Arquivo da categoria: proteção animal

Luisa Mell lança “Como os Animais Salvaram a Minha Vida” hoje em SP

A ativista Luisa Mell lançará nesta segunda feira, 19 de março, o livro “ Como os Animais Salvaram a Minha Vida” . O livro relata, sem meias palavras, como os animais a tiraram de uma depressão profunda, sobre seu estilo de vida vegano, sua luta contra rodeios, vaquejadas, testes em animais, maus-tratos e abandono.

Luisa detalha como, ao ajudar os animais, se curou, se salvou e revela toda a sua verdade nesta obra – escrita por ela com todo seu coração, como tudo o que faz na vida.

“Esta é a história de uma mulher brasileira que, ao socorrer animais, foi sendo salva por eles”, escreve a cantora Rita Lee no prefácio.

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Serviço:
Dia: 19/03
Local: Livraria Saraiva do Shopping Pátio Paulista
Endereço: Rua Treze de Maio, 1947 – Loja 4011/4012 – Sala 2 – Bela Vista – São Paulo
Horário: 18 horas

Dia: 20/ 03
Local: Livraria Saraiva do New York City Center
Endereço: Av. das Américas, 5000 – Loja 103 – Piso térreo – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
Horário: 18 horas

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Bichos de pelúcia substituem animais de laboratório em aulas na USP

Professora do campus de Ribeirão Preto desenvolveu material para aulas sobre “diabetes mellitus”

Por Rita Stella – Editorias: Universidade

Há cinco anos, uma professora da USP em Ribeirão Preto usa animais de pelúcia em aulas práticas sobre diabetes mellitus. A iniciativa vem poupando sofrimento e morte de cerca de 45 ratos por ano, com benefícios ao aprendizado dos estudantes que perdiam o foco com a dor dos animais.

Responsável pela aula alternativa, cursada por alunos das faculdades de Odontologia (Forp) e de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) da USP, a professora Maria José Alves da Rocha conta que as aulas de laboratório da disciplina de Fisiologia sobre diabetes mellitus nunca foram confortáveis. Os alunos sofriam com a coleta de sangue dos animais para dosar a glicemia, pois era necessário um corte no rabo do animal, relata. A professora explica ainda que esses ratos ficavam em estado deplorável e exalavam forte odor causado por diarreia, efeito colateral da droga que induz ao diabete.

Ao buscar uma solução para o problema, Maria José encontrou alguns artigos científicos sobre modelos de aulas de sucesso com animais artificiais e decidiu desenvolver seu próprio material. Aproveitou as gaiolas metabólicas – equipamento onde ratos de verdade ficam e têm suas fezes e urina coletados – já existentes e adquiriu os ratinhos de pelúcia em oferta numa grande loja.

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A responsável pela disciplina, professora Maria José Alves da Rocha, da Forp – Foto: Arquivo pessoal

Com a ajuda do técnico de laboratório Mauro Ferreira da Silva, abriu o abdômen de alguns bichinhos que, a cada aula, são preenchidos com bolas de gude para alcançar pesos diferentes. Para o sangue e urina, que também são artificiais, recebeu a colaboração do então aluno de Farmácia Paulo José Basso. Esses preparados simulam os diferentes níveis de glicemia, ou seja, a quantidade de açúcar no sangue.

As análises, comparando as aulas com animais reais e as que usam métodos alternativos, ofereceram à professora a certeza do caminho certo. “Modelos de ensino que não envolvem experimentos nocivos ou com morte de animais são benéficos à aprendizagem”, garante. Conta que era comum estudantes se distraírem do objetivo principal, a doença, ao se envolverem em discussões sobre a dor e o desconforto que os animais experimentam.

“Questões éticas são importantes e devem ser incorporadas em um curso de fisiologia”, defende a professora. Entre as vantagens das aulas com a substituição dos animais, ela aponta a oportunidade do aluno discutir as diferenças entre a diabete tipo 1 e tipo 2, oferecida pela simulação do rato obeso. Ela afirma que a técnica pode ser facilmente adaptada em todos os cursos das áreas biomédicas que ensinam fisiologia endócrina, mesmo em instituições com menos recursos, já que não requer grande suporte técnico nem equipamentos ou espaços físicos específicos.

Por esse trabalho de ensino, a professora e sua equipe receberam o Prêmio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) de Métodos Alternativos à Experimentação Animal, como o terceiro colocado na categoria Produção Acadêmica. A solenidade de premiação ocorreu em Brasília na semana passada. Um artigo sobre o tema foi publicado na revista Advances in Physiology Education.

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As gaiolas metabólicas utilizadas anteriormente com os animais reais foram aproveitadas nas aulas – Foto: Divulgação

Reprodução fiel de diabetes mellitus experimental

Os grupos de alunos recebem gaiolas metabólicas com três ratos de pelúcia; dois, simulando diabetes mellitus – tipo 1 e tipo 2, e o terceiro é o saudável.

As gaiolas contêm água e alimentos reais, além de recipientes contendo urina artificial para simular amostras coletadas durante um período de 24 horas. Para cada gaiola, também são fornecidos tubos de ensaio com sangue artificial com diferentes níveis de glicemia.

No artificial “diabético”, a urina contém diferentes quantidades de glicose e acetona para simular níveis de glicosúria e cetonúria, que são medidas importantes para avaliar o diabete. Na urina simulada de um rato não diabético, não é adicionada glicose ou acetona à preparação. Para as análises de glicemia, os alunos contam com o sistema Accu-Chek, aparelho que monitora essas medidas no sangue. Para verificar as intensidades de glicosúria e cetonúria na urina, são utilizadas fitas de bioensaio Urocolor.

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Os estudantes devem pesar os animais, quantificar a ingestão de água e alimentos e analisar as amostras de sangue artificial e urina e, ao final, descobrir qual é o diabético tipo 1 e o qual é o tipo 2. Após a discussão em grupo, cada aluno faz um relatório individual e responde às questões formuladas sobre a doença.

Os animais e amostras são preparados antes de cada aula prática. Os alunos não sabem que sangue e urina são artificiais. Conta a professora que tudo é simulado para reproduzir o mais fielmente possível a aula que antes era ministrada com ratos de verdade.

Desta forma, “os alunos ficam conhecendo a gaiola metabólica e como os cientistas fazem para estudar diabetes mellitus experimental”. Com exceção do rato, todo o material utilizado é muito real para o aluno, que não sabe que o peso é dado pelas bolas de gude, nem de que material são feitos o sangue e a urina. Tudo é revelado no final.

Males do diabetes mellitus

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Simulação fiel de estudo experimental ensina diabetes mellitus sem os desconfortos da aula prática com animais reais – Foto: Reprodução

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, hoje o Brasil tem mais de 13 milhões de diabéticos, cerca de 6,9% da população. Trata-se de uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue usar adequadamente a insulina que produz.

Hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina controla a quantidade de glicose no sangue. Assim, o diabético sofre por não conseguir utilizar adequadamente a glicose obtida pela ingestão de alimentos. Quando o nível de glicose fica alto, temos a hiperglicemia que, se mantida por longos períodos, pode causar sérios danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

O mau controle dos níveis de glicemia leva a complicações em diversos tecidos do corpo. Entre as principais estão: o pé diabético (complicação mais frequente, caracterizada por feridas na pele e falta de sensibilidade no pé; casos graves podem necessitar de amputação); a nefropatia diabética (alterações nos vasos sanguíneos dos rins que podem levar à insuficiência renal e à necessidade de hemodiálise); problemas nos olhos (cataratas, glaucoma, edema macular e retinopatia diabética, por exemplo); e doença cardiovascular.

Mais informações: email mjrocha@forp.usp.br

Fonte: Jornal da USP

Esculturas de cães pintadas por artistas vão a leilão nesta quarta-feira

Esculturas de cães e gatos produzidas em fibra de vidro e customizadas por artistas e celebridades para o projeto “dog.art”, criado pelo Sciacco Studio, vão a leilão às 20h30 desta quarta-feira (6), no Instituto Gustavo Rosa (zona oeste de São Paulo).

Por lances de no mínimo R$ 1.800,00 será possível levar para casa um pet colorido criado pela modelo e apresentadora Ana Hickmann, o Dálmata do humorista Rafael Cortez e o gato dourado de Carol Celico, entre outros dos mais de 80 cães e gatos das mais diferentes cores, texturas e ilustrações.

São ao todo cinco modelos de estátuas de cachorros: Dachshund, Golden, Pitbull, Vira-lata Bulldog Francês e o gato, que é convidado especial nessa edição. A quantia de 60% da renda será revertida para as ONGs Ampara Animal, Amor Horizontal e Pipa Social.

Entre os convidados para decorar os pets também estão Anitta, Carolina Dieckmann, Debora Nascimento, Felipe Solari, Gabriela Pugliesi, Giovanna Ewbank, Isabella Fiorentino, José Loreto, Marco Luque, Nathalia Dill e Rodrigo Faro.

Todos os artistas foram chamados para o evento que começa com coquetel às 19h. Confira alguns pets que estarão no leilão:

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Serviço:
Leilão dog.art
Data: 06 de dezembro 2017
Horário: 20h30
Entrada: Fechado para convidados. Interessados em participar do leilão devem entrar em contato pelo e-mail info@dog.art.br.
Endereço: Instituto Gustavo Rosa – R. Veneza, 920 – Jardim Paulista, São Paulo – SP

Santo André: rede de ensino promove feira de adoção animal

 

Amanhã, sábado (19) às 9 horas, o Colégio Singular, por meio da ESPA – Equipe Singulariana de Proteção Animal, e a OAB Santo André promoverão mais uma edição da Feira de Adoção de Animais. A entrada é gratuita, aberta à comunidade e acontecerá no estacionamento da OAB / Santo André (Avenida Portugal, 233 – Centro).

O evento ocorre por meio do envolvimento de diversas pessoas, inclusive de cuidadoras que resgatam os animais abandonados e cuidam para que estejam em condições de adoção. Para a feira, os animais são cadastrados e passam por consulta com um veterinário que verifica se estão saudáveis.

Segundo Simone Resende, presidente da Comissão de Proteção Animal da OAB Santo André, a instituição é a única no estado de São Paulo que abre as portas para um evento como esse. “Exercemos nosso papel junto à sociedade realizando esse trabalho tão importante, que conta com o apoio de muitos voluntários. Desde o início da parceria com a ESPA, mais de 100 animais já ganharam uma nova família. Só na última edição foram 12 animais”, explica.

Para adotar é necessário ser maior de 18 anos, ter a concordância de toda a família e levar comprovante de endereço. Nesse dia, os interessados na adoção também recebem informações sobre guarda responsável e orientações jurídicas.

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ESPA

Trata-se de um Projeto educacional inserido na programação pedagógica do Singular que visa ensinar aos alunos a importância da guarda responsável, com abordagens diferenciadas de acordo com a faixa etária, além de promover campanhas constantes de arrecadação de ração, arroz, vasilhas, casinhas, medicamentos, entre outros itens. Toda a doação recebida é encaminhada para ONGs e cuidadores de animais.

Tinder se une a PETA para incentivar usuários a remover selfies com tigres

Movimento global de proteção aos tigres receberá US$ 10 mil dólares do app em homenagem ao Dia Internacional do Tigre

O Tinder se une a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) para lançar uma campanha para incentivar os usuários a remover fotos com tigres de seus perfis. A campanha, que teve início em 29 de julho, data em que é comemorado o Dia Internacional do Tigre, incentiva que os usuários excluam suas fotos com tigres, marquem seus amigos para que façam o mesmo ou participem da discussão nas redes sociais usando a hashtag #NoTigerSelfies. Além disso, o aplicativo doará US$ 10 mil para o Project Cat, movimento global para proteger os tigres.

A comunidade de usuários do Tinder é conhecida por criar os perfis mais interessantes e divertidos da web, porém alguns perfis são um pouco selvagens demais e utilizam selfies de usuários com tigres. Como esses animais estão fora do seu habitat natural, geralmente precisam ser dopados tirar fotos com pessoas. Nesse contexto, o Tinder criou a campanha para sensibilizar seus usuários e sugerir outras fotos de perfis que mostrem a preocupação com o meio ambiente e com os animais selvagens.

“Há inúmeras formas de deixar o perfil divertido com fotos de situações que não agridam o meio ambiente e que não incentivem que animais sejam retirados de seu habitat e dopados para virar atração turística”, comenta Andrea Iorio, diretor de marketing e comunicação do Tinder na América Latina. “Estamos muito orgulhosos da parceria com a PETA e também dos usuários da plataforma que estão aderindo a essa causa, removendo as fotos com animais selvagens e buscando outras formas criativas de continuar garantindo muitos matches com perfis divertidos”, comenta.

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Confira quais fotos você pode incluir em seu perfil no Tinder para mostrar a sua preocupação com o meio ambiente e com a preservação dos animais selvagens:

·Plantando uma árvore: plantar árvores contribui para a purificação do ar, qualidade da água e evita a erosão do solo.

·Caminhando até o trabalho: quando possível, deixar o carro em casa para ir ao trabalho ajuda a combater a poluição, além de trazer ganhos em bem-estar e qualidade de vida, já que melhora a saúde cardiovascular e previne uma série de doenças.

·Fazendo trabalho voluntário em um abrigo de animais: é muito gratificante dedicar algumas horas do seu dia para ajudar alguém, além disso é uma forma de você descobrir novas habilidades e conhecer realidades diferentes da sua, o que representa uma grande experiência de vida. Isso pode também fazer com que você obtenha ganhos para sua carreira, já que pode se destacar em um processo seletivo por essa atividade.

·Saboreando um lanche natural no seu quiosque vegano favorito: uma alimentação natural gera inúmeros benefícios para a saúde, além de manter sua consciência tranquila em relação ao que você consome, já que você não consumirá produtos que são resultados de exploração animal.

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Confira também formas de proteger os tigres e outros animais selvagens:

1) Reporte atividades suspeitas de tráfico de animais, maus-tratos ou exploração animal às autoridades locais.
2) Se você encontrar atividades suspeitas no Facebook, informe a página ou comente sua suspeita no post. Grande parte das vendas ilegais está sendo feita nas redes sociais e é preciso ajuda da comunidade para combater isso.
3) Não faça selfies com tigres ou outros animais selvagens para que seu dinheiro não patrocine acidentalmente atividades questionáveis.
4) Não compre produtos que sejam resultado de exploração animal.

Fonte: Tinder

N.R.: Eu poderia falar muito sobre o quanto acho isso de tirar fotos com animais selvagens, na maioria das vezes dopados, cafona, jeca, cruel, estúpido, ignorante e tantos outros adjetivos nada positivos. Eu jamais daria match para alguém com uma foto destas. NUNCA!

ONGs entram na campanha pela libertação de cobaias

Projeto de autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, proíbe o uso de cobaias em sala de aula, mantendo apenas as atividades de observação, exames e tratamento de animais já feridos ou doentes.

A ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais, primeiro portal do gênero em todo o mundo, com mais de 1,5 milhão de acessos por mês e ganhador de vários prêmios internacionais por seu jornalismo ativista, aderiu à campanha pela sanção, por parte do governador Geraldo Alckmin, da Lei 706/2012, chamada “Anticobaias”, aprovada pela Assembleia Legislativa.

Assim como a ANDA, outras entidades, protetores e simpatizantes aderiram à campanha, que visa libertar milhares de animais do sofrimento ao qual são submetidos em sala de aula. É o caso da ONG Cão Sem Dono, que tem feito um trabalho sério com animais de rua e que resgatou sete cães usados como cobaias em uma universidade mineira. O Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos, a FAOS, a VEDDAS e as ONGs Apasfa, Bendita Adoção e Ração do Coração (do cãozinho Cabo Pitoco) também já anunciaram seu apoio ao projeto de lei.

O projeto não afeta as pesquisas científicas, mas proíbe que cães, gatos, coelhos, ratos, sapos, porcos e uma infinidade de animais continuem sendo torturados nas escolas e universidades.

coelho

De acordo com o deputado Feliciano Filho, autor do PL 706/2012, “diversos estudos comprovam que alunos que utilizam processos substitutivos desenvolvem um aprendizado mais efetivo, tornando-se profissionais até mais qualificados do que aqueles que fazem uso de animais”.

Além disso, estudos comprovam que o estresse provocado nos alunos durante os procedimentos com animais vivos pode prejudicar sua capacidade de aprendizagem, pondera o parlamentar. “A utilização de animais vivos tem o potencial de dessensibilizar o estudante, podendo fazê-lo perder o senso de reverência e respeito à vida. A utilização de métodos substitutivos condiz com a formação de profissionais mais sensíveis e humanitários”, afirma o o parlamentar.

O projeto está em avaliação para sanção ou veto do governador Geraldo Alckmin. As entidades e pessoas físicas que se sensibilizem e queiram obter mais informações podem entrar em contato no telefone: (11) 3886-6534. Se quiser conhecer mais sobre a lei, clique aqui.