Arquivo da categoria: vitamina d

Exposição solar leve, com fotoprotetor, não impacta na produção de vitamina D

Um estudo inédito promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, durante o II Simpósio Nacional de Cabelos e Unhas, em agosto de 2017, no Rio de Janeiro, identificou que a utilização do fotoprotetor e exposição leve ao sol não afeta a capacidade de síntese cutânea de vitamina D.

Coordenado pelos dermatologistas Flávio Luz (secretário-geral), Clívia Carneiro, Hélio Miot (1º secretário) e Sandra Durães, o estudo contou com o apoio da equipe do laboratório de análises clínicas da Universidade Federal Fluminense (UFF) e envolveu 95 voluntários, entre dermatologistas, alunos e participantes espontâneos.

Os participantes foram divididos em três grupos: confinados da exposição solar por 24 horas, expostos a doses baixas de sol (10-15 minutos que não chegam deixar a pele avermelhada) com e sem fotoprotetor tópico (FPS 30). Os seus níveis de vitamina D no sangue foram medidos na manhã antes da exposição solar e também na manhã seguinte, permitindo o cálculo da variação desses níveis, no intervalo de 24 horas.

A pesquisa revelou que a variação dos níveis plasmáticos de vitamina D foi maior para o grupo exposto com filtro solar do que para o grupo confinado, mostrando que ocorreu síntese efetiva de vitamina D após breve exposição ao sol, mesmo com filtro solar.

“A diferença da variação dos níveis plasmáticos de vitamina D entre o grupo exposto com filtro solar e o grupo exposto sem o filtro não atingiu diferença significativa, indicando que não houve diferença substancial entre a exposição solar leve com e sem filtro solar”, explica Hélio Miot.

O médico salienta que a síntese de vitamina D depende de doses muito baixas de UVB em pequenas áreas do corpo. A radiação atinge a pele através do vestuário leve e couro cabeludo, áreas que não são completamente cobertas pelo filtro solar.

Entre outras informações decorrentes do estudo realizado pela SBD estão:

protetor solar colorido fapesp
Foto: Wikimedia)

– O uso regular de filtro solar nas áreas diretamente expostas ao sol para prevenção ao câncer da pele, queimaduras e fotoenvelhecimento tem sido criticado por alguns profissionais como importante causa da hipovitaminose D na população devido à redução de sua síntese cutânea, culpando o dermatologista e sua recomendação do uso de filtro solar. Até o momento, nenhum estudo havia sido conduzido para avaliar e subsidiar recomendações de uso de filtro solar, especialmente, em populações de risco para hipovitaminose D.

crianca-protetor-praia

– A vitamina D é um importante hormônio produzido a partir da ingesta nutricional, e, principalmente (90%) pela pele, a partir da exposição leve à radiação UVB. Desempenha importantes funções no organismo, principalmente no metabolismo ósseo, imunidade e resistência à insulina. Diversas condições clínicas e de hábitos interferem nos níveis de vitamina D, como dietas restritivas, cirurgia bariátrica, obesidade, hepatopatia, nefropatia, idosos, acamados, indivíduos que não se expõem diretamente ao sol, sedentarismo, diabetes mellitus, entre outras.

suplemento omega 3

– Significativa fração da população mundial apresenta níveis plasmáticos de vitamina D insuficientes e até deficientes. Isso tem originado políticas de suplementação da indústria alimentar (por exemplo, laticínios, sucos industrializados), ou mesmo suplementação oral em populações de risco (por exemplo, idosos).

cachorro mulher jardim sol verão livro

– Os resultados do experimento subsidiam a manutenção da indicação da fotoproteção regular frente à exposição moderada ao sol e confirmam que a exposição solar mais segura para a pele deva ocorrer fora dos horários de pico do UVB (10h-16h), sob vestuário adequado, sem risco de vermelhidão (o que degrada a vitamina D da pele) e sem compromisso da síntese de vitamina D.

shopping praça alimentação pixabay
Pixabay

– A atual epidemia de hipovitaminose D deve decorrer da ingestão insuficiente e, principalmente, dos hábitos de lazer e de trabalho em ambientes abrigados da proteção solar, característicos da sociedade moderna que não se expõe ao sol no seu cotidiano. Isso não depende do uso de filtro solar. Ademais, há elementos ligados ao indivíduo, como a espessura da pele exposta (reduzida em idosos), má-absorção do intestino (como ocorre em pacientes que fizeram cirurgia bariátrica), medicamentos de uso regular, obesidade, sedentarismo, e variações nos receptores de vitamina D nos tecidos, que interferem com a síntese e disponibilidade de vitamina D.

Fonte: SBD

Anúncios

Estudo mostra associação entre baixos níveis de vitamina D e SII

Por Yvette Brazier

Muitas pessoas que vivem com a síndrome do intestino irritável são deficientes em vitamina D, de acordo com um estudo publicado na BMJ Open Gastroenterology

A síndrome do intestino irritável (SII) é um transtorno funcional crônico e debilitante do trato gastrointestinal, afetando cerca de 9% a 23% das pessoas em todo o mundo e 10% a 15% das pessoas nos EUA.

Por que e em qual condição se desenvolve é ainda um mistério, embora os fatores alimentares e o estresse sejam conhecidos por piorarem os sintomas.

Os sintomas incluem uma combinação de diarreia e constipação, inchaço, urgência (a necessidade de usar um banheiro com pressa), muco branco ou amarelo nas fezes e a sensação de evacuação incompleta.

Isso pode causar constrangimento para os pacientes, que podem viver com a condição não diagnosticada. Não há cura. Os desencadeantes e os efeitos da SII variam de um indivíduo para outro, dificultando o tratamento.

A SII conta com 2,4-3,5 milhões de visitas médicas a cada ano só nos EUA, sendo que até 12% do total de visitas são aos prestadores de atenção primária. O fardo econômico também é alto, com custos relacionados à assistência médica, perda de produtividade e absentismo do trabalho estimado em cerca de US$ 21 bilhões por ano.

mulher dor sii

82% das pessoas com a síndrome têm carência de vitamina D

Pesquisadores, liderados por  Bernard Corfe, do Grupo de Pesquisa de Gastroenterologia Molecular da Universidade de Sheffield, investigaram a associação entre os níveis de vitamina D e a gravidade dos sintomas da SII – e particularmente a extensão com a qual o problema afeta a qualidade de vida das pessoas.

Dos 51 pacientes com SII pesquisados, 82% apresentaram níveis insuficientes de vitamina D. Além disso, o status de vitamina D refletia a qualidade de vida percebida pelo paciente, avaliada pela medida em que eles relataram o impacto da síndrome sobre o cotidiano.

Corfe afirmou que os dados fornecem “uma nova visão potencial sobre a condição e, mais importante, uma nova maneira de tentar gerenciá-la”. Ele acrescentou: “A SII é uma condição mal-compreendida que afeta severamente a qualidade de vida dos pacientes. Não há uma única causa e também nenhuma cura conhecidas. Os clínicos e os pacientes atualmente precisam trabalhar juntos e usar a tentativa e o erro para gerenciar a condição, e isso pode levar anos sem garantia de sucesso”.

A pesquisadora Vicky Grant viveu com a SII por mais de 30 anos, mas experimentou uma melhora significativa nos sintomas após uma introdução a uma dose elevada de suplemento de vitamina D3 há aproximadamente cinco anos.

Ela descobriu que a suplementação melhorou drasticamente sua condição, enquanto outros tratamentos foram ineficazes. Vicky observou que a síndrome é uma doença bastante complexa que pode ocorrer ao lado de outras condições, que também podem se beneficiar dos suplementos de vitamina D.

Associações já foram estabelecidas entre vitamina D e doenças inflamatórias do intestino, pressão arterial e doença cardíaca e renal.

vitamina-d
Imagem: Nursing.com

Os pesquisadores planejam realizar um ensaio clínico maior e mais definitivo e sugerem que o teste de níveis e a suplementação de vitamina D podem ajudar muitos pacientes.

Fonte: Medical News Today

 

 

 

 

Vitamina D pode influenciar em tratamentos de fertilidade?

Uma nova análise concluiu que existe uma relação entre o status de vitamina D da mulher e a taxa de sucesso do tratamento de reprodução assistida. A infertilidade é uma questão comum e angustiante, e afeta cerca de 6,1 milhões de casais só nos Estados Unidos. Isso é cerca de 10% de todos os casais em idade fértil.

Ao longo dos anos, os tratamentos de reprodução assistida – incluindo a fertilização in vitro (FIV) e a medicação de fertilidade – tornou-se muito mais generalizada e as taxas de sucesso aumentaram. Como exemplo, dependendo da idade da mulher e da clínica envolvida, as taxas de sucesso de FIV nos EUA variam de 13% a 43%.

“Houve um aumento inicial nas taxas de sucesso graças a métodos aprimorados de escolha de embriões com as maiores chances de sobrevivência. Mas, mais recentemente, as taxas de sucesso começaram a estagnar”, afirma Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO.

Vitamina D e reprodução

Os pesquisadores acreditam que há margem para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos. Uma série de fatores potenciais está sendo explorado e alguns cientistas voltaram sua atenção para o papel potencial da vitamina D.

A grande maioria do nosso suprimento de vitamina D é gerada em nossa pele após a exposição à luz solar. Isso significa que os indivíduos que vivem em ambientes mais frios ou mais escuros são mais suscetíveis a menores níveis, assim como as pessoas com pele mais escura, aqueles que regularmente usam roupas cobrindo a maioria da pele e aqueles que raramente vão para fora.

Uma ligação entre a vitamina D e a fertilidade tem sido teorizada com base em uma série de observações. Por exemplo, os receptores e as enzimas da vitamina D foram encontrados no endométrio. Além disso, em estudos com animais, a deficiência de vitamina D causa menor fertilidade e menor função dos órgãos reprodutores. Em humanos, a deficiência de vitamina D mostrou aumentar o risco de pré-eclâmpsia, hipertensão induzida pela gravidez, diabetes gestacional e menor peso ao nascer.

Pesquisadores da Universidade de Birmingham no Reino Unido decidiram dar uma olhada nos dados existentes para investigar ainda mais. Eles realizaram uma análise, reabriram 11 estudos, incluindo 2.700 mulheres submetidas a tratamentos. Suas descobertas foram publicadas na revista Human Reproduction.

vitamina-d
Imagem: Nursing.com

Deficiência de vitamina D e menores taxas de sucesso

Os estudos destacados envolveram mulheres submetidas à FIV ou injeção intracitoplasmática de esperma, transferência de embriões congelados ou ambos. Todos os níveis de vitamina D dos participantes foram verificados por exame de sangue. As concentrações de vitamina D de mais de 75 nanomol/l de sangue foram consideradas suficientes, inferiores a 75 nanomol/l de sangue como insuficientes e menos de 50 nanomol/l de sangue como deficientes.

A análise mostrou que os procedimentos em mulheres com níveis adequados de vitamina D eram um terço mais propensos a causar partos vivos do que em mulheres que eram deficientes. Quando os pesquisadores analisaram testes de gravidez positivos e gravidezes clínicas – ou seja, onde um batimento cardíaco pode ser detectado – em vez de nascimentos vivos, os resultados foram semelhantes.

Quando comparados com as mulheres que tinham concentrações insuficientes de vitamina D, aqueles com quantidades suficientes eram 46% mais propensos a ter uma gravidez clínica e 34% mais propensos a ter um resultado de teste de gravidez positivo. A análise não mostrou associação entre aborto e concentrações de vitamina D.

Uma descoberta surpreendente foi a alta prevalência de deficiência de vitamina D entre essas mulheres. Foi descoberto que apenas 26% das mulheres nos estudos tinham concentrações suficientes de vitamina D, 35% tinham concentrações deficientes e 45% tinham concentrações insuficientes.

Os pesquisadores são rápidos em explicar as limitações do estudo. O líder da equipe diz que embora uma associação tenha sido identificada, o efeito benéfico da correção da deficiência ou insuficiência de vitamina D precisa ser testado por meio da realização de um ensaio clínico. Também fala de uma nota importante de cautela para que as mulheres que desejam alcançar uma gravidez bem sucedida não corram para a farmácia para comprar suplementos de vitamina D até que saibam mais sobre seus efeitos.

Existe a possibilidade de overdose de vitamina D e isso pode levar a maior taxa de calcificação no corpo, o que pode enfraquecer os ossos e danificar o coração e os rins. Esta análise atual sustenta a teoria de que a vitamina D desempenha um papel importante na fertilização e na gravidez. No entanto, o teste de vitamina D é relativamente simples e econômico, e com isso as expectativas em torno dela aumentam.

mulher grávida

Outros estudos sobre vitamina D

Cambiaghi cita outra pesquisa sobre o tema: “A vitamina D pode ajudar a desacelerar o processo de envelhecimento das células e tecidos, de acordo com pesquisadores britânicos. Um trabalho científico do King›s College London chefiado pelo médico Brent Richards e publicado no American Journal of Clinical Nutrition, avaliou 2.160 mulheres com idades entre 18 e 79 anos, e verificou a concentração de vitamina D no sangue, comparando esse dado ao comprimento dos telômeros*. Foi observado que as mulheres com níveis mais altos de vitamina D no organismo tinham maior probabilidade de ter telômeros mais longos em suas células. Este estudo ainda não chega a comprovar causa e efeito, mas acredita-se que a vitamina D pode aumentar a atividade da telomerase**”.

“Direta ou indiretamente, a vitamina D controla mais de 200 genes, responsáveis pela integridade da resposta imunológica. As fontes alimentares não são suficientes para suprir a necessidade diária, mesmo havendo o consumo desses alimentos, a exposição solar é necessária para que ocorra a conversão da vitamina D em sua forma ativa para o organismo O Instituto Linus Pauling – Instituto de pesquisa de Micronutrientes para saúde/Universidade do Estado de Oregon – recomenda a exposição de 5 a 10 minutos ao sol diariamente sem proteção, no período de menor intensidade solar”, aconselha Cambiaghi.

Porém, ele lembra que não podemos esquecer que as radiações solares provocam manchas e apressam o envelhecimento cutâneo, além de constituir a principal causa do câncer de pele, portanto deve-se ter cuidado com exposição solar em excesso.

“As fontes naturais mais ricas em vitamina D são os óleos de fígado de peixe, salmão, sardinha, cavalinha, aveia, gema de ovo e produtos fortificados com vitamina D. Os vegetais e as frutas possuem baixo teor de Vitamina D, porém é fundamental que o consumo destes alimentos seja mantido devido a sua importância nutricional para a saúde como um todo”, finaliza o especialista.

*Os telômeros ou telómeros (do grego telos, final, e meros, parte) são estruturas constituídas por fileiras repetitivas de DNA que formam as extremidades dos cromossomos, que são os componentes do núcleo da célula responsáveis pela transmissão das características hereditárias. Sua principal função é manter a integridade estrutural do cromossomo.
** telomerase é uma enzima que funciona como protetor dos telômeros e tem influência crucial nos tipos de células; foi descoberta por Liz Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak, que receberam o Premio Nobel em 2009

Fonte: Arnaldo Schizzi Cambiaghi é Diretor do Centro de reprodução humana do IPGO, ginecologista-obstetra especialista em medicina reprodutiva. Membro-titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica, da European Society of Human Reproductive Medicine. Formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo e pós-graduado pela AAGL, Illinois, EUA em Advance Laparoscopic Surgery. Também é autor de diversos livros na área médica

 

 

Vitamina D pode auxiliar no ganho de massa muscular

A Vitamina D é um pró-hormônio produzido pelo organismo após exposição ao sol, a partir da ação do raio ultravioleta B na pele e, em recentes estudos, apresentou a capacidade de auxiliar a síntese muscular e a recuperação após o exercício físico.

Conforme recomendação do Consenso da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, os valores considerados adequados são acima de 30 ng/ml, mas o mais alarmante é que se estima que 88,1% da população a nível mundial tenham deficiência de vitamina D. Levando-se em conta o país e a origem, sua suplementação se faz necessária na maioria dos indivíduos que não tenham exposição solar adequada, entre 10 a 15 minutos diários.

por do sol alexandra arcoverde 3
Foto: Alexandra Arcoverde

Além da forma endógena (que se origina do próprio organismo), o ser humano pode adquirir vitamina D de forma exógena, alimentando-se de cereais fortificados, pães, leite, peixe, carne, ovos e suplementos alimentares.

“Sentir-se melhor no dia seguinte aos treinos permitirá uma maior dedicação e, consequentemente, melhores resultados”, explica o nutrólogo Sandro Ferraz. O pró-hormônio também melhora a capacidade aeróbica do indivíduo, aumentando a capacidade de correr, andar de bicicleta e nadar, por exemplo.

“Vários estudos demonstraram que o uso da vitamina D está relacionado ao aumento da capacidade aeróbica, pois influencia indiretamente o VO2 máximo, que é o aumento máximo de oxigênio que o corpo consegue retirar do ar que está dentro dos pulmões, levando até os tecidos para a produção de energia”, revela.

Além disso, recentemente, várias revisões e meta-análises demonstraram que existe uma associação positiva entre a concentração sérica da forma ativa de vitamina D e o aumento da massa muscular após um programa de exercícios. A vitamina D3 ou calcitriol também foi relacionada com o aumento da força e potência muscular.

Outro novo estudo apresentado demonstrou, em 2.299 idosos, que os níveis de vitamina D se correlacionam com os níveis de testosterona nos homens. “Os indivíduos com níveis mais baixos de vitamina D apresentavam também níveis baixos de testosterona, um hormônio importante nas adaptações musculares ao exercício físico”, diz Ferraz.

vitamina-d
Imagem: Nursing.com

Ainda de acordo com o nutrólogo, é importante salientar que mesmo diante de tantas vantagens, a vitamina D não é isenta de riscos. Toda e qualquer intenção de suplementação deve ser devidamente acompanhada por um médico especialista, com análises não só para monitorizar os níveis séricos de vitamina D, como de outros parâmetros, incluindo a vitamina K, outra importante vitamina responsável pelo metabolismo ósseo cuja deficiência pode originar deposição de cálcio nas artérias e progressão precoce para aterosclerose, eventos coronários e acidentes vasculares cerebrais.

Fonte: Sandro Ferraz é formado pela UNIG-RJ, pós-graduado em Nutrologia pelo Grupo Educacional FACINEPE, atuando nas áreas de emagrecimento e longevidade. Adepto de um estilo de vida saudável, acredita que para se ter qualidade vida é preciso unir alguns pilares: atividade física, suplementação, nutrição funcional, equilíbrio hormonal e controle do estresse.

População é carente em Vitamina D; chocolate manipulado ajuda a repor nutriente

A vitamina D é importante para o fortalecimento dos ossos e previne doenças. Segundo a OMS, ela pode ser obtida com exposição solar e consumo de alimentos com o nutriente. Em muitos casos, é necessária a suplementação, com ingestão de cápsula ou de forma mais prazerosa: com chocolate manipulado

A Organização Mundial de Saúde, em dados recentes, divulgou que mais de 50% da população mundial sofre de insuficiência ou deficiência da Vitamina D, um nutriente essencial para o funcionamento e equilíbrio do organismo, sendo importante para o fortalecimento dos ossos, coração, cérebro e prevenção de osteoporose, dentre outros benefícios. Para conter essa carência, é importante seguir algumas regras: se expor ao sol (mas de forma responsável, antes das 10 horas e por um tempo curto), consumir alimentos ricos em Vitamina D (peixes, ovos e fígado etc.) e até fazer uso do suplemento oral (líquido ou cápsulas). Hoje, felizmente, esses suplementos podem ser substituídos por um chocolate manipulado com Vitamina D.

“Para muitas pessoas pode ser incômodo tomar uma cápsula todos os dias, durante um longo período de tempo. Então, a Pharmapele oferece a opção de manipulação no veículo chocolate, que pode ser consumido de uma forma gostosa. Aquela vontade de comer um docinho após o almoço pode ser saciada com o chocolate com vitamina D, que além de suplementar, ainda ajuda a manter a dieta sem exageros”, afirma a farmacêutica Luisa Saldanha, diretora da rede de farmácias de manipulação.

O chocolate manipulado conta com esses benefícios da vitamina e também do próprio cacau. “Sabemos que o cacau é rico em polifenóis – que possuem propriedades antioxidantes, combatendo a enxurrada de radicais livres que o organismo produz todos os dias”, declara Luisa.

Baixo teor de gordura, sem lactose e glúten — O chocolate com Vitamina D tem 70% de cacau, além de conter baixo teor de gordura e carboidratos, que são, inclusive, um dos principais responsáveis pelo aparecimento de acne. “Em relação aos impactos do chocolate à pele, há menor chance de gerar mudanças na epiderme, mas a reação à absorção do produto depende de cada organismo”, afirma.

276832_581079_chocolate_em_barras_1

O alimento também não possui lactose, nem glúten e apresenta baixas calorias. “O produto é basicamente amargo, mas sua formulação possui adoçantes naturais como sucralose. Ele tem um gostinho bem agradável e um amargor mais leve”, destaca.

Outros ativos que podem ser adicionados — Luisa Saldanha explica que além da Vitamina D, o chocolate manipulado da Pharmapele pode conter outros ativos, como Vitamina B12, Whey, Colágeno, carbonato de cálcio, 5HTP, chá verde, diversos fitoterápicos emagrecedores, entre outros. “Além do chocolate, podemos também manipular esses ativos em gomas, shakes, sopas e iogurte. Todas as formas deliciosas de suplementar uma dieta, sem cair na rotina”, destaca.

Consumo e onde comprar — Indicado para pessoas de todas as idades, o chocolate pode ser consumido por diabéticos, por quem apresenta intolerância à lactose e aqueles que têm doença celíaca. “Recomendamos uma porção diária, com a dosagem de vitamina D recomendada pelo médico. É possível, por exemplo, numa barrinha de 4g de chocolate ter uma dose de até 50 mil UI [sigla para unidade de medida], que é considerada uma concentração bem elevada”, afirma. A farmacêutica lembra que o chocolate pode substituir uma sobremesa, mas não substitui uma refeição completa, que no caso, requer uma composição com mais nutrientes.

Aos interessados em adquirir o produto, basta entrar em contato com algumas das lojas da rede e falar com um dos farmacêuticos. “O profissional está apto a prescrever a dosagem indicada para cada paciente”, declara. Luisa afirma que é possível comprar o chocolate manipulado sem receita, mas a recomendação é sempre consultar o médico.

Informações: Pharmapele

Conheça alguns fatores que melhoram os níveis de vitamina D

Saiba como maximizar a obtenção da vitamina no dia-a-dia, garantindo a saúde e o bem estar

De acordo com o estudo BRAZOS(The Brazilian Osteoporosis Study – estudo epidemiológico, de base populacional, realizado em amostra representativa de mulheres e homens brasileiros, de idade superior a 40 anos), 99% dos brasileiros apresentam ingestão de vitamina D abaixo da recomendada. Além disso, estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo tenham deficiência dessa vitamina. Diante deste cenário, como manter o nível adequado de vitamina D?

É importante deixar claro que diferentes fatores, como idade, estilo de vida, pigmentação da pele e sazonalidade influenciam a produção de vitamina D no organismo. “Essa vitamina é importante para a saúde óssea. Isso porque, ela é fundamental para a absorção do cálcio presente na dieta. O cálcio é um mineral necessário para a formação e a manutenção de ossos mais resistentes”, descreve a gerente médica da unidade MIP (Medicamento Isento de Prescrição) do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Talita Poli Biason.

Para manter o nível adequado de vitamina D, é preciso seguir algumas recomendações no cotidiano. Confira abaixo as orientações da médica:

1. Luz solar: é uma das principais formas de obtenção de vitamina D pelo organismo. Visando a síntese de vitamina D, é indicada a exposição diária ao sol pelo período de 10 a 15 minutos. No entanto, para minimizar o risco que o sol pode trazer a saúde como, por exemplo, câncer de pele e manchas, o melhor horário para essa exposição é antes das 10h ou depois das 16h (sempre peça a melhor indicação com seu médico dermatologista).

2. Peixes ricos em gordura: são boas fontes da vitamina. As opções mais comuns: salmão, truta, cavala, atum e enguia. Cada 100g de salmão fornece de 100 a 250 UI (unidades internacionais) de vitamina D.

3. Cogumelos: também são fontes de vitamina D. Os frescos, em uma quantidade de 100 gramas, contém100 UI da vitamina.

4. Suplementos: o estilo de vida dos indivíduos, imersos em lugares cada vez mais fechados, como escritórios ou até mesmo dentro do carro, impedem a exposição adequada ao sol. Por isso, os suplementos surgem como aliados para o alcance das quantidades necessárias da vitamina D, de forma prática.

“Os suplementos de vitamina D podem ser aliados úteis em pessoas de risco para o baixo nível dessa vitamina. É necessário consultar um médico para verificar se você se enquadra nesse grupo de pessoas e qual a dose ideal para seu caso”, conclui Talita.

Fonte: Dose D