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Campanha identifica o tipo sanguíneo em ação popular

Junho Vermelho em parceria com o Senac Tiradentes realiza exame gratuito nessa sexta-feira

Você sabe qual é o seu tipo sanguíneo? Tem muita curiosidade em descobrir, mas não sabe como? Para responder a essa pergunta, a campanha Junho Vermelho, em parceria com o Senac Tiradentes, promove nessa sexta-feira, 23 de junho, o exame de tipagem sanguínea, gratuitamente.

Neste dia, alunos do curso de técnico em hemoterapia da unidade, supervisionados por professores, realizarão testes para determinar o tipo sanguíneo daqueles que passarem pelo saguão do Senac Tiradentes.

Para a realização do exame é necessária apenas a coleta de uma pequena amostra de sangue e o resultado fica pronto em apenas 30 minutos. Não há qualquer contraindicação para realizar esse procedimento.

Procedimento:

Após a coleta, o sangue é colocado em uma centrífuga, que separa as hemácias do plasma. Após a aplicação de um antissoro, o profissional poderá identificar qual é a tipagem daquela pessoa. O exame reconhece os quatro tipos sanguíneos existentes: A, B, O ou AB, e se o indivíduo é RH+ ou RH-.

Os testes serão realizados das 8 da manhã ao meio-dia. A expectativa é de que 400 pessoas descubram seu tipo sanguíneo nesta ação. Para participar, basta ir até o local. O exame é gratuito e não precisa de inscrições prévias.

Tipos sanguíneos da população brasileira

Considerados doadores universais, os portadores do tipo O- são muito procurados pelos hemocentros por serem, frequentemente, utilizados em caso de emergências médicas. O baixo número de brasileiros com este tipo torna o sangue tipo O- ainda mais desejado nos hemocentros: apenas 7% da população brasileira se enquadra nesta tipagem.

Tão ou ainda mais difícil de ser encontrado que o anterior, o sangue do tipo AB- é visto em apenas 1% dos brasileiros, no entanto o sangue AB é o chamado receptor universal, uma vez que pode receber de todos os demais (A, B ou O) com o mesmo fator RH. Em seguida aparecem os grupos de sangue B- (2%), AB+ (3%), A- (6%) e B+ (9%).

Mais comuns entre a população nacional, os sangues A+ e O+ são encontrados em 36% e 37% dos brasileiros, respectivamente.

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Ação identifica o tipo sanguíneo da população
Data: 23 de junho (sexta-feira)
Horário: das 8 às 12 horas
Local: Av. Tiradentes, 822 – Luz (Senac Tiradentes)
Aberto à população – gratuito

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Banco de Sangue de Ribeirão Preto faz campanha emergencial para doação

Estoques estão abaixo do esperado para esta época do ano e pode faltar sangue

O Banco de Sangue de Ribeirão Preto está com os seus estoques baixos e precisa urgente da doação de todo tipo de sangue, principalmente os dos tipos O- e O+. Se não houver reposição poderá faltar sangue na unidade, inclusive dos tipos mais comuns. Considerado universal, o sangue O- não pode faltar no banco, pois em casos de extrema urgência, quando não há tempo para exames que comprovem qual o tipo de sague do paciente, ele é utilizado pelos hospitais. Já o sangue O+, também em falta, pode ser utilizado por pessoas com sangue A+, B+, AB+ e o próprio O+, por isso também é fundamental que esteja presente nos estoques. Em urgências neonatais, ou seja, com recém-nascidos, apenas estes tipos sanguíneos são utilizados.

Apesar dos avanços científicos, a medicina ainda não encontrou um substituto para o sangue humano. Sempre que uma transfusão é necessária, o paciente só pode contar com a solidariedade de outras pessoas. Doar é simples, rápido e seguro, e esse ato pode ser o diferencial entre viver ou morrer. Cerca de 15 minutos e uma leve picadinha indolor já são suficientes para ajudar a salvar a vida de até três pessoas por meio dos subprodutos do sangue, como plasma, plaqueta, hemácias e crioprecipitado.

Os interessados precisam pesar mais de 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Não é necessário fazer jejum, mas é preciso esperar 3 horas após o almoço ou a ingestão de alimentos gordurosos. No local, basta apresentar um documento oficial com foto e ter entre 16 e 69 anos (menores de idade precisam de autorização e estar acompanhados por um responsável). O voluntário não pode ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação. Quem fez endoscopia deverá aguardar 6 meses após a realização do procedimento.

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O Banco de Sangue de Ribeirão Preto é responsável por atender ao menos cinco hospitais da cidade e realiza cerca de 1.200 transfusões de sangue por mês.

Os interessados em doar não precisam agendar horário, basta comparecer à unidade na Rua Quintino Bocaiúva, 895, no bairro Vila Seixas (atrás do Hospital São Lucas). O horário de atendimento é das 7h às 18h, de segunda a sábado (exceto feriados). Para os doadores há estacionamento gratuito na esquina das ruas Quintino Bocaiúva e Amadeu Amaral. Para mais informações pelo telefone (16) 3610-1515.

Continental Shopping recebe Campanha de Doação de Sangue

Ação arrecadará 100 bolsas de sangue por dia para o Banco de Sangue Paulista; Continental Shopping realiza nos dias 4 e 5 de maio mais uma campanha social “Doe Sangue, Doe Vida”

Em parceria com o Rotary Club de São Paulo Parque Continental e o Rotary Club de Itapecerica, o centro de compras disponibilizará um espaço no shopping que será dedicado exclusivamente para os interessados em ajudar pessoas que precisam de transfusões.

A doação acontecerá no 2º piso das 10h às 16h, com intervalo de uma hora das 12h às 13h. Serão 100 bolsas de sangue disponibilizadas por dia para serem encaminhadas para o Banco de Sangue Paulista.

Os interessados em colaborar devem ter entre 18 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha acontecido até os 60 anos, e estar dentro dos requisitos necessários:

-O peso deve ser superior a 50 kg para homens e 53 kg para mulheres;
-Se homem, deve ter doado há mais de 60 dias;
-Se mulher, deve ter doado há mais de 90 dias; não estar grávida; não estar amamentando; já terem se passado pelo menos 3 meses de parto ou aborto;
-Não ter tido Hepatite após os 10 anos de idade;
-Não ter histórico de contato com o inseto barbeiro, transmissor da Doença de Chagas;
-Não ter histórico de malária ou se esteve em região de malária nos últimos 6 meses;
-Não ter realizado Endoscopia / Colonoscopia nos últimos 6 meses;
-Não tem ou teve sífilis;
-Não ter tatuagens e/ou piercings recentes (menos de 1 ano);
-Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados no último ano;
-Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação;
-Estar alimentado e com intervalo mínimo de 2 horas após a última refeição;
-Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas que antecedem a doação;
-Não ter mais de 3 parceiros sexuais nos últimos 12 meses;
-Não ter fumado na última hora que antecede a doação;
-Não possuir comportamento de risco para HIV tais como: não usar preservativos em relações sexuais com parceiros novos ou ocasionais, ter mais de 3 parceiros sexuais nos últimos 12 meses ou ser usuário de drogas ilícitas.

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Antes da doação, os interessados passarão por uma breve entrevista de triagem. Cada doador terá um espaço interativo onde poderão tirar fotos apoiando a campanha. As imagens serão compartilhadas automaticamente nas redes sociais do Continental Shopping.

Serviço

Campanha Doe Sangue, Doe Vida – Continental Shopping
Data: 4 e 5 de Maio
Horário: Das 10h às 16h30. (Intervalo das 12h às 13h).
Local: 2º piso
Mais informações: (11) 96565-8866 (Rotary Parque Continental)

Ainda está com dúvidas sobre doação de sangue? Acabe com elas agora

Você sabia que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas? O Ministério da Saúde informou que, atualmente, apenas 1,9% da população doa sangue, o que equivale a aproximadamente 3,7 milhões de bolsas de sangue. A taxa está dentro do parâmetro de 1% a 3% definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas ganha incentivos criativos, como por exemplo o projeto de lei, que ainda está .

Neste Dia Mundial do Doador de Sangue, dentro do Junho Vermelho, mês oficial da doação de sangue, o Consulta do Bem selecionou algumas curiosidades que podem ajudar a te convencer que doar é um gesto simples, indolor e, ainda por cima, solidário.

Mitos

-A doação afina o sangue: o processo não muda a consistência do sangue.

-Doar sangue emagrece: a lenda pode ter surgido porque o sangue representa cerca de 7% do peso corporal de um indivíduo adulto, no entanto, o sangue retirado é uma pequena porção, que inclusive é recuperado rapidamente.

-Já existe substituto para o sangue: o NHS, Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, anunciou no ano passado que até 2017 provavelmente os testes para a utilização de sangue sintético em humanos vão começar, mas o uso disseminado mundialmente da substância ainda é um futuro longínquo.

-Mulher não pode doar sangue no período menstrual: não há problema nenhum na doação durante essa época do mês.

-Não posso doar em dieta de emagrecimento: se a dieta for saudável, ela não impede a doação. Mas para garantir, minutos antes, é realizado o teste de hematócrito, que mostra se você está com anemia, por exemplo.

-Pessoas tatuadas não podem doar: esse mito provavelmente surgiu porque é preciso esperar pelo menos 12 meses antes de doar, apenas para ter certeza de que não houve contaminação.

-Quem faz acupuntura não pode doar: não há problema nenhum em caso de acupuntura realizada com material descartável, só é preciso aguardar 24 horas. No entanto, caso ela tenha sido feita com outro tipo de material, é necessário esperar por 12 meses após a última sessão.

Verdades

-Doar não transmite doenças. Portanto, você não corre o risco de pegar AIDS ou Hepatite. E ainda ganha um teste para seis doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatite B, Hepatite C, HIV, HTLV, Sífilis e doença de Chagas.

-A comercialização de sangue é proibida pela Constituição, pois a doação de sangue deve ser voluntária, anônima e altruísta.

-Gestantes não devem doar. É preciso esperar 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana. Durante a amamentação também não é recomendado, se o parto ocorreu há menos de 12 meses.

-Não é recomendável estar em jejum para doar. Mas é necessário evitar gordura nas 4 horas que antecedem a doação e bebida alcoólica nas últimas 12 horas.

-No caso do resfriado, esperar 7 dias após os sintomas terem desaparecido. Em caso de vacinação contra gripe, esperar 48 horas.

-Alguns procedimentos médicos ou dentários adiam a doação. Se tiver realizado exame endoscópico com biópsia, é necessário esperar de 6 meses a 1 ano, de acordo com avaliação.

-Em caso de Herpes labial ou genital, a pessoa está apta a doar após desaparecimento total das lesões. No caso da Herpes Zoster, é preciso esperar 6 meses após a cura da doença.

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Quem pode doar

O Ministério da Saúde reduziu a idade mínima de 18 para 16 anos (com autorização do responsável) e aumentou a idade máxima de 67 para 69 anos. Então, se você nessa faixa etária e pesar mais de 50kg, já pode preparar o documento de identidade para ser um Doador do Bem.

Quem não pode

Estão impedidos de doar pessoas que tiveram Hepatite após os 11 anos de idade, portadores de doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas, além da Malária e de pessoas que já fizeram uso de drogas ilícitas injetáveis.

Frequência

Os homens podem doar mais vezes por ano do que as mulheres, até 4 vezes ao ano em intervalos de 2 meses, enquanto pessoas do sexo feminino devem respeitar um intervalo de 4 meses por doação.

Onde doar

Não é preciso agendar a doação com antecedência. Basta comparecer a um dos postos de coleta distribuídos por toda a cidade. Confira as listas com os endereços mais próximos de você em São Paulo aqui.

Campanha Junho Vermelho celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue

Hoje é Dia Mundial do Doador de Sangue, mas as estatísticas no Brasil indicam que o país não tem o número ideal de doadores. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que entre 3% a 5% da população de um país seja doadora de sangue, mas entre os habitantes brasileiros apenas 1,8% é de doadores. A campanha Junho Vermelho do Movimento Eu Dou Sangue pelo Brasil tem procurado conscientizar a população da importância desse ato por meio da iluminação com luz vermelha de prédios e monumentos públicos.

O ato de doação é importante sempre, pois em situações de emergência os estoques nem sempre são suficientes, inclusive em países desenvolvidos. No último dia 12, a cidade de Orlando, nos Estados Unidos, sofreu aparentemente um ataque terrorista que matou 49 e feriu 53 pessoas. Numa entrevista coletiva com autoridades, um dos médicos responsáveis pelo atendimento de emergência da cidade informou que seis cirurgiões do seu hospital foram mobilizados para o primeiro socorro. “Precisamos muito de sangue. Seria um presente maravilhoso para nós”, pediu o médico por intermédio dos meios de comunicação.

Muitos moradores de Orlando, cuja população é de 240 mil habitantes, e cidades vizinhas também, fizeram longas filas para doar sangue nos hospitais, em resposta à convocação dos médicos, a fim de auxiliar as vítimas hospitalizadas.

No Brasil, o objetivo do Movimento Eu Dou Sangue pelo Brasil por meio da campanha Junho Vermelho é contribuir para a criação da cultura da doação de sangue junto à população. “O Brasil, graças a Deus, não tem na sua memória recente histórico de guerras ou grandes catástrofes climáticas como terremotos, atentados terroristas ou situações traumáticas, e de grande comoção nacional que envolvam feridos que precisam de doações de sangue. No entanto, os acidentes de trânsito, os portadores de câncer, de anemia falciforme e outras patologias, procedimentos cirúrgicos de grande complexidade são o dia-a-dia dos nossos hospitais”, explica a coordenadora nacional da iniciativa Junho Vermelho, Debi Aronis.

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Para ela a transfusão de sangue é parte integrante de todos estes tratamentos e intervenções. “A doação de sangue deve ser um hábito na vida do brasileiro assim como cortar o cabelo, ir ao dentista ou trocar o óleo do carro”, afirma ela.

“Mas nosso objetivo é ainda mais ambicioso. E ele está sintetizado no nome do Movimento Eu Dou Sangue! Dar sangue no sentido figurado é se envolver, é se importar, é dar de si para o bem de todos. E cada pessoa pode se engajar e escolher sua própria causa para contribuir e aos poucos mudar sua comunidade, seu bairro, sua cidade e assim por diante. Isso é o que muda o mundo!”, finaliza.

Informações: Movimento Eu Dou Sangue

Está com gripe ou resfriado? Não doe sangue

Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) orienta que para doação de sangue, o voluntário deve estar em boas condições de saúde e aguardar sete dias do desaparecimento de sintomas desses vírus para o ato

A doação de sangue deve ser um ato altruísta. Qualquer pessoa que se candidate a realizar doação de sangue deve estar em boas condições de saúde. Nas estações de outono e inverno, quando há um aumento nos casos de gripes e resfriados, deve-se aguardar sete dias do desaparecimento dos sintomas para realizar a doação, caso não haja febre. Essas são as orientações de Junia Guimarães Mourão Cioffi, diretora de comunicação da ABHH.

“Quando o doador apresentar sinais de gripe, mas com picos de temperatura superiores a 38,0°C, deve aguardar 15 dias após término completo dos sintomas para efetuar a doação. Se apresentar um quadro com complicações deverá aguardar tempos superiores, que serão diversos, de acordo com as complicações apresentadas, e orientação do médico assistente”, explica Junia, que é hematologista.

A pessoa que se voluntaria a doar sangue se submete a testes realizados para triagem do material coletado para possível detecção das seguintes doenças: HIV, Hepatites B e C, Sífilis e Doença de Chagas. “No sangue doado não são realizados testes de triagem para o vírus H1N1, daí a importância do candidato informa ao profissional triagista se estiver com algum sintoma, mesmo que ele considere ser uma coisa muito simples, além de sempre dizer a verdade. Caso ele sinta algum sintoma após a doação, é importante que entre em contato com o Serviço de Hemoterapia do banco de sangue”, informa a médica que também é presidente da Fundação Hemominas.

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Em todos os serviços de captação de sangue, seja em hemocentros ou hospitais, os profissionais são treinados e qualificados para fazer perguntas direcionadas para doenças transmissíveis pelo sangue, incluindo a gripe por H1N1, e em épocas de epidemia, orientam os doadores que possam estar com algum sintoma a não realizarem a doação.

O Brasil é um País que tem estatística de doação inferior à proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual cita que a autossuficiência em componentes sanguíneos deve ser conseguida quando o número de doações de sangue for de 3 a 5% da população. No Brasil, chega a quase 2% para atender a toda a demanda transfusional. A doação de sangue ocorre de forma rápida e pode ser realizada até quatro vezes ao ano no caso dos homens e até três para as mulheres.

Fonte: Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) 

Diabéticos e pré-diabéticos devem manter vigilância no réveillon

Controlar o avanço da doença depende de bons hábitos alimentares, inclusive no período de festas de final de Ano

O período de festas de final de ano pode trazer graves consequências milhões de brasileiros diabéticos e pré-diabéticos que se descuidarem de uma alimentação controlada, alerta Ricardo Cohen, coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Para o médico, quanto mais os índices estiverem descompensados, mais difícil será estabilizar os índices glicêmicos do paciente diabético, dificultando que ele tenha um bom estado geral de saúde.

São considerados pré-diabéticos indivíduos com níveis elevados de açúcar no sangue, obesidade e com histórico familiar de diabetes. Uma pessoa é considerada de alto risco para progressão ao diabetes quando apresenta alterações no metabolismo da glicose, isto é, níveis elevados de glicose em jejum ou hemoglobina glicada, além da tolerância diminuída à glicose.

A evolução para o diabetes depende da mudança de hábitos alimentares e de conduta de vida. Por isso, o Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta para a necessidade de uma alimentação rica em peixes, carnes magras, azeite de oliva, leites e derivados. Além disso, recomenda-se produtos integrais, associados à prática regular de atividade física e acompanhamento médico são fundamentais para inibir a evolução do quadro.

“Nesta época do ano, é comum as pessoas exagerarem na ingestão de comidas gordurosas, doces e no consumo de álcool, mas quem tem a doença ou apresenta risco aumentado para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 não pode se descuidar da saúde”, afirma Cohen.

O diabetes acomete cerca de 390 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes estima que a doença atinja 13 milhões de brasileiros. Mais da metade deles desconhece ser portador da enfermidade. O desconhecimento sobre o pré-diabetes também é grande. Considerando que para cada paciente diabético, existam pelos menos três pacientes em risco, a estimativa é de cerca de 40 milhões de brasileiros sejam pré-diabéticos. Aproximadamente 25% dessa população se tornará diabética nos próximos cinco.

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Segundo a American Diabetes Association, o risco de progressão para diabetes aumenta significativamente para quem possui valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL ou de glicemia medida duas horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL. Pessoas que possuem hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4% também possuem risco de desenvolver a doença.

Ricardo Cohen: Graduado em Medicina em 1984 e doutor em Medicina (Clínica Cirúrgica) pela Universidade de São Paulo (1996). Atualmente, é coordenador do Centro de Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (2011-2012).

Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Hemocentro e hemonúcleos de SP realizam mutirão para conscientização sobre sobrecarga de ferro

Ação em 10 Centros de Transfusão do Estado de São Paulo oferece informações e orientação ao paciente adulto e infantil

Durante todo o mês de setembro, acontece em 10 hemocentros e hemonúcleos do Estado de São Paulo um mutirão para conscientização e detecção da sobrecarga de ferro em adultos e crianças. O objetivo é identificar entre os pacientes do hemocentro que recebem transfusão regularmente aqueles que são acometidos por esta doença.

A ação será promovida pelo hemocentro com o apoio da Divisão de Oncologia da farmacêutica Novartis. Todos os pacientes do Centro de Transfusão poderão fazer o exame de ferritina gratuitamente, além de tirar dúvidas sobre a importância do monitoramento e cuidado contínuo em relação à sobrecarga de ferro.

Bastante comum em pacientes com anemia falciforme e talassemia, essa sobrecarga é ocasionada pelo acúmulo de ferro no sangue e tecidos devido a frequentes transfusões sanguíneas ao longo da vida. Os pacientes com essas doenças necessitam de constantes transfusões de sangue, pois o organismo não consegue produzir quantidades suficientes de hemácias. Como o ferro se liga à hemoglobina, em cada transfusão de sangue o paciente acumula ferro.

Cada unidade de sangue transfundida carrega consigo de 200 a 250 mg de ferro. Um indivíduo em terapia transfusional chega a absorver de 8 a 16 mg de ferro/dia, enquanto um indivíduo que não se submete à terapia transfusional absorve de 1 a 2 mg/dia. O alto nível de ferro pode se tornar tóxico. Esse quadro oferece risco à vida do paciente, com danos ao fígado, coração e glândulas endócrinas, podendo inclusive levar o paciente à morte.

SERVIÇO:
Evento: Mutirão para conscientização sobre a sobrecarga de ferro
Período: 31 de agosto a 30 de setembro

Locais:
São Paulo (SP)
Hospital das Clínicas – FMUSP – Hematologia Adulto
Santa Casa de São Paulo – Hematologia Pediátrica e Adulto
Hospital Infantil Darcy Vargas
Hospital Santa Marcelina
IAMSPE

Presidente Prudente (SP)
Núcleo de Hemoterapia de Presidente Prudente

Franca (SP)
Núcleo de Hemoterapia de Franca

Sorocaba (SP)
Hemonúcleo de Sorocaba

Taubaté (SP)
Hemonúcleo de Taubaté

Santos (SP)
Hospital Guilherme Álvaro

Sobre as doenças com sobrecarga de ferro

Anemia Falciforme: caracteriza-se por sintomas como dor nas articulações, palidez, pele e olhos amarelados, problemas de crescimento, feridas nas pernas, cansaço intenso, problemas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e renais. Isso acontece porque os glóbulos vermelhos do sangue perdem sua forma arredondada e adquirem um aspecto de foice; daí o nome falciforme. Além disso, eles se tornam mais rígidos, dificultando a passagem do sangue pelos vasos e a oxigenação dos tecidos. O tratamento é focado na prevenção das crises, no alívio das dores e na prevenção de complicações. Porém, quando o paciente entra em crise e apresenta piora da anemia ou é acometido por infecções mais graves, as transfusões de sangue podem ser necessárias para que o paciente se recupere. A terapia transfusional, além de atenuar os sintomas de anemia, também diminui a proporção de glóbulos vermelhos defeituosos, levando à melhora do transporte de oxigênio aos tecidos.

Talassemia: é uma desordem hereditária que pode causar anemia. Causada por uma falha genética, que leva a uma má formação da hemoglobina. As talassemias são conhecidas como “anemias do mediterrâneo”, pois a maioria dos casos inicialmente identificados foi em famílias residentes em locais próximos ao Mar Mediterrâneo, como Itália, Grécia, Turquia e Líbano. O nome se origina do grego “thalassa” (mar). Com a globalização, migração e miscigenação entre os povos, casos passaram a ser relatados em todo o mundo.