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Mitos e verdades sobre a tireoide são temas de campanha

Os hormônios tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4), produzidos pela tireoide, desempenham papel de suma importância ao longo da vida – da formação de órgãos fetais (principalmente o cérebro), ao crescimento, reprodução e até o envelhecimento. Influenciam o sono, o raciocínio, a memória, os batimentos cardíacos, a temperatura corporal, o funcionamento intestinal e o metabolismo.

Com tantas funções importantes, a tireoide e seus hormônios tornaram-se alvo de diversos mitos que, se não esclarecidos, podem causar sérios danos à saúde. Por isso, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) aproveita o Dia Internacional da Tireoide, celebrado hoje, 25 de maio, para divulgar uma campanha sobre os principais mitos e verdades sobre essa glândula.

Principais dúvidas da população:

O hipotireoidismo é comum, causa cansaço e pode ser diagnosticado por exames de sangue.

sangue

Verdade: as doenças de tireoide são mais comuns em mulheres e aumentam a prevalência com o envelhecimento. São mais raras em crianças mas, em qualquer faixa etária, o hipotireoidismo é a disfunção tireoidiana mais comum, afetando entre 8% e 12% dos brasileiros. Os principais sintomas são a sonolência excessiva, o cansaço, a falta de disposição, lentidão, dificuldades para exercer tarefas, esquecimento fácil, tristeza, intestino preso, ressecamento da pele e cabelos, unhas fracas e pequeno ganho de peso inexplicável. “Esses sinais aparecem também em diversas doenças, por isso, é fundamental realizar exames para diagnosticar a verdadeira causa”, alerta o endocrinologista Cleo Otaviano Mesa Junior, diretor da SBEM-PR. As dosagens do TSH e do T4 livre avaliam a função tireoidiana. Porém, outros exames podem ser solicitados. Quem apresenta sintomas ou possui histórico familiar de doença tireoidiana deve consultar um médico. Já para mulheres que pretendem engravidar, estão no início da gestação ou mulheres com mais de 60 anos, o recomendado é realizar os exames, mesmo sem sintomas.

O hipotireoidismo causa obesidade e tomar hormônio para tireoide emagrece.

obesidade

Mito: quando não tratado, o hipotireoidismo pode gerar um leve ganho de peso, cerca de 2 ou 3 quilos, geralmente devido à retenção de líquidos. Já o hipertireoidismo emagrece – porém, a perda é de massa magra – e não de gordura. “Utilizar hormônios tireoidianos para emagrecer é totalmente contraindicado, pois provoca perda de massa muscular às custas de um hipertireoidismo induzido por medicamento. Ou seja, uma doença é provocada na tentativa de resolver outra”, alerta o médico. “Além disso, podem causar sérios problemas, como arritmias e hipertensão, e também acabam provocando um efeito rebote – o paciente volta a ganhar peso assim que para de utilizar os hormônios”, completa.

Doenças da tireoide afetam crianças e a gravidez.

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Foto: MammaPourFemme

Verdade: “Tanto o hipotireoidismo, como o hipertireoidismo podem afetar a fertilidade, causar parto prematuro, abortamento de repetição e doença hipertensiva gestacional”, alerta o endocrinologista. O hipertireoidismo pode ainda causar morte fetal – e inclusive materno, em casos extremos. No feto, também pode causar retardo de crescimento intrauterino e déficit cognitivo e intelectual. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental. Nas crianças mais jovens e recém-nascidos, o mais comum é o hipotireoidismo congênito – que, se não tratado, pode causar prejuízos no processo de aprendizagem e crescimento dos ossos e dentes.

O T3 (tri-iodotironina) trata estresse, cansaço e desânimo e pode ser formulado com segurança.

mulher garganta pescoço tireoide

Mito: “O T3 não deve ser usado para tratamento desses sintomas ou para doenças da tireoide, inclusive podendo causar riscos à saúde”, alerta o médico. Além disso, como não há disponibilidade de medicamentos industrializados e o hormônio é manipulado em microgramas, e não em miligramas como a maioria dos medicamentos, a manipulação com precisão é difícil.

O iodo faz bem para a tireoide e deve ser administrado durante a gestação.

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Foto: Luciana Ferraz/Pixabay

Mito: diversos vídeos na internet estão induzindo o consumo de iodo por gotas de Lugol, com a falsa ideia de acelerar o metabolismo e auxiliar no emagrecimento. “A concentração de iodo no Lugol é altíssima e, mesmo uma gota, possui uma quantidade de iodo muito maior que a necessidade diária, o que, na verdade, faria muito mal à tireoide”, enfatiza Mesa Junior. No Brasil, há suplementação de iodo no sal de cozinha, geralmente suficiente para a produção dos hormônios tireoidianos. Já para as gestantes, a indicação de suplementação deve ser individualmente avaliada pelo médico endocrinologista, levando em conta diversos fatores, incluindo os hábitos alimentares. Alguns dos suplementos vitamínicos indicados às gestantes contêm pequenas quantidades de iodo, suficientes para grande parte dos casos.

O ultrassom de tireoide é importante para detecção de nódulos.

Human Body Glands Anatomy (Thyroid Gland)

Mito: a prevalência de nódulos de tireoide pode chegar a mais de 40% da população, dependendo do sexo e idade. A imensa maioria desses nódulos é benigna e não representa problema para o paciente. “Por isso, não é indicado fazer ecografia em pacientes que não apresentam sintomas”, justifica o endocrinologista. A ecografia é indicada quando o médico identifica, na palpação, alguma alteração na tireoide. Nestes casos, o exame confirma a existência e características do nódulo e orienta a necessidade de realização de algum procedimento.

A campanha da SBEM-PR acontece por meio de vídeos e postagens nas suas redes sociais e uma ação, no dia 26 de maio, na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, onde os médicos conversam diretamente com a população e distribuem materiais informativos.

Campanha SBEM-PR – Dia Internacional da Tireoide
Orientações sobre a saúde da tireoide com endocrinologistas
Quando: Sábado, 26 de maio, das 8h às 16h
Local: Boca Maldita – Curitiba – PR
Entrada: gratuita

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Mitos e verdades da alimentação durante o frio*

Estimuladas pelo sol e o calor, as pessoas costumam intensificar a preocupação com a alimentação durante o verão. Porém, mesmo que seja algo óbvio, é importante lembrar que as refeições refletem diretamente na saúde durante todo o ano.

Então, que tal aproveitar a chegada do outono e do inverno para ter atenção com a alimentação nos períodos mais frios do ano? Abaixo, selecionei alguns mitos e algumas verdades que as pessoas propagam nessa época. Confira:

Com a chegada do frio, é necessária uma maior ingestão de alimentos.

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Verdade. Principalmente, no inverno, o nosso corpo gasta mais energia para manter a temperatura estável. Para compensar essa perda energética, precisamos consumir mais calorias.

Nesta época, podemos reduzir o consumo de líquidos.

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Foto: Seemann / Morguefile

Mito. A hidratação do corpo também é muito importante nos períodos mais frios. Manter o organismo hidratado é essencial para que ele tenha um bom funcionamento, principalmente no inverno, quando a pele sofre agressões do vento e do tempo gelado. A quantidade de água recomendada por dia é de dois litros.

As mudanças dos hábitos alimentares podem elevar o colesterol “ruim”.

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Pixabay

Verdade. Esse aumento pode estar relacionado ao consumo de alimentos gordurosos e à diminuição da prática de atividade física, já que no frio as pessoas tendem a se exercitar menos. Além disso, a redução da exposição ao sol diminui os níveis de Vitamina D, podendo afetar indiretamente os níveis de colesterol.

Frutas, verduras e salada não fazem falta no frio.

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Mito. Com certeza, o estímulo para a ingestão desses alimentos diminui. Porém, as vitaminas, fibras e os sais minerais que eles proporcionam são importantes durante todas as estações.

Chás e sopas podem auxiliar na substituição de alimentos muito calóricos

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Verdade. Consumir chás de frutas ou chás claros e alimentos quentes, como as sopas, é uma ótima alternativa. O calor desses líquidos e pratos ajuda a manter a temperatura do corpo. Dessa forma, é possível evitar, muitas vezes, o consumo de calorias extras para nos aquecermos.

*Patrícia P. S. Oliveira é nutricionista do HSANP, centro hospitalar de alta complexidade localizado na zona norte de São Paulo.

Especialista alerta para mitos e verdades sobre pipoca de micro-ondas

Nos últimos anos, o Brasil vem se tornando uma grande potência do setor fitness: é o segundo maior mercado global de academias (mais de 30 mil unidades), atrás apenas dos EUA¹. Essa preocupação com o corpo se reflete também na alimentação; no entanto, é preciso estar atento aos riscos de modismos e mitos relacionados aos alimentos e dietas.

“É importante consultar fontes de notícias e profissionais confiáveis. Baseadas em informações equivocadas que circulam na internet, algumas pessoas deixam de consumir certos produtos, como a pipoca de micro-ondas, por exemplo”, afirma Fernanda Leme, nutricionista da Equilibrium, consultoria especializada em nutrição.

Em parceria com a Equilibrium, a Yoki – a primeira marca a trazer a pipoca de micro-ondas ao país e líder no segmento –, reuniu uma equipe de especialistas para realizar um estudo sobre o tema e desmistificar boatos sobre as propriedades do alimento junto ao consumidor. “A pipoca nada mais é do que o milho que mudou de estado após ser aquecido em altas temperaturas”, afirma a especialista.

Mesmo tendo origem em um grão com grandes benefícios para a saúde (o milho é uma importante fonte de fibras para o organismo) ainda há muitos mitos em torno do consumo da pipoca, e os rumores se intensificam ainda mais quando o tipo de preparo é no micro-ondas. Por isso, segundo Fernanda, é importante conhecer as propriedades do alimento e entender o que, de fato, é real ou não:

O milho da pipoca de micro-ondas é transgênico

milho pipoca susie pixabay
Verdade: mais de 80% da produção de milho no Brasil é transgênica, ou seja, geneticamente modificada. No entanto, de acordo com a Portaria Nº 2658,de 22 de dezembro de 2003 e o Decreto Nº 4.680, de 24 de abril de 2003, todos os produtos com ingredientes transgênicos em sua composição devem registrar essa informação, além de símbolo padronizado (um triângulo amarelo com T preto), em suas embalagens. Portanto, as pipocas de micro-ondas que se declaram livres de transgênicos ou que não possuam essas informações em seus saquinhos, são de fato, feitas com milho natural.

O sódio da pipoca de micro-ondas é muito alto

ThinkstockPhotos pipoca micro ondas
ThinkstockPhotos

Parcialmente verdade: segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo recomendado de sal por dia é de 2 gramas de sódio, o equivalente a cerca de 5g de sal de cozinha (5 sachês de sal). Entre as pipocas de micro-ondas, há uma variação nessa quantidade de acordo com os diferentes sabores, mas a média é de menos de 1 grama de sal por porção. Além disso, atualmente as marcas vêm investindo em opções mais naturais, sem sal e com 0% sódio.

Pipoca de micro-ondas dá câncer

micro-ondas pipoca
Mito: o mito surgiu em torno do diacetil, uma substância comumente utilizada, no passado, como flavorizante para as pipocas de manteiga. Ele está associado à propensão do desenvolvimento de doenças respiratórias, e espalhou-se um boato de que seria cancerígeno. No entanto, as grandes companhias já retiraram a substância de suas composições. Na dúvida, basta conferir a lista de ingredientes da sua pipoca. Além disso, algumas pessoas acreditam que a utilização do micro-ondas é prejudicial à saúde, mas já foi demonstrado em pesquisas que o equipamento não altera alimentos e não oferece riscos aos consumidores.

Pipoca de micro-ondas tem muita gordura

pipoca micro-ondas
Mito: a maior parte da gordura da pipoca é proveniente do óleo utilizado em seu preparo. É comum que, em casa, as pessoas acabem utilizando mais óleo do que o que as marcas colocam nos saquinhos prontos.

[1] Fonte: International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA).

Fonte: General Mills Brasil

 

Salvar

Oito mitos sobre a gripe

Embora as doenças sejam uma parte natural da infância – o sistema imunológico deve aprender a combater as infecções – a gripe pode ser um problema sério

Neste ano, a temporada de gripe, nos EUA, já causou a morte de 60 crianças. Uma das razões pelas quais a temporada de gripe 2017-2018 está fora de controle é que a vacina deste ano é menos efetiva, devido à prevalência da estirpe evasiva H3N2. Mas vários outros equívocos – incluindo a crença generalizada de que as vacinas contra a gripe não valem a pena – provavelmente pioraram as coisas. Listamos outros mitos sobre a gripe que colocam todos em perigo:

Mito # 1: Você pode se proteger da gripe com um estilo de vida saudável
“Lavar as mãos e comer direito são excelentes defesas de primeira linha contra a gripe, mas você não pode parar um vírus sem uma vacina. Você e sua família precisam de uma melhor proteção do que manter hábitos saudáveis ​​- especialmente porque alguns estudos sugerem que a lavagem das mãos nem sempre o protegerá da gripe”, explica o pediatra e homeopata Moises Chencinski .

Mito # 2: Se você ficar afastado de todos, você não deixará as pessoas doentes
“O isolamento por conta própria, uma quarentena, pode fazer você se sentir como um herói (ou um mártir), mas é possível transmitir o vírus antes que os sintomas apareçam. Então esconder-se quando estiver doente não é uma estratégia infalível, embora seja certamente uma boa ideia ficar afastado dos outros, uma vez que os sintomas já tenham aparecido”, explica Chencinski.

Mito # 3: Se você ficar doente, a única coisa a fazer é tomar um medicamento
Uma vez que a gripe é uma infecção viral, os antibióticos não farão nada além de matar as bactérias boas do intestino. “E, embora o Oseltamivir seja comercializado como uma opção de tratamento para reduzir a duração da gripe e aliviar seus sintomas, a droga não é efetiva para todos, não é uma cura. Por causa de seu alto custo, para não mencionar a fraca oferta e eficácia, se não administrado logo no início do quadro, muitos médicos não o consideram uma solução para a gripe”, explica o pediatra.

mulher gripe

Mito # 4: Vacinas da gripe podem causar a gripe
Não é possível pegar a gripe por meio da vacina. As vacinas atuais contra a gripe contém vírus inativados ou “mortos”. “É verdade que algumas pessoas contraem a gripe pouco depois de receberem as vacinas, mas é só porque já estavam doentes e assintomáticas quando se vacinaram. Também é possível que os sintomas gripais – cefaleias, náuseas e até mesmo febre de baixo grau – possam ser causados ​​pela produção de anticorpos contra a vacina. Mas certamente esses sintomas não são piores que uma gripe”, destaca Chencinski.

Mito # 5: Grávidas e crianças não devem receber vacinas contra a gripe
Toda a família precisa da vacina, a menos que um médico indique o contrário. O CDC recomenda que todas as mulheres grávidas recebam a vacina contra a gripe, excluindo complicações específicas, e os estudos sugerem que essa vacina realmente reduz o risco de abortos espontâneos e o nascimento de natimortos. Enquanto isso, há evidências de que a vacina é até 83% efetiva na redução do risco para crianças pequenas.

Mito # 6: Vacinas de gripe causam narcolepsia, doença de Alzheimer etc.
É verdade que uma vacina europeia contra a gripe suína esteve ligada à narcolepsia, em 2009, mas isso nunca se aplicou à vacina contra a gripe sazonal. Também não existe uma relação cientificamente comprovada entre vacinas contra a gripe e a doença de Alzheimer – uma falácia que é especialmente perigosa para idosos, que estão em maior risco de complicações relacionadas à gripe. “Outros incidentes, por exemplo, um caso amplamente divulgado de uma mulher que afirmou que ela só poderia caminhar para trás depois de se vacinar contra a gripe, provou ser puramente psicológico. Apenas para registro, as vacinas nunca causaram problemas de saúde ou deficiência mental, incluindo o autismo”, diz o médico.

gripe mulher

Mito # 7: É muito tarde para se vacinar
É verdade que a vacina da gripe pode demorar até duas semanas para imunizar o organismo. Mas é preciso enfatizar, uma vez mais, que as pessoas devem receber a vacina anualmente.

Mito # 8: A gripe é uma doença benigna
Gripe não é resfriado. São duas doenças diferentes. A gripe mata mais pessoas nos Estados Unidos, todos os anos, do que o vírus Ebola matou na história do mundo. No ano passado, 34 milhões de americanos pegaram gripe, 710 mil foram hospitalizados e cerca de 56 mil morreram – 148 deles eram bebês e crianças. “E, embora as crianças e os idosos estejam em maior risco, adultos perfeitamente saudáveis ​​podem morrer da gripe. A gripe não é um rito de passagem do inverno, e certamente não é uma doença benigna. A melhor maneira de se proteger é tomar a vacina contra a gripe”, orienta o pediatra.

Fonte: Moisés Chencinski é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com título de especialista em pediatria pela Associação Médica Brasileira (AMB). Formado pelo CEPAH – Centro de Pesquisa e Aperfeiçoamento em Homeopatia com título de especialista em homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB). Presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016 / 2019).Membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo

 

 

 

 

Vinho: alguns mitos e verdades

Degustar uma boa taça de vinho é quase um ritual, seja para enófilos ou apreciadores ocasionais da bebida. No entanto, muitas dúvidas ainda pairam sobre suas qualidades, formas de apreciar e benefícios. Por isso, Joca Ururahy, sócio-fundador da House of Wine, desvenda alguns mitos e verdades sobre a bebida.

1- Vinho é bom para a saúde bucal?mulher bebendo vinho
Verdade. A bebida é boa para dentes e gengiva ajudando a combater as bactérias da boca que podem causar cáries e doenças periodontais.

2- Uma taça de vinho por dia faz bem para a saúde?

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Foto: FreeFoodPhotos

Verdade. Estudos comprovam que o consumo de uma taça de vinho por dia traz inúmeros benefícios como melhora da função cardíaca, prevenção para complicações cardiovasculares, auxílio na estimulação da circulação sanguínea, o que mantém a pele mais elástica e vitaminada, além de reduzir a obesidade e o sobrepeso ao envelhecer. Isso se deve por conta do Resveratrol, que é uma fitoalexina, encontrada em maior quantidade em vinhos tintos. Esse antioxidante natural, presente no vinho, tem como propriedade neutralizar os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento que seria a oxidação das células da pele. Mas vale lembrar que a diferença entre o veneno e o remédio é a dose, portanto, é recomendado moderação.

3- Os melhores vinhos são os mais caros?

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Concha y Toro

Parcialmente verdade. Não necessariamente. O valor da bebida se deve por conta da adega ou produtor que criou o vinho, ou seja, quanto mais prêmios e notoriedade maior o preço da garrafa. Também encarece o vinho o investimento realizado no processo de fabricação, como os de guarda, que utilizam barrica de carvalho de primeiro uso para sua fabricação. No entanto, existem vinhos mais baratos produzidos por produtores não tão conhecidos, com processos inovadores, que agreguem técnica no processo de envelhecimento, que conseguem ser tão qualificados quanto os mais caros.

4- Vinhos que contêm no rótulo “Colheita Selecionada”, “Seleção Especial”, “Reserva” ou que estão em garrafas pesadas são melhores?

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Mito. Tanto no caso da garrafa quanto no caso das mensagens do rótulo são utilizadas mais como chamariz para atrair o público do que propriamente um indicador da qualidade da bebida. O que acontece é que, especialmente no caso do peso, ela pode ser considerada uma estratégia de marketing para mostrar um produto visualmente mais atrativo, passar uma nomenclatura que faça o público reconhecer o produto ou política de produção com aquele estilo de garrafa. Sobre o rótulo, na verdade, ele difere de País para País, onde possuem denominação de origem mas uma legislação que difere, como no caso Chile onde o vinho tem que passar tantos meses em barrica para envelhecer.

5- Países quentes não produzem vinho?

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Mito. O que a uva precisa mesmo é de amplitude térmica, dias quentes e noites frias para ficar boa. Brasil, Israel e Marrocos são alguns dos locais que colocam fim a esse mito. O grande diferencial é a produção em terras áridas que precisam de uma boa irrigação para dar bons vinhos.

6- Os melhores vinhos estão vedados em rolha de cortiça?

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Parcialmente verdade. É inegável que abrir uma garrafa de rolha de cortiça é quase um ritual sagrado para os enófilos, mas isso não significa que os vinhos vedados desta forma são melhores. Os produtores de vinho buscaram alternativas que não interferissem na qualidade e que fosse sustentável, no caso, a tampa de rosca (screwcap). Um dos motivos é o TCA (tricloroanisol) um defeito que ocorre nas rolhas de cortiça quando atacadas por um fungo que provoca aromas desagradáveis na bebida. No entanto, estudos comprovam que a tampa de rosca (screwcap) possui vedamento melhor que a rolha, por isso, é mais recomendada para vinhos mais jovens, para consumo rápido. Já a rolha é mais indicada para vinhos mais envelhecidos por conta da micro-oxigenação, que faz a bebida evoluir.

7- Vinho branco é produzido com recursos de outras uvas, além da branca?

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Verdade. A bebida pode ser produzida com uvas tintas, isso porque, a parte da uva que dá cor ao vinho é a casca. Basta no processo de maceração quando é extraído o suco da fruta, que é incolor, a casca não ficar em contato com o líquido e o resultado será um vinho branco.

8- Qualquer vinho pode ser envelhecido?

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Mito. A frase “Quanto mais velho melhor” nem sempre pode ser aplicada. Atualmente, são poucos os vinhos que se aprimoram com o tempo na adega, a maioria deve ser consumida de dois a cinco anos. Os pilares para um bom envelhecimento são os taninos, acidez e a fruta. Normalmente, são os vinhos tintos de grandes vinícolas ou os Premium que ganham qualidades com o tempo.

9- Vinho tinto deve ser ingerido em temperatura ambiente?

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Mito. Cada vinho tem sua temperatura ideal, portanto, não existe uma regra. Uma sugestão é quanto mais fresco mais gelado deve ser servido, assim como, ingeri-lo na temperatura ambiente se for mais encorpado. A indicação é consumir espumantes de 4° a 6°, brancos de 8° a 10° e tintos 15° a 18°.

10- A melhor forma de armazenar um vinho é por meio de caves?

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Mito. O importante ao armazenar um vinho é não ter incidência de sol, além de o local não ter grandes variações de temperatura e umidade. A alternativa para quem busca ter a bebida em casa são as adegas que podem ser das mais simples até as mais elaboradas. No caso, algumas funcionam como reguladores de temperatura externa, as do tipo “geladeira” com regulagem mais precisa e termostato mais fiel e as que fazem controle de temperatura e umidade, mais indicada para os vinhos chamados de guarda, auxiliando a rolha a ficar em condições apropriadas para manter o líquido perfeito ao longo dos anos.

11. O vinho pode ser falsificado?

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Verdade. O vinho pode ser adulterado de duas formas, por meio da re-rotulagem, que consiste em tirar o rótulo de um vinho de renome e colocar em um outro qualquer com uma garrafa similar, e por reciclagem, que é manter toda a identidade de um vinho de qualidade (garrafa, rótulo) apenas preenchendo a mesma com um líquido de qualidade inferior.

 

 

Mitos e verdades sobre cães e pele

Cuidados e produtos adequados evitam problemas de saúde

Assim como nos humanos, a pele é o maior órgão do corpo dos cães e funciona como uma barreira de proteção. Na maioria das raças, a pele é quase totalmente coberta por pelos, a principal proteção do animal contra o sol e o frio. Ou seja, a pele e sua pelagem têm papel importante na saúde dos bichinhos.

Entretanto, muitos tutores possuem dúvidas sobre os cuidados com a pele e pelagem, acreditando em mitos que podem prejudicar a saúde dos cães. Por isso, confira os alertas da médica veterinária especialista em dermatologia veterinária e professora do Mestrado em Biotecnologia da Universidade Positivo (UP), Camila Miranda de Carvalho, e da farmacêutica Sandra Schuster, da docg., primeira empresa de vendas diretas de produtos para pets.

Xampus neutros para humanos podem ser usados em cães

cachorro pequeno tomando banho

Mito: muitas pessoas imaginam que shampoos neutros, desenvolvidos para humanos, não fazem mal aos cães. Porém, isso não é verdade porque o pH (nível de acidez ou alcalinidade) da pele dos humanos e animais é diferente. “O pH da pele humana varia entre 4,3 e 5,9, e a dos cães, entre 6,3 e 7,5. Ou seja, um shampoo para humanos é muito ácido para os cães e pode causar ressecamento, coceira, irritações e dermatite”, explica a professora Camila Miranda de Carvalho. A premissa também é válida para shampoos com pH neutro para recém-nascidos, já que eles não são neutros para os animais.

Segundo Sandra Schuster, que também é fundadora da DrogaVET, farmácia de manipulação veterinária, há um grande percentual de pets que necessitam de tratamento para a pele. Esse foi um dos motivos que a docg. decidiu investir em produtos com pH balanceado, livres de parabenos, vaselina e óleos minerais. Ela complementa: “Pensamos em atuar na prevenção de boa parte dos problemas de pele, trazendo para o universo pet produtos desenvolvidos com fórmulas mais naturais e de melhor qualidade”.

Xampus para pets são todos iguais

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Mito: é importante adequar o shampoo e condicionador escolhidos ao tipo de pelo do animal. As variações, que incluem opções para pelos curtos, longos, claros, escuros, com tendência à oleosidade ou mais ressecados, pode até parecer exagero de uma geração que inseriu os pets como membros da família, mas não é. Utilizar shampoo e condicionador direcionados ajuda a prevenir alguns problemas. Pelos longos, por exemplo, tendem a embaraçar com maior facilidade e ficarem quebradiços. Algumas raças possuem pelagem mais oleosa e, o produto adequado pode ajudar a reduzir essa possibilidade. Pelos escuros perdem o brilho com mais facilidade e, os claros, podem manchar. E, assim como nos humanos, a pele dos bebês caninos também são mais sensíveis e precisam de formulações especiais.

Já vitaminas e leave-in, por exemplo, podem ser utilizados para melhorar a aparência dos pelos, fortalecendo e evitando pontas duplas. Mas vale ressaltar que, caso o animal tenha sido diagnosticado com doenças de pele ou alergias, é importante que utilize shampoos de tratamento, conforme indicação do veterinário.

Quanto mais banhos, mais limpo

Yorkshire terrier

Mito: embora pareça contraditório, não é a quantidade de banhos que deixará seu cão mais limpo e cheiroso. “Dar banho com muita frequência pode prejudicar a pele do animal. Banhos muito seguidos podem, inclusive, aumentar a oleosidade da pele, o que causa mau odor”, alerta a professora Camila Miranda de Carvalho. “O ideal seria dar banho uma vez ao mês ou a cada 15 dias, no máximo. Mas como os pets estão muito próximos a nós, dividindo sofá e cama, vale uma conversa com o veterinário para chegar à melhor solução”, completa. Uma dica que é muito importante, principalmente para quem dá banho em casa, é que a secagem dos pelos e subpelos deve ser total, pois a umidade também causa mau odor e pode gerar fungos na pele.

Uma opção para ajudar os tutores na tarefa de manter o pet limpo por mais tempo são os banhos secos. Segundo Sandra Schuster, um dos diferenciais do banho seco e shampoos da docg. é a utilização do deoplex, um ativo que auxilia na neutralização dos odores dos animais. “Esse ativo realmente oferece ‘mais durabilidade’ ao banho e está agradando tutores e tosadores, que são os verdadeiros especialistas no assunto”, comenta.

Escovar com frequência faz bem para o pelo

Shih tzu dog portrait at studio

Verdade: há quem pense que somente a escovação durante o banho no pet shop seja suficiente. Entretanto, escovar o pet com frequência é fundamental para retirar o excesso de poeira, evitar nós, retirar pelos mortos e estimular os folículos da pele a liberarem óleos hidratantes. Sem falar que é um momento de atenção e carinho.

A pelagem dos cães divide-se em 2 tipos: o pelo principal e o subpelo. O principal, presente em todos os cães, tem uma estrutura mais lisa, brilhante e áspera, e é sempre mais longa que o subpelo. Já o subpelo é mais curto e macio e, nas raças provenientes de regiões mais frias, tem a função de ajudar a proteger o animal do frio e umidade.

É importante conhecer as características da raça de seu cão para realizar a escovação da melhor forma e com os acessórios corretos. Cães com muito subpelo, por exemplo, podem ser beneficiados com escovas próprias para a retirada dos subpelos mortos, evitando pelagem embolada e excesso de pelos perdidos pelo chão.

Fonte: docg.

Nove mitos da síndrome do intestino irritável revelados

Por Camille Noe Pagán

Ainda há muita confusão sobre a síndrome do intestino irritável (SII), incluindo o que é e a melhor maneira de tratá-la. Portanto, é fácil que os equívocos sobre a condição pareçam fatos. Se você ou alguém que conhece bem tem o problema, deve saber a verdade sobre nove dos mitos mais comuns.

Mito Nº 1: SII não é grande coisa

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SII pode afetar sua carreira, seus relacionamentos e quase todas as partes da sua vida. “Muitos dos meus amigos e até muitos médicos que vi agiram como se meus sintomas não fossem nada”, disse Barbara N., 61, de Nova Jersey, que pediu que não usássemos seu sobrenome completo. “No entanto, vivi com gases e dores terríveis por mais de uma década antes de ter visto um especialista da SII”.

Ela diz que o progresso que fez com a ajuda de um gastroenterologista e um nutricionista foi a prova de quão grave era sua condição. “É como noite e dia”, diz ela. “Meus sintomas estão muito melhores e a vida muito mais agradável. Eu realmente posso brincar com meus netos sem precisar parar porque estou com dor”.

Mito Nº 2: Obter diagnóstico ou tratamento envolve muitos testes

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Foto: Hioahelsefag/Pixabay

A principal maneira de um médico diagnosticar a síndrome é por meio dos sintomas que você descreve. “Muitas pessoas com sintomas do SII deixam de ver um médico porque acham que terão de fazer um monte de exames caros ou invasivos”, diz Eamonn Quigley, um gastroenterologista e especialista em fígado no Houston Methodist Hospital.

Mas a maioria das pessoas não precisa de testes. “O que mais importa é como você sente que os sintomas estão afetando sua vida”, diz Quigley. Porém, se você tem sinais sérios, como sangue nas fezes, seu médico pode solicitar testes, como exames de sangue ou uma colonoscopia.

Mito Nº 3: Estresse ou ansiedade causam SII

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Os especialistas não sabem como as pessoas desenvolvem a doença. Mas está claro que a causa não está na sua cabeça. “Embora o estresse e a depressão possam piorar os sintomas, a SII não é uma doença psiquiátrica. Não é causada por emoções ou pensamentos”, diz Arun Swaminath, diretor do programa de doenças inflamatórias do intestino no Lenox Hill Hospital, na cidade de Nova York.

Peguemos o caso de Julianna Corso Eldemire, de Boca Raton, Flórida, que foi diagnosticada em 2012. “Foi-me dito sempre que a SII só afeta pessoas que estão muito nervosas ou com alta ansiedade, o que faz os órgãos reagirem de forma dolorosa”, declarou, acrescentando: “Como tenho uma personalidade livre de estresse e não suporto baixa qualidade, no início não gostei de ser colocada nessa categoria”. Agora ela conta que entende que a SII é uma condição médica real,  e não algo que está na cabeça dela.

Mito Nº 4: Somente uma dieta drástica pode aliviar os sintomas de SII

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Foto: JPPI

As mudanças na dieta, às vezes, podem fazer a diferença. Mas não podem curar o problema, e elas não funcionam para todos. “Durante anos, pessoas bem-intencionadas recomendaram todos os diferentes tipos de alimentação para mim”, diz Barbara N.. “Foi um alívio quando meu médico e meu nutricionista me explicaram que, no meu caso, a comida não era a culpada dos meus sintomas”.

Fale com o seu médico sobre possíveis mudanças de dieta que possam funcionar para você. Algumas pessoas com SII acham que isso é fácil em relação a alimentos como feijão; vegetais como brócolis, repolho e couve; e os substitutos do açúcar, como o xilitol. Tirá-los da alimentação pode aliviar os gases, o inchaço e a dor.

Mito Nº 5: SII e intolerância à lactose são a mesma coisa

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A intolerância à lactose significa que seu corpo não pode digerir a lactose, um açúcar natural encontrado no leite e nos produtos lácteos. Provoca problemas digestivos como gases. Mas com a SII, não há uma comida única que seja a culpada.

“Reduzir ou eliminar a lactose reduz os sintomas da SII para algumas pessoas – mas não para todos”, afirma Desiree Nielsen, uma dietista registrada em Vancouver, Canadá, que se concentra na saúde digestiva. Evitar a lactose geralmente só ajuda a SII quando você faz outras mudanças de dieta, como comer menos feijão e mais fibras.

Mito Nº 6: Fibras podem curar SII

muesli fibras pixabay
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Fibra, a parte dos carboidratos que o corpo não consegue digerir, pode ajudar a aliviar a constipação relacionada à SII.  Mas isso ainda não é uma cura. Algumas pessoas com a doença acham que fibras, em primeiro lugar, causam dor e pioram o inchaço. Se sua condição lhe dá constipação, adicione mais fibras à sua dieta lentamente para que seu corpo tenha tempo de se acostumar.

Mito Nº 7: Levedura provoca SII

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Alguns acreditam que o problema está ligado a leveduras, especialmente um tipo chamado cândida. Todo mundo tem esse germe crescendo naturalmente em seus intestinos, mas alguns especialistas pensam que em excesso ele pode levar à síndrome. Corte fermento e açúcar de sua dieta, eles argumentam, e você pode reduzir a cândida e melhorar seus sintomas.

Até agora, a ciência diz o contrário. “Não há pesquisas para provar que uma sensibilidade ao fermento [em alimentos como pão e cerveja] cause SII”, diz Arun Swaminath. Se você acha que fermento ou carboidratos pioram a sua condição, fale com seu médico ou com um nutricionista especializado em saúde intestinal para descobrir o que pode ser feito.

Mito Nº 8: SII pode levar a sérios problemas de saúde, como câncer

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“SII não tem relação com o câncer”, diz Swaminath. E enquanto alguns de seus sintomas são semelhantes à doença inflamatória do intestino (DII), elas são duas condições diferentes. “SII e DII podem estar relacionadas de alguma forma, mas uma não causa a outra”, diz Swaminath.

Mito Nº 9: Você nunca se livrará da SII

microbiota intestino SII

“Sintomas variam”, diz Swaminath. “Vale a pena trabalhar com seu médico para gerenciar sua síndrome. Você pode achar que quando você trata, você tem menos sintomas ou mesmo nenhum”. Na verdade, os especialistas estimam que os problemas da SII desaparecem em cerca de 10% das pessoas por ano.

Fonte: WebMD

 

 

 

Alguns mitos e verdades sobre alimentação

Você sabe o que realmente faz bem para o seu organismo? Descubra os hábitos e alimentos que jogam a favor da sua saúde

No verão as pessoas começam a dar uma atenção especial no cardápio e inserir novos “hábitos saudáveis” no dia a dia. Mas nem tudo é o que parece. Carolina Mantelli, endocrinologista e especialista em metabologia, revela alguns mitos e verdades sobre os alimentos e como utilizá-los ao seu favor.

Chá verde é bom para digestão

chá verde japones tradicional louça pixabay
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Verdade. Apesar de bom para digestão, o ideal é consumi-lo no meio da manhã ou depois de praticar atividades físicas, pois ajuda a eliminar as toxinas. Mate, chá preto e café devem ser evitados após o almoço e jantar, pois o consumo de cafeína logo após as refeições pode atrapalhar na absorção de alguns nutrientes (ex: cálcio, ferro, cobre, zinco e vitaminas). Além disso, acaba relaxando a musculatura que trabalha impedindo que os alimentos passem do estômago para o esôfago, o que pode acabar resultando num refluxo.

Ingerir líquido durante a refeição engorda

jantar almoço comida vinho mulher

Mito. O hábito não engorda, mas causa aumento do abdômen, ocupando o espaço da comida e, consequentemente, distendendo o estômago. O ideal é consumir no máximo até 100ml de água somente para auxiliar na digestão e ajudar na deglutição dos alimentos. Mais que isso, o excesso de líquido começa a atrapalhar o processo de absorção de nutrientes.

Azeite é saudável;

tomate azeite alimentação alimentos

Verdade. Ele ajuda a aumentar o colesterol bom, o HDL. Porém, não pode ser levado ao fogo, pois se transforma em gordura saturada.

Legumes sem casca são mais saudáveis;

alimentos

Mito. O ideal é fazer a higienização corretamente e cozinhar com casa para conservar as vitaminas, utilizando o mínimo de água possível. Para aproveitar todas as vitaminas e proteínas, use essa água para preparar arroz, feijão, lentilha e macarrão. Dica: utilizar iodo para retirar o agrotóxico da casca dos legumes e verduras.

Caminhar após as refeições ajuda na digestão;

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Mito. A caminhada logo após as refeições dificulta a absorção dos nutrientes no organismo, pode também causar refluxo ácido e indigestão. Depois de meia hora, uma voltinha está liberada, o que será bom para potencializar o metabolismo e queimar algumas calorias extras, além de auxiliar um sono mais rápido e profundo.

Beber muita água emagrece;

mulher bebendo agua pixabay
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Verdade. Durante toda dieta para perda de gordura (emagrecimento) ocorre um aumento da acidez do sangue devido à intensa quebra da gordura em energia. Sendo assim, a ingestão de muita água ameniza os sintomas decorrentes dessa acidez, como cefaleia, náuseas, enjoos, favorecendo todo este processo. Mesmo porque, o sangue ácido é extremamente maléfico e nos deixa abertos às doenças.

Fazer exercício físico em jejum ajuda a perder peso;

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Mito. Ao acordar, a quantidade de glicose e proteínas no sangue esta baixa devido ao jejum prolongado durante o sono. Ao exercitar sem se alimentar, o corpo vai quebrar massa muscular para produzir energia, gerando a glicose necessária para movimentar-se e manter o cérebro ativo, portanto, vai haver a perda da massa muscular, mas não da gordura. Além de sentir dor de cabeça, náuseas, enjoos e fraqueza, que vão impedir de se exercitar por um tempo adequado.

Substituir as refeições principais, como café da manhã, almoço e jantar, por sucos e chás traz benefícios;

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Mito. Sucos e chás não têm as quantidades adequadas de proteínas, vitaminas, sais minerais e fibras que os alimentos sólidos das refeições possuem, além de não produzirem saciedade, pois são de rápida digestão podendo provocar perda de massa muscular e problemas de saúde por falta de nutrientes.

Para elaborar uma dieta balanceada e que seja adequada ao seu organismo, procure sempre um auxílio médico.

Fonte: Carolina Mantelli é médica, pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia. Possui título de médica perito pela Universidade de São Paulo e conhecimentos específicos em metafísica e desenvolvimento mental, procurando tratar o ser humano como um todo

 

Mitos e verdades sobre o cálcio

Um dos minerais mais importantes para o organismo, o cálcio auxilia na formação e manutenção dos dentes e dos ossos. No entanto, ainda existem alguns mitos sobre o seu consumo

O cálcio é um nutriente fundamental para o organismo. Embora sua principal função esteja relacionada à formação e manutenção de dentes e ossos, ele também auxilia na contração muscular, na pressão arterial, na coagulação e na transmissão de mensagens no interior das células. E, apesar de sua importância ser amplamente divulgada, muitas informações que não são inteiramente verdadeiras também são difundidas.

A ginecologista e presidente da Comissão Nacional Especializada em Osteoporose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Adriana Orcesi Pedro, esclarece seis questões-chave sobre o cálcio e sua importância para o organismo:

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-É o mineral presente em maior quantidade no organismo? Verdade. Estima-se que 1% a 2% do peso de um adulto seja composto pelo nutriente, sendo que 99% está nos dentes e nos ossos.

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-O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio da dieta para o corpo humano? Verdade. O leite e seus derivados são as principais fontes de cálcio, representando 80% de uma alimentação adequada em cálcio, tanto que especialistas recomendam a quem tem osteopenia e osteoporose uma dieta rica nesses alimentos, com pelo menos três porções diárias.

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Foto: Jeltovski

-Suplementos de cálcio não contêm quantidades adequadas do mineral? Mito. Suplementos de cálcio contêm a quantidade necessária do mineral, tanto que muitos médicos prescrevem para pacientes que têm déficit da substância no organismo. Atualmente, há opções no mercado que oferecem quase a metade da ingestão diária recomendada em apenas um tablete ou comprimido.

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-Leite integral e desnatado têm o mesmo nível de cálcio? Verdade. Um litro de leite desnatado contém a mesma quantidade de cálcio do que a versão integral (1000 mg). Portanto, o fato de ter menos gordura não interfere no nível do mineral no alimento. Além disso, existem opções dietéticas de leite que são enriquecidas com cálcio.

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-A menopausa pode fazer com que os ossos das mulheres percam cálcio? Verdade. As alterações hormonais da menopausa levam à diminuição do nível de estrógeno, que ajuda a proteger os ossos de forma natural. Com isso, há uma desmineralização óssea mais acelerada. Para reduzir o risco de osteoporose, muitos médicos recomendam, além de uma dieta rica em cálcio, a ingestão de suplementos desse mineral e de vitamina D durante a terapia de reposição hormonal, principalmente para mulheres que não conseguem manter uma dieta com a quantidade necessária do nutriente.

exercicios

-Para manter bons níveis de cálcio no organismo, basta ingerir alimentos ricos no mineral? Mito. Além de incluir alimentos ricos em cálcio no cardápio, é preciso diminuir a ingestão de substâncias que facilitam sua eliminação pela urina. São eles: sódio, açúcar, cafeína, ácido fosfórico (utilizado em bebidas gasosas), gordura e proteína animal em excesso. Outro hábito importante é praticar atividades físicas ao ar livre, já que o sol ajuda na sintetização da vitamina D, facilitando a fixação do cálcio.

Suplementação diária

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Para auxiliar na suplementação diária de cálcio e vitamina D, o Aché Laboratórios Farmacêuticos apresenta o nutracêutico Inelatte. Único do mercado em tabletes mastigáveis com 50% do cálcio diário (na versão Zero açúcar) e exclusiva fórmula com minerais do leite e TADS (tecnologia que garante alta e rápida dissolução), é indicado para complementar a ingestão do mineral, auxiliando na prevenção da perda de massa óssea de forma prática, eficaz e saborosa. Disponível nas versões Chocolate, Chocolate Zero açúcar e Cappuccino Zero açúcar.

Fonte: Aché

 

Alguns mitos e verdade sobre diabetes

Dados recém-publicados pelo Vigitel e divulgados pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia mostram que o número de pessoas com diagnóstico de diabetes cresceu 60% nos últimos dez anos no Brasil. Entre os fatores envolvidos com o aumento estão: obesidade, alimentação errada e sedentarismo.

Para Tassiane Alvarenga, endocrinologista e metabologista formada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP),  a informação é a melhor forma de orientar a população e fazer a trocar do medo pela precaução e prevenção. A médica listou alguns dos principais mitos e verdades relacionados com a diabetes.

1- Comer muito doce causa diabetes

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Mito: 90% dos casos de diabetes é o do tipo 2, não existe só uma causa de diabetes tipo 2. São vários fatores que juntos desencadeiam a doença, e os principais são tendência genética, ganho de peso e vida sedentária. O ganho de peso ocorre pelo excesso de calorias. Lógico que o doce tem muita caloria, mas a pessoa pode nunca comer doce, mas se comer pão, arroz, massa ou até coisas saudáveis em excesso e engordar, tem o risco de desenvolver diabetes. Não é o fato de comer doce e, sim, qualquer alimento em excesso, junto com a tendência genética e o sedentarismo.

2- Diabetes tem causa genética

Verdade: já se sabe que há uma influência genética – ter um parente próximo com a doença aumenta consideravelmente as chances de você ter também.

3- Diabetes geralmente não causa sintomas. 

Verdade: sabemos ainda que muitos pacientes desconhecem este diagnóstico. Pois, na maioria das vezes, nas fases iniciais e intermediárias, trata-se de uma doença assintomática. É uma epidemia silenciosa.

4- Todo produto diet é liberado para os diabéticos. 

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Foto: Stux/Pixabay

Mito: quando se tem o diagnóstico de diabetes, a primeira ideia é que devemos usar a partir de então somente produtos dietéticos. Para isso é importante analisar se são mesmo indicados, até porque nem todos os alimentos diet são sem açúcar. Os produtos diet se destinam a grupos populacionais com necessidades específicas. O que significa que o produto é isento de um determinado nutriente. A maioria dos produtos diet são sem açúcar, mas é importante comprovar se o nutriente retirado foi mesmo o açúcar, e não gordura, sódio ou outro componente.

5- Diabetes emagrece.

Mito: apenas em fases iniciais graves, em que o pâncreas não está funcionando e não existe insulina no corpo. Mas, normalmente, não emagrece.

6- Estresse pode subir a glicose no diabético.

Verdade: estresse emocional aumenta o risco de desenvolver diabetes por várias razões. A primeira tem causa hormonal: o estresse crônico aumenta o nível do hormônio cortisol, que ocasiona entre outras coisas o aumento da gordura abdominal, o que, por sua vez, aumenta o risco de diabetes.

Fonte: Tassiane Alvarenga