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Existe casamento sem sexo? Psicólogo explica

Os interesses do mundo moderno mudaram também os casamentos e os relacionamentos?

Antigamente, casamento era sinônimo de procriar e  de formar família. Hoje em dia, os relacionamentos a dois estão cada vez mais adquirindo outras funções nas vidas dos cônjuges. Para o psicólogo, especialista em terapia de casais e sexualidade, Oswaldo M. Rodrigues Jr , do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade de São Paulo), a valorização do casal como companheiros para viverem a vida, os prazeres, as diversões, o trabalho e a dedicação para a vida a dois aumenta de importância a cada dia mais e, assim, toma o espaço de outras funções conjugais.

E esse valor da troca emocional e afetiva pode ser desenvolvida por outros meios, mas que ainda podem ser sexuais. Afinal, o relacionamento sexual não se restringe e nunca foi restrito apenas as partes genitais. “Então temos visto muitos casamentos nos quais o sexo não é o primordial. Isso apareceu nas últimas décadas e chegou ao fenômeno da assexualidade”, fala o psicólogo.

Acabou o desejo, acabou o amor?

Para o especialista, ainda existem preocupações de que sexo seja uma resposta ao amor, e que se o sexo diminuísse ou acabasse seria uma referência à diminuição ou fim do amor. Mas ele explica que o amor é um elemento afetivo, algo mais complexo do que as emoções primárias, reativas e animais existentes no ser humano. E as emoções e vivências que ocorrem durante o sexo, diferenciam-se dos afetos.

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Revertendo o caso

A boa notícia é que casais que reconhecem a diminuição de atividades sexuais e de motivação para terem contatos íntimos podem mudar esta situação. “Reencontrar os caminhos para as atividades sexuais é algo plenamente possível, mas que exige reorganizações que nem sempre os casais percebem que podem executar, o que os leva a procurar auxílio em psicoterapia de casais ou na psicoterapia sexual”, diz o psicólogo.

Rodrigues fala que no Brasil ainda não é tão comum um casal buscar ajuda para superar os problemas que ocorreram antes da separação. Mas que essa pode ser uma das melhores alternativas para retomada de um casamento.

“Se o casal soubesse como retomar a vida a dois sozinhos, já o teria feito” diz acrescentando: “A psicoterapia focada na sexualidade auxiliará cada um a reconhecer as atividades que conduzem a sensações prazerosas e desenvolver coerência entre o que fazem, pensam e sente (tanto fisicamente quanto emocionalmente). Assim, o caminho poderá ser muito prazeroso para o casal e a psicoterapia funciona para casais que se propõem a mudar e chegar a um objetivo com essa ajuda psicológica”, completa.

Oswaldo M. Rodrigues Jr é psicólogo formado pela UNIMARCO (1984); foi Secretário Geral e Tesoureiro da WAS – World Association for Sexology (2001-2005); Presidente da ABEIS – Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (2003-2005); dedica-se a tratar de problemas sexuais junto ao InPaSex – Instituto Paulista de Sexualidade – do qual é fundador e diretor. Autor de mais de 100 artigos científicos e mais de 35 livros; co-cordenador do CEPES – Curso de Qualificação em Psicoterapia Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade

 

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Bagunça está associada à depressão, ansiedade e compulsão alimentar

Se você acha que a bagunça e a falta de organização são inofensivas, atenção! Um estudo publicado no Environment and Behavior comprovou que ambientes caóticos levam ao estresse e à compulsão alimentar. Quer mais? Se a cozinha é um local bagunçado, aumenta em duas vezes a chance das mulheres comerem mais.

Segundo a psicóloga Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, o local onde moramos ou onde trabalhamos reflete nosso estado emocional. “A bagunça extrema e contínua pode ser um sinal de sofrimento mental e de certos transtornos, como depressão e ansiedade. Além disso, o caos eleva o nível de estresse, pois a bagunça gera uma enorme quantidade de informações no cérebro e é um lembrete permanente da nossa incapacidade de organização ou ainda de que estamos adiando nossas atividades”.

Por onde começar?

O começo do ano é uma época excelente para tomar algumas atitudes que possam melhorar a qualidade de vida. “Uma delas é organizar a casa. Porém, muitas pessoas sentem dificuldade e não sabem por onde começar”, comenta Carolina.

Com a ajuda da psicóloga, elaboramos uma lista para ajudar você. Confira:

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Pixabay

Tudo de uma vez: não caia na armadilha de escolher uma gaveta ou um armário para fazer a arrumação. Tire um dia e arrume a casa inteira.

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Boas lembranças: uma das regras para descartar objetos é pensar se você usou nos últimos seis meses. Outra é se você gosta ou não daquilo. Se não usou neste período, doe ou descarte. Se não gosta, idem.

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Desapega: segundo a autora Mary Kondo, que publicou um livro chamado “A Mágica da Arrumação”, 60% daquilo que guardamos não tem utilidade! Portanto, na arrumação separe o que você vai doar, o que você jogar fora e aquilo que realmente é útil.

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Espaços para cada item: separe tudo por categorias,  por exemplo livros, cosméticos, roupas, sapatos etc. Use caixas organizadoras se for necessário. Coloque etiquetas. Isso irá ajudar a encontrar mais facilmente os objetos, além de evitar bagunça e acumulação.

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Pixabay

Solidão necessária: se possível faça essa arrumação sozinho. Outras pessoas podem interferir nas decisões de manter, doar, jogar fora.

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Trilha sonora: use uma música para motivar você na hora da limpeza. Se for mais calma, melhor, mas use uma trilha que lhe dê motivação.

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Foto: Nuzree/Pixabay

Manutenção: se possível, depois de arrumar, mantenha a organização. Ao chegar em casa, guarde o sapato, as roupas e demais objetos, cada coisa no seu lugar.

“A arrumação é importante. Entretanto, se a pessoa já desenvolveu um quadro de depressão e ansiedade é importante também que ela procure uma psicoterapia e um psiquiatra para o manejo do transtorno. Essas patologias afetam todos os domínios, ou seja, o físico, o mental e o emocional e, com isso, toda ajuda é bem-vinda”, conclui Carolina.

Fonte: Carolina Marques tem Pós-doutorado em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); pesquisadora do Núcleo de Estatística e Metodologias Aplicadas do Departamento de Psiquiatria (Nemap) da Universidade Federal de São Paulo; doutorado em Neurologia e Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, São Paulo, Brasil; aprimoramento em Neuropsicologia no Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Formação em Coaching pelo Integrated Coaching Institute – ICI; Graduação (Bacharelado e Licenciatura) em Psicologia pela Universidade São Marcos

Acumuladores virtuais: um novo perfil de usuário

Segundo pesquisa desenvolvida pela Western Digital, cerca de 27% das pessoas acreditam que 1/4 da capacidade do celular está ocupada com coisas inúteis

Fotos, vídeos e aplicativos que não são usados são os conteúdos mais frequentes entre os usuários que não se atrevem a apagá-los por medo de perdê-los. Batizados de “acumuladores digitais”, estas pessoas estão acostumadas a guardar materiais e conteúdos de todos os tipos em seus dispositivos sem discriminar quão importantes eles são. Pesquisa desenvolvida pela Western Digital detectou características e hábitos mais frequentes entre este tipo de usuário.

O avanço da tecnologia e sua incorporação na vida cotidiana têm gerado um apego cada vez mais forte, em especial pelos celulares. De acordo com o estudo, 43% dos participantes confessam que têm medo de perder ou ficar longe de seus smartphones por muito tempo. Porém, duas em cada cinco pessoas têm problemas em administrar os documentos que guardam neles – cerca de 27% acreditam que 1/4 da capacidade de seus celulares está ocupada com coisas inúteis – e admitem se sentirem em meio a um caos digital.

A falta de espaço nos celulares não é novidade, tendo em vista que 56% dos entrevistados citam que recebem mensagens de alerta por falta de memória. Do mesmo modo, 54% também confessam que excluíram arquivos antigos para poder tirar novas fotos.

Entre os hábitos mais comuns está o fato de que quase a metade das pessoas acumulam aplicativos que não usam e fotos desnecessárias. Segundo o estudo, um em cada quatro participantes afirmam manter fotos antigas e aplicativos que não acessaram mais que uma vez nos últimos seis meses. Mesmo assim, admitem ter um vínculo sentimental com o conteúdo, já que uma em cada sete pessoas guarda suas fotos mais valiosas online, sem suporte adequado.

Além destes hábitos comuns entre perfis distintos de usuários, os resultados da pesquisa mostram que o vínculo entre a acumulação e o estresse está cada vez mais intenso, já que três em cada quatro pessoas admitem que ter a memória de seus equipamentos cheia gera ansiedade em saber que estão quase sem espaço.

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A pergunta então é: “Realmente queremos guardar todas as fotos e vídeos em nossos celulares”? Muitas vezes os “acumuladores digitais” nem sabem que tipo de informação guardam. Neste sentido, 13% dos entrevistados admitem que não pesquisam, revisam ou classificam os arquivos que mantém por vários meses e 7% confessam que não fizeram isso no último ano.

O problema deste hábito é que para poder seguir criando novos conteúdos, os usuários estão se vendo obrigados a sacrificar outros: 54% teve que eliminar arquivos que queriam guardar porque não tinham espaço suficiente.

Grande parte desse problema se deve ao fato de que cerca de 45% dos usuários não têm um bom backup ou backup adequado para proteger suas memórias digitais mais preciosas: 31% admitiram nem mesmo fazer backup de seus arquivos.
Por isso, não impressiona que 52% dizem que estão dispostos a pagar cerca de US$ 203, e até gastar em um dispositivo mais caro, simplesmente para ter mais capacidade de armazenamento e continuar gerando conteúdo com a segurança de que será protegido.

“Vivemos em um momento de enorme geração e transferência de dados que os usuários desejam valorizar. Eles querem continuar capturando o mundo que os rodeia, sem ser limitado pelo espaço de armazenamento, e isso não irá mudar. Portanto, procuramos acompanhá-los com soluções rápidas e reais que lhes permitam administrar e apoiar seu conteúdo sem ter que mudar seus estilos de vida “, concluiu Jim Welsh, vice-presidente sênior da Western Digital.

*Western Digital entrevistou 2000 americanos para alcançar os resultados obtidos

Como lidar com as angústias de fim de ano?

Psicóloga explica o sentimento de vazio que atinge alguns nesta época e como revertê-lo

Quando a época de fim de ano se aproxima, muitas pessoas ficam melancólicas, com um aperto no peito e uma sensação de vazio. Esse sentimento é bastante comum, já que é um período em que se tem a percepção do término de um ciclo, podendo haver uma reavaliação das condutas e realizações no decorrer dos doze meses.

“A própria mídia estimula isso, focando no direcionamento de novas metas, como alcançar um bem ou alguma mudança corporal. E, se identificarmos que poucas coisas foram realizadas em relação ao planejado no ano anterior, pode, sim, ocorrer um sentimento de frustração”, explica a psicóloga do Grupo São Cristóvão Saúde, Aline Melo.

No entanto, a especialista aconselha a tentar conviver de forma saudável com as angústias, pois podem ser usadas para o crescimento pessoal e maior desenvolvimento no próximo ano, visando a uma percepção diferente sobre os objetivos e oportunidades.

“A positividade varia muito de pessoa para pessoa. Há indivíduos com maior inclinação para encarar a vida de maneira positiva, apesar das intercorrências do dia a dia. Contudo, se o ano de alguém não foi bom, é importante ponderar e avaliar os motivos por não ter sido um ano de vitórias e trabalhar dentro de si mudanças para evitar que isso ocorra novamente. Essa já é uma maneira positiva de lidar com os problemas e futuras mudanças”, comenta.

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Outro ponto de atenção é caso tenha crianças no círculo de convivência. A psicóloga esclarece que as crianças são seres sensíveis e, por isso, é bastante difícil esconder os sentimentos para elas. “Caso ocorra alguma tristeza ou chateação, e no caso de elas perceberem, não há restrição em falar sobre o assunto, mesmo que não conte os pormenores da angústia. É importante que a criança saiba que não somente coisas positivas são compartilhadas, mas também os sentimentos ruins, sendo uma proposta para que elas compreendam e identifiquem como lidar com os problemas”.

Não só nos fins de ano, mas sempre é preciso avaliar os erros e acertos do passado. “Perceber novas condutas para o futuro e traçar planos com estratégias para cumpri-los pode ser um bom jeito de renovarmos as esperanças para o ano novo e sempre que algo não estiver saindo da maneira que gostaríamos”, finaliza Aline Melo.

Fonte: Grupo São Cristóvão Saúde

 

 

Síndrome de Final de Ano sem causa tratada pode levar a distúrbios severos

Descobrir o motivo, refletir e mudar alguns comportamentos, sobretudo, ter uma visão positiva da vida geram desfechos positivos para quem sofre com a síndrome.

Nesta época do ano, com a proximidade do Natal e do Réveillon, a população é dividida entre aquelas que sentem alegria e aquelas que sentem tristeza. Em destaque, algumas pessoas tendem a sentir sentimentos negativos, seja por motivos de perdas, desemprego ou até uma avaliação negativa da vida sem motivo concreto. De acordo com a psicóloga, escritora e fundadora do Psicodicas, Marilene Kehdi, esse conjunto de sintomas físicos e psicológicos que surgem nesta época é diagnosticado como Síndrome de Final de Ano.

O aglomerado de sinais clínicos, que acomete diversas pessoas, em maior ou menor grau, tem como destaque os sentimentos de frustração, profunda tristeza, desamparo e solidão, os quais irão influenciar, de forma latente, na qualidade de vida, neste período do ano.

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Marilene exalta que essas emoções surgem sem que a vítima tenha controle sobre elas e trazem junto vários sintomas físicos, entre eles, náuseas e dores de cabeça. Além disso, os sintomas comportamentais, como apatia, insônia, alterações no humor e, ainda, sintomas psicológicos, como por exemplo, a ansiedade e o pânico.

Segundo a psicóloga, as vítimas desse conjunto de sintomas apresentam algumas caraterísticas, como frustração com a própria vida, insegurança ou algum transtorno psiquiátrico de base, como o Transtorno de Humor. Em casos mais graves, alguns desenvolvem depressão, síndrome do pânico, ansiedade generalizada, pensamentos suicidas e podem chegar até mesmo a própria tentativa de suicídio.

Como alerta, é preciso que haja uma psicoavaliação para saber a causa que gerou a síndrome para, então, dar prosseguimento ao tratamento psicológico. Caso não haja o tratamento em relação a causa que leva à essa síndrome, o distúrbio será recorrente nesse período do ano. Em situação mais crítica, pode evoluir para uma depressão severa, fobia, síndrome do pânico ou transtorno alimentar.

“O melhor a fazer para não ficar todo ano na época das festas desencadeando essa síndrome é tratá-la, descobrir a causa, e, a partir desse ponto, refletir e mudar alguns comportamentos, sobretudo, ter uma visão positiva da vida”, ressalta a especialista.

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Ilustração: Pixabay

Saber o que está gerando esses sentimentos fará com que esse indivíduo mude a percepção de si e de alguns fatos que estão o enfraquecendo. A chave do sucesso terapêutico é fazer com que a pessoa que esteja sofrendo da Síndrome de Final de Ano mudar seu padrão de pensamento, ou seja, identificar e entender quais pensamentos a enfraquece.

Fonte: Marilene Kehdi é pós-graduada em Atendimento Clínico, Psicossomática, Geriatria e Gerontologia Social, e possui aprimoramento em Saúde Mental, Neuropsicologia, Psicologia Hospitalar e Psicopatologia. É autora de sete livros e fundadora do site Psicodicas. 

Autoestima: fundamental em momentos de crise

Todo mundo precisa de autoestima. Principalmente quem busca realizar seus sonhos. Senão, como lidar com os momentos de crise, com as dificuldades ou até com aqueles comentários desanimadores, que ninguém merece escutar, mas que a gente acaba escutando.

Ter autoestima, se dar o devido valor e se tratar bem, nos devolve a vida que merecemos e pode, até mesmo, nos ajudar a encontrar pessoas que também nos estimam.  Recuperar o seu amor próprio para sentir-se melhor, reconhecer as pessoas que nos amam e melhorar nossos relacionamentos é possível.

A psiquiatra Hebe de Moura, que já atendeu milhares de pessoas que procuram melhorar a qualidade de vida, explica como é possível resgatar a nossa autoestima:

1) O que, afinal, é a autoestima?

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Foto: Shutterstock

A autoestima é a estima que temos por nós mesmos. Ela se traduz em uma sensação de aprovação que sentimos por nós que vem, em boa parte, da consciência do nosso próprio valor (de estimarmos o quanto valemos). Uma pessoa só estima, ou seja, só gosta, daquilo que valoriza, daquilo que tem valor para ela. Essa aprovação, essa consciência do nosso próprio valor, nos leva a uma aceitação de quem somos, que é a auto aceitação. Além disso, quando nos aprovamos e temos consciência do nosso valor, da nossa capacidade, passamos a ter também autoconfiança: a crença de que somos capazes.

2) Por que parece que algumas pessoas têm mais autoestima que outras?

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Na nossa maneira de ver, por incrível que pareça, todos temos a mesma autoestima. Ela nasce conosco, perfeita e continua perfeita sempre. Infelizmente, no decorrer da vida, as pessoas recebem muitas “desqualificações”: agressões, ofensas, ou um tratamento que não é o que merecemos, o que nos leva a diminuir a nossa “qualificação”, o nosso senso de valor. Isso pode nos levar a enxergar não mais o que verdadeiramente somos e o que “valemos”, mas o que outros acham que a gente vale (ou não vale). Desse modo, a ideia de valor que trazemos dentro de nós é corrompida, mas é porque a imagem que temos de nós mesmos está distorcida. É isso que, na nossa maneira de entender, leva aos problemas de autoestima: a distorção da autoimagem.
Porque, então, é como se tivéssemos que estimar, que gostar, não de quem verdadeiramente somos, mas de um estranho, de uma imagem adulterada, que não somos nós e que acreditamos que tem menos valor do que nós temos, na realidade!

3) Por que a autoestima é importante para vencer os desafios da vida?

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Ela traz confiança, segurança e uma postura que nos permitem depender menos do julgamento do outro e não nos abalarmos se esse juízo não for tão bom. Quem não tem a autoestima preservada tende a ser inseguro, carente e mais vulnerável a qualquer possível crítica, rejeição ou agressão.

4) Como lidar com um fora, a demissão do emprego ou o não, de um cliente?

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Quando sabemos o nosso verdadeiro valor, não é um fora, uma demissão ou um não, que vão alterar isso. O cliente pode não estar precisando do meu produto e, isso, não necessariamente é uma rejeição a mim ou diminui o meu valor. O mesmo acontece com um emprego ou na vida amorosa: ainda que a demissão ou o fora sejam uma rejeição a mim, isso não diminui a minha percepção do meu valor. Apenas me dá a indicação de que aquela empresa (ou parceiro) não precisa do que eu tenho para oferecer. Ou, mesmo, não me quer, talvez, porque ele não tenha condições de apreciar o meu valor! Isso pode, até, não ter a ver com o meu valor, mas com o que a pessoa é capaz de enxergar ou precisa naquele momento. Assim, qualquer rejeição pode ser absorvida, com o mínimo de dano (nesse caso, talvez, ainda haja um problema, pela quebra da expectativa).

5) Como identificar que a nossa estima é baixa?

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Em geral, a pessoa não tem autoconfiança, o que a leva a não confiar em sua própria opinião, o que as faz pensar demais, por ter medo de tomar decisões. Como ela não confia em sua capacidade, acaba tendo medo de desafios e se preocupando muito com o que vai ter que fazer, o que gera muita ansiedade. Como não acreditam que merecem nada, já que têm tão pouco valor, elas podem não ter a persistência necessária para obter resultados, e, por isso costumam conquistar menos.
Elas tendem a se avaliar com uma dureza excessiva mas, com os outros, podem ser indulgentes, até em exagero. Por isso, também, algumas dessas pessoas, que são muito ansiosas em relação ao fracasso e à rejeição dos outros, fazem de tudo para provar o seu valor. Nesse caso, elas podem se tornar muito bem-sucedidas, mas, ainda assim, se sentirem incapazes.

6) Uma pessoa com autoestima elevada é uma pessoa arrogante?

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Foto: FreeGreatPicture

A autoestima só leva à arrogância quando existe uma comparação do nosso valor, com o valor do outro. Se alguém se estima, isso é bom, mas, se o fato de ela acreditar que tem um grande valor, a leva, na comparação, a desprezar o outro, a acreditar que ele vale menos do que ela ou também, que ela é tão grande, que não precisa de ninguém para nada, é aí que a pessoa se torna arrogante.

Fonte: Hebe de Moura é médica psiquiatra, residente em São Paulo, formada pela Unifesp, coach, escritora e palestrante. Há 15 anos promove cursos, workshops e palestras relacionados à Consciência do Feminino e grupos terapêuticos, só para mulheres, sobre como vencer a depressão. Também realiza treinamentos em empresas. Autora dos livros “As 3 faces da Mulher” e “A Inteligência Feminina”, em seus 58 anos, já atendeu milhares de pessoas em busca de uma qualidade de vida melhor. 

 

Os benefícios do equilíbrio emocional no sucesso do tratamento do câncer

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Os avanços da medicina são muitos em relação à novos tratamentos e chegam a estimativas de cura em mais de 90% dos casos. Porém, será que somente os remédios e quimioterapias são suficientes para o sucesso do tratamento e posterior cura da doença? Especialistas garantem que não!

O aspecto psicológico tem grande parcela de participação após a descoberta do diagnóstico. “A gênese de inúmeras doenças físicas, reside nos fatores emocionais, psicológicos, na herança genética e no estilo de vida. Como profissional da área da saúde mental, sei perfeitamente que receber um diagnóstico de câncer desestabiliza, fragiliza e até causa depressão em algumas pessoas”, explica a psicóloga Marilene Kehdi especialista em doenças psicossomáticas e atendimento clínico, com aprimoramento em psicologia hospitalar.

Marilene ressalta que é muito importante ter consciência do quanto manter o equilíbrio emocional, alimentar pensamentos positivos e ser otimista é essencial para ajudar no sucesso do tratamento médico. A especialista explica que para encontrar e manter esse equilíbrio emocional o paciente deve avaliar seus pensamentos dominantes (persistentes), e os tipos de emoções que surgem com eles, identificando assim o que tira suas forças e a sua paz interior e ir modificando-os.

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“É essencial que o paciente concentre seus pensamentos e comportamentos naquilo que está realmente interessado que lhe aconteça, fazendo disso um exercício diário. Tudo o que dificultar a eficácia do tratamento tem que ser erradicado, incluindo medos, hábitos errados e estilo de vida”, completa a psicóloga.

Marilene destaca que o medo é uma emoção paralisante e por isso deve ser enfrentado. E deixa uma “psicodica” para os que estão passando por esse momento: “Se você sabe que dentro de si existem conflitos que há muito tempo estão tirando seu equilíbrio, seu sono e sua saúde, faça psicoterapia, procure resolve-los, elabora-los e criar um novo significado. Entenda que a psicoterapia faz parte do processo e do sucesso do tratamento. Durante todo o tratamento manter um bom estado de ânimo e uma atitude otimista faz toda a diferença a seu favor e isso é comprovado”, finaliza a especialista.

Fonte: Marilene Kehdi é psicóloga, escritora, palestrante e fundadora do Portal Psicodicas. Especialista em atendimento clínico, pós-graduada em Psicossomática e Psicopatologia, Geriatria e Gerontologia Social. Com aprimoramento em Psicologia Hospitalar, Neuropsicologia, Psicofarmacologia e Saúde Mental.

Excesso de açúcar aumenta em 23% os casos de depressão, diz estudo

Segundo o psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Diego Tavares, excesso de açúcar pode levar à depressão porque reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que auxilia na manutenção do funcionamento do sistema nervoso.

A comprovação veio de um estudo que foi publicado no final do mês de julho deste ano que mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, por exemplo com refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas cerebrais como ansiedade e depressão. A pesquisa foi feita na Universidade de Londres, Reino Unido e foi publicada na revista científica internacional Scientific Reports.

“Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão”, explica o psiquiatra.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 homens britânicos com idades entre 39 e 83 anos, analisados por 22 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens – aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% na ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. O fato de os sujeitos da pesquisa terem sido homens auxilia a entender que os resultados não foram influenciados pelo sexo, já que o sexo feminino tem maior incidência de depressão e ansiedade devido a fatores hormonais.

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O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Um estudo americano de 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão, mostrando que os resultados não se restringem ao sexo masculino.

“Há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. Quando o BDNF cai costuma ocorrer uma atrofia do hipocampo, área do cérebro que além da memória também regula o estado de humor”, finaliza Tavares.

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Fonte: Diego Tavares é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

 

 

Relacionamentos sociais são mais importantes para a felicidade que dinheiro

Ao contrário do que diz a recente pesquisa da FGV, os estudos internacionais sobre a felicidade apontam que são os relacionamentos e não o dinheiro que aumenta o índice de satisfação com a vida.

Recentemente, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou dados da Sondagem do Bem-Estar mostrando que quanto mais alta a renda do brasileiro, maior a posição no ranking da satisfação com a vida. Entretanto, as pesquisas internacionais que estudam a felicidade mostram que o dinheiro só traz felicidade quando tira as pessoas da pobreza extrema para a classe média. Deste ponto em diante, o dinheiro tem pouca relação com a felicidade e com o nível de satisfação com a vida.

Nos últimos anos, diversos pesquisadores têm se preocupado em desvendar as relações entre felicidade e saúde mental. Segundo o psicólogo Ed Diener, que passou os últimos 30 anos estudando a felicidade, quanto mais a pessoa se liga a valores e bens materiais, à aparência física e ao status, menor será seu índice de felicidade.

Renda X felicidade

De acordo com Carolina Marques, psicóloga, neuropsicóloga e cofundadora da Estar Saúde Mental, em países como Estados Unidos e Inglaterra, por exemplo, na medida em que a renda aumentou, os níveis de felicidade diminuíram. Apesar de o dinheiro ser um meio para satisfazer as necessidades básicas, a busca por uma renda maior pode minar a felicidade e a satisfação com a vida.

“Notamos que mesmo com o aumento da renda, a felicidade não cresce na mesma proporção. Pelo contrário, hoje a depressão já é a segunda causa de afastamento do trabalho, o número de suicídios entre os jovens aumentou, as crianças estão apresentando precocemente transtornos psiquiátricos e o estresse já atinge 70% da população economicamente ativa no Brasil”, diz Carolina.

As chaves para a felicidade

Os estudos sobre a felicidade ao longo dos anos têm apontado diversos fatores para aumentar a felicidade e o nível de satisfação com a vida. Porém, dois são considerados a base por serem mais duradouros que os demais: vínculos sociais fortes e ter um propósito para se dedicar. Mas, para Carolina, ao contrário, estamos vivendo um empobrecimento das relações sociais muito preocupante, e este pode ser um fator diretamente ligado à queda dos níveis da felicidade.

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Ser feliz importa

Além da sensação de bem-estar em sentir-se feliz, existem outros pontos positivos. Pessoas felizes têm maiores chances de se casar e ter um casamento pleno e duradouro; ter mais amigos e poder contar com eles; ser mais criativo; ser mais produtivo e ter um melhor desempenho na vida profissional; ter renda maior e mais resiliência para lidar com as situações adversas da vida, assim como ter uma saúde física e mental boa e maior longevidade. “Portanto, podemos concluir que não é o sucesso que traz a felicidade, mas a felicidade é essencial para ser bem-sucedido”, diz Carolina.

A Receita da Felicidade

Segundo o geneticista David Lykken, da Universidade de Minnesota (EUA), 50% de satisfação com a vida é genética. Mas estudos posteriores ao de Lykken mostraram que mesmo que os genes não ajudem, a felicidade pode ser cultivada e foi assim que surgiu a chamada psicologia positiva.

“Mesmo que a pessoa tenha uma predisposição genética para a tristeza ou para a negatividade, é possível treinar o cérebro para ser feliz e satisfeito com a vida. Além de estabelecer vínculos afetivos fortes com amigos e familiares, podemos colocar em prática outros comportamentos que podem nos ajudar a alcançar a felicidade”, explica Carolina.

Veja abaixo as 7 dicas para você ser mais feliz:

-Pratique a gratidão: a gratidão aumenta nosso grau de satisfação com a vida, nos mantêm positivos e com a autoestima elevada. Isso porque ativa o sistema de recompensa do cérebro e desencadeia uma “explosão” de neurotransmissores capazes de proporcionar sensação de bem-estar, prazer e tranquilidade. É um verdadeiro antídoto contra as emoções negativas.

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-Seja bondoso e altruísta: estudo feito pela Universidade de Stanford (EUA) mostrou que pessoas que ajudam ao próximo são mais felizes, especialmente se não contarem a ninguém e não esperarem nada em troca. Isso porque o altruísmo promove o desenvolvimento do senso de significado para a vida e ativa o sistema de recompensa do cérebro.

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Pixabay

-Faça massagem:  ela é capaz de reduzir em até 31% os níveis de cortisol, segundo um estudo do Instituto de Pesquisas do Toque da Universidade de Miami (EUA). A massagem aumenta os níveis da serotonina e da dopamina, hormônios relacionados ao prazer e bem-estar.

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Foto: Yoel/MorgueFile

-Respiração: vivemos na era do instantâneo, do imediato e isso gera consequências no funcionamento do organismo. Uma técnica importante para acalmar o corpo e voltar ao normal depois de um evento estressante é praticar a respiração diafragmática, que ajuda a diminuir os níveis de cortisol restaurando o equilíbrio do corpo e da mente.

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Pixabay

-Medite:  pesquisa da Universidade da Califórnia (UCLA), em 2009, constatou que a meditação aumenta a capacidade de cultivar emoções positivas, manter-se equilibrado, reduzir o nível de estresse e estimular o bom funcionamento do sistema imunológico. Também influencia nos neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

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-Encontre seus pontos fortes e expresse-os: podemos desperdiçar muito tempo tentando consertar nossas fraquezas e isso é ruim para o nível de satisfação com a vida. Em vez disso, procure identificar quais são seus pontos fortes e suas melhores competências. A partir daí, procure sempre colocá-las em prática.

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-Ache seu propósito: já dizia Nietzsche: quem tem um “porquê” para viver pode lidar com qualquer “como”. A sensação de contribuir para algo importante traz significado para a vida.

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“Acredito que a discussão sobre a felicidade é muito importante. Essa pesquisa da FGV nos faz lembrar que o dinheiro é importante, porém, a felicidade é um fenômeno predominantemente subjetivo, estando subordinada mais a traços de temperamento e postura perante a vida do que à renda. Temos outros pontos mais relevantes que precisamos prestar atenção se realmente desejamos ser felizes e satisfeitos com a vida. Como vimos nas pesquisas globais sobre o assunto, a felicidade não está nos bens materiais, e sim nas relações sociais e nos pequenos detalhes do nosso dia a dia. Cabe a nós despertarmos a tempo e dar valor ao que realmente importa”, conclui Carolina.

Fonte: Estar Saúde Mental

 

Crise econômica e depressão no local de trabalho

O país vive a maior crise econômica de sua história, o que vem refletindo diariamente no mercado de trabalho. Desemprego, instabilidade financeira e incertezas. Quem está sem emprego precisa lutar para sair dessa situação e quem está empregado, enfrenta todos os dias uma verdadeira batalha dentro da empresa. Uma disputa pela sobrevivência. Não é por acaso que os números de pessoas doentes têm crescido. Em especial, as doenças de foro mental e psicológico, como o estresse e a depressão.

Atualmente, a depressão é a principal causa de problemas de saúde, afastamento do mercado de trabalho e incapacidade em todo o mundo. De acordo com dados e estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo convivem com a depressão, um aumento de quase 20% entre os anos de 2005 e 2015.

A OMS tem como tema central de sua campanha anual de saúde a doença. Com o nome “Depressão: vamos conversar”, tem como objetivo geral abrir espaço para discussões, fazendo com que mais pessoas, diagnosticadas ou não, busquem e obtenham ajuda. As estimativas ainda preveem que até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta e, por isso, precisa ser tratada com atenção.

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A psicóloga Marilene Kehdi explica que o ambiente de trabalho negativo ou tóxico pode ser responsável pelo quadro de depressão dos pacientes: “Com a economia no estado que estamos vendo, os funcionários lutam para manter o seu emprego e os empresários precisam manter a empresa ativa. Essa combinação pode ser muito perigosa. Gerando abuso da parte dominante e que detém o poder financeiro. E o empregado, muitas vezes, aceita comportamentos abusivos por medo de perder a estabilidade”.

Especialista em doenças psicossomáticas e autora de sete livros, ela explica ainda que os ambientes negativos podem surgir também por má gestão. “Funcionários insatisfeitos e inseguros com relação ao futuro, fofocas nos corredores e o clima de pessimismo acaba contaminando todo um setor”, detalha.

Manter um ambiente equilibrado e blindado dessas incertezas é um desafio para empresários, gestores, coordenadores e também, funcionários. Conversar sobre o momento atual, palestras motivacionais, identificar colegas de trabalho com quadros de depressão e oferecer ajuda, são algumas das possibilidades que podem desintoxicar o ambiente de trabalho.

Fonte: Marilene Kehdi é psicóloga, escritora, palestrante e fundadora do Portal Psicodicas. Especialista em atendimento clínico. Pós graduada em Psicossomática e Psicopatologia. Com aprimoramento em Psicologia Hospitalar, Neuropsicologia, Psicofarmacologia e Saúde Mental. Pós graduanda em Geriatria e Gerontologia Social.