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Verão: cães e gatos precisam de mais cuidados com alergias e hidratação

Os dias muito quentes já começaram e os cães e gatos sofrem com as temperaturas elevadas. É nesta época do ano que incidências, como doenças dermatológicas e alergias, aumentam consideravelmente.

Alguns cuidados especiais precisam ser tomados para que seu pet não sofra com o calor, por isso, o médico veterinário e gerente Técnico Nacional da Total Alimentos, Marcello Machado, dá algumas orientações.
1. Alimentação

gato comendo pixabay

No verão, o metabolismo dos pets fica mais lento e ele gasta menos energia para o funcionamento do organismo. Logo, cães e gatos tendem a comer menos no calor. Mas não é só isso: os cães e gatos procuram as horas mais frescas do dia para se alimentar, por isso o ideal é que o tutor forneça o alimento pela manhã ou à noite.

Algumas pessoas, principalmente as que têm gatos, acreditam que o pet não está se alimentando, mas na verdade o gatinho está comendo durante a madrugada, pois tem hábitos noturnos e também prefere a temperatura mais baixa da noite para comer.
“É importante lembrar que, incentivar a alimentação não significa deixar a ração do pet disponível a todo o momento. O alimento exposto pode oxidar, por causa do calor e da umidade, e ficar rançoso”, orienta Machado.

2. Banho

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Foto: Amanda Cullingford/Pixabay

No verão, o ideal é que o tutor dê banhos nos cães de 15 em 15 dias. Mesmo que seja refrescante, o excesso de banho retira a proteção natural da pele e os expõe à alergias, fungos e doenças dermatológicas, que são ainda mais frequentes nos períodos quentes. Se o animal estiver com mau odor, o banho até pode ser realizado semanalmente, mas é importante lembrar dos cuidados, como manter a água morna a fria, realizar num local sem vento e de preferência em dia de sol.

Já os gatos fazem a auto-higiene por meio de várias lambidas pelo corpo. “O que pouca gente sabe é que, ao lamber-se, os gatos também regulam a temperatura corporal. O problema é que este comportamento causa o acúmulo de pelos no trato digestivo, causando as bolas de pelos. A dica no calor é escovar mais o gato, para que ele evite ingerir tantos pelos ao lamber-se”, completa o médico veterinário.

3. Hidratação

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Cães e gatos precisam ter sempre água fresca. Os felinos precisam de mais atenção, pois, naturalmente ingerem menos água e são mais caprichosos. “Manter as vasilhas limpas, colocar gelo na água e oferecer água corrente são dicas importantes para atrair o seu animal de estimação e incentivá-lo a tomar água”, aconselha Marcello.

4. Exposição ao sol

cachorro jardim verao

Assim como os humanos, os pets não podem ficar expostos durante os horários mais quentes do dia. “O cuidado deve ser redobrado para animais de pelagem branca, clara ou sem pelo, pois, infelizmente, os raios ultravioletas também causam câncer de pele nos pets. Geralmente, a lesão ocorre nas áreas sem pelo, como barriga, ponta de orelhas, focinho e ao redor dos olhos”, explica Marcello.

Passear por um tempo prolongado e em horários quentes pode causar queimaduras sérias nos coxins de cães e gatos. O asfalto e calçadas são vilões, então, leve seu amigo para passear em gramados e evite sair entre às 10 e 16 horas. “Se perceber que os coxins ficaram vermelhos ou com bolhas, procure imediatamente um médico veterinário, pois esse quadro é doloroso para os pets. Uma dica é, antes de sair com o cão no asfalto, verifique com a mão qual é a temperatura do solo”, conclui o médico veterinário.

5. Alergias

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Alergias são causadas por vários motivos, principalmente por picada de pulgas e carrapatos, que são parasitas que ficam no ambiente durante bastante tempo. Se não forem controlados adequadamente, hibernam no inverno e no verão se multiplicam rapidamente atacando os pets.

Coceira e lambidas excessivas são os sinais mais frequentes, ao percebê-los o tutor precisar procurar um médico veterinário para que ele indique o melhor tratamento. “O especialista também pode indicar um produto para o ambiente: algumas fórmulas precisam ser pulverizadas no quintal ou na casa para pôr fim à infestação”, esclarece Machado.

No caso das alergias alimentares, os cães podem apresentar intolerância a algum tipo de proteína e precisar de alimentos específicos, coadjuvantes no tratamento de dermatopatias, mas só o médico veterinário poderá analisar o quadro para diagnosticar a causa da alergia.

Fonte: Total Alimentos

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SulAmérica oferece dicas para bem-estar e ressalta assistência especial para cães e gatos

Exercícios, alimentação adequada e consulta periódica ao veterinário contribuem para qualidade de vida dos pets; cobertura da SulAmérica complementa cuidados

Adotar hábitos de cuidados regulares com os pets é fundamental para garantir o seu bem-estar. SulAmérica, maior seguradora independente do país, dá dicas de atitudes simples que podem ser incorporadas ao cotidiano para que os animais domésticos tenham uma vida longa, saudável e equilibrada.

vacina gatos

Um dos primeiros cuidados com os cães e gatos é a correta vacinação do animal, que deve respeitar as suas características individuais, seguindo o calendário correspondente à idade. A vermifugação desde filhote é outra medida essencial para evitar que os pets tenham a saúde comprometida por parasitas, que podem causar queda de pelos, anemia e perda de peso.

cachorro brincando agility

Animais precisam se exercitar regularmente para a manutenção da saúde física e psicológica, evitando doenças como estresse e obesidade. No caso dos cães, passeios ao ar livre onde possa correr, socializar com outros cães, sentir cheiros e texturas diferentes são a melhor opção. Já no caso dos gatos, brincadeiras em casa com objetos indicados para esses animais, como bichinhos de feltro e arranhadores, são as ideais.

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Foto: Pethealthzone

A higiene adequada é outro cuidado que deve ser tomado para evitar diversas complicações na saúde animal. Cães devem tomar banho no máximo a cada quinze dias, intervalo que pode ser maior no caso dos gatos. Animais peludos devem ter a tosa realizada regularmente. Os produtos para limpeza devem ser específicos para pets, sem agentes agressivos que possam ocasionar alergia.

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O mesmo vale para a higiene bucal, que evita mau hálito e o aparecimento de lesões, e deve ser realizada com produtos adequados para pets. Além disso, é importante manter o ambiente onde o animal fica em boas condições de limpeza, utilizando produtos específicos que não contenham substâncias nocivas à saúde do pet.

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Ainda, programar os horários de alimentação dos pets cria uma rotina e exclui possíveis excessos. O veterinário irá indicar os alimentos, quantidades e horários ideais de alimentação para cada raça, tamanho e idade. A água deve ser disponibilizada e trocada ao longo de todo o dia para mantê-los hidratados e deve ser limpa e fresca, de preferência filtrada ou mineral.

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A visita ao veterinário deve ocorrer com frequência, sendo, pelo menos, anual. Problemas específicos exigem o olhar atento de um profissional apto a orientar os tutores sobre os cuidados que devem ser tomados e o tratamento mais indicado.

Assistência para pets em casa

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Para que os tutores tenham mais comodidade e facilidade no cuidado com seus animais e para a execução das dicas apresentadas, a SulAmérica disponibiliza a Assistência Pet – voltada a cães e gatos que moram com o segurado, é uma das opções do Plano Superior de Assistência 24 horas, disponível no seguro SulAmérica Residencial. Esta assistência oferece uma série de serviços para complementar os cuidados com os animais domésticos ou para auxiliar em situações emergenciais.

Entre as opções estão o envio de ração, consulta veterinária, transporte veterinário emergencial, hospedagem de animais, aplicação de vacinas em domicílio e assistência funeral. Ao aderir, o cliente também poderá obter orientações por telefone, solucionar dúvidas em relação ao comportamento do animal e ser auxiliado em caso de pequenos acidentes domésticos com seu cão ou gato.

Além disso, o beneficiário também conta com um concierge que fornece informações sobre vacinas necessárias, pet shops, adestramento, laboratórios de análises clínicas, banho, tosa, e até onde encontrar reiki para pets.

Mercado em expansão

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 132,4 milhões de animais de estimação no País – são mais de 52 milhões de cães e 22 milhões de felinos, considerando apenas os animais atendidos pelo serviço de Assistência Pet da SulAmérica.

O mercado pet cresceu 4,9% em 2017, na comparação com o ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Conforme a entidade, o Brasil já é o terceiro maior mercado neste segmento, depois de ter faturado mais de US$ 5 bilhões em 2017. Cerca de 70% do faturamento deste mercado é referente a gastos com alimentação.

Fonte: SulAmérica

Diarreia e pelagem sem brilho são alguns sintomas causados pelos vermes em cães

Assim como os seres humanos, os cães são suscetíveis aos parasitas internos, mais conhecidos como vermes. Há diferentes tipos, sendo os mais comuns os intestinais. Eles são transmitidos pela água, pelos alimentos, pelo contato com fezes e outros animais, entre outras formas de contágio.

Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, primeiro laboratório dedicado exclusivamente à saúde animal, elenca algumas dúvidas sobre o tema:

– Quais são os sintomas em cães?

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São vários. Diarreia, emagrecimento progressivo, crescimento tardio, barriga inchada, fezes com consistência mole, e às vezes com sangue, além de anemia. Há outros sintomas, mas esses são os mais comuns.

– Cães de todas as idades podem ser contaminados?

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As infecções parasitárias acometem cães de todas as idades, mas usualmente são mais prevalentes em filhotes. Alguns parasitas são transmitidos durante a gestação e/ ou amamentação, caso a mãe tenha vermes.

– Como é feito o diagnóstico?

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Pixabay

O animal deve ser levado ao veterinário para que seja realizado um exame de fezes, que detecta a presença de vermes. Após o resultado, o profissional estará apto a indicar o tratamento.

– É possível fazer algo para prevenir os vermes?

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Foto: The Spruce

Sim. A vermifugação deve ser feita periodicamente. Em geral, os veterinários recomendam de três em três meses. Para o verme do coração é recomendada uma dose a cada mês. Outras precauções: higienizar com frequência os locais onde ficam os animais, sempre fazendo uso de produtos adequados, e não permitir o contato destes com fezes de outros animais, o que pode acontecer durante passeios em locais públicos, por exemplo.

– O ser humano pode ser contaminado?

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Depositphotos

Sim. A doença é considerada uma zoonose quando é transmitida de animais para seres humanos. A infecção humana ocorre principalmente pela ingestão de ovos larvados presentes no solo poluído, em objetos do animal e em mãos contaminadas com fezes.

– Quais são os tipos mais comuns de vermes?

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Ilustração: Dbutlerdidit/Pixabay

Cães podem ser parasitados por diversas espécies de vermes redondos (nematoides) e chatos (cestoides). Os animais também podem ser contaminados por protozoários (giárdia).

Opção de vermífugo

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O Endogard é um vermífugo que elimina todos os parasitas internos e previne contra o verme do coração, o Dirofilária. É palatável, pode ser administrado a filhotes a partir da segunda semana de idade e cadelas gestantes. Auxilia também na prevenção de zoonoses.

Fonte: Virbac

Pets: personalizar medicamento manipulado traz mais eficiência ao tratamento

Fórmulas são mais atrativas ao paladar e facilitam bastante a vida do tutor na hora de dar o remédio ao bicho de estimação

Uma das maiores dificuldades para tratar as doenças dos bichos de estimação é medicá-los. Pensando nisso, as farmácias de manipulação lançaram soluções que deixam esse momento mais prazeroso e bem menos traumático. Segundo o farmacêutico e diretor executivo da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), Marco Fiaschetti, os medicamentos manipulados facilitam e podem, principalmente, auxiliar na aderência do tratamento médico.

“São produzidos na dose certa e de uma forma que facilita a administração, com diversos sabores para atender à preferência do animal”, revela Fiaschetti. Biscoitos com cheiro de carne para cães, xarope sabor de peixe para gatos, além de torrões de açúcar com gosto de maçã e forma de cenoura para cavalos. Essas são algumas das inúmeras possibilidades da manipulação de medicamentos veterinários.

“A indústria humana tem dificuldade em produzir a quantidade exata ou oferecer o necessário para todo o tratamento do animal, o que gera desperdício. Além disso, dependendo da faixa de peso, a administração para os muito pequenos e de diferentes espécies fica restringida”, conta o especialista.

Nesses casos, o medicamento manipulado é uma excelente opção, não só porque tem a dose certa que o animal precisa, mas também porque é uma ótima solução quando a forma farmacêutica não é bem aceita pelo bicho de estimação. “Comprimidos e cápsulas, por exemplo, são mais difíceis de serem administrados, pois não são palatáveis aos pets”, completa Fiaschetti.

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Foto: Pawesome Cats

As farmácias de manipulação devem seguir critérios rígidos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, desde 2014. “Para preparar todo e qualquer produto para animais, é preciso ter licença de funcionamento desse órgão, que é o responsável pela fiscalização e regulamentação dos estabelecimentos que manipulam produtos veterinários. No caso de medicamentos de uso controlado, é necessário portar também Autorização Especial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, conclui.

Marco Fiaschetti é Diretor Executivo da Anfarmag, farmacêutico articulista, palestrante, docente e consultor. Especialista em marketing farmacêutico e diretor executivo da Anfarmag. Formado pela Unesp como farmacêutico em 1984, especializou-se em marketing de varejo pela FIA-USP e ESPM, pós graduou-se em marketing de negócios pela IPEP e em 2010 fez mestrado em marketing farmacêutico na Unesp.

Fonte: Anfarmag

Cegueira em cães e gatos: dá para prevenir? por Úrsula Silva*

Os animais de companhia conseguem se comunicar por meio da troca de olhares com os seus tutores e, dessa forma, podem expressar fome, alguma situação que cause desconforto ou mesmo reconhecer o universo a sua volta. Por esse motivo, os cuidadores precisam estar sempre alertas aos problemas que podem causar cegueira em cães e gatos.

O desenvolvimento da cegueira em pequenos animais pode estar associado à vários fatores, sendo portanto, multifatorial, podendo até – em alguns casos – estar associada a quadros reversíveis. Como principais causas encontradas na literatura, nós temos a conjuntivite, glaucoma, catarata, doenças da córnea, doenças da retina, ceratoconjuntivite e doenças sistêmicas como Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial, Hipotireoidismo, Ehrlichiose e viroses como Cinomose nos cães e Herpesvírus nos gatos.

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Não existe uma única faixa etária para o acometimento da cegueira em nossos bichinhos, pois depende da causa envolvida no processo. Por exemplo, a catarata que é uma das causas de cegueira, pode estar presente desde o nascimento como no caso da catarata congênita, mas pode também estar presente em animais de dois a quatro anos de idade (cataratas juvenis) ou ainda cataratas senis, que são observadas geralmente a partir dos oito anos de idade em cães.

Não existe um único “tipo” de animal predisposto ao desenvolvimento da cegueira, uma vez que se trata de uma condição patológica multifatorial e apenas o médico veterinário, por meio de uma complexa avaliação clínica, poderá responder de forma mais adequada a esse questionamento.

O tratamento das doenças é bastante variável, pois está associada ao fator desencadeante. De acordo com a causa temos tratamentos medicamentosos, como é o caso da conjuntivite, ceratoconjuntivite seca e glaucoma, podendo chegar aos tratamentos cirúrgicos como nos casos de catarata, ectrópio e entrópio.

Certamente nossos amiguinhos terão algumas limitações, mas de uma maneira geral, a cegueira é um problema de visão com o qual eles podem perfeitamente conviver. Com relação ao ambiente em que o animal vive, deve-se evitar mudar objetos e móveis de lugar e o fornecimento de alimento e água deve ser feito sempre no mesmo local, pois como já observado, o animal se acostuma com a arrumação do ambiente em que vive. Um cuidado especial precisa ser tomado com relação às piscinas, que devem ser cobertas.

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Dessa maneira, a prevenção da cegueira em animais de companhia está intimamente associada à avaliação médica veterinária, realizada por profissionais com o objetivo de identificar possíveis fatores predisponentes e a forma mais adequada para o controle, eliminação ou tratamento dos mesmos, a fim de evitar o aparecimento dessa condição patológica que, muitas vezes, compromete a qualidade de vida de nossos animais.

*Úrsula Silva é professora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói

Descubra o que é preciso para viajar com seu bichinho de estimação

Saiba que documentos você precisa para não ter problemas na hora de embarcar com seu pet

O transporte de animais de estimação precisa ser bem planejado para evitar problemas na hora de sair de férias. As regras para viagens nacionais são diferentes das internacionais, que ainda podem variar de país para país.

Os pets podem transportar doenças que afetam tanto outros animais quanto seres humanos. Podem, ainda, levar parasitas de uma região a outra, provocando alterações na realidade sanitária local, causando prejuízos à agricultura.

Para as viagens nacionais, a documentação é simples. “Para transportar o animal em território nacional basta o atestado sanitário ou o passaporte para cães e gatos atualizado pelo veterinário do pet e a carteira de vacinação antirrábica.”, afirma o auditor fiscal federal agropecuário Luiz Carlos de Souza.

O atestado sanitário pode ser emitido pelo veterinário do animal, e o passaporte pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As companhias aéreas podem apresentar exigências específicas quanto ao tamanho e material da caixa de transporte do animal. Para saber mais, confira as regras junto à companhia de escolha.

Quando a viagem é para o exterior, existem mais exigências e elas podem variar de país para país, sendo determinadas pelas autoridades de cada local.

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Os países do Mercosul admitem o trânsito de animais com o Passaporte para Cães e Gatos. O documento, que contém todas as informações do animal, precisa estar devidamente atualizado e legalizado, bem como as vacinas do pet e tratamentos contra parasitas. O Uruguai exige ainda um laudo com resultado negativo para leishmaniose e microchip de identificação. Para saber todos os detalhes para obtenção do passaporte, clique aqui. O documento é válido apenas para cães e gatos.

Para viagens aos países da União Europeia, o tutor precisa implantar o microchip de identificação no pet e, em seguida, vaciná-lo contra raiva. Passados trinta dias da vacinação, deve procurar um veterinário para fazer o exame de sorologia e enviar o material a um dos cinco laboratórios credenciados a fazer esse tipo de exame no Brasil. Eles ficam em São Paulo, Recife e Belo Horizonte. Para conferir a lista de laboratórios credenciados pela União Europeia em todo o mundo, clique aqui.

Três meses após a coleta do sangue para a sorologia, o dono deve procurar um posto do Vigiagro com o laudo, atestado sanitário e carteira de vacinação atualizada para fazer a solicitação do Certificado Veterinário Internacional (CVI). “É importante ficar atento porque nem sempre três meses correspondem, necessariamente, a 90 dias, já que nem todos os meses têm a mesma quantidade de dias, e isso pode causar dificuldades ao tentar entrar em alguns países europeus”, afirma Luiz.

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Por exemplo, se a coleta for feita no dia 15 de janeiro, a ida ao posto do Vigiagro deve ocorrer a partir do dia 15 de abril. “Já recebemos reclamações de autoridades europeias por permitir viagens de animais que tinham 90 dias, mas não 3 meses. Ocorreu com Portugal, recentemente, por exemplo” afirma o auditor fiscal federal agropecuário.

O Japão também exige a sorologia para a emissão do CVI. O prazo mínimo exigido pelo país é de 180 dias entre a sorologia e a entrada do animal em território japonês. Além disso, é necessário entrar em contato com as autoridades locais pelo menos 40 dias antes da viagem.

Para o Canadá, basta levar atestado sanitário que comprove bom estado de saúde do animal e os comprovantes de vacinação antirrábica até o posto da Vigilância Agropecuária Internacional para emissão do CVI. É recomendável que, ainda assim, isso seja feito com antecedência de pelo menos uma semana para evitar quaisquer transtornos.

Para os Estado Unidos, o procedimento é ainda mais simples. O CVI pode ser obtido online, não sendo necessário levar os documentos até o posto do Vigiagro. Para obter o CVI para os Estados Unidos, clique aqui.

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Para que o animal retorne ao Brasil, é necessário um CVI emitido pelo país de procedência ou o passaporte para cães e gatos, desde que tenha sido legalizado por um auditor fiscal federal agropecuário médico veterinário em um posto do Vigiagro antes da saída do Brasil e desde que o retorno ocorra no prazo máximo de 60 dias.

Se o bicho de estimação não for um cão ou gato, é necessário, para sair e retornar ao Brasil, entrar em contato com o Setor de Saúde Animal da Superintendência Federal de Agricultura do seu Estado, pois os procedimentos são específicos para cada espécie de animal e destino da viagem.

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Foto: Alberta Animal Services

Para mais informações, acesse o site do Mapa aqui, ou procure o posto de Vigiagro mais perto.

Fonte: Auditores Fiscais Federais Agropecuários

Férias à vista: como ficam os cuidados com os pets?

Confira dicas para viajar tranquilamente com seu pet ou escolher hotel e pet sitter

As tão esperadas férias devem ser um período para se divertir e relaxar. Por isso, os cuidados com os animais de estimação devem ser bem planejados, tanto para os pets que vão acompanhar a família durante a viagem como para aqueles que vão permanecer na cidade.

Confira as dicas do médico veterinário e responsável técnico do HiperZoo,  Adolfo Sasaki, e aproveite as férias com tranquilidade.

Preparativos para quem vai ou fica

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Antes da viagem ou hospedagem em hotel é preciso consultar o veterinário de confiança e realizar um check up no animal. “Consultar o veterinário e conferir se o esquema vacinal está em dia é essencial para proteger o pet contra algumas doenças”, comenta Sasaki. A emissão de um documento para a comprovação da saúde do animal também pode ser exigido em alguns hotéis e é obrigatório para viagens de avião.

Para o veterinário, um cuidado essencial nessa época é a administração de vermífugo específico ou medicamento para a prevenção da Dirofilariose, doença causada por vermes que atacam o coração dos cães e que pode levar a óbito. Outra grave patologia que pode ser evitada é a Leishmaniose, uma infecção parasitária que ataca o sistema imunológico do animal e também pode ser fatal.

“A Leishmaniose visceral canina é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos ou vice-versa, sendo o mosquito o vetor. A boa notícia é que existe uma vacina com alto índice de proteção para a doença e, por isso, os tutores podem proteger seus animais e também colaborar com a saúde pública”, alerta Sasaki. Como ambas as doenças são transmitidas por picadas de mosquitos contaminados, uma forma de aumentar a proteção é o uso de repelentes, em coleira ou spray.

A administração de vermífugos e antipulgas são ainda mais importantes antes da viagem ou estadia em hotel, pois o calor, contato com outros animais, passeios em gramados e locais de grande circulação deixam os pets mais expostos. O tutor pode escolher entre diversas opções de marcas e apresentações de antipulgas e carrapaticidas, como sprays, ampolas pour on, coleiras ou comprimidos.

O pet vai acompanhar a família? Veja os cuidados com transporte e estadia

cachorro cinto carro

A segurança durante o trajeto é fundamental. Os gatos devem ser transportados em caixas ou bolsas apropriadas, e os cães em caixas de transporte ou com peitorais fixos por cinto de segurança ou em cadeirinhas, no caso de raças de pequeno porte. “O tamanho da caixa de transporte deve permitir que o animal fique em pé e dê uma volta ao redor do próprio corpo. A caixa deve ser presa ao cinto de segurança, pois em caso de acidente ou freada brusca, ela pode ser arremessada, ferindo o animal e os passageiros do veículo”, explica Sasaki.

O ideal é que o bichinho seja alimentado até três horas antes de iniciar a viagem, evitando assim que enjoe durante o trajeto. Já a temperatura no interior do veículo é outra preocupação importante, pois o calor excessivo pode causar hipertermia no animal. A recomendação para evitar a situação é fazer pequenas pausas para que o pet possa beber água, fazer suas necessidades fisiológicas e esticar as perninhas.

gato na caixa transporte

A mala de viagem do bichinho também precisa ser planejada. Cama, cobertas e brinquedos preferidos do animal o ajudarão a se sentir mais confortável. Medicamentos de uso contínuo, carteira de vacinação, coleira com placa de identificação, filtro solar e acessórios para passeio, além da ração, alimentos úmidos e petiscos que o animal costuma consumir devem fazer parte da bagagem. “É aconselhável se informar sobre clínicas e hospitais veterinários localizados na cidade destino. Assim, caso ocorra alguma emergência, o tutor já tem as informações em mãos”, lembra o veterinário.

cachorro brincando agility

Os passeios ao ar livre devem ser feitos até 10 da manhã e após às 17 horas, evitando assim que os cães sofram os efeitos do calor excessivo, como mal-estar, hipertermia e queimaduras nas patas e pele. Antes do passeio é fundamental aplicar filtro solar no focinho, ventre e pontas das orelhas, cuidado que deve ser redobrado nos cães de pelagem e focinhos claros.

O pet não poderá acompanhar a viagem. Veja as dicas para a estadia em hotel ou cuidados com pet sitter

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Catland

A escolha por hotel ou contratação de pet sitter (pessoa que cuida dos animais na própria residência) depende muito da personalidade do pet. Animais mais medrosos e idosos, além de gatos, podem ficar muito estressados ao serem retirados de seu ambiente e ter sua rotina alterada. Nesses casos, o mais indicado é contratar um pet sitter. Já o hotel pode ser uma boa opção para os animais mais sociáveis e que precisam de mais exercícios.

Se a escolha for por um hotel, é preciso buscar referências e fazer uma visita antecipada para observar as instalações, o conforto, higiene do local e disponibilidade de funcionários para tratar os animais. “Se o hotel também oferecer o serviço de day care, uma boa ideia é levar o pet algumas vezes antes da estadia. Assim ele já estará familiarizado e o tutor pode aproveitar para observar a rotina de cuidados e atividades”, aconselha o veterinário.

Outra dica é se informar sobre as precauções durante os horários de muito calor, segurança e conforto dos canis e verificar as atividades físicas propostas, bem como se são realizadas em grupos de cães do mesmo porte e perfil, evitando assim brigas e acidentes.

A mala do pet também deve ser planejada como em uma viagem. Além disso, é importante alertar o hotel sobre a administração de medicamentos, se necessário, e informar os contatos do veterinário e hospital de confiança. Também vale enviar uma peça de roupa do tutor, para que o pet se sinta mais calmo devido ao odor familiar.

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Os animais que ficam sob cuidados de um pet sitter podem ficar mais confortáveis por não mudarem de ambiente, porém perceberão a mudança na rotina e falta da família. Por isso, é importante que a contratação do profissional responsável seja realizada com antecedência, e que seus hábitos e horários de alimentação, brincadeiras e passeios não sofram alterações.

O profissional também deve ser orientado sobre as doenças, medicações e cuidados específicos, assim como receber os contatos do veterinário e clínica aptos a atender o animal, se for preciso. Vale ainda solicitar envio de fotos e vídeos do animal nos momentos de visitação do pet sitter para acompanhamento durante o período. E lembre-se: as dicas sobre placa de identificação e roupas do tutor também ajudam a acalmar o pet nesse período de mudanças.

Fonte: HiperZoo

Humanos e pets: muito em comum

Considerados como membros da família, os pets têm ocupado um espaço cada vez maior nas casas, com mais proximidade e compartilhamento de tempo. A mudança de comportamento dos tutores fez com que eles passassem a ter um melhor acompanhamento, principalmente na área de saúde, que se tornou preventiva em vez de curativa.

“Ano a ano, vemos como os donos têm se preocupado mais com seus animais, investindo em alimentação, segurança e saúde. Mas, acima de tudo, eles têm ficado mais atentos às alterações de comportamento e físicas, permitindo uma rápida intervenção quando algum sintoma se manifesta”, comenta o médico veterinário e responsável técnico do HiperZoo, Adolfo Sasaki.

Essa alteração de comportamento dos donos, somada aos avanços da medicina veterinária, resultou no aumento da expectativa de vida dos pets. E o resumo de tudo isso é a incidência cada vez maior de doenças “humanas” em cachorros e gatos. Segundo Sasaki, assim como acontece com os humanos, a vida mais longeva faz com que haja maior observação de doenças como diabetes e câncer nos pets.

Entretanto, a manifestação de patologias comuns acontece pelas similaridades compartilhadas entre mamíferos, que vão desde a presença de pelos até na forma como funcionam os sistemas digestivo, reprodutor e respiratório. “Essas doenças sempre existiram, mas devido à falta de acompanhamento ou tecnologia, não recebiam o prognóstico correto”, complementa o médico veterinário.

Conheça algumas das doenças e problemas de saúde que humanos e pets compartilham:

Câncer

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Câncer é o nome dado ao crescimento desordenado e anormal de células. Podem se manifestar em forma de neoplasias benignas ou malignas, sendo que estes se replicam rapidamente, invadindo tecidos e se espalhando para outras partes do corpo. Dentre os tumores mais comuns em pets estão os de mama (que podem ser prevenidos com castração), de pele (ocasionados pela exposição à radiação solar) e o venéreo transmissível (comum no Brasil pela falta de castração, mas com alta taxa de cura). O tratamento do câncer é idêntico ao realizado em humanos, com o uso de quimioterapia, radioterapia e intervenção cirúrgica. “Há muita semelhança genética entre humanos e cães, e isso até tem ajudado em pesquisas e tratamentos para combater o câncer”, acrescenta o responsável técnico do HiperZoo.

Diabetes

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O diabetes é a elevação de glicose no sangue que, se não tratada, pode prejudicar o funcionamento de diversos órgãos, como rins, olhos e coração. Nos pets, os primeiros sinais da doença podem ser emagrecimento (mesmo com ingestão normal de alimentação), consumo alto de água e muita urina. Assim como nos humanos, a obesidade é um dos fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes. Fatores genéticos também influenciam na aparição da doença, que pode ser do tipo 1 ou 2 em cães e gatos, e o tratamento inclui exercícios físicos, dieta controlada e, algumas vezes, aplicação de insulina.

Lúpus

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Foto: LoveToKnow

O lúpus é uma doença autoimune e sem cura, que tem duas variações nos cachorros: afetando somente a pele (lúpus eritematoso discoide – DLE) ou o corpo todo (lúpus eritematoso sistêmico – LES). A doença se manifesta por meio de inflamações em diversas partes do corpo do animal, como pulmões, corações e pele (com bastante frequência na pele da face e do focinho). Os casos de LES demandam mais atenção, uma vez que podem resultar em insuficiência renal e anemia, além de quadros mais graves que podem provocar o óbito. Alguns dos sintomas são febre, aumento do volume de urina, gengivas pálidas e dores nos membros inferiores. Já as ocorrências de DLE se manifestam em forma de lesões ou feridas. A despigmentação do focinho e a perda de ranhuras são exemplos de prognósticos. Algumas das raças que têm mais predisposição para o desenvolvimento da patologia são Pastor Alemão, Poodle e Beagle.

Cardiopatias

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Problemas cardíacos são bem comuns em pets, sendo que 10% dos cães jovens manifesta alguma alteração. O caso mais frequente de cardiopatia é a insuficiência mitral, quando a válvula mitral não fecha totalmente, ocasionando no retorno para os pulmões de um pequeno volume de sangue. “A falta de ar e tosse são sintomas comuns dessa patologia, que é diagnosticada por meio de uma ecografia”, comenta Sasaki. O médico veterinário tranquiliza os tutores: “se tratada corretamente, é possível da cardiopatia não progredir. Por isso, é importante o acompanhamento veterinário e a administração correta da medicação recomendada”.

Tártaro

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Foto: Pets4Homes

O tártaro é uma doença muito comum em cães e gatos, uma vez que grande parte dos tutores não investe tanto tempo na higiene dentária dos pets. Essa patologia ocorre quando há a formação de placa bacteriana nos dentes, ocasionada por restos de alimentos. “Além do mau hálito, essa situação pode resultar em outras doenças e infecções graves, como a meningite. Nesse caso, se houver evolução e atingir a corrente sanguínea do pet, pode levar ao óbito do animal”, alerta Sasaki. Além da escovação e uso de produtos para atenuação da placa bacteriana, é possível efetuar a limpeza dos dentes do animal em intervenção cirúrgica simples, mas que demanda anestesia para garantir que o pet não se machuque.

Fonte: HiperZoo

Férias & feriados: proteja a saúde do seu pet antes e durante a viagem

Passeios para o litoral demandam ainda mais atenção pelo risco de dirofilariose, conhecida como doença do verme do coração

Quem pretende viajar com o animal de estimação no feriados ou férias  deve ficar atento a alguns cuidados. A começar pela escolha do deslocamento. Em viagens de carro, os bichinhos devem ficar dentro de caixas de transporte e usar o cinto de segurança adaptado. Neste caso, não é apenas a proteção do seu melhor amigo que está em jogo. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, transportar animais no banco da frente, à esquerda do motorista ou entre os braços e pernas é considerado infração média e pode gerar multa.

Para uma viagem ainda mais confortável e sem estresse, planeje pausas a cada 2 a 3 horas. “Fazer paradas regulares é importante para o animal se hidratar, se movimentar e fazer suas necessidades. Ficar muito tempo sentado e com vontade de urinar, por exemplo, pode ser estressante tanto para cães quanto para gatos”, orienta o veterinário Alexandre Merlo, Gerente Técnico e de Pesquisa Aplicada para Animais de Companhia da Zoetis.

O destino escolhido também é motivo de alerta. Em cidades litorâneas, a combinação entre calor e tempo úmido favorece a proliferação de mosquitos transmissores da dirofilariose, que é uma doença parasitária provocada por vermes que se alojam, principalmente, nas artérias que saem do coração dos cães. As altas temperaturas são ideais para que as fêmeas de algumas espécies dos gêneros Culex e Aedes se reproduzam.

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Foto: Alvimann/Morguefile

Cerca de 20% dos cães das regiões litorâneas da Bahia estão acometidos pela enfermidade, que chega a atingir 60% dos animais no litoral do Rio de Janeiro. Já em Recife, 36,7% dos cães podem estar infectados. Os dados são de uma pesquisa realizada pela Zoetis e conduzida pela veterinária Norma Labarthe, em conjunto com os maiores especialistas sobre o tema no Brasil, incluindo reconhecidas universidades brasileiras.

“Em regiões de clima quente e úmido, a incidência de dirofilariose é maior. Por isso, recomendamos a prevenção, que pode ser feita por meio do ProHeart SR-12, uma injeção com dose única que mantém o animal protegido por 12 meses”, conta Merlo. Com tecnologia inédita no mercado, o produto pode ser incorporado ao calendário anual de prevenção de doenças dos cães a partir dos seis meses de idade.

A dirofilariose pode levar à morte caso não seja tratada. Por essa razão, a prevenção é importante mesmo que o animal não viva em regiões litorâneas.

vacina gatos

Assim como os seres humanos, os animais devem estar com a carteira de vacinação em dia, antes de encarar uma viagem. “Algumas doenças virais, como a parvovirose e a cinomose em cães e a rinotraqueíte e calicivirose em gatos, são de fácil transmissão”, alerta o Gerente Técnico e de Pesquisa Aplicada para Animais de Companhia da Zoetis.

Os tutores também devem ficar atentos ao chamado enjoo do movimento. O mal faz com que o cão vomite e sinta desconforto durante viagens de carro ou avião. “Para estes casos, indicamos o Cerenia. O medicamento evita o incômodo e previne o vômito por até 12 horas”, afirma o veterinário.

Fonte: Zoetis – Atendimento ao consumidor Zoetis – 0800 011 19 19

Vira-latas: os pets mais amados pelos brasileiros

Pesquisa revela que 41% dos lares no país têm pelo menos um cão sem raça definida

Sem raça definida, vira-latas ou mestiços – esses são alguns dos nomes que definem os pets mais populares e presentes em 41% dos lares brasileiros. A informação é da pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, de São Paulo, que ouviu mais de 7 mil pessoas, de diversas classes sociais e de todas as regiões do país. Inteligentes, espertos e apaixonantes, a adoção por esse tipo de animais também aumentou.

Segundo Luciano Granemann e Silva, médico veterinário e sócio proprietário da Clínica e Hospital Veterinário 24h Cão.Com, de Florianópolis (SC), há uma tendência das pessoas de acolher pets abandonados ao invés de comprar. Algumas pessoas ficam se perguntando: por que vou gastar para comprar um animal, sendo que posso adotar um animal que está precisando de ajuda e de um lar”, destaca. Somente na Cão.Com, 60% dos atendimentos são de cães e gatos adotados e sem raça definida.

Para o veterinário, os animais de raças definidas têm histórico familiar conhecido, que ajuda a prever o comportamento, determinados tipos de doenças e até mesmo as estruturas do esqueleto e dos músculos. Já os vira-latas, embora não se saiba seus antecedentes, costumam ser mais resistentes que os demais.

Silva destaca que isso não significa que sejam imunes e não possam apresentar alguma enfermidade. Pelo contrário, é fundamental visitar regularmente o veterinário, vaciná-los, desvermifugá-los e até mesmo castrá-los. A recomendação do médico é que tanto machos quanto fêmeas sejam castrados logo no início da puberdade (5 a 6 meses).

Já em relação ao temperamento dos SRD, o médico explica que isso poderá ser observado no convívio diário com a família ou logo nos primeiros contatos com um profissional, já que os vira-latas não apresentam um comportamento que seja padronizado.

Custo médio para se ter um animal em casa

Gato e ração

Os vira-latas têm as mesmas necessidades dos animais de raça: precisam de ração adequada, veterinário, amor, atenção e o comprometimento permanente do tutor com o bem-estar deles. “A diferença, além do alto custo de se comprar um animal de raça pura, é que, quando você adota um bichinho, a gratidão será eterna, além da companhia, a alegria e uma série de benefícios que ele vai proporcionar a você”, afirma o veterinário.

Dog Animal Pet Portrait Animal World
Animal World

De um modo geral todos os animais necessitam: estar com as vacinas em dia, uma alimentação de boa qualidade e uma visita eventual ao veterinário. “O custo médio para a manutenção de um animal, entre ração, medicamentos e cuidados médicos é em torno de R$ 230,00 por mês”, destaca Silva.

Espaço para os vira-latas

cachorro alongamento

Um vira-lata pode se adaptar a diversos espaços, seja casa ou apartamento. O ponto que deve ser levado em consideração, segundo o veterinário, é o tamanho e comportamento do animal. “Se for um cão pequeno e dócil, por exemplo, ele pode viver em qualquer lugar, já um cão maior com certeza vai precisar de um espaço adequado para ele”, explica.

Fonte: Cão.com