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Empreender: uma saída para o desemprego? por Edson Moraes*

Diversas pessoas procuram no coaching uma forma de se organizar, externa e internamente, para encararem o processo de desenvolvimento de um negócio. Empreender é o desejo de uma considerável porção de profissionais que trabalha empregada em empresas. Com o índice de desemprego nas alturas e uma leva de pessoas disponíveis em um mercado com oportunidades reduzidas, muitos aproveitam a contingência, traduzida como oportunidade, para abrir um negócio próprio, seja individualmente ou com alguns sócios, muitas vezes familiares ou amigos que deixaram a mesma empresa e que sentem a mesma dificuldade no processo de recolocação.

Pesquisa realizada pelo Sebrae no final de 2016 e respondida por mais de 6.600 empreendedores, a partir da pergunta “Na sua opinião, atualmente, qual o principal ‘benefício’ para se tornar empresário(a)?”, apurou que os dois principais benefícios citados pelos entrevistados estão associados ao lado financeiro, sendo “manter a renda” (31%) e “ter independência financeira” (26%) as principais respostas escolhidas. Outras opções, como “conciliar trabalho e família” (22%) e “se realizar como empreendedor” (15%) aparecem com menor relevância.

Números como os apresentados acima demonstram que muitas pessoas anteriormente empregadas não empreendem por perceberem alguma demanda do mercado ou por imaginarem ter uma proposta de valor associada a um produto ou serviço, quesitos necessários para se abrir um negócio, mas buscam “comprar seu salário”, principalmente em um momento no qual o emprego está diminuto.

O Sebrae apura que o número de empreendimentos aumenta em momentos de retração da economia, o que evita uma maior estagnação do país. Sem empreendedores de pequeno porte, o número de desocupados seria ainda maior. Mas esquecem de avaliar que esse aumento nem sempre acontece por desejo de empreender, mas pela falta de opções.

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Abrir uma empresa, seja em qualquer setor, requer um plano de negócios detalhado, fruto de muita pesquisa, análise e planejamento, buscando oferecer algo de valor ou atender a uma necessidade percebida do mercado. A jornalista Claudia Giudice, no livro “A Vida Sem Crachá”, aponta como lição aprendida a disposição para trabalhar. Ela diz que “o negócio próprio, pequeno ou grande, prospera quando o seu criador está por perto, investindo seu dinheiro e energia. Foi assim com Steve Jobs, Bill Gates e segue sendo com Mark Zuckerberg, que até hoje pega no pesado, trabalhando para melhorar as funcionalidades do Facebook. Esse é o caminho”. Simples assim.

Um plano de negócios deve contemplar a descrição da oferta dos produtos e serviços, o diferencial estratégico, a análise de mercado e da concorrência, a avaliação da capacidade de delivery, a estratégia de marketing, a avaliação de investimentos e as projeções financeiras. Apesar de Claudia Giudice declarar em seu livro que não elaborou um plano de negócios para os planos que se seguiram à perda do emprego, ela afirma que posteriormente compreendeu que correu muito perigo por não ter se planejado adequadamente. Hoje ela publica um blog e administra uma pousada na Bahia.

Um empreendedor deve possuir características e competências específicas, como atitude positiva, resiliência, habilidades de comunicação, conhecimento do negócio, capacidade de observação do mercado, de seus concorrentes e das necessidades de seus clientes e uma disposição para planejar o futuro de seu negócio, cuidando da avaliação contínua do contexto onde a oferta está inserida, pois a estagnação comprometerá a continuidade do empreendimento.

Como nem todos possuem todas as competências, desenvolvê-las ou delegá-las é parte da maturidade requerida para o desenvolvimento do negócio. Competências não desenvolvidas podem ser trabalhadas no coaching, mas a delegação requer assertividade na escolha de funcionários ou sócios.

Caso haja o desejo de empreender em você, faça contas. Busque investidores e reserve parte de seu capital para a gestão financeira da família, permitindo foco no negócio e não nas contas domésticas a pagar no mês seguinte. Comprometer suas reservas, incluindo o pacote de rescisão e o FGTS, somente aumentará a ansiedade pelo resultado do negócio, algo que pode demorar a acontecer. Como muitos relevam a importância do planejamento, o andamento da empresa corre sérios riscos. E a poupança da família toda investida no negócio vai embora junto com as chances de algum resultado.

Desde o início de julho, microempreendedores individuais podem negociar débitos tributários com o governo federal em até 120 meses. No mês de agosto, por dia, mais de 1.000 microempresários pediram parcelamento de dívidas. Quanto destas dividas não seria evitado por algum planejamento?

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Ao elaborar seu plano de negócio, calcule o investimento e o prazo de retorno, avaliando previamente a viabilidade econômica de sua ideia de negócio e invista tempo e dinheiro em pesquisa. Conhecer o mercado, clientes potenciais, concorrentes e tendências, repito, é fundamental para a estruturação de qualquer negócio. Caso não esteja seguro, guarde seu dinheiro e continue pesquisando. Gostar de pizza não significa que abrir uma pizzaria dará o resultado esperado, mesmo que você se farte de comer o que gosta todos os dias.

*Edson Moraes é sócio do Espaço MeioExecutive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos

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Home office e filhos: dicas para mães que trabalham em casa

Arquiteta explica como enfrentar os desafios do home office para ter maior rendimento e evitar dores físicas de algo inadequado no local

 

O Home Office é considerado a função mais desejada na prática do empreendedorismo. Segundo o IBGE, cerca de 12 milhões de brasileiros incluídos na PEA (População Economicamente Ativa) já trabalham em home office. A principal busca por essa alternativa de trabalho é pela otimização de custos, valorização da qualidade de vida ou mesmo pela flexibilidade de horário com a presença dos filhos. Porém, diante dos inúmeros benefícios de se trabalhar em casa, também surgem os desafios.

De acordo com a arquiteta especialista em ambiente de trabalho Priscilla Bencke, com tantas atividades durante o dia, é importante definir um horário específico para o trabalho. E mesmo com poucas horas, é fundamental que seja um momento 100% focado ao trabalho. “Para se ter um home office eficiente é importante detalhar questões-chave na busca pela produtividade e pelo desenvolvimento desse espaço dentro de casa”, evidencia a especialista.

1 – Privacidade e distrações domésticas: as famosas distrações podem acompanhar constantemente vários cômodos da casa e para evitar essa falta de privacidade Priscilla indica que haja um local mais reservado para trabalhar, de preferência em espaços específicos somente para o trabalho. “Caso não seja possível, opte por integrá-lo com algum outro local, mas com pouca circulação de pessoas”, considera a especialista.

– Adquira apenas uma agenda: a aquisição de várias pode comprometer seus compromissos e horários.

– Desfaça as informalidades: é importante passar uma imagem profissional para que a família compreenda a necessidade maior de privacidade.

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2 – Organização: estabeleça um local isolado de incômodos externos como os ruídos e, ao mesmo tempo, exclusivo para a vida profissional. “Essa é uma tarefa fundamental para quem procura desenvolver suas atividades da melhor forma”, afirma Priscilla Bencke.

– Invista em materiais que absorvam o som como tapetes, cortinas e painéis de tecido. “Se for possível combine com a família de ser interrompida somente em casos de emergência”, recomenda Priscilla.

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– Para economizar espaço: adquira prateleiras ou pastas para armazenar documentos e equipamentos que ocupam muito espaço. Além disso, deixe na mesa somente o essencial, organize de forma adequada e evite o mínimo possível de objetos.

– Vestimentas e postura adequada: enxergue o home office da mesma forma como se estivesse em um escritório. Para isso, adote um visual “formal” e invista em uma cadeira ergonômica e saudável.

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– Decore o ambiente: uma das maiores vantagens do home office é a liberdade para personalizar e ambientar, diferentemente do que em escritórios. “Invista em cores, objetos de escritório decorativos, aromatizadores, vegetação e dê preferência para trabalhar próximo à janela”, sugere a arquiteta. Pesquisas indicam que a luz natural contribui para a sensação de bem estar.

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3 – Mantenha contatos: a melhor forma de desenvolver-se no campo profissional é compartilhando ideias.

– Procure por grupos com ideias semelhantes: expor projetos profissionais para outras pessoas da mesma área pode contribuir com ideias mais inovadoras e criativas.

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Ilustração: Kabaldesch0/Pixabay

– Participe de grupos de coworking: nesses grupos é possível encontrar e debater ideias especialmente pensadas para o trabalho autônomo. Além disso, atribui muito networking (rede de contatos) com pessoas de diversas áreas.

– Acompanhe eventos e palestras: conheça outros profissionais da mesma área e busque a oportunidade de acompanhar conhecimentos enriquecedores.

Fonte: Priscilla Bencke é especialista em projetos para Ambientes de Trabalho, consultora internacional de Qualidade em Escritórios, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e pós-graduada em Arquitetura de Interiores pela UniRitter Laureate International Universities. É responsável pela Bencke Arquitetura e atua nas áreas de consultoria, projeto e execução para empresas que buscam a produtividade através do bem estar e qualidade de vida aos colaboradores. Fundadora do conceito Qualidade Corporativa: Smart Workplaces, sendo a organizadora da agenda de eventos em São Paulo e Porto Alegre sobre a arquitetura e neurociência.

 

 

Crise econômica e depressão no local de trabalho

O país vive a maior crise econômica de sua história, o que vem refletindo diariamente no mercado de trabalho. Desemprego, instabilidade financeira e incertezas. Quem está sem emprego precisa lutar para sair dessa situação e quem está empregado, enfrenta todos os dias uma verdadeira batalha dentro da empresa. Uma disputa pela sobrevivência. Não é por acaso que os números de pessoas doentes têm crescido. Em especial, as doenças de foro mental e psicológico, como o estresse e a depressão.

Atualmente, a depressão é a principal causa de problemas de saúde, afastamento do mercado de trabalho e incapacidade em todo o mundo. De acordo com dados e estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas no mundo todo convivem com a depressão, um aumento de quase 20% entre os anos de 2005 e 2015.

A OMS tem como tema central de sua campanha anual de saúde a doença. Com o nome “Depressão: vamos conversar”, tem como objetivo geral abrir espaço para discussões, fazendo com que mais pessoas, diagnosticadas ou não, busquem e obtenham ajuda. As estimativas ainda preveem que até 2020, esta será a doença mais incapacitante do planeta e, por isso, precisa ser tratada com atenção.

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A psicóloga Marilene Kehdi explica que o ambiente de trabalho negativo ou tóxico pode ser responsável pelo quadro de depressão dos pacientes: “Com a economia no estado que estamos vendo, os funcionários lutam para manter o seu emprego e os empresários precisam manter a empresa ativa. Essa combinação pode ser muito perigosa. Gerando abuso da parte dominante e que detém o poder financeiro. E o empregado, muitas vezes, aceita comportamentos abusivos por medo de perder a estabilidade”.

Especialista em doenças psicossomáticas e autora de sete livros, ela explica ainda que os ambientes negativos podem surgir também por má gestão. “Funcionários insatisfeitos e inseguros com relação ao futuro, fofocas nos corredores e o clima de pessimismo acaba contaminando todo um setor”, detalha.

Manter um ambiente equilibrado e blindado dessas incertezas é um desafio para empresários, gestores, coordenadores e também, funcionários. Conversar sobre o momento atual, palestras motivacionais, identificar colegas de trabalho com quadros de depressão e oferecer ajuda, são algumas das possibilidades que podem desintoxicar o ambiente de trabalho.

Fonte: Marilene Kehdi é psicóloga, escritora, palestrante e fundadora do Portal Psicodicas. Especialista em atendimento clínico. Pós graduada em Psicossomática e Psicopatologia. Com aprimoramento em Psicologia Hospitalar, Neuropsicologia, Psicofarmacologia e Saúde Mental. Pós graduanda em Geriatria e Gerontologia Social.

 

Cuidado: você pode ser trocado por um robô – por Edson Moraes*

Não é preciso ser um expert em futurologia para saber que uma das relações que mais será mais afetada pela tecnologia, que não para de se superar, é a que temos com o emprego. Se por um lado podemos apostar na extinção de várias profissões, podemos nos surpreender com algumas que irão surgir.

Será que estamos próximos de um futuro como aquele apresentado pelo cinema em filmes como Blade Runner, Inteligência Artificial, Eu, Robô e Ex_Machina, entre outros?

Blade Runner, que completou 35 anos, mostra seres criados geneticamente para trabalhos forçados ou desprezados, chamados de replicantes. E eram tão perfeitos que se passavam facilmente por humanos. Tão humanos, que acabaram por se rebelar.

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Rutger Hauer e Daryl Hannah em cena da Blade Runner, no qual ambos são replicantes – Divulgação

Já em Ex_Machina, o mais recente dos citados (2015), um funcionário de uma empresa é recrutado para testar um robô, Ava, interpretado de forma perfeita por Alicia Vikander. Também criada para servir, inclusive sexualmente se necessário. Ava está bem além de ter “apenas” inteligência artificial. Ela é muito mais sofisticada e se mostra sedutora e manipuladora até conseguir o que secretamente queria.

Porém, saindo da ficção e sem entrar na questão ética, que também será algo a ser pensado quando robôs passarem a conviver mais intimamente com humanos, é claro que não apenas empresas, mas governos de todo o mundo estão interessados em desvendar um pouco do que está por vir.

Um exemplo foi a pesquisa encomendada pelo governo britânico para o grupo Fast Future: The Shape of Jobs to Come (A forma dos trabalhos que virão, em tradução livre). O intuito era descobrir as profissões que mais se destacariam nas próximas duas décadas. Entre elas estavam: consultor de bem-estar para idosos; agricultor vertical; nanomédico e especialista em reversão de mudanças climáticas.

Vale destacar que outras pesquisas apontaram duas novas ocupações que muitos sequer imaginariam: terapeuta de final de vida e conselheiro de robô.

Sonoya Mizuno and Alicia Vikander in 'Ex Machina'
As atrizes Sonoya Mizuno e Alicia Vikander, em cena de Ex_Machina, no qual ambas são robôs – Divulgação

Profissões que irão desaparecer

Também no Reino Unido, pesquisadores da Universidade Oxford responderam a questão ao contrário, ou seja, quais os empregos que estavam com seus dias contados. O estudo analisou 702 ocupações e fez a estimativa das chances dessas funções serem automatizadas nos próximos 20 anos.

Segundo eles, a profissão que mais corre riscos de ser extinta (99%), para a alegria de muita gente, é a de operador de telemarketing. Enquanto isso, a pesquisa mostrou que a tarefa que um robô jamais faria bem é a do assistente social na área de drogas e saúde mental.

Enquanto isso, na China, por exemplo, já há fábricas que trocaram 90% de seu quadro de funcionários por robôs. Na lista das funções que desaparecerão estão também: preparador de imposto de renda, reparador de relógios, corretor de seguros, agente de crédito, árbitro, trabalhadores rurais, operador de caixa, corretor de imóveis, digitador de dados, cartógrafo, arquivista, bibliotecário, estatístico, escrivão, garçom, taxista, carteiro, costureira, recepcionista, cozinheiro de fast food e vendedores porta a porta, entre outras.

Como, então, os jovens, que já não conseguem emprego agora, irão se empregar no futuro. Todos serão obrigados a estudar e ter uma formação superior? Já que os robôs serão a escolha mais óbvia para trabalhos comuns e braçais que ainda poderão existir.

Independentemente daquilo que possamos idealizar sobre o futuro, caberá a todos a busca incessante pelo aprendizado, em qualquer nível de educação ou idade. Provavelmente, não teremos mais empregos, mas atividades por tempo determinado, como já acontece em várias profissões. As pessoas deverão mudar de carreira diversas vezes ao longo da vida, e buscar um aprendizado contínuo, com períodos de trabalho mais intenso, atividades pontuais, além de um tempo para estudo ou mesmo sabático.

Aos jovens caberá avaliar com muita cautela as tendências das profissões e como poderão se manter atualizados e conectados com seus propósitos de vida. Atividades especializadas irão requerem aprendizado contínuo, pois o conjunto de habilidades exigido nas novas ocupações mudará continuamente na maioria das indústrias e transformará como e onde as pessoas trabalharão. Além do fato de que muitas escolhas se transformarão ou inexistirão depois de alguns anos.

Competências como autoconfiança, visão de negócios, trabalho em equipe, flexibilidade, resiliência, comunicação, compreensão e relacionamento interpessoal serão cada vez mais exigidas como uma complementariedade das habilidades técnicas da vez. Essas aptidões serão cada vez mais exigidas nos programas de formação, mesmo que a carreira escolhida para o ciclo da vez seja extremamente técnica.

O processo de educação exigirá um formato combinado entre plataformas online e espaços físicos que permitam interações sociais entre estudantes e mediadores de conhecimento, atualmente chamados de professores.

Não deixa de ser interessante pensar no clássico filme Tempos Modernos (1936), de Charles Chaplin, uma crítica mordaz à revolução industrial. Nele, vemos um funcionário de uma fábrica repetir o mesmo gesto, repetidamente, de apertar parafusos. Várias cenas do longametragem se tornaram antológicas, como aquela em que ele é arrastado para dentro de uma enorme engrenagem de uma máquina. Pelo que parece, ironicamente, agora serão máquinas “engolindo” máquinas.

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Charles Chaplin em uma cena antológica do filme Tempos Modernos – Divulgação

*Edson Moraes é sócio do Espaço Meio, Executive Coach desde 2014 e Consultor (Gestão & Governança) desde 2003. Foi Executivo do Bank of America entre 1982 e 2003. Seguiu carreira na Área de Tecnologia da Informação, foi Head do Escritório de Projetos e CIO por 4 anos. É Master em Project Management pela George Washington University. Participou de programas de educação executiva na área de TI ( Stanford University, Business School São Paulo e Fundação Getúlio Vargas). Formado em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC/SP. É Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, Coach pelo Instituto EcoSocial e certificado pelo ICF. Articulista e palestrante nas áreas de Governança, Tecnologia da Informação e Gestão de Projetos.

 

 

Crie possibilidades e se reinvente em momentos de crise

É muito comum nos depararmos com pessoas extremamente resistentes às mudanças e aos recomeços, pois a busca pela zona de conforto é uma das características essenciais do ser humano, independente da idade, sexo ou classe social. Porém, vivemos tempos conturbados, alto nível de desemprego, grande competitividade, incertezas, e muitas exigências no campo profissional e também pessoal, com uma procura desenfreada da felicidade a qualquer preço.

Esse excesso de expectativas faz com que o medo e as dúvidas impeçam a busca por novos desafios, oportunidade de empreender e até mesmo criar o seu próprio emprego. Para driblar esse cenário desafiador os autores do livro (Re) Start Me Up – Dê uma chance para sua carreira, trazem reflexões sobre sucesso individual e autoconhecimento. O projeto destaca a capacidade do ser humano de se reinventar diante das adversidades e inspira o leitor a autoanálise de sua vida pessoal e escolhas profissionais.

O objetivo é gerar uma profunda reflexão sobre vida, propósito, carreira, trabalho e ambições, com o apoio de insights e referências de grandes pensadores. A proposta é provocar o público a uma reflexão sobre seu momento de vida e profissional, dando estímulos para que ele seja protagonista de suas decisões, ao avaliar o momento em que está hoje e para onde quer ir. Os autores lançam um desafio ao incentivar o leitor a se tornar o protagonista da sua própria história, e a ter liberdade de fazer escolhas que lhe tragam felicidade e realização.

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“É tão importante o autoconhecimento para a obtenção do sucesso em sua carreira: somente sabendo o que você deseja e o que de fato você valoriza é que pode definir com mais clareza seus objetivos, correr atrás do sucesso e negociar fatores objetivos e subjetivos – que evidentemente podem coincidir-se.”, destaca trecho da obra. O livro está disponível nas principais livrarias do país.

Sobre os autores

Alexandre Campos – empreendedor, executivo e coach, com mais de 20 anos de experiência em gestão de pessoas. Ao longo de sua carreira atuou nos setores de Mídia, Tecnologia, Indústria, Financeiro e Serviços e, como Diretor de RH, em empresas como Grupo Abril, Whirlpool, Grupo O Estado de São Paulo e AXA Assistance. Bacharel em Administração de Empresas pela FAAP, pós-graduado em Psicodrama pela PUC, MBA Executivo pelo Insper e extensão no IESE – Espanha. Certificado pelo MRG – EUA (Management Research Group) e em outros diversos instrumentos de assessment como Hogan, LEA, TMP e Birkman.

André Chaves – publicitário, coach, 24 anos de experiência em comunicação, marketing, inovação e tecnologia. Formado em Marketing e Publicidade, pós-graduado em Administração de Empresas e E-Commerce na ESPM (SP). Trabalhou na área comercial e marketing de empresas como: Editora Abril, Valor Econômico, FLAGCX, participou do lançamento de startups como Abril.com, Gizmodo, Cadreon e foi responsável por turn-arounds e M&A em portais como Bolsa de Mulher e IG, onde cumpriu as funções de COO/CEO. Atualmente é Head Digital e Gerente Geral de um grande grupo de comunicação.

Marcio Ogliara – administrador formado pela FEA-USP trabalhou na área de Recursos Humanos em grandes empresas como o Grupo Bunge e Grupo Abril – onde ocupou a Vice-Presidência de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Com especialização no INSEAD, mestrado em Administração de Empresas na EAESP/FGV e doutorando pela FEA-USP, é consultor e professor dos programas de pós-graduação da FGV Management e da EAESP/FGV.

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(Re) Start me Up
Editora Évora
152 páginas
Formato: 16x23cm.
Preço: R$ 39,90

Ambiente de trabalho negativo pode causar doenças e ansiedade

Especialista explica que um ambiente harmonioso é importante já que os elementos impactam na saúde e bem estar da equipe de colaboradores

O ambiente de trabalho é considerado um segundo lar, pois é nele que os as pessoas passam a maior parte do tempo durante a semana. Não há como negar o quanto um ambiente corporativo pode influenciar o estado de ânimo dos colaboradores. A arquiteta e especialista em ambiente de trabalho, Priscilla Bencke, afirma que o resultado dessa influência, muitas vezes, pode trazer problemas como ansiedade, depressão e outros males.

Hoje em dia as empresas investem em qualificação profissional, mas o espaço físico onde essas pessoas desenvolverão suas aptidões não reflete e não é coerente com isso. “Não adianta capacitar uma pessoa e colocá-la para trabalhar em um ambiente desestimulante, a pessoa não dará o melhor dela”, diz Priscilla.

É um fato que o dia-a-dia corporativo é marcado por diversas situações, mas quase sempre envolverá algum tipo de tensão ou pressão que são decorrentes do próprio ofício. Algumas vezes, ocorre também o acúmulo de responsabilidades vindas da própria vida pessoal. Mas, o que realmente faz a diferença é o clima organizacional. Alguns fatores em especial colaboram para o surgimento de doenças físicas e emocionais, decorrentes de um ambiente desfavorável no trabalho. Uma rotina de trabalho desgastante pode trazer efeito além do ambiente profissional.

Transtorno do pânico, síndrome de Burnout (profundo esgotamento físico e mental), depressão, ansiedade, estresse, transtorno de sono, dores de cabeças constantes, insônia, pressão alta e gastrite são algumas doenças e males mais comuns num ambiente de trabalho hostil. Todos esses males físicos, muitas vezes, estão relacionados a problemas de cunho emocional, ampliados por um ambiente que não colabora com o desempenho da atividade profissional, sobrecarregando o colaborador em suas condições física e mental.

Por meio da neuroarquitetura é possível transformar os ambientes de trabalho em uma área saudável, obtendo melhor desempenho e resultado para as empresas. “Isso é muito estratégico e nos permite tornar profissionais melhores, tudo relacionado ao impacto que esses ambientes têm nas pessoas. É onde entra a neurociência e neuroplasticidade, para enriquecer o ambiente e para deixar o cérebro das pessoas mais plástico, influenciando diretamente a performance dos profissionais”, aponta Priscilla.

“As empresas corporativas precisam entender que os ambientes podem ser muito mais do que elementos estéticos e que têm a capacidade de influenciar o comportamento das pessoas. Profissionais felizes, são profissionais saudáveis e produtivos”, relata a arquiteta. Existem diversas estratégicas que podem seu usadas pelas corporações preocupadas em oferecer aos seus profissionais ambientes adequados às práticas de suas atividades. Priscilla sugere cinco estratégias ambientais para que os locais de trabalho possam atuar de forma mais inteligente, garantindo a qualidade de vida aos seus usuários.

1 – Personalizar os espaços: adeque o ambiente de trabalho de forma personalizada ao profissional e atenda perfeitamente às suas necessidades. “A melhor maneira de engajar os funcionários e torná-los mais satisfeitos”, ressalta Priscilla;

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2 – Observe como seus colaboradores sentam para trabalhar: na maioria dos escritórios, na maior parte do tempo, os funcionários ficam em frente ao computador. É exatamente nessa atividade que o espaço físico pode estar interferindo com sérios prejuízos à produtividade. “É impossível produzir de forma eficiente sentindo desconfortos ou dores físicas em função de má postura”, afirma arquiteta;

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3 – Siga normas de acústica: os ruídos são os principais vilões de qualquer ambiente de trabalho. É impossível se manter concentrado com o barulho do trânsito da rua, com o colega da mesa ao lado falando no telefone, ou com o ruído do ar condicionado que já não funciona direito. Pesquisas mostram que diminuímos 40% da capacidade de produção com a presença de barulhos externos. Ou seja, os erros aumentam em quase 30%, devido às distrações em ambientes com a presença de ruídos;

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4 – Cuidado com a falta e o excesso de iluminação nos ambientes de trabalho: quando a luz é insuficiente, causa cansaço visual nos profissionais, quando está em excesso, principalmente no caso de reflexos da luz em monitores, provoca irritação, por isso, sempre devem estar adequados para os profissionais;

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5 – Tenha um ambiente conectado com a natureza: a necessidade de qualquer ser humano é a conexão com a natureza. Pesquisas comprovam que distribuir folhagens e plantas próximas aos locais de trabalho aumenta em 6% a produtividade e estimula 15% da sensação de bem-estar e criatividade.

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Priscilla Bencke é especialista em projetos para Ambientes de Trabalho, consultora internacional de Qualidade em Escritórios, graduada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS e pós-graduada em Arquitetura de Interiores pela UniRitter Laureate International Universities. É responsável pela Bencke Arquitetura e atua nas áreas de consultoria, projeto e execução, para empresas que buscam a produtividade através do bem estar e qualidade de vida aos colaboradores. Fundadora do conceito Qualidade Corporativa: Smart Workplaces.

 

 

 

Passar menos tempo sentado no trabalho reduz chances de doenças

Com o objetivo de diminuir o sedentarismo nos ambientes corporativos, mas sem reduzir a produtividade e interromper o fluxo de trabalho, chegou ao Brasil a esteira InMovement TreadMill Desk. Com suporte ajustável e painel de conectividade integrado, ela permite executar as tarefas do escritório enquanto se caminha a uma velocidade segura

Cerca de 4% dos falecimentos no mundo – 433 mil mortes – poderiam ser evitadas se as pessoas passassem três horas a menos sentadas por dia. Esse é o resultado de uma pesquisa desenvolvida nas Universidades de São Paulo e na Federal de Pelotas com base em dados da Organização Mundial da Saúde sobre o tempo médio de permanência sentado em 54 países. De acordo com o levantamento, os riscos de morte estariam relacionados a alterações cardiovasculares, alguns tipos de câncer, diabetes e colesterol e aumentam a cada hora que se passa a mais na cadeira. Dizem os especialistas que ficar 4 horas, por exemplo, eleva o risco em 2%, chegando a 18% após 9 horas.

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Outra pesquisa diz que permanecer sentado é o novo fumar, já que o risco de ter um ataque cardíaco é aproximadamente o mesmo se comparado uma pessoa que fuma com outra que passa a maior parte do dia em cima de uma cadeira. Até mesmo para quem faz parte do time que trabalha muito e depois vai para a academia a notícia não é boa: nem sempre os exercícios pós-escritório são o bastante para compensar os efeitos negativos de oito ou mais horas parado.

Para mudar esse cenário, é fundamental que os ambientes social e corporativo sejam alterados de forma a incentivar opções mais saudáveis. E foi justamente pensando em integrar o movimento ao dia a dia de trabalho que a Life Fitness – líder mundial em equipamentos de ginástica – criou a InMovement, uma linha de mobiliário e acessórios feita para trazer movimento e bem-estar ao ambiente corporativo, combatendo a natureza sedentária do local de trabalho moderno por meio de produtos projetados para trazer pequenos movimentos e aumentar a produtividade e a saúde sem interromper o fluxo de trabalho nem sacrificar horas de convívio familiar e social.

“Depois de um ano de um projeto-piloto feito com os funcionários da Life Fitness e também em empresas parceiras, o feedback das equipes foi positivo ao usar a nova linha: aumentos significativos na energia e produtividade, maior satisfação no trabalho, reduções de stress, dor, desconforto e absentismo e até mesmo perda de peso. 88% dos colaboradores relataram ter aumentado sua produtividade e 69% deles tiveram uma redução em dores e desconfortos que sentiam”, explica Pedro Goyn, diretor geral da Life Fitness no Brasil.

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Entre os produtos da nova linha InMovement estão a esteira com suporte ajustável e painel de conectividade integrado que foi projetada especificamente para o local de trabalho e permite trabalhar enquanto se caminha a uma velocidade segura (InMovement™ TreadMill Desk), as superfícies de trabalho reguláveis em altura para trabalhar de pé (Elevate DeskTop™ Series) e uma linha de acessórios que inclui tapetes anti-fadiga, faixas elásticas e bolas anti-stress, entre outros itens (Integrate™).

“Falando especificamente na TreadMill Desk, estudos mostram que, após um curto período de adaptação, as pessoas que usam essa mesa acoplada à esteira conseguem ter a mesma produtividade no trabalho que as que estão em uma mesa tradicional, sentadas. É claro que a ideia não é andar e trabalhar o dia todo, mas quem conseguir reservar cerca de 30 minutos para caminhar a, por exemplo, uma velocidade de cerca de 1,6 km/h enquanto executa as tarefas do escritório, irá adicionar mais de mil passos ao seu dia, o que ajudará a manter o corpo e a mente em equilíbrio e até mesmo perder peso”, conclui Goyn.

Informações: Life Fitness

 

Livros inspiradores para estimular o empreendedorismo feminino

Empreender é, definitivamente, uma das palavras mais relevantes dos últimos meses. Seja por necessidade, por insatisfação com a carreira ou mesmo pela busca da realização pessoal e profissional, cada vez mais pessoas sonham em investir em um negócio próprio. De acordo com a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizada em 2015 e patrocinada pelo Sebrae, quatro em cada dez brasileiros adultos já possuem um negócio ou estão envolvidos com a criação de uma empresa.

Em 2015, a taxa de empreendedorismo no país foi de 39,3%, o maior índice dos últimos 14 anos. E, com as mulheres, esse fenômeno também é relevante: já são mais de 5,7 empreendedoras no Brasil, o que significa aproximadamente 8% da população feminina segundo pesquisa realizada pela Serasa Experian.

Diante desse cenário, muito tem se falado sobre empoderamento e empreendedorismo feminino. Mas, para a maioria das mulheres, esse ainda é um caminho difícil, com muitos obstáculos, dúvidas e incertezas. E sempre ressurgem os sonhos, a vontade de mudar, a força e a coragem para traçar um novo projeto de vida. Para inspirar essa jornada de transformação, a coach Alessandra Fonseca, sócia-proprietária da ConsultaRH – Coaching e Treinamentos, lista alguns livros que podem servir como referências positivas, dando um norte inicial ou mesmo ajudando a superar adversidades para quem já está atuando com seu negócio próprio.

“Os primeiros meses do ano são uma excelente época para refletir sobre sonhos e traçar planos que definitivamente saiam do papel e se transformem em ação em 2017. Esses livros podem ajudar nessa caminhada incrível do empreendedorismo”, orienta Alessandra.

1. Girls Boss, Sophia Amoruso

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Referência em empreendedorismo feminino, esse livro conta a história de Sophia Amoruso, dona do Nasty Gal, um dos maiores e-commerces dos EUA. Sophia começou aos 20 anos com uma lojinha de roupas usadas no eBay e hoje comanda uma empresa que vale mais de 100 milhões de dólares e tem mais de 350 funcionários. Independente da área de atuação, é uma história inspiradora – há inclusive rumores de que a Netflix deve produzir uma série baseada no livro.

2. Trabalhe 4 horas por semana, Timothy Ferriss

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Apesar do título parecer improvável, esse livro ficou um ano na lista de best-sellers do The New York Times e é leitura obrigatória para quem está buscando um trabalho prazeroso e lucrativo. O autor mostra caminhos para ter uma vida mais feliz por meio de uma mudança radical no seu formato de trabalho, ensinando técnicas de gerenciamento de tempo e priorização e, assim, diminuindo o atual ritmo frenético. Tudo isso com base em sua própria experiência e com o simples, porém difícil, objetivo de trabalhar menos e produzir mais – condição relevante principalmente para as mulheres, diante de todos os seus papéis.

3. Elas – empreendedoras, Andréa Villas Boas

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Livro que traz a história e trajetória de mulheres empreendedoras de sucesso. O prefácio é escrito pela Luiza Trajano, do Magazine Luiza. Leitura indicada para quem deseja abrir um negócio, mas ainda não sabe muito bem por onde começar.

4. Pense bem: ideias para reinventar a vida, Manoel Thomaz Carneiro

pense bem

Aqui a dica foge um pouco da lista de livros mais técnicos, pois autoconhecimento também é essencial para quem quer uma vida realizada, inclusive profissional. Nesse livro, o autor apresenta maneiras para alcançar a mudança em direção à felicidade e bem-estar, buscando não só saber quem você é, mas principalmente quem você quer ser. Perguntas como “qual é meu verdadeiro desejo?” e “conheço todo o meu potencial?” levarão a reflexões para entender a natureza de seus desejos e o meio de alcança-los.

5. O segredo de Luísa, Fernando Dolabela

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Esse livro é campeão de vendas por ser uma referência de empreendedorismo no Brasil. São várias lições a partir da história de Luísa, uma jovem entusiasmada com a ideia de abrir uma empresa para vender as goiabadas que sua tia produz, e que vai – por meio da evolução das suas aventuras e aprendizados – do sonho à realidade, passando por todas as etapas necessárias à criação de uma empresa. O mais bacana é que o livro também inclui testes para ajudar a leitora a conhecer seu perfil e descobrir o potencial de seu futuro negócio, mesmo que não tenha nenhuma experiência anterior.

Dica bônus: O ano em que disse sim, Shonda Rhimes

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Mais um livro voltado ao comportamento pessoal: mostra como Shonda Rhimes, produtora executiva de sucessos televisivos como Grey’s Anatomy, Scandal e How to get away with Murder transformou sua vida ao passar a dizer sim a todas as oportunidades que surgiam durante um ano. É um bom exercício de motivação para um 2017 com mais possibilidades de resultados incríveis.

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Fonte: Alessandra Fonseca é formada em Psicologia pela Universidade de Brasília e especializada em Administração de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, Consultora organizacional, instrutora e palestrante especializada em Gestão de Pessoas e Recursos Humanos. Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching – Executive Coach & Alpha Analist, Personal & Professional Coach e credenciada ao CouchSource (EUA). Além disso, é consultora do Fórum Permanente de MPEs/MDIC, instrutora-líder certificada para o Empretec – ONU, trainer credenciada do Coach Source (EUA) e professora da pós-graduação da FGV.

Lanchinhos no trabalho: substituições podem ajudar a evitar deslizes

A falta de tempo é um problema comum entre a maioria das pessoas, especialmente nas grandes cidades. O trânsito, trabalho e estudos são fatores que, muitas vezes, levam jovens e adultos a passarem o dia inteiro fora de casa. Em meio a essa rotina agitada surge a questão: como ter uma alimentação saudável? E, principalmente: Como manter a dieta comendo na rua? Parece uma tarefa difícil, justamente por isso as redes de fast-food fazem cada vez mais sucesso, mas todos sabemos que elas não contribuem em nada com a dieta, muito menos com a saúde.

Se já é difícil manter o equilíbrio nas refeições principais, imagina quando bate aquela fome fora de hora. A boa notícia é que existem alternativas para driblar essa situação e poupar o estomago e, até mesmo, o bolso. Preparar os próprios lanches para passar o dia, ou um longo período, fora de casa é totalmente possível e muito indicado para quem segue um plano alimentar, seja para ganhar massa, emagrecer ou simplesmente adquirir mais saúde. Além de ter seu controle de higiene e qualidade dos ingredientes garantidos, a prática ainda pode ajudar a manter a linha na dieta e não cair em tentações.

Mais importante que a quantidade é a qualidade

Muitas pessoas que querem perder peso associam a quantidade dos alimentos e as calorias ao seu efeito sobre o corpo. É claro que esses dois itens são importantes, mas devem estar relacionados a outros fatores essenciais que, juntos, podem trazer os resultados desejados, além de agregar mais saúde. O valor nutricional e o índice glicêmico são dois pontos que devem ser observados com atenção ao programar o seu cardápio, pois eles podem tanto potencializar quanto sabotar a sua dieta, seja ela para emagrecer ou aumentar a musculatura.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, o valor nutritivo de um alimento se refere às quantidades de vitaminas, gorduras, proteínas e outras propriedades que o constituem, já o IG ou índice glicêmico é um indicador que determina o tempo que o alimento ingerido leva para liberar a glicose no organismo.

“Quando o IG é baixo significa que o açúcar é disponibilizado no sangue lentamente, o que faz com que a energia e saciedade sejam prolongadas por muito mais tempo. Quanto maior for o IG de um alimento, mais rápido será esse processo, deixando a pessoa fraca e com fome em um curto período” – explica a profissional da Nature Center.

O que não pode faltar

A composição certa nos lanches intermediários, aliada a um cardápio balanceado nas refeições principais, pode trazer saúde, favorecer o emagrecimento e potencializar os resultados das atividades físicas. Confira os principais grupos alimentares que devem ser priorizados:

Fibras: funcionais, potencializam o desempenho do organismo e aumentam a saciedade. Quando consumidas, as fibras se prendem às moléculas de gordura e impedem que parte delas seja absorvida pelo organismo. Elas também retardam o esvaziamento gástrico e favorecem o transito intestinal. Seu consumo pode auxiliar na redução dos níveis de açúcar no sangue e colesterol ruim, prevenindo doenças cardíacas.

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Proteínas: elas são essenciais na formação dos tecidos do organismo e dos músculos. Transformadas pelas células em aminoácidos, as proteínas auxiliam diretamente na construção e manutenção de todos os órgãos do corpo, especialmente as de origem animal. Elas ainda exigem um trabalho maior do sistema digestivo e garantem a saciedade por mais tempo. Carnes magras, peixes, ovos, leite e derivados, de preferência desnatados são ótimas fonte dessas proteínas.

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Gorduras boas: chamadas também de insaturadas, essas gorduras estão relacionadas à saúde do coração, por contribuírem para a redução dos triglicerídeos e dos níveis de colesterol ruim, aumentando o colesterol bom, prevenindo contra hipertensão, infarto e derrames. Elas dividem-se em gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas e estão presentes em alimentos como salmão, atum, sardinhas, azeite extravirgem, abacate, açaí, ovos, queijo branco, chocolate amargo, óleo de coco, semente de chia e em outros alimentos de origem vegetal e plantas.

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Trocas inteligentes

Adotar um plano alimentar mais saudável não significa abrir mão para sempre de todas as coisas que gostamos. Muitas pessoas abandonam a dieta justamente por pensarem dessa forma. Restringir demais o cardápio torna esse processo uma obrigação dolorosa e não algo necessário e cheio de benefícios. Portanto, para se manter firme e conseguir resultados duradouros é importante saber fazer escolhas inteligentes, que agradem ao paladar e, ao mesmo tempo, façam bem ao organismo.

Veja algumas dicas da nutricionista:

Não precisa deixar de consumir chocolate, basta mudar a qualidade dele e ter moderação. Os classificados como amargos ou negros possuem uma quantidade menor de gorduras e podem ser incluídos na dieta, por exemplo. “Eles são ricos em cacau – entre 60% e 85% – que contém antioxidantes e também estão associados a sensação de bem-estar” afirma Menezes;

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Quem opta pelas frutas deve preferir as que podem ser consumidas com a casca, como peras e maçãs, pois é onde se concentra a maior porcentagem de fibras. Frutas com gorduras boas também são uma boa opção para lanches intermediários, como o abacate e o coco que possuem um baixo índice glicêmico. A especialista explica que as mais calóricas, como banana, manga, melancia e outras, também podem ser consumidas, se adicionadas de uma proteína que pode ser o queijo branco, ou fibras como granola, aveia e linhaça por exemplo;

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As frutas vermelhas estão liberadas e são as mais indicadas. Morangos, cerejas, ameixas, romãs, jabuticabas e muitas outras fazem parte da lista que não só tem baixo índice glicêmico, mas também são ricas em antioxidantes e possuem baixo valor calórico. O grande destaque vai para o goji Berry, embora a sua versão in natura seja um pouco escassa no Brasil, a fruta desidratada é amplamente consumida e integra muitas dietas devido ao seu alto valor nutricional. Fonte de Vitamina C e rica em proteína, ela ainda possui sais minerais como magnésio, cálcio, ferro e selênio, além de ter alto poder antioxidante, que auxilia no emagrecimento e melhora a saúde;

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Gojy berry

Para quem tem muita ansiedade e não resiste aos salgadinhos ou biscoitos crocantes uma boa saída é optar pela pipoca. Simples de fazer e de baixo, ela é facilmente encontrada e possui pouquíssimas calorias. “O que engorda são os acompanhamentos como manteiga, bacon, queijo, leite condensado e outros. No entanto, quando preparada e consumida da forma correta, ela é a melhor alternativa, se comparada a outros aperitivos de alta densidade calórica”, segundo Sinara.

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Invista nos antioxidantes e termogênicos

Alimentos considerados termogênicos são capazes de acelerar o metabolismo, fazendo com que ele aumente o ritmo e trabalhe constantemente para regular a temperatura interna do corpo, favorecendo a queima de gorduras. Entre os mais famosos estão o chá verde, a canela, o gengibre e a pimenta vermelha. Já os alimentos com alto teor de antioxidantes são capazes de neutralizar o excesso dos radicais livres e evitar reações químicas de oxidação no organismo, impedindo assim diversos danos à saúde e combatendo envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças como o câncer, por exemplo. Muitos alimentos contêm alta concentração de antioxidantes, alguns deles são a cenoura, o tomate, o mamão, frutas cítricas, frutas vermelhas e determinados tipos de peixe.

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Foto: Scarletina/Morguefile

“Zero carboidrato” é correto?

Eliminar totalmente os carboidratos do cardápio não é, nem de longe, uma boa opção. Muitas dietas aconselham que o consumo deles seja restrito ou, até mesmo excluído, no entanto, essa é uma informação equivocada, pois, além de atrapalhar o processo de emagrecimento, é muito prejudicial à saúde. “O consumo de carboidratos antes e após a atividade física contribui para o anabolismo, crescimento do músculo, pois reduz a fadiga e evita compulsões”, diz a nutricionista.

Eles são a nossa principal fonte de energia, e se classificam em 2 grupos: os simples e os complexos. O primeiro grupo libera energia imediatamente após a ingestão do alimento, fazendo com que haja um uma produção elevada de insulina em vista de regular os níveis de glicose no sangue. Já os carboidratos complexos liberam menos energia, porém, por um período maior, assim o organismo trabalha constantemente. Portanto, o consumo desse segundo grupo, que provém de frutas e vegetais, como a batata doce, cereais integrais e outras leguminosas é essencial para o organismo, inclusive para quem deseja emagrecer.

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Foto: Bella Napoli

Separe as porções

A percepção da saciedade vem de uma série de estímulos hormonais que avisam ao cérebro quando o corpo já está alimentado. No entanto, esse processo não acontece instantaneamente, ou seja, quando terminamos uma refeição saborosa logo vem aquela vontade de repetir o prato, pois o cérebro ainda não sabe que, fisiologicamente, já estamos satisfeitos, ele pode levar alguns minutos para isso. Portanto, uma boa estratégia para evitar os exageros durante o dia, é levar os lanches porcionados. “Se for comer um mix de oleaginosas, um biscoito ou um cereal, por exemplo, o ideal é retirar da embalagem e levar apenas a quantidade individual adequada para o lanche, assim, as chances de exagerar e devorar o pacote inteiro são eliminadas” – explica a nutricionista.

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Lanches balanceados podem substituir até uma refeição

Eventualmente é possível trocar uma das refeições principais, como o jantar por exemplo, por um lanche mais rápido e prático, no entanto, é preciso se atentar para a sua composição e escolher ingredientes que ofereçam o aporte nutricional necessário para manter o bom funcionamento do organismo. De acordo com Menezes uma boa opção é um sanduíche feito com pão integral, folhas verdes e uma proteína, que ainda pode ser acrescido com tomates, pepino ou cenoura ralada sem que seu valor calórico seja muito elevado. Mas vale lembrar que o ideal é optar sempre por uma refeição completa, com legumes, verduras, proteínas e carboidratos complexos, deixando o lanchinho apenas para casos isolados.

Fonte: Nature Center

 

 

Trabalha sentada? Veja como evitar risco de trombose venosa e varizes

A mesa, a cadeira e o computador; são esses os três itens mais comuns na jornada de trabalho da maioria dos brasileiros empregados. O problema é que trabalhar sentado oito horas por dia (ou mais) aumenta em 10% o risco de morte, segundo estudo publicado na revista médica britânica The Lancet.

“Além disso, como a panturrilha é o coração das pernas, a cada contração muscular bombeamos o sangue e ativamos a nossa circulação. Situações onde essa musculatura fica parada muito tempo podem causar uma retenção de líquido nas pernas, levando a inchaço, pernas pesadas, cansadas e aumentando a predisposição de desenvolver varizes e trombose venosa”, explica a cirurgiã vascular e angiologista Aline Lamaita, médica do corpo clínico do Hospital Albert Einstein.

De acordo com a pesquisa, que analisou 16 relatórios sobre idosos dos EUA, Europa Ocidental e Austrália, para cada oito horas sentado, é necessário praticar uma hora de atividade física para resistir aos efeitos negativos desse “sedentarismo”. “Embora muitas pessoas com a rotina de trabalho muito pesada não tenham tempo e disposição para realizar atividade física em outro horário, isso é necessário para que haja um desenvolvimento da musculatura efetiva, que poderia de certa forma protegê-los dos efeitos deletérios do trabalho sentado”, afirma a médica.

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“O hábito de realizar atividade física regular está relacionado a melhor controle de peso, melhora do diabetes, controle de pressão arterial e níveis de colesterol, além de um condicionamento cardiopulmonar”, completa.

Mas para pessoas com propensão a problemas vasculares, segundo a médica, o ideal é também introduzir alguns hábitos para ativar a circulação, como:

– Realizar exercícios movimentando os pés a cada hora de trabalho sentado;
– Levantar a cada hora e andar para movimentar um pouco as pernas;
– Para alguns casos, usar meias de compressão para conforto e melhor rendimento.

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Segundo a angiologista, os hábitos de vida saudáveis, como a prática de atividades físicas, são indicados desde cedo e com cuidados especiais após os 40 anos. “Como depois dessa fase da vida temos uma mudança na estrutura corporal, perdendo massa magra (musculatura), aumento da incidência de outras doenças associadas (hipertensão, diabetes), além do processo normal de envelhecimento, esse grupo deve estar mais atento aos cuidados do dia a dia”, comenta.

Fonte: Aline Lamaita é cirurgiã vascular e angiologista, médica do corpo clínico do Hospital Albert Einstein. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia e do American College of Phlebology. A médica possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina.