Arquivo da categoria: Meio ambiente

Grife Salvatore Ferragamo recebe prêmio no Green Carpet Fashion Awards

A Salvatore Ferragamo teve a honra de participar da segunda edição do Green Carpet Fashion Awards. Dedicado à celebração das conquistas no campo da sustentabilidade pela indústria da moda e do luxo, o evento foi promovido pela Camera Nazionale della Moda Italiana, em colaboração com a Eco-Age, e o apoio do Ministério do Desenvolvimento Econômico, da Agência ICE e da cidade de Milão.

No histórico Teatro alla Scala, as mais renomadas grifes italianas apresentaram looks personalizados, criados de acordo com os critérios estabelecidos nas diretrizes do CNMI ‘Manifesto de Sustentabilidade’. Entre os convidados mais aguardados e admirados, a atriz premiada com o Oscar Julianne Moore foi acompanhada no tapete ‘verde’ por Paul Andrew, Diretor Criativo das coleções femininas da Salvatore Ferragamo.

Julianne Moore usou um vestido longo de jersey especialmente criado para a ocasião, feito de perPETual, um material inovador que leva o nome da matéria-prima de que é feito – plástico recuperado dos mares e transformado em fio através de um processo patenteado de polimerização. O vestido foi enriquecido por acessórios: uma bolsa e um par de sandálias de saltos esculpidos feitos em seda certificada pelo GOTS (produzida segundo critérios de agricultura biológica) e couro sem metal manuseado sem consumo de água ou emissões de CO2 (naturalmente bronzeado e colorido, e certificado Oekotex 100 ‘primeira classe’).

The Green Carpet Fashion Awards Italia 2018 - Winners
Julianne e Ferruccio Ferragamo

Durante a cerimônia, entre os quatorze prêmios atribuídos às diferentes categorias, Salvatore Ferragamo ganhou o prêmio Art of Craftsmanship. “Receber este prêmio é uma grande honra para mim e minha família”, disse Ferruccio Ferragamo. “Desde o início de sua carreira, meu pai sempre se interessou por materiais alternativos, que ele sempre interpretou de maneiras novas e criativas. Hoje, além de seu charme inesperado, deve-se considerar também uma característica fundamental – inovação responsável. Uma criação de valor sustentável para o futuro do planeta e de todos nós é positiva e necessária para todas as empresas “.

The Green Carpet Fashion Awards Italia 2018 - VIP Arrivals

Entregando o prêmio, Julianne Moore disse: “Como o vencedor do Prêmio Nobel e pioneiro das microfinanças, Muhammad Yunus diz: ‘Fazer as coisas com as mãos é a expressão humana mais natural da criatividade’. Quando você alia esse impulso natural a um profundo talento e habilidades, obtém algo maravilhoso. O artesanato sublime usa habilidade para preservar uma ressonância emocional. Em seu trabalho, você pode sentir a herança da produção datada a séculos, mas você também pode testemunhar a amplificação de uma grande inovação. Estas são as qualidades que definem os vencedores da categoria Art of Craftsmanship (Arte do Artesanato) em 2018: os magníficos sapateiros da casa de Ferragamo”.

The Green Carpet Fashion Awards Italia 2018 - VIP Arrivals
Paul Andrew, Julianne Moore e James Ferragamo

A Salvatore Ferragamo é uma das marcas de luxo ativamente comprometidas com a responsabilidade social e ambiental, ao ponto de estabelecer uma Equipe Verde exclusivamente dedicada ao desenvolvimento de iniciativas relacionadas a esses temas. A empresa, que participa do Tavolo della Sostenibilità na CNMI, iniciou em 2014 a elaboração de um Balanço de Sustentabilidade.

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Soul Kitchen recebe a primavera com feira gastronômica e plantio coletivo

O evento visa proporcionar experiências da feira para mesa, fazer as pessoas repensarem a relação com a comida e os laços com o bairro onde vivem

Com o objetivo de mostrar como os pequenos gestos podem influenciar positivamente a sociedade, a comunidade e o meio ambiente, o coletivo gastronômico Soul Kitchen promove hoje (22) atividades especiais para comemorar o início da primavera. As ações vão desde a reforma e plantio dos jardins da Vila Modernista, nos Jardins, a uma deliciosa feira gastronômica com pequenos produtores, repleto de comidas preparadas ao estilo cozinha ao vivo – da feira para a mesa, bebidas da estação e música de qualidade.

O dia começa com foco na revitalização dos jardins da Vila, área entre a Alameda Lorena e a Alameda Ministro Rocha Azevedo, projetada pelo artista e engenheiro Flávio de Carvalho, na década de 1930. Em parceria com a SAMORCC (Sociedade dos amigos, moradores e empreendedores do bairro de Cerqueira César), o Soul Kitchen recebe a comunidade, das 10 às 12 horas, para a realização de ações que vão desde oficinas com foco educativo e ambiental ao plantio coletivo de flores e mudas. O intuito é dar vida a área que é considerada por muitos como um patrimônio modernista da cidade.

Seguindo a celebração, das 14 às 22 horas, as pessoas poderão deliciar-se com a feira gastronômica promovida pelo coletivo. Com entrada pelo Soul Kitchen Lab, o evento contará com barracas de fornecedores, que valorizam o pequeno produtor, com verduras, legumes, frutas, peixes e frutos do mar frescos, e assim promover um consumo mais saudável, sustentável e inteligente. As comidas, drinques e sucos vendidos no dia serão “da feira, para mesa”, em que os ingredientes utilizados no preparo das receitas ficarão “expostos”, e após eleito pelo visitante de acordo com o menu do dia, o prato será produzido pelo Soul Kitchen.

soul kitchen

Três opções estarão disponíveis, com uma média de R$25,00 cada: o cumbuca do mar, com mexilhão, meca no vapor e mini lula com pão caseiro tostado, com frutos do mar do Pescados Hasegawa, que fornece para os principais restaurantes da capital; e pães caseiros do Soul Kitchen, preparados com fermentação natural. Outra pedida será a salada da Vila, com abóbora queimada, tomates confitados, pepino, coalhada caseira com pimentão e azeite de manjericão, com produtos da Santa Adelaide orgânicos, fazenda reconhecida pela qualidade do plantio orgânico; a coalhada ficará por conta da Serra das Antas, e seus saborosos queijos artesanais, que também estão presentes na pasta Primavera, massa caseira, com tomate e abobrinha tostadas, manjericão fresco, azeite e queijo artesanal ralado, que contará com produtos alimentícios do Grupo Ocrim, empresa de destaque no setor de trigo.

Para o cardápio de bebidas, há frutas da estação como abacaxi pérola, caju, framboesa, jabuticaba, laranja pera, lichia, maracujá, nectarina e pêssego, fornecidos também pela fazenda Santa Adelaide orgânicos, que poderão ser escolhidas para o preparo de sucos naturais. Para quem quiser brindar a esse dia especial, as frutas também vão originar drinques de Primavera, podendo ser à base de gin (R$ 25,00), prosecco (R$ 20,00) e vodka (R$ 25,00). O espaço ficará por conta da vodca Ketel One, que será a responsável pela mixologia do dia.

Para embalar a chegada da primavera, a Monty Vibe & Banda colocará todo mundo pra dançar ao som de muita música caribenha e latina, seguido pela brasilidade e disco do DJ Kiko Costato e pelos beats brasileiros do Dj Caio Formiga.

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Lançamento da Primavera

Plantio coletivo:
Atividade Gratuita
Hora: das 10h às 12h
Local: Vila Modernista – Al. Lorena com a Al. Ministro Rocha Azevedo

Feirinha Gastronômica:
Entrada: R$ 25,00 (cachê artístico)
Hora: das 14h às 22h
Local: Vila Modernista, com entrada pelo Soul Kitchen LAB – Al. Ministro Rocha Azevedo, 1060

Depois de Nova York, “Bichos do Brasil” retorna a São Paulo

Exposição gratuita é patrocinada pelo Centro Britânico e explora a riqueza da fauna brasileira, explicando sobre animais silvestres conhecidos e desconhecidos em português e inglês

A exposição gratuita Wild Brazil – Bichos do Brasil retorna à cidade de São Paulo, no Centro Britânico Idiomas, no bairro da Pompeia (Rua Caraíbas, 957 – São Paulo – SP). Serão 27 obras, incluindo telas, lenços, bolsas e bloco de construção. A mostra retrata animais da fauna brasileira, como tamanduá bandeira, tatu-bola, anta, peixe-boi, quati, ouriço e paca, entre outros, e tem o patrocínio do Centro Britânico Idiomas. As obras são da artista plástica Walkiria Barone, que representará a riqueza da fauna brasileira com sua arte atraente e colorida, possibilitando ao público conhecer ou relembrar diferentes espécies de animais do Brasil.

A mostra já esteve na cidade de Nova York, tanto na estação de trem da cidade quanto no parque suspenso High Line Park (2014). De volta ao Brasil, serão 27 obras expostas e 11 delas estarão acompanhadas de uma ficha técnica em inglês e português, além de seus nomes científicos para que o público conheça mais sobre as espécies. A exposição ocorre até 11 de outubro, de segunda a quinta-feira, das 8h30 às 20 horas, sexta-feira das 8h às 17 horas e aos sábados das 8h30 às 11h30, comemorando o mês do “Spring Time”, chegada da Primavera do Brasil, a unidade está com agenda de eventos sobre a flora e da fauna brasileira.

A exposição tem um caráter informativo e propõe um diálogo com o público no sentido da conscientização para a preservação das espécies, principalmente aquelas que correm o risco de extinção.  “A ação de incentivo à cultura é parte de nossos valores. A artista leva para outros países um pouco da nossa biodiversidade e, assim, outras pessoas nos conhecem também. Para isso, a artista precisa do segundo idioma para contar histórias tão ricas e só é possível com a língua inglesa”, explica Monique Svolkin, gerente de marketing do Centro Britânico Idiomas.

Bichos Brasil Cidade Universitária CPTM Apoio(8)

Agenda
Exposição gratuita Wild Brazil – Bichos do Brasil
Data: até 11/10
Horários: Segunda a quinta, das 8h30 às 20h | Sexta das 8h às 17h| Sábado das 8h30 às 11h30
Local: Rua Caraíbas, 957 – São Paulo (SP)

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Itens da exposição
A exposição contará com 13 pinturas: Ouriço, Jacaré de Papo Amarelo, Capivara, Preguiça, Lobo Guará, Quati, Tatu Bola, Anta, Peixe Boi, Veado Mateiro, Mico Leão, Tamanduá e Onça Pintada.
Serão 11 pinturas com fichas técnicas: Matamatá, Arraia do Xingu, Galo da Serra, Peixe Serra, Tamanduá, Tatu 15Kg, Preguiça de coleira, Olingo, Lagartinho, Cobra Cega, Caracol. Um bloco de cimento, uma jaqueta de couro, uma sacola do Centro Britânico e vários lenços pintados.

Walkiria Barone

Bichos Brasil (2)
Artista plástica formada pela FAAP, trabalha com arte e educação e tem um trabalho constante de pintura e pesquisa de novos suportes. Realiza exposições desde 1990 e atua em diversas séries/técnicas/temas em vários espaços. A série Bichos do Brasil surgiu em 2010. Na área da educação coordena projetos inovadores na Escola de Artes para crianças e na A Casa Imaginária.

Centro Britânico

Fundada em 1969, o Centro Britânico é uma escola especializada no ensino de idiomas de forma consistente, eficiente e diferenciada, através de constante reciclagem de métodos, treinamento de funcionários e adequação da infraestrutura às exigências do mercado.

Com mais de 45 anos de atuação, o Centro Britânico vem realizando o sonho de seus alunos que é torna-los proficientes em um idioma Os cursos seguem o nivelamento do Quadro Comum Europeu (padrão internacionalmente reconhecido para descrever a proficiência em um idioma), o que garante que o aluno avançado do Centro Britânico seja avançado no mundo todo, produzindo um reflexo direto no índice de aprovação nos exames internacionais: 92%. A instituição é homologada e chancelada por Cambridge Assessment como centro preparatório e aplicador de exames internacionais no Brasil. Desde 2008 atua no sistema de franquias e, atualmente, conta com 30 unidades espalhadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná oferecendo aulas de inglês internacional, espanhol, alemão, italiano, francês e português para estrangeiros.

Molécoola inaugura primeira loja de recicláveis do varejo brasileiro

A abertura da terceira unidade ocorreu na manhã de hoje (12) no Shopping Center Norte, em São Paulo, e a expectativa é atingir mil lojas em cinco anos

Em uma parceria inédita no Brasil, a Molécoola e Shopping Center Norte, de São Paulo, inauguraram, na manhã de hoje (12/9), a primeira loja de recicláveis do varejo brasileiro. Implantada no Estacionamento C e funcionando no horário regular do empreendimento, a lojacontainer atua com base na logística reversa de recicláveis pós-consumo, por meio de um programa de fidelidade que transforma os recicláveis em benefícios.

A proposta desenvolvida pela Molécoola é integrada por um sistema de acúmulo de pontos no aplicativo – disponível para Android e IOS. Ao entregar seus resíduos em uma das lojacontainer, o usuário passa a somar pontos que, acumulados, são revertidos em premiações, com mais de 50 opções de resgates.

“Inaugurar a primeira loja de recicláveis do varejo no Shopping Center Norte é muito importante para nós, tanto pela relevância que o Shopping tem em São Paulo quanto pela proximidade que conseguimos ter com o público, permitindo que reciclagem se torne parte do cotidiano das pessoas. Essa parceria é um passo muito importante para a promoção da educação ambiental e consequente mudança de comportamento dos cidadãos”, diz Rodrigo Jobim, sócio da Molécoola.

Entre os benefícios apresentados, a Molécoola contribui para a diminuição do extrativismo. A indústria é beneficiada, entre outros, pela logística reversa, uma vez que há rastreabilidade da cadeia. Já o reciclador ganha com o custo competitivo e com o recebimento de material de qualidade, selecionado e limpo. A iniciativa pública é beneficiada diretamente pela diminuição do impacto ambiental local e pela economia na gestão de resíduos, enquanto o varejo tem a oportunidade de se associar a um programa de fidelidade sólido.

A parceria com a Molécoola integra o Programa Elo, iniciativa da Cidade Center Norte cuja proposta é representar e engajar uma corrente em prol da adoção de práticas sustentáveis. “Estamos muito contentes com a chegada da Molécoola no nosso empreendimento. A operação está alinhada à estratégia do Programa Elo de engajar pessoas às práticas que visam contribuir para um mundo mais sustentável”, diz Ricardo Afonso, diretor Superintendente do Shopping Center Norte.

A lojacontainer da Molécoola no Shopping Center Norte funciona como um ponto de coleta que acumula os materiais. Lá eles são pesados e prensados, para serem enviados para grandes recicladores, onde são transformados em matéria-prima, voltando para a cadeia produtiva e depois para as prateleiras.

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Sobre a Molécoola

Criada em 2017 a partir dos conceitos de economia circular e fidelidade ambiental, a Molécoola atua com base na educação ambiental e na logística reversa de recicláveis pós-consumo, por meio de um programa de fidelidade que transforma os recicláveis em benefícios.

Reunindo dezenas de representantes das iniciativas pública e privada, de diversos setores econômicos, além de ONGs e da própria comunidade, o modelo de negócio adotado pela Molécoola traz benefícios a todos as partes integrantes do projeto. De consumidores, passando pelo estímulo ao microempreendedorismo, chegando até o meio ambiente.

Informações: Molécoola

Tomar um espresso em casa sem culpa é possível

Melitta inovou ao trazer para o mercado cápsulas de café recicláveis. Em parceria com a TerraCycle – empresa que trabalha com a solução de resíduos de difícil reciclabilidade, a marca lançou o Programa Nacional de Reciclagem de Cápsulas de Café Melitta, que permite aos consumidores garantirem a correta destinação desses resíduos, além de contribuir com diversas organizações sem fins lucrativos.

Por meio de uma plataforma da TerraCycle o consumidor fará um cadastro e armazenará as cápsulas usadas em uma caixa. Assim que atingir a quantidade de 50 cápsulas Melitta, basta entrar no site para imprimir uma etiqueta pré-paga e despachar a remessa em qualquer agência dos Correios, sem nenhum custo para o consumidor. Além disso, terão a oportunidade de realizar uma boa ação, pois para cada caixa com 50 cápsulas enviadas, o consumidor terá a oportunidade de doar R$1,00 a uma escola pública ou instituição de caridade de sua escolha.

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Para participar, individualmente ou em grupo, basta se cadastrar no site da TerraCycle e inscrever-se no Programa Nacional de Cápsulas de Café Melitta. Feito isso, o participante só precisa coletar as cápsulas de café Melitta e enviar à TerraCycle gratuitamente de acordo com as instruções indicadas no site. Em parceria com a sócia da TerraCycle no Brasil, RCR ambiental, o resíduo será triado e posteriormente encaminhado para reciclagem que possibilitará a reinserção do material na cadeia produtiva, enquanto a borra de café é destinada à compostagem.

Para mais informações a respeito do Programa Nacional de Reciclagem de Cápsulas de Café Melitta, clique aqui.

Corrupção Verde: aqui começa a prática criminosa que contaminou o país

Por Clóvis Borges e Caetano Fischer Ranzi*

A existência de um bem que possa ser usurpado de maneira ilícita, gerando lucro para quem busca vantagens fora de preceitos legais ou em detrimento de terceiros, representa a fórmula que garantiu uma exploração descontrolada sobre o patrimônio natural brasileiro ao longo dos últimos séculos.

A exploração sem limites do período em que éramos ligados a Portugal já aponta para a existência de uma cultura pragmática de busca pelo enriquecimento a qualquer custo. Com vistas, inclusive, a buscar o desfrute desses ganhos em outras paragens, muito distantes do Novo Mundo.

Os ciclos econômicos que se seguiram à época do descobrimento foram eminentemente extrativistas espoliativos. Tanto que o final desses ciclos, reiteradamente, deu-se pela exaustão desses produtos, ocasionada pela exploração desenfreada. Seguiram as práticas agrícolas e de pecuária, subsequentes à devastação da vegetação nativa. Sempre em busca do uso máximo do território, desrespeitando encostas, beiras de rios ou mesmo a existência de remanescentes naturais em alguma proporção nas regiões exploradas.

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A prática de troca de favores entre o privado e o público para obtenção de permissões para avanços exacerbados no uso da natureza foi, portanto, a maneira como uma significativa fração de nossa sociedade acumulou vantagens e enriqueceu indevidamente em nosso país. E, em boa parte, esse entendimento de ajustar acordos ilícitos para garantir vantagens continua em plena atividade.

O ciclo da madeira no sul do Brasil, ocorrido em décadas passadas, gerou um grupo de famílias abastadas que até hoje desfruta do resultado da empreitada destruidora que assumiu ser a maneira de desenvolver suas atividades, sempre com um aval conivente dos governantes. Mudam os negócios, pelo fim da madeira nativa, mas fica a origem dúbia e o péssimo exemplo de como esse processo de geração de riquezas foi executado.

Somente há poucas décadas, as leis ambientais começaram a ser estabelecidas em nosso país. E não foi a falta de inteligência e de qualidade que impediu a nossa passagem para uma condição mais iluminada. O exímio contexto estabelecido pelo Código Florestal de 1965 – talvez o maior marco de evolução na compreensão do interesse público sobre a propriedade privada – nunca obteve um entendimento pleno de parte da sociedade. Falou mais alto a garantia de impunidade e a expectativa de ganho maior, em detrimento do resto da sociedade.

O descompasso entre o que o Código Florestal preconizava e o arrebatador descompromisso leviano da sociedade rural em cumprir o que se estabeleceu como limite ao uso da terra, gerou o verdadeiro desmonte desse arcabouço legal , em 2012. E que foi vergonhosamente referendado pelo Supremo Tribunal Federal em 2018. O poder quase ilimitado de grupos setoriais, que avança na estruturação de uma legislação de conveniências, é uma das maiores e mais perversas demonstrações de corrupção que podemos oferecer nos dias atuais, contaminando todas as esferas de poder.

Portanto, a corrupção endêmica e amplamente espalhada em nosso meio, pode-se afirmar, começa com práticas ilícitas envolvendo a sina de destruição da natureza, com amplas e variadas modalidades. E continua muito ativa na forma de excessos conscientes e negociados em troca de vantagens. São atividades de mineração, silvicultura, pecuária, agricultura, implantação de indústrias e até ações envolvendo infinitas iniciativas mais pontuais.

Como uma farsa programada para não atender à sua missão primordial, delimita-se um complexo de estruturas frágeis e suscetíveis a todo o tipo de pressões, chamadas formalmente de órgãos ambientais. É de conhecimento amplo a prática de licenciamentos ilícitos, facilitados para o atendimento aos amigos do rei. Uma moeda de troca na forma de favores políticos e repasses de recursos sem procedência. Evidencia-se a garantia para campanhas eleitorais ou postos estratégicos em estruturas de governo para os elementos coniventes com o crime.

O desenvolvimento a qualquer custo, assim pontuado como uma forma de exploração que não atende ao respeito aos limites da natureza, ou mesmo aos preceitos estabelecidos em lei, é uma atividade intimamente ligada à corrupção. Gera resultados econômicos abusivos e imorais. E consolida um comportamento que, nos dias de hoje, todos percebemos, tomou conta da nação.

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Incorporamos na pele esse comportamento, na forma de uma cultura institucionalizada, crônica e patológica. De nada importa o prejuízo coletivizado, nem a perda irreversível de recursos que poderiam ser usados de maneira contínua. Agimos em apoio cego em prol da destruição da natureza por meio de ações sem nenhuma coerência estratégica, impostas a partir de atos inconsequentes e criminosos.

Somos hoje, de fato, uma sociedade de corruptos. Um povo que cultua um profundo e irresponsável descompromisso com o futuro de todas as gerações que nos seguirão logo mais, por tratar a natureza como um bem descartável e que é visto como simples forma de usura. Depois de tantas Marianas, o que ainda precisamos viver para que uma virada aconteça? Ou estamos diante de uma condição inexorável que assume a mediocridade como uma sina sem volta?

*Clóvis Borges é diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza
*Caetano Fischer Ranzi é psicólogo e Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento

Nuxe patrocina o Louvre e seu projeto Proteja as Abelhas

A famosa marca farmacêutica francesa, reconhecida por seus cosméticos ultrassensoriais de origem natural, juntou forças com o maior museu do mundo para apoiar um projeto que reflete sua preocupação com o desenvolvimento sustentável: o Proteja as Abelhas.

Por muitos anos, Nuxe tem dado passos para proteger essa espécie, cada vez mais ameaçada. As abelhas representam um elo essencial para a manutenção da biodiversidade, graças ao seu trabalho de polinização. Seu desaparecimento acarretaria consequências dramáticas para o meio ambiente. Essa preocupação é compartilhada pelo Louvre, que possui 23 hectares de jardins que servem de céu verde no coração da capital francesa e como um refúgio para as abelhas.

Consequentemente, pela primeira vez, o Louvre abriu as portas do Jardin Raffet, a poucos passos da ponte Pont des Arts, para criar, desde maio de 2018 e com apoio da Nuxe, um campo de flores de 1.250 m² e seis colmeias para abelhas coletoras de pólen. Um apicultor será designado exclusivamente para este projeto. A primeira colheita de mel está prevista para ocorrer no verão de 2018.

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Semana do Meio Ambiente tem palestras, workshops, feira de troca e espetáculo musical

A Semana Nacional do Meio Ambiente começou em 1º de junho e vai até 5 de junho, quando se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela ONU, esta iniciativa visa incluir a sociedade na discussão de pautas que tratem da preservação do patrimônio natural do Brasil.

Para abrir com chave de ouro, a empresa Eloin – Educação pela Experimentação, realiza no dia 5 de junho uma sessão única e exclusiva do espetáculo superpremiado, Os Recicláveis – O musical ♻, uma adaptação da obra do autor Toni Brandão. Somente para escolas e convidados.

Já nos dias 9 e 10 de junho, das 10 às 16h, acontecerá uma superfeira de troca em parceria com o Canto do Escambo. O objetivo é estimular a prática da troca, a economia solidária, e também, uma tentativa de substituir o lucro, o acúmulo e a competição por solidariedade e cooperação.

“Vamos repensar a nossa relação com o que consumimos”, frisa Carla Plannerer (Relacionamento & Marketing Eloin).

Feira de Trocas

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Os interessados devem se inscrever pelo telefone: (11) 2941-7255 ou via e-mail: relacionamento@eloin.com até o dia 7 de junho. O pagamento será feito na entrada. (R$ 10,00)

Os Recicláveis – O musical
As escolas interessadas deverão entrar em contato com a equipe Eloin no tel: (11) 2941-7255 ou via e-mail: relacionamento@eloin.com

Eloin

Nascida do sonho da educadora Elisabete da Cruz, a Eloin é uma consultoria de roteiros pedagógicos personalizados e conteúdos educativos, criada com o propósito de transformar ideias em experiências enriquecedoras. Com uma equipe multidisciplinar, tornou-se referência entre clientes e parceiros com atuação em São Paulo e outros Estados brasileiros. Única no mercado de criação e elaboração de projetos que complementam os conteúdos didáticos curriculares

Edição especial de escova Curaprox com parte das vendas revertida à SOS Mata Atlântica

A Curaprox lançou edição especial SOS Mata Atlântica de sua escova 5460 UltraSoft. Com embalagem duo, as escovas trazem nas cerdas um desenho de árvore e são resultantes de uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Parte da renda do produto será revertida à organização que atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica.

A edição especial conta com duas escovas 5460, uma de cabo verde e uma de cabo branco, ambas com desenho de árvores nas cerdas. O cirurgião-dentista Hugo Lewgoy, doutor pela USP, explica que a escova da Curaprox favorece a angulação correta durante o ato da escovação, que no caso deve ser em um ângulo de 45° (metade das cerdas apoiada sobre a coroa dental e metade apoiada sobre a margem gengival). “Além disso, a escova CS 5460 Ultra Soft traz 5460 cerdas ultramacias que não machucam a gengiva durante a limpeza dos dentes, promovendo uma escovação efetiva e atraumática”, explica.

O cirurgião-dentista enfatiza que o ideal é sempre optar por escovas que contenham grande quantidade de cerdas e que sejam macias, o que promove maior eficiência na escovação. “Muitas vezes, o consumidor crê que as cerdas duras higienizarão mais os dentes. Muito pelo contrário. Costumo dizer que é como se pegássemos uma vassoura com cerdas duras e varrêssemos um chão com piso branco e brilhante. Certamente, ao longo do tempo, ele perderá o brilho e surgirão alguns riscos”, finaliza.

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Para Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a edição especial também tem caráter educativo, pois ao adquirir a escova o consumidor tem a oportunidade não só de apoiar as iniciativas da Fundação, mas também de repensar seus hábitos.

“Um produto que conta com a preocupação ambiental pode provocar essa reflexão nas pessoas. Na embalagem destacamos, por exemplo, como o uso de um copo d’água durante a escovação pode economizar mais de 11,5 litros de água numa casa ou 79 litros em apartamento”, diz ela. Uma das causas trabalhadas pela Fundação SOS Mata Atlântica é a Água Limpa, um elemento da natureza essencial à vida, mas cada vez mais escasso e distante.

Fonte: Curaprox

 

Campanha ambiental mescla animais a cenário de devastação e poluição

Peça publicitária de marca de roupas polemiza com o slogan ‘A natureza não pode se adaptar a tudo’.

Contrariando o cientista francës Antoine Lavoisier (1743-1794) que tornou célebre a frase “Da natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, a ideia da campanha é engajar o público pela preservação ambiental.

Os anúncios assinados pela agência Avalanche Vitória para a marca de roupa Origens estão sendo veiculados em revistas e jornais no Espírito Santo. Ao todo, 3 anúncios foram criados com o seguinte slogan “A natureza não pode se adaptar a tudo”.

Em uma das imagens, vemos um pelicano sozinho em uma praia com muito lixo ao seu redor. Em destaque junto ao belo animal, um saco de lixo forma a bolsa do seu bico. Essa bolsa é geralmente usada pelo animal para capturar presas e drenar a água.

As lojas da marca Origens estão localizadas no Espírito Santo, estado cortado pelo importante Rio Doce. Até hoje, esse rio sofre com a morte de peixes e animais silvestres na região – principal resquício do maior desastre natural brasileiro. A tragédia foi ocasionada pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, por uma mineradora em novembro de 2015.

A campanha reforça o engajamento da empresa com a natureza. Engajamento que vai além do discurso, como, por exemplo, parte das vendas, de algumas coleções, que são revertidas para apoiar projetos de preservação da natureza.

“Queremos passar a ideia de que ações humanas negativas interferem diretamente no meio ambiente e que, muitas vezes em função delas, algumas espécies podem não resistir”, diz Ricardo Montenegro, diretor de criação responsável pelas peças.

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Fonte: Origens