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Compartilhamento é alternativa para o Dia Mundial Sem Carro

Nesta sexta-feira (22), é comemorado o Dia Mundial Sem Carro. Além de deixar o trânsito mais fluído e menos estressante, não usar o veículo tem impacto direto na qualidade de vida da população. Ir de bicicleta, a pé ou de transporte coletivo são algumas alternativas para quem vai deixar o automóvel em casa.

Outra opção são os serviços de compartilhamento de carros, que facilitam o acesso a veículos e desestimulam a aquisição desse bem nos casos em que se faz um uso pontual do automóvel. Pensando nisso, a Zazcar, primeira empresa de carsharing da América Latina, separou cinco itens, sobre como o compartilhamento de carros pode trazer benefícios para as cidades:

1. Melhora no trânsito

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A diminuição da quantidade de carros nas vias deixa o trânsito mais fluído e menos estressante, impactando positivamente na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população. A relação entre estes dois itens já foi comprovada: em cidades onde o tempo de deslocamento é pequeno e o período gasto no congestionamento é mínimo as pessoas vivem melhor. Estudos sobre carsharing apontam que cada carro compartilhado retira, em média, 13 carros particulares da rua. Apesar do carro compartilhado ser usado por mais tempo e mais vezes durante um único dia do que um carro normal, as pessoas que passam a utilizar estes veículos se tornam usuários “multimodais”, ou seja, elas passam a usar outras formas de transporte que não seja o carro, como, por exemplo, metrô, ônibus ou bicicleta, ao invés de utilizar quase que exclusivamente um carro particular.

2. Redução da poluição do ar

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Outro efeito direto e já observado em cidades que estimulam a redução do número de carros é o impacto positivo na qualidade do ar. Os veículos são um dos principais causadores da poluição nos centros urbanos, pois as substâncias emitidas na queima do combustível são nocivas ao meio ambiente e à saúde. O monóxido de carbono é tóxico e pode provocar até alterações do sistema nervoso central, enquanto os outros gases presentes na fumaça dos carros podem causar danos aos pulmões e a outros órgãos do aparelho respiratório.

3. Diminuição da área de estacionamento

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Os carros não “lotam” somente as ruas, eles também ocupam muitos outros espaços da cidade que poderiam ser aproveitados para outros fins. 25% da área construída na cidade é vaga de estacionamento. Uma cidade “construída” para os carros e não para as pessoas claramente não atende às necessidades dos seus habitantes. Nesse sentido, o compartilhamento de veículos também pode ser importante: além de reduzir o número de novas aquisições, os carros já em circulação acabam tendo mais uso, o que minimiza o tempo que eles ficam parados, demandando assim menos espaço de estacionamento.

4. Cria laços de amizades

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Os sistemas de compartilhamento também ajudam na retomada do conceito de “comunidade” e no fortalecimento do espírito coletivo, deixado um pouco de lado nas últimas décadas. Através desses serviços, são criadas redes de troca e colaboração que podem ser muito benéficas para os participantes e também para o lugar onde eles vivem: juntos, são mais fortes e podem pensar em melhorias concretas para a rua, o bairro ou a cidade onde vivem.

5. Incentivo a uma cidade mais viva

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Amsterdam- Foto: Pixabay

Você já se perguntou por que costumamos gostar tanto das cidades europeias? Com certeza, um dos fatores que chamam a atenção de um brasileiro é a presença de pessoas na rua, a vivacidade desses lugares. É evidente que se tratam de realidades bem diferentes ao comparar São Paulo com Amsterdam, por exemplo, mas também é verdade que quem possui um veículo acaba por utilizá-lo bem mais do que o necessário, o que restringe ainda mais o seu contato com a cidade e com as outras pessoas. O compartilhamento de carros auxilia na construção de uma cidade com menos veículos e onde estes sejam usados de forma compartilhada.

Fonte: Zazcar

 

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Dia da Árvore: o que podemos fazer para combater o desmatamento?*

Hoje, 21 de setembro, é comemorado o Dia da Árvore. Mais que um motivo para celebração, a data é uma oportunidade para avaliarmos a questão do desmatamento e como podemos agir para minimizar os impactos ambientais ao longo dos próximos anos. Isso não quer dizer que algumas medidas positivas não existam, mas, sim, que devem ser sempre replicadas.

Para entender melhor a importância dessas medidas positivas, vale uma análise sobre a Amazônia Legal. Após cinco anos consecutivos de crescimento, a área registrou uma expressiva queda de 21% no desmatamento, entre agosto de 2016 e julho de 2017. A análise mostra que todos os estados registraram redução, mas o Pará foi o que conseguiu um desempenho melhor: obteve uma queda de 31% no número absoluto de quilômetros quadrados desmatados, além de uma redução de 28,8% para 25% na proporção total da Amazônia Legal afetada.

Ao avaliar os fatores que contribuíram para o desempenho positivo do estado, identificamos que, além de investimentos em novas tecnologias e ferramentas de gestão por parte do governo, o setor privado e a sociedade também passaram a apostar mais em ações que estimulam a valorização das florestas em pé.

Nesse sentido, podemos destacar o trabalho de empresas que apostam em parcerias com comunidades de diferentes biomas do Brasil (principalmente o amazônico) e que, por meio de treinamentos e capacitações, ensinam que é possível extrair frutos e sementes da biodiversidade sem agredir o meio ambiente – tudo isso com a geração de uma fonte de renda extra.

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Foto: Picography/Pixabay

Esse é um modelo de negócios que pode ser replicado em diferentes setores da economia, pois, atualmente, grande parte dos produtos deriva, em algum grau, da transformação de matérias-primas originadas na natureza. A proposta é que, por meio da conservação dos recursos naturais, o país tenha condições de ampliar o valor do patrimônio genético e de contribuir para desaceleração do aquecimento global.

Para exemplificar a eficiência dessa iniciativa, a Beraca promoveu um estudo sobre o serviço ecossistêmico de regulação global em áreas de extrativismo de andiroba, murumuru, açaí e pracaxi destinado às indústrias de beleza, cuidados pessoais e farmacêutica. A análise identificou que foi possível evitar a emissão de 1.400 ton CO² e ainda apoiar a regeneração de 2.350 hectares de floresta de um único fornecedor da matéria-prima, o que equivale a R$ 180 mil em estoque de carbono gerado.

Além disso, outro estudo, realizado em parceria entre a Beraca, a Universidade de São Paulo (USP) e a Columbia University, de Nova York, concluiu que, em um município do Pará com histórico de atividade madeireira ilegal, a cada R$ 1,5 investido no extrativismo sustentável, são retirados R$ 3,6 da mão de obra de serrarias ilegais.

Diante desses números, é possível notar que começamos a caminhar na direção correta, porém ainda temos que fazer muito para que o desmatamento seja cada vez menor em nosso país. Ao replicar modelos positivos de manutenção das florestas, transformamos as áreas verdes em uma perpétua fonte de renda, capaz de contribuir com a saúde do planeta e restaurar a dignidade das comunidades locais. O primeiro passo é enxergar que qualquer espécie viva depende das árvores para garantir a sua sobrevivência.

* Érica Pereira atua na área de Sustentabilidade da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais

Repassa: consumo sustentável e economia colaborativa

Idealizado a partir dos objetivos do publicitário e empresário Tadeu Almeida em gerar impacto positivo na sociedade e na natureza, o Repassa chegou ao mercado como uma nova tendência, baseado nos verdadeiros conceitos de sustentabilidade, projetos sociais e qualidade. E também para trazer a acessibilidade necessária ao produto, vendedor e comprador. O mercado brasileiro de roupas usadas em excelente estado é muito grande e é aonde a empresa busca ser referência.

Além de tudo, o uso de roupas de segunda mão é uma tendência cada vez mais forte em todo mundo, já que agrega um importante valor: o consumo consciente, avesso ao ritmo descartável que chegamos hoje. Segundo o Ibope, existem mais de R$ 50 bilhões em roupas paradas no guarda-roupa das pessoas, que não usam 60% das roupas que têm. Mas, esse mercado está em forte crescimento, pois cada vez mais as pessoas compram peças gentilmente usadas e entendem melhor o conceito de utilidade do que se consome, e passam a acumular menos coisas.

“A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo e a forma mais eficiente de diminuir esse impacto é dando mais ciclos de vida para as nossas roupas. Afinal, uma peça gentilmente usada, é tão boa, bonita e útil quanto uma nova, mas é até 90% mais barata e muito mais exclusiva”, diz Tadeu.

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Só que muitas pessoas doam as peças que não usam mais, e por mais que estejam em excelentes condições, para um projeto social é muito melhor receber uma doação em dinheiro, que será usado diretamente em sua causa, do que em peças de roupa. Assim, o empresário juntou essas informações e definiu a missão da empresa: repassar o bem através das peças de roupa que não são mais usadas. “Na era da conexão, do compartilhamento, a gente repassa o tempo todo, mas só coisa boa, em que a gente acredita, então, o nome veio bem a calhar”, completa.

A versão beta da plataforma foi desenvolvida em 2015. Quem queria vender, fotografava e cadastrava as peças no site, e quando eram vendidas, os vendedores eram avisados e as enviavam pelos correios para quem comprou. A aceitação dos usuários foi ótima, mas nesse momento foi constatado que a maioria das pessoas não tem tempo nem paciência para fazer todo o trabalho que dá para vender algo pela internet.

Foi aí que o Repassa desenvolveu a Sacola do Bem, uma forma muito mais fácil de vender roupas pela internet sem ter trabalho algum. O cliente pede a Sacola do Bem pelo site no valor de R$ 14,99, recebe-a em casa e a enche com as peças que amou, mas não usa mais, e a envia de volta.

Com experiência, bom gosto e cuidados especiais na seleção das peças, a equipe do site faz todo o trabalho de curadoria e certificação, fotografia, cadastro, armazenamento e envio. O cliente não tem que fazer mais nada e recebe 60% do valor das vendas.

No momento em que pedem a sua sacola, os clientes também podem fazer um Repasse Solidário, escolhendo uma porcentagem de suas vendas para doar para uma das ONGs parceiras como Graacc, Fundação Abrinq, Mães da Sé e Saúde Criança.

Desde essa mudança no modelo da empresa, as compras também se multiplicaram, pois os compradores se sentem mais seguros ao verem fotos profissionais publicadas, ao saberem que a peça passou pela avaliação de profissionais treinados antes de ir para o ar e em saberem que as peças estão fisicamente com a equipe do Repassa e que vão recebê-las, além de poder devolvê-las sem custo algum.

Como a empresa assume todo o processo, também consegue anunciar produtos melhores, com fotos e descrições melhores, além de preços mais competitivos. Isso faz com que os compradores se sintam mais seguros para comprar e achem ofertas mais interessantes. O resultado é que todo mundo fica feliz: quem vende, quem compra e quem doa.

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“Muitas clientes entram em contato com a gente agradecendo e dizendo que vão divulgar para todas as suas amigas. Adoramos quando isso acontece e como achamos que toda boa ação deve ser retribuída, desenvolvemos uma forma justa de remunerar cada recomendação que um cliente faz de forma recorrente e em vários níveis de conexão” explica Tadeu.

O principal público do empreendimento é o feminino, de 20 a 40 anos, da classe A até a C. Normalmente, pessoas com maior poder aquisitivo vendem no site e quem quer economizar em peças de grandes marcas em excelente estado, compram. O público é bem dividido e com a consciência do consumo cada vez mais em alta, o nível de renda importa cada vez menos.

A empresa tem muito interesse em expandir no segmento masculino, que não tem tantas opções e, esse público, preocupa-se casa vez mais com o visual. Também estão nos planos a expansão no segmento kids, em que as peças são perdidas muito rápido, tendo sido usadas poucas vezes.

O Repassa ainda conta com a parceria de influenciadoras como Paty Scaringela, Lu Taboada e Luiza Sobral, que têm uma vitrine solidária dentro do site. Elas se aproximam de seus seguidores, que podem ter o que foi delas, ganham dinheiro no processo e ainda ajudam ONGs incríveis, passando valores de solidariedade e sustentabilidade.

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Por último, foi desenvolvido também um algoritmo de recomendação inteligente de peças, que envia sugestões por e-mail das roupas que podem ser interessantes para os seus usuários.

A empresa cresceu 420% desde o início do ano e a meta é crescer três vezes mais até o final de 2017. Outra meta do Repassa é estruturar pontos físicos de coleta e entrega de Sacolas do Bem, em que também serão expostos alguns produtos em destaque para venda.

Bravo é o açaí oficial do Rock In Rio

Parceira do festival, a marca contribui com o projeto Amazônia Live, para plantar milhões de árvores na floresta Amazônica

Eu vou com energia é a campanha do Bravo Açaí para o Amazônia Live, projeto socioambiental do Rock In Rio. A ação tem como objetivo o reflorestamento da Amazônia, que passa por um problema sério por conta do desmatamento, que ameaça o equilíbrio ecológico, os recursos naturais e o meio ambiente.

Segundo o sócio-proprietário da marca, Gabriel Arruda, “o Rock In Rio é o maior festival de música do planeta e com sua influência consegue promover a discussão sobre o desmatamento e conscientizar as pessoas sobre essa questão que em grande escala afeta todo o mundo. A Amazônia é o pulmão do nosso planeta e a sua sobrevivência é fundamental. Tudo está interligado”.

Nativo e com toda a sua cadeia produtiva na Amazônia, o açaí é um poderoso fruto procurado pelo mercado nacional e internacional. Plantar mais de quatro milhões de árvores, de várias espécies, em áreas desmatadas da floresta, é o propósito do Amazônia Live, que por consequência também ajudará a manter o ecossistema sustentável para ter sempre disponível esse superfood.

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Com esse olhar, o Bravo Açaí criou uma embalagem exclusiva para reforçar a parceria. A edição especial tem a hashtag da campanha #euvoucomenergia, e foi desenvolvida para oferecer ao consumidor, além de praticidade e um saboroso produto, informações sobre o projeto, como fazer para participar e se conscientizar sobre esse tema tão importante. Na embalagem também tem um QR Code, código para facilitar o acesso ao vídeo oficial do Amazônia Live.

A edição especial do produto está disponível no mercado, no sabor Original com 500g, e pode ser encontrada nas principais lojas de produtos naturais e supermercados do país. Ao comprar o produto, o consumidor contribui com a plantação e árvores na Amazônia, “Este é só o começo da parceria que pretende estender até 2019, próxima edição do Rock In Rio. Durante esse período, parte da venda dos nossos produtos será revertida ao projeto Amazônia Live”, comenta Gabriel.

Durante o Rock in Rio, o público da cidade do rock poderá adquirir e saborear o snack da superfruta, na versão para consumo individual (150g + 20g de granola sem glúten – um dos diferenciais da marca), nos sabores açaí original, açaí zero e açaí com banana de verdade.

Único com biomassa de banana verde

O snack saudável de superfruta, do Bravo Açaí, é o único com biomassa da banana verde – um alimento funcional que ajuda a regular o intestino, facilita a absorção de nutrientes, é rico em fibras e amido resistente e promove sensação de saciedade.

Mais consistente e cremoso, o produto possui ingredientes naturais, sem glúten, sem lactose e, também, é vegano. Diferente de outras marcas do mercado, não utiliza produtos artificiais como açúcar refinado, xaropes, aromas, corantes artificias, adoçantes sintéticos, glucose de milho e aditivos químicos, é 100% natural.

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Rock In Rio X Amazônia Live

O maior festival do planeta tem um papel fundamental no projeto. Pensando na força deste evento para tornar o mundo melhor, movimentou sua rede de contatos para viabilizar o Amazônia Live. O objetivo de plantar quatro milhões de árvores contará com o apoio de parceiros, como Bravo Açaí, e artistas do evento.

Desde 2001, o Rock in Rio realiza ações socioambientais com mais de 200 entidades apoiadas, mais de 54 mil pessoas beneficiadas todos os anos e mais de 24 milhões de euros investidos em projetos no Brasil, em Portugal e na Espanha.

Informações: Bravo Açaí

Não basta fechar a torneira para evitar o desperdício de água*

De acordo com dados recentes da Agência Nacional de Águas (ANA), os alertas de seca no país dispararam 409% nos últimos 13 anos. O Nordeste enfrenta a sua maior seca desde 1961: 835 municípios da região já decretaram estado de emergência e os reservatórios contam hoje com apenas 13,8% de sua capacidade.

O fato é que a situação é grave para muitos municípios e pede uma atenção especial, não somente dos governantes – que precisam criar sistemas capazes de aperfeiçoar o gerenciamento dos recursos hídricos -, mas também de toda a população brasileira. Isso porque grande parte das pessoas não faz ideia da quantidade de água desperdiçada em ações simples do cotidiano, como escovar os dentes, tomar banho, lavar calçadas, jardins e carros.

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Foto: Trestletech

Nesse sentido, o mais importante é que todos contribuam e adotem práticas mais sustentáveis no dia a dia. O ponto de partida pode ser, por exemplo, buscar alternativas para a limpeza de calçadas, quintais e galpões sem que seja necessária a utilização de água. Muitas pessoas ainda utilizam mangueiras para essa tarefa, no entanto um modelo comum, com três quartos de polegada, gasta cerca de 600 litros de água a cada 30 minutos de uso (número que representa mais de quatro vezes o que uma pessoa deveria consumir por dia).

Uma alternativa eficiente e que dispensa o uso de água é o soprador de folhas, uma solução de alta potência e de fácil manuseio, capaz de unir inovação tecnológica e respeito ao meio ambiente. O equipamento pode ser utilizado em quintais, ruas, pátios empresariais, jardins de condomínios, colheitadeiras e pátio de armazenamento de grãos, com a vantagem de reduzir o tempo de trabalho e, principalmente, evitar o desperdício. Vale destacar ainda que essa é uma tecnologia indicada também para a higienização de colheitadeiras após as jornadas de trabalho, pois garante a retirada das palhas secas que ficam alojadas nos maquinários e evita a incidência de incêndios em lavouras.

O soprador é apenas um exemplo de como podemos reduzir o consumo de água em nossas atividades diárias. O objetivo é que, cada vez mais, tenhamos opções de tecnologias capazes de minimizar o desperdício dos recursos naturais. Afinal, além da preservação ambiental, adotar práticas mais sustentáveis contribui para o bem-estar das próximas gerações. Sempre é tempo de refletir sobre maneiras úteis de aproveitar com consciência as riquezas que a natureza oferece a todos.

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*Mario Fortunato é gerente de produtos da Husqvarna para a América Latina. A empresa é líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes

Como o Brasil sagrou-se campeão em corrupção e devastação ambiental?*

Brasil: quinto maior país do globo em extensão territorial, com números de primeira grandeza. De um lado, abriga a maior floresta tropical do mundo, que garante o usufruto da maior reserva de água doce do mundo, com 12% do total disponível no planeta. De acordo com a Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), esse porcentual é 42% superior ao da Europa. De outro, concentra maior produção de gado comercial do planeta – com mais de 215 milhões de animais – e a maior produção mundial de soja, revezando a primeira colocação com os EUA.

No gerenciamento das leis que regem a coexistência dessas grandiosidades até aqui, claramente paradoxais – floresta e água versus animais e soja –, temos outro expoente: a classe política brasileira, que responde pelos maiores crimes de corrupção mundiais.

O Brasil segue sendo o que parece ter sido programado para se tornar desde o princípio: uma terra que se arrasa e de onde se extrai rapidamente todas as riquezas por uma casta de privilegiados. No início, era a corte portuguesa que se fazia representada por exploradores enviados pelo império lusitano. Outros, como franceses, holandeses e espanhóis, tentaram o mesmo, mas nenhum, no entanto, foi páreo para a classe dominante que aqui já se instalara.

Fosse pela agricultura de subsistência, mineração, pecuária, exploração de madeira e afins, todas as atividades econômicas brasileiras foram, por séculos, “solodependentes”. Do pau-brasil ao café; do ouro à cana-de-açúcar, nosso território tem por mais de 500 anos servido aos senhores da terra. Desse período, pelo menos quatro séculos e meio, aproximadamente, solidificaram nossa cultura no trinômio extração mineral, desmatamento e plantio.

A maioria das famílias de imigrantes que nos séculos posteriores aqui chegaram também tirou da terra o sustento e seguiu com o mesmo comportamento destruidor aqui encontrado. Alemães, italianos e seus descendentes aniquilaram as florestas do Sul do Brasil no século passado. Nada mudou desde então; seguimos aprisionados no mesmo trinômio, reféns de um sistema político montado não para nos servir, mas para ser servido.

Quem poderia evitar a catástrofe se omitiu. Governantes eleitos e o Poder Judiciário foram historicamente omissos, quando não coniventes, na questão ambiental. E continuam sendo. De acordo com a revista Exame, estima-se que 80% da madeira comercializada no Brasil seja ilegal, ou “falsamente legal”. Na prática, o produto fornecido ao mercado vem de madeireiras que burlam os sistemas de controle do governo.

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Foto: Zig Koch

Mas como é possível tamanha falta de controle? Na verdade, é muito simples a resposta: Brasília governa para Brasília. A bancada ruralista que passou a dominar o governo (40% dos 513 deputados) enxerga o Brasil com o mesmo olhar espoliativo-extrativista secular. Mais do que isso: trata as autarquias públicas como se fossem uma extensão de seus negócios agrossilvopastoris. Vale deixar muito claro que não se faz aqui nenhuma crítica a partidos de direita ou de esquerda, já que o partido desses senhores seria melhor descrito como PPP, “partido do meu pirão primeiro“. O que aqui se critica é o descumprimento e a manipulação das leis ambientais.

Os comportamentos patrimonialistas e criminosos perpetrados pela classe política são a maior expressão do desprezo total pelos conceitos de cidadania, patriotismo e legado. O que lhes importa é o carpe diem da corte, como testemunhamos, estarrecidos, no caso da ruína financeira do Rio de Janeiro. Pedir que essa gente tenha escrúpulos com a natureza neste país é quase risível. Evidentemente que farão de tudo por seus interesses e o das suas bancadas que, ironicamente, se mantêm no poder graças aos seus “currais eleitorais” – termo duplamente adequado, pois, para eles, os eleitores não passam de gado. E, se somos todos gado, agro é realmente tudo neste país.

Enganam-se aqueles que julgam ser o Sul do Brasil uma ilha de ética e prosperidade. Veja-se, por exemplo, a irresponsabilidade e falta de consciência ecológica do governo do Paraná e da Assembleia Legislativa do estado, que desejam reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana em 70%. Em Santa Catarina, uma medida provisória quer reduzir a área do Parque Nacional de São Joaquim em 20%, ou 17 mil hectares.

Estamos falando de regiões com incidência das últimas áreas de Floresta com Araucária e Campos Naturais do planeta. Essas formações vegetais estão extremamente ameaçadas pela extinção e erosão genética e contam com menos de 1% de remanescentes em bom estado de conservação. Ironicamente, no Paraná, a mais alta honraria pública amplamente utilizada é chamada de Ordem do Pinheiro, uma referência à tão explorada árvore nativa, que enriqueceu muitas famílias tradicionais brasileiras.

Infelizmente, não são preocupações públicas que movem a maioria dos parlamentares. São objetivos de cunho privado que visam tão somente favorecer uma casta de privilegiados num país cujo sistema político faliu. Enquanto as reformas não vêm, é preciso que a Justiça brasileira ocupe seu lugar de maneira exemplar, não apenas em Curitiba, mas em todos os municípios e em todas as instâncias.

Fosse cumprido o artigo 225 da Constituição Federal – que trata do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado –, certamente não estaríamos aqui lamentando um dos piores tipos de corrupção: aquela que nos rouba direitos inalienáveis e intergeracionais como nossa identidade cultural, qualidade do ar, da água e do clima.

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*Giem Guimarães é empresário e diretor-executivo do Observatório de Justiça e Conservação

 

Pisos drenantes compõem áreas externas alinhadas à sustentabilidade

Áreas para churrasco, jardins e praças obtêm benefícios, como a infiltração e captação de água. Produto pode ser uma das soluções para os principais desafios da atualidade

Ao reformar a casa e pensar em criar uma área social, como jardim, churrasqueira ou até a construção ou instalação de uma piscina no quintal, as pessoas têm buscado cada vez mais materiais que unam características sustentáveis, praticidade e beleza. Esta é a proposta da linha de produtos Drenante da Sittamaria Pisos Premium, que tem nos seus novos pisos cimentícios, um acabamento exclusivo por meio do polimento em pedras ornamentais, o único do mercado feito em larga escala.

Ao optar pelo piso permeável o consumidor encontra a alternativa para um dos principais desafios da atualidade, a impermeabilização do solo. Além disso, pode-se obter outros benefícios, como a captação da água, caso crie um sistema de aproveitamento da água da chuva ou ainda a infiltração da água para o lençol freático, beneficiando toda a sociedade.

Atendendo as principais normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), os produtos Sittamaria ainda vão além, eles possuem uma resistência de 35 MPA (unidade de medida Mega Pascal), considerada alta para pisos de passeio. Além disso, a taxa de percolação do piso é de 1 ml/s (mililitro por segundo). A empresa ainda utiliza uma logística otimizada, gerando menos Gases de Efeito Estufa (GEEs) do transporte dos materiais.

Além de funcionais, os pisos cimentícios da Sittamaria são práticos, pois possuem como base um sistema construtivo que dispensa contrapiso e argamassa para instalação.

“Os pisos Sittamaria chegam ao mercado oferecendo soluções tanto para a pavimentação de pequenos empreendimentos quanto para grandes obras, proporcionando a valorização do passeio por meio de peças únicas que unem beleza e funcionalidade” esclarece Antonio Midea, diretor geral da Sittamaria. “Alinhar os produtos Sittamaria com áreas de convivência formado por espaço verde com belas plantas, espreguiçadeiras e até áreas com piscina, é ter uma área externa inovadora, sustentável, sem perder a sofisticação”, finaliza.

Ficha técnica

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Os pisos cimentícios Sittamaria chegam ao mercado em quatro cores diferentes, inspiradas na natureza. Três texturas (Drenante – Aparência rústica e 100% permeável; Fulget – Peça exclusiva, na qual o tradicional acabamento ganha o diferencial da permeabilidade e Tez – Revestimento com superfície lisa, com uma textura que dá um requinte e uniformidade aos projetos). São 12 opções de pisos, em dois formatos (40x40x5 cm e 50x50x5cm).

Informações: Sittamaria / EmpresasCity

 

Mercado Buenos Artes na 30ª Edição na Virada Sustentável

O MBA, Mercado Buenos Artes Itinerante tem sua nova parada programada para a Praça Horácio Sabino, na Virada Sustentável, no sábado, dia 26 de agosto

Com proposta itinerante, o Mercado Buenos Artes se firma na agenda cultural da cidade passeando por diferentes regiões da capital paulistana. Com curadoria de Mari Pini, realizadora cultural e pesquisadora do design público, a 30ª edição do MBA acontece na Praça Horácio Sabino, na Vila Madalena, durante a Virada Sustentável.

O MBA é resultado de uma nova postura frente ao desenraizamento do Parque Buenos Aires, onde ocupou originalmente. Neste novo formato a idéia é se deslocar, transitar pelos espaços livres públicos da cidade, não ter o compromisso de ficar neste ou em outro lugar e sim em espaços significativos por diferentes regiões da cidade.

Incentivar o design brasileiro, o feito a mão, estimular o consumo responsável e a compra de pequenos produtores são premissas que fizeram surgir o Mercado Buenos Artes. O resultado é uma seleção de marcas que apresentam suas criações em produtos como em moda com Casa Cléo e So Last Seasons, acessórios com Sandra Fukelman, Cajuína e Piracaianas, beleza e bem-estar com Sal do Beija Flor e Sabom do Bom, decoração com Fontoura e Khiel, Hands Decoração e Ogura, infantil com Lolô e Linha Fantasias, além de alimentos e bebidas artesanais com La Mitad e Apiário Lenk, dentre outros produtos.

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Dando sequência a nova temporada do evento o Mercado, que acontecerá no sábado 26 de agosto integrando a programação da Virada Sustentável, trará expositores que reúnem em sua cadeia produtiva, materiais, recursos e processos que integram os preceitos da sustentabilidade.

“As feiras e mercado são importantes para a cidade. Além de trabalhar o empreendedorismo dos designers e artesãos, potencializa a economia em rede, estreita o contato com clientes e valoriza os espaços públicos”, afirma a curadora.

A cada edição um novo espaço público e temática social, ambiental ou cultural são escolhidos. A Praça Horácio Sabino – recém revitalizada por moradores, que conta com uma nova infra-estrutura – foi escolhida pela organização com o intuito de agregar ao equipamento publico funcionalidade e proporcionar na região o encontro dos pequenos produtores e as atividades culturais que integrarão a Virada.

Além de músicos que se apresentam com pocket shows com intuito de criar ambientação, celebração do convívio social e da ocupação criativa do espaço público, oficinas culturais e manuais também farão parte da programação.

Sobre o MBA

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Mari Pini e Manuela Alvim

 

MBA – Mercado Buenos Artes é um evento periódico com o propósito de valorizar os espaços livres públicos, incentivando a economia criativa, promovendo pequenos produtores e o mercado justo de design, produtos sustentáveis, moda, gastronomia e música, para o convívio dos usuários locais, moradores, cidadãos, turistas, público em geral gerando trocas e experiências.

O MBA nasceu no Parque Buenos Aires, em junho de 2016, organizado por Mari Pini, período em que a realizadora cultural integrava o Conselho Gestor, com o intuito gerar benefícios ao Parque, oferecer contrapartidas, ser agente e doador. Em um ano foram produzidas 30 edições, representando uma média de dois eventos por mês.

Desde junho deste ano, o MBA não mais ocupou a entrada do Parque por ordem da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Não demorou para que moradores de Higienópolis e frequentadores do Parque organizassem uma petição pela regularização do Mercado no local. A iniciativa contou com mais de 1500 assinaturas e trouxe nomes como Paulo Mendes da Rocha e Costanza Pascolato.

A ação demonstrou o quanto o MBA sensibilizou a comunidade e transformou o cotidiano do bairro Higienópolis, com sua festividade, cultura e economia criativa.

“Buscando novos desafios, estamos nos transferindo para outras praças e adquirindo um caráter itinerante. Selecionamos a Praça Villaboim para a retomada do evento em agosto, o evento foi um sucesso e agora iremos levar o Mercado para outras freguesias e regiões”, ressalta Mari Pini.

Fotos: Tais Aquino

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Serviço:
30º edição do Mercado Buenos Artes na Virada Sustentável – Praça Horácio Sabino
26 de agosto, das 11h às 19 horas.
Praça Horácio Sabino, s/nº – Vila Madalena
*Evento gratuito
*Não conta com estacionamento no local. O evento sugere a utilização de transporte público. Venha a pé ou de bike.
*Em caso de chuva o evento poderá ser cancelado
*Próximo as estações de metrô Vila Madalena e Sumaré.

 

Colmeia promove consumo consciente com “Armazém da Colmeia Sustentável”

Evento irá reverter parte da verba para manter os programas de assistência a crianças e jovens carentes desenvolvidos pela entidade

Como parte das comemorações dos seus 75 anos, a Colmeia – Instituição a Serviço da Juventude vai promover o “Armazém da Colmeia Sustentável” de 25 a 27 de agosto, das 10h às 19h, na sede da entidade localizada na Rua Marina Cintra, 97, no Jardim Europa, em São Paulo.

O evento contará com mais de 30 expositores das áreas de design, vestuário, beleza e alimentação que irão oferecer produtos desenvolvidos com matérias-primas otimizadas e livres de conservantes, com foco na responsabilidade social e redução de resíduos. Em paralelo à feira, haverá oficinas com temas ligados à sustentabilidade, artesanato, jardinagem e reciclagem.

Nos dias 26 e 27 de agosto, das 11 às 16 horas, vai acontecer em paralelo a Feira de Troca de Brinquedos e Livros, uma maneira de introduzir o consumo consciente para os pequenos.

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Para completar a programação, haverá também o “Garimpo Colmeia”, um brechó com peças selecionadas que vai reverter 100% da renda para a instituição.

O objetivo do “Armazém da Colmeia Sustentável” é angariar fundos para a ONG dar continuidade a programas educacionais e de capacitação profissional que desenvolve, além de incentivar a economia colaborativa e o desenvolvimento sustentável.

Colmeia

Fundada em 1942 pela educadora Marina Cintra, a instituição foi batizada com o nome de Colmeia – Instituição a Serviço da Juventude sugerindo espírito de cooperação, trabalho e união. Em seus 75 anos desenvolve diversas atividades junto a adolescentes e jovens, bem como, em ação multiplicadora, junto a seus familiares e educadores. Ao longo desse período, tornou-se reconhecida por seus trabalhos com estudantes do Ensino Médio, principalmente por ser uma das instituições pioneiras em oferecer atendimento relacionado à orientação vocacional/profissional.

Com a missão de contribuir para a realização pessoal e profissional de jovens, a Colmeia desenvolve diversas atividades nos programas:

-Orientação Vocacional – auxilia o seu processo de escolha profissional e forma novos orientadores;
-Educação Complementar – oferece às crianças e adolescentes atividades de cultura, artes, esportes e lazer;
-Qualificação Profissional – visa o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para a inserção do jovem no mundo do trabalho.
-Desenvolve o Programa Aprendiz Colmeia.

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Armazém da Colmeia Sustentável
Data: 25 a 27 de agosto de 2017
Horário: das 10 às 19h
Endereço: Rua Marina Cintra, 97 – Jd. Europa – São Paulo
Entrada: Gratuita

Repassa: consumo sustentável e economia colaborativa

Idealizado a partir dos objetivos do publicitário e empresário Tadeu Almeida em gerar impacto positivo na sociedade e na natureza, o Repassa chegou ao mercado como uma nova tendência, baseado nos verdadeiros conceitos de sustentabilidade, projetos sociais e qualidade. E também para trazer a acessibilidade necessária ao produto, vendedor e comprador. O mercado brasileiro de roupas usadas em excelente estado é muito grande e é aonde a empresa busca ser referência.

Além de tudo, o uso de roupas de segunda mão é uma tendência cada vez mais forte em todo mundo, já que agrega um importante valor: o consumo consciente, avesso ao ritmo descartável que chegamos hoje. Segundo o Ibope, existem mais de R$ 50 bilhões em roupas paradas no guarda-roupa das pessoas, que não usam 60% das roupas que têm. Mas, esse mercado está em forte crescimento, pois cada vez mais as pessoas compram peças gentilmente usadas e entendem melhor o conceito de utilidade do que se consome, e passam a acumular menos coisas.

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“A indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo e a forma mais eficiente de diminuir esse impacto é dando mais ciclos de vida para as nossas roupas. Afinal, uma peça gentilmente usada, é tão boa, bonita e útil quanto uma nova, mas é até 90% mais barata e muito mais exclusiva”, diz Tadeu.

Só que muitas pessoas doam as peças que não usam mais, e por mais que estejam em excelentes condições, para um projeto social é muito melhor receber uma doação em dinheiro, que será usado diretamente em sua causa, do que em peças de roupa. Assim, o empresário juntou essas informações e definiu a missão da empresa: repassar o bem através das peças de roupa que não são mais usadas. “Na era da conexão, do compartilhamento, a gente repassa o tempo todo, mas só coisa boa, em que a gente acredita, então, o nome veio bem a calhar”, completa.

A versão beta da plataforma foi desenvolvida em 2015. Quem queria vender, fotografava e cadastrava as peças no site, e quando eram vendidas, os vendedores eram avisados e as enviavam pelos correios para quem comprou. A aceitação dos usuários foi ótima, mas nesse momento foi constatado que a maioria das pessoas não tem tempo nem paciência para fazer todo o trabalho que dá para vender algo pela internet.

Foi aí que o Repassa desenvolveu a Sacola do Bem, uma forma muito mais fácil de vender roupas pela internet sem ter trabalho algum. O cliente pede a Sacola do Bem pelo site, recebe-a em casa e a enche com as peças que amou, mas não usa mais, e a envia de volta.

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Com experiência, bom gosto e cuidados especiais na seleção das peças, a equipe do site faz todo o trabalho de curadoria e certificação, fotografia, cadastro, armazenamento e envio. O cliente não tem que fazer mais nada e recebe 60% do valor das vendas.

No momento em que pedem a sua sacola, os clientes também podem fazer um Repasse Solidário, escolhendo uma porcentagem de suas vendas para doar para uma das ONGs parceiras como Graacc, Fundação Abrinq, Mães da Sé e Saúde Criança.

Desde essa mudança no modelo da empresa, as compras também se multiplicaram, pois os compradores se sentem mais seguros ao verem fotos profissionais publicadas, ao saberem que a peça passou pela avaliação de profissionais treinados antes de ir para o ar e em saberem que as peças estão fisicamente com a equipe do Repassa e que vão recebê-las, além de poder devolvê-las sem custo algum.

Como a empresa assume todo o processo, também consegue anunciar produtos melhores, com fotos e descrições melhores, além de preços mais competitivos. Isso faz com que os compradores se sintam mais seguros para comprar e achem ofertas mais interessantes. O resultado é que todo mundo fica feliz: quem vende, quem compra e quem doa.

“Muitas clientes entram em contato com a gente agradecendo e dizendo que vão divulgar para todas as suas amigas. Adoramos quando isso acontece e como achamos que toda boa ação deve ser retribuída, desenvolvemos uma forma justa de remunerar cada recomendação que um cliente faz de forma recorrente e em vários níveis de conexão” explica Tadeu.

O principal público do empreendimento é o feminino, de 20 a 40 anos, da classe A até a C. Normalmente, pessoas com maior poder aquisitivo vendem no site e quem quer economizar em peças de grandes marcas em excelente estado, compram. O público é bem dividido e com a consciência do consumo cada vez mais em alta, o nível de renda importa cada vez menos.

A empresa tem muito interesse em expandir no segmento masculino, que não tem tantas opções e, esse público, preocupa-se casa vez mais com o visual. Também estão nos planos a expansão no segmento kids, em que as peças são perdidas muito rápido, tendo sido usadas poucas vezes.

O Repassa ainda conta com a parceria de influenciadoras como Paty Scaringela, Lu Taboada e Luiza Sobral, que têm uma vitrine solidária dentro do site. Elas se aproximam de seus seguidores, que podem ter o que foi delas, ganham dinheiro no processo e ainda ajudam ONGs incríveis, passando valores de solidariedade e sustentabilidade.

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Por último, foi desenvolvido também um algoritmo de recomendação inteligente de peças, que envia sugestões por e-mail das roupas que podem ser interessantes para os seus usuários.

A empresa cresceu 417% desde o início do ano e a meta é crescer 4 vezes mais até o final de 2017. Outra meta do Repassa é estruturar pontos físicos de coleta e entrega de Sacolas do Bem, em que também serão expostos alguns produtos em destaque para venda.

Informações: Repassa