Arquivo da tag: alimentação saudável

Conheça cinco gorduras que podem melhorar sua saúde

Médico Theo Webert elenca os alimentos que, aliados a uma dieta equilibrada, podem ajudar no funcionamento de órgãos, como o cérebro e o coração

O termo “gordura”, apesar de hoje ser reconhecido também em contextos saudáveis, ainda carrega o peso de ser relacionado aos problemas de saúde. No entanto, há sim as gorduras boas que ajudam numa dieta equilibrada e no reequilíbrio do organismo. A informação é do médico Theo Webert, que atua em nutrologia e em qualidade de vida. Segundo ele, a gordura boa é necessária para a função cerebral, a produção de hormônios, metabolismo, perda de peso, energia, função imune e resposta inflamatória.

“Praticamente, 60% do cérebro são constituídos por gordura. A gordura que comemos literalmente alimenta o nosso cérebro, ajudando nossas funções neurológicas e a clareza mental que nos permite viver de forma saudável”, afirma o especialista.

O médico explica que os efeitos de obtenção de gordura boa na alimentação equilibrada pode melhorar radicalmente a energia, estabilizado os hormônios e alimentando o sistema nervoso. “O óleo de coco é geralmente a melhor gordura para se usar na cozinha, porque a sua integridade nutricional permanece estável, mesmo em altas temperaturas”, informa.

Segundo Theo Webert, é fundamental a ingestão de ômega-3, essenciais para o metabolismo, saúde mental e cardiovascular, além de atuar como anti-inflamatório. “Eles também ajudam a prevenir distúrbios relacionados ao desenvolvimento de câncer e podem ser encontrados em vegetais de folhas verdes, algas, sementes de chia, sementes de linhaça, nozes, morango e até no kiwi”, diz.

O médico elenca cinco fontes naturais de gorduras consideradas boas para o organismo. “É claro que o seu consumo deve ser orientado e observado por um especialista. Qualquer excesso pode ser prejudicial ao nosso corpo”, ressalta.

1. Abacate

abacate.jpg

O abacate é dos principais alimentos ricos em gordura positiva. “Se embrulhado como um burrito em uma folha de nori (alga japonesa), com brotos e verduras cultivadas, pode ser uma boa opção e fonte de nutrientes. Por ser de rápido consumo, pode ainda ser descascado, picado e armazenado no congelador. Antes de consumido, pode ser batido no liquidificador com cacau e ate mesmo leite de amêndoas. Fica delicioso”, sugere.

2. Ghee

Ghee2
Foto: WhatsCookingAmerica

Conhecido como manteiga caseira, na verdade trata-se de um óleo purificado da própria manteiga, onde toda a água e os elementos sólidos e toxinas da gordura do leite e lactose são completamente removidos. “Embora seja inteiramente preparado a partir da manteiga, suas propriedades diferem muito da manteiga em si. Ghee é um óleo de cozinha maravilhoso, que suporta o calor, mas pode ser usado também em um misto de chá, onde utilizamos tulsi (erva medicinal), adicionando uma colher de ghee, água de rosas, mel ou estévia”, ensina.

3. Óleo de coco

oleo de coco

O óleo de coco é excelente para cozinhar, uma vez que também pode suportar o calor. “Há quem utilize o óleo também nas receitas de uma barra de chocolate energético. Ele se une ao cacau, cogumelo reishi, cordyceps (fungo que com propriedades de combater o câncer) e um toque de mel. Para muitos, este é o impulso diário de energia”.

4. Nozes e sementes

nozes

As sementes de cânhamo, amêndoas, sementes de abóbora, castanha do Pará, semente de linhaça, castanhas, sementes de gergelim, avelãs, nozes, macadâmia e sementes de chia compõem uma boa parte de uma dieta equilibrada, ao lado de vegetais verdes. “Leites produzidos a partir destas nozes, castanhas e sementes podem ser grandes fontes nutritivas numa alimentação balanceada. Há também como usar para receitas com panquecas, purê cremoso de batatas-doces, pudim de chia, macarrão e até queijo… as possibilidades são infinitas”, afirma Theo Webert.

5. Azeitonas e azeite de oliva

azeite-de-oliva

As azeitonas e, obviamente, o azeite de oliva são uma excelente fonte de gorduras boas. “Os ácidos gordos monoinsaturados presentes no Azeite de Oliva ajudam na redução do colesterol mau (LDL) no corpo, reduzindo assim o bloqueio de artérias e formação praga. Ele também ajuda na redução da coagulação do sangue, além de ser também uma boa fonte de antioxidantes como fenóis e Vitamina E, que ajudam a manter o coração forte e funcionando corretamente”. Umas das maneiras de consumo do azeite pode ser por meio de molhos. ”Um dos favoritos é aquele que mistura azeite, limão e sal marinho. Você pode fazer alguém feliz com qualquer prato de legumes rápido e saboroso com esse simples molho”, finaliza.
 

Mais dicas de pratos saudáveis para as festas juninas

Estamos em uma época de muitas delícias típicas: as festas juninas. Mas, será que é possível aproveitar todas as opções sem sobrecarregar o organismo ou prejudicar o comportamento gastrointestinal? A resposta é sim.

Seja milho verde, amendoim, arroz doce ou bolos, é possível aproveitar a ocasião e se cuidar ao mesmo tempo. “Neste período é comum muita gente consumir alimentos diferentes dos que ingere no dia a dia. Isto é ótimo, pois com equilíbrio pode-se aproveitar a grande diversidade culinária dessa festa”, afirma Karin Sedó Sarkis, nutricionista do Fleury Medicina e Saúde. No entanto, vale seguir algumas recomendações para preparar a culinária típica do festejo sem deixar a saúde de lado.

– Milho: cozido, assado ou grelhado é uma boa pedida. Aproveite para fazer um sal de ervas misturando a mesma proporção de sal com uma ou mais de ervas que te agradam, por exemplo, sal com orégano, e salpique sobre o milho. Outra opção é usar somente as ervas, também fica uma delícia. Se quiser dê um toque com manteiga e aproveite!

Corn on the cob

– Pamonha ou curau de milho verde? Preparações com milho, o curau pode ser feito com leite desnatado. Caso haja necessidade ambos podem ser adoçados com menos açúcar ou pode-se utilizar o açúcar light ou adoçante culinário para diabéticos.

pamonha

– Pipoca: lembre que é hora de cozinhar, use a panela e não o micro-ondas. A pipoca não precisa de muito óleo ou manteiga para estourar. Se interessar dá até pra fazer a pipoca sem nenhum tipo de gordura. Para isto você deve esquentar muito bem a panela, colocar o milho e mexer bem para que ela estoure sem grudar. Outra dica é maneirar no uso do sal, aqui também vale fazer uso do sal de ervas e/ou das ervas propriamente ditas, bem como de especiarias (curry, cúrcuma, páprica picante, pimenta do reino, dentre outras).

pipoca xandert
Foto: Xandert/Morguefile

– Mungunzá e outros doces: nesses preparos também podemos substituir o leite integral por leite desnatado. Dê preferência às versões light de creme de leite e leite condensado. O arroz doce, por exemplo, pode ser feito com o grão integral. As dicas em relação ao açúcar se adequam aqui também.

arroz doce tape

– Bolos: além das dicas acima, tire proveito de ingredientes naturais, como a mandioca e o milho, de preferência o natural. Com ingredientes in natura eles ficam mais saudáveis e saborosos.

Bolo de mandioca

– Amendoim: cozido, assado ou como base no preparo de outros pratos. É rico em gordura de boa qualidade, sendo ótimo para quem quer repor a energia após as danças juninas. Caso opte pela versão cozida, uma preparação tradicional, tenha atenção para o modo de conservação. Certifique-se da qualidade da água usada para cozinhar o amendoim. Depois, conserve em geladeira por no máximo três dias. Tenha atenção na procedência do amendoim, pois caso haja umidade na pós-colheita ou dependendo da forma de armazenamento, pode haver a formação de um fungo que produz uma substância chamada aflatoxina, que é maléfica ao organismo.

Paçoca-659x371

– Cuscuz: vale adicionar legumes, como cenoura ralada e abobrinha, e deixar de lado ervilha e milho enlatados, bem como outros produtos industrializados. Prefira os legumes e vegetais frescos. Dessa forma, adicionamos fibras e reduzimos a quantidade de sódio e conservantes.

minicuscuz

– Licores: quer seguir a tradição e degustar um licor de jenipapo? Apenas fique atento à quantidade, devido ao alto teor alcoólico e grande concentração de açúcar. Por isso, devem ser consumidos com moderação.

licor
Foto: jenipapodo7c.blogspot.com.br

Fonte: Fleury Medicina e Saúde

Dieta japonesa vira modelo para o mundo

A rede de supermercados Hirota promove o estilo de vida japonês em ações para desmistificar o preparo das receitas, divulgar os benefícios dos alimentos e com espaço especial para os produtos orientais, em um mix de mais de mil itens. Para confirmar essa tendência, a Organização das Nações Unidas elegeu recentemente o Japão como modelo global de dieta saudável.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, disse que o país asiático tem “o nível mais baixo de obesidade entre as nações desenvolvidas, menos de 4%”. “ É uma cultura alimentar única e saudável que inclui vegetais, frutas e peixes”, afirmou. O objetivo da ONU é usar o exemplo japonês no combate a dietas inadequadas, que têm uma ligação direta com doenças crônicas como diabetes, câncer e ataques do coração e derrames.

Jeito japonês

“No Hirota, trabalhamos para divulgar os produtos, mostrando como consumir, como fazer as preparações e os benefícios nutricionais. A gente quer quebrar o tabu de que a comida japonesa é complicada. Muita gente acha que é difícil, mas não é, é muito simples, além de ser ótima para a saúde”, afirma Adriana Miyuki Koizumi, nutricionista da rede.

A maioria dos produtos orientais fica em uma gôndola do programa Muito Mais Vida, lançado pela empresa para promover o bem-estar entre os clientes. Baseado no jeito japonês de viver, que inclui uma série de práticas associadas à longevidade, qualidade de vida, equilíbrio e disposição, o Muito Mais Vida também oferece workshops e ações de saúde nas lojas. “Devemos aprender com eles, principalmente, como equilibrar a alimentação com a nossa rotina (trabalho, atividade física, estresse), a disciplina do equilíbrio da vida”, orienta Adriana.

Dicas orientais

1 – Equilíbrio nutricional: dieta à base de vegetais (ricos em fibras e antioxidantes), arroz (excelente fonte de carboidratos), peixes e soja (grande fonte de proteína).

sushi

2 – Variação: consumo com preparações diversificadas (cozidos, ensopados, refogados, fritos, no vapor e cru) e variedade de alimentos (muitas frutas, legumes e verduras).

3 – Moderação: muitos usam a técnica chamada hara hachi bunme, que consiste em parar de comer quando estiver 80% satisfeito e não até ficar com a barriga estufada. Segundo estudos, o cérebro demora cerca de 20 minutos para registrar que o estômago está cheio.

freegreatpicture-sushi
Foto: FreeGreatPicture

4 – Pequenas porções: alimentos servidos em pequenas porções ficam mais bonitos à mesa e evitam a ingestão de grandes quantidades.

5 – Experiência alimentar: refeições devem ser coloridas e agradáveis para proporcionar um momento de prazer.

sushi

Fonte: Hirota

 

Saiba quais são as alternativas saudáveis para as comidas típicas das festas juninas

As comidas típicas das festas juninas podem ser deliciosas, mas é preciso estar atento ao consumo de sódio, açúcar e gordura. Pensando nisso, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo recomenda alguns cuidados para consumir as receitas – e aproveitar melhor as festividades.

De acordo com Etelma Maria Mendes Rosa, nutricionista da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), o consumo desses pratos típicos deve ser moderado devido à quantidade calórica das preparações. “É preciso fazer uma restrição de consumo ou, se houver possibilidade, preparar as receitas em casa, reduzindo a quantidade de açúcar, de sal ou até mesmo de gordura, dependendo da preparação”, enfatizou.

Alternativas para preparações mais saudáveis e nutritivas:

Milho Verde: cereal fonte de carboidrato contém grande quantidade de fibras, vitaminas e minerais. Procure consumir com pouco sal e pouca manteiga.

milho alvimann
Foto: Alvimann/Morguefile

Pinhão: rico em fibras e minerais como cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio e fósforo. Possui também ácidos graxos como ômega 6 e 9. Além de ser naturalmente muito saudável, deve ser cozido somente em água.

Pinhao cunha tur
Foto: Cinha Tur

Cuscuz: preparado com farinha de milho, pode ser feito com legumes, ovos, atum, tornando-se um prato bastante nutritivo.

Cuscuz-Paulista2-659x371

Pipoca: cereal integral que, sem excesso de sal ou gordura, é rico em fibras, possui vitaminas E, B1, B2 e os carotenoides, considerados antioxidantes. Além disso, contém minerais como cálcio, sódio, iodo, ferro, zinco, manganês, cobre, selênio, crômio, cobalto, cádmio e fósforo. Em casa, prepare-o no micro-ondas para evitar o uso de óleo; coloque o milho da pipoca dentro de um refratário; leve ao micro-ondas com a tampa própria do aparelho doméstico; deixe de 2 a 4 minutos em potência alta; acrescente pouca quantidade de sal.

PIPOCA

Batata doce: fonte de carboidratos contém magnésio, fósforo, potássio e vitaminas A, B, C, K e E. Pode ser assada no forno, basta embrulhá-la, depois de lavada inteira e com casca, em papel alumínio e levá-la para assar por 50 minutos aproximadamente.

batata doce szafirek
Foto: Szafirek/Morguefile

Arroz doce e Canjica: cereais com fonte de carboidrato. Se preparados com menos açúcar e sem leite condensado, são bem nutritivos. Algumas alternativas para conferir mais sabor são queimar o açúcar no momento do preparo e adicionar raspas de laranja ou canela.

arroz doce tape

Curau e pamonha: fontes de carboidratos. Normalmente levam na composição leite e açúcar. Evite incluir no preparo manteiga, gordura vegetal e leite de coco, pois deixam a preparação ainda mais calórica.

pamonha

Bolo de milho: fonte de carboidrato, leva na composição ingredientes proteicos como leite e ovos. No caso de preparações caseiras, experimente prepará-lo com metade do açúcar da receita e utilize óleos vegetais no lugar da gordura vegetal, da margarina ou mesmo da manteiga.

Receita-Bolo-de-Milho

Vinho quente e quentão: são calóricos por conter álcool e grande quantidade de açúcar, por isso, vale a pena moderar o consumo. Nos preparos caseiros, existem opções sem álcool, utilizando gengibre, casca de laranja, sucos de frutas como laranja, maçã, abacaxi, maracujá, suco de uva integral e as especiarias como, canela e cravo-da-índia.

vinho quente sem vinho

Por Larissa Vidal – Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo 

Termogênicos naturais podem driblar efeitos colaterais de industrializados

Segundo médico, em receitas acompanhadas, o óleo de coco, café, pimenta-vermelha, chá verde, canela, gengibre e alho são excelentes substitutos para os pré-treino

Um dos grandes problemas de atletas que iniciam os treinos nas academias é a adaptação aos termogênicos. Palpitações, dores de cabeça e problemas imunológicos podem ser alguns dos efeitos colaterais desses suplementos. Uma solução para quem é mais sensível a esses produtos pode ser natural e acessível.

A dica é do médico Theo Webert, que atua em nutrologia e reequilíbrio corporal. “Óleo de coco e café, por exemplo, é uma ótima opção para ser consumida antes do treino, pois melhora bastante a performance e oferece ação termogênica, que ajuda no emagrecimento”, afirma.

oleo de coco

Segundo o médico, que atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a bebida passa a estimular o sistema nervoso, por responsabilidade do óleo de coco, que é cheio de gorduras boas que auxiliam também no controle da fome. “O ideal é que a bebida seja consumida uma vez ao dia, se possível pela manhã, e sem nenhum tipo de açúcar ou adoçante”, sugere.

O médico explica que por ser natural, a receita evita, por exemplo, palpitações, pressão arterial alta ou até um ataque cardíaco. “Termogênicos industriais podem levar da euforia à depressão rapidamente. Irritações ficam mais frequentes e pessoas ansiosas, depressivas ou com transtorno bipolar são mais suscetíveis a esses efeitos colaterais específicos”, diz.

canela

Outros alimentos naturais podem surtir o mesmo efeito dos termogênicos, sem os problemas geralmente relatados pelos usuários. “A pimenta-vermelha, o chá-verde, o gengibre, a canela e o alho são alimentos ricos e com propriedades de elevar a temperatura corpórea, acelerar o metabolismo, produzir energia e fornecer saúde”, informa o médico.

pimenta

Webert lembra ainda que qualquer um desses alimentos naturais auxilia e muito o sistema imunológico. “Com termogênicos convencionais, a imunidade fica prejudicada basicamente como consequência da irregularidade no sono que os termogênicos causam. Não dormir direito acarreta em vários males, entre eles te deixar fraco e doente”, comenta.

Como em qualquer dieta, no entanto, o médico orienta que o paciente procure o auxílio de um profissional especializado antes de aderir à qualquer tipo receita. “É importante mencionar que esses alimentos devem ser consumidos com cautela por pessoas com restrições médicas, já que não são indicados por quem tem problemas de hipertensão, problemas cardíacos, intestinais, disfunções na tireoide, úlceras ou insônias, por exemplo”, finaliza.

Fonte: Theo Webert é médico, Graduado pela Universidade Potiguar – UnP, Natal/RN, com pós em Fisiologia Hormonal e finalizando Pós em Medicina do Esporte e Nutrologia. Especialista em nutrologia, emagrecimento, saúde e qualidade de vida. 

Metabolismo lento: como identificar e reverter o problema

“Meu metabolismo é lento”: quem nunca deu essa desculpa ao perceber os quilinhos a mais na balança? Não é de hoje que este termo está na mira de quem deseja emagrecer. E apesar de tão famoso, poucas pessoas sabem de fato como ele influencia no peso. Muito mais do que um mecanismo que “magicamente” transforma o que comemos nos temidos pneuzinhos, o metabolismo é um sistema complexo de reações bioquímicas responsáveis por construir ou desconstruir moléculas, tudo para manter nosso organismo funcionando.

E o que isso tem a ver com o ganho de peso? Acontece que diversos fatores orgânicos ou do próprio estilo de vida podem determinar como o metabolismo trabalha: certas situações podem deixá-lo mais propenso a aumentar nossas reservas energéticas, o que, na maioria das vezes, significa elevar os depósitos de gordura; enquanto outras ações podem estimular, justamente, o caminho contrário, favorecendo a perda de peso. Quer saber se o seu problema com a balança é realmente fruto de um metabolismo lento e quais atitudes você deve mudar para reverter esse cenário? Saiba mais agora:

Metabolismo x peso

peso-fita-metrica-balanca

Embora o metabolismo englobe todas as funções orgânicas, sua principal associação tem sido justamente a questão do peso. Afinal, o quanto esse mecanismo influencia na composição corporal? De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, para compreender essa relação é fundamental entender como engordamos ou emagrecemos.

“Nosso peso é determinado principalmente pelo balanço energético, um termo que corresponde ao total de calorias que consumimos ao longo do dia menos o que gastamos no mesmo período. Quando consumimos mais calorias do que gastamos, esse saldo é positivo e propicia o ganho de peso, pois o organismo armazena a energia excedente, principalmente, na forma de gordura. No caso contrário, quando gastamos mais do que consumimos, emagrecemos,  já que o corpo busca energia nessas reservas”.

É neste ponto que entra a relação metabolismo x peso: um dos maiores responsáveis por esse gasto é, justamente, o metabolismo basal – uma taxa que define o quanto nosso organismo queima em repouso.

“Ele corresponde à energia utilizada quando o indivíduo está em descanso, ou seja, sem fazer qualquer esforço e em jejum. Representa o que o corpo queima para manter as funções vitais como o batimento cardíaco, a respiração, o sono etc. Curiosamente, é responsável pela maior parte da energia consumida diariamente, representando de 60 a 70% do gasto calórico total” – explica a especialista da Nature Center.

É aí que mora o problema do metabolismo lento: nesse estado, o corpo diminui o gasto energético e passa a realizar essas funções com o mínimo de queima calórica possível. Resultado: mesmo fazendo dieta, a pessoa tem dificuldade de perder peso.

O que causa o metabolismo lento?

relogio

De acordo com a especialista, o metabolismo não é uma taxa permanente, mas um mecanismo flexível, que reage e se adapta as condições de vida do indivíduo, sobretudo em relação à alimentação. “O metabolismo sofre influência de diversos fatores como genética, idade, peso, sexo e, até mesmo, problemas de saúde como alterações hormonais e patologias específicas. Porém, para um indivíduo saudável, sem maiores complicações de saúde, o metabolismo lento pode ser fruto de maus hábitos, principalmente em relação à dieta e ao nível de atividade (sedentarismo)”.

A dieta desbalanceada, em particular, propicia um metabolismo lento, pois é baseada, na maioria das vezes, em alimentos que não demandam grande esforço do organismo durante a digestão.

“Além de não propiciarem um gasto calórico significativo durante sua metabolização, alimentos como carboidratos simples, refinados, açucarados, farináceos e produtos altamente processados, liberam muita glicose de uma vez, gerando picos de açúcar no sangue. Nessa situação, o corpo passa a liberar insulina – um hormônio responsável por tirar a glicose do sangue. O problema é que, em excesso, esse cenário propicia o acúmulo de gorduras, sem contar que a constante ação da insulina impede o trabalho do seu hormônio contra regulador: o glucagon, que é responsável, justamente, por reduzir as reservas energéticas. Enquanto a insulina está alta, o glucagon não é liberado no organismo. Por isso, é essencial reduzir o consumo de alimentos que sabotam o metabolismo”, afirma Sinara.

E os outros 40%?

Se repararmos, ainda restam de 30% a 40% na conta total do gasto metabólico. E eles são, justamente, os fatores que dependem da ação direta do indivíduo. De 20% a 30% do gasto energético é fruto de atividades físicas, desde andar até praticar esportes, podendo variar conforme a composição corporal do indivíduo, a intensidade do exercício e seu condicionamento físico. Já os outros 10% vem do trabalho da digestão e, como vimos, escolhas inadequadas podem sabotar esse gasto. Por outro lado, uma alimentação balanceada e rica em alimentos que estimulem a termogênese – processo pelo qual o corpo queima calorias para estabilizar sua temperatura – pode acelerar o metabolismo e potencializar o gasto de energia.

 

metabolismo-lento-como-contornar alimentaçao.jpg

Revertendo o problema

Salvo em casos específicos, no qual o metabolismo é travado por algum problema de saúde, algumas medidas simples podem ajudar a restabelecer o ritmo e facilitar a perda de peso. De acordo com Sinara, é aconselhável:

-Alimentar-se regularmente: “muitas pessoas acreditam que ficar longos períodos sem comer para compensar um eventual deslize na dieta pode ajudar a balancear as calorias consumidas. O problema é que isso não é eficaz: o organismo entende como uma privação e não um estímulo, e pode reduzir ainda mais o gasto basal para preservar seu funcionamento.” Por isso, é desaconselhado ficar longos períodos de jejum ou seguir regimes radicais;

alimentação-saciedade

-Montar um cardápio equilibrado: sempre tenha no prato, de maneira balanceada, carboidratos, proteínas e gorduras. As proteínas demandam maior energia para serem digeridas e as gorduras (boas) auxiliam na quebra das próprias gorduras armazenadas no organismo. Essa combinação também ajuda a retardar a liberação da glicose vinda dos carboidratos, tornando-os menos impactantes na dieta. “Um exemplo clássico é o tradicional prato brasileiro de arroz com feijão e bife. Porém, substituindo o arroz branco pelo integral, a carne por um corte magro e, obviamente, moderando na quantidade”.

giraprato-frango-fm
Foto: Giraffas

-Consumir fibras: outro ponto importante é sempre incluir fibras no cardápio. Por exigirem um esforço maior para serem digeridas, as fibras ajudam a retardar a liberação de glicose no organismo e prolongam a sensação de saciedade. “Por isso aconselha-se a substituição do pãozinho branco pelo integral, seu impacto sob a glicemia é bem menor”.

aveia copo
Foto: Haaijk/Pixabay

-Apostar nos termogênicos:  claro, eles não poderiam ficar de fora: substâncias como o chá verde, a casca de laranja amarga, a cafeína, a pimenta, o gengibre e o chá de hibisco, por exemplo, são famosos pela capacidade em estimular a termogênese e, dessa forma, aumentar a taxa metabólica. Alvo de muitos estudos, eles podem complementar a dieta e otimizar o gasto energético.

cha--hibisco

-Exercício e repouso adequado: praticar alguma atividade física é fundamental para aumentar a taxa metabólica, além disso, músculos são grandes queimadores de energia, mesmo em repouso. Logo, praticar atividades como musculação mantem o metabolismo acelerado mesmo horas após o término do exercício. Da mesma forma, é fundamental repousar, além de o descanso ser fundamental para a recuperação muscular, a qualidade do sono influencia na produção e liberação de diversos hormônios.

shutterstock mulher corrida inverno
Shutterstock

Com moderação, cafezinho é um grande aliado

café jurere
Felizmente, um dos alimentos mais eficazes na hora de destravar o metabolismo é justamente um dos mais apreciados pelo brasileiro: o café. Por ser rico em cafeína, a bebida é capaz de estimular a termogênese, aumentar concentração e, até mesmo, a disposição para praticar exercícios. Contudo, isso não significa que basta tomar litros da bebida e esperar os resultados, é preciso inseri-la adequadamente na dieta. “Se o objetivo é perder peso, o ideal é tomar a bebida pura, sem adoçar. Além disso, é fundamental que toda alimentação esteja de acordo, pois, apesar de potente, a cafeína sozinha não faz milagres”.

chá gelado2

E para aqueles que não são tão fãs assim do cafezinho, existem alternativas: chá verde, chá preto e diversos suplementos alimentares são tão ricos em cafeína (ou até mais) quanto o famoso matinal. Porém, Sinara finaliza alertando que, para todos, é preciso moderação no consumo: “Por estimularem o ritmo cardíaco e aumentar o estado de alerta, não são recomendados a todos e devem ser consumidos em horários específicos, para não atrapalhar o sono. Por isso, é fundamental sempre buscar a supervisão médica para saber a forma segura de incluí-los na dieta”.

Fonte: Nature Center

Como vencer o cansaço e a fraqueza causados pela má alimentação

Se existe uma sensação que acompanha a vida moderna, sem dúvidas, é a falta de tempo. Mal acabamos de nos despedir da sexta-feira e logo temos que encarar uma nova semana. Em meio a tantas obrigações a cumprir, não é incomum termos a impressão de que apenas dois dias não foram suficientes para recarregar as energias.

Embora esse efeito seja relativamente normal e a segunda-feira acabe gerando certo desânimo em muitas pessoas, existe uma linha tênue que separa o cansaço eventual da fadiga crônica. Ironicamente, um dos fatores mais determinantes nessa questão é justamente um dos mais negligenciados atualmente: a qualidade da alimentação.

Malnutrido, o corpo fica sem energia e passa a dar sinais de alerta que, muitas vezes, são banalizados por quem enfrenta o problema. Resultado: estresse, indisposição para cumprir as atividades do dia a dia, má qualidade do sono, fome exacerbada ou falta de apetite e diversos outros sintomas que, se ignorados, podem acarretar em sérios problemas de saúde. Quer saber se essa é a razão por trás do seu cansaço constante e o que fazer para contornar tal situação? Saiba mais agora:

Sinais do descompasso

Com o ritmo de vida moderno é extremamente comum termos que nos dividir entre diversas tarefas. Casa, trabalho, estudo, filhos… Tamanha correria requer, naturalmente, mais energia do corpo. Porém, em virtude do próprio estilo de vida acelerado, nem sempre essa demanda é suprida pela dieta. Quem nunca deixou de tomar o café da manhã para não se atrasar ou trocou o almoço por um lanche para ir ao banco, por exemplo?

Apesar de parecerem atitudes inofensivas, quando as más escolhas da dieta se tornam constantes, a oferta de combustível para o organismo pode ficar baixa, resultado em sintomas como cansaço, fraqueza e dificuldade de concentração. Porém, como distinguir a falta de energia ocasional de uma deficiência nutricional mais severa?

De acordo com a nutricionista Joanna Carollo, existem alguns sinais que podem sugerir um distúrbio dessa ordem: “Embora a fadiga crônica possa ter várias causas, quando o problema está relacionado à alimentação desbalanceada, o corpo emite sinais bem evidentes: além do cansaço físico, cãibras e dores musculares, o indivíduo pode apresentar unhas e cabelos quebradiços, pele seca, tremores, tontura, entre outros. Isso porque nutrientes essenciais como vitaminas e sais minerais podem estar em falta, comprometendo o bom funcionamento do organismo. Se o indivíduo se sente frequentemente esgotado, mesmo após uma boa noite de sono, por exemplo, é importante buscar ajuda médica para investigar o problema”.

mulher sono insonia

Além disso, a especialista da Nova Nutrii pondera que o individuo pode fazer uma análise sobre seus hábitos alimentares: “Refletir se as escolhas do dia a dia são suficientemente boas, ou seja, nutritivas e condizentes com o estilo de vida. Não basta apenas ‘comer para matar a fome’, é preciso ver se as refeições estão de fato suprindo a necessidade energética e vitamínica. O curioso é que nós costumamos ter consciência de que nosso desempenho não é o mesmo quando não nos alimentamos bem. Ainda assim, muitas pessoas sacrificam a alimentação saudável em virtude da rotina”.

Forneça “combustível” de qualidade

A nutricionista explica que a fadiga crônica ligada à deficiência nutricional não significa, necessariamente, uma alimentação insuficiente, mas, muitas vezes, pouco qualificada. “Como sabemos, os alimentos são a nossa fonte majoritária de energia. Porém, assim como um carro, precisamos de um combustível de qualidade. Se você não coloca uma boa gasolina e não cuida da manutenção, por mais que o veículo esteja ‘abastecido’, uma hora vai apresentar um problema mais grave, capaz de prejudicar seu funcionamento. Nosso organismo trabalha da mesma forma, mesmo que nos alimentemos frequentemente, se essas refeições não suprirem determinados nutrientes, o corpo vai perdendo ‘potência’”.

Ela lista alguns desses itens essenciais para o organismo e sua relação com o cansaço crônico:

Minerais que afugentam a fraqueza:

A deficiência de minerais como o magnésio, ferro e potássio pode desencadear sintomas como fraqueza, tremores, alterações no ritmo cardíaco, cãibras, náuseas, vômitos, perda do apetite, dificuldade de concentração e aprendizado, sonolência, enfraquecimentos das unhas e cabelos (inclusive a queda), irritabilidade, palidez, inapetência, baixa na imunidade e, em casos mais severos, problemas de saúde como a anemia. Isso porque esses minerais são responsáveis, dentre outras coisas, pela produção de energia, contração muscular, oxigenação das células, formação dos glóbulos vermelhos, e fortalecimento do sistema imune.

sementes-de-abobora-max-straeten
Foto: Max Straeten / Morguefile

Onde encontrar: “Sementes de abóbora, espinafre, couve, arroz integral e amêndoas são ricas em magnésio. Já o ferro está presente, sobretudo, nas proteínas animas como fígado bovino. Também é possível encontra-lo nos vegetais, como leguminosas e hortaliças verde-escuras, porém, o ferro presentes nas carnes é melhor absorvido pelo organismo. Já o potássio pode ser obtido através do consumo de bananas, beterraba, feijão e alguns peixes, como o salmão e o atum.”

Vitaminas que turbinam a energia

Ganham destaque a vitamina A, as vitaminas do complexo B (em especial a B12), a vitamina C e a vitamina D. Dentre outras funções, essas vitaminas são responsáveis pelo bom funcionamento neurológico, produção de glóbulos vermelhos, regulação da suprarrenal (glândula responsável pela resposta ao estresse), manutenção do bom humor e ação imunomoduladora. A deficiência de algum desses nutrientes pode levar à insônia, depressão, irritabilidade, dores de cabeça frequentes, problemas gastrointestinais, problemas de equilíbrio, enfraquecimento da memória, fraqueza muscular e inflamações frequentes.

salmao

Onde encontrar: “Proteínas animais como fígado, ovos e peixes são boas fontes tanto de Vitamina A, quanto de vitaminas do complexo B. Porém, também é possível encontrar esses nutrientes em fontes vegetais como a cenoura, a abóbora e vegetais folhosos como a couve. A vitamina C pode ser encontrada em abundância em cítricos como a acerola, a laranja e o morango, mas também está presente em vegetais como o brócolis e o pimentão. Apesar de poder ser encontrada em peixes gordos (salmão, atum etc.), o aporte de vitamina D merece mais atenção, já que é um pouco mais difícil de ser suprido somente através da alimentação normal. Justamente por isso, em alguns casos, a suplementação desse nutriente é bem vinda. Ainda assim, para que o organismo seja capaz de produzir a vitamina, é essencial tomar sol moderadamente e com frequência.”

Hábitos que roubam energia

Além de apostar em uma alimentação rica nesses nutrientes, é importante afastar alguns hábitos que podem sabotar a energia. Muitos deles estão ligados, inclusive, ao estilo de vida moderno e que devem ser combatidos tanto em prol do desempenho, quanto da saúde. Portanto, evite:

Abusar do café: bebidas estimulantes podem ser uma alternativa naqueles dias nos quais nos sentimos menos motivados. Porém, se você se sente “dependente” do café (ou de outra bebida rica em cafeína) para encarar uma atividade, pode estar “mascarando” um problema maior. Embora a bebida ajude a manter a mente alerta, é preciso investigar qual problema está relacionado à falta de energia e concentração;

Trocar refeições por lanches industrializados: o mesmo vale para o abuso de alimentos altamente processados e refinados. Além de serem pobres em nutrientes, estes alimentos são rapidamente absorvidos pelo organismo, provocando picos de glicose que favorecem a fome exagerada, ganho de peso e inchaço;

fast food

Ficar muitas horas sem comer: dificulta o controle da ingestão calórica, pois com poucas refeições, o indivíduo tende a comer mais. Com isso, ele corre o risco de comer além da conta e fazer escolhas pouco saudáveis. Resultado: digestão “pesada”, sonolência e indisposição;

Consumir poucas fibras: fibras possuem um papel importante para boa digestão e tem total relação com a oferta de energia. Como são absorvidas lentamente, controlam a liberação de glicose, evitando picos e mantendo a energia estável. Porém, é fundamental lembrar que a hidratação adequada é indispensável para que este benefício seja alcançado.

Pessoas muito ativas precisam de suplementação?

mulher correndo

Quando a dieta é balanceada, dificilmente um indivíduo sofrerá da fadiga crônica motivada por uma deficiência nutricional. E embora seja relativamente simples afastar essa possibilidade, muitas pessoas tem dificuldade de seguir uma alimentação saudável e natural no dia a dia, seja pela impossibilidade de preparar as próprias refeições, seja pela falta de tempo para procurar opções mais adequadas. O grande problema é que, quanto mais ativa for uma pessoa, maior será sua demanda nutricional. Justamente por isso, muitos podem questionar se é necessário (e válido) apostar na suplementação.

capsulas_de_pimenta_1_web_

Joanna enfatiza que o melhor caminho é sempre a alimentação balanceada, mas considera que esses produtos podem ter um papel importante na vida de pessoas que não conseguem obter esses nutrientes unicamente por meio da dieta: “Não só pela oferta de energia, mas principalmente pelo aporte de vitaminas e sais minerais que muitas vezes não podem ser totalmente supridos ao longo do dia pelo cardápio. Suplementos alimentares podem ser uma alternativa para facilitar a rotina dessas pessoas. Porém, como essa questão é totalmente individual, é fundamental buscar orientação profissional para verificar quais nutrientes devem ser suplementados e em quais quantidades.”

Fonte: Nova Nutrii

Alquimia da nutrição: especialista une saúde e prazer à alimentação

Existe história de amor mais complicada do que a nossa com a comida? Vivemos tempos de amor e ódio, dietas e mais dietas, sempre tentando nos adequar aos padrões. Comemos demais, comemos de menos, cortamos alguns itens da nossa alimentação, acrescentamos outros ditos milagrosos, mas poucas vezes buscamos um equilíbrio. A história da nutricionista Aline Quissak, começou aí, já que, para a especialista, a alimentação vai muito além do que estamos acostumados, ela é a harmonia entre a saúde e o prazer.

“Sempre defendi que o alimento, dentro da sociedade, é como uma história de amor. Com brigas e paixões, ilusões contra realidade. Devemos lembrar que um alimento conta uma cultura, um hábito, um desejo, um prazer ou um desprazer. Mas não podemos esquecer que além do sabor vem a propriedade nutricional, o alimento também alimenta o corpo e o mantém em funcionamento”, comenta a especialista.

Hoje, formada e especialista em áreas como Oncologia, Síndrome Metabólica, Psicologia da Nutrição e Nutrição Esportiva, Aline busca educar a população quanto a nutrição e a entender como os alimentos agem no organismo. Acreditando que todos são capazes de entender a bioquímica dos alimentos e como eles interferem no nosso dia a dia, a nutricionista decidiu ir ao laboratório, para compreender melhor a funcionalidade dos alimentos, sem quebrar esse elo emocional, que criamos com alguns pratos, resolveu entender como os ingredientes utilizados nesses preparos agem misturados e separadamente.

“Meu objetivo em laboratório era comparar a diferença terapêutica das receitas em comparação ao ingrediente utilizado isoladamente. Porém só no laboratório não faria o efeito completo, já que são pessoas em vidas e culturas diversas que as consomem e por isso eu precisava entende-las”, explica.

Após a especialização em Psicologia da Nutrição no Institute of Psichology of Eating na California, começou a aplicar os novos conceitos com os pacientes, fugindo da nutrição tradicional, unindo a ciência da nutrição com o prazer em comer e gerar resultados eficientes e duradouros. Uma das receitas desenvolvidas pela nutricionista é o “Bolo de Chocolate antiestresse”, sem açúcar e sem farinha, e que, em mulheres e homens de 25 a 32 anos, durante 3 meses, diminuiu a irritabilidade em 53% e 64% (respectivamente), melhorou o bom humor em 48% e 71%, aumentou a concentração no trabalho em 58% e 66%, além de diminuir a ansiedade de 49% e 55%, respectivamente em homens e mulheres quando consumido duas vezes ao dia (em tamanho de um cupcake de 120g) após o almoço e no final da tarde.

Capa Ebook Mood and Food

Aline, acaba de lançar a primeira parte desse projeto: o e-book “Mood and Food: receitas para reduzir estresse, ansiedade e melhorar seu humor”, que traz 20 receitas especiais, com estudos de casos, que ajudam no combate aos sintomas em ambos os casos, mas ela não pretende parar por aí, ainda esse ano a nutricionista lançará um manifesto em prol de uma vida e alimentação mais saudáveis.

Para entender melhor como essa alquimia dos alimentos funciona a especialista ensina uma receita especial: Bolo de Chocolate.

Ingredientes:
4 colheres de sopa rasas de cacau em pó 100%
6 colheres de sopa de geleia de damasco 100% fruta sem adição de açúcar/adoçante
5 ovos (eles que vão dar estrutura para o bolo já que não vai farinha)
70g de chocolate 70% derretido
1 colher de sopa cheia de fermento em pó para bolo
2 colheres de sopa de óleo de coco extravirgem

Para o recheio:
Geleia de Frutas vermelhas 100% fruta sem adição de açúcar ou de adoçante. Ou pode adicionar frutas vermelhas como morango, amora, mirtilo, framboesa em pedaços no centro do bolo.

Modo de Preparo:
Bata os ovos com um garfo, tipo omelete. Coloque todos os ingredientes aos poucos e com cuidado em um bowl (potinho) e mexa até ficar uma massa lisa e homogênea. Coloque em formas de cupcake (aquelas individuais) enchendo 3/4 da forma e asse por 20 a 30 min em forno 180 graus. Espete um palitinho para ver se saiu sequinho. Recheio depois que bolo estiver frio. Polvilhe com coco ralado desidratado sem adição de açúcar. Se preferir em uma forma comum, use uma pequena de 22×22 cm.

bolo de chocolate
Reprodução Facebook

Dica da Nutri:
Consumir 1 a 2 porções desse bolo junto com 2 castanhas-do-pará ou 5 nozes e 1 copo de 200ml de suco de acerola natural (pode usar polpa congelada). Pode substituir a geleia de damasco pela mesma medida de purê de maçã ou de suco de uva também para adoçar.

O e-book custa R$ 49,90 e está disponível no site.

Informações: Facebook

4º Organic Food Fest oferece alta gastronomia orgânica

Festival reúne casas em São Paulo e Rio de Janeiro e 120 receitas sustentáveis e livres de agrotóxicos a preços acessíveis

Saúde, sabor, frescor. Essa é a proposta da 4ª edição do Organic Food Fest, que acontece de 5 a 19 de junho em 30 restaurantes badalados de São Paulo e em dez do Rio de Janeiro e vai reunir mais de 120 receitas inéditas e sustentáveis. O festival é o único gastronômico à base de orgânicos do Brasil com a proposta de incentivar uma alimentação saudável e um consumo sustentável.

Para criar uma verdadeira opção sensorial e gustativa, os chefs precisarão criar um menu degustação exclusivo em três tempos com, pelo menos, metade dos ingredientes de origem orgânica, proveniência agroecológica ou de pequenos produtores. Os menus terão o preço fixo de R$ 55,00 ou R$ 88,00 (por pessoa), dependendo da escolha da casa. Bebidas e 10% de serviço à parte.

da_bella_salada_painco_legumes_frango_tucupi_salada_verde_off4_foto_beto_roma_horizontal__Resolucao_do_Desktop_
A chef e apresentadora Bela Gil preparou como prato principal no almoço a Salada de Painço, Legumes com Frango ao Tucupi e Salada Verde. Foto: Beto Roma

A chef e apresentadora Bela Gil, grande defensora da culinária natural e da cozinha de qualidade todo dia na mesa de todos, é uma das grandes estreias do Off nesta edição. Ela participa com menus exclusivos nos restaurantes da Bela, nos hotéis de luxo da rede americana Best Western, no Arpoador e na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, os restaurantes Antonietta Cucina, Badaró Morumbi, Bar da Dona Onça, Bossa, Chez Vous, Condessa Bistrô, Comedoro, Félix Bistrot, Jacarandá, Mercearia do Conde, Sarrasin e Sympa são alguns dos participantes desta edição, que vão adaptar ou ampliar seus menus de base orgânica para atender às regras do festival. No Rio de Janeiro, participam: Amélie Creperie, Bottega Del Vino, Duo, Espírito Santa, Fazenda Culinária, Mensateria e os restaurantes Da Bela.

Para ser orgânico, o produto não pode ter recebido adubo químico, agrotóxico, hormônio, antibiótico, insumo geneticamente modificado, radiação ou qualquer aditivo sintético. Na maioria dos casos, em edições anteriores, os chefs bateram as metas mínimas e conseguiram apresentar pratos de 80 a 100% orgânicos.

Criado pelo empresário alemão Matthias Börner, grande entusiasta do mercado de orgânicos, o festival visa disseminar o uso de alimentos orgânicos na alta gastronomia e fomentar o setor no Brasil. Alimentos orgânicos fazem bem à saúde por serem mais completos nutricionalmente, mais saborosos e ricos em minerais como ferro, selênio e potássio do que os convencionais. Pessoas com alergias e intolerâncias alimentares também têm se beneficiado de dietas de origem orgânica. Eles são benéficos à saúde também de quem os produz e manipula, por não haver risco de intoxicação.

Arroz_de_Galinhada_caipira
Arroz de Galinhada Caipira é um dos destaques do Bar da Dona Onça para o festival. Foto: Mauro Holanda

“A produção dos orgânicos respeita princípios, como proteção da biodiversidade, condições dignas de trabalho e o manejo correto da água e do solo. Substituir a alimentação convencional pela orgânica é iniciar uma revolução sustentável. Na Europa, até cidades com apenas 50 mil habitantes possuem supermercados inteiramente orgânicos”, explica Börner, idealizador do evento. Um primeiro importante passo para tirar do Brasil um rótulo vergonhoso: campeão mundial no uso de agrotóxicos. Iniciativa para promover uma alimentação saudável e um consumo sustentável. Sabor sem veneno.

Sobre o Off:

Criado em junho de 2016 pelo publicitário alemão Matthias Börner, o Off (Organic Food Fest) é o primeiro festival da alta gastronomia à base de orgânicos no Brasil. O objetivo é disseminar o uso de alimentos orgânicos no país e incentivar uma alimentação saudável e um consumo sustentável. Nascido em Hamburgo, Börner cresceu em meio a muito verde, numa casa com horta e pomares. Foi influenciado também pelo pai arquiteto e defensor de projetos ecológicos e sustentáveis. Radicado no Brasil desde 1985, Börner foi o fundador, em 1997, do Grupo Mica, e diretor comercial do Restaurant Week, o maior festival gastronômico do Brasil. Estranhou, ao chegar no Brasil, que este país tropical, em vez de ser o maior produtor de orgânicos do planeta, fosse líder mundial no uso de agrotóxicos. Resolveu investir no setor, que cresce, em média, 30% ao ano. Desde a sua primeira edição, o Off já reuniu mais de 70 restaurantes, 400 receitas e 20 mil consumidores.

Serviço:
Organic Food Fest (Off)
Facebook: /organicfoodfest
Instagram: @organicfoodfest
Twitter: @organicoff

Gatos: alimentação correta previne formação de bolas de pelos

Os gatos são animais extremamente limpos e fazem sua higiene com sucessivas lambidas pelo corpo. Os gatos se lambem para se limpar e para remover pelos mortos, o único problema é que esses pelos viram uma bola de pelo depois que eles engolem.

As bolas de pelo formam o que chama-se de tricobezoar, que são formados por, além da bola de pelo, secreções gástricas, isto é o que o gato costuma vomitar, pois acumularam pelos no sistema digestivo, formando as “bolas de pelos”.

“Em alguns casos, quando o felino não as expele, pode ocorrer até obstrução intestinal e a necessidade de uma intervenção cirúrgica”, explica a Coordenadora da Comunicação Científica da Equilíbrio e médica veterinária, Bárbara Benitez.

Para o gato, expelir essas bolas de pelo através do vômito é melhor do que defecá-las, entretanto se ele tiver dificuldades em vomitá-las, deverá defecar, o importante é expelir a bola de pelo.

GATO SE LAMBENDO PELO

“Os gatos costumam passar até duas horas diariamente se lambendo, então você pode imaginar a quantidade de pelo que ele acaba ingerindo”, complementa a médica veterinária. Os mais afetados são os gatos de pelos longos, como os Persas. Por isso é fundamental que o tutor escolha um alimento específico para eles. “Uma dica é escolher alimentos que contenham óleo mineral e fibras, que estimulam a regulação intestinal e ajudam a evitar bolas de pelos”, explica Bárbara.

A linha Super Premium da Total Alimentos, Equilíbrio, possui produtos indicados para prevenção das “Hair balls”. “Esses produtos são feitos especialmente para ajudar a lidar com esse hábito tão comum, mas que pode ser problemático, dos gatos”, finaliza Bárbara.

 

Fonte: Total Alimentos