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Gel antisséptico Mahogany hidrata e protege contra vírus e bactérias

Basta o inverno se aproximar para que os surtos de gripe e doenças respiratórias comecem a surgir. O mais famoso dos vírus que aparecem nessa época do ano é o da Influenza A, conhecido como H1N1. Para evitar a contaminação, o melhor remédio é a prevenção.

Existem diversas maneiras de se proteger desses vírus, uma delas é a higienização das mãos com álcool em gel. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o uso de um produto antisséptico, por exemplo, o álcool 70% em gel ou líquido, ameniza o risco de contaminação pelo vírus.

Para hidratar e proteger as mãos ao mesmo tempo, a Mahogany apresenta o Gel Antisséptico Hidratante com álcool 70%, nas versões de 440 g, própria para deixar na entrada de casa, escritório e consultório e 75 g, em forma de bisnaga ideal para se ter na bolsa e prática para qualquer momento do dia.

A eficácia é testada e aprovada pela eliminação de até 99,99% dos micróbios em até 60 segundos, e o melhor de tudo: sem ressecar a pele. Além disso, a composição traz ativos altamente hidratantes como a manteiga de karité e extrato de amêndoas, que conferem maciez e suavidade à pele, além da função de proteção contra vírus e bactérias, que é característica do gel antisséptico.

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Vacina de gotinha ou injetável protege os pets contra a gripe

Assim como a campanha de vacinação contra gripe para as pessoas, a imunização de cães e gatos é fundamental para a prevenção da doença. Os cães podem contrair a traqueobronquite infecciosa canina e os gatos, a rinotraqueite. Ambas, se não tratadas no começo, podem levar a complicações respiratórias mais graves. Por isso, a prevenção é a melhor proteção.

“Para os cães, há duas formas de vacina: a intranasal, que pinga uma gotinha no nariz do pet; e a injetável, aplicada embaixo da pele. Ambas têm a mesma eficácia e devem ser aplicadas todos anos”, afirma o veterinário Felipe Chaguri, da Petz. Nos gatos, a proteção é feita com a vacina v4 anualmente, que previne também contra panleucopenia, calicivirose e clamidiose.

Indicações

Para os filhotes, a vacina de gripe deve ser aplicada junto com a segunda dose da vacina múltipla, com aproximadamente 80 dias de vida, e é feita duas vezes, com intervalo de 21 a 30 dias. Após a segunda dose, só é necessário o reforço anual.

Para os gatos, a imunização contra é feita junto com a vacina múltipla felina, com três doses em filhotes a partir dos 45 dias de vida e com reforço anual. Em pets idosos, que estejam bem de saúde, basta somente o reforço anual.

O veterinário explica que o efeito se dá de 7 a 15 dias após a aplicação, quando o sistema imune se adapta e protege o animal por um ano, até o próximo reforço. A única contraindicação é para pacientes debilitados, imunossuprimidos ou com doença crônica.

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Foto: Doglistener

Transmissão

A gripe canina, também chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina, é transmitida por meio de vírus pelo ar, secreções respiratórias, contato direito com o cão infectado e objetos contaminados. Não transmite para o ser humano e para outras espécies. Ela pode ser causada pelo vírus da Para influenza, pela bactéria Bordetella bronchiseptica ou ainda pela combinação dos dois tipos de agentes. Os sinais são tosse persistente, espirros, secreção nasal e ocular, febre, prostração e falta de apetite. A rinotraqueíte felina é transmitida entre os próprios.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

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Foto: Cityofchicago

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

Fonte: Petz

Por que é importante se proteger contra a gripe todos os anos?

A gripe (influenza) é uma infecção viral respiratória aguda e altamente contagiosa, sendo mais grave do que um resfriado comum, podendo levar a complicações médicas sérias.3,4,13 A doença pode afetar qualquer pessoa em qualquer idade, sendo facilmente transmitida através da tosse, espirro e contato próximo com uma pessoa ou superfície contaminada.

A gripe é causada, principalmente, por quatro cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2) e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria). E, como esses vírus estão em constante mudança de um ano para outro, novas vacinas precisam ser produzidas anualmente e por isso é importante se vacinar contra a gripe todos os anos. Anualmente, a composição das vacinas de gripe é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para 2018, a OMS anunciou que houve modificação na cepa A H3N2.

Atualmente, os Estados Unidos e a Europa passam por um dos mais intensos surtos de gripe com altas taxas de casos confirmados e hospitalizações. De outubro de 2017 a 3 de março de 2018, os EUA tiveram 24.664 hospitalizações confirmadas por Gripe (Influenza). Já na Europa, desde outubro de 2017, foram confirmados 20.312 casos de gripe e 11.434 hospitalizações.

No Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde, o número total de casos confirmados de influenza até o final de outubro de 2017 foi de 2.412, sendo pacientes com uma mediana de idade de 45 anos – faixa etária que não é contemplada pela vacina oferecida no Programa Nacional de Imunizações (PNI). Dentre os casos de influenza, tivemos predomínio para o vírus influenza A (H3N2) com 64,5% e influenza B com 25,4%, sendo assim responsáveis por quase 90% dos casos. O estado com maior número de óbitos por influenza foi São Paulo, com 35,8% dos registros.

“Aqui, no Brasil, o vírus da gripe circula o ano todo, não apenas no inverno e é muito importante a conscientização da população sobre a importância da imunização todos os anos. Uma pesquisa recente da GSK revelou que mais de 60% dos adultos brasileiros não estão com a vacinação em dia. E isso se comprova pelos casos confirmados em pessoas acima de 45 anos. Mesmo essa faixa etária não sendo contemplada no Programa Nacional de Imunizações, é importante que procurem se vacinar. As pessoas devem checar se fazem parte dos grupos de risco que podem se vacinar nos postos de saúde. Caso contrário, devem procurar as vacinas na rede privada”, afirma Bárbara Furtado, gerente médica de vacinas da GSK.

Vacinas trivalente e tetravalente

H1N1

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a imunização é a forma de prevenção mais efetiva contra a gripe e, para isso, existem dois tipos de vacinas contra a gripe: a trivalente e a tetravalente.

A vacina trivalente protege contra três cepas do vírus influenza. Para 2018, a OMS definiu a composição da vacina com duas cepas de influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem de influenza B (Yamagata). Ela é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos postos de saúde para crianças de 6 meses a 5 anos de idade, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, profissionais de saúde, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, indígenas, pessoas acima de 60 anos e professores das escolas públicas e privadas.

A vacina tetravalente está disponível na rede privada e possui proteção contra quatro diferentes cepas do vírus influenza: 2 cepas A (H1N1 e H3N2) e 2 linhagens B (Yamagata e Victoria), o que significa 1 linhagem B a mais que as vacinas trivalentes. Sabe-se que as linhagens B foram responsáveis por quase 30% dos casos de gripe no ano de 2017.

Todos os anos, a OMS recomenda as três cepas de influenza para as vacinas trivalentes e recomenda a linhagem B adicional que deve ser incluída nas vacinas tetravalentes. Porém, é possível ocorrer um “mismatch” ou incompatibilidade de B, quando a cepa presente nas vacinas trivalentes, é significativamente diferente da linhagem que circula no ambiente.

A partir da campanha de 2018, a vacina influenza tetravalente da GSK, a Fluarix Tetra, estará disponível na rede privada para indivíduos a partir de 6 meses de idade.

A Anvisa aprovou, em 26 de fevereiro deste ano, a ampliação de uso desta vacina para indivíduos a partir de 6 meses de idade.

Diferenças entre gripe e resfriado

A gripe e o resfriado são doenças respiratórias, mas são causados ​​por diferentes vírus. Em geral, a gripe é pior do que o resfriado comum, e os sintomas são mais intensos. As pessoas com resfriado são mais propensas a apresentar sintomas como nariz escorrendo ou entupido. Os resfriados geralmente não levam a complicações de saúde, como pneumonia, infecções bacterianas ou hospitalizações. A gripe pode ter complicações associadas muito graves. Os sintomas da gripe podem incluir febre alta ou sensação de febre/calafrios, tosse, dor de garganta, nariz entupido, dores musculares ou corporais, dores de cabeça, fadiga (cansaço), sendo uma doença potencialmente fatal.

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Foto: Milton Michida / Governo do Estado de S. Paulo

Febre Amarela e Gripe

Devido ao surto de Febre Amarela no país, é importante esclarecer para a população a possibilidade de imunização concomitante, ou em datas próximas, com as vacinas de Gripe (inativada) e Febre Amarela (atenuada):

1. Atualmente não existem estudos que avaliaram especificamente a possível interferência na resposta imune entre as vacinas de Febre Amarela e Gripe (Influenza).

2. Não existem evidências de que a administração concomitante da vacina de Febre Amarela com vacinas inativadas produza interferências nas respostas imunes e na segurança das vacinas, sendo elas aplicadas simultaneamente ou com qualquer intervalo e/ou ordem entre as administrações. 

3. Estudos clínicos limitados demonstraram que a resposta imunológica gerada pela vacina de Febre Amarela não é inibida pela administração de outras vacinas simultaneamente ou com intervalos de 1 dia a 1 mês.

Sendo assim, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras entidades de saúde não exigem um período mínimo de intervalo entre as doses e não contraindicam a administração de vacinas inativadas simultaneamente ou em qualquer momento antes ou após a vacinação contra Febre Amarela.

Fonte: GSK

Oito mitos sobre a gripe

Embora as doenças sejam uma parte natural da infância – o sistema imunológico deve aprender a combater as infecções – a gripe pode ser um problema sério

Neste ano, a temporada de gripe, nos EUA, já causou a morte de 60 crianças. Uma das razões pelas quais a temporada de gripe 2017-2018 está fora de controle é que a vacina deste ano é menos efetiva, devido à prevalência da estirpe evasiva H3N2. Mas vários outros equívocos – incluindo a crença generalizada de que as vacinas contra a gripe não valem a pena – provavelmente pioraram as coisas. Listamos outros mitos sobre a gripe que colocam todos em perigo:

Mito # 1: Você pode se proteger da gripe com um estilo de vida saudável
“Lavar as mãos e comer direito são excelentes defesas de primeira linha contra a gripe, mas você não pode parar um vírus sem uma vacina. Você e sua família precisam de uma melhor proteção do que manter hábitos saudáveis ​​- especialmente porque alguns estudos sugerem que a lavagem das mãos nem sempre o protegerá da gripe”, explica o pediatra e homeopata Moises Chencinski .

Mito # 2: Se você ficar afastado de todos, você não deixará as pessoas doentes
“O isolamento por conta própria, uma quarentena, pode fazer você se sentir como um herói (ou um mártir), mas é possível transmitir o vírus antes que os sintomas apareçam. Então esconder-se quando estiver doente não é uma estratégia infalível, embora seja certamente uma boa ideia ficar afastado dos outros, uma vez que os sintomas já tenham aparecido”, explica Chencinski.

Mito # 3: Se você ficar doente, a única coisa a fazer é tomar um medicamento
Uma vez que a gripe é uma infecção viral, os antibióticos não farão nada além de matar as bactérias boas do intestino. “E, embora o Oseltamivir seja comercializado como uma opção de tratamento para reduzir a duração da gripe e aliviar seus sintomas, a droga não é efetiva para todos, não é uma cura. Por causa de seu alto custo, para não mencionar a fraca oferta e eficácia, se não administrado logo no início do quadro, muitos médicos não o consideram uma solução para a gripe”, explica o pediatra.

mulher gripe

Mito # 4: Vacinas da gripe podem causar a gripe
Não é possível pegar a gripe por meio da vacina. As vacinas atuais contra a gripe contém vírus inativados ou “mortos”. “É verdade que algumas pessoas contraem a gripe pouco depois de receberem as vacinas, mas é só porque já estavam doentes e assintomáticas quando se vacinaram. Também é possível que os sintomas gripais – cefaleias, náuseas e até mesmo febre de baixo grau – possam ser causados ​​pela produção de anticorpos contra a vacina. Mas certamente esses sintomas não são piores que uma gripe”, destaca Chencinski.

Mito # 5: Grávidas e crianças não devem receber vacinas contra a gripe
Toda a família precisa da vacina, a menos que um médico indique o contrário. O CDC recomenda que todas as mulheres grávidas recebam a vacina contra a gripe, excluindo complicações específicas, e os estudos sugerem que essa vacina realmente reduz o risco de abortos espontâneos e o nascimento de natimortos. Enquanto isso, há evidências de que a vacina é até 83% efetiva na redução do risco para crianças pequenas.

Mito # 6: Vacinas de gripe causam narcolepsia, doença de Alzheimer etc.
É verdade que uma vacina europeia contra a gripe suína esteve ligada à narcolepsia, em 2009, mas isso nunca se aplicou à vacina contra a gripe sazonal. Também não existe uma relação cientificamente comprovada entre vacinas contra a gripe e a doença de Alzheimer – uma falácia que é especialmente perigosa para idosos, que estão em maior risco de complicações relacionadas à gripe. “Outros incidentes, por exemplo, um caso amplamente divulgado de uma mulher que afirmou que ela só poderia caminhar para trás depois de se vacinar contra a gripe, provou ser puramente psicológico. Apenas para registro, as vacinas nunca causaram problemas de saúde ou deficiência mental, incluindo o autismo”, diz o médico.

gripe mulher

Mito # 7: É muito tarde para se vacinar
É verdade que a vacina da gripe pode demorar até duas semanas para imunizar o organismo. Mas é preciso enfatizar, uma vez mais, que as pessoas devem receber a vacina anualmente.

Mito # 8: A gripe é uma doença benigna
Gripe não é resfriado. São duas doenças diferentes. A gripe mata mais pessoas nos Estados Unidos, todos os anos, do que o vírus Ebola matou na história do mundo. No ano passado, 34 milhões de americanos pegaram gripe, 710 mil foram hospitalizados e cerca de 56 mil morreram – 148 deles eram bebês e crianças. “E, embora as crianças e os idosos estejam em maior risco, adultos perfeitamente saudáveis ​​podem morrer da gripe. A gripe não é um rito de passagem do inverno, e certamente não é uma doença benigna. A melhor maneira de se proteger é tomar a vacina contra a gripe”, orienta o pediatra.

Fonte: Moisés Chencinski é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com título de especialista em pediatria pela Associação Médica Brasileira (AMB). Formado pelo CEPAH – Centro de Pesquisa e Aperfeiçoamento em Homeopatia com título de especialista em homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB). Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016 / 2019).Membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

 

 

 

Gripe de outono também afeta os pets

Dica do veterinário da Petz é manter a vacinação em dia e deixar os pets sempre bem hidratados para evitar a queda da imunidade

Os bichinhos de estimação também sentem a mudança no clima e, com ela, o aumento da propensão às gripes. As principais doenças que os atingem nesta época são a traqueobronquite infecciosa canina, no caso dos cães, e a rinotraqueite, nos gatos. Ambas são transmitidas por vírus, em contato com algum pet doente, principalmente em passeios na rua e nos parques.

O veterinário Felipe Chaguri, da Petz, afirma que a imunização é a melhor forma de proteger os pets: “Nos cães, deve ser aplicada a vacina de gripe canina e, nos gatos, a múltipla felina. As duas dão proteção contra essas doenças, mas devem ter uma dose de reforço todos os anos”.

Sinais e tratamento

cachorro doente 2

Nos cães, os sintomas da traqueobronquite ou tosse dos canis aparecem com tosse seca, secreção nasal, espirros e febre. Já os gatos apresentam secreção nasal, secreção ocular amarelada ou esverdeada, espirros, febre e falta de apetite, em casos mais graves.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

Silver tabby cat Zelda sneezing
Foto: Warren Photographic

Outras alterações que podem ocorrer nesta época:

• Conjuntivite: com o ar mais seco, os olhos dos animais podem ficar vermelhos, lacrimejar e coçar. Com isso, eles podem tentar aliviar a coceira com as patinhas, causando lesões ou até levando bactérias para os olhos. O que provoca a infecção chamada de conjuntivite. Animais de focinho mais curto tem mais incidência de conjuntivite. Para aliviar esses sinais, a limpeza dos olhos deve ser feita com algodão e água bem delicadamente. Mas é importante procurar um médico veterinário para que os sinais não persistam ou piorem.

• Problemas respiratórios: alguns pets podem ficar ofegantes e sofrer de crise respiratória nos dias secos. O ideal é evitar caminhadas longas e brincadeiras muito ativas nesses dias.

• Bichinhos de focinho bem curto ou achatados (braquicefálicos) têm dificuldade de respiração e maior predisposição para esses problemas, assim como filhotes e os pets mais idosos.

Fonte: Petz

Doenças de outono: quais são e como preveni-las

A cada final de estação, percebemos as mudanças no tempo e, infelizmente, isso
influencia, e muito, para o surgimento de problemas de saúde. Mesmo sendo doenças fáceis de se tratar, é preciso ter cuidado para evitar ou remediar, dependendo do caso e grau, algo que pode ficar mais sério.

Como estamos no outono, a Clínica Sadeb listou as principais doenças que surgem no outono e quais cuidados podemos ter para evitá-las.

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Mutação no vírus da gripe obriga pessoas a tomarem vacina todos os anos

A chegada dos meses mais frios provoca um aumento no número de pacientes que procura os consultórios com sintomas de doenças alérgicas e respiratórias. Os dias mais secos e com temperaturas baixas do outono-inverno agravam os quadros de doenças crônicas como asma, bronquite, rinite e sinusite.

A gripe, causada pelo vírus influenza, é a doença mais comum nesse período e se caracteriza pela infecção no sistema respiratório. O que diferencia a gripe das outras viroses respiratórias é o fato dela ter um grupo diferente de vírus, e o influenza é o mais conhecido. Esse tipo de vírus atinge o pulmão e costuma sofrer mutações a cada ano, podendo ficar mais ou menos agressivo para as pessoas.

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“Por conta dessas modificações do vírus Influenza, a vacina precisa ser reformulada a cada ano, com base na maior prevalência da circulação viral do ano anterior. Com isso, para evitar a doença, é fundamental que as pessoas tomem uma nova dose da vacina anualmente”, afirma a pediatra Renata Scatena, diretora da Casa Crescer, clínica que reúne várias especialidades para atendimento infantil.

Um surto de gripe se espalhou pelo mundo. Nos Estados Unidos, a doença atingiu praticamente todos estados no início do inverno, com um total de 47 mil casos confirmados. 20 crianças morreram, a maioria delas não estava imunizada. No Brasil, o estado de Goiás foi o mais atingido com 44 casos confirmados e três mortes. As campanhas de vacinação já começaram no país nas clínicas particulares. Na rede pública é possível tomar a vacina Trivalente que cobre as duas cepas de influenza A (H1N1 H3N2) e uma cepa do Influenza B. Nas clínicas de vacinação, está disponível a vacina Tetravalente que cobre as duas cepas de influenza A (H1N1 H3N2) e duas cepas de influenza B.

“A vacina da gripe é extremamente segura, não tem nenhuma contraindicação. Ela pode ser administrada junto com outras vacinas do calendário de vacinação, no mesmo dia, e é um mito falar que a vacina da gripe deixa a pessoa com a doença. Ela é composta por vírus inativado, ou seja, partículas virais incapazes de causarem a doença”, afirma Renata.

vacina

A médica dá orientações sobre alguns cuidados que precisam ser tomados para tratamento e prevenção da doença. As grávidas devem procurar o obstetra que está cuidando da gestação para que ele dê o tratamento específico. Já as crianças, se estiverem doentes, devem evitar locais fechados, como creches e berçários, e ficar em casa, em repouso.

“A gripe deve ser tratada com antitérmico e hidratação, a criança deve higienizar as mãos com álcool em gel, e fazer a lavagem nasal com soro fisiológico pelo menos duas vezes por dia. É fundamental evitar os locais fechados por causa do risco de propagação do vírus”, conclui a pediatra.

Fonte: Renata Scatena é médica graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, com residência em Pediatria e especialização em Terapia Intensiva Pediátrica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem o título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Associação de Medicina Intensiva Brasileira – AMIB e atualmente, é diretora clínica da Casa Crescer, um espaço novo em São Paulo que tem o objetivo de cuidar da saúde das crianças de forma integrada, sendo ela orgânica, social, cultural, psíquica e emocional

Alimentos para fortalecer a imunidade e evitar resfriados neste fim de inverno

 

Ainda resta pouco menos de um mês para o fim do inverno, e pode ser que nos últimos dias da estação o frio resolva se intensificar. Associado à umidade, que está mais proeminente nestes dias, a variação de temperatura – o vento gelado na rua e ambientes fechados em casa ou no escritório – colaboram para facilitar com que as pessoas fiquem gripadas ou resfriadas com maior facilidade.

Para evitar o desconforto gerado por esses males, além de se agasalhar bem, é possível investir na alimentação adequada para potencializar o sistema imunológico. Afinal, já é difícil sair da cama de manhã em dias frios para ir trabalhar, imagine ter que fazer isso com o corpo todo dolorido mais o mal-estar.

Uma boa alternativa para melhorar a imunidade e diminuir à propensão a ter pequenas ou grandes infecções e quadros como gripes está em dar atenção aà alimentação.

“Alimentos são ricos em vitaminas, minerais e outras substâncias que auxiliam na manutenção do sistema imunológico. Muitos também ajudam a proteger as células do organismo contra alterações que podem levar a problemas de saúde, além de ajudar a combater infecções e reduzir inflamações”, explica Rita Scarpato, nutricionista da Splendido Alimentação.

Segundo Ida Helena Poltronieri, nutricionista e diretora comercial da Splendido, não só funcionários, mas empresas também podem e devem se atentar com a alimentação neste período.

“Muitas empresas estão percebendo que proporcionar alimentação para seus colaboradores é muito mais do que um benefício de ‘RH’, é proporcionar qualidade de vida que será refletida no desempenho deste trabalhador. Essas empresas que se preocupam com a alimentação de seus colaboradores possuem equipes mais dispostas e sofrem menos com ausências e licenças de trabalhadores por conta de doenças que podem ser facilmente evitadas como uma boa nutrição”, comenta ela, ao recordar que obesidade, pressão alta e diabetes também sofrem influência da alimentação.

Para Rita uma ótima pedida para evitar estes infortúnios é apostar em um prato de comida bem equilibrado e colorido, principalmente com os ingredientes certos. Confira a seguir alguns alimentos que a nutricionista sugere acrescentar no cardápio neste período:

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Foto: Uwe Tuchen / Pixabay

1. Tomate: rico em vitaminas A, B e C, bem como em sais minerais como fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Por isso, auxilia na proteção do sistema imunológico. A substância responsável por esses benefícios, que dá a coloração vermelha ao alimento, é o licopeno. Esse nutriente é antioxidante, auxiliando no combate aos radicais livres, que leva ao envelhecimento precoce, e também a manter o coração saudável. “Muitas pessoas não gostam de comer salada no inverno. Por isso, uma boa opção para ingerir este alimento é prepará-lo em sopa ou mesmo um caldo. Além de consumir o nutriente, a versão quente do alimento ainda serve para aquecer o organismo no frio”, comenta Rita.

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Foto: Hotblack

2. Temperos: alho, cebola, pimenta e gengibre. O alho tem função imunoprotetora e uma boa dose de selênio e zinco, nutrientes importantes para evitar gripes, resfriados e outras doenças, explica Rita. “É por isso que muitas pessoas, quando gripadas, recorrem ao chá de alho para melhorar os sintomas”, comenta a nutricionista. Sobre a maneira de utilizá-lo na prevenção, ela recomenda que pode ser consumido no tempero das preparações e adicionado cru para temperar o tofu, por exemplo. A cebola possui quercitina, outro potencializador da função imune, prevenindo doenças virais e alérgicas.

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Pixabay

Durante os períodos de festa juninas e julinas, o gengibre é muito utilizado para o preparo do quentão. Elaborado desta forma ele pode ficar até muito saboroso, mas não é nada recomendado ingerir bebidas alcóolicas para trabalhar. Rico em vitamina C e B6, o gengibre é expectorante, reduz a inflamação e a dor, tem ação bactericida e também auxilia no fortalecimento do sistema imunológico. O alimento também é um excelente termogênico capaz de diminuir inflamações da garganta, típicas de gripes e resfriados. Porém, é muito importante ter cuidado ao ingerir este alimento, porque algumas pessoas são alérgicas e podem passar mal com uma tosse seca e muito forte, obstrução da garganta e surgimento de manchas avermelhadas pelo corpo. “De toda forma, nunca use grandes pedaços e, sim, lascas fininhas e pequenas”, recomenda Rita. A nutricionista indica que o gengibre pode ser usado em muitas sobremesas doces, mas também pode ser utilizado ralado em molhos salgados, sucos, chás e outros alimentos.

pimenta

Já a pimenta por si só já é considerada um alimento que provoca “calor” em muitas pessoas. Não é à toa que na Bahia, ela é sinônimo de “quente”. “Isso também se deve ao fato de ser um alimento termogênico, que auxilia na aceleração do metabolismo e, assim, favorece o emagrecimento. O fitoquímico responsável pelos benefícios é denominado de capsaicina, responsável pelo ‘ardido'”, comenta Rita. Esta substância tem a capacidade de reduzir a quantidade de radicais livres no organismo, sendo considerada um antioxidante e também um expectorante natural. As pimentas vermelhas também são fontes de vitaminas A, C e do complexo B, podem ser utilizadas moderadamente.

brocolis

3. Vegetais verde-escuros: “Brócolis, couve, couve de Bruxelas, rúcula e espinafre são fontes importantes de ácido fólico e vitaminas A, B6 e B12, que possuem papel na maturação das células imunes, ajudando na resistência às infecções”, diz a nutricionista da Splendido Alimentação. Rita complementa que os alimentos ricos em ácido fólico são importantes porque este nutriente participa da formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. “O brócolis é um dos vegetais mais saudáveis que você pode colocar na sua refeição e um dos alimentos que ajudam na imunidade. A chave para manter seu poder intacto é cozinhá-lo o mínimo possível, no vapor, para que não perca suas propriedades. Pode ser colocado em molhos, arroz, risotos, lanches, saladas, recheio de tortas e onde mais a imaginação permitir”, aconselha Rita.

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4. Iogurte ou leite fermentado: segundo a nutricionista, o iogurte natural e o leite fermentado são ricos em lactobacilos com propriedades probióticas, que melhoram a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico. “Além de serem consumidos no café da manhã e no lanche da tarde, são ótimas opções de ceia, antes de dormir ou para quando bate aquela fome de madrugada, pois é justamente neste período noturno que a ação dos lactobacilos é mais eficiente” indica Rita. A nutricionista acrescenta que ainda é possível utilizá-lo na preparação de molhos para saladas.

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5. Ômega 3: está presente, por exemplo, no azeite e no salmão, auxilia as artérias a permanecerem longe de inflamações, ajudando a imunidade do corpo. “Salmão, cavala e arenque são exemplos de mariscos ricos em gorduras ômega-3, que reduzem a inflamação, aumentam o fluxo de ar e protegem os pulmões de resfriados e infecções respiratórias”, observa Rita.

morango do emiliano

6. Morango: assim como outras frutas cítricas (laranja, acerola, limão e kiwi), o morango é rico em vitamina C, antioxidantes, fibras, flavonoides e propriedades anti-inflamatórias. “A vitamina C é importante porque aumenta a produção das células de defesa do corpo, aumentando, assim, a resistência a infecções. Além de serem ricas em antioxidantes, que evitam a ação dos radicais livres responsáveis por enfraquecer as células, deixando o organismo mais propenso a agentes invasores, grande parte das frutas cítricas têm percentual significativo de água, fator que acaba auxiliando na hidratação”, pondera a nutricionista. Ela recorda que, apesar de teoricamente a temporada do morango começar só em setembro, já é possível encontrar esta fruta em grandes quantidades pelas feiras, sacolões e supermercados. “Em muitos destes locais já está com preço bem acessível ou em promoção, por isso é ótima pedida para incluir na alimentação neste período”, pondera completando que, além de consumir a fruta in natura, é uma excelente opção para sucos e vitaminas, que auxiliam a dar um ‘up’ no organismo.

mushroom cogumelo
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7. Cogumelos: como o champignon contêm selênio, um forte antioxidante que combate os radicais livres, melhorando a imunidade do corpo e acelerando a cicatrização do organismo. Já o shitake é rico em lentinana, nutriente capaz de estimular a produção das células de defesa e aumentar a imunidade. “Cogumelos diferentes como shiitake, champignon, shimeji podem trazer inúmeros benefícios. Pode-se consumir um punhado todos os dias. Ficam deliciosos em risotos, massas, saladas ou acompanhado de carnes” orienta Rita.

Fonte: Splendido Alimentação

Excesso de medicação antigripal pode afetar a saúde cardíaca

No inverno, o número de casos de gripe e resfriado aumenta significativamente. Em grandes cidades como São Paulo, por exemplo, a situação atual é ainda mais preocupante, já que, pela falta prolongada de chuvas, a qualidade do ar se torna cada vez pior. Como consequência, há um crescimento do consumo de antigripais.

Mas, se por um lado, estes medicamentos aliviam os sintomas típicos – e extremamente incômodos – das doenças respiratórias mais comuns nesta estação, por outro, eles também devem ser utilizados com cautela. “Alguns desses remédios contêm substâncias vasoconstritoras, como a pseudoefedrina. Por isso, podem contribuir ou agravar quadros de hipertensão, por exemplo”, explica Pedro Genta, pneumologista do Hospital do Coração (HCor).

Genta aconselha que pessoas saudáveis e, principalmente, hipertensos e cardiopatas, procurem orientação médica antes de fazer uso de antigripais. “Medicamentos com vasoconstritores podem elevar a pressão arterial e também descompensar doenças como a insuficiência cardíaca e insuficiência coronariana”, alerta o pneumologista do HCor. “Por isso, é fundamental procurar orientação médica para saber quais limites respeitar, conforme a idade, hábitos cotidianos e condições específicas de saúde. A automedicação sempre representa riscos à saúde”, afirma.

O pneumologista explica que exageros acontecem porque as pessoas – portadoras ou não de problemas cardiovasculares – já estão acostumadas a tomar diferentes tipos de remédio para cada um dos sintomas que venham a apresentar nesta época do ano. Outro grupo de medicamentos bastante consumidos no inverno, com efeitos colaterais potencialmente sérios, são os anti-inflamatórios.

gripe assoar o nariz

Esses medicamentos podem também aumentar a pressão arterial, provocar alteração do funcionamento renal, além de poder trazer efeitos gástricos como úlcera péptica. “Indivíduos portadores de doenças cardiovasculares devem ter orientação para o uso de qualquer medicação pelo potencial de agravar as suas condições de saúde ou de haver interação com as medicações que já toma”, considera o médico.

Para controlar essa situação, outra medida sugerida pelo especialista, além de uma consulta ao médico, está relacionada à prevenção das doenças respiratórias que incluem a vacinação contra a gripe, higiene frequente das mãos e manter hábitos de vida saudáveis. Segundo ele, manter uma dieta balanceada, proteger-se das alterações de temperatura e observar a duração adequada do sono são atitudes indispensáveis neste inverno.

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“Fazendo isso fortalecemos o nosso sistema imunológico e evitamos que a ingestão constante de medicamentos seja necessária. Assim, podemos passar por esse período do ano de maneira saudável com ainda mais disposição”, conclui o pneumologista do HCor.

Fonte: HCor

Inverno: como fortalecer a alimentação e afastar os males típicos dessa época

O inverno é uma época que divide opiniões: alguns amam o frio, outros detestam. Porém, preferências à parte, todos possuem uma preocupação em comum: as doenças típicas desta estação. Nesse período, vários fatores deixam o organismo mais vulnerável a gripes, resfriados e outros problemas respiratórios. E como podem atrapalhar significativamente a rotina e, até mesmo, deixar alguém “de cama”, não faltam receitas caseiras para “curar” esses males.

De acordo com a sabedoria popular, chás, sopas e canjas não podem faltar no cardápio de quem enfrenta esses incômodos. Porém, se tais pratos já fazem parte do cardápio habitual do inverno, porque é tão comum sermos pegos por essas doenças justamente nessa época do ano? De acordo com especialistas, alguns alimentos são, de fato, fortes aliados na prevenção de gripes e resfriados. Porém, para alcançar tal benefício, é preciso inseri-los corretamente na dieta. Portanto, se você quer saber como fortalecer sua imunidade e afastar esses males, veja agora no que apostar.

Por que adoecemos mais no inverno?

Embora gripes e resfriados sejam causados por vírus e não, necessariamente, pelas baixas temperaturas, a friagem faz com que frequentemos lugares mais aglomerados, aumentando as chances de contaminação. Em busca de ambientes mais aconchegantes e quentinhos, costumamos manter portas e janelas fechadas, impedindo a circulação de ar e propiciando o acúmulo de agentes nocivos. Devido às condições climáticas da estação, o ar também é mais seco, facilitando a proliferação de microrganismos. Todos esses fatores fazem com que tenhamos mais contato os principais causadores de infecções respiratórias.

Além disso, por incrível que pareça, existe outro agravante: a alimentação desequilibrada. De acordo com a nutricionista Joanna Carollo, as refeições fartas do inverno não propiciam somente o ganho de peso, mas também podem dificultar o combate a doenças.

“Nessa época do ano, as pessoas estão mais propensas a cometer exageros na mesa, principalmente em relação à ingestão de açúcar, gorduras trans e carboidratos refinados. O problema não está somente no alto valor calórico dessas refeições, mas também na falta de nutrientes e na capacidade que muitos desses alimentos têm de aumentar a inflamação do organismo, dificultando a resposta imunológica”, afirma Joanna.

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Imunomoduladores

De acordo com a profissional da Nova Nutrii, como estamos mais expostos a patógenos nesse período do ano, a alimentação deve, justamente, suprir os elementos essenciais às células de defesa do organismo: “Alguns nutrientes, em especial, são capazes de estimular o sistema imunológico, melhorando sua resposta, são os chamados imunomodulares. Seguir uma dieta rica nesses nutrientes fortalece o organismo, deixando-o mais preparado para reagir diante de qualquer ameaça”.

Eles ajudam, dentre outras coisas, na formação e atuação dos anticorpos, células responsáveis por frear a ação de vírus e bactérias no organismo. Além disso, são ricos em antioxidantes que, por sua vez, inibem outro grande inimigo da imunidade: os radicais livres – substâncias que prejudicam a integridade das células e desencadeiam doenças. Diante disso, a nutricionista destaca alguns desses nutrientes e onde encontrá-los.

Afastando infecções – vitamina A

Dentre os órgãos que compõem o complexo sistema imunológico, as mucosas exercem um papel primordial: estes tecidos (presentes em regiões como o aparelho gastrointestinal e respiratório, por exemplo) são uma das primeiras barreiras que o corpo possui contra invasores. Neste âmbito, a vitamina A é fundamental: ela ajuda a produzir muco e manter essas estruturas íntegras, facilitando o trabalho das células de defesa. Este nutriente também é relevante na fagocitose, um processo da resposta imune que isola o microrganismo invasor, exterminando-o. A carência dessa vitamina esta relacionada, inclusive, a infecções de repetição. Fontes do nutriente: “Alimentos de coloração amarelo alaranjada como a cenoura, o mamão, a manga, o pêssego e o caqui são ricos em vitamina A. O nutriente também está presente no alho, cravo da índia, espinafre e vegetais folhosos verde-escuros”.

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Ampliando o contingente – Vitamina B6

A piridoxina, também conhecida como Vitamina B6 é capaz, dentre outras coisas de aumentar o número de linfócitos – essas células são fundamentais para resposta imune, pois agem como verdadeiros “vigias”. São elas as responsáveis por reconhecer agentes infecciosos e, partir daí, alertar todo o organismo, acionando uma reação adequada para aquele patógeno. Fontes do nutriente: “O bife de fígado é uma das melhores fontes de vitamina B6, porém também é possível encontrar o nutriente em cereais como o levedo de cerveja, arroz integral e gérmen de trigo. Peixes como o atum e o salmão também são boas alternativas, pois, além do nutriente, possuem ômega 3, um ácido graxo famoso por seu poder antioxidante”.

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Aumentando a resistência a inflamações – Vitamina C

Não é a toa que esse nutriente é um dos mais falados quanto o assunto é gripe: o ácido ascórbico, nome “químico” da vitamina C, auxilia na proliferação dos glóbulos brancos – células que utilizam a corrente sanguínea para monitorar o corpo, procurando sinais de invasores. Por facilitar a proliferação de anticorpos, seu aporte adequado aumenta a resistência a inflamações. Além disso, por também ser um antioxidante, combate a ação prejudicial dos radicais livres. Fontes do nutriente: “Frutas cítricas como o kiwi, acerola, o limão e a famosa laranja. Porém, existem fontes além das frutas como a couve, o brócolis, o agrião e, até mesmo, o pimentão”.

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Combo de proteção – Selênio

Embora diversos minerais estejam relacionados ao fortalecimento da imunidade, o selênio merece destaque: o nutriente ajuda a desintoxicar o organismo e possui uma potente ação imunomoduladora, em especial de caráter anti-inflamatório e antiviral. Antioxidante, o nutriente também protege contra a degradação celular provocada por radicais livres. Fontes do nutriente: “Castanha do Pará, sementes de girassol, cereais integrais e o tradicional arroz com feijão. Também pode ser encontrado nas proteínas animais como frutos do mar, carne de frango, de porco e, até mesmo, na gema do ovo”.

SEMENTE GIRASSOL

Adoeci, e agora?

Alho, mel e limão; cravo e gengibre; a famosa canja da vovó… Quem nunca recorreu às receitas caseiras na hora de tratar a gripe ou resfriado? Porém, você sabia que esses alimentos não possuem o poder de “curar” esses males como a sabedoria popular diz. Conforme explica Joanna, muitos desses ingredientes famosos possuem, de fato, imunonutrientes, contudo, quando ingeridos somente no período de infecções colaboram mais para o alívio dos sintomas do que para recuperação.

“Tais elementos são capazes de diminuir os desconfortos causados pela congestão nasal, dores no corpo e estados febris, por exemplo. Porém, não são tão eficazes na resposta imune quando o organismo já se encontra debilitado. Quando o indivíduo já está doente, o mais adequado é fazer uma alimentação que forneça, além dos nutrientes, energia para que o corpo possa reagir naturalmente. Nesse momento, a dieta pode servir como complemento ao tratamento, não como única via”.

De acordo com Carollo, o ideal é apostar em preparos que facilitem a ingestão dos alimentos, uma vez que dores de garganta, redução do olfato e, até mesmo perda do apetite podem prejudicar as refeições. “Ficar sem se alimentar pode comprometer ainda mais o estado do indivíduo. E como muitos podem apresentar dificuldade para se alimentar nesse período, o recomendado é fazer refeições leves, porém, ricas em ingredientes saudáveis e de fácil digestão”– daí a fama de chás, sopas e caldos.

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Foto: Organikal

E se você pensou no famoso suco de laranja, a receita também não é, exatamente, milagrosa “Embora muito famosa quando se trata de gripes e resfriados, a ingestão de vitamina C também deve ser preventiva e não curativa. Inclusive, o popular suco de laranja só é uma boa fonte do nutriente quando é bebido logo após o preparo. Como essa vitamina oxida muito rápido, a bebida deve ser consumida fresca para que forneça os benefícios”.

Idosos devem redobrar os cuidados

A preocupação com as doenças típicas do inverno deve ser ainda maior na terceira idade, pois, por já possuírem uma saúde mais frágil, idosos são mais vulneráveis às complicações dos resfriados e, sobretudo, gripes. Como muitos já enfrentam problemas crônicos e restrições alimentares, é preciso ficar atento a quais alimentos imunomodulares podem fazer parte do cardápio.

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A dieta mais limitada também os deixa mais suscetíveis a deficiências nutricionais, o que pode prejudicar ainda mais a resposta imunológica. Portanto, embora gripes e resfriados sejam, em geral, infecções brandas, aqueles que já passaram da casa dos 60 devem redobrar os cuidados para prevenir e, sobretudo, tratar esses males, caso eles surjam. Nessa etapa, além do cardápio variado (adaptado às condições da dieta), imunização e acompanhamento médico são sempre medidas indispensáveis.

Fonte: Nova Nutrii