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Nutrientes que o corpo precisa para aproveitar ao máximo a atividade física

Alimentação é a base de toda a saúde do organismo, portanto não se engane achando que o whey protein é a única coisa que seu corpo precisa quando você faz atividade física diariamente.

“A atividade física aumenta nossas necessidades energéticas, dá fome sim, por isso muitas vezes comemos muito mais do que a energia que gastamos nos exercícios físicos, ou seja, quanto maior o gasto energético maior também será o seu metabolismo e mais energia você precisará repor”, explica Renata Domingues, médica especializada em Nutrologia, diretora responsável da Clínica Adah e vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro).

E é nessa hora que você deve ficar atento para não comer além da conta: “Nada melhor do que proteína, pois a proteína, por ser de digestão mais lenta, causa maior saciedade. O ideal é consumi-la na primeira hora após a atividade, pois é quando as fibras musculares, que sofreram microlesões, estão se regenerando, ou seja, vai fortalecer os músculos e tratar daqueles que se ‘esforçaram’ demais. Uma pequena dose de carboidrato também é fundamental, como sempre os integrais, para manter a energia do organismo”, acrescenta a especialista.

Além disso, outros nutrientes devem ser priorizados em um cardápio de quem pratica atividades físicas intensas. Ela explica abaixo onde encontrar esses nutrientes:

Cenoura

Vitamina A – a substância melhora a função imunológica, o que é muito importante para quem faz atividades físicas. “Isso porque, treinos intensos exigem bastante do organismo e enfraquecem suas defesas, abrindo espaço para o aparecimento de doenças como gripes e resfriados”. Onde encontrar: fígado bovino, cenoura, manteiga, ovo, manga, mamão, espinafre e couve.

nozes

Ômega-3 – o ácido graxo reduz a inflamação nos músculos gerada pela corrida e ajuda a acelerar a recuperação pós-treino, explica a médica. Onde encontrar: Em peixes de águas frias como salmão, arenque, atum e sardinha. São também boas fontes: chia, linhaça (óleo, semente e farinha), castanhas e nozes.

mandioca

Carboidratos – o nutriente é transformado pelo organismo em glicogênio e armazenado nos músculos. “A substância é a principal fonte de combustível durante o exercício”, diz. O indicado é consumir fontes de carboidrato de 40 min a 2 horas antes da corrida. Onde encontrar: arroz, batata, macarrão, pães, frutas. “Ao longo do dia, prefira carboidratos de baixo índice glicêmico (IG), encontrados nas versões integrais dos alimentos citados ou na batata-doce, na mandioca, no inhame. Eles são absorvidos mais lentamente pelo organismo e fazem com que a glicose seja liberada gradualmente na corrente sanguínea. Isso evita picos de insulina (hormônio que favorece o acúmulo de gordura corporal). Antes e durante os treinos, você pode optar por carboidratos de médio e alto IG, para o fornecimento rápido de energia”, diz a médica.

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Foto: Ponce Photography

Vitamina  D – importante para o processo de contração dos músculos (inclusive os do coração, que são bastante exigidos em exercícios aeróbicos) e melhora a absorção de cálcio, mineral essencial para o fortalecimento dos ossos. “Consumir vitamina D é importante para o equilíbrio do corpo, pois garante o sinergismo de cálcio e outros de nutrientes no organismo”. Onde encontrar: salmão, sardinha, camarão, gema de ovo, arenque e fígado de galinha. “Além de consumir esses alimentos, é importante se expor ao sol por cerca de 20 minutos todos os dias, sem protetor. Os raios solares ativam a síntese de vitamina D no organismo.”

Atum Carbón selado no carvão com purê de batatas roxa e vinagrete de manga
Atum Carbón selado no carvão com purê de batatas roxa e vinagrete de manga

Vitamina B12 – “É essencial para a produção de glóbulos vermelhos, células responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo (lembre-se que, em exercícios aeróbicos, como a corrida, o oxigênio é usado pelas células para gerar energia). Por isso, a deficiência de vitamina B12 no organismo pode gerar fadiga”, diz a médica. A baixa do nutriente também causa dificuldade de concentração, formigamento nas pernas entre outros problemas. Onde encontrar: atum, truta, bacalhau, salmão, ovo, carne vermelha, abacate, leite, cereais integrais, iogurte e levedo de cerveja.

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Cálcio –  essencial para a construção da massa óssea (corredores com esqueleto fraco têm maior risco de sofrer fraturas por estresse). “O mineral também atua nos processos de coagulação do sangue, transmissão de impulsos nervosos e contração e relaxamento muscular”. Onde encontrar: leite, iogurte, queijos, tofu, brócolis, sardinha, espinafre, semente de gergelim, soja, linhaça, grão de bico.

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Foto: Max Straeten/Morguefile

Proteínas – fundamentais para a recuperação e construção muscular pós-treino. Também auxiliam nos processos enzimáticos, na defesa do organismo e produção de energia. “Para um corredor que busca melhorar sua performance, é imprescindível o consumo de proteínas de alto valor biológico (que possuem todos os aminoácidos essenciais, não produzidos pelo organismo)”. Onde encontrar: alimentos de origem animal (carne bovina, frango, peixe, ovo, leite) são as melhores fontes de proteínas de alto valor biológico. O nutriente também está presente em leguminosas como feijão, lentilha, grão-de-bico, soja.

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Vitamina E – “Além de fortalecer a imunidade, o nutriente tem propriedades antioxidantes e combate os radicais livres produzidos durante o exercício, que em excesso causam fadiga, envelhecimento precoce e até alguns tipos de câncer”, afirma. Onde encontrar: castanhas, nozes, amendoim, gema de ovo e vegetais de folhas verdes.

frutas e castanhas

Fibras – contribuem para o bom funcionamento do intestino. Isso melhora a absorção dos nutrientes dos alimentos, a metabolização de energia e o sistema imune. Onde encontrar: aveia, lentilha, castanhas, alcachofra, frutas e verduras em geral.

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Vitamina C – fortalece o sistema imunológico, combate os radicais livres e ajuda a reduzir dores musculares. “Também é usada para a produção de colágeno (nutriente que forma a cartilagem protetora das articulações), de aminoácidos e melhora a absorção de ferro pelo organismo”, afirma. Onde encontrar: laranja, limão, acerola, abacaxi, pimentão, alface, agrião, cebola.

uva passa

Potássio –  mineral importante para manter o equilíbrio eletrolítico e o nível de hidratação do organismo. Também atua no processo de contração e relaxamento muscular. Quantidade recomendada: ao menos 3.510 mg por dia. Onde encontrar: banana, batata-doce, abacate, beterraba, feijão, iogurte, uva passa, mamão.

Por outro lado, alguns alimentos devem ficar fora desse cardápio, principalmente os mais gordurosos. Alimentos com gordura trans, leite, óleos (prefira azeite), sorvete, bolos, biscoitos e pães, manteiga e margarina, gordura hidrogenada e banha, molhos, pele de frango, quando consumidos sem moderação, muitas vezes podem acarretar vários prejuízos à saúde.

A médica explica também que a alimentação deve ser individualizada, pois cada indivíduo tem gasto energético próprio, calculado de acordo com seu peso, sua estatura, idade, sexo e também após com a sua atividade física (tempo, tipo, intensidade).

alimentação saudável

“Para quem tem a intenção de conseguir a hipertrofia muscular ou o emagrecimento, fazer uma comparação entre o valor calórico da dieta e o gasto energético diário é o ponto de partida. Além disto, os alimentos consumidos antes, durante e após o exercício também têm papel fundamental no resultado da atividade física”, finaliza a médica.

Fonte: Renata Domingues é Médica especializada em Nutrologia, vice-presidente da Associação Brasileira de Nutrologia Médica (Abranutro) e diretora responsável pela Clínica Adah. Pós-graduada em Nutrologia Médica e em Ciência da Fisiologia Humana e Longevidade Saudável, a nutróloga é membro da World Society of Interdisciplinary of Anti-Aging Medicine (Wosiam)

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Ômega 3 ajuda a prevenir doenças de alto risco para as mulheres

Mulheres e homens são suscetíveis a determinadas doenças de maneiras diferentes. Segundo a Associação Americana de Alzheimer (Alzheimer’s Association), o risco estimado de desenvolver a doença de Alzheimer aos 65 anos é de 17,2% para mulheres e de 9,1% para homens.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) atesta que a cada homem com depressão, duas mulheres sofrem da patologia. Já a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular revela que a proteção feminina contra a aterosclerose, relacionada à produção do estrogênio, é perdida com a chegada da menopausa.

“A ciência já comprovou que o consumo de ômega 3, nutriente recomendado por nutricionistas e médicos, pode beneficiar a população feminina na prevenção e controle de doenças. Os ácidos graxos poli-insaturados ômega 3 previnem o acúmulo de gorduras saturadas no fígado, no sistema vascular e no tecido adiposo, exercendo uma função cardioprotetora, também reduzem processos inflamatórios no organismo, beneficiando o metabolismo e ainda atuam como neuronutrientes, adiando e amenizando processos neurodegenerativos”, afirma Maria Inês Harris, consultora científica da Biobalance.

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Além destes males, no âmbito das condições que atingem exclusivamente a população feminina, como tensão pré-menstrual (TPM), problemas gestacionais e câncer de endométrio, pesquisas recentes demonstram que os ácidos graxos ômega 3 EPA (eicosapentaenóico) e DHA (docosahexaenóico) colaboram para a prevenção e controle dos fatores precursores dessas doenças.

Um estudo publicado pela Universidade de Navarra, por exemplo, mostrou que a ingestão de ômega 3 colabora para a manutenção do peso e prevenção da obesidade, um dos fatores de risco para o câncer endometrial. Outro trabalho, realizado com um grupo de gestantes que recebeu suplementação com Omega-3 DHA e que foi publicado na revista médica Obstetrics and Gynecology, revelou a redução em até 20% nos níveis de um hormônio relacionado ao estresse, o cortisol.

Além desse dado, segundo os pesquisadores, o aumento no aporte de ômega 3 DHA na corrente sanguínea de futuras mães, vem acompanhado de uma série de benefícios para a saúde das mesmas e de seus bebês, entre eles a diminuição do risco de um parto prematuro.

De acordo com outro trabalho, publicado no jornal Complementary Therapies in Medicine, o uso do lipídio em cápsulas pode diminuir tanto os sintomas físicos da TPM como os psíquicos, tais como como ansiedade, irritação, dificuldade de concentração, insônia, depressão, entre outros. Ele atua diretamente na função metabólica, inclusive a hormonal, melhorando-a. Assim, é possível observar uma diminuição do quadro depressivo e nos níveis de estresse das mulheres que utilizam o suplemento, com resultados que aumentam progressivamente conforme a duração do tratamento.

OmegaPURE e OmegaPURE DHA são os suplementos com a maior concentração e alta pureza de ácidos graxos ômega 3 já registrados no Brasil. Além do teor superior a 90%, a linha OmegaPURE apresenta zero colesterol, zero gorduras saturadas e zero gorduras monoinsaturadas. A tecnologia gastrorresistente, aplicada à menor cápsula do mercado, assegura um maior conforto gástrico, porque impede refluxo com odor de peixe – uma queixa bastante comum de quem consome ômega 3 em cápsulas convencionais. As cápsulas de tamanho reduzido são de fácil deglutição, permitindo seu consumo de forma confortável também por crianças e idosos.

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A linha Biobalance visa promover saúde e bem-estar, por meio de produtos inovadores, naturais e de alta qualidade, que tenham por finalidade estimular as defesas naturais e o equilíbrio fisiológico do corpo humano. Suas linhas, encontradas nas grandes redes de farmácias, abarcam OmegaPURE e OmegaPURE DHA que têm a maior concentração de ômega-3 na menor cápsula do mercado, e EctoPURE, cremes calmantes de uso tópico que auxiliam na redução de processos inflamatórios da pele, sem o uso de corticoides.

Informações: Neutraceuticals – SAC: sac@biobalance-nutraceuticals.com ou 0800-771-8438

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes

A orientação nutricional e o estabelecimento de um plano alimentar para o controle dos indivíduos portadores de diabetes mellitus, associados a mudanças no estilo de vida, incluindo atividade física regular, são consideradas terapia de primeira escolha.

“Nos últimos anos, diversos produtos foram elaborados para tornar a vida dos diabéticos mais agradável e saborosa. Além disso, muitos tabus e determinações que o faziam ter que seguir uma alimentação extremamente restritiva, desapareceram. Atualmente sabe-se que esses indivíduos devem ter uma alimentação saudável com pouquíssimas restrições ou proibições”, explica a nutricionista Rosana Perim, gerente de nutrição assistencial do HCor.

Quem é diabético e pretende adotar um plano alimentar saudável, deve seguir algumas recomendações e adotar uma dieta com alimentos ricos em fibras, proteínas e gorduras boas, como:

aveia

· Grãos integrais: farinha de trigo, arroz e macarrão integrais, aveia, pães e biscoitos integrais.
· Leguminosas: feijões, soja, grão-de-bico, lentilha, ervilha.
· Legumes em geral: exceto batata, batata doce, macaxeira ou mandioca e inhame, pois têm elevada concentração de carboidratos e devem ser consumidos em pequenas porções.

salmão
· Carnes magras, aves e peixes em geral: exceto carnes processadas, como presunto, peito de peru, salsicha, linguiça, bacon, mortadela e salame.
· Gorduras boas: óleos vegetais (soja, milho, girassol, canola), azeite de oliva, abacate.
· Oleaginosas: castanhas, amendoim, avelãs, nozes e amêndoas.

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· Leite e derivados: devendo-se ter atenção para escolher iogurtes sem adição de açúcar.

“Vale lembrar que os tubérculos, como batata inglesa, batata doce, macaxeira e inhame, são alimentos saudáveis, mas por serem ricos em carboidratos, também devem ser consumidos em pequenas quantidades”, acrescenta Rosana.

As frutas, por terem seu açúcar natural, chamado de frutose, devem ser consumidas em pequenas quantidades pelos diabéticos. A recomendação é de uma porção de fruta por vez:

Frutas
· 1 unidade média de frutas inteiras, como maçã, banana, laranja, tangerina e pera.
· 2 fatias finas de frutas grandes, como melancia, melão, mamão e abacaxi.
· 1 mão cheia de frutas pequenas, dando cerca de 8 unidades de uvas ou cerejas.
· 1 colher de sopa de frutas secas, como uva passa, ameixa e damasco.

Além disso, é importante evitar o consumo de frutas juntamente com outros alimentos ricos em carboidratos, como tapioca, arroz branco, pão e doces.

Os alimentos “proibidos” são aqueles ricos em açúcar ou carboidratos simples, como:

· Açúcar e doces em geral.
· Mel, geleia de frutas adoçadas, compotas com açúcar.
· Farinha branca: produtos de confeitaria e pastelaria.
· Doces em geral, chocolates e guloseimas.
· Bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos industrializados, achocolatados.
· Bebidas alcoólicas.

“É importante que o diabético aprenda a ler os rótulos dos produtos antes de consumir, pois o açúcar pode aparecer escondido sob a forma de glicose, xarope de glicose ou de milho, frutose, maltose, maltodextrina ou açúcar invertido”, alerta a nutricionista.

Diet x Light

A definição de alimento light deve ser direcionada aos produtos que apresentam redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, quando comparado com alimento convencional. Diet significa que o alimento tem ausência total de um nutriente. Portanto, a primeira diferença entre alimento diet e light está na quantidade permitida de nutriente.

Enquanto o diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma redução mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional. A segunda diferença, é que o alimento light não é, necessariamente, indicado para indivíduos que apresentem algum tipo de doença (diabetes, colesterol elevado, doença celíaca, fenilcetonúria).

“No caso dos indivíduos diabéticos o termo correto é o diet, por ter ausência total de açúcar. Antes de comprar algum alimento light é importante verificar os ingredientes descritos no rótulo se na composição tem açúcar ou não”, orienta Rosana.

Recomendações complementares:

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· Alimente-se a cada 4 horas para evitar picos de hipo e hiperglicemia.
· Tenha sempre disponíveis alimentos práticos para os intervalos das refeições como frutas, barra de cereais light ou biscoitos salgados com fibras.
· Leia os rótulos com atenção. Não confie apenas na denominação diet ou light. Observe atentamente a composição nutricional do produto, identificando a quantidade de cada nutriente (gordura, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais).
· Procure manter o peso dentro da faixa de normalidade.
· Meça regularmente a glicose sanguínea.

Fonte: HCor

Dieta restritiva em gordura saturada não promove saúde

Desde que idealizou o site Emagrecerdevez.com, Rodrigo Polesso dedica-se, não apenas a ajudar as pessoas a emagrecer, mas a quebrar mitos relacionados a dietas e perda de peso, que se disseminam sem comprovação científica. E um dos mitos bastantes conhecido é justamente o de que gordura saturada faz mal à saúde.

“Acho importante derrubar esses mitos sobre alguns tipos de alimentos, que começam a circular sem evidências científicas, para que as pessoas possam se apoiar nestas informações e tomar as próprias decisões a respeito da sua vida, estilo de vida, da sua saúde e boa forma”, defende Polesso.

Um dos mitos é justamente o de que as gorduras saturadas são grandes vilãs para qualquer dieta. Essa ideia surgiu há aproximadamente quatro décadas e foi levantada por um médico chamado Ancel Keys. A partir de observações, Keys deduziu que quem tinha problema de entupimento das artérias, ou ataques cardíacos estavam com altas taxas de colesterol, logo, ele atribui o fato ao consumo de carne e gorduras saturadas viravam essa gordura encontrada no organismo e originavam os problemas cardíacos.

A gordura saturada sempre esteve presente na dieta humana. Elas estão disponíveis no coco, nas carnes, manteiga, laticínios e até no leite materno. Neste último, inclusive, a gordura saturada é a maior parte das gorduras do leite, seguidas das monoinsaturadas. “Faz sentido a gordura saturada causar morte e doença, se ela faz parte da composição do leite materno e nos alimentos mais nutritivos do mundo?”, questiona Polesso.

Essa análise evolutiva, segundo o especialista, já nos faz olhar para essa tese com outros olhos. O que existe de científico sobre este misto são estudos que associam gorduras saturadas a problemas cardíacos.

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“Esses estudos são observacionais, são prospectivos. Agora, por que uma pessoa que come bastante gordura saturada, hoje em dia, tende a ter problemas? Porque junto com a gordura saturada, ela provavelmente também consome muito açúcar, não se exercita com regularidade, fuma ou toma bastante álcool. Assim, uma pessoa que consome muita gordura saturada tende a não ter hábitos saudáveis no geral. Por isso que, quando se compara pessoas que comem muita gordura saturada com aquelas que consomem pouco e mantém melhores hábitos alimentares, é óbvio que as que se cuidam vão apresentar resultados melhores”, conclui Polesso.

Este tipo de pesquisa baseada em estudos observacionais produz poucas evidências relevantes, ao contrário de ensaios clínicos randomizados, que mostram relações de causa e efeito. Em 2015, o Jornal Britânico de Medicina publicou revisão de vários estudos observacionais sobre o papel das gorduras saturadas na saúde das pessoas. Em sua conclusão, o jornal revela que gorduras saturadas não estão associadas com mortes de todas as causas, doenças cardiovasculares, infarto ou diabetes tipo 2, porém a evidência é heterogênea, devido à limitação de metodologia.

“Eles já dizem que estudos prospectivos têm uma metodologia muito limitada, analisando tipos de pessoas e não se, realmente, a única alteração na dieta é a gordura saturada”, explica Polesso.

No ano de 2016, o mesmo jornal publicou revisão de ensaios clínicos randomizados, que produzem evidências mais relevantes que os prospectivos. Nesta pesquisa, foram analisados dados de quase dez mil homens e mulheres que participaram de estudos onde foi feita a substituição da gordura saturada na dieta por gorduras poli-insaturadas, ou seja, retirou-se as gorduras animais, como banha de porco e manteiga, colocando no lugar manteiga e óleo de milho.

O grupo que substituiu com óleos vegetais reduziu consideravelmente o colesterol no sangue comparado ao grupo que continuou comendo gordura saturada. No entanto, os gráficos mostraram que não houve benefício algum a respeito de mortalidade com esses resultados. Aliás, houve um aumento de 22% do risco de morte para cada 30mg/dl de redução de colesterol no sangue.

“Quanto menor o colesterol neste estudo, maior o risco de morte. Este é outro mito o de que o colesterol é nosso inimigo, mas não é isso. Há muita confusão e falsas informações sobre este assunto. Ele é essencial para a saúde humana. Assim, o estudo conclui que não existe evidência do benefício de se substituir gorduras saturadas por poli-insaturadas no sentido de entupimento das artérias ou infarto do miocárdio”, explica Polesso.

A pesquisa revela, ainda, que as evidências disponíveis de ensaios clínicos randomizados mostram que substituir gordura saturada por gordura insaturada baixa de fato o colesterol no sangue, mas não suporta a hipótese de que isso significa risco mais baixo de mortes de doenças cardíacas ou morte de todas as causas. Esses achados só adicionam a um crescente corpo de evidências de que a publicação incompleta de dados tem contribuído para um exagero dos benefícios de substituir gordura saturada por óleos vegetais.

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“Parece que a natureza novamente estava certa e proveu para a gente o alimento correto. A gordura saturada que está disponível na natureza desde sempre é inofensiva ao nosso corpo, ao contrário das gorduras poli-insaturadas, encontradas em óleos vegetais feitos pela indústria. Na dúvida, façam como nossos avós e bisavós que consumiam manteiga, carne de gado, banha de porco, gorduras saturadas e fornecidas pela mãe natureza”, finaliza Polesso.

Fonte: Rodrigo Polesso tem certificado em nutrição otimizada para saúde e bem-estar pela Universidade Estadual de San Diego na Califórnia, EUA.

Maçãs francesas, deliciosamente crocantes

Fruto protagoniza campanha inédita para aumentar sua notoriedade junto ao consumidor e mercado local

Pela primeira vez, uma grande campanha de promoção da maçã francesa será realizada no Brasil, sob a iniciativa da Interfel – Interprofissão de Frutas e Legumes Frescos e da União Europeia. Intitulada “Maçãs francesas – Deliciosamente crocantes!”, a campanha tem como objetivo aumentar a notoriedade e atratividade das maçãs francesas junto ao consumidor e ao mercado, destacando o savoir-faire francês e a versatilidade dessa fruta, seja crua ou como ingrediente em pratos, sobremesas, drinques etc.

A campanha engloba ações com a imprensa, trade e consumidor final, com degustações nos principais pontos de venda do Brasil a partir deste mês, oferecendo uma ótima oportunidade de incentivo ao consumo, pois possui forte potencial para o nosso mercado: são desde variedades já adaptadas ao paladar dos brasileiros, como outras que trazem novidades em termos de sabor e textura.

Uma boa safra

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A maçã francesa se destaca pela qualidade e excelência dos seus métodos de produção que respeitam o meio ambiente. Nessa perspectiva, os pomicultores franceses são engajados numa agricultura sustentável e responsável que privilegia a observação dos pomares, favorece a biodiversidade, a utilização de métodos de controle biológicos e o uso das técnicas mais avançadas, assegurando uma produção de qualidade superior para o consumidor, garantindo o equilíbrio econômico do negócio.

Este ano, as condições climáticas foram favoráveis à colheita de maçãs francesas, que segundo a ANPP – Association Nationale de Pommes Poires (em português, Associação Nacional de Maçãs e Peras) deverá ser de 1,5 milhão de toneladas. A Associação ressalta também a qualidade dessa safra, em que as maçãs estavam bem doces e com muita qualidade gustativa, graças ao forte sol de verão. Isso mostra que ela poderá responder à demanda internacional com as variedades mais procuradas pelos mercados estrangeiros, entre eles, o Brasil. É importante ressaltar que a França exporta cerca de 35 a 40% de sua produção para mais de 100 países.

Maçãs francesas, uma ampla gama

macas francesas maçãs francesas

Os diferentes tipos de microclimas e terroirs franceses permitem uma produção abundante, qualitativa e diversificada. São muitas variedades entre as quais destacam-se: a Golden, a Gala, a Pink Lady, a Fuji, a Red, Granny Smith, a Reinette Grise do Canadá, todas com aparências, sabores e texturas que atestam a diversidade dos solos franceses. Algumas dessas variedades já estão presentes no mercado brasileiro como a Gala, a Fuji ou a Golden, mas ainda existem muitas a descobrir.

Com o volume atual de cerca de 1,5 milhão de toneladas, produzidas principalmente na região sudoeste, no Val de Loire, no sudeste e nos Alpes, a França posiciona-se com terceiro maior produtor de maçãs da Europa.

macas francesas maçãs

A ambição é que este programa de promoção se expanda, além das maçãs, a outras frutas e legumes. Os produtores franceses estão interessados em novas perspectivas de exportação para o Brasil da pera, kiwi e cebola chalota, a “queridinha” dos chefs franceses.

Fonte: Interfel

Que tal imprimir sua foto no cappuccino? Sterna Café lança serviço inédito em SP

A partir de agora as fotos e selfies podem ir muito além das imagens de perfis e postagens das redes sociais. Oferecer um cappuccino com um toque de exclusividade é a nova aposta da rede Sterna Café. A cafeteria paulistana acaba de lançar o serviço inédito na capital onde é possível imprimir qualquer foto no próprio cappuccino.

Feito com tinta comestível, a novidade sai por R$ 19,90 (cappuccino de 200 ml). Para ter a imagem estampada na bebida, basta encaminhar a foto desejada via e-mail, bluetooth ou WhatsApp no momento que fizer o pedido. A impressão demora menos de 30 segundos.

café com foto

O serviço Sterna Print está disponível na unidade Sterna Vila Mariana, localizada na Rua Áurea, 409 – Vila Mariana. O horário de atendimento é de segunda a sábado das 8h às 19h30.

Goiaba vermelha é rica em licopeno, importante antioxidante natural

Desenvolvida em parceria com a Unesp de Araraquara, nova forma de processamento garante 98% de aproveitamento dos nutrientes da fruta

Pouca gente sabe, mas a goiaba é um superalimento, rico em vitaminas A e C, além de licopeno – um importante antioxidante natural, capaz de proteger as células do organismo contra os efeitos nocivos do excesso de radicais livres, reduzindo assim o risco de doenças crônicas, inclusive o câncer, e combatendo o envelhecimento.

Para que todos esses nutrientes da goiaba cheguem praticamente intactos aos consumidores, o Grupo Predilecta, maior produtor de goiabas vermelhas do mundo, desenvolveu, em conjunto com a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara, um aperfeiçoamento efetivo na linha de processamento da goiaba, capaz de assegurar que 98,5% do licopeno presente nas frutas sejam conservados após passar pela linha de produção.

“Nosso objetivo é simplificar a vida das pessoas, para que possam consumir a fruta processada em diversos produtos sem que haja perda na ingestão dos nutrientes. Por isso investimos constantemente no desenvolvimento da cadeia de produção”, informa Antonio Tadiotti, ex-docente universitário e pesquisador, sócio do Grupo Predilecta.

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Pesquisas recentes mostram que, além de antioxidante, o Licopeno também é um importante aliado do coração e ajuda a controlar a pressão arterial. Vale lembrar que nosso organismo não o produz licopeno e por isso temos que ingeri-lo pela alimentação.

O licopeno é um pigmento lipossolúvel (que dá a cor vermelha à goiaba) e por isso tem maior absorção quando consumido junto com gordura. Sua biodisponibilidade é aumentada após o cozimento.

Fonte: Predilecta

Três dicas para ajudar o organismo a se adaptar ao horário de verão

No horário de verão, como todos sabem, adiantamos o relógio em uma hora. Assim, os dias amanhecem “mais tarde”, muitas vezes, quando você olha no relógio já são altas horas da noite ou até mesmo da madrugada e você nem viu que a hora passou.

Se você fica perdido com essa mudança imagine o seu organismo que leva um tempo para se adaptar à nova rotina. Para encarar essa mudança com mais tranquilidade, a médica Cintia Rios, especialista em Medicina Funcional, listou três dicas que podem ajudar a minimizar os impactos dessa mudança.

Durma mais

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A adaptação ao sono é o mais complicado nesse período. Nosso relógio biológico segue a luz do dia, desperta ao amanhecer e quando escurece se prepara para dormir. Com a mudança de horário essa rotina é alterada e o organismo precisa se acostumar a acordar com o dia ainda escuro. Comece a adaptação aos poucos, 15 minutos mais cedo a cada dia, o seu organismo irá se acostumar gradativamente e você conseguirá se adaptar ao horário do relógio e dormir as horas que o corpo precisa para reparar o organismo.

Evite mudar sua rotina

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Siga os horários de acordo com o relógio externo e não o biológico. Com o horário de verão o dia parece mais longo, mas continua com 24 horas. Aproveitar esse tempo a mais de claridade com outras atividades e dormir por um tempo menor faz com que o seu organismo não se recupere e com que você tenha dificuldades para acordar no dia seguinte, se sinta cansado e sem disposição.

Não exagere nas refeições

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Não exija muito esforço do seu organismo em refeições noturnas, faça refeições mais leves e evite o consumo de carne vermelha à noite, alimentos pesados fazem com que o corpo não descanse e o sono fique mais pesado. Prefira alimentar-se mais cedo, de preferência três horas antes de dormir para não atrapalhar a digestão e o sono.

Fonte: Cintia Rios Camilo é formada na Escola de Medicina e Saúde Pública da Bahia, fez sua primeira Residência médica pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e a segunda Residência médica no Hospital Ipiranga. Além disso, é especialista em Cirurgia Geral pelo ministério de Educação e Cultura e especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – SBCP. Além de atuar como cirurgiã plástica por duas décadas, nos últimos cinco anos vem se aprofundando em uma outra vertente da profissão, a medicina funcional. Atualmente, tem uma clínica em São Paulo, localizada no bairro Jardins, também nos hospitais Albert Einstein, no Hospital São Luiz, no Hospital Saint Peter e Hospital Santa Catarina, entre outros.

Dia Mundial do Veganismo: é possível adaptar uma dieta vegana para crianças?

Professor de nutrição do Ceunsp explica quais são os alimentos indispensáveis durante a fase de crescimento

Com cerca de 5 milhões de adeptos no Brasil, o veganismo vem se popularizando e ganhando cada vez mais espaço entre homens e mulheres que buscam um estilo de vida livre de qualquer exploração animal. No entanto, ainda existem muitos estigmas em torno das famílias cujas crianças também são adeptas da alimentação vegana. Afinal, é possível adaptar uma dieta sem quaisquer alimentos de origem animal para uma criança em fase de crescimento?

O nutricionista André Freitas, professor do curso de nutrição do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), explica o que é o veganismo e quais são os alimentos indispensáveis para uma alimentação saudável para crianças:

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O que é o veganismo?
O veganismo é um estilo de vida, que se opõe a qualquer forma de abuso ou exploração animal. Por isso, ser vegano vai muito além da alimentação, já que a pessoa não consume alimentos de origem animal e também se recusa a usufruir de materiais que tenham sido fabricados por meio da exploração de animais, como couro, lã e seda. Ou ainda produtos que são testados em animais, como cosméticos e produtos de limpeza.

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O que é a alimentação vegana?
A dieta vegana é aquela em que são excluídos quaisquer alimentos de origem animal, ou ainda que passem por qualquer tipo de contato ou uso de produtos animais. Ou seja, não se consome carnes, laticínios, ovos, mel, açúcar (pois é utilizado o sebo de boi para o refinamento do açúcar). Uma dieta vegetariana é mais amena, já que a pessoa consome alimentos de origem animal, desde que não tenham sido submetidos ao ato do abate, ou seja, consomem laticínios e ovos.

criança comida alimento

É recomendado que uma criança siga uma dieta vegana?
Recomendação propriamente dita não existe, pois o veganismo é determinado por traços que vão muito além da comida. É um estilo de vida e guiado por vários fatores, desde política até a ética biológica e meio ambiente. Muitas crianças, inclusive, iniciam por conta própria a dieta alimentar vegana por compaixão aos animais. Nesse caso, tudo depende da ideologia da família, que é o contato mais íntimo e a real formadora de opinião da criança.

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É necessário o acompanhamento de um médico especialista ou nutricionista para que a criança siga essa dieta?
Com certeza. O profissional capacitado neste assunto é o nutricionista. Melhor ainda quando esse acompanhamento é feito com um especialista em veganismo. Apenas este profissional consegue fazer as combinações necessárias e é capaz de detectar os sinais clínicos de deficiência nutricional de risco do vegano, conseguindo então tomar a medida corretiva para a situação, seja pela forma alimentar ou mesmo suplementação.

barrinha cereais

Existem vitaminas ou outros nutrientes, essenciais para o desenvolvimento da criança, que sejam encontrados apenas em alimentos derivados de animais?
Existe apenas um único nutriente que é encontrado apenas em alimentos animais cárneos, que é a vitamina B12. Ela está presente no ovo também, em pequeníssimas quantidades, o que não faz dele então um alimento fonte. Vale ressaltar que existem outros nutrientes que são encontrados em alimentos de origem animal e em menores quantidades nos vegetais, como ferro, zinco e vitamina A, que são importantes para a renovação celular, a imunidade e a produção de hormônios sexuais, fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da criança. Estes nutrientes podem ser encontrados em alimentos vegetais, como cereais, grãos, sementes e alimentos alaranjados. Ainda assim, a quantidade destes nutrientes é menor quando comparado com os de origem animal, o que requer atenção nas porções e frequência de consumo.

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Foto: Kariatx/Morguefile

Quais alimentos são indispensáveis para uma criança vegana?
Os alimentos que não podem faltar em uma dieta vegana, são os alimentos chave de valor nutricional. Entre eles temos folhas verde-escuras, principalmente, espinafre, alimentos alaranjados, como abóbora, cenoura, mamão e feijões. Sendo completamente inviável uma dieta vegetariana sem qualquer um destes alimentos.
Sementes, grãos germinados e abacate também são alimentos muito importantes para uma alimentação equilibrada.

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Quais os benefícios de uma dieta vegana para a criança?
Do ponto de vista nutricional a dieta vegana proporciona um excelente consumo de fibras e vitaminas antioxidantes. Outro benefício é que, ao se consumir alimentos vegetais em maior quantidade, é possível diminuir o consumo de alimentos processados, que são altamente ricos em gorduras, principalmente saturadas, açúcar e sal.

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Foto: The Yummy Mummy Club

Quais dicas você daria para os pais que desejam adaptar uma alimentação vegana e saudável para seus filhos?
É fundamental se atentar ao valor nutricional dos alimentos e não confundir alimentos e produtos alimentícios. Uma alimentação vegana para crianças é possível, desde que haja organização para consumir os alimentos certos, que possuam os mesmos nutrientes encontrados nos alimentos de origem animal.

Sobre o Ceunsp

Com mais de 50 anos de tradição e dois campi – Itu e Salto –, o Ceunsp é reconhecido por seu ensino de qualidade, com ótimos indicadores comprovados pelo MEC, Enade e Guia do Estudante. Oferece cursos de graduação e pós-graduação em diversas áreas do conhecimento e conta com mais de 14 mil alunos.

A Instituição integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do país, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados, como Universidade Cruzeiro do Sul e Universidade Cidade de São Paulo (São Paulo/SP), Universidade de Franca (Franca/SP), Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Faculdade São Sebastião – FASS (São Sebastião/SP), Centro Universitário Módulo e Faculdade Caraguá – FAC (Caraguatatuba – SP), Faculdade Cesuca (Cachoeirinha – RS), Centro Universitário FSG (Bento Gonçalves e Caxias do Sul – RS) e Centro Universitário de João Pessoa – Unipê (João Pessoa – PB), além de colégios de educação básica e ensino técnico.

Hoje é o Dia Mundial do Veganismo

Em celebração à data, nutricionista esclarece dúvidas sobre a transição alimentar e sobre o estilo de vida

Comemorado em várias partes do mundo, 1º de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de qualquer produto de origem animal. No Brasil, 55% da população têm interesse em consumir mais produtos veganos, de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

Além da mudança de hábitos relacionada ao consumo de roupas, acessórios e cosméticos, por exemplo, a transição da alimentação também requer cuidado e atenção, para que o organismo se adapte ao novo cardápio.

Segundo Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom, empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis, é fundamental que essa mudança seja feita de forma gradual, eliminando os produtos de origem animal das refeições em um dia da semana e depois, estender para outros dias aos poucos.

Confira abaixo mais cinco dicas que podem facilitar o processo de transição:

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Orientação profissional: a especialista pontua que é importante procurar avaliação médica e realizar exames periódicos, além de consultar sobre como fazer as substituições corretas e evitar deficiência nutricional. “A vitamina B12, por exemplo, é encontrada em carnes, ovos e laticínios, e sua ausência pode causar anemia e distúrbios sanguíneos, por isso é importante consumir diariamente outros alimentos que possuem essa vitamina como cereais integrais e proteínas à base de soja e de ervilha”, explica.

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Substituições: além de incluir alimentos ricos em nutrientes como feijão, lentilha e grão-de-bico nas principais refeições, a nutricionista aponta que também é válido procurar por snacks saudáveis e sem insumos de origem animal, como uma solução para aquela fome repentina.

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Foto: Shutterstock

Fazer as próprias refeições: uma maneira de se adaptar ao novo hábito alimentar é preparar as refeições, aprendendo a ter ideias de pratos veganos e saudáveis, para diversificar o cardápio, redescobrir o próprio paladar e ainda ter um controle maior da qualidade dos alimentos consumidos. “Outro ponto essencial é que os pratos saciem a fome. Assim, é possível evitar a vontade por mais comida logo após as refeições”, indica.

hamburguer vegano

Escolher comércios veganos: com o aumento da procura por comidas veganas, tem crescido o número de restaurantes, padarias e cafés que possuem opções saudáveis voltadas para esse público, principalmente nas grandes cidades. Por isso, a dica é procurar por lugares que ofereçam essas alternativas no cardápio.

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Foto: Depositphotos

Compartilhar ideias: “Há muitos grupos nas redes sociais e sites dedicados ao universo vegano que fornecem dicas de receitas, produtos, lugares e eventos. Essas notícias são extremamente úteis para auxiliar na transição. Até mesmo compartilhar a própria experiência de mudança com outras pessoas pode contribuir na otimização do processo e encontrar amigos que compartilham do mesmo estilo de vida”, conclui.

Fonte: Superbom