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Alimentos para fortalecer a imunidade e evitar resfriados neste fim de inverno

 

Ainda resta pouco menos de um mês para o fim do inverno, e pode ser que nos últimos dias da estação o frio resolva se intensificar. Associado à umidade, que está mais proeminente nestes dias, a variação de temperatura – o vento gelado na rua e ambientes fechados em casa ou no escritório – colaboram para facilitar com que as pessoas fiquem gripadas ou resfriadas com maior facilidade.

Para evitar o desconforto gerado por esses males, além de se agasalhar bem, é possível investir na alimentação adequada para potencializar o sistema imunológico. Afinal, já é difícil sair da cama de manhã em dias frios para ir trabalhar, imagine ter que fazer isso com o corpo todo dolorido mais o mal-estar.

Uma boa alternativa para melhorar a imunidade e diminuir à propensão a ter pequenas ou grandes infecções e quadros como gripes está em dar atenção aà alimentação.

“Alimentos são ricos em vitaminas, minerais e outras substâncias que auxiliam na manutenção do sistema imunológico. Muitos também ajudam a proteger as células do organismo contra alterações que podem levar a problemas de saúde, além de ajudar a combater infecções e reduzir inflamações”, explica Rita Scarpato, nutricionista da Splendido Alimentação.

Segundo Ida Helena Poltronieri, nutricionista e diretora comercial da Splendido, não só funcionários, mas empresas também podem e devem se atentar com a alimentação neste período.

“Muitas empresas estão percebendo que proporcionar alimentação para seus colaboradores é muito mais do que um benefício de ‘RH’, é proporcionar qualidade de vida que será refletida no desempenho deste trabalhador. Essas empresas que se preocupam com a alimentação de seus colaboradores possuem equipes mais dispostas e sofrem menos com ausências e licenças de trabalhadores por conta de doenças que podem ser facilmente evitadas como uma boa nutrição”, comenta ela, ao recordar que obesidade, pressão alta e diabetes também sofrem influência da alimentação.

Para Rita uma ótima pedida para evitar estes infortúnios é apostar em um prato de comida bem equilibrado e colorido, principalmente com os ingredientes certos. Confira a seguir alguns alimentos que a nutricionista sugere acrescentar no cardápio neste período:

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Foto: Uwe Tuchen / Pixabay

1. Tomate: rico em vitaminas A, B e C, bem como em sais minerais como fósforo, potássio, cálcio e magnésio. Por isso, auxilia na proteção do sistema imunológico. A substância responsável por esses benefícios, que dá a coloração vermelha ao alimento, é o licopeno. Esse nutriente é antioxidante, auxiliando no combate aos radicais livres, que leva ao envelhecimento precoce, e também a manter o coração saudável. “Muitas pessoas não gostam de comer salada no inverno. Por isso, uma boa opção para ingerir este alimento é prepará-lo em sopa ou mesmo um caldo. Além de consumir o nutriente, a versão quente do alimento ainda serve para aquecer o organismo no frio”, comenta Rita.

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Foto: Hotblack

2. Temperos: alho, cebola, pimenta e gengibre. O alho tem função imunoprotetora e uma boa dose de selênio e zinco, nutrientes importantes para evitar gripes, resfriados e outras doenças, explica Rita. “É por isso que muitas pessoas, quando gripadas, recorrem ao chá de alho para melhorar os sintomas”, comenta a nutricionista. Sobre a maneira de utilizá-lo na prevenção, ela recomenda que pode ser consumido no tempero das preparações e adicionado cru para temperar o tofu, por exemplo. A cebola possui quercitina, outro potencializador da função imune, prevenindo doenças virais e alérgicas.

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Pixabay

Durante os períodos de festa juninas e julinas, o gengibre é muito utilizado para o preparo do quentão. Elaborado desta forma ele pode ficar até muito saboroso, mas não é nada recomendado ingerir bebidas alcóolicas para trabalhar. Rico em vitamina C e B6, o gengibre é expectorante, reduz a inflamação e a dor, tem ação bactericida e também auxilia no fortalecimento do sistema imunológico. O alimento também é um excelente termogênico capaz de diminuir inflamações da garganta, típicas de gripes e resfriados. Porém, é muito importante ter cuidado ao ingerir este alimento, porque algumas pessoas são alérgicas e podem passar mal com uma tosse seca e muito forte, obstrução da garganta e surgimento de manchas avermelhadas pelo corpo. “De toda forma, nunca use grandes pedaços e, sim, lascas fininhas e pequenas”, recomenda Rita. A nutricionista indica que o gengibre pode ser usado em muitas sobremesas doces, mas também pode ser utilizado ralado em molhos salgados, sucos, chás e outros alimentos.

pimenta

Já a pimenta por si só já é considerada um alimento que provoca “calor” em muitas pessoas. Não é à toa que na Bahia, ela é sinônimo de “quente”. “Isso também se deve ao fato de ser um alimento termogênico, que auxilia na aceleração do metabolismo e, assim, favorece o emagrecimento. O fitoquímico responsável pelos benefícios é denominado de capsaicina, responsável pelo ‘ardido'”, comenta Rita. Esta substância tem a capacidade de reduzir a quantidade de radicais livres no organismo, sendo considerada um antioxidante e também um expectorante natural. As pimentas vermelhas também são fontes de vitaminas A, C e do complexo B, podem ser utilizadas moderadamente.

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3. Vegetais verde-escuros: “Brócolis, couve, couve de Bruxelas, rúcula e espinafre são fontes importantes de ácido fólico e vitaminas A, B6 e B12, que possuem papel na maturação das células imunes, ajudando na resistência às infecções”, diz a nutricionista da Splendido Alimentação. Rita complementa que os alimentos ricos em ácido fólico são importantes porque este nutriente participa da formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo. “O brócolis é um dos vegetais mais saudáveis que você pode colocar na sua refeição e um dos alimentos que ajudam na imunidade. A chave para manter seu poder intacto é cozinhá-lo o mínimo possível, no vapor, para que não perca suas propriedades. Pode ser colocado em molhos, arroz, risotos, lanches, saladas, recheio de tortas e onde mais a imaginação permitir”, aconselha Rita.

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4. Iogurte ou leite fermentado: segundo a nutricionista, o iogurte natural e o leite fermentado são ricos em lactobacilos com propriedades probióticas, que melhoram a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico. “Além de serem consumidos no café da manhã e no lanche da tarde, são ótimas opções de ceia, antes de dormir ou para quando bate aquela fome de madrugada, pois é justamente neste período noturno que a ação dos lactobacilos é mais eficiente” indica Rita. A nutricionista acrescenta que ainda é possível utilizá-lo na preparação de molhos para saladas.

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5. Ômega 3: está presente, por exemplo, no azeite e no salmão, auxilia as artérias a permanecerem longe de inflamações, ajudando a imunidade do corpo. “Salmão, cavala e arenque são exemplos de mariscos ricos em gorduras ômega-3, que reduzem a inflamação, aumentam o fluxo de ar e protegem os pulmões de resfriados e infecções respiratórias”, observa Rita.

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6. Morango: assim como outras frutas cítricas (laranja, acerola, limão e kiwi), o morango é rico em vitamina C, antioxidantes, fibras, flavonoides e propriedades anti-inflamatórias. “A vitamina C é importante porque aumenta a produção das células de defesa do corpo, aumentando, assim, a resistência a infecções. Além de serem ricas em antioxidantes, que evitam a ação dos radicais livres responsáveis por enfraquecer as células, deixando o organismo mais propenso a agentes invasores, grande parte das frutas cítricas têm percentual significativo de água, fator que acaba auxiliando na hidratação”, pondera a nutricionista. Ela recorda que, apesar de teoricamente a temporada do morango começar só em setembro, já é possível encontrar esta fruta em grandes quantidades pelas feiras, sacolões e supermercados. “Em muitos destes locais já está com preço bem acessível ou em promoção, por isso é ótima pedida para incluir na alimentação neste período”, pondera completando que, além de consumir a fruta in natura, é uma excelente opção para sucos e vitaminas, que auxiliam a dar um ‘up’ no organismo.

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Pixabay

7. Cogumelos: como o champignon contêm selênio, um forte antioxidante que combate os radicais livres, melhorando a imunidade do corpo e acelerando a cicatrização do organismo. Já o shitake é rico em lentinana, nutriente capaz de estimular a produção das células de defesa e aumentar a imunidade. “Cogumelos diferentes como shiitake, champignon, shimeji podem trazer inúmeros benefícios. Pode-se consumir um punhado todos os dias. Ficam deliciosos em risotos, massas, saladas ou acompanhado de carnes” orienta Rita.

Fonte: Splendido Alimentação

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Excesso de medicação antigripal pode afetar a saúde cardíaca

No inverno, o número de casos de gripe e resfriado aumenta significativamente. Em grandes cidades como São Paulo, por exemplo, a situação atual é ainda mais preocupante, já que, pela falta prolongada de chuvas, a qualidade do ar se torna cada vez pior. Como consequência, há um crescimento do consumo de antigripais.

Mas, se por um lado, estes medicamentos aliviam os sintomas típicos – e extremamente incômodos – das doenças respiratórias mais comuns nesta estação, por outro, eles também devem ser utilizados com cautela. “Alguns desses remédios contêm substâncias vasoconstritoras, como a pseudoefedrina. Por isso, podem contribuir ou agravar quadros de hipertensão, por exemplo”, explica Pedro Genta, pneumologista do Hospital do Coração (HCor).

Genta aconselha que pessoas saudáveis e, principalmente, hipertensos e cardiopatas, procurem orientação médica antes de fazer uso de antigripais. “Medicamentos com vasoconstritores podem elevar a pressão arterial e também descompensar doenças como a insuficiência cardíaca e insuficiência coronariana”, alerta o pneumologista do HCor. “Por isso, é fundamental procurar orientação médica para saber quais limites respeitar, conforme a idade, hábitos cotidianos e condições específicas de saúde. A automedicação sempre representa riscos à saúde”, afirma.

O pneumologista explica que exageros acontecem porque as pessoas – portadoras ou não de problemas cardiovasculares – já estão acostumadas a tomar diferentes tipos de remédio para cada um dos sintomas que venham a apresentar nesta época do ano. Outro grupo de medicamentos bastante consumidos no inverno, com efeitos colaterais potencialmente sérios, são os anti-inflamatórios.

gripe assoar o nariz

Esses medicamentos podem também aumentar a pressão arterial, provocar alteração do funcionamento renal, além de poder trazer efeitos gástricos como úlcera péptica. “Indivíduos portadores de doenças cardiovasculares devem ter orientação para o uso de qualquer medicação pelo potencial de agravar as suas condições de saúde ou de haver interação com as medicações que já toma”, considera o médico.

Para controlar essa situação, outra medida sugerida pelo especialista, além de uma consulta ao médico, está relacionada à prevenção das doenças respiratórias que incluem a vacinação contra a gripe, higiene frequente das mãos e manter hábitos de vida saudáveis. Segundo ele, manter uma dieta balanceada, proteger-se das alterações de temperatura e observar a duração adequada do sono são atitudes indispensáveis neste inverno.

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“Fazendo isso fortalecemos o nosso sistema imunológico e evitamos que a ingestão constante de medicamentos seja necessária. Assim, podemos passar por esse período do ano de maneira saudável com ainda mais disposição”, conclui o pneumologista do HCor.

Fonte: HCor

Inverno: como fortalecer a alimentação e afastar os males típicos dessa época

O inverno é uma época que divide opiniões: alguns amam o frio, outros detestam. Porém, preferências à parte, todos possuem uma preocupação em comum: as doenças típicas desta estação. Nesse período, vários fatores deixam o organismo mais vulnerável a gripes, resfriados e outros problemas respiratórios. E como podem atrapalhar significativamente a rotina e, até mesmo, deixar alguém “de cama”, não faltam receitas caseiras para “curar” esses males.

De acordo com a sabedoria popular, chás, sopas e canjas não podem faltar no cardápio de quem enfrenta esses incômodos. Porém, se tais pratos já fazem parte do cardápio habitual do inverno, porque é tão comum sermos pegos por essas doenças justamente nessa época do ano? De acordo com especialistas, alguns alimentos são, de fato, fortes aliados na prevenção de gripes e resfriados. Porém, para alcançar tal benefício, é preciso inseri-los corretamente na dieta. Portanto, se você quer saber como fortalecer sua imunidade e afastar esses males, veja agora no que apostar.

Por que adoecemos mais no inverno?

Embora gripes e resfriados sejam causados por vírus e não, necessariamente, pelas baixas temperaturas, a friagem faz com que frequentemos lugares mais aglomerados, aumentando as chances de contaminação. Em busca de ambientes mais aconchegantes e quentinhos, costumamos manter portas e janelas fechadas, impedindo a circulação de ar e propiciando o acúmulo de agentes nocivos. Devido às condições climáticas da estação, o ar também é mais seco, facilitando a proliferação de microrganismos. Todos esses fatores fazem com que tenhamos mais contato os principais causadores de infecções respiratórias.

Além disso, por incrível que pareça, existe outro agravante: a alimentação desequilibrada. De acordo com a nutricionista Joanna Carollo, as refeições fartas do inverno não propiciam somente o ganho de peso, mas também podem dificultar o combate a doenças.

“Nessa época do ano, as pessoas estão mais propensas a cometer exageros na mesa, principalmente em relação à ingestão de açúcar, gorduras trans e carboidratos refinados. O problema não está somente no alto valor calórico dessas refeições, mas também na falta de nutrientes e na capacidade que muitos desses alimentos têm de aumentar a inflamação do organismo, dificultando a resposta imunológica”, afirma Joanna.

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Imunomoduladores

De acordo com a profissional da Nova Nutrii, como estamos mais expostos a patógenos nesse período do ano, a alimentação deve, justamente, suprir os elementos essenciais às células de defesa do organismo: “Alguns nutrientes, em especial, são capazes de estimular o sistema imunológico, melhorando sua resposta, são os chamados imunomodulares. Seguir uma dieta rica nesses nutrientes fortalece o organismo, deixando-o mais preparado para reagir diante de qualquer ameaça”.

Eles ajudam, dentre outras coisas, na formação e atuação dos anticorpos, células responsáveis por frear a ação de vírus e bactérias no organismo. Além disso, são ricos em antioxidantes que, por sua vez, inibem outro grande inimigo da imunidade: os radicais livres – substâncias que prejudicam a integridade das células e desencadeiam doenças. Diante disso, a nutricionista destaca alguns desses nutrientes e onde encontrá-los.

Afastando infecções – vitamina A

Dentre os órgãos que compõem o complexo sistema imunológico, as mucosas exercem um papel primordial: estes tecidos (presentes em regiões como o aparelho gastrointestinal e respiratório, por exemplo) são uma das primeiras barreiras que o corpo possui contra invasores. Neste âmbito, a vitamina A é fundamental: ela ajuda a produzir muco e manter essas estruturas íntegras, facilitando o trabalho das células de defesa. Este nutriente também é relevante na fagocitose, um processo da resposta imune que isola o microrganismo invasor, exterminando-o. A carência dessa vitamina esta relacionada, inclusive, a infecções de repetição. Fontes do nutriente: “Alimentos de coloração amarelo alaranjada como a cenoura, o mamão, a manga, o pêssego e o caqui são ricos em vitamina A. O nutriente também está presente no alho, cravo da índia, espinafre e vegetais folhosos verde-escuros”.

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Ampliando o contingente – Vitamina B6

A piridoxina, também conhecida como Vitamina B6 é capaz, dentre outras coisas de aumentar o número de linfócitos – essas células são fundamentais para resposta imune, pois agem como verdadeiros “vigias”. São elas as responsáveis por reconhecer agentes infecciosos e, partir daí, alertar todo o organismo, acionando uma reação adequada para aquele patógeno. Fontes do nutriente: “O bife de fígado é uma das melhores fontes de vitamina B6, porém também é possível encontrar o nutriente em cereais como o levedo de cerveja, arroz integral e gérmen de trigo. Peixes como o atum e o salmão também são boas alternativas, pois, além do nutriente, possuem ômega 3, um ácido graxo famoso por seu poder antioxidante”.

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Aumentando a resistência a inflamações – Vitamina C

Não é a toa que esse nutriente é um dos mais falados quanto o assunto é gripe: o ácido ascórbico, nome “químico” da vitamina C, auxilia na proliferação dos glóbulos brancos – células que utilizam a corrente sanguínea para monitorar o corpo, procurando sinais de invasores. Por facilitar a proliferação de anticorpos, seu aporte adequado aumenta a resistência a inflamações. Além disso, por também ser um antioxidante, combate a ação prejudicial dos radicais livres. Fontes do nutriente: “Frutas cítricas como o kiwi, acerola, o limão e a famosa laranja. Porém, existem fontes além das frutas como a couve, o brócolis, o agrião e, até mesmo, o pimentão”.

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Combo de proteção – Selênio

Embora diversos minerais estejam relacionados ao fortalecimento da imunidade, o selênio merece destaque: o nutriente ajuda a desintoxicar o organismo e possui uma potente ação imunomoduladora, em especial de caráter anti-inflamatório e antiviral. Antioxidante, o nutriente também protege contra a degradação celular provocada por radicais livres. Fontes do nutriente: “Castanha do Pará, sementes de girassol, cereais integrais e o tradicional arroz com feijão. Também pode ser encontrado nas proteínas animais como frutos do mar, carne de frango, de porco e, até mesmo, na gema do ovo”.

SEMENTE GIRASSOL

Adoeci, e agora?

Alho, mel e limão; cravo e gengibre; a famosa canja da vovó… Quem nunca recorreu às receitas caseiras na hora de tratar a gripe ou resfriado? Porém, você sabia que esses alimentos não possuem o poder de “curar” esses males como a sabedoria popular diz. Conforme explica Joanna, muitos desses ingredientes famosos possuem, de fato, imunonutrientes, contudo, quando ingeridos somente no período de infecções colaboram mais para o alívio dos sintomas do que para recuperação.

“Tais elementos são capazes de diminuir os desconfortos causados pela congestão nasal, dores no corpo e estados febris, por exemplo. Porém, não são tão eficazes na resposta imune quando o organismo já se encontra debilitado. Quando o indivíduo já está doente, o mais adequado é fazer uma alimentação que forneça, além dos nutrientes, energia para que o corpo possa reagir naturalmente. Nesse momento, a dieta pode servir como complemento ao tratamento, não como única via”.

De acordo com Carollo, o ideal é apostar em preparos que facilitem a ingestão dos alimentos, uma vez que dores de garganta, redução do olfato e, até mesmo perda do apetite podem prejudicar as refeições. “Ficar sem se alimentar pode comprometer ainda mais o estado do indivíduo. E como muitos podem apresentar dificuldade para se alimentar nesse período, o recomendado é fazer refeições leves, porém, ricas em ingredientes saudáveis e de fácil digestão”– daí a fama de chás, sopas e caldos.

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Foto: Organikal

E se você pensou no famoso suco de laranja, a receita também não é, exatamente, milagrosa “Embora muito famosa quando se trata de gripes e resfriados, a ingestão de vitamina C também deve ser preventiva e não curativa. Inclusive, o popular suco de laranja só é uma boa fonte do nutriente quando é bebido logo após o preparo. Como essa vitamina oxida muito rápido, a bebida deve ser consumida fresca para que forneça os benefícios”.

Idosos devem redobrar os cuidados

A preocupação com as doenças típicas do inverno deve ser ainda maior na terceira idade, pois, por já possuírem uma saúde mais frágil, idosos são mais vulneráveis às complicações dos resfriados e, sobretudo, gripes. Como muitos já enfrentam problemas crônicos e restrições alimentares, é preciso ficar atento a quais alimentos imunomodulares podem fazer parte do cardápio.

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A dieta mais limitada também os deixa mais suscetíveis a deficiências nutricionais, o que pode prejudicar ainda mais a resposta imunológica. Portanto, embora gripes e resfriados sejam, em geral, infecções brandas, aqueles que já passaram da casa dos 60 devem redobrar os cuidados para prevenir e, sobretudo, tratar esses males, caso eles surjam. Nessa etapa, além do cardápio variado (adaptado às condições da dieta), imunização e acompanhamento médico são sempre medidas indispensáveis.

Fonte: Nova Nutrii

Veterinária orienta sobre vacinação contra a gripe em cães e gatos

Rede de pet shop registra aumento de casos e alerta sobre a importância da imunização

A vacina contra a gripe para os pets é importante para a prevenção de doenças, principalmente no outono e inverno, quando a incidência de problemas respiratórios cresce. A Petz tem registrado aumento nos casos e alerta para a importância da imunização.

“Há duas formas de vacina para os cães: a intranasal, que pinga uma gotinha no nariz do pet; e a injetável, aplicada embaixo da pele. Ambas têm a mesma eficácia”, afirma a veterinária Gabriela Bianchi, da Petz. Nos gatos, a proteção é feita com a vacina v4, que previne também contra panleucopenia, calicivirose e clamidiose.

Secreção nasal e ocular, espirros, tosse, prostração, diminuição de apetite e até febre são os principais sinais. “Mas a gripe pode se agravar e fazer com que o pet desenvolva pneumonia e dificuldade respiratória”, explica Gabriela.

Para evitar o transtorno, a veterinária orienta que os pets devem ser vacinados ainda filhotes, a partir de três semanas no caso dos cães, e oito semanas no caso dos gatos. Nos mais velhos, o reforço deve ser feito anualmente. Por não terem ainda o sistema imunológico desenvolvido, os pequenos são mais vulneráveis a infecções virais e bacterianas.

O mesmo acontece com os idosos, que, em muitos casos, já têm outras doenças associadas e são mais debilitados. Vale lembrar que tanto filhotes quanto idosos (a partir de 7 anos) fazem parte do grupo de pets mais suscetíveis à gripe.

Nos cães

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A gripe canina, também chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina, é transmitida por meio de vírus pelo ar, secreções respiratórias, contato direito com o cão infectado e objetos contaminados. Ela pode ser causada pelo vírus da Parainfluenza, pela bactéria Bordetella bronchiseptica ou ainda pela combinação dos dois tipos de agentes – e não é transmitida para os seres humanos ou outras espécies.

Nos felinos

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A rinotraqueíte felina é transmitida entre os próprios gatos. Uma das complicações da doença é que, como a mucosa da boca se enche de aftas (lesões ulcerativas), o pet pode parar de comer e beber por causa da dor, debilitando seu organismo. O tratamento inclui antibióticos e terapia de suporte, como hidratação durante internação e nutrição complementar.

Dicas de prevenção

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Foto: Morguefile/Elemenoperica

Os pets devem ser protegidos do frio, em áreas cobertas. É importante que tenham à disposição casinhas, cobertores, mantas e até as tradicionais roupinhas. Quem dá banho nos cães e gatos em casa deve tomar cuidado com a friagem e, de acordo com a veterinária, o ideal seria realizar o processo no pet shop – onde tanto a pele como a pelagem do pet são secas de forma adequada.

Além da imunização contra gripe, também é fundamental estar em dia com outras vacinas, como a antirrábica, V8 ou V10 (polivalente), contra giárdia e leptospirose.

Fonte: Petz

 

 

 

Como driblar doenças respiratórias que são comuns nesta época do ano

Uma em cada sete pessoas tem doenças respiratórias, inflamatórias e alérgicas que tendem a aumentar nesta época do ano, segundo a OMS

É só esfriar um pouco que os problemas respiratórios começam a aparecer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, uma em cada sete pessoas sofre com doenças inflamatórias, alérgicas e respiratórias, que tendem a aumentar nesta época do ano. Mas o que muita gente não sabe é que gripe, rinite e outros problemas comuns – que aumentam com o frio – não são provocados por andar descalço no chão gelado ou pelo vento fresco, mas, principalmente, por infecções virais.

“Estas infecções muitas vezes acontecem por termos contato da pele e mucosas, como boca e nariz, com locais infectados. O frio faz com que fiquemos mais aglomerados em ambientes fechados, o que ajuda na proliferação dos vírus. Há grupos de risco como idosos, gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças, que devem se vacinar contra a gripe, por exemplo”, explica Tally Aranha, cardiopediatra do CECAM – rede de clínicas de saúde.

A especialista orienta sobre os cuidados necessários para prevenção de três das doenças mais recorrentes no outono:

Gripe

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O principal sintoma da gripe é a febre alta, normalmente acima de 38ºC, acompanhada de dor muscular, dor de cabeça, dor de garganta, fadiga e tosse seca. A febre costuma durar em torno de três dias e a tosse seca tende a piorar com o progresso da condição. “É importante fazer um diagnóstico para evitar complicações como a pneumonia”. A melhor maneira de prevenir a gripe é estar com a vacina em dia. Além disso, é importante ter bons hábitos de higiene como lavar as mãos com sabão, evitar o contato com pessoas que estejam contaminadas e locais com muita aglomeração.

Rinite

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Inflamação crônica ou aguda da mucosa que reveste o nariz, a rinite é uma reação imunológica do corpo aos alérgenos – substâncias consideradas estranhas. Os sintomas mais comuns são: obstrução nasal, coriza, coceira no nariz, espirros e lacrimejamento nos olhos. “As principais causas, geralmente, estão presentes no ar. Mas poeira, bactérias, fungos e ácaros e até mesmo alguns tipos de alimentos como leite de vaca, soja, ovo, trigo, peixes e crustáceos podem provocar rinite”. O diagnóstico é feito por exames de sangue e teste cutâneo e uma das melhores formas de prevenção contra a rinite é a higienização do ambiente, que deve estar sempre arejado. O uso de soro fisiológico para limpar as impurezas do nariz também ajuda a evitar uma crise de rinite alérgica.

Amidalite

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Trata-se de uma inflamação com inchaço nas amídalas, que são gânglios localizados na garganta e na parte de trás da garganta. Estes gânglios são importantes pois evitam o acúmulo de bactérias e germes em locais onde infecções podem aparecer. “A amidalite é uma doença normalmente causada por vírus ou bactérias. Os sintomas mais comuns são amídalas inchadas e vermelhas ou com placas brancas e amareladas, dor de garganta e dificuldade para ingerir alimentos”.

A prevenção pode ser complicada, uma vez que a amidalite causada por vírus não tem tratamento específico ou remédio que promova a cura. Os anti-inflamatórios são usados apenas para aliviar os sintomas e reduzir o inchaço. Por outro lado, é necessário um tratamento com antibióticos por cerca de 7 a 10 dias quando a amidalite é provocada por infecção bacteriana. Neste caso, atenção! Quando não tratada de forma correta, a infecção pode evoluir para febre reumática – doença grave que pode atingir o coração, destruindo suas válvulas –, além de possíveis problemas de audição.

Fonte: CECAM

 

Uso de vitamina C não previne gripes e resfriados

Pessoas têm o hábito de consumir cápsulas efervescentes para reposição do nutriente em épocas de baixas temperatura, porém não há evidência científica que comprove a prevenção

Com a queda na temperatura nos estados das regiões Sul e Sudeste do Brasil, é comum que a população seja acometida por gripes e resfriados e, para prevenção, muitos fazem uso diário de cápsulas efervescentes de vitamina C, que são vendidas indiscriminadamente em farmácias e sem necessidade de prescrição médica.

Porém, não há evidência científica que comprove que o uso do nutriente previna o surgimento de infecções como gripe (incluindo o H1N1) e resfriados. O apontamento é da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), a partir de revisão sistemática do Cochrane Database of Systematic Reviews.

“Nos anos 1970 passou a ser amplamente divulgado que a vitamina C poderia prevenir ou até mesmo tratar resfriados, porém isso passou a ser questionado e mais estudado recentemente. Uma revisão sistemática da Cochrane que incluiu vários estudos comparativos, envolvendo mais de 11 mil pessoas concluiu que o efeito preventivo ou curativo da vitamina C não passa de um mito”, explica Rodrigo Lima, diretor de comunicação da SBMFC.

remédios

Com essa revisão foi constatado que os participantes que ingeriram pelo menos 0,2 gramas de vitamina C por dia não tiveram modificação na incidência do resfriado, o que significa que não é eficaz na prevenção da doença. Em outra abordagem, pela mesma revisão, 31 estudos que somam mais de 9 mil participantes, constou que esse consumo influencia apenas em pequena redução da duração de sintomas de resfriados.

O resultado dessas revisões, comenta Lima, indica que não houve efeito preventivo ou até uma amenização dos sintomas, quando o resfriado acometeu os participantes do estudo. Dados indicam que o uso da vitamina C, mas no início do resfriado pode ser considerado útil, porém são necessários mais estudos que indicam que a vitamina C tenha algum benefício no tratamento da gripe e resfriado.

Bibliografia: RM Douglas, H Hemilä, E Chalker, B Treacy. Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database of Systematic Reviews 2007, Issue 3. Acessado em 2/5/2016.RM Douglas, H Hemilä, E Chalker, B Treacy. Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database of Systematic Reviews 2007, Issue 3. Acessado em 2/5/2016.RM Douglas, H Hemilä, E Chalker, B Treacy. Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database of Systematic Reviews 2007, Issue 3. Acessado em 2/5/2016.

Fonte: Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC)

Rinite e asma: doenças crônicas que mais causam complicações no inverno

Gripes, resfriados, rinites, otites, pneumonias, sinusites, bronquites, traqueítes, são algumas das doenças que se tornaram sinônimo de preocupação para muitas pessoas entre os meses de julho e setembro, período de inverno no Brasil.

Para ajudar a tirar dúvidas e a descobrir formas de tratamento que evitam o contágio ano após ano, a Doctoralia, plataforma líder mundial para a conexão de profissionais de saúde com pacientes em todo o Brasil, é um dos locais mais acessados para tirar dúvidas e descobrir formas de prevenção.

A alergologista Anna Luiza Porto Gonçalves, que faz parte dos médicos cadastrados na plataforma, explica que as mudanças bruscas de temperatura, o clima úmido, dias com baixa temperatura e mudança de hábitos são os principais fatores que ajudam a elevar a incidência de doenças respiratórias durante essa época. Segundo a especialista, as doenças se agravam durante o inverno porque as pessoas têm tendência a se resguardar do tempo frio e a buscar espaços mais aquecidos, menores, com pouca circulação de ar para ficar protegida. Isso favorece a circulação de vírus e bactérias no ambiente e a contaminação por doenças de fácil transmissão, como as gripes e os resfriados.

Na entrevista a seguir, Anna Luiza fala sobre as melhores formas de se prevenir contra doenças do inverno.

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1.Quais as doenças que mais impactam os brasileiros neste inverno?
Ana Luiza – Uma pesquisa realizada recentemente pelo Ibope apurou que cerca de 40% dos brasileiros apresentam doenças respiratórias no inverno. De um modo geral, a rinite e a asma são as doenças crônicas que apresentam maior prevalência de complicações nesse período do ano seguidas das gripes, amigdalites, otites e as sinusites.

2.Quais as diferenças entre as doenças nas cidades e no campo?
AL – Normalmente, fica a impressão de que as grandes cidades são, em geral, mais poluídas e as moradias menos espaçosas, além de terem um contingente populacional superior, o que é considerado como uma grande causa de muitas das doenças respiratórias. Mas, ao mesmo tempo, é valido ressaltar um estudo feito na região de Presidente Prudente e arredores, mostra que a principal fonte de poluição está no campo, devido às queimadas das plantações, como é o caso da cana de açúcar. Diante disso, a estimativa de internações por agravamento das doenças respiratórias apresenta um aumento em torno de 80% no período das queimadas. Evidencia-se, cada dia mais, que a diferença da vida no campo e nas cidades cai, quando comparamos questões como as doenças ambientais.

janelas abertas
Foto: Emily Beeson/Morguefile

3.O que devemos fazer para nos prevenir sobre doenças típicas de inverno?
AL – Evitar varrer a casa com vassoura, preferir passar pano úmido;
– Evitar aglomerações e ambientes fechados. Em casa, deve-se manter os ambientes ventilados;
– Ingerir líquidos frequentemente;
– Manter o nariz sempre hidratado (utilizar soro fisiológico);
– Atenção ao usar mantas, blusas de lã e cobertores. Embora limpos quando foram guardados, cabe a higienização adequada antes do uso;
– Manter hábitos saudáveis, alimentação balanceada (com alimentos ricos em vitamina C, como laranja, limão, acerola, abacaxi etc.) e atividade física, além de ter uma boa noite de sono.

4.Quem é mais afetado no inverno no Brasil?
AL – As crianças e os idosos. A baixa imunidade desses dois grupos, associada aos fatores estressantes e aos fatores de risco que não controlamos, como mudanças bruscas de temperatura e baixa umidade do ar, contribuem para que este grupo seja mais afetado pelas doenças respiratórias, principalmente as de origem infecciosas de fácil transmissão, como as infecções virais. Desta forma, torna-se imprescindível que esse grupo se previna de complicações mais graves, por meio da imunização para gripe através da vacinação, o que ajuda a reduzir complicações mais severas dessas patologias.

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Fonte: Doctoralia

 

É gripe ou resfriado? Entenda as diferenças e quando deve procurar um médico

Tosse, dor no corpo e espirro são sintomas que quase todo mundo tem pelo menos uma vez por ano. Mas como distinguir a gripe do resfriado? A pneumologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Denise Onodera, afirma que o resfriado costuma atingir as vias aéreas, já a gripe tem um início mais repentino e abrupto.

“Normalmente, o resfriado apresenta dor e irritação na garganta, evoluindo para congestão nasal, coriza, espirros e obstrução das vias. A gripe tem como sintomas febre, calafrios, dor no corpo e fraqueza, acompanhado de problemas respiratórios contínuos”, explica.

gripe mulher

Com relação ao tempo em que o vírus fica instalado no corpo, Denise afirma que na gripe a recuperação pode ser mais longa em relação ao resfriado. “O vírus da gripe fica entre três e sete dias no organismo, podendo persistir por mais tempo a fadiga e a fraqueza. O resfriado tende a desaparecer em uma semana”. Em ambos os casos, o aconselhável é a pessoa permanecer em repouso absoluto por 72 horas.

Para evitar as doenças, o indicado é manter alguns hábitos de higiene, como lavar as mãos, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe. “Outra dica fundamental é cobrir o nariz ao tossir ou espirrar com área interna entre o braço e o antebraço ao invés da mão”.

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Foto: Emily Beeson/Morguefile

Sobre o contágio, a especialista explica que não necessariamente uma doença é mais fácil de transmitir do que a outra. O resfriado pode ocorrer durante todo o ano e a gripe, geralmente, em surtos com características sazonais, entre o outono e inverno.

Mas quando é o momento certo de procurar um especialista? A pneumologista é enfática: “quando a dor no peito, a falta de ar e a febre alta permanecerem por mais de 48 horas”.

Outra questão importante destacada por Denise Onodera é que, quando mal cuidado, o resfriado pode evoluir para doenças como bronquite aguda e bronquiolite. Já a gripe pode se tornar uma pneumonia e síndromes de Reye (caracterizada por náuseas, vômitos e sintomas neurológicos) e Guillain-Barré.

Por isso, a especialista indica sempre uma atenção especial em ambos os casos, para que o quadro não evolua para uma situação de maior risco.

Informações: Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos

 

Alimentos que ajudam a prevenir gripe

Uma alimentação equilibrada, composta por frutas, legumes, verduras e grãos integrais, reforça o sistema imunológico e deixa o organismo mais resistente a vírus e bactérias. Ou seja, o consumo regular de alimentos ricos em vitaminas e minerais é capaz de blindar sua saúde, prevenindo gripes e infecções, entre outras doenças.

Mas não espere a enfermidade aparecer para fazer mudanças no cardápio. Reavalie sua dieta e seu estilo de vida antes que seu corpo fique suscetível aos vírus. Além da alimentação, outros cuidados são importantes para a prevenção de doenças. Entre eles estão a prática frequente de exercícios, sono reparador e combate ao estresse.

Agora, se você já estiver gripado, procure descansar, aumente a ingestão de líquidos e reforce o prato com ingredientes saudáveis para ter alívio mais rápido dos sintomas.

Confira a seguir a  lista feita pela nutricionista Paula Castilho com alguns alimentos que ajudam a reforçar a imunidade:

Probióticos: têm micro-organismos vivos que recuperam a microbiota intestinal e fortalecem o sistema imunológico. Eles são adicionados a alimentos, como leites fermentados e iogurtes.

iogurte

Alho: fonte de alicina, estimula a resposta imunológica. Use amassado no feijão, em sopas e temperos de saladas.

alho

Cogumelo shitake: contém lentinana, substância que aumenta a produção das células de defesa do organismo.

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Foto: Medicalmushrooms

Frutas cítricas: são clássicas no reforço à imunidade, graças à alta concentração de vitamina C.

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Foto: Modnar/MorgueFile

Acerola: fruta riquíssima em vitamina C (30 a 50 vezes mais que a laranja), que age na reconstituição dos leucócitos em períodos de queda de resistência.

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Foto: Kamuela/MorgueFile

Gengibre: é expectorante, reduz a inflamação e a dor. Adicione a raiz a chás e sucos.

gengibre

Chás verde e branco: essas bebidas são ricas em catequina, poderoso antioxidante que atua no combate aos radicais livres. A substância ainda fortalece o sistema imunológico.

chá verde

Couve, cenoura, tomate: são fontes de betacaroteno, poderoso antioxidante que atua contra infecções e estimula as células imunológicas.

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Foto: Scarletina/Morguefile

Óleo de coco: rico em ácido láurico e caprílico, possui atividade antiviral e antibacteriana. Use em sucos, shakes ou vitaminas.

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Mel: contém substâncias que agem como antibióticos naturais. Eficaz contra os sintomas de gripes e resfriados. Pode ser coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta.

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Geléia real: estimula o sistema imunológico, combatendo infecções por vírus e bactérias.

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Foto: Scott Liddell/Morguefile

Pólen: é rico em proteínas, vitaminas e minerais que ajudam na formação de anticorpos, fortalecendo o organismo. Pode ser consumido puro ou adicionado a sucos, iogurtes, vitaminas e frutas.

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Foto: Casa das Abelhas

Fonte: Paula Castilho é nutricionista da Sabor Integral Consultoria em Nutrição

Gripes e resfriados: diferenças e formas de prevenção

Alguns cuidados básicos, como manter as mãos higienizadas, podem prevenir o contágio e transmissão dos vírus da gripe e resfriado

Com a chegada de épocas mais frias, a incidência de gripes e resfriados aumenta. O que muita gente não sabe é que existem diferenças entre essas doenças e complicações que podem surgir, caso não sejam bem tratadas. Para alertar a população sobre isso, MultiGrip, com o mote “Educação Contra a Gripe”, apresenta alguns pontos importantes sobre o tema, como forma de oferecer mais informação para que as pessoas possam se prevenir.

Segundo Artur Timerman, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia e presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovirose, tanto gripes quanto resfriados são doenças infecciosas. “As diferenças giram em torno da agressividade dos sintomas, que são muito mais fortes nos casos de gripe. Pacientes com esse quadro, devem repousar, ingerir grandes quantidades de líquido e evitar ingestão de álcool”, explica.

Timerman ainda reforça que a maior incidência de casos acontece em períodos mais frios, já que as pessoas costumam ficar em locais fechados, o que facilita a transmissão do vírus. “Entre as formas de transmissão, uma delas pode acontecer de maneira direta, ou seja, quando uma pessoa infectada espirra ou tosse, expelindo partículas mucoides no interior dos olhos, nariz ou boca de outra pessoa.  Outra forma muito comum é a transmissão via mãos-boca, tanto por intermédio de superfícies contaminadas (por exemplo, apoio de mãos em veículos de transporte coletivo) ou contato pessoal direto, como aperto de mãos ou beijos”, diz.

Caso a gripe não seja tratada de forma correta, o quadro pode apresentar algumas complicações, como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), pneumonia, sinusite, otite e até desidratação.

gripe mulher

Para evitar que isso aconteça, MultiGrip lista abaixo as principais diferenças entre gripes e resfriados e formas de prevenção:

Diferenças entre gripe e resfriado*

Gripe e resfriado são doenças distintas, causadas por vírus diferentes, mas que partilham vários sintomas em comum, motivo pelo qual muitas pessoas acham que ambas são sinônimos.

A gripe é uma infecção mais forte que o resfriado, costuma durar menos tempo e apresenta maior taxa de complicações, como problemas pulmonares e cardíacos. A gripe pode ser perigosa em idosos, bebês e pessoas com imunidade baixa. O resfriado, por sua vez, raramente causa complicações.

Duas das principais diferenças entre a gripe e o resfriado são a febre e o estado geral do paciente. Enquanto o resfriado não costuma provocar febre (exceto em crianças pequenas), na gripe a febre é comum e costuma ser acima de 38 ºC, principalmente nas crianças.
Na gripe, o paciente apresenta-se mais prostrado, com dor de cabeça e, frequentemente, com dor nos músculos e articulações. No resfriado, o paciente tem coriza, tosse e espirros, mas permanece mais disposto, apenas incomodado com estes os sintomas

Prevenção de gripes e resfriados*

A gripe e o resfriado são viroses altamente contagiosas. Quando se mora na mesma casa que alguém infectado, é quase impossível não entrar em contato com o vírus. Algumas dicas de como reduzir o risco de transmissão:

-Evitar contato próximo com pessoas contaminadas (pelo menos 2 metros).
-Evitar contato direto das mãos com olhos e boca sem antes as terem lavado.
-Lavar as mãos com água e sabão (ou solução alcoólica apropriada) frequentemente.
-Evitar ficar em ambientes com pouca circulação de ar e com muitas pessoas.
-Manter hábitos saudáveis, como alimentar-se bem, comer verduras e legumes, além de beber bastante água.
-Não compartilhar utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros.

Ainda vale ressaltar que é indicado buscar auxílio médico caso os sintomas persistam, para que ele possa indicar o melhor tratamento e evitar complicações no quadro do paciente.

*Dados do Ministério da Saúde

Fonte: Takeda