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Outubro Rosa: dez dicas para prevenção do Câncer de Mama

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) informa que, entre todas os cânceres, o que mais atinge as mulheres é o de mama, devido a fatores hormonais. Quando detectado precocemente, pode ter boas chances de cura. Veja abaixo pequenas ações importantes para a prevenção, de acordo com João Bosco Ramos Borges, mastologista, ginecologista e obstetra da Sogesp.

Alimentos antioxidantes

=Tenha uma dieta equilibrada: consumir frutas, verduras e legumes regularmente ajudam a manter a saúde em dia.

=Diminua o consumo de alimentos embutidos.

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=Pratique atividade física: além de manter o corpo saudável, traz bem-estar e disposição.

=Evite beber álcool, mesmo em quantidade moderada.

=Não fume. Além prejudicar os pulmões, cigarro aumenta o risco de câncer de mama.

=Cuidado com o peso: a obesidade também aumenta o risco de desenvolver a doença.

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=Mulheres acima de 40 anos devem realizar a mamografia anualmente e ser examinada por um médico ginecologista ou mastologista.

=Dependendo do caso, reposição hormonal pode aumentar o risco de câncer de mama, portanto mulheres na menopausa devem consultar um médico para obter informações.

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=Realizar o autoexame é sempre importante, mostrando autocuidado, autoconhecimento e pode até ajudar na descoberta de nódulos.

=A exposição ao sol ajuda na produção de vitamina D e reduz os riscos de câncer. Mas cuidado, não fique exposta entre 10h e 16h.​

Fonte: Sogesp

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Fumantes passivos têm 30% a mais de chance de desenvolver câncer de pulmão

Dados indicam que mais de 14 milhões de brasileiros inalam involuntariamente a fumaça de cigarros; Efeitos nocivos das substâncias tóxicas aumentam risco de desenvolver tumores malignos

Ontem foi o Dia Nacional de Combate ao Fumo, e é importante lembrar que o Brasil conta com cerca de 21 milhões de fumantes, o que representa 12% da população, segundo dados do Ministério da Saúde. Na fumaça há de quatro a nove mil substâncias tóxicas das quais pelo menos 70 são altamente carcinogênicas.

O câncer de pulmão costuma ser o mais associado ao indivíduo tabagista, mas ele também pode ser o responsável pelo aparecimento de cânceres na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim e bexiga. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar 31.270 novos casos de câncer no pulmão em 2018, sendo que a maioria deles é provocada pelo fumo.

Os fumantes passivos, aqueles que involuntariamente inalam o fumo dos fumantes ativos próximos, também estão sujeitos a enfrentar os danos do tabagismo. Pesquisas apontam que a fumaça que sai do cigarro contém cerca de três vezes mais nicotina e monóxido de carbono.

“Estar em contato, mesmo que indiretamente, com essa fumaça pode aumentar em 30% os riscos de desenvolver câncer de pulmão. E as crianças constantemente expostas têm mais predisposição a desenvolver leucemia, linfoma e tumores cerebrais”, explica Mariana Laloni, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, unidade São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente dois bilhões de pessoas que estão no grupo de fumantes passivos no mundo. No Brasil, estima-se que o contingente de indivíduos expostos ao problema chega a ser de 14,5 milhões – número que representa mais de 7% da população nacional. Além do aumentado risco de câncer de pulmão, de colo de útero e de câncer de pâncreas, o grupo ainda pode sofrer derrame cerebral, colite ulcerativa, alergia alimentar, asma e pneumonia. A oncologista ressalta que o risco de câncer de colo de útero chega a ser 73% maior em mulheres fumantes passivas, em comparação as mulheres não tabagistas.

medico mulher teste pulmão

Recentemente especialistas conseguiram provar que não estar em contato com a fumaça já não é o bastante para não sofrer com os malefícios. Um estudo publicado na revista Pediatrics mostrou que ambientes defumados pelo tabaco também estão repletos de partículas cancerígenas, que podem permanecer por até dois meses.

“O fumo de terceira mão, aquele cheiro forte que fica impregnado em almofadas, tapetes e cortinas, apenas para citar alguns exemplos, também representa riscos à saúde e evidencia o quanto o cigarro pode afetar o bem estar das pessoas que convivem em casa, no trabalho e em demais espaços coletivos com a fumaça gerada pelos fumantes ativos”, finaliza Laloni.

Fonte: Centro Paulista de Oncologia CPO

Conscientização do câncer de pulmão: a importância do diagnóstico precoce

Precisão na definição do tratamento e conhecimento sobre o tumor aumentam as chances de controle da doença em 70%

Agosto é o mês de conscientização sobre o câncer de pulmão, que é o segundo tipo de neoplasia mais comum no Brasil entre os homens e o quarto entre as mulheres. Em 2015, 16.930 pessoas do sexo masculino e 13.680 do sexo feminino morreram no país em decorrência da doença, segundo o SIM (Sistema de Informação sobre Mortalidade).

Para alertar e informar sobre a importância do diagnóstico precoce, foi criada a campanha Respire Agosto, uma realização do Instituto Lado a Lado Pela Vida com apoio das farmacêuticas AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb e Pfizer e do laboratório Hermes Pardini. A campanha será veiculada pelas redes sociais do instituto no Facebook e pelo Instagram, que trarão informações sobre o câncer de pulmão, sintomas, prevalência, testes para identificação do tumor e tratamentos existentes. No final de cada post, haverá um link para o portal do instituto, que fornece ao internauta dados mais aprofundados sobre a enfermidade.

O foco da campanha é disseminar informações sobre este tipo de câncer, cuja incidência global pode chegar a 1.8 milhão de novos casos por ano, sendo o tumor que mais mata no mundo, com 1.6 milhão de mortes (de acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS¹). A iniciativa também visa a reforçar a importância do acompanhamento médico de rotina para a saúde do órgão.

Assintomática em fases iniciais, a doença pode ser diagnosticada em qualquer pessoa e em qualquer idade. A prevenção é fundamental para a redução da incidência da doença que, no Brasil, pode checar a mais de 31 mil novos casos no biênio 2018/2019², sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres, de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva).

As causas da doença variam entre as pessoas e podem incluir histórico familiar, hábitos como tabagismo e estilo de vida. O excesso de exposição à poluição do ar e fatores genéticos, por exemplo, também são fatores de risco³.

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada, como explica o médico oncologista, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida e pesquisador da Northwestern University de Chicago, Marcelo Cruz. “O processo para o diagnóstico da doença é o primeiro passo para o controle do câncer. Hoje, o paciente pode ser submetido à análise do genoma do tumor, que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”.

Por meio da análise do genoma é possível identificar biomarcadores que podem ser utilizados como parâmetros biológicos e que determinam, por exemplo, o tipo da doença e quais as opções terapêuticas mais eficazes para um determinado indivíduo. O médico ainda explica que a indicação correta do tratamento amplia as chances de resultados efetivos. “O câncer de pulmão tem variações e cada caso deve ser tratado com unicidade, o que nos exige tratamentos personalizados. A medicina de precisão eleva as chances de controle da doença para 70%, isso aliado à qualidade de vida para o paciente, com menos efeitos colaterais e resultados em taxas de sobrevida”

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Pixabay

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Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia-alvo e a imunoterapia.

“A medicina de precisão avaliará qual é o tratamento certo para o paciente, de acordo com o estadiamento do câncer de pulmão, no momento em que poderá apresentar resultados mais satisfatórios”, conclui o oncologista.

A campanha reforça a relevância do diagnóstico rápido e alerta a população de que o câncer de pulmão cresce anualmente entre indivíduos não fumantes. “Atualmente, 20% dos casos registrados são diagnosticados em indivíduos que nunca fumaram, sendo que, na década de 1990, esse índice variava entre 5% e 8%”, ressalta Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Fique atento aos sintomas

O câncer de pulmão pode ter origens e evoluções diferentes, porém os sinais são os mesmos. O paciente que apresenta sintomas constantes, como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço e rouquidão, ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico4.

Radiografia do câncer de pulmão no Brasil

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 20165 avaliou a percepção da população brasileira a respeito do câncer de pulmão e revelou que 76% dos entrevistados nunca conversaram com um médico sobre a doença. Entre as 2.044 pessoas ouvidas, em cerca de 130 municípios do país, houve a confirmação de que 17% não sabiam o que fazer para reduzir riscos e não desenvolver a enfermidade, demonstrando o quanto o câncer de pulmão é pouco compreendido pela população. Desse universo, 39% não se preocupavam com a doença, pois não eram fumantes.

Sobre o Instituto Lado a Lado Pela Vida

Há dez anos o Instituto Lado a Lado pela Vida tem se dedicado a levar informação sobre saúde e conscientizar sobre a importância da mudança de hábitos para a adoção de um estilo de vida mais saudável, focado na prevenção. Fazemos isso por meio de nossas Campanhas e Pilares, atuando em todo o Brasil.

3 em cada 4 pacientes com câncer de bexiga são ou foram fumantes

Tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença

Na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde faz um alerta importante sobre a relação do cigarro com o câncer de bexiga.

Levantamento inédito feito pelo departamento de urologia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, unidade da pasta gerenciada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, indica que 73% dos pacientes diagnosticados com câncer de bexiga na unidade foram ou ainda são fumantes.

Entre as 1.130 cirurgias realizadas no hospital para retirada deste tipo de tumor desde 2013, 854 foram feitas em homens e 276 em mulheres. No total, 823 pacientes relataram ter o vício, sendo 657 do gênero masculino e 169, feminino.

Segundo a literatura médica, o câncer de bexiga é o segundo tumor do trato urinário mais frequente depois do que acomete a próstata, afetando tanto homens quanto mulheres. A principal causa é o tabagismo. De acordo com Cláudio Murta, coordenador do departamento urologia do Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini, os homens têm mais propensão a ter a bexiga afetada pelo tumor do que as mulheres, devido a fatores genéticos ou hormonais, por exemplo. Porém, em ambos os casos, a maioria das pessoas ainda sofre com a falta de informação.

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“Esses pacientes chegam ao nosso hospital sem ter ideia de que o hábito de fumar pode prejudicar outras áreas além do pulmão. São substâncias que causam alteração celular. Elas saem do sistema respiratório, vão para corrente sanguínea, são filtradas pelos rins e se depositam na bexiga, onde acontece a transformação chamada ‘maligna”, explica. Na unidade, o tratamento consiste na remoção do tumor por meio de raspagem da bexiga e, em casos mais graves, a retirada do órgão, com tratamento e acompanhamento posterior.

Especialistas acreditam que fatores como exposição a alguns produtos químicos industriais, não beber líquidos em quantidade suficiente, idade, infecções, questões genéticas e histórico familiar colaboram para o surgimento deste tipo de câncer, mas que o tabagismo atualmente é a maior causa do desenvolvimento da doença. “Por isso, podemos afirmar que, sem sombra de dúvidas, a principal prevenção contra o câncer de bexiga é não fumar ou parar com este hábito”, finaliza Murta.

Sobre o hospital

O Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini é o primeiro centro público de saúde especializado em transplantes de órgãos e tecidos no Brasil. Seu departamento de urologia realizou no último ano mais de 40 mil consultas e cerca de 4.500 cirurgias.

A unidade fica no Jardim Paulista, zona sul da capital, e atende de forma referenciada pacientes encaminhados pelos municípios, via central de vagas estadual.

Fonte: Assessoria de Imprensa do  Hospital Euryclides de Jesus Zerbini

 

Cigarro em excesso aumenta o risco de AVC

O cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias presentes em sua composição e está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão no mundo. Ele também se relaciona a várias doenças do sistema cardiovascular, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Hoje (29) é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo e a data tem o objetivo de conscientizar os riscos que os fumantes ativos e passivos se submetem, bem como os benefícios de parar de consumir o cigarro.

Segundo levantamento feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), dentro das mais de 4 mil substâncias químicas em um cigarro, 250 delas são prejudiciais, e 50 são conhecidas por causar câncer. São 14 os tumores malignos associados ao uso de tabaco: câncer de pulmão, de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes. Segundo o Ministério da Saúde, o hábito tende a ser mais frequente entre adultos de 45 a 64 anos e entre pessoas com baixa escolaridade.

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O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão no mundo, e entre os 10% restantes, 1/3 deles são os chamados fumantes passivos, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra 28.220 novos casos de tumores pulmonares ao ano. Os malefícios não são notados apenas a longo prazo. Algumas alterações no organismo podem ser percebidas imediatamente após a interrupção do fumo cotidiano.

Cigarro e AVC: o acidente vascular cerebral (AVC), é a doença que mais causa mortes no Brasil, e chega a ser responsável por mais de 100 mortes por ano, além de ser a maior causadora de incapacidade do mundo. Um dos principais fatores de risco da doença é o tabagismo. Os fumantes têm risco duas vezes maior de desenvolver um quadro de AVC em comparação com pessoas que não fumaram ao longo da vida. Estima-se que aproximadamente 20% dos casos de AVC estão relacionados ao tabagismo.

De acordo com o neurologista do HCor (Hospital do Coração), José Renato Bauab, o tabagismo é um fator de risco para o AVC isquêmico. “O paciente que cessa o tabagismo automaticamente já reduz os seus fatores de riscos cardiovasculares”, esclarece Dr. Bauab.

A influência do tabagismo no AVC isquêmico: o AVC isquêmico se deve principalmente à facilitação de placas de colesterol em vasos sanguíneos do cérebro, e pode levar a uma obstrução do fluxo de sangue e, posteriormente, ao quadro de isquemia.

Alternativas que podem auxiliar na cessão do tabagismo: para diminuir o risco de ter o AVC, é fundamental a interrupção do fumo. “Hoje em dia existem técnicas que podem facilitar o fumante a manter-se longe do cigarro durante o período de abstinência. O ideal é parar de fumar com acompanhamento médico”, orienta Bauab.

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e matará um terço a mais de pessoas até 2030 do que agora, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões de mortes para cerca de 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e média renda. O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos.

E para auxiliar as pessoas a deixarem o cigarro e parar de fumar, o HCor (Hospital do Coração) criou o Programa Vida Sem Cigarro, um serviço que, em sua maior parte, é realizado por meio de consultas on-line, ideal para quem tem dificuldade de deslocamento ou para aqueles que viajam com frequência.

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Para a gerente de Psicologia e Coordenadora do Programa Vida Sem Cigarro do HCor (Hospital do Coração), Silvia Cury Ismael, este programa tem início com uma primeira avaliação presencial realizada pelo médico e pelo psicólogo. “A maior parte do programa é realizada a distância e prioriza o bem-estar de cada paciente, com a finalidade de superar as dificuldades e prestar o apoio necessário quando houver recaídas. Ele é fácil de usar e pode ser utilizado por meio de dispositivo instalado no computador, tablet ou celular”, esclarece.

Para conhecer o programa e se cadastrar basta acessar o site A Vida Sem Cigarro ou entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicológico HCor no telefone: (11) 3053-6611 nos ramais: 7600 ou 7610 ou por e-mail: vidassemcigarro@hcor.com.br

Fonte: HCor

Dia Nacional de Combate ao Fumo: os benefícios de parar com o cigarro

O tabaco apresenta nicotina, um componente que atua no sistema nervoso central da mesma forma que a cocaína, heroína e álcool, porém de maneira mais rápida, chegando ao cérebro entre sete e 19 segundos.

“Fumar pode trazer vários perigos à saúde, como 85% dos casos de cânceres de pulmão, além de doenças coronarianas, sendo responsável por 25% dos infartos e anginas (dor no peito). Ainda, provoca doença pulmonar obstrutiva crônica, como bronquite e enfisema, como também acidente vascular cerebral (AVC), úlceras gastrointestinais e infecções respiratórias”, alerta o pneumologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Waldomiro José.

Estudos mostram que fumantes ativos têm 40 vezes mais propensão de desenvolver câncer de pulmão e menos longevidade em relação aos não fumantes. Também é um risco para as gestantes tabagistas, pois enfrentam maior probabilidade de complicações durante o parto, inclusive de óbito fetal.

“Em grávidas, há risco de aborto espontâneo, má formação pulmonar no feto e recém-nascido de baixo peso”, comenta o pneumologista. Também outros sintomas podem acometer os fumantes, como menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho na prática de esportes e na vida sexual. “Há uma série de consequências corriqueiras, como mau hálito, dentes amarelados, dor de garganta, tosse, gengivite e falta de ar”, explica.

Uma dúvida frequente é se todo tipo de fumo faz mal à saúde. Dr. Waldomiro esclarece que seja cigarro, charuto, cachimbo ou narguilé, todos são responsáveis pela perda precoce de 1,3 milhões de vidas por ano no mundo. De acordo com a OMS, o narguilé tem 100 vezes mais alcatrão, quatro vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono do que um cigarro comum. “Algumas pessoas pensam que por apresentar certa quantidade de água que isso retira as substâncias tóxicas, mas, na verdade, ocorre o contrário, já que aumenta a ingestão de fumaça”.

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Por outro lado, os benefícios da decisão de parar de fumar são instantâneos. Imediatamente, o corpo já começa a eliminar os resíduos tóxicos do cigarro, mesmo que tenha fumado durante anos.

“A cada dia sem fumar, diminui o risco de câncer e doenças cardíacas, a respiração fica mais fácil, há melhora no desempenho físico, mental e sexual. Além disso, as pessoas que convivem com o fumante também são poupadas das toxinas, pois não podemos esquecer que os fumantes prejudicam a si mesmos e ao outro, provocando doenças pelo tabagismo passivo. Por último, ainda há benefício econômico, já que não gastarão mais com maços de cigarro”, finaliza.

Fonte: Hospital e Maternidade São Cristóvão

 

Nutricionista dá dicas de como não engordar ao parar de fumar

Hoje, 29 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Combate ao Fumo. A data tem como principal objetivo, conscientizar a população sobre os males do cigarro e de seus componentes, por isso o objetivo é incentivar o abandono do hábito de fumar para quem já aderiu esse costume na rotina.

Apesar da campanha, o Brasil é um dos países que mais reduziu o número de fumantes diários. Segundo uma pesquisa publicada no ano passado, pela revista britânica The Lancet, o país teve uma queda de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre mulheres. A pesquisa foi feita entre o ano de 1990 e 2015.

Mas o que muita gente não sabe, é que ao parar de fumar, os ex-fumantes têm uma melhora no paladar e no olfato. Junto a isso, existe também uma necessidade de ter algo para fazer com a boca e com as mãos, a única saída: comer.

Dicas da Nutri

“Ao parar de fumar, os ex-fumantes utilizam os alimentos da mesma forma que eles utilizavam o cigarro, seja para lidar com o estresse, escapar do tédio, da tensão ou como uma ajuda na integração social”, explica Fernanda Alferes, nutricionista e responsável pelo controle de qualidade da Uni Alimentos.

Segundo uma pesquisa feita pelo Hospital Universitário da USP, as pessoas que param de fumar, ganham na maioria das vezes entre 3 e 4 kg e aproximadamente, porém 10% das pessoas que param de fumar ganham uma quantidade avantajada de peso. Além dos novos hábitos, a mudança de metabolismo e a ansiedade são os principais fatores para as pessoas engordarem nesse período.

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A nutricionista explica que a alimentação balanceada é o primeiro passo para evitar o ganho de peso durante o período de abstinência. “Para uma alimentação saudável, é preciso consumir alimentos que possuam substancias importantes para o bom funcionamento do organismo, desta forma, o metabolismo do ex-fumante voltará a ter uma normalidade e a dieta não será mais um sacrifício”.

Os principais alimentos na hora de iniciar a dieta são os ricos em vitaminas, nutrientes e carboidratos. “O cigarro geralmente deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. Uma dica legal é ter horários fixos para as refeições e também alimentos saudáveis entre elas. Um alimento que eu gosto bastante é a mandioca, além de ser rica em fibras – substância que transforma o carboidrato em energia, a mandioca também aumenta os níveis de seretonina – o neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação do bem-estar”.

A mandioca também pode ser encontrada em diversos alimentos para dar uma quebra na disciplina alimentar. Seja nas tapiocas, em chips ou em receitas, a raiz é a campeã na hora de beneficiar o nosso corpo.

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“Este ingrediente tão rico no Brasil, ainda conta com fonte de fibras e é isenta de glúten. Auxilia ainda a regular o funcionamento do intestino e traz saciedade entre as refeições. Além disso, a tapioca pode substituir o pão no café da manhã e os chips de mandioca podem ser o lanche perfeito durante a rotina do dia-a-dia”, conclui a nutricionista.

Dicas para “desenvelhecer” antes de chegar à terceira idade

Para chegar à terceira idade com saúde e disposição, a sugestão é a de começar a pensar nela aos 30 anos. “Para ter qualidade de vida após os 60 anos ,precisamos nos preparar com antecedência quando estamos no auge do nosso vigor, já que a proposta é a de manter a vitalidade e a saúde física e mental no nível mais alto possível durante toda essa fase”, afirma Daniel Alan Costa, naturopata especialista em bases de Medicina Integrativas do Hospital Albert Einstein.

Então se você é jovem, siga as dicas do especialista para ter uma velhice com qualidade, adotando um estilo de vida natural que pode preservar e muito a saúde.

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Foto: Jeviniya-Pixabay

1-) Pratique exercícios físicos todos os dias. Você conhece as práticas corpóreas orientais? Tai Chi Chuan, Yoga, Qi Gong, Lian Gong entre outras são excelentes para o corpo e para a mente. O governo chinês tem um programa nacional destas práticas e com isto reduziu drasticamente os gastos com saúde. Outra opção é a musculação, sempre com a orientação de um profissional capacitado. Depois dos 30 anos a perda de massa muscular se intensifica, chegando a 40%.

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2-) Não fume e evite a ingestão de carne, pois ambos liberam substâncias produtoras de envelhecimento precoce.

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3-) Durma cedo e bem, pois o hormônio do crescimento atinge seu pico de produção antes da meia-noite.

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4-) Dê preferência aos alimentos que contêm antioxidantes naturais que previnem doenças, rugas e flacidez, como os carboidratos integrais, frutas e verduras.

Depositphotos casal praia biliondigital

5-) Revitalize suas células sempre que possível: tome sol diariamente nas primeiras horas da manhã, ande descalço sobre a grama molhada de orvalho, vá a praia andar na areia e na beira do mar sempre que possível, banhe-se nas águas de uma cachoeira, caminhe em um parque arborizado e respire profundamente, abuse do repouso para restabelecer as células, pois elas amam um repouso restaurador, valorize a amizade, o sorriso, o abraço, a gratidão, a alegria, pois tudo isso produz endorfina, hormônio capaz de reenergizar as células de defesa.

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Foto: Cohdra/Morguefile

6-) Mantenha a curiosidade intelectual aprendendo uma nova atividade para conservar a mente lúcida e alerta. Viaje, estude um novo idioma, faça algo que nunca fez, abuse das palavras cruzadas pois assim a mente permanece jovem e o cérebro bem irrigado.

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Foto: Pinterest

7-) Aprenda a meditar. A meditação, comprovada cientificamente, diminui a ansiedade, aumenta a estabilidade emocional, a criatividade, a alegria, desenvolve a intuição, diminui a pressão arterial, diminui qualquer tensão relacionada com a dor, como dores de cabeça, musculares, articulares, aumenta a produção de serotonina, melhorando o humor e o comportamento e melhora o sistema imunológico.

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Ilustração: Prawny/Morguefile

😎 Pratique o voluntariado. Já foi comprovado, por meio de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, que quem faz trabalho voluntário é mais feliz e apresenta uma carga de stress muito menor em relação a quem não é adepto a prática. Além disso, foi comprovado que as pessoas que se dedicam ao voluntariado vivem em média quatro anos a mais. Isso porque ocorre a liberação de endorfinas que provocam em todo o corpo a sensação de prazer.

Fonte: Daniel Alan Costa é especialista em Bases de Medicina Integrativa do Albert Einstein, Naturopata, Acupunturista membro da WFCMS (World Federation Chinese Medicine Societies), coordenador do curso de pós-graduação em Naturopatia da UNIP e coordenador geral dos cursos do Sol Instituto Terapêutico/ INESP
 

A fumaça do cigarro causa danos à saúde dos cães

A nicotina pode causar processos alérgicos, como rinite, traqueite, bronquite, entre outras doenças

O cigarro faz mal para todos, inclusive para o seu pet. De acordo com a médica veterinária e diretora geral do Grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, os cães que convivem com fumantes e ficam próximos a eles inalando a fumaça do cigarro estão mais propensos a desenvolver doenças respiratórias como bronquite alérgica; doenças dermatológicas, irritações oculares e até mesmo diversos tipos de câncer – o mais comum e agressivo nesse caso é o câncer pulmonar.

“A fumaça do cigarro é extremamente tóxica para os animais de estimação e por conta da sua rotina de limpeza, acabam ingerindo ainda mais a nicotina ao se lamber. Lembrando que mesmo pequena quantidade de fumaça inalada pode ter efeitos prejudiciais sobre o seu animal de estimação”, alerta a especialista.

Caroline reforça que o cão pode apresentar coceiras, lesões na pele e também nas córneas. “Caso o seu pet tenha sintomas como espirros, tosses, engasgos, falta de ar e olhos vermelhos é necessário levá-lo ao médico veterinário para uma avaliação”. “Além disso, os animais fumantes passivos do cigarro também podem apresentar queda de pelos e feridas no corpo, que indicam alergia às substâncias dos cigarros”, ressalta a médica veterinária.

cachorro e cigarro

A melhor forma de prevenir todos os males causados pelo cigarro é o abandono do vício. “Caso isso não seja possível, é importante que o tutor fume em locais abertos e ventilados, além de deixar o animal o mais longe possível da fumaça”, finaliza.

Fonte: Grupo Vet Popular

Por que fumar em filmes influencia as crianças?

Não há desculpa para continuar a exibir cenas de tabagismo em filmes que são feitos para crianças

Queremos acreditar que estamos criando nossos filhos para pensar por si mesmos, e não para escolher coisas não saudáveis, só porque “as crianças legais” estão fazendo isso ou aquilo. Mas pesquisas mostram que, quando se trata do tabagismo, as crianças são fortemente influenciadas por algumas pessoas que consideram “mais legais” que outras: os atores dos filmes.

“Há um relacionamento de dose-dependência: quanto mais as crianças veem fumantes nas telas, é mais provável que fumem”, disse Stanton Glantz, professor e diretor da Universidade da Califórnia, São Francisco, do Centro de Pesquisa e Educação em Controle do Tabaco. Ele é um dos autores de um novo estudo que descobriu que os filmes populares estão mostrando mais o uso do tabaco nas telas.

“As evidências mostram que esse é o maior estímulo único para fumar, superando o exemplo dos pais, a influência dos amigos ou até mesmo a publicidade de cigarros”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski.

Os estudos epidemiológicos demonstram que se você controla todos os outros fatores de risco para o tabagismo (se os pais fumam, atitudes em relação à tomada de risco, status socioeconômico e assim por diante), os adolescentes mais jovens que estão mais expostos ao tabagismo nos filmes apresentam de duas a três vezes mais probabilidade de começar a fumar em comparação com as crianças expostas levemente aos mesmos estímulos.

Aqueles cujos pais fumam são mais propensos a fumar, defendem as pesquisas, mas a exposição ao tabagismo nos filmes pode superar o benefício de ter pais que não fumam. Em um estudo, filhos de pais que não fumavam, com uma forte exposição ao tabagismo nos filmes, eram tão propensos a fumar quanto os filhos de pais que fumavam com forte exposição ao tabagismo nos filmes. Para Glantz e  os outros pesquisadores do tema, isso faz do tabagismo nos filmes uma “toxina ambiental”, um fator que ameaça as crianças.

“Não há desculpa para continuar a exibir cenas de tabagismo em filmes que são feitos para crianças e, portanto, o objetivo de saúde que temos é que esse seja um tema controlado”, defende Chencinski.

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Filme com Tina Fey, Uma Repórter em Apuros (Whiskey Tango Foxtrot), tem mais de 50 citações ao tabaco

O pesquisador Glantz mantém um site chamado Smoke Free Movies. “A pressão social é para que os estúdios se policiem. O sistema de classificação dos filmes precisa começar a considerar o tabagismo como uma obscenidade proscrita”, defende o pesquisador.

A ficha informativa dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças sobre o tabagismo nos filmes estima que esse controle pouparia 18% dos 5,6 milhões de jovens que morreriam de doenças relacionadas ao tabaco – um milhão de vidas. “Não há nada que você possa fazer que seja tão barato e economize tantas vidas”, defende Glantz.

Fenômeno global

O fato foi estudado em 17 países diferentes e, embora as políticas variem amplamente e as culturas sejam muito diferentes, os resultados são notavelmente similares. “Constata-se, consistentemente, um risco de duas a três vezes maior em crianças que são expostas ao tabagismo na tela, em todo o mundo”, diz  Chencinski.

Até cinco anos atrás, as pessoas que se preocupam com o impacto do tabagismo nas telas sobre os jovens pensaram que as coisas estavam bem. Nos filmes classificados para o público jovem houve uma queda constante no número de incidências de tabaco na tela. Em 2012, convencido por uma grande variedade de evidências científicas, o Surgeon General emitiu um relatório dizendo explicitamente que ver pessoas fumando em filmes faz com que as crianças comecem a fumar: “estudos longitudinais descobriram que os adolescentes cujas estrelas de cinema favoritas fumam na tela ou que estão expostos a uma grande quantidade de filmes que retratam fumantes apresentam alto risco de fumar”.

Mas depois de 2010, apesar das evidências acumuladas, a taxa de tabagismo cinematográfico começou a aumentar nos filmes indicados para a juventude, de acordo com o novo estudo, publicado no Relatório Semanal de Morbidade e Mortalidade dos CDC, que analisou o tabaco em filmes de alta demanda de 2010 a 2016.

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Cena de 101 Dálmatas com Glenn Close interpretando Cruella de Vil

Quando comparamos 2010 a 2016, houve uma ligeira diminuição no número de filmes, mas um aumento no número de incidentes com tabagismo. O número de vezes que um ator usou um produto de tabaco, em um filme para a juventude, aumentou 72% entre todos os filmes. Em outras palavras, até 2016, havia mais incidentes de tabaco concentrados em menos filmes.

“Os filmes indicados para a juventude hoje continuam a considerar aceitável o uso do tabaco, mas já sabemos que isso é prejudicial e faz com que a juventude seja sujeita a essa influência nociva. A frequência do uso do tabaco nos filmes deve ser uma preocupação de saúde pública”, diz o pediatra.

As políticas que os estúdios implementaram em relação à questão claramente não são suficientes. Então, o que pode ser feito? “Uma mudança possível seria avaliar filmes com uso de tabaco com mais restrições de público. Outra medida que pode ajudar são os estúdios não aceitarem merchandising de produtos e marcas de tabaco reais na tela. Todas essas estratégias são apoiadas pela American Academy of Pediatrics, que emitiu uma declaração classificando o novo estudo como alarmante”, finaliza Chencinski.

Fonte: Moises Chencinski