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Dicas para viajar com seu pet sem estresse

Este mês temos o Sete de Setembro e o começo da primavera. A temperatura aumenta e logo surge a vontade de organizar uma viagem para a família toda sair de casa e curtir os dias de sol e os feriados que ainda temos até o ano acabar.

Embora o planejamento seja uma delícia, é essencial que algumas preocupações não sejam deixadas de lado, a fim de evitar qualquer imprevisto e acidentes. E esses cuidados devem ser redobrados se o seu animalzinho de estimação estiver nos planos de viagem, pois existem várias decisões e medidas a serem tomadas para garantir total conforto e o mínimo estresse ao seu amiguinho.

No intuito de te ajudar nessa tarefa, o médico veterinário da marca Max, Marcello Machado, listou alguns cuidados essenciais antes de cair na estrada. Confira:

Transporte de pets

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O primeiro passo para planejar sua viagem com seu melhor amigo, é pensar em qual tipo de transporte irá usar e o que deve fazer para incluir animalzinho nessa viagem.

Para viajar de carro com seus pets, faça uma espécie de treinamento, acostumando os bichinhos a andarem de carro. Algumas lições básicas de adestramento também podem ajudar a manter seu fofuxo tranquilo durante a viagem e distraí-lo. Além disso, com algumas técnicas poderá respeitar o local designado a ele e pedir para sair para um passeio em caso de necessidade.

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Não se esqueça de levar os brinquedos que ele mais gosta e, principalmente, da segurança: cães devem usar cintos de segurança e os gatinhos precisam ser transportados em caixas apropriadas.

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Cachorros grandes podem viajar no porta-malas, desde que tenham rede de proteção. Jamais deixe-o sem esses cuidados. Além de você receber uma multa, o seu cão ainda corre perigo.

Hospedagem

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Busque um hotel ‘pet friendly’, ou seja, onde é permitida a entrada de animais de estimação. É importante entrar em contato antes para saber quais são as exigências, como, por exemplo, os atestados de vacinação e tratamentos contra pulgas e carrapatos.

Vacinação

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Foto: Cityofchicago

Fique atento à carteirinha de vacinação do seu bichinho. Todas as doses devem estar em dia para que ele não corra riscos. É importante também buscar contatos de veterinários que atendam no lugar onde irá, assim, estará preparado caso ocorra algum imprevisto.

Não esqueça de levar o atestado de vacinação, os remédios que ele costuma tomar e os medicamentos para casos de emergência.

Alimentação e água

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Planeje paradas a cada duas ou três horas e tenha bastante água. Afinal, os cães sofrem mais com o calor do que nós e precisam ficar hidratados. Leve também uma quantidade suficiente da ração que ele está acostumado a comer para os dias que ficarão longe de casa.

Seguindo estas dicas, o sucesso da sua viagem será garantido. Agora é só aproveitar e tirar várias fotos com o seu amigão.

Fonte: Total Alimentos

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Raiva: o que é e como prevenir

Especialistas explicam como evitar a doença que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC)

Muito se fala sobre a raiva, uma doença grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC), mas dificilmente encontramos pessoas que realmente sabem como ela é transmitida, quais são seus sintomas e como prevenir.

Transmitida por meio da saliva de animais infectados, que pode entrar em nosso corpo por meio de uma mordida ou até mesmo após lambedura de uma lesão já existente na pele, o vírus pode viajar até o cérebro humano, causando inchaço ou inflamação.

“O tempo entre a transmissão e o aparecimento da infecção pela raiva é de, em média, 45 dias. os principais sintomas são febre, babar em excesso, dor ou sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda de sensibilidade ou força em uma área do corpo, espasmos musculares, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir e até mesmo convulsões”, explica Marianna Lago, infectologista do Docway.

Segundo a especialista, caso uma pessoa seja mordida por um animal desconhecido é importante manter a calma e obter o máximo de informações sobre ele. Isso vai facilitar muito o tratamento. A ferida deve ser limpa com sabão e água e um médico deve ser procurado para que sejam realizadas as medidas necessárias. “Se houver risco de raiva, o paciente receberá uma série de vacinas preventivas”, explica a especialista.

As vacinas são aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG). “Ele é administrado no dia do acidente, se a probabilidade do animal apresentar raiva for muito alta”, detalha Marianna.

Mesmo não existindo um tratamento efetivo conhecido para raiva, a vacina antirrábica ainda é a melhor maneira de se prevenir o contágio. “E mesmo nessa situação delicada, se possível, entre em contato com o controle de animais para que aquele animal seja capturado de forma segura e caso haja suspeita de raiva, ele possa ficar em observação e receber o tratamento adequado”, aconselha.

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Pixabay

Os animais e a raiva

Quanto aos animais que transmitem a doença, Jueli Berger, veterinária da EsalPet, explica que qualquer mamífero pode ser infectado pela raiva, que afeta o sistema nervoso central e pode levar o animal a óbito em apenas alguns dias após a contaminação. Mas os principais transmissores são animais silvestres como morcegos, gambás e macacos, além de cães, gatos, bovinos, suínos, caprinos, ovinos e equídeos.

Segundo Jueli, nos animais a doença tem um período de incubação que pode variar de 15 dias a dois meses e pode se manifestar de duas formar: a furiosa e a muda. “A furiosa, que é a mais comum, apresenta três fases de sintomas”, detalha a especialista. Na primeira, que costuma durar cerca de três dias, o animal contaminado apresenta mudança de comportamento, esconde-se em locais escuros, não obedece e tem momentos de agitação.

Na segunda fase, o pet começa a se mostrar extremamente agressivo, mordendo e atacando, e sendo comum, inclusive, a automutilação, além de apresentar salivação intensa e latido rouco devido à paralisia dos músculos de deglutição e das cordas vocais causados pela doença. Na fase final, o animal tem convulsões generalizadas, falta de coordenação motora e paralisia do tronco e membros que geralmente após 48 horas evolui para óbito.

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Já na forma muda, o animal se torna melancólico e calmo demais, esconde-se em locais escuros, não come, não late, não responde aos chamados do dono e, também, apresenta paralisia gradativa dos músculos. “A melhor maneira de prevenção é a imunização adequada. Animais domésticos devem receber uma dose anual da vacina, para que não corram riscos”, completa a veterinária.

 

Pets também precisam de cuidados com a saúde oral

Assim como nós precisamos ter cuidados com a saúde oral, cães e gatos também necessitam de cuidados que incluem higienização bucal e consultas regulares ao odontologista veterinário. Com isso, são evitados problemas como doenças periodontais e mau hálito. Para alertar os tutores sobre os cuidados que devem ser observados, a Virbac, empresa multinacional francesa dedicada exclusivamente à saúde animal, promove uma campanha sobre saúde oral dos pets, durante o mês de maio.

Entre as ações estão a divulgação de vídeos nas redes sociais da marca, como Instagram e Facebook , ciclo de palestras no aplicativo Vetsmart e abordagens específicas da equipe Virbac junto aos médicos veterinários.

O problema bucal mais comum em cães e gatos é a doença periodontal. Definida como a inflamação de estruturas como gengiva, ligamento periodontal, cemento e/ou osso alveolar, apresenta diversos graus de intensidade e tem como principal causa a placa bacteriana.

“No início, a placa pode provocar uma leve inflamação da gengiva, a gengivite que, se não for tratada, pode evoluir para uma periodontite grave, com reabsorção do osso alveolar e perda de dentes. Além disso, o acúmulo de bactérias pode cair na corrente sanguínea e levar a alterações sistêmicas”, alerta Ricardo Cabral, médico veterinário da Virbac. Nesses casos, a doença é irreversível.

Examining mouth and tongue of Red Tabby female cat, Glenda
Warren Photographic

Outro problema comum é o mau hálito, provocado pelo aumento do número de bactérias que causam o cheiro desagradável. Nessas situações, é recomendado o uso de xilitol, um tipo de açúcar que, quando misturado com a água, pode ser consumido pelo pet e ajuda a controlar o crescimento das bactérias.

“Porém, a medida é apenas paliativa, exigindo a adoção de higienização oral mais completa, com escovação e visitas periódicas ao médico veterinário especialista”, afirma Cabral. De acordo com ele, outras causas da halitose, como também o problema é conhecido, são alterações gástricas e endócrinas. Por isso, se o problema persistir, é fundamental procurar a avaliação de um médico veterinário.

Como escovar

Cabral explica que a escovação deve ser diária, pois as bactérias presentes na boca do animal podem se multiplicar e formar uma placa. Mas, como nem sempre isso é possível, ele recomenda que a higienização seja feita, no mínimo, uma vez por semana.

cachorro escova dentes

O mercado oferece diversas opções de escovas de dentes específicas para cães e gatos, com cerdas anatômicas e cabo mais alongado. Podem também ser utilizadas dedeiras de silicone ou gaze e, com os dedos, percorrer toda a superfície dental dos animais. “A pasta dental deve ser exclusivamente de uso veterinário, pois os cremes dentais humanos são ricos em flúor e sabões que, quando engolidos pelos animais, podem provocar problemas de saúde”, alerta.

Muitos tutores substituem a escovação dando petiscos para o seu pet. Segundo Cabral, é preciso ficar atento ao tipo de produto utilizado. “Petiscos resistentes, em formatos específicos, têm abrasividade que ajuda na remoção da placa bacteriana. No entanto, dependendo da textura e do tamanho, ele pode não ser resistente o suficiente para causar esta abrasividade e, o que é pior, acaba se acumulando nos dentes. Além disso, podem ser muito calóricos, prejudicando programas de perda e manutenção de peso de cães obesos”, explica.

O que usar na higiene bucal

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A Virbac oferece uma linha completa de produtos para cuidar da saúde bucal dos animais, composta por enxaguante, pasta dental e tiras mastigáveis. O Aquadent é indicado para controlar o mau hálito, dificultando a organização e proliferação das bactérias que formam a placa. A base de xilitol, o produto deve ser misturado com a água que será consumida pelo pet – 5 ml de produto a cada meio litro de água, que deve ser trocada a cada 24 horas.

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Para a escovação, a opção é a CET Pasta Enzimática, que auxilia no controle da placa bacteriana que origina o tártaro.

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E, para os dias em que não for possível realizar a escovação, o tutor poderá dar ao seu cão as tiras mastigáveis CET Veggie Dent. Especialmente desenhadas para proporcionar ação mecânica de limpeza, são altamente palatáveis e contêm em sua fórmula proteína de soja e farelo de milho, o que torna o produto saudável e saboroso.

Informações: Virbac

Saiba como evitar doenças que afetam os olhos dos pets

Além da conjuntivite comum na época de tempo seco, veterinária da Petz explica sobre a importância do diagnóstico precoce para problemas como glaucoma e catarata, que podem cegar

Tropeçar e bater em objetos, olhos vermelhos e lacrimejantes, aumento de secreção, piscar compulsivamente e dores na região ocular são sinais de que alguma coisa não está bem com os pets. A veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia da Petz, explica que além da conjuntivite, comum nesta época de tempo seco, doenças graves como o glaucoma e catarata também afetam os pets. Por isso, a consulta veterinária todos os anos é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a doença mais séria, porque normalmente o dono só consegue perceber quando o pet já está cego. Na maioria das vezes é uma doença dolorida na sua fase aguda e precisa ser diagnosticada e medicada o quanto antes. A catarata também pode cegar, porém na maioria das vezes, é resolvida com a cirurgia e o animal pode recuperar totalmente a visão. O quanto antes diagnosticada, melhor o sucesso da cirurgia”, afirma Natalie.

gato no veterinario pixabay

Para o diagnóstico de uma doença ocular, o veterinário oftalmologista precisa examinar e fazer todos os testes: teste de fluoresceína, teste de schirmer, fundo do olho, pressão ocular. Os tratamentos são vários, depende do problema que o pet apresenta. Muitas doenças são tratadas com antibióticos, lágrimas artificiais, outras com procedimentos cirúrgicos.

Entre as raças mais propícias a terem problemas estão as braquicefálicas, de focinho achatado, como pug, shih tzu e buldogues, por apresentarem o bulbo ocular maior e a órbita mais rasa.

Prevenção

Além da visita ao veterinário oftalmologista duas vezes ao ano, Natalie orienta o uso de xampu específico só na cabeça, para não arder os olhos. E quando for passear de carro, não deixar que o pet fique com a cabeça para fora da janela, assim evita um ressecamento da córnea e as úlceras. Manter os pelos ao redor dos olhos limpos e curtos, ou se forem longos, manter de forma que não entrem dentro dos olhos.

gato no veterinario colirio

Outra dica é acostumar desde cedo a limpeza dos olhos com gaze e água filtrada ou soro fisiológico. Assim, caso um dia precise usar colírio ou pomada, o pet já está adaptado com a manipulação nessa região.

As doenças oculares nos pets

1 – Úlceras de córnea são feridas que ocorrem por trauma, bactérias e fungos.

2 – Ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma doença ocular comum em cães, caracterizada pela deficiência da parte aquosa do filme lacrimal, na qual resulta em ressecamento, inflamação da conjuntiva e até pigmentação da córnea.

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3 – Distiquíase são cílios que nascem em lugar que não deveriam existir (rima palpebral) e podem ficar em contato com a córnea.

4 – Entrópio – inversão das pálpebras, que ficam em contato com a córnea, podendo causar úlceras.

5 – Glaucoma é uma neuropatia óptica que pode ocorrer o aumento da pressão intraocular.

6 – Catarata é a opacidade do cristalino, ou seja, da lente do olho que pode comprometer a visão.

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Foto: Warren Photographic

7 – Conjuntivite – com o tempo seco, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Fonte: Petz

Briga entre cães: dicas para reconciliar os peludos

Cuidar de mais de um cachorro em casa nem sempre é uma tarefa fácil. São diversos os motivos que podem levar os peludos a brigarem entre si. Os mais comuns são: posse (do tutor, de comida ou de algum objeto) e estresse, que pode ser causado pela falta de socialização, de espaço, de interação com o tutor e de atividade física.

Muitas vezes é possível identificar antes mesmo da briga ocorrer e evitar o desastre. Mas quando a situação foge do controle é preciso tomar atitudes positivas para que este tipo de confronto não volte a acontecer. Pensando nisso, Ingrid Stein, da DogHero, plataforma que conecta mães e pais de cachorro a anfitriões que hospedam os pets em casa, separou algumas dicas. Confira:

1. Descubra o gatilho

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Foto: Warren Photographic

Sabendo a causa das brigas, fica mais fácil modificar o ambiente e diminuir as chances de novos confrontos. “Isso é muito importante, porque quanto mais os cães brigam, maior será a tensão entre eles. E, conforme vão ficando “melhores” nas brigas, mais difícil será para eliminar esse comportamento”, explica Ingrid;

2. Coloque-os para gastar energia

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Mantenha uma agenda regrada de exercícios diários com os cães juntos, um do lado do outro. É fundamental que a atividade seja suficiente para drenar a energia deles e que a atenção seja igual para todos;

3. Imponha limites

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Treinos de obediência e imposição de regras e limites são dois pilares fundamentais para o bom comportamento. Desse modo, você consegue ter o controle da situação e eles compreendem claramente como se comportar. Procure a ajuda de um adestrador profissional;

4. Fala associação positiva

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Foto: Petfinder

É importantíssimo que você sempre associe a presença do outro cão a algo positivo. Não incentive disputas – inclusive por ciúmes do tutor. Se possível, o ensine um novo comportamento frente àquele agressor;

5. Aplique a técnica

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Fotos: Warren Photographic

Separe-os, ambos na coleira, com a guia curta e cada um controlado por uma pessoa – elas devem ficar lado a lado a uns três passos de distância, mantendo os cães nas laterais opostas. A ideia é mantê-los perto um do outro sem que fiquem se encarando. Sempre que estiverem calmos, sem rosnar ou se importar com o outro, ofereça petiscos e palavras de incentivo para frisar que a companhia do outro é positiva.

Após alguns minutos fazendo esse exercício, é possível caminhar com eles lado a lado, mantendo a mesma conduta de não deixar eles se olharem fixamente, até que a presença do outro cão não seja mais um incômodo.

O próximo passo é colocar um para cheirar o bumbum do outro. Segure a guia curta para que não briguem e ofereça petiscos para aquele que está sendo cheirado. Quando os animais estiverem à vontade com esses exercícios, tente deixá-los com a guia frouxa. Permita que eles se aproximem um do outro e se movam mais naturalmente.

Faça isso apenas se sentir seguro. Quando achar que estão prontos, coloque os cães para fazer atividades juntos: brincadeiras, passeios, natação. É importante que esse treino seja feito com muita segurança e consistência. Às vezes, essa aproximação pode levar semanas e, em alguns casos, é necessário contar com um profissional para guiar o processo.

6. Atenção à saúde

veterinario cachorro
Mudanças bruscas de comportamento nos cães, como ficar mais irritadiço, podem significar problemas de saúde. Cães com dor, por exemplo, tendem a ficar menos tolerantes à aproximação. Nesses casos, é fundamental a visita a um veterinário;

7. Castração

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Foto: Warren Photographic

A castração pode ser uma boa opção para cães que brigam por disputa de território (machos) ou por cio (fêmeas). “A testosterona é produzida nos testículos e é um hormônio intimamente relacionado com a agressividade. Na castração é feita a retirada do testículo e portanto os níveis desse hormônio caem consideravelmente e os animais ficam menos agressivos”, finaliza Ingrid.

Fonte: DogHero

Pet envenenado: atendimento de emergência em clínicas veterinárias

Saber lidar com um animal envenenado é de suma importância para todos os tutores. Infelizmente, o envenenamento de pets não é uma ocorrência incomum

O cães não estão suscetíveis apenas à maldade de alguns humanos, que podem cometer essa crueldade propositalmente, mas também aos perigos que se encontram dentro de nossa própria casa.

Além do envenenamento causado por venenos, como os normalmente utilizados contra roedores e baratas, os animais podem se intoxicar com produtos de limpeza, medicamentos (tanto humanos como veterinários), alimentos e, até mesmo, plantas aparentemente inofensivas. Por essa razão, é necessário mantê-los longe do alcance deles.

Quais sintomas um animal envenenado pode apresentar?

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Os sintomas podem variar de acordo com o porte do animal, a via de envenenamento (tópica ou oral) e a substância causadora da intoxicação. No entanto, é importante ficar alerta para os seguintes sinais:

=salivação excessiva; vômitos e diarreias que podem ou não conter sangue;
=pupilas dilatadas ou muito contraídas, tremores, paralisias, convulsões, dificuldade de movimentação e desorientação; apatia;
=dor; febre; sangramentos; sede excessiva; micção excessiva;
=dificuldade de respiração; tosse; alteração na cor das mucosas (língua azulada por exemplo);
=inchaços e vermelhidão na pele.

Como agir em casos de envenenamento?

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Pixabay

O primeiro passo é, sem dúvidas, acionar um veterinário o quanto antes. A agilidade no atendimento faz toda a diferença nesses casos.

Lembre-se de não oferecer nenhum tipo de alimento ou água para o animal, pois algumas substâncias podem potencializar o efeito do veneno em vez de retardá-lo. Caso a intoxicação tenha ocorrido por via tópica, é importante lavar o local com muita água à temperatura ambiente e eliminar o agente do corpo do cão.

Se o veneno for identificável, guarde o frasco e leve-o consigo ao veterinário. Caso esteja se comunicando por telefone com o médico responsável, informe a ele qual foi a substância causadora, para que o antídoto correto seja administrado o mais rápido possível.

É muito importante manter a calma em caso de envenenamento, e não colocar a própria saúde em risco. Portanto, usar luvas para evitar o contato direto com a substância, remover o animal do local da intoxicação etc, enquanto o contato com o médico veterinário é realizado, é de grande importância.

Como funciona o atendimento emergencial?

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O diagnóstico de envenenamento é baseado nos sinais clínicos, no histórico do animal e em alguns testes laboratoriais, como exames de sangue e de urina. O médico veterinário avaliará os parâmetros anteriormente descritos como: estado de consciência, frequências respiratória e cardíaca, diâmetro pupilar, temperatura corporal e pressão arterial,

Como muitas vezes o agente causador não é conhecido, o tratamento emergencial consiste, primeiramente, na estabilização dos sinais vitais do animal.

Nessa fase, as funções respiratórias e cardíacas são controladas com a administração de oxigênio e de fluidos. Outros procedimentos feitos incluem: indução do vômito, utilização de carvão ativado, lavagem gástrica e aumento da metabolização, para que tudo seja excretado rapidamente.

Quando o veneno é conhecido, o antídoto é dado. Em casos de intoxicação tópica, a higienização correta do local é feita.

É importante ressaltar que nenhum destes procedimentos deve ser realizado pelo tutor em casa sem orientação do médico veterinário, afirma Livia Romeiro do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

Em seguida, caso seja necessário, o animal será monitorado e medicado. Exames posteriores podem ser requisitados para avaliar o estado geral de saúde do pet, e a internação pode ser recomendada em alguns casos.

Os cães são animais curiosos, exploradores e que adoram brincar com objetos diferentes, o que os torna alvos mais comuns do envenenamento.

Os gatos, devido sua natureza mais “reclusa” costumam ser intoxicados por seus tutores, que, inadvertidamente, administram medicamentos, ou mantem plantas tóxicas em casa. Mais uma vez, é importante consultar o médico veterinário quando houver dúvidas neste tópicos.

cachorro e gato

Mantenha os perigos longe dos cães e gatos! Em caso de suspeita de envenenamento, corra imediatamente para um veterinário. A rapidez pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte.

Fonte: Vet Quality 

 

Fungos podem causar sérios problemas aos animais de estimação

Olá, escrevo antes da matéria para avisar que criei um novo blog para tratar apenas dos temas pets, animais de estimação, natureza, meio ambiente, comportamento: Se meu pet falasse. Vou começar a postar esses assuntos por lá, portanto, se tiver interesse, comece a seguir clicando aqui. Os demais assuntos continuam por aqui. Obrigada.

 

Animais domésticos, como cães e gatos são frequentemente afetados por micro-organismos, principalmente fungos. O que muita gente não sabe é que esses fungos são muito comuns.

Um estudo divulgado na revista PLOS Pathogens, publicação científica americana, abordou a esporotricose, uma das doenças mais graves causadas por fungo e que atinge principalmente gatos. Segundo a revista, o aumento do número de casos da doença aumentou no Brasil, e o fungo se mostra presente na epiderme, na derme, no colágeno, nos músculos e até nos ossos dos animais. Além disso, ele pode acometer até mesmo  os órgãos internos, agravando o quadro clínico do animal.

Grande parte dos fungos dos animais pode ser transmitido para humanos, o que pode provocar doenças chamadas de dermatofitoses ou micoses. Os sinais comumente apresentados por cães e gatos acometidos por fungos são: queda de pelo, prurido, descamação e lesões na pele e até mesmo processo inflamatório da região afetada, ocasionando perda da qualidade de vida.

gato esporotricose Foto Isabella Dib Gremião
Gato com esporotricose – Foto: Isabella Dig Gremião

Esses microrganismos podem ser encontrados em carpetes, almofadas, travesseiros, cama, e se alimentam de tecidos mortos, como a pele.

A veterinária Bruna Ronchezi, que trabalha como clínica na Provet em São Manuel, interior do Estado de São Paulo, alerta sobre os efeitos prejudiciais dos fungos em animais: “Dos atendimentos dermatológicos realizados por mim, um a cada cinco animais apresenta doença fúngica, associada ou não a outras afecções de pele. Além disso, as afecções causadas por fungos podem ser transmitidas aos humanos, ao que se dá o nome de zoonoses”.

Além de fungos, os animais podem sofrer com doenças respiratórias, assim como os humanos, devido à alta umidade relativa do ar. Para sobrevivência e proliferação de fungos é necessário que a umidade esteja acima de 70%, o que agrava bronquites, asmas e outras doenças em cães e gatos.

Mas afinal a grande pergunta é: como prevenir meu melhor amigo deste desconforto?

O excesso de umidade é prejudicial tanto aos humanos quanto aos animais. Hoje em dia, é muito comum animais tomarem banhos em pet shop, mas é importante notar que nem sempre saem de lá com o pelo totalmente seco, regiões mais úmidas como orelhas, cauda, face e barriga não ficam 100% secos.

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Para prevenção, o controle de umidade no ambiente do animal é importantíssimo. O desumidificador de ar é indicado, pois mede e retira do ar somente a umidade em excesso, garantindo um ar de qualidade e evitando a proliferação e sobrevivência dos fungos.

Com o controle da umidade, você previne que os fungos voltem a interferir na qualidade de vida do seu companheiro. Lembre-se: caso seu animal esteja com fungos, procure por um veterinário para o tratamento adequado.

Fonte: Thermomatic

 

Chegada do frio exige mais cuidados com os animais de estimação

Olá, escrevo antes da matéria para avisar que criei um novo blog para tratar apenas do tema pets, animais de estimação, natureza, meio ambiente, comportamento: Se meu pet falasse. Vou começar a postar esses assuntos por lá, portanto, se tiver interesse, comece a seguir clicando aqui. Os demais assuntos continuam por aqui. Obrigada.

Nas estações mais frias do ano as pessoas mudam naturalmente seus hábitos, passam a se cuidar mais para manterem-se aquecidas e assim evitar doenças. Mas muita gente esquece – ou desconhece – que estas mesmas preocupações devem se estender aos animais de estimação.

O médico veterinário Luciano Granemann e Silva, diretor da Clínica e Hospital 24 horas Cão.com, de Florianópolis, explica que o primeiro cuidado é manter as vacinas em dia (devido à queda na imunidade), inclusive a da gripe. Além disso, é preciso ficar atento a questões como ingestão de água, alimentação, local de dormir, aquecimento corpóreo, passeios na rua, banho, tosa, entre outros.

“São atitudes simples, mas que podem evitar sofrimentos desnecessários e enfermidades nos cães e gatos como problemas nos rins devido à redução no consumo de água ou dores nas articulações por causa do frio. Da mesma forma, aumenta a incidência de alergias e doenças respiratórias, como rinite, bronquite, pneumonia e asma, sendo essa última mais comum em gatos”, afirma Luciano.

Se for percebido algum sintoma, o correto é procurar o quanto antes um profissional veterinário para fazer uma avaliação e repassar as orientações necessárias, antes que o quadro se agrave.

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“A atenção deve ser ainda maior com os animais de pelo curto, raças pequenas, filhotes e idosos, pois estão mais propensos aos efeitos da queda de temperatura”, alerta o médico veterinário. Segundo ele, todos os anos, nesta mesma época, ocorre aumento no número de atendimentos de enfermidades relativas ao frio na clínica Cão.com. “Mais de 50% dos casos que recebemos têm esta característica”, afirma.

Para evitar problemas com seus pets no inverno, Luciano dá algumas dicas de prevenção e cuidados básicos:

15 Dicas para cuidar do seu pet no inverno

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1 – Como identificar se está com frio – o primeiro passo para garantir o conforto e a saúde de cães e gatos no inverno é saber identificar se estão com frio. Para isto basta observar o comportamento deles, se estão procurando locais para se aquecer como: a base do fogão, o cantinho do motor da geladeira, as pernas dos seus tutores ou subindo no sofá e na cama.

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2 – Alimentação – para manter a saúde dos pets nos meses frios uma boa alimentação é fundamental. É preciso que se alimentem com mais frequência, criando um lanchinho extra, principalmente nos horários em que está mais frio. Existem formas de estimular o apetite deles, como oferecer alimentos mais apetitosos e com texturas. Alguns bichinhos preferem comidas secas e duras, outros gostam de mais úmidas. Então a dica é conhecer bem o gosto do seu pet e caprichar no cardápio.

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3 – Roupas e caminha – dentro de casa os cães geralmente não necessitam de roupas. Mas no caso dos mais friorentos e com pelo curto, podem-se usar casaquinhos e jaquetinhas, que deixam eles ainda mais charmosos. E muitos deles adoram! Evite peças de lã e dê preferências para as 100% algodão. Opte por tecidos leves e modelos confortáveis. Mas se o cão se sentir incomodado, melhor não usar. Já a caminha deve ser isolada do piso frio.

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Foto: Eastday

4 – Aquecedor – se for usar aquecedor é preciso tomar algumas precauções. Em espaços muito pequenos existe o risco dos animais se queimarem. Atenção também à umidade porque o aquecedor tende a ressecar bastante o ambiente, o que é prejudicial à saúde dos bichinhos.

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Pixabay

5 – Passeios – os passeios devem ser mantidos mesmo no inverno. Mas evite os horários mais frios e dias de chuva e vento. Cuidado também com os dias ensolarados, quando não dever ser esquecido o protetor solar caso seu animal costume fazer uso (principalmente cães de pele clara).

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6 – Locais fechados – evite ficar com o seu pet em locais fechados e com pouca ventilação, onde haja outros animais, pois existe o risco de contaminação.

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7 – Água – um dos principais problemas do inverno é que os animais reduzem a ingestão de água, o que pode causar desidratação. A saída então é incentivar o consumo, trocando a água com mais frequência e colocando os recipientes próximos ao local onde dormem. Os animais também devem praticar mais atividades físicas, o que estimula naturalmente a ingestão de água. Outra dica é adicionar líquido à ração ou optar por alimentos específicos para isto. No caso de gatos, vale à pena investir numa fonte.

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8 – Vacinas e vitaminas – uma boa forma de prevenção é a vacina contra a gripe, que deve ser tomada de preferência entre os meses de março e abril, antes da chegada do inverno. Quanto às vitaminas, normalmente não são necessárias, mas é uma tendência de mercado e tem crescido bastante esta demanda. Mas só devem ser utilizadas com orientação veterinária, pois o excesso pode ser prejudicial.

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9 – Tosa – o indicado é manter a pelagem do animal mais alta, pois é uma proteção natural contra o frio. A tosa deve ser feita no início do outono para durar todo o inverno, bastando nos meses seguintes aparar e escovar os pelos. Faça apenas a tosa higiênica.

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10 – Dormir com tutor – muitos tutores não resistem ao aconchego de dormir com seu pet nos dias frios, mas este hábito não é recomendado por uma questão de educação, hierarquia e controle social. Mas se o animal estiver bem cuidado, com as vacinas e vermífugo em dia, e não tiver problemas de pele ou outra doença contagiosa, tudo bem.

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11 – Banhos – banhos em excesso retiram a proteção natural da pele dos animais. Por isso, a recomendação é que tomem banho de uma a duas vezes por mês, no máximo. Isto vale tanto para cães como para gatos (mas se o felino não for acostumado a tomar banho, não é recomendável). Mas é preciso ficar atento à temperatura da água e do secador, que não pode ser muito elevada. E deve-se esperar pelo menos 20 minutos para o animal ir para a rua, para evitar choque térmico.

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12 – Sintomas da gripe – fique de olho no seu animalzinho e atento a qualquer sintoma de gripe. Os principais são: tosse, espirro, abatimento, dificuldade respiratória, corrimento no olho ou nariz e alteração na respiração.

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13 – Alergias e doenças de pele – espirros em cães e gatos e nariz escorrendo podem ser sinais de alergias. A recomendação é que donos observem se esses sintomas não estão associados a alguma mudança recente na casa, como uma coberta, tapete ou roupinha nova. Em alguns casos, eliminando a causa, os sintomas logo desaparecem. É importante também manter a casa ventilada e livre de umidade. O ressecamento da pele é outro problema comum, cujos sintomas são coceiras em diferentes partes do corpo e lambidas nas patas.

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14 – Cães idosos e filhotes – estes são os dois grupos de maior risco de enfermidades no inverno porque têm capacidade menor de conservar a temperatura – e no caso dos filhotes, gastam energia muito rápido. Por isso, com eles todos os cuidados citados acima devem ser redobrados.

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15 – Cães de guarda – estes, ao contrário, são mais resistentes ao frio, mas mesmo assim precisam de um lugar para ficar abrigados das baixas temperaturas, da chuva e do vento. O ideal é uma casinha de madeira, com chão elevado e protegida da chuva e correntes de ar. Eles não costumam gostar de colchonetes, que tendem a destruir e dormir no chão.

Fonte: Clínica e Hospital 24 horas Cão.com

Médicos-veterinários dão dicas para prevenir a gripe em pets

 

Grandes variações de temperatura e baixa umidade do ar, situações frequentes no outono e também no inverno, fazem com que a incidência de doenças respiratórias em cães aumente nesta época do ano.

Por isso, é importante manter os pets aquecidos e abrigados, especialmente nos dias mais frios, como sugere o médico-veterinário Rodrigo Mainardi, presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP). “É interessante manter os animais em áreas cobertas e longe de corredores de vento, para tentar amenizar as mudanças bruscas de temperatura.”

Deixar os cães em lugares fechados, onde não há circulação de ar, ou em locais com grande concentração de animais, como creches, canis e abrigos, também favorece a transmissão de viroses, explica a médica-veterinária Rosangela Gebara, membro da Comissão Técnica do Bem-Estar Animal do CRMV-SP.

“Quase todos os cães são suscetíveis à infecção da gripe canina e a doença tende a se espalhar mais facilmente entre os animais que ficam alojados em um mesmo local” observa a médica-veterinária.

Há dois tipos do vírus Influenza A que causam gripe em cães – o H3N8 e o H3N2. “Esses vírus causam a doença em cães, mas não em seres humanos” enfatiza Rosangela. A gripe canina pode ser transmitida por meio de tosse e espirros de cães infectados e também por cães não infectados que entraram em contato com objetos contaminados.

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Sintomas

Mainardi explica que, como na gripe humana, coriza, tosse seca e apatia são os primeiros sintomas observados nos animais gripados. Mas eles também podem apresentar espirros, febre e falta de apetite. “Como muitas doenças graves nos cães também são virais e possuem esses mesmos sinais, assim que o tutor perceber os sintomas é recomendável a visita ao médico-veterinário”, orienta.

Rosangela ressalta que a maioria dos cães melhora após duas ou três semanas. “Dependendo da gravidade dos sintomas e do status imunitário do animal, ou seja, se for um animal muito jovem, idoso, com a imunidade baixa ou com alguma outra doença concomitante, a gripe pode piorar”, diz. Nesse caso, o animal pode ter uma infecção bacteriana secundária e desenvolver uma pneumonia, que pode se agravar e levar o animal à morte se não for tratada.

Cuidados

Se o cão estiver com gripe é importante mantê-lo bem hidratado, disponibilizando água fresca em diversos pontos da casa. A médica-veterinária também recomenda reforçar a alimentação. “Animais gripados necessitam de um maior aporte calórico para enfrentar a infecção, portanto devemos oferecer alimentos mais palatáveis e em maior frequência e quantidade.”

Também é importante evitar ao máximo dar banhos no animal doente. Se for realmente necessário, o mais indicado é dar banhos rápidos, com água morna, lembrando de secar bem o pelo do animal.

Quanto aos passeios, deve-se seguir a rotina do animal, evitando, no entanto, exercícios muito intensos, passeios na chuva ou nas horas do dia em que a temperatura esteja muito baixa. “Os passeios diários, seguindo o ritmo do cão, são benéficos e não devem ser cortados, só se for por recomendação médica-veterinária” diz Rosangela.

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Para Mainardi, os cuidados variam de animal para animal, por isso é importante que o tutor siga as orientações do profissional que acompanha o pet. “Em alguns casos o médico-veterinário pode prescrever anti-inflamatórios e/ou xaropes com anti-histamínicos para melhorar os sintomas da tosse e coriza” esclarece Rosangela.

Roupas, assim como caminhas, casinhas, potes de água e de comida não devem ser compartilhados com outros animais enquanto o cão estiver doente. “Como em toda gripe, a transmissão é fácil e rápida, portanto o isolamento do animal também é recomendado” complementa Mainardi.

Prevenção

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Existem vacinas que protegem contra o vírus da parainfluenza canina. Essas vacinas devem ser aplicadas, de forma preventiva, em filhotes a partir das oito semanas de vida e repetidas anualmente, seguindo sempre a recomendação do fabricante e do médico-veterinário. Geralmente são vacinas de aplicação intranasal e que protegem também contra Adenovírus Canino Tipo 2 e Bordetella bronchiseptica, uma bactéria que pode causar bronquite.

“As vacinas só devem ser aplicadas por um médico-veterinário e somente em animais saudáveis. Não se deve vacinar animais enfermos, subnutridos, parasitados ou sob condições de estresse”, alerta a médica-veterinária.

Outras medidas podem contribuir para evitar que o animal fique gripado:

• evitar passeios em dias muito frios;
• não deixar o cão dormir ao relento, protegendo-o de correntes de ar e intempéries;
• colocar cobertores nas casinhas e roupas para mantê-los aquecidos nos dias frios. Os tutores devem priorizar o uso de roupinhas confortáveis e que não restrinjam a movimentação do animal;
• manter o cão bem hidratado;
• oferecer uma quantidade maior de alimentos e que sejam mais agradáveis ao paladar, a fim de manter a imunidade do animal.

Fonte: CRMV-SP

Medicina Veterinária da FAM usará animal sintético em aulas

O processo seletivo da FAM para o segundo semestre está a todo vapor. O curso de Medicina Veterinária está disponível para os alunos que pretendem ingressar na carreira. E o futuro veterinário tem desconto de 15% no primeiro semestre.

Porém, o grande diferencial da FAM está nas aulas práticas em relação à maioria das concorrentes: o uso de um cachorro sintético. Este é o primeiro modelo no país, o sistema vascular do “cachorro” possui uma bomba controlada eletronicamente que simula os batimentos cardíacos do animal.

Tudo parece tão real no laboratório que o animal até sangra durante os procedimentos. O microprocessador que controla a frequência dos batimentos pode ser acionado e modificado via Wi-Fi, a partir de um aplicativo no tablet à disposição dos alunos. É importante destacar que, o modelo sintético, em diversas ocasiões, é melhor para se estudar do que um cadáver real.

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Uma opção ética para alunos que não querem usar animais durante os estudos, uma tendência que vem crescendo no mundo.

No segundo semestre, o aluno conta com outras novidades dentro do escopo de cursos como: música, farmácia e engenharia de transportes. Caso o aluno chegar à FAM transferido de outra faculdade, a instituição oferece até 50% de desconto na mensalidade.

Informações: FAM