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Corrupção Verde: aqui começa a prática criminosa que contaminou o país

Por Clóvis Borges e Caetano Fischer Ranzi*

A existência de um bem que possa ser usurpado de maneira ilícita, gerando lucro para quem busca vantagens fora de preceitos legais ou em detrimento de terceiros, representa a fórmula que garantiu uma exploração descontrolada sobre o patrimônio natural brasileiro ao longo dos últimos séculos.

A exploração sem limites do período em que éramos ligados a Portugal já aponta para a existência de uma cultura pragmática de busca pelo enriquecimento a qualquer custo. Com vistas, inclusive, a buscar o desfrute desses ganhos em outras paragens, muito distantes do Novo Mundo.

Os ciclos econômicos que se seguiram à época do descobrimento foram eminentemente extrativistas espoliativos. Tanto que o final desses ciclos, reiteradamente, deu-se pela exaustão desses produtos, ocasionada pela exploração desenfreada. Seguiram as práticas agrícolas e de pecuária, subsequentes à devastação da vegetação nativa. Sempre em busca do uso máximo do território, desrespeitando encostas, beiras de rios ou mesmo a existência de remanescentes naturais em alguma proporção nas regiões exploradas.

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A prática de troca de favores entre o privado e o público para obtenção de permissões para avanços exacerbados no uso da natureza foi, portanto, a maneira como uma significativa fração de nossa sociedade acumulou vantagens e enriqueceu indevidamente em nosso país. E, em boa parte, esse entendimento de ajustar acordos ilícitos para garantir vantagens continua em plena atividade.

O ciclo da madeira no sul do Brasil, ocorrido em décadas passadas, gerou um grupo de famílias abastadas que até hoje desfruta do resultado da empreitada destruidora que assumiu ser a maneira de desenvolver suas atividades, sempre com um aval conivente dos governantes. Mudam os negócios, pelo fim da madeira nativa, mas fica a origem dúbia e o péssimo exemplo de como esse processo de geração de riquezas foi executado.

Somente há poucas décadas, as leis ambientais começaram a ser estabelecidas em nosso país. E não foi a falta de inteligência e de qualidade que impediu a nossa passagem para uma condição mais iluminada. O exímio contexto estabelecido pelo Código Florestal de 1965 – talvez o maior marco de evolução na compreensão do interesse público sobre a propriedade privada – nunca obteve um entendimento pleno de parte da sociedade. Falou mais alto a garantia de impunidade e a expectativa de ganho maior, em detrimento do resto da sociedade.

O descompasso entre o que o Código Florestal preconizava e o arrebatador descompromisso leviano da sociedade rural em cumprir o que se estabeleceu como limite ao uso da terra, gerou o verdadeiro desmonte desse arcabouço legal , em 2012. E que foi vergonhosamente referendado pelo Supremo Tribunal Federal em 2018. O poder quase ilimitado de grupos setoriais, que avança na estruturação de uma legislação de conveniências, é uma das maiores e mais perversas demonstrações de corrupção que podemos oferecer nos dias atuais, contaminando todas as esferas de poder.

Portanto, a corrupção endêmica e amplamente espalhada em nosso meio, pode-se afirmar, começa com práticas ilícitas envolvendo a sina de destruição da natureza, com amplas e variadas modalidades. E continua muito ativa na forma de excessos conscientes e negociados em troca de vantagens. São atividades de mineração, silvicultura, pecuária, agricultura, implantação de indústrias e até ações envolvendo infinitas iniciativas mais pontuais.

Como uma farsa programada para não atender à sua missão primordial, delimita-se um complexo de estruturas frágeis e suscetíveis a todo o tipo de pressões, chamadas formalmente de órgãos ambientais. É de conhecimento amplo a prática de licenciamentos ilícitos, facilitados para o atendimento aos amigos do rei. Uma moeda de troca na forma de favores políticos e repasses de recursos sem procedência. Evidencia-se a garantia para campanhas eleitorais ou postos estratégicos em estruturas de governo para os elementos coniventes com o crime.

O desenvolvimento a qualquer custo, assim pontuado como uma forma de exploração que não atende ao respeito aos limites da natureza, ou mesmo aos preceitos estabelecidos em lei, é uma atividade intimamente ligada à corrupção. Gera resultados econômicos abusivos e imorais. E consolida um comportamento que, nos dias de hoje, todos percebemos, tomou conta da nação.

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Incorporamos na pele esse comportamento, na forma de uma cultura institucionalizada, crônica e patológica. De nada importa o prejuízo coletivizado, nem a perda irreversível de recursos que poderiam ser usados de maneira contínua. Agimos em apoio cego em prol da destruição da natureza por meio de ações sem nenhuma coerência estratégica, impostas a partir de atos inconsequentes e criminosos.

Somos hoje, de fato, uma sociedade de corruptos. Um povo que cultua um profundo e irresponsável descompromisso com o futuro de todas as gerações que nos seguirão logo mais, por tratar a natureza como um bem descartável e que é visto como simples forma de usura. Depois de tantas Marianas, o que ainda precisamos viver para que uma virada aconteça? Ou estamos diante de uma condição inexorável que assume a mediocridade como uma sina sem volta?

*Clóvis Borges é diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza
*Caetano Fischer Ranzi é psicólogo e Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento

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Nuxe patrocina o Louvre e seu projeto Proteja as Abelhas

A famosa marca farmacêutica francesa, reconhecida por seus cosméticos ultrassensoriais de origem natural, juntou forças com o maior museu do mundo para apoiar um projeto que reflete sua preocupação com o desenvolvimento sustentável: o Proteja as Abelhas.

Por muitos anos, Nuxe tem dado passos para proteger essa espécie, cada vez mais ameaçada. As abelhas representam um elo essencial para a manutenção da biodiversidade, graças ao seu trabalho de polinização. Seu desaparecimento acarretaria consequências dramáticas para o meio ambiente. Essa preocupação é compartilhada pelo Louvre, que possui 23 hectares de jardins que servem de céu verde no coração da capital francesa e como um refúgio para as abelhas.

Consequentemente, pela primeira vez, o Louvre abriu as portas do Jardin Raffet, a poucos passos da ponte Pont des Arts, para criar, desde maio de 2018 e com apoio da Nuxe, um campo de flores de 1.250 m² e seis colmeias para abelhas coletoras de pólen. Um apicultor será designado exclusivamente para este projeto. A primeira colheita de mel está prevista para ocorrer no verão de 2018.

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Dos naturais aos convencionais: as diferenças entre os tipos de cosméticos

Busca por produtos naturais desperta cada vez mais interesse, mas ainda há dúvidas sobre como distinguir cosméticos verdadeiramente naturais dos convencionais

Se por um lado as pessoas estão mais conscientes sobre a própria saúde e a saúde do planeta, por outro lado ainda há um longo caminho a percorrer para que todos possam tomar melhores decisões sobre os produtos que consomem. Apesar do aumento da procura por marcas naturais e ecologicamente responsáveis, ainda há uma carência de informações que permitem identificar prontamente quais produtos são, efetivamente, aquilo que dizem ser na rotulagem.

Para evitar levar “gato por lebre”, o primeiro passo é identificar os tipos de cosméticos disponíveis no mercado: natural, orgânico, pseudonatural e convencional. Entender a diferença conceitual entre cada um deles é importante, por exemplo, para reconhecer produtos que parecem ser naturais, apesar de apresentarem esses ingredientes em pequena porcentagem.

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“Todos os cosméticos são compostos por cinco classes (tipos) de ingredientes: base, fragrância, aditivo, conservante e princípio-ativo. Cada um desses itens tem uma função específica na formulação do produto”, explica a dermatologista Patrícia Silveira, especializada em cosméticos naturais.

Desta forma, um produto é considerado “natural” quando todas as classes de ingredientes são formadas por itens advindos da natureza (vegetal, mineral ou animal), sem que tenham perdido suas propriedades originais no processo de fabricação. Os orgânicos possuem ingredientes naturais advindos de culturas orgânicas e biodinâmicas.

Por isso, todo cosmético orgânico possui ingredientes naturais em sua composição, mas nem todo cosmético natural possui ingredientes orgânicos. “Podemos usar como exemplo o morango. Todo morango é natural, mas nem sempre é orgânico. A mesma analogia se aplica aos ingredientes naturais utilizados nos cosméticos”, explica a dermatologista.

De acordo com Patrícia, nas formulações com ingredientes naturais e orgânicos, todos os conservantes, corantes e fragrâncias são de origem natural. Por exemplo, os óleos essenciais, muito utilizados nestes produtos, são conhecidos pela sua capacidade aromatizante, mas também atuam na conservação do produto e, muitas vezes, como princípio-ativo, devido às propriedades antioxidantes que possuem.

Os cosméticos pseudonaturais, por sua vez, embora frequentemente estejam posicionados como naturais, têm apenas algumas das classes de produtos – normalmente o princípio-ativo – com itens naturais. “As demais são formadas por elementos sintéticos, geralmente derivados do petróleo”, explica a especialista.

Por fim, produtos convencionais são integralmente formulados com ingredientes artificiais. Nesses, o uso de parabenos e outros conservantes, como glicóis, BHT (hidroxitolueno butilado) e EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético), são frequentes.

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Estudos recentes publicados em periódicos internacionais de grande relevância (como Journal of Pharmacy and Pharmacology, Environmental Medicine, Institute of Pharmacology Polish Academy of Sciences e Polish Archive of Internal Medicine) mostram que essas substâncias são tóxicas para o organismo, podendo causar reações alérgicas e outros problemas à saúde.

Saber diferenciar os cosméticos é importante por várias razões. A primeira, e mais óbvia, é que produtos naturais e orgânicos são biodegradáveis e seu uso gera menor – ou nenhum – impacto ao meio ambiente. Outro motivo é que a pele, maior órgão do corpo, sente a diferença e sofre com as consequências da escolha do que é aplicado nela.

“Os cosméticos naturais possuem uma formulação mais suave, com ativos anti-inflamatórios, calmantes, e ricos em antioxidantes naturais presentes em inúmeros extratos e óleos vegetais. Além disso, abusa da biodisponibilidade (que diz respeito ao percentual de aproveitamento, pelo organismo, de uma substância), com ingredientes que atuam de maneira mais sinérgica, promovendo benefícios reais. Considerando que de 60% a 70% do que passamos na pele é absorvido e cai na corrente sanguínea, é fundamental sabermos o que aplicamos nela”, destaca a dermatologista.

De acordo com a médica, ativos derivados do petróleo não apresentam boa penetração na pele e não têm gordura rica em substâncias antioxidantes e regeneradoras. “Em compensação, os óleos vegetais são ricos em vitamina E e têm uma ótima penetração. Por isso, promovem uma hidratação mais eficaz, levando os benefícios antioxidantes dos ácidos graxos às camadas mais profundas da pele, deixando-a mais saudável, com maior elasticidade e resistência”.

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Diferenciar as várias opções de cosméticos pode ser um desafio. O primeiro passo é procurar por certificações que atestem a origem de produtos naturais e orgânicos. Os principais são o Natrue, IBD, Ecocert e USDA. Além disso, decifrar a indigesta lista de ingredientes é fundamental para reconhecer quais sãos os principais itens sintéticos, compostos principalmente por derivados do petróleo.

“Já existem alguns aplicativos, como o EWG’s Healthy Living, que têm como objetivo ajudar a reconhecer a origem dos componentes de muitos produtos”, orienta Patrícia.

Fonte: Weleda

 

Semana do Meio Ambiente tem palestras, workshops, feira de troca e espetáculo musical

A Semana Nacional do Meio Ambiente começou em 1º de junho e vai até 5 de junho, quando se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela ONU, esta iniciativa visa incluir a sociedade na discussão de pautas que tratem da preservação do patrimônio natural do Brasil.

Para abrir com chave de ouro, a empresa Eloin – Educação pela Experimentação, realiza no dia 5 de junho uma sessão única e exclusiva do espetáculo superpremiado, Os Recicláveis – O musical ♻, uma adaptação da obra do autor Toni Brandão. Somente para escolas e convidados.

Já nos dias 9 e 10 de junho, das 10 às 16h, acontecerá uma superfeira de troca em parceria com o Canto do Escambo. O objetivo é estimular a prática da troca, a economia solidária, e também, uma tentativa de substituir o lucro, o acúmulo e a competição por solidariedade e cooperação.

“Vamos repensar a nossa relação com o que consumimos”, frisa Carla Plannerer (Relacionamento & Marketing Eloin).

Feira de Trocas

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Os interessados devem se inscrever pelo telefone: (11) 2941-7255 ou via e-mail: relacionamento@eloin.com até o dia 7 de junho. O pagamento será feito na entrada. (R$ 10,00)

Os Recicláveis – O musical
As escolas interessadas deverão entrar em contato com a equipe Eloin no tel: (11) 2941-7255 ou via e-mail: relacionamento@eloin.com

Eloin

Nascida do sonho da educadora Elisabete da Cruz, a Eloin é uma consultoria de roteiros pedagógicos personalizados e conteúdos educativos, criada com o propósito de transformar ideias em experiências enriquecedoras. Com uma equipe multidisciplinar, tornou-se referência entre clientes e parceiros com atuação em São Paulo e outros Estados brasileiros. Única no mercado de criação e elaboração de projetos que complementam os conteúdos didáticos curriculares

Edição especial de escova Curaprox com parte das vendas revertida à SOS Mata Atlântica

A Curaprox lançou edição especial SOS Mata Atlântica de sua escova 5460 UltraSoft. Com embalagem duo, as escovas trazem nas cerdas um desenho de árvore e são resultantes de uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica. Parte da renda do produto será revertida à organização que atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica.

A edição especial conta com duas escovas 5460, uma de cabo verde e uma de cabo branco, ambas com desenho de árvores nas cerdas. O cirurgião-dentista Hugo Lewgoy, doutor pela USP, explica que a escova da Curaprox favorece a angulação correta durante o ato da escovação, que no caso deve ser em um ângulo de 45° (metade das cerdas apoiada sobre a coroa dental e metade apoiada sobre a margem gengival). “Além disso, a escova CS 5460 Ultra Soft traz 5460 cerdas ultramacias que não machucam a gengiva durante a limpeza dos dentes, promovendo uma escovação efetiva e atraumática”, explica.

O cirurgião-dentista enfatiza que o ideal é sempre optar por escovas que contenham grande quantidade de cerdas e que sejam macias, o que promove maior eficiência na escovação. “Muitas vezes, o consumidor crê que as cerdas duras higienizarão mais os dentes. Muito pelo contrário. Costumo dizer que é como se pegássemos uma vassoura com cerdas duras e varrêssemos um chão com piso branco e brilhante. Certamente, ao longo do tempo, ele perderá o brilho e surgirão alguns riscos”, finaliza.

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Para Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, a edição especial também tem caráter educativo, pois ao adquirir a escova o consumidor tem a oportunidade não só de apoiar as iniciativas da Fundação, mas também de repensar seus hábitos.

“Um produto que conta com a preocupação ambiental pode provocar essa reflexão nas pessoas. Na embalagem destacamos, por exemplo, como o uso de um copo d’água durante a escovação pode economizar mais de 11,5 litros de água numa casa ou 79 litros em apartamento”, diz ela. Uma das causas trabalhadas pela Fundação SOS Mata Atlântica é a Água Limpa, um elemento da natureza essencial à vida, mas cada vez mais escasso e distante.

Fonte: Curaprox

 

Campanha ambiental mescla animais a cenário de devastação e poluição

Peça publicitária de marca de roupas polemiza com o slogan ‘A natureza não pode se adaptar a tudo’.

Contrariando o cientista francës Antoine Lavoisier (1743-1794) que tornou célebre a frase “Da natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, a ideia da campanha é engajar o público pela preservação ambiental.

Os anúncios assinados pela agência Avalanche Vitória para a marca de roupa Origens estão sendo veiculados em revistas e jornais no Espírito Santo. Ao todo, 3 anúncios foram criados com o seguinte slogan “A natureza não pode se adaptar a tudo”.

Em uma das imagens, vemos um pelicano sozinho em uma praia com muito lixo ao seu redor. Em destaque junto ao belo animal, um saco de lixo forma a bolsa do seu bico. Essa bolsa é geralmente usada pelo animal para capturar presas e drenar a água.

As lojas da marca Origens estão localizadas no Espírito Santo, estado cortado pelo importante Rio Doce. Até hoje, esse rio sofre com a morte de peixes e animais silvestres na região – principal resquício do maior desastre natural brasileiro. A tragédia foi ocasionada pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, por uma mineradora em novembro de 2015.

A campanha reforça o engajamento da empresa com a natureza. Engajamento que vai além do discurso, como, por exemplo, parte das vendas, de algumas coleções, que são revertidas para apoiar projetos de preservação da natureza.

“Queremos passar a ideia de que ações humanas negativas interferem diretamente no meio ambiente e que, muitas vezes em função delas, algumas espécies podem não resistir”, diz Ricardo Montenegro, diretor de criação responsável pelas peças.

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Fonte: Origens

 

Giuliana Flores ensina a criar um jardim sustentável

O jardim sustentável é um projeto novo no paisagismo. A ideia é utilizar espécies nativas e recursos que não agridam o meio ambiente e que possam ser implantados em áreas verdes urbanas (públicas, particulares, condomínios e empresas). Optar por esse tipo de jardinagem é uma forma de reservar um tempo para a natureza e conservá-la.

Já os convencionais são construídos apenas com objetivo estético. A intenção é disponibilizar uma área bonita, sem levar em consideração a economia dos recursos necessários para seu cultivo, a procedência dos materiais utilizados, adaptação das plantas ao local, entre outros detalhes.

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O projeto no caso de um jardim sustentável também leva em conta a estética, mas o importante é oferecer um bom ambiente às plantas e menores impactos possíveis ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, a maioria dos materiais utilizados em sua estrutura é reciclada ou reaproveitada, e há a economia de recursos naturais.

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Principais características

O solo é utilizado de forma racional, as técnicas de conservação da fertilidade e estrutura são pensadas para reduzir os impactos negativos ao meio ambiente. A escolha da vegetação leva em conta a identidade da flora local e a capacidade das espécies de reter água da chuva (o que evita alagamentos e outros problemas).

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Por serem compostos por vegetações adaptadas ao local, os jardins sustentáveis exigem pouca manutenção. Essa característica também proporciona mais vida longa ao projeto paisagista. A utilização de materiais orgânicos, reciclados e reutilizados oferecem um manejo mais simples, além da visita constante de pássaros, borboletas e outros insetos.

Faça o seu próprio jardim

Engana-se quem considera os jardins sustentáveis projetos viáveis apenas para espaços grandes. Se você gosta de jardinagem e vive em áreas urbanas, em locais reduzidos, pode também cultivar esse pedaço da natureza. Para isso, escolha as plantas nativas ou adaptáveis à região, solo e clima da sua região.

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Foto: MarkusSpiske/Pixabay

Você pode cultivar as espécies em vasos reciclados, pneus, garrafas PET, embalagens, deixando o ambiente mais charmoso e criativo. Os materiais também podem ser reutilizados para cuidar do seu cantinho. Reaproveite a água da chuva para regar as suas plantas, pense em um método de irrigação eficiente e que possibilite o armazenamento do líquido. Vale de tudo para gastar o mínimo de recursos energéticos e produzir o mínimo de resíduos.

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Foto: Dieneves/Pixabay
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Foto: Sirgreen/Pixabay

 

Fonte: Giuliana Flores

 

Joias unem facetas da natureza feminina às expressões dos fenômenos naturais

A joalheria dinamarquesa Pandora inspira mulheres a expressar seu estilo com joias atuais que unem tradição e inovação

A Coleção Natureza Pandora acaba de chegar ao Brasil com joias que conectam as diversas facetas da natureza feminina às expressões dos fenômenos naturais. O duo de designers italianos, Francesco Terzo e Filippo Ficarelli, estreia como VPs criativos da joalheria dinamarquesa, revisitando os códigos da marca e assinando a nova coleção.

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Como grande destaque, a marca apresenta o lançamento mundial Pandora Shine, a nova linha de joias criada a partir de três metais preciosos – núcleo de prata de lei, revestido por paládio e finalizada com ouro 18 quilates – que resulta em uma tonalidade dourada intensa. Essa nova composição passa a integrar o portfólio de metais da joalheria.

O brilho do mel, a zircônia cúbica e as listras esmaltadas em preto e amarelo são apresentadas na série Abelha Reluzente Pandora Shine, composta por charms, brincos, pendentes. Além das novas joias, desembarcam no Brasil edições limitadas de Colar Choker, Bracelete e Anel inspirados no padrão geométrico das colmeias.

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O duo de designers, também conhecidos como F&F, encontrou inspiração na pintura renascentista de Botticelli a Primavera. Trazendo os raios de sol dourados, a beleza da água cristalina e a diversidade da fauna e flora, elementos presentes na obra, para as icônicas joias em prata de lei da série Natureza Exuberante.

As joias estão disponíveis nas lojas Pandora de todo o Brasil e no e-commerce da marca.

Domingo é dia de plantar uma árvore em São Paulo e ajudar o planeta

Todo mundo está convidado a colocar a mão na terra e participar do II Plantio Global no próximo domingo, 18 de março, a partir das 9 horas, em São Paulo. A edição paulistana da iniciativa mundial será realizada pelo Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em parceria com a Prefeitura Municipal, na extensão da Avenida Dante Pazzanese, na Vila Mariana.

O Plantio Global é uma iniciativa comunitária e participativa de caráter pedagógico pela valorização das árvores e dos seus benefícios para a humanidade (e outras formas de vida). Isso é feito com a experiência do plantio simultâneo de mudas arbóreas e trocas de conhecimento que a reunião proporciona.

Mais do que um número de árvores plantadas, o propósito é agregar sensibilização, conscientização e educação ambiental para a população, realizando o plantio coletivo em diversos pontos do mundo – sempre pela preservação da natureza e reflexão sobre o efeito dos atos humanos na vida terrestre.

Todos podem participar, seja comparecendo e ajudando em um dos eventos de plantio ou criando sua própria iniciativa na sua comunidade. A ação colabora na concretização e localização de todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Se quiser replicar esta ação, use as hashtags e poste suas experiências nas redes sociais: #plantioglobal #plantaciónmundial #globalplanting

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Informações: Tel.: (11) 5087-1701

Por Hélio Filho

 

As noites agitadas do mundo animal

Biólogo apresenta as mais surpreendentes e curiosas criaturas noturnas

No mundo animal, as noites são bastante agitadas. Isso porque muitos bichos são mais ativos durante esse período. A escuridão os ajuda a se esconderem de seus predadores, e certas espécies possuem olhos, ouvidos e outras adaptações que as tornam especialistas na vida noturna. Em Criaturas Noturnas, o biólogo Guilherme Domenichelli apresenta animais notívagos dos biomas brasileiros, alguns deles não tão conhecidos, como o jupará, o mão-pelada ou a jaritataca, e outros mais “famosos”, como o morcego, o lobo e a coruja.

São oito capítulos, que representam os seis biomas oficiais do Brasil (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal), mais a Zona Costeira e as cidades. Cada um deles é repleto de informações e curiosidades selvagens! Logo no início do livro, o leitor descobre que a onça pintada é o felino com a mordida mais forte do reino animal, gosta de caçar à noite e é uma ótima nadadora. Já a caranguejeira-rosa-salmão-brasileira, natural da Caatinga, é uma aranha canibal, que pode caçar indivíduos da mesma espécie. Os cupins do Cerrado “trancam a porta” do cupinzeiro com terra e saliva quando os operários saem à noite para procurar comida.

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O autor aproveita para alertar que, atualmente, com a expansão das grandes cidades, muitas plantas e animais estão ameaçados de extinção. A cobra-coral, que vive na Mata Atlântica, bioma mais destruído do país, é um deles. Ela dorme de dia, de olhos abertos, e prefere ficar acordada durante a noite para se esconder de seus principais predadores, as aves.

Outro bichinho que corre risco de sumir do mapa é o gato-palheiro, natural dos Pampas. Ele tem um hábito pra lá de curioso: gosta de construir ninhos no alto das araucárias, onde fica escondido e descansando durante o dia. E, ao contrário do que muitos pensam, a anta é um animal bastante inteligente. Quando fica doente, sabe escolher folhas do Pantanal que servem como remédio para dor de barriga e vermes.

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Por fim, são apresentadas informações sobre bichos noturnos menos selvagens – porém, bastante corajosos –, que vivem em áreas povoadas por milhares de pessoas. Podemos não perceber, mas, enquanto dormirmos, a noite das cidades é dominada por animais como ratos, baratas, lagartixas e gatos. O mão-pelada, bichinho notívago parente do guaxinim, que vive na Zona Costeira, tem uma mania muito parecida com a nossa: a de mergulhar na água todo alimento antes de comer, como se estivesse lavando sua comida. Não é fascinante? Cheio de detalhes e ilustrado com fotos e desenhos dos animais, o livro é um valioso documento para despertar o interesse dos jovens leitores pelo estudo da rica fauna brasileira.

O autor

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Guilherme Domenichelli é biólogo. Aprendeu a gostar dos animais e da natureza ainda criancinha, quando passava férias no sítio do avô, no interior de São Paulo. É autor de outros livros sobre bichos para o público infantojuvenil, como Girafa tem torcicolo?, da editora Panda Books.

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Criaturas Noturnas
Autor: Guilherme Domenichelli
Editora: Panda Books
Páginas: 72
Formato: 21cmX25cm
Peso: 0,330 kg
Capa: Cartão 300g
Acabamento: Laminação fosca
Miolo: Couchê fosco
Preço: R$ 44,90