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Dia da Síndrome de Down: trabalho melhora desenvolvimento e qualidade de vida

Pessoas com essa condição são consideradas comprometidas e disciplinadas e podem melhorar ambiente de trabalho e relação interpessoal nas empresas

Muito mais do que apenas uma atividade que às pessoas se manterem economicamente, o trabalho tem a função de melhorar as relações sociais, desenvolver habilidades e trazer realização pessoal e intelectual. Isso também vale para pessoas com síndrome de Down, que comemoram seu Dia Internacional neste 21 de março. Para eles, ter uma ocupação profissional significa receber estímulo para o desenvolvimento e conquistar mais qualidade de vida.

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Foto: Shutterstock

A legislação brasileira possui normas para a inclusão das pessoas com necessidades específicas no mercado de trabalho. Desde 1991, as empresas com 100 ou mais empregados devem manter em seus quadros uma porcentagem mínima de funcionários com algum tipo de deficiência.

Para empregadores que oferecem entre 100 e 200 vínculos empregatícios, esse percentual é de 2%. O número aumenta de acordo com a quantidade de funcionários, chegando a 5% para empresas com 1.001 empregados ou mais. Desde a entrada em vigor da Lei de Cotas, a participação dessas pessoas no mercado de trabalho tem aumentado.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2017 mostram uma tendência de crescimento de vagas ocupadas por pessoas com deficiência mental/intelectual. Foram 34.851 mil contratados naquele ano, 2.764 mil a mais do que os 32.087 de 2016. A Rais não engloba dados específicos sobre os subtipos de deficiências, mas apenas grupos (física, visual, auditiva, mental/intelectual e múltipla).

De acordo com o chefe da Divisão de Fiscalização para Inclusão de Pessoas com Deficiência e Combate à Discriminação no Trabalho da Secretaria Especial de Trabalho e Previdência, João Paulo Reis, auditores-fiscais do Trabalho têm uma atuação específica para garantir a inclusão produtiva de pessoas com deficiência mental/intelectual.

Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, por exemplo, os auditores celebram um termo de compromisso com empregadores para que contratem as pessoas com necessidades específicas inicialmente como aprendizes. Depois, mais capacitados, eles devem ser efetivados pelo contrato de emprego por prazo indeterminado. “Há vários casos de sucesso, de empresas que completaram a cota por meio dessa metodologia”, afirma João Paulo.

Dia Internacional – Causada por uma mutação genética, com a presença de três cromossomos 21 nas células, a Síndrome de Down tem consequências físicas, intelectuais e psicomotoras específicas, mas nenhuma delas impede o exercício de atividade produtiva.

Mãe de Henrique Gurgel, um rapaz de 27 anos com Down, Dirce Gurgel afirma que a ocupação como auxiliar em uma biblioteca fez muito bem ao filho. Henrique aprendeu a se comunicar mais assertivamente e a falar melhor. Na escola em que ele trabalhou foram realizados treinamentos que melhoraram o desempenho dele. “Não é só contratar para cumprir a cota. É importante fazer essa preparação”, enfatiza Dirce.

Segundo ela, por não estar trabalhando atualmente, o filho retrocedeu um pouco em relação ao desenvolvimento. “Ele se sentia acolhido, e os colegas na escola aprenderam bastante com ele. É preciso acabar com o preconceito. Contratar um Down é bom para todos”.

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Foto: Collettey’s Cookie

A presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Lenir Santos, explica que não há justificativa para não contratar pessoas com essa condição se elas estiverem bem preparadas e se houver a correta mediação no local de atuação. Ela afirma que o trabalho empodera, melhora a compreensão de cidadania, de direitos, de obrigações e também o desenvolvimento cognitivo, social e afetivo. “A inclusão de pessoas com deficiência intelectual melhora o ambiente de trabalho, pois exige o exercício da tolerância, da capacidade de convívio com as diferenças”.

Fonte: Secretária Especial de Previdência e Trabalho

As mulheres e a relação com o dinheiro no século 21, por Natalia Cunha*

Antigamente, as mulheres não precisavam se preocupar com as finanças, pois os homens eram os provedores da casa. Fazia parte da cultura conservadora que elas não tivessem envolvimento com o dinheiro. A maioria se dedicava às tarefas domésticas e aos filhos, ou seja, serviam exclusivamente à família.

Pesquisas afirmam que a insegurança da mulher em lidar com o tema vem principalmente das sequelas da cultura machista em que apenas o homem se revelava como um profissional, provedor, assim como falado anteriormente. Isso explica a menor tendência feminina às jornadas integrais de trabalho, não há uma divisão igualitária das tarefas cotidianas na estrutura familiar brasileira, diferente do que acontece em muitos países desenvolvidos, a exemplo disso, a Suécia.

A critério de exemplo, em 2003, Araújo e Scaflon realizaram uma pesquisa em que participaram 2.000 domicílios brasileiros e chegaram à conclusão de que o trabalho doméstico continua sendo designado às mulheres, gerando assim dupla jornada onde pode influenciar a dificuldade da mulher em administrar o dinheiro.

Muito embora alguns estudos apontem para o fato de que as mulheres decidem na hora da compra, o que ocorre é que a decisão de onde/como investir o dinheiro que sobrou no mês fica a cargo dos homens, ou seja, o provedor continua decidindo o destino das finanças em dias atuais.

guarda roupa duvida

Eu diria que hoje a mulher tem quase 50% do seu orçamento destinado a “estética”, dessa forma comprometendo seus rendimentos. No entanto, no meio masculino, isso é irrelevante e a mulher tem uma cobrança imposta pela sociedade. Elas pagam mais caro a coparticipação em seus convênios, pois usam mais que os homens. Exemplo simples, homem pode, durante uma semana, trabalhar com uma calça e uma camiseta branca e a mulher tem uma cobrança para não pode repetir roupas.

Qual seria a solução para isso?

Devemos ficar esperando a sociedade entender que a mulher não é uma “vitrine de moda”? Será mesmo que temos que esperar a sociedade entender isso ou cabe a nós mostrarmos no dia a dia ? Ou mudar nossa postura diante das cobranças excessivas de imagem da sociedade, que impactam diretamente em nossas finanças?

Conseguimos enxergar um posicionamento feminino maior no mercado de trabalho, alcançando assim cargos de diretoria e muitas delas empreendendo. Essa participação mais sólida é um processo que precisou do movimento feminista para mudar e está melhorando, lentamente é claro, pois há muito preconceito enraizado, mas esse posicionamento ainda está longe de ter uma igualdade. Exemplo disso é a desigualdade salarial entre os gêneros, assim como afirma pesquisa do IBGE de 2018, em que mulheres ganham no máximo 77,5% dos rendimentos masculinos.

É quase nulo encontrar conteúdos de cunho financeiro destinado às mulheres, sendo este tema voltado sempre aos homens, numa linguagem masculina e em veículos de comunicação voltado a eles, o que o torna distante do público feminino e assim dificultando o acesso àquelas que tenham realmente interesse em conhecer mais sobre este universo.

Apesar dos poucos avanços culturais neste sentido, existem literaturas, APPs que foram desenvolvidos e publicados para o nicho feminino, no qual ensinam, estimulam e aconselham mulheres a lidar com suas próprias finanças e a realizarem investimentos, dessa forma quebrando paradigmas sobre o seu relacionamento com o dinheiro.

Existe a questão da oferta X demanda. Eu acredito que para mudar essa tendência da pink tax, da mulher ainda vista como bonequinha de luxo, tem que mudar a cultura… porém para isso acontecer, tem que haver uma mudança de tendência. É paradoxal, são assuntos correlacionados.

A solução está na conscientização: a mulher empoderada, que toma para si o conhecimento, que exige que lhe vendam informações e não apenas maquiagens, que vai à luta pela equiparidade salarial.

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Tome como exemplo quando as “chapinhas” entraram no mercado brasileiro. Custavam uma fortuna, era o valor de um salário mínimo na época. Com o passar do tempo a demanda aumentou, todas queriam esse acessório de beleza, com isso os preços caíram e hoje é totalmente acessível ter uma.

Com o conteúdo de finanças voltado ao universo feminino tem que ser assim: as mulheres têm que exigir, para que o mercado forneça isso à elas e desse modo, somente assim, poderá se iniciar um processo de modificação cultural sobre o relacionamento mulher x dinheiro.

*Natalia Cunha é administradora executiva, formada pela Universidade Anhembi Morumbi e com capacitação em Psicologia Econômica pela B3 Educação. Atuou em mais de seis anos na área financeira, em empresas como Banco Pan-americano, Nextel, Banco Itaú, Laboratório Cerba LCA e Cummins Brasil. Hoje, atua como consultora financeira na Plano Consultoria, empresa que há dois anos ajuda pessoas a manterem uma relação equilibrada com suas finanças.

No Brasil, apenas 38% das mulheres ocupam posições gerenciais, segundo o IBGE

Formação em liderança feminina pode ser diferencial para mulheres assumirem cargos de destaque

No mundo inteiro, serão necessários mais de 200 anos para mulheres conquistarem o mesmo espaço que homens nas empresas, de acordo com o relatório Global Gender Gap 2018. A realidade nacional é ainda mais alarmante: apenas 38% das brasileiras ocupam cargos de nível hierárquico mais alto, como os gerenciais, enquanto na posição de presidência nas companhias, o número cai para 18%, conforme pesquisa feita pelo Panorama Mulher 2018.

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Para escapar do destino traçado pela sociedade, muitas dessas mulheres têm recorrido a mais faculdades, mais especializações e mais cursos técnicos, o que explica seu maior número nas universidades. Lutando contra essa realidade, empreendedoras criaram a primeira escola com foco no desenvolvimento pessoal e profissional da mulher, batizado de ELAS (Exercendo Liderança com Assertividade e Sabedoria).

À frente do negócio estão Amanda Gomes e Carine Roos, que desenvolveram um projeto único que já formou 200 mulheres desde 2017 e impactou outras três mil em suas extensões, com workshops e imersões. No Programa ELAS, carro-chefe da escola, profissionais de diversas áreas de atuação e idades podem trocar vivências por três meses e receber um material exclusivo com exemplos práticos e técnicos para exercer liderança de maneira assertiva, receber aumento salarial ou promoções, por exemplo.

Das alunas certificadas pelo Programa, 30% foram promovidas ou aumentaram seu poder aquisitivo no prazo de 12 meses, após a participação no curso. “Buscamos ser o meio para que tantas mulheres competentes no Brasil e no mundo alcancem posições de destaque na sociedade e no trabalho e realizem sonhos que, hoje, parecem distantes”, conta Amanda Gomes.

Para Carine Roos, é necessário dar fim aos vieses inconscientes que tanto prejudicam a contratação de mulheres nas corporações. “Precisamos ser admitidas por nossas competências e habilidades, não pelo nosso gênero. Vamos encurtar os 200 anos que nos distanciam da realidade que deveria ser comum”, afirma.

Empresas conscientes de suas responsabilidades e com a mente inovadora já estão oferecendo o curso para suas funcionárias. Nomes como GIZ, Accenture, Regus e Bradesco estão agindo em direção à equidade de gênero nas companhias e garantindo mais uma formação altamente qualificada e exclusiva, mas desta vez em prol do empoderamento e ascensão da mulher.

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Consultora de Mobility Digital na Accenture, Ana Beatriz Ribeiro sente que, após participar do Programa, ganhou maturidade emocional para lidar com problemas corriqueiros no trabalho. “Eu consigo entender meus sentimentos e racionalizar e, assim, tomar decisões baseadas em fatos. Além disso, consegui desenvolver uma comunicação mais efetiva e acredito que isso esteja influenciando positivamente na minha forma de lidar com a equipe”, destaca.

Informações: ELAS

Como a consultoria de imagem influencia no dress code de trabalho

Silvia Scigliano, consultora de tendência e comportamento explica a importância da consultoria de imagem no dress code de trabalho, e como ele vem se adaptando à novas tendências e estilos.

O dress code é um código de vestimenta muitas vezes adotado por empresas que querem comunicar as características do seu trabalho através das roupas. Algumas adotam um dress code rígido, uniformes ou trajes sociais, mas atualmente cada vez mais empresas são flexíveis e livres para esses tipos de regras.

inspiração dress code

Para definir o dress code e melhor opção de estilo que a empresa deve adotar, Silvia Scigliano explica que em primeiro lugar é preciso fazer uma análise da empresa: qual sua área de atuação, quem são os clientes, investidores, parceiros, fornecedores e etc. Depois alinhar com eles qual a imagem desejam passar.

“Se for uma empresa grande, fazemos um estudo de cada departamento, mas o foco é sempre o departamento comercial que lida com clientes.” explica a consultora certifica pelo FIT (Fashion Institute of Tecnology) e vice presidente da Associação Internacional dos Consultores de Imagem.

O mais importante das regras no local de trabalho é entender que aquele ambiente precisa ser respeitado, mas que também o estilo pessoal do funcionário deve ser levado em conta. “Hoje existe uma flexibilidade muito maior, mas há limites pra tudo”, explica Silvia.

dress code no verão

Em dias com altas temperaturas, como as que grande parte do país está enfrentando, a consultora também aposta no equilibro entre a flexibilidade e limites “Minha dica do que usar nesses dias de forte calor no trabalho, é em geral tecidos leves e fluídos, de fibras naturais. Cores claras também ajudam. A bermuda está em alta e algumas marcas fizeram conjunto com blazer, o que pode ficar bem atual.”

Essas e outras tendências, Silvia Scigliano abordará no curso de extensão que ministrará na FAAP, em São Paulo, do dia 14 a 16 de fevereiro.

Informações: Clivorot & Scigliano

Cinco hobbies para transformar sua vida profissional em 2019

Luandre, uma das principais consultorias de RH do Brasil, preparou uma lista para começar o ano com muito ânimo e um novo “mindset”

Competitividade, autocobrança e estresse, gerado por esses fatores, são elementos que afetam a vida de inúmeros profissionais pelo país. Como válvula de escape, muitos recorrem a atividades de lazer em busca de mais equilíbrio.

Por incrível que pareça, além da sensação de bem-estar e descompressão, o “hobby” pode ajudar a alavancar a vida profissional. “A capacidade de concentração é uma característica estimulada pela corrida, por exemplo, enquanto a habilidade de estratégia é bastante reforçada por jogos de tabuleiro e videogames”, diz Simone Dansiguer, especialista em RH da Luandre.

Por isso, Simone listou cinco opções de hobby bastante populares e que podem melhorar a forma como o profissional lida com o trabalho e consigo mesmo.

1 – Corrida: a sensação de que você está saindo do lugar

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Exercícios físicos, em geral, são grandes aliados da saúde. Uma pesquisa desenvolvida pela Academia Americana de Neuropsicologia Clínica descobriu que o exercício aeróbico intenso é a única atividade que pode estimular o nascimento de novos neurônios, que se acreditava não serem mais produzidos depois da idade adulta.
A corrida, em especial, tornou-se uma das atividades mais populares, com novos adeptos surgindo a cada dia. Por ter duração média/longa e intensidade moderada a forte, exige muito foco, concentração e disciplina. “A corrida reduz o estresse e deixa as pessoas mais aptas a lidar com algumas situações corriqueiras de forma mais suave”, analisa Simone.

2 – Música: dê um play na sua vida e na carreira também

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Não importa o ritmo, a música é uma das melhores terapias. Dentre seus diversos benefícios está a liberação de dopamina, que aumenta o estado de prazer, sendo um excelente agente motivacional. O British Journal of Surgery investigou os benefícios gerados por ela em processos cirúrgicos. Pesquisadores analisaram mais de 80 canções aleatórias antes, durante e depois de cirurgias invasivas, e perceberam que os pacientes que as ouviam tinham seus níveis de dor e ansiedade amenizados.

3 – Cinema: E o Oscar de melhor hobby para o desenvolvimento vai para…

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Pixabay

Ver filmes é uma ótima opção para quem busca bem-estar, relaxamento e motivação. Além de estimularem a capacidade reflexiva, analítica e de interpretação, atributos muito valorizados em profissionais de alta performance, são um ótimo estímulo intelectual, já que agem como uma espécie de hipnose para o cérebro. Há, inclusive, uma terapia que se utiliza de filmes para melhorar o estado mental de pacientes. Um dos precursores é o psicólogo norte-americano Gary Solomon, autor do livro “The Motion Picture Prescription”, que observou que ao assistir a um filme que se encaixe em sua problemática pessoal, o paciente encontra um jeito novo de aprender com sua situação atual e encontra recursos em si para um desenrolar positivo.

4 – Ler: sei que nada sei, por isso leio

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Foto: Dianne Hope/Morguefile

“Viajar dentro de uma história”, além de ser um ótimo passatempo, estimula a criatividade e a capacidade imaginativa e amplia o repertório cultural. Profissionalmente é um dos hobbies mais colaborativos, pois melhora a oratória, a expressão e a escrita, possibilita um maior vocabulário e desenvolve o senso crítico e a eloquência”, explica a especialista. Um estudo britânico, liderado por Robert Wilson, comprova que a redução do funcionamento do cérebro na velhice pode ser diminuída em cerca de 30% se a pessoa mantiver hábitos de leitura, além de proteger contra doenças como a de Alzheimer.

5 – Jogos: hora de passar para a próxima fase no desenvolvimento

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Jogos (eletrônicos ou não) oferecem inúmeros benefícios para a vida profissional, principalmente pela capacidade de estímulo cognitivo que possuem. Apesar de serem, prioritariamente, fonte de entretenimento, benefícios como raciocínio lógico, capacidade de lidar com adversidades, tomadas de decisões, competitividade, foco e concentração estão também ligados ao mundo dos games. “Em algumas empresas, inclusive, existem áreas de descompressão com jogos à disposição dos colaboradores. É possível usar o recurso da ludicidade também em treinamentos e capacitações”, comenta Simone. Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Genebra, na Suíça demonstrou que jogos de ação têm impacto positivo na visão (com jogadores detectando pequenas diferenças nos tons de cinza), atenção (por maior desempenho na tarefa de encontrar mais de um objeto em movimento) e em contextos multitarefa.

Fonte: Luandre

 

Estabeleceu uma meta difícil em 2018? Saiba como atingi-la em 2019

Você se colocou uma meta ambiciosa, muito além das suas expectativas em 2018, e não conseguiu cumprir? Percebeu que depois de algum tempo sua determinação diminuiu e o sentimento de desmotivação e desânimo tomou lugar da empolgação que existiam no começo?

Se existe um senso em comum a respeito de completar metas durante um ano é que sem um planejamento, dificilmente a pessoa tem êxito. No entanto, para atingir os seus objetivos é preciso defini-los. Não basta simplesmente dizer “eu quero” e esperar que se realize. Tem a ver com um processo que começa com um desejo de alcançar e termina com persistência e objetivo alcançado.

Durante esse caminho, existem alguns passos fundamentais que devemos cumprir para realizar as metas com sucesso:

1. Defina metas que o motivem

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Quando se pensa em meta é importante que ela te motive. Isso significa garantir que existe um propósito para você cumpri-la e que será importante alcançá-la. Se há pouco interesse no resultado, as chances de se concretizar são mínimas. Depois de definidas quais metas você deseja alcançar dentro do ano, estabeleça para cada uma delas um plano individual. Atenção: não confunda meta com plano de ação para alcançá-la. Meta é o objetivo e, para cada um destes objetivos, você deverá traçar um plano para alcançá-lo.

2 – Estabeleça o plano com etapas a serem cumpridas de curto, médio e longo prazos

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Cumprir metas exige comprometimento, portanto, para aumentar a chance de sucesso é necessário ter um senso de urgência e uma atitude de “devo fazer”. Coloque no papel as etapas que o levarão ao cumprimento de suas metas, detalhe suas datas de conclusão e tente alcançá-las sem risco de adiar. Realizar as pequenas tarefas ao longo do caminho o motiva a ganhar impulso e incentivo.

3 – Foco para realização de um objetivo por vez

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Uma pessoa fica facilmente sobrecarregada quando se concentra em várias tarefas e informações numa mesma época. Com a falta de foco é menos provável que se cumpra qualquer dos objetivos propostos, principalmente se eles exigem um forte esforço emocional ou mental.

4 – Estabeleça metas atingíveis

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Tenha certeza que é possível atingir as metas que definiu. Muitos profissionais estabelecem objetivos difíceis de atingir e se frustram. Sendo assim, definir o caminho requer autoconhecimento e uma autoavaliação sincera.

5 – Tenha foco, consciência e rotina

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Rotina e hábitos são a dupla perfeita para se alcançar as metas. Ao definir uma rotina é interessante acompanhar o progresso ao longo do tempo e tomar consciência sobre os próximos passos.

6 – Mantenha a ansiedade sob controle

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Aqui vale uma observação importante: nem sempre tudo você pode controlar. Suas metas podem depender de outros, das flutuações do mercado e de uma série de fatores externos à sua vontade. Entenda isso e mantenha a ansiedade sob controle. No fundo tudo são escolhas, decisões de caminhos a percorrer. É planejamento e disciplina no acompanhamento que faz a diferença!

Boa sorte com as suas metas ao longo de 2019 e Feliz Ano Novo!

*Uranio Bonoldi consultor, palestrante e oferece aconselhamento personalizado para empresários e executivos. 

Para 91% dos gestores em RH, animais no trabalho intensificam lealdade de funcionários

Pet Anjo, plataforma de serviços pet, dá dicas de como fazer um escritório pet friendly

Os bichinhos têm ganhado espaço em lugares públicos e isso não é novidade, mas a permissão em locais de trabalho ainda deixa muitas empresas receosas. Uma pesquisa realizada pela Banfield, rede de hospitais norte americana, revela que 91% dos diretores de Recursos Humanos apoiam a atividade e dizem que os funcionários podem se tornar mais leais diante na presença do amigo peludo.

O levantamento também revela que 82% dos funcionários são a favor dos pets no ambiente corporativo. Além desses dados, o estudo também mostra os benefícios: 86% afirmam redução do estresse e 67% identificaram aumento na produtividade.

“Com todas essas impressões positivas, a ideia é incentivar organizações a adotarem essa prática, já que podem ser aplicadas uma vez por mês, a cada quinze dias, uma vez por semana ou diariamente. A decisão depende do perfil da empresa”, diz Carolina Rocha, médica veterinária especialista em comportamento animal e fundadora da Pet Anjo, plataforma de serviços pet como dogwalker, pet sitter e hospedagem familiar. Ela separou algumas dicas para ajudar as empresas a se tornarem pet friendly.

=Obter o apoio dos diretores e funcionários;

=Avaliar os cães e seus temperamentos e utilizar coleiras codificadas com cores que indiquem o comportamento daquele cão, por exemplo, verde para animais que permitem qualquer interação e vermelho para animais tímidos. Lembrando que não é recomendado cães agressivos nos locais de trabalho;

=Treinar os funcionários para saberem o que significa cada cor da coleira;

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Foto: Ibtimes

=Garantir um espaço com água fresca para o animal e caminhadas regularmente, como na hora do almoço e café;

=Colocar regras para latidos, corridas e brincadeiras que atrapalhem o funcionamento dos serviços;

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Foto: Sherman Filmes Ópticos do Brasil

=Deixar claro quem é o responsável do animal.

Carolina ainda comenta como os bichos auxiliam na interação entre os colegas de trabalho. “É muito mais fácil se aproximar de alguém quando ele está com um animal, além disso, os níveis de fofoca podem diminuir já que eles passam a falar mais dos cães do que das pessoas”, explica.

Fonte: Pet Anjo

2019: um ano para dirigir olhando para frente e não para o retrovisor

Conselho, tanto a quem quer empreender quanto a quem está à procura de emprego: não tenha receio

Estamos nos despedindo de 2018, um ano de muitas emoções e em que o Brasil passou por muitas mudanças. A principal, claro, foram as eleições que trarão alguns nomes novos tanto para o Senado quanto para a Câmara dos Deputados. E a vitória de Jair Bolsonaro para presidente da república. Muitos estão vendo 2019 com esperança e outros tantos com desconfiança.

O panorama econômico, em especial, deverá mudar muito a partir do próximo ano. Passamos por pequenas, mas importantes, mudanças com a saída de Dilma Rousseff e a entrada de Michel Temer, como a equalização da inflação e a redução de taxas de juros. “Afinal, 14% juros só interessava a investidores e não a empresários. Talvez o único mérito do governo Temer tenha sido a pequena melhora na economia”, afirma o coach e consultor de finanças pessoais Edson Moraes, formado pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF – International Coach Federation.

Moraes admite que o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, traz um novo olhar para o governo, mas continua sendo uma incógnita. O mercado está confiante e com perspectiva de retomada econômica. Porém, o desemprego, o ponto mais importante e esperado, não vai diminuir tão cedo.

“No governo do presidente Lula, muitas empresas engordaram a estrutura, mas depois que cessou o período de crescimento da economia, precisaram demitir. E demitir custa caro. Agora, várias delas já se adequaram a uma estrutura enxuta que cabe, com dificuldades, no orçamento”.

Observador

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Na opinião de Moraes, em 2019 os empresários estarão mais atentos e vão querer garantir um crescimento efetivo para, daí, sim, aumentar a demanda e contratar. Não querem um voo de galinha. Portanto, o primeiro semestre do ano será especialmente de observação.

“Observação do crescimento, das ações do governo, da consistência das decisões tomadas. Como o novo governo vai negociar com o congresso as mudanças necessárias e se vai obter êxito. Porém, é importante ter uma expectativa positiva e não torcer para dar errado, porque o Brasil precisa melhorar”, frisa.

Pelas previsões que Moraes têm ouvido de economistas e especialistas de vários setores, o esperado é inflação menor, dólar estável, taxa de jutos mais baixa e, a princípio, nenhuma expectativa de sobressaltos.

Otimismo com cautela

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“Meu conselho, tanto a quem quer empreender quanto a quem está à procura de emprego, é não tenha receio. Esteja aberto a mudanças. É preciso dirigir olhando para frente e não para o retrovisor. Olhar o sucesso dos outros, ou de si mesmo em tempos passados, pode ser inspirador, mas não significa êxito no futuro”, alerta Moraes.

Ele aconselha: olhe para fora de si e para fora do país. Por exemplo, há uma inclinação forte em não comer mais carne que está crescendo em vários países? Invista em produtos naturais, orgânicos e veganos. Pessoas estão decididas a usar menos o carro? Pense em aplicativos, em formas alternativas de transporte. Observe as tendências em todas as áreas que puder.

Incompatibilidade

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Outro ponto que o coach destaca: sempre que buscar um trabalho é importante prestar atenção ao perfil do cargo, pois também pode haver uma incompatibilidade entre a vaga e o candidato. “Para quem estiver procurando, ou pensando em mudar de emprego, antes de comparecer às entrevistas, pesquise sobre a empresa, estude e descubra o que pode acrescentar a ela, em que poderá ajudá-la. Qual o local em que você se encaixa. Durante a conversa, não recite seu currículo, ele já está nas mãos do recrutador”, ensina.

E nunca pare de estudar. “É preciso pensar na aplicabilidade da formação acadêmica. As universidades brasileiras trazem pouca inovação. Há jovens que me questionam se vale a pena entrar em uma faculdade de tecnologia se ele pode se desenvolver sozinho. Não é o recomendável, mas é compreensível, olhando o panorama da formação e da demanda. Apesar de o Brasil não ser um país de ponta, não ser um pólo tecnológico – temos um perfil mais de seguidor que de inovador – há um descasamento entre ensino e mão de obra qualificada”, afirma Moraes. “Mas estar atento às tendências e seguir buscando o conhecimento, da forma como lhe for possível, continua sendo o caminho para manter-se atraente ao mercado”, conclui.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio – Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

Pele: estresse potencializa estado inflamatório fazendo surgir rugas, flacidez e manchas

Células imunológicas recebem descarga de hormônios do stress e potencializam estado inflamatório persistente na pele que culmina com o envelhecimento precoce do tecido cutâneo. Especialistas explicam o que ocorre

Várias doenças com sintomas físicos e psicológicos podem surgir por conta do stress e ansiedade; muitas delas você pode sentir na pele: eczemas, dermatites, psoríase, urticária, acne e até alopecia. Típica do mundo moderno com a velocidade da informação e a constante exigência por superação de metas (e de maneira rápida), a sensação de desconforto e irritação típicas do stress, se provoca ou piora doenças, também pode envelhecer precocemente a pele.

“Uma pele que vive sobre descargas constantes de adrenalina e outros hormônios como cortisol e prolactina está mais propensa a ter rugas, pelo desequilíbrio em cascata, já que esses hormônios potencializam o estado inflamatório persistente no tecido cutâneo e fazem com que nossas células tenham um tempo de vida e atividade diminuídas, acarretando perda da longevidade”, explica a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

 

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Estudos recentes indicam que o estresse causa manchas e rugas, além de atuar como um gatilho importante no aparecimento de doenças como acne, eczema e queda de cabelo. Uma coisa é comum em todas as doenças e no processo de envelhecimento do tecido: a inflamação.

A dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, argumenta que muitos tipos de células da pele, incluindo células imunológicas e células endoteliais (células que alinham os vasos sanguíneos), podem ser reguladas por neuropeptídeos e neurotransmissores, que são substâncias químicas liberadas pelas terminações nervosas da pele.

“O estresse pode liberar um nível maior dessas substâncias e, quando isso ocorre, pode afetar o modo com o qual nosso corpo responde a muitas funções importantes, como sensação e controle do fluxo sanguíneo. Além disso, a liberação desses produtos químicos pode levar à inflamação da pele”, explica Thais.

Segundo o pesquisador em Cosmetologia Lucas Portilho, que é farmacêutico e diretor científico da Consulfarma, na maioria das vezes, os problemas ocorrem devido a liberação de mediadores inflamatórios e a ativação de mecanismos de defesa que atuam de forma negativa na pele.

“Por exemplo, hormônios como cortisol, são aumentados em pessoas com alto nível de estresse e podem impactar negativamente gerando manchas na pele. O cortisol está relacionado com um pró hormônio denominado POMC (pro-ópiomelanocortina) que induz a formação de melanina (pigmento que dá cor à pele)”, acrescenta Potilho. “O estresse também libera catecolaminas, como a adrenalina, conhecida como ‘hormônio da fuga’ que leva a aceleração dos batimentos cardíacos e na pele interfere na produção de melanina, podendo causar manchas e diminuição da produção de colágeno pelos fibroblastos”, pontua o pesquisador.

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Por fim, Portilho esclarece que a prolactina, um hormônio que tem principal função de estimular a produção de leite pelas glândulas mamárias, na pele pode causar aumento da produção de sebo pelas glândulas sebáceas e alterar a defesa natural da pele, além de causar desidratação.

“Por conta da inflamação causada pelo estresse, a pele perde elasticidade, torna-se mais seca, flácida, perde o brilho, aparecem as rugas e o processo de cicatrização fica mais lento”, acrescenta Jardis Volpe, dermatologista da Clínica Volpe (SP).

Thais também lembra que ao atuar nas células imunológicas e enfraquecendo a função de barreira da pele, o stress pode deixar a pele mais suscetível às ameaças ambientais relacionadas ao fotoenvelhecimento, como raios UV e poluição.

Cuidados com a pele “estressada”

Segundo a farmacêutica Mika Yamaguchi, diretora científica da Biotec Dermocosméticos, a chave da beleza da pele está no poder que se confere à imunidade. “Como o corpo, a pele também tem um sistema imune com as células de Langerhans, que são as responsáveis pela defesa da pele; mas suas funções decaem com o tempo, exposição solar e principalmente o estresse. O uso de probióticos como PGT1, que aumenta a imunidade da pele, é uma das novas abordagens para a diminuição da inflamação e também para restabelecer a função de barreira da pele”, sugere a especialista.

“As cápsulas de FC Oral e Bio-Arct também são importantes, uma vez que agem, consequentemente, na diminuição da inflamação (protegendo também as membranas celulares) e no aumento da produção de energia pela mitocôndria, o que tem efeitos no aumento da imunidade da pele e sua função de barreira”, completa.

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Já Portilho afirma que alguns cremes podem auxiliar no controle dos efeitos da ação dos hormônios na pele. “Um ativo chamado Neurolight, consegue diminuir a ação da POMC (pro-ópiomelanocortina) que induz a formação de melanina na pele. Isso faz com que a mancha causada pelo estresse diminua”, explica o especialista.

“Ativos que controlam oleosidade como Sebonormine também são indicados em pessoas que tem aumento da oleosidade por estresse. Outro ativo muito indicado é o Filmexel que impede que a pele sofra ação do estresse e agressão externa, que pode agravar ainda mais a condição da pele estressada”, conta.

Mas os farmacêuticos pontuam que o paciente que sente que sua pele está respondendo negativamente ao estresse deve rapidamente buscar ajuda de um médico especialista que prescreverá o tratamento oral e tópico adequado.

Fontes:
Claudia Marçal – É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD e da American Academy Of Dermatology – AAD. Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas – SP.
Jardis Volpe – Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.
Thais Pepe – Dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.
Lucas Portilho – Consultor e pesquisador em Cosmetologia, farmacêutico e diretor científico da Consulfarma. Especialista em formulações dermocosméticas e em filtros solares. Diretor das Pós Graduações do IPUPO Educacional, Hi Nutrition Educacional e Departamento de Desenvolvimento de Formulações do IPUPO. Atuou como Coordenador de Desenvolvimento de produtos na Natura Cosméticos e como gerente de P&D na AdaTina Cosméticos. Possui 17 anos de experiência na área farmacêutica e cosmética. 
Mika Yamaguchi – Farmacêutica pela faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP – Universidade de São Paulo, é também cosmetóloga e diretora científica da Biotec Dermocosméticos, empresa fornecedora matérias primas para cosméticos.

Consultora de imagem dá dicas de como manter o estilo no ambiente de trabalho

Conselhos certeiros para dominar o dress code fazendo a leitura do ambiente da empresa

A imagem do profissional é um elemento relevante na cultura das empresas e contribui para a evolução da carreira. No mercado de trabalho, causar uma boa impressão sempre conta pontos, e aí entra o trabalho da consultoria de imagem, que atua para alinhar o estilo individual ao ambiente da empresa, e ao seu dress code, formal ou informal.

Com existência ou não de manual de dress code na organização, é possível cultivar estilo próprio. Para isso, é fundamental estar à vontade com o que usa, pois não há como passar credibilidade sem autoconfiança. Como etapa relevante do trabalho de imagem, o profissional precisa identificar o que lhe cai bem.

“Zelo é palavra-chave quando se trata de imagem corporativa, uma das mensagens mais importantes que se pode passar no ambiente da empresa”, afirma Lais Machado, consultora de imagem e estilo. A partir dessa premissa, Lais dá cinco dicas para ter uma imagem adequada no ambiente de trabalho.

1- Perfil da empresa

FreeGreatPicture MULHER EXECUTIVA

Com cultura corporativa não se brinca: a escolha do que vestir no ambiente de trabalho deve considerar o perfil da empresa. O colaborador representa a empresa, seu modo de vestir precisa estar alinhado ao “mood” organizacional. Para não errar, deve-se analisar: qual o perfil da empresa? Ela é mais tradicional? Mais criativa? Mais contemporânea? Temos dois exemplos extremos: bancos e agências de publicidade. O primeiro com o código mais formal e o segundo com uma liberdade maior para se vestir. Avalie por essa régua onde está sua empresa e, a partir disso, faça as escolhas.

2- Função desempenhada

mulher executiva celular
Pexels

Os líderes são sempre boas referências de como se vestir. Eles são espelhos, mas deve se considerar ainda o cargo ocupado. A partir dessas observações, fazer as escolhas para o guarda-roupa. A função que a pessoa desempenha deve estar representada no jeito que ela se veste. Então, não podemos esperar de um estagiário o mesmo que se espera de um gestor ou diretor.

3- Estilo pessoal

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Pexels

O estilo nada mais é do que reflexo da personalidade, por isso é sempre importante a pessoa identificar se o perfil da empresa vai de encontro com quem ela é, para não causar nenhum sofrimento e desconforto desnecessário. Depois de mapeado o ambiente e refletir sobre o código de vestimenta para a função desempenhada, importante trazer referências do estilo pessoal, de forma sutil, para o ambiente de trabalho. Pequenos elementos podem indicar pontos da personalidade a destacar. Influências culturais, idade e a geração a que o profissional pertence são balizas para essa composição.

4- Tendência de moda

mulher vestido confortável largo

Trazer um ar contemporâneo ao look é sempre bem-vindo, sem ser uma vítima da moda. Se o funcionário é ligado ao universo da moda e deseja trazer as tendências para o dia a dia, vale investir em elementos sutis e acessórios. Uma gravata divertida, colares, brincos, lenços, sapatos e bolsas.

5- Avalie o guarda-roupa

guarda roupa pintado pinterest

Para facilitar o dia a dia, analisar o guarda-roupa e mantê-lo organizado com peças-chave, sem excessos, vale muito. Normalmente, trabalha-se no mínimo 5 dias por semana, então você vai passar a maior parte do seu tempo em atividades profissionais. Assim, 70% das roupas devem ser voltadas para o trabalho, 15% para o lazer, 10% para ficar em casa e 5% para a vida noturna. A maioria das pessoas gasta muita energia fazendo o movimento contrário.

Fonte: Lais Machado é consultora de imagem e estilo pós-graduada pela faculdade Belas Artes de São Paulo, jornalista graduada pela UP e especialista em marketing pela PUC-PR, tem quase dez anos de experiência em comunicação corporativa, marketing e branding, tendo passado também por cargos de gestão.