Arquivo da categoria: Mulheres

Infertilidade e depressão: quais as ligações, os sintomas e como enfrentá-los

A infertilidade pode ser angustiante e muitas pessoas experimentam crises de estresse, tristeza ou sentimentos de desesperança. Algumas, porém, chegam a ficar deprimidas. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos, em 2015, encontrou uma alta prevalência de transtorno depressivo maior em pessoas que estavam recebendo tratamento para infertilidade.

Se você está passando por isso ou conhece alguém próximo que esteja, leia com atenção este texto.

Como a infertilidade está ligada à depressão?

mulher depressao cansaço cama pixabay p

Enquanto os médicos há muito entendem que a infertilidade é um problema de saúde, a vergonha e o sigilo continuam prevalentes entre as pessoas com infertilidade. Isso pode dificultar a busca de ajuda de amigos e familiares. Não engravidar depois de tentar por um período prolongado pode ser profundamente decepcionante e frustrante, especialmente sem o apoio dos entes queridos. Uma pesquisa de 2010 descobriu que a depressão pode impedir as pessoas de procurar tratamento para a infertilidade.

Embora muitas pessoas com problemas de fertilidade possam ter um filho após o tratamento, como a fertilização in vitro (FIV), a ansiedade sobre se o tratamento irá funcionar também pode prejudicar a saúde mental de uma pessoa.

“A infertilidade, do ponto de vista emocional, é vivida como uma perda, e toda perda pressupõe um luto. Esta perda pode ser vivida em diferentes momentos: quando se descobre que a gravidez muito provavelmente não acontecerá sem tratamento; quando há insucessos nos tratamentos e quando a gravidez é seguida pelo aborto”, afirma o médico Arnaldo Schizzi Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

“Os sentimentos depressivos indicam o fim da fase de raiva e revolta, comuns do primeiro momento, e o início de uma nova fase na qual há a possibilidade de suportar as frustrações sem ressentimentos e com menos hostilidade, e as projeções da raiva no mundo externo diminuem”, completa o médico.

Cambiaghi lembra que, apesar de ser uma fase necessária ao processo de elaboração emocional, é extremamente importante que o médico esteja atento para a intensidade e a permanência da paciente neste quadro. Caso os sintomas depressivos se intensifiquem, um aspecto mais severo de depressão pode se configurar. A indicação fármica e psicoterápica é extremamente benéfica e se faz necessária em tais situações.

Algumas das razões pelas quais as pessoas com infertilidade lutam contra a depressão incluem:

=Estresse: a infertilidade pode ser uma experiência estressante, particularmente quando há muita pressão sobre alguém para engravidar.
=Condições médicas: vários problemas médicos podem causar infertilidade, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP) e também podem aumentar o risco de depressão. Um estudo de 2010 encontrou taxas mais altas de depressão e ansiedade em mulheres com SOP.
=Os desafios emocionais e físicos do tratamento: um pequeno estudo de 2014 com mulheres que procuraram tratamento de infertilidade ou serviços de preservação de fertilidade descobriu que a ansiedade e a depressão pioravam à medida que o tratamento progredia.
=Efeitos colaterais do tratamento: muitos medicamentos para fertilidade envolvem o uso de hormônios. Às vezes, esses podem afetar o humor de uma pessoa, aumentando o risco de depressão.

Qualquer um pode experimentar depressão por causa da infertilidade.

Sintomas

Não é incomum sentir-se triste ou deprimido ocasionalmente. No entanto, quando esses sentimentos persistem com o tempo e afetam a qualidade de vida de uma pessoa, ela pode estar sofrendo de depressão. Uma pessoa pode receber um diagnóstico de depressão quando tiver cinco ou mais dos seguintes sintomas:

=humor deprimido durante a maior parte do dia na maioria dos dias;
=perda de interesse na maioria das atividades, mesmo aquelas que aprecia;
=perda de peso ou ganho, não devido à dieta deliberada ou condição de saúde;
=dormindo muito ou pouco;
=sentindo-se fisicamente agitado ou lento na maioria dos dias;
=tendo baixa energia na maioria dos dias;
=sentindo-se sem valor, culpado ou envergonhado;
=dificuldade para pensar claramente ou se concentrar;
=pensamentos frequentes de morte ou suicídio.

Para um médico diagnosticar a depressão, os sintomas de uma pessoa não devem ser causados ​​por medicação ou abuso de substâncias. Ele também deve pedir avaliação para outras condições de saúde mental. Se outra condição explicar com mais precisão os sintomas, o médico pode diagnosticá-la com essa condição e não com a depressão.

Quando procurar ajuda

terapia-serena-wong-pixabay
Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Pessoas com infertilidade que sofrem de depressão devem procurar tratamento para ambas as condições. Embora a infertilidade possa ser a causa da depressão, é essencial tratar também os problemas de saúde mental.

Casais incapazes de engravidar depois de tentar por 12 meses ou mais devem considerar conversar com um médico sobre a infertilidade. No entanto, mulheres com mais de 35 anos devem consultar um médico caso não tenham conseguido engravidar após 6 meses de tentativas. Casais com história de infertilidade, mulheres com períodos irregulares e pessoas com problemas médicos crônicos, como diabetes, devem procurar um médico antes de tentar engravidar.

Um médico de família pode encaminhar homens a um urologista e mulheres a um ginecologista. Se os sintomas da depressão dificultarem a atuação de uma pessoa em casa, no trabalho ou na escola, elas devem procurar ajuda.

O desespero da depressão pode fazer as pessoas pensarem que o tratamento não funcionará. No entanto, isso também pode ser um sintoma de depressão. O tratamento pode, e muitas vezes alivia, os sintomas da depressão e melhora a qualidade de vida de uma pessoa.

Tratamento

Existem muitos medicamentos disponíveis que podem tratar a depressão. Os antidepressivos vêm em muitas formas, incluindo os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), os antidepressivos tricíclicos, os moduladores da serotonina e os inibidores da monoamina oxidase.

Algumas pessoas podem precisar experimentar vários medicamentos antes de encontrar um que funcione bem para elas. Ser honesto com um médico sobre quaisquer efeitos colaterais é essencial, pois o profissional pode alterar a dose ou o tipo de medicação.

A terapia também é uma maneira eficaz de tratar a depressão. Quando uma pessoa está em terapia, ela pode discutir seus sentimentos sobre a infertilidade, estabelecer metas e identificar estratégias para melhorar seu relacionamento. Alguns casais acham que a infertilidade prejudica seu relacionamento, portanto, participar de um aconselhamento em conjunto também pode ajudar.

Para a maioria das pessoas, a medicação e a terapia juntas oferecem os melhores resultados de tratamento. Um estilo de vida saudável, como manter uma dieta nutritiva e fazer exercícios regularmente, também é importante.

Alguns casais acham que um novo hobby ou atividade compartilhada pode ajudar. Ao lidar com problemas de fertilidade, é fácil se concentrar apenas em engravidar e negligenciar outros aspectos do relacionamento. Experimentar novas atividades, ter novas coisas para esperar e construir interesses compartilhados pode ajudar a reequilibrar a vida de um casal.

“A resistência em procurar um psicólogo ainda é muito grande pelos casais. Colocar o sofrimento em palavras, reviver sentimentos dolorosos é visto como algo muito penoso em um primeiro momento. É comum subestimar o impacto emocional ao longo do tratamento, principalmente quando há causas orgânicas absolutamente esclarecidas. Muitas pacientes ficam meses, às vezes anos com o número de telefone do psicólogo guardado em algum lugar até tomarem coragem para ligar”, explica Cambiaghi, que atende casais nesta situação há mais de 30 anos .

Ele enfatiza que a forma com que os profissionais da equipe de saúde encaminham os pacientes ao psicólogo pode facilitar ou dificultar essa procura. Quando os pacientes sentem que estão sendo encaminhados por estarem “problemáticos”, “dando trabalho”, isso só aumenta o estigma e o preconceito em relação às dificuldades mentais e a resistência na busca de apoio psicológico especializado. Sentem-se mais uma vez “incompetentes”, até para lidarem com suas emoções, e essa procura é dificultada.

“Porém, se o médico encaminha o paciente ao psicólogo de forma acolhedora, acreditando de fato que esse tratamento emocional terá eficácia em aliviar as angústias e ansiedades, aumentando o bem-estar e a qualidade de vida das pacientes, o caminho para a aceitação e procura de apoio psicológico especializado fica extremamente facilitado”, ensina o especialista.

Apoio

depressao terapia ajuda apoio pixabay p

Embora a infertilidade seja comum, ela pode fazer com que uma pessoa se isole. Segundo pesquisa norte-americana, cerca de 6% das mulheres entre 15 e 44 anos não engravidam depois de um ano de tentativas. No entanto, a infertilidade não precisa durar para sempre, e o tratamento permite que muitas pessoas tenham bebês saudáveis.

Encontrar apoio de outras pessoas com experiências semelhantes pode ser útil. Elas podem oferecer recursos para controlar o estresse, manter um bom relacionamento e mostrar que ninguém está sozinho. Grupos on-line, como alguns privados do Facebook e fóruns de mensagens de fertilidade, também podem oferecer suporte.

“Não queremos que as pacientes deixem aspectos psicológicos implícitos na infertilidade tomarem conta da vida delas ou tirarem a energia e a esperança não só de continuar tentando a gravidez, mas, também, de viverem a vida em toda a sua plenitude”, afirma Cambiaghi, completando: “É preciso lembrar que não há apenas sofrimento e dor nos obstáculos que a vida impõe, mas também a possibilidade de encontrar força, saúde e resistência para enfrentar com coragem os novos desafios. Quanto maior o bem-estar, quanto maior a compreensão dos conflitos emocionais íntimos e profundos que a infertilidade provoca, menor a angústia e a ansiedade e maiores são as chances de o corpo encontrar um caminho ‘livre’ para a realização do desejo”.

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros.

Saúde: quais cuidados as mulheres devem ter após os 50 anos

Normalmente, a maioria das mulheres atinge a menopausa entre os 48 e os 52 anos. Nesta fase, elas se tornam um grupo de risco para a osteoporose. Por isso, ter um cuidado especial com os ossos é importante. Atividade física, alimentação rica em cálcio, não fumar e ter a taxa de vitamina D adequada são imprescindíveis para a prevenção.

O aumento na incidência de Doença Arterial Coronariana na mulher após os 50 anos, está relacionado às modificações hormonais, circulatórias e sanguíneas. Essas modificações, constituem a principal causa de mortalidade entre a população de meia-idade.

coração estetoscopio
Foto: Imelechon

No processo de envelhecimento das mulheres, ocorrem alterações no perfil metabólico que resultam em modificações na composição e distribuição do tecido adiposo, favorecendo tanto o aumento de peso, quanto também a progressão de eventuais processos ateroscleróticos. Dentre os principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares estão: idade, obesidade, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemias, diabetes mellitus, histórico familiar, estresse e sedentarismo.

papada pescoço mulher meia idade

Para a pele, além da hidratação com a ingestão adequada de água, capriche na hidratação do pescoço, colo e mãos, regiões que, com o passar do tempo, acabam evidenciando sinais de envelhecimento. Cosméticos indicados por profissionais e tratamentos estéticos, como a toxina botulínica (botox), luz pulsada e laser fracionado auxiliam na manutenção da pele rejuvenescida, ao corrigir linhas de expressão, clarear manchas e melhorar a flacidez.

O câncer de mama não tem somente uma causa, por exemplo. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos).

Dicas:

-Faça check-up ginecológico e cardiológico anual

medico e paciente uc health
Foto: UC Health

-Acompanhamento com geriatra para prevenção e acompanhamento visando qualidade de vida e envelhecimento saudável

-Check-up dermatológico para tratamento estético e prevenção de câncer de pele

menopausa mulher bicicleta

-Atividade física é fundamental para prevenir osteoporose, doenças cardiovasculares, ganho de peso e Doença de Alzheimer

-Alimentação saudável, rica em ômega 3, reduzida em sal e em gorduras saturadas

mulher meia idade tomando agua

-Hidratação adequada – recomendado 1,5l a 2l de água por dia

-Terapia de reposição hormonal quando não houver contraindicação

tatiana aquino

Fonte: Tatiana Aquino é formada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos
e tem consultório na Rua Sabará, 566, conj. 113 – Higienópolis- SP

Boas noites de sono são fundamentais para o bem-estar da mulher

Dormir bem evita o estresse e melhora a disposição para enfrentar a rotina do dia a dia

Muitas vezes, os compromissos e as tarefas do dia a dia podem deixar a rotina da mulher ainda mais agitada. Para enfrentar essa correria, boas noites de descanso são essenciais. Segundo pesquisa da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, quando o assunto é sono, o sexo feminino tem padrões diferentes do masculino.

cama mulher sono dormir pixabay dieter robbins
Foto: Dieter Robbins/Pixabay

“Devido à diferença hormonal, o público feminino precisa de mais horas dormidas para manter a mesma disposição, se comparado ao sexo oposto” explica Renata Federighi, Consultora do Sono da Duoflex.

Outro estudo, realizado pelo Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostrou que as mulheres levam mais tempo para adormecer, porém o tempo do sono mais profundo (REM) é mais longo. Além disso, elas são mais propensas a terem sonhos ruins, os chamados pesadelos.

“Elas têm alterações hormonais que prejudicam o sono normal, como o período menstrual, a menopausa e a gravidez. A progesterona (hormônio feminino) tem papel fundamental nos mecanismos reguladores do sono. Tanto que as mulheres em pós menopausa, por exemplo, apresentam queda na qualidade e no número de minutos de sono”, esclarece a consultora.

Além disso, as mulheres estão mais propensas a desenvolver doenças cardíacas e depressão quando não dormem bem durante um período longo da vida.

Outra preocupação recorrente entre as mulheres é com a aparência. E ao contrário do que se imagina, sono da beleza não é só uma expressão. De acordo com Renata, o corpo produz hormônios associados ao estresse quando não há repouso adequado.

“Isso altera funções vitais e provoca vasoconstrição, ou seja, palidez e cansaço. Dormir menos do que precisamos deixa a pele sem brilho, com aumento dos vincos e flácida, pois o hormônio do crescimento, que é responsável pelo tônus muscular e pela renovação celular, é liberado em grande quantidade enquanto dormimos. As olheiras também se acentuam, o que faz com que a aparência fique ainda mais abatida”, explica.

Cerca de 40% da população apresenta algum tipo de distúrbio do sono

Conhecer estas particularidades é essencial para se garantir horas de sono realmente reconfortantes e, consequentemente, o bom funcionamento do organismo. Outras práticas podem ajudar a ter boas noites de sono.

“É importante se atentar à postura, usar um travesseiro e colchão que ofereçam conforto e sustentação para a cabeça e corpo, preservando a curvatura natural e alinhando a coluna, seguir uma alimentação saudável e hidratar-se bem, manter o ambiente arejado e o mais silencioso e escuro possível e evitar atividades estimulantes antes de dormir”, orienta a consultora do sono da Duoflex.

Fonte: Duoflex

99 e Peita lançam camiseta exclusiva para mulheres

Estampando a frase “Dirija como uma garota”, aplicativo questiona o estereótipo que difama motoristas mulheres

“Mulher no volante, perigo constante”. Ano a ano, a piada machista usada repetidamente em todos os cantos do Brasil vai perdendo sua força. Afinal, apesar do preconceito, a primeira pessoa na história a dirigir um automóvel a longa distância foi uma mulher. Em 1888, a alemã Bertha Benz dirigiu seu Benz Patent-Motorwagen por 106 quilômetros entre as cidades de Mannheim e Pforzheim.

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), nos últimos anos apenas 11% dos acidentes de trânsito foram provocados por motoristas mulheres. Além disso, de acordo com o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), das vítimas fatais de acidentes de trânsito em 2017, apenas 24% eram mulheres.

Diante desse cenário, a 99 – empresa de mobilidade urbana que integra a gigante chinesa DiDi Chuxing – desenvolveu uma camiseta exclusiva, em parceria com a marca curitibana Peita, que traz a frase “Dirija como uma garota”, para romper com o preconceito quando o assunto é gênero e direção. No Paraná, terra da Peita, onde a 99 atua em mais de 70 cidades, as mulheres já representavam quase 40% dos motoristas do estado em 2017.

O lançamento faz parte das ações especiais da 99 para o mês de março. Além dele, há ainda treinamentos de direção evasiva, finanças pessoais, segurança e incentivos para cadastramento de novas motoristas. A camiseta “Dirija como uma garota” será lançada oficialmente no próximo dia 23 de março, em evento para motoristas na Casa99 de Curitiba (R. Pasteur, 463 – Batel). Condutoras parceiras da plataforma em Porto Alegre, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília e São Paulo também serão presenteadas com a peça exclusiva.

Peita_.jpg

Para mostrar que contra números não existem argumentos, e muito menos falta de respeito, a 99 fez uma seleção de dados para o mês das mulheres. A lista completa pode ser acessada aqui.

Será que faço parte dos perennials?*

Há uma geração de pessoas a quem pouco importa o ano de nascimento que aparece no RG: os perennials. Quando estamos falando de mulheres, especialmente, de 35, 40, 50 anos, que não se limitam aos padrões sociais de suas idades, estamos descortinando esse novo grupo. E é fascinante notar a potência que pessoas com o perfil “ageless generation” (geração sem idade) podem ter nas relações, nos hábitos e no jeito de levar a vida.

Convivendo com um público bastante focado – mulheres com as idades a que me referi – consigo notar algumas características muito interessantes: livres dos estereótipos de idade, elas desbancam a ideia de que existe tempo certo para fazerem determinadas coisas na vida. Uma mulher de 50 anos que sai de um emprego estável e resolve abrir uma loja virtual para vender seus acessórios e sapatos? Alguém que se preocupa em manter o bem-estar, a mente ativa e está disposto a criar novas conexões, pessoais e profissionais? Essa pessoa pode ser um perennial e nem sabe.

menopausa mulher bicicleta

Uma pesquisa divulgada pelo jornal britânico The Telegraph mostrou que a tendência de “desrotular” perfis é encabeçada por mulheres que nasceram nos anos 60 e 70. Elas passam longe da definição de “senhora”; por vezes, são confundidas como irmãs de seus filhos. A ruptura geracional, claro, não se resume à aparência: vai além da vaidade e provoca uma pequena revolução a todo o momento em que alguém, alguma marca ou instituição, tenta separar as coisas por faixa etária.

Perennials– que vem de “perene” – são pessoas que se atentam ao que acontece no mundo, não se sentem presas à idade que têm, têm amigos de diferentes gerações e adotam um jeito de viver livre, confiante. Não estão interessadas em corresponder àquilo que se espera de alguém com 35, 40 ou 50 anos. Que ótimo momento estamos vivendo para rever nosso estilo de vida.

Estou sempre em contato com mulheres que trocam experiências, não têm medo de arriscar na vida profissional, nos relacionamentos, e que estão dispostas a mudar o que for preciso para encontrar mais sentido na vida. Pessoalmente, ajudá-las a buscar direcionamento para tudo isso só me mostra o quanto podemos crescer por nós mesmas, deixarmos de lado os tabus e apostarmos no que nos faz bem.

Nesse sentido, a individualidade é um dos aspectos mais valiosos para os perennials. Falo de fazer escolhas que surgem mais de uma paixão (ou convicção) do que daquilo que seria socialmente aceito para “uma mulher dessa idade”. E isso passa pela decisão de qual bar frequentar, quais roupas e tipo de cabelo usar, que tipo de atividade física colocar na rotina, o que comprar, como se relacionar sexualmente, como fazer uso da tecnologia.

Como entender essa geração “dona de si”?

michelle-obama-thumb-2

É curioso perceber que, mesmo sendo um perfil coerente com o período de desconstrução de tabus que estamos vivendo, nem todo mundo está pronto para entender essa “geração dona de si”.

A pesquisa divulgada pelo The Telegraph, feita pela agência de marketing SuperHuman com 500 mulheres, em 2017, aponta que 91% delas sente que o mercado publicitário não as representa. É como se tivéssemos corrido léguas de distância do perfil de dona de casa casada, que já tem os filhos criados e até netos, mas as propagandas ainda nos representassem (apenas) assim.

Felizmente, temos exemplos incríveis de perennials que fazem essa nova “geração sem geração” se tornar mais comum: Michelle Obama, a escritora JK Rowling e a atriz Julia Roberts são algumas das famosas que reúnem características muito objetivas das “mulheres sem idade”. Atentas, desinibidas, com interesses que podem ser considerados de “meninas de 20 e poucos anos”, são representantes potentes de tudo aquilo que estamos livres para realizar.

Assim, o leque de possibilidades aumenta: aprender yoga ou algum esporte, se preocupar com a alimentação, meditar, ir a uma palestra, se divertir com amigas se tornam atividades indispensáveis para quem nega todo e qualquer “sintoma de velhice” ou papel fixo que a sociedade insiste em nos colocar.

E aqui está a beleza da coisa: a mulher não está escondendo quantos anos tem, fingindo ser adolescente de novo ou buscando aprovação alheia.

mulher estudando wiseGEEK

Aprender com as pessoas de qualquer idade é sempre enriquecedor, mas com os perennials é instigante. Estar atenta ao movimento de mulheres que se sentem capazes de sair de relacionamentos fadados ao fracasso, de mudar de cidade e emprego, de se aventurar em viagens, de estarem mais próximas de amigas. De oxigenarem suas mentes e renovarem as energias. É isso que nos move e nos torna independentes e plenas durante a vida inteira.

theka.jpg

*Theka Moraes é formada em Gestão Comercial na Anhembi Morumbi, de São Paulo, e tem ampla experiência no mercado de negócios e relacionamentos, conquistada ao longo dos últimos 15 anos. É fundadora do “The Women”, projeto da TKM Business Advisory, pensado exclusivamente para proporcionar eventos e palestras a mulheres de diferentes perfis.

Mulher: descubra os benefícios do ômega-3 para a saúde feminina

O ômega-3 é um ácido graxo poli-insaturado que atua na modulação do processo inflamatório de diversas doenças, desde as cutâneas até os casos mais graves, como o câncer. Uma dieta rica em ômega-3 pode auxiliar na prevenção dessas enfermidades e na redução do estresse oxidativo.

Especialmente para as mulheres, o consumo regular da substância melhora a qualidade de vida e traz maior bem-estar ao dia a dia. Segundo Renato Leça, médico nutrólogo e vice-presidente da Associação Médica Brasileira de Ortomolecular, o ômega-3 está associado ao progresso de principais problemas associados à saúde feminina. Abaixo, ele explica sobre algumas delas:

– Câncer de mama

cancer de mama
O câncer de mama é o tipo de neoplasia que mais afeta mulheres no mudo e ocorre através da proliferação desordenada de células mamárias. Segundo estudos, a suplementação com ômega-3 ajuda a prevenir tumores de mama. Enquanto nos países ocidentais o consumo da substância ainda está sendo difundido, nos países orientais este já faz parte dos hábitos alimentares da população.

– Doenças cardiovasculares

coração6
Em relação às doenças cardiovasculares, embora as mulheres sofram menos que os homens, esta ainda consiste na primeira causa de morte, por doenças crônicas, entre o sexo feminino. Um dos principais fatores que predispõem as mulheres às doenças do coração é a menopausa, fase em que a mulher perde parte da proteção conferida pelos hormônios. Nesse sentido, a suplementação com ômega-3 pode ajudar a prevenir a fibrilação ventricular (ritmo cardíaco com batimentos descompensados e acelerados), a morte súbita, melhorar o relaxamento endotelial e regular o ritmo cardíaco.

– Alterações hormonais

mulher calor fogacho menopausa
Tanto a TPM quanto a menopausa também podem ter seus efeitos atenuados com a ingestão de ômega-3, uma vez que os efeitos inflamatórios relacionados a essas condições seriam amenizados pela substância

Portanto, enriquecer a dieta com suplementos à base de óleo de peixe parece trazer resultados positivos para a saúde feminina.

Como escolher o ômega-3

suplemento omega 3

Uma questão importante na suplementação de ômega 3 é a escolha de cápsulas que facilitem o uso e a deglutição. OmegaPure e OmegaPure DHA, da Biobalance, são os suplementos com a maior concentração e alta pureza de ácidos graxos ômega-3 já registrados no Brasil. Além do teor superior a 90%, a linha OmegaPure apresenta zero colesterol, zero gorduras saturadas e zero gorduras monoinsaturadas.

A tecnologia gastrorresistente, aplicada à menor cápsula do mercado, assegura um maior conforto gástrico, porque impede refluxo com odor de peixe – uma queixa comum de quem consome ômega 3 em cápsulas convencionais. As cápsulas de tamanho reduzido são de fácil ingestão, permitindo seu consumo de forma confortável também por crianças e idosos.

Fonte: Renato Leça é professor de Oftalmologia e Coordenador das Disciplinas de Medicina Integrativa e de Nutrologia com Prática Ortomolecular da Faculdade de Medicina do ABC.

Espiritualidade é o tema do primeiro evento de 2019 do The Women

O encontro ocorre no dia 27 de março a partir das 19h30 na Casa Salamandra, em São Paulo (SP). Vagas limitadas.

O que é espiritualidade para você? Já pensou em como desenvolvê-la e como as terapias vibracionais podem te ajudar neste processo? Com este tema tão interessante e enriquecedor, o The Women fará o seu 1º encontro de 2019: “Espiritualidade: conceito, conhecimento, prática, sua importância e a relação com a vida”, que acontecerá no dia 27 de março, na Casa Salamandra, no Itaim, em São Paulo.

O evento faz parte de mais uma experiência de autoconhecimento, troca e descontração, proporcionada para mulheres dos mais diferentes perfis. O convite inclui um coquetel receptivo, um delicioso jantar harmonizado preparado pela chef Luciane Cataneo, drinques, sorteios, presentes especiais, além da oportunidade de conhecer mulheres maravilhosas.

“Nossos encontros reúnem de 20 a 30 mulheres, criando conexões reais e possibilitando a absorção de um conteúdo que promova o desenvolvimento pessoal e profissional para o universo feminino”, conta a idealizadora do projeto, Theka Moraes.

Para conversar sobre este conteúdo, o The Women convidou a psicóloga, ativista quântica, thetahealer e mestre em reiki, Ana Cassia Stamm. A ideia é mostrar que praticar a espiritualidade não implica, necessariamente, em acreditar em alguma religião ou ter algum credo.

“Na verdade, nada mais é do que um estado de espírito onde a pessoa se conecta consigo mesma e com as forças da natureza que nos envolvem. Praticar o caminho espiritual é aprender a se despertar para o potencial de abundância infinita interna e, isso, é a verdadeira felicidade”, conta Ana Cassia.

Durante o encontro, ainda serão abordados tratamentos complementares como reiki, thetahealing, acupuntura e ho’oponopono, que têm o poder de auxiliar neste processo. A convidada especial destaca: “Estes métodos nos ajudam a vibrar numa alta frequência e nos preparam para entender e praticar a espiritualidade. É incrível ver como eles têm o poder de nos livrar da ansiedade, de hábitos ruins e alinhar nosso corpo com o nosso espírito”.

Muitas vezes, pode parecer difícil harmonizar o mundo moderno, e tudo o que está acontecendo, com espiritualidade, mas, a verdade, é que não existe qualquer conflito. “Pelo contrário, saber encontrar esse estado de espírito é extremamente importante, sobretudo em momentos estressantes como estes. Começar o ano com esse encontro especial nos dá força para enfrentar os novos desafios que virão”, finaliza Theka.

the women

Serviço

– O jantar acontecerá no dia 27 de março, das 19h30 às 22h30, na Casa Salamandra, na Rua Benedito Lapin, 100, Itaim Bibi, em São Paulo (SP).

– Para mais informações e reserva de vaga, as interessadas devem consultar o perfil no Instagram ou clique aqui.

– A promoção dos eventos é feita com patrocínio e apoio de empresas, como: Amilla, Dress&Go, Estética Santa Beleza, Luciane Cataneo personal chef, Cris Lopes – marketing digital, Su Chapiro – consultoria de imagem e Marcos Mesquita. A organização é feita pela TKM Business Advisory.

Sobre a palestrante

Ana Cassia Stamm é palestrante, socióloga, psicóloga e psicoterapeuta vibracional; fundadora do Despertar do Ser Terapias Vibracionais e Fundadora/Coordenadora Voluntaria da Casinha de Luz em Perdizes, São Paulo. Realiza atendimentos individuais e em grupo e consultorias vibracionais, além de palestras e workshops por todo o Brasil.

Quem participa do ‘The Women’

O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional.

Sobre Theka Moraes

theka moraes

Formada em Gestão Comercial na Anhembi Morumbi, de São Paulo, Theka Moraes possui ampla experiência no mercado de negócios e relacionamentos conquistados ao longo dos últimos 15 anos, com passagem pela área de negócios da revista Cool Magazine, da plataforma de networking Experience Club, da AEG World Wide, entre outras.

Conheça cinco alimentos que beneficiam o corpo da mulher

A lista foi feita pela nutricionista da academia Bio Ritmo que, ensinou a melhor de consumir os alimentos, e explicou quais são os principais ativos de cada item

Que uma alimentação equilibrada faz toda a diferença na vida do ser humano nós já sabemos, mas, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado neste mês, Fúlvia Gomes Hazarabedian, nutricionista da academia Bio Ritmo, preparou uma lista especial de itens que podem fortalecer, prevenir doenças e deixar ainda mais bonitas as mulheres que os consomem, confira:

1 – Aveia

aveia.png
Rica em fibras e minerais, a aveia é uma verdadeira fonte de energia que também garante o fluxo intestinal e promove a sensação de saciedade. Para as mulheres que estão na dieta, a aveia é uma ótima pedida com frutas, iogurtes, shakes e em preparações diversas, substituindo farinhas, por exemplo.

2 – Uva

uva.jpg
Refrescante, a uva possui ação antioxidante e rejuvenescedora, excelente para quem quer ficar em dia com a pele. A fruta pode ser consumida junto com saladas, como sobremesa ou lanche intermediário.

3 – Grão de bico

grao de bico
Minerais é com ele mesmo! Se você é o tipo de mulher que tem uma vida agitada e não tem tempo para ficar doente, consuma o grão de bico. Isso porque ele é um bom fornecedor de ferro, cálcio e zinco, que auxilia na nossa imunidade. Para as grávidas, por exemplo, o alimento é ótimo devido ao ácido fólico, mas também contém grandes quantidade de vitaminas C, E, e do complexo B. Pode ser consumido como salada fria, substituindo o feijão ou leguminosas em geral, acompanhando torradas e vegetais em forma de patê, pasta ou até assado, como snack.

4 – Linhaça

linhaça
Riquíssima em ômega 3, a semente de linhaça também contém muito minerais, mas é fortemente conhecida por ser anti-inflamatória. Indica-se consumir de forma triturada logo após a o processo, acompanhada por sucos, vitaminas, shakes, cereais, frutas, e até inserido em pães, tortas e outras preparações.

5 – Ovo

ovos.jpg
Simples de fazer e de comer, o ovo é uma fonte de proteínas de alto valor biológico, com ferro, magnésio e colina, que ajuda na manutenção muscular, no transporte de oxigênio e na ativação enzimática. Acompanha bem refeições principais substituindo carnes em geral, mas poder ser uma boa opção também para o café da manhã.

Fonte: Bio Ritmo

As três doenças que mais afetam as mulheres

No mês da mulher, especialista alerta sobre os principais problemas, cuidados e prevenção

Celebramos recentemente o Dia Internacional da Mulher, data reconhecida mundialmente que se transformou em um ótimo momento para a reflexão, ainda mais quando envolve cuidados com a saúde. Afinal de contas, na correria do mundo moderno, fica cada vez mais difícil tirar alguns minutos do dia para cuidar da saúde, ainda mais quando tratamos das mulheres, que geralmente cumprem a famosa “dupla jornada”.

Segundo Márcia Araújo, ginecologista do Docway, as múltiplas funções da mulher e a falta de tempo para cuidar com atenção da saúde acabam por aumentar o número de casos de doenças como câncer de mama, depressão e câncer de colo de útero. Por isso, a especialista alerta sobre a importância dos cuidados mesmo com essa rotina agitada.

“Após muita luta, nosso papel na sociedade está evoluindo muito. Hoje, nós mulheres desempenhamos várias funções e acabamos descuidando da saúde. O que não pode acontecer é a negligência com os cuidados pessoais. Com os avanços tecnológicos e as facilidades que eles nos trouxeram, podemos manter nossa rotina e o acompanhamento médicos em dia, evitando vários problemas”, explica a especialista.

Confira uma análise da especialista sobre as três doenças que mais afetam as mulheres atualmente:

Câncer de mama

auto-exame-cancer-de-mama-ibcc-diante-do-espelho-chuveiro-ou-deitada

Esse tipo de câncer é o que mais comum entre mulheres no Brasil e no Mundo, correspondendo a 29% de novos casos de câncer todos os anos. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no ano de 2018, a estimativa era que os casos de câncer de Mama ultrapassariam a casa de 59,7 mil no Brasil. O câncer de mama tem diversos tipos. Na maioria deles, quando diagnosticados em fases iniciais, é passível de tratamento, com boas perspectivas de cura.

“Nós mulheres devemos estar atentas, pois fazer os exames preventivos é fundamental. A maioria dos casos não têm sintomas em estágios iniciais. Por esse motivo, a mamografia tem grande importância. Dentre os sinais de alerta, um dos mais comuns é o nódulo no seio, que pode vir acompanhado ou não de dor. Porém, existem outros sintomas que devem chamar a atenção como secreção no mamilo, alterações na pele que recobre a mama e nódulo na axila. Vale lembrar que o autoexame não substitui a mamografia e o exame clínico cuidadoso feito por um profissional qualificado”, detalha a médica.

Depressão

tristeza-ansiedade-depressao

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertam que até o ano de 2020 a depressão será a doença com maior impacto no mundo. Aqui no Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que uma faixa de 20% da população teve, têm ou terá um episódio em algum momento de sua vida. Falta de interesse, concentração, perda da autoestima e mudanças bruscas de humor são alguns dos sintomas da depressão. A doença atinge significativamente mais as mulheres do que os homens. Cientistas e especialistas não têm um real motivo para essa diferença, mas acreditam que ela tem relação com a influência dos hormônios femininos.

“Quadros depressivos devem ser diagnósticos e tratados com muita cautela e por profissionais capacitados. Mas podemos ajudar a melhorar esse quadro com, por exemplo, a prática regular de atividade física e a vinculação da pessoa a atividades coletivas, entre eles cursos e voluntariados. Essas ações ajudam a reduzir a ansiedade, melhora o humor e a interação com o meio social”, comenta a especialista.

Câncer de colo de útero

cientista laboratorio analise pesquisa

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que esse tipo de câncer é considerado um dos mais importantes problemas de saúde pública do mundo. Só no ano de 2016 foram estimados mais de 16 mil casos novos de câncer do colo do útero no Brasil, o que significa 15 novos casos a cada 100 mil brasileiras. As principais causas da doença são o início precoce da atividade sexual da paciente, a variedade de parceiros sexuais, a higiene íntima inadequada e o Papilomavírus Humano (HPV).

“O câncer do colo do útero tem um grande potencial de prevenção e cura se diagnostico a tempo. Sintomas podem servir de alerta, entre eles sangramento vaginal após a relação sexual, corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro, e em estágios mais avançados, hemorragias, dores lombares e abdominais, perda de apetite e de peso. Uma ótima opção para a prevenção da doença é a vacina, que se destina a jovens, principalmente antes inicias as atividades sexuais. Para todas, o Papanicolau e o exame clínico anual são fundamentais”.

Para finalizar e médica lembra que as melhores formas de cuidado e prevenção são as mais conhecidas, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios e ir ao médico regulamente são algumas atitudes básicas para quem busca qualidade de vida e longevidade. Esses cuidados básicos são a melhor forma de prevenir as principais doenças que afetam a saúde da mulher.

Fonte: Docway

As mulheres e a relação com o dinheiro no século 21, por Natalia Cunha*

Antigamente, as mulheres não precisavam se preocupar com as finanças, pois os homens eram os provedores da casa. Fazia parte da cultura conservadora que elas não tivessem envolvimento com o dinheiro. A maioria se dedicava às tarefas domésticas e aos filhos, ou seja, serviam exclusivamente à família.

Pesquisas afirmam que a insegurança da mulher em lidar com o tema vem principalmente das sequelas da cultura machista em que apenas o homem se revelava como um profissional, provedor, assim como falado anteriormente. Isso explica a menor tendência feminina às jornadas integrais de trabalho, não há uma divisão igualitária das tarefas cotidianas na estrutura familiar brasileira, diferente do que acontece em muitos países desenvolvidos, a exemplo disso, a Suécia.

A critério de exemplo, em 2003, Araújo e Scaflon realizaram uma pesquisa em que participaram 2.000 domicílios brasileiros e chegaram à conclusão de que o trabalho doméstico continua sendo designado às mulheres, gerando assim dupla jornada onde pode influenciar a dificuldade da mulher em administrar o dinheiro.

Muito embora alguns estudos apontem para o fato de que as mulheres decidem na hora da compra, o que ocorre é que a decisão de onde/como investir o dinheiro que sobrou no mês fica a cargo dos homens, ou seja, o provedor continua decidindo o destino das finanças em dias atuais.

guarda roupa duvida

Eu diria que hoje a mulher tem quase 50% do seu orçamento destinado a “estética”, dessa forma comprometendo seus rendimentos. No entanto, no meio masculino, isso é irrelevante e a mulher tem uma cobrança imposta pela sociedade. Elas pagam mais caro a coparticipação em seus convênios, pois usam mais que os homens. Exemplo simples, homem pode, durante uma semana, trabalhar com uma calça e uma camiseta branca e a mulher tem uma cobrança para não pode repetir roupas.

Qual seria a solução para isso?

Devemos ficar esperando a sociedade entender que a mulher não é uma “vitrine de moda”? Será mesmo que temos que esperar a sociedade entender isso ou cabe a nós mostrarmos no dia a dia ? Ou mudar nossa postura diante das cobranças excessivas de imagem da sociedade, que impactam diretamente em nossas finanças?

Conseguimos enxergar um posicionamento feminino maior no mercado de trabalho, alcançando assim cargos de diretoria e muitas delas empreendendo. Essa participação mais sólida é um processo que precisou do movimento feminista para mudar e está melhorando, lentamente é claro, pois há muito preconceito enraizado, mas esse posicionamento ainda está longe de ter uma igualdade. Exemplo disso é a desigualdade salarial entre os gêneros, assim como afirma pesquisa do IBGE de 2018, em que mulheres ganham no máximo 77,5% dos rendimentos masculinos.

É quase nulo encontrar conteúdos de cunho financeiro destinado às mulheres, sendo este tema voltado sempre aos homens, numa linguagem masculina e em veículos de comunicação voltado a eles, o que o torna distante do público feminino e assim dificultando o acesso àquelas que tenham realmente interesse em conhecer mais sobre este universo.

Apesar dos poucos avanços culturais neste sentido, existem literaturas, APPs que foram desenvolvidos e publicados para o nicho feminino, no qual ensinam, estimulam e aconselham mulheres a lidar com suas próprias finanças e a realizarem investimentos, dessa forma quebrando paradigmas sobre o seu relacionamento com o dinheiro.

Existe a questão da oferta X demanda. Eu acredito que para mudar essa tendência da pink tax, da mulher ainda vista como bonequinha de luxo, tem que mudar a cultura… porém para isso acontecer, tem que haver uma mudança de tendência. É paradoxal, são assuntos correlacionados.

A solução está na conscientização: a mulher empoderada, que toma para si o conhecimento, que exige que lhe vendam informações e não apenas maquiagens, que vai à luta pela equiparidade salarial.

mulher contas

Tome como exemplo quando as “chapinhas” entraram no mercado brasileiro. Custavam uma fortuna, era o valor de um salário mínimo na época. Com o passar do tempo a demanda aumentou, todas queriam esse acessório de beleza, com isso os preços caíram e hoje é totalmente acessível ter uma.

Com o conteúdo de finanças voltado ao universo feminino tem que ser assim: as mulheres têm que exigir, para que o mercado forneça isso à elas e desse modo, somente assim, poderá se iniciar um processo de modificação cultural sobre o relacionamento mulher x dinheiro.

*Natalia Cunha é administradora executiva, formada pela Universidade Anhembi Morumbi e com capacitação em Psicologia Econômica pela B3 Educação. Atuou em mais de seis anos na área financeira, em empresas como Banco Pan-americano, Nextel, Banco Itaú, Laboratório Cerba LCA e Cummins Brasil. Hoje, atua como consultora financeira na Plano Consultoria, empresa que há dois anos ajuda pessoas a manterem uma relação equilibrada com suas finanças.