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Campanha ambiental mescla animais a cenário de devastação e poluição

Peça publicitária de marca de roupas polemiza com o slogan ‘A natureza não pode se adaptar a tudo’.

Contrariando o cientista francës Antoine Lavoisier (1743-1794) que tornou célebre a frase “Da natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, a ideia da campanha é engajar o público pela preservação ambiental.

Os anúncios assinados pela agência Avalanche Vitória para a marca de roupa Origens estão sendo veiculados em revistas e jornais no Espírito Santo. Ao todo, 3 anúncios foram criados com o seguinte slogan “A natureza não pode se adaptar a tudo”.

Em uma das imagens, vemos um pelicano sozinho em uma praia com muito lixo ao seu redor. Em destaque junto ao belo animal, um saco de lixo forma a bolsa do seu bico. Essa bolsa é geralmente usada pelo animal para capturar presas e drenar a água.

As lojas da marca Origens estão localizadas no Espírito Santo, estado cortado pelo importante Rio Doce. Até hoje, esse rio sofre com a morte de peixes e animais silvestres na região – principal resquício do maior desastre natural brasileiro. A tragédia foi ocasionada pelo rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, por uma mineradora em novembro de 2015.

A campanha reforça o engajamento da empresa com a natureza. Engajamento que vai além do discurso, como, por exemplo, parte das vendas, de algumas coleções, que são revertidas para apoiar projetos de preservação da natureza.

“Queremos passar a ideia de que ações humanas negativas interferem diretamente no meio ambiente e que, muitas vezes em função delas, algumas espécies podem não resistir”, diz Ricardo Montenegro, diretor de criação responsável pelas peças.

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Fonte: Origens

 

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Giuliana Flores ensina a criar um jardim sustentável

O jardim sustentável é um projeto novo no paisagismo. A ideia é utilizar espécies nativas e recursos que não agridam o meio ambiente e que possam ser implantados em áreas verdes urbanas (públicas, particulares, condomínios e empresas). Optar por esse tipo de jardinagem é uma forma de reservar um tempo para a natureza e conservá-la.

Já os convencionais são construídos apenas com objetivo estético. A intenção é disponibilizar uma área bonita, sem levar em consideração a economia dos recursos necessários para seu cultivo, a procedência dos materiais utilizados, adaptação das plantas ao local, entre outros detalhes.

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O projeto no caso de um jardim sustentável também leva em conta a estética, mas o importante é oferecer um bom ambiente às plantas e menores impactos possíveis ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, a maioria dos materiais utilizados em sua estrutura é reciclada ou reaproveitada, e há a economia de recursos naturais.

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Principais características

O solo é utilizado de forma racional, as técnicas de conservação da fertilidade e estrutura são pensadas para reduzir os impactos negativos ao meio ambiente. A escolha da vegetação leva em conta a identidade da flora local e a capacidade das espécies de reter água da chuva (o que evita alagamentos e outros problemas).

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Por serem compostos por vegetações adaptadas ao local, os jardins sustentáveis exigem pouca manutenção. Essa característica também proporciona mais vida longa ao projeto paisagista. A utilização de materiais orgânicos, reciclados e reutilizados oferecem um manejo mais simples, além da visita constante de pássaros, borboletas e outros insetos.

Faça o seu próprio jardim

Engana-se quem considera os jardins sustentáveis projetos viáveis apenas para espaços grandes. Se você gosta de jardinagem e vive em áreas urbanas, em locais reduzidos, pode também cultivar esse pedaço da natureza. Para isso, escolha as plantas nativas ou adaptáveis à região, solo e clima da sua região.

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Foto: MarkusSpiske/Pixabay

Você pode cultivar as espécies em vasos reciclados, pneus, garrafas PET, embalagens, deixando o ambiente mais charmoso e criativo. Os materiais também podem ser reutilizados para cuidar do seu cantinho. Reaproveite a água da chuva para regar as suas plantas, pense em um método de irrigação eficiente e que possibilite o armazenamento do líquido. Vale de tudo para gastar o mínimo de recursos energéticos e produzir o mínimo de resíduos.

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Foto: Dieneves/Pixabay
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Foto: Sirgreen/Pixabay

 

Fonte: Giuliana Flores

 

Joias unem facetas da natureza feminina às expressões dos fenômenos naturais

A joalheria dinamarquesa Pandora inspira mulheres a expressar seu estilo com joias atuais que unem tradição e inovação

A Coleção Natureza Pandora acaba de chegar ao Brasil com joias que conectam as diversas facetas da natureza feminina às expressões dos fenômenos naturais. O duo de designers italianos, Francesco Terzo e Filippo Ficarelli, estreia como VPs criativos da joalheria dinamarquesa, revisitando os códigos da marca e assinando a nova coleção.

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Como grande destaque, a marca apresenta o lançamento mundial Pandora Shine, a nova linha de joias criada a partir de três metais preciosos – núcleo de prata de lei, revestido por paládio e finalizada com ouro 18 quilates – que resulta em uma tonalidade dourada intensa. Essa nova composição passa a integrar o portfólio de metais da joalheria.

O brilho do mel, a zircônia cúbica e as listras esmaltadas em preto e amarelo são apresentadas na série Abelha Reluzente Pandora Shine, composta por charms, brincos, pendentes. Além das novas joias, desembarcam no Brasil edições limitadas de Colar Choker, Bracelete e Anel inspirados no padrão geométrico das colmeias.

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O duo de designers, também conhecidos como F&F, encontrou inspiração na pintura renascentista de Botticelli a Primavera. Trazendo os raios de sol dourados, a beleza da água cristalina e a diversidade da fauna e flora, elementos presentes na obra, para as icônicas joias em prata de lei da série Natureza Exuberante.

As joias estão disponíveis nas lojas Pandora de todo o Brasil e no e-commerce da marca.

Domingo é dia de plantar uma árvore em São Paulo e ajudar o planeta

Todo mundo está convidado a colocar a mão na terra e participar do II Plantio Global no próximo domingo, 18 de março, a partir das 9 horas, em São Paulo. A edição paulistana da iniciativa mundial será realizada pelo Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em parceria com a Prefeitura Municipal, na extensão da Avenida Dante Pazzanese, na Vila Mariana.

O Plantio Global é uma iniciativa comunitária e participativa de caráter pedagógico pela valorização das árvores e dos seus benefícios para a humanidade (e outras formas de vida). Isso é feito com a experiência do plantio simultâneo de mudas arbóreas e trocas de conhecimento que a reunião proporciona.

Mais do que um número de árvores plantadas, o propósito é agregar sensibilização, conscientização e educação ambiental para a população, realizando o plantio coletivo em diversos pontos do mundo – sempre pela preservação da natureza e reflexão sobre o efeito dos atos humanos na vida terrestre.

Todos podem participar, seja comparecendo e ajudando em um dos eventos de plantio ou criando sua própria iniciativa na sua comunidade. A ação colabora na concretização e localização de todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Se quiser replicar esta ação, use as hashtags e poste suas experiências nas redes sociais: #plantioglobal #plantaciónmundial #globalplanting

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Informações: Tel.: (11) 5087-1701

Por Hélio Filho

 

As noites agitadas do mundo animal

Biólogo apresenta as mais surpreendentes e curiosas criaturas noturnas

No mundo animal, as noites são bastante agitadas. Isso porque muitos bichos são mais ativos durante esse período. A escuridão os ajuda a se esconderem de seus predadores, e certas espécies possuem olhos, ouvidos e outras adaptações que as tornam especialistas na vida noturna. Em Criaturas Noturnas, o biólogo Guilherme Domenichelli apresenta animais notívagos dos biomas brasileiros, alguns deles não tão conhecidos, como o jupará, o mão-pelada ou a jaritataca, e outros mais “famosos”, como o morcego, o lobo e a coruja.

São oito capítulos, que representam os seis biomas oficiais do Brasil (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal), mais a Zona Costeira e as cidades. Cada um deles é repleto de informações e curiosidades selvagens! Logo no início do livro, o leitor descobre que a onça pintada é o felino com a mordida mais forte do reino animal, gosta de caçar à noite e é uma ótima nadadora. Já a caranguejeira-rosa-salmão-brasileira, natural da Caatinga, é uma aranha canibal, que pode caçar indivíduos da mesma espécie. Os cupins do Cerrado “trancam a porta” do cupinzeiro com terra e saliva quando os operários saem à noite para procurar comida.

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O autor aproveita para alertar que, atualmente, com a expansão das grandes cidades, muitas plantas e animais estão ameaçados de extinção. A cobra-coral, que vive na Mata Atlântica, bioma mais destruído do país, é um deles. Ela dorme de dia, de olhos abertos, e prefere ficar acordada durante a noite para se esconder de seus principais predadores, as aves.

Outro bichinho que corre risco de sumir do mapa é o gato-palheiro, natural dos Pampas. Ele tem um hábito pra lá de curioso: gosta de construir ninhos no alto das araucárias, onde fica escondido e descansando durante o dia. E, ao contrário do que muitos pensam, a anta é um animal bastante inteligente. Quando fica doente, sabe escolher folhas do Pantanal que servem como remédio para dor de barriga e vermes.

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Por fim, são apresentadas informações sobre bichos noturnos menos selvagens – porém, bastante corajosos –, que vivem em áreas povoadas por milhares de pessoas. Podemos não perceber, mas, enquanto dormirmos, a noite das cidades é dominada por animais como ratos, baratas, lagartixas e gatos. O mão-pelada, bichinho notívago parente do guaxinim, que vive na Zona Costeira, tem uma mania muito parecida com a nossa: a de mergulhar na água todo alimento antes de comer, como se estivesse lavando sua comida. Não é fascinante? Cheio de detalhes e ilustrado com fotos e desenhos dos animais, o livro é um valioso documento para despertar o interesse dos jovens leitores pelo estudo da rica fauna brasileira.

O autor

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Guilherme Domenichelli é biólogo. Aprendeu a gostar dos animais e da natureza ainda criancinha, quando passava férias no sítio do avô, no interior de São Paulo. É autor de outros livros sobre bichos para o público infantojuvenil, como Girafa tem torcicolo?, da editora Panda Books.

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Criaturas Noturnas
Autor: Guilherme Domenichelli
Editora: Panda Books
Páginas: 72
Formato: 21cmX25cm
Peso: 0,330 kg
Capa: Cartão 300g
Acabamento: Laminação fosca
Miolo: Couchê fosco
Preço: R$ 44,90

“Segunda Sem Carne” em estabelecimentos dentro de órgãos públicos em SP

No dia 27 de dezembro foi aprovado na Alesp (Assembleia Legislativa de SP), o PL 87/2016, do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), que institui a “Segunda Sem Carne” em restaurantes, lanchonetes, bares, escolas, refeitórios e estabelecimentos similares que exerçam suas atividades nos órgãos públicos do Estado de São Paulo. Se sancionada pelo governador, a Lei da Segunda Sem Carne dará à população de São Paulo um dia por semana para refletir sobre a aflição dos animais nos abatedouros e lembrar que, como nós, eles também têm direito a uma vida livre de sofrimento.

Isso significa que nesses locais nenhum tipo de carne e seus derivados poderão ser servidos as segundas-feiras, ainda que gratuitamente. O fornecimento de alimentos com carne fica proibido também nas escolas da rede pública de ensino. Além disso, os estabelecimentos deverão fixar em local visível ao consumidor um cardápio alternativo.

Segundo o deputado, o objetivo da lei é chamar a atenção da sociedade sobre as consequências do consumo de carne e de seus derivados: “São várias questões como o direito dos animais, a crise ambiental, o aquecimento global, a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas e as diversas doenças que afligem a população humana, incluindo doenças cardiovasculares, doenças crônicas degenerativas, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e diabetes, conforme tem sido apontado por Órgãos de Saúde Pública”.

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A Campanha Meat Free Mondays (Segunda Sem Carne), encabeçada por Paul McCartney no Reino Unido e com alcance em outros 44 países, visa conscientizar as pessoas para uma alimentação sem sofrimento animal, afinal, segundo a Organização “A Well Fed World” (Um Mundo Bem Alimentado) que incentiva o veganismo, por ano, são mortos cerca de 70 bilhões de animais para alimentação humana.

Segundo dados do IBGE de 2016, por dia são mortos no Brasil 81 mil bois, 117 mil suínos e 1,5 milhão de aves. São cerca de 6 bilhões de animais abatidos todos os anos no país – quase a população de seres humanos na Terra que hoje está 7,6 bilhões. A questão ambiental também preocupa. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) a indústria de carne é responsável por 18% das emissões globais de gases causadores do efeito estufa, ao passo que todos os transportes somados geram 13%.

“Sabe-se que o reino vegetal é plenamente capaz de suprir as necessidades de uma população. Uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie. Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais, os quais, considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos alternativas saudáveis e menos impactantes ao meio ambiente para nos alimentar”, argumenta o deputado.

O “Guia Alimentar” elaborado em prol da população brasileira, publicado em 2006 pelo Ministério da Saúde, faz um alerta sobre o consumo de carne: “No passado, acreditava-se que as crianças e também os adultos fisicamente ativos precisavam consumir alimentação com alto teor de proteína de origem animal. Hoje, sabe-se que não é assim. Uma alimentação rica em proteína animal contém altos teores de gorduras totais e de gorduras saturadas, portanto poderá não ser saudável”.

O descumprimento da Lei acarreta multa de 300 Ufesp’s (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), dobrando o valor para cada reincidência. Veja o PL na íntegra acessando aqui.

Ouro de tolo: Renca e o futuro da Amazônia*

Após forte pressão popular, o Governo Federal revogou o decreto que abriria à exploração a Reserva Nacional do Cobre e Associados (RENCA), uma área de 4,7 milhões de hectares no Nordeste da Amazônia que representa a última grande fronteira mineral no Brasil. Não constava no decreto alterações nos limites das unidades de conservação e terras indígenas já existentes na região, contudo, o estímulo direto para uma atividade de elevado impacto ambiental traria danos importantes para os importantes remanescentes florestais da região, inclusive em áreas protegidas.

O objetivo seria expandir receitas para financiar desequilíbrios macroeconômicos e incentivar a expansão de atividades que, embora altamente lucrativas em termos privados, geram elevados custos sociais e ambientais. Essa decisão foi tomada sem debate com a sociedade, por um governo marcado por sucessivos escândalos e contra parecer técnico do Ministério do Meio Ambiente. Seriam incentivadas atividades de mineração que pouco contribuem para a inclusão social, pois geram poucos empregos locais.

Além das áreas afetadas diretamente pela lavra, a mineração também pediria a construção de vias para escoamento mineral, com grande impacto em áreas de floresta hoje altamente preservada. A chegada dos trabalhadores para a construção dessas vias traz doenças e outros problemas associados a esse tipo de projeto: violência, alcoolismo, prostituição e ruptura de estruturas sociais nas comunidades estabelecidas (ao contrário do que se pensa, a área em questão não é um território vazio de gente).

Isso explica porque o projeto recebeu tantas críticas, justamente quando a cúpula política se esforça no Congresso Nacional para reduzir ao máximo as salvaguardas legais do licenciamento ambiental. O péssimo histórico do setor mineral tampouco ajuda, como revelado pelo gigantesco passivo para a sociedade deixado pelo acidente da mineradora Samarco em Mariana (MG) em 2015, reflexo da péssima qualidade de sua gestão ambiental.

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Tudo isso caracteriza o modelo de reprimarização da economia brasileira, cada vez mais dependente da agropecuária e mineração: a competitividade é baseada no acesso barato a matérias-primas e energia e na desconsideração dos custos socioambientais. Esse “garimpo” de recursos naturais reforça a exclusão social, com benefícios concentrados em um grupo pequeno de pessoas, mas a degradação ambiental é deixada para todos. O problema é agravado pela redução contínua de recursos orçamentários destinados à proteção ambiental, tornada cada vez menos efetiva após sucessivos cortes orçamentários.

O setor privado resiste a adotar medidas de internalização dos custos socioambientais, especialmente nos segmentos intensivos em recursos naturais, como mineração e agropecuária, e atividades intensivas em energia e poluição. A visão (falaciosa) de que crescimento econômico e preservação ambiental são essencialmente antagônicos ainda prevalece junto aos tomadores de decisão. Em analogia à “teoria do bolo” que argumentava que a concentração de renda era necessária para o crescimento econômico, pode-se dizer que o princípio norteador da re-primarização é “preciso sujar o bolo para ele crescer; depois a gente limpa”.

Também há perdas econômicas. O último ciclo expansivo de aumento dos preços das commodities ocultou a tendência de longo prazo do comportamento dos termos de troca, mas no período recente é nítido que as commodities voltaram a um comportamento descendente em comparação com os produtos intensivos em tecnologia. Não há luz no fim da mina.

Por isso, a exploração de minérios na Renca não pode ser pensada de forma isolada, mas como mais um elemento do retrocesso no desenvolvimento brasileiro. Sob o argumento de resolver os problemas de curto prazo, voltamos aos ciclos coloniais de dependência de exportação de produtos primários, criando grandes passivos sociais e ambientais que cobrarão seu custo mais a frente. A conta, mais uma vez, vai ser deixada para as gerações futuras pagarem.

*Carlos Eduardo Frickmann Young é professor do Instituto de Economia da UFRJ, onde coordena o Grupo de Economia do Meio Ambiente, e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza

 

Bravo é o açaí oficial do Rock In Rio

Parceira do festival, a marca contribui com o projeto Amazônia Live, para plantar milhões de árvores na floresta Amazônica

Eu vou com energia é a campanha do Bravo Açaí para o Amazônia Live, projeto socioambiental do Rock In Rio. A ação tem como objetivo o reflorestamento da Amazônia, que passa por um problema sério por conta do desmatamento, que ameaça o equilíbrio ecológico, os recursos naturais e o meio ambiente.

Segundo o sócio-proprietário da marca, Gabriel Arruda, “o Rock In Rio é o maior festival de música do planeta e com sua influência consegue promover a discussão sobre o desmatamento e conscientizar as pessoas sobre essa questão que em grande escala afeta todo o mundo. A Amazônia é o pulmão do nosso planeta e a sua sobrevivência é fundamental. Tudo está interligado”.

Nativo e com toda a sua cadeia produtiva na Amazônia, o açaí é um poderoso fruto procurado pelo mercado nacional e internacional. Plantar mais de quatro milhões de árvores, de várias espécies, em áreas desmatadas da floresta, é o propósito do Amazônia Live, que por consequência também ajudará a manter o ecossistema sustentável para ter sempre disponível esse superfood.

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Com esse olhar, o Bravo Açaí criou uma embalagem exclusiva para reforçar a parceria. A edição especial tem a hashtag da campanha #euvoucomenergia, e foi desenvolvida para oferecer ao consumidor, além de praticidade e um saboroso produto, informações sobre o projeto, como fazer para participar e se conscientizar sobre esse tema tão importante. Na embalagem também tem um QR Code, código para facilitar o acesso ao vídeo oficial do Amazônia Live.

A edição especial do produto está disponível no mercado, no sabor Original com 500g, e pode ser encontrada nas principais lojas de produtos naturais e supermercados do país. Ao comprar o produto, o consumidor contribui com a plantação e árvores na Amazônia, “Este é só o começo da parceria que pretende estender até 2019, próxima edição do Rock In Rio. Durante esse período, parte da venda dos nossos produtos será revertida ao projeto Amazônia Live”, comenta Gabriel.

Durante o Rock in Rio, o público da cidade do rock poderá adquirir e saborear o snack da superfruta, na versão para consumo individual (150g + 20g de granola sem glúten – um dos diferenciais da marca), nos sabores açaí original, açaí zero e açaí com banana de verdade.

Único com biomassa de banana verde

O snack saudável de superfruta, do Bravo Açaí, é o único com biomassa da banana verde – um alimento funcional que ajuda a regular o intestino, facilita a absorção de nutrientes, é rico em fibras e amido resistente e promove sensação de saciedade.

Mais consistente e cremoso, o produto possui ingredientes naturais, sem glúten, sem lactose e, também, é vegano. Diferente de outras marcas do mercado, não utiliza produtos artificiais como açúcar refinado, xaropes, aromas, corantes artificias, adoçantes sintéticos, glucose de milho e aditivos químicos, é 100% natural.

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Rock In Rio X Amazônia Live

O maior festival do planeta tem um papel fundamental no projeto. Pensando na força deste evento para tornar o mundo melhor, movimentou sua rede de contatos para viabilizar o Amazônia Live. O objetivo de plantar quatro milhões de árvores contará com o apoio de parceiros, como Bravo Açaí, e artistas do evento.

Desde 2001, o Rock in Rio realiza ações socioambientais com mais de 200 entidades apoiadas, mais de 54 mil pessoas beneficiadas todos os anos e mais de 24 milhões de euros investidos em projetos no Brasil, em Portugal e na Espanha.

Informações: Bravo Açaí

Como o Brasil sagrou-se campeão em corrupção e devastação ambiental?*

Brasil: quinto maior país do globo em extensão territorial, com números de primeira grandeza. De um lado, abriga a maior floresta tropical do mundo, que garante o usufruto da maior reserva de água doce do mundo, com 12% do total disponível no planeta. De acordo com a Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), esse porcentual é 42% superior ao da Europa. De outro, concentra maior produção de gado comercial do planeta – com mais de 215 milhões de animais – e a maior produção mundial de soja, revezando a primeira colocação com os EUA.

No gerenciamento das leis que regem a coexistência dessas grandiosidades até aqui, claramente paradoxais – floresta e água versus animais e soja –, temos outro expoente: a classe política brasileira, que responde pelos maiores crimes de corrupção mundiais.

O Brasil segue sendo o que parece ter sido programado para se tornar desde o princípio: uma terra que se arrasa e de onde se extrai rapidamente todas as riquezas por uma casta de privilegiados. No início, era a corte portuguesa que se fazia representada por exploradores enviados pelo império lusitano. Outros, como franceses, holandeses e espanhóis, tentaram o mesmo, mas nenhum, no entanto, foi páreo para a classe dominante que aqui já se instalara.

Fosse pela agricultura de subsistência, mineração, pecuária, exploração de madeira e afins, todas as atividades econômicas brasileiras foram, por séculos, “solodependentes”. Do pau-brasil ao café; do ouro à cana-de-açúcar, nosso território tem por mais de 500 anos servido aos senhores da terra. Desse período, pelo menos quatro séculos e meio, aproximadamente, solidificaram nossa cultura no trinômio extração mineral, desmatamento e plantio.

A maioria das famílias de imigrantes que nos séculos posteriores aqui chegaram também tirou da terra o sustento e seguiu com o mesmo comportamento destruidor aqui encontrado. Alemães, italianos e seus descendentes aniquilaram as florestas do Sul do Brasil no século passado. Nada mudou desde então; seguimos aprisionados no mesmo trinômio, reféns de um sistema político montado não para nos servir, mas para ser servido.

Quem poderia evitar a catástrofe se omitiu. Governantes eleitos e o Poder Judiciário foram historicamente omissos, quando não coniventes, na questão ambiental. E continuam sendo. De acordo com a revista Exame, estima-se que 80% da madeira comercializada no Brasil seja ilegal, ou “falsamente legal”. Na prática, o produto fornecido ao mercado vem de madeireiras que burlam os sistemas de controle do governo.

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Foto: Zig Koch

Mas como é possível tamanha falta de controle? Na verdade, é muito simples a resposta: Brasília governa para Brasília. A bancada ruralista que passou a dominar o governo (40% dos 513 deputados) enxerga o Brasil com o mesmo olhar espoliativo-extrativista secular. Mais do que isso: trata as autarquias públicas como se fossem uma extensão de seus negócios agrossilvopastoris. Vale deixar muito claro que não se faz aqui nenhuma crítica a partidos de direita ou de esquerda, já que o partido desses senhores seria melhor descrito como PPP, “partido do meu pirão primeiro“. O que aqui se critica é o descumprimento e a manipulação das leis ambientais.

Os comportamentos patrimonialistas e criminosos perpetrados pela classe política são a maior expressão do desprezo total pelos conceitos de cidadania, patriotismo e legado. O que lhes importa é o carpe diem da corte, como testemunhamos, estarrecidos, no caso da ruína financeira do Rio de Janeiro. Pedir que essa gente tenha escrúpulos com a natureza neste país é quase risível. Evidentemente que farão de tudo por seus interesses e o das suas bancadas que, ironicamente, se mantêm no poder graças aos seus “currais eleitorais” – termo duplamente adequado, pois, para eles, os eleitores não passam de gado. E, se somos todos gado, agro é realmente tudo neste país.

Enganam-se aqueles que julgam ser o Sul do Brasil uma ilha de ética e prosperidade. Veja-se, por exemplo, a irresponsabilidade e falta de consciência ecológica do governo do Paraná e da Assembleia Legislativa do estado, que desejam reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana em 70%. Em Santa Catarina, uma medida provisória quer reduzir a área do Parque Nacional de São Joaquim em 20%, ou 17 mil hectares.

Estamos falando de regiões com incidência das últimas áreas de Floresta com Araucária e Campos Naturais do planeta. Essas formações vegetais estão extremamente ameaçadas pela extinção e erosão genética e contam com menos de 1% de remanescentes em bom estado de conservação. Ironicamente, no Paraná, a mais alta honraria pública amplamente utilizada é chamada de Ordem do Pinheiro, uma referência à tão explorada árvore nativa, que enriqueceu muitas famílias tradicionais brasileiras.

Infelizmente, não são preocupações públicas que movem a maioria dos parlamentares. São objetivos de cunho privado que visam tão somente favorecer uma casta de privilegiados num país cujo sistema político faliu. Enquanto as reformas não vêm, é preciso que a Justiça brasileira ocupe seu lugar de maneira exemplar, não apenas em Curitiba, mas em todos os municípios e em todas as instâncias.

Fosse cumprido o artigo 225 da Constituição Federal – que trata do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado –, certamente não estaríamos aqui lamentando um dos piores tipos de corrupção: aquela que nos rouba direitos inalienáveis e intergeracionais como nossa identidade cultural, qualidade do ar, da água e do clima.

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*Giem Guimarães é empresário e diretor-executivo do Observatório de Justiça e Conservação

 

Ônibus-cinema com curiosidades sobre as aves é atração na Petz

Projeto “O Incrível Mundo das Aves” estará neste sábado, das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê, com atividades e informações para despertar a consciência ambiental

A Petz fez uma parceria para apresentar o projeto de educação ambiental itinerante “O Incrível Mundo das Aves”, neste sábado (29), das 12 às 18 horas, no estacionamento da loja Marginal Tietê. Trata-se de um ônibus especialmente adaptado, com 40 lugares, que exibe sessões de vídeo de 10 minutos sobre curiosidades das aves, para incentivar a conservação e preservação das espécies.

O público também poderá ver uma exposição de fotos em hiper-realismo digital das aves, como arara-azul e arara-canindé, e participar de atividades lúdicas. O projeto é uma iniciativa da empresa Zoológicos do Brasil, que divulga a educação ambiental no Estado de São Paulo. Produtos como canecas, almofadas e camisetas, que ajudam a manter o projeto, estarão à venda no local.

avesServiço
O Incrível Mundo das Aves
Onde: Petz Marginal Tietê (Av. Presidente Castelo Branco, 1795, Pari – São Paulo)
Quando: 29 de julho, das 12h às 18h
Entrada: gratuita