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Nutricionista orienta sobre alimentos para combater a gripe

Nesta época do ano, quando aumentam casos de gripe e resfriado, a alimentação é fundamental para fortalecer o sistema imunológico. A rede de supermercados Hirota promove o bem-estar com dicas sobre os produtos que auxiliam a prevenir ou combater os sintomas da doença. “A ingestão adequada de vitaminas e minerais garante ao corpo uma imunidade muito mais forte”, afirma a nutricionista da rede, Adriana Miyuki.

A dica é manter uma dieta equilibrada, composta por frutas, legumes, verduras, cereais integrais e carnes magras, para deixar o organismo mais resistente a vírus e bactérias. Além de ajudar na prevenção, alguns alimentos também podem ser um complemento ao tratamento, para amenizar os sintomas.

“Chás quentes, gengibre, mel e limão ajudam a melhorar a congestão nasal e aliviar dores de garganta momentaneamente”, orienta a nutricionista, que lembra que cebola e alho são considerados antivirais e ótimos aliados no combate à gripe.

Outra medida importante é ingerir bastante líquidos, principalmente com a baixa umidade do ar que costuma registrar esta época do ano. Mas a nutricionista alerta que nada substitui o acompanhamento médico. “Os alimentos são aliados importantes, mas não devem substituir uma visita ao médico.”

Para fortalecer a imunidade:

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Vitamina A: cenoura, mamão, abóbora, folhas verde escuras;

ovos

Vitamina B: leite, ovos, leguminosas, brócolis, cereais integrais;

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Vitamina C: folhas verde escuras, laranja, limão, abacaxi;

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Pixabay

Vitamina E: carnes magras, leite e derivados, folhas verde escuras, oleaginosas;

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Zinco: ostras, soja, sementes de abóbora, amêndoa, amendoim e grão de bico;

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Selênio: castanha-do-pará, farinha de trigo, feijão, frango e carnes bovina, arroz, ovos.

Fonte: Hirota

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Idosos devem adotar cuidados especiais no inverno

Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, explica a importância da alimentação, prática de atividades físicas, vacinação e outros pontos que merecem destaque nesta época do ano

Uma alimentação balanceada é fundamental independente da estação. Porém, é comum no inverno o aumento da ingestão de carboidratos e bebidas alcoólicas. De acordo com Bruno Topis, clínico geral do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, o equilíbrio de nutrientes garante um sistema imune para combater infecções. O especialista respondeu cinco questões sobre os pontos importantes como vacinação, hipotermia e prática de atividades físicas especialmente para idosos.

Quais precauções os idosos devem tomar com o inverno?

bicicleta idosos cachorro pexels
Durante o inverno, é necessário ter uma atenção especial com a alimentação, que tende a manter o seu sistema imune preparado para combater as infecções mais comuns desta época do ano, e manter a prática de atividades físicas que, desde que não haja contraindicação, vai ajudar a evitar atrofia muscular e complicações de doenças. É muito importante também se proteger contra a hipotermia, uma situação potencialmente fatal principalmente em idosos que tendem a ter uma baixa reserva funcional para se manter aquecidos espontaneamente. Além disso, é fundamental manter o calendário de vacinas atualizado. A vacinação é o modo mais eficaz e comprovado cientificamente de proteger-se contra algumas doenças.

A vacina da gripe é importante? Todos devem tomar?

vacina
Sim, extremamente importante. Todas as pessoas podem tomar a vacina, exceto aquelas que possuem contraindicações, como reações alérgicas. Os grupos prioritários têm distribuição gratuita garantida pelo SUS: crianças de 6 meses a 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, gestante, mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias, profissionais de saúde, população indígena, portadores de doenças crônicas como diabetes, asma e artrite reumatoide, indivíduos imunossuprimidos, portadores de trissomias com síndrome de down e klinefelter, pessoas privadas de liberdade.

Como deve ser a alimentação neste período?

torrada pao comida jantar almoço pixabay
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Um erro muito comum em idosos neste período é exagerar na quantidade de carboidratos (pães, doces) e bebidas alcoólicas ocasionando todos os efeitos deletérios desta dieta inadequada.

Quais sintomas indicam a necessidade da ida ao pronto-socorro?

mulher idosa doente gripe iStock
Geralmente, resfriados com febre baixa podem ser tratados em casa, e casos mais brandos de gripe podem ser observados antes da ida ao pronto-socorro. Porém, quando os sintomas são mais fortes, como febre alta persistente, tosse aguda, falta de ar ou dor torácica, é importante passar pela avaliação de um médico com a finalidade de excluir doenças graves ou que demandem algum medicamento específico como antibióticos. Casos mais graves podem demandar internação.

É necessário repor alguma vitamina?

remedio pilula pixabay
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Não é necessária nenhuma suplementação adicional neste período. Se a pessoa possui uma alimentação saudável, e seus estoques de vitaminas (identificados em exames de sangue) estiverem bons, não há nenhuma conduta adicional a ser tomada pelo fato de estarmos no inverno.

Fonte: Rede D’Or São Luiz

Baixas temperaturas tendem a aumentar casos de gripe no Brasil

No inverno costuma aumentar a proliferação do vírus influenza no país. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 5% a 10% dos adultos e 20% a 30% das crianças são atingidas pelas doenças causadas pelo vírus, como é o caso da gripe.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, já foram registrados mais de 3.500 casos de infecção em todo o Brasil entre janeiro e junho de 2018. A OMS ainda estima que em torno de 1,2 bilhão de pessoas estejam propensas a contrair gripe com complicações.

Os vírus influenza são classificados em três tipos, sendo os tipos A e B responsáveis pelas epidemias sazonais e o tipo C infecções respiratórias moderadas, sem grandes impactos na saúde pública. O subtipo mais conhecido é o H1N1, que também foi chamado de gripe suína, que gerou epidemia no Brasil em 2009 e, em 2018, já causou a morte de aproximadamente 400 pessoas. Um outro subtipo que vem causando impacto é o H3N2, responsável pela infecção de mais de 47 mil pessoas no último surto que aconteceu nos Estados Unidos, resultando em diversas mortes.

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Os sintomas dos diferentes tipos são iguais – febre alta, tosse, garganta inflamada e dores no corpo. Quando, além disso, causa falta de ar, pode evoluir com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Nesses casos, é indicado o tratamento antiviral e o diagnóstico por biologia molecular. Segundo o protocolo do Ministério da Saúde para o tratamento de influenza, agir precocemente com antivirais pode reduzir a duração dos sintomas e a ocorrência de complicações pelo vírus.

Mesmo assim, o diagnóstico correto se faz necessário para que o tratamento seja eficaz. “O erro no diagnóstico, dependendo do tipo do vírus, pode levar a complicações respiratórias como pneumonia. Geralmente, a evolução da gripe influenza tem resolução espontânea em até sete dias, embora a tosse, o mal-estar e a fadiga possam permanecer por algumas semanas. Alguns casos podem evoluir com complicações, sendo as mais comuns pneumonia, sinusite, otite e desidratação”, comenta Marcelo Ducroquet, infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP).

Exames mais completos, como os de biologia molecular, são capazes de detectar e diferenciar os principais agentes causadores da gripe. O assessor médico do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e médico assistente da Seção de Biologia Molecular da Divisão de Laboratório Central do Hospital das Clínicas de São Paulo (FMUSP), André Mario Doi, explica que o diagnóstico rápido e preciso das infecções respiratórias pelo vírus Influenza é fundamental, principalmente em populações de risco como crianças, gestantes e idosos.

“Nos casos positivos, a instituição de terapia específica precoce (uso de antivirais) reduz mortalidade e gravidade do quadro. O teste molecular possui elevada sensibilidade e permite o diagnóstico rápido e acurado das infecções respiratórias de etiologia viral”, explica o médico.

Além de auxiliar na análise médica, o diagnóstico molecular utiliza uma metodologia mais específica que pode diferenciar os vários tipos de influenza em um único teste, e o resultado pode ser conferido no mesmo dia.

Para a identificação de doenças infecciosas, o uso de métodos moleculares têm apresentado resultados eficientes: os testes realizados fornecem dados epidemiológicos importantes, que, muitas vezes, servem como base para órgãos públicos realizarem o controle de “espécies” e vírus presentes no país, além de realizarem novos estudos e desenvolverem novas vacinas, por exemplo.

“Alguns kits, como o de painel respiratório, permite detectar 21 patógenos, entre vírus e bactérias, em amostras respiratórias, em uma só reação, dentre eles, os vírus causadores da gripe (influenza A e B). Frente a um quadro gripal, que pode ser ocasionado por uma grande diversidade de vírus além do influenza, o painel respiratório permite identificar qual o provável agente causador do quadro”, comenta Doi.

De acordo com o médico, alguns métodos comerciais permitem detecção não apenas no influenza, mas de outros vírus respiratórios que são frequentes no inverno, como Vírus Sincicial Respiratório, Parainfluenza, Metapneumovírus, Rhinovírus etc.

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Fundamental para monitorar as mudanças genéticas dos vírus da gripe, o diagnóstico molecular distingue o agente infeccioso e, com isso, possibilita o uso correto de medicamentos. “Outra questão que enfrentamos, que provém do diagnóstico errado, é a indicação de medicamentos incorretos. Isso pode levar a internações hospitalares e complicações que poderiam ser evitadas”, finaliza Ducroquet.

Fonte: Mobius

Gel antisséptico Mahogany hidrata e protege contra vírus e bactérias

Basta o inverno se aproximar para que os surtos de gripe e doenças respiratórias comecem a surgir. O mais famoso dos vírus que aparecem nessa época do ano é o da Influenza A, conhecido como H1N1. Para evitar a contaminação, o melhor remédio é a prevenção.

Existem diversas maneiras de se proteger desses vírus, uma delas é a higienização das mãos com álcool em gel. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o uso de um produto antisséptico, por exemplo, o álcool 70% em gel ou líquido, ameniza o risco de contaminação pelo vírus.

Para hidratar e proteger as mãos ao mesmo tempo, a Mahogany apresenta o Gel Antisséptico Hidratante com álcool 70%, nas versões de 440 g, própria para deixar na entrada de casa, escritório e consultório e 75 g, em forma de bisnaga ideal para se ter na bolsa e prática para qualquer momento do dia.

A eficácia é testada e aprovada pela eliminação de até 99,99% dos micróbios em até 60 segundos, e o melhor de tudo: sem ressecar a pele. Além disso, a composição traz ativos altamente hidratantes como a manteiga de karité e extrato de amêndoas, que conferem maciez e suavidade à pele, além da função de proteção contra vírus e bactérias, que é característica do gel antisséptico.

Preços sugeridos: R$ 19,00 (75 g) e R$ 49,00 (440 g).

Informações: Mahogany – SAC: (11) 3686-6999

Vacina de gotinha ou injetável protege os pets contra a gripe

Assim como a campanha de vacinação contra gripe para as pessoas, a imunização de cães e gatos é fundamental para a prevenção da doença. Os cães podem contrair a traqueobronquite infecciosa canina e os gatos, a rinotraqueite. Ambas, se não tratadas no começo, podem levar a complicações respiratórias mais graves. Por isso, a prevenção é a melhor proteção.

“Para os cães, há duas formas de vacina: a intranasal, que pinga uma gotinha no nariz do pet; e a injetável, aplicada embaixo da pele. Ambas têm a mesma eficácia e devem ser aplicadas todos anos”, afirma o veterinário Felipe Chaguri, da Petz. Nos gatos, a proteção é feita com a vacina v4 anualmente, que previne também contra panleucopenia, calicivirose e clamidiose.

Indicações

Para os filhotes, a vacina de gripe deve ser aplicada junto com a segunda dose da vacina múltipla, com aproximadamente 80 dias de vida, e é feita duas vezes, com intervalo de 21 a 30 dias. Após a segunda dose, só é necessário o reforço anual.

Para os gatos, a imunização contra é feita junto com a vacina múltipla felina, com três doses em filhotes a partir dos 45 dias de vida e com reforço anual. Em pets idosos, que estejam bem de saúde, basta somente o reforço anual.

O veterinário explica que o efeito se dá de 7 a 15 dias após a aplicação, quando o sistema imune se adapta e protege o animal por um ano, até o próximo reforço. A única contraindicação é para pacientes debilitados, imunossuprimidos ou com doença crônica.

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Foto: Doglistener

Transmissão

A gripe canina, também chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina, é transmitida por meio de vírus pelo ar, secreções respiratórias, contato direito com o cão infectado e objetos contaminados. Não transmite para o ser humano e para outras espécies. Ela pode ser causada pelo vírus da Para influenza, pela bactéria Bordetella bronchiseptica ou ainda pela combinação dos dois tipos de agentes. Os sinais são tosse persistente, espirros, secreção nasal e ocular, febre, prostração e falta de apetite. A rinotraqueíte felina é transmitida entre os próprios.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

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Foto: Cityofchicago

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

Fonte: Petz

Por que é importante se proteger contra a gripe todos os anos?

A gripe (influenza) é uma infecção viral respiratória aguda e altamente contagiosa, sendo mais grave do que um resfriado comum, podendo levar a complicações médicas sérias.3,4,13 A doença pode afetar qualquer pessoa em qualquer idade, sendo facilmente transmitida através da tosse, espirro e contato próximo com uma pessoa ou superfície contaminada.

A gripe é causada, principalmente, por quatro cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2) e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria). E, como esses vírus estão em constante mudança de um ano para outro, novas vacinas precisam ser produzidas anualmente e por isso é importante se vacinar contra a gripe todos os anos. Anualmente, a composição das vacinas de gripe é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para 2018, a OMS anunciou que houve modificação na cepa A H3N2.

Atualmente, os Estados Unidos e a Europa passam por um dos mais intensos surtos de gripe com altas taxas de casos confirmados e hospitalizações. De outubro de 2017 a 3 de março de 2018, os EUA tiveram 24.664 hospitalizações confirmadas por Gripe (Influenza). Já na Europa, desde outubro de 2017, foram confirmados 20.312 casos de gripe e 11.434 hospitalizações.

No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, o número total de casos confirmados de influenza até o final de outubro de 2017 foi de 2.412, sendo pacientes com uma mediana de idade de 45 anos – faixa etária que não é contemplada pela vacina oferecida no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Dentre os casos de influenza, tivemos predomínio para o vírus influenza A (H3N2) com 64,5% e influenza B com 25,4%, sendo assim responsáveis por quase 90% dos casos. O estado com maior número de óbitos por influenza foi São Paulo, com 35,8% dos registros.

“Aqui, no Brasil, o vírus da gripe circula o ano todo, não apenas no inverno e é muito importante a conscientização da população sobre a importância da imunização todos os anos. Uma pesquisa recente da GSK revelou que mais de 60% dos adultos brasileiros não estão com a vacinação em dia. E isso se comprova pelos casos confirmados em pessoas acima de 45 anos. Mesmo essa faixa etária não sendo contemplada no Programa Nacional de Imunizações, é importante que procurem se vacinar. As pessoas devem checar se fazem parte dos grupos de risco que podem se vacinar nos postos de saúde. Caso contrário, devem procurar as vacinas na rede privada”, afirma Bárbara Furtado, gerente médica de vacinas da GSK.

Vacinas trivalente e tetravalente

H1N1

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a imunização é a forma de prevenção mais efetiva contra a gripe e, para isso, existem dois tipos de vacinas contra a gripe: a trivalente e a tetravalente.

A vacina trivalente protege contra três cepas do vírus influenza. Para 2018, a OMS definiu a composição da vacina com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B (Yamagata). Ela é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos postos de saúde para crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, profissionais de saúde, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, indígenas, pessoas acima de 60 anos e professores das escolas públicas e privadas.

A vacina tetravalente está disponível na rede privada e possui proteção contra quatro diferentes cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2) e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria), o que significa 1 linhagem B a mais que as vacinas trivalentes. Sabe-se que as linhagens B foram responsáveis por quase 30% dos casos de gripe no ano de 2017.

Todos os anos, a OMS recomenda as três cepas de influenza para as vacinas trivalentes e recomenda a linhagem B adicional que deve ser incluída nas vacinas tetravalentes. Porém, é possível ocorrer um “mismatch” ou incompatibilidade de B, quando a cepa presente nas vacinas trivalentes, é significativamente diferente da linhagem que circula no ambiente.

A partir da campanha de 2018, a vacina influenza tetravalente da GSK, a Fluarix Tetra, estará disponível na rede privada para indivíduos a partir de 6 meses de idade.

A Anvisa aprovou, em 26 de fevereiro deste ano, a ampliação de uso desta vacina para indivíduos a partir de 6 meses de idade.

Diferenças entre gripe e resfriado

A gripe e o resfriado são doenças respiratórias, mas são causados ​​por diferentes vírus. Em geral, a gripe é pior do que o resfriado comum, e os sintomas são mais intensos. As pessoas com resfriado são mais propensas a apresentar sintomas como nariz escorrendo ou entupido. Os resfriados geralmente não levam a complicações de saúde, como pneumonia, infecções bacterianas ou hospitalizações. A gripe pode ter complicações associadas muito graves. Os sintomas da gripe podem incluir febre alta ou sensação de febre/calafrios, tosse, dor de garganta, nariz entupido, dores musculares ou corporais, dores de cabeça, fadiga (cansaço), sendo uma doença potencialmente fatal.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Febre Amarela e Gripe

Devido ao surto de Febre Amarela no país, é importante esclarecer para a população a possibilidade de imunização concomitante, ou em datas próximas, com as vacinas de Gripe (inativada) e Febre Amarela (atenuada):

1. Atualmente não existem estudos que avaliaram especificamente a possível interferência na resposta imune entre as vacinas de Febre Amarela e Gripe (Influenza).

2. Não existem evidências de que a administração concomitante da vacina de Febre Amarela com vacinas inativadas produza interferências nas respostas imunes e na segurança das vacinas, sendo elas aplicadas simultaneamente ou com qualquer intervalo e/ou ordem entre as administrações. 

3. Estudos clínicos limitados demonstraram que a resposta imunológica gerada pela vacina de Febre Amarela não é inibida pela administração de outras vacinas simultaneamente ou com intervalos de 1 dia a 1 mês.

Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras entidades de saúde não exigem um período mínimo de intervalo entre as doses e não contraindicam a administração de vacinas inativadas simultaneamente ou em qualquer momento antes ou após a vacinação contra Febre Amarela.

Fonte: GSK

Oito mitos sobre a gripe

Embora as doenças sejam uma parte natural da infância – o sistema imunológico deve aprender a combater as infecções – a gripe pode ser um problema sério

Neste ano, a temporada de gripe, nos EUA, já causou a morte de 60 crianças. Uma das razões pelas quais a temporada de gripe 2017-2018 está fora de controle é que a vacina deste ano é menos efetiva, devido à prevalência da estirpe evasiva H3N2. Mas vários outros equívocos – incluindo a crença generalizada de que as vacinas contra a gripe não valem a pena – provavelmente pioraram as coisas. Listamos outros mitos sobre a gripe que colocam todos em perigo:

Mito # 1: Você pode se proteger da gripe com um estilo de vida saudável
“Lavar as mãos e comer direito são excelentes defesas de primeira linha contra a gripe, mas você não pode parar um vírus sem uma vacina. Você e sua família precisam de uma melhor proteção do que manter hábitos saudáveis ​​- especialmente porque alguns estudos sugerem que a lavagem das mãos nem sempre o protegerá da gripe”, explica o pediatra e homeopata Moises Chencinski .

Mito # 2: Se você ficar afastado de todos, você não deixará as pessoas doentes
“O isolamento por conta própria, uma quarentena, pode fazer você se sentir como um herói (ou um mártir), mas é possível transmitir o vírus antes que os sintomas apareçam. Então esconder-se quando estiver doente não é uma estratégia infalível, embora seja certamente uma boa ideia ficar afastado dos outros, uma vez que os sintomas já tenham aparecido”, explica Chencinski.

Mito # 3: Se você ficar doente, a única coisa a fazer é tomar um medicamento
Uma vez que a gripe é uma infecção viral, os antibióticos não farão nada além de matar as bactérias boas do intestino. “E, embora o Oseltamivir seja comercializado como uma opção de tratamento para reduzir a duração da gripe e aliviar seus sintomas, a droga não é efetiva para todos, não é uma cura. Por causa de seu alto custo, para não mencionar a fraca oferta e eficácia, se não administrado logo no início do quadro, muitos médicos não o consideram uma solução para a gripe”, explica o pediatra.

mulher gripe

Mito # 4: Vacinas da gripe podem causar a gripe
Não é possível pegar a gripe por meio da vacina. As vacinas atuais contra a gripe contém vírus inativados ou “mortos”. “É verdade que algumas pessoas contraem a gripe pouco depois de receberem as vacinas, mas é só porque já estavam doentes e assintomáticas quando se vacinaram. Também é possível que os sintomas gripais – cefaleias, náuseas e até mesmo febre de baixo grau – possam ser causados ​​pela produção de anticorpos contra a vacina. Mas certamente esses sintomas não são piores que uma gripe”, destaca Chencinski.

Mito # 5: Grávidas e crianças não devem receber vacinas contra a gripe
Toda a família precisa da vacina, a menos que um médico indique o contrário. O CDC recomenda que todas as mulheres grávidas recebam a vacina contra a gripe, excluindo complicações específicas, e os estudos sugerem que essa vacina realmente reduz o risco de abortos espontâneos e o nascimento de natimortos. Enquanto isso, há evidências de que a vacina é até 83% efetiva na redução do risco para crianças pequenas.

Mito # 6: Vacinas de gripe causam narcolepsia, doença de Alzheimer etc.
É verdade que uma vacina europeia contra a gripe suína esteve ligada à narcolepsia, em 2009, mas isso nunca se aplicou à vacina contra a gripe sazonal. Também não existe uma relação cientificamente comprovada entre vacinas contra a gripe e a doença de Alzheimer – uma falácia que é especialmente perigosa para idosos, que estão em maior risco de complicações relacionadas à gripe. “Outros incidentes, por exemplo, um caso amplamente divulgado de uma mulher que afirmou que ela só poderia caminhar para trás depois de se vacinar contra a gripe, provou ser puramente psicológico. Apenas para registro, as vacinas nunca causaram problemas de saúde ou deficiência mental, incluindo o autismo”, diz o médico.

gripe mulher

Mito # 7: É muito tarde para se vacinar
É verdade que a vacina da gripe pode demorar até duas semanas para imunizar o organismo. Mas é preciso enfatizar, uma vez mais, que as pessoas devem receber a vacina anualmente.

Mito # 8: A gripe é uma doença benigna
Gripe não é resfriado. São duas doenças diferentes. A gripe mata mais pessoas nos Estados Unidos, todos os anos, do que o vírus Ebola matou na história do mundo. No ano passado, 34 milhões de americanos pegaram gripe, 710 mil foram hospitalizados e cerca de 56 mil morreram – 148 deles eram bebês e crianças. “E, embora as crianças e os idosos estejam em maior risco, adultos perfeitamente saudáveis ​​podem morrer da gripe. A gripe não é um rito de passagem do inverno, e certamente não é uma doença benigna. A melhor maneira de se proteger é tomar a vacina contra a gripe”, orienta o pediatra.

Fonte: Moisés Chencinski é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com título de especialista em pediatria pela Associação Médica Brasileira (AMB). Formado pelo CEPAH – Centro de Pesquisa e Aperfeiçoamento em Homeopatia com título de especialista em homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB). Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016 / 2019).Membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

 

 

 

Gripe de outono também afeta os pets

Dica do veterinário da Petz é manter a vacinação em dia e deixar os pets sempre bem hidratados para evitar a queda da imunidade

Os bichinhos de estimação também sentem a mudança no clima e, com ela, o aumento da propensão às gripes. As principais doenças que os atingem nesta época são a traqueobronquite infecciosa canina, no caso dos cães, e a rinotraqueite, nos gatos. Ambas são transmitidas por vírus, em contato com algum pet doente, principalmente em passeios na rua e nos parques.

O veterinário Felipe Chaguri, da Petz, afirma que a imunização é a melhor forma de proteger os pets: “Nos cães, deve ser aplicada a vacina de gripe canina e, nos gatos, a múltipla felina. As duas dão proteção contra essas doenças, mas devem ter uma dose de reforço todos os anos”.

Sinais e tratamento

cachorro doente 2

Nos cães, os sintomas da traqueobronquite ou tosse dos canis aparecem com tosse seca, secreção nasal, espirros e febre. Já os gatos apresentam secreção nasal, secreção ocular amarelada ou esverdeada, espirros, febre e falta de apetite, em casos mais graves.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

Silver tabby cat Zelda sneezing
Foto: Warren Photographic

Outras alterações que podem ocorrer nesta época:

• Conjuntivite: com o ar mais seco, os olhos dos animais podem ficar vermelhos, lacrimejar e coçar. Com isso, eles podem tentar aliviar a coceira com as patinhas, causando lesões ou até levando bactérias para os olhos. O que provoca a infecção chamada de conjuntivite. Animais de focinho mais curto tem mais incidência de conjuntivite. Para aliviar esses sinais, a limpeza dos olhos deve ser feita com algodão e água bem delicadamente. Mas é importante procurar um médico veterinário para que os sinais não persistam ou piorem.

• Problemas respiratórios: alguns pets podem ficar ofegantes e sofrer de crise respiratória nos dias secos. O ideal é evitar caminhadas longas e brincadeiras muito ativas nesses dias.

• Bichinhos de focinho bem curto ou achatados (braquicefálicos) têm dificuldade de respiração e maior predisposição para esses problemas, assim como filhotes e os pets mais idosos.

Fonte: Petz

Doenças de outono: quais são e como preveni-las

A cada final de estação, percebemos as mudanças no tempo e, infelizmente, isso
influencia, e muito, para o surgimento de problemas de saúde. Mesmo sendo doenças fáceis de se tratar, é preciso ter cuidado para evitar ou remediar, dependendo do caso e grau, algo que pode ficar mais sério.

Como estamos no outono, a Clínica Sadeb listou as principais doenças que surgem no outono e quais cuidados podemos ter para evitá-las.

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Mutação no vírus da gripe obriga pessoas a tomarem vacina todos os anos

A chegada dos meses mais frios provoca um aumento no número de pacientes que procura os consultórios com sintomas de doenças alérgicas e respiratórias. Os dias mais secos e com temperaturas baixas do outono-inverno agravam os quadros de doenças crônicas como asma, bronquite, rinite e sinusite.

A gripe, causada pelo vírus influenza, é a doença mais comum nesse período e se caracteriza pela infecção no sistema respiratório. O que diferencia a gripe das outras viroses respiratórias é o fato dela ter um grupo diferente de vírus, e o influenza é o mais conhecido. Esse tipo de vírus atinge o pulmão e costuma sofrer mutações a cada ano, podendo ficar mais ou menos agressivo para as pessoas.

mulher gripe doente cama

“Por conta dessas modificações do vírus Influenza, a vacina precisa ser reformulada a cada ano, com base na maior prevalência da circulação viral do ano anterior. Com isso, para evitar a doença, é fundamental que as pessoas tomem uma nova dose da vacina anualmente”, afirma a pediatra Renata Scatena, diretora da Casa Crescer, clínica que reúne várias especialidades para atendimento infantil.

Um surto de gripe se espalhou pelo mundo. Nos Estados Unidos, a doença atingiu praticamente todos estados no início do inverno, com um total de 47 mil casos confirmados. 20 crianças morreram, a maioria delas não estava imunizada. No Brasil, o estado de Goiás foi o mais atingido com 44 casos confirmados e três mortes. As campanhas de vacinação já começaram no país nas clínicas particulares. Na rede pública é possível tomar a vacina Trivalente que cobre as duas cepas de influenza A (H1N1 H3N2) e uma cepa do Influenza B. Nas clínicas de vacinação, está disponível a vacina Tetravalente que cobre as duas cepas de influenza A (H1N1 H3N2) e duas cepas de influenza B.

“A vacina da gripe é extremamente segura, não tem nenhuma contraindicação. Ela pode ser administrada junto com outras vacinas do calendário de vacinação, no mesmo dia, e é um mito falar que a vacina da gripe deixa a pessoa com a doença. Ela é composta por vírus inativado, ou seja, partículas virais incapazes de causarem a doença”, afirma Renata.

vacina

A médica dá orientações sobre alguns cuidados que precisam ser tomados para tratamento e prevenção da doença. As grávidas devem procurar o obstetra que está cuidando da gestação para que ele dê o tratamento específico. Já as crianças, se estiverem doentes, devem evitar locais fechados, como creches e berçários, e ficar em casa, em repouso.

“A gripe deve ser tratada com antitérmico e hidratação, a criança deve higienizar as mãos com álcool em gel, e fazer a lavagem nasal com soro fisiológico pelo menos duas vezes por dia. É fundamental evitar os locais fechados por causa do risco de propagação do vírus”, conclui a pediatra.

Fonte: Renata Scatena é médica graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, com residência em Pediatria e especialização em Terapia Intensiva Pediátrica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB e atualmente, é diretora clínica da Casa Crescer, um espaço novo em São Paulo que tem o objetivo de cuidar da saúde das crianças de forma integrada, sendo ela orgânica, social, cultural, psíquica e emocional