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Febre Amarela: as sete dúvidas mais frequentes sobre a doença

Vacinação continua sendo a melhor prevenção contra a doença, mas é necessário atenção para os sintomas que se assemelham a uma gripe comum

A Organização Mundial da Saúde incluiu todo o estado de São Paulo na área de risco de transmissão da febre amarela e a vacinação passou a ser recomendada para todos que viajarem com destino a qualquer parte do estado paulista. A organização justifica o novo posicionamento devido ao aumento no número de casos e de morte.

Marcus Vinicius Gimenes, médico e CEO do Consulta do Bem, e Carlos Ballarati, especializado em patologia clínica e sócio-fundador do Consulta do Bem, explicam tudo o que é necessário saber sobre a doença, desvendando alguns mitos e compartilhando dicas sobre prevenção.

Confira a seguir sete respostas às principais dúvidas sobre febre amarela:

1) Existe mais de uma Febre Amarela?

mosquito

Sim, existe a febre amarela silvestre e a febre amarela urbana, sendo que a única diferença entre as duas são os mosquitos transmissores da doença. O vírus continua sendo o mesmo, por isso ambas apresentam os mesmos sintomas e a mesma evolução. A febre amarela silvestre é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que estão presentes nas matas e na beira dos rios. Já a febre amarela urbana é transmitida pelo famoso mosquito, Aedes aegypti, que é também responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya. Mas vale esclarecer que a febre amarela urbana não existe no Brasil desde 1942.

2) Macacos infectados com febre amarela transmitem a doença aos humanos?

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Vítimas fáceis da febre amarela, população de primatas está sendo reduzida pela doença – Foto: Theo Anderson

Não! A doença é transmitida apenas pela picada do mosquito que carrega o vírus, por isso não há necessidade de exterminar os macacos doentes, que também são vítimas. Para os paulistanos, a confirmação da febre amarela nos macacos do parque funcionou como um alerta para antecipar a prevenção da doença antes que chegasse à cidade.

3) Pessoas doentes podem transmitir o vírus da febre amarela?

Não. A única forma de transmitir a doença é pela picada do mosquito que carrega o vírus.

4) Todos os paulistanos devem tomar a vacina da febre amarela?

vacina

Não! Como os mosquitos Haemagogus e Sabethes, responsáveis pela transmissão da febre amarela silvestre, só conseguem voar por até 500 metros de distância, não é possível eles chegarem muito longe. É por isso que só quem mora na zona norte de São Paulo e nas proximidades deve, obrigatoriamente, receber a vacina, caso um desses mosquitos contaminados saia da área do parque.

5) Como prevenir a febre amarela?

A melhor opção preventiva contra a doença continua sendo a vacina, que é indicada para bebês com mais de 9 meses e adultos de até 60 anos. O mais recomendado às crianças é tomar a primeira dose da vacina aos 9 meses e um reforço aos 4 anos de idade. Já no caso de adultos, é necessário tomar duas doses com um intervalo de 10 anos. As duas doses são suficientes para imunizar o organismo. Já os bebês com menos de 9 meses, as gestantes, as lactantes, as pessoas com mais de 60 anos e aqueles que possuem HIV ou doenças autoimunes devem receber indicação médica para a vacina. Vale ressaltar que os especialistas indicam um prazo de 10 dias até a vacina ter efeito.

Outras formas de prevenção são o uso de repelentes e também evitar deixar exposto em casa casa lixo ou recipientes que possam acumular água. Mas é importante dizer que quem já teve a doença, fica imune para o resto da vida.

“A prevenção é sempre o melhor caminho. No caso da febre amarela, a vacinação das pessoas que moram nas proximidades da zona norte de São Paulo cria um ‘cinturão’ de proteção contra o avanço da doença na cidade”, explica Gimenes.

6) Como ter certeza do diagnóstico?

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Como os sintomas da febre amarela se assemelham muito com uma gripe comum – febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, vômitos e, às vezes, diarreia – é necessário estar atento e procurar um médico logo no primeiro sinal de mal-estar, principalmente os moradores das regiões Norte, Sul e Oeste, incluindo os distritos próximos a Itapecerica da Serra. Depois de 24 horas até 48 horas, as pessoas podem começar a melhorar naturalmente ou a doença pode evoluir para formas mais graves, afetando os rins e o fígado. É apenas nessa fase que o sintoma mais conhecido da doença, a icterícia (também conhecida pelo “amarelão” dos olhos), aparece.

7) Como funciona o tratamento da doença?

O tratamento para a febre amarela é sintomático, ou seja, ele ajuda a aliviar os sintomas da doença. Porém a principal preocupação é sempre manter a pessoa hidratada para que os rins e o fígado não entrem em falência.

Fonte: Consulta do Bem

 

 

 

 

 

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SP reabre parques e promove ‘Dia D’ contra febre amarela em 3 de fevereiro

Campanha inédita se estenderá até o dia 24 do próximo mês com dose fracionada da vacina em 53 municípios

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reabre nesta quarta-feira, 10 de janeiro, o Horto Florestal, o Parque da Cantareira e o Parque Ecológico do Tietê. A pasta também fará, a partir do próximo mês, uma campanha inédita de imunização contra a febre amarela no território paulista.

Entre os dias 3 e 24 de fevereiro, o governo do Estado pretende vacinar 6,3 milhões de pessoas que residem em áreas ainda não alcançados pelo vírus, mas que estão receptivas, pois integram os corredores ecológicos. A finalidade é proteger a população preventivamente. A campanha começa em um sábado, “Dia D”, quando os postos de saúde dos municípios envolvidos estarão abertos em regime especial para atender a população.

Serão alcançadas as regiões da Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista, totalizando 53 cidades (confira abaixo a lista de municípios).

Em 40 cidades, a vacina será ofertada para a população total, devido à alta concentração de mata. Outros 13 municípios terão vacinação parcial para moradores de bairros com maior vulnerabilidade. Todos os recortes foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica/Divisão de Zoonoses) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

A campanha será realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Mais de 4,8 milhões de doses da vacina fracionada serão disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residirem nos locais definidos pela campanha.

Quem já tomou uma dose da vacina, mesmo se fizer parte destes municípios incluídos na campanha, não precisará se vacinar novamente. A vacina aplicada até o momento (dose padrão) tem validade para a vida toda, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde).

“Vamos reforçar nossas estratégias para proteger a população contra a febre amarela, antecipando a imunização ao levar as vacinas para locais onde ainda não há circulação do vírus. A campanha complementa um trabalho incessante de monitoramento e prevenção que temos desenvolvido nos dois últimos anos”, destaca o secretário de Estado da Saúde, David Uip.

A campanha também prevê a oferta de 1,5 milhão de doses convencionais, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina, grávidas residentes em áreas de risco e portadores de doenças crônicas – como diabéticos, cardiopatas e renais crônicos, por exemplo.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

Nas demais áreas do Estado de São Paulo onde já há vacinação em razão da circulação do vírus a imunização seguirá com a vacina plena.

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Reabertura dos parques

O Horto Florestal, o Parque da Cantareira e o Parque Ecológico do Tietê, áreas verdes sob gestão estadual situadas na capital paulista, serão reabertos neste mês, conforme anunciado previamente pela Secretaria de Estado da Saúde. Mesmo assim, todos frequentadores deverão estar vacinados conta a febre amarela. Avisos com essa mensagem serão fixados nas entradas dos parques.

A medida será possível devido à redução de riscos de transmissão da febre amarela para humanos, devido às estratégias de vacinação realizadas nos bairros do entorno dos parques.

As unidades foram fechadas para ações preventivas de Saúde em 20 de outubro e 10 de novembro, respectivamente, com ênfase na busca de mosquitos e macacos infectados. Todo o trabalho foi realizado com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) e do Instituto Florestal, assim como o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), autarquia vinculada à Secretaria Estadual de Saneamento e Energia (SSRH).

Municípios com vacinação total do território

Município População-alvo
RIBEIRÃO PIRES 114.312
RIO GRANDE DA SERRA 44.959
BERTIOGA 50.463
CUBATAO 120.531
GUARUJA 295.037
ITANHAEM 89.451
MONGAGUA 47.837
PERUIBE 61.238
PRAIA GRANDE 273.218
SANTOS 421.072
SAO VICENTE 337.665
IGARATA 8.933
JAMBEIRO 5.552
MONTEIRO LOBATO 4.207
PARAIBUNA 17.386
SANTA BRANCA 13.771
CARAGUATATUBA 104.281
ILHABELA 29.329
SAO SEBASTIAO 76.635
UBATUBA 80.631
APARECIDA 30.000
ARAPEI 2.000
AREIAS 3.000
BANANAL 10.153
CACHOEIRA PAULISTA 30.400
CANAS 4.400
CUNHA 21.684
LAGOINHA 4.781
LAVRINHAS 6.629
NATIVIDADE DA SERRA 6.588
PIQUETE 13.955
POTIM 20.000
QUELUZ 11.300
REDENCAO DA SERRA 3.800
ROSEIRA 9.700
SAO BENTO DO SAPUCAI 1.000
SAO JOSE DO BARREIRO 4.000
SAO LUIS DO PARAITINGA 10.000
SILVEIRAS 5.700
TREMEMBE 42.000

Municípios com vacinação parcial do território

Município População-alvo
DIADEMA 120.000
MAUA 127.000
SANTO ANDRÉ 204.000
SAO BERNARDO DO CAMPO 259.000
CAPITAL 2.500.000
CACAPAVA 26.000
JACAREI 90.000
SAO JOSE DOS CAMPOS 258.000
CRUZEIRO 31.200
GUARATINGUETA 45.600
LORENA 33.600
PINDAMONHANGABA 60.400
TAUBATE 114.000

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Hoje: posto de vacinação contra febre amarela no Santana Parque Shopping

Atendimento será das 10h às 16h

O Santana Parque Shopping, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, recebe hoje (21) um posto de vacinação contra a febre amarela.

O posto temporário atenderá no ambulatório, dentro do Santana Parque, das 10h às 16h. A ação é gratuita e direcionada tanto para crianças acima de seis meses como para adultos até 60 anos.

Os interessados devem apresentar documento com foto, cartão do SUS e não ter tomado a vacina anteriormente. Para os idosos, acima de 60 anos, a vacinação só será concedida caso apresentem autorização médica.

A vacina contra a febre amarela é proibida para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses, bebês com até 6 meses, pessoas em tratamento de câncer e pessoas com reação alérgica grave ao ovo.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a imunização é a melhor forma de se prevenir da doença. Apenas uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

vacina

Vacinação Febre Amarela – Santana Parque Shopping
Data: 21 de dezembro
Horário: das 10h às 16h
Local: Ambulatório – 1º piso
Endereço: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 2780 – Santana – São Paulo – SP
Mais informações: (11) 2238-3002

 

 

 

Vacina ajuda no combate da Leishmaniose em cães

A Leishmaniose é uma zoonose com grande poder endêmico. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), anualmente cerca de 2 milhões de pessoas são contaminadas com a doença.

Porém, a enfermidade não afeta somente os humanos, os cães também podem ser infectados. A doença é transmitida para os animais por meio da picada de um flebótomo (mosquito palha) infectado. Os cães são os principais reservatórios de transmissão no ciclo urbano.

Para ajudar no controle dessa zoonose e proteger os cães, a Ceva Saúde Animal desenvolveu em parceria com a Universidade Federal do Estado de Minas Gerais (UFMG), a Leish-tec, única vacina recombinante do mercado contra a Leishmaniose.

A vacina foi desenvolvida a partir da proteína A2, classificada como um dos melhores antígenos capazes de induzir resposta imune celular porque é específica e protetora contra a Leishmania.

Presente no mercado há 10 anos, a vacina passou por uma série de estudos. “ Os estudos mostram que a Leish-Tec induz resposta protetora em 96,41% dos cães vacinados. Além disso, os animais vacinados apresentam anticorpos anti-A2, demonstrando um alto nível de proteção individual”, informa Diretor da Unidade de Negócios Pet da Ceva, Leonardo Brandão.

Por ser uma vacina recombinante, que une modernos processos de desenvolvimento e a tecnologia de DNA recombinante, a Leish-Tec apresenta uma série de vantagens, como produção de reposta imunológica altamente específica e segura, redução das reações pós-vacinais, entre outros.

Vet dog and injection

A Leish-tec é recomendada para cães a partir de 4 meses de idade, clinicamente sadios e sorologicamente negativos contra a Leishmaniose. “O animal deve ser vacinado com três doses em intervalos de 21 dias e a revacinação é anual”, finaliza Brandão.

A vacinação dos cães é uma ferramenta importante na luta contra a leishmaniose. Devemos lembrar que além da vacinação, a proteção dos cães com um produto tópico repelente contra mosquitos é de suma importância para manter esses vetores afastados. Vectra 3D é uma proteção tópica para os cães, com ação repelente de mosquitos a partir de 1 hora após a aplicação e proteção por 1 mês.

Fonte: Ceva Saúde Animal

Surtos de sarampo e rubéola na Europa reforçam a necessidade de vacinação

O alerta é do Ministério da Saúde. Para evitar essas doenças, está disponível no SUS a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

O reaparecimento de doenças já eliminadas no mundo tem preocupado o Governo Brasileiro. O alerta vem após a divulgação de que países como França, Itália, Alemanha, Bélgica, Bósnia, Geórgia, Cazaquistão, Romênia, Sérvia, Dinamarca e Ucrânia estariam sob risco de surtos de sarampo e/ou rubéola.

Embora eliminado no Brasil desde 2001, o sarampo é endêmico em nove países da Europa, como aponta o boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a rubéola, eliminada no Brasil desde 2010, é considerada endêmica em 14 países europeus. Com a globalização, o risco do vírus voltar a circular no país se torna real, aumentando a necessidade de manter sempre atualizada a caderneta de vacinação.

O Ministério da Saúde disponibiliza no Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para evitar essas doenças. Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade devem receber a primeira dose aos 12 meses de idade da tríplice viral e aos 15 meses, uma dose da vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varíola), que corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e uma dose da vacina varicela.

Caso haja atraso na vacinação, crianças até quatro anos de idade ainda poderão receber a vacina com o componente varicela. A partir de cinco até os 29 anos de idade, deverão ser administradas duas doses com a vacina tríplice viral. Pessoas de 30 a 49 aos de idade devem receber uma dose da vacina tríplice viral.

“A vacina contra essas doenças é a única medida preventiva e a mais segura. É importante que o esquema vacinal esteja completo, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. O Brasil tem uma das melhores coberturas vacinais segundo a OMS e o Ministério da Saúde trabalha na perspectiva de atingir coberturas adequadas a cada ano. Por isso é importante que a população procure sempre atualizar a caderneta de vacinação”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Em 2016, a taxa de cobertura da vacina tríplice viral, administrada em crianças de um ano, atingiu 95,4% do público-alvo. O índice é ideal, visto que a meta para esta vacina é de atingir 95% do público, porém, a segunda dose administrada aos 15 meses da vacina tetra viral teve menor adesão, com 89,2% das crianças vacinadas.

Vacina tríplice viral - Bernardo Portella - Ascom - Bio-Manguinhos
Vacina tríplice viral – Foto: Bernardo Portella – Ascom – Bio-Manguinhos

Eliminação

O Brasil recebeu, no segundo semestre de 2016, o certificado de eliminação do sarampo da Organização Panamericana de Saúde (OPAS). Desde o ano 2001, não havia registro de casos autóctones da doença no Brasil. Entre 2013 e 2015, ocorreram surtos relacionados à importação, sendo que o maior número de casos foi registrado nos estados de Pernambuco e Ceará. Após a implementação de medidas de prevenção e controle, como intensificação vacinal, campanhas de seguimento, bloqueio vacinal, varredura e monitoramento rápido de cobertura vacinal, a transmissão foi interrompida.

Para manter a eliminação do sarampo, a OPAS/OMS e o Comitê Internacional de Peritos (CIE) para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendam a todos os países das Américas que fortaleçam a vigilância ativa e mantenham a imunidade de sua população por meio da vacinação. O sarampo se torna, assim, mais uma doença prevenível por vacinação a ser eliminada nas Américas, após a varíola em 1973, da poliomielite em 1994 e da rubéola e síndrome de rubéola congênita, em 2015.

Rubéola

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Foto: HealthLine

O Brasil alcançou a meta de eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita, até o ano de 2010. Desde então, não há registro de casos no país. Em 2008, ocorreu a maior Campanha de Vacinação da Rubéola no mundo, com 65,9 milhões de pessoas na faixa etária de 19 a 39 anos de idade vacinadas, nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Maranhão. Nos demais estados, a faixa etária foi de 20 a 39 anos de idade. Nesse ano, a cobertura vacinal foi de 94%.

A definição das faixas etárias para a Campanha de Vacinação da Rubéola, em 2008, ocorreu após o estudo de coorte de nascidos vivos entre 1927 – 2007 para identificar a população não vacinada. Destaca-se, também, a realização de uma campanha de vacinação em massa dirigida às mulheres em idade fértil, entre os anos de 2001 e 2002. Nesse período, foi introduzida a vacina dupla e tríplice viral no Calendário Básico de Imunização do PNI, processo iniciado em 1992.

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Foto: Portal Brasil

Programa Nacional de Imunizações 

O SUS, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), oferece todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional. Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos ao ano, para combater mais de 19 doenças, em diversas faixas etárias.

Ao longo do tempo, a atuação do PNI, ao consolidar uma estratégia de âmbito nacional, apresentou consideráveis avanços. As metas mais recentes contemplam a eliminação do sarampo e do tétano neonatal, além do controle de outras doenças imunopreveníveis como difteria, coqueluche e tétano acidental, hepatite B, meningites, formas graves da tuberculose e rubéola, assim como a manutenção da erradicação da poliomielite.

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde

Como cuidar do seu pet na primavera

Mudanças de estação requerem maior cuidado com os cães e gatos

O inverno mal se despediu este ano. O calor chegou antecipando a primavera e deixando o clima seco e mais quente que o normal nesse período, mudanças que afetam a saúde das pessoas e também dos animais.

Para cuidar melhor do seu cão ou gato nessa primavera, confira as dicas da médica veterinária do HiperZoo, megastore pet de Curitiba, Jaqueline Silveira, e da farmacêutica Sandra Schuster da docg., primeira empresa de vendas diretas de produtos para pets.

1 – Pele e pelagem

docg

Mudanças de estação significam troca da pelagem. Quedas de pelos em maior quantidade são normais, desde que não apresentem falhas ou sinais mais graves. “Com a troca de pelos a pele fica mais sensível podendo desencadear, com maior facilidade, eritemas (vermelhidão), pústulas (infecção bacteriana secundária), prurido (coceira) ou outros sinais dermatológicos mais graves. Nesses casos deve-se consultar um médico veterinário imediatamente”, indica a veterinária Jaqueline.
Outra dica importante é realizar a escovação adequada.

A indicação é escovar os cães e gatos no mínimo três vezes por semana, principalmente os animais de pelos longos. Assim, evita-se que os pelos embolem e retira-se o excesso de resíduos da pelagem. Segundo a veterinária, existem escovas adequadas ao tipo e comprimento dos pelos e também aquelas que prometem retirar os sub pelos mortos, evitando assim que a pelagem embole e fazendo com a pele respire melhor.

Essa época do ano também pode ajudar a ressecar a pele e deixar os pelos dos pets mais opacos. Nesses casos pode-se fazer o uso de suplementos e produtos tópicos, além de aumentar a frequência de hidratações no banho. Para recuperar a hidratação dos pelos, os pets ganharam recentemente produtos semelhantes aos dos humanos, como leave-in e ampolas. “Desenvolvemos produtos que trazem resultados rápidos e são práticos de utilizar”, comenta a farmacêutica Sandra Schuster. O leave-in é composto por vitamina E, queratina e D-pantenol, que promovem a hidratação e restauração dos pelos. E a ampola fortalece, dá brilho e restaura as pontas duplas.

 – Banho e tosa

gato banho

As tosas também ajudam a refrescar os pets, mas deve-se atentar ao que é indicado para cada raça e cuidar para não deixar a pele do animal muito exposta, afinal a principal função dos pelos é justamente proteger a pele contra as agressões do clima e da exposição solar. Uma dica, segundo Jaqueline, é caprichar na tosa higiênica e estendê-la até o peito do animal. Dessa forma ele consegue se refrescar, principalmente quando se acomoda em superfícies mais frias.

Já para o banho, a dica é investir em produtos específicos para o tipo de pelo do animal. “Deve-se pensar no banho não apenas com o objetivo de limpeza, mas também de proporcionar hidratação, cuidado e prevenção de acordo com a pelagem do animal”, recomenda Sandra. “Cães com oleosidade excessiva ou pele com muitas dobras, por exemplo, requerem produtos específicos para evitar doenças dermatológicas futuras e prolongar os benefícios do banho. Assim como nós utilizamos produtos de acordo com nossas características, os pets merecem esse mesmo cuidado”, complementa.

3 – Proteção solar

cachorro entre floress

Algumas raças são mais sensíveis à exposição solar, como as de pelos curtos e pele branca. Os locais mais afetados são focinhos e orelhas, mas alguns pets são tão sensíveis que devem utilizar protetor na barriga e regiões com pouco pelo e, ainda, evitar o sol nos períodos mais intensos, para não correrem o risco de desenvolver lesões de queimadura solar e até mesmo melanoma (câncer de pele). Nesses casos, recomenda-se o uso do protetor solar veterinário, encontrado comercialmente pronto, com FPS 15 e 30, ou manipulado conforme prescrição.

4 – Ectoparasitas

gato coceira

Os ovos dos ectoparasitas (pulgas, carrapatos, piolhos, moscas e mosquitos) eclodem nas épocas do ano mais quentes, fazendo com que as larvas precisem se alimentar para seu desenvolvimento e reprodução. Para proteger os pets devemos utilizar antipulgas e carrapaticidas durante o ano todo, mas o cuidado deve ser redobrado nos períodos de maior calor, afinal além do incômodo com coceiras, os ectoparasitas transmitem doenças e podem causar alergias como a dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP).

“Há uma grande diversidade de produtos no mercado veterinário, que variam conforme princípio ativo, forma de aplicação, tempo de duração e preço”, informa Jaqueline. Também é importante utilizar produtos de limpeza específicos para a casa e locais preferidos dos pets, como caminha, sofá, tapetes e poltronas.

5 – Doenças e vacinação

cachorro vacina doglistener
Foto: Doglistener

A combinação calor e chuva, comum na primavera, contribui para a proliferação de doenças como a Leptospirose, uma doença bacteriana transmitida para os cães de forma direta, através do contato com o vetor – o rato e sua urina contaminada – e de forma indireta, através de tecidos, alimentos e água contaminados. Essa bactéria penetra a pele, em mucosas ou lesões, ou ainda pode ser inalada. É uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para os humanos, e os cães podem ser transmissores mesmo não apresentando sinais clínicos.

A principal forma de prevenção se faz com a vacinação anual, ou semestral em locais de maior incidência e presença de ratos. As vacinas múltiplas para cães, como óctupla e déctupla apresentam proteção contra alguns sorovares (tipos) de leptospiras presentes no Brasil. Além disso é muito importante a higienização dos quintais e locais onde ficam os pets. “O principal cuidado é não deixar ração ou alimentos disponíveis nos canis e quintais, pois é essa a principal forma de contato do cão com o rato ou sua urina. Os ratos são atraídos pelo alimento e costumam urinar no local”, alerta Jaqueline. “O ideal é fornecer o alimento em horários específicos e retirar os pratos, mesmo que o pet não tenha ingerido tudo. Inclusive, a exposição da ração ao sol faz com essa fermente e, a posterior ingestão, pode causar problemas gástricos ao cão”, complementa.

Já a espécie felina é considerada resistente à infecção pois, mesmo quando entram em contato com a bactéria, não desenvolvem a doença. São raros os relatos de gatos positivos a Leptospirose, por isso não é necessária a imunização desses animais contra as leptospiras.

6 – Passeios

cachorro com flores

Segundo a veterinária, deve-se evitar passear com os pets nos horários mais quentes do dia, das 10 às 16 horas, pois dessa forma reduz-se os riscos de queimaduras nos coxins (almofadinhas das patas), desidratação, queimaduras solares na pele, dificuldades respiratórias e de troca de calor. Cães e gatos não possuem glândulas sudoríparas, fazem a troca de calor apenas via coxins, focinho e língua, por isso sofrem muito mais com os efeitos das altas temperaturas que os humanos.

As raças braquicefálicas (com focinhos achatados), como Pug, Shih Tzu, Pequinês, Buldogue Francês, Buldogue Inglês, Boston Terrier, Boxer, Dogue de Bordeaux e Persa, precisam de um cuidado ainda maior, pois a troca de calor é ainda mais dificultada pela sua anatomia.

Durante as caminhadas é indicado, além do uso do protetor solar, a utilização de sapatinhos e, até mesmo, bonés. Além disso, é necessário o uso de hidratantes veterinários específicos após o passeio, principalmente nas áreas dos coxins e focinho. “Essa também foi uma preocupação da docg. ao desenvolver sua linha de produtos”, esclarece a farmacêutica Sandra Schuster. “Criamos um creme para patas com D-pantenol e glicerídeos de soja que está fazendo sucesso”, revela.

hidratante pet

Com essas dicas seu pet estará pronto para enfrentar a primavera e se preparar para o verão.

cachorro e gato

Fontes: docg. e HiperZoo

Petz oferece nova vacina contra o verme do coração em cães

Medicamento previne a dirofilariose, doença transmitida por mosquito e provocada por um verme que se aloja no coração do pet; a incidência é maior no litoral, mas há casos também em outras regiões

Quando começa a esquentar o tempo, as famílias viajam mais com os pets para a praia. Mas é justamente nesta época mais quente que aumentam os casos de dirofilariose, uma doença provocada por um verme que se aloja no coração dos pets, transmitida por mosquito nas regiões litorâneas. Para proteger os bichinhos de estimação, a Petz oferece uma nova vacina que previne contra o parasita dirofilária, causador da doença.

“O melhor remédio é a prevenção. Basta uma dose por ano, para proteger os bichinhos de estimação. Apesar de a doença também afetar os gatos, o medicamento é indicado apenas para cães a partir de nove meses de idade”, explica o veterinário da Petz Felipi Bruno Espada. Antes, a única forma de prevenção era a aplicação mensal de vermífugos ou de medicamentos específicos para dirofilariose. A incidência da doença é maior no litoral, mas há casos também em outras regiões.

Sinais

Apatia, tosse, falta de ar, perda de peso, cansaço e dificuldade para se exercitar são alguns dos sinais da doença, que vem se espalhando de forma silenciosa. “Pode ser detectada com um simples teste de sangue e, caso seja diagnosticada cedo, as chances de recuperação são maiores”, explica o veterinário. Quando instalada, a dirofilariose reduz expectativa de vida, pode deixar sequelas graves e até matar por insuficiência cardíaca súbita.

Cuidados com o coração do pet cachorro

Como tratar

O tratamento é voltado para acabar com as microfilárias (vermes jovens), evitando que novos parasitas cheguem à fase adulta e, com isso, se reproduzam e ocupem mais espaço no coração e nos vasos sanguíneos no pet. “É importante, além da prevenção, fazer check-up antes e depois das viagens, para obter informações com os veterinários sobre a melhor forma de proteger e tratar dos pets”, orienta o veterinário.

Fonte: Petz

Hoje é o ‘Dia D’ para atualizar carteira de vacinação de crianças e adolescentes

Postos fixos ficarão abertos das 8 às 17 horas; Campanha de Multivacinação de SP disponibiliza vacinas contra 18 tipos de doenças

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realiza neste sábado, 16 de setembro, o ‘Dia D’ da Campanha Estadual de Multivacinação de crianças e adolescentes até 15 anos.

Estarão disponíveis doses contra 18 tipos de doença, entre as quais tuberculose, rotavírus, paralisia infantil, febre amarela, sarampo e HPV. O objetivo é colocar em dia a caderneta de vacinação de cerca de 9,8 milhões de paulistas que compõem o público-alvo (dados regionais abaixo).

A campanha continuará até 22 de setembro e os profissionais dos postos de vacinação atuarão para conferir e atualizar as cadernetas dos menores de 15 anos e aplicar as doses em atraso de acordo com cada faixa etária, caso seja necessário.

Neste sábado, das 8 às 17 horas, 314,7 mil profissionais estarão distribuídos em 5,1 mil postos fixos e volantes em todo o Estado de São Paulo. Também serão mobilizados, em parceria com as prefeituras do Estado, 1.749 carros, 17 ônibus, três barcos, um trem e outros 13 tipos de veículos.

“O ‘Dia D’ é mais uma oportunidade para que os pais ou responsáveis se programem para levar as crianças e adolescentes aos postos de vacinação. Aproveitamos essa data para reforçar a importância da imunização para proteger esse público contra as doenças e complicações”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

Em situações de perda da caderneta de vacinação, a recomendação é de que os pais ou responsáveis compareçam ao mesmo posto de saúde onde vacinaram as crianças anteriormente, para que seja possível consultar quais doses já foram aplicadas na ficha de registro arquivada na unidade.

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Foto: Portal Brasil

Público-alvo da Campanha Estadual de Multivacinação:

REGIÃO PÚBLICO ESTIMADO
CAPITAL e GRANDE SP 4.789.703
ARAÇATUBA 153.129
ARARAQUARA 203.977
BARRETOS 91.092
BAURU   377.522
CAMPINAS 928.149
FRANCA 157.765
MARÍLIA 235.717
PIRACICABA 324.408
PRES PRUDENTE 161.614
REGISTRO 77.939
RIBEIRÃO PRETO      306.128
BAIXADA SANTISTA 405.176
SÃO JOÃO DA BOA VISTA 171.000
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO 303.069
SOROCABA 567.324
VALE DO PARAÍBA 554.854
TOTAL 9.808.566

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

Guarulhos: campanha de vacinação contra raiva e evento de adoção

Amanhã, sábado, 16 de setembro, das 11 às 15 horas, o Shopping Pátio Guarulhos terá a campanha de vacinação gratuita contra raiva para cães e gatos. A ação será realizada pela Prefeitura de Guarulhos no piso térreo do centro de compras e ainda terá outros eventos paralelos.

Profissionais e estudantes do curso de veterinária da UNG -Universidade de Guarulhos- estarão durante todo o período no shopping conversando com o visitante para conscientização sobre a importância das vacinas aos animais, além de outros cuidados que garantem a saúde e bem-estar dos pets e toda a família.

E àqueles que quiserem levar um novo amiguinho pra casa, a ONG Deixe Viver estará no Shopping Pátio Guarulhos com cães e gatos para adoção. Os interessados precisam ser maiores de 18 anos; apresentar documentos como RG, CPF e comprovante de residência, e colaborar com R$ 60,00 como doação para a instituição.

A gerente de marketing do shopping, Claudia Campos, lembra que “para a vacinação contra raiva, o animal precisa estar em bom estado de saúde, senão não poderá receber a dose da vacina”.

cachorro e gato brincando

Vacinação contra Raiva no Shopping Pátio Guarulhos
Dia: 16 de setembro de 2017
Horários: das 11h às 15h
Visitação gratuita
Local: Piso térreo
Endereço: Avenida Rosa Molina Pannochia, 331, Vila Rio, esquina com a avenida Benjamin Harris Hannicut, Guarulhos
Estacionamento gratuito

Raiva já matou 1.001 animais e fez duas vítimas humanas

Variante transmitida por morcegos não causa os sintomas clássicos, tendo a paralisia como principal característica

A raiva é uma zoonose letal tanto para animais quanto para seres humanos, mas que pode ser prevenida com as orientações e o trabalho do médico-veterinário. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foram confirmados no Brasil em 2016 um total de 1.001 casos em animais. Entretanto, foi alcançada uma cobertura vacinal em cães e gatos de apenas 25% em todo o país.

Para a prevenção da doença, a principal medida é a vacinação anual dos animais. Nesta época do ano muitos municípios realizam campanhas de combate a doença. Caso seu município não realize a imunização de forma gratuita, procure um médico-veterinário.

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Foto: Cityofchicago

“De uma forma geral, a raiva tem como principais sintomas clínicos a encefalite, alterações no sistema nervoso central, mudanças de comportamento, paralisia, dentre outros”, explica Luciana Hardt Gomes, primeira diretora técnica médica-veterinária do Instituto Pasteur e membro da Comissão de Saúde Pública Veterinária do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP).

Nos últimos anos a variante canina do vírus, que acomete os animais de agressividade, não tem sido isolada em animais. Entretanto, está sendo cada vez mais comum o número de casos em cães e gatos por variante transmitida por morcegos, que faz com que os animais não apresentem os sintomas comuns da doença, mas, sim, uma paralisia. Por isso, é preciso ressaltar ainda mais a guarda responsável.

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Pixabay

“As principais ações são manter os animais domiciliados o máximo possível e, quando houverem saídas, evitar deixá-los sem supervisão. E a qualquer sinal de abatimento ou paralisia é essencial procurar um médico-veterinário”, aponta Luciana.

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Por conta da pouca cobertura vacinal, quase 415 mil pessoas receberam atendimento profilático pós-exposição após terem sido agredidas por animais não vacinados contra a raiva. Mesmo assim, duas pessoas morreram em decorrência da doença, somente no primeiro semestre de 2017.

“Se uma pessoa for agredida por um animal contaminado, a primeira ação a ser tomada é lavar a ferida com água e sabão. Depois, imprescindivelmente, seguir para o atendimento médico”, aconselha a médica-veterinária. O tratamento ainda é experimental. Há apenas um caso no Brasil em que houve a cura da raiva humana, sendo igualmente rara no mundo todo.

Fonte: CRMV-SP