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Mundo Verde: produtos para saúde digestiva e intestinal das mulheres

Mundo Verde acaba de lançar a Elixir Digest, linha com produtos voltados para melhorar a saúde digestiva e intestinal das mulheres. Lançada no início do ano, a marca própria Elixir foi criada para atender às principais necessidades das mulheres acima de 30 anos a partir de seis linhas: Elixir Antiox, desenvolvida para desacelerar o envelhecimento; Elixir Beauty, para o cuidado da pele, unhas e cabelos; Elixir Vita, voltada para o cuidado da saúde feminina; Elixir Slim, para o controle do peso; Elixir Digest, para a melhora da saúde digestiva e intestinal; e Elixir Osteo, com produtos para a manutenção e prevenção da saúde óssea.

A Elixir Digest é composta inicialmente por quatro produtos. As Enzimas Digestivas facilitam a digestão e diminuem a sensação de estufamento após as refeições, e o Mix de Fibras Solúveis melhora o funcionamento do intestino, além de ajudar no controle das taxas de colesterol e açúcar no sangue. O terceiro item, o suplemento L-Glutamina, fortalece o sistema imunológico e também contribui para um melhor funcionamento do intestino. Por fim, a Lactase ajuda na digestão de lactose, evitando sintomas de intolerância a essa substância. Antes, a Lactase só era encontrada em farmácias no Brasil, mas atualmente também possui o registro de suplemento alimentar.

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O foco da nova linha é resolver problemas frequentes em mulheres, que se queixam especialmente de constipação intestinal. Esse distúrbio atinge mais mulheres do que homens por uma questão hormonal e porque, muitas vezes, a mulher inibe a vontade de ir ao banheiro, agravando o quadro de prisão de ventre. “Os produtos da Elixir Digest ajudam a evitar esse e outros problemas. Além disso, para a saúde digestiva e intestinal, é recomendável adicionar mais fibras à alimentação, comer menores volumes mais vezes ao dia, mastigar bem, comer em um local tranquilo, beber 35 ml de água para cada quilo de peso, e evitar líquidos meia hora antes e duas horas depois das refeições”, sugere a Gerente de Nutrição e Desenvolvimento de Produtos do Mundo Verde, Flávia Morais.

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Além do lançamento dos produtos Digest, a linha Elixir Slim recebe o Chlorella Detox, um suplemento em comprimidos de Chlorella, uma alga rica em clorofila e nutrientes. Ele ajuda a eliminar toxinas do organismo e, por também auxiliar na saciedade, é bom para emagrecer, além de prevenir o envelhecimento precoce e doenças como câncer, diabetes e cardiovasculares.

Informações: Mundo Verde

 

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Dia de Luta pela legalização e descriminalização do aborto

Enquanto países como o Chile comemoram recentes avanços sobre o tema, no Brasil a data será lembrada por constantes tentativas de retrocesso na legislação

28 de setembro é o Dia de Luta Latino-Americano e Caribenho pela legalização e descriminalização do aborto. Instituída no 5° Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho, realizado na Argentina, na década de 1990, a data será lembrada de maneiras bastante diferentes no Brasil e nos demais países da América Latina. Entre nossos vizinhos, Cuba, Guiana, Guiana Francesa, Porto Rico, Uruguai e a capital do México já legalizaram o aborto. No Chile, também vale comemorar a data após a aprovação, ocorrida há cerca de um mês, do projeto de lei que descriminaliza o aborto nos casos de risco de vida para a gestante, inviabilidade fetal ou estupro.

Enquanto isso, no Brasil, além de contarmos com uma das leis mais rígidas em relação ao aborto no mundo, vivemos o receio de um retrocesso a qualquer instante. Diversos projetos de Lei ou de Emendas Constitucionais seguem tramitando no Congresso Nacional para dificultar ainda mais o acesso da mulher ao aborto seguro.

Para Thomaz Gollop, coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA) e membro da Comissão de Violência Sexual e Interrupção da Gestação Prevista por Lei da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), é preciso lembrar que a preservação da vida e da saúde das mulheres deve ser prioridade neste debate.

“O crescente aumento na realização de abortos inseguros em todos os países nos quais o procedimento ainda é proibido demonstra que não há Estado ou lei que possa obrigar uma mulher a ter um filho indesejado. A tentativa de interferência em uma questão tão particular tem levado mulheres à morte diariamente. Ainda que tenhamos ponderações, valores éticos e morais próprios sobre o tema, é um desrespeito à mulher considerar que a decisão de interromper uma gravidez venha a ser uma irresponsabilidade quando, na verdade, ela está colocando sua vida em risco. Quando ela decide por não dar continuidade à gravidez, independentemente do motivo, ela deve ser acolhida, e não penalizada”.

Infelizmente, nem mesmo no aborto nos casos já previstos por lei as mulheres têm tido tranquilidade para decidir o futuro de sua vida e seu corpo, lembra o especialista: “Nos casos de gravidez de feto anencéfalo, naquelas decorrentes de um estupro, ou quando há risco de vida para a gestante, a assistência pode ser muito precária ou até inexistente na maioria dos municípios do Brasil.”

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Projetos em tramitação

O PL 478, de 2007, mais conhecido como Estatuto do Nascituro, por exemplo, se aprovado, transformaria o aborto em crime hediondo, eliminando até mesmo a possibilidade da interrupção da gravidez nestes poucos casos hoje permitidos. Aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família/CSSF, da Câmara dos Deputados, e pela Comissão de Finanças e Tributação/CFT, já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e também de Cidadania/CCJC, de onde foi redistribuído para análise de mérito na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher/CMULHER, na qual aguarda designação de relatoria.

Outro projeto que merece atenção é o PL 5069, de 2013, que tem como autor o ex-deputado Eduardo Cunha, atualmente preso por corrupção. O texto amplia a tipificação do crime de aborto e retrocede direitos já adquiridos sobre atendimento às vítimas de violência sexual. O PL tramitou na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania/CCJC da Câmara dos Deputados, na qual recebeu de seu relator parecer pela aprovação da matéria em 2015. Desde então, encontra-se pronto para ser pautado no Plenário da Câmara, de onde deve seguir para o Senado.

Também de autoria de Eduardo Cunha, a PEC 164, de 2012, altera a introdução do artigo 5º da Constituição Federal para estabelecer a “inviolabilidade do direito à vida desde a concepção”. Encaminhado para a CCJC da Câmara Federal, foi desarquivado no início de 2015 e desde então aguarda parecer de seu relator. No final de 2016, em resposta ao voto favorável à descriminalização do aborto pelo ministro do STF Luis Roberto Barroso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ameaçou criar uma Comissão Especial para avaliar esta PEC. Vale destacar que, como a matéria ainda não foi votada pela CCJC, a PEC não pode ser objeto de Comissão Especial.

Semelhante à PEC 164/2012, a PEC 29, de 2015, que tem entre seus autores o senador Magno Malta, também sugere alterar a introdução do artigo 5º da Constituição Federal, incluindo o termo ‘desde a concepção’ ao estabelecer a inviolabilidade do direito à vida. Após receber de seu relator, em maio último, parecer pela aprovação, o projeto encontra-se na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Como no Senado não existe a regra de constituir comissões especiais para análise de PEC, apenas a CCJ e o Plenário se manifestarão, fazendo com que este rito seja provavelmente mais rápido que na Câmara. Ou seja, a qualquer momento a matéria pode entrar na pauta do Senado e, se aprovada, será apensada à PEC 164 na Câmara.

Para Gollop, “a penalização da mulher que deseja interromper sua gravidez é um grande absurdo em qualquer circunstância. Retroceder um direito já conquistado, então, é inadmissível. Vale considerar, ainda, que grande parte da população e certamente muitos deputados e senadores pouco conhecem sobre dados de saúde pública referentes ao aborto inseguro”.

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Lobo em pele de cordeiro

Entre todos estes projetos, há algumas situações que podem confundir a população e também os parlamentares. Aparentando trazer propostas de aceitação praticamente unânime, algumas PEC contém emendas bastante controversas, inseridas sorrateiramente por meio de manobras, com o intuito de obter aprovação junto dos textos principais. É, provavelmente, o caso do PEC 58, de 2011, que propõe estender a licença maternidade nos casos de nascimento prematuro, pelo tempo em que o recém-nascido permanecer internado.

A proposta, em princípio totalmente benéfica à mulher e à criança, recebeu posteriormente uma emenda a respeito da tutela do Estado sobre o embrião, tornando-o sujeito de direito igual a qualquer pessoa nascida viva e, assim, novamente, levando à possível penalização da mulher em caso de interrupção da gravidez.

Esta PEC, hoje, vem sendo avaliada junto a outros projetos a ela apensados, como a PEC 181, de 2015. Em novembro de 2016, o Plenário, sob a presidência de Rodrigo Maia, criou uma Comissão Especial para sua avaliação, obtendo aprovação de vários requerimentos de audiências públicas.

Código penal brasileiro

Estima-se que haja, no Brasil, cerca de 300 mortes maternas por ano em função do aborto inseguro, sendo ele a quinta causa de mortalidade materna no país e a primeira em Salvador. Este número certamente aumentaria ainda mais caso as mulheres, que atualmente têm amparo legal para realizar o procedimento no SUS, passassem a recorrer às clínicas clandestinas.

Finalmente, vale lembrar que a criminalização do aborto condenando as mulheres que a ele recorrem a penas de 1 a 3 anos é ineficaz. Felizmente, muito raramente mulheres vão para a cadeia em função de abortos inseguros. Contudo, o estigma de ter uma passagem criminal acompanha a mulher por toda a sua vida.

Evento reúne especialistas para debate sobre o Dia de Luta pela legalização e descriminalização do aborto

O Grupo de Estudos sobre o Aborto – GEA e o Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública da USP promovem, em 28 de setembro, das 19h às 22h, “Aborto, Direitos Humanos e Saúde Pública”. O evento comemora a data, marcada pelo Dia de Luta Latino Americano e Caribenho pela legalização e descriminalização do aborto.

Especialistas de ambas as instituições e mais convidados debaterão os diversos aspectos que envolvem o tema no Brasil, com as principais repercussões vividas nos dias de hoje, bem como os diferentes caminhos seguidos em diferentes países do mundo que poderiam ser adotados no país.

Interessados em participar devem efetuar sua inscrição, que é gratuita, pelo e-mail gea28setembro@gmail.com. As vagas são limitadas.

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Programa

Coordenação: Dr. Thomaz Rafael Gollop: Coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA) e membro da Comissão de Violência Sexual e Interrupção da Gestação Prevista por Lei da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Professor Livre-Docente em Genética Médica pela Universidade de São Paulo e Professor Associado de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí

Aborto como questão de direitos humanos

Maíra Zapatter: doutora em Direitos Humanos, especialista em Direito Penal e Processual Penal pela Escola Superior do Ministério Público de São Paulo

Perspectivas do aborto no Brasil

Monica de Mello: defensora Pública do Estado de São Paulo, professora de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), diretora de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Constitucionalistas Democráticos – ABCD e membro do Conselho Consultivo do Observatório de Gênero da SPM-Brasília.

Criminalização e efeitos para a saúde da mulher

Jefferson Drezett: médico ginecologista e obstetra, responsável pelo Serviço de Violência Sexual e Aborto Legal do Hospital Pérola Byington, membro do Conselho Consultivo da Fundação Abrinq – Save the Children, e editor do periódico Human Reproduction Archives.

Dia de Luta pela legalização e descriminalização do aborto

cartaz“Aborto, Direitos Humanos e Saúde Pública” (vagas limitadas)
Data: 28 de setembro de 2017
Horário: das 19h às 22h
Local: Faculdade de Saúde Pública da USP
Endereço: Av. Dr. Arnaldo, 715, Cerqueira César, São Paulo, SP
Inscrições e outras informações: gea28setembro@gmail.com

 

 

A violência de gênero e o tribunal das redes sociais*

Sendo de grande repercussão nas redes sociais, o ocorrido em São Paulo dentro de um ônibus na avenida mais conhecida do Brasil, momento em que uma jovem mulher durante trajeto teve sua dignidade violada e constrangida quando um homem expôs seu órgão genital e ejaculou no pescoço dela.

Entendendo o caso: quando do ocorrido, o motorista pediu para que os demais passageiros descessem e conteve o agressor no interior do veículo público até a chegada da autoridade policial. Enquanto isso, a vítima era amparada por algumas passageiras que se recusaram a descer para acalmá-la.

O homem, ora agressor, foi conduzido à delegacia, e possuindo passagens pela polícia por crimes envolvendo violência sexual, teve sua liberdade cerceada, porém, fora liberado em seguida pelo juiz Eugênio Amaral Souza. Entendeu, o juiz, que o fato não era condizente com o crime de estupro ou ato libidinoso. Apesar do clamor popular, o juiz não pode basear suas decisões em pressões, mas tão somente no legítimo diploma legal.

Diante deste infortúnio, e infelizmente não isolado [e sim corriqueiro], me espantei tanto pela falta de bom senso do autor, quanto pela repercussão desenfreada dos ‘juristas de Facebook’. Para tanto, achei melhor ponderar argumentos, esclarecer a legislação e repudiar o ato.

Já de início, cabe-me reiterar o óbvio: “não é permitido ejacular nas pessoas, sem o consentimento delas!”; muito menos “exibir seu órgão sexual em público, ao menos sem consentimento do público!”

Entretanto, o juiz que liberou o ejaculador desenfreado não pode ser tido como um mau profissional, mas como um profissional positivista-penalista e nada constitucionalista. Eis porquê, como representante do Estado, ao juiz só cabe cumprir a lei.

E, infelizmente, como nem sempre a lei é bem interpretada pela sociedade, cabe aos advogados – auxiliares máximos da justiça – fazê-lo.

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Foto: Anita Peppers

Vejamos o artigo 213 do Código Penal Brasileiro que expressa que “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos”. Ou seja, forçar alguém a fazer sexo contra sua vontade, por meio de agressão física ou ameaça de morte, por uso de armas etc., é considerado estupro. Já o ato libidinoso é qualquer outro ato que possa satisfazer a libido do autor, e satisfazendo a libido deste, contraria à vontade da vítima de presenciar ou participar de alguma forma.

Fato novo

Entretanto, o autor da agressão, ao ser libertado, acabou aprontando mais uma (ou como chamamos em direito: foi reincidente em contravenção) no último sábado (2), e desta vez teve a voz de prisão reiterada pelo delegado e na audiência de custódia, que ocorreu no último domingo (3), o juiz de plantão aceitou o pedido do membro do Ministério Público e do Delegado e converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

É claro que ejacular em alguém sem a sua permissão é repugnante e nos traz revolta social pela falta de respeito, ainda mais sabendo que o autor já havia sido levado em outras ocasiões à presença da autoridade policial por delitos envolvendo afronta à dignidade sexual.

Ademais, o ato de ejacular no pescoço da vítima sentada no coletivo não pode ser considerado estupro ou ato libidinoso já que para isso teria que ocorrer sob violência ou grave ameaça, como já vimos.

Ao falarmos em estupro ou ato libidinoso, temos que observar as condições da vítima quanto à sua vulnerabilidade. Poderíamos considerar que a vítima [dentro de transporte público] estivesse dormindo ou impossibilitada de sair daquela localidade, pois o veículo estava a se movimentar. Assim, somente se a vítima se encontrasse “vulnerável” no momento do ato poderíamos pensar na classificação do artigo 217 – A, do Código Penal. Contudo, ao que parece, a vítima foi apenas surpreendida com o asqueroso ato e, por este motivo, a classificação penal do fato está grafada no artigo 61 da Lei das Contravenções Penais e foi utilizada para devolver a liberdade ao autor.

Ponderações

Esclarecendo, uma contravenção penal é tida como um ‘minicrime’ e, por isso, sua penalidade não leva à prisão, mas, sim, ao pagamento de multa. Logo, sem previsão na lei [sequer] de prisão para esse caso, o primeiro juiz teve razão jurídica em soltar o acusado quando olhamos pela ótica penal.

Porém, como todo o direito deve ser analisado segundo princípios constitucionais, e sendo um deles fundamento da República, o primeiro juiz foi infeliz ao não se lembrar da dignidade humana e na vítima violada.

O acusado, já na segunda ocasião, ao ser reincidente específico no mesmo tipo penal, ou seja, contravenção do artigo 61 do Decreto Lei nº 3.688/41, embasou também o entendimento do segundo juiz que, durante a audiência de custódia no domingo, determinou sua prisão preventiva acolhendo a presunção de risco grave à sociedade e a reincidência especifica e tanto quanto explicita.

Entende-se o grave risco à sociedade como interpretação constitucional, esquecida em primeiro momento.

Para haver mudança, temos de mudar. Mas, se as leis são “fracas” quanto sua pena perante o repúdio social que pudemos perceber. Então, é chegada a hora de mudarmos a lei! Toda lei quando criada passa um tempo para receber sua eficácia, ou seja, o respeito por ela. Quando a sociedade muda, também se deve mudar as leis.

Como o juiz tem de cumprir a lei, goste dela ou não, nós temos de respeitá-la. Mas temos uma única possibilidade de mudar essa lógica ao acharmos que as punições dos casos estão brandas e que a lei deve ser revista.Temos, o quanto antes, de dirigir nossa indignação contra quem faz a lei, ou seja, o legislativo: nossos nobres e honrados deputados e senadores.

Sobretudo o machismo [infelizmente] sempre existente [por vezes velado], que passado a ser exposto por todos os momentos criminosos em que a mulher é vítima, pela dura e certeira existência da cultura de que o homem tem o poder sobre ela e que a mulher  “deve” se sujeitar a ele. O fim desta cultura não virá por força de lei, mas por meio da mudança de nossos comportamentos como mães e pais, educando os filhos para reconhecerem e respeitarem os direitos individuais e a dignidade da pessoa humana. Ensinar que ninguém pode ser subjugado sob qualquer critério, quanto menos por seu gênero, cor de pele, situação social ou outro preceito. Todos somos entes sociais com os mesmos direitos e deveres.

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Foto: Pixabay

Deste modo, quando a mulher diz ‘não’ é não. É absoluto e inegociável!

Na cidade de São Paulo, segundo estatísticas oficiais, uma mulher é estuprada a cada 11 horas (quase 100 mulheres todos os meses)! Só poderemos combater a “cultura do estupro” se praticarmos diariamente, e a todo momento, a “cultura do respeito”. A violência sexual é mais comum do que se pensa e está presente em todos os lugares. E justamente onde deveria ser o porto seguro de todas as mulheres, é exatamente onde mais acontecem estas violências, dentro do próprio lar. Geralmente, estes crimes são cometidos por seus companheiros, ou um outro membro da família ou, ainda, por uma pessoa conhecida e frequentadora da casa.

Diante de toda esta indignação coletiva e geral, faz-se necessário canalizarmos esta revolta e a usarmos como uma força transformadora, não apenas nas leis, mas também na educação dentro de casa. Conscientizando desde cedo as crianças e os jovens para os limites sociais de direito e respeito mútuos. Só assim teremos uma sociedade justa e igualitária entre gêneros.

Talitha Camargo da Fonseca é advogada paulista, especialista em direito público e constitucional

 

Novos 50: maturidade feminina em uma jornada sensorial

Plenitud promove evento gratuito com discussões sobre empoderamento e nova maturidade feminina com experiência sensorial única; evento traz Astrid Fontenelle para comandar conversas inspiradoras com Costanza Pascolato, Maria Ribeiro, a antropóloga Mirian Goldenberg e o ginecologista José Bento

A figura feminina não está mais relacionada apenas a falsa utopia de romantização da vida ideal. As mulheres vêm, cada vez mais, lutando para conquistar o seu espaço em sociedade, enfrentando as dificuldades e batalhas diárias. Em meio a um universo cercado pela feminilidade e assuntos pouco explorados como menstruação e menopausa, outras questões tornam-se silenciosas, assim como o escape de urina.

Isso atinge uma em cada quatro pessoas acima de 40 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (2013). As mulheres representam a maior parcela dos brasileiros afetados pela incontinência, muitas vezes sem conhecimento do assunto por conta dos tabus que o envolvem.

O seu comportamento e estilo de vida, porém, não cabem na má representação da figura feminina e o seu momento atual, pois tratam-se de mulheres em fase de reavaliação e reinvenção, se libertando de antigos rótulos e enfrentando paradigmas tanto do corpo como da sua figura na sociedade. Para abrir o diálogo com um público pouco abordado pela mídia e quebrar alguns tabus sobre a maturidade – entre eles, a incontinência – Plenitud promove o evento Novos 50: a maturidade feminina em uma jornada sensorial.

A apresentadora Astrid Fontenelle volta a ser a mediadora de mais um bate papo promovido pela marca, que este ano contará com três momentos. O evento começa com discussão intitulada “Gerações sem idade”, um bate papo bem-humorado com a participação de Costanza Pascolato, Maria Ribeiro e Astrid Fontenelle para mostrar como diferentes gerações estão redefinindo o que é amadurecer. Em seguida, a antropóloga Mirian Goldenberg e José Bento – ginecologista e obstetra, autor do livro recém-lançado A Saúde da Mulher – comandam o painel “Mulher: corpo, comportamento e saúde”, e quebram os tabus vividos desde a menopausa à incontinência urinária. Por fim, a Firmenich, maior empresa privada de fragrâncias e aromas do mundo, apresenta “A maturidade feminina em uma experiência sensorial”, mostrando a jornada da mulher de forma única.

“As mulheres 50+ de hoje passaram pela revolução feminina nos anos 1970, entraram no mercado de trabalho, escreveram e escrevem uma nova história. Nós, como marca, temos a missão de abordar os desafios destas mulheres em relação ao corpo e à sociedade, promovendo insights sobre uma nova reinvenção: a da maturidade”, declara Priya Patel, diretora de Cuidados Femininos e Adultos da multinacional Kimberly-Clark.

Promovido pela marca Plenitud, Novos 50: a maturidade feminina em uma jornada sensorial acontece no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, no dia 15 de agosto, às 18h, com vagas limitadas. A inscrição deve ser feita pelo Facebook da marca, em um post convidando as seguidoras para o evento.

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Serviço
Localização: Museu da Casa Brasileira, Av. Brig. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano, São Paulo – SP
Agenda:
18h| Coquetel de recepção
19h00 | Início do evento
Abertura com Astrid Fontenelle
Painel “Gerações sem idade”, com Costanza Pascolato e Maria Ribeiro
Painel “Mulher: corpo, comportamento e saúde”, com  José Bento e Mirian Goldenberg
Painel “A maturidade feminina em uma experiência sensorial”, com a Firmenich
Ativações especiais

Lei Maria da Penha registra 11 anos de atuação

Especialista em Direito Penal comenta criação e evolução da Lei de proteção à mulher para casos de violência doméstica e familiar

Em briga de marido e mulher se põe a colher, sim! Na última segunda-feira (7), a Lei Maria da Penha completou 11 anos desde a sua criação, com o objetivo de proteção à mulher. Criada pela Secretaria de Política para Mulheres, a norma buscou aumentar o rigor das punições sobre crimes domésticos, violência física e psicológica contra elas.

“A criação da Lei é bastante positiva à medida que traz luz e uma atenção especial acerca de uma problemática que, infelizmente, ainda é bastante comum, trazendo maior segurança e vigilância nos casos de violência doméstica e familiar. Evidente que ainda são necessários avanços e aprimoramentos, mas veio em boa hora e tem muitos méritos”, enfatiza o advogado e professor de Direito Penal do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR), Rogério Cury.

Mais do que física, a violência abrange abusos sexuais, psicológicos, morais e patrimoniais entre vítima e agressor – que não precisa, necessariamente, ser cônjuge, bastando que tenha algum tipo de relação afetiva. Segundo pesquisa do Datafolha realizada em março deste ano, a cada hora, 503 mulheres são agredidas no país.

Ainda segundo o levantamento, uma a cada três mulheres sofreram algum tipo de violência no último ano – e o agressor, em 61% dos casos, é um conhecido. 19% das vezes eram companheiros atuais das vítimas e, em 16%, ex-companheiros. Em 43% a agressão mais grave foi dentro de casa.

Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) uma das melhores legislações do mundo, a Lei Maria da Penha é amplamente conhecida pelos brasileiros e traz diversos mecanismos de proteção à mulher. No entanto, segundo Cury, ainda é preciso levar informação e atendimento a várias regiões do país para que seja efetiva. “Importante lembrar que o acolhimento da vítima não está ligado à opção sexual. Heterossexuais, homossexuais e transexuais têm direito, em lei”, enfatiza o especialista.

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Embora traga muitos mecanismos protetivos às vitimas – culminando até mesmo em medidas cautelares de prisão contra o agressor, a vergonha e o medo também limitam o número de denúncias. “Precisamos de uma melhor estrutura de cumprimento para atender de maneira mais abrangente e eficaz à mulher, de forma que ela se sinta mais segura em denunciar”.

De acordo com o advogado, é fundamental que haja um forte trabalho de base na educação, pois só o Direito Penal não reduzirá a delinquência. Apesar de favorável ao rigor da Lei, Cury acredita que, especificamente em alguns casos, o diálogo extrajudicial é importante para se tentar a reconciliação entre o suposto agressor e agredida, antes da via judicial. Ressalta que, por vezes, é possível obter resultados satisfatórios, sempre ponderando cada situação.

Feminicídio X Femicídio

Cury esclarece que o feminicídio é um termo atual que qualifica o homicídio contra a mulher, em razão do gênero da vítima, em violência doméstica e familiar, além de menosprezo, ligado à condição de gênero. Ele alerta para as diferenças com o femicídio. “Essa definição de sexo feminino não é completamente adequada porque se confunde o que é feminicídio e femicídio. O primeiro trata do crime tendo como motivação o menosprezo, desrespeito à condição da mulher; já o segundo, também aborda o crime contra a mulher, sem, no entanto, a conexão direta ao fato de a vítima ser do sexo feminino”.

Denúncias: podem ser feitas pelo telefone 180 ou diretamente em uma Delegacia da Mulher.

Sobre O CPJUR

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Rogério Cury: advogado e professor de Direito Penal do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR)

Com foco no desenvolvimento de estudantes e profissionais de todo o Brasil que buscam capacitação e aprimoramento de conhecimentos na carreira jurídica publica ou privada, o Centro Preparatório Jurídico (CPJUR) promove cursos para o Exame da OAB, Concursos Públicos e Pós-graduação nas modalidades presencial, telepresencial e online. Com investimentos na qualidade de seu corpo docente, formado pelos principais juristas do Brasil; profissionais de atendimento com vasta e comprovada experiência no segmento; salas de aula com padrão de excelência e moderna tecnologia de transmissão, visa oferecer soluções inovadoras e adaptadas às necessidades de mercado, com a personalização e atualização constante exigida pelo ramo do Direito.

Perfumes Avon Life, maravilhosos para eles e para elas

Estes dois perfumes não são lançamentos, mas ambos têm fragrâncias interessantíssimas e foram desenvolvidas em parceria exclusiva com o designer de moda e fragrâncias internacionais Kenzo Takada. Ou seja, eu não poderia deixar que passassem em branco. São maravilhosos.

E já que estamos às vésperas do Dia dos Pais, o Avon Life for Him Deo Parfum é uma ótima opção de presente. Inspirado na positividade e beleza da vida, é um marcante perfume masculino que reúne uma combinação vibrante e refinada das notas de pimenta preta, folhas de violeta e sofisticada madeira, trazendo um impacto que dura o dia todo.

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Principais acordes:

• Ervas madeira.

Pirâmide Olfativa
• Notas de Saída: Pimenta Preta, Cipreste Fresco e Bagas de Zimbro.
• Notas de Corpo: Folha de Violeta, Gerânio e Anis.
• Notas de Fundo: Cedro da Virginia, Almíscar e Raiz de Orris.

Contém 75 ml – Preço regular: R$ 124,00

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A versão feminina, Avon Life for Her Deo Parfum, é um perfume feminino marcante com flor de lótus, pétalas de violeta e um toque sofisticado da flor de íris que dura o dia todo e convida você a viver o que há de mais lindo todos os dias. Sua combinação fascinante traduz a vivacidade e sofisticação de sonhos que viram realidade. Sem falar de seu frasco, muito bonito.

Principais acordes

• Floral

Pirâmide olfativa:

• Notas de Saída: Maçã Vermelha, Flor de Lótus e Chá Branco.
• Notas de Corpo: Pétalas de Violeta, Peônia Branca e Flor de Cerejeira Japonesa.
• Notas de Fundo: Patchouli, Flor de Íris e Semente de Ambrette.

Contém 50 ml – Preço regular: R$ 124,00

Informações: Avon

 

Jequiti lança perfumes Florale, L’Attitude Énergie e Énergie Plus

A apresentadora do programa Máquina da Fama, Patricia Abravanel, assina seu terceiro perfume feminino com a Jequiti: Florale. A fragrância, de 100 ml, traz notas refinadas da perfumaria internacional que irão surpreender.

O novo perfume representa o jeito carismático da artista, que exala alegria e feminilidade por onde passa. “Florale retrata meu lado leve e mais colorido”, diz Patricia.

#PatriciaAbravanelFlorale é uma fragrância jovial que possui o caminho olfativo floral romântico, combinando acordes como bergamota, violeta e baunilha, deixando o perfume inigualável.

O frasco em vidro de Florale é fascinante, em formato arrojado que traz o desenho de tulipas vermelhas.

Perfume Feminino Patricia Abravanel Florale (100ml)

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Floral Romântico
Notas de saída – bergamota, mandarina e violeta.
Notas de corpo – jasmim, muguet e heliotropina.
Notas de fundo – tonka, baunilha e sândalo.

Preço promocional de lançamento: R$ 69,90. Preço regular: R$ 89,90.

Novo conceito da perfumaria: estojo com dois perfumes masculinos, L’Attitude Énergie e Énergie Plus

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O lema “do it yourself – em português faça você mesmo” está em voga entre os jovens, que buscam produtos funcionais e customizados. Pensando nesse público, a Jequiti estreia um novo conceito da perfumaria: o Estojo L’Attitude Énergie, com duas fragrâncias masculinas diferentes, que trazem a possibilidade de personalizar o produto final.

O Estojo que oferece as novas fragrâncias L’Attitude Énergie (50 ml) e L’Attitude Énergie Plus (25ml) podem ser usadas juntas ou separadas, em qualquer proporção, possibilitando a criação de uma terceira colônia, totalmente original.

Os perfumes atendem bem o conceito da linha L’Attitude, que é inspirada nos jovens cosmopolitas, autênticos, que vivem intensamente a vida urbana francesa, rica na produção de arte e de música. Essa nova geração cheia de energia e criatividade, almejam produtos inovadores e únicos, assim como o #EstojoLAttitudeEnergie.

L’Attitude Énergie é um fougère vibrante, intenso, perfeito para homens irreverentes. Já L’Attitude Énergie Plus é um fougère sensual, para jovens de atitude com muita energia.

Essas fragrâncias trazem fracos originais, com pinturas abstratas remetendo à obras de arte contemporâneas.

Os perfumes

Perfume Masculino L’Attitude Énergie (50 ml)

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Fougére Vibrante
Notas de saída – gengibre, grapefruit e noz-moscada.
Notas de corpo – lírio do vale, notas aquosas e lavanda.
Notas de fundo – sândalo, vetiver e âmbar.

Perfume Masculino L’Attitude Énergie Plus (25 ml)

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Fougére Sensual
Notas de saída – maçã, bergamota e cardamomo.
Notas de corpo – anis, lavanda e canela.
Notas de fundo – cedro, guáiaco e musk.

Preço promocional: R$ 59,90. Preço regular: R$ 69,90.

Os lançamentos podem ser adquiridos por meio de uma das 220 mil consultoras localizadas em todo o país.

Jequiti: SAC 0800 776 7575

 

Hoje o blog faz dois aninhos!

Hoje, dia 4 de agosto, o blog faz dois anos. Para comemorar, monto um álbum com algumas mulheres conhecidas, todas na faixa dos 50 anos, algumas que ainda completarão meio século neste ano, como Julia Roberts. É bom saber que estamos bem acompanhadas, não é mesmo?

E sobre aniversariar, uma frase de Chico Xavier: “Aos outros, dou o direito de ser como são. A mim, dou o dever de ser cada dia melhor”. É o que desejo ao meu blog, e que você esteja sempre junto, acompanhando, sugerindo, criticando, elogiando, fique à vontade… Obrigada!

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Mulheres: cinco peças imbatíveis

Toda mulher precisa de um guarda-roupa versátil, com peças-chave para o dia a dia. Peças que não saem nunca de moda, que servem para qualquer ocasião, desde um simples passeio até uma reunião de negócios. Para ajudar nessa tarefa e facilitar a vida, a consultora de Comportamento Profissional e de Etiqueta Social, Maria Inês Borges da Silveira, professora do ISAE – Escola de Negócios separou cinco peças que não podem faltar no nosso armário.

Pashminas: acessório para qualquer hora, com brilho ou sem, de lã ou seda, com franja ou clássicas, são sempre elegantes.

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Camisas: combinam com quase tudo, calça clássica, alfaiataria ou moderna, jeans saias, shorts e bermudas. O importante é observar as cores na hora de escolhê-las para que o conjunto fique harmonioso.

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Blazer: Clássico, elegante e prático. Veste com jeans, saia reta ou lápis, calças compridas e com vestidos.

blazer preto

Terno preto, com calça ou saia: outro clássico, ideal para encontros ou reuniões de negócios e empresariais.

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Vestido sóbrio no comprimento do joelho ou o famoso “pretinho básico”: Com um casaquinho é prático, peça-chave para jantares, formaturas, missas e demais solenidades. Uma boa dica aqui é apostar nos acessórios, mas sem exageros.

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Não importa a cor, o corte, se é mais moderno ou tradicional, mas sim que combinem com você, seu estilo, personalidade e tipo físico. “O importante aqui é construir uma imagem que faça diferença e nos dê segurança”, completa a especialista.

Dia do Orgasmo: será que há o que comemorar?

Hoje, 31 de julho, é Dia do Orgasmo, mas para metade das brasileiras não há o que comemorar. Segundo pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo (Prosex), 55,6% das brasileiras apresentam dificuldades para atingir o orgasmo. A ausência do orgasmo nas mulheres é considerada uma disfunção sexual, que leva o nome de Transtorno Orgásmico Feminino, ou popularmente chamado de anorgasmia.

Os vilões do orgasmo feminino

Segundo Marina Simas de Lima, psicóloga, especialista em Sexualidade Humana, Terapeuta de Casal e cofundadora do Instituto do Casal, para a mulher atingir o orgasmo é preciso a combinação de fatores biológicos, psicológicos e culturais. “As causas físicas mais comuns do Transtorno Orgásmico envolvem doenças que atingem o sistema nervoso, como a esclerose múltipla, doença de Parkinson e epilepsia, por exemplo. Depois temos as doenças crônicas, como diabetes e a aterosclerose que interferem na circulação sanguínea, essencial para a função sexual”, comenta Marina.

Para a também psicóloga, terapeuta de Casal e cofundadora do Instituto do Casal, Denise Miranda de Figueiredo, as causas psicológicas também são importantes. “A culpa sexual é bastante prevalente, normalmente ligada à educação religiosa ou mais repressora. Ansiedade, estresse, depressão e conflitos nos relacionamento também são frequentes, assim como baixa autoestima, problemas com a imagem da região genital e falta de conhecimento da própria anatomia vaginal”, explica Denise.

Segundo as especialistas, o uso de medicamentos antidepressivos é outro fator que contribui para o Transtorno Orgásmico. Eles podem retardar ou tirar totalmente a capacidade de atingir o orgasmo. Uma pesquisa de 2006 mostrou que cerca de um terço das mulheres que tomam os antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) relatam problemas com o orgasmo.

corpo mulher

Vaginas são diferentes, orgasmos idem

Um mito bastante arraigado na crença popular é sobre o tipo de orgasmo feminino: vaginal ou clitoriano. Algumas mulheres só conseguem atingir o orgasmo com a estimulação do clitóris e outras conseguem com a penetração. A explicação pode estar nas diferenças das ramificações do nervo pudendo, responsável pela sensibilidade do períneo, lábios vaginais, ramos retais e clitóris. Quando este nervo se ramifica leva a diferenças na sensibilidade de certas áreas.

Segundo a ginecologista norte-americana Deborah Coady, em seu livro Healing Painfull Sex, o sistema nervoso pélvico varia muito de uma mulher para outra e cada uma possui diferentes terminações nervosas nas cinco zonas erógenas, como clitóris, entrada da vagina, colo do útero, ânus e períneo. Isso ajuda a explicar porque algumas mulheres têm mais sensibilidade no clitóris e outras na entrada da vagina. “Mas, de qualquer maneira precisamos lembrar que não importa como a mulher atinge o orgasmo, o importante é experimentá-lo”, diz Marina.

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Masturbação é uma das chaves para chegar ao orgasmo

Pesquisa do Prosex mostrou que 40% das mulheres brasileiras não se masturbam. “Esse é um destaque muito importante na área da sexualidade humana, já que a masturbação é uma das chaves essenciais para se conhecer o próprio corpo, suas zonas de prazer e entender como conseguimos alcançar o orgasmo, dizem as especialistas.

“O tratamento para mulheres que apresentam o Transtorno Orgásmico requer alguns passos importantes. O primeiro é buscar ajuda com um ginecologista e se certificar de que não há nenhum problema físico ou hormonal que possa estar dificultando o alcance do orgasmo. Os problemas orgânicos devem ser diagnosticados e tratados”, diz Marina.

“As causas psicológicas também são importantes. Por isso, é fundamental buscar também a ajuda de um psicoterapeuta especializado em sexualidade humana para compreender o que poderia estar afetando o alcance do orgasmo. A psicoterapia pode ajudar na diminuição da ansiedade, estresse, melhorar a autoestima, a percepção corporal com exercícios diretivos que ajudarão a mulher a ter uma qualidade sexual melhor”, diz Denise.

“Por fim, incluir o parceiro ou a parceira no tratamento também é um passo essencial para o tratamento do Transtorno Orgásmico, pois isso amplia as possibilidades do casal conversar abertamente sobre o tema e se ajudar mutuamente na busca do prazer, deixando o corpo responder de forma natural”, finalizam as especialistas.

Fonte: Instituto do Casal