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Hora de diminuir os malefícios do açúcar no organismo

Após o fim de ano – em que as festas oferecem uma porção de guloseimas como panetone, lasanha, chocolate, merengue e brigadeiro – é hora de se preocupar com o excesso de açúcar consumido. Até porque não apenas estes, mas alimentos como pão, batata, feijão e bolachas, comuns no nosso dia-a-dia, também são fontes de carboidratos, podendo assim ser consideradas fontes de açúcar.

“Os carboidratos que nós ingerimos são digeridos pelo organismo no formato de glicose por meio das ações de enzimas digestivas presentes em nosso sistema gastrointestinal. Após digerida, a glicose é absorvida pelas células intestinais e conduzida pelo sangue até o fígado que remove cerca de 50% da glicose. O restante sai do fígado e entra na circulação sistêmica tornando-se disponível para outros tecidos do corpo dependentes de insulina”, explica a nutricionista Luisa Wolpe, mestre em medicina interna e ciências da Saúde.

açúcar

Sendo assim, o açúcar possui o benefício de ser a forma mais rápida de se fornecer glicose para o corpo. Por ser fundamental para o bom funcionamento do cérebro, da retina e dos rins, quantidades pequenas de glicose podem causar uma variedade de problemas. “Os sintomas de uma redução significativa da glicose sanguínea, conhecida como hipoglicemia, incluem sintomas como fraqueza, fome e vertigem, podendo comprometer o desempenho no exercício físico, estado de inconsciência e danos irreversíveis no sistema nervoso central”, destaca a médica.

Porém, o açúcar em excesso pode causar males maiores ainda para o organismo. Segundo a especialista, por serem carboidratos, os açúcares funcionam como combustível energético, desempenhando funções fundamentais relacionadas ao metabolismo energético e ao desempenho nos exercícios e outras atividades.

“Quando a quantidade ingerida passa da conta e as atividades da pessoa não são suficientes para usar todas essas calorias, o pâncreas passa a produzir insulina para regular a taxa de glicose no sangue. E a liberação deste hormônio além do necessário gera aumento de peso. O acúmulo de gordura corporal, além de gerar uma possível insatisfação com a aparência, pode levar a doenças graves como hipertensão e outras cardiopatias”, afirma.

Além de problemas como obesidade e diabetes, o excesso de açúcar pode levar também ao envelhecimento precoce da pele. Isso ocorre devido a um processo denominado de glicação.

Pele mulher

“A glicação é a relação entre o consumo excessivo de açúcar refinado (carboidratos) e o envelhecimento cutâneo acelerado. Neste processo a glicose que fica solta no sangue liga-se as proteínas, formando assim os AGEs (produtos finais da glicação avançada). Esses AGEs causam uma desordem tecidual, levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas, menor capacidade de cicatrização e ao envelhecimento do tecido”, explica a nutricionista.

Mas existem algumas medidas que podem ser tomadas para diminuir estes efeitos. A nutricionista recomenda uma dieta rica em alimentos integrais, como frutas, hortaliças, leguminosas e grãos para tornar mais lento o ritmo da absorção da glicose. Além disso, a alta ingestão de fibras e grãos integrais ajudam a melhorar o controle glicêmico, diminuindo a resistência à insulina e a ocorrência de obesidade, diabetes, distúrbios intestinais e doenças cardíacas.

Existem ainda suplementos que podem colaborar com a diminuição dos males causados pelo açúcar, principalmente contra o envelhecimento precoce. Por exemplo, o Glycoxil é um suplemento que diminui o estresse oxidativo e os processos inflamatórios, atuando contra os radicais livres e promovendo benefícios à saúde como a prevenção do envelhecimento precoce e a correção de desordens metabólicas.

“O Glycoxil é uma carcinina que tem ação antiglicante, deglicante e antiglicoxidante. Desse modo, o suplemento restringe a produção dos AGEs (produtos de glicação avançada), diminuindo assim os impactos do excesso de glicose, do fumo e dos radicais livres. Além disso, o ativo protege as proteínas estruturais do cabelo e da pele do excesso de açúcar que leva à glicação” comenta Luisa.

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“Porém, mudanças nos hábitos diários, dieta balanceada com uso de suplementos, exercícios físicos, maior ingestão de água e a diminuição do consumo de gorduras e álcool são essenciais para bons resultados e os tratamentos e prescrições devem ser sempre acompanhados por um profissional da área”, finaliza.

Fonte: Luisa Wolpe – nutricionista e mestre em Medicina interna e ciências da Saúde.

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Sete atitudes para começar 2018 com uma pele renovada

Diariamente, somos expostos a diversos agressores ambientais como os raios ultravioleta, a poluição, a fumaça e, além disso, alguns bad-habits como dormir pouco e fumar também colaboram para o envelhecimento precoce da pele.

“Alguns marcadores do processo de envelhecimento levam à desnaturação celular e aceleram o envelhecimento cronológico. Mas a partir do momento em que você diminui a exposição a esses agressores, mantém uma rotina skin-care adequada ao seu tipo de pele e modifica alguns hábitos, há uma profunda mudança na qualidade da pele”, afirma Valéria Marcondes, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

A médica propõe sete atitudes para começar 2018 com a pele renovada:

Use filtro solar

Pele mulher

A exposição solar sem fotoproteção é o mais importante agressor da pele, que leva a um dano cumulativo, inclusive com a formação de dímeros de pirimidina, relacionados com mudança nas bases do DNA e que provocam reações de mutação celular, com consequente fotoenvelhecimento precoce, inflamação, melasma e um aumento do risco de cancerização, segundo a dermatologista. “O filtro deve ter proteção eficiente contra as radiações UVA e UVB, mas também deve proteger da luz visível e da Infrared – o filtro precisa fornecer uma proteção de amplo espectro”, explica a médica. “Esse protetor deve contar com filtros físicos, como o óxido de zinco e dióxido de titânio, associado a filtros químicos para aumentar o grau de fotoproteção. A exposição direta ao sol deve ser feita preferencialmente antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, para evitar o dano oxidativo e a produção de enzimas que degradam colágeno, resultando em uma pele mais flácida, com rugas e manchas”, diz a médica.

Crie uma rotina de cuidados com a pele

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Ter uma rotina de cuidados diários é muito importante para a beleza e saúde da pele. Os passos de limpeza, com higienização complementar com tônicos ou águas micelares, assim como hidratação e fotoproteção são essenciais para manter a pele cuidada e saudável. “Consulte sempre um dermatologista, para prescrição de substâncias rejuvenescedoras como alfa e poli-hidroxiácidos, retinoides, vitamina C, ácido ferúlico, Vitamina E, peptídeos, antioxidantes e fatores de crescimento”, explica. “Eles colaboram muito para a hidratação, luminosidade e textura da pele.”

Diminua o açúcar

mulher comendo doce

A ingestão de açúcar em excesso na dieta colabora para um processo de glicação, que é quando as fibras de colágeno e elastina endurecem por reagirem com esses açúcares. “Com isso, elas perdem a questão da maleabilidade, da flexibilidade, da sustentação e ancoragem da pele. O açúcar também está ligado, segundo estudos, ao aparecimento de manchas”, explica a dermatologista. O acúmulo de AGEs (espécies avançadas de glicação) gera ação inflamatória e envelhecimento precoce de todo o sistema. “Para reverter esse quadro, é necessária a aplicação tópica e o uso de produtos via oral com ação antiglicante e desglicante. Mas a diminuição do açúcar na dieta é necessária”, explica. Atenção também aos carboidratos, que viram açúcar no fim da digestão!

Controle o estresse

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O estresse também afeta nossa pele de maneira importante, segundo a dermatologista, na medida em que descargas constantes de adrenalina e outros hormônios (como cortisol e prolactina) potencializam o estado inflamatório persistente no tecido cutâneo e reduz o tempo de vida e a atividade das células. “A acne também é uma manifestação comum que tem relação com pacientes que sofrem com o estresse”, afirma a médica.

Pratique exercícios físicos

Woman and dog running on beach at sunset

Durante a atividade física, toda a circulação é estimulada. “O sistema arterial (sangue que “alimenta” os músculos em movimento, por exemplo) aumenta seu fluxo, e consequentemente, o aporte de nutrientes e oxigênio para todos os tecidos, inclusive a pele. Os sistemas venoso e linfático também aumentam a velocidade de drenagem, retirando toxinas e diminuindo a retenção de líquidos. Isso se reverte na pele deixando-a mais hidratada, corada e mais viçosa”, explica a médica. “Com a melhora da oxigenação das células, isso contribui também para uma aparência mais saudável da pele”, completa.

Durma melhor

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A falta de sono diminui todo o metabolismo do ciclo circadiano, o que compromete o tempo necessário para que ocorra o reparo e regeneração durante o período noturno. “Então isso afeta a produção natural de melatonina que também é parte da defesa antioxidante primária do nosso organismo”, explica a Dra Valéria. Nessa questão, outro ponto também deve ser analisado: a forma como dormimos. “O fato de dormir com o rosto de lado ou de bruços ajuda a formar rugas de dinâmica importantes, e que muitas vezes nos faz envelhecer mais assimetricamente com demarcações mais profundas das linhas e das rugas. O ideal é dormir com a barriga para cima”, conta.

Pare de fumar

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O consumo de cigarro induz ao envelhecimento, já que as substâncias tóxicas presentes estão associadas à vasoconstrição periférica por um período de dez minutos, o que diminui o fluxo sanguíneo para o tecido cutâneo e cabelos. “Isso traz consequências na perda da viço e luminosidade da pele além de favorecer o amarelamento do tecido; também há uma perda de firmeza por conta da oxigenação e nutrição diminuídas”, comenta.

Fonte: Valéria Marcondes é dermatologista da Clínica de Dermatologia Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia com título de especialista e da Academia Americana de Dermatologia. Foi fundadora e é membro da Sociedade de Laser

 

Aprenda a fazer a escolha ideal entre açúcar e adoçante

Decidir entre açúcar ou adoçante é uma grande dificuldade para quem busca reeducar a alimentação ou perder peso. Pensando nisso, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), preparou algumas dicas para ajudar a entender a diferença entre os dois.

De acordo com a nutricionista da Pasta, Sizele Rodrigues, que atua no Centro de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Cesans), os brasileiros consomem três vezes mais açúcar que a média mundial. “Prestar atenção nos ingredientes dos produtos industrializados e reduzir o consumo de açúcar são hábitos essenciais para quem busca uma melhor qualidade de vida”, disse.

No entanto, os adoçantes também devem ser consumidos com moderação, para isso, é importante respeitar seus limites diários de consumo. Confira as dicas abaixo para fazer a escolha ideal:

Açúcar

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· Açúcar refinado: procure substituí-lo. Ele perde mais de 90% de seus nutrientes no processo de refinamento e contém substâncias químicas para que fique branco e fino

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· Açúcar cristal: também perde praticamente todos os seus nutrientes, mesmo não possuindo tantos aditivos químicos quanto o refinado

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Foto: Max Straeten / Morguefile

· Açúcar mascavo: não passa pelo processo de branqueamento, cristalização e refino, por isso contém maior concentração de nutrientes, com destaque para os minerais cálcio e ferro

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· Mel: contém cálcio, fósforo, potássio, sódio e manganês, vitaminas C e B e proteínas, além de possuir nutrientes funcionais como FOS (frutooligossacarídeos), importantes para o intestino

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Açúcar demerara

· Açúcar demerara: passa por um leve processo de refinamento, porém, não recebe nenhum aditivo químico, preservando melhor seus nutrientes

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· Açúcares orgânicos: não possuem nenhum tipo de ingrediente artificial, são mais grossos e mais escuros do que o refinado, porém, com o mesmo poder adoçante

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Pixabay

· Açúcar light: é a combinação entre o açúcar refinado comum e adoçantes artificiais, deixando-o com maior poder adoçante

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Foto: Scott Liddell/Morguefile

· O ideal: é preservar o gosto naturalmente doce dos alimentos e fazer uso moderado das substâncias
· Atenção: açúcar mascavo e mel são mais saudáveis por conterem mais nutrientes, mas, assim como o açúcar branco, aumentam a glicemia e favorecem o ganho de peso · ·Lembre-se: o consumo excessivo de açúcar refinado pode causar hiperatividade, inflamações, acne, lipogênese (acúmulo de gordura corporal) e risco de desenvolvimento de diabetes.

Adoçante

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· São compostos por edulcorantes, que são substâncias que apresentam um poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar refinado) e, por isso, devem ser utilizados em quantidades bem menores
· Entre os edulcorantes estão os naturais e os artificiais
· Edulcorantes naturais: frutose, sorbitol, manitol e steviosídeo
· Edulcorantes artificiais: aspartame, ciclamato, sacarina, acessulfame-K, sucralose
· O uso de adoçantes artificiais pode ser uma alternativa para pessoas que fazem controle de peso ou para diabéticos
· Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), cerca de 35% da população em geral consomem algum tipo de produto dietético, sendo o campeão de consumo o refrigerante zero
· Alguns refrigerantes alternativos são feitos com adoçantes, no entanto, é recomendável beber com moderação devido à quantidade de sódio na bebida
· Para que os adoçantes não tragam risco à saúde é preciso conhecer os limites recomendados de consumo diário e não os ultrapassar. Para ajudar nas suas escolhas, clique aqui e veja a tabela para evitar excessos.

Por Larissa Vidal – Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo 

 

Excesso de açúcar aumenta em 23% os casos de depressão, diz estudo

Segundo o psiquiatra e pesquisador do Programa de Transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Diego Tavares, excesso de açúcar pode levar à depressão porque reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) que auxilia na manutenção do funcionamento do sistema nervoso.

A comprovação veio de um estudo que foi publicado no final do mês de julho deste ano que mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, por exemplo com refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas cerebrais como ansiedade e depressão. A pesquisa foi feita na Universidade de Londres, Reino Unido e foi publicada na revista científica internacional Scientific Reports.

“Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces. Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão”, explica o psiquiatra.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 homens britânicos com idades entre 39 e 83 anos, analisados por 22 anos. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens – aqueles com maior consumo de açúcar -, houve um aumento de 23% na ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos. O fato de os sujeitos da pesquisa terem sido homens auxilia a entender que os resultados não foram influenciados pelo sexo, já que o sexo feminino tem maior incidência de depressão e ansiedade devido a fatores hormonais.

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O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Um estudo americano de 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão, mostrando que os resultados não se restringem ao sexo masculino.

“Há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. Quando o BDNF cai costuma ocorrer uma atrofia do hipocampo, área do cérebro que além da memória também regula o estado de humor”, finaliza Tavares.

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Fonte: Diego Tavares é graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB)

 

 

Alimentos ajudam a controlar as taxas de glicose no sangue

O diabetes é considerado uma das principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e pode desencadear outras enfermidades como doenças cardiovasculares, renais, problemas na retina (retinopatia diabética), que podem ocasionar catarata e glaucoma.

Em abril de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório global sobre a incidência de diabetes. Segundo a entidade, entre 1980 e 2014, a quantidade de diabéticos quadruplicou, atingindo 422 milhões de pessoas, sobretudo, em países em desenvolvimento. Esse aumento é acompanhado pelo crescimento da incidência da obesidade e sobrepeso na população.

Já a Pesquisa Vigitel 2016, divulgada pelo Ministério da Saúde, aponta que a quantidade de brasileiros diabéticos aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, sendo a maior incidência entre pessoas acima de 65 anos, que representa 27,2%.

O diabetes tipo I ocorre quando o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, e pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens. Já o diabetes tipo II, comum em adultos com mais de 40 anos, ocorre, sobretudo, por causa de maus hábitos alimentares associados ao sedentarismo. Por isso, a melhor forma de se prevenir o diabetes é alinhar a prática de atividades físicas com a alimentação saudável.

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Muita gente pensa que o açúcar está presente apenas em alimentos e bebidas adocicadas, por isso evitam o consumo desse tipo de produto, mas se esquece de se policiar ao ingerir outros tipos de alimentos, como massas, que são fontes de carboidratos, que por sua vez se transformam em glicose no processo digestivo.

A nutricionista da Grings Alimentos Saudáveis, Marília Zielinski, dá algumas dicas simples de reeducação alimentar para ter refeições mais nutritivas e saudáveis, e que podem ser adotadas tanto por quem deseja controlar ou reduzir os índices glicêmicos. Confira abaixo:

Prefira açúcares menos processados e mais naturais, como o açúcar de coco, que dentre todos os tipos, tem menor índice glicêmico e é uma opção para os diabéticos. O mascavo e o demerara também são mais nutritivos do que o refinado, contudo, não são tão indicados para quem deseja controlar a quantidade de glicose no sangue.

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Opte pelas farinhas integrais em detrimento da farinha branca, pois concentram maior quantidade de fibras, dão mais saciedade, contribuem para o funcionamento do intestino, além de preservarem vitaminas e minerais antioxidantes. As prateleiras dos supermercados já trazem opções como a já tradicional de trigo, fonte rica de proteína, ferro, magnésio, zinco, fósforo, manganês, selênio, vitaminas E e do complexo B. Outra opção para quem quer investir nos integrais, é a farinha de sorgo, rica em fósforo, manganês e selênio.

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Foto: Bella Napoli

Prefira as massas integrais, pois são fontes de fibras, mas ainda devem ser ingeridas com moderação por conter carboidratos.

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Dê preferência ao arroz integral para as refeições diárias. Essa simples troca proporciona inúmeros benefícios, principalmente com relação ao controle das taxas de açúcar no sangue e redução da gordura abdominal. Quanto mais fibras ingeridas, menor é a quantidade de glicose e lipídios absorvidos pelo organismo. Algumas marcas agregam um mix de grãos, como linhaça, gergelim, quinoa etc, deixando a refeição ainda mais saudável e nutritiva.

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Foto: Jules -Stonesoup

Inserir grãos integrais na alimentação diária como chia, linhaça, quinoa, amaranto, sorgo, aveia, entre outros, contribui para aumentar a saciedade e o consumo de fibras, e também diminui a ingestão e absorção de carboidratos nas refeições, além de conter vitaminas e minerais que contribuem para um bom funcionamento do metabolismo do açúcar no organismo.

frutas com chia
Frutas com sementes de chia – Foto: Milza/Morguefile

Fonte: Grings Alimentos

Adoçante: mocinho ou vilão?

Vivemos um período em que a busca pela perda de peso é constante, e uma das estratégias mais usadas é a troca do açúcar refinado pelo adoçante. Mas será que ele realmente faz bem a nossa saúde? Segundo a nutricionista Aline Quissak, especializada nas áreas de Oncologia, Síndrome Metabólica, Psicologia da Nutrição e Nutrição Esportiva, precisamos analisar alguns pontos importantes antes de tomarmos decisões.

O primeiro deles é o porquê do açúcar refinado fazer mal à saúde. Segundo a especialista, por três motivos: 1) é uma caloria vazia, ou seja, o corpo não utiliza ele como energia para as atividades diárias, por isso, ele é facilmente transformado em gordura pelo corpo, principalmente abdominal. 2) contém compostos químicos artificiais, que foram utilizados no processo de refinamento para deixá-lo branquinho, retirando assim todos os nutrientes, vitaminas e minerais originários da cana. 3) por ser açúcar puro, o corpo tem muito trabalho para “limpá-lo” como toxina do corpo, então a produção de hormônios aumenta na tentativa de expulsar esse açúcar ou utilizá-lo de alguma forma para não acumular, o problema é que isso causa um desequilíbrio no corpo, já que exige muito trabalho para algo que ele não irá utilizar.

Até aí tudo bem, mas qual é problema do adoçante? Afinal, ele não tem açúcar, não é refinado, e não tem calorias? Alguns especialistas afirmam que o problema está no adoçante artificial, que pode causar problemas como gases, irritação estomacal e até câncer. Mas que os chamados adoçantes naturais, como stevia e xilitol, não apresentam tais características.

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E é aí que está o problema, segundo a nutricionista. Quando consumimos um brigadeiro, por exemplo, e sentimos o sabor doce, há um sinal químico enviado para o cérebro reconhecendo esse sabor. Automaticamente o cérebro relaciona doce com alta caloria, enviando outro sinal químico para o estômago dizendo: “Prepare-se para a produção de enzimas digestivas porque existem altas calorias para você digerir”. Quando o brigadeiro chega ao estômago começa todo o processo de digestão e depois de absorção no intestino.

Agora, e se eu consumir um produto com adoçante? O mesmo sinal químico acontece, já que minha língua também vai reconhecer o sabor doce, certo? “O problema está aí, o adoçante não tem calorias, ou seja, quando o doce chega ao estômago, ele não tem o que digerir, só que ele estava esperando essas calorias chegarem, e isso acaba por gerar alguns males de saúde”, explica a especialista.

Efeitos do adoçante

O consumo de adoçantes pode causar doenças como gastrite e úlcera, já que são liberadas muitas enzima e ácidos, que não são utilizados pelo corpo. Além de desencadear uma compulsão alimentar e, principalmente, o aumento da vontade de ingestão de doces.

“Quando o estômago percebe que não recebeu as calorias que estava esperando, ele retorna o sinal químico para o cérebro dizendo que aquela caloria não veio e pede por ela, e isso é traduzido pelo cérebro como ‘fome’. Na tentativa de suprir essa necessidade, o corpo age por impulso, requisitando energia rápida. E qual a forma de energia rápida? Açúcar. Por isso, sentimos esta vontade exagerada de comer doces e massas”, completa.

Além de tudo isso, o pH do adoçante não é compatível com o intestino, matando as bactérias boas, responsáveis pela absorção de cálcio, ferro, produção de imunidade, hormônios do emagrecimento e geração de gases. Devido a isso, é comum pessoas que consomem uma grande quantidade de produtos diet, adoçante sendo ele natural ou não, com uma barriga característica: um inchaço característico de gordura acumulada centralmente. E para completar a lista, o consumo diário de adoçante diminui a imunidade, causando problemas como com rinite, sinusite, gripes e resfriados com maior frequência.

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Por isso, para Aline, é importante estar atento ao que estamos consumindo, quais os benefícios reais, que determinados alimentos e bebidas trazem para o nosso corpo e como eles são absorvidos pelo nosso organismo. Reduzir calorias, pode até emagrecer, mas com consequências. O melhor caminho para conseguirmos atingir nossos objetivos, é o equilíbrio.

“A alimentação é fundamental para nossa vida, e a melhor maneira de cuidarmos do peso e da saúde é mantendo uma alimentação equilibrada. Precisamos conhecer os alimentos e entender o que estamos ingerindo, para, a partir daí, escolhermos quais alimentos devem entrar em nossa dieta. É melhor comer de forma equilibrada e dar preferência ao açúcar de melhor qualidade, que trará os nutrientes adequados ao corpo, do que simplesmente substitui-lo por algo que a princípio pode parecer saudável, mas a longo prazo terá consequências graves”- finaliza a profissional.

5 questões para entender a relação entre açúcar e envelhecimento da pele

Você já está cansada de ouvir falar dos perigos que vêm de fora: sol, poluição, baixas temperaturas… Mas há algo que destrói a pele por dentro: o açúcar. Entenda como ele reage com o colágeno e potencializa o envelhecimento cutâneo

Se a sua alimentação é rica em açúcar e carboidratos, isso se reflete no colesterol, pode provocar Alzheimer (segundo estudos recentes) e também envelhecer a sua pele. “O consumo em demasia de carboidratos e açúcares pode desencadear o processo de glicação, em que as moléculas de glicose se unem às proteínas de elastina e colágeno — substâncias responsáveis pela firmeza da pele. O açúcar faz com que as proteínas se quebrem, o que aumenta o processo de envelhecimento da pele e a flacidez”, afirma a dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Para ficar tudo bem claro, a dermatologista explica de maneira clara essa relação entre açúcar e envelhecimento cutâneo:

Como e por que a pele envelhece? Elastina e colágeno são substâncias responsáveis pela firmeza da pele. “Eles deixam a pele mais esticada, mais firme. É o que uma pessoa jovem tem em excesso e, a partir dos 25 anos, vamos perdendo. Aliado a isso, essa desestabilização provocada pela glicação dessas células, que é a quebra de elastina e colágeno, faz com que a pele perca sua sustentação, como um arcabouço que vai se quebrando. A glicação, portanto, faz com que a pele perca colágeno e elastina, resultando em rugas e flacidez”, explica a médica.

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Foto: Pixabay

Mas é só isso? Não para por aí: “O processo de glicação age principalmente nas linhas de expressão e flacidez. Mas produz, sim, rugas e pode piorar as manchas pelo processo de oxidação celular”, alerta a médica.

Quando devo me preocupar? “A glicação normalmente existe em todas as pessoas, mas há um processo de excesso de glicação quando a alimentação é hipercalórica e hiperglicêmica. Ou seja, pessoas que ingerem alimentos ricos em açúcares e gordura aceleram o processo de envelhecimento e glicação”, conta.

O que é possível fazer para me proteger? “Os estudos mais recentes mostram que cremes antioxidantes, com ingredientes como a molécula Alistin, fazem com que se combata esses radicais livres e o processo de glicação, portanto ajudando muito a combater o processo de envelhecimento causado pela glicação. Além disso, o que pode frear a glicação é uma dieta bem orientada, restrita, de baixo índice glicêmico e o uso de antioxidantes e antiglicantes por via oral. Então os nutracêuticos como Glycoxil conseguem bloquear a produção de radicais livres e desligam o açúcar excedente do colágeno, ajudando no processo de envelhecimento também”, argumenta.

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Foto: Shutterstock

Como tratar os efeitos? O que há de mais recente para combater a flacidez e rugas é ThermiTight, um procedimento minimamente invasivo conhecido como “radiofrequência injetável”. “A radiofrequência monopolar aplicada internamente promove aquecimento nos tecidos subcutâneos, promovendo estímulo ao novo colágeno, com consequente firmeza e skin tightening”, acrescenta a médica. O procedimento é feito em uma sessão e já está disponível na Clínica Thais Pepe.

Fonte: Thais Pepe é dermatologista especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade de Cirurgia Dermatológica e da Academia Americana de Dermatologia. Diretora técnica da clínica Thais Pepe, tem publicações em revistas científicas e livros, além de ser palestrante nos principais Congressos de Dermatologia.

 

Nutricionista dá dicas para consumir açúcar de maneira equilibrada

Bom senso é a palavra-chave quando se pensa em açúcar dentro de uma rotina alimentar saudável

Para muitas pessoas, cortar aquele docinho depois do almoço é um desafio. Isso não precisa se tornar um sacrifício para levar uma vida saudável. De acordo com a nutricionista Marcia Daskal, o açúcar é um ingrediente que pode fazer parte do cardápio, desde que seja consumido de maneira consciente e balanceada: “O ingrediente com certeza torna a vida mais gostosa, mas é preciso utilizá-lo sem exageros. Tem uma conta simples: quem gasta mais calorias, pode consumir mais”, explica.

É sabido que o conceito de vida saudável é uma questão de equilíbrio, sendo aplicado em todas as facetas do cotidiano. Quando se trata de hábitos alimentares são muitos os mitos, em sua maioria baseados em dietas restritivas. Para o preparador físico Marcio Atalla, “qualquer dieta que tenha muitas restrições, como cortar permanentemente um ingrediente, não faz bem à saúde. A limitação leva à compulsão podendo, inclusive, acarretar algum tipo de distúrbio alimentar. O ideal é ter uma alimentação diversificada e variada”, salienta.

Ainda se tratando de açúcar, Marcia Daskal dá algumas dicas práticas de consumo e alimentação sem precisar retirá-lo do cardápio:

-Coma porções pequenas de doces – doce não serve para matar a fome. Por isso, não é necessário comer um monte. Você já se sente satisfeito com um pouquinho.

Churros doces - crédito Divulgação

-Coma devagar – o sabor é sentido apenas na boca, então, não há vantagem em comer rápido. Além disso, o indivíduo acaba comendo mais quando come rápido e não aproveita o gosto e sensação proporcionados pelo alimento. É importante dar tempo para o corpo entender a quantidade de comida que está sendo ingerida e saiba pedir o quanto é realmente necessário.

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-Escolha quando comer açúcar – em produtos como pão, bolo, sucos, iogurtes, mostarda, molho de tomate etc., às vezes, sem perceber estamos comendo o açúcar. Dessa forma, experimente o suco, o café e a fruta antes de adoçar. Deixe o açúcar para os extras. Assim, sobra mais espaço para consumir o açúcar que escolhemos comer.

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-Prefira ter uma alimentação aliada às atividades físicas – o corpo usa as calorias vindas de todos os alimentos para a manutenção do seu metabolismo. Quando excede, ele armazena. Caminhar, usar as escadas em vez do elevador, descer um ponto antes do ônibus, estacionar o carro um pouco mais longe, entrar no mar, dançar, andar de bicicleta – são todas formas de gastar energia.

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-Prefira comprar avulsos – dê preferência a comprar doces por unidade e não necessariamente uma caixa inteira, pois evita o estímulo ao consumo exagerado. Muitas vezes, uma boa saída é dividir a sobremesa com alguém.

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-Em buffets de sobremesas – escolha qual quer comer e experimente um pouquinho para ver se vale mesmo a pena. Quantas vezes comemos e achamos que nem estava tão bom?

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-Preste atenção nos alimentos – estar atento na composição do que se ingere (não calorias, mas os ingredientes que vão naquele prato ou produto).

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-Experimente coisas novas – uma alimentação diversificada é essencial! Cada alimento possui propriedades, vitaminas e benefícios diferentes que podem e devem ser explorados.

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-Cozinhe em casa – você não precisa saber fazer muita coisa, mas pode arriscar. Uma omelete pode ser um jantar melhor do que uma lasanha congelada. Juntar alguns vegetais coloridos pode dar uma salada deliciosa. Experimente!

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-Saiba que no dia seguinte pode comer de novo – no final, se consumido com sensatez e equilíbrio, não há motivo para não consumir o que gosta.

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Fonte: Doce Equilíbrio

Mundo Verde oferece livros de receitas saudáveis sem glúten, açúcar e lactose

O Mundo Verde está oferecendo gratuitamente para seus clientes três livros de receitas especiais elaboradas pela equipe de nutricionistas da rede. O consumidor leva para casa um dos livros da coleção Mundo de Receitas, nas compras acima de R$ 50,00.

Alexandra Jakob Santos, diretora de Marketing do Mundo Verde, explica que a iniciativa faz parte da Promoção Ano Verde da marca, que ficará vigente do dia 1º a 31 de dezembro de 2016, nas mais de 380 lojas em todo o Brasil.

“Cada vez mais queremos que o Mundo Verde seja um parceiro de nossos consumidores em busca de uma alimentação saudável e balanceada. Com os livros, damos mais um passo nesse sentido”.

Os três volumes da Coleção Mundo de Receitas, que são colecionáveis, contam com 23 receitas cada um: Sem Glutén, para celíacos (ou para quem faz dieta sem essa proteína, presente em alimentos como trigo, cevada ou centeio); Sem Açúcar, para diabéticos (ou qualquer um que queira diminuir os níveis de açúcar no sangue); e Sem Lactose, açúcar presente no leite que pode causar intolerância em algumas pessoas – o que, segundo dados de 2013, da Agência Brasil atinge 40% da população no Brasil.

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Além dos livros, a cada R$ 50,00 em compras, o consumidor receberá um número da sorte, junto com o cupom fiscal da compra, e poderá se cadastrar no site da promoção e concorrer a um ano de nutricionista, personal trainer e compras no Mundo Verde. O sorteio acontecerá no dia 4/01 pela Loteria Federal.

Veja algumas receitas:

Sem glúten: Crepioca proteica

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Ingredientes

· 1 ovo orgânico
· 2 colheres de sopa de Goma de Tapioca Mundo Verde Seleção
· 2 colheres de sopa de Quinoa em Flocos Mundo Verde Seleção
· Queijo minas e cottage a gosto para o recheio

Modo de fazer

Bata ligeiramente o ovo, acrescente a tapioca e a quinoa, e misture bem. Aqueça uma frigideira antiaderente e despeje a massa. Espere assar de um lado, vire, coloque o recheio e feche. Sirva em seguida. Rende 1 porção de 480kcal.

Sem açúcar: Mousse de cacau com gengibre

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Ingredientes

· 1 abacate maduro
· 1 banana d’água madura
· 60g de chocolate 55% de Cacau Mundo Verde Seleção
· ½ xícara de chá de bebida de castanha
· Gengibre ralado a gosto

Modo de fazer

Em um liquidificador, coloque a polpa de abacate e a banana, e bata bem. Adicione a bebida de castanha, o chocolate derretido em banho-maria e o gengibre, bata novamente. Transfira a mistura para uma tigela, cubra e leve à geladeira por 30 minutos. Rende 6 porções de 84kcal cada.

Sem lactose: Pudim de chia com manga

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Ingredientes

· ¼ de xícara de chá de Sementes de Chia Mundo Verde Seleção
· 1 xícara de chá de leite de coco
· ½ xícara de chá de bebida de castanhas sem adição de açúcar
· 1 xicara de chá de manga picada

Modo de fazer

Misture todos os ingredientes e coloque em um pote de vidro com tampa. Leve à geladeira e deixe de um dia para o outro ou por pelo menos 4h. Rende 2 porções de 259kcal cada.

Fonte: Mundo Verde

Goma de mascar para afastar as cáries

Adoçante xilitol impede o desenvolvimento da bactéria causadora da cárie

O adoçante natural conhecido como xilitol, presente em algumas marcas de goma de mascar, ajuda no combate às cáries, pois estimula a salivação e equilibra o pH da boca, impedindo o desenvolvimento de bactérias. A recomendação é da dentista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção) Gisele Nunes, que explica a atuação da substância na boca. “Como o xilitol não é metabolizado pelos micro-organismos da flora bucal, a bactéria causadora da cárie não consegue se desenvolver e não produz os ácidos responsáveis pela degradação do esmalte dental”, explica.

Outra vantagem do xilitol é ter o mesmo poder adoçante do açúcar com menos calorias. Ao entrar em contato com a saliva, as características químicas do xilitol proporcionam uma sensação de frescor e fazem com que a sua utilização seja explorada pelas indústrias de balas, pastilhas e gomas de mascar.

A mastigação estimula a salivação, que por sua vez ajuda a equilibrar do pH da cavidade bucal – ambientes ácidos, com pH baixo, são propícios à formação de cáries. Além disso, o consumo de gomas com xilitol possibilita a remineralização do esmalte, contribuindo para reverter o quadro de cáries recém-formadas.

Chewing gums on blue
Foto: Scientifit

As gomas com xilitol podem ajudar na manutenção da saúde bucal, mas os hábitos de higiene, como escovar os dentes após todas as refeições e utilizar fio dental, continuam sendo imprescindíveis. “Depois de fazer uma refeição, se a pessoa não tem por perto uma escova de dente, mascar um chiclete sem açúcar contribui para a higiene bucal. Outra técnica que pode ser utilizada nessas horas é fazer um bochecho vigoroso”, recomenda a dentista do Seconci-SP. “Mas, insisto, nenhum desses hábitos substituem a boa higiene bucal”.

Para ajudar a prevenir as cáries, a dentista do Seconci-SP dá outras dicas de saúde bucal:

1.Café com açúcar: o recomendável é tomar a bebida sem adoçá-la ou com adoçantes artificiais, porém se a pessoa tiver o hábito de colocar açúcar, o indicado é beber o café logo após as refeições, antes de escovar os dentes, e não tomar vários durante o dia.

açúcar

2.Alimentos ricos em fibra: cereais, legumes, frutas, grãos, verduras são ricos em fibra e deixa o PH da boca alcalino, o que dificulta o desenvolvimento da bactéria causadora da cárie.

3.Sacarose: é um tipo de açúcar oriundo da cana-de-açúcar, que baixa o PH da boca contribuindo para o aparecimento da cárie. A recomendação é sempre escovar os dentes após consumir estes açúcares.

4.Pouca pasta de dente: uma pequena quantidade de dentifrício, equivalente a uma ervilha, é suficiente para fazer a escovação. Muita espuma não é sinônimo de mais limpeza.

mulher escovando dentes
Foto: JanFidler/Morguefile

5.Primeira visita no dentista: as crianças devem ter o primeiro contato a partir dos três anos. Desta forma, ela começa a criar uma relação de confiança com o profissional, além de se familiarizar com o ambiente do consultório. Caso contrário, se a consulta vier ligada à dor, pode se estabelecer um trauma.

6.Rotina de consultas de um adulto: o ideal é agendar uma visita ao dentista uma vez por ano, porém pessoas com problemas bucais corriqueiros devem ir a cada seis meses.

dentista

Fonte: Seconci