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Por que os cães precisam de check-ups periódicos?

A grande maioria dos tutores leva os cães em consultas somente quando os animais apresentam algum problema de saúde. Porém, visitas regulares podem ser extremamente benéficas para os amigos de quatro patas. O ideal é que ele passe pelo veterinário, pelo menos, uma vez por ano.

Os check-ups são muito importantes, pois podem revelar doenças graves, ainda em estágios iniciais, possibilitando seu tratamento e até mesmo a cura. Em muitos casos, os cães só apresentam sinais nas fases mais avançadas das enfermidades, quando pode ser tarde demais para serem tratadas.

“Em algumas situações, os animais não apresentam qualquer mudança de comportamento ou sintoma, e isso faz com que o tutor acredite que está tudo bem. O veterinário está apto a identificar alguns sinais que podem passar despercebidos em casa”, explica Ricardo Cabral, médico veterinário da Virbac, especialista em saúde animal. A vacinação e vermifugação também são práticas de enorme importância na prevenção e manutenção da saúde de cães e gatos, e que devem ser aplicadas periodicamente.

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Além de manter a saúde do seu pet, a familiaridade dos cães com o ambiente do consultório torna a relação com o médico veterinário mais fácil. Esses locais costumam ser estranhos aos animais, com sons, odores e pessoas desconhecidas, deixando os cães agitados e, muitas vezes, com comportamento agressivo. Se ele for levado a consultas periodicamente, ficará mais calmo durante as avaliações.

Fonte: Virbac

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Vacina de gotinha ou injetável protege os pets contra a gripe

Assim como a campanha de vacinação contra gripe para as pessoas, a imunização de cães e gatos é fundamental para a prevenção da doença. Os cães podem contrair a traqueobronquite infecciosa canina e os gatos, a rinotraqueite. Ambas, se não tratadas no começo, podem levar a complicações respiratórias mais graves. Por isso, a prevenção é a melhor proteção.

“Para os cães, há duas formas de vacina: a intranasal, que pinga uma gotinha no nariz do pet; e a injetável, aplicada embaixo da pele. Ambas têm a mesma eficácia e devem ser aplicadas todos anos”, afirma o veterinário Felipe Chaguri, da Petz. Nos gatos, a proteção é feita com a vacina v4 anualmente, que previne também contra panleucopenia, calicivirose e clamidiose.

Indicações

Para os filhotes, a vacina de gripe deve ser aplicada junto com a segunda dose da vacina múltipla, com aproximadamente 80 dias de vida, e é feita duas vezes, com intervalo de 21 a 30 dias. Após a segunda dose, só é necessário o reforço anual.

Para os gatos, a imunização contra é feita junto com a vacina múltipla felina, com três doses em filhotes a partir dos 45 dias de vida e com reforço anual. Em pets idosos, que estejam bem de saúde, basta somente o reforço anual.

O veterinário explica que o efeito se dá de 7 a 15 dias após a aplicação, quando o sistema imune se adapta e protege o animal por um ano, até o próximo reforço. A única contraindicação é para pacientes debilitados, imunossuprimidos ou com doença crônica.

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Foto: Doglistener

Transmissão

A gripe canina, também chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina, é transmitida por meio de vírus pelo ar, secreções respiratórias, contato direito com o cão infectado e objetos contaminados. Não transmite para o ser humano e para outras espécies. Ela pode ser causada pelo vírus da Para influenza, pela bactéria Bordetella bronchiseptica ou ainda pela combinação dos dois tipos de agentes. Os sinais são tosse persistente, espirros, secreção nasal e ocular, febre, prostração e falta de apetite. A rinotraqueíte felina é transmitida entre os próprios.

Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente.

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Foto: Cityofchicago

Como evitar

Além da vacinação em dia e das visitas periódicas ao veterinário, é importante também ter alguns cuidados para manter a imunidade do pet em alta. ”No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco; evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho; colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação; dar alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido”, explica o veterinário.

Fonte: Petz

Inflamação gastrointestinal em cães

A inflamação gastrointestinal em cães também é conhecida como gastroenterite canina e pode ser desencadeada por infecções, alimentação inadequada com alimentos mal conservados, água contaminada, plantas tóxicas e contato com outros animais doentes. Trata-se de um problema que atinge as mucosas intestinais e estomacais, causando muito incômodo e dor ao cão.

“A gastroenterite não é uma doença grave, mas deve ser tratada para evitar que o quadro se agrave e leve a complicações. Para o diagnóstico, é fundamental ir ao veterinário, que fará exames clínicos e laboratoriais no animal para, então, indicar os cuidados necessários para a sua recuperação”, orienta o médico veterinário da Equilíbrio e Gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado.

Sintomas da inflamação gastrointestinal

É importante que observe o comportamento do cão para notar algum indício de que há algo fora do normal. Veja quais os sintomas mais comuns desse distúrbio gastrointestinal:

• vômitos frequentes;
• dor abdominal;
• diarreia;
• cachorro não quer comer nem beber água;
• apatia.

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Como escolher qual a melhor ração para inflamação gastrointestinal em cães

Um dos cuidados importantes para evitar a inflamação no intestino e no estômago é controlar a alimentação. “Não permita que o cão tenha acesso a outros alimentos sem ser ração para cães. O sistema digestivo dos cães precisa contar com alimentos especificamente preparados para eles. Assim, pode-se garantir que terão todas as suas necessidades nutricionais atendidas sem nenhum tipo de agressão ao seu organismo”, explica o médico veterinário.

A alimentação dos cães também é uma questão importante durante a recuperação da doença. Em geral, quando o problema é diagnosticado, recomenda-se uma restrição alimentar com o objetivo de aliviar a inflamação e não sobrecarregar o sistema digestivo.

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“Para que essa recuperação aconteça sem que o cão deixe de se alimentar, a melhor ração é Equilíbrio Veterinary Intestinal que é desenvolvida com proteína vegetal hidrolisada – um ingrediente de alta digestibilidade. Além disso, essa ração para cães é enriquecida com FOS e MOS, prebióticos que ajudam a recuperar e manter a saúde intestinal”, indica Machado.

É importante ressaltar que a alimentação dos cães com essa ração deve ser feita conforme a recomendação de um veterinário, sempre respeitando o período de tratamento e as porções adequadas.

Fonte: Total Alimentos

A importância de vacinar os animais de estimação

Assim como os humanos, os bichinhos de estimação estão suscetíveis a dezenas de doenças que podem ser facilmente prevenidas com algumas vacinas de reforço anual.
A imunização deve ser iniciada o quanto antes, logo quando o pet é filhote ou assim que é adotado na fase adulta.

O que são vacinas?

Vacinas são imunizações permanentes ou temporárias contra doenças bacterianas, virais, entre outras. Sua função é auxiliar na criação de anticorpos pelo organismo, para que o sistema imunológico esteja preparado para combater doenças antes de o indivíduo entrar em contato com os micro-organismos causadores. Entenda melhor a virose em cães.

Sua matéria-prima é o próprio organismo causador da enfermidade, mas de uma forma enfraquecida ou inativada. Com isso, ocorre uma reação imunológica do corpo que recebe essa quantidade de vírus ou bactéria e são criadas defesas específicas para combater esse respectivo agente infeccioso.

Qual a importância da vacinação para pets?

Em cães, a vacina previne doenças como:

cinomose;
coronavirose;
hepatite infecciosa;
leishmaniose visceral;
leptospirose;
parvovirose;
parainfluenza e Adenovírus Tipo 2;
raiva.

Já em gatos, as principais doenças são:

calicivirose;
clamidiose;
leucemia viral felina (FeLV);
panleucopenia felina;
raiva;
rinotraqueíte.

Alguma dessas doenças — como a cinomose — possuem taxas de contágio e de mortalidade altíssimas e, inclusive, algumas são zoonoses — como a raiva — e, portanto, podem passar para os seres humanos.

Como a imunização deve ser feita?

O correto é sempre checar com o médico veterinário para ele passar o protocolo adequado para o animal, já que não se pode vacinar animais com a saúde debilitada, ou que estejam passando por estresse, afirma o veterinário Cauê Toscano do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

Em cachorros, as principais vacinas são as polivalentes, que podem cobrir 8 (V8), 10 (V10) ou 11 (V11) doenças. Elas incluem doenças como cinomose, coronavirose, hepatite infecciosa, parvovirose, leptospirose (de 2 a 5 tipos), parainfluenza e adenovírus tipo 2.

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Em cães filhotes recomenda-se que a vacinação seja assim:

6 a 8 semanas de vida — primeira dose da Polivalente;
10 a 12 semanas — segunda dose da Polivalente;
14 a 16 semanas — terceira dose da Polivalente;
a partir de 120 dias de vida — primeira dose da vacina anti-rábica;
o reforço deverá ser anual para a Polivalente e para a anti-rábica;

Em adultos ou cães que nunca foram vacinados:

mais de 12 semanas de vida — primeira dose da Polivalente e da vacina anti-rábica;
21 a 30 dias após a primeira dose da polivalente, aplicar a segunda dose;
o reforço de ambas vacinas será anual.

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Foto: Pixabay

Em gatos filhotes o esquema de vacinação é assim:

60 dias de vida — primeira dose da Múltipla;
90 dias de vida — segunda dose da Múltipla;
120 dias de vida — primeira dose da anti-rábica;
o reforço das duas será todo ano.

Em gatos adultos ou que não foram vacinados ainda:

mais de 120 dias de vida — primeira dose da Múltipla e da anti-rábica;
21 a 30 dias após a primeira dose — aplicar a segunda dose da Múltipla;
o reforço deverá ser anual para ambas.
A vacina Múltipla dos gatos inclui doenças como Rinotraqueíte, Clamidiose (Tríplice, Quádrupla e Quíntupla), Calicivirose, Panleucopenia e Leucemia Felina.

Confira a carteira de vacinas de seu cão ou gato e agende uma consulta com o veterinário o quanto antes para deixar tudo em dia.

Fonte: Vet Quality

Diabetes em animais de estimação é mais comum do que se imagina

Diabetes, ou Diabetes Melitus, é uma doença comum em cães e gatos; sua incidência entre essa população tem aumentado cada vez mais e, por isso, a atenção dos tutores deve ser redobrada

Diabetes ocorre por uma falha na produção de insulina, um hormônio gerado no pâncreas que é responsável por processar a glicose que entra no sangue. A consequência é a impossibilidade do organismo processar, da forma certa, a glicose e outros compostos orgânicos presentes nos alimentos e necessários para garantir a reprodução saudável das células e a obtenção de energia.

Os cães, independentemente da raça, são suscetíveis ao diabetes – sendo mais comum entre cães de meia idade, idosos e cadelas. Os gatos também estão sujeitos a desenvolverem a doença, entretanto, a sua incidência é maior entre os machos castrados.

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A manifestação de diabetes em animais é bem parecida com a dos humanos e exige cuidados e tratamentos específicos. A doença é caracterizada por dois tipos:

Tipo 1 – (Dependente de Insulina): ocorre quando o próprio organismo se responsabiliza por destruir os depósitos onde produz a insulina. Os cães apresentam, na maioria dos casos, a Diabetes tipo 1;

Tipo 2 – O pâncreas consegue liberar insulina, mas o organismo resiste a ela, não permitindo ao hormônio exercer suas funções corretamente. Este é o tipo mais frequente nos gatos.

O sintoma mais comum é a poliúria, ou excesso de urina, pois os rins não conseguem mais absorver a glicose e o animal passa a urinar mais que o normal. Outra característica dos pets com diabetes é a maior ingestão de água e em casos mais extremos, o animal pode apresentar muito cansaço e fadiga.

Para obter sucesso no tratamento é imprescindível que o tutor compreenda suas responsabilidades. Investir tempo suficiente em uma explicação cuidadosa da terapia é altamente recomendável. A terapia com uma insulina idêntica a insulina canina é recomendada e constitui um dos pilares do tratamento do diabetes, mas a dieta e o estilo de vida (incluindo exercício) também influenciam no controle glicêmico.

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O tratamento do diabetes pode ser dividido em duas etapas:

Estabilização: determinada a dose correta de insulina e uma rotina diária adequada para o animal de estimação.

Manutenção: o pet é monitorado regularmente para acompanhar a evolução do diabetes para determinar as mudanças necessárias em seus requisitos de insulina.

“A meta do tratamento do diabetes é minimizar os sinais clínicos da doença, o risco de hipoglicemia e o desenvolvimento de complicações em longo prazo”, afirma Daniela Baccarin, médica veterinária, associada da Comac (Comissão de Animais de Companhia do Sindan – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal) e gerente de Produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal.

Os sintomas associados ao diabetes são diversos, mas o mais importante é observar qualquer alteração de comportamento do animal. Ao menor sinal de que algo vai errado, leve-o imediatamente ao médico veterinário. Quanto mais cedo for o diagnóstico, mais chances de sucesso terá o tratamento.

Fonte: Comac

A Medicina Veterinária e os animais, por Rosangela Ribeiro Gebara*

A Medicina Veterinária evoluiu nas últimas décadas e, atualmente, temos ao alcance da sociedade inúmeras especialidades e recursos tecnológicos para melhores diagnósticos e terapêuticas, além de novas técnicas introduzidas com o intuito de melhorar o bem-estar dos animais. Ainda assim, com toda evolução científica e tecnológica, a vida de inúmeros animais está em risco em meio à negligência, ao abandono, aos maus-tratos e ao sofrimento.

Mais que nunca, sabe-se que podemos mudar esta realidade e que desempenhamos um importante papel na melhoria da vida dos animais, cuidando para garantir o seu bem-estar físico e psicológico e para promover uma convivência harmoniosa entre as diferentes espécies, os seres humanos e o meio ambiente.

E os profissionais médicos-veterinários devem atuar de forma conjunta a outras categorias, de forma preventiva e estratégica para garantir esta tão sonhada Saúde Única. Devemos influenciar tutores a adquirirem seus animais de forma ética e exercerem uma guarda responsável. Podemos ser protagonistas para que as melhores técnicas de manejo sejam colocadas em prática, e incentivar legisladores e gestores governamentais em políticas públicas.

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Em um país onde existem mais de 52 milhões de cães domiciliados (IBGE, 2015); um mercado pet que movimenta 19 bilhões de reais por ano; um rebanho de 215 milhões de bovinos; mais de 38 milhões de animais silvestres traficados (RENCTAS, 2011); e onde se matam centenas de primatas por medo e ignorância, cada um de nós, médicos-veterinários, tem papel fundamental.

Aproveitando o Dia Nacional dos Animais (14 de março), deveríamos relembrar daquilo que nos impulsionou a nos tornarmos médicos-veterinários, devemos repensar nosso papel como agentes transformadores, como educadores e influenciadores, a fim de se garantir que os animais, nossos pacientes, tenham uma vida melhor e que a convivência com eles seja harmônica, ética e sustentável.

Rosangela Ribeiro Gebara é Médica-veterinária (CRMV- SP 9264)Membro da Comissão Bem-estar animal do CRMV-SP. Membro da Comissão Bem-estar animal do CFMV (COBEA)Gerente de Programas Veterinários da World Animal Protection

Meu pet está com pancreatite, o que fazer?

A inflamação do pâncreas em pets é um dos quadros mais comuns entre os atendidos em clínicas veterinárias nos últimos tempos. Os sintomas podem ser notados através do vômito, diarreia e dor abdominal. Mas essas manifestações podem ser confundidas com outras doenças. Apesar da incerteza sobre sua origem, sabe-se que, principalmente, hábitos alimentares do animal, como dietas muito gordurosas, tendem a provocar o aparecimento de inflamações facilmente relacionadas à pancreatite.

Diabetes, insuficiência renal ou cardíaca podem, também, influenciar no aparecimento da doença, além da ingestão de medicamentos que tenham como efeito colateral o desenvolvimento de doenças inflamatórias crônicas.

Como agir quando perceber comportamentos estranhos no seu pet?

Os principais sintomas relacionados ao adoecimento são dor no abdômen, vômito e diarreia. Por isso, os tutores devem ficar atentos a esses sinais e, caso o animal apresente algum deles, é sempre recomendável consultar o médico veterinário o mais rápido possível. Segundo Mário Marcondes, médico veterinário, associado da Comac e Diretor Clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, “procurar um serviço veterinário com estrutura de laboratório e de diagnóstico por imagem é a melhor opção”.

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Pixabay

Meu pet está com pancreatite, o que fazer?

O tratamento para a pancreatite requer internação do pet para fluidoterapia, administração de antibióticos, protetores de mucosa, e também de medicamentos que aliviam o enjoo e vômitos, além de analgésicos quando houver dor abdominal. A administração de ração especial com baixo teor de gordura é outra orientação importante. E todos esses procedimentos devem ser seguidos com orientação e supervisão especializada.

Quais os cuidados para o pós-tratamento?

Depois de recuperado, o pet pode receber alta, mas deve ter sua rotina alimentar alterada. Rações com baixo teor de gordura são as mais indicadas para evitar a reincidência e a evolução para pancreatite crônica ou insuficiência pancreática exócrina. Nesse caso, o exame de sangue TLI auxilia no diagnóstico, além do ultrassom.

A pancreatite, se não tratada, pode afetar o funcionamento de outros órgãos do animal e agravar seu quadro clínico geral. Se o pet for diagnosticado no início e tratado em ambiente hospitalar com internação, as chances de recuperação são muito mais favoráveis.

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Cuidados constantes e por toda a vida do pet são fundamentais devido às chances de reincidência. Assim, os tutores precisam estar atentos aos comportamentos e atitudes do animal de estimação. Se diagnosticado com antecedência, o tratamento será precoce e o pet poderá ter uma vida melhor.

Fonte: Comac

Veterinária destaca cuidados especiais que gatos precisam para ter saúde

A médica veterinária, Fernanda Cioffetti Marques, dá dicas importantes
para quem deseja ter um gatinho em casa

Assim como os cães, os gatos também são muito carinhosos e considerados excelentes ‘amiguinhos’ de estimação. Porém, os cuidados desses dois animaizinhos são bem diferentes, desde hábitos nutricionais, de higiene até de comportamento, temperamento e vacinas.

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Foto: Pixabay

Para a médica veterinária e gerente de marketing da Vetnil, Fernanda Cioffetti Marques, os gatos precisam ser vacinados, vermifugados com frequência, receber uma alimentação adequada e ter um ambiente em que possam brincar e descansar. “O protocolo de vacinação dos gatos deve ser elaborado por um médico veterinário após uma minuciosa avaliação clínica, assim como a frequência em que deve tomar vermífugo. Esses dois cuidados são muito importantes, principalmente, quando há contato com outros animais”, ressalta.

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Foto: Icon Home Design

Com relação à alimentação, os gatos chegam a fazer mais de dez refeições ao dia, por isso, a ração deve estar sempre à sua disposição. Fisiologicamente, são animais que tem o hábito de ingerir pouco líquido, por isso, precisam de estímulo, como água sempre fresca e corrente. Fernanda dá a dica de que em alguns casos, vale a pena adquirir uma pequena fonte de água para auxiliar a hidratação do felino e fornecer alimento úmido (em sachê).

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Algumas adaptações na casa também podem ser úteis para garantir a segurança do seu bichinho. Para quem mora em apartamento, é importante colocar telas de proteção em janelas e varandas. “Os gatos gostam de lugares altos e costumam dormir e tomar banhos de sol nas varandas. A proteção das telas pode evitar acidentes. Além disso, é importante que a caixa de areia seja colocada em um local arejado e distante de onde fica a água e ração do seu animalzinho”, destaca Fernanda.

No Brasil, devido a mudanças sociais e comportamentais, a escolha do gato como pet tem aumentado nos últimos anos. “Seguindo essas dicas, todos terão um gatinho saudável, feliz e amoroso como companheiro, que trará muitas alegrias para seu lar”, finaliza Fernanda.

Fonte: Vetnil

Supercuidados indispensáveis para ter com o seu pet no verão

A época do ano mais esperada pelos seres humanos nem sempre é tão bem-vinda para os animais, especialmente os cães. No verão as altas temperaturas incomodam os peludos e é sua responsabilidade amenizar a vida dos pets.

Quando o pet está com calor, ele dá alguns sinais. Boca aberta o tempo todo, respiração ofegante, dificuldade para caminhar são comuns nessa época e algumas raças mais sensíveis podem apresentar vômitos, insolação e até mesmo câncer de pele.

Para evitar esses sintomas nos seus animais de estimação, é preciso adotar alguns cuidados:

Deixe água fresca sempre

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A água é a melhor forma de ajudar o seu pet nesse verão. Ela deve estar sempre à disposição do animal, portanto, se preciso, use um recipiente maior ou coloque mais de um pela casa para que ele possa se manter hidratado. Além disso, mantenha a água fresca, trocando-a com frequência.

Faça passeio em horários alternativos

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As altas temperaturas podem desanimar você de sair ao ar livre, porém, é essencial persistir e continuar com a rotina de exercícios para que o pet possa liberar seus instintos naturais. Para aliviar, os passeios devem ocorrer pela manhã, antes das 10h, ou no final do dia, após 17h. Nos horários de pico de sol, o cão pode sofrer com desidratação, insolação e suas patinhas podem se queimar.

Use sapatinhos

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Foto: Raças.Org

Nos passeios, as almofadinhas das patas caninas são as que mais sofrem com os pisos quentes. O uso de sapatos para cães auxilia a preservar essa sensível parte do corpo dos cães e, ainda, vão evitar que o pet leve a sujeira da rua para dentro de casa. Importante: os sapatinhos devem ser usados apenas durante os passeios!

Dê banho frio

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A rotina de banhos dos cães também deve ser mantida. Não é preciso aumentar a frequência durante o verão, mas a recomendação é de utilizar água morna ou fria para esse momento. Se o seu pet vai a pet shop para tomar banho, confirme qual é a temperatura da água utilizada e, se necessário, solicite o uso de água mais fria.

Fazer a tosa

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Foto: swdclub.org

Além de ajudar na manutenção da higiene canina e de deixar o pet mais bonito, tosar o animal auxilia a aliviar o calor que ele sente, especialmente os cães que têm pelos longos e pesados e aqueles originários de locais frios. No entanto, o animal jamais deve ficar completamente descoberto. Nem todos os cães devem ser tosados. Os de pelo curto realizam a troca de pelos para se adaptar às temperaturas do verão enquanto que o Husky desenvolve uma condição que retarda o crescimento dos pelos posteriormente.

Faça petiscos gelados

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Foto: Warren Photographic

Os petiscos são ideias para distrair e gastar energia dos cães. Para variar o cardápio e refrescar o seu pet, coloque um pouco de ração úmida ou frutas como maçã e melancia dentro do brinquedo e leve ao congelador. O seu pet vai se deliciar como se fosse um sorvete.

Providencie um local à sombra

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O cão deve ficar preferencialmente em um local que tenha proteção contra o sol e as chuvas de verão, com acesso a um espaço aberto para que possa circular quando quiser. Se o seu pet fica no quintal ou no jardim, adapte o lugar para recebê-lo durante o verão. Dentro de casa, ele encontrará proteção.

Deixe-o sobre o piso frio

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Ao encostar a barriga sobre o chão fresco, o animal se refresca. Portanto, libere o acesso do seu cão a locais onde os pisos são de porcelanato, cerâmica ou cimento queimado, por exemplo. No asfalto, em pedras quentes ou pisos expostos ao sol, o cão acaba sentindo mais calor e pode sofrer queimaduras.

Ventile a casinha

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Foto: GoodsHomeDesign

O local onde seu pet se abriga também deve estar protegido contra os efeitos da natureza. Se necessário, mova a caminha ou a casinha para um lugar à sombra e longe da chuva. Se a casinha não for arejada, faça adaptações para refrescar o pet.

Nem todo cão sabe nadar

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Nos dias quentes, os seres humanos mal podem esperar para mergulhar nas águas de uma piscina ou do mar. Os cães, por outro lado, podem não gostar nada dessa experiência! Se o seu pet não estiver acostumado com o contato com a água ou se ele detesta tomar banho, as chances de ele não saber nadar e sair d’água são grandes. Os animais de focinho achatado ou de pelos abundantes, particularmente, têm mais dificuldade dentro d’água. Algumas raças são nadadoras por natureza, como os Labradores e os Golden Retrievers, e não perderão a oportunidade de cair na água. Mesmo assim, é importante que o acesso a piscina, lago e mar seja feito apenas sob a sua supervisão.

Improvise uma piscina

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Foto: North Bay Water Services

Se o animal não tem nenhum trauma à água e esse recurso não está em falta na sua região, providencie uma piscina para ele. Uma bacia de água já é o suficiente para os animais pequenos. Para os maiores, use um tanque de areia que as crianças brincam para colocar um pouco d’água.

Proteção contra parasitas

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Foto: The Spruce

A incidência de pulgas e carrapatos, que podem transmitir doenças aos pets, aumenta nessa estação do ano. Portanto, é essencial que o seu cão esteja com os medicamentos ou métodos de profilaxia em dia. Além disso, evite levá-lo em locais onde esteja ocorrendo um surto de parasitas, como margens de lagos e parques.

Castre o animal

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Pixabay

A castração é essencial para o controle populacional dos animais e, se o seu pet ainda não é castrado, leve-o a uma clínica veterinária e aproveite as férias verão para fazer isso. Ele precisará de repouso, cuidados e muito carinho durante a recuperação.

Fonte: Clínica Veterinária Vet Quality

 

Mais dicas para proteger os pets do estresse da queima de fogos

Uma das preocupações nesta época do ano para quem tem pet na família é o que fazer na hora dos fogos na passagem do ano. Com maior sensibilidade auditiva, cães e gatos sofrem com medo, desconforto e estresse provocado pelo barulho, além do risco de se machucarem, ao buscar esconderijo ou tentar escapar. Para proteger os bichinhos de estimação, a veterinária da Petz Camila Lozano da Silva dá as seguintes dicas:

gato e cachorro amigos

1 – Cães e gatos costumam se esconder nesses momentos de medo, por isso é importante deixá-los livres, não prender na coleira (em alguns casos eles podem ficar rodando em círculos e até se enforcar) e manter em espaço livre para que não se machuquem (por exemplo: áreas pequenas, portões, lanças).

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2 – Alguns bichinhos toleram bem o colo do dono, pois se sentem mais seguros, outros preferem buscar áreas que possam se esconder, como embaixo de móveis. Deixe o seu pet se ajeitar da melhor maneira para ele, não force situações desconfortáveis.

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3 Uma das formas de evitar transtorno é manter o pet quieto em um local fechado e silencioso, o que pode ajudá-lo a se sentir mais protegido (por exemplo: um quarto).

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Foto: Cesar’sWay

4 – Alguns pets toleram bem a colocação de algodões nos ouvidos para abafamento dos sons. Mas vale lembrar que o algodão deve colocado com cuidado e retirado imediatamente após o término dos ruídos.

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5 – O ideal é agir de forma natural, brincar com o pet, entretê-lo com seu brinquedo favorito, fazer festa, como se nada estivesse acontecendo.

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6 – No caso dos gatos, é comum que sumam da vista dos donos. Se a casa ou o apartamento forem seguros, com redes nas janelas e portões fechados, deixe o bichano por lá, evite ficar chamando para não estressá-lo mais.

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7 – Também não é recomendado deixá-los sozinhos nesta época. Em caso de viagens, é aconselhável deixá-los com parentes, vizinhos ou em hotéis especializados.

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Ilustração: AndreSantanaMS/Pixabay

 8 – Evite a automedicação, sem orientação do veterinário, pois há risco à saúde dos bichinhos.

Cuidados com o coração do pet cachorro

9 Cães e gatos que já tenham histórico de doença cardíaca devem ter cuidados especiais nessas situações. É importante que o dono converse com o veterinário.

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Pixabay

10 – Caso o animal apresente qualquer tipo de alteração ou acabe se machucando de alguma forma, ele deve ser levado imediatamente a um veterinário, para ser avaliado e ter certeza que nenhuma lesão mais grave aconteceu com ele.

 

Medo pode ser minimizado com o uso de difusor de ambiente

Dezembro está terminando e, com isso, surgem as comemorações de Ano Novo. Porém, o momento de confraternização pode gerar uma série de transtornos para os pets por conta dos fogos de artifício, típicos da época.

A fobia é muito comum para os cães, que se assustam com o barulho alto e repentino do artefato. A audição sensível dos animais é uma das razões para o transtorno, pois os cães são capazes de detectar o som a uma distância quatro vezes maior do que os humanos e em apenas 6 centésimos de segundo. Além disso, eles ouvem sons em uma frequência diferente.

O medo pode ser minimizado com alguns cuidados, como criar um ambiente onde o cão se sinta à vontade e seguro. Para auxiliar os animais a lidarem com o problema, os tutores também podem apostar no Adaptil Difusor no ambiente, um análogo sintético do odor materno canino, que auxilia na adaptação dos cães em situações adversas proporcionando a sensação de segurança, conforto e bem-estar no ambiente.

Durante a amamentação, as cadelas produzem um odor específico que transmite conforto e segurança aos cães. “Com tecnologia patenteada, a Ceva Saúde Animal desenvolveu o Adaptil, réplica sintética desse odor. O uso do produto no ambiente irá auxiliar os cães a se acalmarem e se sentirem mais seguros durante a queima de fogos e em outras situações desafiadoras, explica a Médica- veterinária a Gerente de Produtos da Unidade de Pets da Ceva Saúde Animal, Priscila Brabec.

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O difusor deve ser colocado no ambiente onde o cão ficará durante a queima de fogos. “O uso de Adaptil somado ao apoio do tutor ao pet e adaptações no ambiente durante o período irá auxiliar no bem-estar e conforto do cão frente a essa situação desafiadora. São ações simples que tornarão as festas de fim de ano muito mais agradáveis para pet e para toda família”, finaliza Priscila.