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Copa: como equipes corporativas podem se inspirar nas seleções de futebol

Um técnico, um capitão, jogadores na reserva, 11 homens em campo e um destino: ganhar. Este é o roteiro de uma partida de futebol. Porém, modificando algumas peças, poderia ser também o perfil de uma equipe corporativa atrás de um objetivo em comum. O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, responde algumas questões e mostra que as várias seleções que participam do maior campeonato do mundo de futebol podem ensinar muito para profissionais de diversas áreas. Confira:

1 – Como um time de futebol pode inspirar uma equipe corporativa? Quais semelhanças?
Edson Moraes – Entendo que toda e qualquer modalidade desportiva, que seja disputada por equipes, sirva como metáfora para trabalhos relacionados à liderança ou à busca de resultados em uma corporação. Em ambos os casos há a figura de um ou mais líderes, papéis e responsabilidades distintas, necessidade de trabalho colaborativo e foco no resultado.

2 – O técnico define os jogadores, mas o talento pessoal, conta. Porém, o individualismo pode prejudicar uma partida. E no ambiente profissional?
EM – Depende da situação. Equipes comerciais tendem a ser baseadas na atuação de talentos individuais, pois o trabalho colaborativo é incomum nesses casos, uma vez que as pessoas não querem compartilhar contatos nem oportunidades de negócios com ninguém que seja uma ameaça ao seu resultado pessoal. Equipes de produção, suporte ou apoio a negócios precisam ser mais colaborativas. Nessas, o individualismo pode prejudicar o resultado coletivo e a garantia dos processos.

futebol - pixabay

3 – No caso do time de Portugal, muitos disseram que Cristiano Ronaldo “carregava o time”. No mundo corporativo isso pode acontecer?
EM – Muito difícil encontrar este modelo em empresas grandes, mas certamente ocorre em empresas de pequeno ou até médio porte. Tais empresas muitas vezes estão baseadas nas habilidades, competências ou networking de seus líderes e dependem deles para buscar resultados.

4 – Isso pode ser prejudicial? E como evitar que isso aconteça?
EM – Pode ser prejudicial se a empresa crescer e continuar a depender de uma única pessoa. Aprender a delegar e descentralizar processos, decisões e ações são requisitos fundamentais para o desenvolvimento da carreira e da empresa.

5 – No futebol tem se o líder principal (técnico) e outro dentro do campo (capitão)? E no mundo corporativo? Isso não confunde?
EM – O conflito (geralmente de egos) acontecerá se não houver uma clara definição de papéis e responsabilidades. Um bom técnico precisa de um jogador em campo que faça a diferença na liderança do time. Em uma empresa, o principal gestor necessita de líderes que saibam conduzir suas equipes.

Seleção Brasileira comemorando um gol -
Seleção Brasileira – Foto FIFA-Getty Images

6 – O técnico da Espanha admitiu que assim que terminasse o campeonato, deixaria o cargo para treinar o Real Madrid. Porém, ao saber disso, a Federação Espanhola o demitiu às vésperas da Copa. Em um ambiente corporativo, quais as consequências de algo similar? Os funcionários se recuperariam do susto rapidamente?
EM – Sim, os funcionários se recuperam rapidamente. Quanto à atitude do técnico da Espanha, o que pesa é a ausência de lisura e ética no processo. Um profissional deve honrar seus compromissos e sua palavra. Venho do mercado financeiro, onde um “fechado” em um negócio não poderá nunca ser revisto. Apesar da quantidade de contratos assinados em qualquer processo do mundo dos negócios, honrar a palavra ainda tem um simbolismo importante em qualquer meio.

7 – Quando um time ganha, de modo fácil ou com muitos gols, é possível que se ache o grande favorito. Essa soberba pode atrapalhar? Trace paralelos.
EM – Como no mercado de ações, ganhos passados não garantem resultados futuros. Um investidor sabe disto e um empresário deve partir sempre desta mesma premissa. Um bom resultado, mesmo que uma goleada, não garante que o próximo negócio ou período traga resultado equivalente. A experiência conta muito no mundo corporativo e faz com que evitemos cometer os mesmo erros novamente, mas não garante que o resultado seja sempre o mesmo. Foco, observação de mercado e presença ativa e consciente na gestão da empresa trazem consistência nos resultados, mas não garantem vitórias sempre.

8 – O contrário também. Como se recuperar de uma derrota, mesmo que pequena?
EM – Da mesma forma, observar os erros, não se deixar abater e manter o foco nos objetivos. Não há pessoa ou empresa que não tenha sofrido algum revés. Saber avaliar a derrota, identificar os erros e ponderar se vale a pena continuar no jogo são aspectos importantes. Muitas vezes, sair do jogo é uma saída mais inteligente do que permanecer perdendo.

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Foto: Daniel Reche/Pixabay

9 – E se a derrota for acachapante, como os inesquecíveis 7 x 1 entre Alemanha e Brasil, em 2014? Como superar isso em um ambiente de trabalho?
EM – Certamente trocar o quadro de gestores será o primeiro passo. Depois disto, estabelecer novos objetivos, redefinir o time, treinar e voltar a campo.

10 – Faça um resumo do que podemos aprender, profissionalmente, assistindo aos jogos e vendo as equipes em campo.
EM – Tomando-se como base as competências essenciais definidas pelo Fórum Econômico Mundial, devemos observar como são resolvidos os problemas complexos de uma partida (como reverter um placar desfavorável); o uso da criatividade na construção de jogadas; perceber como o técnico monta seu time e quais mudanças ele faz ao longo da partida (alguns jogadores essenciais saem lesionados e outros por baixo desempenho); observar como o time desenvolveu sua inteligência emocional e como reage às pressões psicológicas da partida; como são tomadas as decisões em campo; como negociam entre eles e com o juiz; e como lidam com os aspectos cognitivos (como fazer a leitura do adversário, dos árbitros, da torcida e do próprio time). Enfim, um time pode nos ensinar muito sobre habilidades sutis que podem ser empregadas em nosso dia a dia corporativo.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). 

 

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Sobrenome corporativo: quem ainda precisa dele?

Para quem tem mais de 40 anos, é comum se lembrar de estar em um evento e conhecer alguém que se apresentava assim: José da Silva, da Cia. XYZ, esta última parte, o sobrenome corporativo. Porém, com as mudanças muito rápidas das últimas décadas, como a chegada da Internet, de novas tecnologias e da chamada geração millennials, parece que acrescentar esses sobrenomes não tem mais tanta importância assim.

O coach Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation, afirma que tanto na sua experiência em consultoria quanto em seu escritório de coaching, atuando com profissionais de diversas áreas, formações e idades, considera que a questão do sobrenome corporativo deva ser observada, sim, sob um prisma geracional.

“Baby-boomers (nascidos entre o final da segunda guerra e o início dos anos 60) e a geração X (de 1960 até o início dos anos 1980) consideram relevante o nome da empresa que se apõe aos seus no momento de se identificarem. Dá um certo orgulho ser apresentado como ‘Fulano de Tal da Cia. X’, pois o sobrenome corporativo, utilizado por tempo determinado, identifica uma casta, uma forma de pensar, uma forma de ser percebido pelo mercado e pelos pares. Geralmente, promove certo status e faz com que o profissional se sinta valorizado e reconhecido por todos, sendo útil também para abrir portas e receber convites para eventos, viagens e encontros com seus pares”, indica Moraes.

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Por outro lado, as gerações abaixo dos 40 anos lidam diferentemente com o tema, sem que isso signifique necessariamente desprezar o sobrenome corporativo. Porém, esses aprenderam a lidar com outras formas de se relacionar com o trabalho, incluindo o empreendedorismo como uma alternativa concreta e desejada, além de considerar irrelevante o período de permanência nessa ou naquela empresa para suas identidades.

“Por essa razão, reter talentos tem sido um grande desafio para as empresas, atualmente. Esta geração se identifica com o propósito, os valores e os projetos da empresa na qual está, algo menos impactante para os mais velhos. O nome da empresa conta, principalmente se for ligada à transformação digital, mas, nesse caso, mais pelo efeito relevante na mudança da sociedade que pela ‘tradição da marca’. Profissionais mais novos buscam realizar transformações positivas na sociedade por meio do trabalho, enquanto os mais velhos ainda querem a estabilidade de uma empresa”, afirma o coach.

A demissão & o luto

tristeza dor depressão mulher pixabay

Também não é incomum presenciar algo que ocorre com as pessoas que costumam usar o sobrenome corporativo: após serem demitidas (ou se demitirem/aposentarem), acabam se sentindo transtornadas, como se tivessem perdido a própria identidade.

“Como em processos de separação litigiosa ou morte de uma pessoa querida, a demissão ou a aposentadoria nos obriga a adaptar a vida sem o antigo empregador por meio da reconstrução de significados”, explica Moraes. Ele acrescenta: “A retirada do sobrenome corporativo de uma pessoa pode significar, muitas vezes, a perda de sua identidade profissional, mas não significa que o mesmo ocorra com sua carreira, profissão e objetivos”.

Moraes indica que essa é uma chance de aproveitar a oportunidade para pensar no que se deseja para o futuro: “Baseie-se em seu propósito, seus valores e suas crenças para definir para onde mirar, rever seus objetivos, permitir-se escrever novos planos e definir ações para alcançá-los. Isto facilitará a relação com essa perda e a identificação de novos percursos”.

Um dos caminhos para contornar esse momento, segundo Moraes, pode ser trilhado pelas tarefas essenciais descritas pelo psicólogo Dr. J. William Worden em “Terapia no Luto e na Perda”, que podem ser assim adaptadas às demissões ou aposentadorias:

• Aceitar a realidade da perda: ser demitido significa simplesmente ter um contrato encerrado. A vida se mantém e novas oportunidades se apresentam;
• Trabalhar a dor advinda da perda: compreender que não participar da antiga empresa não significa que as possibilidades se encerraram lá. Sem dúvida que qualquer rejeição é dura, mas perceber que quanto mais rápido assimilar esta dor, mais facilmente estará preparado para buscar outro trabalho;
• Compreender que aquele lugar não será mais frequentado: tudo muda o tempo todo. Neste caso, do crachá à rotina diária de sair de casa e tomar um determinado caminho deverão ser repensados. Incluir outra rotina na vida, mesmo que seja a disciplina para buscar um emprego ou nova atividade já é uma forma de trabalho que requer nova atitude;
• Prosseguir com a vida, embora as lembranças sempre irão existir: guarde as memórias e os relacionamentos. Certamente a experiência será útil em um futuro próximo, tanto na busca de recolocação ou na definição de novas atividades quanto no networking requerido no caminho da carreira.

Mudando as relações

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E por que os profissionais mais jovens provavelmente não passarão por este luto? Moraes credita as mudanças à percepção de que o aumento de produtividade e a redução de trabalho, com consequente aumento de tempo livre, algo que a tecnologia traria aos profissionais, não ocorreu na realidade. Notou-se que o ônus de atividades nem sempre compensava o bônus no final de um período. Isso para todas as áreas, profissões e idades.

Dessa maneira, diversos profissionais das gerações mais velhas também buscam mudanças na sua relação com o trabalho. Mesmo com uma carreira estabelecida, compreender que há vida além do trabalho e que há muito a se viver com ou sem reforma na previdência faz com que se reflita sobre a relação com o trabalho e a forma de se relacionar com a atividade profissional. Hoje é mais simples fazer escolhas do que foi no passado. Incluir temas como qualidade de vida, convívio com a família, tempo de estudo e lazer não são tabus que poucos poderiam sonhar em considerar na vida.

“Os jovens talvez percebam isso de forma mais explícita, até pelo exemplo que têm em casa, mas muitos, de qualquer geração, refletem sobre a carreira e a forma de se relacionar com o mundo do trabalho. Há muita gente dispensando o sobrenome corporativo pelo seu próprio nome, mesmo que isso signifique uma redução na remuneração. Um problema para as empresas e suas áreas de RH, pois, como falei antes, está cada vez mais difícil reter talentos de qualquer idade, seja no auge de sua capacidade produtiva ou no vigor de seu potencial. Como oferecer qualidade de vida exigindo-se o sangue?”, questiona.

Moraes propõe uma reflexão sobre qual o propósito de cada um. Perceber o que nos move a partir do que dá sentido à vida talvez ajude a perceber o quanto o sobrenome corporativo é efêmero e irrelevante. Tanto faz trabalhar para si ou para a corporação X ou Y, desde que algumas questões sejam claramente respondidas por cada um de nós:
• Faço o que amo?
• Utilizo o melhor de minha capacidade e dedicação? Faço bem feito?
• Consigo me sustentar com isso?
• Sirvo ao mundo?

Encontrar as respostas às perguntas acima e, mais do que isso, conseguir relacioná-las à vida profissional faz com que tenhamos o que os japoneses chamam de ikigai. Trata-se de algo que permite que encontremos um propósito na vida, uma razão para acordar todas as manhãs com alegria e disposição, com ou sem um sobrenome corporativo para nos identificar. “Portanto, fica a questão: qual é o seu ikigai?” – finaliza Moraes.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

Você está preparado para viver em um mundo VUCA?*

Vivemos um tempo de desafios extremos, tanto para profissionais liberais quanto para pequenas e médias empresas e corporações. Segundo especialistas em gestão, vivemos em um “mundo VUCA”, expressão que nasceu durante a Guerra Fria, mas que está cada vez mais presente no vocabulário dos profissionais e dos empreendedores da nova economia.

VUCA é um acrônimo do inglês volatile, uncertain, complex e ambiguous e serve para descrever quatro características que estão presentes atualmente na vida de todos: volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade.

O principal impacto dessas características pode ser percebido na dificuldade de realizar qualquer planejamento em longo prazo. Entende-se que no mundo VUCA seja mais prudente ter agilidade na resposta às demandas imediatas do ambiente e nas ações de curto prazo do que projetar cenários longos e complexos.

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Tal situação, contudo, afeta diretamente a nossa relação com as necessidades básicas dos seres humanos, como reconhecimento, segurança ou estabilidade. Por esta razão, é cada vez mais importante termos clareza do nosso propósito, da missão de nosso negócio e da identificação dos resultados buscados, mitigando o impacto da volatilidade que está ao nosso redor.

O mesmo vale para a incerteza, pois a forma de resolver os problemas de hoje talvez não sirva para compreender e resolver os problemas em um futuro próximo. Perceber a interdependência das coisas e considerar a complexidade das variáveis presentes na tomada de decisão fogem dos modelos de gestão de riscos tradicionalmente utilizados em processos corporativos e atitudes individuais. Como consequência, é improvável que ações isoladas tenham algum efeito em um sistema interconectado.

A ambiguidade está presente na ausência de clareza ao se analisar contextos complexos. Experiências anteriores não garantem que a solução para um problema sirva em um novo cenário, uma vez que este pode propiciar diversas interpretações cabíveis.

Desenvolver habilidades específicas será um caminho de empoderamento que viabilizará melhores ações de contorno no mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo. Uma vez que as mudanças são inevitáveis, a inteligência emocional, a autoestima e a resiliência são essenciais para lidar com a volatilidade e com as adaptações requeridas na transformação do cenário.

Para lidar com as incertezas, a flexibilidade é o caminho para a adaptação constante à realidade que se transforma. A impossibilidade de certezas sobre qual caminho seguir sugere que tenhamos a mente aberta para o desenvolvimento da criatividade e da capacidade de resolução de problemas complexos.

No caso da complexidade do mundo, competências como teamworking, pensamento crítico e flexibilidade cognitiva são as ferramentas que permitirão ampliar a visão sobre o contexto, viabilizando a elaboração de soluções mais aderentes às necessidades.

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A ambiguidade requer que tenhamos uma grande habilidade de negociação, tanto interiormente quanto com os participantes da situação, pois o caminho a seguir não será necessariamente similar às decisões sustentadas no passado. Aprender com os erros e analisar a situação por outra perspectiva requerem uma postura firme e disposição para assumir novos riscos.

Enfim, no mundo VUCA, é fundamental que se tenha ousadia. Pois é sendo ousado que poderemos analisar os problemas em potencial e suas variáveis, entenderemos as consequências de cada problema e as possíveis ações requeridas, avaliaremos a interdependência das variáveis identificadas e nos prepararemos para as alternativas e seus desafios.

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

 

 

Dicas de como combinar acessórios para o dia a dia de trabalho

Sempre pensando em inovar e trazer novas coleções para uma mulher antenada ao mundo fashion, a Rommanel dá dicas de como harmonizar bolsas com acessórios para a rotina de trabalho, sem deixar a composição exagerada.

A Coleção Anual 2018, desenvolvida pela equipe criativa da marca, traz sua principal inspiração linkada ao perfil de seis mulheres com suas personalidades únicas e que são apresentadas através de diversos modelos.

No estilo Raquel, por exemplo, que apresenta uma mulher forte e workaholic, os acessórios são básicos, mas ao mesmo tempo elegantes, versáteis e com apelo fashion, apostando fortemente no geométrico.

Para a harmonização de looks no perfil Raquel, Rommanel traz a dica que combina braceletes e maxibrincos em formato triangular, com uma bolsa estruturada da mesma cor da roupa, por exemplo, proporcionando alongamento à silhueta e trazendo mais destaque aos acessórios, que podem ser banhados a ouro ou rhodium.

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Para quem busca pelas principais tendências do mundo fashion, o earcuff propõe ousadia e modernidade ao look, trazendo à peça em opções variadas e cravejadas com zircônias.

Informações: Rommanel

Cinco dicas para se alimentar bem durante o trabalho

Ontem, foi comemorado o Dia do Trabalho e é preciso lembrar que, com a correria diária entre um compromisso e outro, comer de maneira adequada fora de casa passou a ser um grande desafio para muita gente. Pensando nisso, o nutricionista clinico e esportivo Rafael Amaral listou cinco dicas para quem quer manter uma dieta saudável durante o trabalho. Confira:

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=Programe-se e se possível, prepare marmitas – tenha sempre em mãos opções de lanches mais saudáveis, como por exemplo, nuts (castanhas e frutas secas) ou alguma fruta. Se possível, prepare também seu almoço, com proteína, grãos, legumes ou verduras e acondicione em potinhos, para comer no trabalho.

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Pinterest

=Evite sucos e bebidas industrializadas – bebidas prontas são ricas em açúcar, corantes, conservante e outros ingredientes artificiais. O ideal é priorizar sucos naturais, chás e água.

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=Mantenha-se hidratado – beba em média dois litros de água por dia. A água ajuda a eliminar toxinas e manter o bom funcionamento dos rins.

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=Evite fazer grandes refeições no almoço – comer muito costuma diminuir a produtividade e aumentar a sensação de cansaço, o que pode prejudicar seu rendimento no trabalho. Procure opções mais leves e com ingredientes integrais, para ajudar na sensação de saciedade.

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Foto: LaurentValentinJospi/Pixabay

=Evite pular as refeições ou ficar sem comer por muito tempo – quando o intervalo entre refeições é muito grande, a fome também é maior, assim como a quantidade de comida. Procure fazer refeições menores de três em três horas.

Fonte: Rafael Amaral é graduado em Nutrição pela Universidade Anhembi Morumbi, Pós-graduado Nutrição Esportiva pela USP e em Nutrição Clínica pelo IDPC.

 

Quatro motivos para meditar no trabalho

A prática da meditação tem ganhado os escritórios do Brasil afora e quem já experimentou a técnica budista garante não largar mais, seja no ambiente de trabalho ou em casa. Os benefícios de incorporar a prática à rotina vão desde maior poder de concentração até aumento da criatividade.

Para quem deseja entender os efeitos da meditação ao cérebro, a Editora Alaúde acaba de lançar o livro “Cérebro e meditação”, obra que retrata os diálogos entre o monge francês Matthieu Ricard – considerado o homem mais feliz do mundo, segundo pesquisadores da Universidade de Wisconsin – e o neurocientista Wolf Singer, diretor do Instituto Max Planck de Pesquisa do Cérebro (Alemanha).

Singer é considerado um dos maiores especialistas mundiais no cérebro e autor de mais de 400 artigos científicos sobre neurociência. Veja abaixo a lista com motivos para iniciar a prática hoje.

Quatro motivos para meditar no trabalho

Aumenta o grau de concentração

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Relatório para terminar, reunião para acompanhar, projeto para desenvolver e concentração nula. A prática da meditação ajuda a se concentrar em um objetivo específico, criando um fluxo de atenção e aqueles que meditam podem manter a sua atenção durante períodos relativamente longos, conta o monge Mathieu Ricard.

Melhora o relacionamento interpessoal

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Sabe aquela pessoa estourada, o famoso pavio curto? Os adeptos da prática budista desconhecem essas atitudes, isso porque eles desenvolvem o autoconhecimento e a meditação aumenta a sensibilidade em relação ao outro. Ainda de acordo com o estudo feito pelo Instituto Max-Planck (Alemanha), dirigido por Wolf Singer, os “burn-outs” são um resultado do desgaste emocional causado pela “fadiga da empatia”.

Aumenta a criatividade e produtividade

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Checar o e-mail e WhatsApp a cada cinco minutos consome seu tempo, não?! A concentração alcançada durante a meditação vai aumentar não apenas a sua produtividade no escritório como também a criatividade, já que você não interromperá o processo criativo com facilidade. Ou seja, tudo terá sua hora certa para fazer.

Reduz a ansiedade

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A preocupação com o futuro e o próximo passo pode tornar a rotina no mínimo estressante, por isso a prática ajuda o indivíduo a se concentrar no hoje. Para Mathieu Ricard, “passamos um tempo considerável sendo vítimas de pensamentos insuportáveis, da ansiedade e da raiva (…) achamos mais fácil considerar que esse caos é “normal”, que a “natureza humana é assim”.

Sobre os autores

Matthieu Ricard é monge budista há mais de quarenta anos. Vive no Nepal, onde se dedica aos projetos humanitários da Associação Karuna-Shechen. É intérprete do dalai lama para o francês.

Wolf Singer é neurocientista, diretor emérito do Instituto de Pesquisas Cerebrais Max Planck e diretor fundador do Instituto de Estudos Avançados de Frankfurt (Alemanha).

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Cérebro e Meditação
Autores: Matthieu Ricard e Wolf Singer
Editora: Alaúde
Formato: 16 x 23 cm – brochura, orelhas, miolo P&B
Páginas: 352
Preço de capa: R$ 42,00

 

Salvar

Dia do trabalho: quatro apps para ganhar dinheiro extra todo mês

Plataformas oferecem alternativas para que trabalhadores não tenham que abrir mão do seu trabalho fixo para garantir um incremento de renda

Para muitos brasileiros, fechar as contas do mês é sinônimo de preocupação e muita dor de cabeça. Para arcar com os custos mensais, que não são poucos, muitos transformam os dias de lazer em mais um dia de trabalho, gerando uma renda extra no final do mês. O Dia do Trabalho, apesar de ser um feriado, acaba sendo uma alternativa para quem quer monetizar.

Confira alguns apps que auxiliam você a conseguir um incremento na sua renda:

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Freelancer.com – se você é designer e não se dá tão bem com o inglês, tem medo de se perder em sites de freelancers gringos, mas ainda assim quer aproveitar as oportunidades do mundo todo, o Freelancer.com pode te ajudar e lhe proporcionar aquela sonhada renda extra, afinal é a maior plataforma do mundo de freelancer e crowdsourcing do mercado em número de usuários e trabalhos publicados. Com mais de mil áreas de trabalho disponíveis, a plataforma dá a opção de escolher a língua que quiser, ou seja, você pode mudar o site para português, e isso com certeza vai te ajudar a aumentar suas chances de sucesso.

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FemiTaxi – que mulher não gosta de uma renda extra? O Femitaxi, app de transporte exclusivo para motoristas e passageiras mulheres, pode ajudá-la. Presente nas cidades de São Paulo, Rio de janeiro, Belo Horizonte, Santos, Campinas, Goiânia e Brasília, a plataforma dispõe também da funcionalidade de crianças desacompanhadas, que permite seguir ao vivo o transporte de crianças e adolescentes a partir de 7 anos de idade.

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DogHero – para quem é apaixonado por pets, a DogHero é uma plataforma que liga o dono de um animal a um anfitrião que hospeda, na sua residência, cães com carinho e segurança. Para se cadastrar, basta ser maior de 18 anos e ter um lar de verdade onde o cachorrinho poderá seguir a sua rotina. Ter disposição para brincadeiras é algo bem importante, além da experiência pessoal com cachorrinhos. Nada de gaiolas, baias e casinhas do lado de fora, okay?

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Alooga – existem diversas plataformas que conectam pessoas que precisam de um determinado item, na Alooga é possível alugar o que você tiver ou quiser. Os preços são definidos pelo próprio usuário. Um controle do XBox, por exemplo, é alugado por 7 reais, enquanto o aluguel diário de uma Canon 6D custa 160 reais. O site cobra uma taxa de 15% mais 0,30 centavos por transação. Que tal aproveitar o feriado do Dia do Trabalho para fazer um levantamento e descobrir o que você pode alugar da sua casa?

 

Entrevista de emprego: como enfatizar pontos fortes, se diferenciar e sair do óbvio

Você está participando de um processo de seleção para uma vaga que deseja muito. Entre os candidatos, alguns com perfis muito parecidos com o seu. Claro, vocês foram escolhidos pelo currículo para concorrer ao mesmo cargo. Por isso, o importante é focar no que você tem de diferente para oferecer.

“Costumamos falar que há o hard skill e o soft skill. São termos em inglês que acabamos adotando por aqui. O primeiro diz respeito às habilidades técnicas, experiência e estudo, o que se aprende na busca pelo conhecimento. Já a segunda, soft skill, são as habilidades comportamentais e competências subjetivas que você desenvolve”, explica o coach Edson de Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation.

Ele afirma que é muito comum quando o recrutador pergunta ao candidato quais suas qualidades, este responder o que já está no currículo ou no perfil do Linkedin. E alerta: “É comum, um ficar enfeitando o currículo e o outro enfeitando a vaga. E isso vira um namoro de pássaros que resultará em três meses de paixão. Começará com o ‘oba, oba’ e terminará no ‘êpa, êpa’, resultando no fim do encantamento”.

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Moraes aconselha o candidato a falar sobre suas habilidades fora do profissional, além de pesquisar o que a empresa está buscando em um candidato para aquela vaga.

O que citar

Alguns pontos positivos que as pessoas, por nervosismo ou por não darem importância, acabam não mencionando:

– aptidão de lidar com problemas complexos;

– criatividade;

– capacidade de trabalhar bem em grupo;

– pensamento crítico;

– flexibilidade cognitiva.

Algumas pessoas, principalmente quando buscam o primeiro emprego, não acham relevante comentar que fizeram parte de um time que praticava determinado esporte. Que participavam do teatro e da produção de peças no colégio ou faculdade. Que cantavam no coral da universidade. Que trabalharam como babás ou cuidadores. Que fizeram trabalho voluntário em abrigos de animais ou casas que cuidam de idosos ou que saiam à noite distribuindo sopas e cobertores para os sem-teto.

“Esse tipo de comportamento passa ao entrevistador abnegação, sensibilidade, preocupação com o próximo e capacidade de atuar em grupos. E qual a importância disso para o cargo? A mensagem é que se trata de alguém sensível, que pode unir o time, levar o grupo a um propósito final. Isso passa seus valores e crenças. E muitas empresas não têm valores, mas estão buscando por eles. E isso será seu diferencial”, ensina Moraes.

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Já para os mais experientes, cuidado ao mencionar o motivo pelo qual saiu de empresas anteriores. Não faça críticas, pois estará passando uma mensagem muito negativa. “Fale de você, e sempre do seu ponto de vista. Não fale mal do lugar ou de pessoas onde trabalhou, pois, no fundo, isso falará mais sobre você que do lugar”, finaliza o coach.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

 

 

 

O estresse pode ser um bom amigo por Lucas Medola*

Antes de partir para a vitória (afinal, era quase sempre o desfecho de suas aparições nas pistas pelo mundo afora), Usain Bolt dava sinais de estresse. Sim, apesar do que o semblante bem-humorado pudesse suscitar nos milhões de espectadores que sempre o acompanharam, o maior velocista de todos os tempos ficava estressado antes do tiro de largada – mesmo depois de oito medalhas de ouro olímpicas. E tinha de ser assim. Mas na dose certa.

Acredite, o estresse não é necessariamente um inimigo – nem nas raias do atletismo nem nas raias da vida corporativa. Ele é uma defesa natural aos estímulos externos e também essencial para o conjunto de ações conhecidas como “instinto de sobrevivência”. Diante de uma situação de perigo, por exemplo, produzimos adrenalina e cortisol, substâncias que nos deixam em situação de alerta, prontos para reagir, independentemente do cenário no qual estamos inseridos.

No mundo corporativo, o estresse está presente em boa parte do tempo dos executivos – mais do que isso, parece fazer parte de nosso job description, tratado quase como um status dos cargos de chefia. Só que isso pode gerar diversos problemas de saúde, dentre os quais quadros de hipertensão, cardíacos, ansiedade e insônia (em casos extremos, até quadros de depressão) – só para citar os mais comuns.

A questão, aqui como em qualquer instância da vida (tanto a pessoal quanto a profissional), é bom senso. Ou seja, também é preciso estabelecer momentos dedicados à desaceleração durante o expediente, momentos em que você precisa relaxar, a despeito do turbilhão que possa estar ocorrendo à sua volta. Não é simples, claro, mas esse autocontrole fará com que você consiga atravessar os desafios mais rapidamente, de forma mais estruturada, sem emoção, e de modo mais saudável.

É fundamental também incluir na sua rotina, não apenas diária, mas durante as férias, alguma atividade que te gere prazer (pode ser física ou não), bem-estar e o famoso “desligar do mundo”. Esses momentos são essenciais para a saúde mental e física, além de parte do processo que leva ao sucesso profissional.

Mas não se acalme tanto assim! É o estresse na medida correta que pode fazer a diferença entre fracasso e sucesso.

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Um dos fatores mais interessantes do “bom” estresse (ou estresse controlado) é que ele melhora o desempenho intelectual e a capacidade da memória. Há estudos que garantem até uma facilidade maior de aprendizado em homens e mulheres que vivem com nível de estresse controlado. Para um executivo que depende de seus neurônios a cada segundo de seu dia de trabalho, trata-se de uma notícia e tanto. Isso porque o estresse é capaz de estimular a produção das chamadas proteínas regenerativas, que favorecem o surgimento de novas conexões cerebrais.

Segundo consta, pesquisadores alemães da Universidade de Freiburg descobriram que o estresse pode ser também um motivador de novas amizades. O estudo demonstrou que pessoas expostas a situações estressantes tendem a socializar com mais facilidade, compartilhando suas ideias e experiências.

Sem falar nos benefícios ao sistema imunológico (o estresse, em níveis saudáveis, leva o corpo a produzir anticorpos com maior velocidade e mantém o indivíduo em estado de alerta). Entretanto se você ultrapassa essa medida, as funções de seu corpo sofrem. Motivo? A adrenalina se junta ao cortisol, “fabricando” uma mistura tóxica no organismo, capaz de causar lapsos de memória, taquicardia, pressão alta, alergias, tensão muscular, irritação sem motivo aparente, falta de concentração e até… medo.

Ao perceber sinais de que está se aproximando de seu limite, pare o que estiver fazendo – sim, permita-se uma pausa. Afinal, como diria o filósofo William James, “a maior arma contra o estresse é nossa habilidade de escolher um pensamento ao invés de outro”. Portanto, respire ou exercite-se, ouça uma música ou leia o capítulo de um livro que não tenha nada a ver com o que você está fazendo, dê uma “volta” pelas redes sociais (sem compromisso) ou jogue online por 10 minutos. Aposte nisso no ambiente de trabalho, mantenha seu índice de estresse na coleira e você colherá bons resultados.

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Foto: Erik van Leeuwen/Wikipedia

Os especialistas são unânimes: momentos de hiperatividade devem ser sempre curtos, jamais duradouros. Como o jamaicano Usain Bolt costumava demorar menos de 10 segundos (nos 100 metros rasos, sua prova mais forte) para cruzar a linha de chegada e abocanhar a medalha de ouro – de novo e de novo e de novo! -, a teoria parece mesmo fazer sentido.

*Lucas Medola é CFO do PayPal para a América Latina

Como lidar com a síndrome do intestino irritável no ambiente de trabalho

A Síndrome do intestino irritável (SII) é especialmente difícil para as pessoas no ambiente de trabalho, mas existem maneiras de lidar. Mesmo quando está se preparando para ir trabalhar pode ser um momento difícil para pessoas com alguns tipos de SII.

Não é incomum que os portadores da síndrome tenham de quatro a cinco evacuações antes de sair de casa, diz Jeffrey Roberts, presidente e fundador da IBS Self Help and Support Group. O grupo tem 60.000 membros ativos on-line, bem como reuniões presenciais nos EUA, no Canadá e em outros países.

“Temos visto pessoas que pararam de trabalhar porque não conseguem se preparar de manhã, sair e terem aquela sensação desconfortável de ter que lidar com os sintomas”, diz Roberts. Deixar o mundo do trabalho é apenas uma das coisas que as pessoas com a síndrome fazem por causa de sua desordem. Sofrem muitas vezes com faltas ou atrasos ​​não só em relação ao emprego, mas na escola e em outras atividades.

Os custos com os cuidados da SII 

O custo direto e indireto da síndrome do intestino irritável nos EUA foi estimado em cerca de US$ 1,5 bilhão por ano. Os números sozinhos são surpreendentes. E os números não podem sequer começar a quantificar o custo do sofrimento humano e os danos aos relacionamentos.

Dê-se tempo para se preparar 

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Foto: JanFidler/Morguefile

Para reduzir sua própria perda econômica em potencial, Roberts sugere que a pessoa tenha tempo para se preparar para o trabalho. Ele próprio tem SII e se dá pelo menos duas horas para se aprontar de manhã. Uma vez no trabalho, ele faz o melhor que pode para lidar com os sintomas.

“Eu enfrento as adversidades”, diz Roberts. “Minha síndrome é bastante severa. Eu me trato com alguns medicamentos, mas também lido com o problema, percebendo que vou ter alguns momentos ruins e também vou ter os bons.”

Diga a alguém no trabalho que você tem SII

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Pexels

Algo que pode ajudar é você falar com um colega de trabalho confiável ou simpático ou com o chefe sobre a síndrome. “A maioria das pessoas apoia muito”, diz Lynn Jacks, fundadora de um grupo de apoio do SII na Summit, New Jersey. Ela sugere ser honesta com seu supervisor. Deixe ele saber que você tem SII sem dar muitos detalhes pessoais. Isso pode significar explicar a SII e seus sintomas.

“Também é importante informar ao seu gerente que, embora nem sempre tenha controle sobre os sintomas da SII, você é um trabalhador dedicado e lidará com a situação de acordo”, diz Roberts. Deixe-o saber que os sintomas podem forçá-lo a sair de uma reunião ou ir ao banheiro com frequência, mas que você será capaz de fazer o seu trabalho depois que a dor e o desconforto diminuírem.

Se o seu supervisor não for simpático, você pode pedir ao seu médico que escreva uma nota explicando que a SII é uma doença real e que certos sintomas podem ocorrer.

Considere um tratamento para prevenir a SII

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Uma vez que os sintomas da SII aumentam no trabalho, pouco pode ser feito a não ser suportar o desconforto e a dor. Respiração profunda e a caminhada podem ajudar durante episódios de dor.

Mas especialistas dizem que a melhor maneira de lidar com a doença no trabalho é tentar evitar os sintomas. Seu médico pode prescrever medicamentos para preveni-los. Algumas drogas podem levar algumas semanas para ter efeito total.

Lynn sugere exercícios regulares. “Exercitar-se frequentemente libera a tensão”, diz. Além disso, ela observa que a atividade física pode ajudar a tonificar os músculos do intestino.

Já Roberts recomenda a terapia comportamental, que pode incluir hipnoterapia, psicoterapia e técnicas de relaxamento. Outras estratégias que podem ajudar a prevenir os surtos de sintomas da SII no trabalho incluem:

=Mudanças na sua dieta

=Gerenciamento de estresse

=Acupuntura e outras terapias alternativas

Converse com um médico sobre quais estratégias de prevenção e tratamento da síndrome podem funcionar melhor para você.

Referência médica WebMD revisada por Jennifer Robinson, MD