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Consumir a gordura certa pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares

Estudos comprovam que consumo moderado de gorduras insaturadas tem papel importante na prevenção de doenças do coração

Consumo de gordura é sempre um tema que gera dúvidas, uma vez que muito se relaciona o seu consumo com obesidade e doenças crônicas. Por conta disso, é sempre importante reforçar as funções que a gordura tem no organismo e quais são os tipos que contribuem para a manutenção da saúde cardiovascular e redução do risco de doenças do coração.

Um artigo recentemente divulgado pelo Board da American Heart Association – uma das associações de maior renome na área – trouxe alguns resultados importantes sobre a relação entre as gorduras na dieta e as doenças cardiovasculares.

De acordo com estudos randomizados e controlados que foram analisados pela associação médica, fazer a substituição de gorduras saturadas por insaturadas diminui o LDL-colesterol, popularmente conhecido como colesterol ruim. Portanto, a moderação no consumo de gorduras saturadas, presentes na manteiga, creme de leite e carnes gordurosas, reduz em até 30% o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

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Os resultados destas pesquisas representam uma ótima notícia para a população, já que as doenças cardiovasculares causam mais de 17 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

A nutricionista Marcia Gowdak, diretora científica do Departamento de Nutrição da Socesp, explica que “As gorduras insaturadas contêm nutrientes essenciais não fabricados pelo nosso organismo, como os ômegas 3 e 6. A alimentação, portanto, é a única forma de consumi-los”.

Como conseguir aderir a estes hábitos na prática? Uma das dicas é substituir a manteiga, rica em gorduras saturadas, pelo creme vegetal, que contém ômegas 3 e 6. Outro ponto importante é dar preferência ao consumo de leite, iogurtes desnatados e queijos com baixo teor de gordura, como cottage ou ricota. Na escolha das carnes, preferir as que sejam mais magras e tenham menos gorduras aparentes, além de incluir peixes como salmão e atum, pelo menos duas vezes por semana.

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Vale ressaltar que consultas regulares ao médico são essenciais para avaliar fatores de risco ao coração, tais como, níveis de colesterol, pressão arterial e avaliação física. Além disso, a adoção de hábitos simples e fáceis de serem aplicados no dia a dia, como as dicas alimentares apresentadas, podem prevenir a doença cardiovascular que representa atualmente a maior causa de mortes no Brasil e no mundo.

Fonte: Becel

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Você precisa, sim, consumir gorduras

Apostar em alimentos ricos em gorduras boas é a melhor opção em uma dieta saudável

Uma recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde apontou que a obesidade não para de crescer na população brasileira. Dados inéditos revelam que uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso. A prevalência da doença passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. No combate ao excesso de peso, seja por questões estéticas ou de saúde, é comum que se retire a gordura da dieta. Em um primeiro momento, pode parecer o certo, se relacionarmos, de forma simplista, que a ingestão de gordura resulta nos pneuzinhos em nosso corpo. Contudo, não é bem assim na prática.

“É fundamental estar ciente de que elas também contribuem para um bom funcionamento do corpo e, por isso, o ideal é manter o equilíbrio. É preciso conhecer os alimentos e suas propriedades para fazer escolhas certas, sem simplesmente deixar as gorduras de lado”, explica a endocrinologista Janaina Koenen. Ela ressalta que é fundamental entender o papel da gordura em nosso organismo e adicioná-la de forma correta à alimentação, mesmo quando a intenção é emagrecer.

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“O papel de vilã nutricional que a gordura ocupa atualmente pode estar com os dias contados. Diversos estudos já mostram que mesmo a saturada, encontrada em carnes, ovos e queijos, não está associada a doenças cardiovasculares como se acreditou por muitos anos”, pondera Koenen.

Segundo a endocrinologista, esse grupo de alimentos foi condenado a partir de hipóteses não comprovadas sobre o colesterol, no entanto, é crescente o número de estudos que já identificaram que a gordura boa deve predominar. “Uma dieta equilibrada pode ter mais de 50% de gorduras totais, existem artigos que falam até em 70%”, frisa.

E o colesterol?

“Apenas por volta de 20% do colesterol sanguíneo vem da dieta, pois a maior parte é produzida naturalmente no fígado. Ou seja, já foi demonstrado que comer mais gordura não necessariamente se traduz em ter um LDL maior”, comenta Koenen. Segundo a médica, ocorre que o LDL tem sete subtipos, agrupados por tamanho em quatro classes: I, II, III, e IV, sendo apenas uma delas prejudicial à saúde, o chamado “LDL pequeno e denso”.

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Foto: Alibaba

“Ele, sim, está relacionado à aterosclerose. Além de aumentar os riscos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente quando aparece em sua forma oxidada; o que ocorre quando há um nível alto de inflamação no organismo. É dessa inflamação que precisamos cuidar”.

“Além disso, as gorduras saturadas são as únicas que aumentam o HDL, que é o colesterol bom”, lembra Koenen. Já os óleos vegetais (canola, milho, soja, girassol) devem ser evitados. Isso porque são ricos em ômega 6, a gordura inflamatória, que faz o oposto da gordura ômega 3, presente no salmão selvagem, atum, arenque, cavalinha e sardinhas. Ovos caipira também contém ômega 3.

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Ainda segundo a endocrinologista, em diabéticos, já foi comprovado que triglicérides altos e HDL baixo, além dos níveis de PCR ultrassensível, são indicadores mais eficazes para predizer risco de infarto do que o LDL isolado.

“Sabe-se, ainda, que tabagismo, estresse e sedentarismo aumentam consideravelmente a inflamação e são fatores de risco muito mais importantes e com mais evidência que o nível de LDL isoladamente para o risco de doença cardiovascular”, finaliza.

Fonte: Janaina Koenen é graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Mestre em Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Membro da Sociedade Brasileira de Diabetes. (comissão científica da diretoria da regional de Minas Gerais); Membro da Endocrine Society.

 

Conheça cinco gorduras que podem melhorar sua saúde

Médico Theo Webert elenca os alimentos que, aliados a uma dieta equilibrada, podem ajudar no funcionamento de órgãos, como o cérebro e o coração

O termo “gordura”, apesar de hoje ser reconhecido também em contextos saudáveis, ainda carrega o peso de ser relacionado aos problemas de saúde. No entanto, há sim as gorduras boas que ajudam numa dieta equilibrada e no reequilíbrio do organismo. A informação é do médico Theo Webert, que atua em nutrologia e em qualidade de vida. Segundo ele, a gordura boa é necessária para a função cerebral, a produção de hormônios, metabolismo, perda de peso, energia, função imune e resposta inflamatória.

“Praticamente, 60% do cérebro são constituídos por gordura. A gordura que comemos literalmente alimenta o nosso cérebro, ajudando nossas funções neurológicas e a clareza mental que nos permite viver de forma saudável”, afirma o especialista.

O médico explica que os efeitos de obtenção de gordura boa na alimentação equilibrada pode melhorar radicalmente a energia, estabilizado os hormônios e alimentando o sistema nervoso. “O óleo de coco é geralmente a melhor gordura para se usar na cozinha, porque a sua integridade nutricional permanece estável, mesmo em altas temperaturas”, informa.

Segundo Theo Webert, é fundamental a ingestão de ômega-3, essenciais para o metabolismo, saúde mental e cardiovascular, além de atuar como anti-inflamatório. “Eles também ajudam a prevenir distúrbios relacionados ao desenvolvimento de câncer e podem ser encontrados em vegetais de folhas verdes, algas, sementes de chia, sementes de linhaça, nozes, morango e até no kiwi”, diz.

O médico elenca cinco fontes naturais de gorduras consideradas boas para o organismo. “É claro que o seu consumo deve ser orientado e observado por um especialista. Qualquer excesso pode ser prejudicial ao nosso corpo”, ressalta.

1. Abacate

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O abacate é dos principais alimentos ricos em gordura positiva. “Se embrulhado como um burrito em uma folha de nori (alga japonesa), com brotos e verduras cultivadas, pode ser uma boa opção e fonte de nutrientes. Por ser de rápido consumo, pode ainda ser descascado, picado e armazenado no congelador. Antes de consumido, pode ser batido no liquidificador com cacau e ate mesmo leite de amêndoas. Fica delicioso”, sugere.

2. Ghee

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Foto: WhatsCookingAmerica

Conhecido como manteiga caseira, na verdade trata-se de um óleo purificado da própria manteiga, onde toda a água e os elementos sólidos e toxinas da gordura do leite e lactose são completamente removidos. “Embora seja inteiramente preparado a partir da manteiga, suas propriedades diferem muito da manteiga em si. Ghee é um óleo de cozinha maravilhoso, que suporta o calor, mas pode ser usado também em um misto de chá, onde utilizamos tulsi (erva medicinal), adicionando uma colher de ghee, água de rosas, mel ou estévia”, ensina.

3. Óleo de coco

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O óleo de coco é excelente para cozinhar, uma vez que também pode suportar o calor. “Há quem utilize o óleo também nas receitas de uma barra de chocolate energético. Ele se une ao cacau, cogumelo reishi, cordyceps (fungo que com propriedades de combater o câncer) e um toque de mel. Para muitos, este é o impulso diário de energia”.

4. Nozes e sementes

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As sementes de cânhamo, amêndoas, sementes de abóbora, castanha do Pará, semente de linhaça, castanhas, sementes de gergelim, avelãs, nozes, macadâmia e sementes de chia compõem uma boa parte de uma dieta equilibrada, ao lado de vegetais verdes. “Leites produzidos a partir destas nozes, castanhas e sementes podem ser grandes fontes nutritivas numa alimentação balanceada. Há também como usar para receitas com panquecas, purê cremoso de batatas-doces, pudim de chia, macarrão e até queijo… as possibilidades são infinitas”, afirma Theo Webert.

5. Azeitonas e azeite de oliva

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As azeitonas e, obviamente, o azeite de oliva são uma excelente fonte de gorduras boas. “Os ácidos gordos monoinsaturados presentes no Azeite de Oliva ajudam na redução do colesterol mau (LDL) no corpo, reduzindo assim o bloqueio de artérias e formação praga. Ele também ajuda na redução da coagulação do sangue, além de ser também uma boa fonte de antioxidantes como fenóis e Vitamina E, que ajudam a manter o coração forte e funcionando corretamente”. Umas das maneiras de consumo do azeite pode ser por meio de molhos. ”Um dos favoritos é aquele que mistura azeite, limão e sal marinho. Você pode fazer alguém feliz com qualquer prato de legumes rápido e saboroso com esse simples molho”, finaliza.
 

5 alimentos ricos em gordura “boa” que você não sabia

A decisão de focar numa alimentação equilibrada pode trazer dúvidas sobre quais itens devem ser consumidos. Além de procurar refeições balanceadas, a dica é incluir produtos com gorduras que possam trazer benefícios ao nosso organismo, como as ricas em ácidos graxos insaturados. Bons exemplos são: castanha-do-pará, nozes, óleos e cremes vegetais, azeite de oliva, peixe, abacate, e, sim, maionese.

A nutricionista Lara Natacci, diretora da DietNet e coach de Bem-estar, explica que esses alimentos fazem parte de uma dieta equilibrada porque exercem várias funções positivas na nossa saúde. “Boa parte das pessoas acredita que o consumo de todos os tipos de gorduras está associado ao aparecimento de doenças cardiovasculares e ao aumento de peso. Então, elas acabam excluindo praticamente todas as fontes de gorduras da alimentação.”

A recomendação da nutricionista é primeiramente entender qual tipo de gordura se está consumindo e preferir o consumo das gorduras “boas”, que são as monoinsaturadas e poli-insaturadas. “Nenhum tipo de gordura deve ser totalmente abolida da alimentação diária. As refeições equilibradas, com todos os tipos de alimentos, são fundamentais para a manutenção da saúde e bem-estar”.

Para deixar mais claro, a nutricionista revela dicas de alimentos fontes de gorduras “boas” para incluir no cardápio:

– Prefira alimentos derivados de óleos vegetais, como azeites, cremes vegetais e a maionese, que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada já que contêm gorduras poli-insaturadas como Ômegas 6 e 3;

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– Inclua legumes e verduras. Para dar mais sabor e incluir gorduras boas na refeição é possível preparar molhos à base de maionese, por exemplo;

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– Invista em nozes, castanhas, amêndoas, castanha-do-brasil, castanha de caju, avelã e sementes nos lanches intermediários. Eles são importantes fontes de Ômega-6 e outros nutrientes.

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– Consuma frequentemente peixes de águas frias e profundas, como sardinha, atum, salmão, arenque e truta.

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Nutricionista esclarece como equilibrar o consumo de gorduras

De vilãs a mocinhas, as gorduras consideradas do bem cumprem papéis importantes no organismo. Sua deficiência pode causar perda de memória, prejuízos ao metabolismo ósseo e à absorção de vitaminas. A ordem, no entanto, é evitar, ao máximo, as gorduras consideradas nocivas, como as saturadas, encontradas em alimentos de origem animal.

Já está mais do que na hora de se desprender da ideia de que o consumo de gordura é o que faz ganhar uns quilinhos a mais. De fato, comer batata frita, hambúrguer ou outras guloseimas todos os dias não fará ninguém manter a boa forma, muito menos a saúde. No entanto, é importante ter em mente que a gordura desempenha papel essencial no organismo. “Além de proporcionar energia, ela auxilia na produção de hormônios, na absorção de vitaminas (A, B, E e K) e no funcionamento do cérebro”, explica Camila Torreglosa, nutricionista do HCor – Hospital do Coração.

Uma dieta completamente isenta do nutriente pode trazer prejuízos à visão, ao metabolismo ósseo, à fertilidade, à coagulação sanguínea e à proteção contra radicais livres – moléculas do organismo mediadoras de doenças. Por isso, o consumo na medida certa de gorduras é essencial. Uma pessoa que consome 2.000 calorias por dia, por exemplo, não deve ultrapassar 66 gramas de gorduras totais, o que representa 30% do valor energético total da dieta. Os valores podem variar entre as pessoas, de acordo com idade, gênero, peso e índice de massa corporal (IMC).

Afinal, como calcular, de maneira fácil, a quantidade de gordura ingerida? Se você é uma dessas pessoas que foge de cálculos, há uma forma bem simples. “O mais fácil é procurar a ajuda de um profissional. Além de avaliar todas as necessidades do paciente, ele levará em conta a distribuição dos demais nutrientes, como carboidratos e proteínas, antes de indicar o total de gordura, e o tipo, que cada um necessita”, explica a nutricionista do HCor.

Alimentos com gorduras do “bem”

Algumas formas do nutriente são produzidas no organismo, outras obtidas a partir da ingestão de alimentos. As gorduras insaturadas, divididas em poli-insaturadas e monoinsaturadas, na devida proporção, exercem efeito anti-inflamatório, melhoram a coagulação e reduzem o colesterol ruim (LDL). “Com bom senso e equilíbrio na escolha, azeite de oliva, óleo de canola, nozes, amêndoas, castanhas e abacate, óleo de girassol, milho e soja, salmão, atum, sardinha e linhaça são ótimas fontes de gorduras do bem e consideradas essenciais para a saúde”, sugere Camila.

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Foto: Avocado.org

 

O outro lado

De modo geral, abusar das gorduras, principalmente as saturadas, está associado a doenças cardiovasculares e a inflamações. Já as gorduras trans, obtidas por meio de um processo químico, são transformadas em gordura sólida e aumentam os níveis LDL e diminuem o bom colesterol (HDL).

Os diferentes tipos de gordura

Saturadas: relacionadas ao aumento de problemas cardíacos, as gorduras saturadas são encontradas em alguns produtos de origem vegetal, além de carnes, embutidos, bacon, manteiga, queijos gordurosos.

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Foto: ALLFOOD

Insaturadas: divididas em monoinsaturadas (azeite, abacate, óleos de canola, girassol) e poli-insaturadas (peixes ricos em ômega-3, soja, grãos), esses dois tipos de gordura têm efeito positivo para a saúde. Embora sejam consideradas do bem, devem ser consumidas moderadamente, pois, como todas as gorduras, são ricas em calorias.

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Trans: usadas pela indústria de alimentos para garantir o sabor e a textura de pipoca de micro-ondas, batatas fritas, sorvetes, biscoitos recheados, são muito ruins à saúde cardiovascular. Leia o rótulo para identificar sua presença. Caso conste na lista qualquer tipo de gordura vegetal hidrogenada, é possível que exista alguma quantidade de gordura trans no alimento.

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Foto: Xandert/Morguefile

Fonte: HCor