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Vira-latas: os pets mais amados pelos brasileiros

Pesquisa revela que 41% dos lares no país têm pelo menos um cão sem raça definida

Sem raça definida, vira-latas ou mestiços – esses são alguns dos nomes que definem os pets mais populares e presentes em 41% dos lares brasileiros. A informação é da pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, de São Paulo, que ouviu mais de 7 mil pessoas, de diversas classes sociais e de todas as regiões do país. Inteligentes, espertos e apaixonantes, a adoção por esse tipo de animais também aumentou.

Segundo Luciano Granemann e Silva, médico veterinário e sócio proprietário da Clínica e Hospital Veterinário 24h Cão.Com, de Florianópolis (SC), há uma tendência das pessoas de acolher pets abandonados ao invés de comprar. Algumas pessoas ficam se perguntando: por que vou gastar para comprar um animal, sendo que posso adotar um animal que está precisando de ajuda e de um lar”, destaca. Somente na Cão.Com, 60% dos atendimentos são de cães e gatos adotados e sem raça definida.

Para o veterinário, os animais de raças definidas têm histórico familiar conhecido, que ajuda a prever o comportamento, determinados tipos de doenças e até mesmo as estruturas do esqueleto e dos músculos. Já os vira-latas, embora não se saiba seus antecedentes, costumam ser mais resistentes que os demais.

Silva destaca que isso não significa que sejam imunes e não possam apresentar alguma enfermidade. Pelo contrário, é fundamental visitar regularmente o veterinário, vaciná-los, desvermifugá-los e até mesmo castrá-los. A recomendação do médico é que tanto machos quanto fêmeas sejam castrados logo no início da puberdade (5 a 6 meses).

Já em relação ao temperamento dos SRD, o médico explica que isso poderá ser observado no convívio diário com a família ou logo nos primeiros contatos com um profissional, já que os vira-latas não apresentam um comportamento que seja padronizado.

Custo médio para se ter um animal em casa

Gato e ração

Os vira-latas têm as mesmas necessidades dos animais de raça: precisam de ração adequada, veterinário, amor, atenção e o comprometimento permanente do tutor com o bem-estar deles. “A diferença, além do alto custo de se comprar um animal de raça pura, é que, quando você adota um bichinho, a gratidão será eterna, além da companhia, a alegria e uma série de benefícios que ele vai proporcionar a você”, afirma o veterinário.

Dog Animal Pet Portrait Animal World
Animal World

De um modo geral todos os animais necessitam: estar com as vacinas em dia, uma alimentação de boa qualidade e uma visita eventual ao veterinário. “O custo médio para a manutenção de um animal, entre ração, medicamentos e cuidados médicos é em torno de R$ 230,00 por mês”, destaca Silva.

Espaço para os vira-latas

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Um vira-lata pode se adaptar a diversos espaços, seja casa ou apartamento. O ponto que deve ser levado em consideração, segundo o veterinário, é o tamanho e comportamento do animal. “Se for um cão pequeno e dócil, por exemplo, ele pode viver em qualquer lugar, já um cão maior com certeza vai precisar de um espaço adequado para ele”, explica.

Fonte: Cão.com

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Confira as doenças que mais levam animais ao hospital

Os animais domésticos estão propensos a males como alergias, doenças infecciosas e do metabolismo. Em muitos casos, são levados às pressas ao hospital veterinário para tratamento. O CEO do Hospital Veterinário Cão Bernardo, Fernando Stival, afirma que as emergências com gatos e cachorros que mais chegam no ambulatório são vômitos e diarreias e piometra.

Em alguns casos, é possível prevenir e tomar cuidados para evitar algumas dessas enfermidades tão prejudiciais à saúde do animal. “Precisamos também tomar cuidado com envenenamentos, principalmente com raticidas, verificar quais produtos em casa podem ser nocivos e tirar do alcance dos pets. Outro fator que precisamos estar atentos é com as quedas, é importante que janelas estejam protegidas, caso o tutor seja apartamento e sobrado”, afirma Carolina Ferreira, médica veterinária.

Seguem algumas doenças e as precauções que devem ser tomadas:

Alergia alimentar

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A alergia pode se manifestar de diversas formas, como coceiras, vermelhidão e descamação da pele provocada pelas unhas do animal. Para prevenir é preciso tomar cuidado com rações de qualidade duvidosa, porque o corante pode causar alguma reação no organismo do pet. Dar banhos em excesso também pode prejudicar a saúde do bichinho, pois retiram a oleosidade natural que protegem a pele.

Síndrome urológica felina

A obstrução da uretra é um problema grave que afeta principalmente os gatos machos, mas também pode acometer cães. É uma condição que implica risco de morte, já que, se a obstrução for total, a urina não poderá sair da bexiga. Por isso é preciso levá-los o quanto antes ao hospital. Os principais sintomas e causas são a dificuldade e dor ao urinar, falta de atividades físicas, idade avançada, obesidade, dieta seca e até falta de hidratação constante.

Torção gástrica

cachorro doente abatido deitado

É um problema, sobretudo, de cães de grande porte e que, excepcionalmente, pode ocorrer em felinos. A doença pode aparecer quando os ligamentos do estômago não suportam a dilatação provocada pela acumulação de gases, alimentos ou líquidos. Para diminuir o risco da enfermidade é preciso evitar que o pet coma apenas uma vez por dia e não beba grandes quantidades de água de uma vez.

Convulsões

Quando os cães convulsionam sofrem de contrações musculares involuntárias, incluindo a musculatura da mandíbula. Puxar a língua do animal para fora apenas é válido em situações de engasgamento, porque pode ajudar a liberar a traqueia. Preste atenção ao ambiente para evitar algum trauma enquanto o cão se debate. Caso a convulsão dure mais de 2 minutos, use um cobertor grosso para transportar o pet e evitar mordidas. As convulsões aumentam a temperatura corporal, o ideal é não cobrir.

Piometra

gatinha dormindo no jardim

Doença que atinge particularmente as cadelas e gatas, por consistir em uma infecção bacteriana que atinge o útero. Os principais sintomas são: expansão do abdômen, aumento do consumo de água, febre e falta de apetite. É uma enfermidade que pode levar à morte. Por isso é importante castrar as cadelas, porque na cirurgia o órgão é removido.

Diarreias e vômitos

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As diarreias e os vômitos são sintomas de uma grande variedade de doenças, inclusive as graves. Estes sintomas devem ser analisados atentamente pelos profissionais de emergência, principalmente ao realizarem exames.

Fonte: Cão Bernardo

FMU promove atendimento gratuito para pets no dia 19 de outubro

A Escola da Saúde do Centro Universitário FMU, integrante da rede internacional de universidades Laureate, realiza, dia 19 de outubro, a Ação da Saúde. Neste dia, além de cuidar da saúde das pessoas, também terá atenção especial para os Pets, por meio de atendimento ambulatorial de cães e gatos, a fim de promover a saúde e bem-estar dos bichanos. Na oportunidade, será possível ainda fazer uma avaliação geral da saúde do animal e tirar dúvidas com profissionais da área.

Esta é a 17ª edição da Ação da Saúde e para participar não é necessário fazer inscrição. Basta comparecer ao local, das 8  às 17 horas, no campus Santo Amaro. O atendimento dos animais será por ordem de chegada.

cachorro veterinário consulta pixabay
Pixabay

17ª Ação Saúde
Data: 19 de outubro (sexta-feira)
Horário: 8h às 17h
Local: Campus Santo Amaro
Endereço: Avenida Santo Amaro, 1239 – Vila Nova Conceição

Afinal, castração animal é mutilação?

Para conscientizar a população e desmistificar todo o preconceito que há em torno da castração, a veterinária Carolina Rocha, mestre em comportamento animal e fundadora da Pet Anjo, traz explicações no que diz respeito ao falso conceito de mutilação do animal e também à violação de escolha dele em procriar. “Há milhares de anos, os cães e gatos foram domesticados. Todas as escolhas desses animais são feitas pelo tutor, seja na alimentação, no estilo de vida e inclusive, sobre ter ou não filhotes”, afirma.

A veterinária destaca que não se trata de mutilação, se o procedimento é realizado de modo correto, com profissionais capacitados, toda a higienização, esterilização, analgesia e os cuidados pós-operatórios necessários. “A cirurgia em nada tem a ver com maus tratos, ao contrário, evita enfermidades e a superpopulação de animais nas ruas”, completa. Abaixo ela lista mais detalhes:

Principais benefícios da castração

Para a sociedade

cachorro abandonado na rua

=Alternativa mais adequada para o controle populacional de animais abandonados e é claro, para a saúde e bem estar dos bichinhos. Segundo a veterinária, o número de cães e gatos em situação de abandono no Brasil não é exato, mas está próximo dos 30 milhões, que não têm alimentação, cuidados com a saúde, proteção, moradia e até sofrem abusos;

=Diminuição da incidência de doenças transmitidas de animais para humanos, como a raiva.

Para todos os cães e gatos

gata e filhote 2

A expectativa de vida do animal aumenta, alguns estudos apontam que animais castrados vivem cerca de 10% ou 15% a mais, do que os não castrados;

Nos cães machos

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Foto: Warren Photographic

=Evita tumores nos testículos, diminui a incidência de câncer de próstata e problemas urinários;

=Diminui as chances de contrair o TVT (tumor venéreo transmitido), propagado durante o coito com animais já infectados;

=Diminuição da marcação de território (urinar em vários lugares da casa), isso quando o procedimento é feito com o animal ainda jovem.

Nas cadelas

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Foto: Mel Schmitz/Morguefile

Diminui os índices de doenças transmitidas por meio do coito (cruzamento entre animais), protege da “piometra”, infecção no útero comum naquelas que não passaram pelo procedimento. A prática de castrar também impede tumores de mama e infecções uterinas.

Nos gatos de ambos os sexos

casal de gatos

Diminuição da incidência do vírus da imunodeficiência felina (Aids felina), transmitida por meio de mordidas e arranhões de animais portadores do vírus, que em geral são ocasionados por brigas nas ruas. Quando castrados, eles tendem a sair menos de casa e ficam mais calmos.

Nas fêmeas (cadelas e gatas)

Ausência do cio, que levaria à irritabilidade nas cachorras e miados intensos durante à noite para a gatas.

Quando castrar?

O ideal é que a castração seja feita antes do animal alcançar a maturidade sexual. Nos cães machos, por exemplo, antes dos seis meses, tendo a certeza de que os testículos já desceram até a bolsa escrotal, essa certificação é fundamental, pois quando o filhote macho é muito novo, os testículos ficam localizados na cavidade abdominal. Nas fêmeas, a castração deve ser efetuada antes do primeiro cio. “Existe um mito de que devemos deixar a cadela ter o primeiro cio, por causa do desenvolvimento, mas não há necessidade. Falamos cada vez mais sobre a castração precoce, então, com 3 ou 4 meses, as fêmeas já podem ser operadas”, detalha.

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Castração gratuita

Acessar o site do Centro de Controle de Zoonoses do município e seguir todas as recomendações citadas. Após esse primeiro passo, o tutor receberá informações sobre o local para onde será direcionado. É necessário levar os dados do pet, como nome, data de nascimento (ou pelo menos uma referência) e o comprovante de residência do tutor, para que seja feito o documento de identificação do animal e posteriormente, o agendamento da cirurgia.

Gatos ganham a preferência dos brasileiros e população aumenta 20%

Domesticação tardia e mitos da espécie levam as pessoas a conhecerem muito pouco as características dos felinos

 

filhotes gatos brancos

Na corrida pelo coração do homem, os cães largaram na frente. Porém, pouco a pouco, vem chamando a atenção o aumento expressivo do número de gatos como animais de estimação. A população de gatos cresce mais do que a canina e, em nações como Estados Unidos, França e Alemanha, já é maioria.

No Brasil, o número de bichanos é de mais de 23,5 milhões e nos últimos 6 anos, segundo dados do IBGE 2017, esse número cresceu mais de 20%. Na proporção em que aumentam nos últimos anos – duas vezes mais do que os cães – a previsão é que os felinos assumam a dianteira do ranking daqui a dez anos.

Apesar da presença dos felinos estar crescendo, as características da espécie ainda são muito desconhecidas até mesmo pelos seus amantes, afinal de contas, um gato não é um cão pequeno. Uma das razões é a domesticação tardia. Os primeiros lobos, ancestrais dos cães, foram domesticados há 100 mil anos. Já os gatos, só entraram no nosso convívio bem depois, há 6 mil anos, no Egito. A outra razão é a personalidade dos bichanos, com particularidades bastante singulares e ainda levam como herança muitos mitos e preconceitos.

Entender a espécie é fundamental para oferecer a ela mais qualidade de vida, bem-estar e, consequentemente, longevidade. Pensando em ajudar os tutores, futuros tutores e amantes dos felinos a entende-los cada vez mais, a marca de alimentos para gatos WHISKAS® criou uma série de vídeos educativos, em formato lúdico e linguagem simples, abordando temas importantes e curiosidades do universo dos bichanos. A iniciativa, que recebeu o nome de Escola de Gatinhos, surgiu a partir das dúvidas mais buscadas na internet. Abaixo, seguem algumas delas:

Alimentação

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Foto: Vetstreet

Você já parou para pensar quanto um gato come e com qual frequência? A alimentação é a parte mais importante da rotina de um felino e garantir uma alimentação nutritiva, balanceada e na quantidade e frequência corretas faz toda a diferença na saúde e bem-estar.

A frequência e o tamanho das refeições representam dois parâmetros-chave do comportamento alimentar dos gatos:

• Número de refeições por dia

Cada gato tem seu próprio jeito de fazer suas refeições ao longo do dia. Geralmente, um gato necessita de 3 semanas para formar seu hábito que varia de 3 a 20 refeições por dia.

• Tamanho, duração das refeições e velocidade de alimentação

O tamanho das refeições aumenta com a palatabilidade. A duração média de uma refeição é de quase 2 minutos. A velocidade de alimentação é muito mais influenciada pela composição do alimento do que pela palatabilidade.

Como cuidar de um gatinho?

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Foto: Pixabay

Esta é a pergunta que todos os tutores se fazem. E todo gatinho merece atenção especial durante todas as fases de sua vida, desde a alimentação, água, local para dormir, brinquedos, vacinas, cuidados com a saúde e bem-estar em geral.

Vacinas: qualquer gato adulto ou filhote com mais de 16 semanas de vida submetido a uma vacinação inicial deve receber duas ou três doses das vacinas essenciais em um intervalo de 3 a 4 semanas. A revacinação de adulto é feita 1 ano depois do término da série inicial e, posteriormente, segue o protocolo recomendado pelo Médico-Veterinário.

Água: os gatos consomem pouco líquido, e sua urina é bastante concentrada. Por isso, é fundamental que os gatos sempre tenham à sua disposição água limpa e fresca e que beba o suficiente para permitir o bom funcionamento de seus rins.

Como ensinar um gatinho a usar a caixa de areia?

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É muito importante que o gato aprenda desde cedo o local correto de fazer suas necessidades, mantendo assim o ambiente mais higiênico e seguro para a saúde e bem-estar do próprio animal.

Um filhote é adestrado para o uso da caixa de areia com 5 ou 6 semanas de vida, aprendendo com sua mãe. Mas se ele não tiver aprendido, o tutor pode ajudá-lo. A dica é cavar um buraco com a pata dele e, depois, lhe mostrar como cobrir o que foi excretado. É importante repetir esse exercício 1 ou 2 vezes e, então, o filhote tende a começar a fazer isso sozinho.

A caixa de areia deve ser de fácil acesso e ficar distante de comedouro e da área de convívio.

Castração

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A castração de gatos é um procedimento rápido, seguro e muito importante. Essa cirurgia, realizada geralmente aos 6 meses de vida, pode ser feita depois de 3 meses. Esse tipo de intervenção cirúrgica ajuda a restringir a reprodução indesejada e gera um comportamento mais adequado a vida doméstica. Além disso, mesmo para os gatos com acesso à rua ou a qualquer ambiente externo, a expectativa de vida aumenta bastante com a castração, uma vez que diminui as brigas e as doenças transmitidas entre eles.

Entre as vantagens da castração estão: a eliminação dos cios, ninhadas indesejáveis, doenças do sistema reprodutor, menor agressividade, diminuição das marcações territoriais (com urina e arranhões), redução da tendência à fuga, além de tonar os gatos mais amistoso com seres humanos e menos agressivo com seus companheiros felinos.

Comportamento

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Para entender melhor o gato e a comunicação se tornar possível é importante conhecer seu comportamento. A partir daí podemos identificar seus gestos e interpretar suas vontades e desejos.

Os filhotes se comunicam com seus tutores de diversas maneiras por meio da cabeça, do corpo, dos sons e gestos. Por exemplo, o ronronar representa submissão e contentamento, já o gesto de abanar o rabo não demonstra que necessariamente o gato está feliz, ao contrário dos cães.

Para saber mais, acesse a Escolha de Gatinhos, com vídeos disponíveis na página de Whiskas no YouTube.

Fonte: Mars

Dicas para viajar com seu pet sem estresse

Este mês temos o Sete de Setembro e o começo da primavera. A temperatura aumenta e logo surge a vontade de organizar uma viagem para a família toda sair de casa e curtir os dias de sol e os feriados que ainda temos até o ano acabar.

Embora o planejamento seja uma delícia, é essencial que algumas preocupações não sejam deixadas de lado, a fim de evitar qualquer imprevisto e acidentes. E esses cuidados devem ser redobrados se o seu animalzinho de estimação estiver nos planos de viagem, pois existem várias decisões e medidas a serem tomadas para garantir total conforto e o mínimo estresse ao seu amiguinho.

No intuito de te ajudar nessa tarefa, o médico veterinário da marca Max, Marcello Machado, listou alguns cuidados essenciais antes de cair na estrada. Confira:

Transporte de pets

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O primeiro passo para planejar sua viagem com seu melhor amigo, é pensar em qual tipo de transporte irá usar e o que deve fazer para incluir animalzinho nessa viagem.

Para viajar de carro com seus pets, faça uma espécie de treinamento, acostumando os bichinhos a andarem de carro. Algumas lições básicas de adestramento também podem ajudar a manter seu fofuxo tranquilo durante a viagem e distraí-lo. Além disso, com algumas técnicas poderá respeitar o local designado a ele e pedir para sair para um passeio em caso de necessidade.

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Não se esqueça de levar os brinquedos que ele mais gosta e, principalmente, da segurança: cães devem usar cintos de segurança e os gatinhos precisam ser transportados em caixas apropriadas.

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Cachorros grandes podem viajar no porta-malas, desde que tenham rede de proteção. Jamais deixe-o sem esses cuidados. Além de você receber uma multa, o seu cão ainda corre perigo.

Hospedagem

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Busque um hotel ‘pet friendly’, ou seja, onde é permitida a entrada de animais de estimação. É importante entrar em contato antes para saber quais são as exigências, como, por exemplo, os atestados de vacinação e tratamentos contra pulgas e carrapatos.

Vacinação

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Foto: Cityofchicago

Fique atento à carteirinha de vacinação do seu bichinho. Todas as doses devem estar em dia para que ele não corra riscos. É importante também buscar contatos de veterinários que atendam no lugar onde irá, assim, estará preparado caso ocorra algum imprevisto.

Não esqueça de levar o atestado de vacinação, os remédios que ele costuma tomar e os medicamentos para casos de emergência.

Alimentação e água

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Planeje paradas a cada duas ou três horas e tenha bastante água. Afinal, os cães sofrem mais com o calor do que nós e precisam ficar hidratados. Leve também uma quantidade suficiente da ração que ele está acostumado a comer para os dias que ficarão longe de casa.

Seguindo estas dicas, o sucesso da sua viagem será garantido. Agora é só aproveitar e tirar várias fotos com o seu amigão.

Fonte: Total Alimentos

Raiva: o que é e como prevenir

Especialistas explicam como evitar a doença que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC)

Muito se fala sobre a raiva, uma doença grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC), mas dificilmente encontramos pessoas que realmente sabem como ela é transmitida, quais são seus sintomas e como prevenir.

Transmitida por meio da saliva de animais infectados, que pode entrar em nosso corpo por meio de uma mordida ou até mesmo após lambedura de uma lesão já existente na pele, o vírus pode viajar até o cérebro humano, causando inchaço ou inflamação.

“O tempo entre a transmissão e o aparecimento da infecção pela raiva é de, em média, 45 dias. os principais sintomas são febre, babar em excesso, dor ou sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda de sensibilidade ou força em uma área do corpo, espasmos musculares, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir e até mesmo convulsões”, explica Marianna Lago, infectologista do Docway.

Segundo a especialista, caso uma pessoa seja mordida por um animal desconhecido é importante manter a calma e obter o máximo de informações sobre ele. Isso vai facilitar muito o tratamento. A ferida deve ser limpa com sabão e água e um médico deve ser procurado para que sejam realizadas as medidas necessárias. “Se houver risco de raiva, o paciente receberá uma série de vacinas preventivas”, explica a especialista.

As vacinas são aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG). “Ele é administrado no dia do acidente, se a probabilidade do animal apresentar raiva for muito alta”, detalha Marianna.

Mesmo não existindo um tratamento efetivo conhecido para raiva, a vacina antirrábica ainda é a melhor maneira de se prevenir o contágio. “E mesmo nessa situação delicada, se possível, entre em contato com o controle de animais para que aquele animal seja capturado de forma segura e caso haja suspeita de raiva, ele possa ficar em observação e receber o tratamento adequado”, aconselha.

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Pixabay

Os animais e a raiva

Quanto aos animais que transmitem a doença, Jueli Berger, veterinária da EsalPet, explica que qualquer mamífero pode ser infectado pela raiva, que afeta o sistema nervoso central e pode levar o animal a óbito em apenas alguns dias após a contaminação. Mas os principais transmissores são animais silvestres como morcegos, gambás e macacos, além de cães, gatos, bovinos, suínos, caprinos, ovinos e equídeos.

Segundo Jueli, nos animais a doença tem um período de incubação que pode variar de 15 dias a dois meses e pode se manifestar de duas formar: a furiosa e a muda. “A furiosa, que é a mais comum, apresenta três fases de sintomas”, detalha a especialista. Na primeira, que costuma durar cerca de três dias, o animal contaminado apresenta mudança de comportamento, esconde-se em locais escuros, não obedece e tem momentos de agitação.

Na segunda fase, o pet começa a se mostrar extremamente agressivo, mordendo e atacando, e sendo comum, inclusive, a automutilação, além de apresentar salivação intensa e latido rouco devido à paralisia dos músculos de deglutição e das cordas vocais causados pela doença. Na fase final, o animal tem convulsões generalizadas, falta de coordenação motora e paralisia do tronco e membros que geralmente após 48 horas evolui para óbito.

cachorro lindo

Já na forma muda, o animal se torna melancólico e calmo demais, esconde-se em locais escuros, não come, não late, não responde aos chamados do dono e, também, apresenta paralisia gradativa dos músculos. “A melhor maneira de prevenção é a imunização adequada. Animais domésticos devem receber uma dose anual da vacina, para que não corram riscos”, completa a veterinária.

 

Pets também precisam de cuidados com a saúde oral

Assim como nós precisamos ter cuidados com a saúde oral, cães e gatos também necessitam de cuidados que incluem higienização bucal e consultas regulares ao odontologista veterinário. Com isso, são evitados problemas como doenças periodontais e mau hálito. Para alertar os tutores sobre os cuidados que devem ser observados, a Virbac, empresa multinacional francesa dedicada exclusivamente à saúde animal, promove uma campanha sobre saúde oral dos pets, durante o mês de maio.

Entre as ações estão a divulgação de vídeos nas redes sociais da marca, como Instagram e Facebook , ciclo de palestras no aplicativo Vetsmart e abordagens específicas da equipe Virbac junto aos médicos veterinários.

O problema bucal mais comum em cães e gatos é a doença periodontal. Definida como a inflamação de estruturas como gengiva, ligamento periodontal, cemento e/ou osso alveolar, apresenta diversos graus de intensidade e tem como principal causa a placa bacteriana.

“No início, a placa pode provocar uma leve inflamação da gengiva, a gengivite que, se não for tratada, pode evoluir para uma periodontite grave, com reabsorção do osso alveolar e perda de dentes. Além disso, o acúmulo de bactérias pode cair na corrente sanguínea e levar a alterações sistêmicas”, alerta Ricardo Cabral, médico veterinário da Virbac. Nesses casos, a doença é irreversível.

Examining mouth and tongue of Red Tabby female cat, Glenda
Warren Photographic

Outro problema comum é o mau hálito, provocado pelo aumento do número de bactérias que causam o cheiro desagradável. Nessas situações, é recomendado o uso de xilitol, um tipo de açúcar que, quando misturado com a água, pode ser consumido pelo pet e ajuda a controlar o crescimento das bactérias.

“Porém, a medida é apenas paliativa, exigindo a adoção de higienização oral mais completa, com escovação e visitas periódicas ao médico veterinário especialista”, afirma Cabral. De acordo com ele, outras causas da halitose, como também o problema é conhecido, são alterações gástricas e endócrinas. Por isso, se o problema persistir, é fundamental procurar a avaliação de um médico veterinário.

Como escovar

Cabral explica que a escovação deve ser diária, pois as bactérias presentes na boca do animal podem se multiplicar e formar uma placa. Mas, como nem sempre isso é possível, ele recomenda que a higienização seja feita, no mínimo, uma vez por semana.

cachorro escova dentes

O mercado oferece diversas opções de escovas de dentes específicas para cães e gatos, com cerdas anatômicas e cabo mais alongado. Podem também ser utilizadas dedeiras de silicone ou gaze e, com os dedos, percorrer toda a superfície dental dos animais. “A pasta dental deve ser exclusivamente de uso veterinário, pois os cremes dentais humanos são ricos em flúor e sabões que, quando engolidos pelos animais, podem provocar problemas de saúde”, alerta.

Muitos tutores substituem a escovação dando petiscos para o seu pet. Segundo Cabral, é preciso ficar atento ao tipo de produto utilizado. “Petiscos resistentes, em formatos específicos, têm abrasividade que ajuda na remoção da placa bacteriana. No entanto, dependendo da textura e do tamanho, ele pode não ser resistente o suficiente para causar esta abrasividade e, o que é pior, acaba se acumulando nos dentes. Além disso, podem ser muito calóricos, prejudicando programas de perda e manutenção de peso de cães obesos”, explica.

O que usar na higiene bucal

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A Virbac oferece uma linha completa de produtos para cuidar da saúde bucal dos animais, composta por enxaguante, pasta dental e tiras mastigáveis. O Aquadent é indicado para controlar o mau hálito, dificultando a organização e proliferação das bactérias que formam a placa. A base de xilitol, o produto deve ser misturado com a água que será consumida pelo pet – 5 ml de produto a cada meio litro de água, que deve ser trocada a cada 24 horas.

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Para a escovação, a opção é a CET Pasta Enzimática, que auxilia no controle da placa bacteriana que origina o tártaro.

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E, para os dias em que não for possível realizar a escovação, o tutor poderá dar ao seu cão as tiras mastigáveis CET Veggie Dent. Especialmente desenhadas para proporcionar ação mecânica de limpeza, são altamente palatáveis e contêm em sua fórmula proteína de soja e farelo de milho, o que torna o produto saudável e saboroso.

Informações: Virbac

Saiba como evitar doenças que afetam os olhos dos pets

Além da conjuntivite comum na época de tempo seco, veterinária da Petz explica sobre a importância do diagnóstico precoce para problemas como glaucoma e catarata, que podem cegar

Tropeçar e bater em objetos, olhos vermelhos e lacrimejantes, aumento de secreção, piscar compulsivamente e dores na região ocular são sinais de que alguma coisa não está bem com os pets. A veterinária Natalie Rodrigues, especialista em oftalmologia da Petz, explica que além da conjuntivite, comum nesta época de tempo seco, doenças graves como o glaucoma e catarata também afetam os pets. Por isso, a consulta veterinária todos os anos é essencial para a prevenção e o diagnóstico precoce.

“O glaucoma é a doença mais séria, porque normalmente o dono só consegue perceber quando o pet já está cego. Na maioria das vezes é uma doença dolorida na sua fase aguda e precisa ser diagnosticada e medicada o quanto antes. A catarata também pode cegar, porém na maioria das vezes, é resolvida com a cirurgia e o animal pode recuperar totalmente a visão. O quanto antes diagnosticada, melhor o sucesso da cirurgia”, afirma Natalie.

gato no veterinario pixabay

Para o diagnóstico de uma doença ocular, o veterinário oftalmologista precisa examinar e fazer todos os testes: teste de fluoresceína, teste de schirmer, fundo do olho, pressão ocular. Os tratamentos são vários, depende do problema que o pet apresenta. Muitas doenças são tratadas com antibióticos, lágrimas artificiais, outras com procedimentos cirúrgicos.

Entre as raças mais propícias a terem problemas estão as braquicefálicas, de focinho achatado, como pug, shih tzu e buldogues, por apresentarem o bulbo ocular maior e a órbita mais rasa.

Prevenção

Além da visita ao veterinário oftalmologista duas vezes ao ano, Natalie orienta o uso de xampu específico só na cabeça, para não arder os olhos. E quando for passear de carro, não deixar que o pet fique com a cabeça para fora da janela, assim evita um ressecamento da córnea e as úlceras. Manter os pelos ao redor dos olhos limpos e curtos, ou se forem longos, manter de forma que não entrem dentro dos olhos.

gato no veterinario colirio

Outra dica é acostumar desde cedo a limpeza dos olhos com gaze e água filtrada ou soro fisiológico. Assim, caso um dia precise usar colírio ou pomada, o pet já está adaptado com a manipulação nessa região.

As doenças oculares nos pets

1 – Úlceras de córnea são feridas que ocorrem por trauma, bactérias e fungos.

2 – Ceratoconjuntivite seca (CCS) é uma doença ocular comum em cães, caracterizada pela deficiência da parte aquosa do filme lacrimal, na qual resulta em ressecamento, inflamação da conjuntiva e até pigmentação da córnea.

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3 – Distiquíase são cílios que nascem em lugar que não deveriam existir (rima palpebral) e podem ficar em contato com a córnea.

4 – Entrópio – inversão das pálpebras, que ficam em contato com a córnea, podendo causar úlceras.

5 – Glaucoma é uma neuropatia óptica que pode ocorrer o aumento da pressão intraocular.

6 – Catarata é a opacidade do cristalino, ou seja, da lente do olho que pode comprometer a visão.

gato coçando os olhos warren photographic
Foto: Warren Photographic

7 – Conjuntivite – com o tempo seco, os olhos dos pets podem ficar mais vermelhos, lacrimejar e coçar. Isso pode fazer com que eles tentem aliviar a coceira com as patinhas, provocando lesões ou até levar bactérias para os olhos, causando a infecção chamada de conjuntivite.

Fonte: Petz

Briga entre cães: dicas para reconciliar os peludos

Cuidar de mais de um cachorro em casa nem sempre é uma tarefa fácil. São diversos os motivos que podem levar os peludos a brigarem entre si. Os mais comuns são: posse (do tutor, de comida ou de algum objeto) e estresse, que pode ser causado pela falta de socialização, de espaço, de interação com o tutor e de atividade física.

Muitas vezes é possível identificar antes mesmo da briga ocorrer e evitar o desastre. Mas quando a situação foge do controle é preciso tomar atitudes positivas para que este tipo de confronto não volte a acontecer. Pensando nisso, Ingrid Stein, da DogHero, plataforma que conecta mães e pais de cachorro a anfitriões que hospedam os pets em casa, separou algumas dicas. Confira:

1. Descubra o gatilho

Border Terrier bitch play-fighting with her grown up pup
Foto: Warren Photographic

Sabendo a causa das brigas, fica mais fácil modificar o ambiente e diminuir as chances de novos confrontos. “Isso é muito importante, porque quanto mais os cães brigam, maior será a tensão entre eles. E, conforme vão ficando “melhores” nas brigas, mais difícil será para eliminar esse comportamento”, explica Ingrid;

2. Coloque-os para gastar energia

cachorros brincando
Mantenha uma agenda regrada de exercícios diários com os cães juntos, um do lado do outro. É fundamental que a atividade seja suficiente para drenar a energia deles e que a atenção seja igual para todos;

3. Imponha limites

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Treinos de obediência e imposição de regras e limites são dois pilares fundamentais para o bom comportamento. Desse modo, você consegue ter o controle da situação e eles compreendem claramente como se comportar. Procure a ajuda de um adestrador profissional;

4. Fala associação positiva

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Foto: Petfinder

É importantíssimo que você sempre associe a presença do outro cão a algo positivo. Não incentive disputas – inclusive por ciúmes do tutor. Se possível, o ensine um novo comportamento frente àquele agressor;

5. Aplique a técnica

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Fotos: Warren Photographic

Separe-os, ambos na coleira, com a guia curta e cada um controlado por uma pessoa – elas devem ficar lado a lado a uns três passos de distância, mantendo os cães nas laterais opostas. A ideia é mantê-los perto um do outro sem que fiquem se encarando. Sempre que estiverem calmos, sem rosnar ou se importar com o outro, ofereça petiscos e palavras de incentivo para frisar que a companhia do outro é positiva.

Após alguns minutos fazendo esse exercício, é possível caminhar com eles lado a lado, mantendo a mesma conduta de não deixar eles se olharem fixamente, até que a presença do outro cão não seja mais um incômodo.

O próximo passo é colocar um para cheirar o bumbum do outro. Segure a guia curta para que não briguem e ofereça petiscos para aquele que está sendo cheirado. Quando os animais estiverem à vontade com esses exercícios, tente deixá-los com a guia frouxa. Permita que eles se aproximem um do outro e se movam mais naturalmente.

Faça isso apenas se sentir seguro. Quando achar que estão prontos, coloque os cães para fazer atividades juntos: brincadeiras, passeios, natação. É importante que esse treino seja feito com muita segurança e consistência. Às vezes, essa aproximação pode levar semanas e, em alguns casos, é necessário contar com um profissional para guiar o processo.

6. Atenção à saúde

veterinario cachorro
Mudanças bruscas de comportamento nos cães, como ficar mais irritadiço, podem significar problemas de saúde. Cães com dor, por exemplo, tendem a ficar menos tolerantes à aproximação. Nesses casos, é fundamental a visita a um veterinário;

7. Castração

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Foto: Warren Photographic

A castração pode ser uma boa opção para cães que brigam por disputa de território (machos) ou por cio (fêmeas). “A testosterona é produzida nos testículos e é um hormônio intimamente relacionado com a agressividade. Na castração é feita a retirada do testículo e portanto os níveis desse hormônio caem consideravelmente e os animais ficam menos agressivos”, finaliza Ingrid.

Fonte: DogHero