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Sete alimentos para cuidar da pele no verão

Nutricionista do GetNinjas explica o benefício de cada um deles para manter a saúde durante os dias mais quentes

O verão chegou com tudo e os termômetros já passam dos 30ºC na maioria das cidades brasileiras. Passar protetor solar regularmente e ingerir bastante água são alguns dos cuidados básicos para manter a pele saudável durante essa época. O hábito alimentar, porém, é ainda mais importante para nutrir as células do corpo.

Pensando nisso, Cleonice Pereira, nutricionista que atende pelo GetNinjas, maior plataforma de contratação de serviços da América Latina, separou sete alimentos para cuidar da pele durante os dias mais quentes. “Se fizermos apenas algumas mudanças simples na dieta, podemos melhorar muito a condição da pele e postergar o aparecimento de sinais causados pela idade”, explica.

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Abacate: fonte de vitaminas E, C e antioxidantes, o abacate ajuda na hidratação e brilho da pele;

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Melancia: rica em vitamina e minerais, como A, C e B6, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e ferro, contribui também para a hidratação de todos os órgãos. Lembrando que a pele é o maior órgão do corpo;

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Foto: Laura Musikanski/Morguefile

Amora: a fruta devolve o aspecto sadio da pele, pois é riquíssima em antioxidantes que combatem os radicais livres – responsáveis por danificar as células e causar sinais de envelhecimento;

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Linhaça: a ação positiva que a linhaça causa na saúde intestinal afeta diretamente a pele. Além disso, o ômega 3 presente no alimento é um forte colaborador na sustentação da pele e do sistema imunitário. “O consumo regular dessa semente maravilhosa, rica fonte de ômega 3, deixa a pele mais hidratada, suave e com um tônus firme”, explica Cleonice;

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Maçã: além de ser um alimento quase completo, que cuida da saúde ocular e previne várias patologias, inclusive vários tipos de câncer, ela também é excelente para ajudar as células na restauração e proteção contra o envelhecimento precoce;

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Foto: Scarletina/Morguefile

Cenoura: além de ser um dos alimentos mais ricos em betacaroteno – potente antioxidante responsável por sua cor alaranjada -, a cenoura é fonte poderosa de fibras e minerais, como fósforo, potássio, cálcio e sódio, vitamina A, B2, B3 e C. Todos esses nutrientes são responsáveis por manter o bom estado da pele e das mucosas e contribui para a cor saudável da pele, podendo ser usada de várias formas: cruas, cozidas ou em sucos.

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Foto: Michelle Bulgaria/Morguefile

Manga: responsável pelo rejuvenescimento, a fruta é fonte de vitamina e também é rica em antioxidantes. Além de combater os radicais livres, a manga é capaz de regenerar a cútis, evitando rugas, linhas de expressão e remover as toxinas existentes no organismo.

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Pixabay

Além desses sete alimentos, Cleonice reforça a importância das oleaginosas, como castanha-de-caju, amêndoas, coco e castanha-do-pará, que são um bom suporte de minerais e boas gorduras, melhoram a elasticidade e combatem infecções, além de fornecerem colágeno de forma mais biodisponível para a pele.

Fonte: GetNinjas

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Dicas para parecer menos cansada do que você realmente está

Sua pele pode entregar vários sinais de cansaço: falta de viço, inchaço, desidratação e olheiras são alguns dos problemas mais comuns. Saiba algumas dicas para lidar com o problema

Você já ouviu a expressão TATT (tired all the time – cansado o tempo todo, em português)? Mesmo que o fim de ano já tenha passado, esse diagnóstico – muito utilizado por médicos americanos – ainda pode estar próximo. Pesquisas da Mintel mostram, por exemplo, que uma em cada três pessoas admite estar permanentemente exausta. Mesmo que estar cansado seja um efeito colateral inevitável da vida moderna, que é agitada o tempo todo, sua pele pode tentar esconder isso – dos males o menor, não é mesmo?

“Olheiras, inchaço, pele sem viço e desidratada são as características mais comuns desses pacientes”, afirma Claudia Marçal, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que conta algumas dicas e o que há de novo para dar um up no visual:

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=Invista na Vitamina C: poderoso, o ingrediente deve ser usado de maneira tópica e oral: “O antioxidante é fundamental para a pele. Internamente, trabalha para apoiar o sistema imunológico, aumentar a absorção de ferro e reduzir os sinais de cansaço. Com ação tópica clareadora e antioxidante, a Vitamina C diminui as metaloproteinases que degradam colágeno”, diz a médica. Quer uma dica? Nos cremes, prefira as fórmulas com Vitamina E. “Associado à Vitamina E, tem papel hidratante e reverte os danos da pele inflamada e com perda de viço e densidade tissular”, afirma a médica. “Já com relação às cápsulas, a Vitamina C pode ser combinada com Bio-Arct e Glisodin para potencializar o reforço ao sistema imunológico”, diz.

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=Lave o rosto com água fria: assim que acordar, lave o rosto com água fria e com um sabonete específico para seu tipo de pele. “De preferência, esse sabonete deve contar com extratos botânicos com ação anti-inflamatória, calmante e descongestionante, como a camomila, erva doce, hamamélis e calêndula. Eles vão ajudar na diminuição do edema”, afirma Claudia.

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=Use água termal (gelada): na noite anterior, deixe sua embalagem de água termal com ativos calmantes na geladeira. Logo após lavar o rosto, borrife-a. “A temperatura fria do produto refresca e descongestiona a pele”, explica a dermatologista.

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=Lembre do seu cosmético para área dos olhos: a área dos olhos tem a pele mais fininha do nosso corpo, portanto, o cuidado diário é essencial, com produtos que tenham efeito contra rugas, desidratação, flacidez e olheiras, além das bolsas por inchaço e acúmulo de linfa. Uma boa pedida é USK Dual Eyes, um lançamento da Under Skin que promove um cuidado global com a área dos olhos.

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=Beba mais água e consuma menos sódio: a correria do dia a dia não pode ser desculpa para ingerir menos que dois litros de água por dia, pois isso é essencial para desinchar o corpo todo, afinal o inchaço entrega o cansaço. “Água de coco e chá verde também são opções. Mas sempre se lembre também de controlar a quantidade de sódio nas refeições, pois ele colabora na retenção de líquido. E fique de olho em sucos de caixinha, que também tem muito sódio”, afirma a médica. Além dele, prestar atenção também no consumo de carboidratos e açúcares.

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Foto: Dieter Robbins/Pixabay

=Fique de olho na posição de dormir: deitar de bruços é a opção que mais favorece o inchaço matinal do rosto. Se possível, eleve a cabeça com mais de um travesseiro e durma de barriga para cima.

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=Atividade física e dieta: corpo em movimento é corpo saudável, então arrume um horário para sua atividade física durante o dia. “A própria contração muscular já contribui para a drenagem dos líquidos. Alie os exercícios com uma dieta equilibrada, aumentando o consumo de couve, brócolis, repolho, couve-flor assim como frutas vermelhas como berries, o abacaxi, suco natural de romã e gengibre, pois os vegetais e as frutas melhoram a eliminação de toxinas”, explica a médica.

Fonte: Claudia Marçal é médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.

 

Radiação solar atinge níveis extremos e aumenta risco de câncer de pele

O Índice de Radiação Ultravioleta (IUV) tem atingido números alarmantes no Brasil e no mundo. Por isso, é preciso muita atenção aos cuidados com a pele, não apenas durante passeios ao ar livre, na praia ou piscina, mas até mesmo na sombra. Em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo, o IUV tem chegado a 14, nível considerado extremo, com alto grau de periculosidade. O índice normal e seguro fica em torno de 3 a 5.

“É extremamente importante adotar medidas fotoprotetoras, como o uso de filtro solar, chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU), sempre que for sair de casa. Isso previne problemas de saúde, que podem ser graves, como o câncer de pele”, aconselha o dermatologista José Jabur, especialista em câncer de pele, da Altacasa Clínica Médica e chefe do setor de cirurgia dermatológica da Santa Casa de São Paulo.

Todas as cidades do país vêm registrando níveis de radiação solar extremos, acima dos 12. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste têm os índices mais altos, inclusive cidades do interior. São José dos Campos (SP) registra nessa época do ano IUV 14, igual a capital paulista; e Santos e Ribeirão Preto (SP) vêm marcando 13. No Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes e Búzios também chegam ao IUV 13.

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Foto: Pixabay

No caso das crianças, é preciso redobrar a atenção. Estudo recente publicado no Jornal da Associação Médica Americana de Dermatologia mostrou que o uso de fotoprotetor na infância pode reduzir em 40% o risco de melanoma – tipo mais perigoso de câncer de pele – antes dos 40 anos.

“Os pais não devem usar protetor solar em crianças de até seis meses. Por isso, não exponha o bebê diretamente no sol e coloque chapéus e roupas com Fator de Proteção Ultravioleta (FPU). Após os seis meses de idade, escolha um protetor com no mínimo FPS 30, e que seja ‘resistente à água’ para não sair com facilidade após uma ducha ou uma rápida entrada no mar ou piscina. É preciso reaplicar o protetor a cada três horas”, orienta o médico.

A Austrália é o continente que mais recebe radiação solar e lá existe uma enorme conscientização da população. Todas as crianças usam protetor solar e chapéus com abas largas para ir à escola, por exemplo. Jabur explica que é importante se inspirar no exemplo australiano e orientar as crianças desde cedo sobre a importância de se proteger do sol.

“Fale sempre com a criança sobre a importância de se proteger do sol para a pele não arder, para evitar queimaduras. Aos poucos, ela mesma vai aprender a colocar o chapéu e o protetor solar, sem que você precise brigar para isso. Estimule esse hábito. Dar o exemplo também é primordial. Mães e pais também devem cuidar da pele ao sol”.

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O horário de máxima intensidade de radiação solar é ao meio-dia. É importante evitar se expor entre 10 e 15 horas. A “regra da sombra” é interessante e serve como dica: se a sombra do seu corpo no chão for menor que a sua altura, não deve ficar exposto ao Sol.

Ao comprar o protetor solar, dê preferência a marcas conhecidas e procure um produto que proteja tanto dos raios UVB (que causam vermelhidão e atingem a camada superficial da pele) quanto dos raios UVA (que penetram na camada mais profunda). Mas se a ideia for ficar na praia ou piscina por muito tempo, o ideal é também usar peças com FPU – camisas, bermudas, chapéus e bonés, que garantem a fotoproteção duradoura. Nas áreas protegidas pelo tecido, não é necessário aplicar o filtro solar na pele.

Os dias nublados também queimam a pele e emitem radiação, mesmo que um pouco mais baixa. As nuvens fazem uma camada leve de proteção, mas não bloqueiam totalmente os raios solares. Portanto, é imprescindível que você também se proteja em dias nublados.

IUV registrado nas últimas semanas nas capitais brasileiras:

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São Paulo:14 / Rio de Janeiro: 14 / Belo Horizonte: 14 / Vitória: 13 / Curitiba: 14 / Florianópolis: 13 / Porto Alegre:12 / Campo Grande: 14 / Brasília/DF:13 / Goiânia: 13 / Cuiabá: 13 / Palmas: 13 / Fortaleza: 12 / Salvador: 12 / Recife: 12/ João Pessoa: 12 / Natal: 12 / Teresina: 12 / São Luís: 12 / Manaus: 12 / Belém:12 / Rio Branco: 13 / Porto Velho: 12 / Macapá: 12 / Boa Vista: 12

Saiba quais alimentos podem prolongar o bronzeamento na sua pele*

Cenoura, melancia, pimentão vermelho e amarelo, tomate, mamão, manga, acerola, beterraba, couve, espinafre e agrião são exemplos de alimentos ricos em carotenoides, substancia que dá cor aos alimentos que vão dos amarelos aos vermelhos e também os verdes escuros e que podem, inclusive, auxiliar a prolongar o bronzeado após o verão.

Existem mais de 700 tipos de carotenoides diferentes. Apenas 50 fazem parte da dieta humana sendo que apenas seis respondem por 95% do que ingerimos (b-caroteno; a-caroteno; Licopeno; Luteína; β-Criptoxantina e Zeaxantina).

O carotenoide é uma substância lipossolúvel. Isso quer dizer que, na presença de um óleo (por exemplo azeite de oliva, coco ou castanhas) o carotenoide é mais facilmente transportado e absorvido pelo organismo.

Os carotenoides estão relacionados à síntese de vitamina A, que nosso organismo não produz e só pode ser obtida através da alimentação e que está diretamente relacionada à saúde da pele, além de ser um potente antioxidante.

A manutenção do bronzeado está diretamente relacionada à qualidade dos melanócitos da pele, que se for saudável, é uniforme e sem manchas escurecidas.

Vale ressaltar que a quantidade de melanócitos também determina o quanto a pele ficará bronzeada. Pessoas com menos melanócitos não conseguem atingir naturalmente um tom muito escuro.

Quanto à ingestão diária, cada pessoa deve procurar introduzir os alimentos fontes de carotenoides seguindo a sua dieta habitual e fazendo as substituições dentro das recomendações do nutricionista. Mas eu arisco dizer que vale a pena ter pelo menos uma fonte de carotenoide em todas as refeições do dia, pelo menos na primavera e no verão. Como a lista de fontes é razoavelmente extensa, não é algo muito complicado.

Principais representantes/Fontes

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Caroteno: cenoura, manga, abóbora;

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Foto: Alvimann/Morguefile

Luteína: batata, cenoura, milho e gema de ovos;

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Pixabay

Criptoxantina: milho, páprica e mamão;

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Foto: Ponce Photography

Zeaxantina: gema de ovos, milho, espinafre e páprica;

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Crocina: açafrão;

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Foto: Leonardo Ré-Jorge

Bixina: urucum;

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Capsantina: pimenta vermelha;

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Pixabay

Capsorrubina: páprica;

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Violaxantina: amor perfeito

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Pixabay

Licopeno: tomate, berinjela, cenoura, pimentas verdes, ameixa, mamão, pêssego e melancia.

*Sabina Donadelli é nutricionista, apaixonada pelo poder dos alimentos e garante que a comida pode fazer maravilhas pelas pessoas. Formada e pós-graduada em Nutrição, a profissional alia seus conhecimentos da escola clássica com estudos da fitoterapia e dietoterapia oriental, como a chinesa e a indiana. Ela afirma que nas doses e combinações certas, as refeições podem auxiliar no tratamento de doenças, auxiliam na perda de peso, corrigem distúrbios, espantam a tristeza, rejuvenescem a aparência e, entre tantos outros benefícios, ainda nos levam à felicidade.

Pesquisa: tipo de fotoprotetor pode diminuir em até 90% a proteção contra radiação

Mestrando em Ciências Médicas pela Unicamp, o pesquisador Lucas Portilho comprovou em pesquisa que a proteção solar depende diretamente do tipo de fotoprotetor utilizado. Protetor solar em pó compacto, por exemplo, pode oferecer até 90% menos proteção do que diz o rótulo

Recentemente, as formas de fotoproteção têm se tornado mais amplas, sendo possível encontrar fotoprotetor em pó, spray, bastão, creme, gel, entre outras formulações. Mas uma pesquisa recente do Mestrando em Ciências Médicas pela Unicamp, o pesquisador Lucas Portilho, afirma que alguns tipos de protetor solar não protegem a pele de forma eficiente, deixando o consumidor mais exposto à radiação dependendo do tipo de produto.

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Pixabay

“A proteção solar depende diretamente do tipo de fotoprotetor utilizado. Que o consumidor não tem nem ideia da quantidade de protetor que deve ser aplicada, isso já sabíamos; mas que as formas disponíveis no mercado variavam tanto na proteção contra radiação, isso é novidade”, afirma Lucas Portilho. No estudo, inédito no mundo, o pesquisador avaliou a proteção de seis diferentes tipos de fotoprotetores, todos faciais, sendo eles: pó compacto, fluido, bastão (stick), mousse, loção e pancake.

Mais de 100 voluntárias participaram da pesquisa. “Primeiro foi avaliada a quantidade real usada pelas consumidoras e, posteriormente, identificamos que a proteção solar está diretamente relacionada com o tipo de produto. Com exceção da loção facial, todos os outros veículos (tipos) apresentaram menos de 50% da proteção original, chegando em valores alarmantes, como o pó compacto, que apresentou 90% a menos de proteção”, afirma o pesquisador.

As formas pancake e pó compacto foram as piores: “Não protegem nem contra raios UVB e nem contra raios UVA. As formas de bastão, mousse e fluido ficaram muito abaixo do valor declarado na rotulagem”, declara o pesquisador.

O estudo foi feito utilizando as metodologias globalmente utilizadas e são as mesmas utilizadas pelas empresas antes de colocar o produto no mercado. “O problema é que antes de lançar qualquer protetor solar, as empresas testam o nível de proteção UVB e UVA, que são obrigatórios, mas durante esses testes, as quantidades utilizadas estão bem longe da quantidade real aplicada no dia a dia pelos consumidores. E elas não informam a quantidade correta para aplicação, então o resultado é uma falsa sensação de proteção”, afirma o especialista.

De acordo com a pesquisa, no geral, as pessoas usam 0,15mg/cm² de um pó compacto com proteção solar, quando a recomendação de fotoproteção é de 2mg/cm². “E alguns produtos com FPS 30 proporcionaram na aplicação real um FPS 2”, acrescenta. “Ao aplicar de forma errada um protetor, o consumidor se acha apto para se expor ao sol, o que ele não sabe é que grande parte da radiação está passando e que o DNA da pele pode estar em risco, podendo levar ao desenvolvimento de câncer de pele”, diz o pesquisador.

Sunblock bottles a yellow backgroundMas, qual é a conduta que o consumidor deve seguir? Segundo o pesquisador, para garantir uma maior proteção, a primeira ação é utilizar fotoproteção na forma de loção. “Nunca utilizar protetor solar na forma de pó ou pancake como única forma de proteção. O protetor na forma de bastão, mousse e fluido somente se for com FPS acima de 50. O pó compacto e pancake podem ser usados apenas em conjunto a outros protetores, pois utilizados de forma isolada não protegem a pele”, finaliza.

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Novas fórmulas. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França, Mônaco e Espanha. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.

 

Proteção solar da cabeça aos pés: cuidados básicos para o corpo no verão

Da pele aos olhos, saiba quais são os pontos de atenção quando o assunto é proteção solar na estação mais ensolarada do ano

Com a chegada do verão, a preocupação com a exposição ao sol é maior. As pessoas agendam consultas com dermatologistas e adicionam um item no nécessaire: o protetor solar. Porém, não é apenas nessa estação que o sol é perigoso para a saúde. Durante todo o ano, as pessoas ficam expostas aos raios ultravioleta, que podem causar problemas em várias regiões do corpo.

A pele costuma ser a primeira parte a ser protegida e muitas pessoas se esquecem dos cuidados com os olhos. Só a catarata, um dos problemas provocados pelo sol, é responsável por cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, confira dicas para ter uma proteção completa para o verão.

Nos meses mais ensolarados e quentes, é comum passar mais tempo ao ar livre. Fazer isso sem proteção contra raios UV, mesmo que durante pouco tempo, é um risco à saúde. Ao atingir a pele, a radiação é absorvida pelo corpo, inclusive pelo DNA, o que pode levar a reações desordenadas das células – podendo provocar o câncer de pele. A maneira mais eficaz de proteger a pele é usando os protetores solares.

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O ideal é escolher um para o corpo e outro para o rosto, sempre com a ajuda do dermatologista, que pode indicar os produtos mais adequados para cada pele. Durante os dias de clima fresco, as roupas complementam a proteção, criando uma barreira física contra os raios. Vale lembrar que horários no início da manhã e fim da tarde são os melhores para aproveitar o sol.

Outra parte do corpo que precisa de cuidados durante todas as estações, especialmente no verão, são os olhos. O primeiro passo para a proteção ocular contra os raios UV é o uso de óculos de sol. Além do benefício para a saúde, o acessório pode dar um ar moderno e sofisticado para qualquer look. No momento da compra, é importante procurar óticas de confiança e estar atento ao comprovante de que as lentes dos óculos têm a proteção necessária.

Mas, para as pessoas que precisam de correção visual, os óculos de sol podem ser um desafio, porque não é possível usá-lo com os óculos de grau. Apesar de existir a opção de comprar o acessório com lentes escuras ajustadas à receita, por demandar mais tempo, planejamento e investimento, a maioria das pessoas acaba não usando óculos de sol ou decide abandonar a armação de grau nos momentos de exposição ao sol, abrindo mão de uma visão nítida.

Os óculos de sol de armação pequena, que estão em alta nesse verão, podem ser prejudiciais aos olhos porque os deixam expostos. Essas escolhas atrapalham o verão, pois as pessoas ficam desprotegidas ou sem enxergar corretamente.

Thais Packer, oftalmologista da Johnson & Johnson Vision, indica que as lentes de contato são ótima escolha para dias ensolarados: “como as lentes não precisam de armação, elas garantem liberdade de movimento e visão perfeita para aproveitar o dia e praticar esportes. Muitos pacientes não sabem, mas todas as lentes de contato da marca Acuvue apresentam proteção contra raios ultravioletas”.

A especialista explica que as lentes são uma proteção bônus para os olhos, garantindo que os raios que passam pelas frestas dos óculos de sol não agridam a córnea.

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Quando o assunto é proteção solar nos olhos, os jovens são a faixa etária de maior risco. Há maior possibilidade de exposição da retina aos raios UV antes dos 25 anos de idade, porque o cristalino da retina permite maior passagem dessa radiação. Por isso, é fundamental que eles façam o acompanhamento com o oftalmologista e aprendam, desde pequenos, a cuidar dos olhos.

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Foto: J. Durham/MorgueFile

Assim,  Thais recomenda o uso de óculos de sol para todas as pessoas, principalmente essa faixa etária. A especialista também reforça que as lentes de contato podem ser usadas por crianças e adolescentes desde que seja de forma segura e responsável, com acompanhamento dos médicos e pais.

Além dos olhos e da pele, outras regiões do corpo podem ficar esquecidas. Antes de ir à praia e passar o dia todo tomando sol, também é importante passar protetor solar nas mãos, que são a parte mais exposta ao sol – inclusive em dias nublados. Os lábios, que têm uma pele sensível e mais fina, merecem cuidados. Alguns hidratantes e bálsamos possuem versões com filtro solar, mantendo a pele protegida e macia o ano todo.

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Os cabelos e o couro cabeludo são áreas que precisam de atenção, já que o sol incide diretamente neles e com grande intensidade no horário de pico de radiação UV. Para eles, é recomendado aplicação de óleos e séruns com proteção contra o sol e o calor, além de reforçar esse cuidado com o uso de chapéus e bonés.

Fonte: Johnson & Johnson Vision

 

Natura relança Ekos Buriti em edição limitada

Em edição limitada para o verão, a linha é composta pelo Protetor Solar em Óleo Corporal FPS 30 e a deliciosa Polpa Desodorante Hidratante Corporal Pós sol

A exposição ao sol sem proteção solar provoca inúmeros malefícios ao corpo, como o aumento do ressecamento da pele e o envelhecimento precoce. Para ajudar a combater esses efeitos nocivos, a Natura relança a linha Ekos Buriti, indicada na proteção aos danos causados pelo sol. Ideal para o verão, o Protetor Solar em Óleo com FPS 30 protege contra os raios UVA – principal causador de rugas, manchas e flacidez na pele – e UVB – que causam vermelhidão após a exposição ao sol.

Além disso, hidrata e tem toque seco. Já a Polpa Desodorante Hidratante Corporal possui fórmula leve e refrescante e atua como pós-sol. Ambos os produtos são enriquecidos com o puro óleo de Buriti, um poderoso ativo da biodiversidade brasileira rico em betacaroteno, antioxidante que protege e hidrata a pele.

Conheça melhor abaixo os produtos da linha Natura Ekos Buriti:

Ekos Protetor solar em óleo corporal FPS 30

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Com alto fator de proteção solar, FPS 30, e proteção UVA, o óleo é resistente à água e protege a pele dos danos solares – tudo isso enquanto hidrata intensamente, realçando o tom natural da pele. Com textura leve, deixa a pele protegida e com um toque suave. Rico em betacaroteno, o óleo possui propriedades antioxidantes que ajudam a proteger a pele dos efeitos nocivos do sol e, também, a desacelerar o fotoenvelhecimento. O produto não deve ser utilizado no rosto e não possui fragrância. Aplique 15 minutos antes da exposição ao sol e reaplique a cada duas horas, no mínimo, para garantir boa defesa dos raios solares. Preço sugerido: R$ 69,80 (200 ml)

Polpa Desodorante Hidratante Pós-Sol Ekos Buriti

polpa desodorante ekos natura

Previne o fotoenvelhecimento e evita o ressecamento da pele pós-exposição solar. Sua textura leve e refrescante oferece hidratação prolongada, além de deixar a pele macia e delicadamente perfumada. Passe todos os dias, logo após o banho ou sempre que sentir necessidade. Preço sugerido: R$ 54,90 (400 ml)

Óleo e proteção solar: mitos & verdades

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=Protetor solar em óleo não queima a pele. O novo Protetor Solar em Óleo Ekos Buriti oferece alta proteção solar (FPS30 e proteção UVA 10), é resistente à água e hidrata enquanto protege;
=A textura em óleo não deixa a pele oleosa. Além de ser mais fácil de espalhar, o Protetor Solar em Óleo tem fórmula especialmente desenvolvida para garantir toque seco e suave após a aplicação.
=O protetor solar evita queimaduras e a perda de água pela epiderme, mantendo sua hidratação por até 24 horas;
=O novo Óleo Protetor Solar Ekos Buriti pode ser usado em todos os tipos de pele. O fato de ser óleo não estimula o aumento da oleosidade natural produzido pelo organismo.

Onde encontrar: por meio de uma Consultora Natura, na Rede Natura ou nas Lojas próprias da Natura, em São Paulo, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto, Alphaville São Paulo, Campinas, Florianópolis, Belo Horizonte, Goiânia, Brasília, Campo Grande, Curitiba e no Rio de Janeiro e Porto Alegre

Cinco cuidados para um verão mais saudável

Segundo especialista, com o aumento das temperaturas os cuidados com a saúde precisam ser redobrados

O verão é sem dúvidas a estação mais aguardada do ano pela grande maioria da população. Praia, piscina e viagens animam os brasileiros. Porém, segundo Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica da Docway, devido ao aumento das temperaturas, radiação solar e desidratação alguns cuidados com a saúde devem redobrados. Para facilitar essa tarefa, o médico separou algumas dicas especiais para que o Verão seja tranquilo para todos.

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Beba muita água: segundo o médico, nesta época do ano nosso organismo tende a perder mais líquidos e sais minerais, já que transpiramos em maior quantidade para manter a temperatura do corpo controlada, o que pode causar distração. “Consuma pelo menos 2 litros de água e evite o excesso de bebidas alcoólicas ou refrescos muitos doces, já que eles podem acelerar o processo de desidratação”, explica.

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Alimentação rica em frutas, verduras e legumes: é sempre bom optar por uma alimentação mais leve (menos energética) e por alimentos ricos em vitaminas e ricos sais minerais, que fornecem um reforço necessário para o nosso organismo, evitando várias doenças.

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Evite o sol entre das 10h às 16h: esse é o período de maior radiação solar, por isso é bom evitar ficar expostos ao sol durante esse horário, já que os riscos de queimaduras e câncer de pele aumentam.

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Use protetor solar: utilize o protetor sempre 20 minutos antes de sair de casa. Além disso, ele deve ser reforçado a cada duas horas, principalmente se você estiver na praia ou na piscina.

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Abuse dos acessórios: chapéus, bonés e óculos são muito bem-vindos. Sapatos abertos e roupas leves também são aliadas, de preferência as roupas claras, que ajudam a evitar a radiação solar, evitando doenças.

Para finalizar, Costa lembra que os cuidados com idosos, crianças e pessoas com problemas cardíacos e pressão alta devem ser ainda maiores, já que eles estão mais suscetíveis aos problemas causados pelas altas temperaturas. “Aproveite o verão para se divertir, melhorar seus hábitos e praticar atividades físicas. Mas não esqueça da saúde, principalmente se fizer parte de grupos de risco, que exigem cuidados ainda maiores”, completa Costa.

Férias: dermatologista das estrelas dá dicas de cuidados com a pele

Época das tão merecidas férias e a empolgação para viajar e curtir só aumenta, não é mesmo? Sair da rotina é muito bom, mas sabemos que são nesses momentos também que descuidamos da alimentação, dos exercícios, dos cuidados com a pele…

Pensando nisso, a Foreo aliou-se ao dermatologista queridinho das estrelas Thales Bretas e preparou um guia essencial de como manter a pele linda e saudável durante esse período de férias.

1. Entenda o clima do seu destino de viagem

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Vai para uma praia ensolarada no nordeste? Ou prefere fugir do calor e ir esquiar em países frios? Cada destino possui características específicas que afetam diretamente sua pele.

“Lugares muito secos e frios exigem uma boa limpeza de pele, para que ela possa absorver melhor os produtos que irá receber em seguida. Opte por produtos mais emolientes e com propriedades hidratantes mais poderosas, como os que possuem ácido hialurônico, por exemplo”, explica o especialista.

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“Se você vai à praia ou ficará exposto ao sol, atenção redobrada com o protetor solar. Evite expor o rosto nos horários mais quentes e, ao fim do dia, não esqueça de limpar a pele para remover os resquícios de produtos que obstruem os poros e podem causar espinhas”, pontua.

2. Os cuidados começam dentro do avião

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Você já deve saber que o ar da cabine de um avião é extremamente seco e é possível sentir as consequências disso na sua pele. “Para evitar ainda mais ressecamento, evite viajar de maquiagem e capriche na hidratação, principalmente em áreas mais propensas a isso, como lábios, ponta do nariz e queixo”, explica . “E se sua pele é oleosa, nem pense que não é preciso hidratar!”, alerta. “Limpe bem a pele e aplique um hidratante oilfree”, indica.

E se você quer chegar ao seu destino com aquela carinha de descansada, uma dica: “antes de pousar, limpe novamente seu rosto utilizando um sabonete calmante e seu Luna go para estimular a pele e retirar o excesso de produto que usou durante o voo. Aplique seu hidratante diurno e protetor solar favoritos, um pouquinho de corretivo, blush e voilá”, brinca o especialista da marca.

3. De dentro para fora

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Um dos fatores que mais interfere na aparência da pele é a alimentação e, durante viagens, com ausência de rotina, isso fica evidente! “Já que é impossível deixar de comer as maravilhas gastronômicas de muitos destinos, não deixe de ingerir bastante água, para manter a hidratação”, recomenda Bretas. “E, se possível, tente ingerir frutas e folhas verdes, para manter funcionamento do intestino e eliminação de toxinas”, complementa o dermatologista.

4. Uma boa limpeza de pele vale muito

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Informações: Foreo

Pesquisa: 70% dos brasileiros não usam filtro solar todo dia e 80% não sabem quanto aplicar

Pelo quarto ano seguido, pesquisador Lucas Portilho, especialista em proteção solar, lidera o maior e mais abrangente balanço sobre hábitos brasileiros em relação ao uso do fotoprotetor. Dados deixam a comunidade médica e Anvisa em alerta, já que aumentou o número dos que não aplicam filtro diariamente

Apesar da necessidade de fotoproteção ser assunto constante na mídia, o número de brasileiros que não aplica protetor solar diariamente aumentou drasticamente deste 2014 e já chega a quase 3/4 da população, segundo pesquisa liderada pelo consultor e pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, farmacêutico e diretor científico do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele. De acordo com a pesquisa, 72,5% da população não aplicam o fotoprotetor diariamente — em 2016, esse percentual era de 65%, em 2015 de 53% e em 2014 de 57%.

“Essa redução no uso diário do filtro mostra que a conscientização não convenceu a população a usar correta e diariamente o fotoprotetor. Talvez pelo alto custo e situação de crise financeira que se instaurou, a proteção solar ficou como segundo plano de consumo”, diz o pesquisador, que atua desenvolvendo fotoprotetores há mais de 11 anos.

“Vale lembrar que o Brasil é um dos países com maiores índices ultravioleta do mundo por se localizar numa região tropical do planeta e onde a exposição solar é uma cultura que está comumente associada a hábitos saudáveis; o que, como já se sabe, nem sempre é verdade”, completa. Para a pesquisa, foram entrevistadas 1793 pessoas de 27 estados brasileiros.

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Quanto aplicar?

Lucas explica que, para a pesquisa de 2017, foi adicionada uma nova pergunta sobre a aplicação correta da quantidade de fotoprotetor. “80% dos brasileiros não têm a mínima ideia de quanto aplicar, portanto mesmo a proteção de quem usa fotoprotetores fica comprometida, pois sem saber o quanto aplicar, uma pessoa pode usar achando que está com proteção quando na verdade está desprotegida”, afirma Lucas Portilho.

Radiação UVA e Bronzeamento

Apesar disso, de acordo com Lucas Portilho, a pesquisa revelou que cresceu a conscientização dos consumidores com relação à importância da proteção UVA e os malefícios do bronzeamento. “O número de pessoas que ignora a proteção UVA ao comprar um filtro vem diminuindo ano a ano de acordo com a pesquisa: representava 71% em 2016, 51% em 2015 e 50% em 2017. Com relação ao percentual das pessoas que ainda consideram o bronzeamento uma prática saudável, os números foram: 37% em 2015, 15% em 2016 e 21% no último ano”, explica.

Lucas ressalta que a radiação UVA está presente na natureza em níveis muito maiores e mais expressivos que a radiação UVB (que causa queimaduras solares), e embora menos energética, é uma das mais perigosas.

“Diferente da UVB, a radiação UVA atravessa vidros e janelas e penetra profundamente na pele, chegando até a derme, camada mais profunda da pele e onde se localizam as fibras de colágeno e elastina, gerando uma quantidade altíssima de radicais livres. Os radicais livres gerados por esta radiação causam aumento da degradação das fibras de colágeno e elastina, que dão sustentação à pele, sendo as principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento, incluindo rugas, linhas de expressão, flacidez e manchas”, conta o especialista.

Câncer de pele

De acordo com dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), o Brasil registrou em 2016, aproximadamente, 3973 novos casos de câncer de pele. Estes dados justificam uma maior atenção das autoridades para a questão da fotoproteção uma vez que o câncer de pele já se tornou um problema de saúde pública no país. “A estimativa de casos em 2016 é de 175.760, sendo 80.850 homens e 94.910 mulheres”, alerta o pesquisador.

Hábitos e uso do filtro

mulher tomando sol protetor solar

A pesquisa ainda demonstrou hábitos dos consumidores com relação ao uso do filtro solar:

– 72% dos entrevistados não reaplicam o fotoprotetor, percentual maior que em 2016 (69% em 2015);

– quase 2/3 da população (63%) não utiliza o produto em dias nublados (50% 2016 e 74% em 2015);

– FPS 30, 50 e 60 são os preferidos dos usuários;

– apenas 10% consultam o dermatologista para indicação do melhor filtro (6% em 2016 e 13% em 2015);

– 34% aplicam o produto apenas no rosto (32% em 2016 e 53% em 2015);

– 43% se expõem ao sol apenas pela manhã por acreditar ser o horário mais seguro (41% em 2016 e 52% em 2015);

– apenas 5% utilizam roupas para se proteger do sol (7% em 2016 e 10% em 2015).

Por meio dos números, o pesquisador analisa que ainda são necessárias medidas de larga escala para esclarecer à população sobre os malefícios da radiação UV, principalmente no que diz respeito à radiação UVA, e que ainda se fazem necessárias campanhas de conscientização sobre o uso correto dos filtros solares.

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                                                                                                                              Fonte: Consulfarma

Fonte: Lucas Portilho é consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do ICosmetologia. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Mestrando na Unicamp em Proteção Solar. Possui 18 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. Professor e Coordenador dos cursos de Pós-Graduação com MBA do Instituto de Cosmetologia e Ciências da Pele Educacional. Coordena Estágios Internacionais em Desenvolvimento de Cosméticos na Itália, França e Mônaco. Atua em desenvolvimento de formulações para mercado Brasileiro, Europeu e América Latina.