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Cinco dicas para manter a pele saudável no verão

Dermatologista da M. Albuquerque lista maneiras de preservar a pele durante a estação

Praia, sol, mar e piscina. O verão é uma época em que os cuidados com a pele precisam ser redobrados. De acordo com Beatriz Lima, dermatologista da M. Albuquerque, clínica de medicina esportiva, além do protetor solar, as pessoas ainda precisam usar chapéus, roupas e óculos de sol para uma maior fotoproteção. “O ideal é usar um protetor solar com, no mínimo, FPS 30. Manter-se hidratado e ficar a sombra, sempre que possível, também ajuda”, conta.

Veja mais cinco dicas para manter sua pele saudável durante a estação mais quente do ano:

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1. Lave o rosto uma ou duas vezes ao dia: durante o calor a pele costuma liberar mais sebo, entupindo os poros e acumulando secreção, que pode piorar acne, por exemplo. Além disso, também ajuda a limpar a maquiagem e a poluição que se acumulam no rosto ao longo do dia.

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2. Uso de protetor solar: essencial durante o ano todo, é ainda mais relevante durante o verão, quando o tempo de exposição ao sol e a incidência dos raios UV costumam ser maiores.

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3. Abuse do uso dos cremes hidratantes corporais: nesta época do ano, o aumento da exposição ao sol, cloro das piscinas, vento e água do mar tem poder de ressecamento da pele. Uma associação possível para amenizar tal efeito é a escolha de protetor solar com bom potencial de hidratação associado.

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Foto: Indian Express

4. Uso de antioxidantes: são ativos conhecidos como a Vitamina E, C e Resveratrol, dentre outros. Eles atuam na manutenção da integridade das células, no sistema autoimune da pele, além de proteger contra a degradação do colágeno e da elastina, prevenindo contra ocorrência de rugas e do envelhecimento precoce. Ou seja, contribuem para uma pele sempre mais jovem e saudável. Os antioxidantes devem ser indicados por seu médico.

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5. Pratique exercícios e se alimente bem: assim como o corpo, sua pele vai sentir os reflexos de uma boa alimentação e de uma vida mais saudável.

Fonte: Clínica M.Albuquerque

 

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Como cuidar da psoríase no verão?

Há um consenso no meio científico que aponta diversos fatores relacionados ao verão como benéficos para amenizar os sintomas e, principalmente, as lesões causadas pela psoríase. Dois desses aspectos são a luz do sol e a umidade do ar.

Segundo um artigo publicado no portal científico WebMed, a radiação solar auxilia na redução das manchas de pele características, enquanto a elevação da umidade do ar, trazida pelas chuvas, contribui para aliviar a pele ressecada pela patologia.

Por tais motivos, para quase todos os tipos e graus de psoríase, os “banhos de Sol” fazem parte dos cuidados diários e fundamentais do tratamento. Mas também vale lembrar que são necessárias algumas precauções quanto à exposição do paciente à radiação solar.

De acordo com a consultora científica da Biobalance, Maria Inês Harris, algumas regras servem para quase todos os casos. “O recomendado no tratamento geral da doença é de 5 a 15 minutos por dia de exposição ao sol, com a pele previamente hidratada, recomendando-se para tal o creme calmante sem corticoides EctoPURE”, afirma a especialista.

A expert ainda reforça que exposições solares rotineiras e longas, ou em horários de pico, não são aconselháveis aos pacientes, mas caso não seja possível evitar, é indicado que eles utilizem “filtro solar adequado ao seu tipo de pele e ao índice UV local”. Já nos casos de psoríase eritrodérmica, variação incomum da doença e que atinge 75% do corpo, os pacientes não podem se expor ao sol. “Isso porque, nesse quadro, as lesões encontram-se generalizadas e podem provocar comichão ou ardor intensos em qualquer reação adversa”, explica a consultora.

Fora a umidade do ar e os banhos de sol, existem outros fatores e precauções, relativos ao verão, a serem observados pela pessoa com psoríase, que podem ajuda amenizar os sintomas da doença. Abaixo, a consultora de EctoPURE comenta alguns deles:

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Água do mar: também ajuda no processo de troca de pele e, por consequência, na redução dos efeitos da doença. “É preciso, porém, hidratar a pele, antes e depois da exposição, com cremes calmantes sem corticoides, em função do ressecamento causado pelo sal. O mesmo vale ao entrar em águas cloradas, como as de piscinas”, orienta a consultora científica. Além disso, segundo informações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, só se deve entrar no mar se a água estiver própria para banho.

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Foto: Pixabay

Tecidos das roupas: o material das roupas influencia na temperatura corporal, e logo na transpiração, fator que piora o quadro de irritação das lesões. “Recomendam-se então os tecidos de algodão e peças mais soltas do corpo”, declara a especialista.

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Picadas de Insetos: podem agravar a psoríase, mas os compostos presentes nos repelentes também. “Nesses casos, o paciente deve usar roupas compridas durante a noite e considerar opções possíveis para manter os mosquitos afastados”, explica a especialista.

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Diminuição do estresse: esse fator, que também piora a doença, pode diminuir no verão, já nas férias ou recesso do trabalho. “Com isso, há mais tempo para fazer atividades relaxantes, como exercícios, meditação, passeios etc”, sugere Maria Inês.

Vergonha da exposição

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Há pacientes com psoríase que não usufruem dos benefícios do verão para amenizar a doença, em função de um possível constrangimento em expor as lesões. Segundo os especialistas que lidam com os casos da doença, principalmente psicólogos, nesse momento, a família e os amigos devem motivar essa pessoa a ignorar o preconceito, inclusive consigo mesma, e apoiá-la nas situações de frustração. “É preciso ficar claro para o paciente que o lazer e a vida social que ele leva não devem sofrer nenhuma alteração em função da psoríase”, finaliza a especialista.

Fonte: Biobalance Natural Immune Support

 

 

Pálpebras viram preocupação mundial pela incidência de câncer de pele

Estudo da Universidade de Liverpool, apresentado na conferência anual britânica de dermatologistas, mostra que ao usar filtro solar no rosto, uma área de 10% (incluindo pálpebras e região entre olho e nariz) é negligenciada. Entre 5 e 10% dos cânceres de pele acontecem nas pálpebras

As pálpebras e toda região dos olhos viraram preocupação mundial pelo aumento da incidência de câncer de pele, que já chega a 10% nessas áreas frequentemente negligenciadas, segundo pesquisa da Universidade de Liverpool apresentada na conferência anual da Associação Britânica de Dermatologistas, no Reino Unido.  O estudo constatou que, ao passar filtro solar no rosto, a tendência é esquecer cerca de 10% da face – incluindo pálpebras e região entre o canto interno do olho e o nariz.

“Uma proteção solar adequada deve ser feita efetivamente com a cobertura de todo o rosto, além do uso de chapéus e principalmente óculos de sol, já que a área dos olhos tem uma pele extremamente fina e susceptível a danos, inclusive câncer”, explica a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Aliás, a preocupação com a região tem crescido pelo mundo: a Associação Canadense de Dermatologia, por exemplo, anunciou, em junho, parceria com a Sociedade Canadense de Oftalmologia para criar um nível de proteção UV oferecido pelos óculos de sol, a fim de garantir fotoproteção adequada para a região.

A pesquisa da Universidade de Liverpool foi feita com 57 participantes, do sexo masculino e feminino. Eles foram convidados a aplicar protetor solar no rosto sem mais informações ou instruções dadas pelos pesquisadores. Foram tiradas fotos de cada um dos participantes com uma câmera sensível ao UV antes e depois da aplicação de protetor solar; as áreas cobertas de protetor solar aparecem em preto devido à câmera UV. Essas imagens foram então segmentadas e analisadas por um programa personalizado para julgar o sucesso que cada pessoa estava em cobrir todo o seu rosto.

A dermatologista afirma que, como a aplicação de protetor solar nestas áreas não é necessariamente prática, é importante usar outras formas de proteção, como óculos de sol. “Como a pele da região dos olhos é muito delicada, alguns filtros podem causar irritação; dessa forma, o paciente deve priorizar produtos oftalmologicamente testados, protegendo a área sem correr risco de reação”, afirma.

“Mas o dado mais importante para tirar desta pesquisa é a importância de acessórios na proteção solar, como os óculos de sol, que não resguardam apenas os olhos e córneas; eles são importantes para proteger, também, a pele das pálpebras propensas a câncer “, afirma.

A cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), já atendeu casos de reconstrução de pálpebras por motivos de câncer e acrescenta: “O procedimento de retirada do tumor e reconstrução é muito delicado, por ser uma região que pode comprometer a funcionalidade das pálpebras e prejudicar a visão”.

Recomendações para uso correto do fotoprotetor

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Foto: Bigstock

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetores solares de FPS mínimo de 30. “Em peles mais claras e em fotoexposição direta, o ideal é usar FPS 50”, explica Thais. Além disso, os filtros solares devem atender a legislação brasileira de apresentar proteção UVA (PPD) de no mínimo 1/3 do valor de FPS.

“A primeira aplicação do filtro deve ser feita com atenção e cuidado, pelo menos 15min antes da exposição, de preferência sem roupa, ou com a menor quantidade possível. É ideal aplicar em duas camadas cobrindo bem a superfície da pele, sendo que cada camada deve ser equivalente a uma colher de chá. O filtro deve ser realizado a cada duas horas ou após longos períodos de imersão”, acrescenta a dermatologista.

Raios UVA, UVB e IR

Os três principais promotores do envelhecimento precoce e que também favorecem o aparecimento do câncer de pele são os raios UVA, UVB e IR (Infravermelho A). A médica explica que UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme, é indolor e penetra na pele em grande profundidade, até às células da derme — sendo o principal produtor de radicais livres.

“Já a radiação ultravioleta B deixa a pele vermelha e queimada, danificando a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e 4 da tarde. Seu grau de proteção é medido pelo FPS e é uma radiação que pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, comenta Thais.

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Por fim, o Infrared é sentido através do calor ou mormaço. “É uma radiação que acomete num comprimento de onda suficiente para atingir a derme mais profunda — a derme reticular — onde estão as fibras de ancoragem e sustentação da pele. E isso provoca um dano muito importante, com menor elasticidade, além de um maior potencial de cancerização”, completa.

Fontes:

Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

Beatriz Lassance é Cirurgiã Plástica formada na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e residência em cirurgia plástica na Faculdade de Medicina do ABC. Trabalhou no Onze Lieve Vrouwe Gusthuis – Amsterdam -NL e é Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery) e da American Society of Plastic Surgery (ASPS).

Lábios merecem cuidados especiais no verão

Lábios bonitos, mesmo sem batom, são uma das primeiras coisas a chamar atenção no rosto. No verão e no inverno, a pele fina dos lábios exige cuidados especiais, pois trata-se de uma região muito sensível. Com a chegada da estação mais quente do ano, dermatologista alerta sobre a necessidade de hidratação específica.

“É importante destacar que a pele que reveste os lábios tem uma camada de queratina muito mais fina do que a pele facial, e isso faz com que sempre recomendemos cuidados específicos”, explica André Braz, dermatologista que atende em Ipanema, Rio de Janeiro.

E ele acrescenta: “A pele labial não possui glândulas sudoríparas nem sebáceas, fatores que propiciam baixa proteção à perda de água. As causas mais comuns de ressecamento, que desencadeia fissuras e descamação no verão, são a desidratação, excesso de saliva nos lábios, o tabagismo, o calor e a maior exposição aos raios ultravioletas mais intensos”.

Se os lábios não estiverem protegidos, a radiação solar pode, sim, causar danos às camadas superficiais. Além disso, podem surgir lesões de pele nessa região.

Por essas razões é muito importante a utilização diária de fotoprotetores labiais (filtro solar específico) para prevenir o ressecamento, fissuras e lesões precursoras do câncer de pele na boca. “Além disso, é importante lubrificar e hidratar frequentemente os lábios ao longo do dia, associando isso ao uso do filtro solar, o que evita que haja fissuras ao menor estiramento. É importante que a indicação do produto adequado seja feita por dermatologista”, destaca Braz.

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“À noite, recomendo dormir com um hidratante mais viscoso ou oleoso, para acordar com os lábios mais macios e hidratados. Uma dica simples para quem tem a região machucada e ressecada: pode se utilizar mel, para hidratar e melhorar a cicatrização, além de evitar infecções bacterianas no local fragilizado e nas fissuras, o mel também tem propriedades bactericidas”, aconselha o dermatologista.

Braz recomenda ainda uma consulta com dermatologista para avaliação personalizada e precisa em caso de lesões.

Fonte: André Braz é dermatologista, criador e referência nacional e internacional da técnica de preenchimento facial com microcânulas. É membro das Sociedades Americanas de Dermatologia e de Cirurgia Dermatológica e da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Palestrante internacional e professor de pós-graduação, dirige a Clínica Dermatológica que leva seu nome. É professor de Cosmiatria do Serviço de Dermatologia da Policlínica Geral do RJ.

 

Melanoma: lesões podem ser sinal de câncer de pele

Detecção precoce eleva chances de cura em 90% dos casos; especialista do Grupo Oncoclínicas alerta para as principais características da doença

Os cânceres de pele são os mais incidentes no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos da doença – um número que chega a 180 mil novos casos por ano, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). O melanoma corresponde a 4% deste total, mas, apesar de ser um dos tipos de tumores que afetam o órgão com menor prevalência entre a população, é considerado o mais grave e com grande potencial metastático. Entretanto, a chance de cura é de mais de 90% se houver diagnóstico precoce.

Esse tipo de tumor surge por conta do crescimento anormal dos chamados melanócitos, células que produzem a melanina, dando cor e pigmentação à pele. Pessoas de pele clara, cabelos claros e sardas são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – e isso vale desde a infância. Vale lembrar que, mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis – como o couro cabeludo – podem apresentar manchas suspeitas.

De acordo com Bernardo Garicochea, oncologista e especialista em genética do CPO, unidade do Grupo Oncoclínicas em São Paulo, é importante a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. “As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o que qualificamos como ‘ABCD’- Assimetria, Bordas irregulares, Cor e Diâmetro. A análise da mudança nas características destas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce”.

Além dos cuidados gerais indicados à toda a população quando o assunto é câncer de pele, o que inclui o uso do protetor solar e atenção ao período de exposição solar prolongada, pessoas com propensão a desenvolver o melanoma devem estar constantemente mais atentas, pois ele pode surgir em áreas difíceis de serem visualizadas. “Uma lesão aparentemente inocente pode ser suspeita aos olhos do médico. Métodos diagnósticos auxiliares, como biópsia e dermatoscopia*, podem ser indicados. Além disso, pacientes que já tiveram um tumor de pele diagnosticado estão sob maior risco de apresentar uma recidiva, e devem ser submetidos a exames dermatológicos periódicos”, diz Garicochea.

Novos tratamentos dobram chances de cura

O melanoma é o tipo de câncer que apresenta o maior número de mutações genéticas no DNA do tumor. Essas mutações podem confundir o sistema imunológico do paciente e dificultar a ação de terapias tradicionais. Por isso, a imunoterapia é uma das grandes aliadas no tratamento da doença.

“A Imunoterapia é o tratamento que promove a estimulação do sistema imunológico por meio do uso de substâncias modificadoras da resposta biológica. Em resumo, trata-se de um grupo de drogas que, ao invés de mirar o câncer, ajuda as nossas defesas a detectá-lo e agredi-lo”, explica o oncogeneticista do CPO.

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De acordo com ele, 3% dos melanomas são hereditários. Ele indica alguns pontos de atenção que podem indicar propensão à doença:

-Pessoas que possuem uma grande quantidade de pintas escuras espalhadas pelo corpo;
-Incidência de melanoma em algum parente muito jovem (menos de 35 anos);
-Mais de dois casos de melanoma na família (em qualquer idade).

Nesses casos, há um teste genético capaz de identificar se há predisposição genética ao melanoma. O teste coleta uma amostra de saliva ou sangue para detectar a presença de genes ligados à doença. Já para quem não conta com um histórico ou indicação que justifique a realização do exame específico de analise do DNA, Garicochea recomenda que, em especial para áreas em que há mais dificuldade de visualização, seja solicitado a um familiar ou conhecido um apoio para a avaliação dos sinais existentes no corpo.

“Muitas das pintas suspeitas surgem nas costas e pescoço, lugares de difícil visualização. É muito importante também estar atento a manchas que surjam sob as unhas, na palma das mãos e planta dos pés”, finaliza o médico.

*Dermatoscopia é um método que utiliza o dermatoscópio, espécie de microscópio que aumenta a imagem da pele em 10 a 70 vezes e permite a visualização das estruturas cutâneas sem nenhum corte ou desconforto. As imagens colhidas ficam em computador e são regularmente comparadas a cada visita médica.

Fonte: Grupo Oncoclínicas

M·A·C: maquiagem para festas de fim de ano e dicas de cores para realizar desejos

M·A·C Cosmetics e Fabiana Gomes apresentam: “Desejos para 2018”, com dicas de looks que te ajudam a realizar seus desejos

Chegou o momento de celebrações e das resoluções de final de ano, por isso, a M·A·C Cosmetics compartilha dicas de makes para compor os looks para as festas e apresenta uma cor de batom M·A·C para cada desejo de 2018:

“Menos é mais! A dica é apostar em uma característica da maquiagem. Pele impecável, iluminada, um olhão ou uma boca. Devemos eleger um aspecto para explorar e seguir aquele rumo”, afirma Fabiana Gomes.

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Passo a passo para um make de festa de final de ano:

Preparação da pele: “É essa etapa que decide o sucesso ou o fracasso da make”. Primer, hidratande poderoso, depende do tipo de pele de cada pessoa.

Pele: na hora de aplicar a base o recomendável é que a pele não brilhe demais nem de menos. Para escolher a cor da base uma dica é testar na cor do colo.

Fabi complementa: “escolher a cor exata do corretivo também é importante. Aqui no Brasil temos olheira mais para o marrom, por isso devemos optar por corretivos com cores mais quentes, informações pêssegos ou laranja na formulação, camuflam melhor a olheira. É importante passar o corretivo somente onde é imprescindível, como no canto interno do olho. Em excesso pode pesar o look”.

Para arrematar a pele devemos apostar no blush e iluminador, importante para momentos festivos, e um pó para controlar o excesso de brilho da pele.

Foco na make que você quer explorar.

Quer olho? Utilize sombra, pode usar cílios postiços, “eu indico as opções com leitura mais natural”, finaliza a maquiadora.

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Outra opção são os lábios poderosos, aposte em batons para ajudar a realizar seus desejos. Seja “paixão, estabilidade, amor, sucesso, paz ou dinheiro” a M·A·C tem uma cor para ajudar a realizar os desejos e começar o ano com o pé direito. Confira abaixo algumas sugestões dos batons mais icônicos da marca para celebrar as festas:

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Batom vermelho: paixão – Sugestão: MAC Russian Red

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Batom roxo: estabilidade – Sugestão: MAC Rebel

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Batom rosa: amor – Sugestão: MAC Please Me

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Batom laranja: sucesso – Sugestão: MAC Lady Danger

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Batom nude: paz – Sugestão: MAC Velvet Teddy

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Batom dourado: dinheiro – Sugestão: MAC Gel

Informações: M.A.C Cosmetics

 

Dezembro Laranja: protetores solares para prevenção do câncer de pele

Dezembro é o mês da chegada do verão e, junto com ele, nos deparamos com diferentes tipos de agressões dos raios solares, que podem ser extremamente prejudiciais à pele. Em uma iniciativa para o combate ao câncer de pele e como forma de lembrete à população sobre a importância do uso do protetor solar, a Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou a campanha “Dezembro Laranja”.

Com foco constante no bem-estar e em atender às mais variadas necessidades dos consumidores, a Shiseido, uma das empresas mais antigas de cosméticos do mundo, apoia a iniciativa ao trazer diversos produtos de proteção solar para o mercado brasileiro. A empresa, que se consagrou graças ao amplo portfólio que visa a saúde da pele, trazendo a beleza de dentro para fora, tem a filosofia de destinar anos e grande parte do seu investimento em pesquisas para a descoberta de novas tecnologias para o desenvolvimento de produtos capazes de atender a todos os púbicos.

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Em 1923, a Shiseido lançou o Uviolin no Japão, considerado o primeiro protetor solar do país. Avançando rapidamente no mercado, trouxe em 1980 fórmulas resistentes à água e em 1993 aconteceu o lançamento oficial da best-seller UV Protective Compact Foundation, que continua como um dos carros-chefes da marca, ao oferecer proteção solar de alto desempenho e um toque embelezador, graças à sua gama de cores que satisfazem a todas. No Brasil, virou um ícone dos nécessaires das mulheres, reconhecida por sua embalagem azul.

Entretanto, foi em 2015 que a Shiseido revolucionou o mercado de proteção solar ao lançar a tecnologia WetForce, que forma um filme que protege a pele contra os raios UV, e fica ainda mais forte quando entra em contato com a água ou o suor. Desde seu lançamento até o fim de 2016, os protetores enriquecidos com essa tecnologia ganharam 28 prêmios de beleza pelo mundo.

Linha completa Shiseido Suncare:

Bases solares:

compact foundation shiseido

UV Protective Compact Foundation SPF 35 – R$ 247,00

stick foundation shiseido
UV Protective Stick Foundation SPF 36 – R$ 259,00

liquid foundation shiseido
UV Protective Liquid Foundation SPF 43 – R$ 329,00

Com tecnologia WetForce:

aging protection shiseido 1

Shiseido Expert Sun Aging Protection Lotion SPF 30 – R$ 285,00

aging protection shiseido 2
Shiseido Expert Sun Aging Protection Lotion Plus SPF 50+ – R$ 319,00

aging protection cream
Shiseido Expert Sun Aging Protection Cream Plus SPF 50+ – R$ 285,00

 

expert sun
Shiseido Expert Sun Protection Lotion SPF50+ – R$ 319,00

sports bb
Shiseido Sports BB – R$ 329,00

sun protection spray

Shiseido Sun Protection Spray 3 Em 1 – Oil Free SPF 15 – R$ 249,00

Informações: Shiseido – SAC – 0800148023

Aplicando protetor solar: quanto, como, quando, onde e qual passar

A chegada das estações mais quentes deve lembrar algumas coisas: os danos solares são imediatos, por isso a pele fica vermelha; mas eles também persistem e danificam o material genético causando envelhecimento e câncer de pele; o protetor solar é a forma mais eficaz de se defender.

Mas afinal, qual a forma correta de aplicação do filtro solar? Aliás, existe uma? Dois experts no assunto, a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, e o farmacêutico e diretor científico da Consulfarma Lucas Portilho, que também é pesquisador em Fotoproteção na Unicamp, tiram as principais dúvidas:

Quanto de protetor solar eu devo passar?
“Para obter a proteção do fator de proteção solar (FPS) descrito na rotulagem é necessário aplicar 2mg/cm2. De forma prática, se pensarmos em rosto, equivale a uma colher de café cheia”, conta Lucas Portilho. No caso do corpo, o consenso é aplicar: uma colher de café no braço e antebraço direitos; uma colher no braço e antebraço esquerdos; duas colheres no torso (1 para a frente e 1 para as costas); duas colheres para a coxa e perna direitas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás); e duas colheres para coxa e perna esquerdas (1 para a parte da frente e 1 para a parte de trás).

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Foto: Pedro J. Perez/MorgueFile

Como e onde deve ser aplicado?
“No caso do rosto, eu tenho que passar uma camada generosa do filtro solar até que cubra toda a área e eu tenha aquela sensação de que existe um conforto e uma cobertura homogênea. Então obrigatoriamente, eu devo passar e estender no rosto até a raiz do cabelo, também na região pré-auricular, bem pertinho da dobra da orelha, não esquecer pescoço, nuca, orelhas quando eu estou em exposição ao sol como praia, piscina, caminhada, porque essas são áreas que frequentemente sofrem queimaduras”, enfatiza a dermatologista Thais Pepe.

“Além disso, devo reforçar a região do osso da bochecha, ao redor dos lábios, na ponta do nariz e em suas laterais, já que que essas são áreas em que nós mais percebemos os campos de cancerização e mesmo a formação das manchas. Não esquecer de passar o protetor solar na região do pescoço, do colo, para os homens o V da camisa, que acaba sendo uma área esquecida e, por conta disso, acaba tendo a demarcação da linha do fotoenvelhecimento e o aparecimento das queratoses actínicas, que são lesões do tipo pré-câncer”, acrescenta Thais.

Já no caso do corpo, uma recomendação importante: sempre que o paciente for para a exposição solar, ele deve passar o filtro sem roupa. “Ou seja, o filtro é passado no corpo todo e depois é colocado ou a roupa do exercício físico, ou biquíni, ou maiô da natação. E o filtro solar deve ser aplicado puro sobre a pele: então eu não passo um filtro solar com perfume, com hidratante, com produto anterior de hidratação para não perder a sua potência e aderência”, completa.

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Quando deve ser aplicado?
“Não adianta chegar à praia ou à piscina e esperar para passar o protetor solar nesse momento. O filtro solar tem a necessidade de, pelo menos, 20 a 30 minutos para começar a agir e nesse período eu já estou sofrendo um dano importante em relação às células da minha pele”, afirma a dermatologista. Portanto, aplicar o protetor meia hora antes da exposição é uma zona de conforto e segurança. Além disso, a reaplicação deve ocorrer a cada duas horas em média, com uso de chapéu e óculos. “Aqueles que querem ir à praia, devem respeitar os horários recomendados que são: até 10 horas da manhã e depois das 16 horas”, completa a médica.

Qual FPS devo usar?
“A partir do FPS 30 já temos uma boa proteção, que fica perto de 97% de absorção da UVB, por exemplo. O problema é que como os brasileiros não aplicam uma quantidade adequada de produto, quando usam um FPS 30, na verdade a proteção é equivalente a um FPS 8”, conta Lucas. “Por isso gosto de fotoprotetores com FPS mais alto como 50, 60 ou 70. Acima disso o produto fica muito ruim sensorialmente e faz com que o consumidor não utilize diariamente. Afinal ninguém gosta de ficar com o rosto oleoso”, acrescenta.

Qual protetor solar?
Sem dúvida as classificações da pele requerem fotoprotetores diferentes. “Por exemplo, uma pessoa com fototipo 1 precisa de uma proteção muito maior quando comparado com uma pessoa com fototipo maior. Isso porque quanto maior o fototipo, mais escura a melanina da pele, um pigmento que protege a pele contra a radiação. Portanto, um indivíduo com pele clara, tem menos proteção e por isso precisa de fotoprotetores com FPS e UVA maiores”, explica Lucas Portilho. E tem mais: “Em relação ao sensorial do fotoprotetor, é importante usar produtos que sejam mais secos no caso de pessoas com pele oleosa ou produtos mais hidratantes no caso de quem apresenta pele seca”, completa o pesquisador em fotoproteção.

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Por que usar filtro?
Porque ele é a forma mais segura de proteção contra as radiações solares, segundo a médica. “Pesquisa recente descobriu que o guarda-sol não consegue bloquear as radiações e oferece, no máximo, FPS 8. Além disso, a areia reflete os raios solares”, afirma Thais. “UVA é o principal responsável pelo envelhecimento precoce (manchas e rugas), sendo um tipo de radiação que atravessa nuvens, vidro e epiderme e penetra na pele em grande profundidade, até as células da derme – sendo o principal produtor de radicais livres. Entre os prejuízos: desde lesões mais simples até, em casos mais graves, câncer de pele. Já o UVB deixa a pele vermelha e queimada, danifica a epiderme e é mais abundante entre as 10 da manhã e as 4 da tarde. Essa radiação pode furar o bloqueio dos filtros químicos e aumentar o risco de cancerização”, finaliza a dermatologista.

Fontes
Thais Pepe: dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.
Lucas Portilho: consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma e Pesquisador em Fotoproteção na Unicamp. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós-Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos.

Árago participa de “Dezembro Laranja” na luta contra câncer de pele

O câncer de pele é o de maior incidência no Brasil, corresponde a 33% de todos os tumores malignos registrados no país. Para conscientizar e reforçar a importância da prevenção e diagnóstico precoce, a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove neste mês a campanha Dezembro Laranja, com um alerta especial para quem se expõe constantemente ao sol na rotina profissional ou no dia a dia. Pelo quarto ano consecutivo, a Árago Dermocosméticos participa deste movimento, alertando parceiros e clientes sobre a importância do uso do protetor solar.

Com alta possibilidade de cura, quando detectado precocemente, o câncer de pele pode ser melanoma, mais agressivo e com maior taxa de mortalidade; ou não-melanoma, com maior incidência e com menos mortalidade. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que, no Brasil, em 2017, houve mais de 175 mil novos casos, a maior parte deles em mulheres. Ligado diretamente à exposição solar, os sintomas estão presentes em uma pinta no corpo, onde se deve observar alguns sinais ABCDE: A – assimetria; B – bordas irregulares; C – cores diversas; D – diâmetro maior que seis milímetros e E – evolução (mudanças na pinta ou lesão).

De acordo com Elaine Verissimo, diretora de Pesquisa & Desenvolvimento da Árago Dermocosméticos, “uma das principais formas de prevenção é o uso constante de filtro solar e menor exposição aos raios solares nos horários mais críticos, entre 11h e 16h”. Engajada na campanha Dezembro Laranja, a empresa promoverá ações em torno do mote “Bye Bye Câncer de Pele”, como a distribuição de amostras de protetores solares e informativos nas cidades onde atua.

Tecnologia na proteção da pele

Entre as amostras que serão distribuídas, está a do protetor solar Bi-Gel, uma inovação que propicia o agrupamento de dois géis com filtros solares de alta performance, com excelente proteção UVA e UVB, sem a necessidade de um tensoativo – substância aplicada em produtos cosméticos para estabilizar a união água-óleo, fazendo com que os componentes da loção espalhem de forma mais uniforme –, o que proporciona um toque seco e um sensorial mais sofisticado que os outros produtos existentes no mercado.

Pretetor Solar Bi-Gel Bisnaga

Ideal para peles as oleosas e acneicas, o Protetor Solar Bi-Gel FPS 30 age na cicatrização da pele, aumentado a capacidade de retenção de umidade, e possui efeito amaciante e anti-irritante, tudo isso devido à ação da Alantoína. Contém ainda Vitamina E, com potente ação antioxidante e protetora do DNA celular.

Informações: Árago Dermocosméticos

 

 

 

Saiba como evitar manchas e queimaduras na pele no verão

Conheça os causadores da fitofotodermatose, um tipo de inflamação na pele que pode causar manchas e queimaduras de até terceiro grau. Substâncias entram em contato com a pele e, após a exposição solar, podem causar esses problemas

Fitofotodermatose: o nome é complicado, mas essa é uma alteração comum na pele de muitas pessoas, com o aparecimento de manchas e até queimaduras após o contato com frutas cítricas, perfumes, cosméticos e álcool e posterior exposição ao sol.

“Principalmente no caso das frutas cítricas, é bem comum no nosso país ocorrer a fitofotodermatose, que se produz pelo hábito de preparar limonadas ou laranjadas no verão principalmente, e pelo uso do limão como tempero. Nesse caso, o contato do sumo das cascas dessas frutas com as mãos desencadeia manchas ou queimaduras tanto nas mãos quanto nos locais tocados por elas”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

O problema também pode ocorrer por uso de perfumes, cremes e cosméticos que contenham substâncias derivadas das plantas. “O cosmético não necessariamente tem o extrato da planta: às vezes ele tem um conservante, algum estabilizante ou o próprio álcool, que também são causadores da fitofotodermatose”, acrescenta.

mulher passando perfume praia

De acordo com a médica, alguns antibióticos (principalmente com substâncias derivadas da penicilina) também podem causar o problema. “Em uso de antibiótico, devemos evitar a exposição ao sol, pois a pele fica mais sensibilizada, isso orque o antibiótico se deposita também na pele e posso ter uma reação de fotomelanose, ou seja, um escurecimento por conta da exposição à radiação solar (de forma geral)”, afirma.

A dermatose ocorre nas áreas de contato com essas substâncias e que recebem a irradiação do sol. “Geralmente, elas surgem dentro das 24 horas seguintes, promovendo um processo inflamatório, e caracterizam-se por eritema como uma queimadura, eventualmente, com formação de vesículas e bolhas, dependendo da intensidade da reação. Pode surgir infecção secundária na evolução, mas a característica principal das fitofotodermatoses é a pigmentação, que pode durar várias semanas. As manchas de pele são acastanhadas e a aplicação do limão, por exemplo, sobre a pele pode produzir queimaduras de até terceiro grau. Há casos em que mesmo lavando-se as mãos, as manchas aparecem”, alerta a médica.

Posteriormente, segundo a especialista, ocorre um acastanhamento da área, uma hipercromia pós-inflamatória, no qual a pele produz um aumento da produção do pigmento de melanina, que migra para as células mais superficiais, na primeira camada da pele, tentando proteger a região afetada.

limonada limão mel
Pixabay

Além dos antibióticos, os principais vilões são: frutas cítricas (como limão, tangerina, laranja, mexerica, morango e figo), cenoura, arruda, aipo, salsinha, coentro, erva-doce, urtiga, cactos, perfumes e cosméticos como loções adstringentes à base de álcool ou produtos de tratamento com peróxido de benzoíla e ácido salicílico.

“Lembrar que as loções tônicas adstringentes que têm álcool devem ser evitadas neste momento anterior à exposição solar, assim como produtos à base de peróxido de benzoíla e ácido salicílico, porque às vezes eles estão na composição de uma loção tônica, de um esfoliante ou de um sabonete. Muitas vezes essa pessoa vai à exposição solar tendo utilizado esse produto e não se dá conta do que aconteceu e isso vai gerar um processo de dermatite irritativa de contato que é potencializada pela exposição solar. Então, muito cuidado com peróxido de benzoíla, ácido salicílico, loções adstringentes que tem na sua composição álcool”, afirma.

Mas a fitofotodermatose ainda tem um agravante: o risco de infecção. “Quando ocorre o processo de fitomelanose, de fitofotodermatose, na hora talvez possamos não perceber, e às vezes ocorre já uma sensibilidade, com uma vermelhidão e eritema local, e posteriormente podemos perceber a formação das vesículas, com microbolhas e bolhas grandes. Dependendo de como isso for tratado, há a possibilidade de ter uma infecção secundária por bactérias da própria flora da pele; por isso é importante buscar ajuda imediata”, afirma a médica.

Se o dermatologista não estiver disponível em um primeiro momento, a especialista sugere buscar ajuda em um centro de referência, pronto socorro ou hospital e depois buscar um tratamento eficaz para a sequela da fitofotodermatose.

Como tratar

“Em um primeiro momento quando ocorre o processo, a gente pede para lavar muito bem com água e sabão de pH neutro, usar água termal na sequência também ajuda bastante. Os cremes à base de pró-Vitamina B5 ou ácido pantotênico fazem uma oclusão, que ajuda a restabelecer a barreira da pele. Em relação às roupas, para não piorar o processo, elas devem principalmente ser de material 100% natural como o algodão e que protejam a região da exposição ao sol. E, claro que quando o dermatologista faz a análise, se necessário ele vai entrar com anti-inflamatório por via oral com analgésicos e até com antibióticos”, afirma.

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Foto:Indian Express

Do ponto de vista local, para tratar as bolhas, é recomendado o uso de pomadas à base de antibióticos locais e muita hidratação. “Se for um quadro que não houve uma queimadura de segundo grau, de terceiro grau, se é um quadro que apenas apresenta um eritema difuso, um vermelho difuso com microvesículas e sensação de sensibilidade e ardência, eu indico lavar abundantemente a área, fazer uso da água termal em torno de 3 a 4 vezes ao dia, hidratantes fisiológicos à base de Fosfolipídeos, de ceramidas, de vitamina E, de manteiga de Karitê, de ácido pantotênico, para recuperar e regenerar, ajudar no processo cicatricial e o uso de protetor solar com filtro físico, nunca químico, para proteger a área lesionada. E, além disso, a roupa que acaba sendo mais uma forma eficaz de proteção”, afirma.

Quanto ao desaparecimento das manchas, a médica conta que isso ocorre de forma espontânea e gradativa, desde que a pele seja protegida da exposição ao sol, com filtros solares potentes e que contenham bloqueio físico, como óxido de zinco e dióxido de titânio. “Alguns ativos despigmentantes podem ser utilizados para acelerar o processo. As reações mais intensas podem exigir o uso de medicamentos para seu controle, que devem ser indicados por um dermatologista”, alerta.

O que evitar

Além de não usar cosméticos com álcool antes de ir ao sol e evitar exposição solar em tratamento com antibiótico, para evitar a fitofotodermatose, a médica ressalta que é muito importante nos dias de verão tomar cuidado com o manuseio de frutas cítricas (como limão, tangerina, laranja, mexerica, morango e figo), cenoura, arruda, aipo, salsinha, coentro, erva-doce, já que todos esses alimentos liberam substâncias que podem manchar e queimar a pele, após exposição solar. Passeio no campo, fazenda e sítios também deve ser motivo de atenção, no contato com plantas e vegetais por meio da seiva, da casca e dos espinhos.

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“Todas as vezes que manusear qualquer uma dessas substâncias, em especial as frutas cítricas, é necessário lavar não só com água, mas com água e sabão, tendo a certeza que todos os resíduos foram retirados. Deve-se tomar cuidado porque algumas vezes há alguns respingos em braços, abdômen, rosto e isso pode gerar queimaduras. E posteriormente a aplicação ou reaplicação dos filtros solares físicos para proteger essa pele”, finaliza.

Fonte:  Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School.