado à sua renda. Tudo em busca de um bem ainda mais valioso: a sua tranquilidade.

Dora Ramos é orientadora financeira com formação em Coaching e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial

Dia dos Namorados: dez dicas para conciliar romantismo e economia

É possível demonstrar sentimentos, sem cair na armadilha de gastar mais do que o seu bolso permite no Dia dos Namorados. Confira 10 dicas do programa de educação financeira da Visa – Finanças Práticas para curtir a data especial e homenagear a pessoa amada, sem prejudicar seu orçamento!

1. Organize-se

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Foto: Gamerzero/Morguefile

Determine o quanto poderá gastar e planeje atividades que caibam dentro desse orçamento. Pesquise os preços dos passeios, dos presentes e da alimentação e coloque tudo em uma planilha para ter o controle dos gastos.

2. Fuja de aglomeração

Embora o dia 12 de Junho caia numa segunda-feira este ano, a dica é evitar bares, restaurantes, cinemas etc., dispensando o estresse de filas e aglomerações.
O fim de semana anterior também deve ter forte movimento nesses locais, então o caminho é optar por uma programação alternativa, romântica e bem mais econômica.
O casal pode também pensar em passeios gratuitos, ou mais baratos. Se forem estudantes, abusem dos benefícios da meia-entrada. Vocês podem usar também um “esquema de compensação”, como se faz em uma dieta: se abusarem dos gastos, procurem segurar o bolso depois.

3. Prepare o jantar

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Para fugir da agitação e garantir um clima mais aconchegante, experimente preparar uma refeição romântica em casa. Faça uma lista com os ingredientes necessários e vá às compras. Não se esqueça de verificar nos supermercados as ofertas especiais. Cozinhe junto com seu par e faça um jantar à luz de velas. Um dia romântico como esse pode até substituir o tradicional presente.

4. Mude de paisagem

Para o fim de semana, um passeio ao ar livre pode ser uma boa opção. Se for um dia ensolarado, aproveite e faça um piquenique. Parques, praias, a opção é sua!
Vocês podem caminhar, andar de bicicleta, pescar ou só relaxar, contemplando a paisagem e fazendo planos. Viajar para uma cidade próxima pode ser boa alternativa também.

5. Evite o presente convencional

Há produtos que, tradicionalmente, ficam mais caros nessa data e você pode evitá-los: bombons, flores, bichinhos de pelúcia são alguns exemplos. Procure fazer você mesmo uma bela e romântica cesta com alguns mimos, opte por comprar algo que seu parceiro (a) realmente esteja precisando ou, ainda, combinem de juntar o dinheiro que gastariam com presentes para realizar algo diferente a dois, de preferência em outra data: teatro, cinema, show ou até uma viagem.

6. Faça você mesmo

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Foto: Philly

Na hora do presente, coloque seu romantismo e sua criatividade para funcionar: crie um cartão personalizado, ou mesmo elabore algo diferente como lembrança nesta data, como uma camiseta customizada, uma gravação das músicas preferidas, um álbum digital de fotos.

7. Tenha estratégia na compra do presente

Se fizer questão de comprar mesmo um presente, atenção: nada de deixar para a última hora. Evite o tumulto das lojas e a pressa, elementos que fazem com que você se agite e gaste bem mais do que deveria. Escolhido o presente, pesquise preços e condições de pagamento. No momento da compra, procure negociar. Guarde a nota fiscal e capriche na embalagem, dando um toque especial que mostre carinho e atenção.

8. Despesas divididas

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A escolha do passeio deve ser feita a dois – conversem e cheguem a um consenso, respeitando o gosto e, principalmente, as condições financeiras de cada um. O melhor é sempre dividir a conta. Para não dar briga ou estragar o romantismo, caso um dos dois queira pagar sozinho, o caminho é o outro assumir outros custos, como estacionamento, pipoca no cinema, ou até o dinheiro para combustível.

9. Evite as compras por impulso

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Se você adora se produzir, principalmente em ocasiões especiais, muito cuidado para não gastar mais do que deve para garantir seu visual nesse dia. Você realmente precisa comprar uma roupa nova para a ocasião? A compra do presente também deve ser controlada. Mesmo que o seu amor mereça o melhor presente que você puder dar, atenção! Não tome nenhuma atitude que prejudique seu orçamento, nem assuma parcelas a perder de vista, apenas para atender a um capricho de quem você ama.

10. Proponha um planejamento a dois

Dependendo do estágio do namoro, esta pode ser uma boa data para selar compromissos e iniciar um planejamento a dois. Que tal estabelecer metas e começar a compartilhar sonhos? Vocês podem começar a definir estratégia para a realização de muitos objetivos, como viajar, comprar ingressos para a tão aguardada banda internacional prevista para daqui a alguns meses. Essa visão de longo prazo fortalece a relação.

E, no mais, que você tenha um feliz dia dos namorados!

Os perigos do cartão de crédito, por Dora Ramos*

Sempre mencionado como um dos maiores facilitadores para o endividamento dos brasileiros, o cartão de crédito tem muitos motivos para fazer jus a essa fama: taxas, anuidades, limites e juros altos tornam esse recurso perigoso, especialmente para aqueles que têm dificuldade em administrar os gastos a prazo.

Um dos motivos que sempre ajudaram a transformar as dívidas do cartão em uma bola de neve é o crédito rotativo. O comprador que não conseguia quitar a fatura completa tinha a chance de pagar um “valor mínimo” e postergar a dívida, acumulando taxas que poderiam crescer por muitos anos.

No começo de abril, porém, essa regra mudou: por determinação do Banco Central, agora, o limite para usar o crédito rotativo do cartão é de 30 dias. Passado esse período, os bancos são obrigados a dar ao consumidor uma alternativa de parcelamento com juros mais baixos.

As novas leis, no entanto, não eliminam a necessidade de tomar cuidado com o uso do cartão, pois os juros, apesar de menores, continuam altíssimos, em uma média de 8% ao mês. Antes de se animar com os benefícios da novidade, perceba que atrasar pagamentos sempre trará problemas para o seu orçamento.

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O X da questão do cartão de crédito é a falsa sensação que ele proporciona de que se tem dinheiro mesmo quando a conta bancária está zerada ou negativa. É preciso compreender que crédito e poder de compra são coisas bem diferentes e lembrar que o cartão pode ser um grande aliado, mas também o vilão das finanças – isso vai depender de como você organiza suas contas.

*Dora Ramos é educadora financeira e diretora da Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial 

Dez dicas para economizar no Dia das Mães*

Em datas comemorativas, sempre queremos presentear aqueles que amamos, e o Dia das Mães não poderia ficar fora dessa lista. No segundo domingo de maio, o desejo é dar o melhor para essa pessoa tão especial, e a principal dificuldade encontrada pelos consumidores é como mimosear a mamãe sem futuras complicações financeiras.

Para agradar às mães e não deixar de lado a economia, a solução é simples: faça um planejamento. Evite realizar compras por impulso e saiba exatamente quanto pode gastar nos presentes sem ultrapassar o orçamento. Caso deseje comprar algo de maior valor e queira parcelar, busque sempre opções sem juros. Caso contrário, é melhor investir em algo mais simples, para evitar dívidas.

Um dos meios de pagamento interessante para tais ocasiões é o crediário, que, apesar da atratividade dos meios eletrônicos, é o instrumento que mais ajuda na organização financeira. Com o boleto de cada parcela em mãos, fica mais fácil lembrar o que se tem a pagar e administrar as contas do mês.

Para isso, elencamos dez passos de um bom planejamento para realizar compras inteligentes e ficar longe de dívidas. São eles:

1) Defina um valor para gastar como meta;

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2) Seja fiel à meta e não ultrapasse o orçamento;

3) Entenda o perfil de sua mãe e liste tudo que ela pode gostar;

4) Visite lojas antes de comprar, registrando preços e condições de pagamento;

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5) Compare preços e condições das lojas visitadas;

6) Escolha a opção mais favorável para seu orçamento e realidade;

7) Em caso de parcelamento, lembre-se de incluir o valor no fluxo de caixa dos meses seguintes;

8) Opte por presentes simbólicos e mais simples, mas que tenham um significado, caso esteja em dificuldade financeira;

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9) Utilize meios de pagamento que ajudem sua organização e não cobrem juros;

10) Realize os pagamentos em dia.

Não há segredos. A chave do bom planejamento é ser paciente e atentar a detalhes que fazem toda a diferença no fim do mês. Seguindo esses passos, é possível presentar dentro de sua realidade financeira. Afinal, o que mais importa é dar sentido a esse dia tão especial de forma organizada e consciente.

*Dirlene Costa, vice-presidente Administrativo-Financeiro da MultiCrédito

Quanto custa ter um pet? Veja sete dicas para economizar

Segundo pesquisas, os gatos são mais econômicos que os cachorros

O Brasil já tem a segunda maior população de cachorros e gatos do mundo. Porém, quanto custa ter um pet? Muitos tutores não sabem o valor que gastam mensalmente para manter seus animais de estimação. Algumas atitudes podem garantir economia e melhor organização dos gastos.

De acordo com a Abinpet – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação -, para ter um cão o tutor gasta, em média, de R$ 216,50 (animal pequeno) e R$ 411,32 (animal grande). Já as despesas com os felinos chegam a R$ 121,00 mensais. Entre os itens principais estão: ração, gastos com veterinário, vacinas, vermífugos e banhos.

Existem algumas formas de reduzir os gastos sem interferir no bem-estar e diversão dos animais de estimação. Conheça abaixo sete dicas para economizar com seu pet:

1. Saiba o que está gastando

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O primeiro passo para economizar nos gastos com seu pet é colocar as despesas como alimentação, brinquedinhos, banho, tosa, consultas, vacinas, passeadores e outros produtos e serviços na “ponta do lápis”. Uma boa alternativa é lançar os valores em uma planilha para ter um controle exato (na internet existem diversos modelos que o tutor pode baixar gratuitamente).

2. Pesquise os preços

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Comparar preços é ideal para economizar com os principais serviços como banho, tosa e consultas veterinárias. No entanto, com a correria do dia-a-dia, os tutores não costumam ter tempo de sair pelo bairro procurando os petshops com os melhores preços. Para isso, alguns apps e sites podem ajudar, como é o caso do Pet Booking – empresa que conecta tutores a prestadores de serviços para pets. Por meio do aplicativo ou plataforma o cliente encontra pet shops, adestradores, clínicas veterinárias, hoteizinhos e outros serviços mais próximos da sua residência e ainda consegue comparar os preços. A escolha também pode ser feita com base na avaliação de outros usuários, o que ajuda a analisar o custo x benefício. Além de ser uma forma de economizar na despesa, o Pet Booking também traz economia de tempo, já que o tutor pode agendar e pagar o serviço direto no app.

3. Tenha uma reserva

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Foto: Cambridge.credit.org

Já pensou em ter uma poupança para seu pet? É ideal guardar uma pequena quantia por mês para ser usada em casos de emergências, como problemas de saúde. Além disso, a reserva mensal também pode ajudar nas despesas com viagens, por exemplo.

4. Fique de olho na saúde

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A prevenção é a melhor forma de economizar com a saúde do seu animal de estimação, portanto, não deixe de vaciná-lo e consulte-o com o veterinário regularmente. Leve seu cão e gato para passear, brinque e se divirta com eles. O bem-estar previne que seu animal de estimação tenha problemas de saúde futuros.

5. Cozinhe para o seu pet

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Preparar a comidinha do seu cão ou gato pode ser uma ótima saída para quem procura economizar, além de ser mais saudável para o animal. Uma opção é procurar açougues que vendem cortes de carnes já picados, pois são mais baratos e facilitam o preparo. Geralmente a refeição de um cachorro deve ser dividida entre proteína (50%), vegetais (25%) e carboidratos (25%), mas isso pode variar de acordo com os hábitos e a saúde do animal. Ao preparar a refeição, os doces devem ser evitados e o tutor precisa ficar atento aos temperos, alho e cebola, por exemplo, são tóxicos e não podem ser usados.

6. Compre em grandes quantidades

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Uma dica para economizar com a ração é comprar grandes embalagens ou procurar um atacado, mas o tutor precisa ter atenção com a validade e armazenamento dos produtos. Se o animal come pouco, uma alternativa é se juntar com amigos para comprar quantidades maiores.

7. Recicle os brinquedinhos

gato brincando
Que os cachorros e gatos adoram brincar todo mundo sabe. Mas como economizar se ninguém resiste a comprar aquele brinquedo novo para os bichinhos? Uma boa alternativa é o famoso “faça você mesmo”: aproveite roupas velhas, novelos, caixas de papelão e elabore uns brinquedinhos bem legais para os animais.

Dívidas antigas, solução agora – por Dora Ramos*

Se na sua casa as despesas multiplicaram-se e a situação financeira ficou complicada em 2016, você esteve como a maioria dos brasileiros. No último semestre, a Confederação Nacional de Comércio, Bens, Serviços e Turismo divulgou um dado preocupante: 58,2% das famílias do país estavam endividadas, e muitas delas declararam não ter condições de pagar boletos, carnês e faturas de cartões de crédito pendentes.

Diante de uma situação como essa, a primeira coisa que fazemos é nos questionarmos sobre o que fizemos para chegar a tal condição. Acontece que, em meio ao desespero, as respostas parecem não chegar; e, quando não identificamos as causas do problema, solucioná-lo se torna praticamente impossível.

Embora cada família tenha suas peculiaridades, todas estão sob algumas condições semelhantes e enfrentam dificuldades parecidas. A maior delas é, sem dúvida, resistir às ofertas do comércio. Estrategicamente, o mercado nos estimula a consumir de maneira desenfreada, criando necessidades que não temos.

O primeiro passo para quitar dívidas antigas é reduzir as despesas atuais, e, para isso, é indispensável distinguir gastos necessários e supérfluos. Essa não é uma tarefa fácil, e o ideal é que seja feita com o consentimento de toda a família. Identificados os exageros, é hora de cortá-los. Abrir mão de alguns caprichos é um sacrifício necessário para sair do vermelho.

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Despesas imprevistas também estão entre as principais causas do endividamento. É verdade que muitas vezes erramos porque não temos reserva destinada a um acidente, problema de saúde, viagem de emergência, pagamento de uma multa e afins, e esses gastos, além de inesperados, podem ser frequentes, enormes e nos colocar em uma situação muito difícil.

Algumas pessoas resolvem “fugir” das dívidas e voltar a pensar nelas “quando as coisas melhorarem”. Esse pensamento nos leva a um abismo financeiro, já que esse período de “esquecimento” provavelmente não virá acompanhado de uma interrupção no consumo.

Renegociar as pendências nos permite mensurar o tamanho do problema e estabelecer prazos para solucioná-lo definitivamente. Ainda que você descubra que regularizar sua situação será um processo demorado, saberá que, em um momento definido, as circunstâncias melhorarão. Durante o período de renegociação e acerto de contas, é necessário pensar em nossos equívocos a fim de que, futuramente, não os repitamos.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

Encarar os números ainda é a dica mais simples e eficaz para lidar com eles. Para quem tem dívidas, colocá-las no papel é importantíssimo para estimar suas proporções. Para aqueles que não têm grandes problemas financeiros, registrar os gastos é uma alternativa interessante para garantir que, em algum momento, você não vá consumir mais do que arrecada. Que tal enfrentar as contas e começar um período revolucionário para o seu orçamento?

*Dora Ramos é educadora financeira e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial.