Arquivo da categoria: Mulheres

20% das brasileiras não cuidam adequadamente da saúde sexual

Outras 5,6 milhões não vão a um especialista há cerca de de quatro anos; necessidade de esclarecer um problema ginecológico e gravidez ou a suspeita dela são as principais razões de procura do ginecologista-obstetras. Somente 54% apontam prevenção como motivadora da primeira consulta.

A especialidade médica de Ginecologia e Obstetrícia é considerada a mais importante para saúde da mulher por oito em cada dez mulheres ouvidas na pesquisa. Igualmente, oito em cada dez se declaram satisfeitas com o atendimento do Ginecologista e Obstetra.

Sete de cada dez brasileiras afirmam que a decisão sobre a interrupção da gravidez é uma questão pessoal que cabe somente à mulher.

Questões da maior importância para a saúde e a sexualidade da mulher brasileira são trazidas à tona pela pesquisa inédita “Expectativa da mulher brasileira sobre sua vida sexual e reprodutiva: As Relações Dos Ginecologistas E Obstetras Com Suas Pacientes” realizada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), em trabalho conjunto com o Datafolha. Evidencia-se, por exemplo, que dezenas de milhões de brasileiras não priorizam e, consequentemente, não tratam de sua saúde sexual e reprodutiva.

Só para ficar bem transparente o tamanho do problema, é alarmante o número de mulheres que não costumam ir ao ginecologista-obstetra (GO) (6,5 milhões), que nunca foram ao GO (4 milhões) e também daquelas que não fazem uma consulta com esse especialista há mais de um ano (16,2 milhões), incluindo o grupo de mulheres que não costumam ir. isso significa que cerca de 20% com 16 anos ou mais correm o risco de ter algum problema sem ao menos imaginar.

Amostra

O estudo, Febrasgo/Datafolha, tem como base 1.089 entrevistas de todo país, distribuídas em 129 municípios de forma a representar as diversas regiões geográficas. Representa 80.980 milhões de mulheres.

Foram ouvidas mulheres de 16 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas. O campo ocorreu entre 05 e 12 de novembro de 2018, sendo que a margem de erro máxima para esta amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%.

Quando se fala em nível de confiança de 95% significa que, se fossem realizados 100 levantamentos simultâneos com a mesma metodologia, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro prevista.

Perfil

outubro rosa mulheres laço

Construída para representar as mulheres brasileiras de 16 anos ou mais, a amostra revela que a média de idade é de 42 anos e a maior parte cursou ensino Fundamental ou Médio. Cerca de metade das entrevistadas são casadas ou possuem companheiro(a) e aproximadamente sete em cada dez têm filhos à média de 2,7 filhos.

A incidência maior de filhos se dá entre aquelas na faixa do Ensino Fundamental, classes D/E e do interior. Entre as que não tem filhos (26%), há incidência maior em Ensino superior, classes A/B, Região Metropolitana e População Economicamente Ativa.

É mais significativa a presença de filhos entre as mulheres residentes no interior, entre as com idade igual ou superior a 25 anos, entre as menos privilegiadas quanto à escolaridade e classificação econômica.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, a maioria, ou seja, aproximadamente seis de cada dez são atendidas por meio de serviços públicos gratuitos de saúde/ SUS, enquanto 20% recorrem a atendimento particular e outras 20% têm plano ou seguro saúde.

Hábitos

terapia-serena-wong-pixabay
Ilustração: Serena Wong/Pixabay

Quando questionadas sobre qual especialidade médica é a mais importante para saúde da mulher, cerca de oito a cada dez citam Ginecologia-Obstetrícia, de forma mais marcante por mulheres que usam atendimento particular ou convênio.

A especialidade é considerada a mais importante para a saúde da mulher em particular à medida em que aumentam o grau de escolaridade e a classificação econômica.

2% não têm frequência definida de consultas com o ginecologista, 5% nunca foram e 8% não costumam ir.

O hábito de ir ao ginecologista é mais comum entre as moradoras de Regiões Metropolitanas, da região Sudeste e cresce conforme aumentam a escolaridade e a posição na pirâmide econômica.

Por outro lado, as mulheres que nunca recorreram a esse especialista encontram-se mais entre as residentes em cidades do interior, entre as mais jovens e entre as integrantes das classes D/E.

Os atendimentos, particular e o via plano de saúde, são mais comuns conforme aumenta o grau de escolaridade e a classificação econômica, ao passo que o atendimento público está mais presente à medida que diminuem a escolaridade e classificação econômica.

Acesso

medico-gde

A média de idade da primeira consulta, entre as mulheres que já foram ao ginecologista, é de 20 anos e a necessidade de esclarecer um problema ginecológico, a gravidez ou suspeita dela e prevenção são algumas das razões de procura do especialista.

Já quando se toma o todo da amostra, somente 54% apontam prevenção como motivadora da primeira consulta.

A média etária da primeira consulta é maior entre as mulheres com baixa escolaridade (24 anos no Fundamental versus 18 anos no Médio e Superior), entre as mulheres mais velhas (ou seja, a média de idade vem caindo: de 26 anos entre as pessoas com 60 anos ou mais para 16 anos entre as com 16 a 24 anos) e entre as situadas na base da pirâmide econômica (classes D/E).

A ocorrência de um problema ginecológico é motivo de ida ao ginecologista especialmente entre as mulheres da região Nordeste, entre as moradoras em cidades do interior, entre as com escolaridade Fundamental e entre as integrantes das classes D/E. A suspeita de gravidez é motivo para a procura de um ginecologista principalmente entre as mulheres com baixa escolaridade (Fundamental)

Cerca de metade das mulheres vão ao ginecologista pela primeira vez por razões preventivas (primeira menstruação, check up, início da vida sexual, busca por acompanhamento contínuo etc). Além disso, a menarca/início da puberdade é razão especialmente entre as meninas com escolaridade Médio e Superior e entre as integrantes das classes A/B e C.

Somente duas de cada dez brasileiras vão ao ginecologista-obstetra por iniciativa própria. Sete porcento (5,6 milhões) das brasileiras não vão a um ginecologista há cerca de 4 anos. Duas a cada dez foram há mais de um ano.

As brasileiras que foram a um ginecologista há mais de 4 anos atrás estão especialmente entre as menos escolarizadas e entre as residentes em cidades do interior. Em sentido oposto as que procuraram um especialista há mais de 1 a 6 meses encontram-se entre as mulheres mais escolarizadas, entre as integrantes da População Economicamente Ativa e entre as componentes das classes A/B.

Entre as mulheres que não costumam ir ou nunca foram ao ginecologista, as razões alegadas são todas muito preocupantes: quase um terço argumenta que não precisa ir, pois está saudável (31%) e outra parcela (22%) diz que não considera importante ou necessário ir ao ginecologista. Além de alegarem que têm vergonha, têm medo de detectar problemas, que não têm dinheiro para pagar consulta, que não gostam e que a mãe nunca levou.

Perguntadas se há médicos ginecologistas de fácil acesso na região onde moram, aproximadamente quatro de cada dez sinalizam que o acesso ao especialista é restrito.

As mulheres que residem no interior declaram ter maior facilidade de acesso a médicos ginecologistas, quando comparado às mulheres que residem nas Regiões Metropolitanas. A facilidade no acesso também aumenta de acordo com a melhor posição na classificação econômica e renda familiar.

Médico-paciente 

medico e paciente uc health
Foto: UC Health

De modo geral, praticamente todas as brasileiras acham iportante o ginecologista: dar acolhimento, realizar exames clínicos, dar atenção, aconselhar, passar confiança e fornecer informações clara e suficientes. Ou seja, são itens primordiais num relacionamento médico-paciente.

E aproximadamente nove de cada dez declaram-se satisfeitas com estes atributos no atendimento recebido pelo atual ou último ginecologista. A satisfação é tendencialmente mais significativa entre as mulheres que utilizam atendimento particular ou convênio.

Atualmente 62% das brasileiras têm parceiro(a) sexual, 74% tiveram filhos, 22% estão na menopausa e 2% estão grávidas. Nessas situações o acompanhamento médico está presente principalmente na gravidez atual (100%), e na parceria sexual (81%). Porém, na menopausa apenas 64% declaram ter acompanhamento médico.

O acompanhamento durante a atividade sexual está mais presente entre as mulheres com melhores grau de escolaridade, renda familiar e classificação econômica. Por outro lado, não ir ao ginecologista durante a menopausa é mais forte entre as mulheres com menor escolaridade e entre as integrantes das classes D/E.

É mais significativa a presença de filhos entre as mulheres residentes no interior, entre as com idade igual ou superior a 25 anos, entre as menos privilegiadas quanto à escolaridade e classificação econômica.

Nove de cada dez brasileiras declaram que, numa situação hipotética de parto, se sentiriam seguras com a assistência de seu ginecologista/obstetra. Essa proporção de segurança cairia para cinco em cada dez caso o acompanhamento fosse realizado por um ginecologista plantonista ou por uma doula, e para quatro em cada dez caso fosse efetuado por uma enfermeira ou parteira.

A segurança dada pelo próprio médico ginecologista seria maior entre as mulheres com escolaridade e classificação econômica mais elevadas. Por outro lado, a segurança oferecida via parteira, enfermeira ou doula seria mais expressiva entre as mulheres com escolaridade e classificação econômica mais baixas.

Aproximadamente sete de cada dez brasileiras afirmam que a decisão sobre a interrupção da gravidez é uma questão pessoal que cabe somente à mulher decidir, enquanto 25% defendem que é uma questão a ser decidida pelas leis da sociedade.

Entre as mulheres que já foram ao ginecologista, oito de cada dez declaram-se satisfeitas com o relacionamento com seu atual ou último ginecologista, principalmente as que utilizam atendimento particular ou convênio médico. A média geral de satisfação é igual a 4,2, em uma escala que vai de 1 a 5.

Fonte: Febrasgo

 

Anúncios

Mulheres nas ciências: questão de lógica – por Paula Paschoal*

É verdade que, ao longo do último século, nossa sociedade aprendeu a aceitar e encorajar as mulheres a seguir carreiras em campos, digamos, não convencionais. Mas também é preciso dizer que muitas barreiras ainda permanecem de pé. Algumas são familiares, outras tantas, econômicas, mas as mais complexas são as sociais – até porque são invisíveis a olho nu.

Durante minha carreira, pude assistir a alguns exemplos disso. Mulheres que perderam oportunidades por ficarem grávidas; outras porque os chefes preferiam trabalhar com homens.

Muitas vezes, nem mesmo os fatos (eles também cansados de demonstrar o óbvio) são levados em consideração na hora da contratação de pessoal para áreas “de Exatas” – espécie de feudo dos homens. Já faz tempo que as mulheres estudam mais do que os homens no Brasil – em todas as etapas da educação superior, diga-se de passagem.

Segundo os últimos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, das mulheres ocupadas com 16 anos ou mais de idade, 18,8% têm ensino superior completo, enquanto que, entre os homens na mesma categoria, esse percentual é de 11%. A escolaridade das mulheres é maior também na esfera profissional. Elas são maioria nos cursos de qualificação de mão de obra, de acordo com estudo do Plano Nacional de Qualificação, do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS). Os números não mentem: de 2003 a 2012, do 1,8 milhão de alunos e alunas dos cursos de qualificação, 713 mil eram mulheres, ou seja, mais de 60% do total.

Por essas e muitas outras, é que precisamos nos esforçar, cada dia mais (um esforço multifacetado e consorciado) para trazer mais mulheres para as chamadas carreiras de STEM (sigla americana para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), além de garantir que aquelas que já estão nelas continuem a se destacar e crescer.

O que fazemos hoje, como sempre digo, terá impacto profundo no futuro das mulheres nesses setores tão importantes para qualquer país que queira ser grande. Mas quatro pontos me parecem essenciais e devemos nos dedicar a eles já.

menina e cachorro

1. Façamos com que as jovens se interessem por tecnologia logo no início de sua educação. Isso porque as meninas geralmente não são incentivadas (ou até mesmo desencorajadas) a buscar assuntos relacionados à tecnologia – como se fossem naturalmente incapazes para a área. Uma certa Marie Curie teria muito a dizer, ainda hoje, sobre isso… Ela é a única pessoa a ter dois prêmios Nobel em categorias distintas, Química (1903) e Física (1911).

cientista laboratorio analise pesquisa

2. Também precisamos transformar as mulheres que já se dedicam à tecnologia em modelos. Modelos, como se sabe, são influências incrivelmente poderosas. Quanto mais modelos femininos existirem nas carreiras de STEM, mais meninas enxergarão um futuro profissional promissor nessas áreas. Vai dar trabalho, claro, mas não existe vitória sem esforço pessoal e coletivo. Se queremos incentivar mais mulheres neste campo (e pagar pelos esforços daquelas que vieram antes de nós), precisamos tornar esse tema prioridade e dedicar tempo e ações a ele.

mulher executiva

3. Outro ponto importante: exigir apoio das esferas gerenciais. Elas precisam demonstrar que as mulheres são necessárias e devem ser valorizadas nas carreiras de STEM. Diretores e diretoras têm de ser capazes de comunicar, sincera e eficazmente, a importância de uma força de trabalho equilibrada, de modo que toda a empresa veja isso como uma prioridade da corporação – e não somente como uma iniciativa de bem-estar, por exemplo. Como fazer isso? Garantindo igualdade de oportunidades, igualdade de remuneração, infraestrutura e políticas para apoiar as mulheres com famílias e se dedicando a criar um ambiente de diversidade na hora da contratação de talentos. A igualdade para as mulheres no local de trabalho, seja em remuneração, representação ou respeito, tem sido o artífice de grandes progressos nas últimas décadas. É um fato!

mae filho criança livro stocksnap pixabay
Foto: Stocksnap/Pixabay

4. Além disso, precisamos trabalhar para que as mulheres percebam que ser mãe dedicada e profissional competente, ao mesmo tempo, é, sim, possível. E mais: fazê-las acreditar que têm o direito de ganhar o mesmo que seus pares masculinos. Ainda, buscar oportunidades em empresas que representem os seus anseios. E, se não for o caso, que sejam capazes de apostar nelas mesmas, empreendendo na área da tecnologia e das ciências, criando o novo, fazendo diferença na vida das pessoas.

São pilares fundamentais para que o País possa avançar em diversos aspectos da vida corporativa e social. As carreiras de STEM, há bastante tempo, se tornaram ícones do desenvolvimento das nações. Não podemos perder mais tempo com preconceitos ancestrais.

(*) Paula Paschoal é diretora geral do PayPal Brasil

Verão pede cuidados extras com o surgimento de doenças ginecológicas

O calor intenso e os hábitos adotados durante a estação favorecem a proliferação de fungos e bactérias

Com a chegada do verão, é hora de aproveitar, seja para ir à praia, cachoeira ou clube. No entanto, essa época do ano também exige cuidados redobrados com a saúde íntima da mulher. Isso porque o verão é o período em que a proliferação de bactérias é maior e o calor intenso favorece o surgimento de doenças ginecológicas, principalmente por conta dos hábitos adotados durante a estação.

jegging-bleu-klein-kissy

“Usar roupas com tecidos sintéticos, bem como trajes apertados, pode ser mais prejudicial em dias quentes, além de fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes”, orienta o médico ginecologista João Oscar de Almeida, do Hospital Felício Rocho. Segundo ele, essas roupas acabam “abafando” a área genital, o que faz com que a temperatura local aumente e a umidade também, criando condições favoráveis para o crescimento de fungos e bactérias.

praia

“Da mesma forma, é muito comum ficar com roupas molhadas após passeios, o que contribui para alterar as condições físicas da região e, consequentemente, para a proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde íntima”, completa. Esses hábitos de verão causam um desequilíbrio da flora vaginal, aumentando a chance do desenvolvimento de infecções vaginais como a candidíase, tricomoníase e a vaginose bacteriana, por exemplo.

calcinha2

A candidíase é a mais recorrente nessa época do ano, sendo causada pelo crescimento do fungo cândida, que prefere lugares úmidos, causa coceira e dores para urinar e no ato sexual. Embora possa ser transmitida sexualmente, não é considerada uma Doença Sexualmente Transmitida (DST).

Já a tricomoníase é uma DST causada pelo parasita Trichomonas vaginales, e apresenta corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável, além de dores ao urinar e durante o sexo. “Apesar de a doença ser transmitida sexualmente, no verão a flora vaginal está em constantes mudanças, o que favorece para o surgimento da doença”, explica o médico.

A vaginose bacteriana é provocada pela bactéria Gardnerella vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um odor forte, e que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. Todas elas podem ser tratadas com medicamentos via oral e cremes vaginais.

mulher biquini praia

Para prevenir esses problemas, o ginecologista garante que o ideal é evitar ficar muito tempo com roupas úmidas, inclusive os trajes de banho; optar por roupas mais leves e arejadas, como vestidos e saias; e limpar a genitália com sabonetes neutro ou íntimo.

“É fundamental manter uma higienização adequada e evitar a umidade prolongada na região da vagina especialmente durante o verão, assim como buscar orientação médica sempre que notar algo errado. Como são situações comuns, é frequente o tratamento sem uma instrução adequada, às vezes baseada em experiências prévias ou sugestões de colegas. No entanto, o tratamento inadequado pode levar a um desequilíbrio ainda maior da flora vaginal. Por isso a avaliação médica especializada é tão importante para um tratamento correto”, adverte.

Fonte: Hospital Felício Rocho

Hype60+ apresenta recorte da pesquisa inédita Beleza Pura – Mulheres Maduras

Hoje, 14 de janeiro, às 17h30, a Hype60+, consultoria marketing especializada no público sênior, divulga os resultados de um recorte da pesquisa inédita “Beleza Pura – Mulheres Maduras 2019”, na Couromoda 2019. Conduzida em parceria com Clarice Herzog, a análise setorial revela as percepções das mulheres brasileiras com idade entre 50 e 75 anos. A Couromoda é realizada de 14 a 17 de janeiro, em São Paulo, no Expo Center Norte.

As brasileiras maduras, com idade entre 55 e 74 anos, são 16,8 milhões e não se reconhecem como idosas. Elas recusam estereótipos; protestam contra a invisibilidade e o preconceito e querem produtos específicos para esse momento de vida. Gastam mais dinheiro com a própria satisfação – em especial, com cuidados e produtos de beleza. As prateadas afirmam que precisam se reinventar profissionalmente e começar do zero, porque foram expulsas do mercado formal de trabalho bem no auge da carreira.

Sentem na pele o preconceito etário; 92% delas não se sentem representadas pela comunicação das marcas e somente um terço delas são impactadas pelas propagandas. Devido à falta de informação sobre produtos e serviços de beleza, recorrem às amigas, aos profissionais especializados e às redes sociais. Na prática, essas mulheres sentem que são invisíveis para as marcas, acham o ambiente de compras hostil, procuram grifes alternativas e não expressam nenhuma emoção positiva com relação às marcas.

mulher tomando probiotico foto alamy
Foto: Alamy

As marcas não têm enxergado as mulheres maduras de diferentes classes sociais, o que gera oportunidades para empresas interessadas em se reinventar. A demanda é enorme por consumo de sapatos e bolsas – paixões femininas, independente da idade. Sapatos confortáveis, interessantes, elegantes e modernos estão na lista de desejos fashion. Essas são algumas das conclusões do recorte da pesquisa Beleza Pura – Mulheres Maduras 2019, conduzida pela consultoria Hype60+ em parceria com Clarice Herzog Associados.

O recorte foi desenvolvido com o objetivo de investigar, em profundidade via focus group, as demandas de beleza e moda da geração de mulheres baby boomers, nascidas após a Segunda Guerra Mundial, entre 1945 e 1964. O estudo completo, que será divulgado em março de 2019, no dia Internacional da Mulher, revela o que pensam, seus desejos de consumo e como querem ser atendidas as brasileiras com idade entre 50 e 75 anos.

Segundo Bete Marin, cofundadora da consultoria de marketing Hype60+ e uma das coordenadoras da pesquisa, a apresentação do recorte para os convidados da Couromoda antecipa a divulgação da íntegra do levantamento, que será conduzida durante o evento Beleza Pura Mulheres Maduras, patrocinado pelo Longevidade Expo+Fórum – evento inovador, idealizado pelo Grupo Couromoda, que será realizado durante a Semana do Idoso, em São Paulo e contará com um fórum.

grisalhos
Jamie Lee Curtis, Meryl Streep, Christine Lagarde e Cássia Kiss

“A proposta de antecipar a apresentação de um recorte dessa pesquisa atende à estratégia de sensibilizar o maior número de setores para o potencial representado pelo envelhecimento populacional. Enquanto se debate a forma de lidar com a geração Millennium, o planeta envelhece. No Brasil, os prateados já são 30 milhões de pessoas. Os maduros brasileiros representam uma força de quase 20% do consumo, movimentando R$ 1,6 trilhão. No mundo, a economia prateada, como um todo, movimenta US$ 7,1 trilhões anuais, sendo a terceira maior atividade econômica global. Em oposição a essa realidade, os maduros são consumidores invisíveis. Temos que falar sobre isso – e agir rapidamente”, defende Bete.

Para saber mais sobre o mercado que mais cresce no Brasil e no mundo, o estande da Hype60+ e Longevidade fica na Av. 6, nº 29.

Principais conclusões do recorte “Beleza Pura”

Cenário

Com mais de 51 milhões de brasileiros com mais de 50 anos, o Brasil ultrapassará os 70 milhões em 2030, superando o número de crianças e adolescentes com até 14 anos. O Brasil é um dos países com envelhecimento populacional mais acelerado do mundo; na década de 1960, a média de filhos por mulher era de seis crianças; em 2017, o índice caiu para 1,7 filho e ao passo que a expectativa de vida aumentou. Os novos maduros estão vivendo um momento de liberdade, expandindo a vida pessoal e social. Os prateados são digitais e têm se conectado com novos grupos, optando por diferentes opções de lazer e atividades. O Facebook e o WhatsApp têm sido usados como uma janela para o mundo.

Consumo

mulher meia idade rosto

Os prateados constituem um público consumidor ativo, mas que têm dificuldades para encontrar produtos e serviços adequados a esse momento de vida. A chegada da geração baby boomer à maturidade representa um oceano de oportunidades – sobretudo para o mercado de beleza e moda. Quando jovens, protagonizaram grandes transformações econômicas, sociais e culturais; hoje, continuam transformando o mundo e a forma de consumir ao revolucionar o conceito de envelhecer.

Focus Group | Autopercepção

Foram entrevistadas 17 mulheres, residentes na cidade de São Paulo, das classes A, B e C. Há uma percepção generalizada de que a mulher é independente, dona do próprio nariz. As 50+ experimentam um momento de liberdade, com os filhos crescidos; estão seguras do que querem e do que não querem. Elas continuam trabalhando e mudando de profissão para se adaptarem às mudanças do mercado de trabalho. As prateadas realizam os antigos sonhos: viajar, voltar a estudar e experimentar novas atividades sociais e culturais.

Em contrapartida, nem tudo é cor de rosa. O fato de ser mulher madura exige enfrentamentos difíceis de serem superados: mudança no corpo físico e adaptações necessárias; o corpo dói, demandando cuidados rotineiros; dificuldade em se adaptar às evoluções tecnológicas; exclusão no mercado do trabalho e insegurança financeira; solidão (separação e saída dos filhos); e sensação de invisibilidade social – sobretudo no mercado de consumo.

Até os 50 anos, a vida é voltada a cuidar da família, da carreira e estudar. A sensação é de ser o centro das atenções. Após essa idade, o tempo é de liberdade para cuidar de si mesma e realizar sonhos. Em contrapartida, as opções são escassas e há a sensação de invisibilidade. A sociedade ignora a energia que as mulheres de 50, 60, 70, 80 anos têm.

Percepção de produtos e serviços de beleza

kristen mcmenamy dominique charriau-wireimage
A modelo Kristen McMenamy, 54 anos, que assumiu os fios grisalhos. Foto: Dominique Charriau/WireImage

Para as baby boomers, beleza é uma questão de cuidado e autoestima. Para elas, autoestima significa mais do que aparência física; é se cuidar, se manter saudável, enfrentar as dificuldades do viver. Ser feliz. A pesquisa mostra que elas vivem hoje um momento de liberdade, autoconhecimento, resgate da autoestima e dos sonhos; namoram, estudam, compartilham planos e buscam novas fontes de renda; o maior sonho de consumo é viajar; moda e beleza ocupam a segunda posição em gasto pessoal; se interessam por maquiagem, roupas, cabelos e tratamento para o dia a dia; não saem de casa sem hidratar e proteger o rosto e as mãos; o kit básico de maquiagem é composto por base, batom e rímel; estão em busca de tratamentos para cabelos e pés; querem roupas e sapatos confortáveis, bonitos e modernos.

Percepção de produtos e serviços

mulher cabelo grisalho longo pixabay
Pixabay

A análise do consumo de sapatos mostra que os com saltos baixos e confortáveis começam a substituir o salto alto. É consenso que os scarpins não pertencem mais ao cotidiano das prateadas. Entre as marcas mais citadas, destaque para Osklen, Manolita, Ciao Mao, Arezzo, OwMe, Adidas, Nike, Olympikus, Insecta, Tutu Sapatilhas, Forma Calçados, Dakota e Usaflex.

O acesso a informações sobre roupas e sapatos é via shopping, internet, dicas de amigas e de blogueiras. No ponto de venda, o sentimento que prevalece é de serem vítimas de preconceito no atendimento – como se a idade fosse um impeditivo para o consumo. Há um despreparo entre os atendentes no Brasil. As entrevistadas sentem falta de um atendimento mais acolhedor. A pesquisa mostra que a loja ideal para comprar sapatos, segundo as entrevistadas, possui sapatos e tênis confortáveis e modernos, que caibam palmilhas sob medida; atendimento diferenciado; bancos confortáveis; banquetas para apoiar os pés; espelho grande para não precisar se abaixar; e sapatos com saltos confortáveis.

mulheres de 50.jpg
Sandra Bullock, Halle Berry, Marisa Monte, Paula Toller, Nicole Kidman e Michelle Pfeiffer, todas acima dos 50 anos

Sobre Hype60+
Consultoria de marketing especializada no consumidor sênior que ajuda empresas, marcas e organizações a criar melhores produtos, serviços e experiências, sempre pelo ponto de vista dos maduros. A trajetória da empresa começou com o Amo Minha Idade, uma comunidade digital com cerca de 9 mil seguidores seniores. Dessa vivência, nasceu o Hype60+, oferecendo serviços que vão da estratégia de comunicação ao desenvolvimento de produtos para empresas que desejam se relacionar melhor com o público sênior. Entre os projetos já realizados estão clientes como o grupo Drogaria São Paulo e Pacheco, Nestlé, Grupo Couromoda, Akousis Aparelhos Auditivos, Sindireceita e Unibes Cultural.

1betemarin_cofundadoradahype60+
Bete Marin, cofundadora da Hype60+

Sobre Longevidade Expo + Forum
Evento internacional de produtos, serviços e inovação para qualidade de vida e bem-estar. Um novo canal de relacionamento, negócios e conteúdo para ativar o mercado sênior. Com expectativa de reunir mais de 25 mil visitantes e mais de 200 empresas participantes – em uma área de mais de 7 mil metros quadrados – o evento será realizado na Expo Center Norte, em São Paulo, de 28 de setembro a 1º de outubro, Dia Internacional das Pessoas Idosas.

Sobre Beleza Pura Mulheres Maduras | Dia Internacional da Mulher
Fórum para profissionais do setor de Beleza e Festival para mulheres maduras, o evento celebra a real beleza das mulheres. Um debate sobre as necessidades, percepções e comportamentos das exigentes consumidoras da geração baby boomer. Simultaneamente, será realizado um festival com workshops, oficinas e exposição sobre estilo de vida, maquiagem, cabelo, sexo, fotografia e autoimagem. O Fórum será realizado em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2.500 – São Paulo).

Ômega 3 ajuda a prevenir doenças de alto risco para as mulheres

Mulheres e homens são suscetíveis a determinadas doenças de maneiras diferentes. Segundo a Associação Americana de Alzheimer (Alzheimer’s Association), o risco estimado de desenvolver a doença de Alzheimer aos 65 anos é de 17,2% para mulheres e de 9,1% para homens.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atesta que a cada homem com depressão, duas mulheres sofrem da patologia. Já a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular revela que a proteção feminina contra a aterosclerose, relacionada à produção do estrogênio, é perdida com a chegada da menopausa.

“A ciência já comprovou que o consumo de ômega 3, nutriente recomendado por nutricionistas e médicos, pode beneficiar a população feminina na prevenção e controle de doenças. Os ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 previnem o acúmulo de gorduras saturadas no fígado, no sistema vascular e no tecido adiposo, exercendo uma função cardioprotetora, também reduzem processos inflamatórios no organismo, beneficiando o metabolismo e ainda atuam como neuronutrientes, adiando e amenizando processos neurodegenerativos”, afirma Maria Inês Harris, consultora científica da Biobalance.

omega-3-fatty-acids-benefits

Além destes males, no âmbito das condições que atingem exclusivamente a população feminina, como tensão pré-menstrual (TPM), problemas gestacionais e câncer de endométrio, pesquisas recentes demonstram que os ácidos graxos ômega 3 EPA (eicosapentaenóico) e DHA (docosahexaenóico) colaboram para a prevenção e controle dos fatores precursores dessas doenças.

Um estudo publicado pela Universidade de Navarra, por exemplo, mostrou que a ingestão de ômega 3 colabora para a manutenção do peso e prevenção da obesidade, um dos fatores de risco para o câncer endometrial. Outro trabalho, realizado com um grupo de gestantes que recebeu suplementação com Omega-3 DHA e que foi publicado na revista médica Obstetrics and Gynecology, revelou a redução em até 20% nos níveis de um hormônio relacionado ao estresse, o cortisol.

Além desse dado, segundo os pesquisadores, o aumento no aporte de ômega 3 DHA na corrente sanguínea de futuras mães, vem acompanhado de uma série de benefícios para a saúde das mesmas e de seus bebês, entre eles a diminuição do risco de um parto prematuro.

De acordo com outro trabalho, publicado no jornal Complementary Therapies in Medicine, o uso do lipídio em cápsulas pode diminuir tanto os sintomas físicos da TPM como os psíquicos, tais como como ansiedade, irritação, dificuldade de concentração, insônia, depressão, entre outros. Ele atua diretamente na função metabólica, inclusive a hormonal, melhorando-a. Assim, é possível observar uma diminuição do quadro depressivo e nos níveis de estresse das mulheres que utilizam o suplemento, com resultados que aumentam progressivamente conforme a duração do tratamento.

OmegaPURE e OmegaPURE DHA são os suplementos com a maior concentração e alta pureza de ácidos graxos ômega 3 já registrados no Brasil. Além do teor superior a 90%, a linha OmegaPURE apresenta zero colesterol, zero gorduras saturadas e zero gorduras monoinsaturadas. A tecnologia gastrorresistente, aplicada à menor cápsula do mercado, assegura um maior conforto gástrico, porque impede refluxo com odor de peixe – uma queixa bastante comum de quem consome ômega 3 em cápsulas convencionais. As cápsulas de tamanho reduzido são de fácil deglutição, permitindo seu consumo de forma confortável também por crianças e idosos.

Biobalance Natural Immune Support

shutterstock mulher suplemento omega
Shutterstock

A linha Biobalance visa promover saúde e bem-estar, por meio de produtos inovadores, naturais e de alta qualidade, que tenham por finalidade estimular as defesas naturais e o equilíbrio fisiológico do corpo humano. Suas linhas, encontradas nas grandes redes de farmácias, abarcam OmegaPURE e OmegaPURE DHA que têm a maior concentração de ômega-3 na menor cápsula do mercado, e EctoPURE, cremes calmantes de uso tópico que auxiliam na redução de processos inflamatórios da pele, sem o uso de corticoides.

Informações: Neutraceuticals – SAC: sac@biobalance-nutraceuticals.com ou 0800-771-8438

Hoje é o Dia Mundial da Menopausa

A Sociedade Internacional de Menopausa (International Menopausa Society – IMS), em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), designou 18 de outubro como o Dia Mundial da Menopausa

A menopausa é um acontecimento normal e natural. É definida como a última menstruação, geralmente confirmada após doze meses consecutivos sem a ocorrência de um período menstrual, a não ser que haja outras causas aparentes.

A menopausa decorre do esgotamento da função dos ovários, que acompanha a idade e que resulta na diminuição dos níveis de estrogênio e outros hormônios. Segundo o ginecologista e obstetra Luciano de Melo Pompei, secretário-geral da Sogesp e presidente da Sobrac (Associação Brasileira de Climatério), geralmente ocorre por volta dos 50 anos. Com a chegada da menopausa, a mulher já não pode mais engravidar de forma natural – é o fim de seu período reprodutivo.

Durante a transição desde os anos reprodutivos,  da menopausa, até os estágios posteriores, a mulher passa por muitas alterações físicas e também emocionais, causadas tanto pela deficiência hormonal que caracteriza a menopausa, como pelo avanço da idade. Algumas são os fogachos (calorões), a dificuldade para dormir, alterações de humor e secura vaginal.

Outras mudanças que podem ocorrer como consequência da idade incluem diabetes, distúrbios da tireoide, hipertensão arterial, aumento do risco cardiovascular. Para mulheres com um estilo de vida pouco saudável, um alto nível de estresse, ou uma genética desfavorável, as alterações da menopausa e do avanço da idade podem ser particularmente desafiadoras.

A experiência da menopausa varia pelo mundo e entre grupos étnicos, o que sugere que a cultura e a genética influenciam a experiência. A mulher pode ver o fim da fertilidade como uma libertação das preocupações com controle de natalidade, ou pode lamentar pelo fim da sua capacidade reprodutiva. Certas mulheres terão sintomas incômodos, enquanto outras podem ter poucos ou, até mesmo, nenhum sintoma.

Menopausa ou climatério

Diferentemente do que muita gente pensa, climatério não é sinônimo de menopausa, que se refere somente à última menstruação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), climatério é uma fase biológica da vida da mulher, que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo. Inicia-se, em geral, por volta dos 45 anos, como consequência do esgotamento da função ovariana.

Para esclarecer dúvidas:

1- Não existe idade padrão para o início do climatério, a despeito de ser mais comum entre os 40 anos e os 45 anos.

mulher calor fogacho menopausa

2- Entre os sintomas usuais, estão o distanciamento entre os ciclos menstruais, ocorrência de fogachos e suores noturnos e alterações do sono.

3- Em algumas mulheres, ocorrem alterações psicológicas, como irritabilidade, insônia, depressão, perda de memória e mudanças de humor.

4- Para diagnosticar o climatério a mulher deve procurar o seu médico e, eventualmente se submeter a exames clínicos e laboratoriais.

mamografia-2

5- Mamografia, papanicolau, ultrassom transvaginal e densitometria óssea são exames complementares que podem ser solicitados com regularidade durante o climatério.

6- Manter uma dieta saudável, rica em cálcio e vitamina D é muito importante neste período.

7- A desidratação pode afetar o sistema nervoso, o que estimula as ondas de calor. Hidrate-se com mais frequência.

menopausa mulher bicicleta

8- Praticar exercícios físicos ajuda a melhorar a densidade óssea, evitar fraturas e também ajuda na flexibilidade e no equilíbrio.

9- A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais indicado para aliviar fogachos, suores noturnos advindos das ondas de calor, sintomas psicológicos e melhorar a qualidade de vida da mulher, todavia, existem opções não-hormonais.

10- Há algumas contraindicações para a TH. Portanto, é essencial consultar um médico que irá avaliar o histórico da paciente para indicar o tratamento adequado.

Fonte: Sogesp

“The Women”: nova proposta de autoconhecimento para mulheres

Lançado neste ano, projeto inovador propõe eventos para as mulheres com conteúdo sobre desenvolvimento pessoal, troca de informações e experiências inusitadas

A criação de conexões reais com outras pessoas e a absorção de conteúdo realmente enriquecedor e que promova desenvolvimento pessoal e profissional são buscas que fazem muito sentido na realidade que vivemos. Ainda mais se for algo voltado para o universo feminino. Por isso, acaba ser lançada em São Paulo uma proposta inovadora, o projeto “The Women”, da TKM Business Advisory, pensada exclusivamente para proporcionar essas experiências a mulheres de diferentes perfis.

Concebido por Theka Moraes, empreendedora que possui mais de 15 anos na área de negócios, o projeto “The Women” realiza um encontro mensal com 20 a 30 mulheres na capital paulista. Os temas dos eventos exclusivos podem ser uma aula de gastronomia, um coquetel ou um bate-papo com coach e especialistas sobre assuntos relevantes do dia a dia.

Experiências e networking

Cada experiência proporcionada pelo “The Women”, qualquer que seja o formato proposto, é feita para a mulher se desconectar das atribulações diárias, que podem estar relacionadas a emprego, família, relacionamento, maternidade e outras vivências do ser feminino, e se permitir fazer parte de um momento de descontração, troca de conhecimento e networking com outras mulheres.

“São reuniões mensais entre mulheres que têm como propósito manter conversas mais abertas sobre carreira, sentimentos e questões do universo feminino. O que o ‘The Women’ faz é atender a esse público que sente a necessidade de ter uma experiência de mais leveza e troca”, comenta Theka, fundadora do projeto.

Dois formatos de encontro dão cara ao “The Women”: o The Women Knowledge, com foco em conteúdo, autoconhecimento e networking, e o “The Women Tasty”, voltado para a experiência inusitada e o relacionamento, ou seja, um momento para bate-papos, descontração e relaxamento.

The Women

the women.jpg

O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional. Nas reuniões e eventos já promovidos pela empresa, o público foi formado por profissionais como executivas, consultoras de imagem, empreendedoras, advogadas, professoras e psicólogas.

Experiência com jantar harmonizado

Além de todo o conhecimento promovido pelo “The Women Knowledge”, esse encontro será um momento exclusivo para as participantes se desconectarem das atribulações diárias e saborearem de um jantar feito pela personal Chef Luciane Cataneo, harmonizado com espumante oferecido pela Freixenet.

Como participar

O próximo evento abordará a imagem sustentável. O jantar acontecerá no dia 25 de outubro, das 19h30 às 22 horas, na Casa Miracolli, em São Paulo (SP). Para mais informações e reserva de vaga, as interessadas devem consultar o perfil no Instagram ou acesse aqui.

A promoção dos eventos é feita com patrocínio e apoio de empresas, como: Movida, Amilla, Dress & Go, Estética Santa Beleza, Luciane Cataneo personal chef, Cris Lopes, Suely Chapiro consultoria de imagem, Freixenet e Marcos Mesquita. A organização é feita pela TKM Business Advisory.

Quem participa do ‘The Women’

O conceito inovador do “The Women” atende a mulheres que buscam ter um momento diferenciado do seu hall social e profissional.

Sobre Theka Moraes

theka.jpg

Formada em Gestão Comercial na Anhembi Morumbi, de São Paulo, Theka Moraes possui ampla experiência no mercado de negócios e relacionamentos conquistados ao longo dos últimos 15 anos, com passagem pela área de negócios da revista Cool Magazine, da plataforma de networking Experience Club, da AEG World Wide, entre outras.

Salvar

Pole dance se tornou o ‘queridinho’ da mulher moderna

Exercício físico, dança, esporte. Essas são as palavras que definem o pole dance, modalidade na qual são realizadas performances e movimentos com o corpo utilizando-se uma barra vertical como apoio.

Por muito tempo o pole dance foi visto apenas como dança sensual. Em 1996, o filme ‘Striptease’, estrelado pela atriz Demi Moore, trouxe cenas eróticas de sua personagem no pole dance, o que contribuiu para que a modalidade ficasse atrelada à sensualidade. Certamente ela não perdeu essa faceta, mas hoje é também encarada como esporte, com campeonatos de alto nível técnico, e como prática fitness.

A verdade é que o pole dance se consolidou no Brasil e caiu nas graças das mulheres, como no caso de Vanessa Esteves Reichert, professora de pole dance há oito anos e uma das sócias do estúdio V, localizado no bairro Vila Madalena, na capital.

Aberto há pouco mais de um ano, o estúdio nasceu de uma amizade com sua aluna e sócia, a publicitária Mayra Cordeiro. Elas e as praticantes de pole, Priscilla Lombardi e Kathia Calil, elencaram as cinco principais razões do pole dance ter se tornado o queridinho da mulher moderna:

1) Autoaceitação e relação positiva com o corpo

Vanessa_(19)180717_170843

Vanessa_(4)180717_170843
Vanessa 

O pole tem efeitos incríveis na relação da mulher com o corpo, começando pelo uso de roupas bem curtas, que favorecem o atrito da barra com a pele. “Durante as aulas precisamos nos encarar em um espelho enorme com roupas pequenas, nos fazendo enfrentar nossos próprios preconceitos com o corpo”, explica Vanessa.

As aulas, portanto, acabam sendo um grande processo de autoaceitação. “As alunas passam a se gostar mais e percebem que são mais fortes e bonitas do que imaginavam”, acrescenta.

Para a gerente comercial e aluna de pole há um ano e meio, Priscilla Lombardi, de 29 anos, a prática acaba até sendo uma sessão de terapia. “Eu sempre fui muito magra e já sofri bullying por isso. No pole, você passa a se amar mais”, revela.

2) Pós-parto: reencontro com o corpo

kathia2

Kathia_(1)180717_170634
Kathia

A maioria dos médicos não recomenda o pole dance durante a gravidez, por ser uma atividade com alta probabilidade de queda. No entanto, a prática é recomendada no pós-parto, quando muitas mulheres buscam se reconectar com seu corpo.

É o caso da atriz de 31 anos, Kathia Calil. Praticante de pole dance há três anos, ela voltou às aulas um mês após o parto. “Fazer uma atividade que traz força corporal e emocional é muito importante porque eu preciso estar bem para poder fazer bem à minha filha”, relata ela que costuma levar sua filha, Morena de três meses, para as aulas.

O pole dance também pode ser um aliado se o foco for o resgate da sensualidade, muitas vezes deixada de lado com a maternidade. “O legal é que você coloca a sensualidade nos movimentos e na dose que quiser”, relata Priscilla.
Mulheres maduras, mães ou jovens: o pole ensina que todas podem ser sensuais.

3) Estresse e ansiedade: vilões da mulher moderna

priscilla_(2)180717_170621

priscilla_(5)180717_170621
Priscilla

Com a dupla – ou até tripla jornada de trabalho – as mulheres têm enfrentado, com frequência, problemas emocionais como o estresse e ansiedade. A prática do pole ajuda a aliviar as tensões não só porque as alunas “se desligam” durante as aulas, mas porque o pole ensina a lidar com desafios e frustrações.

“Fazemos coisas incríveis: ficamos de ponta cabeça e dobramos o corpo de formas inimagináveis. Mas nada disso é fácil. Precisamos de treino e dedicação. Depois das aulas, essa força interior também é levada para as outras esferas da vida”, comenta Vanessa.

Para Kathia, força e equilíbrio são o que faz do pole uma modalidade fascinante. “Cada aula é um desafio do seu limite. A cada desafio superado, você se sente mais capaz e mais forte também”, finaliza.

4) Pole Fitness: alternativa à musculação

Nem todas as mulheres gostam das tradicionais academias de ginástica. Umas porque acham a atividade monótona, outras porque não gostam do ambiente, por considerarem-no competitivo. “Os estúdios de pole são um ambiente mais feminino e mais acolhedores”, comenta Priscilla.

No estúdio V, as aulas começam com aquecimento, seguido de uma série de fortalecimento, movimentos como giros e inversões, e termina com relaxamento. “O pole trabalha todos os músculos de uma vez só e as aulas são todas de nível misto, ou seja, cada aluna treina e se desenvolve no seu ritmo”, resume Vanessa.

Além disso, o pole dance é inclusivo, não havendo restrição de idade ou peso. Em dois meses, em média, as mulheres começam a fazer movimentos com maior exigência de força, e a ver resultados no corpo. “O primeiro mês é o mais difícil, mas é uma questão de treino. Cada pessoa evolui de forma diferente e todo mundo é capaz de aprender”, finaliza Vanessa.

5) Mulheres unidas… jamais serão vencidas

mayra 2

Mayra_(5)180717_170621
Mayra

A união e amizade que nascem entre as praticantes de pole ganhou um apelido carinhoso: pole friends. “Todas têm objetivos em comum: se desafiar, se superar e se amar. Por ser difícil no começo, elas se unem e comemoram juntas um giro ou movimento novo”, conta Vanessa.

A empresária e publicitária, Mayra Cordeiro frequentou as aulas de Vanessa por um ano e meio, período que transformou seu estilo de vida. “Emagreci dez quilos e fiquei mais leve de corpo e espírito”, resume.

A relação de amizade com sua professora também fez nascer uma sociedade entre elas. “Queria o pole mais presente na minha vida. Ao mesmo tempo, acreditava que era preciso eliminar o preconceito e disseminar o quanto o pole é tudo de bom: emagrece e é divertido”, lembra Mayra.

Foi quando convidou Vanessa para montar o estúdio V, que já está em seu segundo ano de funcionamento e que, a cada dia, cativa mais mulheres com seu universo mágico e saudável. “Lá eu esqueço dos problemas que uma mulher do mundo moderno tem com casa, empresa, família, saúde etc.. Lá é o meu – e só meu – momento”, finaliza Mayra.

Informações: Estúdio V

 

 

Academia Ecológica Ecofit Aclimação promove evento para público plus size

A Academia Ecológica Ecofit Aclimação será palco do 5° Wonder Day, no dia 25 de agosto, sábado, das 9 às 15 horas. O evento vai comemorar o primeiro aniversário da Wonder Size, marca de roupas que proporciona conforto e mobilidade para mulheres plus size.

“Estamos muito felizes em participar de forma tão próxima desta celebração. A Wonder Size identificou na Ecofit um espaço livre de preconceitos e padrões e é exatamente assim que nos enxergamos. Temos orgulho em oferecer ao público um ambiente democrático, que recebe de braços abertos todos os perfis de alunos que estiverem em busca de bem-estar e cuidados com a saúde”, afirma Karen Coutinho, gerente da Ecofit Aclimação.

A programação do Wonder Day contará com modalidades como Muay Thai, Funcional, Eco Dance e yoga, além de atividades voltadas para crianças a partir de três anos. O principal destaque será uma aula de dança especial com a Thais Carla, dançarina da cantora Anitta.

“Sabemos que a Ecofit é uma academia Plus Size Friendly e acreditamos que este seja o espaço ideal para comemorar nosso primeiro aniversário. Nossa missão é incentivar as mulheres a mostrar o que realmente importa: sua beleza e espontaneidade, e nos identificamos com o conceito da Ecofit e com suas preocupações”, explica Amanda Momente, uma das fundadoras da Wonder Size.

Com vendas online pelo site, a Wonder Size batiza suas principais criações com o nome de mulheres que mudaram o rumo da história, para mostrar que todas podem fazer a diferença.

wonder day

5° Wonder Day
Sábado, 25 de agosto, das 9h às 15h
Academia Ecológica Ecofit Aclimação – Rua Pires da Mota, 762, Aclimação – SP
Inscrições: clique aqui

Informações: wonderday@wondersize.com.br

Homens ainda têm dificuldades em lidar com sucesso profissional das parceiras

Hoje, vivemos um novo momento em que as pessoas costumam investir em diferentes aspectos da vida ao mesmo tempo e, isto, algumas vezes, pode significar priorizar a carreira em detrimento de um relacionamento amoroso, por exemplo, ou até mesmo dedicar mais tempo para vida profissional do que para a vida pessoal. Esse comportamento, inclusive, já foi até objeto de estudos que comprovaram que as mulheres brasileiras hoje casam e têm filhos mais tarde, em geral depois dos 35 anos.

Segundo as psicólogas e terapeutas de casal, Marina Simas de Lima e Denise Miranda de Figueiredo, fundadoras do Instituto do Casal, para quem já é casado pode ser um verdadeiro desafio conciliar a vida profissional e afetiva.

“Ultimamente, muitas mulheres comentam que se sentem sufocadas no casamento, por conta do controle que o parceiro exerce em relação à vida profissional delas, beirando, em alguns casos, uma espécie de ‘sabotagem’. Muitas mulheres precisam viajar constantemente por conta do trabalho, dedicar mais tempo para a vida profissional, fazer cursos, treinamentos, etc. Estes aspectos acabam virando motivo para brigas e discussões. Alguns homens sentem a necessidade de querer controlar ou restringir a vida profissional da mulher por conta do ciúme ou da insegurança, pois podem pensar que nestes momentos profissionais a parceira estaria mais exposta a conhecer outras pessoas, por exemplo”, comenta Marina.

Outro ponto, segundo as psicólogas, é que o modelo patriarcal que ainda existe no Brasil, pode fazer com que o homem se sinta ameaçado por ter ao seu lado uma mulher tão independente. Pode ainda se sentir deixado de lado ou pensar que o trabalho é mais importante para a parceira do que o relacionamento.

Conflito pode levar à separação

casal cama separado

“As mulheres hoje ocupam cargos de liderança, estão nas universidades, são atuantes e gostam de trabalhar, na maioria dos casos. A parceria no casamento também implica em que o casal incentive um ao outro a crescer profissionalmente e todo crescimento envolve certas perdas, a tal ‘dor do crescimento’”, diz Marina.

“Mas claro que isso não significa que o casamento deve ser deixado de lado por conta do trabalho e nem que o homem deve restringir ou colocar barreiras na vida profissional da mulher. Infelizmente, os comportamentos dos homens podem impactar nas escolhas das mulheres no futuro profissional delas, assim como no futuro da vida da dois”, reflete Denise.

Como resolver este impasse?

A questão é que os casais precisam ter bom senso, de ambos os lados, e isso nem sempre ocorre. “O que mais acontece são atitudes como chantagem emocional, excesso de ciúmes ou controle excessivo sobre as atividades profissionais do outro. E isso é mais comum nos homens em relação às mulheres”, diz Denise. Porém, as terapeutas lembram que isso pode acontecer também com casais do mesmo sexo ou ainda com a mulher em relação ao homem.

Na recente pesquisa feita pelo Instituto do Casal, o excesso de tempo dedicado ao trabalho ocupou o 12º lugar no ranking dos 35 motivos que levam os casais brasileiros a brigarem. “Embora não esteja entre as principais razões das famosas ‘DRs’, é preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre o tempo dedicado ao trabalho e ao relacionamento”, dizem as especialistas.

Quem ama quer ver o outro crescer

casal tristeza

Sem dúvida, o amor é importante é pode ser o fator decisivo para continuar na relação ou para seguir a vida sozinho. “Quem ama quer ver o bem do outro, quer ver o crescimento do outro, quer participar do sucesso do outro. O amor também é feito de flexibilidade, compreensão e incentivo”, diz Denise.

“Por outro lado, quem precisa de mais tempo para se dedicar à vida profissional também necessita investir tempo no casamento. O segredo, portanto, é encontrar o ponto de equilíbrio e desempenhar todos os papéis que a vida exige. Não é fácil, mas é preciso e é possível”, encerram Marina e Denise.

Fonte: Instituto do Casal