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No Dia do Beijo, solteiros respondem suas preferências

Uma pesquisa do ParPerfeito revela que homens e mulheres dão uma chance ao pretendente mesmo quando o primeiro beijo não foi bom

Neste Dia do Beijo, comemorado em 13 de abril, o ParPerfeito, maior site de relacionamento do Brasil, quer ajudar os solteiros a beijarem mais para comemorar. Uma pesquisa, realizada com 1.046 usuários, revela que homens e mulheres divergem bastante em suas opiniões sobre o beijo, mas são unânimes em dizer que o melhor beijo é aquele quente e apaixonado.

Tanto eles (36%) como elas (34%) revelam que o beijo mais marcante é aquele de reencontro depois de um tempo separado. Em segundo lugar, eles preferem o primeiro beijo, opção escolhida por 29%. Já 31% delas preferem o beijo carinhoso e delicado. Mas não só de beijos inesquecíveis vivem os solteiros, também existe aquele beijo que, digamos, não encaixa logo de cara. Mas será que existem pessoas que não sabem beijar?

Os homens são mais otimistas e afirmam que com um pouco de experiência, qualquer um aprende a beijar bem (51%). Já as mulheres, foram bem sinceras e 48% delas responderam “claro que existem pessoas que não sabem beijar”.

Agora, qual é a maior gafe que pode acontecer na hora do beijo? O mau hálito foi eleito (escolhido por 64% dos homens e por 63% das mulheres) o maior vilão. Portanto, ter uma balinha sempre por perto faz toda a diferença para os solteiros para aproveitarem o Dia do Beijo.

A data surge a partir de uma lenda italiana de um rapaz que tinha a fama de ter beijado todas as mulheres da vila na qual vivia. O padre local, então, decidiu oferecer um prêmio em moedas de ouro para a moça que nunca tivesse beijado o galã. Conclusão: nenhuma donzela foi receber o prêmio. Voltando para os tempos de hoje, se o rapaz italiano tivesse um beijo babado, não iria conquistar as solteiras, pois o segundo maior defeito apontado por elas (26%) é aquele beijo molhado demais. Já os homens (17%) acreditam que o segundo fator que mais quebram o clima é ser interrompido por desconhecidos.

“Esta pesquisa mostra como as mulheres parecem ser mais exigentes com a qualidade dos beijos, pois um grande número das entrevistadas acredita que existem pessoas que não sabem beijar. Mas, ao mesmo tempo, tanto eles como elas, consideram que vale a pena apostar e dar prosseguimento na paquera mesmo quando a primeira experiência não foi boa. Isso é algo importante, pois os solteiros acreditam no fato de que o beijo se aprimora e se ajusta com o tempo”, analisa Marina Simas, consultora de relacionamento do ParPerfeito.

“É importante ressaltar também que, por quase unanimidade entre homens e mulheres, o beijo mais idealizado é aquele quente e apaixonado e o mau hálito foi eleito o fator que mais corta o clima. Todos carregam na lembrança aquele beijo que marcou, isso porque o beijo traz conexão, intimidade e entrega, elementos muito importantes para as relações afetivas”, finaliza Marina.

Confira abaixo os resultados completos da pesquisa do ParPerfeito:

Qual seu gênero?
Homem 54%
Mulher 46%

Homens 

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Foto: Blindanimal/MorgueFile
Você acha que uma paquera pode ir adiante quando o primeiro beijo não foi tão bom?
Sim. Podemos ir ajustando isso e melhorando 80%
Não 20%

 

Na sua opinião, existem pessoas que não sabem beijar?
Acredito que com um pouco de experiência, qualquer um aprende a beijar bem 51%
Claro que existem! 34%
Lógico que não. Todo mundo sabe beijar porque é algo natural 15%

 

Quais são os melhores tipos de beijos?
Aqueles que são quentes e apaixonados. 40%
Aqueles que envolvem um clima romântico 21%
Os que são carinhosos e delicados 21%
Aqueles que são escondidos em locais que vocês acham que ninguém estará olhando 18%

 

Você tem algum beijo que te marcou?                                   
Sim 82%
Não 18%

 

Qual foi o beijo que mais te marcou?
Um beijo de reencontro depois de um tempo separados 36%
O primeiro beijo 29%
Um beijo de reconciliação 22%
Um beijo de despedida 13%

 

O que quebra o clima durante o beijo?
Mau hálito 64%
Ser interrompido por conhecidos 17%
Quando a pessoa tenta um beijo sem língua 8%
Quando há uma batida de dentes 7%
Quando o beijo é muito babado 4%

 

Mulheres

casal-beijo

Você acha que uma paquera pode ir adiante quando o primeiro beijo não foi tão bom?
Sim. Podemos ir ajustando isso e melhorando 69%
Não 31%

 

Na sua opinião, existem pessoas que não sabem beijar?
Claro que existem! 48%
Acredito que com um pouco de experiência, qualquer um aprende a beijar bem 38%
Lógico que não. Todo mundo sabe beijar porque é algo natural 14%

 

Quais são os melhores tipos de beijos?
Aqueles que são quentes e apaixonados. 40%
Os que são carinhosos e delicados 31%
Aqueles que envolvem um clima romântico 23%
Aqueles que são escondidos em locais que vocês acham que ninguém estará olhando 6%

 

Você tem algum beijo que te marcou?
Sim 89%
Não 11%

 

 Qual foi o beijo que mais te marcou?
Um beijo de reencontro depois de um tempo separados 34%
Um beijo de reconciliação 27%
O primeiro beijo 25%
Um beijo de despedida 14%

 

O que quebra o clima durante o beijo?
Mau hálito 63%
Quando o beijo é muito babado 26%
Ser interrompido por conhecidos 4%
Quando a pessoa tenta um beijo sem língua 4%
Quando há uma batida de dentes 3%

Fonte: ParPerfeito – Abril 2018

 

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Existe casamento sem sexo? Psicólogo explica

Os interesses do mundo moderno mudaram também os casamentos e os relacionamentos?

Antigamente, casamento era sinônimo de procriar e  de formar família. Hoje em dia, os relacionamentos a dois estão cada vez mais adquirindo outras funções nas vidas dos cônjuges. Para o psicólogo, especialista em terapia de casais e sexualidade, Oswaldo M. Rodrigues Jr , do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade de São Paulo), a valorização do casal como companheiros para viverem a vida, os prazeres, as diversões, o trabalho e a dedicação para a vida a dois aumenta de importância a cada dia mais e, assim, toma o espaço de outras funções conjugais.

E esse valor da troca emocional e afetiva pode ser desenvolvida por outros meios, mas que ainda podem ser sexuais. Afinal, o relacionamento sexual não se restringe e nunca foi restrito apenas as partes genitais. “Então temos visto muitos casamentos nos quais o sexo não é o primordial. Isso apareceu nas últimas décadas e chegou ao fenômeno da assexualidade”, fala o psicólogo.

Acabou o desejo, acabou o amor?

Para o especialista, ainda existem preocupações de que sexo seja uma resposta ao amor, e que se o sexo diminuísse ou acabasse seria uma referência à diminuição ou fim do amor. Mas ele explica que o amor é um elemento afetivo, algo mais complexo do que as emoções primárias, reativas e animais existentes no ser humano. E as emoções e vivências que ocorrem durante o sexo, diferenciam-se dos afetos.

casal separado

Revertendo o caso

A boa notícia é que casais que reconhecem a diminuição de atividades sexuais e de motivação para terem contatos íntimos podem mudar esta situação. “Reencontrar os caminhos para as atividades sexuais é algo plenamente possível, mas que exige reorganizações que nem sempre os casais percebem que podem executar, o que os leva a procurar auxílio em psicoterapia de casais ou na psicoterapia sexual”, diz o psicólogo.

Rodrigues fala que no Brasil ainda não é tão comum um casal buscar ajuda para superar os problemas que ocorreram antes da separação. Mas que essa pode ser uma das melhores alternativas para retomada de um casamento.

“Se o casal soubesse como retomar a vida a dois sozinhos, já o teria feito” diz acrescentando: “A psicoterapia focada na sexualidade auxiliará cada um a reconhecer as atividades que conduzem a sensações prazerosas e desenvolver coerência entre o que fazem, pensam e sente (tanto fisicamente quanto emocionalmente). Assim, o caminho poderá ser muito prazeroso para o casal e a psicoterapia funciona para casais que se propõem a mudar e chegar a um objetivo com essa ajuda psicológica”, completa.

Oswaldo M. Rodrigues Jr é psicólogo formado pela UNIMARCO (1984); foi Secretário Geral e Tesoureiro da WAS – World Association for Sexology (2001-2005); Presidente da ABEIS – Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (2003-2005); dedica-se a tratar de problemas sexuais junto ao InPaSex – Instituto Paulista de Sexualidade – do qual é fundador e diretor. Autor de mais de 100 artigos científicos e mais de 35 livros; co-cordenador do CEPES – Curso de Qualificação em Psicoterapia Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade

 

Quando a mulher perde o desejo

O Cresex (Centro de Referência e Especialização em Sexologia), do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, revela que mais de 48% das mulheres atendidas ali se queixam de falta ou diminuição do desejo sexual. Esse problema pode ter origem orgânica, mas a maioria dos casos é mesmo emocional e pode ser resolvido.

“Entre os fatores físicos da falta de desejo podemos citar os períodos fisiológicos da gestação, puerpério e amamentação. Após o parto, a mulher leva ao menos 40 dias para voltar à rotina sexual, necessitando readaptar o corpo às modificações sofridas durante à gestação e ao parto. A prolactina, hormônio da amamentação, inibe o desejo e afeta a lubrificação feminina. Outra época mais complicada é o período da menopausa, cujas alterações hormonais determinam interferências na resposta sexual natural, desde o desejo sexual (que pode ser reduzido), até a própria lubrificação, sensibilidade do clitoris e intensidade do orgasmo”, explica a ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks, membro da Sogesp (Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo) e coordenadora da Ginecologia do ProSex do HCFMUSP.

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Ela cita ainda doenças que podem interferir no desejo.

“Diabetes, hipertensão e hipotireoidismo podem reduzir a libido, assim como os maus hábitos, sedentarismo, alcoolismo, uso de drogas e medicamentos psiquiátricos como antidepressivos e ansiolíticos. Todos dificultam a libido.”

A perda ou reduçāo do desejo sexual também pode ser psicológica e estar ligada a problemas como cansaço, estresse, depressão, baixa autoestima e insatisfação com o corpo.

“São questões que tiram o foco da mulher em relação ao desejo sexual e diminuem a libido. No relacionamento, a infidelidade, brigas e discussões com o parceiro, e outros problemas também afetam negativamente a sexualidade.”

O tratamento depende da causa e cada paciente precisa ser diagnosticada individualmente: “O médico deve tratar as questões médicas gerais e ginecológicas, além de resolver os fatores clínicos e fisiológicos, mas é preciso inserir a terapia sexual. Aliás, o tratamento adequado requer, muitas vezes, uma equipe multidisciplinar com participação do ginecologista, psiquiatra, fisioterapeuta e psicólogo.”, informa Flávia.

Vale ressaltar que, se os fatores são hormonais, as terapias de reposição poderão trazer benefícios. Quando emocionais ou psicológicos, o acompanhamento com psicólogos e terapeutas darão o suporte. “No caso de mulheres casadas ou que possuam um parceiro fixo, é importante o diálogo e a sinceridade”, adverte. “Muitos relacionamentos se fortalecem quando ambos os membros se envolvem no tratamento”.

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Se a mulher não está satisfeita com a aparência de sua região íntima, a plástica genital poderá ajudar quando a estética afeta o psicológico.

“Algumas queixas como vagina larga e crescimento excessivo dos pequenos lábios podem ser melhoradas com a cirurgia plástica genital, mas sempre temos uma conjunção de fatores envolvidos nas questões sexuais”, garante Flávia.

A perda do desejo pode causar sofrimento à mulher e ainda interferir na relação entre os parceiros. “Relacionamentos podem ruir pela indisponibilidade da parceira para o ato sexual, afetando a autoestima das mulheres e dos parceiros que se sentirão indesejados. Perder a qualidade de vida sexual pode afetar muito o dia a dia das mulheres, sejam casadas ou não. Manter-se sexualmente bem controla o estresse e pode fortalecer a autoimagem das mulheres em geral”, conclui.

Fonte: Sogesp (Associação de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo)

Depressão e estresse: os ladrões da libido feminina

Para um dos maiores estudiosos da mente humana da história, Sigmund Freud, a libido é a força motriz da vida sexual. Para ele, inclusive, o desejo sexual é o que nos motiva e nos dá forças para nossas tarefas diárias. Porém, para uma boa parcela das brasileiras, incluindo as mais jovens, nada anda mais em baixa do que a libido. Segundo o estudo Mosaico 2.0, do Projeto Sexualidade da Universidade de São Paulo (SP), uma em cada três entrevistadas tem dificuldade em se interessar pelo sexo.

De acordo com psicóloga e neuropsicóloga, Carolina Marques, cofundadora da Estar Saúde Mental, atualmente a falta de desejo sexual atinge mulheres e homens. Entretanto, a mulher apresenta algumas peculiaridades que faz com que a prevalência da queda ou da ausência da libido seja mais alta nelas do que neles.

Montanha-russa hormonal

“As mulheres são marcadas pela oscilação dos hormônios sexuais durante toda a vida. Além das mudanças hormonais típicas do ciclo menstrual, há aquelas que ocorrem durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa. Até mesmo o anticoncepcional, dependendo do tipo, pode reduzir a libido”, explica Carolina.

Além de lidar com a montanha-russa hormonal, as mulheres têm duas vezes mais risco de desenvolver o estresse, a ansiedade e a depressão, transtornos que mexem muito com o desejo sexual. “Aliado a esses dois fatores, precisamos levar em conta que a mulher moderna, em geral, trabalha fora, cuida dos filhos e do lar, numa tripla jornada exaustiva. Portanto, a chance de pensar em sexo no final do dia, pode ser realmente mínima”, conta a especialista.

casal separado
Como a depressão afeta o sexo

A depressão afeta 11,5 milhões de brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo o Brasil o país com maior prevalência da doença na América Latina e nas Américas só perde mesmo para os Estados Unidos. Um dos sintomas da depressão é justamente a queda ou a perda da libido.

“A depressão afeta o funcionamento normal da mente e isso se reflete na vontade de fazer sexo de várias maneiras. Uma delas é que para despertar o desejo sexual precisamos usar a imaginação, ter fantasias, ideias ou lembranças. Além disso, exige uma disponibilidade para a estimulação dos sentidos, do contato com o outro. Mas, as pessoas deprimidas tendem a se isolar socialmente e ficar mais apáticas, o que também impacta na libido. Sem contar que o efeito colateral mais comum de vários antidepressivos é justamente a perda da libido ou a dificuldade de se atingir o orgasmo”, explica Carolina.

Estresse crônico afeta sexualidade

Outro fator que pode detonar a vida sexual é o estresse, presente em 70% da população economicamente ativa no Brasil. Um estudo mostrou que o aumento dos níveis do cortisol, o hormônio do estresse, interfere na resposta sexual das mulheres.

lareira inverno casal

Sexo alivia o estresse

Os motivos para a baixa da libido, como vimos, são quase óbvios. Porém, a pergunta que fica é: será que tem solução? “Uma vida sexual saudável é um dos pilares da qualidade de vida. Mas, a sexualidade é muito individual. Há pessoas que não sentem necessidade ou falta de manter relações sexuais e convivem muito bem com isso. Já para quem gosta de sexo e enfrenta problemas nessa área, o ideal é procurar ajuda”, comenta Carolina.

Descartados os problemas físicos, a psicoterapia pode ajudar muito a recuperar o desejo sexual e ter mais alegria debaixo dos lençóis. Carolina explica que para recuperar a libido é preciso identificar o que a está afetando, como depressão, estresse, insônia, cansaço, pós-parto etc. A partir disso, é possível tratar a condição e melhorar a sexualidade.

Além do tratamento por meio da psicoterapia, por exemplo, é bom lembrar que o sexo é uma ótima maneira de relaxar, já que libera neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer. Então, depois de um dia estressante, fazer sexo pode ser, sim, uma boa ideia.

Fonte: Estar Saúde Mental

Menopausa x libido: como driblar a falta de desejo sexual

A menopausa é um período desafiador na vida da mulher. Além das mudanças físicas que são próprias da idade madura, as alterações orgânicas e hormonais podem causar desconfortos, ressecamentos, unhas quebradiças, ganho de peso, ondas de calor e o campeão de dúvidas nos consultórios: diminuição da libido. Não tem como escapar, a menopausa é um estágio natural na vida da mulher que traz incertezas quanto ao futuro da vida sexual.

Para o médico ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior, o primeiro passo para não se deixar abater nesse período é buscar informações. “Deixar as crendices de lado e buscar informações junto com o seu médico é o primeiro passo. Mas sim, a menopausa diminui a libido. A causa principal para isso acontecer está na diminuição da lubrificação vaginal”, explica.

mulher olhos olheira maquiagem

Isso não significa o fim da atividade sexual. “Quando o corpo dá sinais de que algo está errado a medicina corre atrás e descobre mecanismos para driblar as falhas. Se o pâncreas falha, repõe-se insulina, por exemplo. Por que não repor o hormônio quando o ovário falha? A questão está mais ligada ao tabu do que à medicina propriamente dita”, comenta o médico.

Não se pode descartar fatores como alimentação saudável e atividade física para minimizar os sintomas da menopausa. “Não é o início da decadência. A reposição hoje pode ser feita por diversos métodos: spray, pílula, gel vaginal, adesivos. É só buscar o mais indicado para cada mulher e dar vasão à imaginação”, afirma o especialista.

O casal entra junto na menopausa, e não apenas a mulher. Nessa fase o homem acompanha lado a lado essa mudança feminina e precisa também aprender sobre as mudanças que ocorrem.

casal meia idade praia pixabay
Pixabay

“A libido é realmente uma das queixas mais frequentes, mas a redescoberta do sexo pelo casal, uma atenção maior às preliminares, novas fantasias sexuais e maior liberdade durante o sexo são fatores que compensam a falta natural dos hormônios sexuais femininos. Por isso, além da reposição hormonal, o uso de cremes vaginais é fundamental para esse novo estado sexual, que fará com que o casal, mesmo com anos de menopausa, ainda tenha uma libido satisfatória e atividade sexual prazerosa”, concluiu Floresti.

Fonte: Elvio Floresti Junior é ginecologista e obstetra formado pela Escola Paulista de Medicina desde 1984. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e título de especialista em colposcopia. Além disso, é especializado em histerectomia vaginal sem prolapso uterino (sem necessidade de corte abdominal) e está atualizado com as últimas técnicas cirúrgicas como sling vaginal.

 

SP tem programação especial na ‘Virada da Maturidade’

Unidades estaduais de saúde promoverão palestras, oficinas e atividades culturais para a população idosa entre os dias 27 e 29 de setembro

Começa hoje (27), em São Paulo, a Virada da Maturidade 2017. Durante o evento, que conta com o apoio da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), Instituto Butantan e outros serviços vinculados à Secretaria de Estado da Saúde, serão oferecidas atividades gratuitas para públicos de todas as idades, com destaque aos idosos. (Confira programação completa e endereços no final do post)

Os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) Idoso Sudeste e Oeste, unidades da Secretaria gerenciadas pela SPDM, terão uma programação especial entre os dias 27 e 29 de setembro, com palestras e diversas atividades focadas na terceira idade. Os eventos são gratuitos e abertos a todos – pacientes e demais interessados. As inscrições são limitadas à capacidade dos espaços e no AME Idoso Sudeste serão feitas no momento das atividades. No Oeste é possível inscrever-se com antecedência.

“Procuramos contribuir com o evento principalmente em nossa área de atuação. Teremos, por exemplo, palestras sobre temas que impactam o dia a dia dessas pessoas, como Benefícios da Atividade Física na Qualidade de Vida”, afirma Marcia Maiumi Fukujima, diretora do AME Idoso Sudeste.

Atividades culturais também terão espaço na programação do AME Idoso Oeste. “Realizaremos um Cinedebate, oficinas de música e até apresentação de um coral na unidade”, explica Adriana Bottoni, diretora do AME Idoso Oeste.

No Instituto Butantan, as atividades terão início no dia 28 a partir das 9h, com uma visita guiada ao Museu Biológico. Serão realizados também bate-papos sobre as pesquisas e os 116 anos de história do Instituto, além do projeto “Mão na cobra”, onde os visitantes poderão conhecer as serpentes de perto.

No Centro de Referência do Idoso da Zona Norte (Cri-Norte), haverá atividade física e orientações sobre a cuidados com a saúde, e uma mostra de talentos.

No Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG), também conhecido como Cri-Leste, entre as diversas atividades destaca-se o famoso “Baile da Virada”, que reunirá cerca de 600 idosos na sexta-feira, a partir das 14h30.

Já o Centro de Referência e Treinamento DST/ Aids realiza, também no dia 28, um mutirão de testagens de HIV em idosos no Terminal Jabaquara, em parceria com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). O mutirão acontece das 9h as 16h, com a oferta de 300 testes.

exame de sangue são luiz

Confira abaixo a programação completa da Virada da Maturidade:

Ø AME IDOSO OESTE
Endereço: Rua Roma, 466 – Lapa

27 de Setembro (quarta-feira)

09h00 – Dor Crônica na Maturidade: existe alguma saída?
Local: Sala de Eventos

10h00 – Dor Crônica na Maturidade: existe alguma saÍda?
Local: Sala de Eventos

14h00 – Saudável para a Mente
Local: Sala de Eventos

14h00 – História da Arte/velhice com conceito
Local: Auditório

14h30 – Palestra: Velhice – uma nova paisagem
Local: Auditório

15h00 – Adesão a Tratamento de Idosos Vulneráveis: vale a pena investir.
Local: Sala de Eventos

15h30 – História Musicada
Local: Auditório

16h00 – Dança Sênior
Local: Auditório

16h30 – Centro Dia para Idosos
Local: Auditório

idosos

28 de Setembro (quinta-feira)

09h00 – Oficina da Palavra
Local: Sala de Eventos

09h00 – Benefícios da Massagem
Local: Sala de Ginástica

10h00 – Oficina da Memória
Local: Sala de Eventos

14h30 – Cinedebate “Diário de Uma Paixão“ e vídeo para Cuidadores de Idosos com demência.
Local: Sala de Eventos

15h30 – Gyrokienesis para Maior de Idade
Local: Sala de Ginástica

29 de Setembro (sexta-feira)

09h00 – O Autoconhecimento na Segunda Metade da Vida
Local: Sala de Eventos

10h00 – Livro Cenas da Vida na Aldeia: um olhar atento para o entardecer da vida
Local: Sala de Eventos

11h00 – Oficina de Música e Coral.
Local: Sala de Eventos

14h00 – Desmistificação a Incontinência Urinária
Local: Sala de Eventos

16h30 – Coral Amigas para Sempre
Local: Sala de Eventos

Ø AME IDOSO SUDESTE
Endereço: Rua Monsenhor Manuel Vicente, 1 – Vila Mariana

28 de setembro (quinta-feira)

09h às 12h – Mesa Redonda: Benefícios da Atividade física na Qualidade de Vida
Local: Auditório

09h às 10h – Idade Ativa (atividade vivencial)
Local: Salão de Eventos

10h às 11h – Idade Ativa (atividade vivencial)
Local: Salão de Eventos

14h às 17h – Mesa Redonda: Sexualidade na maturidade: quebrando paradigmas Local: Auditório

29 de setembro (sexta-feira)

09h às 10h30 – Palestra – Finanças: educar para o mercado
Local: Auditório

10h30 às 12h – Palestra – Transições, Mudanças e Luto: superando desafios
Local: Auditório

14h às 17h – Mesa Redonda – Desmistificando o câncer: prevenção, tratamento e enfrentamento
Local: Auditório

17h às 18h – Palestra – Centro Dia para Idosos
Local: Auditório

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Ø CRI-NORTE
Endereço: Rua Voluntário da Pátria, 4.301, Santana

28 de setembro (quinta-feira)

09h00 – Superando Limites – Experiências com as Atividades Físicas
Prática de atividades físicas conduzidas pelos voluntários idosos do Centro de Convivência, seguido de relatos de superação, orientações e depoimentos sobre a prática de atividades físicas.

29 de setembro (sexta-feira)

09h00 – Coração Voluntário
Apresentação de documentário com depoimento de voluntários do Centro de Convivência seguido de bate papo.

30 de setembro (sábado)
14h00 – Mostra de Talentos
Local: Teatro Tattersal – Parque da Água Branca

Ø CRI-LESTE
Endereço: Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 34, São Miguel Paulista

27 de setembro (quarta-feira)

10h00 – Mexendo o corpo e mente e Saboreando Cultura: Karatê
Prática do Karatê, que se configura como movimento importante para exercitar o corpo e mente.

14h00 – Mexendo o corpo e mente e Saboreando Cultura: Encontros do Saber
Encontro para expor temas diversos referentes ao bem-evenlhecer: cultura, saúde e lazer

15h00 – Mexendo o corpo e mente e Saboreando Cultura: Ginástica
Oportunidade para praticar a Ginástica Mínima, que se configura como movimento importante para exercitar o corpo e mente.

28 de setembro (quinta-feira)

10h00 – Longevirando e Historiando: Dança Sênior
Pratica da Dança Sênior, que se configura como movimento importante para exercitar o corpo e mente.

13h00 – Longevirando e Historiando: Aulão Circuito e Dança
IPGG oferece convite à prática da ginástica por meio de circuitos de atividades e danças, que se configuram como movimentos importantes para exercitarem o corpo e mente.

14h00 – Longevirando e Historiando: Dança de Salão
Prática da Dança de Salão que se configura como movimento importante para exercitar o corpo e mente.

14h00 – Longevirando e Historiando: Contação de História
Contação de história, em que o tema abordado será envelhecimento.

15h00 – Longevirando e Historiando: Alongamento
Oportunidade para praticar o alongamento, que configura um movimento importante para exercitar o corpo e mente.

16h00 – Longevirando e Historiando: Apresentação Dança do Ventre
Apresentação de dança do ventre protagonizada por idosas em ritmo árabe. A coreografia é intitulada “A Lenda”.

29 de setembro (sexta-feira)

08h30 – Protagonismo do Idoso “Mestres da Vida”
Palestra sobre diversos aspectos gerontológicos que visam fomentar o protagonismo do idoso.

14h30 – Baile da Virada da Maturidade
Durante o grande baile os participantes poderão usufruir das atividade física e exercitar corpo e mente. É também um ótimo espaço de socialização.

Ø INSTITUTO BUTANTAN
Endereço: Avenida Vital Brasil, 1500, Butantã – São Paulo

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28 de setembro (sexta-feira)

Butantan na melhor idade aos 116 anos
Local de todas as atividades – Museu Biológico
Inscrições para participar das atividades – https://goo.gl/forms/9FHG3Zk8R1qJg6jk2

Público máximo – 150 pessoas
8h30 – Recepção
9h00 – Visita ao Museu Biológico

Primeiro museu do Instituto Butantan, localizado em um edifício histórico, antiga cocheira de imunização, construída na década de 1920.
O museu conta com uma exposição zoológica viva e permanente: serpentes, aranhas e escorpiões podem ser vistos em recintos que recriam seu ambiente (biodioramas). Além disso, outros animais como lagartos, peixes e insetos também fazem parte da exposição.
Duração – 30 minutos
Responsável – Giuseppe Puorto

9h30 – Bate-papo – Pesquisa, cultura e vida nos 116 anos de Butantan – No auditório do Museu Biológico
Abertura com Rui Curi – Diretor do Centro de Desenvolvimento Cultural do Instituto Butantan.
Luciana Mônaco – Coordenadora do Circuito Butantan da Maior Idade
O Circuito Butantan da Maior Idade​ viabiliza o contato com artes, meio ambiente, cinema, fotografia e divulgação da ciência, além de atividades ligadas à saúde mental e física. O Butantan oferece o programa desde março de 2015, ampliando o público que se beneficia das suas atividades de difusão científica ao abordar, para as pessoas acima de 60 anos, temas como sustentabilidade, saúde e animais venenosos.
Osvaldo Augusto Brazil Esteves Sant’Anna – Família e pesquisa no Butantan
Bisneto mais velho do Vital Brazil, vai falar sobre curiosidades da família, como se tornou pesquisador na área e os avanços que acompanhou ao longo da carreira.
Prof. Henrique Moises Canter – Arquitetura e cultura no Butantan
Há mais de 50 anos como funcionário do Butantan, vai falar sobre a história arquitetônica dos prédios do Butantan, mostrando a evolução do Parque e também dos museus.
Giuseppe Puorto – Caminhos das serpentes
Diretor do Museu Biológico, funcionário do Butantan há 40 anos e biólogo vai falar sobre os avanços das pesquisas com animais peçonhentos e curiosidades sobre o tema.
Aberto ao público para perguntas

10h30 – Mão na Cobra – Venha sentir a textura do animal vivo
O objetivo é proporcionar aos visitantes a oportunidade de manipular falsas-corais e dormideiras. A atividade é acompanhada por biólogos, que esclarecem dúvidas sobre os animais, discutem o papel das serpentes na natureza e sua importância para o homem. A atividade permite a manipulação de certas espécies de serpentes pela população com acompanhamento de especialistas que esclarecem dúvidas.
Responsável – Giuseppe Puorto 2627-9535.
Duração – 60 minutos
11h30 – Brunch

ØCRT DST/Aids
Local: Terminal Jabaquara
28 de setembro (quinta-feira)
9h – Mutirão de testagens de HIV em idosos

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

 

Hoje é o Dia Mundial da Saúde Sexual

Instituído pela World Association for Sexual Health (WAS) em 2010, hoje, 4 de setembro, é celebrado o Dia Mundial da Saúde Sexual. A iniciativa promove a educação sexual em prol de uma vida saudável. Rogério Bonassi Machado, ginecologista e 2º vice-presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp) esclarece as principais dúvidas sobre a sexualidade feminina e ressalta a importância de a mulher sempre ter o acompanhamento médico durante sua vida.

A saúde sexual inclui uma ampla variedade de assuntos como comportamento, doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e reprodução humana. E os cuidados também variam e dependem exclusivamente das condições clínicas que cada mulher apresenta, como infecções vaginas, dores durante a relação sexual e aspectos relacionados aos métodos anticoncepcionais.

As mulheres com vida sexual ativa e que não desejam engravidar são candidatas ao uso dos contraceptivos. No entanto, a escolha do melhor método nem sempre é uma decisão fácil. Fatores como o período de uso (eventual ou prolongado), a melhor época para a gravidez e as preferências individuais são levadas em consideração.

desenho mulher

“Por esse motivo, os diagnósticos precisos são necessários para podermos indicar o melhor método contraceptivo para cada tipo de caso. Se houver algum problema com a saúde sexual da paciente, como corrimento vaginal ou infecções pélvicas, ela será encaminhada para um tratamento adequado”, informa Machado.

Uma das novidades nos métodos anticoncepcionais para as mulheres são as chamadas camisinhas femininas. Apesar de lançadas há cerca de 20 anos, só há pouco tempo passaram a ganhar mais atenção das fabricantes de preservativos. Uma de suas vantagens, além da contracepção, é a prevenção contra as DSTs.

Já a pílula do dia seguinte não deve ser confundida com um método anticoncepcional. Ela deve ser utilizada quando há presunção de falha que possa culminar em gravidez. No Brasil, seu uso deve ser em até 72 horas após o ato. Embora não existam evidências sobre os prejuízos à saúde com sua utilização diária, a repetição rotineira desse recurso não é recomendável.

DST com maior incidência, o HPV é cercado de mitos, e um deles é o de que pode levar a doenças neurológicas, fato que o médico desmente. “Recomenda-se que a vacina seja realizada em larga escala em meninas a partir dos 9 anos de idade, e em meninos a partir dos 11. A ocorrência de eventos adversos relacionados à vacina é extremamente baixa e não existem evidências de relação causal com as doenças neurológicas”, esclarece o especialista, lembrando que a moléstia é a principal causadora do câncer de colo de útero.

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Imagem: Agência Aids

Mas e se a mulher sentir dor durante a relação sexual, isso é normal? O ginecologista afirma que não. “Problemas emocionais ou orgânicos podem ser os responsáveis e a avaliação ginecológica é indicada nesse sentido. Por isso é importante que as mulheres se atentem aos exames ginecológicos anuais e à coleta de papanicolau, que são mandatórios em mulheres em idade reprodutiva”, reforça o médico.

Fonte: Sogesp

 

Dia do Orgasmo: será que há o que comemorar?

Hoje, 31 de julho, é Dia do Orgasmo, mas para metade das brasileiras não há o que comemorar. Segundo pesquisa realizada pelo Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo (Prosex), 55,6% das brasileiras apresentam dificuldades para atingir o orgasmo. A ausência do orgasmo nas mulheres é considerada uma disfunção sexual, que leva o nome de Transtorno Orgásmico Feminino, ou popularmente chamado de anorgasmia.

Os vilões do orgasmo feminino

Segundo Marina Simas de Lima, psicóloga, especialista em Sexualidade Humana, Terapeuta de Casal e cofundadora do Instituto do Casal, para a mulher atingir o orgasmo é preciso a combinação de fatores biológicos, psicológicos e culturais. “As causas físicas mais comuns do Transtorno Orgásmico envolvem doenças que atingem o sistema nervoso, como a esclerose múltipla, doença de Parkinson e epilepsia, por exemplo. Depois temos as doenças crônicas, como diabetes e a aterosclerose que interferem na circulação sanguínea, essencial para a função sexual”, comenta Marina.

Para a também psicóloga, terapeuta de Casal e cofundadora do Instituto do Casal, Denise Miranda de Figueiredo, as causas psicológicas também são importantes. “A culpa sexual é bastante prevalente, normalmente ligada à educação religiosa ou mais repressora. Ansiedade, estresse, depressão e conflitos nos relacionamento também são frequentes, assim como baixa autoestima, problemas com a imagem da região genital e falta de conhecimento da própria anatomia vaginal”, explica Denise.

Segundo as especialistas, o uso de medicamentos antidepressivos é outro fator que contribui para o Transtorno Orgásmico. Eles podem retardar ou tirar totalmente a capacidade de atingir o orgasmo. Uma pesquisa de 2006 mostrou que cerca de um terço das mulheres que tomam os antidepressivos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) relatam problemas com o orgasmo.

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Vaginas são diferentes, orgasmos idem

Um mito bastante arraigado na crença popular é sobre o tipo de orgasmo feminino: vaginal ou clitoriano. Algumas mulheres só conseguem atingir o orgasmo com a estimulação do clitóris e outras conseguem com a penetração. A explicação pode estar nas diferenças das ramificações do nervo pudendo, responsável pela sensibilidade do períneo, lábios vaginais, ramos retais e clitóris. Quando este nervo se ramifica leva a diferenças na sensibilidade de certas áreas.

Segundo a ginecologista norte-americana Deborah Coady, em seu livro Healing Painfull Sex, o sistema nervoso pélvico varia muito de uma mulher para outra e cada uma possui diferentes terminações nervosas nas cinco zonas erógenas, como clitóris, entrada da vagina, colo do útero, ânus e períneo. Isso ajuda a explicar porque algumas mulheres têm mais sensibilidade no clitóris e outras na entrada da vagina. “Mas, de qualquer maneira precisamos lembrar que não importa como a mulher atinge o orgasmo, o importante é experimentá-lo”, diz Marina.

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Masturbação é uma das chaves para chegar ao orgasmo

Pesquisa do Prosex mostrou que 40% das mulheres brasileiras não se masturbam. “Esse é um destaque muito importante na área da sexualidade humana, já que a masturbação é uma das chaves essenciais para se conhecer o próprio corpo, suas zonas de prazer e entender como conseguimos alcançar o orgasmo, dizem as especialistas.

“O tratamento para mulheres que apresentam o Transtorno Orgásmico requer alguns passos importantes. O primeiro é buscar ajuda com um ginecologista e se certificar de que não há nenhum problema físico ou hormonal que possa estar dificultando o alcance do orgasmo. Os problemas orgânicos devem ser diagnosticados e tratados”, diz Marina.

“As causas psicológicas também são importantes. Por isso, é fundamental buscar também a ajuda de um psicoterapeuta especializado em sexualidade humana para compreender o que poderia estar afetando o alcance do orgasmo. A psicoterapia pode ajudar na diminuição da ansiedade, estresse, melhorar a autoestima, a percepção corporal com exercícios diretivos que ajudarão a mulher a ter uma qualidade sexual melhor”, diz Denise.

“Por fim, incluir o parceiro ou a parceira no tratamento também é um passo essencial para o tratamento do Transtorno Orgásmico, pois isso amplia as possibilidades do casal conversar abertamente sobre o tema e se ajudar mutuamente na busca do prazer, deixando o corpo responder de forma natural”, finalizam as especialistas.

Fonte: Instituto do Casal

Fim da dor na relação durante a menopausa

Vamos tocar em um assunto sério e que é meio tabu, algo que as mulheres não gostam de comentar, nem com as amigas. Porém, cerca de 18% da população feminina sofre com algum tipo de transtorno de dor ligado à penetração dolorosa. Há quem culpe os hormônios e até os parceiros, mas sabe-se que, comprovadamente, o tratamento de fisioterapia pélvica reduz a dor na relação sexual até em mulheres menopausadas

Uma grande parte das mulheres tem a vida sexual afetada após entrar na menopausa, muitos acreditam que somente o desejo é alterado pela redução de hormônios nessa fase da vida e a tão falada redução da lubrificação vaginal. Porém, o que não sabem é que o canal pode se tornar menos flexível e que muitas sentem dor na penetração vaginal, isso faz com que as mulheres evitem seus parceiros com medo de sentirem dor.

Débora Pádua, fisioterapeuta uroginecológica especialista em dor na relação sexual, conta que alguns hormônios locais ou lubrificantes são indicados pelos ginecologistas e colaboram para que o desconforto seja menor, mas muitas mulheres continuam a sentir dor e pensam que é algo “normal” pela idade e que a vida sexual pode se encerrar.

“Isso é um engano já que não existe uma idade limite para se ter uma vida sexual saudável e ativa, para isso a fisioterapia pélvica pode ajudar neste transtorno. Com técnicas específicas como massagem perineal, eletroestimulação intracavitária, exercícios pélvicos ajudam a melhorar a flexibilidade, hidratação e redução da dor na relação ou mesmo para realizar exames ginecológicos”, diz.

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As sessões são realizadas semanalmente e a taxa de sucesso do tratamento é entre 70 a 100%. “Sexo deve ser sinônimo de prazer e nunca de dor mesmo estando na menopausa”, finaliza a especialista que em 2014 inaugurou em SP a 1ª Clínica de Fisioterapia Especialista em Dor na Relação Sexual. O espaço, que leva seu nome, faz atendimento exclusivo a mulheres que tem dificuldade na penetração sem a presença de dor ou mesmo as que não conseguem ter nenhum tipo de penetração.

Fonte: Débora Padua é educadora e fisioterapeuta sexual Graduada pela Universidade de Franca (SP), durante 5 anos fez parte do corpo clínico da Clínica Dr. José Bento de Souza, e foi responsável pelo setor de Uroginecologia do Centro Avançado em Urologia de Ribeirão Preto (SP). Atualmente atende em sua clínica na capital paulista especializada no tratamento de vaginismo.

 

 

 

Pesquisa mostra quais sentidos mais influenciam no desejo sexual

Por meio dos sentidos, os seres vivos percebem e reconhecem características do meio ambiente em que se encontram. Os mais conhecidos são cinco: a visão, a audição, o tato, o paladar e o olfato. Esses sentidos podem estimular o envolvimento e a participação da pessoa nas práticas sexuais ao receber estímulos com sentido erótico. Em resposta, o corpo físico envia sinais para o cérebro que está sentindo prazer e satisfação, então o corpo produz alterações fisiológicas que estimulam a vontade e o desejo sexual.

A fisioterapeuta e sexóloga Fabiane Dell’Antônio realizou uma pesquisa sobre a influência dos sentidos no desejo sexual com os clientes de um site de revendas de produtos sensuais. Participaram 235 pessoas sendo 74,9% mulheres e 25,1% homens. Dos entrevistados, 60,8% têm até 29 anos, 57,9% são casados e 23,8% namorando. Destes, 87,2% são heterossexuais e 38,11% estão em relacionamentos de até três anos.

A maioria dos entrevistados, 74,9%, relata que gostaria de ter mais desejo sexual, e 68,5% gostaria que seus parceiros sentissem mais desejo sexual. Com esses resultados, a sexóloga observou a necessidade das pessoas melhorarem os estímulos sexuais e terem iniciativas para aumentar o desejo individual e entre o casal.

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Quando questionados sobre qual dos sentidos mais provoca desejo sexual, os resultados: 86,4% disseram que o toque é o sentido que mais favorece o desejo sexual, seguido por visual (imagens) com 47,2%. O auditivo (sons) teve 39,6%, o olfato (cheiro) 38,3%, e, por último, a gustação (sabor), escolhida por 16,6% dos entrevistados.

“A pesquisa identifica que o toque é o estímulo que mais favorece o desejo sexual durante as preliminares. Por isso a importância desse momento que antecede a penetração. Afinal, quando a pessoa recebe estímulos prazerosos estará mais excitada, e com isto facilitará o prazer sexual”, explica Fabiane.

Ela completa que quanto mais a pessoa sente prazer nas práticas sexuais, mais desejo terá em realizar estes posteriormente, e feliz estará o casal. “As pessoas querem melhorar o desejo sexual de si mesmas e dos seus parceiros, e o toque é o sentido que mais favorece isso”, conclui.