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Dia Mundial da Água: especialista indica cinco atitudes para evitar o desperdício

Economia circular, novas tecnologias hidrossanitárias e calculadora de consumo são alguns exemplos que contribuem com a preservação da água

Comemorado no dia 22 de março, o Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, durante uma conferência sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. A data debate e alerta anualmente sobre alternativas para preservar um dos bens mais importantes do planeta.

A escolha de um dia dedicado à água reforça a grande importância desse patrimônio natural na vida das pessoas e no equilíbrio dos ecossistemas. Além de reforçar também a necessidade de conscientizar a população sobre o cuidado e a preservação desse bem, que desde muito tempo vem sendo explorado. A disponibilidade da água faz com que o seu valor seja esquecido, mas, na realidade, casos de regiões com escassez estão cada vez mais comuns.

“Estamos tratando com uma questão que afeta diretamente a fonte de vida da população, por isso medidas sustentáveis precisam ser aplicadas. Buscamos incentivar nossos colaboradores e clientes a economizar e preservar, além disso, também tentamos dar o exemplo praticando a economia circular. Coletamos a água da chuva e reutilizamos para limpeza dos espaços internos da empresa e pátios”, ressalta o gerente industrial da Censi, Arilson Decarlos.

Se conscientize você também. O especialista separou cinco dicas para você economizar em casa, anote aí:

água

– Economia Circular: ainda pouco conhecida, essa atitude busca dar valor ao que seria descartado. Alguns ambientalistas consideram que o consumo de água dentro do conceito de economia circular não é só uma opção, mas uma questão de sobrevivência. Dentro desse novo sistema, ao invés de descartar as águas residuais ou esgoto, é encontrado uma forma de reinserir no sistema evitando a realização de uma nova captação.

– Verifique vazamentos: nem sempre os vazamentos são visíveis, podendo ser também internamente. Nesse caso, se você não ficar de olho, só vai descobrir quando sua conta estiver nas alturas e uma grande quantidade de água ter sido desperdiçada. Um método comum para identificar o vazamento é fechar todas as saídas de água da residência e observar se o ponteiro do medidor continua girando. Se continuar, procure um profissional imediatamente, há grandes chances de encontrar um vazamento. Investir em mecanismos de antivazamento ajuda a prevenir e identificar.

mulher escovando dentes
Foto: JanFidler/Morguefile

– Economize água sempre que possível: quando for escovar os dentes, lavar a louça ou fazer a barba, não esqueça de fechar a torneira nos momentos em que não estiver usando. Uma torneira aberta pode desperdiçar em média 80 litros de água a cada cinco minutos. Não enrole na hora do banho, e também mantenha o chuveiro desligado enquanto não precisar da água. Evite lavar calçadas e garagens com água potável e colocar poucas peças de roupa para lavar, espere acumular o suficiente para atingir a capacidade total da máquina.

– Produtos hidrossanitários: além do antivazamento, outros produtos também podem auxiliar na economia de água. O sistema de duplo acionamento, por exemplo, diminui o gasto de 50% até 75% em relação às convencionais. Já os restritores e redutores de vazão são indicados para controlar a pressão da água e evitar o desperdício. Eles reduzem a saída de água em até quatro litros por minuto.

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– Calculadora on-line: você sabe o quanto de água gasta por dia? E se o seu consumo está dentro do indicado para cada habitante? A Organização das Nações Unidas (ONU) considera 110 litros de água por dia o ideal por pessoa. Para medir o quanto você gasta, existem algumas opções de calculadores on-line disponíveis. Por exemplo, clicando aqui, onde você coloca quantas pessoas moram na residência e o consumo mensal para verificar se a mediação está dentro ou acima do indicado pela ONU.

Dia Mundial da Água: dicas para reduzir o consumo na limpeza doméstica

De acordo com o Estudo Global sobre Cuidados Domésticos realizado pela consultoria Nielsen, 1 em cada 3 entrevistados limpam suas casas diariamente e 31% lavam roupas todos os dias. No entanto, sabemos que essa rotina de cuidados domésticos provoca impactos sobre o meio ambiente e a água que consumimos.

Os consumidores que buscam por produtos eficazes na limpeza e que contribuam com a economia de água e energia podem encontrar desde produtos biodegradáveis, ​​formulados com ingredientes que minimizam a contaminação da água e reduzem o dano nos ecossistemas fluviais, assim como soluções concentradas, que podem economizar até 25% de água em seu processo de produção, sem falar da melhor eficiência na etapa de transporte.

Algumas dicas para cuidar da água ao lavar roupas e limpar a casa:

1) Procure por detergentes biodegradáveis ​​para lavar roupas e louças

mulher lavando louçã pixabay
Pixabay

A maioria dos detergentes tem agentes quelantes que ajudam a remover manchas mais difíceis, como graxa, gordura, leite e tinta. No entanto, muitos produtos usam agentes quelantes que contêm fosfatos e são prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente. Os fosfatos são eliminados pelo encanamento, contaminando a água dos rios. Sua presença gera um crescimento excessivo de algas e um aumento no consumo de oxigênio da água, o que prejudica a vida aquática e o equilíbrio ecológico dos rios, causando a morte de plantas e animais.

Uma alternativa mais ecológica é o uso de quelantes sem fosfatos e com alto poder de limpeza, contribuindo com o equilíbrio dos ecossistemas.

2) Escolha lava-roupas que reduzam os ciclos de lavagem das roupas

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Normalmente, separamos nossas roupas entre peças brancas e coloridas para evitar manchas. Isso nos leva a aumentar o número de lavagens, consumindo mais água e energia. No entanto, existem produtos cujas fórmulas contêm um inibidor de transferência de cor e impedem a coloração dos tecidos brancos, permitindo que todas as roupas sejam combinadas em uma única lavagem.

Por exemplo, em um estudo da Fundação Espaço ECO (FEE), o ativo Sokalan HP 56, da BASF, aplicado em detergentes líquidos ou em barra e que atua como inibidor de transferência de cor reduz em 20% o impacto ambiental da lavagem de roupas. Como resultado, a quantidade de água consumida por uma casa com quatro pessoas em um ano diminui em 1.100 litros, que equivale ao consumo diário de água de cinco pessoas ou 100 lavagens em uma máquina de lavar louça ou 12 quilos de carbono para a atmosfera.

3) Procure produtos que eliminem micróbios em uma única lavagem

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As bactérias presentes na pele podem gerar maus odores em nossas roupas, principalmente naquelas que usamos para realizar atividades físicas. Detergentes para a roupa com um alto espectro de proteção antibacteriana evitam a proliferação de microrganismos e, consequentemente, de odores desagradáveis nas roupas.

Esse tipo de inovação nas fórmulas dos produtos é ainda mais relevante se observarmos que 74% dos consumidores da América Latina usam máquinas de lavar e apontam como atributos necessários a alta eficiência (61%) e a preservação da cor (48%), de acordo com o estudo da Nielsen.

A Basf criou o conceito Cleannovation (Limpeza + Inovação) reunindo um portfólio de soluções e ativos, que quando adicionado a produtos de limpeza, não só possibilitam a redução do consumo de recursos naturais, como água e energia, mas também otimizam o tempo que dedicamos aos cuidados com o lar. Com uma vida diária e uma rotina cada vez mais acelerada, ter mais algumas horas de tempo livre tornou-se uma aspiração comum aos consumidores. Para conhecer estas e outras soluções visite o site clicando aqui.

Dia Mundial das Florestas: Osklen lança movimento “Asap Forests”

Movimento de conscientização sobre a proteção da Floresta Amazônica e de suas reservas indígenas acontece no espaço Osklen Ipanema

Para celebrar o Dia Mundial das Florestas, comemorado hoje (21), Osklen lança a coleção ASAP Forests nesta 5a-feira – um chamado não só para a proteção da Floresta Amazônica e de suas reservas indígenas, que tanto contribuem para a preservação deste ecossistema, como também para a preservação das demais Florestas, com manifesto no espaço Osklen Ipanema.

A programação contará com intervenções na fachada e interior do espaço, que ainda terá uma área dedicada a apresentar o portfólio dos projetos sustentáveis da marca, o resultado de 20 anos de investimento em inovação para um consumo mais consciente.

O conceito ASAP (As Sustainable As Possible | As Soon As Possible) reforça a urgência da adoção de práticas e atitudes mais sustentáveis que vem norteando as iniciativas da marca, não só para reduzir o impacto socioambiental, como para sensibilizar e despertar a reflexão sobre o tema.

Todas as ações são realizadas pela equipe criativa, colaboradores e apoiadores da Osklen. O evento também contará com ativação da Amigos do Parque, organização que cuida da maior floresta urbana reflorestada do mundo: o Parque Nacional da Tijuca.

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A coleção Forests, que já está disponível nas lojas, traz tons terrosos e texturas inspiradas nas florestas do Brasil, reforçando a habilidade da Osklen em interpretar a natureza e harmonizá-la com a moda.

Isabeli Fontana usa vestido biodegradável da Colcci no Hollywood Science for Gala

Na noite desta quinta-feira (21), a supermodelo Isabeli Fontana usou um look exclusivo Colcci durante o Hollywood Science for Gala, evento pré-Oscar que beneficia o Instituto de Meio Ambiente e Sustentabilidade da UCLA – uma das mais prestigiosas universidades norte-americanas-, no qual nomeou a topmodel como madrinha da ação.

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Isabeli tem proximidade com questões ambientais, além de ser vegetariana e não usar produtos de origem animal, ela abraça campanhas que atentam a sociedade para a importância de se criar um mundo ‘saudável’. “Sempre digo que as ações do presente refletem no futuro. E qual futuro desejamos construir?”, fala a top.

Para o evento, um vestido da Colcci foi produzido exclusivamente para Isabeli e obedecendo os princípios nos quais a top acredita. O look é feito com seda biodegradável certificada, livre de agrotóxicos. O tecido seguiu rigoroso manejo sustentável de água e utilizou corantes biodegradáveis de baixo resíduo.

Fotos: Marcio Amaral

 

Maitê Proença se une à primeira marca de cosmético do mundo a usar embalagem reutilizada

A brasileira Reload beleza positiva utiliza economia circular e vende produtos veganos

A atriz Maitê Proença é a nova sócia da Reload Beleza Positiva, primeira marca de cosméticos do mundo a adotar embalagens reutilizadas.

Criada pelo empresário Filipe Sabará, a marca já conta com uma linha hair care de alta performance com o conceito pós-sustentável. Todos os cosméticos são produzidos sob o pilar da economia circular, vegana, livre de silicone, sulfato, parabenos e também de testes em animais. Os produtos chegam dentro de embalagens reutilizadas e higienizadas, ressignificando a função das garrafinhas de água mineral.

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“Estou tomada por uma necessidade de contribuir de forma consistente para este planeta que estamos desmantelando de forma física e moral, por isso entrei nessa empreitada com o Filipe Sabará”, disse Maitê.

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“Virei sócia de algo em que acredito e que tenho orgulho em divulgar, não entraria em algo que gera impactos negativos para o ecossistema. A Reload é totalmente inovadora nesse sentido. A marca é disruptiva e dá um passo à frente ao conceito de sustentabilidade não só na fórmula, mas também na embalagem e na distribuição”, completou Maitê.

Todos as etapas dos produtos da empresa são responsáveis. Quem fornece a matéria-prima do óleo de argan, óleo de moringa e quinoa são comunidades com as quais a Reload lida diretamente. Tudo é produzido por agricultores familiares, seguindo as premissas do fair trade (comércio justo).

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O projeto tem a parceria da Minalba Brasil, do Grupo Edson Queiroz, por meio da água São Lourenço e também das lojas Mundo Verde.

Informações: Reload Beleza Positiva

Energia elétrica: saiba como funciona a tarifa branca

Em 2019, consumidores com média mensal superior a 250 kWh poderão pagar valores flexíveis em função da hora e do dia de consumo do recurso

Logo no início do ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disponibilizou uma nova modalidade tarifária – branca – para consumidores com média mensal superior a 250 kWh e para novas ligações. O recurso se enquadra para unidades consumidoras atendidas em baixa tensão, como residências e pequenos comércios, em todo o país, que agora podem pagar valores diferentes na conta de luz. O benefício será visível se o uso da energia elétrica for pela manhã, início da tarde e madrugada, horários de baixo consumo.

Segundo Wagner Cunha Carvalho, especialista em eficiência energética e diretor de relacionamentos da W-Energy, empresa responsável por métodos de redução de desperdícios de água e energia, o consumidor precisa analisar se realmente compensa a troca, pois se o uso do recurso for irregular e se concentrar em outros horários, conhecidos como intermediários e de ponta, a conta pode chegar, em média 50% mais cara.

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“Mudar a modalidade por impulso não é recomendado. O consumidor pode obter bons descontos, como também surpresas se não administrar bem o uso da energia elétrica em sua casa ou empresa. O melhor a fazer é estudar a sua conta, acessar um simulador online, buscar especialistas para avaliar a vantagem e mudar alguns hábitos, se necessário. Utilizar a tecnologia de forma inteligente e eficiente é a chave para não se decepcionar”, diz.

Caso o consumidor acredite que a tarifa branca não apresenta vantagem, ele pode solicitar sua volta à tarifa convencional e a distribuidora terá 30 dias para atender o pedido.

O especialista alerta que ao trocar a tarifa, o cuidado com a conta de luz deve ser redobrado, pois se residências ou empresas utilizarem equipamentos muito antigos, que consumem mais energia, o ideal é trocar por novos modelos.

“Nesses casos é necessário gerenciar os picos de energia, controlando a demanda da concessionária sem interferir na produtividade da casa ou empresa. Os aparelhos de ar condicionado e muitas vezes, geladeiras e câmaras frias, são grandes vilões. É possível estudar os picos de energia, por meio de medidores, simuladores e gerenciamentos específicos para que, nos horários da tarifa branca, haja controle e menos gastos”, explica.

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Já para a iluminação existe viabilidade para substituir lâmpadas decorativas por lâmpadas eficientes com Light Emitting Diode, conhecidas como LED. “Em relação com as dicroicas, o LED pode ser até 80% mais econômico”, revela Wagner.

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Fonte: Wagner Cunha Carvalho é administrador de empresas, especialista em Sustentabilidade – Eficiência Energética e Hídrica. É diretor de relacionamentos e negócios da empresa W-Energy e possui larga experiência em gerenciamento de grandes projetos nos segmentos Comerciais, Industriais, Saúde e de Infraestrutura. Membro do Instituto para a valorização da Educação e da Pesquisa no Estado de São Paulo (Ivepesp). Participou ativamente do desenvolvimento da sustentabilidade em nosso país, por meio da geração de grandes resultados coordenando projetos para empresas de diversos segmentos do mercado.

Plantas Alimentícias Não Convencionais são temas de encontro e oficina no Sesc Consolação

Durante o mês de fevereiro, o Sesc Consolação promove atividades voltadas ao consumo responsável e à sustentabilidade, visando o máximo aproveitamento dos alimentos, bem como uma alimentação saudável e equilibrada, através das PANC (plantas alimentícias não convencionais). As oficinas, que são gratuitas, ocorrem em diversos espaços da unidade e são abertas ao público geral, credenciados e não credenciados.

O projeto “Planta Resistência” busca discutir formas alternativas e sustentáveis de produção e comércio de alimentos, além de maneiras práticas de preparo para o consumo em casa com vistas na redução do desperdício, na valorização do sabor dos produtos naturais, na promoção da saúde, na troca dos saberes tradicionais e acadêmicos e na autonomia dos indivíduos frente ao condicionamento agroindustrial hegemônico.

“Atualmente o conceito de PANC está bem difundido, principalmente nas grandes cidades, que se configuram como espaços de troca de informações. As pessoas conhecem a sigla, mas ainda consomem as PANC somente em ocasiões especiais ou restaurantes. Para esta população é importante consolidar o consumo, de forma que estes alimentos façam parte do cotidiano. Nas áreas rurais, muitos vegetais considerados PANC se fazem presentes por serem parte da memória afetiva alimentícia, mas é preciso resgatar o valor destes ingredientes para manter viva a tradição de uma alimentação mais diversa” explica Arthur Rodrigues, do Mato no Prato, projeto de educação ambiental através da revolução alimentar, que ministrará duas atividades no Sesc Consolação.

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Programação

Cultivo com PANC

Nesta oficina, Beatriz Carvalho e Arthur Rodrigues, criadores do projeto Mato no Prato (organização criada para fortalecer o vínculo entre as pessoas e a natureza, promovendo saúde e qualidade de vida), convidam o público a se aprofundar no cultivo das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), apresentando aspectos técnicos, como: o trato com a terra, as necessidades fisiológicas e as preferências de cada planta. Ao final, cada participante poderá levar seu vaso para a casa, para dar continuidade aos cuidados e ao plantio.

Alimentação Viva

A alimentação viva utiliza alimentos crus ou submetidos ao calor máximo de até 45 graus, assim como grãos e sementes germinadas. Nesta oficina, será apresentada uma grande variedade de possibilidades da culinária viva, como: salada de lentilha germinada, vegetais fermentados, queijo de castanha e trufa viva. A atividade será ministrada pela Menina Brasileira, organização de ecogastronomia, volta à cozinha artesanal, orgânica, integral e sem origem animal.

Caminhada de Reconhecimento das PANC

A atividade, que tem acompanhamento do Mato no Prato, consiste em um passeio para a identificação, observação e contato com espécies PANC, que podem ocorrer espontaneamente ou serem cultivadas como ornamentais pela vizinhança ou serviço de paisagismo municipal. O roteiro é previamente planejado para ser realizado a pé. São feitas paradas em pontos estratégicos para demonstração e explicação de algumas espécies, suas características e formas de aplicação culinária.

Cozinha Experimental, Banquete Marginal

Nesta oficina, a culinarista Raquel Blaque propõe compartilhar seu conceito de cozinha experimental, que é cozinhar com ingredientes não programados e pratos improvisados onde quem faz o cardápio é o próprio alimento. Propõe, ainda, ensinar técnicas de cortes de acordo com a aparência, técnicas de perecividade e técnicas de aproveitamento total do alimento, aprofundando conhecimentos em economia doméstica no tratamento e consumo de alimentos descartados.

Raquel Blaque é cozinheira na Creative Commes e membro do grupo Freeganismo São Paulo, que coleta e mapeia alimentos em feiras livres, distribuindo no evento Banquete Comum e em ocupações. Nos dois projetos é explorado o experimental utilizando apenas insumos adquiridos de forma gratuita.

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Planta Resistência

Cultivo com PANC (já realizada)
Com Mato no Prato
Dia 9/2, sábado, das 14h às 17h
Local: Sala Alfa (8º andar)
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento

Alimentação Viva
Com Menina Brasileira
Dia 12/2, terça-feira, das 19h às 21h
Local: Hall de entrada do Teatro Anchieta
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Entrega de senhas no local com 30 minutos de antecedência

Caminhada de Reconhecimento das PANC
Com Mato no Prato
Dia 23/2, sábado, das 10h30 às 13h30
Local de saída: entrada do Sesc Consolação
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Inscrições com 30 minutos de antecedência no local

Cozinha Experimental, Banquete Marginal
Com Raquel Blaque
Dia 27/2, quarta-feira, das 19h às 21h
Local: Sala de Leitura (3º andar)
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis | Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Central de Atendimento

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Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, São Paulo
Informações: (11) 3234-3000
Transporte Público: Estação Mackenzie do Metrô – Linha 4 – Amarela

 

Campanha de reutilização de óleo de cozinha tem mais de 1.400 pontos de entrega no estado de SP

Óleo usado não deve ser jogado na pia, banheiro ou lixo, e pode ser reaproveitado para fabricação de combustível e até sabão

Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), em parceria com as empresas de alimentos ADM, Bunge, Cargill, Imcopa e Louis Dreyfus e com o Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais (Sindoleo), lança um novo site com informações sobre reutilização de óleo de cozinha.

Por meio do site Óleo Sustentável, o cidadão tem acesso a informações de caráter educativo sobre o armazenamento e o descarte correto do óleo usado, como o passo a passo para a coleta, os pontos de entrega, publicações de conscientização para o consumidor e esclarecimentos sobre os benefícios da reciclagem do óleo para o meio ambiente e o bem-estar da população.

A página também traz boletins informativos sobre as ações ambientais das empresas que participam da iniciativa, além de curiosidades a respeito do uso do óleo de cozinha, vídeos educativos e reportagens sobre os destinos do óleo usado. No primeiro vídeo, a dona de casa Regina ensina como fazer a coleta do óleo usado, assista clicando aqui.

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Passo a passo do descarte e entrega do óleo de cozinha após o uso:

1° – Deixe o óleo esfriar por pelo menos 30 minutos
2° – Passe o óleo usado em uma peneira e funil, para tirar resíduos de alimentos, e armazene em garrafa pet
3° – Feche a garrafa para evitar odores e insetos
4° – Limpe a panela com um guardanapo de papel e descarte-o no lixo orgânico
5° – Leve ao ponto de entrega (conheça os endereços no estado de SP clicando aqui)

Ao todo, já são 1.423 pontos de entrega no estado de São Paulo. O óleo coletado é levado para cooperativas de catadores e indústrias de reciclagem, e é destinado para a produção de biodiesel e como insumo para outras aplicações, incluindo a fabricação de tintas e sabão ecológico.

Cindy Moreira, coordenadora de sustentabilidade da Abiove, informa que há diversos benefícios em descartar corretamente o óleo. “Nosso intuito é preservar a natureza e fazer dessa ação um hábito da população para que não joguem o óleo no ralo da pia, do banheiro ou no lixo. Além disso, as embalagens de plástico, geralmente PET, são enviadas para cooperativas de catadores credenciadas, onde são separadas e destinadas para as indústrias recicladoras”, explica.

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Ação na praia de Guarujá-SP tem até revistinha infantil

Em parceria com a prefeitura de Guarujá–SP e com as empresas de alimentos, a Abiove lançou a “Campanha Óleo Sustentável no Verão”. Foram inaugurados na cidade sete pontos de recolhimento de óleo de cozinha, além dos cinco já existentes, e, aos fins de semana, promotores realizam atividades de educação ambiental na praia da Enseada, uma das mais movimentadas, e em redes de supermercados.

Na ação, são distribuídos brindes como um funil, para facilitar a separação do resíduo nas residências, e um gibi para as crianças com uma personagem criada especialmente para a campanha, a “capitã Recicla”. Também estão sendo entregues sacolas biodegradáveis contendo informações dos pontos de entrega de óleo. A meta é recolher 1.000 litros do resíduo até o final de janeiro.

Segundo a Abiove, a ação é pioneira e inaugura os projetos setoriais no âmbito do Óleo Sustentável. “Queremos ampliar as parcerias público-privadas e contribuir para aumentar a conscientização ambiental e o volume de óleo coletado no estado de São Paulo”, afirma Cindy.

No Guarujá, o óleo de cozinha usado pode ser entregue nos endereços a seguir:

1) Supermercado Krill Caiçara (Avenida dos Caiçaras s/n) – novo
2) Supermercado Krill Guarujá (Av. Presidente Tancredo Neves, nº 100) – novo
3) Supermercado Krill Vicente (Via Santos Dumont, nº 1.503) – novo
4) Roldão Atacadista (Rua Valdomiro Macário, nº 59) – novo
5) Vencedor Atacadista (Avenida Adhemar de Barros, nº 1.660) – novo
6) Mercadão Perequê (Avenida Bidu Sayão, nº 619) – novo
7) Mercadão Guarujá (Avenida Santos Dumont, nº 619) – novo
8) Revenda Ultragaz (Praça das Bandeiras, nº 31, Jd. Enseada)
9) Revenda Ultragaz (Via Santos Dumont, nº 135, Vila Santo Antônio)
10) Revenda Ultragaz (Marginal Piaçaguera, nº 239, Vila Áurea)
11) Sabesp (Av. Leomil, nº 1.055, Barra Funda)
12) Sabesp (Av. Thiago Ferreira, nº 435, Vila Alice)

Descubra benefícios da compostagem e como fazer uma composteira em casa ou apartamento

Produção de fertilizante orgânico, redução na emissão de gases poluentes e destinação adequada de resíduos, são algumas das vantagens da utilização de lixo doméstico como adubo

A quantidade de lixo produzida e descartada em locais inapropriados, é um dos mais graves problemas ambientais brasileiros. A Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) estima que em 2016, cada brasileiro produziu 377 kg de lixo, resultando em cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos sólido.

O estado de São Paulo é o campeão nacional em descarte de lixo. São geradas mais de 56 mil toneladas por dia. Desse total, cerca de 42 mil tem destinação adequada. O restante pode ser encontrado nas esquinas, nas calçadas, nos terrenos baldios, nos rios, em espaços públicos.

O descarte em locais impróprios, contamina os lençóis freáticos, causa mau cheiro, atraindo moscas, ratos, baratas e outros insetos e animais, causadores de inúmeras enfermidades.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, em 2015 foram geradas cerca de 32 milhões de toneladas de resíduos orgânicos no Brasil, o que equivale a 88 mil toneladas de lixo diário. Todo este material quando entra em decomposição, seja nos lixões ou aterros sanitários, gera o gás metano, um dos principais causadores do efeito estufa.

Parte desse lixo produzido poderia ter destino mais produtivo: a compostagem, que é a reciclagem de resíduos orgânicos para produção natural de fertilizante ecológico, econômico e sustentável.

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“O processo da compostagem, realizado por meio de micro-organismos, como fungos e bactérias, degrada a matéria orgânica, resultando em um fertilizante de origem animal ou vegetal, com dois componentes principais: os minerais, contendo os nutrientes essenciais para as plantas; e o húmus, como condicionador e melhorador das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo”, explica o engenheiro agrônomo Valter Casarin, coordenador científico da Nutrientes para a Vida (NPV).

Do total de resíduos domésticos produzidos, 30% poderiam ser usados na compostagem. Ou seja, menos lixo nos aterros, menos poluição ambiental e menos emissão de gases poluentes.

“A compostagem recicla nutrientes, como: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre. Todos eles são assimilidados em maior quantidade (macronutrientes) pelas raízes, além de ferro, zinco, cobre, manganês, boro e outros, absorvidos em quantidades menores (micronutrientes). A composição do composto depende do material de origem. Assim, nem sempre os compostos conseguem fornecer todos os nutrientes que as plantas requerem e, muitas vezes precisam ser combinados com adubos minerais.”

Atuando com informações embasadas cientificamente, a NPV informa claramente os diversos tipos de fertilizantes, seja mineral ou orgânico, com o objetivo de nutrir de forma adequada e balanceada as plantas, de forma a proporcionar segurança alimentar e nutricional para os seres humanos.

Aprenda a fazer uma composteira para casa ou apartamento

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Segundo Cristal Muniz, blogueira e autora do livro Uma vida sem lixo, da Editora Alaúde, mais da metade do lixo produzido nas casas vem da cozinha: os restos de alimentos ou o chamado lixo orgânico. Para ela, que há quase três anos decidiu parar de produzir lixo, até mesmo os descartáveis, a solução para o mau cheiro nas lixeiras e para o grande descarte de restos inutilizáveis é ter uma composteira doméstica.
A autora defende que a solução é viável tanto para quem mora em casa quanto para quem mora em apartamento.

Reduzir o lixo da cozinha, ter um adubo maravilho, fácil e sempre à mão, manter uma horta superbonita: dá para ter isso tudo com uma composteira em casa. Existem vários tipos de composteira, mas o que a blogueira e autora do livro Uma vida sem lixo (Editora Alaúde), Cristal Muniz, recomenda é a com minhocas.

Como fazer composteira em casa

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1 – Faça um buraco na terra, de cerca de pelo menos 0,5 metro quadrado. Se a família for grande, você pode fazer dois e, enquanto um descansa, vocês enchem o outro. Ou fazer um grandão, de 1 metro quadrado. Uns 30 centímetros de profundidade são suficientes. Para ajudar a segurar as paredes de terra, você pode colocar tábuas nas laterais ou uma caixa sem o fundo (tipo uma caixa d’água, um caixote, algo que segure as laterais, mas dê acesso ao chão). Também dá para fazer cercando uma área em contato com a terra com cerca de arame, tábuas ou troncos.
2 – Coloque o material orgânico e não espalhe muito. Vá concentrando em um cantinho até encher o espaço. Sempre cubra muito bem com folhas secas ou serragem (é esse o segredo para o cheiro ruim não aparecer).
3 – Regue de vez em quando se fizer muito calor ou bater muito sol, porque a mistura pode esquentar e secar. É bom manter úmido para a decomposição acontecer mais rapidamente.
4 – A cada 15 dias, dê uma revirada em todo o material, para ajudar a aerar e facilitar a decomposição.
5 – Aos poucos, as sobras de alimento vão se transformar em uma terra bem escura, com cheiro de terra molhada. Esse adubo é maravilhoso para as plantas e para a sua hortinha!

Composteira em apartamento

Um dos sistemas de composteira doméstica mais famosos hoje é a composteira com minhocas. Isso porque ela é pequena, não tem cheiro ruim, cabe em quase qualquer cantinho, como a área de serviço, e a decomposição acontece mais rápido com a ajuda desses bichinhos.

Esse tipo de composteira é ótimo para quem mora em apartamento ou quem mora em casa e não pode fazer um buraco no quintal, como no método explicado acima. Existem composteiras prontas que já vêm com as minhocas, mas você pode fazer a sua usando caixas ou baldes de plástico.

Uma composteira com minhocas precisa de, no mínimo, três andares: o andar do topo, onde o lixo orgânico vai sendo depositado e coberto com o material seco (serragem e folhas secas) que, quando cheio, deve ficar em repouso por cerca de um mês. Durante esse tempo de repouso, o andar do meio vira o do topo e começa o ciclo de novo. Esses dois andares são onde ocorre a compostagem do material. O andar de baixo é o que recolhe o líquido que escorre (os andares são intercalados com furinhos para o líquido cair e as minhocas se movimentarem).

No final desses dois meses, o chamado período de repouso, o material que sobra é um húmus que parece terra, supernutritivo para as plantas e com cheirinho de terra molhada. Nada disso dá mau cheiro se tudo for feito corretamente.

O excesso de umidade pode facilitar a criação de mosquinhas, por isso é importante cobrir tudo muito bem com serragem. Além das minhocas, acabam aparecendo outros bichinhos pequenos, como formiguinhas e outros insetos, que também ajudam no processo de decomposição dos alimentos. É tudo limpo e, seguindo todas as etapas, não há risco nenhum de contaminação.

Como usar composteira com minhocas

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Crédito: Felipe Machado e Julia Giusti

=Para usar a composteira você deve colocar os restos de alimentos aos poucos. Não espalhe tudo, vá concentrando o lixo orgânico em cantinhos. Cubra muito bem com folhas secas e serragem. Não aparte ou comprima, deixe a mistura respirar porque ela precisa do oxigênio.
=Siga colocando seus resíduos até que o baldinho que estiver em cima esteja cheio. O ideal é levar mais ou menos um mês para encher, assim dá tempo de ele virar adubo e você poder trocar pelo andar do meio. Quando estiver cheio, ele vai para o repouso. =Troque de lugar com o que estava no meio da pilha, vazio.
=Quando esse recipiente (que estava no meio e foi para topo da pilha) estiver cheio, depois de um mês ou mais, vai ser hora de trocar os andares novamente. Se tudo deu certo, o recipiente que estava no repouso agora tem húmus.
=Para retirar o húmus, deixe o pote com a tampa aberta em um lugar com bastante luz. As minhocas não gostam e vão se enfiando para dentro da terra. Vá raspando o adubo aos poucos, para não machucar e não levar embora as minhocas.
=Na caixa fixa debaixo, vai começar a aparecer um líquido bem escuro. Ele é um biofertilizante poderosíssimo. Dilua cada parte do líquido em dez partes de água e use essa mistura para regar suas plantinhas uma vez por semana. Elas vão ficar lindas.
=O húmus pode ser colocado em plantas, mas, caso sobre, você também pode doar, colocar nas plantas do condomínio, na praça perto de casa etc.

São Paulo ganha seis novos pontos de coleta de recicláveis em 2018

Capital paulista é a maior produtora de resíduos no Brasil e vê, em pequenas iniciativas, o motor para a mudança

Em 2018, a cidade de São Paulo ganhou seis pontos de entrega de recicláveis como parte da iniciativa da Molécoola, startup que trabalha com a logística reversa de recicláveis pós consumo. Os pontos foram instalados em locais de grande circulação e em pouco mais de três meses de funcionamento integral recolheram mais de 40 toneladas de recicláveis entre papel, plástico, metal, vidro e eletrônico.

A iniciativa surgiu com o objetivo de ajudar com um problema comum nas grandes cidades: o grande volume de lixo. De acordo com a prefeitura, só em São Paulo, a produção diária é de 20 mil toneladas, sendo os resíduos domésticos a maioria, com 12 mil toneladas recolhidas. Essa grande produção acaba gerando problemas de saúde pública, ambientais, além de logística para o poder público.

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“Percebemos que precisávamos fazer alguma coisa para lidar com o lixo nas cidades. Em um primeiro momento de pesquisa nos deparamos com números alarmantes sobre a produção de lixo e o quanto de perda econômica e social isso representava para todos”, diz Rodrigo Jobim, fundador da Molécoola.

A ideia do programa é simples: o usuário leva o reciclável limpo e separado em uma das lojas contêineres da Molécoola onde será pesado e o peso revertido em pontos pelo aplicativo. Esses pontos, quando acumulados, podem ser trocados por bens de consumo e serviços na própria loja. As opções de resgate vão de cabo para celular e crédito para x-box, até produtos de limpeza e utilidades sustentáveis como canudos de metal e copos de silicone.

“Uma pesquisa do IBOPE aponta que 66% dos brasileiros sabem pouco sobre coleta seletiva, o que nos mostra que a falta de informação é um dos principais desafios. Por isso, desenvolvemos um modelo baseado no incentivo em que a pessoa não acostumada a reciclar, chegue até nós por meio de benefícios que ela possa ganhar. Uma vez na nossa loja, ela será recepcionada por um dos nossos colaboradores, que mais do que operar a loja, são uma interface com o público para que ele tire dúvidas e entenda um pouco mais do processo”, explica Jobim.

Além de beneficiar o meio ambiente, a prefeitura e o cidadão, a iniciativa ainda auxilia as empresas a cumprirem metas internas de sustentabilidade e as metas do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que determina que a indústria também é responsável pelo retorno das embalagens pós consumo para a cadeia produtiva. De acordo com Jobim, “garantimos que todo o material que coletamos seja reciclado, além de permitirmos a rastreabilidade da cadeia e controle sobre o tipo de resíduo que recolhemos”.

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Para completar o ciclo sustentável, a Molécoola também trabalha para o desenvolvimento social. Seus colaboradores, em sua maioria são ex-catadores ou ex-cooperados, que tem seu trabalho formalizado, além de terem a oportunidade de virarem empreendedores, já que a startup baseia sua expansão em um sistema de franquias, auxiliando na busca por crédito para a abertura de uma loja Molécoola.

Fonte: Molécoola