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Vittude conecta psicólogos a pacientes em três cliques

Startup oferece serviços online e presenciais aos pacientes no Brasil e já atua no exterior por videoconferência

A Vittude é uma plataforma que conecta pacientes a psicólogos por meio de um site simples e acessível, que oferece consultas em ambiente físico e virtual. Já está presente em mais 200 cidades do Brasil e Distrito Federal, e conta com mais de 1000 psicólogos cadastrados, com maior concentração em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A plataforma é pioneira no ramo de saúde mental e promove eventos, palestras e encontros de discussão entre terapeutas e o público geral. A rede de profissionais da Vittude conta com uma gama diversa de especialidades, da psicanálise à terapia comportamental, e oferece um campo de busca onde o usuário pode procurar tratamento para questões específicas, como ansiedade, depressão e fobias, entre outros.

A ideia de criar a empresa surgiu no final de 2015, quando Tatiana Pimenta, engenheira civil de formação, foi desligada de seu emprego e precisou cuidar de seu pai adoecido. Tatiana percebeu lacunas no sistema de saúde brasileiro e decidiu empreender com seu amigo e atual sócio, Everton Höpner, que também possuía ideias inovadoras para o setor.

Após conversas e análises do mercado de startups, os dois decidiram dedicar-se 100% ao projeto e se inscreveram em eventos, meet-ups, workshops e processos de aceleração, sendo aprovados no processo da Startup Farm em maio de 2016. A aceleração teve início em julho e foi finalizada em setembro, quando a plataforma entrou no ar.

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Considerando ainda que no Brasil, em 2016, cerca de 200 mil pessoas foram afastadas do mercado de trabalho devido a transtornos mentais, uma das estratégias da plataforma é a parceria com empresas. A iniciativa envolve serviços de psicoterapia, técnicas de coaching na preparação de líderes, desenvolvimento de inteligência emocional e até mesmo preparação para aposentadoria.

Outro diferencial é a aproximação com os pacientes. Eles procuram conversar com todas as pessoas que utilizaram a plataforma para obter um feedback do serviço oferecido e sugestões de melhoria.

Informações: Vittude

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Mitos que rondam o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

Diego Tavares, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que algumas doenças psiquiátricas são tão mal compreendidas que, com o tempo, vão perdendo o sentido original e incorporando características que não são e nunca fizeram parte delas.

“Hoje em dia, o transtorno de personalidade borderline (TPB) tem sofrido uma ampliação tamanha a ponto de transtorno bipolar clássico (tipo I), esquizofrenia, transtorno obsessivo compulsivo e até transtornos de ansiedade estarem sendo chamados de ‘transtorno borderline’ por conta da falha na formação adequada de psiquiatras e psicólogos”, fala o médico.

Afinal, qual a verdade sobre o problema?

1) A principal e definidora característica de um indivíduo com personalidade do tipo borderline é um problema no vínculo com as outras pessoas. “São indivíduos que lançam mão de esforços desesperados para evitar o abandono real ou imaginado. Qualquer fim ou separação (namoro, casamento, amizade, emprego) pode deflagrar uma crise em que a pessoa interpreta o afastamento como sinal de rejeição”, explica o médico.

2) Um padrão de relacionamentos instáveis caracterizados pela alternância entre extremos de idealização e desvalorização, que é o típico “tudo ou nada”, “amo ou odeio”. O outro tem que ser perfeito e, se errar, passa a ser depreciado. Assim, ao recusar um pedido, o “melhor psiquiatra do mundo” se transforma em “lixo”. Também é comum a pessoa ficar íntima rapidamente de alguém, alimentar um monte de expectativas e, logo depois, cair em frustração e passar a odiar o outro.

“Estas são as duas principais e essenciais características para um diagnóstico desse transtorno. Todos os outros sintomas (alterações de humor, aumento de impulsividade, ideias de suicídio, automutilação etc) são secundários a uma situação que envolva um relacionamento interpessoal problemático que tenha envolvido o medo do abandono e o de se sentir rejeitado. Além disso, pra ser um TPB esses sintomas ocorrem desde o início da adolescência até a idade adulta”, fala o psiquiatra.

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Tavares comenta que mesmo que um paciente comece a apresentar problemas de relacionamento relacionados ao medo do abandono, se for apenas durante um período de depressão, por exemplo, e não durante a vida toda, não se trata de transtorno de personalidade. Esse é o problema mais grave que vemos nos dias de hoje, avaliar uma pessoa no momento presente e, por conta de sintomas “típicos de alteração emocional do borderline” fechar este diagnóstico. O transtorno de personalidade é crônico e relacionado ao amadurecimento da personalidade e não são sintomas que ocorrem exclusivamente em um momento da vida.

O que muita gente chama de TPB, mas não é:

1) Mudanças constantes de humor;

2) Alteração de humor marcada por raiva, ódio e rancor;

3) Automutilação em pessoas deprimidas;

4) Pessoas extremamente impulsivas;

5) Tentativas de suicídio constantes;

6) Pessoa com transtorno de humor que sofreu abuso sexual ou bullying na infância;

7) Baixa tolerância à frustração e imaturidade;

8) Pessoa irônica, provocativa e manipuladora que causa uma sensação ruim no terapeuta ou no médico.

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Foto: MedicalNewsToday

“O grande problema que tenho visto para um excesso de diagnósticos de TPB é que muitas vezes se utilizam sintomas isolados para o diagnóstico. Isso é, alterações de humor mais rápidas (no mesmo dia) ou mistas (com disforia, raiva e agressividade), que até podem ocorrer em um portador de TPB, são usadas como critério essencial e apenas a presença delas leva ao diagnóstico, sem uma devida avaliação da personalidade ao longo da vida. Outro erro comum é achar que todo adolescente que se mutila é borderline, sendo que esse sintoma ocorre muito em alguns transtornos de humor”, finaliza o médico.

Fonte: Diego Tavares é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP). Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (Gruda) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB).

Discutir e resolver os conflitos faz bem ao casamento, diz pesquisa

Há pessoas que detestam discussões e acabam protelando a solução, ou como diz o ditado popular, “jogam a sujeira para debaixo do tapete”. Por outro lado, há pessoas que querem resolver o problema na hora, mesmo que para isso seja preciso brigar ou discutir. Se você tem o segundo perfil, a boa notícia é que quem prefere negociar o conflito a adiar a discussão tem dez vezes mais chance de ser feliz em um relacionamento amoroso.

Essa foi a conclusão de uma pesquisa de opinião feita nos Estados Unidos, em fevereiro deste ano. A pesquisa mostrou que os casais que brigam com maior frequência são mais felizes do que aqueles que evitam os conflitos.

Segundo a psicóloga Marina Simas de Lima, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal, ao contrário do que se possa pensar, discutir não é um sinal de que o relacionamento está indo mal, mas sim de que ambos estão dispostos a conversar para resolver situações que, no futuro, podem se tornar problemas. “O sinal de alerta é maior quando o casal não está disposto a negociar e procurar uma solução para seus conflitos. Isso pode indicar que falta vontade e disposição para investir no relacionamento”.

O poder das palavras

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Embora procurar solucionar os problemas da vida a dois seja importante, é preciso ter cuidado com o que se fala e de que maneira se fala. “Discussões saudáveis não têm espaço para comentários agressivos ou violentos. Partir para ofensas é um hábito que, em vez de colaborar para a construção de um relacionamento duradouro, acaba ferindo o/a parceiro (a) e provocando rachaduras na intimidade do casal”, comenta a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal,

Para tornar discussões passos importantes na construção da intimidade e na solidez do relacionamento, é fundamental pensar antes de falar, pois as palavras são reflexo de nossos sentimentos e pensamentos. “Normalmente, não mensuramos o impacto que uma palavra pode ter. Quando falamos sem pensar, podemos ferir e ofender o outro de forma irreversível, ou ainda gerar mágoas que podem durar muito tempo”, dizem as especialistas.

Como melhorar a comunicação na vida a dois

“Os casais precisam estar atentos em como apresentam os problemas durante a discussão. Existem alguns vícios que as pessoas têm na hora de discutir, como interromper o outro ou até mesmo tentar vencer uma discussão em vez de procurar uma negociação boa para o casal. É importante estar atento a isso para melhorar a comunicação na vida a dois”, orienta Denise.

Veja abaixo algumas dicas das especialistas:

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=Estilo de comunicação: procure conhecer o estilo de comunicação de seu(sua) parceiro (a) e tenha consciência de qual é o seu. Cada um tem um jeito de se expressar, especialmente durante discussões. Saber qual é a sua própria tendência colabora para tornar suas ideias mais claras.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

=Clareza: antes de começar uma discussão, tenha clareza sobre o que vai dizer. Discussões proveitosas são as que têm um objetivo claro. Expressar ideias com clareza é um aspecto importante para deixar os conflitos mais saudáveis.

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=Empatia: entenda as necessidades do outro ou ainda do que o(a) parceiro(a) precisa para se sentir seguro(a). Todas as pessoas têm necessidades emocionais que precisam ser atendidas para que o relacionamento continue a funcionar. Alguns precisam de contato físico, por exemplo, enquanto outros precisam de palavras positivas e elogios. Conhecer a necessidade do outro ajuda a colocar um fim em brigas e discussões de uma maneira saudável.

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=Respeito: priorize respeito, o carinho e valide os sentimentos e frustrações do outro. Reconhecer os sentimentos da outra pessoa é uma parte importante de uma discussão evoluída. “Esse exercício também ajuda a manter o respeito. Reconhecer um sentimento de frustração ou de tristeza em outra pessoa colabora para que o casal trabalhe junto para solucionar problemas”, explica Marina. Responder com respeito e carinho também demonstra que, apesar dos problemas, o amor ainda está acima de tudo.

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=Meça suas palavras: pratique o autocontrole, respire fundo. Busque dizer a si mesmo o que diria ao outro. Evite criticar o outro. Pratique a escuta ativa. Use palavras amáveis, que possam construir e não destruir ou acarretar em mágoas ou em mais conflitos.

“Como dizia o poeta Victor Hugo, ‘as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade’, portanto, o casal precisa investir para melhorar a comunicação, principalmente nos momentos de conflito”, concluem Marina e Denise.

Fonte: Instituto do Casal

Dependência de chocolate pode necessitar de ajuda terapêutica

Também conhecido como chocoholics, pessoas “viciadas em chocolate” podem precisar de tratamento multidisciplinar

Com o mercado bombardeando os consumidores com promoções de Páscoa, fica difícil para muitos resistirem à tentação de comprar até mesmo uma barrinha de chocolate. O consumo, que pode parecer inocente para algumas pessoas, pode ser um problema que vai além do aumento de peso. A vontade exagerada de comer chocolate pode caracterizar uma compulsão alimentar que deve ser tratada por profissionais.

A psicóloga Tatiane Paula Souza alerta sobre a dependência, que pode ser uma forma prejudicial da pessoa aliviar suas questões emocionais. “Como se trata de um alimento que pode implicar em uma associação de alívio de situações problemáticas, liberando endorfina e serotonina (neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar), estamos falando de um efeito rebote que vem quando a pessoa percebe a falta das substâncias do chocolate, passando a consumir quantidades cada vez maiores para durabilidade imediata e de extremo prazer”.

No caso específico dos chocoholics, o consumo de chocolate é diário, variando a frequência conforme a gravidade do vício. “Dependendo da intensidade, o hábito pode ser comparado a dependências como às do álcool, tabaco, jogos e internet entre outras compulsões”, afirma a psicóloga.

Em mulheres, a compulsão alimentar associada ao consumo exagerado do chocolate é mais frequente, pois muitas vezes se desenvolve uma associação do doce com o alívio dos sintomas da TPM.

“Quando estamos associando padrão de consumo que eleva a normalidade, falamos de compulsão do comportamento, podendo ser do sexo masculino ou feminino. Porém, foi observada incidência maior do consumismo do chocolate em mulheres, principalmente em períodos pré menstruais”, relata Tatiane. “Há muitos relatos de mulheres que encontram no alimento (chocolate) calma e prazer. É muito comum este tipo de demanda no consultório”, complementa.

Características da compulsão

Portrait of sad young girl with the big chocolate

De acordo com Tatiane, na compulsão alimentar é observada nos indivíduos a necessidade exagerada e incontrolável de altas quantidades em períodos de curto tempo.

Para pensarmos no diagnóstico deve ser observado que esse padrão de comportamento disfuncional aconteça no mínimo duas vezes na semana, por um período mínimo de três meses. Abaixo, algumas das características que devem ser observadas na alimentação:

-Comer muito e rápido;

-Fazer refeições mesmo com ausência de fome;

-Comer exageradamente, mesmo que satisfeito;

-Ultrapassar o limite e comer até estar desconfortável;

-Sensação de perder o controle da alimentação;

-Comer escondido, para ocultar a compulsão, gerando sentimentos de culpa e fracasso;

-Comer para lidar situações problemáticas, pois durante os episódios de compulsão não há clareza dos sentimentos envolvidos.

Caso se identifique com as características, procure um profissional especialista no transtorno, como psicólogos, psiquiatras e nutricionistas, para que possa ser feito um diagnóstico completo e dadas as orientações e tratamentos adequados.

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Foto: SweetLouise/Pixabay

Teste de compulsão alimentar

Nas questões abaixo, quanto mais respostas “sim”, mais provável é que você tenha transtorno de compulsão alimentar.

=Penso em comida o tempo todo?

=Tenho o hábito de comer escondido?

=Sinto-me descontrolado, vulnerável e impotente para parar de comer, mesmo querendo?

=Como a ponto de me sentir doente/estufado/cheio?

=Como chocolate ou outros alimentos para lidar com as situações difíceis, aliviar o estresse, ou para confortar/buscar conforto?

=Frequentemente sinto culpa após as refeições?

Fonte: Tatiane Paula Souza é psicóloga com formação na abordagem Cognitiva-Comportamental pela Unifesp e especialista em Psicopatologia e Dependência Química pelo Instituto de Pesquisa de São Paulo. Atuou em Hospital Psiquiátrico como Psicóloga Clínica a pacientes em regime de internação continuada e, atualmente, atende como Psicóloga Clínico Cognitivo-Comportamental, com ênfase em: Transtornos, Saúde Mental, Dependências e Compulsões. Desenvolve programas para empresas, corporações, palestras, workshop, treinamento e desenvolvimento, na área da dependência química, voltado para prevenção e tratamento.

 

Saiba como funciona o tratamento para depressão

Tristeza profunda, angústia, falta de energia e perda de interesse em atividades cotidianas são os principais sintomas da depressão. Quando essas alterações de humor são persistentes, a qualidade de vida e a capacidade produtiva de uma pessoa ficam comprometidas, podendo afetar a execução de tarefas do dia a dia, a relação com amigos e familiares e, em casos mais graves, a vontade de viver.

Além dos sintomas citados, há outros sinais que devem ser levados em conta na hora de buscar um tratamento para depressão. Entre eles estão desesperança, pessimismo, irritabilidade e problemas físicos, como aumento ou diminuição de sono, de apetite e de libido; ganho ou perda de peso anormal; dores no corpo e de cabeça; alterações gastrointestinais e falta de concentração, atenção e memória.

“É importante diferenciar a tristeza da depressão de períodos de tristeza que ocorrem em algumas fases da vida, como por exemplo durante o luto ou por fatores estressores de forma geral. Existe uma tristeza que pode ser normal, e a tristeza patológica. Na depressão, a tristeza tem duração de pelo menos duas semanas, está presente na maior parte do dia e permanece durante vários dias. Paralisa, e não gera reflexão. Pode tirar a perspectiva de futuro e a alegria de fazer coisas que a pessoa sentia prazer em realizar antes – é o que chamamos de anedonia”, afirma Luana Harada, psiquiatra do Hospital Santa Mônica.

Ela completa: “É como ficar preso dentro da sua própria angústia e não ter mais esperança de melhorar. A visão fica mais pessimista, o sentimento de culpa e inferioridade ficam mais intensos. Dentro de um estado de tristeza intensa e persistente, sem sentir prazer em viver, sem perspectiva de futuro e marcada desesperança, temos que ficar atentos ao risco de suicídio que um episódio depressivo pode gerar”,

O transtorno depressivo pode ser causado pela interação de diversos fatores biológicos, psicológicos e ambientais, ou ser um efeito secundário do uso de medicamentos indicados para curar outras doenças ou do abuso de drogas e bebidas alcoólicas, por exemplo, sendo necessário um diagnóstico diferenciado. Eventos traumáticos, baixa autoestima, histórico familiar da doença e vulnerabilidade social também são fatores de risco.

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 350 milhões de pessoas de diferentes idades em todo o mundo sofrem com essa doença, no Brasil afeta aproximadamente 11,5 milhões de brasileiros. Apesar de ser mais comum entre as mulheres, a depressão masculina também é expressiva e deve ser cuidada com a mesma atenção.

Diante da importância desse tema, separamos algumas questões para explicar e sanar as principais dúvidas sobre o tratamento para depressão.

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Quando procurar ajuda?

O diagnóstico precoce da depressão é um dos fatores que mais contribuem para o sucesso do tratamento e para o controle da doença. Existem casos em que os sintomas se confundem com os de outras enfermidades, por isso, é importante reconhecer que há algo errado e procurar ajuda de especialistas o mais rápido possível, principalmente quando o estado depressivo demora a passar e começa a refletir em outros aspectos da vida.

Ao fazer uma avaliação completa e detalhada, a equipe de profissionais conseguirá distinguir se os sintomas são patológicos, transitórios ou decorrentes de outros problemas médicos e neurológicos, indicando o tratamento mais adequado para o nível da doença, que pode ser leve, moderado ou grave.

Algumas pessoas têm receio em procurar um tratamento especializado, pois acreditam que ficarão isoladas e sofrerão preconceito. Em consequência disso, tentam curar a depressão de formas variadas, se automedicando ou recorrendo ao consumo de drogas ilícitas e álcool, o que pode levar à piora significativa da doença e até mesmo à dependência química.

Buscar informações sobre a doença, conhecer as opções de tratamento e receber orientação profissional são as melhores formas de reverter um quadro depressivo. Outra questão essencial em todo o processo é compartilhar os problemas e contar com o apoio de parentes e amigos próximos.

Por que tratar a depressão é importante?

A depressão é uma doença incapacitante, que prejudica diversas áreas da vida do paciente, inclusive profissional, amorosa e familiar. Um paciente com um episódio depressivo leve, por exemplo, pode ter dificuldade em realizar tarefas simples e diárias; quem apresenta um quadro moderado está mais propenso a abandonar o trabalho, as responsabilidades domésticas e as atividades sociais; já aquele que apresenta episódio depressivo grave pode ter crises profundas e pensamentos suicidas frequentes.

Quando diagnosticada corretamente, a depressão deve ser tratada de maneira séria e completa, com o objetivo de amenizar os sintomas, evitar a cronificação da doença, minimizar as recaídas e aumentar a qualidade de vida do paciente. Interromper o tratamento quando há alguma melhora logo no início pode levar a consequências negativas no futuro. Assim, seguir com as orientações pelo tempo determinado pelos profissionais é fundamental para o controle do transtorno.

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Qual tratamento é o mais indicado?

O melhor tratamento para depressão é aquele elaborado de forma personalizada para atender às necessidades de cada paciente. Para isso, uma equipe multidisciplinar deve ser consultada a fim de analisar as especificidades dos sintomas, acompanhar os resultados e modificar as estratégias ao longo do tempo caso seja necessário.
Ainda que não sejam universais, alguns tratamentos são mais recomendados por sua eficácia comprovada. Confira abaixo:

Psicoterapia

Em alguns casos leves, a psicoterapia pode ser suficiente para controlar e melhorar os sintomas da depressão. Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas, tais como a terapia ocupacional, a terapia em grupo, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental, entre outras. O método escolhido pode variar de acordo com os sintomas, a personalidade do paciente e a confiança no terapeuta.

De modo geral, as psicoterapias auxiliam o paciente a se conhecer melhor e a identificar seus pensamentos e comportamentos negativos de forma a buscar novas formas de lidar com os conflitos e as relações interpessoais. Esse tipo de tratamento também é indicado para os episódios depressivos moderados e graves, mas normalmente é feito em conjunto com o uso de medicamentos.

Medicamentos

Há uma grande variedade de medicamentos indicados para o tratamento da depressão, que agem de maneiras diferentes no organismo para controlar a doença. Todos devem ser administrados sob orientação médica devido a possíveis efeitos colaterais e interação com outros remédios.

Os antidepressivos são os mais conhecidos e atuam diretamente no sistema nervoso, normalizando os fluxos de neurotransmissores como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina. O tratamento para depressão também pode incluir ansiolíticos – utilizados para diminuir a ansiedade – e antipsicóticos – indicados em casos de perturbações psicóticas.

“Os antidepressivos serão escolhidos de acordo com perfil de efeito colateral de cada medicação e discussão destes efeitos com o paciente; quais doenças clínicas (por ex. diabetes, hipertensão) e medicações em uso (uma vez que pode existir interação medicamentosa); o uso prévio de antidepressivo que paciente possa ter feito (prevendo a chance de resposta ou não à medicação escolhida) ”, afirma Luana Harada.

A psiquiatra reforça “é importante frisar que o antidepressivo não tem melhora imediata, levando pelo menos 14 dias para iniciar o seu efeito, e também inicialmente pode piorar sintomas ansiosos – é uma informação que passo aos pacientes para não descontinuar o uso da medicação, caso os efeitos adversos sejam tolerados, e também há medicações usadas no início do tratamento que ajudam o desconforto no início do tratamento”. O uso da medicação tem que ser contínuo durante o tratamento, existem medicações que causam desconforto caso não sejam tomadas diariamente e também atrapalham a resposta terapêutica, podendo até piorar sintomas ansiosos e depressivos.

Para saber mais sobre depressão, visite o site Tratamento da Depressão do Hospital Santa Mônica, clicando aqui.

 

Você sabe diferenciar medo e fobia?

Você tem medo do quê? Avião, rato, barata, fantasma ou de altura? Tudo isso pode ser realmente assustador. Porém, para algumas pessoas, o medo pode ser intenso e irracional a ponto de causar ansiedade, pânico e interferir no trabalho, na escola e nas relações pessoais. Quando os temores são maiores e incontroláveis, o problema é encarado como uma fobia.

Erroneamente, algumas pessoas não dão o devido valor. “A fobia é um medo acentuado, irracional e persistente; um sentimento de pavor mesmo que não haja risco evidente ou algum perigo. É uma doença que limita o indivíduo de se expor, de enfrentar desafios, de viver” comenta Maura de Albanesi, psicoterapeuta e líder-coach.

Como identificar, no dia a dia, o que é medo e o que, potencialmente, pode ser uma fobia? Segundo Maura, basta ficar atento aos sintomas que podem surgir durante situações que causem certo desconforto.

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“Muitas vezes sentimos uma leve ansiedade ou até mesmo um frio na barriga, que é absolutamente normal. O medo é um instinto natural de defensa que nós temos diante do desconhecido. Porém, quando o indivíduo está numa situação inofensiva, num parque ou num elevador, por exemplo, e sente um medo que faça com que o coração bata acelerado, tenha tontura, sensação de asfixia, pressão arterial elevada, a boca seca ou suor excessivo, dentre outros sintomas, é necessário atenção, pois isso pode ser algo mais grave”, argumenta.

A causa da doença está ligada a fatores genéticos. Por exemplo, crianças com parentes próximos que sofrem do transtorno têm mais chances de desenvolvê-lo. A exposição a espaços confinados, eventos angustiantes, situações de perigo e conflito, animais e até mesmo insetos podem ser gatilhos para o desencadeamento de uma fobia, principalmente naquelas pessoas com uma tendência maior.

O tratamento mais comum e efetivo da fobia é a Terapia Cognitiva-Comportamental (TCC). “A terapia envolve um conjunto de técnicas e estratégias que têm como finalidade expor o paciente, de forma controlada, àquilo que lhe causa medo. Ou seja, ela foca a mudança de um padrão de pensamento”, explica a psicoterapeuta. Mas, além do TCC, existem outras formas de tratar a doença, como a utilização de remédios, para casos mais graves, e a meditação.

De acordo com Maura, a meditação é uma opção extremamente eficiente. Ela permite que o indivíduo “encontre no seu interior o entendimento de quais são os motivos dos seus medos e abra caminho, de maneira gradual, para o enfrentamento e, consequentemente, a cura” diz.

Mas, como enfrentar sua fobia no dia a dia? A psicoterapeuta dá algumas dicas:

Crie uma lista com dez passos para enfrentar o medo. Ou seja, gerencie situações que possam estimular a construção da sua confiança e que dê subsídios para enfrentar aquilo que assusta. Organize essa lista começando pelo menos assustador até o mais aterrorizante. Por exemplo, o medo irracional de cachorros ou, cinofobia.

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Getty Images

Passo um: busque na internet imagens de cachorros, de diversos tamanhos e raças.
Passo dois: assista a um vídeo que tenha pets.
Passo três: fique num local fechado em que, do lado de fora, haja um.
Passo quatro: em um local aberto e com o cachorro de pequeno porte na coleira, fique próximo dele numa distância que ache segura.
Passo cinco: reduza a distâncias uns cinco metros.
Passo seis: peça para que a pessoa que está segurando o animal, ainda na coleira, se aproxime mais uns dois metros.
Passo sete: fique ao lado do cachorro que esteja na coleira.
Passo oito: faça carinho no animal de estimação de algum conhecido.
Passo nove: execute os passos anteriores com o cachorro sem coleira.
Passo 10: agora, tente com um animal maior.

“É extremamente importante, sempre que possível, se expor ao medo e de maneira controlada. Claro que se deve respeitar os limites, mas a postura de enfrentamento e o desafio constantes são fundamentais”, finaliza Maura.

Veja abaixo alguns exemplos curiosos de fobias:
Aerofobia – Medo de avião
Nictofobia – Medo do escuro
Pirofobia – Medo do fogo
Belonofobia – Medo de objetos que furam
Siderofobia – Medo de estrelas ou do céu estrelado
Alectorofobia – Medo de galinha
Motefobia – Medo de mariposas
Octofobia – Medo do número 8
Surifobia – Medo de ratos
Triscaidecafobia – Medo do número 13
Fobofobia – Medo do próprio medo

Fonte: Maura de Albanesi é mestre em Psicologia e Religião pela PUCSP, Pós-Graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia de Vivências Passadas (TVP), Terapia Artística, Psicoterapia Transpessoal e Formação Biográfica Antroposófica, atua com o ser humano há mais de 30 anos.

Existe casamento sem sexo? Psicólogo explica

Os interesses do mundo moderno mudaram também os casamentos e os relacionamentos?

Antigamente, casamento era sinônimo de procriar e  de formar família. Hoje em dia, os relacionamentos a dois estão cada vez mais adquirindo outras funções nas vidas dos cônjuges. Para o psicólogo, especialista em terapia de casais e sexualidade, Oswaldo M. Rodrigues Jr , do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade de São Paulo), a valorização do casal como companheiros para viverem a vida, os prazeres, as diversões, o trabalho e a dedicação para a vida a dois aumenta de importância a cada dia mais e, assim, toma o espaço de outras funções conjugais.

E esse valor da troca emocional e afetiva pode ser desenvolvida por outros meios, mas que ainda podem ser sexuais. Afinal, o relacionamento sexual não se restringe e nunca foi restrito apenas as partes genitais. “Então temos visto muitos casamentos nos quais o sexo não é o primordial. Isso apareceu nas últimas décadas e chegou ao fenômeno da assexualidade”, fala o psicólogo.

Acabou o desejo, acabou o amor?

Para o especialista, ainda existem preocupações de que sexo seja uma resposta ao amor, e que se o sexo diminuísse ou acabasse seria uma referência à diminuição ou fim do amor. Mas ele explica que o amor é um elemento afetivo, algo mais complexo do que as emoções primárias, reativas e animais existentes no ser humano. E as emoções e vivências que ocorrem durante o sexo, diferenciam-se dos afetos.

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Revertendo o caso

A boa notícia é que casais que reconhecem a diminuição de atividades sexuais e de motivação para terem contatos íntimos podem mudar esta situação. “Reencontrar os caminhos para as atividades sexuais é algo plenamente possível, mas que exige reorganizações que nem sempre os casais percebem que podem executar, o que os leva a procurar auxílio em psicoterapia de casais ou na psicoterapia sexual”, diz o psicólogo.

Rodrigues fala que no Brasil ainda não é tão comum um casal buscar ajuda para superar os problemas que ocorreram antes da separação. Mas que essa pode ser uma das melhores alternativas para retomada de um casamento.

“Se o casal soubesse como retomar a vida a dois sozinhos, já o teria feito” diz acrescentando: “A psicoterapia focada na sexualidade auxiliará cada um a reconhecer as atividades que conduzem a sensações prazerosas e desenvolver coerência entre o que fazem, pensam e sente (tanto fisicamente quanto emocionalmente). Assim, o caminho poderá ser muito prazeroso para o casal e a psicoterapia funciona para casais que se propõem a mudar e chegar a um objetivo com essa ajuda psicológica”, completa.

Oswaldo M. Rodrigues Jr é psicólogo formado pela UNIMARCO (1984); foi Secretário Geral e Tesoureiro da WAS – World Association for Sexology (2001-2005); Presidente da ABEIS – Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (2003-2005); dedica-se a tratar de problemas sexuais junto ao InPaSex – Instituto Paulista de Sexualidade – do qual é fundador e diretor. Autor de mais de 100 artigos científicos e mais de 35 livros; co-cordenador do CEPES – Curso de Qualificação em Psicoterapia Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade

 

Bagunça está associada à depressão, ansiedade e compulsão alimentar

Se você acha que a bagunça e a falta de organização são inofensivas, atenção! Um estudo publicado no Environment and Behavior comprovou que ambientes caóticos levam ao estresse e à compulsão alimentar. Quer mais? Se a cozinha é um local bagunçado, aumenta em duas vezes a chance das mulheres comerem mais.

Segundo a psicóloga Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, o local onde moramos ou onde trabalhamos reflete nosso estado emocional. “A bagunça extrema e contínua pode ser um sinal de sofrimento mental e de certos transtornos, como depressão e ansiedade. Além disso, o caos eleva o nível de estresse, pois a bagunça gera uma enorme quantidade de informações no cérebro e é um lembrete permanente da nossa incapacidade de organização ou ainda de que estamos adiando nossas atividades”.

Por onde começar?

O começo do ano é uma época excelente para tomar algumas atitudes que possam melhorar a qualidade de vida. “Uma delas é organizar a casa. Porém, muitas pessoas sentem dificuldade e não sabem por onde começar”, comenta Carolina.

Com a ajuda da psicóloga, elaboramos uma lista para ajudar você. Confira:

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Pixabay

Tudo de uma vez: não caia na armadilha de escolher uma gaveta ou um armário para fazer a arrumação. Tire um dia e arrume a casa inteira.

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Boas lembranças: uma das regras para descartar objetos é pensar se você usou nos últimos seis meses. Outra é se você gosta ou não daquilo. Se não usou neste período, doe ou descarte. Se não gosta, idem.

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Desapega: segundo a autora Mary Kondo, que publicou um livro chamado “A Mágica da Arrumação”, 60% daquilo que guardamos não tem utilidade! Portanto, na arrumação separe o que você vai doar, o que você jogar fora e aquilo que realmente é útil.

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Espaços para cada item: separe tudo por categorias,  por exemplo livros, cosméticos, roupas, sapatos etc. Use caixas organizadoras se for necessário. Coloque etiquetas. Isso irá ajudar a encontrar mais facilmente os objetos, além de evitar bagunça e acumulação.

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Pixabay

Solidão necessária: se possível faça essa arrumação sozinho. Outras pessoas podem interferir nas decisões de manter, doar, jogar fora.

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Trilha sonora: use uma música para motivar você na hora da limpeza. Se for mais calma, melhor, mas use uma trilha que lhe dê motivação.

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Foto: Nuzree/Pixabay

Manutenção: se possível, depois de arrumar, mantenha a organização. Ao chegar em casa, guarde o sapato, as roupas e demais objetos, cada coisa no seu lugar.

“A arrumação é importante. Entretanto, se a pessoa já desenvolveu um quadro de depressão e ansiedade é importante também que ela procure uma psicoterapia e um psiquiatra para o manejo do transtorno. Essas patologias afetam todos os domínios, ou seja, o físico, o mental e o emocional e, com isso, toda ajuda é bem-vinda”, conclui Carolina.

Fonte: Carolina Marques tem Pós-doutorado em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); pesquisadora do Núcleo de Estatística e Metodologias Aplicadas do Departamento de Psiquiatria (Nemap) da Universidade Federal de São Paulo; doutorado em Neurologia e Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, São Paulo, Brasil; aprimoramento em Neuropsicologia no Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Formação em Coaching pelo Integrated Coaching Institute – ICI; Graduação (Bacharelado e Licenciatura) em Psicologia pela Universidade São Marcos

Acumuladores virtuais: um novo perfil de usuário

Segundo pesquisa desenvolvida pela Western Digital, cerca de 27% das pessoas acreditam que 1/4 da capacidade do celular está ocupada com coisas inúteis

Fotos, vídeos e aplicativos que não são usados são os conteúdos mais frequentes entre os usuários que não se atrevem a apagá-los por medo de perdê-los. Batizados de “acumuladores digitais”, estas pessoas estão acostumadas a guardar materiais e conteúdos de todos os tipos em seus dispositivos sem discriminar quão importantes eles são. Pesquisa desenvolvida pela Western Digital detectou características e hábitos mais frequentes entre este tipo de usuário.

O avanço da tecnologia e sua incorporação na vida cotidiana têm gerado um apego cada vez mais forte, em especial pelos celulares. De acordo com o estudo, 43% dos participantes confessam que têm medo de perder ou ficar longe de seus smartphones por muito tempo. Porém, duas em cada cinco pessoas têm problemas em administrar os documentos que guardam neles – cerca de 27% acreditam que 1/4 da capacidade de seus celulares está ocupada com coisas inúteis – e admitem se sentirem em meio a um caos digital.

A falta de espaço nos celulares não é novidade, tendo em vista que 56% dos entrevistados citam que recebem mensagens de alerta por falta de memória. Do mesmo modo, 54% também confessam que excluíram arquivos antigos para poder tirar novas fotos.

Entre os hábitos mais comuns está o fato de que quase a metade das pessoas acumulam aplicativos que não usam e fotos desnecessárias. Segundo o estudo, um em cada quatro participantes afirmam manter fotos antigas e aplicativos que não acessaram mais que uma vez nos últimos seis meses. Mesmo assim, admitem ter um vínculo sentimental com o conteúdo, já que uma em cada sete pessoas guarda suas fotos mais valiosas online, sem suporte adequado.

Além destes hábitos comuns entre perfis distintos de usuários, os resultados da pesquisa mostram que o vínculo entre a acumulação e o estresse está cada vez mais intenso, já que três em cada quatro pessoas admitem que ter a memória de seus equipamentos cheia gera ansiedade em saber que estão quase sem espaço.

celular

A pergunta então é: “Realmente queremos guardar todas as fotos e vídeos em nossos celulares”? Muitas vezes os “acumuladores digitais” nem sabem que tipo de informação guardam. Neste sentido, 13% dos entrevistados admitem que não pesquisam, revisam ou classificam os arquivos que mantém por vários meses e 7% confessam que não fizeram isso no último ano.

O problema deste hábito é que para poder seguir criando novos conteúdos, os usuários estão se vendo obrigados a sacrificar outros: 54% teve que eliminar arquivos que queriam guardar porque não tinham espaço suficiente.

Grande parte desse problema se deve ao fato de que cerca de 45% dos usuários não têm um bom backup ou backup adequado para proteger suas memórias digitais mais preciosas: 31% admitiram nem mesmo fazer backup de seus arquivos.
Por isso, não impressiona que 52% dizem que estão dispostos a pagar cerca de US$ 203, e até gastar em um dispositivo mais caro, simplesmente para ter mais capacidade de armazenamento e continuar gerando conteúdo com a segurança de que será protegido.

“Vivemos em um momento de enorme geração e transferência de dados que os usuários desejam valorizar. Eles querem continuar capturando o mundo que os rodeia, sem ser limitado pelo espaço de armazenamento, e isso não irá mudar. Portanto, procuramos acompanhá-los com soluções rápidas e reais que lhes permitam administrar e apoiar seu conteúdo sem ter que mudar seus estilos de vida “, concluiu Jim Welsh, vice-presidente sênior da Western Digital.

*Western Digital entrevistou 2000 americanos para alcançar os resultados obtidos