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Final de ano requer cuidados com as crianças, por Priscila Zanotti Stagliorio*

Daqui a pouco termina o ano, mas antes teremos festas e muitos momentos intensos que precisam de atenção especialmente para as crianças

Mais um ano finaliza e parece que foi ontem que tudo começou. Já estamos no período de férias escolares e com elas grandes emoções e, também, possíveis machucados, acidentes domésticos e idas ao pronto socorro de hospitais. Falarei a respeito de alguns cuidados básicos para evitar transtornos nas férias e garantir somente momentos bons, ao lado dos filhos e filhas, assim como durante as festas de natal e ano novo. Vejam as minhas dicas:

Cuidado com dias quentes

menina tomando suco criança pixabay
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A partir de agora é comum os dias serem mais quentes e até escaldantes dependendo da região do país. O mais importante é sempre manter as crianças hidratadas com água, sucos naturais ou água de coco, oferecer alimentação balanceada com comidas mais leves como, por exemplo, legumes, carnes magras, saladas bem lavadas e até lanches naturais e repouso para recompor as energias quando necessário. Prefira a exposição ao sol entre os horários das 7 às 10 horas da manhã e após às 16 horas, quando o sol está menos agressivo – porém, vale ressaltar que é importante o bom senso dos pais e cuidadores, pois, no verão, há dias que o sol queima bastante entre esses horários.

Uso de filtro solar

menino criança praia protetor solar inspiredmagazine
Foto: InspiredMagazine

O uso de filtro solar é necessário em todas as estações do ano, independentemente de ter sol forte ou não. Os raios UVA e UVB afetam a nossa pele até em dias nublados, por isso a importância de nos proteger todos dias. No verão, o uso deve ser mais intenso, com aplicações a cada duas ou três horas quando exposto ao sol, praia e piscina. Também é importante dizer que esses produtos podem causar irritação na pele das crianças e é recomendável a indicação do pediatra para a compra de um protetor solar adequado para cada faixa etária. Menores de seis meses não podem usar filtro solar, somente com recomendação do pediatra. Para esses casos existem roupas protetoras com bloqueio das ações nocivas do sol. Também, é importante preservar a saúde e o corpo dos bebês e das crianças da exposição direta ao sol ou de locais muito quentes e ou abafados.

Uso de repelentes em crianças

menina repelente pernas pixabay
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A temporada de dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya está chegando e para evitar o contágio é importante usarmos repelentes e eliminar possíveis criadouros de mosquitos transmissores. Recomendo aos pais e mães que fiquem atentos quanto às marcas e recomendações de aplicação e reaplicação dos produtos que prometem evitar as maldosas picadas de insetos, que além da doença, causam coceiras e lesões na pele. A maioria das marcas de repelentes não protege pelo tempo indicado nos rótulos, e vamos combinar que as crianças se sujam, entram e saem da água minimizando a proteção prolongada. Fale com o pediatra para a compra correta do produto e evite reações alérgicas nas crianças.

Uso de roupas e acessórios no verão e para passeios

menina criança praia boné píxabay
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Não existem regras básicas para o uso de roupas em crianças, mas recomendações de serem de tecidos mais leves, fáceis de arejar a pele para evitar assaduras ou alergias conhecidas como dermatites. Nos dias mais quentes, tons muito escuros favorecem o superaquecimento, assim como a sudorese e, consequentemente, a desidratação na criança se colocada em risco com exposição ao sol e ou em locais abafados.
Os acessórios são bem-vindos desde que confortáveis para as crianças como, por exemplo, bonés e viseiras para proteger os olhos. Para passeios, prefira os looks mais versáteis com sandálias abertas para que os pés possam “respirar”.

Cuidados com viagens longas

crianças

Para algumas famílias é inevitável sair de férias em viagens nas quais o uso do carro (de passeio ou ônibus) é necessário. Com a demanda e o trânsito intenso, muitas viagens podem demorar mais do que o esperado e isso pode provocar estresse nas crianças, assim como desidratação, fraqueza, dor no corpo e outros sintomas inconvenientes. Como recomendação, faça paradas a cada duas horas de percurso e permita que a criança se estique, beba água e se alimente se estiver com fome. O conforto e a segurança são imprescindíveis para garantir o sucesso da viagem. Use sempre as cadeirinhas para crianças menores de sete anos e o cinto de segurança para os maiores.

Evite locais barulhentos e com muita luz

menina criança chorando píxabay
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Bebês e crianças são sensíveis ao som alto e luzes fortes, por isso é importante resguardá-las de ambientes que não respeitem o limite de cada uma delas. Nas festas de final de ano, quando há grandes reuniões familiares, som alto e luzes decorativas, permita que a criança demonstre suas preferências e no caso de não gostar, não a force a ficar e tão pouco ensine na “marra” que é assim para sempre. Som alto pode afetar os tímpanos e causar lesões importantes, assim como as luzes que diretamente nos olhos pode causar distúrbios oculares temporais e ou efetivos. O limite e sensibilidade são demonstrados com o tempo pela criança e, geralmente, os cuidadores (pais e mães) sabem identificar quais são.

Acidentes domésticos

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Acidentes domésticos são comuns nas férias e podem acontecer em um piscar de olhos – seja uma queda, uma intoxicação alimentar ou até mesmo algo inusitado como quebrar um dente abrindo uma garrafa. As crianças são capazes de fazer feitos indescritíveis e o cuidado e segurança delas devem estar em primeiro lugar sempre. Quando os pais não podem cuidar diretamente de seus filhos, recomendo que vejam a possibilidade de um familiar ou amigo (maior de idade) se responsabilizar pela segurança e bem-estar dos pequenos, assim como observar possíveis sintomas de doenças que causam febre, dor, vômito e ou diarreia, além das quedas. Para todos os casos é importante o atendimento presencial do médico pediatra.

Seguindo algumas dessas dicas, as férias podem render momentos divertidos e inesquecíveis para todos.

*Priscila Zanotti Stagliorio é  médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana. Em seu currículo possui diversas participações em congressos, cursos de especialização e atuações em prontos socorros, clinicas e ambulatórios médicos da grande São Paulo – Capital. Oferece curso personalizado para gestantes e mamães com recém-nascidos.

 

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Acidentes envolvendo os olhos aumentam durante as férias escolares

Especialista reforça importância dos pais na prevenção de acidentes e ensina o que fazer em casos graves

Todos os anos, cerca de 250 mil crianças com menos de 15 anos sofrem algum tipo de acidente envolvendo os olhos – principalmente durante o período de férias escolares e feriados prolongados. De acordo com a Academia Americana de Oftalmologia, 41% dessas ocorrências acontecem entre 10 e 14 anos – como resultado de brincadeiras com armas de brinquedo, flechas, bastões e bolas.

“Qualquer coisa que puder atingir os olhos, certamente vai atingir os olhos. Não dá para obrigarmos as crianças a usar capacetes de motociclista o tempo todo”, diz David Hunter, médico oftalmologista e porta-voz da instituição.

menino brincando pixabay
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O médico comenta que até mesmo uma aparente simples brincadeira de “guerra de toalhas” pode resultar numa catástrofe se uma das pontas atingir a córnea. Acidentes envolvendo espadas, tacos e bastões também ocorrem bastante. Apesar de graves, esses exemplos nem são os mais comuns quando comparados aos acidentes com produtos de limpeza – que queimam, ardem, agridem, irritam e cortam os olhos das crianças. Hunter diz que nas salas de emergência ocular é muito comum encontrar como causa do acidente lençóis, garrafas, cintos, livros, vassouras, pauzinhos, luzes de árvore de Natal, lápis, chaves, clipes, grampeadores, zíperes etc.

De acordo com Renato Neves, cirurgião-oftalmologista e presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, é preciso que os pais estejam mais bem informados sobre os riscos escondidos dentro de casa e imponham limites de acordo com a faixa etária da criança. “O bom senso é o melhor dos professores. Ou seja, se acha que determinada brincadeira pode acabar mal, é porque pode mesmo. Os brinquedos de propulsão, como as armas de ar, de água ou até mesmo aquelas de jato de tinta, oferecem risco grande de dar errado. Abrasão da córnea, aumento da pressão ocular e até mesmo uma catarata traumática podem resultar desse tipo de acidente”, diz o médico.

crianças brincando pixabay

O especialista afirma que a própria agressividade de crianças entre seis e dez anos de idade pode elevar a ocorrência de acidentes. Nestes casos, os pais devem procurar com urgência um serviço especializado, a fim de que os olhos da criança sejam examinados com mais detalhes e tratados sem perda de tempo – o que, em alguns casos, pode significar a preservação do sentido. “Enquanto o paciente é levado ao médico, é recomendável usar compressas geladas no local contundido, sem massagear ou esfregar. Já em caso de perfurações, o ideal é colocar uma proteção ao redor dos olhos, como um copo plástico, sem fazer pressão no olho afetado”.

Neves alerta, também, que os olhos costumam ser muito afetados nos acidentes com aerossol, quando a criança está tentando utilizar ou brincar com desodorantes, perfumes, protetor solar, repelente, produtos de limpeza, tintas etc.

menino tinta brincando rrsilvestre pixabay
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“Quando a criança aponta o spray em sua própria direção, as irritações são as consequências mais frequentes, seguidas de queimaduras químicas, arranhões e ferimentos no globo ocular provocados por coceira. Os danos dependem do produto borrifado nos olhos. Por isso, dependendo da gravidade, é importante enxaguar bem os olhos da vítima e seguir sem demora até uma clínica oftalmológica, tomando o cuidado de levar a embalagem do produto para que o médico saiba exatamente que medida tomar”.

Fonte: Renato Neves, cirurgião oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos

Pets: cursos gratuitos sobre comportamento animal e acidentes domésticos

Com duas opções de horários, evento conta com a presença do especialista Rapha Aleixo

Amanhã, 14 de setembro, a Strix Clínica Veterinária Especializada realiza mais um evento gratuito para conscientização e cuidados com cães e gatos. O tema deste mês será dividido em duas aulas diferentes: a primeira, sobre acidentes domésticos, será ministrado por Amanda Carvalho, às 13 horas.

Às 20 horas, o adestrador e especialista em comportamento animal, Rapha Aleixo, da DogLion e parceiro da Strix, falará sobre comportamento animal, alguns dos perigos que animais com problema de comportamento correm e como melhorar a qualidade de vida dos pets.

Quem tem um animal de estimação como parte da família sabe que os cuidados nunca devem cessar e que para evitar acidentes a atenção sobre eles deve ser constante. Assim como com crianças, os tutores devem estar sempre atentos às bagunças e aventuras dos pets, que estão sempre em busca de novas maneiras para se divertir. É justamente este comportamento ativo e curioso dos animais que tornam os cuidados tão necessários já que qualquer momento sozinho em casa é uma oportunidade para explorar territórios desconhecidos e, em grande parte das vezes, proibidos – o que podem causar acidentes desde os mais corriqueiros até os mais graves e fatais.

cachorro e gato brincando pixabay

Alguns dos problemas de comportamento dos animais incluem agressividade indevida, puxar a coleira, destruir e comer objetos dentro de casa, e muitos destes podem causar sérios problemas de saúde ou acidentes para os pets.

Saber como evitar estes comportamentos e estes acidentes com os animais domésticos deve ser uma prioridade nas casas que abrigam qualquer integrante de quatro patas, garantindo o bem-estar e segurança do pet e de toda a família.

Na aula sobre comportamento será mostrado como lidar com alguns problemas dos pets como destruição de móveis e objetos dentro de casa, latido constante, agressividade com outros animais e mesmo com humanos e dificuldades na hora do passeio, entre outros.

Na aula sobre acidentes domésticos, os principais assuntos que serão tratados são:

Cuidados com filhotes

Um dos acidentes domésticos mais comuns é aquele caracterizado como “corpo estranho”. Pelo comportamento curioso e explorador de filhotes, eles tendem a investigar objetos que, em alguns casos, podem ser facilmente engolidos como, moedas, brincos, peças de brinquedos infantis. Esse tipo de ocorrência pode gerar uma série de lesões no estômago e intestino dos animais e, em casos mais graves, pode ser necessária intervenção cirúrgica.

filhotes

Intoxicações

Estas podem ocorrer por produtos de limpeza, tintas ou quaisquer produtos em que o animal tenha acesso. Algumas plantas também são toxicas e comprometem a saúde do pet; fornecimento de medicações humanas ou em doses acima do recomendado para o animal.

Diversos outros acidentes podem ocorrer no ambiente doméstico, caso não tomadas as medidas adequadas, que incluem desde mudanças em domicílio, educação do pet e, em alguns casos, intervenção de especialista.

Sobre os palestrantes

Amanda Carvalho é médica veterinária formada pela Universidade Anhembi Morumbi em 2007 e fez residência em clínica cirúrgica pela mesma universidade, terminando em 2011. Fez ainda o curso de pós-graduação com gestão de negócios com ênfase em Marketing pela ESPM.

Rapha Aleixo é amante dos animais, teve uma passagem por treinamento de cavalos para apresentações quando ainda pequeno. Com o passar do tempo, se formou em Publicidade e Propaganda, mas não contente com a profissão escolhida resolveu largar tudo para fazer o que realmente sempre amou: treinar e adestrar animais. Porém dessa vez o foco foi voltado aos cães, a partir disso se especializou, montou a Dog Lion pensando em melhorar a relação homem x cão e dar boa qualidade de vida aos cães.

A Dog Lion oferece hoje serviços para soluções caninas, como adestramento, consultas comportamentais e hospedagem canina. Rapha também faz parte da Unidade K9 Centro de formação de cães, treinadores e condutores de cães. Condutor de Cães de Busca na empresa Busca Pet Brasil, e diretor, formador e condutor de cães K9 atuando efetivamente na Canix Corp.

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Curso “Acidentes Domésticos e comportamento animal”
Data: 14 de setembro de 2017
Horários: 13h – Acidentes domésticos / 20h – Comportamento animal
Valor: Gratuito mediante reserva antecipada
Capacidade: 15 pessoas por horário
Endereço: Av. Professor Vicente Ráo, 1275 – Jardim Petrópolis

Informações: Clínica Strix

Saiba como evitar acidentes com animais de estimação

Evitar acidentes com os animais de estimação é essencial para garantir a saúde dos pets

Os animais domésticos fazem parte da família. Em muitas casas brasileiras, eles são criados como filhos, e assim como as crianças, exigem muita atenção e cuidado. Até porque acidentes com animais de estimação são mais comuns do que imaginamos.

Os filhotes são os mais curiosos. Quando eles estão chegando na família, precisam conhecer e se adaptar ao ambiente e, por isso, é comum que mastiguem objetos, se escondam atrás dos móveis e subam em lugares altos — além de cheirar e lamber quase tudo que veem pela frente. Portanto, prestar atenção nos filhotes e mantê-los em um ambiente seguro é fundamental para evitar acidentes afirma o veterinário Cauê Toscano do Vet Quality Centro Veterinário 24h.

Alertas para evitar acidentes com filhotes

Quando resolvemos adotar um animal filhote, é importante preparar o ambiente para recebê-lo. Escolha uma parte da casa para ele dormir, comer e fazer suas necessidades biológicas. Nesse local, é importante que tomadas e fios de eletricidade estejam protegidos.

Se você tiver um gatinho, deve ter tela de proteção nas janelas e nas varandas, além de evitar móveis altos.

ringo na tela

Assim como no caso das crianças, não deve ser deixado ao alcance dos seus pets qualquer produto químico. Se você estiver fazendo uma reforma na casa é fundamental prestar atenção para que eles não entrem em contato com tinta fresca.

É muito comum que cachorros pequenos procurem objetos para roer, pois seus dentes estão em processo de formação e crescimento. Por esse motivo, ter disponível brinquedos que facilitem a dentição é interessante — caso contrário, é muito provável que seu bichinho roa paredes e sapatos.

Precaução com utensílios e brinquedos

Evite deixar à vista objetos pequenos que podem ser facilmente engolidos, como moedas, brincos, peças de brinquedos infantis, caroços e sementes. Engolir itens inapropriados é um dos acidentes com animais mais comuns. Esse tipo de ocorrência pode causar uma série de lesões no estômago e no intestino. Em caso mais graves, é necessária uma intervenção cirúrgica.

cachorro com brinquedo

Existem brinquedos apropriados para cães e gatos de diferentes tamanhos. Cães de porte médio e grande não deve ter brinquedos muito pequenos ou com peças miúdas, já que podem ser engolidos.

Cuidados para evitar acidentes com animais idosos

Animais em uma idade avançada — acima de 7 anos — precisam de atenção redobrada. Se eles já estão com a visão debilitada ou com dificuldades de locomoção devido a problemas de saúde, é importante ter atenção quando eles sobem ou descem de móveis. No caso de cães, os sofás e as camas. Já os gatos, as estantes, as prateleiras e as mesas.

gato e cachorro deitados

Os animais idosos também ficam mais seguros em ambientes limitados. Por isso, lembre-se de fechar portas e janelas quando for necessário deixar o seu pet sozinho em casa. E se caso, algum acidente acontecer, não deixe de levar o seu pet imediatamente a um hospital veterinário.

Fonte: Vet Quality Centro Veterinário 24h

 

Sociedade Brasileira de Neurocirurgia alerta sobre acidentes domésticos

Quedas entre idosos e crianças são comuns dentro das residências e podem ter graves complicações

Acidentes domésticos podem ocorrer a qualquer momento, principalmente quedas entre idosos e crianças. Devido à relevância do tema, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) mantém o projeto Pense Bem, que incentiva e acredita na prevenção como a principal forma de reduzir o alto índice de acidentes. Algumas mudanças simples nas residências podem prevenir esses imprevistos.

Pequenas modificações na decoração, como na organização dos móveis, já tornam a casa um ambiente mais seguro para se viver. É preciso recalcular a altura dos armários, para que estes estejam na altura do braço, assim como ter um ambiente mais iluminado e afastar os móveis para deixar a passagem entre os cômodos livre. A utilização de escadas e bancos para alcançar prateleiras também não é recomendada.

“Iniciativas simples como a redisposição de móveis podem prevenir acidentes e até salvar vidas. Ocorrências com idosos e crianças são muito comuns, por isso, merecem uma atenção especial”, explica Modesto Cerioni, neurocirurgião e Presidente da SBN.

A atenção deve ser redobrada no banheiro. O uso de barras de proteção é essencial para evitar escorregões e quedas com possível ocorrência de neurotrauma. Tombos e tropeços em tapetes e móveis baixos também são frequentes, sendo que a melhor opção é retirá-los do caminho. Também se faz necessária atenção redobrada nas áreas externas da casa, com os pisos de relevo acidentado ou escorregadios. Se possível, devem ser reformulados.

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Confira mais algumas dicas abaixo:

– O acesso deve ser fácil, sem barreiras, com piso externo áspero e marcações claras no caminho;
– Trincos de segurança deslizantes, maçaneta tipo alavanca;

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– Boa iluminação: interruptores de luz próximos à cama, luz de emergência e luz noturna nos banheiros, corredores e cozinha;
– Ambientes livres de obstáculos, principalmente objetos e móveis baixos;
– Barras de segurança em alguns cômodos;
– Gavetas de fácil abertura;

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– Objetos de uso frequente devem estar em locais de fácil acesso.

O Pense Bem engloba apresentação de pesquisas e palestras, além de distribuição de folhetos com casos e depoimentos de vítimas. A ideia de criar o projeto surgiu após a constatação de um alto índice de neurotrauma decorrente de diversos tipos de acidentes do dia a dia, como soltar pipas sobre lajes das casas, subir em árvore sem verificar a segurança dos galhos, mergulhar em rios, cachoeiras, lagos, piscinas e mar sem checar a profundidade, sentar na cadeira inclinada sobre duas pernas, subir escada sem corrimão, colisões no trânsito e outras situações semelhantes. A campanha oferece dicas de como praticar essas atividades em segurança.

Fonte: SBN