Arquivo da categoria: Meio ambiente

Compartilhamento é alternativa para o Dia Mundial Sem Carro

Nesta sexta-feira (22), é comemorado o Dia Mundial Sem Carro. Além de deixar o trânsito mais fluído e menos estressante, não usar o veículo tem impacto direto na qualidade de vida da população. Ir de bicicleta, a pé ou de transporte coletivo são algumas alternativas para quem vai deixar o automóvel em casa.

Outra opção são os serviços de compartilhamento de carros, que facilitam o acesso a veículos e desestimulam a aquisição desse bem nos casos em que se faz um uso pontual do automóvel. Pensando nisso, a Zazcar, primeira empresa de carsharing da América Latina, separou cinco itens, sobre como o compartilhamento de carros pode trazer benefícios para as cidades:

1. Melhora no trânsito

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A diminuição da quantidade de carros nas vias deixa o trânsito mais fluído e menos estressante, impactando positivamente na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população. A relação entre estes dois itens já foi comprovada: em cidades onde o tempo de deslocamento é pequeno e o período gasto no congestionamento é mínimo as pessoas vivem melhor. Estudos sobre carsharing apontam que cada carro compartilhado retira, em média, 13 carros particulares da rua. Apesar do carro compartilhado ser usado por mais tempo e mais vezes durante um único dia do que um carro normal, as pessoas que passam a utilizar estes veículos se tornam usuários “multimodais”, ou seja, elas passam a usar outras formas de transporte que não seja o carro, como, por exemplo, metrô, ônibus ou bicicleta, ao invés de utilizar quase que exclusivamente um carro particular.

2. Redução da poluição do ar

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Outro efeito direto e já observado em cidades que estimulam a redução do número de carros é o impacto positivo na qualidade do ar. Os veículos são um dos principais causadores da poluição nos centros urbanos, pois as substâncias emitidas na queima do combustível são nocivas ao meio ambiente e à saúde. O monóxido de carbono é tóxico e pode provocar até alterações do sistema nervoso central, enquanto os outros gases presentes na fumaça dos carros podem causar danos aos pulmões e a outros órgãos do aparelho respiratório.

3. Diminuição da área de estacionamento

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Os carros não “lotam” somente as ruas, eles também ocupam muitos outros espaços da cidade que poderiam ser aproveitados para outros fins. 25% da área construída na cidade é vaga de estacionamento. Uma cidade “construída” para os carros e não para as pessoas claramente não atende às necessidades dos seus habitantes. Nesse sentido, o compartilhamento de veículos também pode ser importante: além de reduzir o número de novas aquisições, os carros já em circulação acabam tendo mais uso, o que minimiza o tempo que eles ficam parados, demandando assim menos espaço de estacionamento.

4. Cria laços de amizades

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Os sistemas de compartilhamento também ajudam na retomada do conceito de “comunidade” e no fortalecimento do espírito coletivo, deixado um pouco de lado nas últimas décadas. Através desses serviços, são criadas redes de troca e colaboração que podem ser muito benéficas para os participantes e também para o lugar onde eles vivem: juntos, são mais fortes e podem pensar em melhorias concretas para a rua, o bairro ou a cidade onde vivem.

5. Incentivo a uma cidade mais viva

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Amsterdam- Foto: Pixabay

Você já se perguntou por que costumamos gostar tanto das cidades europeias? Com certeza, um dos fatores que chamam a atenção de um brasileiro é a presença de pessoas na rua, a vivacidade desses lugares. É evidente que se tratam de realidades bem diferentes ao comparar São Paulo com Amsterdam, por exemplo, mas também é verdade que quem possui um veículo acaba por utilizá-lo bem mais do que o necessário, o que restringe ainda mais o seu contato com a cidade e com as outras pessoas. O compartilhamento de carros auxilia na construção de uma cidade com menos veículos e onde estes sejam usados de forma compartilhada.

Fonte: Zazcar

 

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Dia da Árvore: o que podemos fazer para combater o desmatamento?*

Hoje, 21 de setembro, é comemorado o Dia da Árvore. Mais que um motivo para celebração, a data é uma oportunidade para avaliarmos a questão do desmatamento e como podemos agir para minimizar os impactos ambientais ao longo dos próximos anos. Isso não quer dizer que algumas medidas positivas não existam, mas, sim, que devem ser sempre replicadas.

Para entender melhor a importância dessas medidas positivas, vale uma análise sobre a Amazônia Legal. Após cinco anos consecutivos de crescimento, a área registrou uma expressiva queda de 21% no desmatamento, entre agosto de 2016 e julho de 2017. A análise mostra que todos os estados registraram redução, mas o Pará foi o que conseguiu um desempenho melhor: obteve uma queda de 31% no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados, além de uma redução de 28,8% para 25% na proporção total da Amazônia Legal afetada.

Ao avaliar os fatores que contribuíram para o desempenho positivo do estado, identificamos que, além de investimentos em novas tecnologias e ferramentas de gestão por parte do governo, o setor privado e a sociedade também passaram a apostar mais em ações que estimulam a valorização das florestas em pé.

Nesse sentido, podemos destacar o trabalho de empresas que apostam em parcerias com comunidades de diferentes biomas do Brasil (principalmente o amazônico) e que, por meio de treinamentos e capacitações, ensinam que é possível extrair frutos e sementes da biodiversidade sem agredir o meio ambiente – tudo isso com a geração de uma fonte de renda extra.

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Foto: Picography/Pixabay

Esse é um modelo de negócios que pode ser replicado em diferentes setores da economia, pois, atualmente, grande parte dos produtos deriva, em algum grau, da transformação de matérias-primas originadas na natureza. A proposta é que, por meio da conservação dos recursos naturais, o país tenha condições de ampliar o valor do patrimônio genético e de contribuir para desaceleração do aquecimento global.

Para exemplificar a eficiência dessa iniciativa, a Beraca promoveu um estudo sobre o serviço ecossistêmico de regulação global em áreas de extrativismo de andiroba, murumuru, açaí e pracaxi destinado às indústrias de beleza, cuidados pessoais e farmacêutica. A análise identificou que foi possível evitar a emissão de 1.400 ton CO² e ainda apoiar a regeneração de 2.350 hectares de floresta de um único fornecedor da matéria-prima, o que equivale a R$ 180 mil em estoque de carbono gerado.

Além disso, outro estudo, realizado em parceria entre a Beraca, a Universidade de São Paulo (USP) e a Columbia University, de Nova York, concluiu que, em um município do Pará com histórico de atividade madeireira ilegal, a cada R$ 1,5 investido no extrativismo sustentável, são retirados R$ 3,6 da mão de obra de serrarias ilegais.

Diante desses números, é possível notar que começamos a caminhar na direção correta, porém ainda temos que fazer muito para que o desmatamento seja cada vez menor em nosso país. Ao replicar modelos positivos de manutenção das florestas, transformamos as áreas verdes em uma perpétua fonte de renda, capaz de contribuir com a saúde do planeta e restaurar a dignidade das comunidades locais. O primeiro passo é enxergar que qualquer espécie viva depende das árvores para garantir a sua sobrevivência.

* Érica Pereira atua na área de Sustentabilidade da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais

Ouro de tolo: Renca e o futuro da Amazônia*

Após forte pressão popular, o Governo Federal revogou o decreto que abriria à exploração a Reserva Nacional do Cobre e Associados (RENCA), uma área de 4,7 milhões de hectares no Nordeste da Amazônia que representa a última grande fronteira mineral no Brasil. Não constava no decreto alterações nos limites das unidades de conservação e terras indígenas já existentes na região, contudo, o estímulo direto para uma atividade de elevado impacto ambiental traria danos importantes para os importantes remanescentes florestais da região, inclusive em áreas protegidas.

O objetivo seria expandir receitas para financiar desequilíbrios macroeconômicos e incentivar a expansão de atividades que, embora altamente lucrativas em termos privados, geram elevados custos sociais e ambientais. Essa decisão foi tomada sem debate com a sociedade, por um governo marcado por sucessivos escândalos e contra parecer técnico do Ministério do Meio Ambiente. Seriam incentivadas atividades de mineração que pouco contribuem para a inclusão social, pois geram poucos empregos locais.

Além das áreas afetadas diretamente pela lavra, a mineração também pediria a construção de vias para escoamento mineral, com grande impacto em áreas de floresta hoje altamente preservada. A chegada dos trabalhadores para a construção dessas vias traz doenças e outros problemas associados a esse tipo de projeto: violência, alcoolismo, prostituição e ruptura de estruturas sociais nas comunidades estabelecidas (ao contrário do que se pensa, a área em questão não é um território vazio de gente).

Isso explica porque o projeto recebeu tantas críticas, justamente quando a cúpula política se esforça no Congresso Nacional para reduzir ao máximo as salvaguardas legais do licenciamento ambiental. O péssimo histórico do setor mineral tampouco ajuda, como revelado pelo gigantesco passivo para a sociedade deixado pelo acidente da mineradora Samarco em Mariana (MG) em 2015, reflexo da péssima qualidade de sua gestão ambiental.

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Tudo isso caracteriza o modelo de reprimarização da economia brasileira, cada vez mais dependente da agropecuária e mineração: a competitividade é baseada no acesso barato a matérias-primas e energia e na desconsideração dos custos socioambientais. Esse “garimpo” de recursos naturais reforça a exclusão social, com benefícios concentrados em um grupo pequeno de pessoas, mas a degradação ambiental é deixada para todos. O problema é agravado pela redução contínua de recursos orçamentários destinados à proteção ambiental, tornada cada vez menos efetiva após sucessivos cortes orçamentários.

O setor privado resiste a adotar medidas de internalização dos custos socioambientais, especialmente nos segmentos intensivos em recursos naturais, como mineração e agropecuária, e atividades intensivas em energia e poluição. A visão (falaciosa) de que crescimento econômico e preservação ambiental são essencialmente antagônicos ainda prevalece junto aos tomadores de decisão. Em analogia à “teoria do bolo” que argumentava que a concentração de renda era necessária para o crescimento econômico, pode-se dizer que o princípio norteador da re-primarização é “preciso sujar o bolo para ele crescer; depois a gente limpa”.

Também há perdas econômicas. O último ciclo expansivo de aumento dos preços das commodities ocultou a tendência de longo prazo do comportamento dos termos de troca, mas no período recente é nítido que as commodities voltaram a um comportamento descendente em comparação com os produtos intensivos em tecnologia. Não há luz no fim da mina.

Por isso, a exploração de minérios na Renca não pode ser pensada de forma isolada, mas como mais um elemento do retrocesso no desenvolvimento brasileiro. Sob o argumento de resolver os problemas de curto prazo, voltamos aos ciclos coloniais de dependência de exportação de produtos primários, criando grandes passivos sociais e ambientais que cobrarão seu custo mais a frente. A conta, mais uma vez, vai ser deixada para as gerações futuras pagarem.

*Carlos Eduardo Frickmann Young é professor do Instituto de Economia da UFRJ, onde coordena o Grupo de Economia do Meio Ambiente, e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza

 

Bravo é o açaí oficial do Rock In Rio

Parceira do festival, a marca contribui com o projeto Amazônia Live, para plantar milhões de árvores na floresta Amazônica

Eu vou com energia é a campanha do Bravo Açaí para o Amazônia Live, projeto socioambiental do Rock In Rio. A ação tem como objetivo o reflorestamento da Amazônia, que passa por um problema sério por conta do desmatamento, que ameaça o equilíbrio ecológico, os recursos naturais e o meio ambiente.

Segundo o sócio-proprietário da marca, Gabriel Arruda, “o Rock In Rio é o maior festival de música do planeta e com sua influência consegue promover a discussão sobre o desmatamento e conscientizar as pessoas sobre essa questão que em grande escala afeta todo o mundo. A Amazônia é o pulmão do nosso planeta e a sua sobrevivência é fundamental. Tudo está interligado”.

Nativo e com toda a sua cadeia produtiva na Amazônia, o açaí é um poderoso fruto procurado pelo mercado nacional e internacional. Plantar mais de quatro milhões de árvores, de várias espécies, em áreas desmatadas da floresta, é o propósito do Amazônia Live, que por consequência também ajudará a manter o ecossistema sustentável para ter sempre disponível esse superfood.

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Com esse olhar, o Bravo Açaí criou uma embalagem exclusiva para reforçar a parceria. A edição especial tem a hashtag da campanha #euvoucomenergia, e foi desenvolvida para oferecer ao consumidor, além de praticidade e um saboroso produto, informações sobre o projeto, como fazer para participar e se conscientizar sobre esse tema tão importante. Na embalagem também tem um QR Code, código para facilitar o acesso ao vídeo oficial do Amazônia Live.

A edição especial do produto está disponível no mercado, no sabor Original com 500g, e pode ser encontrada nas principais lojas de produtos naturais e supermercados do país. Ao comprar o produto, o consumidor contribui com a plantação e árvores na Amazônia, “Este é só o começo da parceria que pretende estender até 2019, próxima edição do Rock In Rio. Durante esse período, parte da venda dos nossos produtos será revertida ao projeto Amazônia Live”, comenta Gabriel.

Durante o Rock in Rio, o público da cidade do rock poderá adquirir e saborear o snack da superfruta, na versão para consumo individual (150g + 20g de granola sem glúten – um dos diferenciais da marca), nos sabores açaí original, açaí zero e açaí com banana de verdade.

Único com biomassa de banana verde

O snack saudável de superfruta, do Bravo Açaí, é o único com biomassa da banana verde – um alimento funcional que ajuda a regular o intestino, facilita a absorção de nutrientes, é rico em fibras e amido resistente e promove sensação de saciedade.

Mais consistente e cremoso, o produto possui ingredientes naturais, sem glúten, sem lactose e, também, é vegano. Diferente de outras marcas do mercado, não utiliza produtos artificiais como açúcar refinado, xaropes, aromas, corantes artificias, adoçantes sintéticos, glucose de milho e aditivos químicos, é 100% natural.

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Rock In Rio X Amazônia Live

O maior festival do planeta tem um papel fundamental no projeto. Pensando na força deste evento para tornar o mundo melhor, movimentou sua rede de contatos para viabilizar o Amazônia Live. O objetivo de plantar quatro milhões de árvores contará com o apoio de parceiros, como Bravo Açaí, e artistas do evento.

Desde 2001, o Rock in Rio realiza ações socioambientais com mais de 200 entidades apoiadas, mais de 54 mil pessoas beneficiadas todos os anos e mais de 24 milhões de euros investidos em projetos no Brasil, em Portugal e na Espanha.

Informações: Bravo Açaí

Não basta fechar a torneira para evitar o desperdício de água*

De acordo com dados recentes da Agência Nacional de Águas (ANA), os alertas de seca no país dispararam 409% nos últimos 13 anos. O Nordeste enfrenta a sua maior seca desde 1961: 835 municípios da região já decretaram estado de emergência e os reservatórios contam hoje com apenas 13,8% de sua capacidade.

O fato é que a situação é grave para muitos municípios e pede uma atenção especial, não somente dos governantes – que precisam criar sistemas capazes de aperfeiçoar o gerenciamento dos recursos hídricos -, mas também de toda a população brasileira. Isso porque grande parte das pessoas não faz ideia da quantidade de água desperdiçada em ações simples do cotidiano, como escovar os dentes, tomar banho, lavar calçadas, jardins e carros.

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Foto: Trestletech

Nesse sentido, o mais importante é que todos contribuam e adotem práticas mais sustentáveis no dia a dia. O ponto de partida pode ser, por exemplo, buscar alternativas para a limpeza de calçadas, quintais e galpões sem que seja necessária a utilização de água. Muitas pessoas ainda utilizam mangueiras para essa tarefa, no entanto um modelo comum, com três quartos de polegada, gasta cerca de 600 litros de água a cada 30 minutos de uso (número que representa mais de quatro vezes o que uma pessoa deveria consumir por dia).

Uma alternativa eficiente e que dispensa o uso de água é o soprador de folhas, uma solução de alta potência e de fácil manuseio, capaz de unir inovação tecnológica e respeito ao meio ambiente. O equipamento pode ser utilizado em quintais, ruas, pátios empresariais, jardins de condomínios, colheitadeiras e pátio de armazenamento de grãos, com a vantagem de reduzir o tempo de trabalho e, principalmente, evitar o desperdício. Vale destacar ainda que essa é uma tecnologia indicada também para a higienização de colheitadeiras após as jornadas de trabalho, pois garante a retirada das palhas secas que ficam alojadas nos maquinários e evita a incidência de incêndios em lavouras.

O soprador é apenas um exemplo de como podemos reduzir o consumo de água em nossas atividades diárias. O objetivo é que, cada vez mais, tenhamos opções de tecnologias capazes de minimizar o desperdício dos recursos naturais. Afinal, além da preservação ambiental, adotar práticas mais sustentáveis contribui para o bem-estar das próximas gerações. Sempre é tempo de refletir sobre maneiras úteis de aproveitar com consciência as riquezas que a natureza oferece a todos.

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*Mario Fortunato é gerente de produtos da Husqvarna para a América Latina. A empresa é líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes

Como o Brasil sagrou-se campeão em corrupção e devastação ambiental?*

Brasil: quinto maior país do globo em extensão territorial, com números de primeira grandeza. De um lado, abriga a maior floresta tropical do mundo, que garante o usufruto da maior reserva de água doce do mundo, com 12% do total disponível no planeta. De acordo com a Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), esse porcentual é 42% superior ao da Europa. De outro, concentra maior produção de gado comercial do planeta – com mais de 215 milhões de animais – e a maior produção mundial de soja, revezando a primeira colocação com os EUA.

No gerenciamento das leis que regem a coexistência dessas grandiosidades até aqui, claramente paradoxais – floresta e água versus animais e soja –, temos outro expoente: a classe política brasileira, que responde pelos maiores crimes de corrupção mundiais.

O Brasil segue sendo o que parece ter sido programado para se tornar desde o princípio: uma terra que se arrasa e de onde se extrai rapidamente todas as riquezas por uma casta de privilegiados. No início, era a corte portuguesa que se fazia representada por exploradores enviados pelo império lusitano. Outros, como franceses, holandeses e espanhóis, tentaram o mesmo, mas nenhum, no entanto, foi páreo para a classe dominante que aqui já se instalara.

Fosse pela agricultura de subsistência, mineração, pecuária, exploração de madeira e afins, todas as atividades econômicas brasileiras foram, por séculos, “solodependentes”. Do pau-brasil ao café; do ouro à cana-de-açúcar, nosso território tem por mais de 500 anos servido aos senhores da terra. Desse período, pelo menos quatro séculos e meio, aproximadamente, solidificaram nossa cultura no trinômio extração mineral, desmatamento e plantio.

A maioria das famílias de imigrantes que nos séculos posteriores aqui chegaram também tirou da terra o sustento e seguiu com o mesmo comportamento destruidor aqui encontrado. Alemães, italianos e seus descendentes aniquilaram as florestas do Sul do Brasil no século passado. Nada mudou desde então; seguimos aprisionados no mesmo trinômio, reféns de um sistema político montado não para nos servir, mas para ser servido.

Quem poderia evitar a catástrofe se omitiu. Governantes eleitos e o Poder Judiciário foram historicamente omissos, quando não coniventes, na questão ambiental. E continuam sendo. De acordo com a revista Exame, estima-se que 80% da madeira comercializada no Brasil seja ilegal, ou “falsamente legal”. Na prática, o produto fornecido ao mercado vem de madeireiras que burlam os sistemas de controle do governo.

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Foto: Zig Koch

Mas como é possível tamanha falta de controle? Na verdade, é muito simples a resposta: Brasília governa para Brasília. A bancada ruralista que passou a dominar o governo (40% dos 513 deputados) enxerga o Brasil com o mesmo olhar espoliativo-extrativista secular. Mais do que isso: trata as autarquias públicas como se fossem uma extensão de seus negócios agrossilvopastoris. Vale deixar muito claro que não se faz aqui nenhuma crítica a partidos de direita ou de esquerda, já que o partido desses senhores seria melhor descrito como PPP, “partido do meu pirão primeiro“. O que aqui se critica é o descumprimento e a manipulação das leis ambientais.

Os comportamentos patrimonialistas e criminosos perpetrados pela classe política são a maior expressão do desprezo total pelos conceitos de cidadania, patriotismo e legado. O que lhes importa é o carpe diem da corte, como testemunhamos, estarrecidos, no caso da ruína financeira do Rio de Janeiro. Pedir que essa gente tenha escrúpulos com a natureza neste país é quase risível. Evidentemente que farão de tudo por seus interesses e o das suas bancadas que, ironicamente, se mantêm no poder graças aos seus “currais eleitorais” – termo duplamente adequado, pois, para eles, os eleitores não passam de gado. E, se somos todos gado, agro é realmente tudo neste país.

Enganam-se aqueles que julgam ser o Sul do Brasil uma ilha de ética e prosperidade. Veja-se, por exemplo, a irresponsabilidade e falta de consciência ecológica do governo do Paraná e da Assembleia Legislativa do estado, que desejam reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana em 70%. Em Santa Catarina, uma medida provisória quer reduzir a área do Parque Nacional de São Joaquim em 20%, ou 17 mil hectares.

Estamos falando de regiões com incidência das últimas áreas de Floresta com Araucária e Campos Naturais do planeta. Essas formações vegetais estão extremamente ameaçadas pela extinção e erosão genética e contam com menos de 1% de remanescentes em bom estado de conservação. Ironicamente, no Paraná, a mais alta honraria pública amplamente utilizada é chamada de Ordem do Pinheiro, uma referência à tão explorada árvore nativa, que enriqueceu muitas famílias tradicionais brasileiras.

Infelizmente, não são preocupações públicas que movem a maioria dos parlamentares. São objetivos de cunho privado que visam tão somente favorecer uma casta de privilegiados num país cujo sistema político faliu. Enquanto as reformas não vêm, é preciso que a Justiça brasileira ocupe seu lugar de maneira exemplar, não apenas em Curitiba, mas em todos os municípios e em todas as instâncias.

Fosse cumprido o artigo 225 da Constituição Federal – que trata do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado –, certamente não estaríamos aqui lamentando um dos piores tipos de corrupção: aquela que nos rouba direitos inalienáveis e intergeracionais como nossa identidade cultural, qualidade do ar, da água e do clima.

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*Giem Guimarães é empresário e diretor-executivo do Observatório de Justiça e Conservação

 

Situações consideradas crime ambiental que você pode desconhecer

O meio ambiente é protegido pela Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998. Considera-se crime ambiental todo e qualquer dano ou prejuízo causado aos elementos que compõem o ambiente, são classificados 5 tipos de crimes (contra a fauna, contra a flora, poluição, contra o ordenamento urbano/patrimônio cultural e crimes contra a administração ambiental). Mas, muitos desconhecem as leis e acabam sofrendo punições sem conhecer as reais causas.

Alessandro Azzoni, especialista em direito ambiental, esclarece aqui cinco situações consideradas crime contra o meio ambiente que a maioria das pessoas desconhece e pratica.

1- Comprar ou receber animais da fauna silvestre:
Recebeu um papagaio, um passarinho com um lindo canto, um filhote de tartaruga e assim por diante? Saiba que, se esses animais não possuírem chip ou anilha autorizada pelo Ibama/Secretária do Meio Ambiente do Estado, você poderá sofrer punições. Azzoni explica que não há possibilidade de regularizar animais sem autorização e nestes casos se efetua a entrega voluntária ou a pessoa será apresentada junto ao órgão competente – de Lei de Crimes Ambientais Lei nº. 9.605/98, em seu artigo 29 a 37 que elenca as agressões cometidas contra animais silvestres e ainda a comercialização sem autorização;

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2- Outra situação considerada crime ambiental é a pesca sem autorização, portanto, antes de pegar um barco e sair pescando você precisa de autorização. Ou poderá ser surpreendido pela policia militar ambiental, ser multado, além de, responder por crime ambiental;

3- Adquirir área com abundância de mata nativa com diversas espécies de plantas e animais, com um valor extremamente convidativo, ou preço fora do mercado, não é um ótimo negócio. Geralmente essas ofertas são de terreno com Área de Proteção Permanente, ou seja, quem adquirir não poderá construir e nem desmatar nada, caso o faça estará cometendo crime ambiental contra a flora (artigos 38 a 53 da lei de crimes ambientais a 9605/98), que deixa claro que é crime causar dano ou destruição a vegetação de APP – áreas de preservação permanente em qualquer estágio de recuperação ou em unidades de conservação. O mesmo aplica-se para quem provocar incêndio em mata ou floresta. O especialista aconselha pesquisar sempre a área que deseja comprar para verificar se existe algum passivo ambiental.

4- Toda e qualquer obra em propriedade rural e ou urbana precisa de licença ambiental. Caso precise remover qualquer árvore, não pense! Peça autorização sempre, saiba até para retira uma árvore de sua casa, “Sempre será necessário autorização da prefeitura local. Além disso, fique atento e não use um ‘jeitinho’ para resolver pois o Ministério Público poderá promover uma ação civil pública exigindo responsabilidade pelo dano causado. Na dúvida questione o órgão ambiental e peça a resposta sempre por escrita em forma de documento”, Azzoni.

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5- Existem ainda crimes de poluição (art. 54 a 61)

Tudo que estiver acima dos limites autorizados será crime de poluição, portanto acima dos índices permitidos é crime ambiental. Poluição que causar danos à saúde humana, mortandade de animais e destruição significativa, se enquadra aqui.

“Fiquem atentos, pois todo o dano causado ao meio ambiente será obrigatório à recuperação deste. E como já julgado pelo STF, a recuperação do dano ambiental é imprescritível, ou seja, pode ser cobrada a qualquer momento não importando quem foi o autor, basta estar na propriedade do bem”, finaliza Azzoni.

Fonte: Alessandro L. O. Azzoni é graduado em Ciências Econômicas pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas; graduado em Direito pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, Pós graduado em Direito Ambiental Empresarial pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. Mestrando em Direito, Conselheiro Cades – Conselho de Meio Ambiente – Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, atuando principalmente no seguinte tema: AMBIENTAL, nos licenciamentos dos projetos urbanísticos da Cidade de SP, analisando e aprovando os EIA/RIMA dos referidos projetos.

Tinder se une a PETA para incentivar usuários a remover selfies com tigres

Movimento global de proteção aos tigres receberá US$ 10 mil dólares do app em homenagem ao Dia Internacional do Tigre

O Tinder se une a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) para lançar uma campanha para incentivar os usuários a remover fotos com tigres de seus perfis. A campanha, que teve início em 29 de julho, data em que é comemorado o Dia Internacional do Tigre, incentiva que os usuários excluam suas fotos com tigres, marquem seus amigos para que façam o mesmo ou participem da discussão nas redes sociais usando a hashtag #NoTigerSelfies. Além disso, o aplicativo doará US$ 10 mil para o Project Cat, movimento global para proteger os tigres.

A comunidade de usuários do Tinder é conhecida por criar os perfis mais interessantes e divertidos da web, porém alguns perfis são um pouco selvagens demais e utilizam selfies de usuários com tigres. Como esses animais estão fora do seu habitat natural, geralmente precisam ser dopados tirar fotos com pessoas. Nesse contexto, o Tinder criou a campanha para sensibilizar seus usuários e sugerir outras fotos de perfis que mostrem a preocupação com o meio ambiente e com os animais selvagens.

“Há inúmeras formas de deixar o perfil divertido com fotos de situações que não agridam o meio ambiente e que não incentivem que animais sejam retirados de seu habitat e dopados para virar atração turística”, comenta Andrea Iorio, diretor de marketing e comunicação do Tinder na América Latina. “Estamos muito orgulhosos da parceria com a PETA e também dos usuários da plataforma que estão aderindo a essa causa, removendo as fotos com animais selvagens e buscando outras formas criativas de continuar garantindo muitos matches com perfis divertidos”, comenta.

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Confira quais fotos você pode incluir em seu perfil no Tinder para mostrar a sua preocupação com o meio ambiente e com a preservação dos animais selvagens:

·Plantando uma árvore: plantar árvores contribui para a purificação do ar, qualidade da água e evita a erosão do solo.

·Caminhando até o trabalho: quando possível, deixar o carro em casa para ir ao trabalho ajuda a combater a poluição, além de trazer ganhos em bem-estar e qualidade de vida, já que melhora a saúde cardiovascular e previne uma série de doenças.

·Fazendo trabalho voluntário em um abrigo de animais: é muito gratificante dedicar algumas horas do seu dia para ajudar alguém, além disso é uma forma de você descobrir novas habilidades e conhecer realidades diferentes da sua, o que representa uma grande experiência de vida. Isso pode também fazer com que você obtenha ganhos para sua carreira, já que pode se destacar em um processo seletivo por essa atividade.

·Saboreando um lanche natural no seu quiosque vegano favorito: uma alimentação natural gera inúmeros benefícios para a saúde, além de manter sua consciência tranquila em relação ao que você consome, já que você não consumirá produtos que são resultados de exploração animal.

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Confira também formas de proteger os tigres e outros animais selvagens:

1) Reporte atividades suspeitas de tráfico de animais, maus-tratos ou exploração animal às autoridades locais.
2) Se você encontrar atividades suspeitas no Facebook, informe a página ou comente sua suspeita no post. Grande parte das vendas ilegais está sendo feita nas redes sociais e é preciso ajuda da comunidade para combater isso.
3) Não faça selfies com tigres ou outros animais selvagens para que seu dinheiro não patrocine acidentalmente atividades questionáveis.
4) Não compre produtos que sejam resultado de exploração animal.

Fonte: Tinder

N.R.: Eu poderia falar muito sobre o quanto acho isso de tirar fotos com animais selvagens, na maioria das vezes dopados, cafona, jeca, cruel, estúpido, ignorante e tantos outros adjetivos nada positivos. Eu jamais daria match para alguém com uma foto destas. NUNCA!

Ônibus-cinema com curiosidades sobre as aves é atração na Petz

Projeto “O Incrível Mundo das Aves” estará neste sábado, das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê, com atividades e informações para despertar a consciência ambiental

A Petz fez uma parceria para apresentar o projeto de educação ambiental itinerante “O Incrível Mundo das Aves”, neste sábado (29), das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê. Trata-se de um ônibus especialmente adaptado, com 40 lugares, que exibe sessões de vídeo de 10 minutos sobre curiosidades das aves, para incentivar a conservação e preservação das espécies.

O público também poderá ver uma exposição de fotos em hiper-realismo digital das aves, como arara-azul e arara-canindé, e participar de atividades lúdicas. O projeto é uma iniciativa da empresa Zoológicos do Brasil, que divulga a educação ambiental no Estado de São Paulo. Produtos como canecas, almofadas e camisetas, que ajudam a manter o projeto, estarão à venda no local.

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O Incrível Mundo das Aves
Onde: Petz Marginal Tietê (Av. Presidente Castelo Branco, 1795, Pari – São Paulo)
Quando: 29 de julho, das 12h às 18h
Entrada: gratuita

 

Produtos garantem limpeza pesada sem agredir o meio ambiente

Limpar a casa sem agredir o meio ambiente. É com essa premissa que Super Storm, nova marca da Pulvitec, apresenta ao mercado uma linha completa de saneantes para limpeza ecologicamente correta. Atendendo a demanda crescente por produtos sustentáveis, Super Storm oferece, além de produtos inovadores e tecnológicos, um conceito baseado na preservação dos recursos naturais.

A começar pelas embalagens, que são desenvolvidas com 70% de material reciclado, os produtos são totalmente sustentáveis, produzidos sem a geração de resíduos e sem adição de ácidos, fosfatos, parabenos e corantes. Além disso, nenhum dos produtos da marca é testado ou tem origem animal.

“Acreditamos que um mundo saudável começa em casa, e é com esse pensamento que apresentamos a linha Super Storm, com produtos ecologicamente corretos. Aliamos as melhores matérias-primas à fórmulas inovadoras para oferecer produtos concentrados, que cumprem a promessa de limpar profundamente sem agredir o meio ambiente”, diz Tais Abambres, Gerente de Marketing e Produto da Pulvitec.

Disponíveis em frascos com 500ml , 1 litro e bombonas de 5 litros, os produtos podem ser usados concentrados ou diluídos em água e têm fragrâncias especiais de Lavanda de Provence, Alecrim Mediterrâneo e Bamboo Oriental.

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Pedra miracema, portuguesa, mineira, goiana, são tomé, carranca, luminária e até cimento queimado ficarão limpos como mágica! Super Storm Limpa Pedras limpa sua casa sem agredir o meio ambiente, além de deixar um perfume inconfundível.

Encardidos e manchas em pisos laminados e vinílicos serão facilmente removidos com Super Storm Limpa Pisos Laminados E Vinílicos, que limpa e perfuma sua casa como mágica.

Encardidos e manchas em pisos de porcelanato, manchas superficiais causadas por bebidas, óleo e urina animal? Nada disso é problema para Super Storm Limpa Porcelanato, que age em cada poro do piso, limpando e perfumando sua casa.

Limpa, clareia e remove diversos tipos de manchas, encardidos e sujeiras pesadas em pisos cimentícios, cerâmicos, cimento queimado, granito, ardósia, mármore, granilite, pastilhas e lajotas, além de deixar o ambiente com um perfume incomparável. Super Storm Limpeza Pesada Para Pisos cuida da sua casa sem agredir o meio ambiente.

Restos de argamassa, rejunte, terra e gesso? Super Storm Pós-obra é a solução! Com formulação exclusiva, sem substâncias nocivas ao meio ambiente, deixa a casa incrivelmente perfumada.

Resíduos de rejunte, argamassa, cimento, terra, gesso e manchas de ferrugem em porcelanatos naturais, retificados e polidos serão eliminados como mágica pelo Super Storm Pós-obra Porcelanato. Sua formulação exclusiva limpa sem agredir o meio ambiente e deixa no ar um perfume incomparável.

Informações: Pulvitec