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Reforma da Previdência: como a tecnologia também irá afetá-la

Uma das reformas mais aguardadas por todos os setores da sociedade é a da previdência. Por ser um tema que importa a cada um, tanto a empresários quanto a trabalhadores, o assunto está sempre nas rodas de conversa. Porém, muita desinformação tem sido propagada, seja por questões ideológicas ou por puro desconhecimento.

“A discussão sobre a reforma da previdência parte de premissas incompletas e que fazem com que o projeto em tramitação no Congresso, uma vez aprovado, tenha data de validade vencida. O argumento sobre ‘a conta que não fecha’ encontra razões facilmente mapeadas pelo IBGE, que projeta um crescimento até 2030 de 6,9% da população em idade ativa e de 70,6% dos cidadãos acima de 65 anos”, afirma o consultor de estratégia e coach Edson Moraes, do Espaço Meio.

Moraes frisa que outro aspecto delicado do tema é que não há garantia alguma de que pessoas de 50 anos encontrem emprego e contribuam por mais quinze anos. As empresas não declaram, mas sabemos que há preconceito na contratação de pessoas nesta faixa etária. “Contudo, as pessoas a favor ou contra a reforma esquecem-se, inocente ou propositalmente, de um aspecto que tornará os números ainda mais cruéis. A produção industrial e os serviços estão sendo transformados pela automação, pela robótica e pela inteligência artificial, aumentando a produção na mesma intensidade da redução do emprego para as pessoas em idade ativa, afetando todas as faixas etárias”, lembra.

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Para ele, os profissionais do futuro, não tão distante, precisam se preparar para trabalhar ao lado de sistemas, de robôs e de chatbots, não somente em atividades com mão de obra intensiva e rotinas repetitivas, mas em uma ampla gama de atividades ligadas aos serviços, tais como rotinas de advogados, de médicos e de professores. Profissões inimagináveis hoje serão criadas e a relação com o trabalho será transformada.

Além disso, a saída para a previdência deverá passar por uma reforma tributária ampla, na qual a tecnologia que substituirá a mão de obra deverá colaborar na manutenção de pessoas sem empregos. O governo deverá administrar políticas públicas que garantam um programa de renda mínima para a população e o modelo atual de previdência pública deverá ser adaptado a um sistema misto e opcional.

Um dos grandes desafios que Moraes enxerga é como preparar as próximas gerações para o futuro: “A escola precisará educar os jovens em temas como gestão financeira e empreendedorismo. Em um mundo com carência de empregos, a geração de renda poderá ser realizada por outros caminhos além da carteira assinada. As pessoas precisarão aprender a gerir seus recursos de forma independente, em uma atitude madura e responsável, cuidando cada um de sua própria previdência e se desvinculando dessa relação de dependência do governo”.

Fonte: Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

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“100 Dias Para Mudar” para quem deseja ativar o melhor potencial de si mesmo

O X.five, marca pertencente ao Grupo Bridge com foco no individuo, lança o livro “100 Dias Para Mudar – e ativar o potencial para liderar a sua vida através do X.Five”, de Magele Valdo, psicóloga que atua desde 2005 no Grupo e, atualmente, responde pela gerência do X.five.

O lançamento acontece nesta sexta-feira, dia 10, às 19 horas, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, 1731. O Grupo Bridge, reconhecido por soluções em desenvolvimento humano para empresas e organizações, lançou no último ano o programa X.five,   totalmente voltado para o desenvolvimento do indivíduo, independentemente de sua possível vinculação a alguma empresa.

Com foco no autoconhecimento e autodesenvolvimento, a proposta do livro abrange um ciclo, de 100 dias, que auxilia o indivíduo a se conhecer melhor e a montar um plano de desenvolvimento para se destacar em projetos pessoais e carreiras, baseado em cinco eixos: o físico (nosso corpo), o conhecimento (nossa mente), emocional (nossos sentimentos), o relacional (nossos vínculos) e o transcendental (nossos valores e propósitos).

Magele Valdo revela que a motivação para escrever o livro surgiu da necessidade de registrar o modelo do X.five para quem já o conhecia, como uma forma de se aprofundar no conhecimento. “Ao escrever o livro, fui sendo seduzida por um leitor imaginário que nada sabe sobre o assunto, mas que tem o desejo de entender porque já tentou algumas vezes mudar e não conseguiu. Fui escrevendo os conceitos, os exemplos e as dicas para este leitor”, revela a autora.

Ela conta também que a atual motivação com o obra é impactar as pessoas que querem mudar com um forte desejo de contribuir, mostrando um caminho. Para Magele, a expectativa com relação ao lançamento do livro no mercado é que o público reconheça que o livro é um meio, não um fim.

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“O que está escrito nele pode fazer toda a diferença na vida das pessoas. Cada um precisa fazer a sua parte, desenhar o seu plano e buscar o que precisa para se desenvolver. O livro não é uma teoria de autoajuda, ele é uma bússola. Sem a determinação do explorador, a bússola não leva a lugar nenhum”, completa a escritora.

Segundo a autora, o livro é voltado para todos os que querem se desenvolver e alcançar um novo patamar em suas vidas, seja com foco no papel profissional ou em outro papel. Todos os que querem conhecer um novo caminho para conquistar as mudanças que desejam. Todos os que querem liderar a própria vida.

Perfil da autora

Magele Valdo é formada em Psicologia e pós-graduada em Psicologia do Desenvolvimento e em Psicodrama com especialização em Sócio Psicodrama e Ciências Comportamentais. Possui experiência de 12 anos em orientação de carreira e psicologia organizacional. No Grupo Bridge, ela é gestora do X.five (frente voltada ao desenvolvimento individual), especialista em inovação e líder da Incubadora. Responsável pelo desenvolvimento de novos negócios inovadores e escalonáveis. É reconhecida pelos colegas por seu perfil iconoclasta, aquela com habilidade de romper paradigmas, criar e fazer diferente sempre, e por sua capacidade de aprofundar e dar consistência conceitual às ciências do desenvolvimento humano.

O livro está disponível para comercialização no site (clique aqui) e custa R$ 37,90.

 

 

Espaço Meio realiza workshop “(Re)Começar aos 50”

Objetivo é trabalhar, com pessoas dessa faixa etária, as dimensões que influenciam na elaboração de seus planos para o futuro

Algumas fases da vida costumam chegar trazendo muitos questionamentos, anseios, receios e expectativas. E os 50 anos talvez sejam aqueles que chegam trazendo mais dúvidas. A pessoa se questiona se ainda terá tempo de fazer o que gostaria, se fez as opções certas quando mais jovem, se está muito velha para isso ou nova para aquilo. Fica na dúvida se ainda é interessante para o mercado de trabalho, se deveria investir em uma outra carreira ou se vale a pena se tornar empreendedor nesta fase da vida.

Diante de tantas dúvidas tão comuns, o espaço meio resolveu organizar um workshop sobre a “virada dos 50”. O objetivo é trabalhar, com um grupo limitado de pessoas desta faixa etária, as dimensões que influenciam na elaboração de seus planos para o futuro.

“Dizem que idade é uma questão de opinião, pois pode mudar de acordo com o ponto de vista e o momento da vida de cada pessoa. Há bem pouco tempo, completar 50 anos significava iniciar a velhice. Hoje, pode ser uma data de transformações desejadas, planejadas e muito bem vividas. Passou a ser comum chegar aos 50 com uma grande disposição para realizar aquela aventura adiada há tempos, cursar outra faculdade, desenvolver um negócio, iniciar uma nova carreira, um novo romance e até ter filhos”, afirma um dos sócios do espaço meio, Edson Moraes.

“Para isto, é preciso se conhecer e reconhecer. Como estão meu corpo, minha mente, meus sentimentos, meus desejos e minha carreira? De onde parto e para onde irei?”, completa a também sócia Miriam Elias.

Para tentar jogar um pouco de luz sobre essas questões, que costumam surgir e tirar o sono de muita gente, as palestras abordarão não apenas o tema trabalho, mas também corpo, mente e sentimentos.

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Confira a programação:

9:00 às 9:30 Welcome Coffee
Abertura – Objetivos do workshop

9:30 às 11:00 Corpo
O corpo, seus mistérios e transformações
Dr. Ling Tung Yang – Médico Cirurgião Geral e Acupunturista

11:00 às 12:30 Mente
A meditação como um caminho para o autoconhecimento
Khalis Chacel – Biólogo Molecular e especialista em Técnicas de Regressão e Renascimento

12:30 às 14:00 Almoço

14:00 às 15:30 Sentimento
Como está minha vida afetiva, espiritual, sexual, comunitária?
“Olhar para fora e complementar o seu todo”
Gisela Turchetti – Executiva de Marketing e Psicanalista

15:30 às 16:45 Carreira
Transformações na carreira e novas oportunidades no trabalho
Edson S. Moraes – Consultor de Estratégia e Coach Executivo

16:45 às 18:00 O Mapa da Vida
Wrap-up & Avaliação
Miriam Elias – Mentora especializada em Serviços Odontológicos e Neurocoach

Data / Horário: sábado, 21 de outubro de 2017 – das 9h00 às 18h00
Local: Turma do Bem – Rua Sousa Ramos, 311 – Vila Mariana / SP
Investimento: R$ 350,00 (café da manhã e almoço inclusos)
Inscrições / Informações: Angela Rinaldi (11) 99993-2290 – contato@espacomeio.com.br
Organização: espaço meio 

 

Saiba ler o futuro que alguns estão escrevendo agora*

As principais consultorias globais do mercado produzem, periodicamente, relatórios nos quais profetizam o futuro. São técnicos, analistas, acadêmicos e futuristas que se debruçam sobre os principais assuntos em discussão no mundo, as pesquisas em curso nas universidades e as necessidades da sociedade e, a partir dessas discussões, mapeiam as grandes tendências globais em diversos mercados e segmentos, arriscando seus palpites sobre o futuro no médio prazo. Dez anos, em média.

Em geral, esses relatórios acertam os seus prognósticos, reforçando o “dilema de Tostines”, no qual “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais”?

No caso das previsões das consultorias, a correlação existente entre causa e efeito é muito forte, uma vez que é difícil saber ao certo o que é fato gerador e o que é consequência. Afinal, o futuro se concretiza porque houve uma previsão acertada realizada por visionários ou ele ocorreu por conta dos trabalhos de consultoria que recomendaram que se seguisse aquilo que havia sido previsto e estava descrito nos trabalhos? Nunca saberemos e pouco importa saber, mas é certo que escrever o futuro é sempre mais interessante do que ficar à mercê dos acontecimentos.

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Para os próximos anos, as principais consultorias do mercado preveem, dentre diversas outras apostas, que:

· A automação, a robótica e a inteligência artificial serão intensificadas, permitindo interações simples e inteligentes, resultando em valor em cada conexão executada e facilitando a interação de clientes com marcas na mesma velocidade em que diminuirão a capacidade de empregabilidade das pessoas. Prepare-se para trabalhar ao lado de sistemas, robôs, chatbots e outros equipamentos mimetizados;

· Novos padrões e regras serão desenhados para funcionar em indústrias transformadas de acordo com as demandas da economia digital. O que isso significará, não se sabe. As regras ainda serão escritas;

· As plataformas operacionais das empresas deverão ser substituídas por ecossistemas robustos baseados em trabalho de equipes muitas vezes contratadas e organizadas de acordo com as demandas. Será uma grande transformação no emprego, pois o vínculo de trabalho temporário e por competências se intensificará. Em outras palavras, prepare-se para trabalhar a partir de projetos de curta duração;

· As pessoas deverão ser capacitadas para lidar com os ecossistemas na forma de parcerias. Não fará sentido a visão de cliente e fornecedor. As transformações nas relações internas deverão ser estendidas aos demais participantes externos. Ao ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos, todos se ajudarão, mutuamente, a definir um lugar mais nobre na evolução da sociedade. A relação entre pessoas e os resultados, sejam financeiros ou sociais, serão mais expressivos. Portanto, amplie sua conexão com o mundo (literalmente), desenvolva um método de estudo continuado e prepare-se para, mesmo sendo um técnico, conectar-se a pessoas e seus ecossistemas.

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Este panorama permite observar que tanto os profissionais de hoje quanto as gerações que se formarão nos próximos anos e que buscam empreender ou trabalhar no terceiro setor, no governo ou nas corporações, deverão se preparar para desenvolver habilidades de adaptação e aprendizado contínuos, inclusive a capacidade de pensar diferente. Os mais vividos se lembrarão do profeta Raul Seixas, em Metamorfose Ambulante: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Pois assim será o futuro, um lugar onde a mediocridade significará fazer o básico, pensar o mínimo e estar fora do mercado, qualquer que ele seja. Seja flexível e muito bom naquilo que se propuser a fazer.

Outro aspecto muito delicado será o crescimento da população nas grandes cidades, fato que deverá aumentar a concorrência por trabalho, ampliar o consumo de energia e água, complicar muito a mobilidade, aumentar a falta de segurança e gerar mais crises sociais, principalmente pela redução da classe média, afetada pela escalada da automação e pelo desemprego. O trabalho estará em qualquer lugar do mundo. Prepare-se para trabalhar anywhere e para concorrer com pessoas e máquinas de todas as partes do globo.

Estabelecer propósitos, desenvolver valores, manter-se atualizado, preparar-se para novas formas de pensar e abrir-se para maneiras não convencionais e flexíveis de desenvolvimento profissional serão o caminho para a inclusão e a manutenção da capacidade de trabalho em um futuro (muito) próximo. Trabalhar em algo que faça a diferença talvez faça mais sentido que desenvolver uma carreira.

Espero que este panorama não seja tão complicado como aparenta e que eu possa, no futuro, cantar: “Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes / Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”.

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

 

Empreender: uma saída para o desemprego? por Edson Moraes*

Diversas pessoas procuram no coaching uma forma de se organizar, externa e internamente, para encararem o processo de desenvolvimento de um negócio. Empreender é o desejo de uma considerável porção de profissionais que trabalha empregada em empresas. Com o índice de desemprego nas alturas e uma leva de pessoas disponíveis em um mercado com oportunidades reduzidas, muitos aproveitam a contingência, traduzida como oportunidade, para abrir um negócio próprio, seja individualmente ou com alguns sócios, muitas vezes familiares ou amigos que deixaram a mesma empresa e que sentem a mesma dificuldade no processo de recolocação.

Pesquisa realizada pelo Sebrae no final de 2016 e respondida por mais de 6.600 empreendedores, a partir da pergunta “Na sua opinião, atualmente, qual o principal ‘benefício’ para se tornar empresário(a)?”, apurou que os dois principais benefícios citados pelos entrevistados estão associados ao lado financeiro, sendo “manter a renda” (31%) e “ter independência financeira” (26%) as principais respostas escolhidas. Outras opções, como “conciliar trabalho e família” (22%) e “se realizar como empreendedor” (15%) aparecem com menor relevância.

Números como os apresentados acima demonstram que muitas pessoas anteriormente empregadas não empreendem por perceberem alguma demanda do mercado ou por imaginarem ter uma proposta de valor associada a um produto ou serviço, quesitos necessários para se abrir um negócio, mas buscam “comprar seu salário”, principalmente em um momento no qual o emprego está diminuto.

O Sebrae apura que o número de empreendimentos aumenta em momentos de retração da economia, o que evita uma maior estagnação do país. Sem empreendedores de pequeno porte, o número de desocupados seria ainda maior. Mas esquecem de avaliar que esse aumento nem sempre acontece por desejo de empreender, mas pela falta de opções.

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Abrir uma empresa, seja em qualquer setor, requer um plano de negócios detalhado, fruto de muita pesquisa, análise e planejamento, buscando oferecer algo de valor ou atender a uma necessidade percebida do mercado. A jornalista Claudia Giudice, no livro “A Vida Sem Crachá”, aponta como lição aprendida a disposição para trabalhar. Ela diz que “o negócio próprio, pequeno ou grande, prospera quando o seu criador está por perto, investindo seu dinheiro e energia. Foi assim com Steve Jobs, Bill Gates e segue sendo com Mark Zuckerberg, que até hoje pega no pesado, trabalhando para melhorar as funcionalidades do Facebook. Esse é o caminho”. Simples assim.

Um plano de negócios deve contemplar a descrição da oferta dos produtos e serviços, o diferencial estratégico, a análise de mercado e da concorrência, a avaliação da capacidade de delivery, a estratégia de marketing, a avaliação de investimentos e as projeções financeiras. Apesar de Claudia Giudice declarar em seu livro que não elaborou um plano de negócios para os planos que se seguiram à perda do emprego, ela afirma que posteriormente compreendeu que correu muito perigo por não ter se planejado adequadamente. Hoje ela publica um blog e administra uma pousada na Bahia.

Um empreendedor deve possuir características e competências específicas, como atitude positiva, resiliência, habilidades de comunicação, conhecimento do negócio, capacidade de observação do mercado, de seus concorrentes e das necessidades de seus clientes e uma disposição para planejar o futuro de seu negócio, cuidando da avaliação contínua do contexto onde a oferta está inserida, pois a estagnação comprometerá a continuidade do empreendimento.

Como nem todos possuem todas as competências, desenvolvê-las ou delegá-las é parte da maturidade requerida para o desenvolvimento do negócio. Competências não desenvolvidas podem ser trabalhadas no coaching, mas a delegação requer assertividade na escolha de funcionários ou sócios.

Caso haja o desejo de empreender em você, faça contas. Busque investidores e reserve parte de seu capital para a gestão financeira da família, permitindo foco no negócio e não nas contas domésticas a pagar no mês seguinte. Comprometer suas reservas, incluindo o pacote de rescisão e o FGTS, somente aumentará a ansiedade pelo resultado do negócio, algo que pode demorar a acontecer. Como muitos relevam a importância do planejamento, o andamento da empresa corre sérios riscos. E a poupança da família toda investida no negócio vai embora junto com as chances de algum resultado.

Desde o início de julho, microempreendedores individuais podem negociar débitos tributários com o governo federal em até 120 meses. No mês de agosto, por dia, mais de 1.000 microempresários pediram parcelamento de dívidas. Quanto destas dividas não seria evitado por algum planejamento?

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Ao elaborar seu plano de negócio, calcule o investimento e o prazo de retorno, avaliando previamente a viabilidade econômica de sua ideia de negócio e invista tempo e dinheiro em pesquisa. Conhecer o mercado, clientes potenciais, concorrentes e tendências, repito, é fundamental para a estruturação de qualquer negócio. Caso não esteja seguro, guarde seu dinheiro e continue pesquisando. Gostar de pizza não significa que abrir uma pizzaria dará o resultado esperado, mesmo que você se farte de comer o que gosta todos os dias.

*Edson Moraes é sócio do Espaço MeioExecutive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

Home office e filhos: dicas para mães que trabalham em casa

Arquiteta explica como enfrentar os desafios do home office para ter maior rendimento e evitar dores físicas de algo inadequado no local

 

O Home Office é considerado a função mais desejada na prática do empreendedorismo. Segundo o IBGE, cerca de 12 milhões de brasileiros incluídos na PEA (População Economicamente Ativa) já trabalham em home office. A principal busca por essa alternativa de trabalho é pela otimização de custos, valorização da qualidade de vida ou mesmo pela flexibilidade de horário com a presença dos filhos. Porém, diante dos inúmeros benefícios de se trabalhar em casa, também surgem os desafios.

De acordo com a arquiteta especialista em ambiente de trabalho Priscilla Bencke, com tantas atividades durante o dia, é importante definir um horário específico para o trabalho. E mesmo com poucas horas, é fundamental que seja um momento 100% focado ao trabalho. “Para se ter um home office eficiente é importante detalhar questões-chave na busca pela produtividade e pelo desenvolvimento desse espaço dentro de casa”, evidencia a especialista.

1 – Privacidade e distrações domésticas: as famosas distrações podem acompanhar constantemente vários cômodos da casa e para evitar essa falta de privacidade Priscilla indica que haja um local mais reservado para trabalhar, de preferência em espaços específicos somente para o trabalho. “Caso não seja possível, opte por integrá-lo com algum outro local, mas com pouca circulação de pessoas”, considera a especialista.

– Adquira apenas uma agenda: a aquisição de várias pode comprometer seus compromissos e horários.

– Desfaça as informalidades: é importante passar uma imagem profissional para que a família compreenda a necessidade maior de privacidade.

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2 – Organização: estabeleça um local isolado de incômodos externos como os ruídos e, ao mesmo tempo, exclusivo para a vida profissional. “Essa é uma tarefa fundamental para quem procura desenvolver suas atividades da melhor forma”, afirma Priscilla Bencke.

– Invista em materiais que absorvam o som como tapetes, cortinas e painéis de tecido. “Se for possível combine com a família de ser interrompida somente em casos de emergência”, recomenda Priscilla.

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– Para economizar espaço: adquira prateleiras ou pastas para armazenar documentos e equipamentos que ocupam muito espaço. Além disso, deixe na mesa somente o essencial, organize de forma adequada e evite o mínimo possível de objetos.

– Vestimentas e postura adequada: enxergue o home office da mesma forma como se estivesse em um escritório. Para isso, adote um visual “formal” e invista em uma cadeira ergonômica e saudável.

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– Decore o ambiente: uma das maiores vantagens do home office é a liberdade para personalizar e ambientar, diferentemente do que em escritórios. “Invista em cores, objetos de escritório decorativos, aromatizadores, vegetação e dê preferência para trabalhar próximo à janela”, sugere a arquiteta. Pesquisas indicam que a luz natural contribui para a sensação de bem estar.

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3 – Mantenha contatos: a melhor forma de desenvolver-se no campo profissional é compartilhando ideias.

– Procure por grupos com ideias semelhantes: expor projetos profissionais para outras pessoas da mesma área pode contribuir com ideias mais inovadoras e criativas.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

– Participe de grupos de coworking: nesses grupos é possível encontrar e debater ideias especialmente pensadas para o trabalho autônomo. Além disso, atribui muito networking (rede de contatos) com pessoas de diversas áreas.

– Acompanhe eventos e palestras: conheça outros profissionais da mesma área e busque a oportunidade de acompanhar conhecimentos enriquecedores.

Fonte: Priscilla Bencke é especialista em projetos para Ambientes de Trabalho, consultora internacional de Qualidade em Escritórios, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e pós-graduada em Arquitetura de Interiores pela UniRitter Laureate International Universities. É responsável pela Bencke Arquitetura e atua nas áreas de consultoria, projeto e execução para empresas que buscam a produtividade através do bem estar e qualidade de vida aos colaboradores. Fundadora do conceito Qualidade Corporativa: Smart Workplaces, sendo a organizadora da agenda de eventos em São Paulo e Porto Alegre sobre a arquitetura e neurociência.

 

 

Crise econômica e depressão no local de trabalho

O país vive a maior crise econômica de sua história, o que vem refletindo diariamente no mercado de trabalho. Desemprego, instabilidade financeira e incertezas. Quem está sem emprego precisa lutar para sair dessa situação e quem está empregado, enfrenta todos os dias uma verdadeira batalha dentro da empresa. Uma disputa pela sobrevivência. Não é por acaso que os números de pessoas doentes têm crescido. Em especial, as doenças de foro mental e psicológico, como o estresse e a depressão.

Atualmente, a depressão é a principal causa de problemas de saúde, afastamento do mercado de trabalho e incapacidade em todo o mundo. De acordo com dados e estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo convivem com a depressão, um aumento de quase 20% entre os anos de 2005 e 2015.

A OMS tem como tema central de sua campanha anual de saúde a doença. Com o nome “Depressão: vamos conversar”, tem como objetivo geral abrir espaço para discussões, fazendo com que mais pessoas, diagnosticadas ou não, busquem e obtenham ajuda. As estimativas ainda preveem que até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta e, por isso, precisa ser tratada com atenção.

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A psicóloga Marilene Kehdi explica que o ambiente de trabalho negativo ou tóxico pode ser responsável pelo quadro de depressão dos pacientes: “Com a economia no estado que estamos vendo, os funcionários lutam para manter o seu emprego e os empresários precisam manter a empresa ativa. Essa combinação pode ser muito perigosa. Gerando abuso da parte dominante e que detém o poder financeiro. E o empregado, muitas vezes, aceita comportamentos abusivos por medo de perder a estabilidade”.

Especialista em doenças psicossomáticas e autora de sete livros, ela explica ainda que os ambientes negativos podem surgir também por má gestão. “Funcionários insatisfeitos e inseguros com relação ao futuro, fofocas nos corredores e o clima de pessimismo acaba contaminando todo um setor”, detalha.

Manter um ambiente equilibrado e blindado dessas incertezas é um desafio para empresários, gestores, coordenadores e também, funcionários. Conversar sobre o momento atual, palestras motivacionais, identificar colegas de trabalho com quadros de depressão e oferecer ajuda, são algumas das possibilidades que podem desintoxicar o ambiente de trabalho.

Fonte: Marilene Kehdi é psicóloga, escritora, palestrante e fundadora do Portal Psicodicas. Especialista em atendimento clínico. Pós graduada em Psicossomática e Psicopatologia. Com aprimoramento em Psicologia Hospitalar, Neuropsicologia, Psicofarmacologia e Saúde Mental. Pós graduanda em Geriatria e Gerontologia Social.

 

Cuidado: você pode ser trocado por um robô – por Edson Moraes*

Não é preciso ser um expert em futurologia para saber que uma das relações que mais será mais afetada pela tecnologia, que não para de se superar, é a que temos com o emprego. Se por um lado podemos apostar na extinção de várias profissões, podemos nos surpreender com algumas que irão surgir.

Será que estamos próximos de um futuro como aquele apresentado pelo cinema em filmes como Blade Runner, Inteligência Artificial, Eu, Robô e Ex_Machina, entre outros?

Blade Runner, que completou 35 anos, mostra seres criados geneticamente para trabalhos forçados ou desprezados, chamados de replicantes. E eram tão perfeitos que se passavam facilmente por humanos. Tão humanos, que acabaram por se rebelar.

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Rutger Hauer e Daryl Hannah em cena da Blade Runner, no qual ambos são replicantes – Divulgação

Já em Ex_Machina, o mais recente dos citados (2015), um funcionário de uma empresa é recrutado para testar um robô, Ava, interpretado de forma perfeita por Alicia Vikander. Também criada para servir, inclusive sexualmente se necessário. Ava está bem além de ter “apenas” inteligência artificial. Ela é muito mais sofisticada e se mostra sedutora e manipuladora até conseguir o que secretamente queria.

Porém, saindo da ficção e sem entrar na questão ética, que também será algo a ser pensado quando robôs passarem a conviver mais intimamente com humanos, é claro que não apenas empresas, mas governos de todo o mundo estão interessados em desvendar um pouco do que está por vir.

Um exemplo foi a pesquisa encomendada pelo governo britânico para o grupo Fast Future: The Shape of Jobs to Come (A forma dos trabalhos que virão, em tradução livre). O intuito era descobrir as profissões que mais se destacariam nas próximas duas décadas. Entre elas estavam: consultor de bem-estar para idosos; agricultor vertical; nanomédico e especialista em reversão de mudanças climáticas.

Vale destacar que outras pesquisas apontaram duas novas ocupações que muitos sequer imaginariam: terapeuta de final de vida e conselheiro de robô.

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As atrizes Sonoya Mizuno e Alicia Vikander, em cena de Ex_Machina, no qual ambas são robôs – Divulgação

Profissões que irão desaparecer

Também no Reino Unido, pesquisadores da Universidade Oxford responderam a questão ao contrário, ou seja, quais os empregos que estavam com seus dias contados. O estudo analisou 702 ocupações e fez a estimativa das chances dessas funções serem automatizadas nos próximos 20 anos.

Segundo eles, a profissão que mais corre riscos de ser extinta (99%), para a alegria de muita gente, é a de operador de telemarketing. Enquanto isso, a pesquisa mostrou que a tarefa que um robô jamais faria bem é a do assistente social na área de drogas e saúde mental.

Enquanto isso, na China, por exemplo, já há fábricas que trocaram 90% de seu quadro de funcionários por robôs. Na lista das funções que desaparecerão estão também: preparador de imposto de renda, reparador de relógios, corretor de seguros, agente de crédito, árbitro, trabalhadores rurais, operador de caixa, corretor de imóveis, digitador de dados, cartógrafo, arquivista, bibliotecário, estatístico, escrivão, garçom, taxista, carteiro, costureira, recepcionista, cozinheiro de fast food e vendedores porta a porta, entre outras.

Como, então, os jovens, que já não conseguem emprego agora, irão se empregar no futuro. Todos serão obrigados a estudar e ter uma formação superior? Já que os robôs serão a escolha mais óbvia para trabalhos comuns e braçais que ainda poderão existir.

Independentemente daquilo que possamos idealizar sobre o futuro, caberá a todos a busca incessante pelo aprendizado, em qualquer nível de educação ou idade. Provavelmente, não teremos mais empregos, mas atividades por tempo determinado, como já acontece em várias profissões. As pessoas deverão mudar de carreira diversas vezes ao longo da vida, e buscar um aprendizado contínuo, com períodos de trabalho mais intenso, atividades pontuais, além de um tempo para estudo ou mesmo sabático.

Aos jovens caberá avaliar com muita cautela as tendências das profissões e como poderão se manter atualizados e conectados com seus propósitos de vida. Atividades especializadas irão requerem aprendizado contínuo, pois o conjunto de habilidades exigido nas novas ocupações mudará continuamente na maioria das indústrias e transformará como e onde as pessoas trabalharão. Além do fato de que muitas escolhas se transformarão ou inexistirão depois de alguns anos.

Competências como autoconfiança, visão de negócios, trabalho em equipe, flexibilidade, resiliência, comunicação, compreensão e relacionamento interpessoal serão cada vez mais exigidas como uma complementariedade das habilidades técnicas da vez. Essas aptidões serão cada vez mais exigidas nos programas de formação, mesmo que a carreira escolhida para o ciclo da vez seja extremamente técnica.

O processo de educação exigirá um formato combinado entre plataformas online e espaços físicos que permitam interações sociais entre estudantes e mediadores de conhecimento, atualmente chamados de professores.

Não deixa de ser interessante pensar no clássico filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, uma crítica mordaz à revolução industrial. Nele, vemos um funcionário de uma fábrica repetir o mesmo gesto, repetidamente, de apertar parafusos. Várias cenas do longametragem se tornaram antológicas, como aquela em que ele é arrastado para dentro de uma enorme engrenagem de uma máquina. Pelo que parece, ironicamente, agora serão máquinas “engolindo” máquinas.

tempos modernos
Charles Chaplin em uma cena antológica do filme Tempos Modernos – Divulgação

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

Crie possibilidades e se reinvente em momentos de crise

É muito comum nos depararmos com pessoas extremamente resistentes às mudanças e aos recomeços, pois a busca pela zona de conforto é uma das características essenciais do ser humano, independente da idade, sexo ou classe social. Porém, vivemos tempos conturbados, alto nível de desemprego, grande competitividade, incertezas, e muitas exigências no campo profissional e também pessoal, com uma procura desenfreada da felicidade a qualquer preço.

Esse excesso de expectativas faz com que o medo e as dúvidas impeçam a busca por novos desafios, oportunidade de empreender e até mesmo criar o seu próprio emprego. Para driblar esse cenário desafiador os autores do livro (Re) Start Me Up – Dê uma chance para sua carreira, trazem reflexões sobre sucesso individual e autoconhecimento. O projeto destaca a capacidade do ser humano de se reinventar diante das adversidades e inspira o leitor a autoanálise de sua vida pessoal e escolhas profissionais.

O objetivo é gerar uma profunda reflexão sobre vida, propósito, carreira, trabalho e ambições, com o apoio de insights e referências de grandes pensadores. A proposta é provocar o público a uma reflexão sobre seu momento de vida e profissional, dando estímulos para que ele seja protagonista de suas decisões, ao avaliar o momento em que está hoje e para onde quer ir. Os autores lançam um desafio ao incentivar o leitor a se tornar o protagonista da sua própria história, e a ter liberdade de fazer escolhas que lhe tragam felicidade e realização.

mulher executiva

“É tão importante o autoconhecimento para a obtenção do sucesso em sua carreira: somente sabendo o que você deseja e o que de fato você valoriza é que pode definir com mais clareza seus objetivos, correr atrás do sucesso e negociar fatores objetivos e subjetivos – que evidentemente podem coincidir-se.”, destaca trecho da obra. O livro está disponível nas principais livrarias do país.

Sobre os autores

Alexandre Campos – empreendedor, executivo e coach, com mais de 20 anos de experiência em gestão de pessoas. Ao longo de sua carreira atuou nos setores de Mídia, Tecnologia, Indústria, Financeiro e Serviços e, como Diretor de RH, em empresas como Grupo Abril, Whirlpool, Grupo O Estado de São Paulo e AXA Assistance. Bacharel em Administração de Empresas pela FAAP, pós-graduado em Psicodrama pela PUC, MBA Executivo pelo Insper e extensão no IESE – Espanha. Certificado pelo MRG – EUA (Management Research Group) e em outros diversos instrumentos de assessment como Hogan, LEA, TMP e Birkman.

André Chaves – publicitário, coach, 24 anos de experiência em comunicação, marketing, inovação e tecnologia. Formado em Marketing e Publicidade, pós-graduado em Administração de Empresas e E-Commerce na ESPM (SP). Trabalhou na área comercial e marketing de empresas como: Editora Abril, Valor Econômico, FLAGCX, participou do lançamento de startups como Abril.com, Gizmodo, Cadreon e foi responsável por turn-arounds e M&A em portais como Bolsa de Mulher e IG, onde cumpriu as funções de COO/CEO. Atualmente é Head Digital e Gerente Geral de um grande grupo de comunicação.

Marcio Ogliara – administrador formado pela FEA-USP trabalhou na área de Recursos Humanos em grandes empresas como o Grupo Bunge e Grupo Abril – onde ocupou a Vice-Presidência de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Com especialização no INSEAD, mestrado em Administração de Empresas na EAESP/FGV e doutorando pela FEA-USP, é consultor e professor dos programas de pós-graduação da FGV Management e da EAESP/FGV.

capa

(Re) Start me Up
Editora Évora
152 páginas
Formato: 16x23cm.
Preço: R$ 39,90

Ambiente de trabalho negativo pode causar doenças e ansiedade

Especialista explica que um ambiente harmonioso é importante já que os elementos impactam na saúde e bem estar da equipe de colaboradores

O ambiente de trabalho é considerado um segundo lar, pois é nele que os as pessoas passam a maior parte do tempo durante a semana. Não há como negar o quanto um ambiente corporativo pode influenciar o estado de ânimo dos colaboradores. A arquiteta e especialista em ambiente de trabalho, Priscilla Bencke, afirma que o resultado dessa influência, muitas vezes, pode trazer problemas como ansiedade, depressão e outros males.

Hoje em dia as empresas investem em qualificação profissional, mas o espaço físico onde essas pessoas desenvolverão suas aptidões não reflete e não é coerente com isso. “Não adianta capacitar uma pessoa e colocá-la para trabalhar em um ambiente desestimulante, a pessoa não dará o melhor dela”, diz Priscilla.

É um fato que o dia-a-dia corporativo é marcado por diversas situações, mas quase sempre envolverá algum tipo de tensão ou pressão que são decorrentes do próprio ofício. Algumas vezes, ocorre também o acúmulo de responsabilidades vindas da própria vida pessoal. Mas, o que realmente faz a diferença é o clima organizacional. Alguns fatores em especial colaboram para o surgimento de doenças físicas e emocionais, decorrentes de um ambiente desfavorável no trabalho. Uma rotina de trabalho desgastante pode trazer efeito além do ambiente profissional.

Transtorno do pânico, síndrome de Burnout (profundo esgotamento físico e mental), depressão, ansiedade, estresse, transtorno de sono, dores de cabeças constantes, insônia, pressão alta e gastrite são algumas doenças e males mais comuns num ambiente de trabalho hostil. Todos esses males físicos, muitas vezes, estão relacionados a problemas de cunho emocional, ampliados por um ambiente que não colabora com o desempenho da atividade profissional, sobrecarregando o colaborador em suas condições física e mental.

Por meio da neuroarquitetura é possível transformar os ambientes de trabalho em uma área saudável, obtendo melhor desempenho e resultado para as empresas. “Isso é muito estratégico e nos permite tornar profissionais melhores, tudo relacionado ao impacto que esses ambientes têm nas pessoas. É onde entra a neurociência e neuroplasticidade, para enriquecer o ambiente e para deixar o cérebro das pessoas mais plástico, influenciando diretamente a performance dos profissionais”, aponta Priscilla.

“As empresas corporativas precisam entender que os ambientes podem ser muito mais do que elementos estéticos e que têm a capacidade de influenciar o comportamento das pessoas. Profissionais felizes, são profissionais saudáveis e produtivos”, relata a arquiteta. Existem diversas estratégicas que podem seu usadas pelas corporações preocupadas em oferecer aos seus profissionais ambientes adequados às práticas de suas atividades. Priscilla sugere cinco estratégias ambientais para que os locais de trabalho possam atuar de forma mais inteligente, garantindo a qualidade de vida aos seus usuários.

1 – Personalizar os espaços: adeque o ambiente de trabalho de forma personalizada ao profissional e atenda perfeitamente às suas necessidades. “A melhor maneira de engajar os funcionários e torná-los mais satisfeitos”, ressalta Priscilla;

mulher executiva

2 – Observe como seus colaboradores sentam para trabalhar: na maioria dos escritórios, na maior parte do tempo, os funcionários ficam em frente ao computador. É exatamente nessa atividade que o espaço físico pode estar interferindo com sérios prejuízos à produtividade. “É impossível produzir de forma eficiente sentindo desconfortos ou dores físicas em função de má postura”, afirma arquiteta;

estudante laptop computador

3 – Siga normas de acústica: os ruídos são os principais vilões de qualquer ambiente de trabalho. É impossível se manter concentrado com o barulho do trânsito da rua, com o colega da mesa ao lado falando no telefone, ou com o ruído do ar condicionado que já não funciona direito. Pesquisas mostram que diminuímos 40% da capacidade de produção com a presença de barulhos externos. Ou seja, os erros aumentam em quase 30%, devido às distrações em ambientes com a presença de ruídos;

mulher ocupada trabalho

4 – Cuidado com a falta e o excesso de iluminação nos ambientes de trabalho: quando a luz é insuficiente, causa cansaço visual nos profissionais, quando está em excesso, principalmente no caso de reflexos da luz em monitores, provoca irritação, por isso, sempre devem estar adequados para os profissionais;

reunião trabalho equipe

5 – Tenha um ambiente conectado com a natureza: a necessidade de qualquer ser humano é a conexão com a natureza. Pesquisas comprovam que distribuir folhagens e plantas próximas aos locais de trabalho aumenta em 6% a produtividade e estimula 15% da sensação de bem-estar e criatividade.

mulher trabalho laptop

Priscilla Bencke é especialista em projetos para Ambientes de Trabalho, consultora internacional de Qualidade em Escritórios, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e pós-graduada em Arquitetura de Interiores pela UniRitter Laureate International Universities. É responsável pela Bencke Arquitetura e atua nas áreas de consultoria, projeto e execução, para empresas que buscam a produtividade através do bem estar e qualidade de vida aos colaboradores. Fundadora do conceito Qualidade Corporativa: Smart Workplaces.