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Ouro de tolo: Renca e o futuro da Amazônia*

Após forte pressão popular, o Governo Federal revogou o decreto que abriria à exploração a Reserva Nacional do Cobre e Associados (RENCA), uma área de 4,7 milhões de hectares no Nordeste da Amazônia que representa a última grande fronteira mineral no Brasil. Não constava no decreto alterações nos limites das unidades de conservação e terras indígenas já existentes na região, contudo, o estímulo direto para uma atividade de elevado impacto ambiental traria danos importantes para os importantes remanescentes florestais da região, inclusive em áreas protegidas.

O objetivo seria expandir receitas para financiar desequilíbrios macroeconômicos e incentivar a expansão de atividades que, embora altamente lucrativas em termos privados, geram elevados custos sociais e ambientais. Essa decisão foi tomada sem debate com a sociedade, por um governo marcado por sucessivos escândalos e contra parecer técnico do Ministério do Meio Ambiente. Seriam incentivadas atividades de mineração que pouco contribuem para a inclusão social, pois geram poucos empregos locais.

Além das áreas afetadas diretamente pela lavra, a mineração também pediria a construção de vias para escoamento mineral, com grande impacto em áreas de floresta hoje altamente preservada. A chegada dos trabalhadores para a construção dessas vias traz doenças e outros problemas associados a esse tipo de projeto: violência, alcoolismo, prostituição e ruptura de estruturas sociais nas comunidades estabelecidas (ao contrário do que se pensa, a área em questão não é um território vazio de gente).

Isso explica porque o projeto recebeu tantas críticas, justamente quando a cúpula política se esforça no Congresso Nacional para reduzir ao máximo as salvaguardas legais do licenciamento ambiental. O péssimo histórico do setor mineral tampouco ajuda, como revelado pelo gigantesco passivo para a sociedade deixado pelo acidente da mineradora Samarco em Mariana (MG) em 2015, reflexo da péssima qualidade de sua gestão ambiental.

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Tudo isso caracteriza o modelo de reprimarização da economia brasileira, cada vez mais dependente da agropecuária e mineração: a competitividade é baseada no acesso barato a matérias-primas e energia e na desconsideração dos custos socioambientais. Esse “garimpo” de recursos naturais reforça a exclusão social, com benefícios concentrados em um grupo pequeno de pessoas, mas a degradação ambiental é deixada para todos. O problema é agravado pela redução contínua de recursos orçamentários destinados à proteção ambiental, tornada cada vez menos efetiva após sucessivos cortes orçamentários.

O setor privado resiste a adotar medidas de internalização dos custos socioambientais, especialmente nos segmentos intensivos em recursos naturais, como mineração e agropecuária, e atividades intensivas em energia e poluição. A visão (falaciosa) de que crescimento econômico e preservação ambiental são essencialmente antagônicos ainda prevalece junto aos tomadores de decisão. Em analogia à “teoria do bolo” que argumentava que a concentração de renda era necessária para o crescimento econômico, pode-se dizer que o princípio norteador da re-primarização é “preciso sujar o bolo para ele crescer; depois a gente limpa”.

Também há perdas econômicas. O último ciclo expansivo de aumento dos preços das commodities ocultou a tendência de longo prazo do comportamento dos termos de troca, mas no período recente é nítido que as commodities voltaram a um comportamento descendente em comparação com os produtos intensivos em tecnologia. Não há luz no fim da mina.

Por isso, a exploração de minérios na Renca não pode ser pensada de forma isolada, mas como mais um elemento do retrocesso no desenvolvimento brasileiro. Sob o argumento de resolver os problemas de curto prazo, voltamos aos ciclos coloniais de dependência de exportação de produtos primários, criando grandes passivos sociais e ambientais que cobrarão seu custo mais a frente. A conta, mais uma vez, vai ser deixada para as gerações futuras pagarem.

*Carlos Eduardo Frickmann Young é professor do Instituto de Economia da UFRJ, onde coordena o Grupo de Economia do Meio Ambiente, e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza

 

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Bravo é o açaí oficial do Rock In Rio

Parceira do festival, a marca contribui com o projeto Amazônia Live, para plantar milhões de árvores na floresta Amazônica

Eu vou com energia é a campanha do Bravo Açaí para o Amazônia Live, projeto socioambiental do Rock In Rio. A ação tem como objetivo o reflorestamento da Amazônia, que passa por um problema sério por conta do desmatamento, que ameaça o equilíbrio ecológico, os recursos naturais e o meio ambiente.

Segundo o sócio-proprietário da marca, Gabriel Arruda, “o Rock In Rio é o maior festival de música do planeta e com sua influência consegue promover a discussão sobre o desmatamento e conscientizar as pessoas sobre essa questão que em grande escala afeta todo o mundo. A Amazônia é o pulmão do nosso planeta e a sua sobrevivência é fundamental. Tudo está interligado”.

Nativo e com toda a sua cadeia produtiva na Amazônia, o açaí é um poderoso fruto procurado pelo mercado nacional e internacional. Plantar mais de quatro milhões de árvores, de várias espécies, em áreas desmatadas da floresta, é o propósito do Amazônia Live, que por consequência também ajudará a manter o ecossistema sustentável para ter sempre disponível esse superfood.

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Com esse olhar, o Bravo Açaí criou uma embalagem exclusiva para reforçar a parceria. A edição especial tem a hashtag da campanha #euvoucomenergia, e foi desenvolvida para oferecer ao consumidor, além de praticidade e um saboroso produto, informações sobre o projeto, como fazer para participar e se conscientizar sobre esse tema tão importante. Na embalagem também tem um QR Code, código para facilitar o acesso ao vídeo oficial do Amazônia Live.

A edição especial do produto está disponível no mercado, no sabor Original com 500g, e pode ser encontrada nas principais lojas de produtos naturais e supermercados do país. Ao comprar o produto, o consumidor contribui com a plantação e árvores na Amazônia, “Este é só o começo da parceria que pretende estender até 2019, próxima edição do Rock In Rio. Durante esse período, parte da venda dos nossos produtos será revertida ao projeto Amazônia Live”, comenta Gabriel.

Durante o Rock in Rio, o público da cidade do rock poderá adquirir e saborear o snack da superfruta, na versão para consumo individual (150g + 20g de granola sem glúten – um dos diferenciais da marca), nos sabores açaí original, açaí zero e açaí com banana de verdade.

Único com biomassa de banana verde

O snack saudável de superfruta, do Bravo Açaí, é o único com biomassa da banana verde – um alimento funcional que ajuda a regular o intestino, facilita a absorção de nutrientes, é rico em fibras e amido resistente e promove sensação de saciedade.

Mais consistente e cremoso, o produto possui ingredientes naturais, sem glúten, sem lactose e, também, é vegano. Diferente de outras marcas do mercado, não utiliza produtos artificiais como açúcar refinado, xaropes, aromas, corantes artificias, adoçantes sintéticos, glucose de milho e aditivos químicos, é 100% natural.

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Rock In Rio X Amazônia Live

O maior festival do planeta tem um papel fundamental no projeto. Pensando na força deste evento para tornar o mundo melhor, movimentou sua rede de contatos para viabilizar o Amazônia Live. O objetivo de plantar quatro milhões de árvores contará com o apoio de parceiros, como Bravo Açaí, e artistas do evento.

Desde 2001, o Rock in Rio realiza ações socioambientais com mais de 200 entidades apoiadas, mais de 54 mil pessoas beneficiadas todos os anos e mais de 24 milhões de euros investidos em projetos no Brasil, em Portugal e na Espanha.

Informações: Bravo Açaí

Como o Brasil sagrou-se campeão em corrupção e devastação ambiental?*

Brasil: quinto maior país do globo em extensão territorial, com números de primeira grandeza. De um lado, abriga a maior floresta tropical do mundo, que garante o usufruto da maior reserva de água doce do mundo, com 12% do total disponível no planeta. De acordo com a Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), esse porcentual é 42% superior ao da Europa. De outro, concentra maior produção de gado comercial do planeta – com mais de 215 milhões de animais – e a maior produção mundial de soja, revezando a primeira colocação com os EUA.

No gerenciamento das leis que regem a coexistência dessas grandiosidades até aqui, claramente paradoxais – floresta e água versus animais e soja –, temos outro expoente: a classe política brasileira, que responde pelos maiores crimes de corrupção mundiais.

O Brasil segue sendo o que parece ter sido programado para se tornar desde o princípio: uma terra que se arrasa e de onde se extrai rapidamente todas as riquezas por uma casta de privilegiados. No início, era a corte portuguesa que se fazia representada por exploradores enviados pelo império lusitano. Outros, como franceses, holandeses e espanhóis, tentaram o mesmo, mas nenhum, no entanto, foi páreo para a classe dominante que aqui já se instalara.

Fosse pela agricultura de subsistência, mineração, pecuária, exploração de madeira e afins, todas as atividades econômicas brasileiras foram, por séculos, “solodependentes”. Do pau-brasil ao café; do ouro à cana-de-açúcar, nosso território tem por mais de 500 anos servido aos senhores da terra. Desse período, pelo menos quatro séculos e meio, aproximadamente, solidificaram nossa cultura no trinômio extração mineral, desmatamento e plantio.

A maioria das famílias de imigrantes que nos séculos posteriores aqui chegaram também tirou da terra o sustento e seguiu com o mesmo comportamento destruidor aqui encontrado. Alemães, italianos e seus descendentes aniquilaram as florestas do Sul do Brasil no século passado. Nada mudou desde então; seguimos aprisionados no mesmo trinômio, reféns de um sistema político montado não para nos servir, mas para ser servido.

Quem poderia evitar a catástrofe se omitiu. Governantes eleitos e o Poder Judiciário foram historicamente omissos, quando não coniventes, na questão ambiental. E continuam sendo. De acordo com a revista Exame, estima-se que 80% da madeira comercializada no Brasil seja ilegal, ou “falsamente legal”. Na prática, o produto fornecido ao mercado vem de madeireiras que burlam os sistemas de controle do governo.

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Foto: Zig Koch

Mas como é possível tamanha falta de controle? Na verdade, é muito simples a resposta: Brasília governa para Brasília. A bancada ruralista que passou a dominar o governo (40% dos 513 deputados) enxerga o Brasil com o mesmo olhar espoliativo-extrativista secular. Mais do que isso: trata as autarquias públicas como se fossem uma extensão de seus negócios agrossilvopastoris. Vale deixar muito claro que não se faz aqui nenhuma crítica a partidos de direita ou de esquerda, já que o partido desses senhores seria melhor descrito como PPP, “partido do meu pirão primeiro“. O que aqui se critica é o descumprimento e a manipulação das leis ambientais.

Os comportamentos patrimonialistas e criminosos perpetrados pela classe política são a maior expressão do desprezo total pelos conceitos de cidadania, patriotismo e legado. O que lhes importa é o carpe diem da corte, como testemunhamos, estarrecidos, no caso da ruína financeira do Rio de Janeiro. Pedir que essa gente tenha escrúpulos com a natureza neste país é quase risível. Evidentemente que farão de tudo por seus interesses e o das suas bancadas que, ironicamente, se mantêm no poder graças aos seus “currais eleitorais” – termo duplamente adequado, pois, para eles, os eleitores não passam de gado. E, se somos todos gado, agro é realmente tudo neste país.

Enganam-se aqueles que julgam ser o Sul do Brasil uma ilha de ética e prosperidade. Veja-se, por exemplo, a irresponsabilidade e falta de consciência ecológica do governo do Paraná e da Assembleia Legislativa do estado, que desejam reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana em 70%. Em Santa Catarina, uma medida provisória quer reduzir a área do Parque Nacional de São Joaquim em 20%, ou 17 mil hectares.

Estamos falando de regiões com incidência das últimas áreas de Floresta com Araucária e Campos Naturais do planeta. Essas formações vegetais estão extremamente ameaçadas pela extinção e erosão genética e contam com menos de 1% de remanescentes em bom estado de conservação. Ironicamente, no Paraná, a mais alta honraria pública amplamente utilizada é chamada de Ordem do Pinheiro, uma referência à tão explorada árvore nativa, que enriqueceu muitas famílias tradicionais brasileiras.

Infelizmente, não são preocupações públicas que movem a maioria dos parlamentares. São objetivos de cunho privado que visam tão somente favorecer uma casta de privilegiados num país cujo sistema político faliu. Enquanto as reformas não vêm, é preciso que a Justiça brasileira ocupe seu lugar de maneira exemplar, não apenas em Curitiba, mas em todos os municípios e em todas as instâncias.

Fosse cumprido o artigo 225 da Constituição Federal – que trata do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado –, certamente não estaríamos aqui lamentando um dos piores tipos de corrupção: aquela que nos rouba direitos inalienáveis e intergeracionais como nossa identidade cultural, qualidade do ar, da água e do clima.

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*Giem Guimarães é empresário e diretor-executivo do Observatório de Justiça e Conservação

 

Ônibus-cinema com curiosidades sobre as aves é atração na Petz

Projeto “O Incrível Mundo das Aves” estará neste sábado, das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê, com atividades e informações para despertar a consciência ambiental

A Petz fez uma parceria para apresentar o projeto de educação ambiental itinerante “O Incrível Mundo das Aves”, neste sábado (29), das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê. Trata-se de um ônibus especialmente adaptado, com 40 lugares, que exibe sessões de vídeo de 10 minutos sobre curiosidades das aves, para incentivar a conservação e preservação das espécies.

O público também poderá ver uma exposição de fotos em hiper-realismo digital das aves, como arara-azul e arara-canindé, e participar de atividades lúdicas. O projeto é uma iniciativa da empresa Zoológicos do Brasil, que divulga a educação ambiental no Estado de São Paulo. Produtos como canecas, almofadas e camisetas, que ajudam a manter o projeto, estarão à venda no local.

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O Incrível Mundo das Aves
Onde: Petz Marginal Tietê (Av. Presidente Castelo Branco, 1795, Pari – São Paulo)
Quando: 29 de julho, das 12h às 18h
Entrada: gratuita

 

Fundação do Câncer alerta sobre os riscos do tabagismo para o planeta

Desde a sua criação, uma das principais bandeiras da Fundação do Câncer é o controle do tabagismo, causa de diversas doenças, incluindo o câncer, e responsável por seis milhões de mortes por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Hoje, 31 de maio, é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco para mobilizar instituições ao redor do mundo para a causa.

Engajada neste movimento, a Fundação promove a campanha online intitulada “Tabaco: Uma ameaça ao desenvolvimento”, criada pela OMS, para mostrar o impacto econômico do tabagismo no crescimento sustentável dos países e os riscos à saúde da população.

“O nosso objetivo é revelar para a população que os malefícios do tabaco vão muito além dos prejuízos que trazem ao fumante. A produção e consumo do tabaco geram impactos negativos para a economia, meio ambiente, saúde e para o futuro de cada país. O intuito é abrir os olhos da sociedade para esta questão”, diz a psicóloga Cristina Perez, da área de Promoção à Saúde da Fundação.

A instituição está realizando ações em seus diferentes canais nas redes sociais. As peças trazem imagens e frases sobre os efeitos do tabagismo na natureza e na vida das pessoas. Na campanha, também são apresentados dados relevantes sobre o desmatamento global, desigualdade social, poluição, custos para saúde, entre outros.

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Pela página da Fundação do Câncer também é possível obter dicas para deixar de fumar e prevenção para o câncer.

Coleção OCA Camicado propõe contato maior com a natureza

A Coleção Oca é uma das novidades para o inverno 2017 na Camicado. A marca própria da rede, Home Style, criou sete coleções para atender a todos os gostos e estilos dos seus clientes, cada uma com seus conceitos e ‘lifestyles’ únicos. A Oca propõe um contato maior com a natureza, no intuito de conectar o espaço externo com o interno.

As peças da linha sugerem um ambiente mais natural, com diferentes texturas, tons terrosos e amadeirados, que lembram o campo e suas paisagens. Os materiais e padrões complementam a proposta da coleção de nos religar à energia da natureza: madeira, fibras naturais, couro, têxteis, cerâmica e estampas étnicas, resgatam as riquezas nativas da terra. O resultado, são produtos com estilo rústico que aquecem e trazem vida e conforto aos ambientes da casa.

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Fazem parte da coleção itens para cama: jogos de colcha, lençol e cobertor; mesa: aparelhos de jantar, toalha, centros de mesa, copos e taças; banho: toalhas, acessórios para bancada, espelho de mão e bandejas; e objetos de decoração, com vasos, adornos, potiches, porta-velas, caixas decorativas, porta-retratos, mantas e almofadas.

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Informações: Camicado

Fundação Grupo Boticário recebe troféu ambiental em Congresso Nacional

A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza foi premiada com o Troféu Empresa Amiga do Meio Ambiente, durante o XVII Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente. A homenagem, recebida por Leide Takahashi, gerente de projetos ambientais da instituição, foi um reconhecimento às ações de conservação da natureza realizadas em todo o Brasil, ao longo dos 26 anos de história da Fundação Grupo Boticário.

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Foto: Christiana Marques

A premiação foi concedida pela Abrampa (Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente), que realiza todos os anos o congresso com o propósito de promover debates sobre temas ambientais e estimular pesquisas relacionadas ao Direito Ambiental. Este ano, o evento foi realizado entre os dias 26 e 28 de abril, na cidade de São Paulo.

Mata Ciliar precisa de doações para ajudar Chico

Em janeiro deste ano, a Associação Mata Ciliar, ONG parceira da Vetnil, recebeu a onça-parda Chico, que, ainda filhote, havia passado por um terrível acidente: uma colheitadeira de cana-de-açúcar feriu o animal, que sofreu um profundo corte na cabeça ocasionado pela lâmina da colheitadeira, lesionando parte de seu cérebro e comprometendo a sua visão.

A fatalidade aconteceu na cidade de Tupã, interior paulista e machucou de diferentes formas Chico e sua família. Felizmente, a irmã Vicky e ele foram resgatados pela Associação Mata Ciliar, que desde então tem cuidado dos pequenos felinos.

“O Chico estava com 40 dias de vida e 1/8 do cérebro necrosado. Aliada à medicação utilizada nos felinos, utilizamos o Vita Vet C da Vetnil, pois a vitamina C é um poderoso antioxidante, que ajuda a anular os radicais livres. O produto também melhora o sistema imunológico, a pele, evita problemas oftálmicos, aumenta a absorção de ferro, dentre outros benefícios”, explica Jéssica Paulino, médica veterinária de fauna da Mata Ciliar.

A médica veterinária conta que também foram utilizados o Aminomix e o Vetmax Plus da Vetnil durante a recuperação. “O Aminomix é um fantástico suplemento vitamínico, mineral e de aminoácidos que utilizamos sobre a carne servida às onças, o que ajudou bastante durante a fase mais crítica, pois chegaram desnutridos e desidratados. Eles ainda estavam com vermes quando os recebemos, então o Vetmax foi essencial”, complementa Jéssica .

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Porém, apesar das pequenas vitórias, Chico e sua irmã, hoje com cerca de 6 meses, ainda precisam de ajuda, como a construção de um recinto que possa abrigá-los adequadamente. “As onças-pardas podem atingir 100kg, por isso necessitam de espaço para que atinjam a maturidade com saúde e qualidade de vida, já que não poderão voltar à natureza devido ao acidente. Eles precisarão ser monitorados e cuidados ao longo de suas vidas”, conta Cristiano de Sá, diretor de marketing e novos negócios da Vetnil.

Qualquer pessoa pode ajudar, depositando na conta da ONG clicando aqui. Em troca, a Associação oferece visitas para que os doadores possam conhecer o nobre trabalho que vêm sendo feito e, especialmente, ver de perto Chico e Vicky.

Morada da Floresta participa da 3ª Feirinha Positiva

Neste sábado, 25, acontece a 3ª Feirinha Positiva em São Paulo, e a Morada da Floresta estará lá com seus produtos. O evento, promovido pela Livraria da Vila, acontece das 10 às 17 horas e foi instituída com o objetivo de comercializar produtos que nos ajudam a ter um estilo de vida mais conectado a natureza.

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Para quem ainda não conhece, a Morada da Floresta possui Composteiras Domésticas (Minhocários) e Composteiras Empresariais (em cilindros). Além disso, a empresa possui uma série de outros produtos ecologicamente aprovados, tais como fraldas ecológicas, ecoabsorventes, coletores menstruais, maquiagens orgânicas e livros.

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Serviço:
3ª Feirinha Positiva
Data: 25 de março, sábado
Horário: 10h às 17h
Local: Livraria da Vila – Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena – São Paulo

Informações: Morada da Floresta

Brasileiros geram mais resíduos, apesar da crise

Deficiência na destinação final ainda afeta 76,5 milhões de pessoas

Contrariando as expectativas, a quantidade de RSU (Resíduos Sólidos Urbanos) descartados pela população continua a aumentar no Brasil, tanto em termos absolutos, como individualmente, apesar do impacto da crise econômica sobre o consumo. Este é o cenário apontado pela ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), na nova edição do Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil, principal radiografia sobre a gestão de resíduos no país, lançado em outubro, na semana de comemoração de 40 anos da entidade.

O total de RSU gerado no país aumentou 1,7%, de 78,6 milhões de toneladas para 79,9 milhões de toneladas, de 2014 a 2015, período em que a população brasileira cresceu 0,8% e a atividade econômica (PIB) retraiu 3,8%.

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A geração de resíduos sólidos no Brasil cresceu mais de 26% na última década (2005-2015), porém a gestão dos materiais descartados continua apresentando grande deficiência, e 76,5 milhões de brasileiros (mais de 1/3 da população) ainda sofrem com a destinação inadequada dos resíduos, em um país onde 30 milhões de toneladas foram depositadas em lixões ou aterros controlados, que do ponto de vista técnico apresentam os mesmos problemas dos lixões, já que não contemplam o conjunto de medidas necessárias para proteção do meio ambiente contra danos e degradações.

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“O desafio da gestão de resíduos sólidos urbanos continua bastante considerável, uma vez que apesar de uma melhora percentual, a cada ano um volume maior de resíduos é depositado em locais inadequados, sendo que mais de 3.300 municípios ainda fazem uso de unidades irregulares para destinação do lixo, o que significa graves riscos ao meio ambiente e impactos diretos na saúde da população”, destaca o diretor-presidente da ABRELPE, Carlos Silva Filho, ao lembrar que esse cenário contraria as determinações da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos – Lei Federal 12.305/2010) e de outras Leis Ambientais.

Os serviços de coleta mantiveram praticamente os mesmos índices de universalização observados anteriormente, com uma cobertura nacional de mais de 90%. As diferenças regionais, contudo, tornaram-se mais evidentes, já que as regiões Norte e Nordeste ainda estão com uma cobertura cerca de 80%, inferior à das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o índice é superior a 90%.

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O estudo da ABRELPE também mostrou que, em 2015, cada brasileiro gerou cerca de 391 kg de RSU, o que representa um volume similar e, em alguns casos, até maior do que aquele constatado em países mais desenvolvidos e com renda (PIB per capita) mais alta do que o Brasil.

País PIB per capita (USD) Geração RSU per capita (kg/hab/ano)
Islândia 47.493,20 347
Bélgica 46.622,50 438
Suécia 60.283,20 445
Japão 38.550,00 354
Coréia do Sul 25.998,00 358
BRASIL 9.850,00 391

De acordo com a entidade, a gestão adequada de resíduos sólidos é de vital importância para garantia de um futuro saudável e com alguma qualidade de vida, tendo sido incluída como uma das metas da nova agenda global dos 193 Estados-membros da ONU, que estabeleceram, por unanimidade, o compromisso de reduzir substancialmente, até 2030, a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso.

“No momento em que o mundo firma um pacto global em favor do meio ambiente, em que se discutem as bases da economia circular e se estabelecem as metas para um futuro sustentável, a gestão dos resíduos assume um caráter ainda mais prioritário para as sociedades”, afirma Silva Filho. “No entanto, o Brasil continua bastante atrasado no atendimento às determinações da PNRS, aprovada em 2010. No ritmo atual, o País não conseguirá cumprir o compromisso assumido perante a ONU, para implementar as ações definidas como prioridade até 2030”, observa o diretor- presidente da ABRELPE.

Coleta seletiva

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Pixabay

Segundo o Panorama elaborado pela ABRELPE, houve aumento paulatino das iniciativas municipais de coleta seletiva, conforme determinado pela PNRS, em todas as regiões do País. Em 2015, cerca de 70% dos municípios registraram tais atividades, que são cada vez mais demandadas pela sociedade. Em 2014, 64,8% dos municípios brasileiros apresentaram alguma iniciativa de coleta seletiva.

O aumento das iniciativas em municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foi bastante considerável, enquanto nas regiões Sul e Sudeste mais de 85% dos municípios implementaram ações nesse sentido, um índice superior à média nacional.

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Apesar desse aumento na abrangência das iniciativas de coleta seletiva, os índices de reciclagem no Brasil não apresentaram o mesmo avanço e, em alguns setores, houve até mesmo redução do total efetivamente reciclado, em comparação aos índices registrados anteriormente.

“O incremento da reciclagem é uma meta buscada não apenas no Brasil, mas também em várias partes do mundo, que já contam com medidas concretas de estímulo e desoneração para viabilizar os avanços pretendidos. Ações nesse sentido ainda são incipientes por aqui, e toda a cadeia da reciclagem sofre com a ausência de um sistema de gerenciamento integrado para superação dos gargalos existentes”, afirma o diretor-presidente da ABRELPE.

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Foto: Our World

Aspectos econômicos da gestão de resíduos

Para executar os serviços de limpeza urbana, incluindo coleta, transporte, destino final, varrição de ruas, manutenção de parques e demais serviços correlatos em âmbito municipal as prefeituras investiram, em média, recursos da ordem de R$ 10,15 por habitante / mês, e tiveram à disposição um contingente de 353.426 funcionários diretos, número que se manteve estável em comparação a 2014. Vale registrar, porém, que houve redução de 1,5% na quantidade de empregos gerados por empresas privadas.

Resíduos da construção e da saúde

Além dos RSU, os municípios brasileiros, em geral, também assumiram a responsabilidade pelos resíduos de construção e demolição (RCD) abandonados em vias e logradouros públicos, e pelos resíduos de serviços de saúde (RSS) gerados nas unidades públicas de atendimento à saúde.

Considerando os RSU, os RCD (Resíduos de Construção e Demolição) abandonados em vias públicas e os RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) gerados em unidades públicas de Saúde, os municípios brasileiros ficaram responsáveis por um total de 125 milhões de toneladas de resíduos em 2015, quantidade suficiente para encher 1.450 estádios do Maracanã.

“As obrigações municipais para com a gestão de resíduos sólidos aumentam a cada ano, seja em termos de volume a gerenciar, seja em termos de obrigações a cumprir. Por outro lado, os orçamentos municipais têm seguido em sentido contrário, sofrendo com reduções periódicas. Esse cenário mostra claramente que serviços essenciais como a limpeza urbana não podem mais ficar vinculados ao orçamento geral das cidades, e devem ser custeados individualmente pelos geradores, o que garante a sustentabilidade financeira dos serviços e mais justiça social, com aplicação efetiva do princípio do poluidor-pagador”, finaliza o diretor-presidente da ABRELPE.

Fonte: ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais