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Ano de Copa do Mundo: como o futebol pode ajudar as crianças na escola?

Não é segredo que a criançada ama futebol e quase todos eles sonham em ser um grande jogador. O desafio é aproveitar essa paixão para dentro das salas de aula, inclusive nas aulas de matemática.

Certa vez, um famoso professor disse que o brasileiro está no século XXI, mas que nossas escolas ainda estão presas ao século XIX, defasadas em técnicas de ensino e conteúdo que desperta pouco interesse dos alunos.

De fato, a sociedade mudou muito de meados dos anos 1800 até os dias atuais. Passamos por duas Revoluções Industriais, pelo fim da escravidão, o Brasil deixou de ser uma monarquia e transformou-se em República; tivemos ainda, o Estado Novo, os anos de chumbo da ditadura militar, a volta do processo democrático e das liberdades individuais mas, a escola continua presa aos moldes de dois séculos atrás.

O formato das aulas – cansativamente expositivas, sem participação ativa do aluno que, é meramente tido como um receptor-passivo – pouco desperta interesse e, frequentemente, o aluno tem sua atenção voltada para atividades paralelas (em geral brincadeiras). Por muitas vezes cessa o equilíbrio da sala de aula, exigindo do professor a interrupção da aula até voltar a ter o controle sobre a classe.  Aí, o tempo de aula que já é curto (40 minutos), pode cair para apenas 20, dependendo de cada caso.

É preciso que a escola atualize seu modo de ensinar (também das matérias) para ir além de criar interesse em sala de aula, mas engajamento entre os estudantes e o conteúdo. Mas, como isso pode ser feito?

Uma abordagem que surte muitos resultados é a chamada “gameficação” (do termo em inglês gamefication, que quer dizer inserir o conteúdo de jogo em atividades cotidianas), que desperta maior interesse e envolve a todos pela motivação de participar ativamente.

robo infantil
Robi – Robô Infantil, que tem sido uma ferramenta de suporte à sala de aula eficiente no aprendizado dos alunos do ensino infantil e fundamental – Foto: Divulgação

Indo neste propósito de tornar as aulas mais divertidas e proveitosas, uma startup dedicada ao desenvolvimento de jogos educativos, a Roblocks, tem se destacado nas escolas infantis e de ensino fundamental por meio da plataforma Robi (acrônimo para robô infantil). Robi é um simpático robô que é programado pela criança para cumprir determinadas “missões” que estão diretamente vinculadas ao conteúdo ensinado em aula.

“Um dos propósitos do robi é tornar as aulas mais interessantes e fazer com que os alunos retenham até 90% do conteúdo ensinado porque se motivaram e participaram ativamente da atividade”, destaca o neuropsicopedagogo Wilson Bueno que é o criador da solução.

Usando o Futebol Como Estímulo

Este ano, além dos habituais torneios estaduais, Brasileirão e Libertadores, teremos a Copa do Mundo na Rússia. E o selecionado brasileiro estará em campo, com seus ícones mundialmente conhecidos e tudo isso aguça ainda mais o interesse das crianças pelo tema futebol.

Pensando nisso, a Roblocks desenvolveu um interessante estratagema para a sala de aula. Aproveitando toda essa vontade pelo esporte, a Roblocks criou um tapete lúdico da temática futebolística para ser jogado com dois robôs programáveis entre oito crianças (quatro em cada time), orientadas por um professor.

Tapete - Futebol - AMOSTRA
Tapete lúdico com a temática futebolista que tem encantado as crianças e animado as aulas. Foto: Divulgação

A dinâmica do jogo é que o robô tem de tocar a bola e conduzi-la em direção ao gol. Ganha a partida quem marcar o maior número de gols. Até aí, não há nenhuma novidade, mas a graça está na condição de que cada jogador só pode realizar o movimento após responder corretamente à pergunta do professor. Aí, a situação muda de figura.

Os alunos desejam controlar o robô e querem ganhar a disputa do jogo, mas, para isso, devem resolver problemas matemáticos e acertar. “O envolvimento do time é total. Todos ajudam na resolução do problema em uma verdadeira esfera de colaboracionismo, enquanto o outro time (que aguarda sua vez) analisa atentamente e discute entre si a resolução do exercício, antecipando para si o resultado, caso eles errem, vão até o quadro” – explica Bueno.

Errar a resposta, significa perder a vez no jogo e dar duas chances de sucesso ao grupo adversário, o que não é admitido por ninguém. E nessa atmosfera de gincana do conhecimento, fazendo uso de um recurso tecnológico que trabalha as funções executivas cerebrais, além da resolução do problema, desenvolvem-se aprimoramento de habilidades de raciocínio, lógica computacional, pensamento crítico, dentre outros aspectos importantes para o desenvolvimento da criança.

alunos brincam
Alunos desenvolvem atividades de sala de aula com o Robi, estratégia de gameficação da Roblocks – Foto: Divulgação

A estratégia da gameficação em sala de aula tem sido uma estratégia pedagógica adotada por inúmeros colégios da Região Metropolitana de Campinas, colecionando importantes resultados no desenvolvimento e rendimento escolar dos alunos do ensino infantil e fundamental.

“Está na hora das escolas entrarem definitivamente no Século XXI e integrarem a tecnologia como ferramenta ativa no desenvolvimento educacional”, finaliza.

Sobre a Roblocks

A Roblocks é uma startup de tecnologia, localizada em Americana-SP (RMC), desenvolvedora de jogos educacionais e tecnologia assistiva. Congressista da Campus Party em 3 edições, é a criadora da Robótica Infantil e Robótica Inclusiva.
Wilson Bueno é neuropsicopedagogo, analista de sistemas e especialista em robótica. Fundou a Roblocks em 2015 e lançou-a comercialmente em abril de 2017, tendo coletado diversos casos de sucesso no uso do Robi em escolas de educação infantil, APAEs, colégios e consultórios de psicologia, psicopedagogia, neuropsicopedagogia, pedagogia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

 

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