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Mulheres: 50 anos e invisíveis + homens ainda no controle + alguém viu por aí o empoderamento e a sororidade?

Desde que criei meu blog, há quase quatro anos, prefiro postar textos com alguma prestação de serviço para as leitoras (ou leitores), seja uma dica de beleza, um lançamento, uma receita, um restaurante legal para conhecer, como cuidar melhor de seu animal de estimação, como adotar um etc. Porém, nos últimos dias fiquei com muita vontade de falar algumas coisas que, como uma mulher de 50 anos, estavam entaladas!

Nesta semana, recebi, de diferentes assessorias de imprensa, materiais de marcas famosas, que me chamaram a atenção. Pois bem, aqueles que criaram as campanhas dessas companhias acham que é a coisa mais revolucionária do mundo incluir, agora, mulheres com deficiência física e transexuais, ou até travestis. Claro, porque negras e plus size já incluíram recentemente e ficou ultrapassado.

Mas vejam que interessante. Nenhuma delas trazia uma mulher que tivesse mais de 35 anos. Ou seja, eles “vendem” a ideia de que são voltados para todas as mulheres. Mas é algo enganoso, para não falar, mentiroso. Eles só visam as mais jovens.

Inclusive esses catálogos de venda direta, porta a porta, de marcas conhecidas, de beleza e lingerie, agem de forma semelhante. Em um deles você vê os produtos antiage e as fotos das mulheres. É até engraçado. Estão lá as representantes das faixas dos 30, 40, 60 e até 70 anos… mas cadê a de 50? Parece que mesmo idosas estão mais bem representadas que as de meia idade. Lingerie? Nem 30 anos devem ter.

Creio que o marketing da maioria das empresas está meio cego e fora da realidade. O Brasil, assim como boa parte do mundo, está envelhecendo. Sei que eles devem pensar: vamos investir nos jovens, pois eles irão consumir por mais tempo. Algo meio míope, não?

Pessoas com 50 anos costumam ser ótimas consumidoras, mulheres em especial, e é sobre nós que estou falando. Mas parece que, de novo, algo que sempre friso, somos invisíveis, indesejadas e ignoradas pelas empresas/mídia. Como se nós não consumíssemos, não vivêssemos, fôssemos walking deads

Estou falando de mim, de amigas, mas também de gente como Nicole Kidman, Julia Roberts, Sandra Bullock, Claudia Raia, Paula Toller, Marisa Monte, Halle Berry, Jennifer Aniston… Depois, criticam que muitas mulheres acabem destruindo seus semblantes ao fazer procedimentos que as deixam irreconhecíveis, para parecer mais jovens.

Homens no controle

casal conversa kabaldesch0
Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

Ouvi um programa de rádio que tem como tema empresas e consumidores. O convidado era o diretor de marketing do setor de beleza de uma multinacional. Ele falou sobre mulheres, Carnaval, assédio etc. Passou tanta credibilidade, sabe? #SQN

O que um homem jovem pode falar sobre assédio no Carnaval do ponto de vista feminino? E sobre beleza feminina, sobre o que as mulheres querem? O que lhe foi passado em pesquisas, claro. Poderia ser o mesmo com uma mulher? Sim, mas ao menos uma mulher, experiente acrescento, já deve ter sentido alguma vez na pele, ou no cabelo como era o tema da conversa, o que é ser mulher em grandes aglomerações.

Aquela mão boba passando no seio ou na bunda, aquele puxão de cabelo, aquela obscenidade no ouvido, aquele impropério no meio da cara… Mas não, quem falava sobre produtos femininos para o cabelo ou de inconvenientes femininos na festa mais comemorada do país era um homem.

Será que esta multinacional não tinha uma mulher com capacidade para ocupar o cargo de diretora de marketing? Não acredito. Desculpem, não acredito mesmo.

Por que isso? Por que homens decidindo o que vamos usar? Já vi o contrário, mães e mulheres escolhendo o que o filhinho ou maridinho vão usar, o que acho engraçado, mas o homem?

Até quando isso vai acontecer, me pergunto. Uma pesquisa mostrou que vamos ganhar o mesmo que eles daqui a 220 anos! 220 anos!!! Não, não vou acreditar nisso. Mas e quanto aos cargos, mesmo ganhando menos, nem isso nos é permitido?

Empoderamento e sororidade: como crucificar uma menina

marina ruy barbosa

Antes de começar este trecho, quero frisar, quem me conhece sabe que odeio estas palavras: empoderamento e sororidade. Detesto porque são grandes e feias. Principalmente empoderamento que é uma tradução de uma palavra em inglês. Os significados, bom, nos últimos dias tenho achado que são meio piadas.

Neste caso vou dar alguns nomes, pois estou falando da atriz Marina Ruy Barbosa. A garota está sendo crucificada. Espero que ela tenha bastante apoio da família para conseguir sair desse lamaçal no qual jogaram seu nome. Não sei como ela aguenta. Sei que é uma pessoa pública, mas já na época da novela Deus Salve o Rei, ela era massacrada nas redes sociais. Por quê? Porque sua personagem era a da mocinha, honesta, correta, e que ousou se apaixonar por um rei, sendo ela uma relés plebeia. Ou seja, uma chata aos olhos de alguns.

Sim, mesmo se tratando de ficção, os haters a destruíam e exaltavam a personagem psicopata de Bruna Marquezine, esta, sim, a rainha. E usando os nomes das atrizes, e não das personagens, na maioria das vezes. O hipócrita de tudo isso é que essa horda de neobárbaros é a mesma que deve ter incensado o casamento do príncipe Harry, do Reino Unido, com a plebeia Meghan Markle. Ou seja, na ficção, nem pensar, mas na realidade é tão fofo.

Agora, Marina está na novela das nove – O Sétimo Guardião – e sua personagem começou, acho, a fazer par romântico com o personagem do ator José Loreto. Digo acho porque no começo, que assisti por causa dos gatinhos pretos, ela fazia par com Bruno Gagliasso, que também está meio que no rolo. Depois, quando a história não me pegou, voltei para os filmes e séries da TV a cabo ou Netflix.

Creio que todos saibam o que está havendo, já que isso tem sido mais falado que a separação de Bibianno e Bolsonaro, que a reforma da previdência, que a complicada situação da Venezuela, que o muro do Trump, que o Oscar…

José Loureiro estaria separado da mulher, também atriz, Débora Nascimento, com quem tem uma filhinha ainda bebê. E o motivo da separação teria sido um caso extraconjugal com uma colega do elenco da novela. Já fizeram a marca do alvo na testa de Marina e começaram as flechadas. Só nela.

O ator, que eu nem acho que é tudo isso, está dia sim, dia não, pedindo desculpas à ex e querendo voltar. Mas nenhuma palavra sobre a colega. E algumas atrizinhas, daquelas que a gente sabe que nunca vão ser, assim, uma Meryl Streep na vida, voltaram à infância e, para mostrar que são puras e que a amiga ruiva é má, correram a bloqueá-la nas redes sociais. Ao que equivaleria isso em relação a anos atrás? “Mãe, não convida fulaninha pro meu aniversário!” Coisa de estudante de quinta série? Ainda existe quinta série?

Por que todas as vezes em que surgem esses boatos de separação todos massacram a mulher? Por que os homens continuam sendo poupados. E não estou falando de homens julgando homens, mas mulheres julgando mulheres. E para onde foi aquele papo de ser “muderno”, sexualmente livre e tal? O papo do empoderamento?

E críticas vindo de uma que já passou por isso, mas perdoou o maridinho. E, dizem as más línguas, desde então o controla, com direito a horário de entrada e saída de gravação? E, muito pior, outra atriz que, anos atrás, ainda casada, teve seu nome associado à crise no casamento do cantor e ator Justin Timberlake e da atriz, lindíssima, Jessica Biel? Ela até atiçava os boatos, afinal, o cara é de Hollywood e estava fazendo shows por aqui. Agora, depois de desmentir o affair, dizem que está atrás de uma atriz que anda paquerando seu atual noivo.

Nossa, até cansei, é muito lixo para comentar, e meus anos de revista Amiga acabaram no século passado.

Mas o que queria questionar é: aonde foi parar a sororidade? O empoderamento feminino? O feminismo? Para mim, tudo isso é uma grande hipocrisia. Bullshit.

Infelizmente, quem sempre tentou puxar meu tapete profissionalmente era mulher. Fora aquilo de você contar que está paquerando alguém e sua “amiga” começa a jogar charme, a concorrer. Você muda o cabelo e logo aquela colega muda igualzinho…

Enquanto as mulheres agirem assim, não teremos um futuro a comemorar, sério. Acho que vai demorar bem mais que os 220 anos de igualdade salarial com os homens.

Esqueçam as palavras traduzidas que podem soar bonitinhas e comecem a agir, porque já passou da hora. E bloquear pessoas nas redes sociais por causa de fofoca, depois de uma certa idade, não é nem algo feio, é patético. Ainda mais uma amiga.

Obs.: estou postando este artigo novamente. Ele foi publicado originalmente ontem, dia 24, às 11 horas.

Campanha Adote um Pet com Deficiência conta histórias com final feliz

Atenção, a data do primeiro evento da campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA mudou para dia 29 de agosto!

A Uhelp.com reuniu casos de pessoas que adotaram pets nesta situação e que contam um pouco dessa relação de amor. Ao começar a conhecer histórias de pessoas que adotaram pets com deficiência, conhecendo um pouco mais esse universo e reunindo informações para realizar a campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA, a Uhelp.com não viu outra forma de mostrar o quanto a doação é um ato de amor a não ser contando essas histórias. Conheça um pouco de cada uma delas:

A Giuliana Stefanini é gerente da Luiz Proteção e adotou o Frederico há pouco mais de um ano. Para ela, cuidar do cãozinho da raça dachshund já é natural: “é como escovar os dentes”, revela. Ela revela que foi a melhor coisa que já fez na vida: “o Fred é um anjo!”. O pet tem deficiência física e precisa usar andador nas patas traseiras, mas nem por isso deixa de fazer estripulias e encher a dona de orgulho. Giuliana enfatiza que é muito importante divulgar a causa dos pets com deficiência, porque é muito difícil alguém adotá-los. “Infelizmente, eles ficam esquecidos, pois as pessoas têm preconceito”, declara.

Sharon Reibscheid, veterinária que há 24 anos cuida de animais, além de atender pets com deficiência, tem dois deles em sua clínica: “adotar um animal com deficiência é incrivelmente recompensador: eles vivem super bem, se adequam rapidamente à sua nova condição e nos ensinam a sermos seres humanos melhores”. Ela conta que Vicky ficou cega devido ao Diabetes e Hope precisou ser amputada devido a um tumor ósseo: “as duas vivem muito bem e são a alegria da clínica”, revela Sharon.

Sabrina Custódia é paratleta e faz parte, com Adriele Silva e Vinícius Rodrigues, do time Ultrability apoiado pela Uhelp.com, que tem como objetivo captar recursos que serão destinados à manutenção das próteses utilizadas pelos paratletas, que estão treinando pesado para tentar uma vaga na equipe paralímpica brasileira. Ela acolheu, há 3 meses, o Junior, um buldogue inglês que foi rejeitado para venda por ter lábio leporino. Sabrina explica que apesar de ser apenas um problema estético e não de saúde, ele não pôde tirar pedigree, por isso, sua venda seria muito difícil. Para Sabrina, o fato dele ser um cão considerado fora do padrão não interferiu em nada na escolha: “foi amor à primeira vista”, ela enfatiza.

A própria Livia Clozel, Comunicação e Estratégia da Uhelp.com, é um desses casos. Livia adotou a pequena Amora há cerca de 3 anos: “ela é amputada e sofreu maus tratos, demorou a se sentir segura, mas hoje é uma companheira incrível”, enfatiza.

Na campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA, na qual a Uhelp.com está unindo nomes importantes do universo de defesa animal em prol da adoção de cães e gatos portadores de alguma deficiência. O evento terá duas edições na cidade de São Paulo, uma agora, no dia 30 de agosto, e outra em 20 de setembro. Saiba mais abaixo:

Campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA

A Uhelp.com Associação Assistencial é uma Associação Civil, sem fins lucrativos. Com a finalidade de realizar a campanha ADOTE UM PET COM DEFICIÊNCIA, é a responsável por unir nomes como Ampara Animal, Luiz Proteção Animal, Praça Velorama e Dog Zone Villalobos/Portinari. O objetivo do evento é incentivar a adoção e promover a conscientização de que um animal com deficiência é um pet como todos os outros, pois apesar de suas limitações, a capacidade de superação que eles têm é infinitamente superior. E cá entre nós, participar desse processo e conviver diariamente com cada progresso é uma experiência única e extremamente gratificante.

A Campanha tem a hashtag #especialmentediferente, criada pela Ampara Animal, e contará com duas edições da feira de adoção, em pontos distintos da capital paulista. A primeira acontece no dia 30 de agosto, na Praça Velorama, na Rua Groenlândia, 848. No dia 20 de setembro, é a vez do Dog Zone nos parques Villalobos e Portinari, na zona Oeste de São Paulo. Já estão confirmadas, até o momento, as participações da Ampara Animal e da Luiz Proteção Animal, ambas com trabalhos voltados para adoção – e que incluem pets com deficiência.

Juliana Camargo, presidente da Ampara Animal explica que “são considerados pets com deficiência os que apresentam problemas motores, mentais, renais, idosos, amputados, cegos e os de cor preta, uma vez que têm menor índice de adoção”. Para Livia Clozel, Comunicação e Estratégia da Uhelp.com, “um pet com deficiência tem uma vida normal: muitos deles não precisam sequer de acompanhamento médico por conta da deficiência, e todos são grandes companhias! Sem contar que, na verdade, o preconceito é que é uma deficiência!”

Adote um Pet com Deficiência – 1a edição
Data: 29 de agosto
Local: Praça Velorama | Rua Groenlândia, 848 | Jardim América
Horário: 9h às 18h

Adote um Pet com Deficiência – 2a edição
Data: 20 de setembro
Local: Dog Zone Villalobos/Portinari | Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001 | Alto de Pinheiros
Horário: 9h às 18h

Fonte: Uhelp.com