Arquivo da categoria: Olhos

Compressas e make ajudam a disfarçar olhos inchados e cansados

Chá gelado de camomila e corretivos são aliados poderosos na hora de atenuar o olhar após uma noite maldormida

Os olhos são realmente a “janela da alma”. Quando não estamos bem, eles refletem alguns dos nossos problemas. Uma noite maldormida, uma gripe, aquele choro incontrolável antes de dormir, poucas horas de descanso ou uma alergia podem resultar em olhos inchados ao despertar. Como ninguém gosta de desfilar com olhos cansados, existem algumas maneiras de atenuar esse aspecto.

Além das bolsas térmicas em formato de máscaras que ficam na geladeira, há outras maneiras de reduzir o inchaço dos olhos. Uma delas é fazer um bom chá de camomila, deixá-lo gelar e, pela manhã, aplicá-lo na região dos olhos, molhando chumaços ou rodelas de algodão (tipo de compressa), e deixando-os sobre os olhos por alguns minutos.

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Foto: chamomileteaonline

Usar um creme noturno roll-on para a área dos olhos é outra artimanha para disfarçar o cansaço no olhar, pois eles ajudam a diminuir o inchaço no dia seguinte. O melhor é dar preferência a produtos que tenham fórmulas enriquecidas com cafeína, retinol, vitamina C e ácido hialurônico, pois essas substâncias estimulam a circulação sanguínea local, clareiam os pigmentos escuros e diminuem o acúmulo de líquidos que causam inchaço.

A maquiagem, por sua vez, também ajuda a disfarçar olhos cansados e inchados. Por isso, um item indispensável é o corretivo. “Pense num triângulo de cabeça para baixo e passe o produto com ação corretiva dessa forma abaixo dos olhos. Dê leves batidinhas na pele para espalhá-lo de forma homogênea na pele”, recomenda Camilla de Moraes, maquiadora e consultora da Netfarma.

Olhos inchados, em geral, estão menores e mais fechadinhos. “Por isso, recomendo somente o uso de uma máscara de cílios. Também evite os lápis escuros na linha d’água dos olhos, já que o produto neste momento pode reduzir ainda mais o tamanho dos olhos”, complementa.

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Mais uma dica: iluminar outras áreas do rosto é uma das estratégias para tirar a atenção dos olhos. Uma ideia é usar um iluminador logo abaixo da sobrancelha, uma forma de aumentar o olhar. Depois disso, finalize com o blush para dar uma cor saudável à pele e um batom colorido, com a mesma função.

Fonte: Netfarma 

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Quatro dicas para aplicar colírio da forma correta e evitar doenças

Colírio é um medicamento utilizado normalmente por quem tem frequente irritação nos olhos ou trata de alguma enfermidade ocular. É por isso que existem diversos tipos do remédio, com diferentes composições e indicações, que devem ser utilizados com bastante cautela.

“Muitas pessoas não conhecem as diferenças e acabam prejudicando a vista pelo uso incorreto. Além dos colírios convencionais, existe o antibiótico para uso mais complexo, que só pode ser adquirido com prescrição médica”, explica  Alexandre Misawa, oftalmologista do Hospital San Paolo, centro hospitalar de média complexidade localizado na zona norte de São Paulo.

Contudo, há colírios que são vendidos sem receita – entre eles, os anti-inflamatórios -, utilizados normalmente para quadros de inflamação e pós-operatório. E é aí que está o perigo. “O uso desse tipo de colírio em excesso e sem orientação médica pode provocar catarata e glaucoma medicamentoso, doenças que podem levar à cegueira”, ressalta.

Segundo o médico, o colírio é, sim, o melhor medicamento para tratar enfermidades dos olhos, pois ele atinge diretamente o globo ocular e apresenta uma ação mais eficiente. Entretanto é preciso cautela na administração. Confira algumas dicas para evitar reações adversas:

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Pixabay

-Certifique-se de que está usando um colírio, pois muitos pacientes confundem o medicamento com remédios antifúngicos;

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Imagem: Farmacêutico Digital

-Cheque sempre a validade do produto;

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-Não compartilhe o mesmo colírio com outras pessoas. O uso compartilhado pode facilitar a contaminação e desencadear doenças em olhos que antes eram livres de enfermidades;

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ClipArt/Pixabay

-Aplique o remédio e mantenha os olhos fechados por alguns segundos. O comum ato de piscar continuamente faz com que o colírio escorra, o que além de desperdiçar acaba diminuindo o efeito do medicamento.

Fonte: Hospital San Paolo

Óculos: modelo solar da Secret retrata os yuppies dos anos 80 em NY

Urbana, diversa e antenada, Nova York sempre foi o epicentro das mudanças culturais nos Estados Unidos e no mundo. Nos anos 1980 não foi diferente. Em resposta ao fim do colorido sonho paz e amor dos anos 1970, a cidade se tornou berço da estética sombria e agressiva do movimento punk no início da década.

Em seguida, jovens com muita grana para torrar dominaram o cenário, trazendo música pop alegre, cores chamativas e roupas super estruturadas. Chamados de yuppies (young urban profissionals), são a grande inspiração para o lançamento de solar da Secret.

Queens, homenagem ao maior distrito de Nova York, com estilo vintage descontraído, com hastes e frontal em Grilamid e detalhes da ponte e travessão de metal. A grande novidade é que este modelo e os campeões de venda da marca (Breakaway, Sophia, Wannabe, Motley, Lovefool e Pettit) passam a ser feitos com lentes polarizadas.

As lentes polarizadas filtram os reflexos e o brilho de maneira muito mais eficiente, oferecendo conforto e proteção superior aos olhos, além de imagens com contraste perfeito, extremamente fiéis ao que se vê a olho nu.

A Secret passa a oferecer modelos Polarizados para preencher a enorme carência de óculos femininos com esse tipo de lente no mercado. Os modelos ainda chegam ao público com uma ótima relação custo-benefício para a categoria.

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Informações: Secret

Ceratocone acomete entre 0,5% a 3% da população mundial

Doença é causada pelo encurvamento e afinamento progressivo da córnea, o que compromete a visão e gera alto grau de miopia e astigmatismo

Em todo o mundo, entre 0,5% e 3% das pessoas são acometidas pela doença. Seu aparecimento é mais comum na adolescência, de forma espontânea e em ambos os sexos. Dificilmente o Ceratocone se desenvolverá após os 30 anos.

“Uma córnea normal tem um formato arredondado, quase esférico, o que faz com que as imagens sejam focalizadas corretamente. Com Ceratocone, ela sofre uma deformação progressiva, tendo sua resistência e elasticidade alteradas, deixando-a mais fina e com formato cônico”, explica Myrna Serapião, vice-diretora do H.Olhos Paulista e oftalmologista especializada na doença.

Causas

Alguns estudos indicam que esta doença ocular pode estar relacionada a mudanças físicas e bioquímicas no tecido corneano. Entre 5% e 27% dos casos têm histórico da doença na família e aproximadamente um terço dos pacientes tem alergia ocular, com consequente coceira nos olhos. O ato de coçá-los com frequência está diretamente ligado ao afinamento da córnea, uma das características da doença.

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Diagnóstico

Muitos pacientes não percebem o Ceratocone em seu início, quando a córnea começa a se curvar. Seu nível de gravidade é classificado em quatro estágios, sendo o primeiro o mais leve.

Na maioria das vezes, a doença caracteriza-se pelo surgimento de miopia ou astigmatismo. Em estágios iniciais, o paciente começa a se queixar de mudanças frequentes na prescrição dos óculos, visão borrada, embaçada, com halos de luz ou distorcida e alta sensibilidade à luz.

Tratamento

Apesar de o transplante de córnea ser o único tratamento definitivo da doença, atualmente existem outros métodos que, quando indicados adequadamente pelo oftalmologista, podem melhorar a visão e a qualidade de vida dos pacientes. As opções variam de acordo com os quatro estágios da doença. Na fase inicial, a visão pode ser corrigida com o uso de óculos. Na fase moderada, recomenda-se o uso de lentes de contato específicas para ceratocone ou o implante de anel intracorneano. Já nas fases mais avançadas, o tratamento baseia-se no transplante de córnea.

“Os pacientes que apresentam progressão documentada da doença podem ser tratados com o cross-linking em qualquer fase da doença”, acrescenta Dra. Myrna. Esse é um procedimento que aumenta a resistência e a estabilidade da córnea. Sua finalidade é minimizar o desenvolvimento da doença.

Quando a doença não pode mais ser corrigida com os óculos ou com lentes de contato, recomenda-se o implante do anel Intraestromal, uma técnica cirúrgica que pode corrigir imperfeições e irregularidades da superfície da córnea geradas pelo Ceratocone.

“Quando a doença já está em um grau muito evoluído e nenhuma das outras técnicas consegue restaurar a visão, é necessário fazer o transplante de córnea, que pode ser realizado de três formas diferentes”, explica Myrna.

-Ceratoplastia lamelar: é o transplante da porção anterior ou posterior da córnea, indicado em casos de doenças que afetam a córnea em suas diferentes camadas;

-Ceratoplastia penetrante: é o transplante que envolve toda a espessura da córnea. Indicado em casos de doenças que afetam todas as camadas da córnea;

-Transplante de córnea a laser: é o transplante de córnea realizado por um laser com pulsos de energia de curta duração e altíssima velocidade – o laser de femtosegundo. Este permite maior precisão na incisão corneana, pois utiliza o laser ao invés de lâminas, o que aumenta a segurança do procedimento.

Fonte: H. Olhos Paulista

Semana Mundial da Saúde Ocular: oftalmologista dá dicas

Estamos celebrando a Semana Mundial da Saúde Ocular. O período tem como objetivo conscientizar e mobilizar a população sobre a importância do cuidado da saúde dos olhos afinal, a visão é um dos sentidos mais importantes e requer muitos cuidados. Henrique Glatt, oftamologista da Policlínica Granato, preparou algumas dicas para os cuidados da saúde da visão.

1) Mantenha bons hábitos alimentares: você sabia que problemas de visão podem estar ligados à uma alimentação carente de vitaminas? Certos alimentos, além de fazerem bem à saúde, também contribuem bastante para a manutenção da sua saúde ocular. A vitamina D, por exemplo, presente na gema de ovo, vegetais verde-escuros e legumes amarelo-alaranjados e o ômega-3, presente na linhaça, vegetais e peixes como salmão, bacalhau e atum, são fundamentais para a saúde ocular, evitando as formas graves da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Além dela, a vitamina E e outros antioxidantes também são importantes, tanto na prevenção da DMRI como para postergar a catarata e proteger contra o mal de Parkison e doença de Alzheimer. “Doenças sistêmicas descompensadas e baixa imunidade podem comprometer a saúde ocular. Manter bons hábitos alimentares e cuidar bem da saúde é essencial para o bem-estar de todo o organismo, inclusive para a visão”, afirma o médico.

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2) Proteja seus olhos do sol: exposição excessiva aos raios ultravioleta pode contribuir para o envelhecimento da retina. Para um cuidado maior, é necessário conferir se os óculos de sol tem proteção certificada contra os raios UVA/UVB. “Óculos sem a proteção certificada podem causar muitos danos. Isso porque as lentes escuras fazem dilatar as pupilas dos olhos, deixando entrar mais raios UVA/UVB que irão danificar a retina e o cristalino dos olhos, fator que pode gerar a catarata precoce”, explica o médico.

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3) Não use qualquer colírio: nunca use um colírio sem receita médica. Os olhos são órgãos extremamente sensíveis e um colírio errado pode trazer sérios problemas, piorar a irritação e , em certos casos, levar até mesmo á cegueira.

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4) Não descuide durante o tempo seco: a baixa umidade do ar causa irritação, ardência e vermelhidão ocular, por agravar a evaporação da lágrima. Ventiladores e ar condicionados devem ser evitados, pois ressecam ainda mais os olhos. Outras atividades como o uso contínuo e prolongado de celulares e computadores também afetam diretamente nos sintomas da Síndrome do Olho Seco No caso de irritação, o médico oftalmologista pode indicar o uso de colírios lubrificantes, conhecidos como “lágrimas artificias”.

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5) Visite seu médico regularmente: é importante ressaltar que o medico oftalmologista é o único profissional de saúde habilitado e capacitado para o cuidado integral da saúde ocular, desde a prescrição das lentes corretivas (óculos ou lentes de contato) até a prevenção e o tratamento das doenças oculares. Visite seu oftalmologista regularmente.

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Fonte: Policlínica Granato

Jequiti lança duas poderosas máscaras para cílios

Os produtos, da linha regular Aviva, trazem cerdas especiais, que oferecem volume, definição e alongamento 

A Jequiti traz para sua linha regular de maquiagem Aviva, duas novas máscaras para cílios, Ultra Impact e Extreme Drama. Os produtos, indispensáveis em qualquer produção, prometem dar um “up” nos cílios deixando-os volumosos.

A máscara #UltraImpactAviva possui uma ponteira com curvatura especial que oferece um acabamento perfeito dos cílios no canto dos olhos. Sua cerda em 180º promove o efeito de ultravolume e definição, deixando o olhar impactante.

Já a máscara #ExtremeDramaAviva se destaca por trazer cerdas especiais. Sua escova oferece cerdas curtas e longas que se intercalam garantindo extremo volume e alongamento dos cílios. A distância entre as cerdas permite aplicar mais máscara nos cílios, oferecendo o efeito desejado.

Preço promocional/cada: R$ 33,90. Preço regular/cada: R$ 39,90.

Os lançamentos podem ser adquiridos por meio de uma das 220 mil consultoras localizadas em todo o país.

Informações: Jequiti

Glaucoma: certas posições de ioga podem afetar a pressão ocular

Os pacientes com glaucoma podem sofrer aumento da pressão ocular como resultado de várias posições de cabeça para baixo, enquanto praticam ioga, informa um novo estudo, publicado na revista PLOS ONE.

O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível, nos Estados Unidos, e pode afetar dramaticamente a qualidade de vida dos pacientes, causando perda visual de moderada a grave.

“Danos ao nervo óptico ocorrem em pacientes com glaucoma quando a pressão dos fluídos que circulam dentro dos olhos aumenta. A pressão intraocular elevada (PIO) é o fator de risco mais conhecido para o dano glaucomatoso e, atualmente, o único fator modificável para o qual o tratamento tem um efeito comprovado na prevenção ou no retardamento da progressão da doença”, afirma o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

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Foto: FreeGreatPicture

“Embora todo médico encoraje seus pacientes a adotar um estilo de vida ativo e saudável, certos tipos de atividades físicas, incluindo flexões e levantamento de peso, devem ser evitadas por pacientes com glaucoma devido ao risco de aumento da PIO e de possíveis danos ao nervo óptico. O novo estudo ajuda os oftamologistas a aconselharem os seus pacientes sobre o risco potencial associado com várias posições de ioga e outros exercícios que envolvem poses invertidas”, explica a especialista em glaucoma do IMO, a oftalmologista Márcia Lucia Marques.

Em pesquisas anteriores, estudos e relatos de casos tinham testado apenas a posição headstand da ioga, que mostrou uma elevação da PIO. No novo estudo, os pesquisadores contaram com participantes saudáveis, ​​sem doença ocular, e pacientes com glaucoma, que realizaram uma série de posições de ioga invertida. Os pesquisadores mediram a PIO, em cada grupo, na linha de base sentada, por dois minutos enquanto mantinham a pose, logo após terem executado as poses invertidas e depois novamente 10 minutos depois de descansarem na posição sentada.

“Os participantes – com e sem glaucoma – mostraram um aumento da PIO em todas as quatro posições de ioga invertidas, com um maior aumento de pressão ocorrendo durante a postura cão olhando para baixo. Quando as medições foram feitas depois que os participantes retornaram a uma posição sentada e novamente depois de esperar dez minutos, a pressão, na maioria dos casos, permaneceu ligeiramente elevada a partir da linha de base”, afirma Márcia.

Como sabemos que qualquer PIO elevada é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento e a progressão de danos aos nervo óptico, o aumento da PIO, após a realização de poses de ioga invertidas é uma preocupação para os pacientes com glaucoma e seus oftalmologistas. “Os pacientes devem ser aconselhados a compartilhar com seus instrutores de ioga sua doença para permitir modificações durante a prática de ioga”, destaca a oftalmologista.

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A equipe de pesquisadores enfatiza também a importância de educar os pacientes com glaucoma sobre todos os riscos e benefícios relacionados aos exercícios físicos e à visão, bem como quaisquer outros fatores que possam afetar a progressão do glaucoma, incluindo dieta, estilo de vida e outras co-condições mórbidas, como o diabetes.

Fonte: IMO

 

Iniciativa disponibiliza testes genéticos para doenças hereditárias da retina

Objetivo é ajudar no diagnóstico preciso e, por consequência, auxiliar no planejamento familiar e profissional dos pacientes

O Brasil é o segundo país a receber o Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina, promovido pela Spark Therapeutics, empresa global de terapia genética. A iniciativa, lançada nos Estados Unidos no ano passado, tem como objetivo proporcionar acesso a médicos e seus pacientes elegíveis ao teste genético para genes relacionados a certas formas de doenças hereditárias da retina (IRD), um grupo de doenças nos olhos que afeta mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo.

Maria Julia Araújo, 60 anos, teria deixado para trás o fantasma da cegueira se, aos 14 anos, soubesse que iria ter problemas reais de visão somente depois dos 50. Julia é paciente de retinose pigmentar, uma doença hereditária da retina (IRD), e passou praticamente a vida toda se preocupando com uma possível perda repentina da visão. Hoje, presidente da associação Retina Brasil, auxilia outros pacientes a buscar o diagnóstico preciso de sua doença e aposta no Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina como um avanço bem-vindo.

“Hoje, os testes genéticos não são acessíveis por causa do alto custo dos serviços particulares”, afirma Júlia. “Essa iniciativa pode proporcionar aos pacientes informações que os auxiliarão a planejar a vida de acordo com a evolução de sua doença, como escolher uma profissão mais adequada a uma pessoa de baixa visão ou antecipar o aprendizado de braile.”

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Estima-se que quase 7 milhões de pessoas no Brasil tenham alguma forma de deficiência visual, incluindo mais de 500 mil com cegueira total. As doenças hereditárias da retina são um grupo heterogêneo de doenças raras causadas por mutações genéticas e podem resultar em perda progressiva da visão ou cegueira total. Apesar de raras, as IRDs mais comuns incluem coroideremia, amaurose congênita de Leber e retinose pigmentar. O início, progressão e gravidade dos IRDs são muito variáveis e difíceis de predizer. O exame genético pode dar uma ideia de como a doença vai se desenvolver.

“Ser capaz de usar um diagnóstico para identificar a variante genética subjacente à deficiência visual pode fornecer informações valiosas tanto para o médico quanto para o paciente sobre a natureza de sua doença”, diz Juliana Sallum, médica, PhD e professora associada em oftalmologia e genética na Unifesp, em São Paulo.

Passo a passo

O Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina tem o apoio de um conselho consultivo de médicos brasileiros em quatro centros de referência – Inret Clínica e Centro de Pesquisa, em Belo Horizonte; Clínica Vista Oftalmologia, em Porto Alegre; Instituto de Olhos Carioca, no Rio de Janeiro, e Instituto de Genética Ocular, em São Paulo. Esses especialistas darão assistência aos médicos sobre a iniciativa para os pacientes elegíveis com IRDs.

O processo é simples: o paciente consulta seu oftalmologista. Caso tenha sintomas ou o diagnóstico de coroideremia, amaurose congênita de Leber ou retinose pigmentar, seu médico pode entrar em contato com um dos centros de referência e confirmar sua elegibilidade ao programa, de acordo com os termos e condições da iniciativa. O médico receberá um kit de coleta e enviará a amostra de seus pacientes para um laboratório brasileiro independente, que fornecerá – entre 4 e 6 semanas – os resultados dos exames sem nenhum custo.

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“Estamos orgulhosos de lançar essa importante iniciativa para as pessoas com IRDs no Brasil, para apoiar a comunidade médica na adoção de diagnósticos precisos, com embasamento genético”, ressalta Jeffrey D. Marrazzo, CEO da Spark Therapeutics. O Programa de Genotipagem para Doenças Hereditárias da Retina também deve ser lançado na Argentina e na Europa nos próximos meses.

Sobre as doenças hereditárias da retina (DHRs)

As doenças hereditárias da retina são um grupo de distúrbios oculares raros causados por várias mutações genéticas hereditárias e podem resultar em perda progressiva da visão ou cegueira total e têm como característica a degeneração progressiva da retina e a diminuição significativa ou perda total da visão. O início, progressão e gravidade da doença também são muito variáveis e difíceis de prever.

As mais comuns:

Coroideremia – é uma forma recessiva, ligada ao cromossomo X, de degeneração da retina hereditária. Provoca perda gradual da visão, começando com a cegueira noturna na infância, seguida pela perda de visão periférica e progredindo para a perda da visão central mais tarde na vida.

Amaurose congênita de Leber – é caracterizada pela perda grave de visão desde o nascimento. Uma variedade de outras anormalidades relacionadas com o olho, incluindo movimentos oculares inadequados e sensibilidade à luz também podem ocorrer.

Retinose pigmentar – grupo de doenças degenerativas da retina, envolve dezenas de genes e provoca dificuldades de visão progressiva.

Saiba mais:

Centros de referência:

Belo Horizonte: Inret Clínica e Centro de Pesquisa 

Rio de Janeiro: Instituto de Olhos Carioca 

São Paulo: Instituto de Genética Ocular 

Porto Alegre: Vista Oftalmologia

Associações de pacientes parceiras da iniciativa:

Retina Brasil: contato@retinabrasil.org.br

Retina São Paulo: contato@retinasp.org.br

Retina Rio: gruporetinario@gmail.com

 

 

Dermatologistas condenam nova moda de tatuagem para cobrir olheiras

Técnica não tem eficácia comprovada cientificamente e pode levar a alergias, manchas e até impedir intervenções futuras de tratamentos dermatológicos 

Vai ano, vem ano e no mundo da estética e da beleza sempre surge alguma novidade que promete resolver problemas e incômodos como em um passe de mágica. A cada nova onda, os especialistas ficam de cabelo em pé. No último verão foi o tal do bronzeamento com fita isolante, com consequentes relatos de queimaduras grave na pele de diversos clientes.

A bola da vez são as olheiras. As rodelas de pepino e batata sobre a área – dicas do tempo das avós – foram substituídas por tatuagem na área abaixo dos olhos para cobrir os tons arroxeados ou amarronzados. Com custos que variam entre R$ 1 mil e R$ 15 mil, prometem acabar com o semblante cansado das pessoas.

Não é bem assim. A dermatologista Livia Pino, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professora da Universidade de Medicina de Valença, chama atenção para os diversos riscos de optar por procedimentos como esse.

“Nós, dermatologistas, desaconselhamos as pessoas a fazerem a técnica da tatuagem nas olheiras. Essa região abaixo dos olhos é uma das áreas mais finas da pele do nosso corpo, com grande possibilidade de desenvolver alergias. Mesmo um tatuador muito experiente corre o risco de colocar algum pigmento ali e estourar um vaso. Isso vai derramar sangue e vai tatuar um outro pigmento, que é o ferro contido dentro da hemácia, e isso pode deixar a olheira mais escura, definitivamente. Neste caso, esse pigmento é praticamente impossível de tirar”, esclarece.

A médica explica que até existem ácidos que poderiam ser usados para tentar diminuir o efeito de uma tatuagem na região das olheiras, mas que as respostas não são tão boas assim. Na maioria dos casos, melhora, mas não resolve totalmente.

Outra observação feita pela especialista é sobre a dificuldade de achar uma tinta que seja exatamente da mesma tonalidade da pele de cada pessoa.

“Se com o corretivo, que temos uma infinidade enorme de opções de cores e marcas, já temos essa dificuldade, imagine uma tinta que fica permanente na pele! E vale lembrar que as olheiras mudam de cor de acordo com vários fatores, tais como sono e estresse. Essa olheira pode ficar mais escura um dia e mais clara no outro, tornando muito complicado conseguir colocar uma tonalidade permanente nesta tatuagem”, alerta a dermatologista.

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Fator sol

Os especialistas chamam atenção também para o fator sol; importante de se levar em conta por vivermos no Brasil, um país tropical com alta incidência de radiação solar o ano todo.

“Se a pessoa fizer a tatuagem e se expor minimamente ao sol, a pele vai ficar bronzeada e a área que tem o pigmento da tatuagem, não. Essa é uma região muito nobre do rosto, no meio da face, que chama bastante atenção. A tatuagem não muda de cor com o sol e não o bloqueia. Ao fazer qualquer intervenção estética é preciso se levar em conta que o organismo nunca vai cessar o processo de envelhecimento. A pele vai envelhecer e a tinta também. A olheira tatuada terá essa tinta microfagocitada com o passar do tempo e, como qualquer tatuagem, vai ficando borrada”, revela Livia.

As causas das olheiras são as mais diversas e saber isso é preponderante para o sucesso de qualquer tratamento. O escurecimento da área dos olhos pode ocorrer devido a várias circunstâncias passageiras como cansaço, privação do sono, fatores morfológicos, genéticos e processo de envelhecimento. O ideal é que se trate essa região e existem vários tipos de técnicas seguras e com eficácia comprovada como preenchimento e laser.

O importante é sempre procurar um profissional capacitado para resolver o problema. Neste caso, um dermatologista.

Fonte: Livia Pino é médica dermatologista, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, tem pós-graduação em Dermatologia pela Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Livia atua ainda como professora da Faculdade de Medicina de Valença e Preceptora do ambulatório de Pós-Graduação em Dermatologia da Policlínica Geral do Rio de Janeiro.

Olhos: cães e gatos também precisam de cuidados

Pode parecer que não, mas as lágrimas têm diversas funções muito importantes para a manutenção da saúde ocular. Dentre elas, as mais importantes são: lubrificação, proteção do olho contra corpos estranhos e o aporte de nutrientes e oxigênio para as células da córnea.

A deficiência da produção de lágrima, seja na quantidade ou qualidade dessa secreção, pode levar a uma doença relativamente comum em cães e gatos, conhecida como ‘olho seco’. As causas para essa alteração podem ser diversas, sendo as mais comuns o uso de drogas ou anestésicos que ressequem os olhos, alterações neurológicas ou quando o próprio sistema imune do animal passa a atacar as glândulas lacrimais.

Pensando em oferecer conforto e auxiliar no tratamento desta patologia e demais associadas à deficiência de lágrima, a Vetnil lança a Linha Oftálmica Optivet para pets nas versões Optivet Tears Colírio e o Optivet Tears Gel, indicada na higienização e lubrificação ocular para cães e gatos em todas as fases da vida.

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A Linha Optivet da Vetnil possui formulação exclusiva, com a associação do hialuronato de sódio e da carboximetilcelulose, dois ativos muito eficazes na higienização e lubrificação ocular em cães e gatos.

Segundo Ricardo Cabral, médico veterinário da Vetnil, algumas raças estão mais predispostas a alterações oftálmicas, como Shih Tzu, Lhasa Apso e Pug, e os gatos Persas. “Essas raças são braquicefálicas, ou seja, possuem diferenças anatômicas que aumentam a chance de ressecamento ocular. Estamos extremamente satisfeitos com os produtos finais da Linha Optivet que consagra a Vetnil nesta especialidade veterinária”, ressalta.

Administering antibiotic eye drops to tabby cat with unilateral conjunctivitis.

Em embalagens de 10 ml e 10 g, os produtos poderão ser encontrados a partir de maio em clínicas e pet shops do Brasil.

Fonte: Vetnil