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“O principal componente da SII é a alteração do eixo cérebro-intestino”

Cristine Lengler, gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde, nesta entrevista, explica que a síndrome do intestino irritável é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. Sim, muitos podem achar que os alimentos são os vilões, mas, na verdade, é o cérebro o principal ator neste drama.

Cristine afirma que muitos pacientes chegam ao consultório após uma via crucis de atendimentos anteriores. E que algo muito comum, e preocupante, é que muitos desistem do tratamento, pois querem resultados rápidos. Ela avisa que é preciso ter paciência, pois não existem curas milagrosas, muito menos imediatas.

Confira abaixo a entrevista exclusiva:

Pergunta-Como define a síndrome do intestino irritável – SII?

Resposta-A síndrome do intestino irritável acomete o intestino e é uma condição comum na população mundial, sendo parte do grupo de distúrbios funcionais associados a alterações do eixo cérebro-intestino. É definida pela presença de dor abdominal associada à alteração do hábito intestinal (diarreia, constipação ou ambos). Na ausência de doença orgânica associada.

P-A SII parece ser algo difícil de diagnosticar, concorda? Por quê?

R-O diagnóstico da síndrome não é difícil, mas requer a exclusão de algumas situações que podem causar sintomas semelhantes, uma vez que não temos um exame específico que a diagnostique. Uma vez excluídas causas orgânicas importantes, na ausência de alterações laboratoriais e com quadro clínico compatível, faz-se o diagnóstico da síndrome. Se uma pessoa tem diarreia com frequência, a motilidade está alterada e um teste que confirme isso não me dará um diagnóstico. É preciso fazer alguns exames, como a colonoscopia ou calprotectina fecal, por exemplo. Porém é preciso analisar caso a caso, depende do sintoma, da história e do exame físico individual.

P-Há uma impressão que o número de pessoas com a SII e/ou com a Intolerância à Lactose está aumentando. É fato ou impressão mesmo? Tem algum número atual?

R-Os trabalhos mostram que a prevalência da doença tem sido estável. Os sintomas de síndrome do intestino irritável acometem aproximadamente 10% a 15% da população mundial.

P-Sempre ouvimos que humanos são os únicos mamíferos que continuam a tomar leite depois de crescerem. Leite não seria natural ou necessário fora da fase da amamentação?

R-Isso não procede. O leite e seus derivados são a principal fonte de cálcio na infância e também são importantes fontes de cálcio na idade adulta. Apenas intolerantes à lactose e portadores de algumas condições gastroenterológicas específicas não devem consumir leite e derivados.

P-Pessoas com a SII comentam que os profissionais não as levam a sério nas consultas. Há uma falta de conhecimento sobre o problema?

R-Como médica gastroenterologista, vejo muitos pacientes com síndrome do intestino irritável no meu dia a dia. Pessoalmente, não posso dizer que seja uma realidade de mau atendimento médico, no sentido de menosprezar a queixa do paciente, mas acho que muitos pacientes podem assim interpretar ao ouvirem do médico que se trata “apenas” da síndrome do intestino irritável, quando, na verdade, estão tentando tranquilizar o paciente no sentido de que não é uma condição grave que possa colocar a vida em risco.

Para atendermos bem um paciente com síndrome do intestino irritável é necessário um tempo maior de consulta, o que muitas vezes não é possível. Além disso, há a necessidade de entendermos melhor a realidade do paciente e contextualizar os sintomas. Os aspectos emocionais são realmente muito importantes. Para isso é necessário que se estabeleça uma boa relação médico-paciente. E o paciente também precisa entender que muitas vezes leva-se certo tempo até conseguir melhorar os sintomas, não é incomum precisarmos de mais de uma tentativa medicamentosa, além da abordagem dos aspectos emocionais.

P-O lado emocional pesa, mas a alimentação parece ser o gatilho mais importante. Ou não?

R-Não, a alimentação não é o gatilho mais importante. O alimento dispara o sintoma, mas não causa o problema. A SII é uma doença funcional em que o principal componente é a alteração do eixo cérebro-intestino. O fator essencial na síndrome são as alterações de motilidade e de hipersensibilidade visceral mediados pelo sistema nervoso central. Pessoas com SII têm o intestino com uma sensibilidade maior. Por exemplo, uma quantidade de gases que para uma pessoa sem o problema seria normal, para quem tem a síndrome dá a sensação de estufamento.

Ou seja, o paciente tem uma sensibilidade exacerbada, o que chamamos de hipersensibilidade visceral. Nessas pessoas, a movimentação do intestino fica alterada, seguindo o comando que vem do cérebro. O cérebro de quem tem SII, quando associado a fatores estressores, dá uma resposta alterada, liberando substâncias que, no intestino, vão provocar hipersensibilidade e sensação de motilidade. E essas alterações realimentam o cérebro com estímulos, aumentando a sensação de dor. Ou seja, é um caminho de duas vias.

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P-Algumas pessoas não concordam quando se fala que o mais importante é o lado emocional, dizendo que não têm problemas.

R-Muitas vezes não há um diagnóstico psiquiátrico. Pessoas com SII têm respostas exacerbadas ao estresse, como falei antes. Não é porque uma pessoa é mega-ansiosa, megaestressada que vai passar mal. O cérebro de quem tem SII dá respostas inadequadas a qualquer coisa, não precisa ser um evento importante, como uma discussão com o chefe, basta que o cérebro libere substâncias que disparem estímulos nervosos. Isso é inconsciente, a pessoa não percebe.

P-Dizem que não morremos por causa da SII, mas morreremos com ela. Não há mesmo cura?

R-Não existe cura. A pessoa com síndrome do intestino irritável, ao longo da vida, costuma ter períodos sem sintomas alternados com períodos mais sintomáticos. Mas a síndrome é tratável.

P-Há estudos novos que trazem alguma esperança em tratamento ou descoberta mais rápida do problema? Novos exames?

R-Não, por enquanto.

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P-Quais as dicas para se viver com a SII e IL da melhor forma possível?

R-Inicialmente, procurar atendimento médico logo e não deixar de comunicar seu médico quando ocorrerem intensificação dos sintomas. O tratamento da síndrome do intestino irritável tem dois focos: alívio dos sintomas com medicação e alimentação adequada; e modificação da resposta ao estresse. A parte emocional é muito importante. Abordagens que modifiquem a resposta ao estresse ajudam muito, como psicoterapia, exercícios de relaxamento, atividade física regular e mindfullness. No caso desta última, não foi que um pessoal “paz e amor” que falou que funciona, há trabalhos científicos demostrando bons resultados.

A dieta pode auxiliar e é orientada conforme os sintomas (se diarreia, se constipação, se distensão). Se houver constipação, o consumo de mais líquidos e de alimentos ricos em fibras auxiliam; quando predomina distensão, orientamos uma dieta com alimentos pouco fermentativos. Em geral, a orientação alimentar depende dos sintomas apresentados. Quando essas medidas não são suficientes pode-se optar por adotar uma dieta com restrição de FODMAPs.

FODMAP é o conjunto de alimentos fermentáveis que são mal absorvidos pelo nosso organismo e que podem causar desconforto intestinal. Eles são classificados como oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis. Os alimentos fermentáveis referidos são os carboidratos não digeridos pelo trato digestivo humano. Assim, esta alta osmolaridade e a formação de gases pela microbiota intestinal acabam por desencadear os referidos sintomas.

Quando adotamos uma dieta com baixo teor de FODMAPS a ideia é identificarmos os alimentos desencadeadores de sintomas. Não é o objetivo manter a restrição de todo o grupo para sempre. O ideal é que, após a pessoa se sentir melhor, vá reintroduzindo os alimentos gradativamente até identificar os específicos de modo que, posteriormente, sejam evitados apenas os alimentos desencadeadores, e que a dieta não fique muito restrita por muito tempo. Manutenção de dieta com pouco FODMAPs por longo prazo pode levar a várias deficiências nutricionais. Não é recomendada a adoção desse tipo de dieta sem acompanhamento profissional.

TIPOS DE FODMAP   ONDE ENCONTRAR?*
Monossacarídeos (frutose) Xarope de milho, mel, néctar de agave, maçã, pera, manga, aspargos, cereja, melancia, sucos de fruta, ervilha.
Dissacarídeos (lactose) Leite de vaca, leite de cabra, leite de ovelha, sorvete, iogurte, nata, creme, queijo ricota e cottage.
Oligossacarídeos (fructans) Cebola, alho, alho-poró, trigo, cuscuz, farinha, massa, centeio, caqui, melancia, chicória, dente-de-leão, alcachofra, beterraba, aspargos, cenoura vermelha, quiabo, chicória com folhas vermelhas, couve
Oligossacarídeos (GOS Lentilhas que não foram enlatadas, grãos de bico que não foram enlatados, grãos enlatados, feijão, ervilha, grãos integrais de soja.
Polióis Xilitol, manitol, sorbitol, glicerina, maçã, damasco, pêssego, nectarina, pera, ameixa, cereja, abacate, amora, lichia, couve-flor, cogumelos.

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P-Como substituir os alimentos que na teoria fazem mal?

R-A substituição vai depender de qual alimento será retirado da dieta, portanto isso é analisado caso a caso.

P-Li que alguns profissionais recomendam a criação de um diário com a lista do que se comeu.

R-Fazemos isso quando a pessoa está em tratamento, mas não melhora. Tentamos identificar alimentos que fazem mal para ela. Ou seja, é caso a caso, não há uma fórmula que vale para todos. É individual, conforme sintomas e evolução. Como falei antes, a alimentação faz parte do tratamento. Há casos nos quais conseguimos identificar um alimento e o tirarmos, mas varia de um paciente para outro.

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P-Quais dicas são importantes para quem tem SII?

R-A primeira coisa é ter cuidado com blogs que trazem informações erradas. Dão fórmula disso, receitas daquilo, chás que curam… As pessoas querem algo milagroso, e isso não existe! Outro problema muito comum, a pessoa não tem paciência de persistir no tratamento. Ela chega no meu consultório, por exemplo, depois de passar com vários médicos antes e já quer resultado. Não há um remédio superbom para a SII. Prescrevemos um medicamento e não dá certo, voltamos ao zero. Às vezes, na terceira ou quarta tentativa funciona, mas o paciente não tem paciência e isso acaba atrapalhando um pouco.

A vida agitada, como, por exemplo, a que levamos aqui em são Paulo, não ajuda. É uma cidade complicada, muito trabalho, muito trânsito, muitos problemas e a SII é uma doença na qual o estresse piora muito os sintomas. Por isso, técnicas de relaxamento e mindfulness ajudam muito. E, claro, procurar ajuda médica. Isso porque os sintomas da síndrome podem esconder inúmeras doenças, até graves, e a pessoa pode achar que não é nada. Ou o contrário, ela achar que tem algum problema de saúde sério e é mesmo a SII.

Cristine Lengler é Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Especialista em Gastroenterologia Clínica pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, atua como médica gastroenterologista do Fleury Medicina e Saúde. É membro fundador do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)

*Tabela cedida pela médica

 

 

 

 

 

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Bolo Fodmap de Cenoura para pessoas com restrições alimentares

Uma pergunta comum quando se segue a dieta do Fodmap é em torno do uso de farinha de trigo espelta, também conhecida como trigo selvagem ou trigo ancestral. Recentemente, a Monash University publicou um artigo sobre esta farinha e a tolerância para aqueles que seguem a dieta do Fodmap.

A análise concluiu que, enquanto a farinha de trigo espelta tende a ser menor em Fodmaps do que a farinha de trigo tradicional, ela ainda tem um conteúdo Fodmap maior do que as farinhas sem glúten. Com isso em mente, é importante que você conheça sua própria tolerância a determinados ingredientes e, se decidir consumir este tipo de farinha, certifique-se de limitar sua ingestão.

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A seguir uma receita que leva este ingrediente:

Bolo Fodmap de Cenoura

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Ingredientes

1 xícara de chá de farinha de trigo espelta comum (trigo selvagem ou trigo ancestral)
3/4 xícara de açúcar demerara
125g de nozes trituradas (você sempre pode picar nozes inteiras)
1 1/2 xícaras de chá de cenoura ralada
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de canela
175g de óleo de coco
2 ovos

Modo de fazer

1. Pré-aqueça o forno a 180 °C e forre uma fôrma redonda com papel manteiga.
2. Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes secos com a cenoura ralada. Dê uma rápida mexida para que a cenoura se misture, isso ajuda um pouco quando você adiciona ingredientes úmidos.
3. Se o seu óleo de coco tiver solidificado, aqueça-o suavemente para devolvê-lo ao estado líquido e adicione-o aos seus ingredientes secos juntamente com os ovos. Misture bem todos os ingredientes para combinar.
4. Despeje a mistura em sua fôrma pré-preparada e asse por cerca de 45 minutos, ou até que um palito saia limpo. Retire do forno, uma vez cozido, e deixe descansar por 5 minutos antes de virar e desenformá-lo.

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Fonte: Fructose & Friendly

Alimentos que causam inchaço (e como substituí-los)

Inchaço é quando sua barriga parece intumescida ou aumentada depois das refeições.Geralmente isso é causado por gases ou outros problemas digestivos. Inchaço é algo muito comum. Cerca de 16% a 30% das pessoas dizem que o experimentam regularmente.

Embora o inchaço possa ser um sintoma de uma condição médica grave, geralmente é causado por algo presente na dieta. Abaixo estão 13 alimentos que podem causar inchaço, juntamente com sugestões sobre o que comer em vez disso. 

É importante frisar que as pessoas frequentemente confundem “inchaço” com “retenção líquida”, que envolve quantidades aumentadas de fluido no corpo. Preste atenção ao seu problema para encontrar a solução correta.

1. Feijão

Feijão é um tipo de leguminosa. Contém grandes quantidades de proteína e carboidratos saudáveis. Os feijões também são muito ricos em fibras, além de várias vitaminas e minerais. No entanto, a maioria dos grãos contém açúcares chamados alfagalactosídeos, que pertencem a um grupo de carboidratos chamados FODMAPs.
Os FODMAPs (oligo-, di-, mono-sacarídeos e polióis fermentáveis) são carboidratos de cadeia curta que escapam da digestão e são fermentados pelas bactérias intestinais no cólon. O gás é um subproduto desse processo.

Para pessoas saudáveis, os FODMAPs simplesmente fornecem combustível para as bactérias digestivas benéficas e não causam nenhum problema. No entanto, para indivíduos com síndrome do intestino irritável, outro tipo de gás é formado durante o processo de fermentação. Isso pode causar grande desconforto, com sintomas como inchaço, flatulência, cólicas e diarreia. Deixá-lo de molho é uma boa maneira de reduzir os FODMAPs nos beans. Mudar a água da imersão várias vezes também pode ajudar.

O que comer em vez disso: alguns tipos de feijão são mais fáceis no sistema digestivo. Feijão carioca e feijão preto podem ser mais digeríveis, especialmente após ficarem de molho. Você também pode substituir o feijão por grãos, carne ou quinoa.

2. Lentilhas

Lentilhas também são leguminosas. Elas contêm grandes quantidades de proteínas, fibras e carboidratos saudáveis, além de minerais como ferro, cobre e manganês. Por causa de seu alto teor de fibra, podem causar inchaço em indivíduos sensíveis. Isto é especialmente verdadeiro para pessoas que não estão acostumadas a comer muita fibra. Como feijões, também contêm FODMAPs. Estes açúcares podem contribuir para a produção excessiva de gás e inchaço.No entanto, deixando-as de molho ou lavando-as várias vezes antes de comê-las pode torná-las muito mais fáceis de serem digeridas pelo sistema digestivo.

O que comer em vez disso: lentilhas de cor clara são geralmente mais baixas em fibras do que as mais escuras, e podem, portanto, causar menos inchaço, especialmente após o molho

3. Bebidas Carbonatadas, como refrigerantes

Bebidas carbonatadas são outra causa muito comum de inchaço. Essas bebidas contêm quantidades elevadas de um gás, o dióxido de carbono. Quando você bebe uma dessas bebidas, acaba engolindo grandes quantidades desse gás. Alguns gases ficam presos no sistema digestivo, o que pode causar inchaço desconfortável e até cólicas.

O que beber em vez disso: água pura é sempre melhor. Outras alternativas saudáveis incluem café, chá e água com sabor de frutas.

4. Trigo

O trigo tem sido altamente controverso nos últimos anos, principalmente porque contém uma proteína chamada glúten. Apesar da controvérsia, o trigo ainda é amplamente consumido. É ingrediente da maioria dos pães, massas, tortilhas e pizzas, bem como produtos de panificação como bolos, biscoitos, panquecas e waffles. Para pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten, o trigo causa grandes problemas digestivos. Isso inclui inchaço, gases, diarreia e dor de estômago.O trigo também é uma fonte importante de FODMAPs que podem causar problemas digestivos em muitas pessoas.

O que comer em vez disso: existem muitas alternativas ao trigo, como aveia pura, quinoa, trigo mourisco, farinha de amêndoa e farinha de coco.

5. Brócolis e outros vegetais crucíferos

A família de vegetais crucíferos inclui brócolis, couve-flor, couve, couve de bruxelas e vários outros. Estes são muito saudáveis, contendo muitos nutrientes essenciais como fibra, vitamina C, vitamina K, ferro e potássio. No entanto, eles também contêm FODMAPs, por isso podem causar inchaço em algumas pessoas. Cozinhar vegetais crucíferos pode torná-los mais fáceis de digerir.

O que comer em vez disso: existem muitas alternativas possíveis, incluindo espinafre, pepino, alface, batata doce e abobrinha.

6. Cebola

As cebolas são vegetais de bulbo subterrâneos com um sabor único e poderoso. Raramente são comidas inteiras, mas são populares em refeições cozidas, acompanhamentos e saladas. Apesar de serem consumidas em pequenas quantidades, as cebolas são uma das principais fontes alimentares de frutanos, fibras solúveis que podem causar inchaço. Além disso, algumas pessoas são sensíveis ou intolerantes a outros compostos em cebolas, especialmente nas versões cruas. Portanto, cebolas são uma causa conhecida de inchaço e outros desconfortos digestivos. Cozinhá-las pode reduzir esses efeitos digestivos.

O que comer em vez disso: tente usar ervas frescas ou especiarias como uma alternativa. 

7. Cevada

Cereal comumente consumido, muito nutritivo, pois é rico em fibras e contém grandes quantidades de vitaminas e minerais como molibdênio, manganês e selênio. Por causa de seu alto teor de fibra, a cevada integral pode causar inchaço em pessoas que não estão acostumadas a comer muita fibra. Além disso, contém glúten. Isso pode causar problemas para pessoas que são intolerantes.

O que comer em vez disso: cevada refinada, como cevadinha, que pode ser melhor tolerada. A cevada também pode ser substituída por outros grãos ou pseudocereais como aveia, arroz integral, quinoa ou trigo sarraceno. 

8. Centeio

O centeio é um cereal que está relacionado ao trigo.É muito nutritivo e uma excelente fonte de fibras, manganês, fósforo, cobre e vitaminas B. No entanto, também contém glúten, uma proteína que muitas pessoas são sensíveis ou intolerantes. Por causa de seu alto teor de fibra e glúten, pode ser uma das principais causas de inchaço em indivíduos sensíveis.

O que comer em vez disso: outros grãos ou pseudocereais, incluindo aveia, arroz integral, trigo mourisco ou quinoa. 

9. Produtos Lácteos

Laticínios são altamente nutritivos, bem como excelentes fontes de proteína e cálcio. Há muitos produtos lácteos disponíveis, incluindo leite, queijo, cream cheese, iogurte e manteiga. No entanto, cerca de 75% da população mundial não consegue decompor a lactose, o açúcar encontrado no leite, condição conhecida como intolerância à lactose. Se você é intolerante à lactose, laticínios podem causar grandes problemas digestivos. Os sintomas incluem inchaço, gases, cólicas e diarreia. 

O que comer em vez disso: pessoas que são intolerantes à lactose às vezes podem manipular creme e manteiga, ou laticínios fermentados como iogurte. Produtos lácteos sem lactose também estão disponíveis. Outras alternativas ao leite normal incluem leite de coco, amêndoa, soja ou arroz. 

10. Maçã

As maçãs estão entre as frutas mais populares do mundo. São ricas em fibras, vitamina C e antioxidantes, e têm sido associados a uma série de benefícios para a saúde. Porém, também são conhecidas por causar inchaço e outros problemas digestivos para algumas pessoas. Os culpados são a frutose (que é um FODMAP) e o alto teor de fibras. A frutose e a fibra podem ser ambas fermentadas no intestino grosso e podem causar gases e inchaço. Maçãs cozidas podem ser mais fáceis de digerir do que as frescas.

O que comer em vez disso: outras frutas, como bananas, mirtilos, toranjas, tangerinas, laranjas ou morangos. 

11. Alho

 O alho é incrivelmente popular, tanto para dar sabor quanto como um remédio para a saúde. Como as cebolas, o alho contém frutanos, que são FODMAPs que podem causar inchaço. Alergia ou intolerância a outros compostos encontrados no alho também é bastante comum, com sintomas como inchaço, arrotos e gases. No entanto, cozinhar o alho pode reduzir esses efeitos.

O que comer em vez disso: tente usar outras ervas e especiarias em sua cozinha, como tomilho, salsa, cebolinha ou manjericão.

12. Açúcar de álcool

 Açúcares de álcool são usados para substituir o açúcar em alimentos sem açúcar e gomas de mascar. Tipos comuns incluem xilitol, sorbitol e manitol. Eles também são FODMAPs e tendem a causar problemas digestivos, uma vez que atingem o intestino grosso inalterado, onde as bactérias se alimentam deles. Consumir grandes quantidades de açúcar de álcool pode causar problemas digestivos, como inchaço, gases e diarréia.

O que comer em vez disso: Eritritol é também um álcool de açúcar, mas é mais fácil na digestão do que os mencionados acima. A estévia também é uma alternativa saudável ao açúcar e aos álcoois de açúcar.

13. Cerveja

 
Todo mundo já ouviu falar do termo “barriga de cerveja”. Refere-se não só ao aumento da gordura da barriga, mas também ao inchaço causado pelo consumo de cerveja.

A cerveja é uma bebida carbonatada feita a partir de fontes de carboidratos fermentáveis, como cevada, milho, trigo e arroz, juntamente com algumas leveduras e água. Portanto, contém tanto gás (dióxido de carbono) quanto carboidratos fermentáveis, duas causas bem conhecidas de inchaço. Os grãos usados para preparar a cerveja também contêm glúten.

O que beber em vez disso: a água é sempre a melhor bebida, mas se você está procurando alternativas alcoólicas, em seguida, vinho tinto, vinho branco ou aguardente podem causar menos inchaço.

Outras maneiras de reduzir o inchaço

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O inchaço é um problema muito comum, mas muitas vezes pode ser resolvido com alterações relativamente simples. Existem várias estratégias que podem ajudar a reduzir o inchaço, descritas neste artigo. Se você tem problemas digestivos persistentes, então você pode querer considerar uma dieta de baixo FODMAP. Pode ser incrivelmente eficaz, não apenas por inchaço, mas também por outros problemas digestivos. No entanto, certifique-se de também consultar um médico para descartar uma condição médica potencialmente grave.

Guarde para você

Se tiver problemas com inchaço, então as chances são de que um alimento nesta lista seja o culpado é muito grande. Dito isto, não há razão para evitar todos esses alimentos, apenas os que causam problemas pessoais. Se você achar que um determinado alimento constantemente o deixa inchado, simplesmente evite-o. Nenhum alimento vale tanto sofrimento.

Fonte: Health Line: artigo nutricional baseado em evidências de especialistas da Authority Nutrition (EUA)

 

Ensaio clínico demonstra sucesso de dieta low FODMAP

Uma mudança na dieta pode melhorar a vida daqueles diagnosticados com um distúrbio intestinal comum, mas de difícil tratamento. Esse é o resultado de uma pesquisa do Sistema de Saúde da Universidade de Michigan, apresentada na Digestive Disease Week, que estudou pela primeira vez nos Estados Unidos o resultado de seguir uma dieta cuidadosamente controlada para melhorar os sintomas e a qualidade de vida das pessoas com a síndrome do intestino irritável.

“Este é o único ensaio clínico metodicamente rigoroso para mostrar que a terapia baseada na dieta pode não apenas melhorar os sintomas, mas também a qualidade de vida em pacientes com SII”, diz a professora-assistente e gastroenterologista da UM Shanti Eswaran, que pesquisa o papel da dieta e alimentos em doenças intestinais funcionais, como a SII.

A síndrome do intestino irritável pode ser altamente debilitante, se não virtualmente paralisante, e afetar o trabalho, o sono e as relações pessoais e familiares. A maioria dos tratamentos depende inicialmente de medicamentos que são frequentemente caros, geralmente ineficazes e causam efeitos colaterais indesejáveis. E, infelizmente, não há cura.

Muitos profissionais e pacientes recorreram à dieta como um possível tratamento, mas muitas das recomendações dietéticas não foram apoiadas por ensaios clínicos. Esse estudo, o maior do tipo, mediu o grau de alívio do FODMAP baixo, uma dieta frequentemente recomendada, que significa “oligossacarídeos, dissacáridos, monossacarídeos e polióis fermentáveis”.

Esta dieta exclui muitos compostos encontrados no trigo, certas frutas e legumes, alho, cebola e substitutos de açúcar.

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Durante um processo de seis semanas, nutricionistas registradas educaram e monitoraram o progresso de mais de 90 pacientes com SII. Cerca de metade seguiu uma dieta low FODMAP, e metade foi um grupo de controle que usou um regime de senso comum, reduzindo as grandes refeições, compulsões e irritantes conhecidos, como cafeína e álcool.

Os resultados foram impressionantes: mais de 50% dos pacientes com a dieta low FODMAP tiveram melhora importante da dor abdominal, em comparação com 20% do grupo controle. Houve também mais melhora de outros sintomas incômodos em comparação com o grupo controle: inchaço, diarreia e urgência das fezes.

Eswaran colaborou com William Chey, professor de medicina interna, Quênia Jackson, Sivaram G. Pillai, Samuel W. Chey e Theresa Han-Markey, da Universidade de Michigan, no resumo do estudo publicado na Gastroenterology.

Em quatro semanas, a proporção de pacientes com uma melhora significativa na qualidade de vida foi significativamente maior no grupo low FODMAP comparada ao grupo controle – 61% X 27%.

Embora os resultados sejam altamente encorajadores para os portadores de SII, existem algumas ressalvas importantes, diz Eswaran. Devido às muitas incógnitas sobre as causas químicas e os fatores desencadeantes da SII, a lista de alimentos “ruins” é exaustiva e elusiva, e a ajuda de um nutricionista é altamente recomendada.

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“A low FODMAP não é um tratamento novo, mas agora estamos convencidos de que realmente funciona”, diz ela. “Nosso próximo passo será determinar com mais precisão a química subjacente de como e por que certos alimentos podem produzir resultados dramaticamente diferentes para pessoas diferentes. Enquanto isso, recomendamos que os pacientes com SII conversem com seu médico e um nutricionista para navegar melhor pela dieta e assumir o controle de seus sintomas da SII”.

Eswaran recebeu financiamento para conduzir a pesquisa do Centro Nutricional e de Obesidade da Universidade do Michigan e da Prometheus Diagnostics.

Fonte: MedicalNewsToday

Para conhecer a dieta low FODMAP clique aqui.

Suco de laranja tem potencial para equilibrar a microbiota intestinal

Ingestão de suco das variedades baía e cara-cara aumentou o número de bactérias benéficas ao organismo

Por Redação Jornal da USP – Editorias: Ciências da Saúde

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Laranja cara-cara: mudanças na composição da microbiota intestinal – Foto: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/Embrapa

O primeiro estudo mundial sobre os efeitos do suco de laranja das variedades baía e cara-cara no intestino humano foi conduzido por uma pesquisadora italiana no Brasil, a bióloga Elisa Brasili, ligada ao Centro de Pesquisa em Alimentos (Food Research Center – FoRC), sediado na USP. E os resultados são animadores: a ingestão desses sucos produz mudanças benéficas na composição da microbiota intestinal.

A pesquisa, fruto de seu pós-doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, é assunto de artigo que está em avaliação por periódicos internacionais influentes. A ideia foi entender como uma intervenção dietética incluindo o alimento altera a microbiota.

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Ingestão de suco aumentou quantidade de bactérias benéficas ao organismo humano – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

“Após a ingestão do suco de laranja baía foi observado um aumento das famílias de bactérias Veillonellaceae e Ruminococcaceae que possuem diversas funções benéficas ao organismo humano, incluindo a redução das patologias inflamatórias intestinais”, conta a pesquisadora. “O que posso afirmar é que o aumento destas famílias de bactérias, que pertencem à classe Clostridia, é um bom resultado”, acrescenta. Hoje se sabe que a classe Clostridia não é composta apenas de bactérias patogênicas, como aquela que causa o botulismo. Algumas têm efeitos positivos no intestino, auxiliando na manutenção de suas funções e em seu equilíbrio.

Já após a ingestão do suco de laranja cara-cara foi observado um aumento significativo nas famílias das bactérias Mogibacteriaceae e Tissierellaceae, cuja abundância relativa se encontra alterada em várias doenças, tais como a doença de Parkinson. A pesquisadora conta que apesar da cara-cara ainda não ser uma variedade comercializada, há empresas investindo na produção do suco para que se conheça melhor sua composição.

“A laranja cara-cara tem um conteúdo muito grande de licopeno, um carotenoide não muito comum nas laranjas. A presença de elevada quantidade de licopeno nos fez pensar que a utilização dessa laranja poderia surtir um efeito diferente das outras. E a mudança que ela operou na microbiota dos voluntários demonstrou isso”.

O licopeno é muito comum em outras frutas, como os tomates, e apresenta atividades anticâncer e anti-inflamatória. Segundo Elisa, em pessoas com câncer ou com obesidade a presença dessas bactérias na microbiota é menor.

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Estudo avaliou também efeitos do suco da laranja do tipo baía – Foto: Brandizii/Wikimedia Commons

Para chegar a esses resultados, Elisa Brasili trabalhou com 21 voluntários, todos saudáveis, com idade entre 20 e 43 anos, homens e mulheres. Primeiro ela caracterizou a microbiota intestinal de cada um e depois ministrou os sucos em diferentes períodos, de forma randomizada, analisando a microbiota após uma semana de ingestão de cada uma das bebidas. Cada usuário ingeriu 500 mililitros (ml) de suco diariamente.

Os sucos de laranjas são ricos em substâncias que trazem efeitos muito positivos à saúde humana, entre eles a hespiridina, um antioxidante. Elisa decidiu analisar a microbiota intestinal porque é onde os compostos bioativos são metabolizados.

A pesquisadora destaca, porém, que a mudança operada na microbiota com a ingestão dos sucos de laranjas baía e cara-cara é transitória. Quando o indivíduo muda de novo seu padrão de dieta, a microbiota se altera novamente. “É como tomar probióticos. Quando você ingere, há benefícios. Quando para de tomar, os benefícios diminuem.”

Segundo ela, o passo seguinte é investigar, nos próximos anos, a possibilidade de indicar o consumo de suco de laranja para ajudar a equilibrar a microbiota de populações ou indivíduos que tenham a composição da sua microbiota intestinal alterada, como os que sofrem de doenças inflamatórias intestinais crônicas e os obesos.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Forc

Como tratar a Síndrome do Intestino Irritável D

As pessoas que têm SII-D podem frequentemente encontrar alívio em vários tipos de tratamento. Você pode fazer alterações em sua dieta, tomar medicação, encontrar maneiras de aliviar o estresse ou tentar terapia comportamental ou terapia alternativa. Você pode precisar de algumas dessas abordagens ao mesmo tempo para obter alívio.

SII é uma condição complexa que não envolve apenas problemas com evacuações, mas também dor abdominal, inchaço e gases. O objetivo do tratamento é melhorar todos os seus sintomas.

Não tente tratar a síndrome sozinho. Primeiro, seu médico deve se certificar de que seus sintomas estão sendo causados mesmo pela SII. Em seguida, trabalhe com o seu médico para encontrar o melhor tratamento para você.

Sua dieta

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Pode ser de ajuda manter um registro dos alimentos que come e como eles fazem você se sentir. Uma vez que diferentes alimentos podem afetar pessoas de diferentes maneiras, manter um diário de sintomas da SII pode ajudar você e seu médico a descobrirem os alimentos que você pode comer e quais deve ficar longe. Algumas dicas para começar:

=Evite chocolate, frituras, álcool, cafeína, bebidas carbonatadas, adoçante artificial sorbitol (encontrado na goma sem açúcar e balas) e frutose (o açúcar no mel e muitas frutas). Esses produtos podem frequentemente piorar os sintomas da diarreia.

=Tenha cuidado com fibras, mas você não precisa evitá-las completamente. Elas são boas de outras formas, como na prevenção do câncer de cólon, diabetes e doenças cardíacas. Além disso, impede que sua diarreia se transforme em constipação. Mas muito, às vezes, leva a gases e inchaços. Para SII-D, é melhor comer o tipo solúvel de fibra. Demora mais tempo para deixar seu sistema digestivo. Você pode obtê-lo em farelo de aveia, cevada, carne de fruta (em oposição à pele/casca) e alguns tipos de feijão.

=Beba muita água todos os dias. Tente tomar um copo uma hora antes ou uma hora depois das refeições, e não enquanto come. Quando você bebe água e ingere alimentos pode fazer a comida se mover pelo seu sistema um pouco mais rápido.

Se você tem diarreia, inchaço e cólicas, pergunte ao seu médico para testá-lo para intolerância à lactose ou doença celíaca.

Medicamentos sem receita médica (OTC)

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Seu médico pode sugerir tentar medicamentos para diarreia OTC, como subsalicilato de bismuto (Kaopectate, Pepto-Bismol) e loperamida (Imodium) para alívio. Pesquisadores descobriram que essas drogas podem ajudar a retardar a diarreia, mas não ajudam em outros sintomas da SII, como dor na barriga ou inchaço.

Os efeitos colaterais desses tratamentos incluem câimbras no peito e inchaço, juntamente com boca seca, tontura e constipação. Se você tomar um remédio para diarreia, use a menor dose possível e não o tome por muito tempo.

Alguns medicamentos OTC para alívio de gases, como simeticone (Gas-X, Mylicon), são geralmente seguros. Já alguns antiácidos, especialmente aqueles com magnésio, podem causar diarreia. Não tome medicamentos de venda livre a longo prazo sem perguntar ao seu médico sobre isso. Os sintomas da SII podem ser causados por outros problemas mais sérios. Certifique-se de que você e seu médico descartaram outras causas de seus sintomas.

Prescrição de Medicamentos

remedios medicamentos pilulas

O seu médico pode recomendar diferentes tipos de medicamentos prescritos para ajudar:

Antidepressivos. Se o seu médico recomendar, isso não significa necessariamente que você está deprimido. Essas drogas podem ajudar quando se tem dor de barriga de SII. Baixas doses podem bloquear sinais de dor no cérebro.

Para pessoas com SII-D, os médicos podem recomendar uma dose baixa de antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina, imipramina (Tofranil) ou nortriptilina (Aventyl, Pamelor). Efeitos colaterais comuns destes medicamentos incluem boca seca, visão turva e constipação. Seu médico pode recomendar outro tipo de antidepressivo chamado SSRI, que inclui citalopram (Celexa), fluoxetina (Prozac) e paroxetina (Paxil), se você tiver depressão junto com SII. Os efeitos colaterais desses medicamentos, às vezes, incluem diarreia, por isso, informe ao seu médico se os sintomas da pioram enquanto estiver tomando algum desses medicamentos.

Drogas que relaxam os músculos, chamadas antiespasmódicos, como diciclomina (Bentyl) e hiosciamina (Levsin). Espasmos musculares no trato digestivo podem causar dor de barriga. Muitos médicos prescrevem esses medicamentos para acalmá-los. Mas alguns estudos descobriram que não há evidências claras de que ajudem a todos com a síndrome.

Os efeitos colaterais dessas drogas incluem diminuição da sudorese, constipação, boca seca e visão turva.

Gerenciamento de estresse

mulher-rosto

O estresse tende a piorar os sintomas da SII. Assim, as terapias que podem ajudá-lo a aprender a lidar com essas emoções muitas vezes podem proporcionar alívio. Uma técnica que parece ajudar a maioria das pessoas é a terapia comportamental. Ensina-lhe melhores maneiras de lidar com a dor e o estresse. Os tipos incluem terapia de relaxamento, biofeedback, hipnoterapia, terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia.

Se você quiser experimentar a terapia comportamental para a síndrome, tente encontrar um terapeuta que irá trabalhar com seu médico regular. Fora da terapia formal, você pode tentar maneiras simples de reduzir o estresse e aliviar os sintomas por conta própria. Meditação, exercícios regulares, dormir o suficiente, e manter uma dieta bem equilibrada pode ajudar.

Além disso, tente fazer algo que você goste todos os dias. Dê um passeio, ouça música, tome um banho, pratique esportes ou leia.

Terapia Alternativa

sal de ervas

Algumas pessoas com SII tentam terapias alternativas, como acupuntura, probióticos e ervas para aliviar seus sintomas. Tenha em mente que a maioria das terapias alternativas não foram testadas quanto à eficácia em testes clínicos rigorosos, como os outros tratamentos.

Pesquisadores do National Institutes of Health descobriram que a acupuntura funciona para a dor crônica. Para alívio da SII, no entanto, os resultados não foram claros.

Há também algumas evidências de que os probióticos, bactérias “saudáveis” normalmente encontradas no intestino, ajudam algumas pessoas com SII. Um estudo de um tipo, Bifidobacterium infantis, descobriu que melhorou muito os sintomas da SII e o dia a dia depois que as pessoas o tomaram por 4 semanas. Pesquisa em outro tipo, lactobacilos, teve mais revisões mistas.

Estudos sobre ervas tiveram resultados confusos. Algumas pesquisas mostraram que a hortelã-pimenta relaxa os músculos do cólon e pode melhorar os sintomas da SII. Se você quiser tentar acupuntura ou ervas para seus sintomas, converse com seu médico primeiro. Algumas ervas podem afetar o bom funcionamento de outros medicamentos.

O que é certo para você

mulher dor colica

A SII-D é uma condição complexa. Leva tempo e paciência para descobrir o que o ajudará a se sentir melhor. Nem todo tratamento funciona para todas as pessoas. E seus sintomas podem mudar enquanto você está recebendo tratamento. Você pode ter diarreia agora. Em seguida, prisão de ventre em algumas semanas e, em seguida, diarreia novamente.

Sua melhor aposta? Encontre um médico que compreenda a síndrome do intestino irritável e trabalhe em conjunto no seu plano de tratamento.

Referência Médica WebMD Revisado por Minesh Khatri, em março de 2018

 

 

Cinco sinais que uma dieta de baixo Fodmap pode ser boa para você

Você tem problemas digestivos? Você tem medo de voar, sair para jantar ou até mesmo fazer sexo, porque você não sabe quando esse momento de “necessidade de banheiro imediata” vai chegar.

Quando dores de barriga, gases, inchaço, constipação ou diarreia são um problema frequente, é hora de procurar o médico para procurar a causa subjacente. Muitas vezes, esses sintomas são indicadores da Síndrome do Intestino Irritável (SII). De acordo com o American College of Gastroenterology, a SII é um dos distúrbios gastrointestinais mais comuns, afetando cerca de 20% da população. É tão comum que é responsável por 40% de todas as consultas com gastroenterologistas.

A boa notícia é que a pesquisa sugere que as pessoas com a síndrome podem reduzir ou, em alguns casos, eliminar seus sintomas digestivos seguindo uma dieta com baixo teor de Fodmap.

Fodmaps são carboidratos que podem ser mais difíceis de digerir para alguns indivíduos com os chamados “distúrbios gastrointestinais funcionais”, como a SII. Fodmaps significa fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis. Alguns alimentos ricos em Fodmap incluem trigo, cebola, alho, legumes, leite, mel, maçãs, frutas secas, alguns substitutos do açúcar e fibras adicionadas.

Enquanto todos experimentam os sintomas da SII de forma diferente, aqui estão 5 sinais de que uma dieta baixa Fodmap pode ser o ideal para você*:

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1. Você se tornou um detetive de banheiro. Não importa onde você esteja, sua primeira preocupação é descobrir onde fica o banheiro mais próximo. Você pode realmente planejar suas atividades ao ar livre – caminhadas ou corridas – em torno de onde você sabe que há um banheiro.

barriga

2. Você parece grávida de cinco meses depois de uma refeição. Algumas pessoas que sofrem da SII experimentam grande inchaço e distensão depois de comer. Você pode sentir que passou do “tamanho normal” para o tamanho de cinco meses de gestação.

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3. Você está na zona de exclusão aérea. Os sintomas da SII podem causar tanta agitação que você evita viajar porque se sente mais seguro perto de casa, perto do seu próprio banheiro. E se você precisar voar, escolhe seu lugar com base na proximidade do banheiro.

casal cama separado

4. Você pula o sexo! Seus sintomas de SII podem ser tão graves ou embaraçosos que você evita o sexo por medo de soltar gases ou precisar correr para o banheiro quando as coisas começam a acontecer no quarto.

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5. Alimentação  “saudável” não parece ajudar. Você já tentou comer mais frutas e verduras, sem glúten e acrescentando mais fibras à sua dieta, mas ainda tem sintomas. Isso pode ocorrer porque muitos alimentos saudáveis – incluindo certas frutas e vegetais – contêm Fodmaps.

Ao eliminar alimentos ricos em Fodmap de sua dieta, você pode reduzir alguns ou mesmo todos os seus sintomas desagradáveis. Como há muitos alimentos ricos em Fodmap é necessário um compromisso, e não há espaço para fazer tapeação nessa dieta. No entanto, isso é apenas para a fase de eliminação que normalmente dura de duas a seis semanas.

frutas vermelhas skyangel

Depois disso, você pode reintroduzir gradualmente os alimentos ricos em Fodmap em sua dieta, mantendo apenas os que não causam sintomas. Embora isso possa parecer difícil, agora existem algumas marcas de alimentos e outras que criaram refeições e / ou lanches para ajudar a manter um plano de baixo Fodmap muito mais fácil.

* Converse com seu médico antes de iniciar uma nova dieta

Fonte: Katherine Brooking – WebMD

Para saber mais sobre a dieta Fodmap clique aqui.


Salvar

Azeite de oliva pode ser usado para tratar constipação?

A constipação é um problema digestivo comum que pode afetar pessoas de todas as idades. É definido por ter menos de três evacuações por semana ou movimentos intestinais secos, duros, pequenos ou difíceis de passar.

Embora algumas pessoas possam pensar que fazer uma evacuação diária é necessário, a Associação Americana de Gastroenterologia afirma que nem sempre é esse o caso. Algumas pessoas podem ter evacuações todos os dias e ainda ter constipação se as fezes estiverem secas e duras.

Outros podem ter apenas evacuações três vezes por semana, mas terem fezes regulares e moles. A dureza e consistência das fezes podem ser um melhor sinal de constipação do que a frequência de evacuações. Muitas pessoas experimentarão constipação em algum momento. Viajar, mudanças na rotina ou certos alimentos podem causar mais evacuações no curto prazo.

Embora a constipação geralmente não seja grave, muitas vezes é desconfortável. Pode causar dor de estômago, inchaço e náusea. A constipação a curto prazo geralmente desaparece sozinha após a pessoa retornar às rotinas normais e aos hábitos alimentares.

Em alguns casos, a constipação pode durar semanas ou mais. Isso pode levar a problemas de saúde a longo prazo, incluindo:

-Hemorroidas: veias dilatadas no ânus que podem causar dor, irritação, sangramento e coceira
-Pequenas fissuras no ânus que podem causar dor ou coceira
-Uma grande massa de fezes fica presa no reto
-Prolapso retal, onde o reto desliza para fora da sua posição normal

Tratando a constipação com azeite

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O azeite pode ser uma maneira segura e saudável de fazer as fezes se moverem novamente. As gorduras no azeite podem ajudar a tornar o interior do intestino mais suave, tornando as fezes mais fáceis de passar. Também pode ajudar as fezes a manter mais água, mantendo-as mais suaves.

Uma colher de sopa de azeite, tomada com o estômago vazio pela manhã, pode aliviar a constipação para muitos adultos saudáveis. Tomar mais do que essa quantidade pode levar a diarreia e câimbras, por isso não é recomendado.

O azeite de oliva não é recomendado para bebês e crianças com constipação. A Academia Americana de Pediatria recomenda uma pequena quantidade de suco de maçã ou pera, xarope Karo ou purê de ameixas para bebês. Crianças pequenas e mais velhas podem obter alívio com alimentos ricos em fibras, como ameixas, damascos e cereais integrais. Se as mudanças na dieta não ajudarem, as crianças devem consultar um médico para tratamento adicional.

Outros benefícios do azeite para a saúde

azeite de oliva

O azeite de oliva não é apenas útil para a constipação, mas tem outros benefícios para a saúde também. É um alimento básico na dieta mediterrânea, que está ligada a um menor risco de certas doenças e uma vida mais longa.

O óleo tem efeitos anti-inflamatórios que podem reduzir o risco de diabetes, doenças cardíacas, certos tipos de câncer, artrite e doenças degenerativas, como Alzheimer ou  Parkinson. Também pode diminuir o risco de depressão de uma pessoa.

A American Heart Association (AHA) recomenda tomar azeite para melhorar a saúde do coração, devido às suas gorduras monoinsaturadas saudáveis. Pessoas saudáveis com mais de dois anos de idade devem receber 25% a 35% de suas calorias diárias de gorduras monoinsaturadas ou poli-insaturadas, segundo a AHA. Consumir principalmente gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas e limitar as gorduras saturadas e trans pode ajudar a melhorar os níveis de colesterol.

O azeite de oliva também contém vitamina E, um nutriente importante que está faltando na dieta de muitas pessoas.

Embora diferentes tipos de azeite estejam disponíveis nas lojas, o extravirgem pode oferecer mais benefícios para a saúde. Quando um óleo é rotulado de “extravirgem”, significa que o fruto foi simplesmente pressionado para extrair o óleo.

Outros tipos, como o azeite “light”, podem ter sido extraídos com produtos químicos ou em processos diferentes. Isso pode refinar e filtrar alguns dos compostos naturais da azeitona.

Outros óleos que podem ser usados no tratamento da constipação

colher de remedio shutterstock
Shutterstock

Usar óleos para alívio da constipação não é uma nova tendência. O óleo de mamona tem sido usado há anos para tratar a constipação, embora sua ação seja diferente dos efeitos suaves do azeite. O óleo de rícino afeta os músculos do intestino, fazendo com que eles se contraiam e se movam. Isso muitas vezes estimula as fezes a passarem pelo intestino.

Às vezes, as mulheres grávidas são aconselhadas a tomar óleo de mamona para induzir o parto em uma gravidez a termo tardia, pois isso pode causar a contração do útero. As mulheres grávidas devem discutir o uso do óleo de mamona ou quaisquer medicamentos ou suplementos com seu médico antes de tomá-los.

O óleo mineral ajuda a amolecer as fezes de maneira semelhante ao azeite. Um estudo no Journal of Renal Nutrition sugere que o azeite de oliva funcionou tão bem quanto o óleo mineral para pacientes submetidos à diálise que sofrem de constipação. Os pacientes tomaram quatro mililitros de azeite por dia.

Outros tratamentos

Para casos leves de constipação, as mudanças no estilo de vida, como beber mais água, fazer mais exercícios e comer mais fibras, são frequentemente recomendadas. Se essas medidas não fornecerem alívio suficiente, os laxantes podem ajudar. Eles devem ser usados ​​com moderação, a menos que um médico diga o contrário. Isso porque o intestino pode se tornar dependente deles para estimular seus músculos.

Muitas opções de tratamento estão disponíveis e funcionam de diferentes maneiras para aliviar a constipação:

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=Suplementos de fibra adicionam volume às fezes e facilitam a passagem. Exemplos: Citrucel, FiberCon, Metamucil.
=Amaciadores de fezes ajudam a obter fluido para as fezes e são frequentemente recomendados após cirurgia ou parto. Exemplos: Colace, docusate.
=Os laxantes osmóticos ajudam o intestino a manter mais fluido, em vez de absorvê-lo. Isso ajuda a suavizar as fezes. Exemplos: Leite de Magnésia, Miralax, Sorbitol.
=Os lubrificantes ajudam a tornar as fezes mais escorregadias para que possam passar facilmente do cólon. Embora o óleo de oliva seja considerado um lubrificante quando tomado como um laxante, outros lubrificantes estão disponíveis. Exemplos: óleo mineral, frota, zymenol.
=Os laxantes estimulantes causam contrações e movimentos no intestino. Em geral, eles só devem ser usados ​​com casos mais graves de constipação e sob orientação médica. Exemplos: Correctol, Dulcolax, Senocot.

Quando ver um médico

homem banheiro constipação diarreia SII

Algumas pessoas podem se tornar dependentes de laxante se o usarem por muito tempo, especialmente os estimulantes. As pessoas que sentem que não podem ter uma evacuação sem tomar um laxante primeiro devem conversar com seu médico. Com essa ajuda, podem ser desmamadas ou encontrar outras maneiras de aliviar a constipação.

Tratar constipação ocasional com azeite ou outro produto pode ajudar a evitar desconforto e tem benefícios para a saúde.

A constipação a longo prazo pode ser um sinal de outro problema de saúde ou pode ser uma reação a certos medicamentos. As pessoas que acham que seus movimentos intestinais são consistentemente duros, secos ou dolorosos devem consultar seu médico para aconselhamento.

Causas

A constipação pode ser causada por uma grande variedade de fatores. Alguns dos mais comuns incluem:

-Alterações hormonais, incluindo gravidez ou após o parto
-Certos medicamentos, incluindo pílulas de água, antiácidos, analgésicos receitados, antidepressivos e suplementos de ferro
-Demasiada pouca fibra na dieta
-Falta de exercício
-Alguns problemas de saúde, como tireoide subativa e diabetes
-Problemas com o sistema digestivo, como a síndrome do intestino irritável
-Cirurgia recente
-Quando se ignora ou adia a vontade de usar o banheiro

Às vezes, uma pessoa pode ter constipação sem uma causa clara. Os adultos mais velhos e as mulheres são mais afetados que outros grupos.

Por Jennifer Berry – Medical News Today

 

 

 

O que faz com que alimentos não digeridos apareçam nas fezes?

Alimentos não digeridos nas fezes de uma pessoa geralmente não são motivo de preocupação. O corpo não é capaz de quebrar completamente alimentos ricos em fibras ou alimentos com casca dura, como o milho doce. Consequentemente, esses podem passar pelo sistema digestivo inalterado.

Quando a comida não digerida nas fezes é acompanhada por outra alteração nos hábitos intestinais, perda de peso ou diarreia, isso pode indicar uma condição subjacente que requer atenção médica.

Neste artigo, são analisadas várias causas desse problema e quando uma pessoa deve consultar seu médico.

mulher no banheiro

Causas diárias

Existem algumas razões pelas quais os alimentos podem não ser completamente digeridos, o que não causa preocupação.

Alimentos ricos em fibras

Fibra refere-se à parte indigesta de alimentos vegetais. Quando uma pessoa come alimentos ricos em fibras, é comum que algum material não digerido apareça nas fezes porque o corpo não consegue quebrar completamente o material resistente.

Fibras também aceleram os movimentos intestinais de uma pessoa, adicionando volume às fezes, o que incentiva as paredes intestinais a se moverem. Este movimento empurra a comida pelo trato digestivo.

Se a comida se mover muito rapidamente pelo sistema digestivo, é mais provável que alguns itens sejam menos digeridos. Certos alimentos são mais propensos do que outros a serem parcialmente digeridos e aparecer nas fezes. Alguns deles são:

=feijões
=sementes
=milho
=ervilhas
=peles vegetais
=folhas verdes
=certos grãos
=cenouras
=passas de uva
=nozes

milho alvimann
Foto: Alvimann/Morguefile

Alimentos como o milho é um infrator comum. Ele tem uma casca exterior feita de um material indigestível chamado celulose. O corpo digere o material do interior do milho e expele o invólucro externo rígido nas fezes.

Comendo muito rapidamente

Outro culpado inofensivo pela comida não digerida aparecer nas fezes é comer muito rapidamente. Quando uma pessoa come muito rápido e engole sua comida sem mastigá-la completamente, é mais provável que o alimento passe pelo trato digestivo sem ser completamente “quebrado”.

Comer muito rapidamente pode forçar a digestão a também ser muito rápida, o que pode resultar em mais alimentos não sendo totalmente digeridos. Para evitar isso, uma pessoa pode comer mais lentamente durante as refeições e mastigar melhor a comida.

Condições médicas

Enquanto a causa mais comum de alimentos não digeridos aparecerem nas fezes são itens fibrosos, existem condições médicas que podem resultar em alimentos integrais ou parcialmente digeridos nas fezes. Nesses casos, uma pessoa muitas vezes percebe outros sintomas, como diarreia ou dor de estômago.

Condições médicas que podem causar comida não digerida para aparecer nas fezes incluem:

Doença de Crohn: esta condição é um tipo de doença inflamatória intestinal que causa inflamação no trato digestivo que pode levar a diarreia grave, dor abdominal e desnutrição.
Doença celíaca: um distúrbio autoimune em que o corpo não consegue digerir a proteína conhecida como glúten, encontrada no trigo, na cevada e em outros grãos.
Insuficiência pancreática: se uma pessoa tem uma insuficiência pancreática, ela não tem enzimas no pâncreas, o que leva à incapacidade de quebrar o alimento.
Intolerância a lactose: se o sistema digestivo de uma pessoa é incapaz de quebrar a proteína no leite e laticínios, isso pode indicar intolerância à lactose.
Síndrome do intestino irritável (SII): SII é uma condição comum que afeta o intestino grosso e causa inchaço, dor, diarréia ou constipação.

Um distúrbio do estômago ou um vírus gastrointestinal também podem causar comida não digerida nas fezes devido à passagem rápida de alimentos pelo sistema de uma pessoa. Outros sintomas de um erro de estômago incluem:

=febre
=inchaço
=cólica abdominal
=diarreia
=vômito
=náusea
=dores no corpo
=indisposição ou uma sensação geral de mal-estar

Na maioria dos casos de um vírus do estômago, os sintomas serão resolvidos em poucos dias, quando o vírus tiver passado.

MULHER DOR ESTOMAGO COLICA

Quando ver um médico

Uma pessoa que percebe um monte de comida não digerida em suas fezes não deve se preocupar, na maioria das vezes, pois é provável que seja devido a fibra não digerida ou por comer muito rapidamente.

Porém, se alguém perceber os seguintes sintomas e alimentos não digeridos nas fezes, eles devem consultar o médico:

=perda de peso inexplicada
=sangue nas fezes
=mudanças nos hábitos intestinais
=perda de controle de intestinos
=diarreia crônica
=dor abdominal persistente ou cólicas
=inchaço ou gás persistente

Se um médico suspeitar que uma pessoa tem algum problema no sistema digestivo, pode solicitar os seguintes testes para fazer o diagnóstico:

=uma amostra de fezes para procurar sangue e outras anormalidades
=exames de sangue para procurar deficiências nutricionais ou marcadores de inflamação
=endoscopia para olhar o trato digestivo superior
=colonoscopia para examinar o trato gastrointestinal inferior
=biópsia para verificar a inflamação microscópica

medico-consulta

Panorama geral

Na maioria das vezes, ver comida não digerida nas fezes não é motivo de preocupação. Pode ser o resultado de comer muito rápido ou comer alimentos com alto teor de fibras.

Em situações em que uma pessoa tem outros sintomas, incluindo dor abdominal, perda de peso ou alterações nos hábitos e movimentos intestinais, ela pode ter uma condição médica subjacente. Alguém que esteja preocupado com certos sintomas ou uma mudança nos movimentos intestinais deve procurar um médico para descobrir a causa.

Fonte: MedicalNewsToday

 

Dicas de como diminuir o excesso de gases

Enquanto expelir gases possa parecer embaraçoso para algumas pessoas, é bom lembrar que isso é uma parte natural do ciclo de digestão. Todo mundo faz isso, e é um sinal de que o sistema digestivo de uma pessoa está funcionando como deveria. É, de fato, essencial que o gás produzido pelo corpo seja liberado. Se não for, pode se acumular e se tornar muito desconfortável.

As pessoas podem expelir gases entre 5 e 15 vezes por dia. Pode parecer muito, mas é totalmente normal. A maioria não tem cheiro e não é barulhenta e, assim, passa despercebida.

Muitas pessoas podem sentir-se como se fossem “excepcionalmente gasosas”, mas, provavelmente, é só porque estão mais conscientes de seus gases do que de qualquer outra pessoa. Para aqueles que sentem que têm excesso de gás, há várias etapas para reduzir a flatulência. Aqui, uma lista com 12 dicas para melhorar a situação.

Formas de parar de soltar gases

Como parar

Geralmente não há necessidade de se preocupar com os gases. Enquanto algumas pessoas fazem isso mais que outras, é uma parte regular de como o corpo funciona.
No entanto, se uma pessoa sente que seu pum mudou, ou está se sentindo particularmente envergonhada e desconfortável, há algumas coisas que ela pode fazer para tentar reduzir a quantidade:

1. Coma refeições e lanches devagar e com cuidado

mulher comer mastigas pixabay

A maioria do gás produzido pelo corpo se forma por causa do ar engolido. Uma pessoa não pode evitar completamente de engolir ar, mas certos hábitos podem fazer com que o excesso entre no corpo. Comer muito depressa é um deles. Comer devagar e com a boca fechada reduzirá a quantidade de ar que uma pessoa ingere na hora das refeições. As pessoas devem tentar sentar-se e ter tempo para a alimentação, em vez de comer em qualquer lugar.

2. Pare com a goma de mascar

chiclete goma de mascar isilaltay
Foto: Isilaltay

Muitas pessoas mascam chiclete para manter o hálito fresco e ajudar a evitar que belisque. No entanto, aqueles que o fazem podem achar que têm mais gás do que outros. Goma de mascar significa engolir ar continuamente, o que incrementa e aumenta o número de vezes que uma pessoa precisa eliminar os gases.

3. Pesquise intolerâncias alimentares e alergias

sem lactose

Pessoas diferentes podem ser sensíveis a diferentes alimentos e podem ter alergias que provocam uma reação no corpo. Estas podem levar a gases e outros sintomas desagradáveis, como inchaço, náusea e diarreia. Uma pessoa com excesso de gás pode achar que uma dieta de eliminação ajuda. Dieta de eliminação: quando se corta todos os alimentos que conhecidamente causam gases antes de introduzi-los de volta, um de cada vez, para descobrir quais causam os problemas.

4. Evite roupas apertadas

mulher vestido confortável largo
Pinterest

Roupas soltas ajudam a garantir que a pessoa permaneça o mais confortável possível, caso haja inchaço. Vestindo roupas que não são muito apertadas também ajuda quando ocorre o inchaço dos gases, permitindo que eles passem livremente para fora do corpo.

5 – Evite ou reduza a ingestão de alimentos produtores de gás

Alguns alimentos são conhecidos por aumentar a produção de gás. Carboidratos que contêm frutose, lactose, fibra insolúvel e amido fermentado no intestino grosso. O gás é liberado enquanto fermentam. Cortar esses alimentos totalmente, no entanto, não é recomendado, pois eles são uma parte essencial de uma dieta saudável e equilibrada.
Frutas e vegetais podem causar gases, mas comer várias porções deles por dia é mais importante do que eliminar o gás. No entanto, reduzir a quantidade desses alimentos produtores de gás pode ajudar a minimizar a flatulência de uma pessoa.

Alimentos a serem menos consumidos:

sopa de feijão

-Feijão, vegetais de folhas verdes, como repolho, couve de Bruxelas, brócolis e aspargos. Eles contêm açúcares complexos que são difíceis de serem quebrados pelo corpo.
-Refrigerantes, suco de frutas, cebolas, peras e alcachofras. Todos esses alimentos contêm frutose, um ingrediente produtor de gás.
-Produtos lácteos, como laticínios e bebidas, contêm lactose, que também pode causar a formação de gás.
-Frutas, farelo de aveia, ervilha e feijão, pois contêm fibras insolúveis.
-Alimentos ricos em amido, como batatas, massas, milho e produtos que contenham trigo.

6. Pare de fumar

cigarro

As pessoas que fumam engolem mais ar do que as que não fumam. Quanto mais uma pessoa fuma, mais ar engole. Há, naturalmente, muitos outros benefícios de saúde para deixar de fumar também. As pessoas que usam cigarros eletrônicos também engolem mais ar do que as  que não usam. Evitar cigarros eletrônicos também pode ajudar quando uma pessoa tem excesso de gás.

7. Faça mais exercício

mulher exercicio sanavita

O exercício regular colabora para manter o sistema digestivo em boa forma. Uma caminhada suave após grandes refeições também pode ajudar a colocar o sistema digestivo em ação e mover a comida suavemente.

8. Beba muitos líquidos

homem garrafa de água foto derneuemann pixabay

Manter-se bem hidratado estimula as sobras a passarem suavemente pelo sistema digestivo de uma pessoa. Isso ajuda a manter as fezes moles, e beber bastante durante o dia é essencial. Além disso, a falta de fluido pode causar constipação, o que pode resultar em gases malcheirosos. As pessoas devem tentar beber um copo de água em cada refeição para ajudar o corpo a digerir os alimentos mais facilmente.

9. Evite bebidas carbonatadas

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Foto: Arker

As bebidas carbonatadas (refrigerantes) contêm bolhas de ar, e uma pessoa que bebe muitas bebidas gaseificadas pode achar que elas arrotam e soltam pum mais do que outras. Quando alguém reduz ou remove esses tipos de bebidas de sua dieta, pode ajudar a reduzir a quantidade de gás.

10. Tome probióticos

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Os probióticos são suplementos que contêm as bactérias saudáveis já encontradas no trato digestivo de uma pessoa. Essas boas bactérias ajudam a desmembrar a comida e podem até trabalhar para quebrar o gás hidrogênio produzido durante a digestão. Ocasionalmente, os probióticos podem causar um aumento de gás e inchaço. Isso geralmente é de curta duração e provavelmente diminuirá quando o corpo se acostumar com as novas bactérias. Muitos suplementos probióticos estão disponíveis.

11. Tente suplementos de enzima

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Pesquisas sugerem que suplementos de enzimas podem colaborar na quebra de proteínas e carboidratos complexos. Isso significa que eles podem ajudar com inúmeras doenças digestivas e seus sintomas. Se os carboidratos complexos podem ser quebrados no intestino delgado, uma pessoa produzirá menos gás. No entanto, se eles não quebrarem no intestino delgado e se moverem para o intestino grosso, serão as bactérias produtoras de gás que trabalharão para quebrá-las. Isso significa que mais gás irá se desenvolver e precisará ser liberado. Os suplementos de enzima lactase podem ajudar as pessoas cujo excesso de gás é causado pela intolerância à lactose. A lactase é a enzima que ajuda as pessoas a digerir produtos lácteos, e assim pode tornar as pessoas menos gasosas depois de comer refeições que incluem laticínios. Esses suplementos também estão disponíveis para compra.

12. Enfrente a constipação

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A constipação pode ser uma causa do excesso de gás. Se as fezes permanecerem no cólon por longos períodos de tempo, continuarão  fermentando dentro do corpo. Isso produz gás extra que pode cheirar particularmente mal. O tratamento para a constipação varia. No entanto, beber muita água e aumentar a ingestão de fibras pode ajudar a reduzir o risco de ocorrer. Certos medicamentos e amaciantes de fezes, que estão disponíveis on-line, também podem ajudar.

Dicas gerais

Sim

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-Comer pouco e muitas vezes e evitar refeições enormes;
-Ter tempo para mastigar os alimentos e tomar pequenos, ao invés de grandes goles de bebidas;
-Fazer exercícios regulares, o que ajudará a melhorar a digestão
-Manter uma dieta saudável e equilibrada
-Beber chá de hortelã, que é pensado para ajudar a digestão e acalmar o estômago

Não…

-Fumar
-Mastigar chiclete, chupar tampas de caneta ou doces duros
-Usar próteses/aparelhos dentários que não se ajustam adequadamente
-Comer qualquer alimento que seja difícil de digerir, ou conhecido por causar gases

Se uma pessoa está envergonhada com gases excessivos ou puns que cheiram mal, podem falar com um farmacêutico. Um farmacêutico pode recomendar medicação específica ou remédios para ajudar. Comprimidos de carvão foram pensados para absorver o excesso de gás no estômago, o que poderia reduzir a flatulência.

Uma pessoa que tem gases que cheiram mal pode também experimentar roupas íntimas e almofadas especiais que absorvem os odores.

Causas dos gases

mulher dor colica

Muitos puns são devidos a engolir o ar ao longo do dia. Engolir ar não é algo que uma pessoa possa evitar completamente. Outro gás se desenvolve quando o intestino trabalha para decompor os alimentos que uma pessoa ingere. Os puns são uma combinação de gases inodoros, como dióxido de carbono, oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e, às vezes, metano.

Gases excessivos ou fétidos podem ocasionalmente ser um sinal de um problema médico. Se uma pessoa tiver preocupações sobre sua flatulência, deve marcar uma consulta com seu médico. O pum pode ser um sintoma de condições que podem exigir tratamento médico, como:

-Prisão de ventre
-Síndrome do intestino irritável (SII)
-Indigestão
-Doença celíaca
-Intolerâncias alimentares ou alergias

Certos medicamentos também podem causar gases excessivos ou malcheirosos. É essencial sempre consultar um médico antes de parar ou trocar a medicação.

Quando ver um médico

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Excesso de gases geralmente não é nada para se preocupar. Fazer algumas mudanças no estilo de vida pode ajudar a melhorar os sintomas. No entanto, em alguns casos, pode ser um sinal de algo mais sério. Uma pessoa deve marcar uma consulta com seu médico se isso for acompanhado por:

-Dores de estômago ou outras dores
-Náusea ou vômito
-Diarreia
-Perda de peso inesperada
-Sangue nas fezes
-Casos contínuos de constipação ou diarreia
-Alta temperatura ou sensação de calor e arrepios

Se a flatulência afetar a vida de uma pessoa negativamente e as mudanças na dieta e no estilo de vida e os medicamentos de venda livre não funcionarem, o ideal é consultar um médico para obter mais orientações.

Fonte: MedicalNewsToday