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Hoje é o Dia Mundial da Menopausa

A Sociedade Internacional de Menopausa (International Menopausa Society – IMS), em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), designou 18 de outubro como o Dia Mundial da Menopausa

A menopausa é um acontecimento normal e natural. É definida como a última menstruação, geralmente confirmada após doze meses consecutivos sem a ocorrência de um período menstrual, a não ser que haja outras causas aparentes.

A menopausa decorre do esgotamento da função dos ovários, que acompanha a idade e que resulta na diminuição dos níveis de estrogênio e outros hormônios. Segundo o ginecologista e obstetra Luciano de Melo Pompei, secretário-geral da Sogesp e presidente da Sobrac (Associação Brasileira de Climatério), geralmente ocorre por volta dos 50 anos. Com a chegada da menopausa, a mulher já não pode mais engravidar de forma natural – é o fim de seu período reprodutivo.

Durante a transição desde os anos reprodutivos,  da menopausa, até os estágios posteriores, a mulher passa por muitas alterações físicas e também emocionais, causadas tanto pela deficiência hormonal que caracteriza a menopausa, como pelo avanço da idade. Algumas são os fogachos (calorões), a dificuldade para dormir, alterações de humor e secura vaginal.

Outras mudanças que podem ocorrer como consequência da idade incluem diabetes, distúrbios da tireoide, hipertensão arterial, aumento do risco cardiovascular. Para mulheres com um estilo de vida pouco saudável, um alto nível de estresse, ou uma genética desfavorável, as alterações da menopausa e do avanço da idade podem ser particularmente desafiadoras.

A experiência da menopausa varia pelo mundo e entre grupos étnicos, o que sugere que a cultura e a genética influenciam a experiência. A mulher pode ver o fim da fertilidade como uma libertação das preocupações com controle de natalidade, ou pode lamentar pelo fim da sua capacidade reprodutiva. Certas mulheres terão sintomas incômodos, enquanto outras podem ter poucos ou, até mesmo, nenhum sintoma.

Menopausa ou climatério

Diferentemente do que muita gente pensa, climatério não é sinônimo de menopausa, que se refere somente à última menstruação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), climatério é uma fase biológica da vida da mulher, que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo. Inicia-se, em geral, por volta dos 45 anos, como consequência do esgotamento da função ovariana.

Para esclarecer dúvidas:

1- Não existe idade padrão para o início do climatério, a despeito de ser mais comum entre os 40 anos e os 45 anos.

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2- Entre os sintomas usuais, estão o distanciamento entre os ciclos menstruais, ocorrência de fogachos e suores noturnos e alterações do sono.

3- Em algumas mulheres, ocorrem alterações psicológicas, como irritabilidade, insônia, depressão, perda de memória e mudanças de humor.

4- Para diagnosticar o climatério a mulher deve procurar o seu médico e, eventualmente se submeter a exames clínicos e laboratoriais.

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5- Mamografia, papanicolau, ultrassom transvaginal e densitometria óssea são exames complementares que podem ser solicitados com regularidade durante o climatério.

6- Manter uma dieta saudável, rica em cálcio e vitamina D é muito importante neste período.

7- A desidratação pode afetar o sistema nervoso, o que estimula as ondas de calor. Hidrate-se com mais frequência.

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8- Praticar exercícios físicos ajuda a melhorar a densidade óssea, evitar fraturas e também ajuda na flexibilidade e no equilíbrio.

9- A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais indicado para aliviar fogachos, suores noturnos advindos das ondas de calor, sintomas psicológicos e melhorar a qualidade de vida da mulher, todavia, existem opções não-hormonais.

10- Há algumas contraindicações para a TH. Portanto, é essencial consultar um médico que irá avaliar o histórico da paciente para indicar o tratamento adequado.

Fonte: Sogesp

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Confira 18 mitos e verdades sobre endometriose

A endometriose é uma doença de saúde reprodutiva comum, que ocorre quando o tecido semelhante ao revestimento uterino (o endométrio) cresce fora do útero. Porém, como muitas outras, ela é cercada de muitos mitos e crenças. O médico ginecologista e especialista em Medicina Reprodutiva Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, comenta 18 mitos muito comuns sobre a doença. Confira:

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Foto: Is-Med.com

1 – É fácil diagnosticar a endometriose
Mito: não é fácil diagnosticar a endometriose. É comum que demore até cerca de 8 anos, essa é a média esperada para o diagnóstico da endometriose. Essa é uma das primeiras dificuldades na vida reprodutiva da mulher: o diagnóstico não ser feito precocemente. Uma mulher que chega ao consultório de um ginecologista reclamando de cólica, menstruação irregular e infertilidade, as chances de ter endometriose são muito altas. Se ela acrescentar cólicas muito fortes, abdômen inchado, dor ao evacuar, dor para urinar e dor durante a relação sexual, essa paciente deve ter endometriose profunda. Se o médico estiver atento, o diagnóstico não será difícil, pois a endometriose será uma possibilidade bastante provável.

2 – É normal que os períodos da menstruação sejam extremamente dolorosos
Verdade: mulheres com endometriose se referem a cólicas fortes durante a menstruação. Portanto, se uma mulher estiver sentindo uma dor severa e que não encontra alívio com medicação, a endometriose pode, sim, ser a causa do problema. O melhor é marcar uma consulta com o ginecologista.

3 – Os sintomas estão sempre presentes em mulheres com endometriose
Mito: nem sempre, algumas mulheres não sentem dor alguma, elas só vão perceber que têm endometriose quando forem ao ginecologista e ele pedir um exame de ultrassom de rotina.

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Foto: Jeviniya-Pixabay

4 – Terapias complementares não têm lugar no tratamento da endometriose
Mito: são sempre alternativas possíveis. Porém, o tratamento da endometriose é basicamente cirúrgico, por vídeolaparoscopia, no qual se ressecam as lesões endometrióticas. Podem ser complementos, além dos medicamentos convencionais, terapias como acupuntura, naturopatia e ioga. Porém, sem o tratamento cirúrgico não haverá resultado.

5 – Mulheres com endometriose não podem ter filhos
Mito: cerca de 30% das mulheres com endometriose têm dificuldade em engravidar. Quando se realiza uma pesquisa correta, por meio de exames complementares, como ultrassom e ressonância magnética, é possível diagnosticar em detalhes a doença e, em seguida, realizar a cirurgia ressecando esses focos de endometriose. Após esse tratamento, a mulher pode engravidar, mas é importante que não se esqueça de avaliar também outros problemas de infertilidade, como obstrução tubária, trombofilias, fator ovulatório e fator masculino. Muitas vezes se foca tanto na endometriose que se esquece de verificar a fertilidade do homem.

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

6 – Gravidez cura endometriose
Mito: este é um dos maiores mitos sobre o problema. Gravidez não cura endometriose. Pode amenizar os sintomas, mas a melhora só é possível com a realização da cirurgia e, mesmo assim, não há garantia de cura da doença. Isso porque os sintomas podem ser amenizados, mas se for algo provisório, a doença pode voltar com o tempo.

7 – Histerectomia cura endometriose
Mito: a endometriose é um tecido endometrial fora do útero. A remoção do útero e/ou dos ovários, sem remover os importantes focos de endometriose não levará à cura. Portanto, histerectomia não cura endometriose, e é um erro gravíssimo acreditar que tirar o útero será a solução para a doença.

8 – Mulheres com endometriose devem evitar exercícios físicos
Mito: pelo contrário, o exercício físico ajuda a melhorar a vascularização e a circulação sanguínea, isso pode amenizar o mal-estar e as cólicas. Mulheres com endometriose devem, sim, realizar exercícios físicos. Além disso, podem tomar outras atitudes como manter uma dieta alimentar adequada.

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9 – Adolescentes não têm endometriose
Mito: muito pelo contrário. Muitas já têm sintomas de endometriose no início da adolescência e é fundamental que se faça um diagnóstico precoce para se evitar as complicações futuras, como a infertilidade e o comprometimento de outros órgãos. Isso porque, em casos de endometriose mais avançada, é necessário fazer cirurgias muito mais agressivas. O diagnóstico precoce da endometriose é fundamental e não deve ser descartado porque a paciente é adolescente.

10 – Mulheres com endometriose sofrem dor somente durante o período menstrual.
Mito: a dor pode ser intermitente ou contínua. Ela é mais frequente nos períodos menstrual e pré-menstrual. Às vezes, pode ocorrer durante ou após a atividade sexual, o que é mais comum quando houver um comprometimento do intestino ou bexiga, ou regiões próximas ao fundo da vagina.

11 – Endometriose é mais comum entre mulheres caucasianas na faixa dos 20 e 40 anos.
Mito: até meados do século 20, pensava-se que o problema existia apenas em mulheres brancas. Isso acabou sendo resultado da falta de cuidados médicos contínuos para muitas mulheres afrodescendentes. Hoje, inclusive, se entende que qualquer mulher, de qualquer etnia, adolescente ou mais velha, pode ter endometriose.

12 – A endometriose não tem cura
Verdade: infelizmente, não há cura. Quando a endometriose é diagnosticada criteriosamente e existe o mapeamento da doença por meio de exames complementares, como ressonância magnética e ultrassom, e um bom exame ginecológico, pode se realizar uma cirurgia bem detalhada para que se ressequem todos os focos da endometriose. Mulheres que passaram por uma cirurgia bem indicada e pelas mãos de profissionais qualificados, alcançam uma cura provisória por muitos anos. E pode ser até que nunca mais tenham endometriose, mas não de pode descartar que existe chance de a doença voltar.

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13 – A endometriose afeta apenas os órgãos pélvicos.
Mito: embora a endometriose encontra-se principalmente na região pélvica, pode ser descoberta em outros órgãos, como diafragma, pulmão, parede abdominal, estômago e até mesmo nos olhos.

14 – Qualquer ginecologista pode efetivamente tratar a endometriose.
Parcialmente verdade: os ginecologistas, de um modo geral, estão preparados para o diagnóstico e para o tratamento, desde que estejam atentos aos sintomas e saibam mapear a doença. Porém, o tratamento cirúrgico, feito por laparoscopia, deve ser realizado por profissionais qualificados que tenham experiência em laparoscopia e em cirurgia pélvica. Encontrar um especialista em endometriose pode ser fundamental para o sucesso do tratamento.

15 – A endometriose sempre piora.
Parcialmente verdade: para algumas mulheres, sim, pode piorar. Isso porque muitas vezes a endometriose se comporta como uma doença benigna, progressiva e invasiva. Ou seja, ela vai invadindo os órgãos com o passar do tempo. Por isso o diagnóstico precoce é fundamental.

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16 – Menopausa cura a endometriose.
Mito: a diminuição dos níveis hormonais pode amenizar a endometriose, porém, os focos vão permanecer. No caso de uma reposição hormonal, comum na menopausa, esses focos poderão retroceder a endometriose, abrandar a dor, diminuir o inchaço, amenizando os sintomas, mas não cura a doença.

17 – É comum confundir a endometriose com a síndrome do intestino irritável (SII)
Verdade: isso pode acontecer em uma fase inicial, pois os sintomas intestinais podem ser confundidos. Faz parte do diagnóstico diferencial verificar se a dor pélvica é uma endometriose, um problema intestinal ou até mesmo um problema urinário. Entretanto, com os exames complementares de ultrassom e ressonância magnética, é possível diferenciar uma da outra.

18 – A endometriose pode ser prevenida
Mito: não existe uma maneira de se prevenir. Porém, ter bons hábitos, boa alimentação e rigor no estilo de vida pode amenizar sintomas ou diminuir a chance dela surgir.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros.

O que toda mulher no climatério precisa saber

Muitas mulheres entram ou já entrou no climatério mesmo quando ainda estão na faixa dos 40 anos. Trata-se de um período que marca a transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva. O climatério é uma transição importante na vida da mulher, que envolve mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais, mas que pode ser vivida com tranquilidade com cuidados especiais.

“O climatério pode começar por volta dos 35-40 anos e se estender até a menopausa, ou seja, até a última menstruação, que fecha esse período. A confirmação ocorre se a mulher ficar 12 meses ininterruptos sem menstruar”, explica o ginecologista Edvaldo Cavalcante.

“Apesar das situações que podem ocorrer, o mais importante é que a mulher se informe sobre o climatério e se prepare física e mentalmente para passar por essa transição. Felizmente, hoje é possível aliviar os sintomas e tratar os problemas que podem surgir no climatério, na menopausa e na pós-menopausa visando à melhora da qualidade de vida”, comenta Cavalcante.

Veja agora os principais efeitos do climatério e como lidar com eles:

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1-Fogacho: é um problema vasomotor associado à queda do nível de estrogênio. A mulher pode sentir uma sensação repentina de calor no rosto e na parte de cima do tórax que se espalha pelo corpo. Há intensa transpiração e a pele pode ficar mais avermelhada devido à dilatação dos vasos. Em seguida, cerca de dois a quatro minutos, há uma queda rápida da temperatura, com sensação de frio ou de calafrios. Isso pode ocorrer várias vezes ao dia e durante a noite, o que pode causar insônia e afetar a qualidade de vida da mulher.

Outras condições médicas, como doenças da tireoide, infecção, ou (raramente) câncer também produzem fogachos. Além disso, o uso de medicamentos como tamoxifeno para câncer, raloxifeno para osteoporose e alguns antidepressivos podem causar fogachos.

Os fogachos, geralmente, aumentam com o estresse e podem estar associados a ansiedade e palpitações (batimentos cardíacos acelerados). A sensação inquietante que antecede um fogacho pode parecer um “ataque de pânico” em algumas mulheres.

Como lidar: a terapia de reposição hormonal (TRH) é o tratamento mais efetivo para gerenciar os fogachos. Entretanto, nem todas as mulheres tem indicação para repor hormônios. Assim, para aquelas que não podem, recomenda-se praticar atividades físicas, técnicas de relaxamento, adotar uma dieta balanceada e procurar manter o corpo fresco durante o dia e enquanto dorme.

Osteoporosis

2- Osteoporose: a redução dos níveis de estrogênio leva à perda da massa óssea. Com isso, uma em cada três mulheres irá desenvolver a osteoporose, principalmente na menopausa ou na pós-menopausa. O principal problema ligado à osteoporose são as fraturas e suas consequências, como incapacidade e mortalidade.

Como lidar: a prática de atividade física é uma das melhores maneiras de prevenir e de tratar a osteoporose. Os exercícios devem visar ao aumento da força muscular, da estabilidade, do equilíbrio e da mobilidade. Pilates, por exemplo, é bastante recomendado. A terapia de reposição hormonal também pode ser feita e há outros medicamentos específicos para tratar a osteoporose.

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3- Vida Sexual: o estrogênio é responsável pela lubrificação vaginal. Portanto, a diminuição dos níveis do hormônio leva ao ressecamento vaginal. Como consequência, a mulher pode apresentar dor durante a relação sexual (dispareunia). O desejo sexual pode diminuir e pode ser preciso mais tempo nas preliminares para levar à excitação.

Como lidar: o ressecamento vaginal é facilmente tratável. O médico pode prescrever hormônios de uso tópico que melhoram a secura vaginal. Além disso, a mulher pode usar gel lubrificante durante as relações e um hidratante vaginal para manter a vagina úmida de maneira prolongada. A queda da libido pode melhorar com a reposição hormonal.

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4- Depressão: ao longo dos anos, estudos mostraram que há uma relação entre a menopausa e o aumento dos sintomas depressivos. Mulheres que apresentam sintomas mais severos no climatério/pós-menopausa, principalmente os fogachos, insônia e aquelas que têm histórico de depressão, correm mais risco de apresentar o transtorno.

Como lidar: buscar apoio psicoterápico e acompanhamento com um psiquiatra são estratégias importantes para lidar com a depressão. Além disso, atividade física, sono adequado e técnicas de relaxamento podem contribuir para prevenir ou para tratar a depressão. A terapia de reposição hormonal também pode ajudar a combater os efeitos do climatério no cérebro, como a depressão e o declínio cognitivo.

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5- Aumento do risco cardiovascular: as principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo são o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). São as chamadas doenças cardiovasculares, cuja prevalência é maior nas mulheres na pós-menopausa ou naquelas com 55 anos ou mais.

Como lidar: a adoção de hábitos saudáveis é essencial. Manter o peso, praticar atividade física, comer de forma saudável, parar de fumar, beber com moderação, gerenciar o estresse, manter os níveis de colesterol adequados e cuidar da pressão arterial são as principais medidas que podem ser adotadas para prevenir as doenças cardiovasculares. O estrogênio pode atuar como fator de proteção contra as doenças cardiovasculares em mulheres saudáveis, principalmente quando iniciada logo na transição menopausal.

“Acredito que a partir do momento em que a mulher está ciente do que é o climatério, em que idade isso pode acontecer e o que pode ocorrer, pode ser menos desafiador passar pelo processo. Com os recursos certos e de forma individualizada, a mulher pode descobrir que é possível viver plenamente e, em muitos casos, até melhor do antes. Por isso, é fundamental encontrar um médico que procure tratar o climatério de forma global, ou seja, levando em consideração todos os aspectos, como o físico, o emocional e o social”, finaliza o ginecologista.

Fonte: Edvaldo Cavalcante é médico Ginecologista e Obstetra, especializado em Cirurgia Minimamente Invasiva – Videolaparoscopia/Histeroscopia e Cirurgia Robótica.Mestre e Doutor em Ginecologia, atendimento em consultório localizado no Brooklin, assim como no Hospital Albert Einstein. Opera também nos principais hospitais de São Paulo.

 

Os benefícios da vitamina E na menopausa

Nutriente ajuda a aliviar sintomas típicos, como as ondas de calor e a sensibilidade dos seios, além de auxiliar na firmeza e hidratação da pele

O climatério marca um novo ciclo na vida da mulher, quando há a diminuição do estrogênio, hormônio feminino que o organismo começa a produzir durante a puberdade. É durante esse período que ocorre a última menstruação, conhecida como menopausa, e vários sintomas se manifestam, sendo que, para muitas mulheres, eles podem ser incômodos e impactar na qualidade de vida.

Embora o climatério geralmente não necessite tratamento, certos cuidados amenizam os sintomas, proporcionando bem-estar. Uma mera mudança nos hábitos e na rotina pode trazer resultados positivos, especialmente se estiver alinhada ao consumo de determinadas vitaminas e alimentos saudáveis.

Alimentação balanceada e hábitos saudáveis são essenciais

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Pixabay

Ter uma alimentação balanceada é muito importante, uma vez que ela fornece os nutrientes necessários. A vitamina E (acetato de racealfatocoferol), por exemplo, pode amenizar as ondas de calor, a sensibilidade dos seios e a secura vaginal. “Além disso, ela beneficia a pele, que, durante a menopausa, tende a ficar mais seca, fina, frágil, flácida e, consequentemente, propensa a rugas”, diz  Ive Franca, ginecologista do Núcleo Médico Científico do Aché Laboratórios Farmacêuticos.

Por ser um antioxidante com atuação nos receptores hormonais, a ingestão de vitamina E também é importante na pós-menopausa, ajudando a reduzir o risco de doenças cardiovasculares e na manutenção das funções cognitivas. Dentre as fontes naturais do nutriente estão os cereais integrais, oleaginosas, gema de ovo e fígado.

Alguns dos sintomas típicos da menopausa são ondas de calor, desaceleração do metabolismo, dores de cabeça, alterações do humor (irritabilidade, ansiedade e depressão) e do sono, e diminuição da libido. “A prática de atividades físicas ajuda no controle de alguns deles, especialmente exercícios aeróbicos. Logo, é recomendado ter uma vida mais ativa”, observa Ive. O fumo, por outro lado, é prejudicial, especialmente na menopausa, sendo associado às ondas de calor.

Suplementação: aporte adequado de vitamina E

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Em alguns casos, a mulher não consegue suprir as necessidades de vitamina E por meio da alimentação. Neste caso, a suplementação do nutriente é indicada, especialmente por oferecer outros benefícios, como ajudar o organismo a manter o aporte adequado para que haja um equilíbrio entre substâncias oxidantes e antioxidantes, evitando o dano celular. VitaE, do Aché Laboratórios Farmacêuticos, contém vitamina E concentrada (400 mg), atuando na redução dos radicais livres do organismo.

Fonte: Aché Laboratórios Farmacêuticos

Menopausa pode aumentar incidência de infecção urinária

Diminuição do estrogênio é o principal motivo para as mulheres ficarem mais suscetíveis ao problema nesse período. Uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais e o consumo de extrato de cranberry são medidas preventivas eficazes

Durante a menopausa, que geralmente ocorre em mulheres na faixa etária entre 45 e 55 anos, o organismo reduz a produção do estrogênio. Com isso, a tendência é que as mucosas da vagina e da uretra fiquem finas e secas, tornando-se mais sensíveis. As consequências são dificuldade na relação sexual e infecções urinárias de repetição (ITUs).

A mulher fica mais suscetível às ITUs neste período justamente porque o estrogênio oferece proteção para todo o trato urinário. Com a diminuição desse hormônio, ocorrem a elevação do pH e alteração da flora vaginal. “Com a redução da quantidade de lactobacilos, bactérias que oferecem proteção natural, o organismo fica mais suscetível à Escherichia Coli (E. Coli), responsável por 80% dessas infecções”, explica a ginecologista Daniela Gouveia.

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Mulheres que têm histórico de ITU na juventude costumam apresentar a infecção de repetição durante a menopausa. Por isso, é importante tratar o problema o quanto antes e adotar medidas preventivas, como o uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais, fazer reposição hormonal via vaginal, para reestabelecer o trofismo e a flora vaginal, e consumir extrato de cranberry.

Rico em proantocianidinas, conhecidas pelas propriedades antiadesivas que evitam a fixação das bactérias nas paredes do trato urinário, o cranberry atua como coadjuvante no tratamento e ajuda a bloquear a capacidade desses micro-organismos infectarem a mucosa da bexiga.

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O Aché Laboratórios reconhece as propriedades do extrato de cranberry e apresenta o nutracêutico Cisberry. Produzido a partir do fruto moído e desidratado, o produto é o único do mercado com formato de mini cápsula. Diferente dos sucos, Cisberry tem o rigor de manter em cada cápsula uma alta concentração de proantocianidinas, consideradas “o poder do cranberry”, além de ser muito mais prático.

Fonte: Aché

Maca peruana: efeitos positivos para a fertilidade, a menopausa e a TPM

Porém, seu sucesso atual é graças aos seus efeitos positivos sobre a saúde; a planta, que conquistou os adeptos da boa forma, ganhou espaço entre aqueles que querem turbinar a dieta, fugir das doenças e melhorar até mesmo a libido

A maca peruana, tubérculo encontrado em abundância na região da Cordilheira dos Andes, no Peru, não era muito popular até pouco tempo atrás, mas, atualmente, vem chamando a atenção de estudiosos do mundo inteiro devido às suas propriedades nutricionais e potenciais efeitos terapêuticos. Para seus consumidores nativos, os incas, seus poderes milagrosos já eram explorados de geração em geração desde tempos milenares, mas, para o resto do mundo, os benefícios do consumo da raiz ainda são novidade.

Sua fama recente em países como Estados Unidos, Hong Kong, China, Japão e Brasil se deu graças a descoberta de seu efeito energizante, revigorante e, especialmente, afrodisíaco: de todas as qualidades associadas à maca, o aumento da potência sexual e da libido, tanto de homens quanto de mulheres, são os mais discutidos. Mas não para por aí, o crescente interesse em torno do alimento despertou a curiosidade da ciência, que passou a verificar seus efeitos e já aponta os benefícios de seu consumo, como a capacidade de promover o equilíbrio hormonal, melhorar o humor, regular o metabolismo, favorecer a fertilidade, combater a fadiga, e muitos outros.

Origem do superalimento

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Maca peruana é o nome popular da raiz da planta Lepidium meyenii com a indicação de sua origem. De gosto suave, o tubérculo in natura é semelhante a um rabanete, porém, sua cor pode variar entre bege amarelada e rubro-negra. Seu crescimento acontece em uma região andina isolada e cheia de intempéries do território peruano, por isso, encontrar a raiz em sua forma natural não é muito comum, ela só está presente em seu país de origem, já que depende do clima rigoroso e solo árido da região para se desenvolver.

No Peru, ela costuma ser consumida crua, cozida ou desidratada. Sua farinha também é utilizada para fazer pães e biscoitos, e sua torrefação permite o preparo de “café de maca”. Mas, ainda assim, é possível usufruir dos benefícios do seu consumo, mesmo distante de seu país, isso porque, atualmente, já é possível encontrar seu extrato em forma de farinha ou cápsulas no mercado nacional.

Potente afrodisíaco natural

A fama afrodisíaca do alimentou lhe rendeu seu maior título, o de “estimulante natural” e, para quem duvidava da crença popular, já pode voltar atrás, pois, atualmente os estudos científicos endossam tal efeito e apresentam ainda evidências que corroboram muitos outros benefícios associados à raiz. Sua ação sobre a saúde sexual é estimulante e potencializadora da libido, mas ao contrário dos fármacos comercializados com esse intuito, a maca não possui riscos colaterais à saúde.

Segundo o nutricionista Carolina Fajardo, do portal Ailo, tomar maca peruana, hoje em dia, é muito mais do que uma moda, é uma solução para quem busca uma série de benefícios para a saúde, inclusive a sexual.

“O consumo traz benefícios reais, para se ter ideia, o extrato do tubérculo contém uma boa dose de vitamina C, nutriente fundamental na síntese dos hormônios sexuais femininos que atuam na fertilidade, sexualidade e libido da mulher, e também apresenta a vitamina E, que aumenta o fluxo sanguíneo e a oxigenação dos órgãos sexuais de ambos os sexos, sem esquecer, é claro, do zinco, mineral que trabalha na produção da testosterona, hormônio com ação significativa sob o desejo e desempenho sexual”, afirma a nutricionista.

Eficácia comprovada cientificamente

Em um estudo publicado na Revista Peruana de Medicina Experimental e Saúde Pública, é possível observar que a ingestão de pequenas porções de maca por homens sadios durante oito semanas resultou no aumento do desejo sexual e ainda apontou uma melhora considerável em outros pacientes com disfunção erétil leve, causada por desequilíbrios hormonais, após a ingestão do extrato de maca seca por doze semanas. As pesquisas ressaltam que ainda é preciso aprofundar as avaliações, no entanto, conclui-se que o uso de maca para estes tratamentos é favorável, especialmente por não haver contraindicações conhecidas a respeito do alimento.

Já em relação às mulheres, uma pesquisa realizada pela BMC Complementary and Alternative Medicin, publicada em 2010 no jornal oficial da Sociedade Internacional de Pesquisa de Medicina Complementar (ICRM), demonstrou que a administração de maca também teve um efeito positivo sobre o desejo sexual de mulheres sadias em período de menopausa.

Mas isso não se aplica apenas a esse grupo, pois, outro estudo publicado na Revista Peruana de Medicina Experimental e Saúde Pública, afirma que o consumo de maca é capaz de elevar a produção de estradiol, um hormônio sexual feminino responsável pela lubrificação e vasodilatação vaginal, por isso, o extrato de maca favorece mulheres que vivenciam a diminuição da libido devido ao desequilíbrio hormonal.

Aumento da fertilidade

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Foto: Veggiegretz/Morguefile

A ação desse tubérculo tão poderoso é determinante, inclusive, sob a fertilidade. Publicado no mesmo periódico, outro estudo, conduzido em roedores, comprovou a influência da raiz sob a produção hormonal, demonstrando uma relação possível entre o aumento de progesterona e a diminuição da mortalidade de fetos nas fêmeas que receberam suplementação de maca peruana, apontando, inclusive, que, embora o número de óvulos por período fértil não tenha sofrido alterações, elas tiveram mais crias do que as cobaias do grupo de controle. Os machos também apresentaram melhora na produção de espermatozoides, após o período de duas semanas.

De acordo também com um estudo conduzido no Departamento de Ciências Fisiológicas, da Universidad Peruana Cayetano Heredia, na capital do Peru, a administração de maca a homens por um período de quatro meses aumentou o volume seminal e melhorou a produção de esperma. Segundo especialistas, a maca também tem a capacidade de reduzir a mortalidade dos óvulos femininos. Ou seja, seu consumo regular pode beneficiar homens e mulheres, sem apresentar riscos à saúde.

Importante agente na saúde feminina

Na idade fértil das mulheres, a raiz, além de influenciar positivamente na fertilidade, ainda pode ajudar a aliviar os sintomas da TPM e regular os níveis hormonais, devido aos seus componentes nutricionais, rico em vitaminas e antioxidantes, mas, com o passar do tempo, seus benefícios se tornam ainda mais acentuados, favorecendo as mulheres em duas das fases em que elas mais carecem de aportes que ajudem a estabilizar o organismo: a menopausa.

Um estudo clínico, que avaliou os efeitos da maca sobre os sintomas climatéricos de mulheres com menopausa precoce, em comparação a um placebo, apontou um aumento significativo da sensação de bem-estar, causado por um nível maior de energia e menos ocorrências de episódios de dormência muscular, dores de cabeça reduzidas e diminuição da sudorese noturna nas mulheres que usaram a maca.

A raiz amiga das dietas

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Embora este não seja seu apelo principal, a raiz peruana também caiu no gosto da galera fitness. Com 59% de carboidratos, o tubérculo é uma fonte natural e poderosa de energia, tornando-se um ótimo aliado para os amantes de exercícios e academia que desejam potencializar a boa forma. Já sua alta concentração de fibras também promove mais sensação de saciedade por um período prolongado, levando o indivíduo a comer menos, além de facilitar o processo digestivo, fazendo o intestino funcionar corretamente e eliminando o inchaço corporal. Além desses efeitos, que favorecem o emagrecimento, a maca peruana ainda tem pouquíssimas calorias: duas colheres de chá da farinha, por exemplo, possuem apenas 30 calorias. Suas fibras são capazes de reduzir a absorção de gorduras no organismo.

Outros benefícios do tubérculo

Os benefícios da maca peruana não se limitam apenas a saúde sexual, seus nutrientes básicos promovem uma gama de vantagens ao nosso metabolismo. Segundo a nutricionista, além das fibras, sua composição também é rica em nutrientes como Cálcio, Ferro, Ômega 3 e 9, Potássio, Selênio, Vitaminas do Complexo B, C e E, além de Zinco e Aminoácidos.

Carolina reforça que a maca não é somente um estimulante sexual, ela é considerada um superalimento justamente pela sua riqueza nutricional, que promove mais saúde, agindo, por exemplo, contra o envelhecimento precoce, trabalhando para fortalecer o sistema imunológico, auxiliando no emagrecimento, entre outras funções.

A especialista explica que o tubérculo ainda tem um potencial energético capaz de promover mais vigor e ganho de massa muscular “O uso regular da maca também pode resultar em um aumento da resistência física e melhora do desempenho em exercícios e atividades esportivas. A fadiga também é reduzida sob o uso deste alimento”, aponta a profissional.

MACA peruana

“Como é extremamente difícil de encontrar a raiz natural fora do Peru, a maneira mais segura de consumir é por meio  do uso de farinhas, suplementos e comprimidos do extrato da maca peruana, que oferece praticidade, sem alterar suas propriedades nutricionais. Vale lembrar que é essencial consultar um especialista habilitado antes de iniciar qualquer mudança na dieta, especialmente no caso de idosos, gestantes, lactantes, crianças e nutrizes”, finaliza a nutricionista.

Fonte: Ailo

 

Menopausa pode aumentar incidência de infecção urinária

Diminuição do estrogênio é o principal motivo para as mulheres ficarem mais suscetíveis ao problema nesse período. Uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais e o consumo de extrato de cranberry são medidas preventivas eficazes

Durante a menopausa, que geralmente ocorre em mulheres na faixa etária entre 45 e 55 anos, o organismo reduz a produção do estrogênio. Com isso, a tendência é que as mucosas da vagina e da uretra fiquem finas e secas, tornando-se mais sensíveis. As consequências são dificuldade na relação sexual e infecções urinárias de repetição (ITUs).

A mulher fica mais suscetível às ITUs neste período justamente porque o estrogênio oferece proteção para todo o trato urinário. Com a diminuição desse hormônio, ocorrem a elevação do pH e alteração da flora vaginal. “Com a redução da quantidade de lactobacilos, bactérias que oferecem proteção natural, o organismo fica mais suscetível à Escherichia coli (E. Coli), responsável por 80% dessas infecções”, explica a ginecologista Daniela Gouveia.

Mulheres que têm histórico de ITU na juventude costumam apresentar a infecção de repetição durante a menopausa. Por isso, é importante tratar o problema o quanto antes e adotar medidas preventivas, como o uso de lubrificantes vaginais antes das relações sexuais, fazer reposição hormonal via vaginal, para reestabelecer o trofismo e a flora vaginal, e consumir extrato de cranberry.

Rico em proantocianidinas, conhecidas pelas propriedades antiadesivas que evitam a fixação das bactérias nas paredes do trato urinário, o cranberry atua como coadjuvante no tratamento e ajuda a bloquear a capacidade desses micro-organismos infectarem a mucosa da bexiga.

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O Aché Laboratórios reconhece as propriedades do extrato de cranberry e apresenta o nutracêutico Cisberry. Produzido a partir do fruto moído e desidratado, o produto é o único do mercado com formato de mini cápsula. Diferente dos sucos, Cisberry tem o rigor de manter em cada cápsula uma alta concentração de proantocianidinas, consideradas “o poder do cranberry”, além de ser muito mais prático.

Fonte: Aché

Especialista alerta: isoflavona não trata os sintomas da menopausa

A isoflavona é um composto orgânico natural presente na soja e alimentos derivados dela. Sua estrutura química se assemelha à dos estrógenos, que são os hormônios femininos. Por isso, muitas mulheres acreditam que o consumo deste composto pode ajudar nos sintomas da menopausa, mas é preciso atenção.

“A isoflavona e os produtos da sua metabolização se ligam a receptores dos estrógenos específicos, com ‘potencial’ efeito benéfico nos sintomas da menopausa. Entretanto, os resultados de estudos da eficácia da isoflavona nos sintomas da menopausa como ondas de calor, melhora do perfil de colesterol, quando comparada com placebo, não são consistentes”, explica Larissa Gomes Garcia, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, SBEM-SP.

Segundo a médica, não existem alimentos que, comprovadamente, melhorem as ondas de calor. Todas as mulheres na peri e pós-menopausa devem ser aconselhadas a adotar uma alimentação saudável e manter o peso normal. “A obesidade está associada ao aumento dos sintomas dos fogachos, e a perda de peso pode atenuar esses sintomas”, acrescenta ela.

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E as mulheres que não podem fazer a reposição hormonal, como devem tratar dos incômodos trazidos pela menopausa? A adoção de um estilo de vida saudável, que inclui alimentação adequada, atividade física regular, restrição de álcool e cigarro deve ser sempre estimulada para manutenção do peso, composição corporal e massa óssea adequadas.

“Os sintomas vasomotores da menopausa podem ser atenuados com medicações antidepressivas como fluoxetina, paroxetina, venlafaxina e desvenlafaxina, além de anticonvulsivantes como gabapentina e pragabalina. Sintomas de secura e atrofia vaginal podem ser atenuados com lubrificantes vaginais, mas sempre por indicação médica”, alerta Larissa.

As pacientes com câncer de mama e útero prévio devem optar pela terapia não hormonal. Já para as diabéticas não existe contraindicação para reposição hormonal com estrógenos e progesteronas, mas cada caso deve ser avaliado individualmente.

Fonte: SBEM-SP

Alimentação saudável diminui transtornos causados pela menopausa

A menopausa consiste em um estado hipoestrogênico (pobre em estrógeno), e que pode afetar adversamente o cérebro, o esqueleto, a pele e os sistemas cardiovasculares e genitourinários, resultando no aumento da severidade e da frequência dos sintomas climatéricos, impactando de forma negativa a produtividade e a qualidade de vida das mulheres.

Um dos sintomas mais conhecidos, o fogacho, por exemplo, é uma sensação subjetiva de calor associada aos sinais de vasodilatação cutânea e queda subsequente da temperatura corporal. Sudoreses diurnas e noturnas, rubor, cansaço, palpitações, ansiedade, irritabilidade e, até mesmo, transtorno do pânico podem acompanhar esse transtorno.

Mas a nutricionista Sabina Donatelli traz uma boa notícia para o universo feminino. Segundo a especialista, os sintomas desagradáveis podem ser amenizados por meio de uma alimentação saudável.

“Tudo que contém açúcar e farinha tem que ser evitado. A alimentação deve ter 65% verduras, legumes e frutas, ou seja, o que sai da terra e os outros 35% devem ser direcionados para carnes, proteínas, gorduras e o tal carboidrato, proveniente de mandioca, cará, inhame e batata-doce são muito mais indicados do que os oriundos dos grãos “, afirma.

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Seguindo essa conduta de consumo, é possível ter uma menopausa sem transtornos. Sabina também afirma que álcool e todo tipo de xenobióticos, como remédios, temperos artificiais, refrigerantes e alimentos industrializados de maneira geral e embutidos não são bem-vindos. “Inclua nesta lista pizza, pão, bolachinhas e macarrão”, aconselha.

É comum neste período a obesidade se manifestar. Caso isso ocorra, recomenda-se promover uma mudança radical, consciente e aliada a uma dieta consistente. Caso a mulher já possua hábitos saudáveis, mesmo não estando próxima da menopausa, vai passar pelo processo sem sofrimento.

“Com um índice de massa corportal dentro do padrão, praticantes regulares de atividade física e com baixa ingestão de açúcares e xenobióticos são candidatas naturais a não sofrerem tanto quando chegam a este período delicado. O recomendável é começar a se preocupar com este assunto a partir dos 35 anos, independente se é mãe ou não”, avalia a nutricionista.

Mesmo que alguns suplementos ou hormônios possam auxiliar nesta jornada, a resposta para o bem-estar ainda está na alimentação saudável. ” Os alimentos ajudam, quando não, resolvem. Conheço mulheres que simplesmente passaram pela menopausa sem ressecamento vaginal. Trata-se de um desafio e requer maturidade diante de si, da vida, do próprio corpo e das outras pessoas”, destaca Sabina.

Mudar hábitos significa escolher o caminho mais difícil. Mas, em contrapartida, é por meio desse novo olhar que se chega a uma velhice muito mais saudável e com disposição sem precedentes.

A nutricionista separou cinco alimentos que devem ser consumidos e que conduzem para uma menopausa saudável. “Aspargos, cogumelos, beterraba, abacate e derivados de soja são excelentes opções”, conclui.

Fonte: Sabina Donatelli é formada e pós-graduada em Nutrição, a profissional alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana

Quando a mulher perde o desejo

O Cresex (Centro de Referência e Especialização em Sexologia), do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, revela que mais de 48% das mulheres atendidas ali se queixam de falta ou diminuição do desejo sexual. Esse problema pode ter origem orgânica, mas a maioria dos casos é mesmo emocional e pode ser resolvido.

“Entre os fatores físicos da falta de desejo podemos citar os períodos fisiológicos da gestação, puerpério e amamentação. Após o parto, a mulher leva ao menos 40 dias para voltar à rotina sexual, necessitando readaptar o corpo às modificações sofridas durante à gestação e ao parto. A prolactina, hormônio da amamentação, inibe o desejo e afeta a lubrificação feminina. Outra época mais complicada é o período da menopausa, cujas alterações hormonais determinam interferências na resposta sexual natural, desde o desejo sexual (que pode ser reduzido), até a própria lubrificação, sensibilidade do clitoris e intensidade do orgasmo”, explica a ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks, membro da Sogesp (Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo) e coordenadora da Ginecologia do ProSex do HCFMUSP.

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Ela cita ainda doenças que podem interferir no desejo.

“Diabetes, hipertensão e hipotireoidismo podem reduzir a libido, assim como os maus hábitos, sedentarismo, alcoolismo, uso de drogas e medicamentos psiquiátricos como antidepressivos e ansiolíticos. Todos dificultam a libido.”

A perda ou reduçāo do desejo sexual também pode ser psicológica e estar ligada a problemas como cansaço, estresse, depressão, baixa autoestima e insatisfação com o corpo.

“São questões que tiram o foco da mulher em relação ao desejo sexual e diminuem a libido. No relacionamento, a infidelidade, brigas e discussões com o parceiro, e outros problemas também afetam negativamente a sexualidade.”

O tratamento depende da causa e cada paciente precisa ser diagnosticada individualmente: “O médico deve tratar as questões médicas gerais e ginecológicas, além de resolver os fatores clínicos e fisiológicos, mas é preciso inserir a terapia sexual. Aliás, o tratamento adequado requer, muitas vezes, uma equipe multidisciplinar com participação do ginecologista, psiquiatra, fisioterapeuta e psicólogo.”, informa Flávia.

Vale ressaltar que, se os fatores são hormonais, as terapias de reposição poderão trazer benefícios. Quando emocionais ou psicológicos, o acompanhamento com psicólogos e terapeutas darão o suporte. “No caso de mulheres casadas ou que possuam um parceiro fixo, é importante o diálogo e a sinceridade”, adverte. “Muitos relacionamentos se fortalecem quando ambos os membros se envolvem no tratamento”.

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Se a mulher não está satisfeita com a aparência de sua região íntima, a plástica genital poderá ajudar quando a estética afeta o psicológico.

“Algumas queixas como vagina larga e crescimento excessivo dos pequenos lábios podem ser melhoradas com a cirurgia plástica genital, mas sempre temos uma conjunção de fatores envolvidos nas questões sexuais”, garante Flávia.

A perda do desejo pode causar sofrimento à mulher e ainda interferir na relação entre os parceiros. “Relacionamentos podem ruir pela indisponibilidade da parceira para o ato sexual, afetando a autoestima das mulheres e dos parceiros que se sentirão indesejados. Perder a qualidade de vida sexual pode afetar muito o dia a dia das mulheres, sejam casadas ou não. Manter-se sexualmente bem controla o estresse e pode fortalecer a autoimagem das mulheres em geral”, conclui.

Fonte: Sogesp (Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo)