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Crise: ONG dá orientações para reduzir gastos e evitar abandono de animais

Alimentação saudável, vacinação, aplicação de vermífugos e acompanhamento veterinário periódico ajudam a reduzir gastos com os pets

A chegada de um animal de estimação à família significa que aquela nova vida precisa de cuidados especiais. Vacinas, vermífugos, remédios antipulgas, alimentação saudável, brinquedos, lugar confortável para dormir, passeios, acompanhamento veterinário, atenção e amor devem fazer parte do dia a dia do amigo peludo. Seguir essas orientações à risca é garantia de tranquilidade para o pet e para a saúde financeira dos donos.

A veterinária Ana Carolina Junqueira Mendes, da Aila (Aliança Internacional do Animal), organização não-governamental que atua há quase 20 anos em prol do bem-estar dos animais, lista uma série de atitudes que ajudarão os donos a manter seus animais em período de contenção de despesas, evitando abandonos:

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Foto: Hamia

Posse responsável: ao adquirir/adotar um animal, é essencial ter consciência de que ele fará parte da família para sempre, assim como acontece com uma criança. Não dá para descartá-lo porque o dinheiro é pouco, certo? Se está pensando em ter um peludinho, é bom saber que a adoção ajuda a reduzir a quantidade de animais abandonados em abrigos (aqueles que têm sorte de serem acolhidos) e nas ruas (expostos a todo tipo de violência). De acordo com informações da OMS (Organização Mundial de Saúde), há 30 milhões de cães e gatos abandonados no Brasil. Na Grande São Paulo, esse número passa dos 2 milhões.

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Foto: Gamerzero/Morguefile

Planeje-se para ter um pet: saber quanto gastará com o animal é o melhor caminho para organizar o seu orçamento. O pet precisará de alimentação de qualidade, vacinas, vermífugos, remédio antipulgas, brinquedos e um lugar adequado e seguro para dormir. Os adotados, habitualmente, já vêm castrados e com as vacinas para a sua faixa etária em dia. Coloque tudo no papel, pesquise preços e tire dúvidas com o médico veterinário de sua confiança.

Hora do Banho cachorro gato pets

Banho em casa ou no pet shop? Para a veterinária Ana Carolina, tudo depende da pelagem do animal. “Se for curta, o dono pode dar banho em casa mesmo”, orienta. Ter todo o material de banho ao alcance das mãos é mais um ponto a ser levado em conta, de acordo com Ila Franco, fundadora da Aila. “Os cuidados com as orelhas são extremamente importantes. Não deixe cair água no focinho. Se isso acontecer, seque com a toalha”, ensina Ila. Ela avisa que há cachorros que precisam de banhos semanais; outros, não. “Dar banho só por dar e não observar as reais necessidades do animal é uma rotina já estabelecida e corriqueira”, explica Ila. Converse com especialistas e peça informações sobre os melhores produtos de higiene, cuidados na hora de secá-los, como mantê-los tranquilos durante o banho, sugestões de tosa e corte das unhas. Negociar valores mais em conta quando você leva o animalzinho toda semana em um mesmo local é um ótimo negócio.

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Saúde em dia: prevenir é o melhor remédio para o seu bolso e para a saúde do seu companheiro de quatro patas. Pelo menos uma vez ao ano o animal precisa ir ao veterinário para passar por um check-up e atualizar as vacinas. Esse acompanhamento pode evitar que problemas simples de saúde se agravem e precisem de intervenções cirúrgicas, aumentando as despesas. Planos de saúde para cães e gatos, consultas em clínicas com preços populares e negociar descontos com aquele profissional que você já conhece ajudam a manter as finanças em ordem.

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Conforto com economia: quando o dinheiro está curto, é preciso focar nas reais necessidades dos animais. Se não dá para comprar aquela caminha incrível que você viu no pet shop, use a criatividade e os itens que você tem em casa. Lençóis e travesseiros limpos que estão guardados no fundo do armário podem se transformar numa caminha confortável para cães e gatos. O mesmo vale para comedouros e bebedouros. Não é preciso comprar os mais caros, apenas escolher aqueles que são específicos para essas funções.

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Alimentação que cabe no bolso: se aquela ração premium não se encaixa mais no orçamento, opte por uma mais em conta – que seja de boa qualidade – ou alimentos orgânicos, frutas, fibras, verduras, legumes e carnes. Frutas não ácidas, como maçã, banana, pera, mamão e figo estão liberadas. No quesito verduras e legumes, recorra à cenoura, à vagem, à couve e ao espinafre. Carnes magras como frango e cordeiro são ótimas pedidas para o cardápio. “Evite as carnes gordurosas e gordura em geral”, recomenda a veterinária Ana Carolina. Na lista do que não oferecer aos pets estão ainda os alimentos com amido, pão e cebola, que é tóxica para os cachorros. Só ofereça arroz em pouquíssima quantidade. A versão integral é a mais saudável para eles. Você mesmo fará a alimentação dos bichos em casa? Use pouco sal, gordura e temperos. Moderação nunca é demais. Esses cuidados valem para cães e gatos. Antes de sair dando comida para o pet, consulte um médico veterinário. Só ele pode analisar as reais necessidades nutricionais do seu amigo, levando em conta o peso, a raça e outras especificidades.

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Ilustração: AndreSantanaMS/Pixabay

Medicamentos: nada de sair gastando uma fortuna com remédios, a não ser que eles sejam recomendados pelo médico veterinário. Esqueça aquela história de ter uma farmácia em casa para casos de emergência.

Sobre a Aila (Aliança Internacional do Animal)

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A americana Ila Franco trabalha focada na vida plena e segura dos animais há mais de 40 anos. Em 1999, ela fundou a Aila (Aliança Internacional do Animal) aqui no Brasil, uma entidade filantrópica não-governamental, sem fins lucrativos, que tem como objetivo defender o bem-estar animal por meio de ações educativas junto às comunidades, oferecendo formação humana voltada ao respeito à vida em todas as suas manifestações.

A organização resgata animais vítimas de maus-tratos e oferece todo o suporte necessário para reinseri-los à sociedade. Os pets acolhidos recebem tratamento clínico, são esterilizados, vacinados, vermifugados, alimentados, cuidados com amor e preparos para doações responsáveis. A aliança Internacional do Animal e seus parceiros acreditam que os animais, assim como os seres humanos, têm direito à liberdade e à vida digna. Por isso, julgam inaceitável, sob quaisquer circunstâncias, a crueldade entre ambas as espécies.

Atualmente, a instituição abriga em torno de 1.500 animais, entre cães, gatos e aves. Eles são acomodados em três espaços distintos, todos localizados em Cotia, SP. Grande parte vive num espaço de 120 mil m², divididos de acordo com suas condições. Quando são acolhidos pela Aila, passam por uma triagem com veterinários e pela própria Ila Franco. Depois, são acomodados de acordo com suas necessidades físicas e emocionais, nos chamados condomínios, com casas suspensas de madeira e alvenaria em tamanhos confortáveis aos cachorros. Protegidos do frio e da chuva, eles ainda contam com lagos para se refrescar em dias de calor intenso, móveis para descansar, brinquedos, água limpa, alimentação saudável e equilibrada, espaço abundante para se exercitar, natureza farta e muito amor e atenção.

Os gatos ficam em um local amplo só para eles, divididos de acordo com o quadro de saúde de cada um, com balanços, areia, brinquedos térreos e aéreos e móveis suspensos para se exercitarem. Em breve, os animais terão acesso à uma clínica veterinária exclusiva, em fase de construção dentro de um dos espaços da Aliança Internacional do Animal.

Informações: Aila

 

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O 13º salário e as suas finanças: como não ficar no vermelho, por Edson Moraes*

Em geral, a chegada do final do ano traz angústia e preocupação aos empresários e alívio aos assalariados. De um lado, as despesas com o pagamento de décimo terceiro, férias – pior se forem coletivas –, e a perspectiva de redução nas vendas nos primeiros meses do ano seguinte preocupam os primeiros assim como a receita extra agrada aos segundos.

Em ambos os casos, a solução está no planejamento financeiro. No caso das empresas, a criação de uma provisão efetiva ao longo do ano, além daquela efetuada na contabilidade, garante que o fluxo de caixa não seja afetado com as despesas adicionais do final do exercício fiscal, resolvendo qualquer desequilíbrio.

Uma consultoria especializada pode ajudar a equalizar esta questão e resolver o problema da gestão financeira, principalmente em empresas com produtos ou serviços que sofrem com a sazonalidade, em que as despesas certamente seguirão implacáveis e ocorrerão todos os meses, mas as receitas, nem sempre.

No caso dos assalariados, receber o décimo terceiro salário e as férias pode se tornar um evento com sentimentos ambivalentes no tempo. Inicialmente, um alívio, tanto para aqueles que têm dívidas acumuladas e podem usar a receita extra para quitá-las, quanto para os que não as têm, casos raros atualmente. Num segundo momento, pode ser uma angústia.

Explico: o risco está em utilizar inadequadamente a renda adicional e perceber, durante o período de festas ou de férias, que há mais dias que dinheiro até o próximo crédito. Ao receber salário, décimo terceiro e férias em dezembro, o pagamento do mês seguinte só virá em meados de fevereiro, quase 60 dias após ter recebido o líquido de férias. Aquela sensação boa de ter recebido “muito dinheiro de uma vez” será substituída pela angústia de perceber que o tempo é mais longo que as necessidades. Muitas vezes, é nesse momento que novas dívidas se iniciam, com a resolução ocorrendo somente no final do ano, repetindo-se o ciclo aparentemente infindável de angústia e juros.

O segredo, qualquer que seja a situação, é pensar em um prazo mais longo. Comece identificando todas as despesas que terá até que o próximo crédito de salário ocorra e reserve o valor necessário para quitá-las. A partir daí, pense em como gastar o que sobrar, caso sobre. Se ainda faltar, procure divertir-se em casa, com amigos próximos e em programas alternativos ou gratuitos. Use a criatividade. Geralmente é mais barato.

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Pensando um pouco mais longe, para se ter muito dinheiro no bolso e saúde prá dar e vender no ano que vai nascer, procure se organizar a partir de agora. Conheça, estime e acompanhe periodicamente suas receitas e despesas. Isto é essencial para qualquer planejamento, seja para a gestão financeira do dia a dia ou para atingir objetivos de médio ou longo prazo, como sair em viagem, permitir que algum filho ou filha, ou você mesmo, curse uma boa universidade, no Brasil ou no exterior, ou comprar um imóvel.

Deixar que receitas e, principalmente, despesas sigam sem acompanhamento e controle faz com que a perspectiva de um futuro financeiro fique à mercê da sorte. Conhecer e gerir sua vida financeira certamente permitirá ajustes ao longo do período e garantirá a geração de reserva para atingir seus planos.

Aliás, o planejamento financeiro só faz sentido se houver objetivos a se buscar. Trace metas que sejam significativas e as transforme em números para que os seus resultados sejam possíveis de mensuração e acompanhamento. Uma vez que dinheiro é um meio e não um fim, se não tivermos objetivos, para que teremos uma poupança? Será que a ausência de desejos realizáveis faz com que se poupe tão pouco neste país?

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI (Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

Saiba como valorizar seu imóvel na hora da venda

Vender um imóvel pode ser mais difícil do que você imagina. Com a atual crise, as pessoas farão de tudo para conseguir um desconto e fazer com que você diminua o valor do imóvel na hora da venda.

Existem algumas coisas que podem ser feitas para que o valor do seu imóvel se mantenha, inibindo a pechincha, ou os argumentos para ela. No infográfico que preparamos, listamos algumas dessas dicas que vão ajudar você a valorizar ainda mais seu imóvel.

Abaixo, um infográfico produzido pela Casa Valiosa:

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Fraudes da Black Friday e seis maneiras de se proteger

A Black Friday e Cyber Monday já estão chegando e isso significa apenas uma coisa: ofertas, ofertas e mais ofertas! É interessante como a tendência mudou nos últimos anos, foi de longas filas durante a noite, em centros comerciais, com pessoas tentando realizar ‘a compra de suas vidas’, para as compras também no universo on-line. No entanto, isso significa que os golpistas vão querer se aproveitar do maior evento de compras do ano e enganar compradores desatentos.

“Felizmente, com algumas precauções, as pessoas podem minimizar as chances de ser a próxima vítima destes cibercriminosos. Há uma série de detalhes e dicas que podem ser essenciais no momento de efetuar uma compra com segurança”, afirma Sérgio Muniz, Diretor Comercial para Enterprise e Cybersecurity da Gemalto.

“Nunca clique em um link suspeito. Os golpistas podem enviar e-mails com links promocionais, que parecem ser de uma loja legítima, no entanto, esta pode ser uma tentativa de chamar a atenção dos consumidores e fazê-los clicar em um link que vai direcioná-los ao malware. Se os links parecerem suspeitos ou se o comprador não tiver certeza da origem do e-mail, não abra. É melhor ir diretamente ao site do lojista para checar a oferta”, orienta Muniz.

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O executivo salienta que também é preciso ter cuidado com os e-mails de phishing, que são projetados para parecer que foram enviados de uma empresa confiável, como o banco ou varejista que o internauta está acostumado a se relacionar e comprar. “Eles pedirão que você verifique seus dados cadastrais, mas fique atento ao remetente da mensagem”, alerta Muniz.

É importante que o consumidor certifique-se de que o site de compras é seguro. “Uma regra essencial para compras pela internet é verificar se está em uma página segura, checando se a URL do site (ou endereço internet) começa com http. Se for apenas http, o site em questão pode não ser verdadeiro, mas independente disso os dados de pagamento vão trafegar por uma via totalmente desprotegida, sujeita a fraude futuramente. Se não começar assim, o site em questão pode não ser verdadeiro”, explica o Diretor Comercial.

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Outra dica importante, destacada por Muniz, é evitar usar wi-fi público, pois os criminosos da internet sabem driblar um wi-fi que não é seguro para obter acesso às informações que foram enviadas por meio desta rede. “É melhor reter alguns dados para se certificar de que as informações financeiras estão seguras do que fazer um login em uma rede pública para comprar a última barganha da internet”, comenta ele.

“Use um cartão de crédito ou faça compras por meio do Apple Pay, Samsung Pay ou do Android Pay. Os cartões de crédito oferecem proteção ao consumidor se algo der errado em uma compra. Soluções de pagamentos móveis também são boas para usar, pois combinam biometria com outras medidas de segurança digital, certificando-se de que seus dados estão seguros”, completa Sérgio Muniz.

Por fim, se não houver um segundo fator de autenticação como um token (físico, mobile, SMS) ou biometria, e o acesso através de usuário e senha for inevitável, evite guardar os dados de seu cartão naquele site para compras futuras. O executivo também recomenda o uso de senhas complexas para acessar lojas on-line. “Ter senhas fortes e seguras é essencial para manter a identidade e contas on-line bem longe dos hackers”, declara o Diretor Comercial.

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“Essas práticas de segurança devem ser seguidas ao longo do ano, mas é fundamental coloca-las em prática durante a temporada de compras na época de festas, quando os criminosos cibernéticos aumentam suas tentativas de roubo de identidade on-line ou de infectar os sistemas com malware. É fácil ficar preso na ansiedade de pesquisar o melhor negócio na internet ou tentar completar sua lista de compras no último minuto. Portanto, seja cuidadoso para se proteger nesta época de compras”, finaliza Sérgio Muniz.

Fonte: Gemalto

 

Novos tempos exigem novas respostas, por Marcelo Pimenta*

O mundo vem mudando cada vez mais rápido de forma acelerada. Novos modelos de negócios se impõem àquilo que antes era certeza. E 2017 foi o ano que a Netflix superou em faturamento todas as empresas de TV a cabo nos Estados Unidos.

Foi também nesse ano que a IBM investiu pesado no Watson, plataforma de inteligência artificial que mais do que faturava toda a divisão de computadores. E veja que a inteligência artificial está em redes como a Wise Up, Ragazzo,

Burguer King, Starbucks abrem novas lojas no Brasil, enquanto os velhos comércios padecem. Você está trabalhando para reinventar seu negócio? Esta validando uma maneira única de atender um segmento específico de cliente?

Cuidado, se você não esta fazendo algo realmente diferenciado, corre o risco de ser superado por um novo modelo de negócio (como o Uber fez com os táxis) ou, pior, ver o seu negócio evaporar como aconteceu com as fábricas de telex, as locadoras de vídeo, as lojas multimarcas de roupas (caso você não saiba, elas estão desaparecendo).

Se você está esperando um sinal, esse pode ser um. E se você é daquelas pessoas que esperam um motivo para mudar, aproveite para fazer em 2018 um planejamento criativo, diferente. Esqueça o computador. Reúna as pessoas para ficarem em volta de uma mesa ou em volta de um canvas de modelo de negócio.

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Como podem inovar nos negócios? Fazer mais sendo produtivo? Mais lucrativo? Fazer diferente? Chame os responsáveis, todos os gerentes e supervisores, e os reúna em um ambiente agradável. Junte mesas, cadeiras, post-its e utilize as ferramentas visuais para melhor planejar.

Quer avaliar o cenário? Construa uma matriz SWOT. Quer comparar (e permitir-se pensar em inovar) nos atributos do seu produto e serviço? Faça uma matriz de valor no modelo do oceano azul. Quer oferecer algo diferente? Utilize o canvas do modelo de negócio para inovar.

Quer construir uma experiência extraordinária para seu cliente? Construa a jornada do consumidor e melhore os momentos de verdade dele. Quer pensar formas criativas de cortar custos? Gere ideias malucas com o Scamper.

Existe quase uma centena de ferramentas que vem sendo utilizadas pelos melhores empresários para construir de forma colaborativa, estratégica e vencedora.

Você pode conhecer algumas e acessar referências importantes gratuitamente em publicações como Ferramentas Visuais para Estrategistas, disponível aqui. Ou o toolkit de ferramentas da MJV, disponível aqui e também o kit de Ferramentas da THNK, traduzido recentemente pela Polifonia e disponível aqui.

Na Bíblia está escrito: quem pariu Mateus que o embale. De que forma podemos aproveitar esse ensinamento hoje? Você quer uma meta atingível? Faça com que os gerentes se comprometam com os objetivos. Algo como quem pariu a meta que a alcance. E um ótimo planejamento criativo para 2018.

*Marcelo Pimenta. É liderança do ecossistema de inovação e empreendedorismo, palestrante e professor da ESPM e co-fundador dos Protagonistas.

60% dos tutores não se planejaram financeiramente para ter um pet

14% dos tutores estão com o nome sujo por causa de compras para pets e 20% gastam mais do que o orçamento permite neste tipo de compra. Com a economia do país ainda em recuperação, 23% diminuíram as compras desse segmento em 2017

Os gastos mensais com animais de estimação podem ser muito altos dependendo dos produtos e serviços que os tutores proporcionam aos pets, mas se não houver planejamento financeiro, pode acabar extrapolando o orçamento e trazendo dores de cabeça.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais com internautas que possuem ou são responsáveis financeiros por um animal de estimação mostra que 60% dos entrevistados não se planejaram financeiramente para a aquisição do animal de estimação e 20% gastam mais do que o orçamento permite com compras direcionadas a ele.

Os principais motivos que levam a extrapolar o orçamento são acreditar que o animal merece (30%) e a sensação de felicidade que uma compra para o animal proporciona (24%). Dentre os tutores de animais 35% esbanjam nos gastos com alimentos sem se importar com o impacto no orçamento, 22% com serviços de pet shop e 20% com brinquedos. Entre aqueles que não controlam mensalmente os gastos com o animal (26%), as principais razões são o fato de não achar importante ou necessário (37%) e a falta de hábito/disciplina para controlar gastos de forma geral (26%).

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14% estão com o nome sujo por causa de compras para pets

O levantamento revela que 31% já deixaram de adquirir algo de seu uso ou de pagar alguma conta para poder comprar alguma coisa para o seu Pet e 37% para pagar tratamento de saúde para o PET. Já a maioria (71%) nunca deixou de guardar dinheiro para si ou para a família por causa do animal de estimação.

No lado oposto ao planejamento de gastos estão os consumidores que ficam como nome sujo por causa de compras com produtos e serviços relacionados a pets (14%), sendo que 8% estão nessa situação por causa de um gasto urgente com a saúde do animal – cerca de 73% já tiveram gastos imprevistos com seu animal de estimação, principalmente com doenças (54%) e 44% já comprometeram seu orçamento ou fizeram dívidas para cuidar da saúde do seu animal. Outros 50% nunca passaram por essa situação, mas afirmam que se passassem fariam o mesmo pelo seu Pet.

Entre os que extrapolaram o orçamento e fizeram dívidas, 47% não estavam preparados para estes gastos e pagaram no cartão de crédito (33%) ou fizeram um empréstimo com amigos/parentes (8%).

Para o educador financeiro do Meu Bolso Feliz, José Vignoli, existe um risco em se deixar levar pelo aspecto emocional: “Justamente por ser uma relação de carinho e cuidado, é normal a pessoa querer dar o melhor para o pet, sem se preocupar com valores financeiros. Mas os gastos precisam ser controlados mensalmente, assim como qualquer outra despesa da casa, para não chegar a comprometer o orçamento”, explica. “Uma dica é evitar idas não planejadas ao pet shop e fazer uma lista antes de sair de casa, pensando em adquirir apenas o necessário. Outro ponto importante é formar uma reserva financeira para estar preparado em casos de emergência.”

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A maioria costuma pesquisar preços antes de comprar produtos e serviços

A pesquisa mostra que não são todos os donos de animais de estimação que não se planejam: 19% planejaram-se parcialmente, levando em conta alguns custos e 17% analisaram se podiam arcar com os custos para criar o animal. A grande maioria (90%) afirma que o gasto dos últimos três meses com seus pets está dentro do orçamento e 69% dizem que costumam controlar os gastos relacionados ao animal.

Oito em cada dez entrevistados (81%) também costumam pesquisar preços antes de comprar produtos e serviços para seu animal de estimação e 38% costumam economizar em coisas para si mesmo para poder comprar o que há de melhor para seu animal de estimação.

Impacto da crise: 23% diminuíram as compras para pets em 2017

Ainda que o faturamento do mercado pet no Brasil tenha crescido ao longo do ano passado, na comparação com 2015, o setor não parece totalmente imune à crise econômica. A pesquisa mostra que neste ano 46% compraram a mesma quantidade de produtos para seus animais comparando com 2016, 23% diminuíram o volume de compras – sendo que 33% tinham como objetivo economizar e 30% tiveram queda na renda – e 25% aumentaram os gastos.

A maioria (75%) afirma ter reorganizado os gastos com seus animais de estimação a fim de manter o orçamento em dia, sendo que 29% têm comprado somente produtos essenciais ao pet, 23% reduziram as idas ao pet shop e 19% as idas ao veterinário.

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Os principais itens relacionados ao animal de estimação que sofreram cortes ou redução no consumo devido à crise são rações mais caras (23%), brinquedos (20%), banho em pet shop (18%) e serviços de pet shop (16%) – 55% cortaram os gastos considerando os itens menos importantes para o dia a dia do animal, enquanto outros 27% cortaram os produtos ou serviços mais caros.

“É visível que os efeitos da recessão, em maior ou menor grau, já alcançaram também o mercado de produtos e serviços pet. A tendência natural é que parte dos consumidores adote medidas de contenção, sobretudo eliminando gastos supérfluos, como muitos já vêm fazendo em relação a outros itens de consumo cotidianos”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “Isso, por sua vez, poderá impactar o resultado final das vendas do setor ao final deste ano. O tamanho deste impacto, contudo, ainda é incerto e dependerá do desempenho da economia nos próximos meses”, conclui.

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Metodologia

Em um primeiro levantamento foram ouvidas 796 consumidores com o objetivo de identificar o percentual de entrevistados que possuem animais de estimação. Em seguida, um novo levantamento foi realizado com 610 casos para identificar as características das pessoas que têm animal de estimação. Resultando, uma margem de erro no geral de 3,5 p.p para o primeiro levantamento e 4,0 p.p para o segundo levantamento. Em ambos os casos trabalhou-se com um intervalo de confiança a 95%.

Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.

Fonte: SPC Brasil

Repassa: consumo sustentável e economia colaborativa

Idealizado a partir dos objetivos do publicitário e empresário Tadeu Almeida em gerar impacto positivo na sociedade e na natureza, o Repassa chegou ao mercado como uma nova tendência, baseado nos verdadeiros conceitos de sustentabilidade, projetos sociais e qualidade. E também para trazer a acessibilidade necessária ao produto, vendedor e comprador. O mercado brasileiro de roupas usadas em excelente estado é muito grande e é aonde a empresa busca ser referência.

Além de tudo, o uso de roupas de segunda mão é uma tendência cada vez mais forte em todo mundo, já que agrega um importante valor: o consumo consciente, avesso ao ritmo descartável que chegamos hoje. Segundo o Ibope, existem mais de R$ 50 bilhões em roupas paradas no guarda-roupa das pessoas, que não usam 60% das roupas que têm. Mas, esse mercado está em forte crescimento, pois cada vez mais as pessoas compram peças gentilmente usadas e entendem melhor o conceito de utilidade do que se consome, e passam a acumular menos coisas.

“A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo e a forma mais eficiente de diminuir esse impacto é dando mais ciclos de vida para as nossas roupas. Afinal, uma peça gentilmente usada, é tão boa, bonita e útil quanto uma nova, mas é até 90% mais barata e muito mais exclusiva”, diz Tadeu.

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Só que muitas pessoas doam as peças que não usam mais, e por mais que estejam em excelentes condições, para um projeto social é muito melhor receber uma doação em dinheiro, que será usado diretamente em sua causa, do que em peças de roupa. Assim, o empresário juntou essas informações e definiu a missão da empresa: repassar o bem através das peças de roupa que não são mais usadas. “Na era da conexão, do compartilhamento, a gente repassa o tempo todo, mas só coisa boa, em que a gente acredita, então, o nome veio bem a calhar”, completa.

A versão beta da plataforma foi desenvolvida em 2015. Quem queria vender, fotografava e cadastrava as peças no site, e quando eram vendidas, os vendedores eram avisados e as enviavam pelos correios para quem comprou. A aceitação dos usuários foi ótima, mas nesse momento foi constatado que a maioria das pessoas não tem tempo nem paciência para fazer todo o trabalho que dá para vender algo pela internet.

Foi aí que o Repassa desenvolveu a Sacola do Bem, uma forma muito mais fácil de vender roupas pela internet sem ter trabalho algum. O cliente pede a Sacola do Bem pelo site no valor de R$ 14,99, recebe-a em casa e a enche com as peças que amou, mas não usa mais, e a envia de volta.

Com experiência, bom gosto e cuidados especiais na seleção das peças, a equipe do site faz todo o trabalho de curadoria e certificação, fotografia, cadastro, armazenamento e envio. O cliente não tem que fazer mais nada e recebe 60% do valor das vendas.

No momento em que pedem a sua sacola, os clientes também podem fazer um Repasse Solidário, escolhendo uma porcentagem de suas vendas para doar para uma das ONGs parceiras como Graacc, Fundação Abrinq, Mães da Sé e Saúde Criança.

Desde essa mudança no modelo da empresa, as compras também se multiplicaram, pois os compradores se sentem mais seguros ao verem fotos profissionais publicadas, ao saberem que a peça passou pela avaliação de profissionais treinados antes de ir para o ar e em saberem que as peças estão fisicamente com a equipe do Repassa e que vão recebê-las, além de poder devolvê-las sem custo algum.

Como a empresa assume todo o processo, também consegue anunciar produtos melhores, com fotos e descrições melhores, além de preços mais competitivos. Isso faz com que os compradores se sintam mais seguros para comprar e achem ofertas mais interessantes. O resultado é que todo mundo fica feliz: quem vende, quem compra e quem doa.

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“Muitas clientes entram em contato com a gente agradecendo e dizendo que vão divulgar para todas as suas amigas. Adoramos quando isso acontece e como achamos que toda boa ação deve ser retribuída, desenvolvemos uma forma justa de remunerar cada recomendação que um cliente faz de forma recorrente e em vários níveis de conexão” explica Tadeu.

O principal público do empreendimento é o feminino, de 20 a 40 anos, da classe A até a C. Normalmente, pessoas com maior poder aquisitivo vendem no site e quem quer economizar em peças de grandes marcas em excelente estado, compram. O público é bem dividido e com a consciência do consumo cada vez mais em alta, o nível de renda importa cada vez menos.

A empresa tem muito interesse em expandir no segmento masculino, que não tem tantas opções e, esse público, preocupa-se casa vez mais com o visual. Também estão nos planos a expansão no segmento kids, em que as peças são perdidas muito rápido, tendo sido usadas poucas vezes.

O Repassa ainda conta com a parceria de influenciadoras como Paty Scaringela, Lu Taboada e Luiza Sobral, que têm uma vitrine solidária dentro do site. Elas se aproximam de seus seguidores, que podem ter o que foi delas, ganham dinheiro no processo e ainda ajudam ONGs incríveis, passando valores de solidariedade e sustentabilidade.

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Por último, foi desenvolvido também um algoritmo de recomendação inteligente de peças, que envia sugestões por e-mail das roupas que podem ser interessantes para os seus usuários.

A empresa cresceu 420% desde o início do ano e a meta é crescer três vezes mais até o final de 2017. Outra meta do Repassa é estruturar pontos físicos de coleta e entrega de Sacolas do Bem, em que também serão expostos alguns produtos em destaque para venda.

Empreender: uma saída para o desemprego? por Edson Moraes*

Diversas pessoas procuram no coaching uma forma de se organizar, externa e internamente, para encararem o processo de desenvolvimento de um negócio. Empreender é o desejo de uma considerável porção de profissionais que trabalha empregada em empresas. Com o índice de desemprego nas alturas e uma leva de pessoas disponíveis em um mercado com oportunidades reduzidas, muitos aproveitam a contingência, traduzida como oportunidade, para abrir um negócio próprio, seja individualmente ou com alguns sócios, muitas vezes familiares ou amigos que deixaram a mesma empresa e que sentem a mesma dificuldade no processo de recolocação.

Pesquisa realizada pelo Sebrae no final de 2016 e respondida por mais de 6.600 empreendedores, a partir da pergunta “Na sua opinião, atualmente, qual o principal ‘benefício’ para se tornar empresário(a)?”, apurou que os dois principais benefícios citados pelos entrevistados estão associados ao lado financeiro, sendo “manter a renda” (31%) e “ter independência financeira” (26%) as principais respostas escolhidas. Outras opções, como “conciliar trabalho e família” (22%) e “se realizar como empreendedor” (15%) aparecem com menor relevância.

Números como os apresentados acima demonstram que muitas pessoas anteriormente empregadas não empreendem por perceberem alguma demanda do mercado ou por imaginarem ter uma proposta de valor associada a um produto ou serviço, quesitos necessários para se abrir um negócio, mas buscam “comprar seu salário”, principalmente em um momento no qual o emprego está diminuto.

O Sebrae apura que o número de empreendimentos aumenta em momentos de retração da economia, o que evita uma maior estagnação do país. Sem empreendedores de pequeno porte, o número de desocupados seria ainda maior. Mas esquecem de avaliar que esse aumento nem sempre acontece por desejo de empreender, mas pela falta de opções.

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Abrir uma empresa, seja em qualquer setor, requer um plano de negócios detalhado, fruto de muita pesquisa, análise e planejamento, buscando oferecer algo de valor ou atender a uma necessidade percebida do mercado. A jornalista Claudia Giudice, no livro “A Vida Sem Crachá”, aponta como lição aprendida a disposição para trabalhar. Ela diz que “o negócio próprio, pequeno ou grande, prospera quando o seu criador está por perto, investindo seu dinheiro e energia. Foi assim com Steve Jobs, Bill Gates e segue sendo com Mark Zuckerberg, que até hoje pega no pesado, trabalhando para melhorar as funcionalidades do Facebook. Esse é o caminho”. Simples assim.

Um plano de negócios deve contemplar a descrição da oferta dos produtos e serviços, o diferencial estratégico, a análise de mercado e da concorrência, a avaliação da capacidade de delivery, a estratégia de marketing, a avaliação de investimentos e as projeções financeiras. Apesar de Claudia Giudice declarar em seu livro que não elaborou um plano de negócios para os planos que se seguiram à perda do emprego, ela afirma que posteriormente compreendeu que correu muito perigo por não ter se planejado adequadamente. Hoje ela publica um blog e administra uma pousada na Bahia.

Um empreendedor deve possuir características e competências específicas, como atitude positiva, resiliência, habilidades de comunicação, conhecimento do negócio, capacidade de observação do mercado, de seus concorrentes e das necessidades de seus clientes e uma disposição para planejar o futuro de seu negócio, cuidando da avaliação contínua do contexto onde a oferta está inserida, pois a estagnação comprometerá a continuidade do empreendimento.

Como nem todos possuem todas as competências, desenvolvê-las ou delegá-las é parte da maturidade requerida para o desenvolvimento do negócio. Competências não desenvolvidas podem ser trabalhadas no coaching, mas a delegação requer assertividade na escolha de funcionários ou sócios.

Caso haja o desejo de empreender em você, faça contas. Busque investidores e reserve parte de seu capital para a gestão financeira da família, permitindo foco no negócio e não nas contas domésticas a pagar no mês seguinte. Comprometer suas reservas, incluindo o pacote de rescisão e o FGTS, somente aumentará a ansiedade pelo resultado do negócio, algo que pode demorar a acontecer. Como muitos relevam a importância do planejamento, o andamento da empresa corre sérios riscos. E a poupança da família toda investida no negócio vai embora junto com as chances de algum resultado.

Desde o início de julho, microempreendedores individuais podem negociar débitos tributários com o governo federal em até 120 meses. No mês de agosto, por dia, mais de 1.000 microempresários pediram parcelamento de dívidas. Quanto destas dividas não seria evitado por algum planejamento?

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Ao elaborar seu plano de negócio, calcule o investimento e o prazo de retorno, avaliando previamente a viabilidade econômica de sua ideia de negócio e invista tempo e dinheiro em pesquisa. Conhecer o mercado, clientes potenciais, concorrentes e tendências, repito, é fundamental para a estruturação de qualquer negócio. Caso não esteja seguro, guarde seu dinheiro e continue pesquisando. Gostar de pizza não significa que abrir uma pizzaria dará o resultado esperado, mesmo que você se farte de comer o que gosta todos os dias.

*Edson Moraes é sócio do Espaço MeioExecutive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

Cartão de crédito é o vilão dos brasileiros? por Dora Ramos*

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou há alguns dias o resultado da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Segundo o estudo, mais de 57% das famílias brasileiras estão endividadas, e 76,8% delas apontaram o cartão de crédito como principal razão desse endividamento.

Limites altos, juros, taxas e anuidades fazem do cartão de crédito uma ferramenta perigosa para o consumidor que não organiza o seu orçamento, se rende às ofertas do mercado e compra de maneira inconsciente. Nesses casos, o que fazer para tornar esse recurso um aliado das finanças?

Uma das razões que levam a pessoa a se endividar é a falsa sensação proporcionada pelo cartão de crédito. Mesmo com a conta bancária zerada ou negativa, muitos pensam que ainda têm dinheiro, pois não entendem que crédito e poder de compra são coisas distintas. Toda dívida é um compromisso, por isso a velha recomendação de não assumir parcelas muito altas ainda é válida.

Infelizmente, a minoria dos brasileiros tem o hábito de poupar e, quando as emergências aparecem (gastos médicos, reparos em casa e no automóvel são as mais comuns), os despreparados se veem forçados a recorrer ao crédito. Afinal, em situações como essa, em que as despesas não podem ser pagas à vista, não dá para negar que o cartão é um aliado – mas, claro, todo cuidado é fundamental.

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A prática de colecionar cartões também é perigosa. Quando se tem mais de um, é grande o risco de se deparar com uma soma de limites mais alta do que se pode pagar, o que também aumenta o risco de endividamento.

Alguns casos são preocupantes. Não é raro encontrar pessoas que trabalham para pagar exclusivamente o cartão de crédito. Para os que estão nessa situação, dá para considerar a possibilidade de ir diminuindo aos poucos o valor do limite e da fatura até se tornar independente desse recurso. Além disso, o pagamento à vista pode render um bom desconto nas compras.

*Dora Ramos é orientadora financeira e diretora responsável pela Fharos Contabilidade & Gestão Empresarial.

 

Maioria das tentativas de fraudes é aplicada no segmento de telefonia

Setor representa 38,6% das mais de 782 mil tentativas aplicadas nos cinco primeiros meses deste ano

Segundo o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude, de janeiro a maio de 2017, o Brasil registrou 782.244 tentativas de fraude. Isso representa uma tentativa a cada 16,8 segundos. O segmento de telefonia foi o mais afetado no acumulado do ano, sendo responsável por 38,6% do total, com 301.956 tentativas. Neste tipo de golpe, dados de consumidores são utilizados por criminosos para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos, por exemplo.

Caso a fraude no segmento de telefonia seja bem sucedida, funciona como uma “porta de entrada” para os fraudadores aplicarem golpes de maior valor em outros setores da economia. Os golpistas costumam comprar telefones para ganharem um comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

O setor de Serviços vem em seguida no ranking de segmentos com mais tentativas de fraude identificadas de janeiro a maio de 2017 (233.092), representando 29,8% do total. Em terceiro lugar está bancos e financeiras com 23,9% de participação e 187.203 tentativas. O quarto setor mais afetado pelas tentativas nos cinco primeiros meses do ano foi o Varejo, com 47.452 tentativas e participação de 6,1%. Os demais segmentos representaram 1,6% do total. Veja mais detalhes na tabela abaixo:

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Em maio deste ano, 164.988 tentativas de fraude foram aplicadas em todos os segmentos, o que representa um aumento de 19,7% em relação a abril do mesmo ano, quando o indicador apontou 137.856 tentativas. Na comparação de maio de 2017 x maio 2016, o crescimento nas tentativas foi de 12,3%.

Segundo os economistas da Serasa Experian, a volta gradativa do consumidor ao mercado de crédito após 2 anos de recessão econômica pode estar estimulando os fraudadores a aplicar golpes, já que muitas vezes os mesmos consideram esses períodos de maior movimentação como ambiente propício. O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito apontou crescimento de 2,1% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior, na quantidade de pessoas que buscou crédito no país.

Principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador:
-Compra de celulares com documentos falsos ou roubados;
-Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão;
-Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima;
-Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio;
-Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima;
-Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

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Como evitar fraudes?

A fraude de identidade acontece quando dados pessoais de um consumidor são usados por terceiros para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter crédito sem a intenção de honrar os pagamentos. De acordo com estudos da Serasa, basta perder um documento pessoal para dobrar a probabilidade de o cidadão ser vítima de um golpe.

Para se prevenir, quem teve documento extraviado, deve cadastrar um alerta gratuito na Serasa clicando aqui, além de fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.). O registro ajuda a reduzir o risco e evitar a dor de cabeça de ter dados pessoais utilizados por fraudadores.

Com o alerta, o SerasaConsumidor consegue avisar às empresas que consultam seus produtos sobre a perda ou roubo do documento quando este for utilizado para abertura de conta em bancos, compra de bens e serviços, pagamentos etc. Assim, antes de efetuar a compra, por exemplo, estas empresas poderão tomar algumas atitudes preventivas, como solicitar outros tipos de documentos para comprovar a identidade, por exemplo.

Outras ações podem ajudar o consumidor a se proteger das fraudes. Veja 10 dicas abaixo:

No mundo físico:
1. Não perder de vista seus documentos de identificação quando solicitados para protocolos de ingresso em determinados ambientes ou quaisquer negócios; do mesmo modo, não deixar que atendentes de lojas e outros estabelecimentos levem seus cartões bancários para longe de sua presença sob a desculpa de efetuar o pagamento;
2. Tomar cuidado ao digitar a senha do cartão de débito/crédito na hora de realizar pagamentos, principalmente na presença de desconhecidos;
3. Não informar os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas.

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No mundo virtual:
4. Ao ingressar em um site, verificar se possui certificado de segurança. Para isso, basta checar se o http do endereço vem acompanhado de um “s” no final (https). Há ainda certificados que ativam um destaque em verde na barra do navegador;
5. Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança;
6. Ter cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou produtos por preços muito inferiores ao mercado;
7. Não compartilhar dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passarem por você;
8. Manter atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões;
9. Evitar realizar qualquer tipo de transação financeira utilizando computadores conectados em redes públicas de Internet;
10. Ao usar computadores compartilhados, verificar se fez o log off das suas contas (e-mail, internet banking etc.).
TECLADO COMPUTADOR