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Açúcar endurece as fibras de sustentação da pele e ajuda no envelhecimento

 

Um dos sete marcadores do envelhecimento está todo dia na mesa durante as refeições: o açúcar. Nomeado como um dos Seven Skin Ages (sun, sugar, sleep, stress, skin care, smoking e second) no último Congresso de Dermatologia de Barcelona, o açúcar é perigoso, pois não está presente apenas nos doces: tudo que vira açúcar no organismo pode envelhecer a nossa pele se consumido em demasia.

“É importante se atentar para os carboidratos, farináceos brancos, que também se transformam em açúcar. Consumimos açúcar indiretamente o tempo todo para gerar energia. Se esse consumo for exagerado, este processo se acumulará no organismo e inicia-se a glicação”, afirma Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

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Foto: SweetLouise/Pixabay

A médica explica que a ingestão de açúcar em demasia na dieta colabora para um processo de glicação, no qual as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas.

“O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) provocam ainda a perda da volumetria natural, que é o contorno e a sustentação além do tônus, e com isso inicia-se uma mudança da boa morfologia e da anatomia primária da pele jovem”, completa. Isso ocorre porque os AGES derivados de espécies avançadas reativas de glicação geram ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema.

Quando ocorre a quebra, então, das proteínas do colágeno e da elastina, isso acontece, de acordo com Claudia, tanto em relação à derme papilar como à derme reticular. “Nós temos a quebra da elastina, fazendo uma ancoragem de sustentação mais profunda, e o colágeno do tipo 1, tipo 3 e do tipo 7 que está bem na junção de epiderme e derme. Com isso, há um processo de desnaturação dessas proteínas, ou seja, há uma perda do quadro de arranjo, do arquétipo natural da pele, que é desestruturado com consequente perda de proliferação com relação às células e também a matriz extracelular onde está localizado o ácido hialurônico. Ou seja, existe uma desorganização da arquitetura da pele e uma fratura das proteínas de sustentação.”

A consequência disso é que a sustentação da pele é desestabilizada e há uma consequente aparição de volumetrias negativas, ou seja, depressões e a formação de linhas, de rugas e de vincos cada vez mais profundos. A dermatologista ainda lembra que o excesso de açúcar no corpo também contribui para piorar a acne na pele: “Isso acontece porque neste cenário existe uma inflamação e, com a presença do açúcar, há um processo de piora”.

doce boca açúcar glicação

Como combater

Graças aos estudos e avanços tecnológicos na área, existem no mercado produtos que agem como antiglicante e deglicante (revertendo o processo de glicação). “O nutracêutico Glycoxil é um peptídeo biomimético da carcinina que atua como antioxidante, antiglicante e desglicante, possui a capacidade de bloquear o açúcar excedente, impedindo que se liguem as proteínas ao colágeno. Ele também desliga o açúcar que se ligou ao colágeno revertendo o processo. Dessa forma, devolvemos as proteínas as suas características iniciais e funcionais. E também por proteger da ação dos raios UVB, protege o DNA celular dos danos oxidativos. A associação com silício orgânico biodisponível Exsynutriment age melhorando o aspecto da pele, dando mais firmeza”, explica a dermatologista.

Para potencializar, o uso tópico é fundamental: “Alistin é a opção tópica do Glycoxil, também impedindo essa reação de glicação”, explica. De qualquer forma, a dermatologista pontua que antes de adquirir esses produtos, é importante ter prescrição médica. Os itens podem ser encontrados em farmácias de manipulação.

Fonte: Claudia Marçal é dermatologista da Clínica de Dermatologia Espaço Cariz, com especialização pela Associação Médica Brasileira (AMB), membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da American Academy of Dermatology (AAD), CME (Continuing Medical Education) na Harvard Medical School

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Nutricionista ensina como diminuir a ingestão de açúcar

Ter vontade de comer um docinho de vez em quando é completamente normal. No entanto, de acordo com a nutricionista Melissa Santos, da Companhia Athletica Curitiba, se o desejo for frequente, ele pode ser um sinal de que sua dieta está desequilibrada.

“Geralmente, a vontade de comer doces ocorre quando estão faltando nutrientes, vitaminas ou minerais. É o próprio corpo buscando o que ele precisa e a pessoa não está ingerindo”, explica. Para esses casos, Melissa tem algumas dicas para amenizar a compulsão.

Dica 1: Naturalmente adocicados

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Pixabay

“Busque uma dieta baseada em alimentos mais adocicados, como frutas frescas, desidratadas ou secas e oleaginosas”, recomenda a nutricionista. Ricas em gorduras boas, que geram a sensação de saciedade, as castanhas do pará e de caju, nozes e amêndoas são boas pedidas.

Dica 2: Alternativos

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Foto: JPPI

“Existem alguns fitoterápicos, ervas e até mesmo vitaminas e minerais que trabalham diminuindo a compulsão por doce”, afirma a profissional. Além do chá de hibisco e da Garcinia cambogia, Melissa indica a ingestão de alimentos ricos em vitaminas do complexo B, que podem ser encontradas em cereais integrais, carnes e ovos, por exemplo. O magnésio, que auxilia no aumento da produção de serotonina – o que diminui a compulsão por doce – está presente em vários tipos de vegetais e folhosos verde-escuros.

Dica 3: Substitutos

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De acordo com Melissa, hoje, há uma facilidade de encontrar, até em supermercados, produtos que podem substituir o chocolate ao leite, por exemplo. “Existem variedades de chocolate meio amargo com maior teor de cacau”. A alfarroba, que é um pó extraído de um tipo de vagem, é um ingrediente com o qual são feitos vários tipos de doces mais saudáveis. “Ela funciona como se fosse um chocolate, mas não contém lactose ou glúten e pode ser incluída na dieta para tentar minimizar essa vontade”, explica.

Dica 4: Reeduque-se

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A compulsão e o consumo exagerado de doces podem gerar o aumento de peso e, consequentemente, elevar o risco do desenvolvimento de diabetes. Por isso, é importante reavaliar os hábitos alimentares, junto com um profissional habilitado. “O ideal é sempre fazer a correção da programação alimentar e da dieta do paciente, para que essa vontade não volte”, afirma Melissa.

Dica 5: Aprenda novas receitas
Existe uma infinidade de receitas que usam pouco ou nenhum açúcar e, mesmo assim, conseguem ter o sabor adocicado alcançado com ingredientes naturais. O brownie funcional da nutricionista comprova que não é preciso “enfiar o pé na jaca” para satisfazer o desejo de comer um doce. Aprenda a receita para fazer em casa:

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Pinterest

Ingredientes
3 ovos
2 e ½ xícara de açúcar de coco
1 e ½ xícara de chocolate em pó
½ xícara de cacau em pó sem açúcar
½ xícara de óleo de coco
1 colher de sopa de essência de baunilha
1 pitada de sal
1 xícara de farinha de arroz peneirada
½ xícara de fécula de batata
1 colher de chá de fermento em pó
Barra de chocolate 60% cacau picada

Modo de preparo
Junte a farinha de arroz, a fécula de batata e o fermento. Reserve. No liquidificador, bata os ovos com o açúcar durante cinco minutos. Adicione o cacau e o chocolate em pó, o óleo de coco, a essência de baunilha e o sal. Bata até que fique homogêneo. Misture a massa aos ingredientes secos e mexa com uma espátula. Adicione o chocolate picado e coloque a massa em uma forma forrada com papel manteiga e leve ao forno ajustado em 180 graus, por 15 minutos (pode levar até 25 minutos, dependendo do forno utilizado). O brownie deve formar uma casquinha no topo, sem perder a cremosidade interna.

Dica: para saber se está pronto, espete um palito e analise a textura; a massa não pode estar crua, mas ela não chega à consistência de um bolo comum, fica mais úmida.
Os pedaços que sobrarem podem ser cortados em quadrados e congelados. Na hora de servir, deixe descongelar em temperatura ambiente e dê uma leve aquecida no forno.

Fonte: Companhia Athletica

Adoçante natural com o mesmo gosto do açúcar branco

Para quem procura eliminar o açúcar refinado da alimentação ou encontrar um adoçante que não deixa sabor residual na boca, a Schraiber inclui o Xylitol em seu portfólio de produtos. Trata-se de um adoçante natural com o mesmo poder dulçor do açúcar branco, com quase metade das calorias e baixo índice glicêmico (que indica a velocidade com que um alimento que tem carboidrato aumenta a glicose no sangue).

O novo Xylitol Schraiber não é transgênico e apresenta as certificações Vegan, Peta e Kosher BKA, que garantem que sua formulação não tem ingredientes de origem animal ou passou por testes em animais. Ele pode ser utilizado para adoçar bebidas e preparar doces e sobremesas em geral. Além de adoçar, o produto ajuda em dietas de emagrecimento, reduz os sintomas de diabetes e diminui a incidência de cáries, a partir da manutenção de outros hábitos saudáveis.

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Preço médio sugerido: R$ 36,00, embalagem bag de 200g.

Informações: Schraiber – SAC nacional: 0800 12 4522 / SAC São Paulo: 11 4184 4522

 

Açúcar de coco da Chocolate Verde

Com a missão de ‘espalhar sorrisos’ e apresentar maneiras de se alimentar saudavelmente, a Chocolate Verde está sempre atenta às novidades que podem ser incluídas no cardápio daqueles que buscam maior qualidade de vida.

Para adoçar o dia a dia dos adeptos da saudabilidade, a empresa apresenta o Açúcar de Coco, produto com índice glicêmico 35, inferior ao açúcar refinado (92), ao mel (83) e ao açúcar mascavo (80).

Rico em vitaminas do complexo B (B1, B2, B3 e B6), essenciais para o equilíbrio e bem estar do organismo, o Açúcar de Coco Chocolate Verde é extraído das flores do coqueiro, não contém glúten e nem conservantes e é 100% natural. Pode ser usado como substituto de adoçantes artificiais. O sabor ‘doce’ é garantido mas, sem química e mais próximo do natural.

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Cada porção de 5 gramas contém 19 Kcal, o equivalente a 1% dos valores diários de referência com base em uma dieta de 2.000Kcal.

Informações: Chocolate Verde

 

Senhor Boteco vence primeira edição do concurso Melhor Caipiroska do Brasil

Senhor Boteco, bar de Jaboticabal, interior de São Paulo, foi o vencedor da primeira edição da Melhor Caipiroska do Brasil, promovida pela Smirnoff.

A competição, que reuniu mais de quatro mil bares desde novembro de 2017, teve como campeã a caipiroska Tropicália, feita com abacaxi, manjericão, gengibre, açúcar orgânico e picolé de tangerina.

Smirnoff
Bruno Buzinaro Marchiori, do Senhor Boteco, mostra o drinque e o prêmio

Confira abaixo a receita do Senhor Boteco – Jaboticabal

Tropicália

Ingredientes

Vodka Smirnoff
50g de abacaxi
3 folhas de manjericão
30g de açúcar orgânico
1 fatia de gengibre
1 picolé de tangerina

Modo de preparo

Misture o abacaxi, o manjericão o açúcar e o gengibre num copo com gelo. Adicione o picolé e complete com vodka Smirnoff.

Smirnoff

 

Hora de diminuir os malefícios do açúcar no organismo

Após o fim de ano – em que as festas oferecem uma porção de guloseimas como panetone, lasanha, chocolate, merengue e brigadeiro – é hora de se preocupar com o excesso de açúcar consumido. Até porque não apenas estes, mas alimentos como pão, batata, feijão e bolachas, comuns no nosso dia-a-dia, também são fontes de carboidratos, podendo assim ser consideradas fontes de açúcar.

“Os carboidratos que nós ingerimos são digeridos pelo organismo no formato de glicose por meio das ações de enzimas digestivas presentes em nosso sistema gastrointestinal. Após digerida, a glicose é absorvida pelas células intestinais e conduzida pelo sangue até o fígado que remove cerca de 50% da glicose. O restante sai do fígado e entra na circulação sistêmica tornando-se disponível para outros tecidos do corpo dependentes de insulina”, explica a nutricionista Luisa Wolpe, mestre em medicina interna e ciências da Saúde.

açúcar

Sendo assim, o açúcar possui o benefício de ser a forma mais rápida de se fornecer glicose para o corpo. Por ser fundamental para o bom funcionamento do cérebro, da retina e dos rins, quantidades pequenas de glicose podem causar uma variedade de problemas. “Os sintomas de uma redução significativa da glicose sanguínea, conhecida como hipoglicemia, incluem sintomas como fraqueza, fome e vertigem, podendo comprometer o desempenho no exercício físico, estado de inconsciência e danos irreversíveis no sistema nervoso central”, destaca a médica.

Porém, o açúcar em excesso pode causar males maiores ainda para o organismo. Segundo a especialista, por serem carboidratos, os açúcares funcionam como combustível energético, desempenhando funções fundamentais relacionadas ao metabolismo energético e ao desempenho nos exercícios e outras atividades.

“Quando a quantidade ingerida passa da conta e as atividades da pessoa não são suficientes para usar todas essas calorias, o pâncreas passa a produzir insulina para regular a taxa de glicose no sangue. E a liberação deste hormônio além do necessário gera aumento de peso. O acúmulo de gordura corporal, além de gerar uma possível insatisfação com a aparência, pode levar a doenças graves como hipertensão e outras cardiopatias”, afirma.

Além de problemas como obesidade e diabetes, o excesso de açúcar pode levar também ao envelhecimento precoce da pele. Isso ocorre devido a um processo denominado de glicação.

Pele mulher

“A glicação é a relação entre o consumo excessivo de açúcar refinado (carboidratos) e o envelhecimento cutâneo acelerado. Neste processo a glicose que fica solta no sangue liga-se as proteínas, formando assim os AGEs (produtos finais da glicação avançada). Esses AGEs causam uma desordem tecidual, levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas, menor capacidade de cicatrização e ao envelhecimento do tecido”, explica a nutricionista.

Mas existem algumas medidas que podem ser tomadas para diminuir estes efeitos. A nutricionista recomenda uma dieta rica em alimentos integrais, como frutas, hortaliças, leguminosas e grãos para tornar mais lento o ritmo da absorção da glicose. Além disso, a alta ingestão de fibras e grãos integrais ajudam a melhorar o controle glicêmico, diminuindo a resistência à insulina e a ocorrência de obesidade, diabetes, distúrbios intestinais e doenças cardíacas.

Existem ainda suplementos que podem colaborar com a diminuição dos males causados pelo açúcar, principalmente contra o envelhecimento precoce. Por exemplo, o Glycoxil é um suplemento que diminui o estresse oxidativo e os processos inflamatórios, atuando contra os radicais livres e promovendo benefícios à saúde como a prevenção do envelhecimento precoce e a correção de desordens metabólicas.

“O Glycoxil é uma carcinina que tem ação antiglicante, deglicante e antiglicoxidante. Desse modo, o suplemento restringe a produção dos AGEs (produtos de glicação avançada), diminuindo assim os impactos do excesso de glicose, do fumo e dos radicais livres. Além disso, o ativo protege as proteínas estruturais do cabelo e da pele do excesso de açúcar que leva à glicação” comenta Luisa.

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“Porém, mudanças nos hábitos diários, dieta balanceada com uso de suplementos, exercícios físicos, maior ingestão de água e a diminuição do consumo de gorduras e álcool são essenciais para bons resultados e os tratamentos e prescrições devem ser sempre acompanhados por um profissional da área”, finaliza.

Fonte: Luisa Wolpe – nutricionista e mestre em Medicina interna e ciências da Saúde.

Sete atitudes para começar 2018 com uma pele renovada

Diariamente, somos expostos a diversos agressores ambientais como os raios ultravioleta, a poluição, a fumaça e, além disso, alguns bad-habits como dormir pouco e fumar também colaboram para o envelhecimento precoce da pele.

“Alguns marcadores do processo de envelhecimento levam à desnaturação celular e aceleram o envelhecimento cronológico. Mas a partir do momento em que você diminui a exposição a esses agressores, mantém uma rotina skin-care adequada ao seu tipo de pele e modifica alguns hábitos, há uma profunda mudança na qualidade da pele”, afirma Valéria Marcondes, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A médica propõe sete atitudes para começar 2018 com a pele renovada:

Use filtro solar

Pele mulher

A exposição solar sem fotoproteção é o mais importante agressor da pele, que leva a um dano cumulativo, inclusive com a formação de dímeros de pirimidina, relacionados com mudança nas bases do DNA e que provocam reações de mutação celular, com consequente fotoenvelhecimento precoce, inflamação, melasma e um aumento do risco de cancerização, segundo a dermatologista. “O filtro deve ter proteção eficiente contra as radiações UVA e UVB, mas também deve proteger da luz visível e da Infrared – o filtro precisa fornecer uma proteção de amplo espectro”, explica a médica. “Esse protetor deve contar com filtros físicos, como o óxido de zinco e dióxido de titânio, associado a filtros químicos para aumentar o grau de fotoproteção. A exposição direta ao sol deve ser feita preferencialmente antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, para evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno, resultando em uma pele mais flácida, com rugas e manchas”, diz a médica.

Crie uma rotina de cuidados com a pele

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Ter uma rotina de cuidados diários é muito importante para a beleza e saúde da pele. Os passos de limpeza, com higienização complementar com tônicos ou águas micelares, assim como hidratação e fotoproteção são essenciais para manter a pele cuidada e saudável. “Consulte sempre um dermatologista, para prescrição de substâncias rejuvenescedoras como alfa e poli-hidroxiácidos, retinoides, vitamina C, ácido ferúlico, Vitamina E, peptídeos, antioxidantes e fatores de crescimento”, explica. “Eles colaboram muito para a hidratação, luminosidade e textura da pele.”

Diminua o açúcar

mulher comendo doce

A ingestão de açúcar em excesso na dieta colabora para um processo de glicação, que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. “Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, explica a dermatologista. O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) gera ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema. “Para reverter esse quadro, é necessária a aplicação tópica e o uso de produtos via oral com ação antiglicante e desglicante. Mas a diminuição do açúcar na dieta é necessária”, explica. Atenção também aos carboidratos, que viram açúcar no fim da digestão!

Controle o estresse

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O estresse também afeta nossa pele de maneira importante, segundo a dermatologista, na medida em que descargas constantes de adrenalina e outros hormônios (como cortisol e prolactina) potencializam o estado inflamatório persistente no tecido cutâneo e reduz o tempo de vida e a atividade das células. “A acne também é uma manifestação comum que tem relação com pacientes que sofrem com o estresse”, afirma a médica.

Pratique exercícios físicos

Woman and dog running on beach at sunset

Durante a atividade física, toda a circulação é estimulada. “O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Os sistemas venoso e linfático também aumentam a velocidade de drenagem, retirando toxinas e diminuindo a retenção de líquidos. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica a médica. “Com a melhora da oxigenação das células, isso contribui também para uma aparência mais saudável da pele”, completa.

Durma melhor

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A falta de sono diminui todo o metabolismo do ciclo circadiano, o que compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e regeneração durante o período noturno. “Então isso afeta a produção natural de melatonina que também é parte da defesa antioxidante primária do nosso organismo”, explica a Dra Valéria. Nessa questão, outro ponto também deve ser analisado: a forma como dormimos. “O fato de dormir com o rosto de lado ou de bruços ajuda a formar rugas de dinâmica importantes, e que muitas vezes nos faz envelhecer mais assimetricamente com demarcações mais profundas das linhas e das rugas. O ideal é dormir com a barriga para cima”, conta.

Pare de fumar

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O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, comenta.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

 

Aprenda a fazer a escolha ideal entre açúcar e adoçante

Decidir entre açúcar ou adoçante é uma grande dificuldade para quem busca reeducar a alimentação ou perder peso. Pensando nisso, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), preparou algumas dicas para ajudar a entender a diferença entre os dois.

De acordo com a nutricionista da Pasta, Sizele Rodrigues, que atua no Centro de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cesans), os brasileiros consomem três vezes mais açúcar que a média mundial. “Prestar atenção nos ingredientes dos produtos industrializados e reduzir o consumo de açúcar são hábitos essenciais para quem busca uma melhor qualidade de vida”, disse.

No entanto, os adoçantes também devem ser consumidos com moderação, para isso, é importante respeitar seus limites diários de consumo. Confira as dicas abaixo para fazer a escolha ideal:

Açúcar

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· Açúcar refinado: procure substituí-lo. Ele perde mais de 90% de seus nutrientes no processo de refinamento e contém substâncias químicas para que fique branco e fino

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· Açúcar cristal: também perde praticamente todos os seus nutrientes, mesmo não possuindo tantos aditivos químicos quanto o refinado

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Foto: Max Straeten / Morguefile

· Açúcar mascavo: não passa pelo processo de branqueamento, cristalização e refino, por isso contém maior concentração de nutrientes, com destaque para os minerais cálcio e ferro

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· Mel: contém cálcio, fósforo, potássio, sódio e manganês, vitaminas C e B e proteínas, além de possuir nutrientes funcionais como FOS (frutooligossacarídeos), importantes para o intestino

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Açúcar demerara

· Açúcar demerara: passa por um leve processo de refinamento, porém, não recebe nenhum aditivo químico, preservando melhor seus nutrientes

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· Açúcares orgânicos: não possuem nenhum tipo de ingrediente artificial, são mais grossos e mais escuros do que o refinado, porém, com o mesmo poder adoçante

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Pixabay

· Açúcar light: é a combinação entre o açúcar refinado comum e adoçantes artificiais, deixando-o com maior poder adoçante

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Foto: Scott Liddell/Morguefile

· O ideal: é preservar o gosto naturalmente doce dos alimentos e fazer uso moderado das substâncias
· Atenção: açúcar mascavo e mel são mais saudáveis por conterem mais nutrientes, mas, assim como o açúcar branco, aumentam a glicemia e favorecem o ganho de peso · ·Lembre-se: o consumo excessivo de açúcar refinado pode causar hiperatividade, inflamações, acne, lipogênese (acúmulo de gordura corporal) e risco de desenvolvimento de diabetes.

Adoçante

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· São compostos por edulcorantes, que são substâncias que apresentam um poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar refinado) e, por isso, devem ser utilizados em quantidades bem menores
· Entre os edulcorantes estão os naturais e os artificiais
· Edulcorantes naturais: frutose, sorbitol, manitol e steviosídeo
· Edulcorantes artificiais: aspartame, ciclamato, sacarina, acessulfame-K, sucralose
· O uso de adoçantes artificiais pode ser uma alternativa para pessoas que fazem controle de peso ou para diabéticos
· Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), cerca de 35% da população em geral consomem algum tipo de produto dietético, sendo o campeão de consumo o refrigerante zero
· Alguns refrigerantes alternativos são feitos com adoçantes, no entanto, é recomendável beber com moderação devido à quantidade de sódio na bebida
· Para que os adoçantes não tragam risco à saúde é preciso conhecer os limites recomendados de consumo diário e não os ultrapassar. Para ajudar nas suas escolhas, clique aqui e veja a tabela para evitar excessos.

Por Larissa Vidal – Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo 

 

Excesso de açúcar aumenta em 23% os casos de depressão, diz estudo

Segundo o psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Diego Tavares, excesso de açúcar pode levar à depressão porque reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que auxilia na manutenção do funcionamento do sistema nervoso.

A comprovação veio de um estudo que foi publicado no final do mês de julho deste ano que mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, por exemplo com refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas cerebrais como ansiedade e depressão. A pesquisa foi feita na Universidade de Londres, Reino Unido e foi publicada na revista científica internacional Scientific Reports.

“Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão”, explica o psiquiatra.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 homens britânicos com idades entre 39 e 83 anos, analisados por 22 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens – aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% na ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. O fato de os sujeitos da pesquisa terem sido homens auxilia a entender que os resultados não foram influenciados pelo sexo, já que o sexo feminino tem maior incidência de depressão e ansiedade devido a fatores hormonais.

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O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Um estudo americano de 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão, mostrando que os resultados não se restringem ao sexo masculino.

“Há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. Quando o BDNF cai costuma ocorrer uma atrofia do hipocampo, área do cérebro que além da memória também regula o estado de humor”, finaliza Tavares.

Portrait of sad young girl with the big chocolate

Fonte: Diego Tavares é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

 

 

Alimentos ajudam a controlar as taxas de glicose no sangue

O diabetes é considerado uma das principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e pode desencadear outras enfermidades como doenças cardiovasculares, renais, problemas na retina (retinopatia diabética), que podem ocasionar catarata e glaucoma.

Em abril de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório global sobre a incidência de diabetes. Segundo a entidade, entre 1980 e 2014, a quantidade de diabéticos quadruplicou, atingindo 422 milhões de pessoas, sobretudo, em países em desenvolvimento. Esse aumento é acompanhado pelo crescimento da incidência da obesidade e sobrepeso na população.

Já a Pesquisa Vigitel 2016, divulgada pelo Ministério da Saúde, aponta que a quantidade de brasileiros diabéticos aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, sendo a maior incidência entre pessoas acima de 65 anos, que representa 27,2%.

O diabetes tipo I ocorre quando o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, e pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens. Já o diabetes tipo II, comum em adultos com mais de 40 anos, ocorre, sobretudo, por causa de maus hábitos alimentares associados ao sedentarismo. Por isso, a melhor forma de se prevenir o diabetes é alinhar a prática de atividades físicas com a alimentação saudável.

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Muita gente pensa que o açúcar está presente apenas em alimentos e bebidas adocicadas, por isso evitam o consumo desse tipo de produto, mas se esquece de se policiar ao ingerir outros tipos de alimentos, como massas, que são fontes de carboidratos, que por sua vez se transformam em glicose no processo digestivo.

A nutricionista da Grings Alimentos Saudáveis, Marília Zielinski, dá algumas dicas simples de reeducação alimentar para ter refeições mais nutritivas e saudáveis, e que podem ser adotadas tanto por quem deseja controlar ou reduzir os índices glicêmicos. Confira abaixo:

Prefira açúcares menos processados e mais naturais, como o açúcar de coco, que dentre todos os tipos, tem menor índice glicêmico e é uma opção para os diabéticos. O mascavo e o demerara também são mais nutritivos do que o refinado, contudo, não são tão indicados para quem deseja controlar a quantidade de glicose no sangue.

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Opte pelas farinhas integrais em detrimento da farinha branca, pois concentram maior quantidade de fibras, dão mais saciedade, contribuem para o funcionamento do intestino, além de preservarem vitaminas e minerais antioxidantes. As prateleiras dos supermercados já trazem opções como a já tradicional de trigo, fonte rica de proteína, ferro, magnésio, zinco, fósforo, manganês, selênio, vitaminas E e do complexo B. Outra opção para quem quer investir nos integrais, é a farinha de sorgo, rica em fósforo, manganês e selênio.

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Foto: Bella Napoli

Prefira as massas integrais, pois são fontes de fibras, mas ainda devem ser ingeridas com moderação por conter carboidratos.

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Dê preferência ao arroz integral para as refeições diárias. Essa simples troca proporciona inúmeros benefícios, principalmente com relação ao controle das taxas de açúcar no sangue e redução da gordura abdominal. Quanto mais fibras ingeridas, menor é a quantidade de glicose e lipídios absorvidos pelo organismo. Algumas marcas agregam um mix de grãos, como linhaça, gergelim, quinoa etc, deixando a refeição ainda mais saudável e nutritiva.

arroz integral Jules -Stonesoup
Foto: Jules -Stonesoup

Inserir grãos integrais na alimentação diária como chia, linhaça, quinoa, amaranto, sorgo, aveia, entre outros, contribui para aumentar a saciedade e o consumo de fibras, e também diminui a ingestão e absorção de carboidratos nas refeições, além de conter vitaminas e minerais que contribuem para um bom funcionamento do metabolismo do açúcar no organismo.

frutas com chia
Frutas com sementes de chia – Foto: Milza/Morguefile

Fonte: Grings Alimentos